Neoplasia óssea
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Neoplasia óssea


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Neoplasia óssea
X
Osteomielite
Isabela Xavier Braga
Juciara Silva Freitas
Neoplasia Óssea 
As neoplasias ósseas em cães geralmente são malignas
Tumores ósseos benignos são raros
 Acomete na maior parte cães de raças grandes. correspondem a 63% de todos os cães afetados (Weimaraner;  Rotweiler; Boxer;  Doberrman;  São Bernardo)
Animais de meia-idade a idosos são grandes vitimas. 
Os principais tipos de tumores ósseos que acometem cães, são:
 Osteossarcoma (85%)
Condrossarcoma (15%)
Osteocondromas (menor frequência)
Fibrossarcoma. (menor frequência)
Osteossarcoma canino
Neoplasia de origem mesenquimal, 
É o tumor ósseo primário mais comum
Caracterizado  como bastante agressiva e de rápida evolução (maligno)
Causa metástases pulmonares em  até  90% dos pacientes
	A Neoplasia Óssea é detectada 
principalmente nas seguintes estruturas:
Região distal do rádio
Região proximal do úmero
Região distal do fêmur
Região proximal da tíbia 
Apesar de apresentar etiologia desconhecida, vários fatores são incriminados no seu desenvolvimento: 
Exposição a produtos químicos
radiações ionizantes e corpos estranhos 
 (implantes ósseos metálicos)
Eventos Genéticos Espontâneos
Eventos Genéticos Hereditários
Sinais Clínicos
Febre
Anorexia 
Perda de peso
Fraturas podem ser observadas durante o desenvolvimento (o local afetado fica extremamente frágil devido à lise óssea ocasionada pelo tumor )
Claudicação 
Ataxia,
Incoordenação motora, 
Perda de propriocepção, 
Paralisia 
Paraplegia (em casos mais graves)
Sinais Radiográficos 
Diagnóstico de Osteossarcoma 
Exame radiográfico - devem ser realizadas em 3 projeções (laterais direita, esquerda e ventrodorsal) , com o intuito de verificar indícios de metástases
Ultrassonografia - pesquisas de massas sugestivas de metástases em órgãos abdominais (fígado e pleura)
Tomografia - promover uma visualização desejada da extensão de tecidos moles envolvidos e estabelecer o melhor plano cirúrgico
 
Diagnóstico de Osteossarcoma 
Ressonância magnética - parte de uma avaliação pré-operatória nos casos de OS, sendo indicada também para o estadiamento de tumores.  
 
Diagnostico diferencial de:
 Osteomielite bacteriana fúngica, infarto ósseo, osteopatia hipertrófica, reações periosteais traumáticas, cistos ósseos e aneurismas.
Métodos de tratamento
Tratamento cirúrgico
Quimioterapia
Radioterapia
Osteomelite
 Osteomielite é uma inflamação local ou generalizada do osso, geralmente proveniente de uma infecção. Esta inflamação pode ocorrer na medula óssea, córtex, periósteo, endósteo e canais vasculares.
Associada a processos bacterianos, fúngicos ou ainda por reação a implantes metálicos.
 Os patógenos podem ter acesso ao osso por uma ferida aberta traumática ou cirúrgica, corpos estranhos, mordedura ou via hematógena.
 A maioria das osteomielites em pequenos animais possui origem bacteriana e pode ser aguda ou crônica, sendo que na fase aguda há necrose do osso, e na fase crônica há extensa reabsorção óssea.
 Os agentes bacterianos de maior incidência são Escherichia coli e Pasteurella multocida.
Diagnóstico Clínico
Sintomas clínicos podem surgir como: dor local, aumento de volume na área de infecção, febre, vômitos, desidratação e claudicação em casos agudos, fístulas com presença de pus e eritema local em casos crônicos
Edema de tecidos moles, lise óssea e proliferação óssea periosteal em casos agudos de osteomielite, pode ocorrer tumefação de tecidos moles, proliferação óssea periosteal, reabsorção óssea e aumento de densidade medular.
 Já em casos crônicos, as radiografias podem apontar a presença de implantes soltos ou quebrados e de tecidos ósseos. 
Sinais radiográficos
Neoplasia Óssea X Osteomielite
	Não há como fazer um diagnóstico diferencial definitivo radiograficamente. Dessa forma, a diferenciação é feita baseando-se em histórico clínico, idade do animal, localização da lesão no osso, presença ou ausência de metástases em órgãos como pulmão, fígado e baço, cultura microbiológica, citologia e biópsia óssea.
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