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BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA APLICADAS AO TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS Curso Nível 2 Prof. Dr. João Moura Cap. 1. Introdução e importância do conhecimento de BIOMECÂNICA e CINESIOLOGIA Referências... Referências... Referências... Referências... Referências... Artigos científicos... Qual o principal objetivo do curso? Qual a importância do conhecimento de cinesiologia e biomecânica? Eficiência vs Segurança Resistências... Introdução e importância do conhecimento de BIOMECÂNICA e CINESIOLOGIA; Conteúdo Programático Relação COMPRIMENTO TENSÃO na fibra muscular; ENERGIA ELÁSTICA muscular e sua relação com o TRP; INSUFICIÊNCIAS ATIVA e PASSIVAS do músculo esquelético e sua aplicação no TRP; VETORIZAÇÃO na análise da tração muscular; BRAÇOS DE MOMENTO e TORQUE em bioalavancas; PONTOS DE DESCANSO nos exercícios de TRP; CARGAS GRAVITACIONAIS, de QUILAGEM e MUSCULARES sobre a coluna vertebral e articulações. Vamos ao curso? BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA APLICADAS AO TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS Curso Nível 2 Prof. Dr. João Moura Aplicação: - Energia Elástica; - Insuficiências Musculares. Cap. 2. Relação COMPRIMENTO TENSÃO na fibra muscular Tecidos corporais – Conjuntos de células Tipos de Tecido Musculares Até 1950 o conhecimento da estrutura molecular do músculo era desconhecida. O uso da microscopia eletrônica permitiu avanço no conhecimento desenvolvendo primeiro a TEORIA DOS FILAMENTOS DESLIZANTES e posteriormente a TEORIA DAS PONTES CRUZADAS (Hulex, 1957). Escola TEF Curso Nível 1 A produção fisiológica de força muscular/sarcomial durante a contração depende de que fatores? Depende da interação ACTINA-MIOSINA mais energia de ATP MIOSINA ACTINA ATP FORÇA Controlada pelo Ca++ MIOSINA O “MOTOR” – liga, gira e libera – processo cíclico Maior número de Pontes Cruzadas maior será a força Escola TEF Curso Nível 1 http://www.treinoemfoco.com.br/fisiologia-do-treino/producao-fisiologica-sarcomial-de-forca/ http://www.treinoemfoco.com.br/fisiologia-do-treino/diminuicao-de-forca-no-sarcomero/ Gordon et al. (1966) propuseram a relação do comprimento do sarcômero com nível de força produzida o que ficou conhecido como “CURVA COMPRIMENTO TENSÃO” Maior número de pontes cruzadas = maior nível de tensão de encurtamento gerada por sarcômero Depende da interação ACTINA-MIOSINA mais energia de ATP Pontes cruzadas e o efeito “Alongamento do Sarcômero” Relação Comprimento Tensão Muscular Menor tensão Menor tensão Relação Comprimento Tensão Muscular Qualquer comprimento acima ou abaixo do comprimento ótimo produzirá níveis menores de força. Todavia, nem todos os fenômenos biofísicos da contração muscular são prontamente adequados a estas teorias (Minozzo et al., 2012). Assim, o fator mais influenciador sobre a capacidade muscular de gerar força é a quantidade de pontes cruzadas efetivamente estabelecidas Porém, com o sarcômero “alongado” também ocorrerá tensão de estiramento em componentes elásticos musculares. TENSÃO PASSIVA Relação Comprimento Tensão Conforme um músculo encurta ele diminui sua capacidade de gerar tensão de encurtamento = Insuficiência Ativa Relação Comprimento Tensão - A força exercida pelo músculo não depende somente do processo ativo; - Elementos Estruturais: tecidos conectivos (endomísio, perimísio, epimísio e tendões) e componentes citoesqueléticos (filamentos intermediários, titina e nebulina); - Quando alongado as estruturas exercem força passiva que se combina a contribuição ativa gerando a tensão total de encurtamento do músculo (Unidade Musculotendínea). - A força mínima no máximo encurtamento e força máxima no máximo alongamento. - Com o comprimento muscular encurtado, toda a força é devido ao componente ativo; enquanto que nos comprimentos maiores a maior parte da força é devido ao componente passivo (Enoka, 2000); - Alguns basistas tentam usar o pré estiramento aduzindo fortemente as escápulas e alongando os peitorais da fase excêntrica(Fleck e Kraemer, 2006). A magnitude da força gerada pelos elementos passivos varia substancialmente entre os músculos, de acordo com a diferença na estrutura muscular e quantidade de tecido conectivo (Enoka, 2000). Movimento Habilidade de exercer torque Tensão muscular produzida Braço de momento Fisiológico Mecânico FORÇA - Maior o número de pontes cruzadas efetivadas; Fatores determinantes da força muscular - Maior o número de sarcômeros por fibra muscular; - Maior o número de fibras recrutadas em um músculo. Penação: Influencia sobre a produção de força Existe um número igual de sarcômeros nos dois exemplos, todavia mais força pode ser gerada no arranjo em paralelo. Arranjo em série Arranjo em paralelo Penação: Influencia sobre a velocidade e distância da contração Existe um número igual de sarcômeros nos dois exemplos, todavia mais velocidade e distância de encurtamento ocorre no arranjo em série. Arranjo em série Arranjo em paralelo Tipos de Arquitetura do Músculo •Paralelo (longitudinalmente organizadas) •Fibras organizadas em paralelo •Unipienado •Fibras orientadas em um único ângulo •Multipenado •Fibras organizadas em vários ângulos •A arquitetura afeta a força muscular, a força e a velocidade. •Ângulos normalmente variam de zero a 30º. Fibras em ângulos de 30º perdem 13% da força!!! O que fica? - O número de pontos cruzadas estabelecidas ao longo de uma ADM modifica-se; - Quanto maior o número de pontes cruzadas maior a capacidade de gerar tensão de encurtamento no sarcômero; - A força fisiológica do sarcômero não denpende somente de componentes ativos (miofilamentos de actina e miosina) depende também de tecidos conectivos e componentes citoesqueléticos (miofilamentos de Titina e Nebulina). BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA APLICADAS AO TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS Curso Nível 2 Prof. Dr. João Moura Cap. 3. INSUFICIÊNCIA ATIVA e PASSIVA do músculo esquelético e sua aplicação ao TRP Seguindo a solicitação dos Seguidores TEF Insuficiência = Incapacidade Insuficiência Ativa e Passiva são relacionadas ao tecido muscular IA – é quando sob determinadas condições o músculo apresenta menor capacidade de produzir o movimento (força, torque). Isto é, o músculo não apresenta a força necessária, no seu agonista, para fazer um exercício dentro da técnica correta devido ao decréscimo da sua capacidade contrátil. IP – é quando o músculo, sob determinadas condições, não apresenta a capacidade ideal de alongar (falta elasticidade) para permitir que um movimento ocorra. Isto é, o músculo antagonista não é capaz de alongar (ceder) o suficiente para permitir um movimento de ADM adequada gerando erro técnico de execução do exercício. Para o músculo agônico produzir o movimento o antagônico deve alongar permitindo que o movimento ocorra Mais comum em músculos poliarticulares, mas pode ocorrer também em músculos monoarticualares em algumas condições específicas A relação combinada agonista-antagonista dos músculos nos sistemas de bioalavancas exige que cada um deles tenha a capacidade de acomodar-se e alterar seu comprimento, passiva e ativamente, para permitir o movimento. A excursão funcional de um músculo é definida como o distância que ele é capaz de encurtar-se após te sido alongado quanto a articulação ou articulaçõessobre as quais ele passa. Insuficiência Passiva Weber (apud, Lehmkuhl e Smith, 1989), descobriu que alguns músculos podiam encurtar- se 34% do seu maior comprimento, e por outro lado, outros podiam encurtar-se 89%, sendo o valor médio de 50%. As maiores excursões foram definidas para os músculos que atravessam mais de uma articulação, exemplo os isquiotibiais. Logicamente, fatores como treinamento, destreinamento ou o desuso podem atuar de forma agressiva alterando esse comportamento de excursões musculares. “Quando os músculos torna-se alongados sobre duas ou mais articulações simultaneamente, eles podem atingir o estado de Insuficiência Passiva, e não permitir qualquer movimento adicional pelo agonista” (LEHMKUHL e SMITH, 1989; p.135). O quadril pode ser fletido, na média, em torno de 115 a 125º quando o joelho encontra-se fletido, mas se o joelho for mantido em extensão completa a flexão do quadril será limitada a 60-80º devido a Insuficiência Passiva de Isquiotibiais (alongados no joelho + quadril). Assim, mesmo que o agonista possa se contrair fortemente, o movimento pode ser severamente limitado pela falta de excursão do antagonista. Qual movimento esta mais pré disposto a apresentar insuficiência passiva? A tensão passiva pode produzir movimentos das articulações quando o músculo é alongado sobre duas ou mais articulações. Efeito chamado de TENODESE. Em condições normais podemos perceber a Tenodese quando a mão relaxada é fletida e estendida alternadamente no punho. Quando o punho é fletido, os dedos relaxados tendem- se a estender sob a tensão passiva dos extensores que foram alongados sobre punho e dedos. Quando o punho é estendido ocorre o inverso pela tensão dos músculos flexores dos dedos. Insuficiência Passiva Ação do tendão do músculo Insuficiência Ativa A insuficiência ativa refere-se a fraca tensão contrátil do agonista quando seus pontos de inserção estão muito próximos. Neste caso o músculo está frouxo (relaxado) e tenta contrair-se na porção inferior da Curva Comprimento Tensão. O corpo foi projetado de modo que posições fracas devido a alta Insuficiência Ativa sejam evitadas em atividades normais (do cotidiano) que exijam grande força Torque Muscular ≠ Tensão Muscular Para compensar a perda da tensão muscular ativa (insuficiência ativa dos flexores do cotovelo) da extensão do cotovelo a sua flexão máxima, o braço de alavanca de tração aumenta da extensão completa aos 90º . Assim, o torque que o músculo pode produzir aumenta, mesmo que a tensão muscular diminua. A força máxima isométrica de preensão manual é maior quando o punho está em posição de extensão leve, o que coloca os flexores longo dos dedos em posição não encurtada (ou menos encurtada). E a força decai drasticamente quando, no movimento de preensão, o punho é fletido na base do movimento o que encurta ainda mais os flexores longos dos dedos. Neste caso temos: INSUFICIÊNCIA ATIVA (flex. longos dedos) + INSUFICIÊNCIA PASSIVA (ext. longo dos dedos). Aplicação: - na pegada do tríceps na polia alta; Escápulas em neutro? Mantendo as escápulas fixas travadas em neutro (evitando a abdução das mesmas durante a adução glenoumeral) diminui-se a possibilidade do peitoral entrar em insuficiência ativa. Aplicações nos Exercícios de TRP • Enfoque muscular: • Chute de tríceps vs tríceps na polia alta (de costas); • Bíceps scott vs bíceps no banco inclinado; • Flexão de quadril no espaldar com: joelho flexionado vs estendido; • Dorsiflexão do tornozelo vs flexão plantar do tornozelo na flexão de joelhos na mesa romana. • Remada curvada na polia (extensão de ombro) com cotovelo flexionado vs cotovelo estendido; • Extensão do joelho na cadeira e a diminuição da força no final da fase concêntrica (questões de insuficiência ativa e passiva – inclinação do banco); • Flexão dorsal do tornozelo: • retira a insuficiência ativa na flexão do joelho • Gera insuficiência passiva na extensão do joelho. Aplicações nos Exercícios de TRP • Fuga da técnica de execução: • Flexão de joelhos na mesa romana e a movimentação da pelve; • Flexão de joelhos deitado na mesa romana vs sentado na cadeira flexora; • Máquina glútea (extensão do quadril) com joelho fletido vs estendido (tendência maior ou menor de movimentar a pelve). • Agachamento sissy squat e a insuficiência passiva de reto femoral e a anteversão da pelve ao acentuar a inclinação. Aplicações nos Exercícios de TRP • Fuga da técnica de execução: • Insuficiência passiva de isquiotibiais no exercício de stiff gerando a retroversão pelvica; • Encurtamento de glúteo máximo pode levar a insuficiência passiva no agachamento e gerando retroversão pélvica. O que Fica? - A insuficiência muscular é muito comum e corrói a capacidade de execução com a técnica correta de muitos exercícios; - A insuficiência passiva é relativamente fácil de contornar. Normalmente aplicando- se trabalho de flexionamento pode-se obter bons resultados corretivos da técnica; - A insuficiência ativa faz parte do processo contrátil muscular. Temos que saber observá-la nos exercícios e procurar ajustar a técnica ou os ângulos de trabalho para que a minimizemos. BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA APLICADAS AO TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS Curso Nível 2 Prof. Dr. João Moura Cap. 4. ENERGIA ELÁSTICA muscular e sua relação com o TRP Os músculos não apresentam somente tecido contrátil, são constituídos também por várias camadas de tecido conjuntivo que formam envoltórios nos mesmos e ainda outros tecidos de ligação. Estas estruturas, por sua vez, apresentam características elásticas que, sob certas circunstâncias, podem absorver e armazenar e dissipar energia sob diferentes formas. Elementos Elásticos O Ciclo Alongamento Encurtamento (CAE) ocorre quando as ações musculares excêntricas antecedem uma contração concêntrica veloz O CAE é regulado por: -Padrão de ativação nervosa (recrutamento de grandes UM) dos músculos envolvidos; -Quantidade de energia elástica armazenada; -Equilíbrio entre os fatores nervosos facilitadores e inibidores da contração muscular (reflexo miotático) (Komi, 1983). Energia Elástica Gerada e acumulada na fase excêntrica do movimento Energia Cinética Transformada e aproveitada na fase concêntrica do movimento Componentes elásticos em série (pontes cruzadas + tendões) geram a Energia Elástica (Energia Elástica nos elementos elásticos em série). Aproveitado na fase concêntrica subsequente com: -Menor gasto metabólico; -Maior eficiência mecânica (Kubo et al., 1999); -Força pode aumentar em até 20% com o CAE (Kreighbaum e Barthels, 1990). Na Energia Elástica, além dos aspectos já comentados, fatores de contramovimento gera “alongamento dinâmico” pois as pontes cruzadas destacam-se em direções opostas ao curso de alavancagem e encurtamento do sarcômero (Minozzo et al., 2012). Passagem de uma forma para outra de forma lenta DISSIPA Energia Elástica em forma de calor, não sendo convertida em Energia Cinética Tempo de transição ideal: > Dissipa Energia < não colherá corretamente a ativação muscular Fatores potencializadores da Energia Elástica: -ADM menores; -Maior força no fim do pré alongamento (fase excêntrica); -Maior velocidade de pré extensão; -Curto tempo de transição; -Uso de colete de peso de até 12% da MC; -Aumento crônico da flexibilidade; -Aumento do percentual de fibras rápidas na musculatura. - Exercício de Stiff – final da fase excêntrica início da fase concêntrica; - Exercício de Rosca Direta - final da fase excêntrica inícioda fase concêntrica; - Exercício de Tríceps no Banco - final da fase excêntrica início da fase concêntrica; - Exercício de supino Plano - final da fase excêntrica início da fase concêntrica; - Exercício de Agachamento Guiado - final da fase excêntrica início da fase concêntrica; - Exercício de Tríceps Testa - final da fase excêntrica início da fase concêntrica (braço de alavanca de resistência desfavorável). Aplicação prática: - Exercício de Elevação lateral– movimento de balanceio do tronco para gerar energia elástica; - Pode ser muito aplicado na técnica do roubo. Aplicação prática: EXEMPLO COM SALTO COM E SEM CONTRAMOVIMENTO E RESULTADO DA PONTÊNCIA O que Fica? - A energia elástica pode ou não ser usado no TRP; - Quando se busca eficiência muscular para produção de força e principalmente hipertrofia deve-se evitar o envolvimento da energia elástica; - Quando se treina para eficiência do gesto esportivo ou para potência muscular deve-se utilizar a energia elástica; - A energia elástica pode dissipada em forma de calor na musculatura. BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA APLICADAS AO TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS Curso Nível 2 Prof. Dr. João Moura Cap. 5. VETORIZAÇÃO na análise da tração muscular Quando um músculo contrai ele aproxima as suas duas extremidades para o centro do ventre muscular O movimento humano é produzido através do processo de bioalavancas Em bioalavancas músculos geram a TRAÇÃO do movimento APLICAÇÃO BÁSICA DE VETORES A ANÁLISE CINESIOLÓGICA a b c d e f g - Direção - sentido - intensidade, módulo, magnitude 1. O músculo a ser analisado; 2. As extremidades do músculo; 3. A origem e inserção do músculo; 4. Ponto móvel (inserção) e fixo (origem); Identificar: 1. O vetor acompanhando a direção das fibras; Projetar: 2. O sentido do vetor será da sua inserção a origem. 5. A direção das fibras musculares na sua base de conexão. Análise Vetorial Muscular Análise Vetorial Muscular 1. O músculo a ser analisado; 2. As extremidades do músculo; 3. A origem e inserção do músculo; 4. Ponto móvel (inserção) e fixo (origem); Identificar: 1. O vetor acompanhando a direção das fibras; Projetar: 2. O sentido do vetor será da sua inserção a origem. 5. A direção das fibras musculares na sua base de conexão. COMPOSIÇÃO DE MOVIMENTOS REGRA DO PARALELOGRAMO -Figura quadrilátero onde lados opostos são paralelos; - soma-se somente dois vetores por vez. Quanto maior o ângulo entre os vetores menor a resultante Ângulo zero entre os vetores a resultante é máxima Ângulo 180º entre os vetores a resultante é mínima COMPOSIÇÃO DE MOVIMENTOS Análise Vetorial do Movimento Humano DECOMPOSIÇÃO VETORIAL DECOMPOSIÇÃO VETORIAL Origem e inserção muscular – Romboides maior e menor Origem: processos espinhosos de C6 a C7 e T1 a T4. Inserção: borda lateral da escápula da espinha até próximo a ângulo inferior. ABDUÇÃO/ADUÇÃO ESCAPULAR Ação com escápula móvel de abdução e depressão escapular Origem: 3ª, 4ª e 5ª costelas Inserção: borda medial do processo coracóide ELEVAÇÃO/DEPRESSÃO ESCAPULAR Ação com escápula fixa eleva a caixa torácica Inserção: 3ª, 4ª e 5ª costelas Origem: borda medial do processo coracóide Elevação da caixa torácica no ato inspiratório de esforço Ação de abdução escapular (todo serrátil) e de depressão escapular (fibras inferiores) Inserção: borda medial interna da escápula em toda a sua extensão Origem: 1ª a 9ª costela Fibras superiores e mediais Fibras inferiores ABDUÇÃO/ADUÇÃO ESCAPULAR ELEVAÇÃO/DEPRESSÃO ESCAPULAR Ação com escápula móvel e coluna cervical fixa Inserção: borda supero- medial da escáula Origem: processos transversos de C1 a C4 Ação unilateral com as escápulas fixas e coluna cervical móvel Inserção: borda supero- medial da escáula Origem: processos transversos de C1 a C4 Inserção: borda supero- medial da escáula Origem: processos transversos de C1 a C4 Ação bilateral com escápulas fixas Origem: occipital a C7 Inserção: região látero-superior da clavícula Origem: T4 a T12 Inserção: parte medial da espinha da escápula ELEVAÇÃO/DEPRESSÃO ESCAPULAR Ação vetorial do latíssimo do dorso no movimento de extensão do ombro Ação vetorial do latíssimo do dorso no movimento de adução do ombro MÚSCULO LATÍSSIMO DO DORSO Nos movimentos de adução e extensão do ombro O que Fica? - Vetorização contribui para o estudo de cinesiologia; - Vetorização mostra que um músculo pode produzir não somente um mas dois ou três movimentos diferentes; - Quando um músculo contrai, as vezes, nem toda a sua força esta sendo usada para somente um movimento... Por vezes, ela é utilizada para coaptar articulações e as vezes descoaptar. BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA APLICADAS AO TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS Curso Nível 2 Prof. Dr. João Moura Cap. 6. BRAÇOS DE ALAVANCA (momento) e TORQUE em BIOALAVANCAS FP FR Alavanca Conceito de Braços de Alavanca (momento) FP FR Torque Força rotacional Torque = Força x Distância (BAR ou BAF) Gravura publicada na revista inglesa Mechanics Magazine de 1824 para ilustrar a máxima de Arquimedes: “Dê-me um ponto de apoio e com uma alavanca moverei o mundo” FP FR FP FR Primeira Classe = Inter fixa FR FP Segunda Classe = Inter-resistente FP FR Terceira Classe = Inter potente Alavancas no Corpo Humano BIOALAVANCAS Bioalavancas no TRP Alavanca interresistente Bioalavancas no TRP Alavanca Interfixa Alavanca Interfixa Alavanca Interfixa Alavanca Interpotente VM = BAF/BAR VM = 4cm/30cm VM=DVM= 0,13333 Alavanca Interpotente VM= BAF/BAR VM= 4cm/30cm VM= 0,1333 VM = BAF/BAR VM = 4cm/20cm VM = 0,200 VM = BAF/BAR VM = 4cm/10cm VM = 0,400 Alavancas no Corpo Humano BIOALAVANCAS VM= BAR/BAF VM = 5cm/60cm VM = 0,08333 T = F x D¬ T = 5kg x 30cm = 150 kg.cm T = 5kg x 60cm = 300 kg.cm T = 5kg x 50cm = 250 kg.cm Unidade de medida em Newton corresponde à força exercida sobre um corpo de massa igual a 1kg que lhe induz uma aceleração de 1 m/s² na mesma direção e sentido da força. É uma unidade derivada do SI. O plural do nome da unidade é newton. F = ma. Multiplicando m (kg) por a (m/s2), a dimensão para 1 unidade newton é, então: Ao se multiplicar a massa de um corpo pelo valor da aceleração da gravidade (em torno de 9,81 m/s2 a 10 m/s²) você obtém o peso, em Newtons, de um corpo. Então se você quer 1 N em Kg divida 1 por aproximadamente 10. Dá 0,1kg. para elevar 1Kg você precisa fazer uma F = ma que ficaria F = 1Kg. 10m/s2, daí tira a relação F = 10Kg.m/s2 ou 10 N (Newtons), logo, 1 N é a força necessária para segurar 0,1Kg contra a gravidade, ou suspender 1kg se produz 10 N. 10N = 1,0Kg 90º é o maior BAR T=FxD T=100Nx0,6m T=60N.m 10kg suspenso F=m.a F=10kg.10m/s2 F= 100kg.m/s2 F=100N Na flexão completa do cotovelo o BAR é menor gerando menor torque nos flexores do cotovelo, porém neste ponto os músculos se encontram em Insuficiência Ativa 30kg suspenso F=m.a F=30kg.10m/s2 F= 300kg.m/s2 F=300N T=FxD T=300Nx0,35m T=90N.m T=FxD T=300Nx0,15m T=45N.m A B AB T=FxD T=200Nx0,35m T=70N.m 20kg suspenso F=m.a F=20kg.10m/s2 F= 200kg.m/s2 F=200N T=FxD T=200Nx0,05m T=10N.m O posicionamento do braço verticalizado em “A” é muito difícil de ser mantido quando da flexão excêntrica total do cotovelo (em “B”) devido a insuficiência passiva da cabeça longa do tríceps braquial A B Aumento do torque gerando maior tensão muscular em extensores da coluna e quadril. Elo mais fraco? Extensores da coluna lombar... Excessiva inclinação do tronco a frente (flexão do quadril em cadeia fechada Sempre analisar a relação entre o vetor da resistência e o eixo rotatório (articulação). Dependendo do posicionamento haverá inversão dos músculos a serem treinados Em que sentido está o Torque? Sempre analisar a relação entre o vetor da resistência e o eixo rotatório (articulação). Dependendo do posicionamento haverá inversão dos músculos a serem treinados Em que sentido está o Torque? Sempre analisar a relação entre o vetor da resistência e o eixo rotatório (articulação). Dependendo do posicionamento haverá inversão dos músculos a serem treinados Em que sentido está o Torque? A relação vetor de resistência e eixo está gerando carga resistiva contra a flexão de cotovelo Sempre analisar a relação entre o vetor da resistência e o eixo rotatório (articulação). Dependendo do posicionamento haverá inversão dos músculos a serem treinados Em que sentido está o Torque? A relação vetor de resistência e eixo está gerando carga resistiva contra a extensão da coluna vertebral Aumenta o BAR, e consequentemente o torque, para o ombro e menos para o cotovelo Aumenta o BAR, e consequentemente o torque, o cotovelo e nos para o ombro Avanço e Passada - Afastamento dos pés também lateral para ter base de equilíbrio latero-lateral além, obviamente, de anteroposterior; - O maior BAR é para o membro inferior que está à frente (se o quadril for projetado mais a frente maior o BAR = maior torque no joelho; - Músculo reto femoral do membro inferior que fica atrás pode entrar em insuficiência passiva e comprometer a técnica de execução. Avanço e Passada - Músculo reto femoral do membro inferior que fica atrás pode entrar em insuficiência passiva e comprometer a técnica de execução; - Insuficiência passiva do músculo reto femoral pode levar a anteversão da pelve durante esse exercício principalmente se o reto abdominal e glúteo máximo não forem fortes e o praticante treinar com quilagem muito elevada. - Todos estes fatores biomecânicos somados = HIPERLORDOSE LOMBAR. Anteversão Anteversão Retroversão Retroversão - Músculo reto femoral do membro inferior que fica atrás pode entrar em insuficiência passiva e comprometer a técnica de execução; - Insuficiência passiva do músculo reto femoral pode levar a anteversão da pelve durante esse exercício principalmente se o reto abdominal e glúteo máximo não forem fortes e o praticante treinar com quilagem muito elevada. No crucifixo invertido a inclinação do tronco modula o torque, e consequentemente o grau de tensão, na musculatura eretora da coluna, quadrado lombar e glúteo máximo T=FxD T=80Nx0,55m T=44N.m 8kg suspenso F=m.a F=8kg.10m/s2 F= 80kg.m/s2 F=80N T=FxD T=80Nx0,65m T=52N.m Para análise deve ser considerado que conforme a coluna tóraco lombar vai sendo flexionada o BAR diminui (= menor torque) porém o músculo Reto Abdominal vai entrando em insuficiência ativa o que diminui sua competência fisiológica de gerar tensão Cuidado com o torque gerado em glenoumeral para a flexão, principalmente com altas quilagens Ao passar do ponto de alinhamento corporal evoluindo para a hiperextensão o BAR vai proporcionalmente diminuindo e os eretores vão entrando em insuficiência ativa Neste exercício o bíceps braquial não entra em insuficiência ativa devido ao “alongamento” que ocorre no ombro onde o mesmo é flexor e esta articulação estende neste exercício. Qual o objetivo para musculatura de trapézio e romboides? Trabalho dinâmico ou estático? Isso definirá se as escápulas devem ou não serem abduzidas/aduzidas 40kg suspenso F=m.a F=40kg.10m/s2 F= 400kg.m/s2 F=400N T=FxD T=400Nx0,45m T=180N.m Carga tensional no quadril para flexão Aos 90º de cotovelo o torque gerado no ombro para flexão é expressivo, logo para estabilizá-lo antagonistas como latíssimo do dorso promoverão contração isométrica. Torque no cotovelo com cabo próximo ao corpo é muito pequeno, porém se o praticante afastar-se do cabo, mesmo no final da fase concêntrica, ainda haverá um BAR significativo gerando um torque resistivo superior a primeira situação A resultante vetorial dos torques resistivo (quilagem) e motor (músculos) gera uma resultante que comprime a coluna vertebral Com o uso da roldana alta o torque resistivo (quilagem – em vermelho) muda sua angulação em relação ao corpo. O torque motor (músculo – em verde) continua na mesma posição vetorial, todavia, o vetor resultante formado dos dois torques (em amarelo) não se projeta axialmente (compreensivamente) sobre a coluna vertebral O que Fica? - Torque é uma força rotacional e portanto depende de um eixo rotatório. No corpo humano o eixo rotatório encontra-se nas articulações; - O BA de resistência (BAR) ou de potência (BAP) influencia fortemente o torque final produzido. Menores braços de resistência geram menores torques; - Com a técnica de execução dos exercícios podemos modular o torque de movimento (músculos agonistas) e também o torque de sustentação (musculatura estabilizadora – contrações isométricas). BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA APLICADAS AO TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS Curso Nível 2 Prof. Dr. João Moura Cap. 7. PONTOS DE DESCANSO nos exercícios de TRP Posições da ADM onde o torque muscular gerado é muito baixo devido ao decréscimo da resistência ao movimento Ponto de Descanso Posições da ADM onde o torque muscular gerado é muito baixo devido ao decréscimo da resistência ao movimento Ponto de Descanso Ponto de Descanso Na hipertrofia a melhor opção é retirada dos ângulos em Ponto de Descanso Neste ponto da ADM a quilagem só gera força compressiva Embora exista um pequeno BAR existe uma diminuição da tensão por acomodação das massas musculares do braço com antebraço Como definir ADM no exercício de agachamento? Para o processo de hipertrofia em praticantes não mais iniciantes evitar os pontos de descanso. Em praticantes iniciantes é interessante uso de ângulos na ADM onde o torque muscular diminua – espécie de “Ponto Recuperativo” Como definir ADM no exercício de agachamento? Para o processo de hipertrofia em praticantes não mais iniciantes evitar os pontos de descanso. Por que o agachamento a fundo solicita mais da musculatura de glúteo máximo que o meio agachamento? • BAR maior no afundo; • Maior torque de extensão de quadril no afundo; • Isquiotibiais apresentam certo grau de encurtamento no joelho (insuficiência ativa?), isso não ocorre com glúteo máximo. Por que o agachamento com bola na parede se solicita mais o quadríceps do que os outros músculos envolvidos? • BAR maior na articulação do joelho; • Maior torque de extensão do joelho principalmente nos ângulos de 90º ou próximos; • Com exceção do reto femoral os demais componentes do quadríceps estão sem encurtamento em 90º ou em ângulos próximos (sem insuficiência ativa). Comodefinir ADM no exercício de agachamento? Praticantes Avançados Como definir ADM no exercício de agachamento? Praticantes Iniciantes Cuidado com a tensão na musculatura lombar? • O força concêntrica gera um vetor de carga na pelve • A pelve tende a ser projetada para trás; • Pelve deslocando-se para trás tende a gerar flexão da coluna vertebral já que o ponto de apoio esta na bola sobre a região de cintura escapular (alavanca); • Musculatura eretora da coluna (+ região lombar) em isometria impede a flexão do quadril. Qual a solução para evitar o ponto de descanso no exercício de tríceps testa? Novo posicionamento do ombro gera torque no final da fase concêntrica. Porém, também cria um torque para a flexão do ombro que deve ser sustentada em isometria. Qual a solução para evitar o ponto de descanso no exercício de pullover? Na hipertrofia a melhor opção é retirada dos ângulos em Ponto de Descanso. Maximização da microlesão tecidual através da tensão muscular elevada e contínua Partindo desse entendimento provavelmente haverá a necessidade de baixar a quilagem Crucifixo Supino Pegada bem aberta gera BAR significativos tanto para ombro quanto para cotovelo. Porém, bem maior para o ombro Neste ponto: - Torque para tríceps cai a zero; - Gera ponto de descanso; - Muitos praticantes utilizam energia elástica Por que no exercício de chute de tríceps também se trabalha com deltoide posterior (glenoumeral) e trapézio e romboides (escápula)? Quanto mais estendido o cotovelo maior o BAR para o ombro. Portanto, a tensão isométrica de deltoide posterior oscila expressivamente durante a ADM Na regra de competição de powerlifters é necessário uma certa hiperextensão da coluna o que cria uma solicitação a mais de eretores da coluna no final da fase concêntrica (não pode ser considerado ponto de descanso para eretores). Ponto de descanso para glúteo e MMII Final da fase excêntrica e começo da concêntrica é quando ocorre o maior BAR para glúteo máximo, isquiotibiais (dinâmicos) e eretores coluna e quadrado lombar (estáticos). Carga na cervical quando a cabeça não esta alinhada com o corpo. Tal carga gera torque com F=peso da cabeça e D=peso da cabeça até vértebras cervicais Esse BAR referente ao peso gravitacional da cabeça sempre haverá. A diferença que quando a cabeça alinha-se com o corpo o BAR será um pouco menor e os discos intervertebrais não apresentarão achatamento na sua face posterior Manter as curvaturas normais e fisiológicas da coluna vertebral preservadas durante o exercício Também ocorre uma carga tensional isométrica expressiva para os músculos eretores da coluna e quadrado lombar Crucifixo Invertido Para pessoas com problemas lombares pode se executar o exercício deitado no banco O posicionamento final de flexão do cotovelo além do BAR zerado também promoveu uma Insuficiência ativa de bíceps braquial devido a flexão de ombro realizada alinhando o braço ao eixo longitudinal do corpo Rosca Inclinada no Banco Treinador usando os conceitos de Pontos de Descanso O que Fica? - Ponto de descanso é uma posição tal que o torque gerado é muito baixo; - O torque gerado muito baixo é devido a uma queda expressiva do BAR mesmo que mantida uma quilagem de treino elevada; - Em algumas situações de treino é interessante a utilização do ponto de descanso enquanto que em outras situações é interessante o não uso de pontos de descanso. - Em alguns exercícios é possível, modificando minimamente a técnica de execução, evitar o ponto de descanso. BIOMECÂNICA E CINESIOLOGIA APLICADAS AO TREINAMENTO RESISTIDO COM PESOS Curso Nível 2 Prof. Dr. João Moura Cap. 8. CARGAS GRAVITACIONAIS, de QUILAGEM e MUSCULARES sobre a coluna vertebral e articulações Análise Biomecânica do Exercício de Flexão de Joelhos na Mesa Romana Toda a quilagem da resistência pode ou não ser aproveitada efetivamente com resistência ao movimento Sempre há uma carga gravitacional sobre a cervical, por isso é importante não hiperextender a cervical, ou ainda melhor postar a cabeça sobre o banco do aparelho A hiperextensão cervical comprime a face posterior dos discos intervertebrais Isquiotibiais são: - Flexores do joelho; - Extensores do quadril; - Retroversores da pelve. No final da fase concêntrica (flexão de joelhos) ocorre uma Insuficiência ativa de Isquiotibiais. A pelve em Anteversão minimiza Insuficiência. Para a Anteversão da Pelve os flexores do quadril (também anteversores) estão relaxados e o Reto Femoral alonga-se somente no joelho pois o quadril está em posição praticamente anatômica. Somente Sartório encurta-se na flexão do joelho gerando torque (baixo) de anteversão. Músculos lombares são acionados levando a anteversão bastante comum. Hiperlordose + lombalgias Isquiotibiais são: - Flexores do joelho; - Extensores do quadril; - Retroversores da pelve. Os gastrocnêmios também são flexores do joelho além de flexores plantares Com a execução do movimento de flexão do joelho em dorsiflexão, os gastrocnêmios estão mais “alongados” gerando uma melhor relação força comprimento para flexionar os joelhos. Isso é bom ou ruim? Para a eficiência do movimento é bom mas para dar maior carga de treino aos isquiotibiais é ruim. Relação praticante iniciante vs avançado Análise Biomecânica do Exercício de Elevação Bilateral Se executar o mesmo exercício com os cotovelos flexionados haverá um menor BAR e consequentemente torque resistivo gerado. A quilagem gera um torque resistivo contra a abdução de ombros, ok! Mas também possui uma alavanca interfixa sobre a coluna que tende a incliná-la lateralmente Músculos específicos devem evitar essa condição de inclinação gerando torque contrário Oblíquos e quadrado lombar contralaterais apresentam contração isométrica e são sinergistas estabilizadores. Análise Biomecânica Comparativa dos Exercícios de Elevação Unilaterais BAR elevam-se gerando maior torque para deltoide até os 90º de abdução glenoumeral A partir dos 90º o torque gerado pela quilagem diminui Melhor ângulo para gerar torque resistivo ao deltoide e supra espinhal em torno dos 90º A B Na abdução a atuação somente do deltoide é até aproximadamente 60-70º a partir deste ângulo começa a entrar em Insuficiência Ativa e a escápula roda lateralmente para minimizar esta Insuficiência. Melhor ângulo para focar no trabalho dinâmico de deltoide é até 60-70º. Porém neste ponto o torque gerado é muito baixo Nesta técnica de exercitação o movimento concêntrico em seu início (adução do ombro junto ao corpo) já possui torque resistivo significativo. Ângulo de abdução de 60-70º antes de deltoide iniciar a Insuficiência Ativa e escápula passar a rodar lateralmente. BAR grande gerando elevado torque resistivo e o enfoque muscular esta sobre o deltoide. O movimento inicial de abdução glenoumeral esta a favor do torque gravitacional (pêndulo gravitacional). Alinhamento com o eixo gera Ponto de Descanso = Torque Resistivo ZERO. Somente após a abdução superar o alinhamento com o eixo que se começa a gerar Torque Resistivo (baixa intensidade). Quando a abdução começa a gerar um BAR significativo para uma adequada produção de Torque o deltoide entra em Insuficiência e a escápula começa a rodar lateralmente. Análise Biomecânica do Exercício de Elevação Lateral na Polia Baixa Já no início da abdução (dependendo do ângulo do cabo) o BAR é expressivogerando Torque resistivo forte. Aos 90º a escápula roda lateralmente (incluindo trabalho muscular de trapézio superior e inferior + serrátil anterior) portanto trabalho não é focado em deltoide BAR diminui aos 90º gerando, portanto, menor Torque Resistivo. Quanto mais abduz mais trabalho escapular e menor Torque Resistido sobre o movimento. Análise Biomecânica do Exercício de Leg Press 45º Uma boa parte da quilagem postada como resistência no Leg Press gera força de atrito e não força resistiva ao movimento. Com o joelho totalmente estendido e se a pessoa não apresentar joelho flexo o torque sobre o quadríceps cai a zero Fêmur e Pelve são projetados contra o anteparo vertical do banco Componente vetorial da quilagem que realmente gera força resistiva ao exercício. Neste momento esta sobre os eixos do quadril e joelho Conforme o joelho flexiona o BAR vai aumentando e consequentemente o Torque Resistivo também. Conforme o joelho flexiona o vetor resultante da quilagem impusiona o segmento perna para “trás” Ao impulsionar a perna para trás gera componente vetorial coaptador e rotatório no fêmur o que repercute na articulação do quadril E conforme flexiona o joelho aumenta o BAR no quadril (Torque Resistivo) Dependendo da flexibilidade de Glúteo Máximo estes pode entrar em Insuficiência Passiva gerando a retroversão da pelve. Isquiotibiais não entram em Insuficiência Passiva devido ao encurtamento que ocorre no joelho. São alongados no quadril mas não no joelho. Reto femoral (anteversor) embora seja estirado no joelho no quadril é liberado pois esta articulação esta flexionado Eretores da Coluna da região tóraco lombar + Quadrado Lombar lutam contra a retroversão pélvica. Para não retroverter a pelve retificando lordose lombar e alterando espaço discal e sobrecarregando lombar, devemos... ... Similarmente a situação do agachamento... Treinar a técnica de execução e desenvolver a flexibilidade de glúteo máximo. Com os pés posicionados mais à cima ou a baixo Análise Biomecânica do Exercício de Agachamento Acentuada dorsiflexão do tornozelo no final da fase excêntrica Manutenção da projeção vertical da barra e CG sobre a base de suporte para equilíbrio. Manutenção das curvaturas anatômicas e fisiológicas da coluna com pelve em neutro Insuficiência ativa de sóleo leva a maior acentuação de flexão do quadril horizontalizando o tronco. CG + barra continuam com projeção sobre a base de sustentação. Porém, a postura equivocada gera maior carga em lombares BAR aumenta de forma expressiva na articulação do quadril. Isto eleva a tensão sobre discos intervertebrais pela própria carga + tensão muscular dos eretores. ... Continuação das repercussões da insuficiência passiva de sóleo sobre a dorsiflexão do tornozelo em cadeia cinemática fechada Análise Biomecânica do Exercício de Rosca Direta A resistência (peso) esta para baixo na vertical perfeita sobre aceleração gravitacional (f=m.a) Linha gravitacional projetada BAR para o cotovelo Movimento concêntrico inicia Aumenta BAR, consequente tensão muscular também Flexão de cotovelo até 90º Maior BAR possível A partir dos 90º o BAR diminui e consequentemente o torque resistivo gerado O que acontece? 1º realizou uma leve flexão do ombro; 2º flexão completa de cotovelo; 3º ação da carga resistiva (ação gravitacional) esta sobre o cotovelo; 4º não existe BAR portanto torque zero gerado no cotovelo 5º o torque de braquial e braquiorradial é zero. 6º O bíceps braquial apresenta algum torque devido a flexão do ombro 7º Insuficiência ativa de bíceps braquial: - Flexão total do cotovelo; - Supinação total do antebraço; - Flexão do ombro. Por que os ombros são projetados para trás? Pendulo gravitacional gera torque rotatório de extensão do ombro. Ombro mais estendido coloca a projeção do torque resistivo na linha articular do ombro – Sem BAR. O que Fica? - Uma análise biomecânica dos exercícios de TRP é muito complexa pois envolve vários fatores; - Deve-se considerar sempre a carga resistiva vetorial ao movimento e suas respectivas decomposições; - A insuficiência Ativa e Insuficiência Passiva muscular devem ser sempre passiveis de ocorrência no exercício; - Quando o exercício for com cabos a resistência estará sempre da direção dos mesmos e sentido contrário ao movimento concêntrico. Muito Obrigado! Continue sempre em frente... Evoluindo!