Nervos Cranianos
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Nervos Cranianos


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Thiago Picco Medicina UFMT (LX) 
Machado \u2013 Capítulo 11 
Nervos Cranianos 
Nervos cranianos são os que fazem conexão com o encéfalo. A maioria deles liga-se ao tronco 
encefálico, excetuando-se apenas os nervos olfatório e óptico, que se ligam, respectivamente, 
ao telencéfalo e ao diencéfalo. 
O V par, nervo trigêmeo, é assim denominado em virtude de seus três ramos: nervos 
oftálmico, maxilar e mandibular. 
O VIII par, nervo vestíbulococlear, apresenta dois componentes distintos, que são por alguns 
considerados como nervos separados. São eles as partes vestibular e coclear, relacionados, 
respectivamente, com o equilíbrio e a audição. 
 
Classificação funcional das fibras dos nervos cranianos: 
 
 
 
 
 
 
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Componentes aferentes 
Órgãos de sentido mais complexo (visão, audição, gustação e olfação), possuem receptores 
denominados \u201cespeciais\u201d para distingui-los dos demais receptores, que, por serem 
encontrados em todo o resto do corpo, são denominados gerais. As fibras nervosas em relação 
com estes receptores são, pois, classificadas como especiais. Assim, temos: 
 
 
Componentes Eferentes 
Músculos mootômicos e branquioméricos, embora originados de modo diferente, são 
estruturalmente semelhantes. Entretanto, os arcos branquiais são considerados formações 
viscerais, e as fibras que inervam os músculos neles originados são consideradas fibras 
eferentes viscerais especiais, para distingui-las das eferentes viscerais especiais, relacionadas 
com a inervação dos músculos lisos, cardíaco e das glândulas. As fibras eferentes viscerais 
gerais pertencem à divisão parassimpática do sistema nervoso autônomo e terminam em 
gânglios viscerais, de onde os impulsos são levados às diversas estruturas viscerais. 
As fibras que inervam músculos estriados miotômicos são denominadas fibras eferentes 
somáticas. 
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Nervo olfatório (I) 
É um nervo exclusivamente sensitivo, cujas fibras conduzem impulsos olfatórios, sendo, pois, 
classificados como aferentes viscerais especiais. 
Nervo óptico (II) 
Penetra no crânio pelo canal óptico. Cada nervo óptico une-se com o do lado oposto, 
formando o quiasma óptico, onde há cruzamento parcial de suas fibras, as quais continuam no 
trato óptico até o corpo geniculado lateral. O nervo óptico é exclusivamente sensitivo, cujas 
fibras conduzem impulsos visuais, classificando-se, pois, como aferentes somáticas especiais. 
Nervo Oculomotor (III); Troclear (IV); Abducente (VI) 
São nervos motores que penetram na órbita pela fissura orbital superior, distribuindo-se aos 
músculos extrínsecos do bulbo ocular. As fibras nervosas são classificados como eferentes 
somáticas. Como o oculomotor inerna alguns músculos da visão que são músculos lisos, as 
fibras que os inervam classificam-se como eferentes viscerais gerais. 
 
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Nervo trigêmeo (V) 
Possui uma raiz sensitiva e uma raiz motora. 
Os três ramos ou divisões do trigêmeo: nervo oftálmico, nervo maxilar e nervo mandibular 
são responsáveis pela sensibilidade somática geral de grande parte da cabeça, através de 
fibras que se classificam como aferentes somáticas gerais. 
A raiz motora do trigêmeo é constituída de fibras que acompanham o nervo mandibular, 
distribuindo-se aos músculos mastigadores, os quais são inervados por fibras eferentes 
viscerais especiais. 
 
Nervo facial (VII) 
O nervo emerge do sulco bulbo-pontino através de uma raiz sensitiva e visceral, o nervo fascial 
propriamente dito, e uma raiz sensitiva e visceral, o nervo intermédio (de Wrisberg). 
Juntamente com o (VIII), os dois componentes do nervo facial penetram no meato acústico 
interno. Emerge do crânio pelo forame estilomastóideo, as fibras de inervação são eferentes 
viscerais especiais, aferentes viscerais gerais, aferentes somáticas gerais e aferentes viscerais 
gerais. 
 
As fibras aferentes são prolongamentos periféricos de neurônios sensitivos situados no gânglio 
geniculado; os componentes eferentes originam-se em núcleos do tronco encefálico. 
a) Fibras eferentes viscerais especiais: para os músculos mímicos, músculos estilo-
hioídeos e ventre posterior do digástrico; 
b) Fibras eferentes viscerais gerais: responsáveis pela inervação pré-ganglionar das 
glândulas lacrimal, submandibular e sublingual. 
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c) Fibras aferentes viscerais especiais: recebem impulsos gustativos originados nos 2/3 
anteriores da língua e seguem inicialmente junto com o nervo lingual. 
 
 
Nervo vestíbulococlear (VIII) 
O nervo vestíbulococlear é um nervo exclusivamente sensitivo, que penetra na ponte na 
porção lateral do sulco bulbo-pontino. Ocupa, juntamente com os nervos facial e intermédio, o 
meato acústico interno, na porção petrosa do osso temporal. Compõe-se de uma parte 
vestibular e uma parte coclear, que, embora unidas em um tronco comum, tem origem, 
funções e conexões centrais diferentes. 
A parte vestibular é formada por fibras que se originam dos neurônios sensitivos do gânglio 
vestibular, que conduzem impulsos nervosos relacionados com o equilíbrio, originados em 
receptores da porção vestibular do ouvido interno. 
A parte coclear do VIII par é constituída de fibras que se originam nos neurônios sensitivos do 
gânglio espiral e que conduzem impulsos nervosos relacionados com a audição. As fibras do 
nervo vestíbulococlear classificam-se como aferentes somáticas especiais. 
 
Nervo glossofaríngeo (IX) 
O nervo glossofaríngeo é um nervo misto que emerge do sulco lateral posterior do bulbo, sob 
a forma de filamentos radiculares, que se dispõe em linha vertical. Estes filamentos reúnem-se 
para formar o tronco do nervo glossofaríngeo, que sai do crânio pelo forame julgular. Fibras 
aferentes viscerais gerias, eferentes viscerais gerais. 
 
Nervo vago (X) 
O nervo vago, o maior dos nervos cranianos, é misto e essencialmente visceral. Emerge do 
crânio pelo forame jugular, percorre o pescoço e o tórax, terminando no abdome. O vago 
possui dois gânglios sensitivos, o gânglio superior (ou jugular), situado ao nível do forame 
jugular, e o gânglio inferior (ou nodoso), situado logo abaixo desse forame. 
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As fibras eferentes do vago originam-se em núcleos situados no bulbo, e as fibras sensitivas, 
nos gânglios superior (fibras somáticas) e inferior (fibras viscerais). 
 
Nervo acessório (XI) 
É formado por uma raiz cranial (ou bulbar) e uma raiz espinhal. 
a) Fibras eferentes viscerais especiais: inervam os músculos da laringe do nervo laríngeo 
através do nervo laríngeo 
b) Fibras eferentes viscerais gerais: inervam vísceras torácicas juntamente com fibras 
vagais. 
 
Nervo Hipoglosso (XII) 
O nervo hipoglosso, essencialmente motor, emerge do sulco lateral anterior do bulbo, 
emergindo do crânio pelo canal do nervo hipoglosso (occipital). Suas fibras são consideradas 
eferentes somáticas. 
 
 
 
 
 
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Aula 26/07 
Nervos cranianos 
A ordem (numeração) é em virtude de aparição de anterior para posterior 
1- Sensitivo; Trato oftálmico 
2- Sensitivo; Quiasma ótico 
3- Motor; Emerge no pedúnculo cerebral (mesencéfalo e ponte) 
4- Motor; Próximo ao pedúnculo cerebelar da ponte (motor) 
5- Sensitivo e motor; posterior ao troclear no pedúnculo 
6- Motor; sulco bulbo-pontino 
7- Sensitivo e motor; lateral ao VI 
8- Sensitivo; Equilíbrio e audição; não possui origem aparente craniana 
9- Sensitivo e motor; Emerge proximalmente as olivas 
10- Sensitivo e Motor; Fibras aferentes e eferentes relacionadas as vísceras;