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 História 
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   1 
HISTÓRIA- Brasil colônia 
 
Por volta de 12 mil anos atrás, quando 
começaram a cultivar a terra e a domesticar os 
animais, os seres humanos assumiram o controle. 
Começaram o que hoje se denomina “seleção 
artificial”. Em vez de a natureza escolher e disseminar 
os espécimes mais bem-sucedidos no ambiente 
natural, os seres humanos começaram a escolher, 
produzir e criar aqueles que melhor lhes servissem. Christopher	
  Lloyd.	
  O	
  que	
  aconteceu	
  na	
  Terra?	
  A	
  história	
  do	
  planeta,	
  da	
  vida	
  e	
  das	
  civilizações,	
  do	
  big-­‐bang	
  até	
  hoje.	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  Intrínseca,	
  2011,	
  p.	
  111.	
  	
  
2. (UnB-1º2013) Na América de colonização 
portuguesa, adotou-se como principal suporte 
jurídico da economia agrícola o regime de 
sesmarias, cujas características principais 
são: grande extensão das áreas de lavoura, 
monocultura, trabalho escravo e propriedade 
privada da terra. 
 
	
 
	
 
A respeito da escravidão ao longo da historia da 
humanidade, julgue os itens: 
 
2. (UnB-1º2013) Antes do estabelecimento do 
tráfico transatlântico de escravos, no século 
XVI, havia, no continente africano, 
homogeneidade cultural, como se pode 
depreender da predominância da família 
linguística banto nas sociedades norte e 
centro-africanas. 
2. (UnB-1º2013) Anteriormente a colonização 
europeia, o comércio de escravos era 
praticado na África, em rotas que cruzavam o 
Saara, o Mar Vermelho e o Oceano Índico. 
2. (UnB-1º2013) No Brasil colonial, os escravos 
de origem africana trabalhavam em diferentes 
setores da economia, como agricultura, 
mineração, artesanato e comércio, bem como 
exerciam serviços domésticos. 
2. (UnB-1º2013) Utilizando a modalidade padrão 
da língua portuguesa, redija um texto, 
abordando aspectos legais e socioeconômicos 
do processo que culminou na abolição da 
escravidão no Brasil,em 1888. 
 
 
 
 
 
No cinturão de máxima diversidade biológica do 
Planeta, que tornou possível o advento do homem, a 
Amazônia se destaca pela extraordinária continuidade 
de suas florestas, pela ordem de grandeza de sua 
principal rede hidrográfica e pelas sutis variações de 
seus ecossistemas. Trata-se de gigantesco domínio de 
terras baixas florestadas, disposto em anfiteatro, 
enclausurado entre a grande barreira imposta pelas 
terras cisandinas e pelas bordas dos planaltos 
brasileiro e guianense. O mundo das águas na 
Amazônia é resultado direto da excepcional 
pluviosidade que atinge a gigantesca depressão 
topográfica regional. Aziz	
  Ab	
  Saber.	
  Amazônia	
  brasileira:	
  um	
  macrodomínio.	
  In:	
  Os	
  domínios	
  de	
  natureza	
  no	
  Brasil:	
  potencialidades	
  paisagísticas.	
  São	
  Paulo:	
  Ateliê	
  Editora,	
  2003,	
  p.	
  65-­‐7	
  (com	
  adaptações).	
  	
  
2. (UnB-1º2013) Durante o período colonial, a 
economia da Região Amazônica estruturava-
se com base no extrativismo vegetal, na caça 
e na pesca. 
 
 
 
Durante os séculos XIV e XV, o período 
correspondente à chamada crise do final da Idade 
Média atingiu muitas das antigas formas tradicionais 
das relações feudais na agricultura e se fez 
acompanhar de sensível declínio demográfico e de 
significativos descensos no âmbito das atividades 
manufatureiras e mercantis. 
De meados do século XV até o começo do 
século XVII, período de expansão econômica, houve 
também uma relativa expansão das atividades 
industriais, artesanais, é claro, bem como da produção 
agrícola, em estreita conexão com a retomada do 
crescimento demográfico e o início da expansão 
mercantil-marítima e colonial. 
Importantes mudanças culturais marcaram a 
ruptura com diversos aspectos do universo medieval, 
abrindo caminho para a revolução científica e para o 
advento da modernidade. 
A partir de meados do século XVIII, o 
capitalismo tendeu a se expandir com rapidez na 
Europa Ocidental. 
Francisco Falcon e Antonio Edmilson Rodrigues. A formação do mundo 
moderno. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006, p. 6-8 (com adaptações). 
 
2. (UnB-2º2012) Para promover a colonização de 
suas terras americanas, Portugal instituiu um 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   2 
inédito sistema de capitanias hereditárias, que 
exigiu a reconfiguração territorial da colônia 
por meio de grandes lotes homogeneamente 
divididos e distribuídos entre membros da 
burguesia lusitana. 
2. (UnB-2º2012) A descoberta das terras que 
vieram a ser a América e a sua consequente 
exploração colonial representaram 
significativas conquistas do movimento 
europeu de expansão marítimo-comercial dos 
séculos XV e XVI, pioneiramente conduzido 
pelos países da Península Ibérica. 
2. (UnB-2º2012) Nas colônias americanas, o uso 
intensivo de mão de obra escrava, em sua 
maioria proveniente da África, prejudicou o 
desenvolvimento do nascente capitalismo 
europeu, por privá-lo do indispensável 
mercado consumidor. 
 
 
As cavalhadas são festas populares que 
representam a defesa da civilização cristã ocidental 
contra as invasões dos muçulmanos, ocorridas, na 
Europa, entre os séculos VI e IX d.C. No Brasil, as 
cavalhadas são reproduzidas desde o período colonial 
e, na atualidade, manifestam-se principalmente nos 
estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São 
Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Alagoas, 
Pernambuco e no norte do Rio de Janeiro. 
A festa dura, em média, três dias e cada dia 
representa uma batalha. Ao final da festa, os cristãos, 
que trajam roupas azuis, vencem os mouros, de 
indumentária vermelha, o que simboliza a derrota dos 
invasores e, ao mesmo tempo, a conversão dos 
muçulmanos ao cristianismo. 
A gastronomia da festa é composta 
basicamente de doces brasileiros tradicionais, como a 
rapadura e a goiabada, dos típicos daquelas regiões 
mencionadas, e dos de origem portuguesa, como o fio 
de ovos, o quindim e o bom-bocado. Internet:	
  <www.conexaoaluno.rj.gov.br>.	
  	
  
2. (UnB-2º2012) Especialmente a partir de 
meados do século XVI e ao longo do 
Especialmente a partir de meados do século 
XVI e ao longo do cana-de-açúcar. 
Diferentemente do que ocorreria com a 
mineração no século XVIII, os engenhos 
nordestinos era autossuficientes na produção 
de alimentos, o que inviabilizava a existência 
de atividades econômicas subsidiárias ao 
açúcar na região. 
 
 
 
A maioria dos povos indígenas associa sua 
música ao universo transcendente e mágico, 
empregando-a em todos os rituais religiosos. A música 
indígena é ligada, desde suas origens imemoriais, a 
mitos fundadores e usada com finalidades de 
socialização, culto, ligação com os ancestrais, 
exorcismo, magia e cura. É importante também nos 
ritos catárticos, quando se trabalha a música com 
proporções, repetições e variações, instaura o conflito 
ao mesmo tempo em que o mantém sob controle. 
Luís Fernando Hering Coelho. A nova edição de why Suya sing?, de Anthony 
Seeger, e alguns estudos recentes sobre música indígena nas terras baixas da 
América do Sul. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2007. 
 
2. (UnB-1º2012) Na colonização europeia da 
América — empreendida pelos ingleses no Sule pelos portugueses e espanhóis no Norte do 
continente —, foram marcantes, entre outros 
aspectos, a dizimação física dos povos 
indígenas e a eliminação de seus traços 
culturais. 
 
 
Um exemplo de embaixada alegórica é 
apresentado no vídeo Festa do Rosário dos Homens 
Pretos do Serro, que começa com a narração da 
seguinte história. “Dizem que Nossa Senhora tava no 
meio do mar. Aí vieram os caboclos e lhe chamaram, 
mas ela não veio não. Depois vieram os marujos 
brancos, mas ela só balanceou. Aí chegaram os 
catopês. Eles cantaram, tocaram só com caco de cuia 
e lata véia. Ela gostou deles, teve pena deles e saiu do 
mar.” 
Trata-se de um mito de reconciliação e 
integração, bem como de uma compensação simbólica 
para a experiência histórica de escravidão negra em 
Minas Gerais. Essa experiência é abertamente 
expressa em muitos textos musicais das congadas. José	
  Jorge	
  de	
  Carvalho.	
  Um	
  panorama	
  da	
  música	
  afro-­‐brasileira.	
  In:	
  Série	
  Antropologia.	
  Brasília:	
  Editora	
  da	
  UnB,	
  2000.	
  	
  
2. (UnB-1º2012) A experiência histórica da 
escravidão negra mencionada no texto difere 
da experiência do regime de trabalho vigente 
na agroindústria açucareira nordestina, 
porque, na região mineradora, a rigidez das 
instituições e das normas vigentes impedia 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   3 
tanto a eventual alforria de escravos quanto a 
mobilidade social. 
2. (UnB-1º2012) Do ponto de vista histórico, o 
texto revela que os escravos africanos e seus 
descendentes no Brasil preservaram 
a) sua cultura religiosa ancestral, mas, em 
um processo sincrético, mostraram-se 
receptivos ao cristianismo do dominador. 
b) sua identidade cultural ou étnica, embora 
tivessem de recorrer a disfarces, como o 
das confrarias religiosas cristãs, das quais 
é exemplo a de Nossa Senhora do 
Rosário dos Pretos. 
c) rituais ancestrais de forma pura, mas 
pagaram alto preço por isso, como 
demonstram as perseguições que 
sofreram. 
d) seu panteão religioso e seu sistema 
eclesiástico, embora os tenham adaptado 
à lógica cristã, como evidenciado na 
associação entre Virgem Maria e Iemanjá. 
 
 
 
 	
  
No século XVI, a crença de que o Eldorado 
estava no Novo Mundo ativou a cobiça de muitos 
conquistadores. O sonho nunca se tornou realidade, 
mas induziu à exploração de grande parte do 
continente americano. Expedições e desilusões se 
sucederam até o final do século XVIII. Eldorado 
transformou-se, mais tarde, em símbolo dos que se 
lançam em aventuras fantásticas. Suzi	
  Frankl	
  Sperber.	
  A	
  terceira	
  margem	
  do	
  Amazonas:	
  o	
  mito	
  do	
  Eldorado,	
  suas	
  hibridações	
  e	
  a	
  apreensão	
  do	
  perspectivismo	
  em	
  romance	
  de	
  Milton	
  Hatoum.	
  Internet:	
  <www.ufvjm.edu.br>.	
  	
  
2. (UnB-1º2012) Para os colonizadores 
portugueses, a crença no Eldorado americano 
tomou forma com o domínio absoluto da 
região platina, o que explica a fundação da 
colônia de Sacramento e a entrega da 
Amazônia aos espanhóis. 
 
 
 
 
 
Sem colonização não há uma boa conquista e, 
se a terra não é conquistada, as pessoas não serão 
convertidas. Portanto, o lema do conquistador deve 
ser colonizar. 
Francisco López de Gómara. Historia general de las Indias. Madri: 1852, p. 181. 
 
2. (UnB-1º2012) A apreciação acima, proferida 
por um eclesiástico do século XVI, expõe 
aspectos envolvidos no assentamento e 
desenvolvimento do império espanhol na 
América. Acerca desses aspectos, assinale a 
opção correta. 
a) Na região andina, desde o primeiro 
momento, houve forte resistência ao 
avanço da conquista espanhola, 
principalmente nas cidades de Potosi e La 
Plata. 
b) A área que atualmente pertence ao Chile 
foi a que menos resistência ofereceu à 
colonização espanhola, em virtude de sua 
baixa densidade demográfica e do caráter 
tribal da população. 
c) A mesoamérica, onde havia uma 
organização político-administrativa pré-
colombiana, é exemplo de colonização de 
sucesso, uma vez que, nesse território, os 
espanhóis deram continuidade às 
estruturas existentes. 
d) No vice-reino do Peru, os espanhóis 
permitiram que o cargo de gobernador 
fosse exercido por membros das famílias 
da elite indígena, estratégia que perdurou 
até o fim da era colonial. 
 
 
Quando Deus tremeu 
Dois terremotos encontraram intersecções em 
Lisboa, no dia 1.º de novembro de 1755. Um geológico 
e outro filosófico. O geológico, estimado em 9 pontos 
na escala Richter, com epicentro no Oceano Atlântico, 
a uma centena de quilômetros da costa de Portugal, 
muito semelhante, portanto, ao tremor que, 
recentemente, deixou o Japão de joelhos, destruiu três 
quartos das construções da capital do país. O 
terremoto filosófico, com epicentro na França, já vinha 
sacudindo a Europa desde o início do século XVIII — e 
tão forte se revelou que acabaria por conferir à época 
o nome de Século das Luzes. Veja,	
  16/3/2011,	
  p.	
  94	
  (com	
  adaptações).	
  	
  	
  
O corpo político, como o corpo do homem, 
começa a morrer desde o nascimento e traz, em si 
mesmo, as causas de sua destruição. Mas um ou 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   4 
outro podem ter uma constituição mais ou menos 
robusta e capaz de conservá-los por mais ou menos 
tempo. A constituição do homem é obra da natureza, a 
do Estado, obra de arte.	
  Jean-­‐Jacques	
  Rousseau.	
  Do	
  contrato	
  social.	
  São	
  Paulo:	
  Abril	
  Cultural,	
  p.	
  102	
  	
  	
  
2. (UnB-2º2011) Os efeitos devastadores do 
terremoto que praticamente destruiu a capital 
portuguesa foram minimizados pela ação 
resoluta do Marquês de Pombal, primeiro-
ministro de um regime absolutista que se 
recusava a proceder a mínima abertura 
política e, assim, impedia que o despotismo 
esclarecido pudesse chegar a Portugal. 
2. (UnB-2º2011) O terremoto de Lisboa ocorreu 
na época em que, no Brasil, a mais rica 
colônia portuguesa começava o apogeu da 
extração do ouro e do diamante nas Minas 
Gerais, decisivo para o financiamento das 
obras de recuperação da capital metropolitana 
e para o incremento de investimentos que 
assegurariam o início da industrialização 
lusitana, apoiada tecnicamente pela Inglaterra, 
em decorrência do Tratado de Methuen. 
 
 
 
Não se sabe ao certo quando os primeiros 
escravos africanos foram trazidos para o Brasil. No 
entanto, é somente a partir do alvará de D. João III de 
29 de março de 1549, que faculta o “resgate e 
recebimento de escravos da costa da Guiné e da ilha 
de São Tomé” para auxílio da cultura da cana e do 
trabalho dos engenhos, que a importação de escravos 
africanos para o Brasil cresce de forma vertiginosa. Jáno final do século XVI, os africanos ocupavam 
majoritariamente a base da sociedade colonial 
brasileira, o que iria acentuar-se no século XVII. É 
possível que os primeiros escravos africanos tenham 
tido contato com a língua geral, mas, com a redução 
da presença indígena na zona açucareira, pode-se 
dizer que os escravos passaram a ter contato, desde 
cedo, com o português. Os escravos que eram 
incapazes de se comunicar nessa língua eram 
chamados de boçais, em oposição aos que 
demonstravam conhecer o português, que eram 
chamados de ladinos. No decorrer do século XVIII, 
com o ciclo do ouro, aumentou a onda migratória vinda 
de Portugal, e o tráfico negreiro também se orientou 
para as demandas cada vez maiores de mão de obra 
para a mineração, tendo aumentado, portanto, o 
acesso dos escravos africanos à língua portuguesa. Dante	
  Lucchesi.	
  História	
  do	
  contato	
  entre	
  línguas	
  no	
  Brasil.	
  In:	
  Dante	
  Lucchesi,	
  Alan	
  Baxter	
  e	
  Ilza	
  Ribeiro	
  (Org.).	
  O	
  português	
  afro-­‐brasileiro.	
  Salvador:	
  EDUFBA,	
  2009,	
  p.	
  47-­‐8	
  (com	
  adaptações).	
  
 
2. (UnB-2º2011) O texto de Dante Lucchesi 
reitera a relevância do trabalho escravo para a 
economia colonial brasileira, em especial para 
a agroindústria açucareira do Nordeste, e 
sugere ter sido sensivelmente diminuída essa 
participação à época da mineração, 
certamente em face das características 
singulares do processo de extração aurífera. 
2. (UnB-2º2011) Infere-se do texto que o alvará 
de 29 de março de 1549 foi o primeiro ato 
governamental da monarquia lusitana a 
normatizar ações relativas ao tráfico de 
escravos para o Brasil. 
2. (UnB-2º2011) No texto, é destacada a 
importância do contato linguístico entre 
portugueses e escravos africanos como forma 
de atenuar a crueza das imagens 
historicamente associadas ao processo de 
escravidão. 
 
 
 
 
 
Erro de português 
Quando o português chegou 
Debaixo duma bruta chuva 
Vestiu o índio 
Que pena! Fosse uma manhã de sol 
O índio tinha despido 
O português Oswald	
  de	
  Andrade.	
  Poesias	
  reunidas.	
  5.ª	
  ed.	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  Civilização	
  Brasileira,	
  1978.	
  	
  
 
 
Quando aqui aportaram os portugueses, há 
mais de 500 anos, falavam-se, no país, mais de mil 
línguas indígenas; tal profusão linguística constitui-se 
numa situação semelhante à que ocorre, hoje, nas 
Filipinas (com 160 línguas), na Índia (com 391 línguas) 
ou, ainda, na Indonésia (com 663 línguas). Gilvan	
  Müller	
  de	
  Oliveira.	
  Brasileiro	
  fala	
  português:	
  monolinguismo	
  e	
  preconceito	
  linguístico.	
  In:	
  Revista	
  Linguagem.	
  Internet:	
  <www.letras.ufscar.br>	
  (com	
  adaptações).	
  	
  
2. (UnB-2º2011) A expedição comandada por 
Pedro Álvares Cabral fazia parte da estratégia 
portuguesa de iniciar a efetiva e imediata 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   5 
colonização de suas terras americanas, 
decisão estabelecida em face dos reduzidos 
lucros obtidos pelo comércio com as Índias 
nas décadas iniciais do século XVI. 
 
 
Que sejam admissíveis, nas alfândegas do 
Brasil, todos e quaisquer gêneros, fazendas e 
mercadorias transportados em navios estrangeiros das 
Potências que se conservam em paz e harmonia com 
minha Real Coroa, ou em navios dos meus vassalos. 
Ficam sem vigor todas as Leis, Cartas Régias ou 
outras Ordens que até aqui proibiam, neste Estado do 
Brasil, o recíproco comércio e navegação entre meus 
vassalos e estrangeiros. 
Príncipe D. João Carta	
  Régia,	
  de	
  28	
  de	
  janeiro	
  de	
  1808	
  (com	
  adaptações).	
  	
  
2. (UnB-2º2011) Redija um texto, na modalidade 
padrão da língua portuguesa, explicando em 
que medida o documento assinado pelo 
príncipe D. João, futuro D. João VI, logo ao 
desembarcar na Bahia, escala que antecedia 
a chegada da Corte portuguesa ao Rio de 
Janeiro, pode ser considerado um importante 
passo no processo de independência do 
Brasil. 
 
 
 
 
O mapa acima apresenta informações acerca do 
comércio mundial. Julgue os itens seguintes em 
relação à espacialidade desse fenômeno e à sua 
dinâmica ao longo do tempo. 
 
2. (UnB-2º2011) Já na Antiguidade, a rota da 
seda interligava cidades mercantis entre as 
regiões hoje denominadas China e Europa e 
possibilitava o desenvolvimento cultural de 
vastas áreas asiáticas e europeias. Por seus 
caminhos principais e secundários, 
transitavam não só mercadorias, entre elas, o 
tecido que dava nome à rota, mas também 
doenças e religiões, como budismo, 
hinduísmo e cristianismo. 
2. (UnB-2º2011) Portugal, pioneiro na expansão 
comercial e marítima dos séculos XV e XVI, 
marco fundamental para a configuração 
econômica que caracterizaria a Idade 
Moderna, logrou constituir um império que 
interligava rotas comerciais em quatro 
continentes: Europa, América, África e Ásia. 
 
GABARITO 
1. C 
2. E 
3. C 
4. C 
5. TIPO D 
6. C 
7. E 
8. C 
9. E 
10. E 
11. E 
12. E 
13. A 
14. E 
15. D 
16. E 
17. E 
18. E 
19. C 
20. E 
21. E 
22. TIPO D 
23. C 
24. C 
 
HISTÓRIA- Brasil colônia e 
Brasil Imperial 
 
 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   6 
Conto de escola 
A escola era na Rua do Costa, um sobradinho 
de grade de pau. O ano era de 1840. Naquele dia ― 
uma segunda-feira, do mês de maio ―, deixei-me 
estar alguns instantes na Rua da Princesa a ver onde 
iria brincar a manha. Hesitava entre o morro de S. 
Diogo e o Campo de Santana, que não era então esse 
parque atual, construção de gentleman, mas um 
espaço rústico, mais ou menos infinito, alastrado de 
lavadeiras, capim e burros soltos. Morro ou campo? 
Tal era o problema. De repente disse comigo que o 
melhor era a escola. E guiei para a escola. 
[...] 
Raimundo recuou a mão dele e deu a boca um 
gesto amarelo, que queria sorrir. Em seguida, propôs-
me um negócio, uma troca de serviços; ele me daria a 
moeda, eu lhe explicaria um ponto da lição de sintaxe. 
Não conseguira reter nada do livro, e estava com 
medo do pai. E concluía a proposta esfregando a 
pratinha nos joelhos... 
Tive uma sensação esquisita. Não e que eu 
possuísse da virtude uma ideia antes própria de 
homem; não e também que não fosse fácil empregar 
uma ou outra mentira de criança. Sabíamos ambos 
enganar ao mestre. A novidade estava nos termos da 
proposta, na troca de lição e dinheiro, compra franca, 
positiva, toma lá, da cá; tal foi a causa da sensação. 
Fiquei a olhar para ele, a toa, sem poder dizer nada. Machado	
  de	
  Assis.	
  Conto	
  de	
  escola.	
  Internet:<www.dominiopublico.org>.	
  	
  
2. (UnB-1º2013) A data mencionada no conto, 
1840, é a mesma de importante 
acontecimentona historia política do Brasil: o 
Golpe da Maioridade. Relativamente ao 
cenário político nacional nas primeiras 
décadas após a Independência do Brasil, 
assinale a opção correta. 
a) A antecipação da maioridade de D. Pedro 
II atendia aos apelos dos grupos 
dirigentes do Império, marginalizados pelo 
centralismo do período regencial. 
b) A estabilidade política do I Reinado 
deveu-se a ação conciliadora de D. Pedro 
I, facilitada pelo clima de concórdia e paz 
que prevalecia nessa época. 
c) O ato Adicional de 1834, que alterou a 
Constituição promulgada dez anos antes, 
fortaleceu a Corte diante das províncias. 
d) A Lei de Interpretação do Ato Adicional foi 
o suporte jurídico para o advento do II 
Reinado, período marcado pelo que se 
denomina parlamentarismo às avessas. 
 
O ano de 1870 é um marco na história do 
império. No primeiro dia de março, a morte de Solano 
López em batalha satisfaz a vontade de Pedro II e 
encerra a sangria material, humana e moral da longa 
guerra contra o Paraguai. Vitoriosa nos campos de 
batalha, a monarquia, na Era dos impérios, está 
exangue. Doravante, defrontar-se-á com questões, 
tendências, forças sociais, políticas e ideológicas que, 
avolumando-se, precipitarão o 15 de novembro de 
1889. Keila	
  Grinberg	
  e	
  Ricardo	
  Salles	
  (Orgs.).	
  O	
  Brasil	
  imperial	
  (volume	
  III:1870-­‐1889).	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  Civilização	
  Brasileira,	
  2009,	
  p.	
  11. 
 
1 (UnB-1º2012) Considerando o fragmento de 
texto acima como referência inicial, indique 
os principais acontecimentos que levaram 
ao colapso final do regime monárquico 
brasileiro e à implantação da República. 
 
 
10 de abril 
Grande novidade! O motivo da vinda do barão é 
consultar o desembargador sobre a alforria coletiva e 
imediata dos escravos de Santa-Pia. Acabo de sabê-
lo, e mais isto, que a principal razão da consulta é 
apenas a redação do ato. Não parecendo ao irmão 
que este seja acertado, perguntou-lhe o que é que o 
impelia a isso, uma vez que condenava a ideia 
atribuída ao governo de decretar a abolição, e obteve 
esta resposta, não sei se sutil, se profunda, se ambas 
as coisas ou nada: 
— Quero deixar provado que julgo o ato do 
governo uma espoliação, por intervir no exercício de 
um direito que só pertence ao proprietário, e do qual 
uso com perda minha, porque assim o quero e posso. 
Será a certeza da abolição que impele Santa-Pia a 
praticar esse ato, anterior de algumas semanas ou 
meses ao outro? A alguém que lhe fez tal pergunta 
respondeu Campos que não. “Não, disse ele, meu 
irmão crê na tentativa do governo, mas não no 
resultado, a não ser o desmantelo que vai lançar às 
fazendas. O ato que ele resolveu fazer exprime 
apenas a sinceridade das suas convicções e o seu 
gênio violento. Ele é capaz de propor a todos os 
senhores a alforria dos escravos já, e no dia seguinte 
propor a queda do governo que tentar fazê-lo por lei.” 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   7 
Campos teve uma ideia. Lembrou ao irmão que, 
com a alforria imediata, ele prejudica a filha, herdeira 
sua. Santa-Pia franziu o sobrolho. Não era a ideia de 
negar o direito eventual da filha aos escravos; podia 
ser o desgosto de ver que, ainda em tal situação, e 
com todo o poder que tinha de dispor dos seus bens, 
vinha Fidélia perturbar-lhe a ação. Depois de alguns 
instantes, respirou largo, e respondeu que, antes de 
morto, o que era seu era somente seu. Não podendo 
dissuadi-lo, o desembargador cedeu ao pedido do 
irmão, e redigiram ambos a carta de alforria. Retendo 
o papel, Santa-Pia disse: 
— Estou certo que poucos deles deixarão a 
fazenda; a maior parte ficará comigo, ganhando o 
salário que lhes vou marcar, e alguns até sem nada —
, pelo gosto de morrer onde nasceram. 
Machado de Assis. Memorial de Aires. In: Obra 
completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2007. 
 
 
 
 
 
3 (UnB-2º2011) Da proibição do tráfico 
negreiro à Lei Áurea, foi longo e complexo o 
processo de debate e aprovação das leis 
abolicionistas no Parlamento do Império, o 
que demonstra a força política dos que 
representavam interesses de latifundiários e 
escravocratas no interior do Estado 
brasileiro. 
 
 
 
Ode Triunfal 
1	
   À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da 
fábrica	
  
Tenho febre e escrevo. 
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, 
4	
   Para a beleza disto totalmente desconhecida dos 
antigos. 
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno! 
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! 
7	
  Em fúria fora e dentro de mim, 
Por todos os meus nervos dissecados fora, 
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto! 
10	
  Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos, 
De vos ouvir demasiadamente de perto, 
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um 
excesso 
13	
  De expressão de todas as minhas sensações, 
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas! Fernando	
  Pessoa:	
  Obra	
  poética.	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  Aguilar,	
  1972,	
  p.	
  306.	
  	
  
4 (UnB-2º2011) Ao longo do século XIX, o 
Paraguai experimentou o processo de 
industrialização, que foi interrompido pelo 
conflito em que foi vencedora a aliança 
militar entre Argentina, Brasil e Uruguai, a 
qual já havia sido formada à época da 
independência do Brasil, sob os auspícios 
da Inglaterra e dos EUA. 
 
GABARITO 1. D	
  2. Tipo	
  D	
  3. C	
  4. E	
  
HISTÓRIA- Ditadura 
 
Vai passar 
Chico Buarque de Hollanda e Francis Hime 
 
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos, 
O bloco dos napoleões retintos 
e os pigmeus do boulevard. 
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a 
cantar 
A evolução da liberdade ate o dia clarear. 
Ai que vida boa, o lerê, 
Ai que vida boa, o lará. 
O estandarte do sanatório geral vai passar. 
 
A partir da imagem acima, que ilustra o carnaval em 
Olinda, bem como da canção Vai passar e do trecho 
dela apresentado acima, composição de Chico 
Buarque e Francis Hime, julgue o item seguinte. 
 
1. (UnB-1º2013) Na canção Vai passar, alem 
da menção a “evolução da liberdade ate o dia 
clarear”, há referência a uma pátria que não 
percebia ser subtraída em “tenebrosas 
transações”, alusões que tornaram a canção 
um dos símbolos do ocaso do regime militar e 
da volta do poder civil, efetivada com a 
eleição de Tancredo Neves. 
 
 
Daquela sexta-feira 13 até 1.º de abril, o conflito 
político entre os grupos antagônicos se 
redimensionou. Não se tratava de medir forças com o 
objetivo de executar, limitar, impedir as mudanças, 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   8 
mas da tomada do poder e da imposição de projetos. 
As direitas tentariam impedir as alterações 
econômicas e sociais, excluindo, se possível,seus 
adversários da vida política brasileira, sem se 
preocupar em respeitar as instituições democráticas. O 
PTB cresceu e se confundiu com os movimentos 
sociais que defendiam as reformas. As esquerdas 
marxistas, socialistas, trabalhistas e cristãs exigiam as 
reformas, mas sem valorizar, assim como seus 
adversários, as instituições liberal-democráticas. Jorge	
  Ferreira.	
  João	
  Goulart,	
  uma	
  biografia.	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  Civilização	
  Brasileira,	
  2011,	
  p.	
  428-­‐9	
  (com	
  adaptações).	
  
 
2. (UnB-2º2012) Tancredo Neves, político 
tradicionalmente adversário do trabalhismo 
de Vargas, Jango e Brizola, e histórico 
apoiador do regime militar, paradoxalmente 
foi escolhido, indiretamente, para ocupar o 
cargo de presidente da República e sepultar o 
regime autoritário, para conduzir o Brasil de 
volta à democracia. 
3. (UnB-2º2012) Ocorrido em 1964, o golpe de 
Estado enfocado no texto representou a 
formalização da presença direta dos militares 
na condução do poder político nacional. Com 
efeito, foram diversas as intervenções do 
segmento militar na trajetória republicana 
brasileira, algumas frustradas, outras 
realizadas para sustentar projetos de grupos 
civis. Exemplos de ambas as situações foram 
as revoltas tenentistas na Primeira República, 
o Estado Novo de Vargas, a crise que levou 
Getúlio Vargas ao suicídio e a tentativa de 
impedir a posse dos presidentes Juscelino 
Kubitschek e João Goulart. 
4. (UnB-2º2012) A sexta-feira 13 mencionada no 
texto está relacionada com a realização de 
comício na Central do Brasil, na cidade do 
Rio de Janeiro, ocasião em que o presidente 
Goulart tentou buscar, junto à população, o 
apoio político de que carecia, tendo ele 
assinado decretos de forte apelo junto à 
parcela da opinião pública que apoiava sua 
proposta de reformas de base. 
5. (UnB-2º2012) Depreende-se do texto que o 
golpe de 1964 não se apresentava como algo 
inevitável: pela via ideológica da direita, outra 
alternativa que não fosse a deposição de 
João Goulart estava fora de cogitação, 
entretanto os setores liberais e de esquerda 
mostravam-se efetivamente comprometidos 
com a defesa da democracia. 
 
 
Preste atenção por favor 
na história que vou contar 
ela explica o que é cordel 
grande manifestação popular. 
Paulo Araújo. Internet: <www.bibceuguarapiranga.blogs.com>. 
 
 
 
 
Agosto 1964 
1	
  Entre lojas de flores e de sapatos, bares, 
 mercados, butiques 
 viajo 
4	
  num ônibus Estrada de Ferro – Leblon 
 Volto do trabalho, a noite em meio, 
 fatigado de mentiras. 
7	
  O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud, 
 relógio de lilases, concretismo, 
 neoconcretismo, ficções de juventude, adeus, 
10	
  que a vida 
 eu a compro à vista aos donos do mundo. 
 Ao peso dos impostos, o verso sufoca, 
13	
  a poesia agora responde a inquérito policial-militar. 
 Digo adeus à ilusão 
 mas não ao mundo. Mas não à vida, 
16	
  meu reduto e meu reino. 
 Do salário injusto, 
 da punição injusta, 
19	
  da humilhação, da tortura, 
 do terror, 
 retiramos algo e com ele construímos um artefato 
22	
  um poema 
 uma bandeira. Ferreira	
  Gullar.	
  Dentro	
  da	
  noite	
  veloz.	
  In:	
  Toda	
  poesia.	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  José	
  Olympio,	
  2000.	
  	
  
 
Depois de 21 anos de regime militar, o Brasil 
finalmente teria um presidente civil. O político mineiro 
Tancredo Neves vencera Paulo Maluf no Colégio 
Eleitoral e assumiria o poder no dia 15 de março de 
1985. No entanto, um dia antes da posse, com fortes 
dores abdominais, ele teve que ser internado no 
Hospital de Base, em Brasília. Após sete cirurgias, 
Tancredo morreu em 21 de abril, deixando a nação em 
choque. Douglas	
  Attila	
  Marcelino.	
  A	
  despedida	
  de	
  um	
  mártir.	
  In:	
  Revista	
  de	
  História	
  da	
  Biblioteca	
  Nacional,	
  março/2010,	
  p.	
  58	
  (com	
  adaptações).	
  	
  
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   9 
6. (UnB-2º2011) A aprovação da Emenda 
Dante de Oliveira, que restabeleceu a 
eleição presidencial direta, foi crucial para o 
encaminhamento final da longa transição 
entre o regime militar e o poder civil, 
sacramentada pela união de forças políticas 
em favor da chapa Tancredo Neves – José 
Sarney. 
7. (UnB-2º2011) Os vinte e um anos do regime 
militar caracterizaram-se pela 
homogeneidade de ação dos generais que se 
revezaram na presidência da República. A 
possível nota destoante foi o governo Costa e 
Silva, que, embora abreviado pela morte 
desse presidente, caracterizou-se pela recusa 
à tomada de decisões que ampliassem o 
caráter autoritário do regime. 
8. (UnB-2º2011) Em larga medida, os coronéis 
de 1954, atuantes na conjuntura de crise 
pronunciada que levou Getúlio Vargas ao 
suicídio, serão os generais de 1964 à frente 
do golpe de Estado que depôs o presidente 
Jango. Nessa ruptura institucional, é possível 
identificar um viés inequivocamente 
oposicionista ao trabalhismo de Vargas, 
Goulart e Brizola. 
9. (UnB-2º2011) O emprego da expressão 
“inquérito policial-militar” remete a prática 
comum no primeiro governo do regime 
instaurado em 1964 — o de Castelo Branco 
— à qual foram submetidas importantes 
figuras políticas, como o ex-presidente 
Juscelino Kubitschek, que apoiava João 
Goulart e se opunha radicalmente aos 
golpistas. 
 
GABARITO 1. E	
  2. E	
  3. C	
  4. C	
  5. C	
  6. E	
  	
  7. E	
  	
  8. C	
  9. E	
  	
  
 
HISTÓRIA- Populismo, Era 
Vargas e Ditadura 
 
 
 
A história das chamadas relações entre 
sociedade e natureza e, em todos os lugares 
habitados, a da substituição de um meio natural, dado 
a uma determinada sociedade, por um meio cada vez 
mais artificializado, isto e, sucessivamente 
instrumentalizado por essa mesma sociedade. Milton	
  Santos.	
  A	
  natureza	
  do	
  espaço:	
  técnica	
  e	
  tempo,	
  razão	
  e	
  emoção.	
  São	
  Paulo:	
  EDUSP,	
  2008,	
  p.	
  233-­‐4	
  (com	
  adaptações).	
  	
  
 
1. (UnB-1º2013) A Era Vargas (1930-1945) 
promoveu a decolagem do Brasil na direção 
da modernidade econômica. Após a II Guerra 
Mundial e a queda do Estado Novo, o pais 
avançou na industrialização e na 
urbanização, produzindo o que Milton Santos 
chamou, no texto, de “substituição de um 
meio natural” por um “cada vez mais 
artificializado”. Relativamente ao período da 
historia brasileira a partir de meados dos 
anos 1940, assinale a opção correta. 
a) A moderna industrialização brasileira, a 
despeito de ter promovido a urbanização 
do centro-sul do país, não rompeu com o 
modelo historicamente vigente desde a 
Colônia, qual seja, com o modelo de uma 
sociedade ruralizada e patriarcal. 
b) No governo Vargas (1950-1954), foi 
implementada a política de inserção do 
Brasil na economia mundial, estimulando-
se a associação dos capitais brasileiros 
aos internacionais, o que feria 
frontalmente as teses nacionalistas 
vigentes a época. 
c) Os Anos JK (1956-1961) caracterizaram-
se, sob o ponto de vista econômico, pelo 
planejamento, pela introdução da industria 
automobilística sob o controle de capitais 
nacionais e pela ênfase no papel 
estratégico do sistema ferroviário. 
d) A escalada inflacionaria foi fator decisivopara o golpe de Estado que derrubou o 
presidente Goulart, o que explica a 
adoção de política econômica 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   10 
deflacionaria no governo Castelo Branco, 
instaurado em 1964. 
 
Daquela sexta-feira 13 até 1.º de abril, o conflito 
político entre os grupos antagônicos se 
redimensionou. Não se tratava de medir forças com o 
objetivo de executar, limitar, impedir as mudanças, 
mas da tomada do poder e da imposição de projetos. 
As direitas tentariam impedir as alterações 
econômicas e sociais, excluindo, se possível, seus 
adversários da vida política brasileira, sem se 
preocupar em respeitar as instituições democráticas. O 
PTB cresceu e se confundiu com os movimentos 
sociais que defendiam as reformas. As esquerdas 
marxistas, socialistas, trabalhistas e cristãs exigiam as 
reformas, mas sem valorizar, assim como seus 
adversários, as instituições liberal-democráticas. Jorge	
  Ferreira.	
  João	
  Goulart,	
  uma	
  biografia.	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  Civilização	
  Brasileira,	
  2011,	
  p.	
  428-­‐9	
  (com	
  adaptações).	
  	
  
2. (UnB-2º2012) O período que antecedeu o 
golpe de 1964 foi assinalado por profundas 
transformações na vida brasileira: a partir da 
Era Vargas e da Segunda Guerra Mundial, o 
país entrou em acelerado processo de 
modernização econômica — com a expansão 
do parque industrial — e de urbanização da 
sociedade; na política, o aprendizado 
democrático conviveu com sucessivas crises, 
que culminaram no golpe de 1964, expressão 
do colapso do regime liberal que a 
Constituição de 1946 consagrara. 
 
 
 
 
Preste atenção por favor 
na história que vou contar 
ela explica o que é cordel 
grande manifestação popular. 
Paulo Araújo. Internet: <www.bibceuguarapiranga.blogs.com>. 
 
 
 
 
Agosto 1964 
1	
  Entre lojas de flores e de sapatos, bares, 
 mercados, butiques 
 viajo 
4	
  num ônibus Estrada de Ferro – Leblon 
 Volto do trabalho, a noite em meio, 
 fatigado de mentiras. 
7	
  O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud, 
 relógio de lilases, concretismo, 
 neoconcretismo, ficções de juventude, adeus, 
10	
  que a vida 
 eu a compro à vista aos donos do mundo. 
 Ao peso dos impostos, o verso sufoca, 
13	
  a poesia agora responde a inquérito policial-militar. 
 Digo adeus à ilusão 
 mas não ao mundo. Mas não à vida, 
16	
  meu reduto e meu reino. 
 Do salário injusto, 
 da punição injusta, 
19	
  da humilhação, da tortura, 
 do terror, 
 retiramos algo e com ele construímos um artefato 
22	
  um poema 
 uma bandeira. Ferreira	
  Gullar.	
  Dentro	
  da	
  noite	
  veloz.	
  In:	
  Toda	
  poesia.	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  José	
  Olympio,	
  2000.	
  	
  
 
GABARITO 
1. D 
2. C 
 
HISTÓRIA- Grécia, Roma, 
Idade média e Reforma 
 
Por volta de 12 mil anos atrás, quando 
começaram a cultivar a terra e a domesticar os 
animais, os seres humanos assumiram o controle. 
Começaram o que hoje se denomina “seleção 
artificial”. Em vez de a natureza escolher e disseminar 
os espécimes mais bem-sucedidos no ambiente 
natural, os seres humanos começaram a escolher, 
produzir e criar aqueles que melhor lhes servissem. Christopher	
  Lloyd.	
  O	
  que	
  aconteceu	
  na	
  Terra?	
  A	
  história	
  do	
  planeta,	
  da	
  vida	
  e	
  das	
  civilizações,	
  do	
  big-­‐bang	
  até	
  hoje.	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  Intrínseca,	
  2011,	
  p.	
  111.	
  
 
1. (UnB-1º2013) Por volta do século XVI, a 
economia do Império Inca baseava-se 
predominantemente na agricultura, atividade 
em que se empregavam recursos técnicos 
como a irrigação e a adubação e que incluía, 
entre os principais produtos agrícolas, batata, 
milho e feijão. 
 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   11 
A respeito da escravidão ao longo da historia da 
humanidade, julgue o item: 
2. (UnB-1º2013) Na Atenas clássica, após as 
reformas políticas empreendidas por Clístenes 
em 508-507 a.C., os escravos foram 
reconhecidos como cidadãos e, assim, 
garantiram o direito de voto na Eclésia, 
principal assembleia de Atenas. 
 
Do ponto de vista histórico, o Renascimento 
italiano foi único. Sociologicamente, no entanto, 
devemos vê-lo não apenas como uma experiência 
europeia, mas como a experiência de uma classe 
maior de eventos que ocorrem em todas as culturas 
letradas e envolvem tanto um olhar retrospectivo 
quanto um salto para frente, nem sempre combinados 
num único evento. Jack	
  Goody.	
  Renascimentos:	
  um	
  ou	
  muitos?	
  São	
  Paulo:	
  Ed.	
  UNESP,	
  2011,	
  p.	
  283	
  (com	
  adaptações).	
  
 
3. (UnB-1º2013) Entre o final do século IX e as 
primeiras décadas do século XIII, nas regiões 
europeias sob o controle do Império Carolíngio 
e, depois, do Sacro Império, houve 
recrudescimento da cultura, das artes e da 
religião, processo conhecido como 
Renascimento Carolíngio. 
4. (UnB-1º2013) Entre os séculos XII e XIII, em 
diversas áreas da Europa ocidental, o intenso 
desenvolvimento da vida urbana e da 
atividade comercial coincidiu com um 
renascimento cultural, durante o qual se 
destacaram, entre outros eventos, a fundação 
de universidades e a publicação de traduções 
de obras de autores gregos e árabes para o 
latim. 
5. (UnB-1º2013) O Renascimento italiano, 
movimento cultural desenvolvido entre o final 
da Baixa Idade Media e o inicio da Idade 
Moderna, caracterizou-se, entre outros 
aspectos, pela revalorização da tradição 
clássica greco-romana, pelo humanismo e 
pelo anticlericalismo. 
6. (UnB-1º2013) O autor do texto argumenta que, 
dado o caráter único do Renascimento 
italiano, o termo “renascimento” não deve ser 
atribuído a outros contextos ou eventos 
históricos. 
 
Durante os séculos XIV e XV, o período 
correspondente à chamada crise do final da Idade 
Média atingiu muitas das antigas formas tradicionais 
das relações feudais na agricultura e se fez 
acompanhar de sensível declínio demográfico e de 
significativos descensos no âmbito das atividades 
manufatureiras e mercantis. 
De meados do século XV até o começo do 
século XVII, período de expansão econômica, houve 
também uma relativa expansão das atividades 
industriais, artesanais, é claro, bem como da produção 
agrícola, em estreita conexão com a retomada do 
crescimento demográfico e o início da expansão 
mercantil-marítima e colonial. 
Importantes mudanças culturais marcaram a 
ruptura com diversos aspectos do universo medieval, 
abrindo caminho para a revolução científica e para o 
advento da modernidade. 
A partir de meados do século XVIII, o 
capitalismo tendeu a se expandir com rapidez na 
Europa Ocidental. 
Francisco Falcon e Antonio Edmilson Rodrigues. A formaçãodo mundo 
moderno. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006, p. 6-8 (com adaptações). 
 
7. (UnB-2º2012) A revolução científica 
mencionada no texto ocorreu no século XVII, 
tendo-se destacado a teoria geocêntrica 
defendida pelo polonês Nicolau Copérnico, 
que, apoiado pela Igreja, combateu a teoria 
heliocêntrica de Aristóteles, no que foi 
apoiado, tempos depois, pelo astrônomo 
italiano Galileu Galilei. 
8. (UnB-2º2012) A crise do feudalismo também 
se expressou na reorganização territorial: os 
antigos feudos tenderam a se submeter à 
nova realidade dos Estados nacionais, com 
fronteiras delineadas, moedas nacionais e 
exércitos reais. 
9. (UnB-2º2012) A Baixa Idade Média marcou o 
início do processo de formação de um novo 
sistema, que, mais tarde, seria identificado 
como capitalismo. Nesse período, o 
renascimento da atividade mercantil, o retorno 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   12 
à economia monetária e a crescente 
importância assumida pela vida urbana 
moldaram o cenário para o advento da 
modernidade. 
10. (UnB-2º2012) Entre as mudanças culturais 
que afastaram a Europa dos padrões 
medievais, destacam-se a Reforma Religiosa, 
que consolidou a unidade cristã europeia, e o 
Renascimento, movimento fundamentalmente 
assentado na antirreligiosidade. 
 
A dúvida pode significar o fim de uma fé, ou 
pode significar o começo de outra. Em dose 
moderada, estimula o pensamento. Em excesso, 
paralisa-o. A dúvida, como exercício intelectual, 
proporciona um dos poucos prazeres puros, mas, 
como experiência moral, ela é uma tortura. Aliada à 
curiosidade, é o berço da pesquisa e assim de todo 
conhecimento sistemático. Em estado destilado, mata 
toda curiosidade e é o fim de todo conhecimento. 
O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé, 
uma certeza. A fé é, pois, o estado primordial do 
espírito. O espírito “ingênuo” e “inocente” crê. Essa 
ingenuidade e inocência se dissolvem no ácido 
corrosivo da dúvida, e o clima de autenticidade se 
perde irrevogavelmente. As tentativas dos espíritos 
corroídos pela dúvida de reconquistar a autenticidade, 
a fé original, não passam de nostalgias frustradas em 
busca da reconquista do paraíso perdido. As certezas 
originais postas em dúvida nunca mais serão certezas 
autênticas. Tal dúvida, metodicamente aplicada, 
produzirá novas certezas, mais refinadas e 
sofisticadas, mas essas certezas novas não serão 
autênticas. Conservarão sempre a marca da dúvida 
que lhes serviu de parteira. 
A dúvida, portanto, é absurda, pois substitui a 
certeza autêntica pela certeza inautêntica. Surge, 
portanto, a pergunta: “por que duvido?” Essa pergunta 
é mais fundamental do que a outra: “de que duvido?” 
Trata-se, portanto, do último passo do método 
cartesiano: duvidar da dúvida — duvidar da 
autenticidade da dúvida. A pergunta “por que duvido?” 
engendra outra: “duvido mesmo?” 
Descartes, e com ele todo o pensamento 
moderno, parece não dar esse último passo. Aceita a 
dúvida como indubitável. 
Vilém Flusser. A dúvida. São Paulo: Editora 
Annablume, 2011, p. 21-2 (com adaptações). 
 
11. (UnB-2º2012) A mitologia grega é composta 
de histórias de deuses que se assemelham 
aos seres humanos, tanto em aparência física 
quanto em sentimentos. Entre outras funções, 
tais histórias, transmitidas oralmente, de 
geração em geração, buscavam explicar a 
origem do universo, a fundação de uma polis 
ou um acontecimento extraordinário. 
12. (UnB-2º2012) Centros de referência 
intelectual, espiritual e assistencial, os 
mosteiros medievais, além de guardiões de 
relíquias sagradas e da própria fé, 
desempenharam o importante papel de 
preservação da herança cultural greco-
romana, conservando, entre outras, obras de 
filosofia, literatura e medicina. 
 
Quando ficou claro que a designação de Homo 
sapiens não era tão adequada à nossa espécie como 
se havia acreditado — porque, afinal, não somos tão 
razoáveis como se acreditava no século XVIII, em seu 
otimismo ingênuo —, acrescentaram-lhe a de Homo 
faber (homem que fabrica). Entretanto, a expressão 
Homo ludens (homem que joga) evoca uma função tão 
essencial quanto a de fabricar e merece, portanto, 
ocupar seu lugar junto à de Homo faber. Johan	
  Huizinga.	
  Homo	
  ludens.	
  Madri:	
  Alianza,	
  2001,	
  p.	
  7	
  (com	
  adaptações).	
  	
  
13. (UnB-1º2012) Na Baixa Idade Média, as festas 
de cavalaria eram momentos privilegiados 
para se exibir a natureza da aristocracia 
guerreira, porque, por meio de jogos militares 
e suas regras, fortalecia-se o modelo de 
organização social e política dessa época. 
14. (UnB-1º2012) Em Atenas, na época de 
Péricles (séc. V a.C.), jogos e teatro perderam 
importância social, porque a população, 
imbuída de espírito democrático, preferia 
dedicar-se às atividades políticas e 
econômicas, visto que estas fortaleciam a 
cidadania. 
15. (UnB-1º2012) Na Grécia Antiga, os jogos 
realizados em Olímpia, a cada quatro anos, 
constituíam um desafio entre cidades; os 
atletas — homens livres, jovens, disciplinados 
e com vigor físico — mostravam, pela 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   13 
competição, a forte presença de elementos 
guerreiros na organização da sociedade 
helênica. 
16. (UnB-1º2012) Na capital do Império Romano, 
a política do pão e circo — expressão que 
designa a relação entre o grande número de 
espetáculos e o estatuto político-social dos 
patronos — contribui para o entendimento de 
características fundamentais da vida cívica e 
social dos romanos daquele período. 
17. (UnB-1º2012) Na Idade Média, devido às 
especificidades das condições materiais do 
período, as definições Homo sapiens, Homo 
ludens e Homo faber correspondiam, 
respectivamente, a clero, nobreza e povo. 
No processo da Revolução Francesa, quando 
destruíram os últimos resquícios do feudalismo na 
eufórica noite de 4 de agosto de 1789, os deputados 
concordaram em manter o dízimo da Igreja, em vez 
de simplesmente aboli-lo sem qualquer compensação. 
Mas, desde então, houve sinais de que a promessa 
seria abandonada. “Eles desejam ser livres, mas não 
sabem ser justos”, reclamou o abade de Seyès, 
referindo-se a alguns colegas da Assembleia. 
Robespierre não era nem antipadres nem anticlerical; 
é difícil determinar sua posição quanto ao futuro da 
Igreja na Revolução. Às vezes, era veemente crítico e, 
em outras vezes, retornava à interpretação da doutrina 
cristã, pois, a seu ver, o cristianismo era a religião dos 
pobres e daqueles de coração puro — riqueza 
chamativa e luxo não deveriam fazer parte dele. Os 
pobres, segundo ele, eram oprimidos não apenas pela 
fome, mas também pelo espetáculo escandaloso de 
clérigos autoindulgentes, que esbanjavam 
insensivelmente o que pertencia aos pobres pordireito. Ruth	
  Scurr.	
  Pureza	
  fatal:	
  Robespierre	
  e	
  a	
  Revolução	
  Francesa.	
  Rio	
  de	
  Janeiro/São	
  Paulo:	
  Record,	
  2009,	
  p.	
  140-­‐1	
  (com	
  adaptações).	
  	
  
18. (UnB-1º2012) As características aristocráticas, 
conservadoras e eclesiásticas do sistema 
feudal, que impediam práticas comerciais e 
financeiras, explicam a sobrevivência desse 
sistema até 1789. 
19. (UnB-1º2012) A Reforma, ocorrida quase três 
séculos antes da Revolução Francesa, 
constituiu evento de ruptura no interior do 
cristianismo. Entre outros aspectos, ela 
condenava o espetáculo pouco cristão dos 
eclesiásticos católicos, quer no plano 
econômico, quer no plano dos costumes. 
 
 
A crise da Europa é hoje o maior risco para a 
economia mundial, disse o secretário do Tesouro dos 
Estados Unidos da América, referindo-se à tensão 
entre os bancos e os governos endividados. Disse, 
ainda, que a China e outros países emergentes com 
superávit nas contas têm espaço bastante para 
estimular o consumo interno, aumentar as importações 
e compensar a fraca demanda nas economias 
desenvolvidas. Para isso, os governos desses países 
deveriam deixar suas moedas valorizar-se. Em outras 
palavras, o câmbio subvalorizado da China resulta em 
valorização real das moedas de outros países 
emergentes, torna seus produtos mais caros e diminui 
seu poder de competição no comércio internacional. Rolf	
  Kuntz.	
  O	
  Estado	
  de	
  S.Paulo,	
  25/9/2011.	
  
 
20. (UnB-1º2012) Apesar de suas profundas 
diferenças, os sistemas escravista romano, 
feudal e capitalista assemelham-se, porque se 
caracterizam como economias tipicamente 
monetárias. 
 
 
 
É somente nos meados do século XIX, com 
Varnhagen, que a língua do Brasil assume contornos 
de problema de interesse nacional e, 
concomitantemente, passa a constituir objeto de 
cogitação, para registro de uma realidade já 
consistente e documentável. Varnhagen afirma a 
unidade de língua nos dois domínios — o que, a seu 
ver, justificava o estudo dos clássicos e a 
impossibilidade de separação das duas literaturas —, 
mas ressalta, todavia, a diversificação da língua 
falada, notadamente na prosódia e no léxico, o que 
atribui ao acastelhanamento do português na América. 
A caracterização da língua do Brasil como um 
português diferenciado — esboçada em Varnhagen — 
representa, entre outros aspectos, uma das posições 
que delimitarão os debates em torno da língua até o 
final do século XIX. Edith	
  Pimentel	
  Pinto	
  (Org.).	
  O	
  português	
  do	
  Brasil	
  –	
  textos	
  críticos	
  e	
  teóricos	
  –	
  1820-­‐1920:	
  fontes	
  para	
  a	
  teoria	
  e	
  a	
  história.	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  Livros	
  Técnicos	
  e	
  Científicos;	
  São	
  Paulo:	
  Editora	
  da	
  Universidade	
  de	
  São	
  Paulo,	
  1978,	
  p.	
  XVI-­‐XIX	
  (com	
  adaptações).	
  	
  
21. (UnB-2º2011) Após a queda do Império 
Romano, o latim manteve-se como importante 
idioma em diversas áreas da Europa 
ocidental, porque, em grande medida, havia-
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   14 
se firmado como a principal língua em que 
estava escrita a liturgia da Igreja Católica e, 
até o século XVII, parte dos textos produzidos 
na Europa. 
 
 
 
 
O mapa acima apresenta informações acerca do 
comércio mundial. Julgue os itens seguintes em 
relação à espacialidade desse fenômeno e à sua 
dinâmica ao longo do tempo. 
 
22. (UnB-2º2011) O renascimento da atividade 
comercial na Europa da Baixa Idade Média 
conheceu crises de natureza distinta, tendo 
uma delas derivado do grande número de 
intermediários no comércio de produtos 
orientais — comerciantes árabes, cidades 
italianas e guildas mercantis que operavam 
nas rotas de tráfico em território europeu —, 
que encarecia as mercadorias. 
 
 
 
Advento da pólis, nascimento da filosofia: entre 
as duas ordens de fenômenos, os vínculos são 
demasiado estreitos para que o pensamento racional 
não apareça, em suas origens, solidário das estruturas 
sociais e mentais próprias da cidade grega. Assim 
recolocada na história, a filosofia despoja-se desse 
caráter de revelação absoluta, que, às vezes, lhe foi 
atribuído, saudando, na jovem ciência dos jônios 
[gregos], a razão intemporal que veio encarnar-se no 
Tempo. A escola de Mileto não viu nascer a Razão; 
ela constituiu uma Razão, uma primeira forma de 
racionalidade. Essa razão grega não é a razão 
experimental da ciência contemporânea, orientada 
para a exploração do meio físico e cujos métodos, 
instrumentos intelectuais e quadros mentais foram 
elaborados, no curso dos últimos séculos, no esforço 
laboriosamente continuado para conhecer e dominar a 
Natureza. Quando define o homem como animal 
político, Aristóteles sublinha o que separa a razão 
grega da de hoje. Se o Homo sapiens é, a seus olhos, 
um Homo politicus, é que a própria Razão, em sua 
essência, é política. 
Jean-Pierre Vernant. As origens do pensamento grego. 9.ª ed., 
Rio de Janeiro: Betrand, 1996, p. 94 (com adaptações). 
 
23. (UnB-2º2011) Ao apresentar a distinção entre 
uma razão intemporal, ou seja, uma razão 
“revelada” e uma razão historicamente 
“constituída”, o autor do texto 
a) estabelece os limites da razão grega, que 
não chegou a ser a razão experimental da 
ciência moderna. 
b) postula que o advento da filosofia foi, 
antes de tudo, um acontecimento histórico 
ligado ao contexto geral da criação das 
cidades gregas. 
c) demonstra que a revelação filosófica 
grega permitiu o advento de um homo 
politicus, o homem da polis grega. 
d) separa a racionalidade concebida na 
Grécia Antiga da racionalidade moderna, 
ao delimitar formas de atuação política. 
 
 
 
 
GABARITO 
1. C 
2. E 
3. E 
4. C 
5. E 
6. E 
7. E 
8. C 
9. C 
10. E 
11. C 
12. C 
13. C 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   15 
14. E 
15. C 
16. C 
17. E 
18. E 
19. C 
20. E 
21. C 
22. C 
23. B 
 
HISTÓRIA- Iluminismo 
 
 
Do ponto de vista histórico, o Renascimento 
italiano foi único. Sociologicamente, no entanto, 
devemos vê-lo não apenas como uma experiência 
europeia, mas como a experiência de uma classe 
maior de eventos que ocorrem em todas as culturas 
letradas e envolvem tanto um olhar retrospectivo 
quanto um salto para frente, nem sempre combinados 
num único evento. Jack	
  Goody.	
  Renascimentos:	
  um	
  ou	
  muitos?	
  São	
  Paulo:	
  Ed.	
  UNESP,	
  2011,	
  p.	
  283	
  (com	
  adaptações).	
  
1. (UnB-1º2013) No século XVIII, o Iluminismo 
foi, sob vários aspectos, um movimento 
cultural que se estabeleceu em consonância 
com os ideais humanistas difundidos pelo 
Renascimento no começo da Idade Moderna.Acerca do Iluminismo, assinale a opção 
correta. 
a) A crença na capacidade humana de 
autoaperfeiçoamento por meio da 
aquisição de conhecimento racional, ideal 
de progresso que se aplicava tanto ao 
individuo quanto as diferentes 
coletividades, foi uma característica 
marcante do pensamento iluminista. 
b) A maior parte dos pensadores iluministas 
compartilhava atitude abertamente hostil 
as religiões e a religiosidade, como 
evidencia o fato de alguns dos mais 
famosos filósofos iluministas, como 
Voltaire e Jean-Jacques Rousseau, terem 
se declarado ateus. 
c) Por causa da sua oposição ao capitalismo 
industrial então emergente, os autores 
associados ao Iluminismo mantiveram-se 
a distancia das questões econômicas, o 
que explica o fato de a era do Iluminismo 
não ter sido marcada por grandes 
realizações no âmbito do pensamento 
econômico. 
d) Na França, o Iluminismo foi o grande 
suporte ideológico da revolução que pôs 
fim ao Antigo Regime em 1789. Filósofos 
iluministas, como Denis Diderot e 
Montesquieu, lideraram ações 
revolucionarias e desempenharam papel 
relevante no governo constituído após a 
Tomada da Bastilha. 
HISTÓRIA- Populismo 
 
Pedro Pedreiro 
Chico Buarque 
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem 
Manhã, parece, carece de esperar também 
Para o bem de quem tem bem 
De quem não tem vintém 
Pedro pedreiro está esperando a morte 
Ou esperando o dia de voltar pro Norte 
Pedro não sabe mas talvez no fundo 
Espere alguma coisa mais linda que o mundo 
Maior do que o mar 
Mas pra que sonhar 
Se dá o desespero de esperar demais 
Pedro pedreiro quer voltar atrás 
Quer ser pedreiro pobre e nada mais 
Sem ficar esperando, esperando, esperando 
Esperando o sol 
Esperando o trem 
Esperando o aumento para o mês que vem 
Esperando um filho pra esperar também 
Esperando a festa 
Esperando a sorte 
Esperando a morte 
Esperando o norte 
Esperando o dia de esperar ninguém 
Esperando enfim nada mais além 
Da esperança aflita, bendita, infinita 
Do apito do trem Internet:	
  <www.chicobuarque.com.br>.	
  
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   16 
	
  
1. (UnB-2º2012) Ao abordar a espera do dia de 
voltar para o Norte, denominação genérica 
que também engloba o Nordeste, a canção 
de Chico Buarque remete à modernização 
econômica experimentada pelo Brasil, a partir 
dos anos trinta e quarenta do século XX: 
Companhia Siderúrgica Nacional, Vale do Rio 
Doce, Petrobrás e indústria automobilística 
são símbolos de um processo de 
industrialização que atraiu ao Sudeste 
milhares de imigrantes de outras regiões do 
país. 
 
 
Manifestação popular caracterizada por poesias 
escritas em folhetos, a literatura de cordel originou-se 
na Europa em meados do século XII. Em Portugal, 
escritores amadores usavam cordões para 
pendurarem e divulgarem suas produções em lugares 
públicos. Com a vinda dos portugueses ao Brasil, a 
tradição de contar histórias disseminou-se pela região 
Nordeste, tornando-se um dos símbolos da cultura e 
memória nordestina. No início, como a maioria das 
pessoas não sabia ler e escrever, as poesias eram 
apenas decoradas e recitadas em feiras e praças. 
Mais tarde, passaram a ser impressas em folhetos, 
cujas capas eram ilustradas em xilogravura, e 
afirmaram-se como manifestação artística e popular 
nas décadas 60 e 70 do século passado. A 
importância do cordel não se limita à literatura. O 
cordel se expande como registro histórico da cultura 
nordestina, reverberando nas manifestações artísticas, 
tais como teatro, dança, cinema, música e artes 
visuais. 
 
2. (UnB-1º2012) A efervescência cultural que 
caracterizou o Brasil entre fins dos anos 50 
do século XX e a primeira metade da década 
de 60 inscreve-se em cenário mais amplo de 
transformações no país e de estabilidade 
política dos governos da época. 
 
É tremenda injustiça comparar Khrushtchev a 
Hitler. A arrogância, a truculência, a insensibilidade 
brutal do ditador soviético são inéditas na História do 
mundo. Nunca se viu, desde os tempos de Gengis 
Khan, tamanho desprezo pelos valores da civilização 
ou maior falta de escrúpulos. Estarrecido, o mundo, ao 
mesmo tempo em que se inteirava da consumação 
das ameaças de Khrushtchev de fazer explodir a 
superbomba de 50 megatons, lia a resposta dele ao 
apelo dos deputados trabalhistas ingleses para que 
desistisse da explosão. Em lugar de responder como 
faria um homem civilizado e dotado de qualquer 
vestígio de decência ou de sentimento de 
humanidade, Khrushtchev replicou, com todo o seu 
furor vesânico, para ameaçar a Inglaterra de 
destruição total, assegurando que ela seria riscada do 
mapa. 
O trecho acima, extraído e adaptado do jornal O 
Globo, é parte do editorial “Ditador fanático quer 
subjugar o mundo pelo terror”, publicado na primeira 
página da edição de 1.º de novembro de 1961. 
Considerando a retórica do editorial, o ano em que foi 
publicado e o contexto histórico em que se inscreve, 
além de aspectos marcantes da história do século XX, 
julgue o item. 
3. (UnB-1º2012) No governo de Gaspar Dutra, o 
Brasil tomou partido na disputa ideológica 
que convulsionava o mundo: rompeu relações 
diplomáticas com a URSS e tornou ilegal o 
Partido Comunista no país. 
 
Preste atenção por favor 
na história que vou contar 
ela explica o que é cordel 
grande manifestação popular. 
Paulo Araújo. Internet: <www.bibceuguarapiranga.blogs.com>. 
 
 
 
 
Agosto 1964 
1	
  Entre lojas de flores e de sapatos, bares, 
 mercados, butiques 
 viajo 
4	
  num ônibus Estrada de Ferro – Leblon 
 Volto do trabalho, a noite em meio, 
 fatigado de mentiras. 
7	
  O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud, 
 relógio de lilases, concretismo, 
 neoconcretismo, ficções de juventude, adeus, 
10	
  que a vida 
 eu a compro à vista aos donos do mundo. 
 Ao peso dos impostos, o verso sufoca, 
13	
  a poesia agora responde a inquérito policial-militar. 
 Digo adeus à ilusão 
 mas não ao mundo. Mas não à vida, 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   17 
16	
  meu reduto e meu reino. 
 Do salário injusto, 
 da punição injusta, 
19	
  da humilhação, da tortura, 
 do terror, 
 retiramos algo e com ele construímos um artefato 
22	
  um poema 
 uma bandeira. Ferreira	
  Gullar.	
  Dentro	
  da	
  noite	
  veloz.	
  In:	
  Toda	
  poesia.	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  José	
  Olympio,	
  2000.	
  	
  
 
 
Depois de 21 anos de regime militar, o Brasil 
finalmente teria um presidente civil. O político mineiro 
Tancredo Neves vencera Paulo Maluf no Colégio 
Eleitoral e assumiria o poder no dia 15 de março de 
1985. No entanto, um dia antes da posse, com fortes 
dores abdominais, ele teve que ser internado no 
Hospital de Base, em Brasília. Após setecirurgias, 
Tancredo morreu em 21 de abril, deixando a nação em 
choque. Douglas	
  Attila	
  Marcelino.	
  A	
  despedida	
  de	
  um	
  mártir.	
  In:	
  Revista	
  de	
  História	
  da	
  Biblioteca	
  Nacional,	
  março/2010,	
  p.	
  58	
  (com	
  adaptações).	
  
 
4. (UnB-2º2011) Entre os partidos políticos 
surgidos no ocaso da ditadura do Estado 
Novo, em 1945, a União Democrática 
Nacional (UDN), derrotada sucessivamente 
nas eleições presidenciais, buscava 
empunhar a bandeira do liberalismo. Muitos 
de seus integrantes, no entanto, defenderam 
posições golpistas, como, por exemplo, ao 
questionarem a vitória eleitoral de Juscelino 
Kubitschek. 
 
GABARITO 
1. C 
2. E 
3. C 
4. C 
 
 
HISTÓRIA- Brasil República 
 
Razão contra Sandice 
Já o leitor compreendeu que era a Razão que 
voltava a casa, e convidava a Sandice a sair, 
clamando, e com melhor jus, as palavras de Tartufo: 
— La maison est a moi, c’est a vous d’en sortir. 
Mas e sestro antigo da Sandice criar amor as 
casas alheias, de modo que, apenas senhora de uma, 
dificilmente lha farão despejar. E sestro; não se tira 
dai; ha muito que lhe calejou a vergonha. Agora, se 
advertirmos no imenso número de casas que ocupa, 
umas de vez, outras durante as suas estações 
calmosas, concluiremos que esta amável peregrina e o 
terror dos proprietários. No nosso caso, houve quase 
um distúrbio a porta do meu cérebro, porque a 
adventícia não queria entregar a casa, e a dona não 
cedia da intenção de tomar o que era seu. Afinal, já a 
Sandice se contentava com um cantinho no sótão. 
— Não, senhora, replicou a Razão, estou 
cansada de lhe ceder sótãos, cansada e 
experimentada, o que você quer e passar 
mansamente do sótão a sala de jantar, dai a de visitas 
e ao resto. 
— Esta bem, deixe-me ficar algum tempo mais, 
estou na pista de um mistério... 
— Que mistério? 
— De dois, emendou a Sandice: o da vida e o 
da morte; peco-lhe só uns dez minutos. 
A Razão pôs-se a rir. 
— Hás de ser sempre a mesma coisa... sempre 
a mesma coisa... sempre a mesma coisa. 
 E, dizendo isto, travou-lhe dos pulsos e 
arrastou-a para fora; depois entrou e fechou-se. A 
Sandice ainda gemeu algumas suplicas, grunhiu 
algumas zangas; mas desenganou-se depressa, 
deitou a língua de fora, em ar de surriada, e foi 
andando... Machado	
  de	
  Assis.	
  Memórias	
  póstumas	
  de	
  Brás	
  Cubas.	
  São	
  Paulo:	
  Ateliê,	
  2001,	
  p.84-­‐5.	
  	
  	
  
1. (UnB-1º2013) A citação do personagem 
Tartufo, sem tradução, soava natural na 
cultura brasileira, ao longo do século XIX e na 
Primeira Republica, visto que a França era o 
modelo a ser seguido, como se verifica, por 
exemplo, no governo Rodrigues Alves, quando 
se realizou a modernização urbanística do Rio 
de Janeiro, claramente inspirada em Paris. 
 
 
No cinturão de máxima diversidade biológica do 
Planeta, que tornou possível o advento do homem, a 
Amazônia se destaca pela extraordinária continuidade 
de suas florestas, pela ordem de grandeza de sua 
principal rede hidrográfica e pelas sutis variações de 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   18 
seus ecossistemas. Trata-se de gigantesco domínio de 
terras baixas florestadas, disposto em anfiteatro, 
enclausurado entre a grande barreira imposta pelas 
terras cisandinas e pelas bordas dos planaltos 
brasileiro e guianense. O mundo das águas na 
Amazônia e resultado direto da excepcional 
pluviosidade que atinge a gigantesca depressão 
topográfica regional. Aziz	
  Ab	
  Saber.	
  Amazônia	
  brasileira:	
  um	
  macrodomínio.	
  In:	
  Os	
  domínios	
  de	
  natureza	
  no	
  Brasil:	
  potencialidades	
  paisagísticas.	
  São	
  Paulo:	
  Ateliê	
  Editora,	
  2003,	
  p.	
  65-­‐7	
  (com	
  adaptações).	
  	
  	
  
2. (UnB-1º2013) Entre o final do século XIX e as 
primeiras décadas do século XX, o chamado 
ciclo da borracha representou um momento de 
grande vigor econômico na Região 
Amazônica. 
 
Muita gente considera o catch um esporte 
ignóbil. O catch não é um esporte, é um espetáculo, e 
é tão ignóbil assistir a uma representação da dor, no 
catch, como ao sofrimento de Arnolfo ou de 
Andrômaca. Existe, no entanto, um falso catch, 
pomposo, com a aparência inútil de um esporte 
regular; mas esse não tem qualquer interesse. O 
verdadeiro — impropriamente chamado catch amador 
— realiza-se em salas de segunda classe, onde o 
público adere espontaneamente à natureza 
espetacular do 
combate, como o público de um cinema de bairro. Ao 
público pouco importa que o combate seja falseado ou 
não; o futuro racional do combate não lhe interessa: o 
catch é uma soma de espetáculos, sem que um só 
seja uma função: cada momento impõe o 
conhecimento total de uma paixão que surge, sem 
jamais se estender em direção a um resultado que a 
coroe. 
Assim, a função do lutador não é ganhar, mas 
executar exatamente os gestos que se esperam dele. 
O catch propõe gestos excessivos, explorados até o 
paroxismo da sua significação. Esta função de ênfase 
é a mesma do teatro antigo, cuja força — língua — e 
cujos acessórios — máscaras e coturnos — 
concorriam para fornecer a explicação 
exageradamente visível de uma necessidade. O gesto 
de um lutador vencido, significando uma derrota que 
não se oculta, mas se acentua, corresponde à 
máscara antiga, encarregada de significar o tom 
trágico do espetáculo. O lutador prolonga 
exageradamente a sua posição de derrota, caído, 
impondo ao público o espetáculo intolerável da sua 
impotência. No catch, como nos teatros antigos, não 
se tem vergonha da dor, sabe-se chorar, saboreiam-se 
as lágrimas. 
Roland Barthes. Mitologias. Rio de Janeiro: 
DIFEL, 2010, p. 15-26 (com adaptações). 
 
3. (UnB-1º2012) A capoeira é um tipo de luta 
introduzida no Brasil por escravos africanos, 
tendo sido sua prática incentivada pelos 
governos da Primeira República, que a 
consideravam instrumento de afirmação de 
identidade nacional calcada na tolerância e no 
pluralismo cultural. 
 
 
É somente nos meados do século XIX, com 
Varnhagen, que a língua do Brasil assume contornos 
de problema de interesse nacional e, 
concomitantemente, passa a constituir objeto de 
cogitação, para registro de uma realidade já 
consistente e documentável. Varnhagen afirma a 
unidade de língua nos dois domínios — o que, a seu 
ver, justificava o estudo dos clássicos e a 
impossibilidade de separação das duas literaturas —, 
mas ressalta, todavia, a diversificação da língua 
falada, notadamente na prosódia e no léxico, o que 
atribui ao acastelhanamento do português na América. 
A caracterização da língua do Brasil como um 
português diferenciado — esboçada em Varnhagen — 
representa, entre outros aspectos, uma das posições 
que delimitarão os debates em torno da língua até o 
final do século XIX. Edith	
  Pimentel	
  Pinto	
  (Org.).	
  O	
  português	
  do	
  Brasil	
  –	
  textos	
  críticos	
  e	
  teóricos	
  –	
  1820-­‐1920:	
  fontes	
  para	
  a	
  teoria	
  e	
  a	
  história.	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  Livros	
  Técnicos	
  e	
  Científicos;	
  São	
  Paulo:	
  Editora	
  da	
  Universidade	
  de	
  São	
  Paulo,	
  1978,	
  p.	
  XVI-­‐XIX	
  (com	
  adaptações).	
  
 
4. (UnB-2º2011) Fortementeassinalado pela 
difusão do ideal nacionalista no mundo 
ocidental, o século XIX assistiu, no Brasil, nas 
décadas que se seguiram à Independência, ao 
processo de constituição e consolidação do 
Estado nacional, paralelamente ao esforço 
para assegurar a integridade territorial e forjar 
uma identidade nacional brasileira, que teria 
na língua portuguesa um de seus pilares. 
 
 
 
 
Ainda que aparentemente movida apenas pelo 
sentimento geral de lusofobia, característico da época, 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   19 
a geração romântica, fundamentada nas concepções 
evolucionistas da linguística da época, segundo as 
quais as línguas se comportavam como seres vivos e, 
portanto, nasciam, cresciam, envelheciam e morriam, 
aspirou a uma língua própria, a chamada língua 
brasileira, instalando uma polêmica, que será 
retomada, de forma mais radical, pela primeira 
geração modernista, a da Semana de Arte Moderna, 
de 1922. Enquanto os românticos — apesar de 
acreditarem que o nascimento da chamada língua 
brasileira era fato contra o qual não se poderiam 
insurgir — não reivindicavam mais que o direito a certa 
originalidade, os escritores modernistas serão os que, 
de fato, buscarão, na realidade linguística brasileira, as 
formas que constituirão a sua expressão. Tânia	
  C.	
  F.	
  Lobo.	
  Variantes	
  nacionais	
  do	
  português:	
  sobre	
  a	
  questão	
  da	
  definição	
  do	
  português	
  do	
  Brasil.	
  In:	
  Revista	
  Internacional	
  de	
  Língua	
  Portuguesa.	
  Lisboa,	
  dez./1994,	
  p.	
  9-­‐15.	
  Internet:	
  <www.aulp.org>	
  (com	
  adaptações).	
  	
  	
  
5. (UnB-2º2011) A Semana de Arte Moderna, de 
1922, integra um contexto rico em 
manifestações de repúdio ao atraso 
econômico e social do país, às instituições 
políticas, definidas como carcomidas, e a 
padrões culturais que, tendo por referência a 
cultura europeia, viravam as costas para o 
Brasil. É nesse contexto que explodem, por 
exemplo, as rebeliões tenentistas, que se 
tornaram uma espécie de balão de ensaio 
para a denominada Revolução de 1920. 
6. (UnB-2º2011) O sentimento de lusofobia, que 
deve ser entendido no contexto político que se 
seguiu à Independência do Brasil, não se 
firmou como representativo da jovem nação, 
que, portanto, não logrou afirmar sua 
identidade cultural. 
 
 
GABARITO 
1. C 
2. C 
3. E 
4. C 
5. C 
6. E 
 
 
HISTÓRIA- Revolução 
Francesa 
 
A respeito da escravidão ao longo da historia da 
humanidade, julgue o item: 
2. (UnB-1º2013) Nos domínios coloniais da 
França, a abolição formal da escravidão foi 
consequência direta da Declaração dos 
Direitos do Homem e do Cidadão. 
 
A ordem europeia do Congresso de Viena 
entrou em crise já com a Unificação Alemã de 1871, 
mas desmoronou, definitivamente, no processo 
turbulento das duas guerras mundiais do século XX. A 
tentativa nazista de realizar o “império universal” 
marcou o colapso final do equilíbrio pluripolar europeu, 
que seria substituído, depois da Segunda Guerra 
Mundial, pelo sistema bipolar da Guerra Fria. Demétrio	
  Magnoli.	
  O	
  mundo	
  contemporâneo.	
  São	
  Paulo:	
  Atual,	
  2004,	
  p.	
  77.	
  	
  
3. (UnB-2º2012) A ordem europeia a que se 
refere o texto reporta-se ao cenário vigente na 
Europa pós-1815. Sem a influência de 
Napoleão, prevaleceram o liberalismo 
defendido pela Revolução de 1789 e o 
equilíbrio de poder entre os países, situação 
assegurada pela hegemonia alemã. 
4. (UnB-2º2012) Único caso de colônia que 
serviu de sede ao governo metropolitano, em 
face da expansão napoleônica sobre a 
Península Ibérica, o Brasil foi elevado por D. 
João VI à condição de Reino Unido, no 
contexto de restauração monárquica vivido 
pela Europa a partir do Congresso de Viena, 
sob a chancela do princípio da legitimidade. 
 
 
No processo da Revolução Francesa, quando 
destruíram os últimos resquícios do feudalismo na 
eufórica noite de 4 de agosto de 1789, os deputados 
concordaram em manter o dízimo da Igreja, em vez de 
simplesmente aboli-lo sem qualquer compensação. 
Mas, desde então, houve sinais de que a promessa 
seria abandonada. “Eles desejam ser livres, mas não 
sabem ser justos”, reclamou o abade de Seyès, 
referindo-se a alguns colegas da Assembleia. 
Robespierre não era nem antipadres nem anticlerical; 
é difícil determinar sua posição quanto ao futuro da 
Igreja na Revolução. Às vezes, era veemente crítico e, 
em outras vezes, retornava à interpretação da doutrina 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   20 
cristã, pois, a seu ver, o cristianismo era a religião dos 
pobres e daqueles de coração puro — riqueza 
chamativa e luxo não deveriam fazer parte dele. Os 
pobres, segundo ele, eram oprimidos não apenas pela 
fome, mas também pelo espetáculo escandaloso de 
clérigos autoindulgentes, que esbanjavam 
insensivelmente o que pertencia aos pobres por 
direito. Ruth	
  Scurr.	
  Pureza	
  fatal:	
  Robespierre	
  e	
  a	
  Revolução	
  Francesa.	
  Rio	
  de	
  Janeiro/São	
  Paulo:	
  Record,	
  2009,	
  p.	
  140-­‐1	
  (com	
  adaptações).	
  	
  
5. (UnB-1º2012) A invasão da Península Ibérica, 
etapa do expansionismo francês conduzido 
por Bonaparte, gerou cenário estimulador do 
processo de independência das colônias 
espanholas e portuguesa na América. 
6. (UnB-1º2012) O dízimo, imposto que abrangia 
o universo dos cristãos, possibilitou que os 
papas, desde a Idade Média até o final do 
Antigo Regime, destinassem a Roma 10% da 
riqueza produzida na Europa, o que 
transformou a Igreja na principal instituição a 
ser combatida pelos iluministas e 
revolucionários do século XVIII. 
7. (UnB-1º2012) Os miseráveis da época 
mencionada no texto não eram representantes 
da totalidade do povo, o qual, como categoria 
social, compreendia também indivíduos e 
grupos que estavam além da linha de miséria. 
Essa categoria teria, em seguida, seu 
significado ampliado ao nível político da 
nação. 
 
Os representantes do povo francês, reunidos 
em Assembleia Nacional e considerando que a 
ignorância, a negligência ou o menosprezo dos direitos 
do homem são as únicas causas dos males públicos e 
da corrupção governamental, resolveram apresentar, 
numa declaração solene, os direitos naturais, 
inalienáveis e sagrados do homem. Declaração	
  dos	
  direitos	
  do	
  homem	
  e	
  do	
  cidadão	
  [1789].	
  In:	
  Lynn	
  Hunt.	
  A	
  invenção	
  dos	
  direitos	
  humanos:	
  uma	
  história.	
  São	
  Paulo:	
  Companhia	
  das	
  Letras,	
  p.	
  225	
  (com	
  adaptações).	
  
 
 
Parece que me encontro diante de uma grande 
crise, não apenas francesa, mas europeia e, talvez, 
mais que europeia. Considerando-se bemas 
circunstâncias, a Revolução Francesa é a mais 
extraordinária que o mundo já viu. Os resultados mais 
surpreendentes se deram e, em mais de um caso, 
produzidos pelos meios mais ridículos e absurdos, da 
maneira mais ridícula e, aparentemente, pelos mais vis 
instrumentos. Tudo parece fora do normal neste 
estranho caos de leviandade e ferocidade, em que 
todos os crimes aparecem ao lado de todas as 
loucuras. Edmond	
  Burke.	
  Reflexões	
  sobre	
  a	
  Revolução	
  em	
  França.	
  Brasília:	
  Ed.	
  UnB,	
  1982,	
  p.	
  52	
  (com	
  adaptações).	
  	
  	
  	
  
É com pesar que pronuncio a verdade fatal: Luís deve 
morrer para que a pátria viva. Maximilien	
  de	
  Robespierre.	
  Discurso	
  à	
  Convenção	
  Nacional,	
  3/12/1792.	
  	
  	
  
8. (UnB-1º2012) Robespierre, importante líder 
jacobino, condenado à morte na guilhotina por 
ter argumentado em favor do regicídio, faz 
menção, na frase apresentada acima, ao rei 
Luís XIV, que, conhecido pela alcunha de Rei 
Sol, governou a França durante o período de 
apogeu do absolutismo. 
 
GABARITO 
1. E	
  	
  
2. E	
  	
  
3. C	
  
4. C	
  
5. E	
  	
  
6. C	
  
7. E	
  	
  
HISTÓRIA- Revolução 
Inglesa 
 
Por volta de 12 mil anos atrás, quando 
começaram a cultivar a terra e a domesticar os 
animais, os seres humanos assumiram o controle. 
Começaram o que hoje se denomina “seleção 
artificial”. Em vez de a natureza escolher e disseminar 
os espécimes mais bem-sucedidos no ambiente 
natural, os seres humanos começaram a escolher, 
produzir e criar aqueles que melhor lhes servissem. Christopher	
  Lloyd.	
  O	
  que	
  aconteceu	
  na	
  Terra?	
  A	
  história	
  do	
  planeta,	
  da	
  vida	
  e	
  das	
  civilizações,	
  do	
  big-­‐bang	
  até	
  hoje.	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  Intrínseca,	
  2011,	
  p.	
  111.	
  
 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   21 
1. (UnB-1º2013) Entre os séculos XVI e XVIII, no 
cenário rural inglês, houve intensificação dos 
chamados cercamentos, o que resultou na 
privatização de diversas áreas de uso comum, 
as quais, consequentemente, se integraram a 
dinâmica da agricultura capitalista. 
GABARITO 
1. C	
  	
  
	
  
HISTÓRIA- Revolução 
Industrial. 
Milhares de pessoas se manifestaram em vários 
países para celebrar o Dia do Trabalho ou protestar 
contra as políticas de austeridade executadas pelos 
governos. Os manifestantes saíram às ruas de Madri 
para criticar os cortes nos programas sociais e a 
reforma trabalhista realizada pelo governo 
conservador espanhol. Exibindo uma enorme faixa 
com os dizeres “Querem acabar com tudo: trabalho, 
dignidade, direitos”, os trabalhadores percorreram o 
centro de Madri. Outros milhares de pessoas, 
principalmente comunistas, participaram das 
manifestações em Atenas e em outras cidades da 
Grécia, pais em que o Dia do Trabalho e celebrado 
tradicionalmente como o Dia da Greve Geral no setor 
privado e no publico. Internet:	
  <www.correiobraziliense.com.br>	
  (com	
  adaptações).	
  	
  
1. (UnB-1º2013) Com o processo de 
industrialização iniciado na Inglaterra, no 
século XVIII, surgiram as primeiras 
manifestações de trabalhadores urbanos em 
luta por mais direitos e melhoria de salários e 
de condições de vida. 
2. (UnB-1º2013) Um dos efeitos da Revolução 
Industrial do século XVIII foi a substituição da 
mão de obra humana por máquinas, o que, 
por sua vez, acarretou desemprego e, 
consequentemente, aumento da população 
rural da Inglaterra. 
 
 
 
 
Durante os séculos XIV e XV, o período 
correspondente à chamada crise do final da Idade 
Média atingiu muitas das antigas formas tradicionais 
das relações feudais na agricultura e se fez 
acompanhar de sensível declínio demográfico e de 
significativos descensos no âmbito das atividades 
manufatureiras e mercantis. 
De meados do século XV até o começo do 
século XVII, período de expansão econômica, houve 
também uma relativa expansão das atividades 
industriais, artesanais, é claro, bem como da produção 
agrícola, em estreita conexão com a retomada do 
crescimento demográfico e o início da expansão 
mercantil-marítima e colonial. 
Importantes mudanças culturais marcaram a 
ruptura com diversos aspectos do universo medieval, 
abrindo caminho para a revolução científica e para o 
advento da modernidade. 
A partir de meados do século XVIII, o 
capitalismo tendeu a se expandir com rapidez na 
Europa Ocidental. 
Francisco Falcon e Antonio Edmilson Rodrigues. A formação do mundo 
moderno. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006, p. 6-8 (com adaptações). 
 
3. (UnB-2º2012) No período apontado pelo texto 
como de rápida expansão do capitalismo na 
Europa Ocidental, iniciou-se, na Inglaterra, a 
Revolução Industrial. No século XIX, essa 
expansão atingiu uma área restrita do 
continente e, no século XX, com as duas 
guerras mundiais e a corrida imperialista, o 
sistema capitalista disseminou-se 
globalmente. 
 
 
 
 
 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   22 
 
 
 
 
O artista francês Gustave Doré (1832-1883) 
ficou famoso pelas gravuras que ilustraram grandes 
clássicos da literatura mundial. Entre elas, incluem-se 
as que figuraram, em 1857, na obra O Inferno de 
Dante, trabalho que, pela qualidade das 
imagens,influenciou o cinema, a fotografia e as 
histórias em quadrinhos do século XX. 
As obras de Sandow Birk (1962), artista 
contemporâneo norte-americano, privilegiam temas 
sociais e políticos, como violência urbana, prisões, 
grafites. Birk ilustrou a obra O Inferno de Dante, em 
2005, com base nas ilustrações de Doré, que foram 
atualizadas com ícones do século XXI. 
 
4. (UnB-1º2012) Ao comparar as obras 
apresentadas, conclui-se que, em relação à 
época da produção artística de Doré, a obra 
de Birk revela transformações econômicas e 
sociais resultantes do processo de 
industrialização. 
 
 
A crise da Europa é hoje o maior risco para a 
economia mundial, disse o secretário do Tesouro dos 
Estados Unidos da América, referindo-se à tensão 
entre os bancos e os governos endividados. Disse, 
ainda, que a China e outros países emergentes com 
superávit nas contas têm espaço bastante para 
estimular o consumo interno, aumentar as importações 
e compensar a fraca demanda nas economias 
desenvolvidas. Para isso, os governos desses países 
deveriam deixar suas moedas valorizar-se. Em outras 
palavras, o câmbio subvalorizado da China resulta em 
valorização real das moedas de outros países 
emergentes, torna seus produtos mais caros e diminui 
seu poder de competição no comércio internacional. Rolf	
  Kuntz.	
  O	
  Estado	
  de	
  S.Paulo,	
  25/9/2011.	
  	
  
 
5. (UnB-1º2012)Ao consolidar o capitalismo 
como sistema econômico tendente à 
universalização, a Revolução Industrial 
introduziu o cenário de crise na economia, 
realidade desconhecida em contextos 
históricos do passado. 
 
 
 
 
Ode Triunfal 
1	
   À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da 
fábrica	
  
Tenho febre e escrevo. 
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, 
4	
   Para a beleza disto totalmente desconhecida dos 
antigos. 
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno! 
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! 
7	
  Em fúria fora e dentro de mim, 
Por todos os meus nervos dissecados fora, 
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto! 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   23 
10	
  Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos, 
De vos ouvir demasiadamente de perto, 
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um 
excesso 
13	
  De expressão de todas as minhas sensações, 
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas! Fernando	
  Pessoa:	
  Obra	
  poética.	
  Rio	
  de	
  Janeiro:	
  Aguilar,	
  1972,	
  p.	
  306.	
  	
  
6. (UnB-2º2011) O termo Revolução Industrial 
remete a um conjunto de transformações que 
se iniciou na Inglaterra na segunda metade do 
século XVIII e incidiu sobre campos como 
tecnologia, manufatura, agricultura, mineração 
e transportes. 
7. (UnB-2º2011) O mais proeminente processo 
de industrialização fora do continente europeu 
foi desenvolvido, no século XIX, nos Estados 
Unidos da América (EUA) e baseou-se na 
produção de bens para o mercado consumidor 
interno, a qual ganhou impulso após a vitória 
do Norte sobre o Sul agrário e escravista na 
Guerra de Secessão. 
8. (UnB-2º2011) Algumas décadas após seu 
início, a Revolução Industrial disseminou-se 
por outros países europeus e, depois, por 
outras áreas do mundo. Entre as 
consequências desse processo de 
industrialização, incluem-se: o rápido 
adensamento dos centros urbanos, a perda de 
prestígio social dos artesãos, a adoção de 
políticas de livre comércio e o estabelecimento 
de regimes democráticos de governo. 
 
GABARITO 
1. C 
2. E 
3. E 
4. C 
5. E 
6. C 
7. C 
8. E 
 
HISTÓRIA- Século XIX e XX 
 
 
A partir do texto da tirinha acima, julgue o item a 
seguir. 
1. (UnB-1º2013) O sucesso inicial da ofensiva 
expansionista executada pela Alemanha 
nazista a partir de 1938-1939 foi facilitado pela 
neutralidade dos Estados Unidos da América, 
a qual, depois, foi rompida, em razão do 
bombardeio da base naval de Pearl Harbor em 
dezembro de 1941. 
 
A respeito da escravidão ao longo da historia da 
humanidade, julgue o item: 
2. (UnB-1º2013) Entre as mais significativas 
causas da I Guerra Mundial, destaca-se a 
recusa do Império Turco-Otomano de abolir a 
escravidão em seu território, após exigência 
feita pela Liga das Nações. 
 
A ordem europeia do Congresso de Viena 
entrou em crise já com a Unificação Alemã de 1871, 
mas desmoronou, definitivamente, no processo 
turbulento das duas guerras mundiais do século XX. A 
tentativa nazista de realizar o “império universal” 
marcou o colapso final do equilíbrio pluripolar europeu, 
que seria substituído, depois da Segunda Guerra 
Mundial, pelo sistema bipolar da Guerra Fria. Demétrio	
  Magnoli.	
  O	
  mundo	
  contemporâneo.	
  São	
  Paulo:	
  Atual,	
  2004,	
  p.	
  77.	
  
 
3. (UnB-2º2012) O primeiro grande passo para a 
unificação alemã foi dado no campo 
administrativo e fiscal, com a adoção do 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   24 
Zollverein, a união aduaneira que, ao eliminar 
gradualmente as barreiras alfandegárias entre 
os Estados alemães e ao centralizar as 
decisões nesse campo, forneceu as condições 
para a industrialização, processo liderado pela 
Prússia. 
4. (UnB-2º2012) Na tentativa de superar os 
efeitos dramáticos da depressão econômica e 
de transformar a Alemanha na grande 
potência mundial — o “império universal” a 
que se refere o texto —, Hitler pôs em prática 
uma agressiva e militarizada política de 
expansão, a exemplo das anexações da 
Áustria, dos Sudetos da Tchecoslováquia e de 
parte da Polônia. 
5. (UnB-2º2012) Infere-se do texto que o sistema 
bipolar da Guerra Fria, vigente nas décadas 
que se seguiram ao fim da Segunda Guerra, 
representou uma retomada da ordem europeia 
acordada no Congresso de Viena, pois, em 
ambas as situações, o poder mundial seria 
dividido entre duas potências representantes 
de dois sistemas distintos e antagônicos. 
6. (UnB-2º2012) As duas guerras mundiais e a 
Guerra Fria, ocorridas no século XX, são 
consideradas fenômenos totais, porque todas 
as atividades sociais voltaram-se para a 
produção desses conflitos. 
7. (UnB-2º2012) As decisões que os 
representantes das nações que venceram a 
Segunda Guerra Mundial tomaram em relação 
ao destino da Alemanha, considerada principal 
deflagradora do conflito, são o melhor 
exemplo de como se estabeleceu, a partir do 
pós-guerra, a nova ordem geopolítica mundial 
bipolar. 
8. (UnB-2º2012) A prosperidade dos EUA no 
período pós-guerra foi comprometida pelos 
ataques e bombardeios sofridos pelo país 
durante a Segunda Guerra Mundial, apesar da 
grande reforma econômica por que passou a 
nação no decorrer desse conflito. 
 
Muita gente considera o catch um esporte 
ignóbil. O catch não é um esporte, é um espetáculo, e 
é tão ignóbil assistir a uma representação da dor, no 
catch, como ao sofrimento de Arnolfo ou de 
Andrômaca. Existe, no entanto, um falso catch, 
pomposo, com a aparência inútil de um esporte 
regular; mas esse não tem qualquer interesse. O 
verdadeiro — impropriamente chamado catch amador 
— realiza-se em salas de segunda classe, onde o 
público adere espontaneamente à natureza 
espetacular do 
combate, como o público de um cinema de bairro. Ao 
público pouco importa que o combate seja falseado ou 
não; o futuro racional do combate não lhe interessa: o 
catch é uma soma de espetáculos, sem que um só 
seja uma função: cada momento impõe o 
conhecimento total de uma paixão que surge, sem 
jamais se estender em direção a um resultado que a 
coroe. 
Assim, a função do lutador não é ganhar, mas 
executar exatamente os gestos que se esperam dele. 
O catch propõe gestos excessivos, explorados até o 
paroxismo da sua significação. Esta função de ênfase 
é a mesma do teatro antigo, cuja força — língua — e 
cujos acessórios — máscaras e coturnos — 
concorriam para fornecer a explicação 
exageradamente visível de uma necessidade. O gesto 
de um lutador vencido, significando uma derrota que 
não se oculta, mas se acentua, corresponde à 
máscara antiga, encarregada de significar o tom 
trágico do espetáculo. O lutador prolonga 
exageradamente a sua posição de derrota, caído,impondo ao público o espetáculo intolerável da sua 
impotência. No catch, como nos teatros antigos, não 
se tem vergonha da dor, sabe-se chorar, saboreiam-se 
as lágrimas. 
Roland Barthes. Mitologias. Rio de Janeiro: 
DIFEL, 2010, p. 15-26 (com adaptações). 
 
 
9. (UnB-1º2012) As duas guerras mundiais do 
século XX conferiram concretude ao conceito 
de guerra total. Assim, entre outros aspectos, 
os conflitos deixaram de envolver 
exclusivamente combatentes profissionais e 
passaram a contar com a participação das 
populações civis. 
 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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   25 
É tremenda injustiça comparar Khrushtchev a 
Hitler. A arrogância, a truculência, a insensibilidade 
brutal do ditador soviético são inéditas na História do 
mundo. Nunca se viu, desde os tempos de Gengis 
Khan, tamanho desprezo pelos valores da civilização 
ou maior falta de escrúpulos. Estarrecido, o mundo, ao 
mesmo tempo em que se inteirava da consumação 
das ameaças de Khrushtchev de fazer explodir a 
superbomba de 50 megatons, lia a resposta dele ao 
apelo dos deputados trabalhistas ingleses para que 
desistisse da explosão. Em lugar de responder como 
faria um homem civilizado e dotado de qualquer 
vestígio de decência ou de sentimento de 
humanidade, Khrushtchev replicou, com todo o seu 
furor vesânico, para ameaçar a Inglaterra de 
destruição total, assegurando que ela seria riscada do 
mapa. 
O trecho acima, extraído e adaptado do jornal O 
Globo, é parte do editorial “Ditador fanático quer 
subjugar o mundo pelo terror”, publicado na primeira 
página da edição de 1.º de novembro de 1961. 
Considerando a retórica do editorial, o ano em que foi 
publicado e o contexto histórico em que se inscreve, 
além de aspectos marcantes da história do século XX, 
julgue os itens. 
 
10. (UnB-1º2012) O texto traduz um discurso 
típico do período da Guerra Fria, quando a 
retórica de forte passionalidade era utilizada 
pelos dois campos ideológicos em luta: o 
capitalista, conduzido por Washington, e o 
socialista, liderado por Moscou. 
11. (UnB-1º2012) Os regimes totalitários, que 
dominaram a cena histórica mundial em 
determinada época do século XX, 
caracterizavam-se, entre outros aspectos, pela 
construção mítica da imagem de seus líderes, 
a exemplo de Hitler, na Alemanha, Mussolini, 
na Itália, e Stálin, na URSS. Getúlio Vargas, 
no Brasil do Estado Novo, representou esse 
culto à imagem do líder. 
12. (UnB-1º2012) No ano em que o mencionado 
editorial foi publicado, a Revolução Cubana 
assumiu a opção marxista, mas, diante do 
temor de que, com essa decisão, o clima de 
dramaticidade da Guerra Fria fosse 
transportado para as Américas, Fidel Castro 
afastou Cuba da influência soviética. 
13. (UnB-1º2012) Sucessor de Lênin, Khrushtchev 
foi a liderança que fez da União das 
Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) uma 
potência mundial, promovendo a coletivização 
forçada no campo e privilegiando, no setor 
industrial, a produção de bens de consumo. 
 
 
Os representantes do povo francês, reunidos 
em Assembleia Nacional e considerando que a 
ignorância, a negligência ou o menosprezo dos direitos 
do homem são as únicas causas dos males públicos e 
da corrupção governamental, resolveram apresentar, 
numa declaração solene, os direitos naturais, 
inalienáveis e sagrados do homem. Declaração	
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Parece que me encontro diante de uma grande 
crise, não apenas francesa, mas europeia e, talvez, 
mais que europeia. Considerando-se bem as 
circunstâncias, a Revolução Francesa é a mais 
extraordinária que o mundo já viu. Os resultados mais 
surpreendentes se deram e, em mais de um caso, 
produzidos pelos meios mais ridículos e absurdos, da 
maneira mais ridícula e, aparentemente, pelos mais vis 
instrumentos. Tudo parece fora do normal neste 
estranho caos de leviandade e ferocidade, em que 
todos os crimes aparecem ao lado de todas as 
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  adaptações).	
  	
  	
  	
  
É com pesar que pronuncio a verdade fatal: Luís deve 
morrer para que a pátria viva. Maximilien	
  de	
  Robespierre.	
  Discurso	
  à	
  Convenção	
  Nacional,	
  3/12/1792.	
  
 
14. (UnB-2º2011) Com relação a insurreições 
políticas e movimentos populares de 
contestação da ordem social entre os séculos 
XVIII e XX, assinale a opção correta. 
a) A Revolução Islâmica no Irã, em 1979, foi 
marcada por inexpressiva participação 
popular e por esforço de lideranças 
religiosas do país para derrubar a 
monarquia chefiada pelo xá Rheza 
Pahlavi, considerado por muitos mero 
títere a serviço dos interesses da União 
Soviética. 
	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
  	
   	
   	
   	
   	
  
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b) Inspirada na Queda da Bastilha, a 
Revolução Americana foi conduzida por 
treze colônias do leste da América do 
Norte que declararam sua independência 
do Império Britânico e juntaram-se para 
fundar os Estados Unidos da América. 
c) A Revolução dos Cravos, em Portugal, 
pôs fim ao governo de Marcelo Caetano e 
estabeleceu uma ditadura militar de 
direita, cujo principal programa era a 
manutenção das colônias africanas do 
país. 
d) As revoluções de 1848 tiveram seu 
epicentro na França, disseminaram-se 
pela Europa e foram marcadas por um 
espectro de ideias políticas que abrangia 
liberalismo, democracia, nacionalismo e 
socialismo. 
 
GABARITO 
1. C 
2. E 
3. C 
4. C 
5. E 
6. E 
7. C 
8. E 
9. C 
10. C 
11. C 
12. E 
13. E 
14. D

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