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INTEGRAÇÃO NA ÁFRICA Integração Regional – 2018/1 Prof. Cairo Junqueira Qual é nossa visão a respeito do continente africano? Dualidade: colonização e integração COLONIZAÇÃO INTEGRAÇÃO O processo recente de (des)colonização Historicamente a África foi ocupada por fenícios, gregos, romanos e árabes; A partir do século XV até o século XX a ocupação deu-se sobremaneira pela Europa: “A Europa subdesenvolveu a África” (RODNEY, 1975); 1900: cerca de 90% do continente africano estava sob controle do colonialismo europeu, principalmente de Portugal, Reino Unido, França, Holanda, Bélgica, Espanha, Itália e Alemanha; Por que ocorreu a descolonização? (MAZRUI; WONDJI, 2010): 1) Conflitos na Europa: 1ª e 2ª Guerras Mundiais; 2) Criação da ONU: autodeterminação dos povos e Conselho de Tutela; 3) Pan-Africanismo: ideia de unidade africana. O processo recente de (des)colonização 1955 - Conferência de Bandung: ocorreu na Indonésia, correspondeu à reivindicação de 29 nações asiáticas e africanas com o objetivo de fomentar ajuda mútua e combater o racismo e o neocolonialismo. O intuito principal da reunião, ocorrida em meio à Guerra Fria, foi combater a ótica de verticalização da cooperação no continente africano; 1956: independência da Libéria, Etiópia e África do Sul; 1957-62: independência de 29 novos Estados; 1961: I Cúpula do Movimento dos Não Alinhados (oposição à ótica leste/oeste da Guerra Fria) -> “Terceiro Mundo” (PRASHAD, 2007); 1963: criação da Organização da Unidade Africana (OUA) 1964: criação do G77 para fortalecer os países menos desenvolvidos na ONU; Dilema na década de 1970: a África continuaria a ser subjugada e inferiorizada ou começaria a estimular a integração para libertar-se da ótica pós-colonial? (Des)colonização e integração Década de 1980: regionalismo africano como forma de redução de dependência; A partir dos anos 1970/1980, o continente africano inicia uma nova etapa no processo de “Pan-Africanismo”, entendido como um movimento político e cultural que considera a África, os africanos e descendentes como um único conjunto cujo objetivo é unificar e estimular a solidariedade entre os mesmos” (ESEDEBE, 1994 apud BARBOSA, 2016); 1) 1935-1957: fase colonial 3 fases do Pan-Africanismo: 2) 1957-1970: fase de independência 3) 1970 – atual: fase de força da integração Integração, regionalização e regionalismo na África Década de 1990: período de início do desenvolvimento institucional da integração africana; 1991 – Tratado de Abuja: reconhece formalmente o estabelecimento das Comunidades Econômicas Regionais (CER) e cria a Comunidade Econômica Africana (CEA); Década de 1990: eliminação dos últimos resquícios de colonização, fim do regime racista na África do Sul, pacificação de alguns países afetados por guerras civis (Angola e Moçambique), avanços na democracia e nas novas lideranças regionais (HAFFNER; VIANA, 2013); REGIONALIZAÇÃO CONSEQUÊNCIAS DOS PROCESSOS REGIONALISMO INTEGRAÇÃO REGIONAL NA ÁFRICA Multiplicidade de Arranjos Integracionistas- “Spaghetti bowl”: ao todo temos mais de 10 organizações regionais no continente (HARTMANN, 2016) E o que isso significa? Overlapping! “overlapping” Fonte: MO IBRAHIM FOUNDATION, 2014 Unidade africana: a união africana (UA) Criada em 2002, aglutinou a OUA e a CEA, possui atualmente 55 membros e tem uma estrutura institucional similar à União Europeia; Ainda representa um “ideal politico”, pois em 2013 a participação econômica do continente na economia mundial estava em torno de 2% do total; Temas de destaque: 1) Paz e Segurança; 2) Democracia; 3) Desenvolvimento. • Retomada dos ideais do Pan- Americanismo, foco em matérias de alta politica, domínio de instâncias intergovernamentais (FIORAMONTI; MATTHEIS, 2016). Indicação do TED Talks: “Chimamanda Adichie – O perigo de uma única história”; Indicação de filmes sobre conflitos e movimentos políticos na África: Hotel Ruanda (2004); Diamante de Sangue (2006), Invictus (2009) e Beasts of No Nation (2015).