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Material Didático Curso Biomecânica Aplicada ao TRP

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BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA 
APLICADAS AO 
TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS 
Curso Nível 2 
Prof. Dr. João Moura 
Cap. 1. Introdução e importância do conhecimento de 
BIOMECÂNICA e CINESIOLOGIA 
Referências... 
Referências... 
Referências... 
Referências... 
Referências... 
Artigos científicos... 
Qual o principal objetivo 
do curso? 
Qual a importância do 
conhecimento de 
cinesiologia e 
biomecânica? 
Eficiência 
 vs 
Segurança 
Resistências... 
Introdução e importância do conhecimento de BIOMECÂNICA e CINESIOLOGIA; 
Conteúdo Programático 
Relação COMPRIMENTO TENSÃO na fibra muscular; 
ENERGIA ELÁSTICA muscular e sua relação com o TRP; 
INSUFICIÊNCIAS ATIVA e PASSIVAS do músculo esquelético e sua aplicação no TRP; 
VETORIZAÇÃO na análise da tração muscular; 
BRAÇOS DE MOMENTO e TORQUE em bioalavancas; 
PONTOS DE DESCANSO nos exercícios de TRP; 
CARGAS GRAVITACIONAIS, de QUILAGEM e MUSCULARES 
sobre a coluna vertebral e articulações. 
Vamos ao curso? 
BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA 
APLICADAS AO 
TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS 
Curso Nível 2 
Prof. Dr. João Moura 
Aplicação: 
- Energia Elástica; 
- Insuficiências Musculares. 
Cap. 2. Relação COMPRIMENTO TENSÃO na fibra 
muscular 
Tecidos corporais – Conjuntos de células 
Tipos de Tecido Musculares 
Até 1950 o conhecimento da estrutura molecular do músculo era 
desconhecida. O uso da microscopia eletrônica permitiu avanço no 
conhecimento desenvolvendo primeiro a TEORIA DOS FILAMENTOS 
DESLIZANTES e posteriormente a TEORIA DAS PONTES CRUZADAS (Hulex, 1957). 
Escola TEF 
Curso 
Nível 1 
A produção fisiológica de força muscular/sarcomial durante a 
contração depende de que fatores? 
Depende da interação 
ACTINA-MIOSINA mais 
energia de ATP 
MIOSINA ACTINA ATP FORÇA 
Controlada pelo Ca++ 
MIOSINA O “MOTOR” – liga, gira e libera – processo cíclico 
Maior número de Pontes Cruzadas maior será a força 
Escola TEF 
Curso 
Nível 1 
http://www.treinoemfoco.com.br/fisiologia-do-treino/producao-fisiologica-sarcomial-de-forca/ 
http://www.treinoemfoco.com.br/fisiologia-do-treino/diminuicao-de-forca-no-sarcomero/ 
Gordon et al. (1966) propuseram a relação do comprimento do sarcômero com nível 
de força produzida o que ficou conhecido como “CURVA COMPRIMENTO TENSÃO” 
Maior número de pontes cruzadas 
 = 
maior nível de tensão de encurtamento gerada por sarcômero 
Depende da interação 
ACTINA-MIOSINA mais 
energia de ATP 
Pontes cruzadas e o efeito “Alongamento do Sarcômero” 
Relação Comprimento Tensão Muscular 
Menor tensão Menor tensão 
Relação Comprimento Tensão Muscular 
Qualquer comprimento 
acima ou abaixo do 
comprimento ótimo 
produzirá níveis 
menores de força. 
Todavia, nem todos os 
fenômenos biofísicos da 
contração muscular são 
prontamente 
adequados a estas 
teorias (Minozzo et al., 
2012). 
Assim, o fator mais influenciador sobre a 
capacidade muscular de gerar força é a 
quantidade de pontes cruzadas efetivamente 
estabelecidas 
Porém, com o sarcômero “alongado” 
também ocorrerá tensão de estiramento 
em componentes elásticos musculares. 
 
TENSÃO PASSIVA 
Relação Comprimento Tensão 
Conforme um músculo encurta ele diminui sua capacidade de gerar 
tensão de encurtamento = Insuficiência Ativa 
Relação Comprimento Tensão 
- A força exercida pelo músculo não 
depende somente do processo ativo; 
- Elementos Estruturais: tecidos conectivos 
(endomísio, perimísio, epimísio e tendões) 
e componentes citoesqueléticos 
(filamentos intermediários, titina e 
nebulina); 
- Quando alongado as estruturas exercem 
força passiva que se combina a 
contribuição ativa gerando a tensão total 
de encurtamento do músculo (Unidade 
Musculotendínea). 
- A força mínima no máximo encurtamento 
e força máxima no máximo alongamento. 
- Com o comprimento muscular encurtado, 
toda a força é devido ao componente ativo; 
enquanto que nos comprimentos maiores a 
maior parte da força é devido ao 
componente passivo (Enoka, 2000); 
- Alguns basistas tentam usar o pré 
estiramento aduzindo fortemente as escápulas 
e alongando os peitorais da fase 
excêntrica(Fleck e Kraemer, 2006). 
A magnitude da força gerada pelos elementos passivos varia substancialmente 
entre os músculos, de acordo com a diferença na estrutura muscular e quantidade 
de tecido conectivo (Enoka, 2000). 
Movimento 
Habilidade 
de exercer 
torque 
Tensão 
muscular 
produzida 
Braço de 
momento 
Fisiológico Mecânico 
FORÇA 
- Maior o número de pontes cruzadas efetivadas; 
Fatores determinantes da força muscular 
- Maior o número de sarcômeros por fibra muscular; 
- Maior o número de fibras recrutadas em um músculo. 
Penação: 
Influencia sobre a produção de força 
Existe um número igual de sarcômeros nos dois exemplos, todavia mais 
força pode ser gerada no arranjo em paralelo. 
Arranjo em série Arranjo 
em 
paralelo 
Penação: 
Influencia sobre a velocidade e distância da contração 
Existe um número igual de sarcômeros nos dois exemplos, todavia mais 
velocidade e distância de encurtamento ocorre no arranjo em série. 
Arranjo em série Arranjo 
em 
paralelo 
Tipos de Arquitetura do Músculo 
•Paralelo (longitudinalmente organizadas) 
•Fibras organizadas em paralelo 
 
•Unipienado 
•Fibras orientadas em um único ângulo 
 
•Multipenado 
•Fibras organizadas em vários ângulos 
 
•A arquitetura afeta a força muscular, a força 
e a velocidade. 
 
•Ângulos normalmente variam de zero a 30º. 
Fibras em ângulos de 30º 
perdem 13% da força!!! 
O que fica? 
- O número de pontos cruzadas estabelecidas ao longo de 
uma ADM modifica-se; 
- Quanto maior o número de pontes cruzadas maior a capacidade de gerar tensão 
de encurtamento no sarcômero; 
- A força fisiológica do sarcômero não denpende somente de componentes ativos 
(miofilamentos de actina e miosina) depende também de tecidos conectivos e 
componentes citoesqueléticos (miofilamentos de Titina e Nebulina). 
BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA 
APLICADAS AO 
TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS 
Curso Nível 2 
Prof. Dr. João Moura 
Cap. 3. INSUFICIÊNCIA ATIVA e PASSIVA do músculo 
esquelético e sua aplicação ao TRP 
Seguindo a solicitação dos Seguidores TEF 
Insuficiência = Incapacidade 
Insuficiência Ativa e Passiva são relacionadas ao tecido muscular 
 
IA – é quando sob determinadas condições o músculo apresenta menor capacidade de 
produzir o movimento (força, torque). Isto é, o músculo não apresenta a força necessária, 
no seu agonista, para fazer um exercício dentro da técnica correta devido ao decréscimo 
da sua capacidade contrátil. 
 
IP – é quando o músculo, sob determinadas condições, não apresenta a capacidade ideal 
de alongar (falta elasticidade) para permitir que um movimento ocorra. Isto é, o músculo 
antagonista não é capaz de alongar (ceder) o suficiente para permitir um movimento de 
ADM adequada gerando erro técnico de execução do exercício. 
Para o músculo agônico produzir o movimento o 
antagônico deve alongar permitindo que o 
movimento ocorra 
Mais comum em músculos poliarticulares, mas pode ocorrer também 
em músculos monoarticualares em algumas condições específicas 
A relação combinada agonista-antagonista dos músculos nos sistemas de bioalavancas 
exige que cada um deles tenha a capacidade de acomodar-se e alterar seu comprimento, 
passiva e ativamente, para permitir o movimento. 
A excursão funcional de um músculo é definida como o distância que ele é capaz de 
encurtar-se após te sido alongado quanto a articulação ou articulaçõessobre as quais ele 
passa. 
Insuficiência Passiva 
Weber (apud, Lehmkuhl e Smith, 1989), descobriu que alguns músculos podiam encurtar-
se 34% do seu maior comprimento, e por outro lado, outros podiam encurtar-se 89%, 
sendo o valor médio de 50%. 
As maiores excursões foram definidas para os músculos que atravessam mais de uma 
articulação, exemplo os isquiotibiais. 
Logicamente, fatores como treinamento, destreinamento ou o desuso podem atuar de 
forma agressiva alterando esse comportamento de excursões musculares. 
“Quando os músculos torna-se alongados sobre duas ou mais articulações 
simultaneamente, eles podem atingir o estado de Insuficiência Passiva, e não permitir 
qualquer movimento adicional pelo agonista” (LEHMKUHL e SMITH, 1989; p.135). 
O quadril pode ser fletido, na média, em torno de 115 a 125º quando o joelho encontra-se 
fletido, mas se o joelho for mantido em extensão completa a flexão do quadril será 
limitada a 60-80º devido a Insuficiência Passiva de Isquiotibiais (alongados no joelho + 
quadril). 
Assim, mesmo que o agonista possa se contrair fortemente, o movimento pode ser 
severamente limitado pela falta de excursão do antagonista. 
Qual movimento esta mais pré disposto a 
apresentar insuficiência passiva? 
A tensão passiva pode produzir movimentos das articulações quando o músculo é 
alongado sobre duas ou mais articulações. Efeito chamado de TENODESE. 
Em condições normais podemos perceber a Tenodese quando a mão relaxada é fletida e 
estendida alternadamente no punho. Quando o punho é fletido, os dedos relaxados tendem-
se a estender sob a tensão passiva dos extensores que foram alongados sobre punho e 
dedos. Quando o punho é estendido ocorre o inverso pela tensão dos músculos flexores dos 
dedos. 
Insuficiência Passiva 
 Ação do tendão do músculo 
Insuficiência Ativa 
A insuficiência ativa refere-se a fraca tensão contrátil do agonista quando seus pontos de 
inserção estão muito próximos. Neste caso o músculo está frouxo (relaxado) e tenta 
contrair-se na porção inferior da Curva Comprimento Tensão. 
O corpo foi projetado de modo que posições fracas devido a alta Insuficiência Ativa sejam 
evitadas em atividades normais (do cotidiano) que exijam grande força 
Torque Muscular ≠ Tensão Muscular 
Para compensar a perda da tensão muscular ativa (insuficiência ativa dos flexores do 
cotovelo) da extensão do cotovelo a sua flexão máxima, o braço de alavanca de tração 
aumenta da extensão completa aos 90º . Assim, o torque que o músculo pode produzir 
aumenta, mesmo que a tensão muscular diminua. 
A força máxima isométrica de preensão manual é maior quando o punho está em posição de 
extensão leve, o que coloca os flexores longo dos dedos em posição não encurtada (ou menos 
encurtada). E a força decai drasticamente quando, no movimento de preensão, o punho é 
fletido na base do movimento o que encurta ainda mais os flexores longos dos dedos. 
 
Neste caso temos: 
 
INSUFICIÊNCIA ATIVA (flex. longos dedos) + INSUFICIÊNCIA PASSIVA (ext. longo dos dedos). 
Aplicação: 
 
- na pegada do tríceps na polia alta; 
 
Escápulas em neutro? 
Mantendo as escápulas fixas travadas em neutro (evitando a abdução das 
mesmas durante a adução glenoumeral) diminui-se a possibilidade do peitoral 
entrar em insuficiência ativa. 
Aplicações nos Exercícios de TRP 
• Enfoque muscular: 
• Chute de tríceps vs tríceps na polia alta (de costas); 
• Bíceps scott vs bíceps no banco inclinado; 
• Flexão de quadril no espaldar com: joelho flexionado vs estendido; 
• Dorsiflexão do tornozelo vs flexão plantar do tornozelo na flexão de 
joelhos na mesa romana. 
• Remada curvada na polia (extensão de ombro) com cotovelo 
flexionado vs cotovelo estendido; 
• Extensão do joelho na cadeira e a diminuição da força no final da fase 
concêntrica (questões de insuficiência ativa e passiva – inclinação do 
banco); 
• Flexão dorsal do tornozelo: 
• retira a insuficiência ativa na flexão do joelho 
• Gera insuficiência passiva na extensão do joelho. 
Aplicações nos Exercícios de TRP 
• Fuga da técnica de execução: 
• Flexão de joelhos na mesa romana e a movimentação da pelve; 
• Flexão de joelhos deitado na mesa romana vs sentado na cadeira 
flexora; 
• Máquina glútea (extensão do quadril) com joelho fletido vs estendido 
(tendência maior ou menor de movimentar a pelve). 
• Agachamento sissy squat e a insuficiência passiva de reto femoral e a 
anteversão da pelve ao acentuar a inclinação. 
Aplicações nos Exercícios de TRP 
• Fuga da técnica de execução: 
• Insuficiência passiva de isquiotibiais no exercício de stiff gerando a 
retroversão pelvica; 
• Encurtamento de glúteo máximo pode levar a insuficiência passiva no 
agachamento e gerando retroversão pélvica. 
O que Fica? 
- A insuficiência muscular é muito comum e corrói a capacidade de execução com a 
técnica correta de muitos exercícios; 
- A insuficiência passiva é relativamente fácil de contornar. Normalmente aplicando-
se trabalho de flexionamento pode-se obter bons resultados corretivos da técnica; 
- A insuficiência ativa faz parte do processo contrátil muscular. Temos que saber 
observá-la nos exercícios e procurar ajustar a técnica ou os ângulos de trabalho para 
que a minimizemos. 
BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA 
APLICADAS AO 
TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS 
Curso Nível 2 
Prof. Dr. João Moura 
Cap. 4. ENERGIA ELÁSTICA muscular e sua relação 
com o TRP 
Os músculos não apresentam somente tecido contrátil, 
são constituídos também por várias camadas de tecido 
conjuntivo que formam envoltórios nos mesmos e ainda 
outros tecidos de ligação. Estas estruturas, por sua vez, 
apresentam características elásticas que, sob certas 
circunstâncias, podem absorver e armazenar e dissipar 
energia sob diferentes formas. 
Elementos Elásticos 
O Ciclo Alongamento Encurtamento (CAE) ocorre quando as ações musculares 
excêntricas antecedem uma contração concêntrica veloz 
O CAE é regulado por: 
 
-Padrão de ativação nervosa (recrutamento de grandes UM) dos músculos 
envolvidos; 
-Quantidade de energia elástica armazenada; 
-Equilíbrio entre os fatores nervosos facilitadores e inibidores da contração 
muscular (reflexo miotático) (Komi, 1983). 
Energia Elástica 
Gerada e 
acumulada na 
fase excêntrica 
do movimento 
Energia Cinética 
Transformada e 
aproveitada na 
fase concêntrica 
do movimento 
Componentes elásticos em série (pontes cruzadas + tendões) geram a Energia 
Elástica (Energia Elástica nos elementos elásticos em série). 
 
Aproveitado na fase concêntrica subsequente com: 
-Menor gasto metabólico; 
-Maior eficiência mecânica (Kubo et al., 1999); 
-Força pode aumentar em até 20% com o CAE (Kreighbaum e Barthels, 1990). 
Na Energia Elástica, além dos aspectos já comentados, fatores de 
contramovimento gera “alongamento dinâmico” pois as pontes cruzadas 
destacam-se em direções opostas ao curso de alavancagem e encurtamento do 
sarcômero (Minozzo et al., 2012). 
Passagem de uma forma para outra de forma lenta DISSIPA Energia 
Elástica em forma de calor, não sendo convertida em Energia Cinética 
Tempo de transição ideal: 
> Dissipa Energia 
< não colherá corretamente a ativação muscular 
Fatores potencializadores da Energia Elástica: 
 
-ADM menores; 
-Maior força no fim do pré alongamento (fase 
excêntrica); 
-Maior velocidade de pré extensão; 
-Curto tempo de transição; 
-Uso de colete de peso de até 12% da MC; 
-Aumento crônico da flexibilidade; 
-Aumento do percentual de fibras rápidas na 
musculatura. 
- Exercício de Stiff – final da fase excêntrica início da fase concêntrica; 
- Exercício de Rosca Direta - final da fase excêntrica inícioda fase concêntrica; 
- Exercício de Tríceps no Banco - final da fase excêntrica início da fase concêntrica; 
- Exercício de supino Plano - final da fase excêntrica início da fase concêntrica; 
- Exercício de Agachamento Guiado - final da fase excêntrica início da fase 
concêntrica; 
- Exercício de Tríceps Testa - final da fase excêntrica início da fase concêntrica 
(braço de alavanca de resistência desfavorável). 
Aplicação prática: 
- Exercício de Elevação lateral– movimento de balanceio do tronco para gerar 
energia elástica; 
- Pode ser muito aplicado na técnica do roubo. 
Aplicação prática: 
EXEMPLO COM SALTO COM E SEM CONTRAMOVIMENTO E 
RESULTADO DA PONTÊNCIA 
O que Fica? 
- A energia elástica pode ou não ser usado no TRP; 
- Quando se busca eficiência muscular para produção de força e principalmente 
hipertrofia deve-se evitar o envolvimento da energia elástica; 
- Quando se treina para eficiência do gesto esportivo ou para potência muscular 
deve-se utilizar a energia elástica; 
- A energia elástica pode dissipada em forma de calor na musculatura. 
BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA 
APLICADAS AO 
TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS 
Curso Nível 2 
Prof. Dr. João Moura 
Cap. 5. VETORIZAÇÃO na análise da tração muscular 
Quando um músculo contrai ele aproxima as suas duas 
extremidades para o centro do ventre muscular 
O movimento humano é produzido através do processo de 
bioalavancas 
Em bioalavancas músculos 
geram a TRAÇÃO do 
movimento 
APLICAÇÃO BÁSICA DE VETORES A ANÁLISE 
CINESIOLÓGICA 
a 
b 
c 
d 
e 
f g 
- Direção 
- sentido 
- intensidade, módulo, magnitude 
1. O músculo a ser analisado; 
2. As extremidades do músculo; 
3. A origem e inserção do músculo; 
4. Ponto móvel (inserção) e fixo (origem); 
Identificar: 
1. O vetor acompanhando a direção das 
fibras; 
Projetar: 
2. O sentido do vetor será da sua inserção a 
origem. 
5. A direção das fibras musculares na sua 
base de conexão. 
Análise Vetorial Muscular 
Análise Vetorial Muscular 
1. O músculo a ser analisado; 
2. As extremidades do músculo; 
3. A origem e inserção do músculo; 
4. Ponto móvel (inserção) e fixo (origem); 
Identificar: 
1. O vetor acompanhando a direção das 
fibras; 
Projetar: 
2. O sentido do vetor será da sua inserção a 
origem. 
5. A direção das fibras musculares na sua 
base de conexão. 
COMPOSIÇÃO DE MOVIMENTOS 
REGRA DO PARALELOGRAMO 
-Figura quadrilátero onde lados 
opostos são paralelos; 
- soma-se somente dois vetores 
por vez. 
Quanto maior o ângulo 
entre os vetores menor a 
resultante 
Ângulo zero entre os 
vetores a resultante é 
máxima 
Ângulo 180º entre os 
vetores a resultante é 
mínima 
COMPOSIÇÃO DE MOVIMENTOS 
Análise Vetorial do Movimento Humano 
DECOMPOSIÇÃO VETORIAL 
DECOMPOSIÇÃO VETORIAL 
Origem e inserção muscular – Romboides 
maior e menor 
Origem: processos 
espinhosos de C6 a C7 e 
T1 a T4. 
Inserção: borda lateral da 
escápula da espinha até 
próximo a ângulo inferior. 
ABDUÇÃO/ADUÇÃO ESCAPULAR 
Ação com escápula móvel de abdução e 
depressão escapular 
Origem: 3ª, 4ª e 5ª 
costelas 
Inserção: borda medial 
do processo coracóide 
ELEVAÇÃO/DEPRESSÃO ESCAPULAR 
Ação com escápula fixa eleva a caixa 
torácica 
Inserção: 3ª, 4ª e 5ª 
costelas 
Origem: borda medial do 
processo coracóide 
Elevação da caixa torácica no 
ato inspiratório de esforço 
Ação de abdução escapular (todo serrátil) e de 
depressão escapular (fibras inferiores) 
Inserção: borda medial 
interna da escápula em 
toda a sua extensão 
Origem: 1ª a 9ª 
costela 
Fibras superiores e 
mediais 
Fibras inferiores 
ABDUÇÃO/ADUÇÃO ESCAPULAR 
ELEVAÇÃO/DEPRESSÃO ESCAPULAR 
Ação com escápula móvel e coluna 
cervical fixa 
Inserção: borda supero-
medial da escáula 
Origem: processos 
transversos de C1 a C4 
Ação unilateral com as escápulas fixas e 
coluna cervical móvel 
Inserção: borda supero-
medial da escáula 
Origem: processos 
transversos de C1 a C4 
Inserção: borda supero-
medial da escáula 
Origem: processos 
transversos de C1 a C4 
Ação bilateral com escápulas fixas 
Origem: occipital a C7 
Inserção: região 
látero-superior da 
clavícula 
Origem: T4 a T12 
Inserção: parte 
medial da espinha 
da escápula 
ELEVAÇÃO/DEPRESSÃO ESCAPULAR 
Ação vetorial do latíssimo do dorso no 
movimento de extensão do ombro 
Ação vetorial do latíssimo do dorso no 
movimento de adução do ombro 
MÚSCULO LATÍSSIMO DO DORSO 
Nos movimentos de adução e extensão do 
ombro 
O que Fica? 
- Vetorização contribui para o estudo de cinesiologia; 
- Vetorização mostra que um músculo pode produzir não somente um mas dois ou 
três movimentos diferentes; 
- Quando um músculo contrai, as vezes, nem toda a sua força esta sendo usada para 
somente um movimento... Por vezes, ela é utilizada para coaptar articulações e as 
vezes descoaptar. 
BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA 
APLICADAS AO 
TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS 
Curso Nível 2 
Prof. Dr. João Moura 
Cap. 6. BRAÇOS DE ALAVANCA (momento) e TORQUE 
em BIOALAVANCAS 
FP 
FR 
Alavanca 
Conceito de Braços de Alavanca (momento) 
FP 
FR 
Torque 
Força rotacional 
Torque = Força x Distância (BAR ou BAF) 
Gravura publicada na revista inglesa Mechanics Magazine de 1824 para ilustrar a 
máxima de Arquimedes: 
 “Dê-me um ponto de apoio e com uma alavanca moverei o mundo” 
FP 
FR 
FP FR 
Primeira Classe = Inter fixa 
FR FP 
Segunda Classe = Inter-resistente 
FP FR 
Terceira Classe = Inter potente 
Alavancas no Corpo Humano 
BIOALAVANCAS 
Bioalavancas no TRP 
Alavanca interresistente 
Bioalavancas no TRP 
Alavanca Interfixa 
Alavanca Interfixa Alavanca Interfixa Alavanca Interpotente 
VM = BAF/BAR 
VM = 4cm/30cm 
 
VM=DVM= 0,13333 
Alavanca Interpotente 
VM= BAF/BAR 
VM= 4cm/30cm 
VM= 0,1333 
VM = BAF/BAR 
VM = 4cm/20cm 
VM = 0,200 
VM = BAF/BAR 
VM = 4cm/10cm 
VM = 0,400 
Alavancas no Corpo Humano 
BIOALAVANCAS 
VM= BAR/BAF 
VM = 5cm/60cm 
VM = 0,08333 
T = F x D¬ 
T = 5kg x 30cm = 150 kg.cm 
T = 5kg x 60cm = 300 kg.cm 
T = 5kg x 50cm = 250 kg.cm 
Unidade de medida em Newton 
 
corresponde à força exercida sobre um corpo de massa igual a 1kg que lhe induz uma 
aceleração de 1 m/s² na mesma direção e sentido da força. É uma unidade derivada do SI. O 
plural do nome da unidade é newton. 
 
F = ma. Multiplicando m (kg) por a (m/s2), a dimensão para 1 unidade newton é, então: 
 
 Ao se multiplicar a massa de um corpo pelo 
valor da aceleração da gravidade (em torno de 
9,81 m/s2 a 10 m/s²) você obtém o peso, em 
Newtons, de um corpo. 
 
Então se você quer 1 N em Kg divida 1 por 
aproximadamente 10. Dá 0,1kg. 
para elevar 1Kg você precisa fazer uma F = ma 
que ficaria 
F = 1Kg. 10m/s2, daí tira a relação F = 
10Kg.m/s2 ou 10 N (Newtons), logo, 1 N é a 
força necessária para segurar 0,1Kg contra a 
gravidade, ou suspender 1kg se produz 10 N. 
10N = 1,0Kg 
90º é o maior BAR 
T=FxD 
 
T=100Nx0,6m 
T=60N.m 
10kg suspenso 
 
F=m.a 
 
F=10kg.10m/s2 
F= 100kg.m/s2 
F=100N 
Na flexão completa do cotovelo o BAR é menor gerando menor torque nos flexores do 
cotovelo, porém neste ponto os músculos se encontram em Insuficiência Ativa 
30kg suspenso 
 F=m.a 
F=30kg.10m/s2 
F= 300kg.m/s2 
F=300N 
T=FxD 
 
T=300Nx0,35m 
T=90N.m 
T=FxD 
 
T=300Nx0,15m 
T=45N.m 
A B 
AB 
T=FxD 
 
T=200Nx0,35m 
T=70N.m 
20kg suspenso 
 F=m.a 
F=20kg.10m/s2 
F= 200kg.m/s2 
F=200N 
T=FxD 
 
T=200Nx0,05m 
T=10N.m 
O posicionamento do braço 
verticalizado em “A” é muito difícil 
de ser mantido quando da flexão 
excêntrica total do cotovelo (em 
“B”) devido a insuficiência passiva 
da cabeça longa do tríceps braquial 
A B 
Aumento do torque gerando 
maior tensão muscular em 
extensores da coluna e 
quadril. 
Elo mais fraco? 
Extensores da coluna 
lombar... 
Excessiva inclinação do tronco a frente (flexão do 
quadril em cadeia fechada 
Sempre analisar a relação entre o vetor da resistência e o eixo rotatório (articulação). 
Dependendo do posicionamento haverá inversão dos músculos a serem treinados 
Em que sentido está o Torque? 
Sempre analisar a relação entre o vetor da resistência e o eixo rotatório (articulação). 
Dependendo do posicionamento haverá inversão dos músculos a serem treinados 
Em que sentido está o Torque? 
Sempre analisar a relação entre o vetor da resistência e o eixo rotatório (articulação). 
Dependendo do posicionamento haverá inversão dos músculos a serem treinados 
Em que sentido está o Torque? 
A relação vetor de 
resistência e eixo está 
gerando carga resistiva 
contra a flexão de cotovelo 
Sempre analisar a relação entre o vetor da resistência e o eixo rotatório (articulação). 
Dependendo do posicionamento haverá inversão dos músculos a serem treinados 
Em que sentido está o Torque? 
A relação vetor de 
resistência e eixo está 
gerando carga resistiva 
contra a extensão da coluna 
vertebral 
Aumenta o BAR, e 
consequentemente 
o torque, para o 
ombro e menos 
para o cotovelo 
Aumenta o BAR, e 
consequentemente 
o torque, o 
cotovelo e nos para 
o ombro 
Avanço e Passada 
- Afastamento dos pés também lateral para ter base de 
equilíbrio latero-lateral além, obviamente, de 
anteroposterior; 
- O maior BAR é para o membro inferior que está à frente (se 
o quadril for projetado mais a frente maior o BAR = maior 
torque no joelho; 
- Músculo reto femoral do membro inferior que fica atrás 
pode entrar em insuficiência passiva e comprometer a 
técnica de execução. 
Avanço e Passada 
- Músculo reto femoral do membro inferior que fica atrás pode entrar em insuficiência 
passiva e comprometer a técnica de execução; 
- Insuficiência passiva do músculo reto femoral pode levar a anteversão da pelve 
durante esse exercício principalmente se o reto abdominal e glúteo máximo não 
forem fortes e o praticante treinar com quilagem muito elevada. 
- Todos estes fatores biomecânicos somados = HIPERLORDOSE LOMBAR. 
Anteversão 
Anteversão 
Retroversão 
Retroversão 
- Músculo reto femoral do membro inferior que fica atrás pode entrar em insuficiência 
passiva e comprometer a técnica de execução; 
- Insuficiência passiva do músculo reto femoral pode levar a anteversão da pelve 
durante esse exercício principalmente se o reto abdominal e glúteo máximo não 
forem fortes e o praticante treinar com quilagem muito elevada. 
No crucifixo invertido a inclinação do tronco 
modula o torque, e consequentemente o grau 
de tensão, na musculatura eretora da coluna, 
quadrado lombar e glúteo máximo 
T=FxD 
 
T=80Nx0,55m 
T=44N.m 
8kg suspenso 
 F=m.a 
F=8kg.10m/s2 
F= 80kg.m/s2 
F=80N 
T=FxD 
 
T=80Nx0,65m 
T=52N.m 
Para análise deve ser considerado que conforme a coluna tóraco lombar vai sendo flexionada o 
BAR diminui (= menor torque) porém o músculo Reto Abdominal vai entrando em insuficiência 
ativa o que diminui sua competência fisiológica de gerar tensão 
Cuidado com o 
torque gerado em 
glenoumeral para a 
flexão, 
principalmente 
com altas quilagens 
Ao passar do ponto de alinhamento corporal evoluindo para a hiperextensão o BAR vai 
proporcionalmente diminuindo e os eretores vão entrando em insuficiência ativa 
Neste exercício o bíceps braquial não entra em insuficiência ativa devido ao 
“alongamento” que ocorre no ombro onde o mesmo é flexor e esta articulação estende 
neste exercício. 
Qual o objetivo para 
musculatura de trapézio e 
romboides? Trabalho 
dinâmico ou estático? 
 
Isso definirá se as escápulas 
devem ou não serem 
abduzidas/aduzidas 
40kg suspenso 
 F=m.a 
F=40kg.10m/s2 
F= 400kg.m/s2 
F=400N 
T=FxD 
 
T=400Nx0,45m 
T=180N.m 
Carga tensional no 
quadril para flexão 
Aos 90º de cotovelo o 
torque gerado no ombro 
para flexão é expressivo, 
logo para estabilizá-lo 
antagonistas como 
latíssimo do dorso 
promoverão contração 
isométrica. 
Torque no cotovelo com cabo próximo ao corpo é muito pequeno, porém se o praticante 
afastar-se do cabo, mesmo no final da fase concêntrica, ainda haverá um BAR significativo 
gerando um torque resistivo superior a primeira situação 
A resultante vetorial dos torques resistivo (quilagem) 
e motor (músculos) gera uma resultante que 
comprime a coluna vertebral 
Com o uso da roldana alta o torque resistivo (quilagem – em vermelho) muda sua 
angulação em relação ao corpo. O torque motor (músculo – em verde) continua na 
mesma posição vetorial, todavia, o vetor resultante formado dos dois torques (em 
amarelo) não se projeta axialmente (compreensivamente) sobre a coluna vertebral 
O que Fica? 
- Torque é uma força rotacional e portanto depende de um eixo rotatório. No corpo 
humano o eixo rotatório encontra-se nas articulações; 
- O BA de resistência (BAR) ou de potência (BAP) influencia fortemente o torque final 
produzido. Menores braços de resistência geram menores torques; 
- Com a técnica de execução dos exercícios podemos modular o torque de 
movimento (músculos agonistas) e também o torque de sustentação (musculatura 
estabilizadora – contrações isométricas). 
BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA 
APLICADAS AO 
TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS 
Curso Nível 2 
Prof. Dr. João Moura 
Cap. 7. PONTOS DE DESCANSO nos exercícios de TRP 
Posições da ADM onde o torque muscular gerado é muito 
baixo devido ao decréscimo da resistência ao movimento 
Ponto de Descanso 
Posições da ADM onde o torque muscular gerado é muito 
baixo devido ao decréscimo da resistência ao movimento 
Ponto de Descanso 
Ponto de Descanso 
Na hipertrofia a melhor opção é retirada dos 
ângulos em Ponto de Descanso 
Neste ponto 
da ADM a 
quilagem só 
gera força 
compressiva 
Embora exista um pequeno BAR 
existe uma diminuição da 
tensão por acomodação das 
massas musculares do braço 
com antebraço 
Como definir ADM no exercício de agachamento? 
Para o processo de hipertrofia em 
praticantes não mais iniciantes evitar os 
pontos de descanso. 
Em praticantes 
iniciantes é 
interessante uso de 
ângulos na ADM 
onde o torque 
muscular diminua – 
espécie de “Ponto 
Recuperativo” 
Como definir ADM no exercício de agachamento? 
Para o processo de hipertrofia em 
praticantes não mais iniciantes evitar os 
pontos de descanso. 
Por que o agachamento a fundo solicita mais da musculatura 
de glúteo máximo que o meio agachamento? 
• BAR maior no afundo; 
• Maior torque de extensão de quadril 
no afundo; 
• Isquiotibiais apresentam certo grau 
de encurtamento no joelho 
(insuficiência ativa?), isso não ocorre 
com glúteo máximo. 
Por que o agachamento com bola na parede se solicita mais o 
quadríceps do que os outros músculos envolvidos? 
• BAR maior na articulação do joelho; 
• Maior torque de extensão do joelho principalmente nos ângulos de 90º ou próximos; 
• Com exceção do reto femoral os demais componentes do quadríceps estão sem 
encurtamento em 90º ou em ângulos próximos (sem insuficiência ativa). 
Comodefinir ADM no exercício de agachamento? 
Praticantes Avançados 
Como definir ADM no exercício de agachamento? 
Praticantes Iniciantes 
Cuidado com a tensão na musculatura lombar? 
• O força concêntrica gera um vetor de carga na pelve 
• A pelve tende a ser projetada para trás; 
• Pelve deslocando-se para trás tende a gerar flexão da coluna vertebral já que o ponto de 
apoio esta na bola sobre a região de cintura escapular (alavanca); 
• Musculatura eretora da coluna (+ região lombar) em isometria impede a flexão do quadril. 
Qual a solução para evitar o ponto de descanso no exercício de tríceps 
testa? 
Novo posicionamento do ombro gera torque no 
final da fase concêntrica. Porém, também cria um 
torque para a flexão do ombro que deve ser 
sustentada em isometria. 
Qual a solução para evitar o ponto de descanso no exercício de 
pullover? 
Na hipertrofia a melhor opção 
é retirada dos ângulos em 
Ponto de Descanso. 
 
Maximização da microlesão 
tecidual através da tensão 
muscular elevada e contínua 
Partindo desse entendimento provavelmente haverá a 
necessidade de baixar a quilagem 
Crucifixo 
Supino 
Pegada bem aberta gera BAR significativos tanto para ombro quanto para 
cotovelo. Porém, bem maior para o ombro 
Neste ponto: 
- Torque para tríceps 
cai a zero; 
- Gera ponto de 
descanso; 
- Muitos praticantes 
utilizam energia 
elástica 
Por que no exercício de chute de tríceps também se trabalha com 
deltoide posterior (glenoumeral) e trapézio e romboides (escápula)? 
Quanto mais estendido o cotovelo maior o BAR para o ombro. Portanto, a tensão 
isométrica de deltoide posterior oscila expressivamente durante a ADM 
Na regra de competição de powerlifters é necessário uma certa hiperextensão 
da coluna o que cria uma solicitação a mais de eretores da coluna no final da 
fase concêntrica (não pode ser considerado ponto de descanso para eretores). 
Ponto de 
descanso para 
glúteo e MMII 
Final da fase excêntrica e começo da concêntrica é quando ocorre o maior BAR para 
glúteo máximo, isquiotibiais (dinâmicos) e eretores coluna e quadrado lombar 
(estáticos). 
Carga na cervical quando a cabeça não esta alinhada com o corpo. Tal carga gera 
torque com F=peso da cabeça e D=peso da cabeça até vértebras cervicais 
Esse BAR referente ao peso gravitacional da 
cabeça sempre haverá. A diferença que 
quando a cabeça alinha-se com o corpo o 
BAR será um pouco menor e os discos 
intervertebrais não apresentarão 
achatamento na sua face posterior 
Manter as curvaturas normais e fisiológicas da coluna vertebral 
preservadas durante o exercício 
Também ocorre uma carga tensional isométrica 
expressiva para os músculos eretores da coluna e 
quadrado lombar 
Crucifixo Invertido 
Para pessoas com problemas lombares pode se 
executar o exercício deitado no banco 
O posicionamento final de flexão do cotovelo além do BAR zerado 
também promoveu uma Insuficiência ativa de bíceps braquial 
devido a flexão de ombro realizada alinhando o braço ao eixo 
longitudinal do corpo 
Rosca Inclinada no Banco 
Treinador usando os conceitos de Pontos de Descanso 
O que Fica? 
- Ponto de descanso é uma posição tal que o torque gerado é muito baixo; 
- O torque gerado muito baixo é devido a uma queda expressiva do BAR mesmo que 
mantida uma quilagem de treino elevada; 
- Em algumas situações de treino é interessante a utilização do ponto de descanso 
enquanto que em outras situações é interessante o não uso de pontos de descanso. 
- Em alguns exercícios é possível, modificando minimamente a técnica de execução, 
evitar o ponto de descanso. 
BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA 
APLICADAS AO 
TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS 
Curso Nível 2 
Prof. Dr. João Moura 
Cap. 8. CARGAS GRAVITACIONAIS, de QUILAGEM e 
MUSCULARES sobre a coluna vertebral e articulações 
Análise Biomecânica do Exercício de Flexão de Joelhos na 
Mesa Romana 
Toda a quilagem da 
resistência pode ou não ser 
aproveitada efetivamente 
com resistência ao 
movimento 
Sempre há uma carga gravitacional 
sobre a cervical, por isso é importante 
não hiperextender a cervical, ou ainda 
melhor postar a cabeça sobre o banco 
do aparelho 
A hiperextensão 
cervical comprime a 
face posterior dos 
discos intervertebrais 
Isquiotibiais são: 
- Flexores do joelho; 
- Extensores do quadril; 
- Retroversores da pelve. 
No final da fase concêntrica (flexão de joelhos) 
ocorre uma Insuficiência ativa de Isquiotibiais. A 
pelve em Anteversão minimiza Insuficiência. 
Para a Anteversão da Pelve os flexores do quadril 
(também anteversores) estão relaxados e o Reto 
Femoral alonga-se somente no joelho pois o quadril 
está em posição praticamente anatômica. Somente 
Sartório encurta-se na flexão do joelho gerando 
torque (baixo) de anteversão. 
Músculos lombares são 
acionados levando a 
anteversão bastante comum. 
 
Hiperlordose + lombalgias 
Isquiotibiais são: 
- Flexores do joelho; 
- Extensores do quadril; 
- Retroversores da pelve. 
Os gastrocnêmios também são flexores do 
joelho além de flexores plantares 
Com a execução do movimento de 
flexão do joelho em dorsiflexão, os 
gastrocnêmios estão mais 
“alongados” gerando uma melhor 
relação força comprimento para 
flexionar os joelhos. 
Isso é bom 
ou ruim? 
Para a eficiência do movimento é 
bom mas para dar maior carga 
de treino aos isquiotibiais é ruim. 
Relação praticante iniciante 
vs 
avançado 
Análise Biomecânica do Exercício de Elevação Bilateral 
Se executar o mesmo exercício com os cotovelos flexionados haverá um 
menor BAR e consequentemente torque resistivo gerado. 
A quilagem gera um torque resistivo contra a abdução de ombros, ok! 
Mas também possui uma 
alavanca interfixa sobre a 
coluna que tende a incliná-la 
lateralmente 
Músculos específicos 
devem evitar essa 
condição de inclinação 
gerando torque contrário 
Oblíquos e quadrado lombar 
contralaterais apresentam 
contração isométrica e são 
sinergistas estabilizadores. 
Análise Biomecânica Comparativa dos Exercícios de 
Elevação Unilaterais 
BAR elevam-se gerando maior torque para deltoide até os 
90º de abdução glenoumeral 
A partir dos 90º o torque 
gerado pela quilagem diminui 
Melhor ângulo para gerar torque resistivo ao 
deltoide e supra espinhal em torno dos 90º 
A 
B 
Na abdução a atuação somente do deltoide é até 
aproximadamente 60-70º a partir deste ângulo começa a 
entrar em Insuficiência Ativa e a escápula roda lateralmente 
para minimizar esta Insuficiência. 
Melhor ângulo para focar no trabalho dinâmico 
de deltoide é até 60-70º. Porém neste ponto o 
torque gerado é muito baixo 
Nesta técnica de exercitação o movimento 
concêntrico em seu início (adução do ombro junto 
ao corpo) já possui torque resistivo significativo. 
Ângulo de abdução de 60-70º 
antes de deltoide iniciar a 
Insuficiência Ativa e escápula 
passar a rodar lateralmente. 
BAR grande gerando elevado 
torque resistivo e o enfoque 
muscular esta sobre o deltoide. 
O movimento inicial de abdução glenoumeral esta a favor do torque gravitacional 
(pêndulo gravitacional). 
Alinhamento com o eixo gera Ponto de Descanso = Torque Resistivo ZERO. 
Somente após a abdução superar o alinhamento com 
o eixo que se começa a gerar Torque Resistivo (baixa 
intensidade). 
Quando a abdução começa a gerar um BAR 
significativo para uma adequada produção de 
Torque o deltoide entra em Insuficiência e a 
escápula começa a rodar lateralmente. 
Análise Biomecânica do Exercício de Elevação Lateral na 
Polia Baixa 
Já no início da abdução (dependendo do 
ângulo do cabo) o BAR é expressivogerando Torque resistivo forte. 
Aos 90º a escápula roda 
lateralmente (incluindo trabalho 
muscular de trapézio superior e 
inferior + serrátil anterior) 
portanto trabalho não é focado 
em deltoide 
BAR diminui aos 90º gerando, portanto, 
menor Torque Resistivo. 
Quanto mais abduz mais 
trabalho escapular e 
menor Torque Resistido 
sobre o movimento. 
Análise Biomecânica do Exercício de Leg Press 45º 
Uma boa parte da quilagem postada como 
resistência no Leg Press gera força de atrito e não 
força resistiva ao movimento. 
Com o joelho totalmente 
estendido e se a pessoa 
não apresentar joelho 
flexo o torque sobre o 
quadríceps cai a zero 
Fêmur e Pelve 
são projetados 
contra o 
anteparo 
vertical do 
banco 
Componente vetorial da quilagem que realmente 
gera força resistiva ao exercício. Neste momento 
esta sobre os eixos do quadril e joelho 
Conforme o joelho flexiona 
o BAR vai aumentando e 
consequentemente o 
Torque Resistivo também. 
Conforme o joelho flexiona o vetor resultante da 
quilagem impusiona o segmento perna para “trás” 
Ao impulsionar a perna para 
trás gera componente vetorial 
coaptador e rotatório no fêmur 
o que repercute na articulação 
do quadril 
E conforme 
flexiona o joelho 
aumenta o BAR 
no quadril 
(Torque 
Resistivo) 
Dependendo da flexibilidade de Glúteo Máximo 
estes pode entrar em Insuficiência Passiva gerando 
a retroversão da pelve. 
Isquiotibiais não entram em 
Insuficiência Passiva devido ao 
encurtamento que ocorre no 
joelho. São alongados no 
quadril mas não no joelho. 
Reto femoral (anteversor) embora seja 
estirado no joelho no quadril é liberado 
pois esta articulação esta flexionado 
Eretores da 
Coluna da região 
tóraco lombar + 
Quadrado 
Lombar lutam 
contra a 
retroversão 
pélvica. 
Para não retroverter a 
pelve retificando lordose 
lombar e alterando 
espaço discal e 
sobrecarregando lombar, 
devemos... 
... Similarmente a situação 
do agachamento... 
 
Treinar a técnica de execução 
e desenvolver a flexibilidade 
de glúteo máximo. 
Com os pés posicionados 
mais à cima ou a baixo 
Análise Biomecânica do Exercício de Agachamento 
Acentuada dorsiflexão do 
tornozelo no final da fase 
excêntrica 
Manutenção da projeção 
vertical da barra e CG sobre 
a base de suporte para 
equilíbrio. 
Manutenção das 
curvaturas 
anatômicas e 
fisiológicas da coluna 
com pelve em 
neutro 
Insuficiência ativa de sóleo leva a maior 
acentuação de flexão do quadril 
horizontalizando o tronco. 
CG + barra continuam com 
projeção sobre a base de 
sustentação. Porém, a 
postura equivocada gera 
maior carga em lombares 
BAR aumenta de forma 
expressiva na articulação do 
quadril. Isto eleva a tensão 
sobre discos intervertebrais 
pela própria carga + tensão 
muscular dos eretores. 
... Continuação das repercussões da insuficiência passiva de sóleo sobre a dorsiflexão 
do tornozelo em cadeia cinemática fechada 
Análise Biomecânica do Exercício de Rosca Direta 
A resistência (peso) esta 
para baixo na vertical 
perfeita sobre 
aceleração gravitacional 
(f=m.a) 
Linha gravitacional projetada 
BAR para o cotovelo 
Movimento concêntrico inicia 
Aumenta BAR, consequente 
tensão muscular também 
Flexão de cotovelo até 90º 
Maior BAR possível 
A partir dos 90º o BAR 
diminui e consequentemente 
o torque resistivo gerado 
O que acontece? 
1º realizou uma leve flexão do ombro; 
2º flexão completa de cotovelo; 
3º ação da carga resistiva (ação 
gravitacional) esta sobre o cotovelo; 
4º não existe BAR portanto torque 
zero gerado no cotovelo 
5º o torque de braquial e 
braquiorradial é zero. 
6º O bíceps braquial apresenta algum 
torque devido a flexão do ombro 
7º Insuficiência ativa de bíceps 
braquial: 
- Flexão total do cotovelo; 
- Supinação total do antebraço; 
- Flexão do ombro. 
Por que os ombros são projetados para trás? 
Pendulo gravitacional gera torque rotatório de 
extensão do ombro. 
Ombro mais estendido coloca a 
projeção do torque resistivo na 
linha articular do ombro – Sem BAR. 
O que Fica? 
- Uma análise biomecânica dos exercícios de TRP é muito complexa pois envolve 
vários fatores; 
- Deve-se considerar sempre a carga resistiva vetorial ao movimento e suas 
respectivas decomposições; 
- A insuficiência Ativa e Insuficiência Passiva muscular devem ser sempre passiveis de 
ocorrência no exercício; 
- Quando o exercício for com cabos a resistência estará sempre da direção dos 
mesmos e sentido contrário ao movimento concêntrico. 
Muito Obrigado! 
Continue sempre em frente... Evoluindo!

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