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Linhas de Transmissão – 6° Semestre de 2017 1 
 
 
 
CABO DE COBRE VS ALUMINÍNIO 
Jeferson Barbosa Silva 
 
Instituto Luterano de Ensino Superior de Porto Velho – ILES 
Universidade Luterana do Brasil - ULBRA 
Av. João Goulart, 666, CEP 76.804-414 - Porto Velho – RO, Fone: (069) 3216-7600 
 
 
 
 
 
 
Resumo: Tradicionalmente, condutores de alumínio têm sua 
utilização restrita às linhas de transmissão de energia, cabos de 
distribuição aérea e algumas poucas utilizações em instalações 
de potência mais elevada. Nas demais aplicações, o cobre é 
utilizado. Entretanto, nos últimos anos têm surgido outras 
aplicações para condutores de alumínio, notadamente na 
indústria automotiva e aeronáutica, sendo provável que surjam 
outros usos para esses condutores em futuro próximo, dado o 
aumento acentuado do custo do cobre nos últimos sete ou oito 
anos. 
Palavras Chaves: Cobre, alumínio, linhas, transmissão, 
oxidação, corrente. 
Abstract: Traditionally, aluminum conductors have their use 
restricted to power transmission lines, overhead power cables 
and a few uses in higher power installations. In other 
applications, copper is used. However, in recent years other 
applications for aluminum conductors have arisen, notably in the 
automotive and aeronautics industry, and other uses for these 
drivers are likely to emerge in the near future, given the sharp 
increase in the cost of copper in the last seven or eight years. 
 
Keywords: Copper, aluminum, lines, transmission, oxidation, 
chain. 
1 NOMECLATURA 
Oxidação - É uma palavra do âmbito da química que significa a 
perda de elétrons, mesmo que não seja causada pelo oxigênio. 
Cobre – É um metal (de símbolo Cu, número atômico 29, peso 
atômico 63,546), de cor vermelho-escura. 
Alumínio – É um metal (Al) branco brilhante, leve, dúctil e 
maleável, que o ar altera muito pouco. O alumínio funde a 660ºC 
e sua densidade é 2,7. O composto mais importante é seu óxido, 
a alumina. 
 
2 INTRODUÇÃO 
Há vários tipos de componentes que são capazes de conduzir 
energia elétrica. Mesmo assim, do ponto de vista comercial, dois 
são os principais: alumínio e cobre. O cobre é mais caro e, 
comparativamente, mais pesado que o alumínio. Mas por que 
então o alumínio ainda não é amplamente usado? Em que 
situações cada material é usado? No final das contas, qual é o 
material mais adequado e por quê? Esses e outros temas serão 
abordados logo a seguir. 
3 COBRE VS ALUMÍNIO 
No geral, a principal aplicação do alumínio é em grandes redes 
de transmissão. O cobre é a opção no caso de instalações 
domésticas e urbanas. 
 3.1 O Cobre 
O cobre é um elemento químico de símbolo Cu (do latim 
cuprum), número atômico 29 (29 prótons e 29 elétrons) e de 
massa atómica 63,54 u. À temperatura ambiente o cobre 
encontra-se no estado sólido. Classificado como metal de 
transição, pertence ao grupo 11 (1B) da Classificação Periódica 
dos Elementos. É um dos metais mais importantes 
industrialmente, de coloração avermelhada, dúctil, maleável e 
bom condutor de eletricidade. Conhecido desde a pré-história, 
o cobre é utilizado atualmente, para a produção de materiais 
condutores de eletricidade (fios e cabos), e em ligas metálicas 
como latão e bronze 
 
Fig. 1. Um disco de cobre. 
 
3.1.1Cobre - História 
O O cobre foi provavelmente o primeiro metal minerado e 
trabalhado pelo homem.[1] Foi originalmente obtido como um 
mineral nativo e posteriormente da fundição de minérios. 
Estimativas iniciais da descoberta do cobre sugerem por volta de Trabalho apresentado em 17/04/17 
2 
9000 a.C. no Oriente Médio. Foi o mais importante dos materiais 
da humanidade durante a Era do Cobre e Bronze. Objetos de 
cobre de 6000 a.C. foram encontrados em Çatal Höyük, 
Anatolia.[2] Em 5000 a.C. já se realizava a fusão e refinação do 
cobre a partir de óxidos como a malaquita e azurita. Os primeiros 
indícios de utilização do ouro não foram vislumbrados até 4000 
a.C. Descobriram-se moedas, armas, utensílios domésticos 
sumérios de cobre e bronze de 3000 a.C., assim como egípcios 
da mesma época, inclusive tubos de cobre. Os egípcios também 
descobriram que a adição de pequenas quantidades de estanho 
facilitava a fusão do metal e aperfeiçoaram os métodos de 
obtenção do bronze; ao observarem a durabilidade do material 
representaram o cobre com o Ankh, símbolo da vida eterna. Na 
antiga China o uso do cobre é conhecido desde, pelo menos, 
2000 anos antes da nossa era, e em 1200 a.C. já fabricavam-se 
bronzes de excelente qualidade estabelecendo um manifesto 
domínio na metalurgia sem comparação com a do Ocidente. 
Na Europa o homem de gelo encontrado no Tirol (Itália) em 
1991, cujos restos têm uma idade de 5300 anos, estava 
acompanhado de um machado de cobre com uma pureza de 
99,7%, e os elevados índices de arsênico encontrados em seu 
cabelo levam a supor que fundiu o metal para a fabricação da 
ferramenta. O cobre é um metal de transição avermelhado, que 
apresenta alta condutibilidade elétrica e térmica, só superada 
pela da prata. É possível que o cobre tenha sido o metal mais 
antigo a ser utilizado, pois se têm encontrado objetos de cobre 
de 8700 a.C. 
Pode ser encontrado em diversos minerais e pode ser encontrado 
nativo, na forma metálica, em alguns lugares. Fenícios 
importaram o cobre da Grécia, não tardando em explorar as 
minas do seu território, como atestam os nomes das cidades 
Calce, Calcis e Calcitis (de χαλκος, bronze), ainda que tenha 
sido Chipre, a meio caminho entre Grécia e Egito, por muito 
tempo o país do cobre por excelência, ao ponto de os romanos 
chamarem o metal de aes cyprium ou simplesmente cyprium e 
cuprum, donde provém o seu nome. Além disso, o cobre foi 
representado com o mesmo signo que Vênus (a afrodite grega), 
pois Chipre estava consagrada a deusa da beleza e os espelhos 
eram fabricados com este metal. O símbolo, espelho de Vênus 
da mitologia e da alquimia, modificação do egípcio Ankh, foi 
posteriormente adotado por Carl Linné para simbolizar o gênero 
feminino(♀). O uso do bronze predominou de tal maneira 
durante um período da história da humanidade que terminou 
denominando-se «Era do Bronze». O período de transição entre 
o neolítico (final da Idade da Pedra) e a Idade do Bronze foi 
denominado período calcolítico (do grego Chalcos), limite que 
marca a passagem da pré-história para a história. 
3.1.2 Cobre - Isótopos 
O Na natureza são encontrados dois isótopos estáveis: Cu-63 e 
Cu-65, sendo o mais leve o mais abundante ( 69,17% ). Se tem 
caracterizado 25 isótopos radioativos, sendo os mais estáveis o 
Cu-67, Cu-64 e Cu-61 com vidas médias de 61,83 horas, 12,7 
horas e 3,333 horas respectivamente. Os demais radioisótopos, 
com massas atômicas desde 54,966 (Cu-55) a 78,955 (Cu-79), 
têm vidas médias inferiores a 23,7 minutos, e a maioria não 
alcançam os 30 segundos. O cobre apresenta, ainda, 2 estados 
metaestáveis. Os isótopos mais leves que o Cu-63 estável se 
desintegram principalmente por captura eletrônica originando 
isótopos de níquel, os mais pesados que o isótopo Cu-65 estável 
se desintegram por emissão beta dando lugar a isótopos de zinco. 
O isótopo Cu-64 se desintegra dos dois modos, por captura 
eletrônica ( 69% ) e os demais por desintegração beta. 
3.1.3 Cobre - Características e Propriedades Físicas 
O cobre ocupa a mesma família na tabela periódica que a prata 
e o ouro. Em termos de estrutura eletrônica, o cobre tem um 
elétron orbital em cima de uma cheia escudo do elétron(o elétron 
que faz as ligações) , que faz ligações metálicas . A prata e o 
ouro são semelhantes. O cobre é normalmentefornecido, como 
quase todos os metais de uso industrial e comercial, em um grão 
fino de formulário policristalino . Metais policristalinos tem 
mais força do que formas monocristalinas, e a diferença é maior 
para o menor grão (de cristal) em tamanho. É facilmente 
trabalhado, sendo que ele tem ambas as propriedades de dúctil e 
maleável. 
A facilidade com que pode ser levado a cabo o torna útil para 
trabalhos elétricos, assim como sua alta condutividade elétrica. 
O cobre tem um tom avermelhado, alaranjado ou cor 
acastanhada devido a uma fina camada de manchas (incluindo 
óxidos ). O cobre puro é rosa ou cor de pêssego. Cobre junto de 
ósmio (azulada), césio e de ouro (tanto amarelo) são os únicos 
quatro metais elementais com uma cor natural que não o cinza 
ou prata. Cobre resultados cor característica de sua configuração 
eletrônica. 
3.1.4 Cobre - Características e Propriedades Elétricas 
A estrutura eletrônica torna comparáveis o cobre, prata e o ouro, 
semelhantes em muitos aspectos: os três têm alta condutividade 
térmica e elétrica, e os três são maleáveis. Entre os metais puros 
na temperatura ambiente , o cobre tem a segunda maior 
condutividade elétrica e térmica , depois da prata , com uma 
condutividade de 59,6 × 106S/m. Este valor alto é devido à 
praticamente todos os elétrons na camada de valência (um por 
átomo) tomarem parte na condução. 
 O resultado são elétrons livres no montante de cobre para uma 
densidade de carga enorme de 13,6 × 109C/m3. Esta alta 
densidade de carga é responsável pela mais lenta velocidade de 
deriva das correntes em cabos de cobre, onde a velocidade de 
deriva pode ser calculado como a relação entre a densidade da 
corrente de densidade de carga. Por exemplo, em uma densidade 
de corrente de 5 × 10 6A/m² , a densidade de corrente máxima 
presente na fiação da casa e distribuição da rede, a velocidade de 
deriva é apenas um pouco mais de ⅓ mm/s. Durante o século 
XX nos Estados Unidos, a popularidade temporária do alumínio 
para uso doméstico na fiação elétrica resultou em muitas casas 
com uma combinação de cobre e alumínio fiação necessitando o 
contato físico entre os dois metais para fornecer uma conexão 
elétrica. 
 Devido a corrosão galvânica , algumas questões foram 
experimentados por proprietários e empreiteiros de habitação. 
Em eletrônica, a pureza do cobre é expresso em noves : 4N para 
99,99% e 6N para 99,9999%. Quanto maior o número, mais puro 
o cobre é. 
 
 
Fig. 2. Metal vermelho-alaranjado. 
Linhas de Transmissão – 6° Semestre de 2017 3 
 
 
3.1.5 Cobre – Características Biológicas 
O cobre é um elemento essencial à vida em geral, participando 
no caso do organismo humano no processo de fixação do ferro 
na hemoglobina do sangue. Grandes concentrações são 
encontradas no cérebro e fígado. Em certos organismos chega a 
assumir o papel do ferro em integrar moléculas responsáveis 
pelo transporte de oxigênio, a exemplo da hemocianina cuprosa, 
o que inusitadamente confere a esses animais um sangue de 
coloração azulada ao invés do vermelho tradicional. Através do 
sangue azul dos Límulos (uma espécie de caranguejo) produz-se 
uma substância conhecida por Limulus Amebocyte Lysate cujo 
poder bactericida e anti-endotoxinas é bem conhecido. O litro de 
sangue desse animal chega a casa dos milhares de dólares no 
mercado associado. A sangria pode ser feita de forma controlada 
e sem o óbito do animal, e durante a vida útil um único espécime 
pode render mais de 2500 dólares americanos. 
3.1.6 Cobre – Ligas metálicas 
Os cobres debilmente ligados são aqueles que contém uma 
porcentagem inferior a 3 de algum elemento adicionado para 
melhorar alguma das características do cobre como a 
maquinabilidade (facilidade de mecanização), resistência 
mecânica e outras, conservando a alta condutibilidade elétrica e 
térmica do cobre. Os elementos utilizados são estanho, cádmio, 
ferro, telúrio, zircônio, crômio e berílio. Outras ligas de cobre 
importantes são latões (zinco), bronzes (estanho), 
cuproalumínios (alumínio), cuproníqueis (níquel), cuprosilícios 
(silício) e alpacas (níquel-zinco). 
 
Fig. 3. Contaminação de água por cobre 
 
Todos os compostos de cobre deveriam ser tratados como se 
fossem tóxicos; uma quantidade de 30 g de sulfato de cobre é 
potencialmente letal em humanos. O metal em pó é combustível, 
inalado pode provocar tosse, dor de cabeça e dor de garganta, 
recomenda-se evitar a exposição laboral e a utilização de 
protetores como óculos, luvas e máscaras. O valores limites 
ambientais são de 0,2 mg/m³ para vapor de cobre e 1 mg/m³ para 
o pó e névoas. Reage com oxidantes fortes tais como cloratos, 
bromatos e iodatos, originando o perigo de explosões. A água 
com conteúdo em cobre superiores a 1 mg/l pode contaminar as 
roupas e objetos lavados com ela, e conteúdos acima de 5 mg/L 
tornam a água colorida com sabor desagradável. A Organização 
Mundial da Saúde (OMS) no Guia para a qualidade da água 
potável recomenda um nível máximo de 2 mg/L , mesmo valor 
adotado na União Europeia. Nos Estados Unidos a Agência de 
Proteção Ambiental tem estabelecido um limite de 1,3 mg/L. As 
atividades mineiras podem provocar a contaminação de rios e 
águas subterrâneas com cobre e outros metais, tanto durante a 
exploração como uma vez abandonada. O derramamento 
mostrado na foto provem de uma mina abandonada em Idaho. A 
coloração turquesa da água e rochas se deve a presença de 
precipitados de cobre.. 
3.2 Alumínio 
O alumínio é um elemento químico de símbolo Al e número 
atômico 13 (treze prótons e treze elétrons ) com massa 27 u. Na 
temperatura ambiente é sólido, sendo o elemento metálico mais 
abundante da crosta terrestre. Sua leveza, condutividade elétrica, 
resistência à corrosão e baixo ponto de fusão lhe conferem uma 
multiplicidade de aplicações, especialmente nas soluções de 
engenharia aeronáutica. Entretanto, mesmo com o baixo custo 
para a sua reciclagem, o que aumenta sua vida útil e a 
estabilidade do seu valor, a elevada quantidade de energia 
necessária para a sua obtenção reduz sobremaneira o seu campo 
de aplicação, além das implicações ecológicas negativas no 
rejeito dos subprodutos do processo de reciclagem, ou mesmo 
de produção do alumínio primário. É dado a Friedrich Wöhler o 
reconhecimento do isolamento do alumínio, em 1827. 
 
Fig. 4. Linhas espectrais do alumínio 
 
3.2.1 Alumínio – Características principais 
O alumínio é um metal leve, macio e resistente. Possui um 
aspecto cinza prateado e fosco, devido à fina camada de óxidos 
que se forma rapidamente quando exposto ao ar. O alumínio não 
é tóxico como metal, não-magnético, e não cria faíscas quando 
exposto a atrito. O alumínio puro possui tensão de cerca de 19 
megapascal (MPa) e 400 MPa se inserido dentro de uma liga. 
Sua densidade é aproximadamente de um terço do aço ou cobre. 
É muito maleável, muito dúctil, apto para a mecanização e 
fundição, além de ter uma excelente resistência à corrosão e 
durabilidade devido à camada protetora de óxido. É o segundo 
metal mais maleável, sendo o primeiro o ouro, e o sexto mais 
dúctil. Por ser um bom condutor de calor, é muito utilizado em 
panelas de cozinha. 
4 
3.2.2 Alumínio – Aplicações 
O alumínio puro é mais dúctil em relação ao aço , porém suas 
ligas com pequenas quantidades de cobre, manganês, silício, 
magnésio e outros elementos apresentam uma grande 
quantidade de características adequadas às mais diversas 
aplicações. Estas ligas constituem o material principal para a 
produção de muitos componentes dos aviões e foguetes. 
Quando se evapora o alumínio no vácuo, forma-seum 
revestimento que reflete tanto a luz visível como a 
infravermelha, sendo o processo mais utilizado para a fabricação 
de refletores automotivos , por exemplo. Como a capa de óxido 
que se forma impede a deterioração do revestimento, utiliza-se 
o alumínio para a fabricação de espelhos de telescópios, em 
substituição aos de prata. Devido à sua grande reatividade 
química é usado, quando finamente pulverizado, como 
combustível sólido para foguetes e para a produção de 
explosivos. Ainda usado como ânodo de sacrifício e em 
processos de aluminotermia para a obtenção de metais. 
Outros usos do alumínio são: 
 Meios de Transporte: Como elementos estruturais em 
aviões, barcos, automóveis, bicicletas, tanques, blindagens 
e outros; na Europa têm sido utilizado com frequência para 
formar caixas de trens. 
 Embalagens: Papel-alumínio, latas, embalagens Tetra Pak e 
outras. 
 Construção civil: Janelas, portas, divisórias, grades e outros. 
 Bens de uso: Utensílios de cozinha, ferramentas e outros. 
 Transmissão elétrica: Ainda que a condutibilidade elétrica 
do alumínio seja 60% menor que a do cobre, o seu uso em 
redes de transmissão elétricas de alta tensão é compensado 
pelo seu menor custo e densidade, permitindo maior 
distância entre as torres de transmissão, onde é aplicado 
revestindo um feixe de arame de aço que suporta a força de 
estiramento e deixa o conjunto insensível aos ventos. 
 Como recipientes criogênicos até -200 °C e, no sentido 
oposto, para a fabricação de caldeiras. 
 Observação: As ligas de alumínio assumem diversas formas 
como a duralumínio. 
 Descobriu-se recentemente que ligas de gálio-alumínio em 
contato com água produzem uma reação química dando 
como resultado hidrogênio, por impedir a formação de 
camada protetora (passivadora) de óxido de alumínio e 
fazendo o alumínio se comportar similarmente a um metal 
alcalino como o sódio ou o potássio. Tal propriedade é 
pesquisada como fonte de hidrogênio para motores, em 
substituição aos derivados de petróleo e outros 
combustíveis de motores de combustão interna. 
3.2.3 Alumínio – História 
Tanto na Grécia como na Roma antigas se empregava a pedra-
ume (do latim alūmen ), um sal duplo de alumínio e potássio, 
como mordente em tinturaria e adstringente em medicina, uso 
ainda em vigor. Geralmente é dado a Friedrich Wöhler o 
reconhecimento do isolamento do alumínio, fato que ocorreu em 
1827, apesar de o metal ter sido obtido impuro alguns anos antes 
pelo físico e químico Hans Christian Ørsted. 
Em 1807, Humphrey Davy propôs o nome aluminum para este 
metal ainda não descoberto. Mais tarde resolveu-se trocar o 
nome para aluminium por coerência com a maioria dos outros 
nomes latinos dos elementos, que usam o sufixo -ium. Desta 
maneira ocorreu a derivação dos nomes atuais dos elementos em 
outros idiomas. Entretanto, nos Estados Unidos, com o tempo se 
popularizou a outra forma, hoje admitida também pela IUPAC. 
Apesar do alumínio ser um metal encontrado em abundância na 
crosta terrestre (8,1%) raramente é encontrado livre. Suas 
aplicações industriais são relativamente recentes, sendo 
produzido em escala industrial a partir do final do século XIX. 
Quando foi descoberto verificou-se que a sua separação das 
rochas que o continham era extremamente difícil. 
Como consequência, durante algum tempo, foi considerado um 
metal precioso, mais valioso que o ouro. Com o avanço dos 
processos de obtenção os preços baixaram continuamente até 
colapsar em 1889, devido à descoberta anterior de um método 
simples de extração do metal. Atualmente, um dos fatores que 
estimulam o seu uso é a estabilidade do seu preço, provocada 
principalmente pela sua reciclagem. Em 1859, Henri Sainte-
Claire Deville anunciou melhorias no processo de obtenção, ao 
substituir o potássio por sódio e o cloreto simples pelo duplo. 
Posteriormente, com a invenção do processo Hall-Héroult em 
1886, simplificou-se e barateou-se a extração do alumínio a 
partir do mineral. Este processo, juntamente com o processo 
Bayer , descoberto no mesmo ano, permitiram estender o uso do 
alumínio para uma multiplicidade de aplicações até então 
economicamente inviáveis. 
O processo Hall-Héroult envolveu os trabalhos independentes e 
praticamente simultâneos do americano Charles Martin Hall 
(1886) e do francês Paul Héroult (1888), jovens cientistas com 
menos de 27 anos na época da descoberta do processo. A 
recuperação do metal a partir da reciclagem é uma prática 
conhecida desde o início do século XX. Entretanto, foi a partir 
da década de 1960 que o processo se generalizou, mais por 
razões ambientais do que econômicas. O processo ordinário de 
obtenção do alumínio ocorre em duas etapas: a obtenção da 
alumina pelo processo Bayer e, posteriormente, a eletrólise do 
óxido para obter o alumínio. 
A elevada reatividade do alumínio impede extraí-lo da alumina 
mediante a redução, sendo necessário obtê-lo através da 
eletrólise do óxido, o que exige este composto no estado líquido. 
A alumina possui um ponto de fusão extremamente alto (2072 
°C) tornando inviável de forma econômica a extração do metal. 
Porém, a adição de um fundente, no caso a criolita, permite que 
a eletrólise ocorra a uma temperatura menor, de 
aproximadamente 1000 °C." 
3.2.4 Alumínio – Isótopos 
O alumínio possui nove isótopos , cujas massas atômicas variam 
entre 23 e 30 u. Somente o Al-27, estável, e o Al-26, radioativo 
com uma vida média de 7,2×105 anos, são encontrados na 
natureza. O Al-26 é produzido na atmosfera a partir do 
bombardeamento do argônio por raios cósmicos e prótons. Os 
isótopos têm aplicação prática na datação de sedimentos 
marinhos, gelos glaciais, meteoritos, etc. A relação Al-26 / Be-
10 é empregada na análise de processos de transporte, 
deposição, sedimentação e erosão a escalas de tempo de milhões 
de anos. O Al-26 cosmogênico se aplicou primeiro nos estudos 
da Lua e dos meteoritos. Estes corpos espaciais se encontram 
submetidos a intensos bombardeios de raios cósmicos durante 
suas viagens espaciais, produzindo-se uma quantidade 
significativa de Al-26. Após o impacto contra a Terra, a 
atmosfera que filtra os raios cósmicos detém a produção de Al-
26, permitindo determinar a época em que o meteorito caiu. 
Linhas de Transmissão – 6° Semestre de 2017 5 
3.2.5 Alumínio transparente 
O alumínio transparente é hoje uma realidade. Sua descoberta 
foi prevista no filme de ficção científica Star Trek 4 (Jornada nas 
Estrelas 4). O alumínio transparente, trata-se de um oxinitrato 
policristalino de alumínio, comercialmente chamado também de 
ALON. Trata-se de uma cerâmica transparente cristalizada sobre 
átomos de alumínio. Apesar de ser uma cerâmica, é muito mais 
resistente que o vidro blindado, e seu desenvolvimento foi 
inicialmente buscado pelo exército americano para a construção 
de janelas em veículos blindados. O alumínio transparente é 
muito mais resistente, leve e fino que o vidro blindado, 
oferecendo diversas vantagens para a blindagem de veículos. 
Apresenta diversas outras vantagens sobre o vidro, e para uso 
civil já está sendo usado em leitores de código de barras em 
supermercados devido ao seu alto índice de transparência para 
luz visível e ultravioleta. Todo o mercado pode se beneficiar 
dessa descoberta, dependendo somente da queda do preço desse 
produto, pois o método de produção do ALON é ainda 5 vezes 
mais caro que o vidro blindado. Muitas pesquisas estão 
avançando nesse campo, basta lembrar que o alumínio já foi 
considerado metal nobre devido ao mesmo problema (alto custo 
de fabricação) e hoje é um material muito barato. 
3.2.6 Alumínio– Precauções 
Segundo a Organização Mundial da Saúde, atualmente se 
entende que a dose semanal tolerável é de 1 mg de alumínio por 
quilograma de massa corporal. Portanto, uma pessoa de 50 kg 
teria uma dose tolerável de 50 mg de alumínio por semana. O 
alumínio é um dos poucos elementos abundantes na natureza 
que parecem não apresentar nenhuma função biológica 
significativa. Algumas pessoas manifestam alergia ao alumínio, 
sofrendo dermatites ao seu contato, inclusive desordens 
digestivas ao ingerir alimentos cozidos em recipientes de 
alumínio. 
Para as demais pessoas o alumínio não é considerado tão tóxico 
como os metais pesados, ainda que existam evidências de certa 
toxicidade quando ingerido em grandes quantidades. Em relação 
ao uso de recipientes de alumínio não se têm encontrado 
problemas de saúde, estando estes relacionados com o consumo 
de antiácidos e antitranspirantes que contêm este elemento. 
Tem-se sugerido que o alumínio possa estar relacionado com a 
doença de Alzheimer, ainda que esta hipótese não tenha 
comprovação conclusiva. O Alumínio é um dos elementos mais 
abundantes na crosta terrestre na forma de óxido de alumínio 
(Al2O3). Talvez por causa disto ele é tido como inofensivo mas 
a exposição a altas concentrações pode causar problemas de 
saúde principalmente quando na forma de íons em que ele é 
solúvel em água. Sua concentração parece ser maior em lagos 
ácidos. Nestes lagos o número de peixes e anfíbios está 
diminuindo devido a reações de íons de alumínio com proteínas 
nos alevinos de peixes e embriões de anfíbios. 
 
Fig. 5 Amostra de alumínio 
 
3.2.7 Alumínio – Efeitos sobre plantas 
Alumínio é um dos principais fatores que reduzem o 
crescimento das plantas em solos ácidos. Embora seja 
geralmente inofensivo para o crescimento das plantas em solos 
de pH neutro, a concentração em solos ácidos de Al3+ aumenta 
o nível de cátions e perturba o crescimento da raiz. A maioria 
dos solos ácidos estão saturados de alumínio ao invés de íons de 
hidrogênio. A acidez do solo é, portanto, um resultado de 
hidrólise de compostos de alumínio. 
3.2.8 Alumínio – Etimologia 
Palavra proposta por sir Humphrey Davy, no fim do século 
XVIII. Inicialmente foi chamado de alumium ou aluminum; este 
último, adotado nos Estados Unidos; mas, na Inglaterra e em 
muitos outros paises, alumínium, com a terminação ium, usual 
para os metais. O nome foi escolhido devido ao alume, sal 
mineral usado como adstringente, que em latim se chamava 
alumen, "sal amargo", com a mesma origem do Grego 
aludoimos, "amargo". 
3.3. Condutor cobre ou alumínio? 
Antes de iniciarmos nossas considerações, convém recordar 
algumas características dos dois metais em análise: 
– densidade do cobre (dCu) = 8,89g/cm³ 
– densidade do alumínio (dAl) = 2,703 g/cm³ 
– resistividade do cobre (ρCu) = 17,241 Ω.mm²/km 
– resistividade do alumínio (ρAl) = 28,264 Ω.mm²/km 
Como a resistividade do alumínio é maior que a do cobre, para 
conduzir a mesma corrente, a seção do condutor de alumínio 
deve ser maior que a do cobre. Mesmo assim, a massa de 
alumínio será menor que a do cobre, uma vez que a densidade 
do alumínio é 30% da densidade do cobre: 
(Peso do cobre)/(Peso do Alumínio)= (17,241 x 8,89)/(28,264 x 
2,703) = 2 
Ou seja, o condutor de alumínio teria a metade do peso do 
condutor de cobre. 
3.3.1 Cobre vs Alumínio – Custo e Preço 
O custo do quilograma de cobre é maior que o de alumínio. Na 
ocasião em que este artigo estava sendo escrito, o custo do 
alumínio era de cerca de US$ 2,00 por quilograma, enquanto o 
custo do cobre era de cerca de US$ 8,00 por quilograma. 
Considerando que a fabricação do condutor cause um acréscimo 
de US$ 200 por tonelada dos dois metais (em geral, a fabricação 
do condutor de alumínio é mais cara por tonelada que a de 
cobre), o custo do condutor de alumínio ficaria em US$ 2,20/kg 
e o de cobre em US$ 8,20/kg. Isso faz com que o custo do 
condutor de cobre seja (8,20 / 2,20) x 2 = 7,45 vezes maior que 
o custo do condutor equivalente de alumínio. 
É verdade que, atualmente, o alumínio esta com um preço menor 
que a média do mercado mundial, enquanto o cobre está com um 
valor dentro de sua média. Em geral, a relação de custo 
cobre/alumínio varia de um fator de 5 a 8 (ou seja, o condutor 
de cobre é de 5 a 8 vezes mais caro que o condutor equivalente 
de alumínio). Mas então, por que o cobre tem sido usado 
preferencialmente, onde o peso não é um fator fundamental, 
como nas linhas aéreas? É preciso lembrar que, antes de 2003, o 
preço do cobre variava entre US$ 1.000 e US$ 1.500 por 
tonelada, enquanto a variação do preço do alumínio era entre 
US$ 1.300 e US$ 1.700, havendo épocas em que a tonelada do 
6 
alumínio e do cobre tinha quase o mesmo preço. Desse ano em 
diante, os dois metais sofreram altas e baixas em seu preço, mas 
o do cobre cresceu mais e, nos últimos anos, a relação de custos 
entre o alumínio e o cobre tem sido próxima de 1:4. Ou seja, usar 
o cobre sempre foi mais oneroso, mas a relação atual está muito 
grande e mantendo-se por muito tempo. 
3.3.2 Cobre vs Alumínio – Restrições 
Até o momento, a conclusão óbvia seria que o uso de condutores 
de alumínio proporcionaria uma economia fantástica; assim, por 
que ainda se utilizam condutores de cobre na grande maioria dos 
cabos elétricos? 
Em primeiro lugar, quando exposta ao ar, a superfície do 
alumínio fica recoberta por uma camada invisível de óxido, de 
características altamente isolantes e de difícil remoção. Nas 
conexões com alumínio, um bom contato só será conseguido 
com a ruptura desta camada, e o principal motivo da utilização 
de conectores de pressão e aparafusados é essa ruptura. O cobre 
não traz este problema. Além disso, o alumínio escoa com 
pequenas pressões, afrouxando as conexões. Com esse 
afrouxamento, há a possibilidade de formação de óxido, que 
eleva a resistência elétrica da conexão e provoca seu 
aquecimento, que é uma causa potencial de incêndio em 
instalações de cabos isolados. 
Por estes dois motivos, as conexões de cabos de alumínio têm 
de ser inspecionadas rotineiramente por pessoal especializado. 
Assim, a norma brasileira de instalações elétricas de baixa 
tensão (ABNT NBR 5410), em sua seção referente a condutores, 
traz diversas restrições ao uso de condutores de alumínio. 
Essas restrições são quanto a locais – por exemplo, onde exista 
alta densidade de ocupação e condições de fuga difíceis, como 
hotéis e hospitais, é terminantemente proibido o uso de cabos 
com condutores de alumínio -, seções (especificando seções 
maiores como sendo as mínimas, indiretamente se limita o uso 
dos condutores de alumínio a instalações de maior potência, 
onde deve haver um responsável técnico que saiba fazer as 
inspeções) e, cumulativamente, restringe-se o uso desses 
condutores onde explicitamente exige-se que a instalação e 
manutenção sejam feitas por pessoal qualificado. 
Outro problema é que a maioria dos circuitos é constituída por 
condutores e conexões de cobre. Como o alumínio e o cobre 
estão separados eletro quimicamente por 2 V, existe uma 
predisposição da conexão cobre-alumínio à corrosão galvânica. 
Por fim, nos últimos anos tem crescido muito a utilização de 
condutores flexíveis, onde antes eram utilizados condutores 
rígidos. A diferença entre condutores rígidos e flexíveis é o 
número de fios – e, consequentemente, o diâmetro desses fios – 
que compõem o condutor. Por exemplo, um condutor de cobre 
de seção 25 mm² pode ter constituições tais como: 
– 1 fio de diâmetro 5,64 mm (rígida); 
– 7 fios de diâmetro 2,14 mm (rígida); 
– 126 fios de diâmetro 0,50mm (flexível); 
– 196 fios de diâmetro 0,40 mm (flexível); 
– 783 fios de diâmetro 0,20 mm (extra flexível). 
A liga de alumínio normalmente utilizada em condutores 
isolados não é adequada para fios com diâmetros menores que 
cerca de 1 mm. Fios muito finos alongam-se durante o processo 
e quebram-se no manuseio. Entretanto, existem ligas especiais 
que permitem a fabricação de fios finos, com características 
semelhantes às dos fios de cobre e mantendo a resistividade das 
ligas tradicionais. Até o momento, seu uso tem se restringido a 
cabos para usos especiais, como na indústria automotiva e 
aeroespacial. 
3.3.3 Cobre vs Alumínio – mesma resistência? 
Não exatamente. A resistência do alumínio é 65% mais alta que 
a do cobre. Por conseqüên-cia, para conduzir a mesma corrente 
elétrica, um cabo de alumínio vai precisar de um cruza-mento de 
seção 65% maior que o correspondente a um cabo de cobre.Mas, 
essa não é toda a história! Além de ser menos condutivo, o 
alumínio é três vezes maisleve que o cobre. Deste modo, o cobre 
e o alumínio têm cada um suas próprias característi-cas de 
aplicação. 
3.3.4 Alumínio vs Cobre – Qual é o condutor a ser usado em 
cabos elétricos em residências e escritórios? 
O cobre é utilizado em residências e escritórios por vários 
motivos práticos. Os terminais deconexão e tomadas feitos de 
alumínio seriam muito maiores, o que é pouco prático. Os 
cabosseriam mais espessos, sendo necessários condutores ou 
rodapés elétricos maiores. Além disso,os cabos de cobre estão 
compostos por uma quantidade de finos fios de cobre, resultando 
emum cabo altamente flexível e de fácil introdução nos 
conduítes.Existe outra razão pela preferência do cobre em 
edifícios: é um material que permite cone-xões do tipo cabo-
rosca (ver figura), que são muito convenientes. Estas conexões 
não podemser utilizadas com cabos de alumínio. Sob a pressão 
da rosca, o alumínio poderia crescer,resultando em uma conexão 
fraca que apresenta risco de fogo. 
3.3.5 Alumínio vs Cobre – Existem outros critérios importantes 
além da condutividade e densidade?? 
Sim, existem O cobre possui ótimas características que o tornam 
um condutor de equipamen-tos elétricos por excelência . 
Mecanicamente é um material mais forte que o alumínio, e, 
porconseqüência, mais durável. Isto é especialmente verdadeiro 
para aplicações em instânciascomplexas, como guinchos para 
puxar automóveis, cabos magnéticos para motores ou cabosde 
poder em ambientes industriais.Seu coeficiente de expansão 
térmica também é baixo, o que significa que não se 
expandemuito quando aquecido. 
Deverá ser deixado menos espaço livre para a expansão do 
materialna aplicação. O cobre tem igualmente maior capacidade 
térmica que o alumínio (when refe-renced per volume unit), 
portanto pode processar mais calor em processos passageiros.Os 
designs em cobre geralmente resultam em aplicações elétricas 
mais compactas. Esta com-pactação também protege os 
materiais da não-condutividade da aplicação. Como 
resultado,um design feito em cobre pode acabar sendo mais leve 
que seu equivalente em alumínio, ape-sar do maior peso do 
cobre. 
3.4. Em linhas de transmissão 
Os condutores das linhas de transmissão, são considerados 
oselementos ativos por estarem normalmente energizados, 
sendo a sua escolhabaseada em função das características 
técnicas e econômica, ou sejaassegurar que a linha transfira a 
potência necessária a um custo razoável,visando o bom 
desempenho do sistema de transmissão. Para atendimento aesta 
premissa, os condutores devem ser selecionados com 
suficientecapacidade técnica para atender as condições de 
regime normal e deemergência. O custo dos condutores 
representa cerca de 60% do custo dosmateriais de uma linha de 
transmissão, restando 40% para os demaiscomponentes, daí a 
importância para o dimensionamento correto dos mesmos. 
Linhas de Transmissão – 6° Semestre de 2017 7 
3.4.1. Alta condutibilidade 
O material deve ter baixa resistência elétrica, de modo que 
asperdas por efeito joule possam ser mantidas, dentro de 
limiteseconomicamente rentáveis, considerando o custo de 
transporte deenergia. 
3.4.2. Elevada resistência mecânica 
A resistência mecânica é responsável pela integridade física dos 
condutores, garantindo a continuidade do serviço e segurança 
das instalações. Quanto maior for a resistência mecânica, mais 
econômico será o projeto da linha, com o aumento do 
rendimento de utilização das estruturas. 
3.4.3Baixo peso específico 
Quanto menor o peso específico dos condutores, menores serão 
os esforços mecânicos transmitidos as estruturas, 
conseqüentemente serão utilizadas estruturas mais leves e mais 
econômicas. 
3.4.4. Alta resistência a oxidação 
O material deve ser resistente às condições agressivas do 
ambiente uma vez que com a oxidação ocorre a, perda da secção 
útil do condutor, provocando a redução da sua resistência 
mecânica e eventual ruptura do condutor. Os materiais que 
atendem a estas características são: cobre, alumínio, bem como 
ligas de alumínio, que são empregados em larga escala 
comercial atualmente. 
Inicialmente foram utilizados os cabos de cobre que 
apresentavam como vantagens, alta condutibilidade, elevada 
resistência mecânica, além de alta resistência à corrosão e 
elevado peso específico exigindo estruturas mais robustas. Em 
1895 foram construídas as primeiras linhas de transmissão com 
cabos de alumínio, que naquela época apresentavam as 
desvantagens de ter um preço mais elevado e de menor 
resistência mecânica quando comparado com o cobre. 
A partir de 1908, com a invenção dos cabos de alumínio com 
alma de aço, CAA ou ACSR (Aluminium Conductor Steel 
Reinforced) foram utilizados com sucesso em 1913 na linha BIG 
CREER na Califórnia. Estes apresentam todas as vantagens 
quando comparado com o cobre, sendo portanto largamente 
utilizado até os dias de hoje. 
Se por um lado os condutores de alumínio conduzem menos que 
os de cobre, por outro lado apresentam menores perdas por efeito 
corona, uma vez que para transportar a mesma corrente, são 
necessários condutores de alumínio com diâmetro 1,6 maiores 
que o de cobre e o investimento representa cerca de 25% do 
investimento necessário para a bitola de cobre equivalente.s. 
3.4.5 Ensaios 
As linhas de transmissão, como outros equipamentos elétricos, 
devem passar por alguns ensaios que têm o objetivo de garantir 
o seu correto funcionamento. Como já foi visto, essas linhas não 
são um equipamento único, e sim formadas por diferentes peças 
e estruturas. Por isso, os ensaios feitos nas linhas de transmissão 
são diferentes ensaios realizados nessas peças. 
3.4.6 Ensaios em ferragens 
Os ensaios realizados nas ferragens da linha de transmissão, 
como representado na figura 10.1.1, são divididos nos seguintes 
grupos: 
 Ensaios de protótipos - Os ensaios de protótipo são ensaios 
de verificação eletromecânica do projeto. Eles se 
restringem, geralmente, às provas de verificação da tensão 
de radio-interferência corona e arco de potência. A ferragem 
em si não precisa da realização desse ensaio, pois o seu 
anteprojeto passa por diversos desenvolvimentos, 
aperfeiçoamentos e ensaios em protótipos antes de ser 
liberada para comercialização. 
 Ensaios de tipo da ferragem em geral - Os ensaios de tipo 
correspondem à verificação de determinadas características 
físicas, químicas e de desempenho elétrico. São realizados 
com matéria-prima, produtos semi-acabados durante o ciclo 
industrial, acabados ou conjuntos. 
 Ensaios de tipos especiais - São ensaios diferenciados 
realizados apenas em algumas peças da ferragem.Essas 
peças que merecem maior atenção são: Grampos de 
ancoragem para estruturas metálicas; Amortecedores 
Stockbridge; Amortecedores Preformados; Espaçadores 
amortecedores e Esferas de sinalização. 
3.4.7 Padronizações Brasileiras 
As normas brasileiras elaboradas pela ABNT especificam as 
caracteristiscas exigíveis na fabricação e para recebimento dos 
condutores destiandos a fins elétricos. 
A – Condutores de Cobre – aplica-se a EB-12 – cabos nus de 
cobre. De acordo com essa norma, os cabos deverão ser 
especificados através da indicação de: 
- secção em milímetros quadrados [mm²]; 
- composição, ou números de filamentos; 
- classe de encordoamento. 
Para fins comerciais, conserva-se a designação convencional e 
consagrada pelo uso, da própria escala AWG. 
A EB-12 é complementada pela EB-11 – fios nus de cobre para 
fins elétricos. 
No Brasil fabricam-se cabos de cobre nas bitolas que vão desde 
13,3 mm² (referência comercial n.° 6) até 645,2 mm² (referência 
comercial 1000 MCM), nas têmperas dura e semidura. O 
encordoamento é feito de acordo com as classes A e AA, 
definidos por norma. Os encordoamentos classe AA são 
normalmente empregados em condutores para linhas aéreas capa 
protetora ou quando se deseja maior flexibilidade. 
As norms EB-11 e EB-12 regulam as características que os fios 
e cabos nus de cobre possir. Assim: 
a – qualidade do material, suas características elétricas e físicas; 
b – acabamento; 
c – encordoamento; passo do encordoamento; 
d – emendas; 
e – variação do peso e da resitência elétrica; 
f – dimensões, construção e formação; 
g – tolerância no comprimento dos cabos; 
h – embalagem e marcação desta; 
i – propriedades mecânicas e elétricas; 
j – ensaios de aceitação; 
k – responsabilidade dos fabricantens. 
B – Condutores de alumínio e alumínio-aço – suas 
características são especificadas no Brasil pela ABNT através 
das normas: 
8 
- EB-219 – fios de alumínio para fins elétricos; 
- EB 292 – fios de aço zincado para alma de cabo de alumínio; 
- EB-193 – cabos de alumínio (CA) e cabos de alumínio com 
alma de ação (CAA) para fins elétricos. 
 
Sua designação deve ser feita pela aéra nominal da secção de 
alumínio, expressa em milímetros quadrados, pela formação, 
pelo tipo (CA ou CAA), pela classe de encordoamento 
correspondente e, eventualmente, pela referência comercial. 
Está enraizada, na insdustria da energia elétrica no Brasil, a 
designação dos cabos de alumínio (CA) e alumínio com alma de 
aço (CAA) através do código canadense de referências 
comerciais. De acorodo com esse código, há, para cada tipo de 
cabo, uma famíli de nomes aravés dos quais cada bitola fica 
completamente definida. Assim, para os cabos CA, as palavras-
código são nomes de flores, e, para os cabs CAA, aves, em 
ambos os caos na língua inglesa. Como exemplo: 
 
Código: TULIP – cabo CA de alumínio, composto de 19 
filamentos, com área total de 335 400 CM; 
- diâmetro dos filamentos: 3 381 mm; 
- diâmentro do cabo (nominal): 16,92 mm; 
- peso do cabo (nominal): 467,3 kg/km; 
- carga de ruptura: 2995 kg; 
- resistência elétrica: em CC a 20°C: 0,168 ohm/km. 
 
Código: PENGUIN – cabo CAA, composição 1 fio de aço e 6 
de alumínio com uma secção de 125,1 mm²; 
- bitola AWG n.° 0000; 
- diâmetro do fio de aço: 4,77 mm; 
- diâmetro do fio de alumínio: 4,77 mm; 
- diâmetro do fcabo (nominal) 14,3 mm; 
- peso do cabo (nominal): 432,5 kg/km 
- carga de ruptura: 3 820 kg/km; 
- resistência elétrica: em CC a 20°C: 0,26719 ohm/km.. 
3.4.8 Padronização de cabos 
Nos Estados Unidos e na Europa surgiram diferentes tabelas de 
padronização de condutores. Especificamente no padrão de 
comercialização americana é a AWG (American Wire Gauge), 
o número que identifica o padrão é dado pelo número de vezes 
que o condutor é trefilado, isto é pelo número de vezes que o 
condutor passa pela trefila (ferramenta de corte circular que 
desbasta o condutor até ele atinguir o tamanho desejado). Em 
outras palavras, quanto maior o padrão AWG menor o seu 
diâmetro efetivo. 
A padronização brasileira é a mesma adotada pelos Estados 
Unidos: Condutores de cobre para os condutores de cobre (cabos 
nus de cobre), utiliza-se a EB-12. De acordo com a ABNT, os 
condutores de cobre devem ser especificados em função da 
secção em milímetros quadrados, da composição (ou número de 
filamentos) e da classe de encordoamento. No Brasil, fabricam-
se cabos de cobre nas bitolas de 13 mm² (referência comercial 
nº. 6) até 645,2 mm² (referência comercial 1000 Mil Circular 
Mil), nas temperas duras e semiduras. O encordoamento é feito 
de acordo com as classes A e AA, definidos por normas. Os 
encordoamentos classe AA são empregados em condutores para 
linhas aéreas. Os condutores classe A em linhas aéreas são 
usados quando munidos de capa protetora ou quando se deseja 
maior flexibilidade. 
 
Fig. 6 Exemplos de alguns cabos no sistema de nomenclatura de cabos em 
AWG (American Wire Gauge). 
 
Já quanto ao padrão canadense de nomeclatura de cabos. São 
utilizados nomes de aves em cabos com alma de aço (CAA) e 
nome de flores em cabos sem alma de aço (CA). Sendo que as 
palavras codigo para tais são sempre pertencentes a lingua 
inglesa 
3 
Fig. 7. Exemplos de alguns cabos CAA (cabos com alma de aço) no sistema de 
nomenclatura canadense. 
 
3.4.9 Sistema AWG e MCM 
American Wire Gauge (AWG), também conhecida como a 
bitola Brown & Sharpe, é um sistema de padronização de bitola 
utilizado desde 1857, predominantemente na América do Norte 
para os fios de diâmetros sólidos, redondos e não ferrosos 
eletricamente condutores de corrente elétrica. As dimensões dos 
fios são dadas na ASTM padrão B 258. A área da secção 
transversal de cada indicador é um fator importante para 
determinar a sua capacidade de transporte de corrente. 
Um número crescente de calibre denotam diminuindo diâmetros 
de arame, que é semelhante a muitos outros sistemas não 
métricas de aferição, como o padrão Britânico de bitolas SWG, 
substiuido pelo o padrão americano AWG. Este sistema de bitola 
Linhas de Transmissão – 6° Semestre de 2017 9 
originado do número de operações de estampagem utilizadas 
para produzir uma determinada bitola de fio. Por exemplo fios 
muito finos como: calibre 30. Os fabricantes de fios de 
antigamente tinham sistemas de bitolas dos fios, o 
desenvolvimento da padronização de calibres foi feito para 
racionalizar seleção de fios para um propósito particular. 
As tabelas AWG são para um único condutor, sólido, redondo. 
A AWG de um fio torcido é determinada pela área da secção 
transversal do condutor sólido equivalente. Uma vez que 
também há pequenos intervalos entre os fios, um fio torcido irá 
sempre ter um diâmetro total ligeiramente maior do que um fio 
sólido com o mesmo AWG. 
Por definição, o número 36 AWG é de 0,005 polegadas de 
diâmetro, e o númeto 0000, é de 0,46 polegadas de diâmetro. A 
proporção desses diâmetros é 1:92, e existem 40 tamanhos de 
calibre de números 36 a números 0000, ou 39 passos. Como cada 
número de calibre aumenta sucessivamente a área transversal 
por um múltiplo constante, os diâmetros variam 
geometricamente. 
A norma B258 ASTM - 02 (2008) Especificação padrão para 
diâmetros nominais padrão e Áreas Transversais de tamanhos 
AWG de fios redondos sólidos utilizados como condutores 
elétricos define a relação entre os tamanhos sucessivos a ser a 
raiz 39ª de 92, ou aproximadamente 1,1229322. ASTM B 258-
02 também determina que diâmetros de fios devem ser tabulados 
como não mais de 4 algarismos significativos, com uma 
resolução de não mais de 0,0001polegadas (0,1 mils) para fios 
maiores que N° 44 AWG e 0,00001 polegadas (0,01 mils) para 
fios N° 45 AWG e menores. Tamanhos com vários zeros são 
sucessivamente maior do que N° 0 e pode ser indicado usando o 
" número de zeros / 0", por exemplo 4/0 para 0000. Para um m / 
0 AWG, utilize n = - ( m - 1) = 1 - m nas fórmulas acima. Por 
exemplo, para N° 0000 ou 4/0, o uso n = -3. 
Na indústria elétrica norte americana, os condutores maiores do 
que 4/0 AWG são geralmente identificadas pela área em 
milhares de mils circulares (kcmil), onde 1 kcmil = 0,5067 
milímetro^². O tamanho do fio mais próxima maior do que 4/0 
tem uma seção transversal de 250 kcmil. Um mil circular é a área 
de um fio de um mil de diâmetro. Um milhão de mils circulares 
é a área de um círculo com 1,000 ml (1 polegada) de diâmetro. 
Uma abreviação para os mais velhos e conhecida como mil mils 
circulares é MCM. 
3.4.10 Encordoamento 
O condutor nu é o fio ou cabo sem revestimento, isolação ou 
camada protetora de qualquer espécie. Os cabos podem ser 
unipolares ou multipolares. Um cabo unipolar é defenido como 
um condutor maciço ou encordoado, dotado de isolação elétrica 
e de proteção mecânica. Um cabo bipolar, tripolar, ou, de modo 
geral, multipolar, é um conjunto de dois, três ou mais condutores 
justapostos, maciços ou encordoados, cada um deles dotado de 
isolação própria (parede isolante), sendo o conjunto dotado de 
prote- ção mecânica comum. Chamamos de perna ao cabo não 
isolado formado por fios, destinado a ser encordoado para a 
formação de cochas ou de um cabo de encordoamento composto. 
Cocha, por sua vez, é um cabo não isolado, formado por pernas, 
destinado a ser encordoado para a formaçào de uma cabo de 
encordoamento bicomposto. Assim, o encordoamento composto 
é formado por pernas e o encordoamento bicomposto por 
cochas. Além desses dois tipos, temos o encordoamento simples 
que é formado por fios. O sentido de encordoamento pode ser 
para a direita (horá- rio) ou para a esquerda (anti-horário), 
segundo o qual os fios ou grupos de fios, ou outros componentes 
de um cabo, ao passarem por sua parte superior, se afastam do 
observador que olha na direção do eixo do cabo. O passo de 
encordoamento é o comprimento da projeção axial de uma volta 
completa dos fios ou grupos de fios, ou outros componentes. 
Conjunto de componentes ou de partes de componentes de um 
cabo, dispostos helicoidalmente e eqüidistantes de um centro de 
referência. Ao conjunto de fios ou cochas equidistantes do fio 
ou cocha central de um cabo chamamos de corda. Alma é o fio 
ou conjunto de fios que formam o núcleo central de um cabo, de 
material diferente do material das cordas externas e destinado a 
aumentar a resistência mecânica do cabo. Nas linhas de 
transmissão, são muito comuns os cabos formados por cordas de 
fios de alumínio em torno de uma alma de aço. 
 
Fig. 8. Encordoamento composto, o resultado do encordoamento de vários fios 
de diâmetro reduzido, formando "cochas". 
 
 
Fig. 9. Encordoamento de cabos 
 
Com tempera dura são indicados para instações aéreas em rede 
de transmissão e distribuição de energia. 
 
Fig. 10. Fios e Cabos de Alumínio NU (CA) (ASC). 
10 
 
Fig. 11. Cabos de Alumíno NU (CAA) (ACSR). 
 
Com alta relação de secção de aço em relação ao alumínio são 
indicados para instalações aéreas em rede de transmissão e 
distribuição de energia, em geral como pára raios. 
 
Fig. 12. Cabo de Alumínio NU (CAA Extra Forte) (AACSR). 
3.4.11 Cobre vs. Alumínio - Conclusão 
Há vários tipos de componentes que são capazes de conduzir 
energia elétrica. Mesmo assim, do ponto de vista comercial, dois 
são os principais: alumínio e o cobre. O cobre é comercialmente 
mais caro e, comparativamente, mais pesado que o alumínio. No 
geral, a principal aplicação do alumínio é em grandes redes de 
transmissão, com alma de aço, são muito utilizados em áreas de 
transmisssão de energia e em linhas de distribuição onde lances 
maiores entre as estruturas são necessárias. O cobre é a opção 
no caso de instalações domésticas e urbanas, linhas aéreas e 
redes de distribuição, circuitos secundários, derivações e 
sistemas de aterramento. 
Basicamente, o tipo de condutor que se aplica melhor às 
condições impostas é o usado. Peso, custo, aquecimento e 
capacidade de condução elétrica são alguns dos fatores físicos e 
químicos que são levados em consideração na escolha mais 
adequada para cada aplicação. Dessa forma, os condutores de 
alumínio são mais usados em grandes redes de transmissão e o 
cobre em instalações domésticas, por exemplo. 
Vantagens do alumínio: Comparativamente, o alumínio já 
chegou a ser oito vezes mais barato que um equivalente de cobre. 
Além disso, o condutor de alumínio tem metade do peso do seu 
correspondente de cobre. A terceira maior vantagem desses 
condutores é resistir melhor à deformação. Todas essas 
características reduzem os custos do uso desse material em 
grandes transmissões, pois as torres podem ser menos robustas 
e o espaçamento entre elas podem ser maiores. 
Vantagens do cobre: Maior resistência aos fatores externos 
como oxidação e corrosão galvânica. Essas características 
reduzem o risco de superaquecimento das fiações. Além disso, 
o cobre é mais maleável que o alumínio, favorecendo o uso para 
aplicações e instalações em que fios flexíveis são necessários ou 
desejáveis. Outro ponto é o fato de que a maioria das estruturas 
existentes já são de cobre e as conexões cobre-cobre são muito 
mais confiáveis que alumínio-cobre. 
 
Fig. 12. Comparativo entre Cobre e Alumínio. 
Do ponto de vista econômico, o alumínio sempre foi menos 
oneroso que o cobre e não há indícios de que isso vá mudar em 
um horizonte visível de análise. Porém, até mesmo pelo uso mais 
recorrente, os avanços tecnológicos e de segurança têm sido 
mais presentes em relação ao cobre - como as instalações 
flexíveis. Por isso, para se optar para o uso de condutores de 
alumínio, é preciso ter uma manutenção constante da rede com 
equipe especializada. Além de, evidentemente, se observar as 
restrições da lei nacional do setor. Se o peso é um fator 
importante, o alumínio é o mais recomendável. Agora, se o mais 
importante for a maleabilidade, o cobre é a opção mais viável. 
 
 
4 AGRADECIMENTO 
Quero agradecer a minha mãe, meu padrastro, minha esposa, 
minha filha e a professor Elson pelo apoio moral nesses anos na 
faculdade. 
5 REFERÊNCIAS 
[1] ALLCAB – Condutor de Aluminio ou de Cobre 
http://www.allcab.com.br/condutor-de-aluminio-ou-de-cobre/ acesso 
28/março/2017. 
[2] UNESP – Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho 
http://www.dee.ufrj.br/~acsl/grad/transm/notas_de_aula/tree2.html acesso 
28/marco/2017. 
[3] AWG e MCM https://en.wikipedia.org/wiki/American_wire_gauge 
acesso 28/03/2017. 
[4] Catálogo de Produtos Induscab0s - http://www.induscabos.com.br/wp-
content/uploads/2016/05/catalogo-linha-gerais.pdf acesso 29/março/2017. 
[5] Livro Transmissão de Energia Elétrica – Linhas Aéreas – 1977, Rubens 
Dario Fuchs acesso 30/03/2017. 
[6] IMPACTA – Condutor de Cobre ou de Alumínio 
https://www.impacta.com.br/blog/2015/03/29/condutor-de-cobre-ou-
aluminio-saiba-quando-e-por-que-utiliza-los/ acesso 04/04/207.. 
Cobre Alumínio
Resistividade elétrica 17,241 Ω.mm²/km 28,264 Ω.mm²/km
Densidade 8,89 g/cm³ 2,703 g/cm³
Peso (densidade x resistividade
Massa atômica 63,6u.a. 27u.a.
(17,241 x 8,89)/(28,264 x 2,703) = 2