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UNIVERSIDADE PARANAENSE – UNIPAR 
 
Reconhecida pela portaria – MEC N.º 1580, de 09/11/93 – D.O.U. 10/11/93 
Mantenedora: Associação Paranaense de Ensino e Cultura – APEC 
 
Unidade Paranavaí 
 
 
 
WESLEY DE LIMA ALEXANDRE; R.A.: 00184680 
DAISY GÓIS; R.A.: 00178523 
RAFAELY C. CAMARGO; R.A. 00179031 
 
 
 
 
 
 
 
DISCRIMINAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA 
DO RIO SÃO PEDRO E DIMENSIONAMENTO DE RESERVATÓRIO PARA 
ARMAZENAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL PARA FINS NÃO POTÁVEIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARANAVAÍ 
2018 
 
 
WESLEY DE LIMA ALEXANDRE; R.A.: 00184680 
DAISY GÓIS; R.A.: 00178523 
RAFAELY C. CAMARGO; R.A. 00179031 
 
 
 
 
 
 
DISCRIMINAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA 
DO RIO SÃO PEDRO E DIMENSIONAMENTO DE RESERVATÓRIO PARA 
ARMAZENAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL PARA FINS NÃO POTÁVEIS 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho apresentado como requisito para a 
avaliação parcial do 2° bimestre da disciplina 
de Hidrologia, do curso de Engenharia Civil, na 
Universidade Paranaense – UNIPAR- Unidade 
de Paranavaí, Paraná. 
 
 
 
 
 
 
PARANAVAÍ 
2018 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 6 
2. OBJETIVOS ..................................................................................................................... 6 
2.1. Objetivo geral .............................................................................................................. 6 
2.2. Objetivos específicos ................................................................................................... 6 
3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................... 7 
3.1. CICLO HIDROLÓGICO ............................................................................................. 7 
3.1.1. EVAPORAÇÃO....................................................................................................... 7 
3.1.2. PRECIPITAÇÃO ..................................................................................................... 7 
3.1.3. ESCOAMENTO SUPERFICIAL ............................................................................ 8 
3.1.4. EVAPOTRANSPIRAÇÃO ...................................................................................... 8 
3.1.4.1. Tipos de evapotranspiração............................................................................... 9 
3.1.4.2. Medição de evapotranspiração .......................................................................... 9 
3.1.4.3. Métodos Empíricos para Cálculo de Evapotranspiração ................................ 12 
4. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO ........................................................ 15 
4.1. LOCALIZAÇÃO ....................................................................................................... 15 
4.2. ÁREA E PERÍMETRO DA BACIA ......................................................................... 16 
5. CONTEXTO GEOLÓGICO ......................................................................................... 17 
5.1. INFILTRAÇÃO DO SOLO ....................................................................................... 17 
6. CONTEXTO HIDROGEOLÓGICO ........................................................................... 18 
7. ASPECTOS CLIMÁTICOS .......................................................................................... 19 
7.1. TEMPERATURA ...................................................................................................... 19 
7.2. CLIMA ....................................................................................................................... 19 
7.3. BALANÇO HÍDRICO .............................................................................................. 20 
7.4. PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA ..................................................................... 20 
7.5. EVAPOTRANSPIRAÇÃO ....................................................................................... 20 
 
 
8. DIMENSIONAMENTO DO RESERVATÓRIO PARA ARMAZENAMENTO DE 
ÁGUA PLUVIAL ................................................................................................................... 22 
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................... 24 
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................... 25 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1. Lisímetro de drenagem. 
Figura 2. Lisímetro de sub-irrigação. 
Figura 3. Lisímetro de pesagem. 
Figura 4. Localização de São Pedro do Paraná no estado do Paraná. 
Figura 5. Delimitação da Área e Perímetro da Bacia do Rio São Pedro. 
Figura 6. Vista de Satélite do Rio São Pedro (Google Earth). 
Figura 7. Média de Temperatura anual (Fonte: climate-data.org) 
Figura 8. Tanque em Polietileno para armazenamento de água pluvial para fins não potáveis. 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1. Resumo dos Métodos Empíricos para Cálculo de Evapotranspiração. 
Tabela 2. Classes de Declividade (EMBRAPA, 1979) 
Tabela 3. Estimativa da taxa de infiltração final de Horton segundo Akan,1993 (Fonte: 
Akan,1993 p.34). 
Tabela 4. Precipitação Média Anual 200-2014 (Fonte: Sistema de Informações Hidrológicas 
da Agência Nacional das Águas – ANA). 
 
6 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O Brasil é um país privilegiado pois possui 14% das reservas mundiais de água-doce. De acordo 
com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Conselho Nacional de Recursos 
Hídricos (CNRH), o país possui 12 bacias hidrográficas importantes, que estão distribuídas por 
todo o território nacional. Fora essas existem muitas outras bacias, sub-bacias e microbacias 
hidrográficas que desempenham um papel fundamental na manutenção do ambiente. É 
impossível de se imaginar um equilíbrio ecológico sem a preservação e conservação dos 
recursos hídricos. Por isso a importância do trabalho de estudo e delimitação das bacias no 
campo da gestão dos recursos hídricos, visto que o estudo contribui para o entendimento do 
sistema hidrológico. 
 
2. OBJETIVOS 
 
2.1. Objetivo geral 
 
O trabalho tem por objetivo geral determinar a evapotranspiração total da região a partir da 
caracterização geomorfológica, hidrogeológica e climática da bacia hidrográfica do Rio São 
Pedro, e a partir das informações levantadas, fazer o dimensionamento de um reservatório de 
águas pluviais. 
 
2.2. Objetivos específicos 
 
Para atingir o objetivo geral deste trabalho, os seguintes objetivos específicos foram 
estabelecidos: 
 
• Realizar o levantamento bibliográfico sobre evapotranspiração; 
• Realizar o levantamento de dados geomorfológicos, hidrogeológicos e meteorológicos da 
região da área de estudo. 
• Realizar cálculo para medição da evapotranspiração potencial do solo da bacia; 
• Dimensionar um reservatório para capitação de água pluvial, visando o seu 
reaproveitamento para fins não potáveis. 
 
7 
 
3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
3.1. CICLO HIDROLÓGICO 
 
O ciclo hidrológico de acordo com LIMA (1986) representa o movimento da água no meio 
físico. Dentro do ciclo hidrológico, a água pode estar no estado gasoso, líquido ou sólido, 
distribuindo-se tanto na subsuperfície e superfície da Terra como na atmosfera. Portanto, a água 
está em constante circulação, passando de um meio a outro e de um estado físico a outro, sempre 
mantendo o equilíbrio, sem ganhos ou perdas de massa no sistema. Os processos que permitem 
esta circulação da água são: evaporação, transpiração,precipitação, escoamento superficial, 
infiltração e escoamento subterrâneo. 
 
3.1.1. EVAPORAÇÃO 
 
A transferência de água da superfície do Globo para a atmosfera, sob a forma de vapor, dá-se 
por evaporação direta, por transpiração das plantas e dos animais e por sublimação (passagem 
direta da água da fase sólida para a de vapor). A quantidade da água mobilizada pela sublimação 
no ciclo hidrológico é insignificante perante a que é envolvida. O vapor de água é transportado 
pela circulação atmosférica e condensa-se após percursos muito variáveis, que podem 
ultrapassar 1000 km. A água condensada dá lugar à formação de nevoeiros e nuvens e a 
precipitação a partir de ambos. 
 
3.1.2. PRECIPITAÇÃO 
 
A precipitação pode ocorrer na fase líquida (chuva ou chuvisco) ou na fase sólida (neve, granizo 
ou saraiva). A água precipitada na fase sólida apresenta-se com estrutura cristalina no caso da 
neve e com estrutura granular, regular em camadas, no caso do granizo, e irregular, por vezes 
em agregados de nódulos, que podem atingir a dimensão de uma bola de tênis, no caso da 
saraiva. A precipitação inclui também a água que passa da atmosfera para o globo terrestre por 
condensação do vapor de água (orvalho) ou por congelação daquele vapor (geada) e por 
intercepção das gotas de água dos nevoeiros (nuvens que tocam no solo ou no mar). 
 
 
 
 
 
3.1.3. ESCOAMENTO SUPERFICIAL 
 
A água que precipita nos continentes pode tomar vários destinos. Uma parte é devolvida 
diretamente à atmosfera por evaporação; a outra origina escoamento à superfície do terreno, 
escoamento superficial, que se concentra em sulcos, cuja reunião dá lugar aos cursos de água. 
A parte restante infiltra-se, isto é, penetra no interior do solo, subdividindo-se numa parcela que 
se acumula na sua parte superior e pode voltar à atmosfera por evapotranspiração e noutra que 
caminha em profundidade até atingir os lençóis freáticos (ou simplesmente aquíferos) e vai 
constituir o escoamento subterrâneo. Tanto o escoamento superficial como o escoamento 
subterrâneo vão alimentar os cursos de água que desaguam nos lagos e nos oceanos, ou vão 
alimentar diretamente estes últimos. O escoamento superficial constitui uma resposta rápida à 
precipitação e cessa pouco tempo depois dela. Por seu turno, o escoamento subterrâneo, em 
especial quando se dá através de meios porosos, ocorre com grande lentidão e continua a 
alimentar os cursos de água longo tempo após ter terminado a precipitação que o originou. 
Assim, os cursos de água alimentados por aquíferos apresentam regimes de caudal mais 
regulares. Os processos do ciclo hidrológico decorrem, como se descreveu, na atmosfera e no 
globo terrestre, pelo que se pode admitir dividido o ciclo da água em dois ramos: aéreo e 
terrestre. 
 
3.1.4. EVAPOTRANSPIRAÇÃO 
 
A evaporação é um processo físico em que a água passa do estado líquido para estado gasoso 
por consequência da temperatura em que se apresenta. Quando esse processo ocorre na 
vegetação, passa a ser chamado de transpiração. A evapotranspiração é a soma da perda de água 
do solo e da vegetação para a atmosfera, contribuindo para o funcionamento do ciclo 
hidrológico. 
De acordo com Sentelha e Angelocci (2012, p. 3), [...] no caso de uma cultura, o balanço 
hídrico tem por objetivo estabelecer a variação de armazenamento e, consequentemente, 
a disponibilidade de água no solo. Conhecendo-se qual a umidade do solo ou quanto de 
água este armazena é possível se determinar se a cultura está sofrendo deficiência hídrica, 
a qual está intimamente ligada aos níveis de rendimento dessa lavoura. 
 
 
É importante ter conhecimento sobre a quantidade de água evapotranspirada para saber as 
características do balanço hídrico de uma determinada região, pois afeta diretamente a 
produtividade de bacias hidrográficas, a presença de água na atmosfera, precipitação, entre 
outros fatores. O conhecimento da irrigação no ambiente serve, também, para impedir o 
desbalanço que ocasiona um estresse hídrico resultando na infertilidade ou improdutividade das 
plantas. A evapotranspiração é notada com mais facilidade em ambientes com boa distribuição 
de solo e de vegetal. 
O processo de evapotranspiração é diretamente relacionado ao crescimento da planta, tipo de 
folha, radiação solar, temperatura, vento, umidade da atmosfera, entre outros. Contudo, os 
ambientes apresentarão taxas de evapotranspiração relativas aos fatores locais apresentados. 
 
3.1.4.1. Tipos de evapotranspiração 
 
• Evapotranspiração real (ETr): Define-se a evapotranspiração real como a quantidade 
de água que passou pelo processo de evaporação e transpiração com ou sem restrição 
hídrica, tendo valor menor ou igual que a evapotranspiração potencial. 
 
• Evapotranspiração potencial (ETp) e Evapotranspiração de referência (ETo): 
Neste caso, a evapotranspiração é determinada como a quantidade de água que passou 
pelo processo de transpiração em um determinado tempo de uma vegetação com altura 
de 8 a 15 cm, durante seu crescimento, sendo verde e sem restrição hídrica. Dependendo 
apenas de dados meteorológicos para definir o potencial da evapotranspiração local. 
 
• Evapotranspiração da cultura (ETc): A evapotranspiração da cultura depende da 
evapotranspiração potencial. Contudo, é definida como a quantidade de vapor de água 
transferida para a atmosfera em uma cultura (vegetação) com ausência de pragas e 
doenças. Com isso, é estimado as necessidades hídricas local. 
 
3.1.4.2. Medição de evapotranspiração 
 
Para medição da evapotranspiração, são utilizados tanques vegetados, conhecidos como 
lisímetros ou evapotranspirômetros, de material impermeável contendo um volume de solo 
considerável e a vegetação a ser estudada. O tanque é regado periodicamente e a 
 
 
evapotranspiração só é observada quando ocorrer o balanço hídrico. Entre os tipos de 
evapotranspirômetros existentes, os mais usados são os de drenagem, sub-irrigação e de 
pesagem. 
 
3.1.4.2.1. Lisímetros de drenagem 
 
Para observação de longos períodos, são utilizados os lisímetros de drenagem. Inicialmente 
irrigam-se as caixas até ocorrer a drenagem da água nos recipientes de coleta. Após 2 ou 3 dias 
da irrigação, é feito a quantificação do volume de água drenado, sendo o valor da 
evapotranspiração dado pela equação: 
𝐄𝐓 = 
(𝐈 − 𝐃)
𝐀
 
Onde: 
ET - Evapotranspiração (mm/período considerado); 
I - Volume de água de irrigação (litros); 
D - Volume de água drenada após a irrigação (litros); 
A - Área do lisímetro (m²). 
 
Figura 1. Lisímetro de drenagem. 
 
3.1.4.2.2. Lisímetros de sub-irrigação 
 
São tanques enterrados no solo que fornecem irrigação pela parte inferior do lisímetro. A 
evapotranspiração é observada pelo volume de água que entra e sai desse sistema. 
 
 
 
Figura 2. Lisímetro de sub-irrigação. 
3.1.4.2.3. Lisímetros de pesagem 
 
São lisímetros que definem a evapotranspiração através da pesagem, de forma precisa, da 
variação do peso do solo, desprezando o peso das plantas. Podem ser construídas com balança 
mecânica ou hidráulica. Os valores são apresentados e registrados nos computadores em curtos 
intervalos de tempo. 
 
 
Figura 3. Lisímetro de pesagem. 
 
 
 
 
3.1.4.3. Métodos Empíricos para Cálculo de Evapotranspiração 
 
A tabela abaixo apresenta um resumo dos métodos empíricos mais utilizados para o cálculo de 
evapotranspiração total. 
 
Método empírico 
Variáveis 
necessárias 
Escala 
temporal 
Limitações do método 
Método de 
Thornthwaite 
 
Tmin, Tmax M 
Prós: método muito utilizado para obtenção do 
balanço hídrico climáticomensal. 
Contras: apesar de utilizar apenas dados de 
temperatura, seu cálculo é apenas para escala 
temporal mensal. 
Método de 
Hargreaves 
Tmin, Tmax D 
Prós: utiliza apenas dados de temperatura e pode 
ser usado para obtenção diária da 
evapotranspiração. 
Contras: não é recomendado para regiões com 
condições climáticas úmidas. 
Método de Linacre 
Tmin, Tmax, URmin, 
UR max 
M 
Prós: método simplificado do Penman, 
utilizando menos variáveis meteorológicas. 
Método de Camargo Tmin, Tmax, RS D 
Prós: metodologia fácil e que necessita apenas 
de dados de temperatura. 
Método de Makkink Tmin, Tmax, RS D 
Prós: utiliza apenas dados de temperatura e 
radiação solar, recomendado para condições 
climáticas úmidas. 
Contras: não obtém resultados satisfatórios para 
condições climáticas áridas. 
 
 
Método empírico 
Variáveis 
necessárias 
Escala 
temporal 
Limitações do método 
Método de Priestley 
& Taylor 
Tmin, Tmax, RS D 
Prós: baseado no método de Penman, utilizando 
menos variáveis no cálculo. 
Contras: em climas áridos, onde a advecção de 
temperatura é mais elevada, tende a subestimar 
os valores de evapotranspiração. 
Método de Benavides 
& Lopes 
Tmin, Tmax, URmin, 
URmax 
D 
Prós: metodologia fácil. 
Contras: superestima os valores de 
evapotranspiração observados pelo método de 
Penman-Monteith para regiões áridas. 
Método de Jensen & 
Hayse 
Tmin, Tmax, RS D Contras: desenvolvido para regiões áridas. 
Método de Blaney & 
Criddle 
Tmin, Tmax D, M 
Prós: método recomendado pela FAO quando o 
método de Penman-Monteith não pode ser 
calculado. 
Contras: utilizado apenas para regiões 
semiáridas. 
Método de Turc Tmin, Tmax, RS D 
Prós: apresenta boa estimativa para regiões 
costeiras e úmidas. 
Método de Hamon Tmin, Tmax M 
Prós: utiliza apenas dados de temperatura, sendo 
o seu cálculo muito simples. 
Contras: tende a superestimar os valores de 
evapotranspiração para regiões úmidas. 
 
 
Método empírico 
Variáveis 
necessárias 
Escala 
temporal 
Limitações do método 
Método de Kharrufa Tmin, Tmax D Prós: método com cálculo simples 
Método de 
Romanenko 
Tmin, Tmax, 
URmin, URmax 
M 
Prós: método de cálculo simples e que requer 
apenas dados de temperatura e umidade. 
Contras: seus valores são obtidos mensalmente. 
Método de Penman-
Monteith 
Tmin, Tmax, RS, 
VV 
D 
Prós: método bastante utilizado, com boas 
estimativas de evapotranspiração quando 
comparado com o método padrão. 
Contras: mesmo problema que o método padrão, 
necessita de um número elevado de variáveis que 
nem sempre estão disponíveis. 
Método de Radiação 
Solar 
Tmin, Tmax, 
URmin, URmax, 
RS, VV 
D 
Prós: adaptado para condições de umidade e foi 
inserido um coeficiente que pode ser utilizado 
para outras condições climáticas. 
Contras: assim como o método de Penman-
Monteith, requer um número maior de variáveis 
meteorológicas, nem sempre disponível. 
Método do Tanque 
“Classe A” 
URmin, URmax 
VV, E 
D 
Contras: método baseado na evaporação obtida 
pelo tanque classe “A”, dependendo do 
observador, pode conter erros de leitura. 
Método do Balanço 
de Energia 
Tmin, Tmax, 
URmin, URmax, 
RS 
D 
Prós: Basicamente é o mesmo balanço que o 
método de Penman-Monteith faz em sua 
metodologia, a diferença é que nesta metodologia 
não existe o termo aerodinâmico, ou seja, não 
são necessários dados de velocidade do vento. 
Abreviaturas: Tmin – Temperatura mínima, Tmax – Temperatura máxima, URmin – Umidade Relativa mínima, 
URmax – Umidade Relativa máxima, RS – Radiação Solar, VV – Velocidade do Vento, E – Evaporação, D – 
Diário, M – Mensal. 
Tabela 1. Resumo dos Métodos Empíricos para Cálculo de Evapotranspiração. 
 
 
 
4. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO 
 
4.1. LOCALIZAÇÃO 
 
O estudo foi realizado no Rio São Pedro (Figura 2), pertencente a Bacia Hidrográfica do Rio 
Paraná I que está localizada no noroeste do estado do Paraná, nas coordenadas 22°45'49,77" de 
latitude sul e 53°13'9,86" de longitude oeste, no município de São Pedro do Paraná, estado do 
Paraná. 
 
 
Figura 4. Localização de São Pedro do Paraná no estado do Paraná. 
 
 
 
 
4.2. ÁREA E PERÍMETRO DA BACIA 
 
Na bacia hidrográfica do Rio São Pedro possui uma de área de 218,52 km² e perímetro de 102,5 
km, o que permite classifica-la como sub-bacia, de acordo com Faustino (1996), devido a área 
ser maior que 100 km² e menor que 700 km². 
 
 
Figura 5. Delimitação da Área e Perímetro da Bacia do Rio São Pedro. 
 
 
Figura 6. Vista de Satélite do Rio São Pedro (Google Earth). 
 
 
5. CONTEXTO GEOLÓGICO 
 
A microbacia hidrográfica do Rio São Pedro está localizada no Terceiro Planalto do Paraná, 
precisamente no Planalto Paranavaí, integrando a bacia hidrográfica principal Paraná I. 
Segundo Stevaux et al 1995, a formação geológica da região constitui-se basicamente de 
arenitos marrom-avermelhados e arroxeados, de granulometria média, quartzosos, 
secundariamente arcoseanos, exibindo notável estratificação cruzada de médio a grande porte, 
tangencial na base. 
A área de estudo também compreende a área de afloramento da Unidade Aquífera Caiuá, cujos 
depósitos sedimentares alcançam espessuras da ordem de 270 metros. Essas unidades 
sedimentares apresentam características litológicas relativamente homogêneas, sem grandes 
quantidades de argilas compactas (Celligoi 2000), oferecendo condições para que o Aquífero 
Caiuá seja um aquífero livre. 
 
5.1. INFILTRAÇÃO DO SOLO 
 
De acordo com Tucci (1993), infiltração é a passagem de água da superfície para o interior do 
solo. Quando não dispomos de dados experimentais, Akan,1993 aconselha utilizar a tabela de 
infiltração final, a Tabela 3, que considera o tipo de solo da região. 
 
Tipo de solo ff (mm/h) 
Solo argiloso com areia, silte e húmus 0 a 1,27mm/h 
Solo arenoso argiloso 1,27mm/h a 3,81mm/h 
Solo siltoso com areia, silte e húmus 3,81mm/h a 7,62mm/h 
Solo arenoso 7,62mm/h a 11,43mm/h 
 
Tabela 3. Estimativa da taxa de infiltração final de Horton segundo Akan,1993 (Fonte: Akan,1993 p.34). 
 
Como o solo é arenoso e argiloso, definimos a infiltração entre 1,27mm/h a 3,81mm/h. 
 
 
 
 
6. CONTEXTO HIDROGEOLÓGICO 
 
A área de estudo compreende litologias do Grupo Bauru (Formação Caiuá), que abrange uma 
área de aproximadamente 30.000 km2, representadas principalmente por arenitos arroxeados. 
Admite-se um potencial hidrogeológico de 4,2 L/s/ km2 para esta unidade. Os cerca de 840 
poços tubulares cadastrados no Banco de Dados Hidrogeológicos da SUDERHSA apresentam 
profundidade média 110 metros e vazão média de 18 m3/hora. Cerca de 80 % do abastecimento 
público da região de abrangência do aquífero Caiuá é feito através de água subterrânea. De 
acordo com a distribuição iônica média, admite-se classificar as águas subterrâneas da Unidade 
Caiuá como sendo Bicabornatadas Cálcicas, apresentando média de 77 mg/L (ppm) de Sólidos 
Totais Dissolvidos. 
 
 
 
 
7. ASPECTOS CLIMÁTICOS 
 
7.1. TEMPERATURA 
 
De acordo com o Climadate Data, São Pedro do Paraná possui uma temperatura máxima média 
de 25.6 °C, no mês de janeiro, e temperatura mínima média de 18.6 °C, no mês de junho. 
 
 
Figura 7. Média de Temperatura anual (Fonte: climate-data.org) 
 
7.2. CLIMA 
 
São Pedro do Paraná tem um clima tropical. Há muito menos pluviosidade no inverno que no 
verão. Possui clima tropical com estação seca de acordo com a classificação climática de 
Köppen-Geiger: Aw. 
 
 
 
7.3. BALANÇOHÍDRICO 
 
7.4. PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA 
 
De acordo com informações coletadas do Sistema de Informações Hidrológicas da Agência 
Nacional das Águas – ANA, da série histórica dos anos de 200 a 2014, São Pedro do Paraná 
possui uma pluviosidade média anual é de 1207,98 mm, tendo o mês de agosto como o mais 
seco, com precipitação média de 52,37 mm, e o mês de dezembro como o mais chuvoso, com 
precipitação média de 140,77 mm. 
 
 
Tabela 4. Precipitação Média Anual 200-2014 (Fonte: Sistema de Informações Hidrológicas da Agência 
Nacional das Águas – ANA). 
 
7.5. EVAPOTRANSPIRAÇÃO 
 
Para determinação da evapotranspiração na região de São Pedro do Paraná, foi utilizado o 
método empírico conhecido como Método de Camargo, que consiste em fornecer a 
evapotranspiração em milímetros por dia utilizando como dados a temperatura média do ar 
(Tmed), a irradiação solar extraterreste (Qo) com valores tabelados relacionados com a latitude 
local, o número de dias do período em questão (NDP) e o fator de correção (K) com valores 
133,71 131,11
91,47
96,57 97,33
65,52
70,77
52,37
102,55
114,33 111,49
140,77
0
20
40
60
80
100
120
140
160
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
Precipitação Média Anual 2000-2014 (mm)
 
 
tabelados e relacionados com a temperatura média anual. Este método pode ser utilizado para 
regiões com qualquer condição climática. Dada a equação: 
 
𝐸𝑇𝑃 = 𝐾 ∗ 𝑄𝑜 ∗ 𝑇𝑚𝑒𝑑 ∗ 𝑁𝐷𝑃 
 
Feito uma média da temperatura média anual dos últimos 15 anos, em São Pedro do Paraná, de 
acordo com os dados do INMET, obtivemos uma Tmed de 26ºC. O valor de Qo relacionado com 
a latitude de 22º49'26"S corresponde a uma média de 13,6 em um período de 12 meses. Sendo 
assim: 
𝐸𝑇𝑃 = 0,01 ∗ 13,6 ∗ 26 ∗ 365 
𝐸𝑇𝑃 = 1290,64 𝑚𝑚 𝑎𝑛𝑜⁄ 𝑜𝑢 3,53
𝑚𝑚
𝑑𝑖𝑎⁄ 
 
 
 
 
8. DIMENSIONAMENTO DO RESERVATÓRIO PARA ARMAZENAMENTO DE 
ÁGUA PLUVIAL 
 
Para dimensionar o reservatório para armazenamento de água pluvial para fins não portáveis 
(limpeza de calçada, lavagem de carro, irrigação de plantas, etc.), foi utilizado o método inglês 
indicado pela NBR 15.527/2007, o qual é um método empírico onde o volume de chuva é obtido 
pela seguinte equação: 
 
𝑉 = 0,05 𝑥 𝑃 𝑥 𝐴 
 
Onde: 
P é o valor numérico da precipitação média anual, em milímetros (mm); 
A é o valor numérico da área de coleta em projeção, em metros quadrados (m2); 
V é o valor numérico do volume de água aproveitável e o volume de água da cisterna, 
em litros (L). 
 
Utilizando a fórmula do método inglês, foi calculado o volume do reservatório para 
armazenamento de água pluvial para uma residência com cobertura para coleta de 100m2 de 
área e precipitação média anual de 1207,98mm, de acordo com os dados do Sistema de 
Informações Hidrológicas da Agência Nacional das Águas. Temos: 
 
𝑉 = 0,05 𝑥 1207,98 𝑥 100 
𝑉 = 6039,9 𝑙 
 
O volume do reservatório de água pluvial deverá ser de 6039,9 l. Sendo assim, a partir de 
pesquisa comercial, foi adotado para o projeto um Tanque em Polietileno da Acqualimp com 
capacidade para 6000 Litros, com dimensão aproximada de 186x222. 
 
 
 
 
Figura 8. Tanque em Polietileno para armazenamento de água pluvial para fins não potáveis. 
 
 
 
 
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O presente trabalho de estudo e pesquiso proporcionou um olhar mais aprofundado das 
dinâmicas e dos aspectos do ciclo hidrológico da região, bem como a importância do 
conhecimento das características hidrológicas, geológicas e climáticas de onde se pretende 
realizar algum projeto de qualquer natureza, visando sempre gerar o mínimo de impactos e 
contribuir para a manutenção do meio ambiente explorado e do equilíbrio do sistema hídrico. 
Destaca-se também a importância de se preocupar com a gestão dos recursos, buscando sempre 
alternativas que visem o consumo sustentável, como o aproveitamento da água da chuva pelo 
sistema de captação de água pluvial para fins não potáveis. 
 
 
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 15.527/2000. Água 
de chuva - Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis. 
 
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<www.itcg.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=51> Acesso em: 29/03/18 as 
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TUCCI, C.M.R. Hidrologia: ciência e aplicação. Porto Alegre: ABRH, 2001. p.915 – 943. 
 
CELLIGOI, André. Hidrogeologia da formação Caiuá no estado do Paraná. São Paulo, USP, 
2000. 
 
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Nacional de Levantamento e Conservação de Solos (Rio de Janeiro, RJ). Súmula da 10. Reunião 
Técnica de Levantamento de Solos. Rio de Janeiro, 1979. 83p. (EMBRAPA-SNLCS. 
Micelânea, 1). 
 
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empíricos. Santo Antônio de Goiás. Embrapa Arroz e Feijão, 2010. 
 
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L. W. (1988). Applied Hydrology, McGraw-Hill, New York. Lencastre A. e Franco F. M. 
(2003). Lições de Hidrologia, Fundação Armando Lencastre, Lisboa. 
 
LIMA, W. P. Princípios de manejo de bacias hidrográficas. Piracicaba: ESALQ/USP. 143p. 
1976. 
 
 
 
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Piracicaba; ESALQ/USP, 1986, 242p. 
 
MAPA ÍNDICE. TOPODATA. Disponível em: <www.webmapit.com.br/inpe/topodata> 
Acesso em: 29/03/18 as 23:00 
 
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região noroeste do Estado do Paraná, Boletim Paranaense de Geociências, n. 43, p. 119-133, 
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