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Cadeias Musculares – Aula 07 
Prof. Arlindo Elias 
Objetivos 
2 
• TEMA DA AULA: A linha espiral 
• REFERÊNCIA: Material de aula; Trilhos anatômicos cap.06 
• OBJETIVO: 
Ao final desta aula o aluno deverá ser capaz de: 
 
Compreender a importância postural e o movimento da LE 
Conhecer as estruturas que participam da LE e as disfunções que podem culminar 
em sintomas. 
Aplicar as regras dos trilhos anatômicos para a avaliação e tratamento da LE 
 
• PPC (Projeto Pedagógico do Curso: 
• O profissionais devem ter conhecimento da anatomia do sistema miofascial 
para estabelecer as linhas de tração que podem participar de um conjunto de 
sintomas. 
Introdução 
3 
 
Visão geral 
 
A linha espiral (LE) dá a volta no corpo em 
uma hélice dupla, juntando cada lado do 
crânio, passando pela parte superior do 
dorso até o ombro do lado oposto, em 
seguida pelas costelas, cruzando na frente 
do corpo na altura da cicatriz umbilical e 
unindo-se no quadril. 
 
 
 
 
 
Introdução 
4 
 
Visão geral 
 
A partir do quadril, a LE desse ao longo da 
parte anterolateral da coxa e da perna até 
o arco longitudinal medial, passando sob o 
pé. 
 
Depois, sobe ao longo da parte posterior 
externa da perna até o ísquio, passando 
dentro da fáscia do eretor e terminando 
muito próximo de onde começou no 
crânio. 
 
 
 
 
 
Introdução 
5 
Função Postural 
 
A função postural da LE é enrolar o corpo em uma espiral dupla que ajuda a 
manter o equilíbrio em diferentes planos. 
 
Em situações de desequilíbrio, a LE participa criando, compensando e 
mantendo giros, rotações e movimentos laterais do corpo. 
 
Muitas das estruturas da LE participam de outras cadeias, enfatizando a 
importância da LE em uma grande variedade de funções. 
 - Uma disfunção da LE, portanto, pode prejudicar o funcionamento das 
outras cadeias com as quais se relaciona. 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
6 
Função de Movimento 
 
A função geral da LE é criar e 
mediar rotações do corpo e 
movimentos em espiral. 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
7 
Introdução 
8 
A Linha Espiral Superior 
9 
Nessa aula, estudaremos a LE a partir de cima para baixo. 
 
 
A LE se inicia na lateral do crânio, ou acima da parte lateral da linha da nuca, 
na junção entre o occipital e o osso temporal, seguindo para baixo e para 
dentro do músculo esplênio da cabeça. 
 
 
No caminho, a LE se une ao esplênio do pescoço, encontrando os processos 
espinhosos de C6 a T5. 
 
 
Essa linha é contínua com a miofáscia dos rombóides do lado oposto. 
 
 
 
 
 
A Linha Espiral Superior 
10 
A Linha Espiral Superior 
11 
Os rombóides conectam a linha ao bordo 
medial da escápula, ligando então o lado 
esquerdo do crânio à escápula direita e vice-
versa. 
 
A partir da borda medial da escápula há uma 
conexão fascial direta com o infraespinhoso e 
o subescapular, que se continuam pelas linhas 
do membro superior. 
 
No tronco, a LE se continua com o serrátil 
anterior, na face anterior da escápula. 
 
 
 
 
 
A Linha Espiral Superior 
12 
O serrátil anterior é um músculo 
complexo, com fibras orientadas em 
múltiplas direções, inserindo-se nas 9 
primeiras costelas. 
 
 
A parte que se conecta à 5ª a 9ª 
costelas é que provê a continuidade 
espiral pelo tronco. 
 
 
 
 
 
O complexo Oblíquo Interno e Externo 
13 
A partir dos pontos de ligação inferiores 
do serrátil, o caminho adiante é 
contínuo com o oblíquo externo. 
 
As fibras do oblíquo externo se fundem 
dentro da lâmina da aponeurose 
abdominal superficial, que as leva até a 
linha alba, onde elas se misturam com 
as fibras opositoras do oblíquo interno 
do lado oposto. 
 
 
O oblíquo interno, por sua vez, conecta 
a LE na região da EIAS, onde ocorre o 
cruzamento de várias linhas miofasciais. 
 
 
 
 
A Espinha ilíaca antero superior (EIAS) 
14 
A EIAS é uma região de inserção (estação) de vários músculos que participam 
de diferentes cadeias. 
 
O oblíquo interno puxa a EIAS em uma direção supero-medial. 
O transverso do abdome traciona essa região medialmente. 
O sartório conecta a EIAS à parte interna do joelho, tracionando-a para baixo e 
para dentro. 
O músculo ilíaco, se insere na borda interna da EIAS, tracionando-a em direção 
inferior. 
O reto femoral não se prende à EIAS, mas traciona a região anterior do ilíaco (e 
consequentemente a EIAS) para baixo. 
O tensor da fáscia lata puxa a EIAS para baixo e para fora. 
O glúteo médio puxa para baixo e para fora em direção ao trocânter maior. 
O oblíquo externo puxa para cima e em direção à margem inferior da caixa 
torácica. 
 
 
 
 
 
A Linha espiral Inferior 
15 
A LE inferior é uma correia complexa que parte do quadril, passa pelo arco e 
volta ao quadril. 
 
 
 
A partir da EIAS, as fibras do oblíquo interno se conecta ao tensor da fascia lata, 
que por sua vez está ligado ao trato iliotibial (TIT). 
 
 
 
O TIT também participa da LL, mas dessa vez, seguiremos com a continuidade 
através do músculo tibial anterior. 
 
 
 
 
A Linha espiral Inferior 
16 
A Linha espiral na perna 
17 
O tibial anterior passa por baixo e por 
dentro, cruzando a parte inferior da tibia 
para se prender à càpsula articular entre 
o primeiro cuneiforme e o 1º metatarso. 
 
 
A parte interna dessa cápsula articular 
está em continuidade fascial com o 
tendão do fibular longo. 
 
 
 
 
A Linha espiral na perna 
18 
O tibial anterior passa por baixo e por 
dentro, cruzando a parte inferior da tibia 
para se prender à càpsula articular entre 
o primeiro cuneiforme e o 1º metatarso. 
 
 
A parte interna dessa cápsula articular 
está em continuidade fascial com o 
tendão do fibular longo. 
 
 
 
 
A parte posterior da perna 
19 
O fibular longo corre ao longo da fíbula e 
toma a rota pelo músculo bíceps femoral. 
 
 
A cabeça longa do bíceps se conecta na 
tuberosidade isquiática. 
 
 
Todo esse complexo pode ser visto como 
uma correia unificada que viaja do 
quadril até o arco do pé e depois retorna 
até o quadril. 
 
 
 
 
A parte posterior da perna 
20 
A cabeça curta do bíceps femoral 
apresenta uma continuidade mecânica 
com o adutor magno, que se conecta ao 
ramo inferior do púbis e tuberosidade 
isquiática 
 
O encurtamento da cabeça curta do 
bíceps pode participar da rotação externa 
da tíbia. 
 
 
O encurtamento do adutor magno pode 
participar da rotação posterior da pelve. 
 
 
 
 
A parte posterior da perna 
21 
A linha espiral posterior 
22 
A partir do bíceps femoral, a LE segue o mesmo 
caminho da linha superficial posterior através 
do ligamento sacrotuberal e músculos eretores 
vertebrais. 
 
 
 
A LE portanto, é capaz de transmitir tensão aos 
músculos paravertebrais, podendo contribuir 
para a etiologia de algumas formas de 
lombalgia.

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