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Organometálicos - química de coordenação

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Pesquise e escreva no que se baseia a classificação de organometálicos, apresente 4 exemplos.
Entre os organometálicos existem compostos nos quais as ligações metal-carbono são predominantemente iônicas, outros em que prevalece a covalência do tipo sigma (σ) ou sigma e pi (π) e outros em que as ligações também são covalentes, mas não podem ser descritas pelos modelos clássicos. Ligados dessas formas, os organometálicos se apresentam como compostos: iônicos; moleculares deficientes em elétrons; poliméricos; moleculares ricos em elétrons; e compostos em que os átomos centrais seguem a regra dos 16, a dos 18 elétrons ou a do octeto.
Compostos iônicos: Este grupo é constituído por compostos formados entre K, Rb, Cs, Fr, Ca, Sr, Ba e Ra (que são os alcalinos e alcalinos terrosos menos eletronegativos) com íons carbânio (que são ânions de hidrocarbonetos, como CH3 -, CH3 CH2 - ou C5 H5 -). Em compostos desse tipo, a instabilidade dos íons carbânio pode ser atenuada pela substituição dos hidrogênios por grupos menos doadores de elétrons, o que possibilita a formação de compostos mais estáveis. Exemplo: KC(C5H5)3) 
Compostos poliméricos: Os compostos formados pelo berílio e pelo magnésio se polimerizam em cadeias infinitas, nas quais cada átomo metálico fica ligado a quatro grupos metis. Desses compostos, os que são formados pelo magnésio são conhecidos como reagentes de Grignard. São muito utilizados em sínteses de compostos orgânicos.
Compostos moleculares deficientes em elétrons: Os organometálicos deficientes em elétrons são formados mediante ligações sigma (σ) de radicais orgânicos com o Li e o Na (que são os alcalinos mais eletronegativos) e com os elementos dos grupos 12 (grupo do Zn) e 13 (grupo do B).
Compostos moleculares que seguem a regra do octeto: Os organometálicos de Si, Ge, Sn e Pb têm fórmula M(CH3)4 , e são monoméricos de estrutura tetraédrica, semelhantes aos compostos do carbono.
Compostos moleculares ricos em elétrons: Os elementos As, Sb e Bi podem apresentar estados de oxidação 3 e 5, e a razão para que se diga que os seus organometálicos são ricos em elétrons é que, ao se formarem no estado de oxidação 3 (fórmulas do tipo M(CH3)3), seus átomos centrais permanecem com dois elétrons na camada de valência disponíveis para fazer ligações. Em função disso, podem funcionar como base de Lewis ou formar compostos de fórmula M(CH3)5. Nesses compostos, as ligações formadas são todas do tipo sigma, e as estruturas podem ser explicadas pelo modelo da repulsão do par de elétrons na camada de valência (RPEV).
Compostos que seguem as regras dos 16 ou dos 18 elétrons: A regra dos 18 elétrons é soma dos elétrons da camada de valência do átomo central com os elétrons recebidos dos ligantes ou de outros grupos é igual a 18 elétrons. Nessa situação, o número total de elétrons do átomo central é igual ao número atômico do gás nobre que sucede esse metal.
Esse comportamento também é observado em outros organometálicos, principalmente, nos formados pelos elementos do centro da tabela periódica, embora existam muitas exceções, especialmente em compostos dos elementos das extremidades do grupo dos elementos de transição. Para estes, frequentemente, a estabilidade é alcançada com os átomos centrais somando 16 elétrons na camada de valência, como acontece no sal de Zeise.
Contagem de elétrons: 
Método do Ligante Neutro (Método Covalente) - Todos os ligantes são tratados como neutros e são classificados de acordo com o número de elétrons que se considera que eles estão doando. O número de elétrons que o metal fornece é o número do seu grupo na tabela periódica. O número de elétrons fornecidos pelo ligante é fornecida de acordo com a classificação anterior. A contagem total de elétrons é a soma do número de elétrons do átomo metálico om o número de elétrons fornecidos pelo ligante.
Método da Doação de Pares de Elétrons (Método Iônico) - Os ligantes doam elétrons aos pares, fazendo com que alguns ligantes sejam tratados como neutros e outros como carregados. O número de oxidação do átomo metálico é a carga total do complexo menos as cargas dos ligantes. O número de elétrons que o metal fornece é o número do seu grupo menos o número de oxidação. A contagem total de elétrons é a soma do número de elétrons do átomo metálico com o número de elétrons fornecidos pelo ligante
O que são compostos metalocenos? Represente a estrutura do ferroceno e cite suas principais aplicações.
Os metalocenos são compostos em que um metal está situado entre anéis de carbono planos. Como esta estrutura lembra um sanduíche, na descoberta destes compostos, estes também foram chamados de compostos do tipo sanduíche.
A visão dos orbitais moleculares da ligação nos metalocenos simples mostra que os orbitais de fronteira (HOMO e LUMO) não são nem fortemente ligantes e nem fortemente antiligantes. Portanto, são possíveis compostos que não obedecem a regra dos 18 elétrons. Desvios da regra dos 18 elétrons levam a mudanças significativas nos comprimentos das ligações M-C.
Além dos compostos metalocenos simples, há muitas outras estruturas relacionadas. Estas são chamadas de compostos sanduíche angulares, compostos “meio sanduíche” e compostos de “três andares”, ou resumidamente como metalocenos angulares. Os metalocenos angulares ocorrem com várias contagens de elétrons e geometrias. As suas estruturas podem ser sistematizadas em termos de um modelo no qual três orbitais do metal projetam-se em direção a face aberta do fragmento L2 M angular, onde L=ligante ciclopentadienil por exemplo.
Ferroceno não são aplicados em larga escala, mas apresentam muitos usos estritos que exploram a estrutura incomum (suporte de ligantes, candidatos a medicamento), solidez (formulações antidetonantes, precursores de materiais), e redox (reagentes e padrões de redox). Entre as principais aplicações se destacam:
Aditivos na gasolina: o ferroceno e seus derivados são agentes antidetonantes usados em combustíveis de motores de explosão; são mais seguros do que o tetraetilchumbo. É possível comprar no Reino Unido, uma solução de aditivo de petróleo que contém ferroceno e que pode ser adicionada à gasolina comum (sem chumbo) de carros vintage, desenhados para usar gasolina com chumbo. Os depósitos de ferro gerados pela decomposição do ferroceno podem formar uma camada condutiva na superfície das velas.
Química dos materiais: o ferroceno, por ser facilmente decomposto em nanopartículas de ferro, é utilizado como catalisador na produção de nanotubos de carbono. Muitas reações orgânicas podem ser usadas para modificar ferrocenos, o que é o caso do vinil-ferroceno. 
Do que trata a hapticidade dos organometálicos? Quais as principais hapticidades? Dê exemplos.
A hapticidade trata de ligantes que possuem múltiplos modos de ligação. Para ligantes em que seus átomos de carbono possam efetuar ligações múltiplas informações extras devem ser descritas. Sendo assim, a hapticidade é descrita pelo termo ηn onde o índice n indica o número de átomos de carbono formalmente ligados ao metal.
O ciclopentadieno (C5H5), por exemplo, pode se ligar os metais por meio de 1, 3 ou 5 átomos de carbono, e nesses casos, deve-se incluir, nas formulas e nomes, a hapticidade correspondente a cada ligante no composto.
Apresente as normas de nomenclatura para os compostos organometálicos.
A nomenclatura dos compostos é feita seguindo as mesmas regras usadas para nomeação dos demais compostos, usando-se adaptações que expressem a composição e a natureza das ligações M-C e do tipo composto.
Para a nomeação dos compostos organometálicos dos elementos dos blocos s e p, por exemplo, normalmente são usados os nomes dos grupos orgânicos seguidos do nome do metal. Exemplo: Li4(CH3)4 – metilítio, NaCH3 – metilsódio.
Alternativamente, os elementos do bloco p, podem receber denominações semelhantes às que são dadas aos compostos orgânicos. Exemplos: B(CH3)3 – trimetilborano, Si(CH3)4 – tetrametilsilano.
Se as ligações M-C têm elevado caráter iônico, os compostos podem ser nomeados