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AULA6 CURVA DE DEMANDA.2018.1.ok

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UNICARIOCA 
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO 
DISCIPLINA: FUNDAMENTOS DA ECONOMIA I 
PROF. JOSÉ OTAVIO 
AULA 5 – CURVA DE DEMANDA 
 
A curva de demanda mostra as relações que há entre preço de um bem e sua quantidade 
demandada. 
 
 
 
Pode-se expressar a demanda por um bem da seguinte forma: 
 bensoutrosd preçorendagostospreçofQ ,,,
 
A primeira variável relacionada com a quantidade demandada (q
d
) de um bem é o preço. 
Não é difícil de se perceber que, quanto maior for o preço de um produto, menor será a 
quantidade demandada (q
d
) deste produto, isto é: 
 preço   qd 
A segunda variável relacionada com a demanda é o gosto do consumidor. Se um 
consumidor não gosta de um bem, ele não vai comprá-lo, mesmo que o preço deste bem 
seja muito baixo. Algumas pessoas preferem levar uma vida mais simples e gastar com 
viagens; outros decidem trocar de carro todo o ano. Os gostos e hábitos de consumo 
variam também entre regiões e classes sociais. 
O desenvolvimento dos meios de comunicação, a publicidade, as facilidades de 
pagamento com o uso do crédito tendem a homogeneizar os hábitos de consumo da 
população e a criar novas necessidades a serem satisfeitas. A propaganda pode fazer 
com que um consumidor passe a gostar mais de um determinado bem. Da mesma 
forma, uma campanha contra um bem, o fumo por exemplo, pode fazer com que os 
indivíduos gostem menos deste bem. 
A terceira variável é a renda da economia. Se os indivíduos ganham mais, com certeza 
consumirão mais dos bens que gostam. 
 renda   qd 
E, finalmente, a quantidade consumida (q
d
) de um determinado bem depende também 
do preço de outros produtos. Por exemplo, se o preço da Coca-Cola está mais alto do 
que o da Pepsi, com certeza algumas pessoas que prefeririam Coca-Cola a substituirão 
pela Pepsi. 
Também pode acontecer de, ao subir o preço do pão, a quantidade consumida de 
manteiga se reduz, pois a manteiga é consumida com o pão. Ao se elevar o preço do 
pão, os indivíduos compram menos pão, precisando de menos manteiga. 
Como seria muito complexo trabalhar com todas as variáveis simultaneamente, usa-se o 
modelo abaixo para simplificar a realidade: 
 bensoutrosd preçorendagostospreçofQ ,,,
 
As barras indicam que, no modelo utilizado, essas variaveis são consideradas 
constantes, isto é, estuda-se qual a relação entre o preço e a quantidade demandada 
independente das outras relações. 
Assim, a demanda por um bem indica as quantidades desse bem que o consumidor está 
disposto a adquirir a cada preço e a curva de demanda tem o formato abaixo. 
A curva de demanda é negativamente inclinada, pois, como já foi visto, quanto maior o 
preço, menor a quantidade demandada (q
d
). 
É importante notar-se que a demanda diz respeito a uma quantidade comprada em um 
período de tempo. 
Um exemplo numérico: 
Imagine que a sua demanda por xícaras de café por dia é dada pela equação: 
Q
d
 = 11 – 10p 
q 
p 
D 
Se o preço do café for zero: 
Q
d
 = 
Q
d
 = 
Isto é, se o preço de um café for zero, o máximo de xícaras de café que você tomará por 
dia são ....... 
Sabe-se que, quanto maior o preço do café, menos xícaras você tomará por dia. Para 
descobrir qual o preço que você preferirá não tomar nenhuma xícara de café basta 
verificar quando sua quantidade consumida será zero. Calcule: 
 
 
 
 
 
 
Isto é, o preço máximo que você estaria disposto a pagar por uma xícara de café é 
R$ ........ se o preço for maior do que esse, você prefere não tomar café. 
E se o preço do café for R$ 0,70, quantas xícaras você toma por dia? 
 
 
 
 
Isto é, ao preço de R$ 0,70, você consome ......... xícaras de café por dia. 
Pode-se também escrever uma tabela com as relações entre o preço e a quantidade do 
café: escreva. 
Preço Q
d
 
 
 
 
O gráfico ficaria: 
 
 
 
 
 
 
 
Repare que, qualquer alteração no preço, a curva de demanda – e sua equação – por café 
não se altera. O movimento que ocorre é ao longo da curva. Por outro lado, se houvesse 
um aumento da propaganda de café na televisão e você passasse a gostar mais de café, 
sua curva de demanda por café se deslocaria para a direita
1
 para refletir sua nova 
demanda por café
2
. 
 
 
 
 
 
Bens Substitutos 
É chamado de bem substituto aquele bem que pode substituir outro na preferência do 
consumidor. Por exemplo, Coca-Cola e Pepsi, café e chá etc. 
No caso de um bem substituto, quando aumenta o preço de um bem A, aumenta a 
demanda do bem B. 
 Pa   Qb 
Por exemplo, quando aumenta o preço da Coca-Cola, aumenta a quantidade consumida 
de Pepsi, pois o consumidor substitui a Coca-Cola por Pepsi
3
. 
Bens Complementares 
É chamado de bem complementar aquele bem que complementa outro para o 
consumidor. Por exemplo, pão e manteiga
4
, automóvel e combustível etc. 
No caso de um bem complementar, quando aumenta o preço de um bem A, diminui a 
demanda do bem B. 
 Pa   Qb 
 
1
 Se você reduzisse sua demanda, a curva iria para a esquerda. 
2
 O mesmo ocorreria com uma alteração no preço dos outros produtos ou na renda. 
3
 Note que esta relação varia muito de consumidor para consumidor. Pode haver um consumidor que 
prefere pagar mais caro pela Coca-Cola a beber Pepsi. Mas se pensarmos em relação a toda a população 
de um país, ela se torna razoável. 
4
 Mais uma vez, esta relação pode variar de consumidor para consumidor. 
q 
p 
D 
D’ 
Por exemplo, quando aumenta o preço do automóvel, reduz a quantidade consumida de 
combustível, pois os consumidores compram menos automóveis e, assim, consomem 
menos combustível. 
Bens Normais e Bens Inferiores 
Um bem é dito normal quando o aumento da renda do consumidor aumenta o consumo 
do bem. 
 renda   Q 
Por exemplo, o aumento do salário de um indivíduo deve elevar seu consumo de carne 
de primeira. 
Um bem é dito inferior quando ocorre o oposto: uma elevação na renda reduz o 
consumo do bem. 
 renda   Q 
Por exemplo, ao ter seu salário aumentado, um indivíduo reduz o número de passagens 
de ônibus que ele compra por mês e passa a viajar mais de táxi. Para este indivíduo, o 
ônibus é um bem inferior e o táxi é um bem normal. 
Note que o termo “inferior” não possui nenhum juízo de valor. O bem que é inferior 
para um indivíduo pode não ser para outro. Nos antigos livros de economia, citava-se a 
mortadela e a cachaça como bens inferiores. Hoje se sabe que muita gente bebe cachaça 
independentemente de sua renda. 
Para saber-se se um bem é normal ou inferior é preciso calcular-se a elasticidade-renda 
do produto
5
. 
Bens de Giffen 
O bem de Giffen é um bem cuja curva de demanda tem inclinação positiva, isto é, 
quando o preço do bem se eleva, a quantidade comprada (q
d
) dele também aumenta. 
 preço   Qd 
É dificil encontrar-se um bem de Giffen, mas ele geralmente é um bem importante na 
subsistência da faixa mais pobre da população. Isto é, boa parte da renda da população 
mais pobre é gasta no consumo deste bem. 
Um exemplo pode ser o arroz na China. Boa parte da população pobre da China 
consome muito arroz. Se o preço deste arroz se eleva um pouco, como o arroz é básico 
 
5
 Consulte Elasticidade-renda da demanda, na aula 2. 
em sua alimentação e eles não podem abrir mão dele, eles abrem mão de outros bens 
que seriam consumidos juntos com o arroz, comprando, então, mais arroz. 
QUESTIONÁRIO 
1) Sabendo que a curva de demanda de um determinado produto é dada por Q
d
 = 110 – 
10p, 
a) Trace a curva de demanda.

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