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Tema de Redação – Enem | 2017 
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a A SOCIEDADE BRASILEIRA E A HOMOFOBIA
Tema de 
Redação
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ENEM
Proposta de redação
A partir da leitura dos textos motivadores a seguir, e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija 
um texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da Língua Portuguesa sobre o tema “A sociedade brasileira 
e a homofobia”. Considere as consequências e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, 
organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto 1
Homofobia já fez quase 150 vítimas no país em 2016
[…]
Em quase sete meses [junho/2016], a homofobia já provocou 149 mortes em todo o Brasil, segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia 
diariamente atualizado no blog Homofobia Mata. Produzido há dez anos, o trabalho documenta mortes violentas e casos de suicídio de 
homossexuais Brasil afora. 
O número pode ser ainda maior, pois o mapeamento é feito com base em notícias divulgadas em veículos de comunicação. Como nem todos 
os casos são noticiados, os responsáveis pelo levantamento acreditam que o índice de crimes por homofobia certamente ultrapassa a média 
de 325,5 mortes ao ano. Em 2015, o blog registrou 319 mortes.
[…]
Até o momento, o maior número de crimes por homofobia se concentra nos estados de São Paulo (23), Bahia (20) e Rio de Janeiro (17). O 
objetivo do levantamento – propositalmente impactante, com cenas fortes de violência – é promover a adoção de políticas públicas voltadas 
à proteção da comunidade gay.
[…]
A maior parte das denúncias é proveniente dos estados da região Sudeste: São Paulo (238), Rio de Janeiro (110) e Minas Gerais (80) 
lideram quantitativamente. No entanto, considerando-se o número de habitantes, o maior número de denúncias de violação de direitos 
humanos contra população LGBT se concentra no Distrito Federal, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Quanto ao tipo de violação relatada pelo público LGBT, a maior parte das denúncias registradas em 2015 está relacionada a discriminação 
(838), violência psicológica (783) e violência física (342).
[…]
POLETTI, Luma. Homofobia já fez quase 150 vítimas no país em 2016. Congresso em Foco, Brasília, 28 jun. 2016. 
Disponível em: <http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/homofobia-ja-fez-quase-150-vitimas-no-pais-em-2016/>. Acesso em: 14 nov. 2016.
Texto 2
Polícia vê indícios de crime de ódio na morte de aluno da UFRJ
[…]
Titular da Divisão de Homicídios da capital, o delegado Fábio Cardoso não descarta que a morte de Diego Vieira Machado, de 26 anos, 
aluno de arquitetura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tenha sido motivada por homofobia e racismo. O corpo do jovem foi 
encontrado […] boiando, na Baía de Guanabara, muito próximo à Ilha do Fundão, onde está instalada a universidade.
“As equipes da DH que estiveram no local, verifi caram que ele era homossexual e vinha recebendo ameaças homofóbicas e racistas. O 
corpo foi encontrado sem calça, apenas com camisa. Ele teria sido abordado no campus e agredido na cabeça. Está sendo feita a necropsia. 
É um crime covarde e cruel, que precisa de uma resposta rápida.”, explicou Cardoso.
Tema de Redação – Enem | 2017 2
[…]
Pérola Gonçalves, amiga de Diego e aluna da UFRJ, acredita em crime de ódio: “Ele era o meu melhor amigo. A gente se conhecia há 
menos de um ano, mas nos falávamos toda hora, durante todo o dia. Nós estávamos sempre juntos. Acho que possa ter sido um crime de ódio, 
homofobia e racismo. Ele era negro e tinha uma sexualidade ampla, se relacionava com homens”. 
[…]
BOECKEL, Cristina. Polícia vê indícios de crime de ódio na morte de aluno da UFRJ. G1, 3 jul. 2016. Disponível em: <http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/07/policia-ve-
indicios-de-crime-de-odio-na-morte-de-aluno-da-ufrj.html>. Acesso em: 15 nov. 2016.
Texto 3
Criminalização da homofobia: ausência de leis difi culta combate ao preconceito no Brasil
A ausência de leis federais que protejam a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) é um dos principais 
obstáculos para o combate à homofobia e à transfobia. Até o momento, nenhum projeto de lei que criminalize preconceito e discriminação por 
causa de orientação sexual ou identidade de gênero conseguiu ser aprovado nas duas casas do Congresso Nacional.
“A gente perdeu o PL 122, eu acho que o grande problema da homofobia são as barbáries cometidas em nome dela, os crimes, as 
violências, desde a psicológica até a violência física. Isso tudo só vai ter jeito no dia em que criminalizarem a homofobia. A gente perdeu feio 
quando o PLC 122 foi emperrado”, disse Yone Lindgren, coordenadora de política nacional da Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL).
A proposta original do Projeto de Lei 122 nasceu em 2001, pela então deputada Iara Bernardi (PT-SP). Após cinco anos, foi aprovado pela 
Câmara dos Deputados, mas, ao chegar ao Senado Federal, o projeto não avançou. 
[…]
 “Temos um problema muito sério nesse país que é a ausência de uma legislação federal que proteja os direitos dessa população, então 
é uma população ainda invisível aos olhos do Congresso Nacional”, afi rmou a coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual, da 
Secretaria de Justiça do estado de São Paulo, Heloísa Gama Alves.
No estado de São Paulo, existe uma lei administrativa, de 2001, que pune a discriminação por homofobia, mas ainda é pouco conhecida. 
A lei abrange toda a população LGBT. Algumas situações corriqueiras ainda geram discriminação, segundo Heloísa, como a manifestação 
de afeto entre casais homossexuais em bares, restaurante e comércios. “A lei coíbe esse tipo de conduta e uma série de situações de 
constrangimento e situações vexatórias”. 
[…]
BOEHM, Camila. Falta de legislação federal difi culta combate à homofobia. Agência Brasil, 17 maio 2015. 
Disponível em: <http://www.ebc.com.br/noticias/2015/05/falta-de-legislacao-federal-difi culta-combate-homofobia>. Acesso em: 10 mar. 2017.
Instruções:
• O texto deve ser escrito a tinta e em até 30 linhas.
• A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado 
para efeito de correção.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
• tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “insufi ciente”;
• fugir ao tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo;
• apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos;
• apresentar parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto. 
Dica de redação nota 1000
Pense em um título que exponha claramente sua ideia. Não repita o enunciado da redação ou fragmentos dos textos motivadores.
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Grade sugestiva de correção
Critério/Competência Observar Nota (de 0 a 200)
1. Demonstrar domínio da moda-
lidade escrita formal da Língua 
Portuguesa.
Desvios ortográfi cos (o que inclui adequação à Nova Ortografi a da 
Língua Portuguesa), adequações gramaticais e repertório lexical 
variado e adequado ao tema. 
2. Compreender a proposta de re-
dação e aplicar conceitos das vá-
rias áreas de conhecimento para 
desenvolver o tema, dentro dos 
limites estruturais do texto disser-
tativo-argumentativo em prosa.
Adequação ao tema proposto e à estrutura do texto dissertativo- 
-argumentativo. O aluno deve abordaro tema “A sociedade 
brasileira e a homofobia”, tendo por base os textos motivadores 
e sua biblioteca cultural. Deve observar que os números da 
violência contra homossexuais são grandes e que a ausência de 
uma lei que puna esse tipo de violência tende a tornar o problema 
cada vez maior. Dessa forma, a proposta de intervenção deve 
mostrar meios para que o Estado e a sociedade possam, juntos, 
ultrapassar o preconceito. A criminalização da homofobia pode 
ser um exemplo. 
Obs.: Redações que tangenciem o tema devem ter desconto 
na pontuação, mesmo que apresentem estrutura adequada do 
texto dissertativo-argumentativo. 
3. Selecionar, relacionar, organizar 
e interpretar informações, fatos, 
opiniões e argumentos em defesa 
de um ponto de vista.
Uso de argumentos válidos, que defendam um ponto de vista, e 
organizados de forma coerente, resultando no desenvolvimento 
claro de ideias ao longo do texto.
4. Demonstrar conhecimento dos 
mecanismos linguísticos neces-
sários para a construção da ar-
gumentação.
Ênfase ao uso adequado dos instrumentos coesivos ao longo da 
construção da argumentação. Encadeamento de ideias de forma 
coerente evitando redundâncias, contradições, discursos vazios, 
paráfrases e textos prolixos. Texto com introdução, desenvolvi-
mento e conclusão.
5. Elaborar proposta de intervenção 
para o problema abordado, res-
peitando os direitos humanos.
Posicionamento crítico e sugestão de soluções para as questões 
propostas sem violação de leis ou desrespeito de qualquer natu-
reza aos direitos humanos.
Diretor editorial
Lauri Cericato
Gerente editorial
Sandra Carla Ferreira de Castro
Autora
Danielle Capriolli
Editor
Júlio César D. da Silva Ibrahim
Colaboradora
Thaíssa Titton
Gerente de produção editorial
Mariana Milani
Coordenadora de produção editorial
Luzia Estevão Garcia
Coordenadora de preparação e 
revisão
Lilian Semenichin 
Supervisora de preparação e revisão
Adriana Soares de Souza
Preparador
Daniel Haberli Silva
Revisoras
Adriana Moreira Pedro
Luciane Boito 
Supervisora de iconografi a e 
licenciamento de textos 
Elaine Bueno
Gerente de arte
Ricardo Borges
Coordenadora de arte
Daniela Máximo
Supervisor de arte
Fabiano dos Santos Mariano
Editor de arte
Francisco Lavorini

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