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Processo Constitucional   RESUMO MATÉRIA COMPLETA

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1 . DIREITO CON STITUCION AL
É o ramo do di reito públi co que re gul a a organi zação do es tado, e studando a Consti tui ção.
2 . NEOCONSTITUCIONA LISMO
É o movi me nto do di rei to que garante , p rese rva e p romove os direi tos f un damentais, be m
como promoveu a re e struturação do orde namento jurídi co.
Se funda em quatro dogmas:
- traz a cons ti tui ção para o cen tro do sistema j urídi co.
- atribui força normativa e fe ti va à consti tui ção.
- re inte rpre ta a própri a consti tuição de forma a ex trai r p ri ncípios e val o re s ne l a pre se nte s.
- utiliza e inte rp reta todas as normas juríd i cas conf o rme a consti tui ção j á i nte rpre tada.
Para o neo consti tu cionali smo o papel do s juristas nos dias atuais n ão é ape nas anal i s ar a le tra
f ri a da lei , mas si m captar o ve rd adei ro se n ti d o da norm a a parti r da análi se do caso concre to.
3 . PANPR IN CIPIO LOGISM O
É o f e nôme no de produ ção de p rin pi os sem n ormati vi dade , normalmente com o fi m de
f und amentar de ci es judi ci ai s. Está rel acionado com a he rme nê uti ca ne oconsti tucional .
A cri ação des te s p ri ncípi os acaba dando le gi ti mi d ad e e raci onali d ade a de cisões arbi trari as de
magis trados , re be l ando-se da opção le gisl ati va, ou se j a, as de cisões afastam-se de
de te rmi nada norma jurídi ca i nf raconsti tucional sob o argume nto de apl i cação de um p ri ncípi o
i mplíci to na Con sti tui ção.
4 . A TIVISM O JUDICIAL
É o f enôme no jurídi co de si gnado como uma postura proativa do Pode r Judi ci ári o na
i nte rferência de manei ra re gul ar e si gnifi cati va nas o pçõe s pol iti cas do s de mai s p ode re s, ou
se j a, as q ue stõe s o u decie s p ol íti cas q ue de ve ri am se r tomad as por outros pode re s
( exe cutivo e le gi sl ativo) acabam p or ser decididas pelo P od e r Judi ci ári o, na pes soa do jui z, e m
casos concre tos que che gam a su a ju ri sdição que, ao re al i zar a inte rpre tação das leis, de ci de m
de fo rma proativa e ins pi rado e m princíp i os neocons ti tuci on al istas.
5 . ESTADO DEM OCRÁ TICO DE DIREITO
É aqu e le onde o Estado garante o respe i to d as li be rdade s civis, ou se j a, o re spei to pe los
di re i tos humanos e pelas garanti as f un dame n tai s, atravé s do e s tab ele cimento de uma
prote ção j u di ca. A té me smo as p p ri as autori dade s p ol íti cas e s tão sujeiras ao re s peito das
regras de di re i to.
A le i passa a re presentar a von tade dos ci dadãos, poi s é o comportame nto deste s q ue
i nfluen ci a o de se nv ol vi me n to das soci edade s . uma preocupação com a e fe ti vi dade e com a
di mens ão mate ri al dos di re i tos fu ndame ntai s. O d i re i to deve se r e xercido e o rgani z ado e m
te rmos democráti cos. O legisl ad or passa a te r, além das li mi taçõe s f ormais, limitaçõe s
materi ais.
6 . CON STITUIÇÃO
Pos sui na ture za de norma juríd i ca, ou seja, poss ui f orça normativa, e s tando no ápi ce da
pi râmi de le gi sl ativa, se ndo a l ei supre ma, de mo do que ob ri ga o Estado e seu s ci dadão s. O s

pre cei tos consti tuci onai s con sti tue m di reitos s ub je tivos bl i cos, poden do sua concre t i zação
se r exi gida por i nte rmé di o dos in sti tutos de di rei to proce ssu al consti tu ci o nal .
6.1. Classificaç ão d a s Co n stit u ões:
6.1.1. Qu anto à forma: e scri tas ou não e s cri tas .
6.1.2. Qu anto ao modo de el aboração: dogmáti cas ou hi stóri cas.
6.1.3. Qu anto à orige m: promul gadas ou outorgadas.
6.1.4. Qu anto à e stabil i dade ou mutabili dade: i mutáveis, gid as, f lexívei s ou se mif lex íveis .
6.1.5. Qu anto à e xte nsão ou fi nali dade : garanti a ou di ri ge nte .
6.1.6. Qu anto ao conte údo: mate ri al e formal .
- A consti tuição fe de ral de 1988 é : es cri ta, dogmáti ca, promul gad a, rígid a, di ri gente e formal .
7 . PRIN CIPIOS CO N STITUCIONA IS
7.1. P ri n c íp io Democ t ic o : está l i gad o à idei a de s obe rani a po pul ar e afi rma qu e o p ode r
pol íti co pe rte nce ao povo, q ue o exe rce por me io de representante s ou di re tamente .
7.2. P r in c íp i o Rep ubl ic ano: di z re sp ei to à forma de gove rno e scol hi da pe l o e stado brasile i ro,
que é uma re públ i ca caracte ri zada pe l a te mp orari edade do mand ato, eletivi d ade e
res pon sabi li dade do chef e de estado e gove rno.
7.3. Pr in c íp io Fed erativo: re f e re-se à forma de estado ado tada pe lo Brasil, que é a
f ede ração, caracte ri zada por uma ordem sobe rana e di versas ordens pol íticas autônomas.
7.4. P ri n c íp io d a L eg al id ad e: d e te rmina que as pe sso as, órgãos ou autoridades de ve m se
submete r aos prece i tos le gai s. subdi vi de - se e m:
7.4.1. Legali dade ge rica: ( art. 5. º, II ), na qual a pe s soa pod e faze r tud o o que a l ei não
proíbe .
7.4.2. Le gali dade admini strativa: ( art. 37, caput) , que é ex atame nte o inve rso, ou seja, o
admi ni strad or s ó pode atuar se h ouve r previsão le gal , se j a e m atos admi ni strati vos vi ncul ados
ou discricionários, na me did a e m q ue a compe tê nci a ( suje i to) para a práti ca do ato se mp re
e stará em le i .
7.5. P r in c íp i o da Ig u aldad e: Subdi vi de -se e m:
7.5.1. Igualdade f ormal: ( arts. 3.º, III; 5, caput, e I ; 7.º, XX X a X XXII ; 14, caput; 196, caput;
225, caput; 226, § 5.º; 2 27, § 7.º de ntre outros pre vis tos na CF) , que pre vê a i gual d ade de
todos pe rante a l ei , i ndependentemente das condi ções físi cas, f inance i ras, soci ai s e re gio nai s.
7.5.2. Igualdade material ou i sonomi a ( substancial): cri ada po r A ri stótele s e m 325 a.C., q ue
cons iste e m concede r tratame nto di fere n ci ado a pe s soas que se e ncontram e m situaçõe s
di fere ntes .
7.6. P ri n c íp io do Devido P roc esso L eg al (d u e p r oc ess o f la w): Este p ri ncípi o també m é
analisado sob doi s pris mas:
7.6.1. De vido proce sso legal f ormal ou proce ssual (procedural due process) : bu sca assegurar
a re gul aridade do proce dimen to. Deste p ri ncípi o de rivam a demanda, o contradi tório, a ampl a
def e s a e a igual d ade entre as parte s;

7.6.2. Devi do proce sso le gal mate ri al ou substancial (substanti ve due process) : te m por
f unção asse gurar o ex ame de atos legi sl ati vos, admi ni strati vo s e judi ciai s, te n do como
corol ário o princípi o da pro porcional idade, represe ntad a pe l o tri pé ne ce ssidade , ade quação e
proporcionali dade e m se nti do e strito.
7.7. P r in c íp io do A c esso ao P o d er Jud ic rio (Ina fastab il id ad e do Co n t ro le Jud ic ial ou
Ub iq u id ade da Justiç a): S ubdivide-se em :
7.7.1. Princípio do acesso à justi ça formal : ( art. 5, X XXV) e s tabel e ce que ne nhu ma l esão
pode se r su btraíd a da apre ci ão do Pode r Judi ciári o (e x ce çõe s: penalid ade s mili tare s e justi ça
de sportiv a).
7.7.2. Princípio do acesso à justiça material : dete rmina que o é possível resguardar o acesso
ao Pode r J u dici ári o se a Con sti tui ção n ão p re vê meio s para e s te ace s so. De sta f orma, e s te
pri ncípio busca mate ri al i zar o ace sso à jus ti ça, preve ndo me i os e condi çõe s para que o ci dadão
poss a, ef e ti v amente , buscar a prestação jurisdi ci onal ( exempl os: Defensori a Públic a, j us ti ça
i tinerante e jui zados e sp e ci ais).
8 . PRIN CIPIOS DE IN TERPR ETÃ O CON STITUCION A L
8.1. P r in c íp io d a Unid ad e: de te rmi n a q ue a Cons ti tuição d eve se r i nte rpre tada como um
bl o co úni co , não se anali sand o artigos is ol ados, de modo que a in te rpre tação de ve conside rar
todo o diploma de fo rma harmôni ca, buscando evi tar contradi çõe s entre suas normas.
8.2. P r in c íp io d o Efeito Int egrad or (Efic ác ia Int eg r ad o r a): d e te rmi na que ao arqui te tar
sol õe s p ara probl emas jurídi co- consti tuci on ai s, o inté rpre te de ve p ri orizar cri té ri os que
f avore çam a i nte gração pol íti ca e soci al.
8.3. P r in c ípio d a Har mo n ização (ou Con c ord ância P r átic a): garante a coe xi stênci a
harmoni os a entre os be ns j urídi cos tute l ados pe l a Cons titui ção, lev ando em conside ração a
ine xis tê nci a de hierarqui a no rmati v a entre eles. Com is so, bu sca - se e vi tar a sup re ssão total de
um di re i to e m prol de outro.
8.4. P r in c íp io d a Fo r ça N ormat iva: dete rmina que o apli cador do di re ito deve dar
pre fe rê ncia às i nte rpretações que, ao s ol ucio nar co n fli tos, garantam “atualiz ão” no rmati v a,
e fi cácia, e fi ciê nci a e pe rmanê nci a da norma consti tuci onal .
8.5. P ri n c íp io d a Máxima Efet iv id ad e (Efic iên c ia o u In t erpr et ação Efet iv a): dete rmi na
que a inte rpre tação deve conce de r às normas consti tuci onai s a mai or e fi cácia pos sível . Apes ar
de sua orige m e s tar atrel ada às normas programáti cas, e s te pri n pi o é aplicável a todo tip o de
norma constitucional e se re ve ste de grande i mportânci a quando se trata de di re i tos
f undamentais.
8.6. P ri n c íp io d a Correç ão Fun ci o n al (Con for mid ad e Funcion al o u Justeza): de te rmi n a
que os aplicadore s do di rei to n ão p ode m che gar a u m re sul tado que pe rturbe o u emb arace o
e squema organi z atóri o- funcional i ns ti tu ído na Consti tui ção. De sta f orma, o intérpre te n ão
pode alte rar as f u nçõe s e stabele cid as p el a Constitui ção, como e xemp l o a se paração do s