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Diversidade Pinophytas (Gymnospermas) Mestranda: Neida Rodrigues Vieira Disciplina: Diversidade Biológica Bom Dia! Uma das mais espetaculares inovações que surgiram durante a evolução das plantas vasculares foi a semente. As sementes são um dos principais fatores responsáveis pela dominância das plantas com sementes nas floras atuais 1 Evolução da semente valor de sobrevivência: Proteção Reserva de nutrientes Heterosporadas: Megásporos Micrósporos Sementes mais antigas são do Devoniano Superior (cerca de 365 Ma) Figura 1: Semente de Araucária Elkinsia polymorpha Vários eventos levaram à evolução do óvulo....não aborbei nesse trabalho Ordem exata em que os eventos da evolução do óvulo ocorreram é desconhecida Sabe-se que eles apareceram relativamente cedo na história das plantas vasculares, porque os óvulos ou... 2 Plantas com sementes com representantes atuais Coniferophyta Cycadophyta Ginkgophyta Gnetophyta Anthophyta Angiospermas Existem cinco filos com representantes atuais: 3 Relações filogenéticas Câmb. vasc. bif. Archaeopteris Devoniano (370 Ma) Principal componente (340 Ma) Um importante tipo de progimnospermas Archaeopteris.... Principal componente florestal até a sua extinção 4 Gimnospermas extintas Pteridospermales (“samambaias com sementes”) Cordaitales (plantas primitivas semelhantes a coníferas) Bennettitales ou cicadoídeas Desapareceram do registro fóssil durante o Cretáceo Mesma linha evolutiva das angiospermas Presença de estruturas reprodutivas semelhantes a flores Medullosa Wielandiella Dois grupos de gimnospermas extintas: Extintas no mesozoico A relação exata entre esses diferentes grupos de pteridospermas e as gimnospermas atuais permanece incerta. 5 Gimnospermas atuais Gimnosperma “semente nua”, Seus óvulos e suas sementes apresentam-se expostos na superfície dos esporofilos. Relações filogenéticas Há quatro filos de gimnospermas com representantes vivos 6 Gimnospermas atuais Hipóteses alternativas das relações entre as cinco principais linhagens vivas de plantas com sementes. A. A hipótese gnetifer propõe que as gnetófitas são mais proximamente relacionadas com as coníferas. B. A hipótese gnepine propõe que as gnetófitas sejam colocadas entre as coníferas, como um grupo irmão de Pinaceae. C. De acordo com a hipótese antófita, as gnetófitas são mais proximamente relacionadas com as angiospermas. Outra possibilidade levantada anteriormente e baseada na análise de caracteres morfológicos das plantas com sementes indica que as gnetófitas e Bennettitales juntamente com as angiospermas formam um clado, referidas como as “antófitas”... 7 Filo Coniferophyta 70 gêneros com aproximadamente 630 espécies -Sequoia sempervirens (115,6 m e 11 m diam.) -Pinheiros -Abetos e -Píceas (espruces) Período Terciário Inferior distribuição + ampla Carbonífero Superior (300 Ma) Folhas modificadas-> vant. ecológica Permiano (290 a 245 Ma) Pinus 100 spp. Abetos (Abies) Píceas (Picea), Tsuga Cipreste (Cupressus) Juníperos (Juniperus chinensis) Teixo (família Taxaceae), o mais numeroso filo de gimnospermas atuais, amplamente distribuído e ecologicamente importante, é Coniferophyta Entre os gêneros importantes de coníferas, além de Pinus... 8 Filo Coniferophyta (família Araucariaceae) Hemisfério sul; Jurássico e Cretáceo (200 e 65 Ma); Extinta no hemisfério norte no Cretáceo Superior; 1.Wollemia (desc. em 1994- 40 árvores). 2.Agathis 3.Araucaria Wollemia nobilis Agathis ovata Araucaria angustifolia Um dos mais interessantes grupos de coníferas Apenas três gêneros sobreviveram Os outros grupos de gimnospermas atuais são notavelmente distintos e têm pouquíssimas semelhanças entre si. 9 Filo Cycadophyta Tropicais e subtropicais; Apareceram há pelo menos 250 Ma durante o período Permiano; 11 gêneros, com cerca de 300 espécies; 18 m ou mais de altura; Compostos neurotóxicos e carcinogênicos; Zamia integrifolia Cycas revoluta as cicadófitas, que são plantas semelhantes às palmeiras, encontradas em regiões tropicais e subtropicais 10 Filo Ginkgophyta Crescimento lento/30 m ou mais de altura; Decídua; Permiano Inferior, há cerca de 270 Ma; Ginkgo biloba é o único sobrevivente atual; Não há nenhuma população natural; Semente com envoltório carnoso Filo Gnetophyta Cerca de 75 Espécies ***Gnetum (35 spp.) - Trópicos *Ephedra (40 spp) -Áridas e desérticas **Welwitschia (Welwitschia mirabilis) - Costa desértica Gnetum gnemon Ephedra monosperma Características semelhantes às das angiospermas- Inflorescências/EV**/DP*. compreendem três gêneros atuais... EV= Elementos de vasos Dp= dupla fecundação -definida como dois eventos de fecundação em um único megagametófito por dois gametas de um único grão de pólen 12 Gimnospermas no Brasil Cycadales (representadas pela família Zamiaceae) Ginkgoaceae (não representadas) Coníferas (representadas por Araucariaceae e Podocarpaceae) Gnetales (representadas Ephedraceae e Gnetaceae) 840 vs 300.000 (Raven, 2014) 900-1200 vs 250 000-270 000 ou mais (Christenhusz et al., 2011 Earle, 2011) Brasil 30 spp. de Gimnospermas Brasil estão pouco representadas, incluindo apenas cerca de 3% do total de espécies existentes no mundo. 13 Gimnospermas no Paraná Famílias = 3 Gêneros = 3 Espécies = 11 Subespécies= 0 Variedades= 0 Porque há diferença entre o número de espécies de Gimnospermas e Angiospermas? As extinções cenozoicas representam a baixa diversidade de Gimnospermas existentes em comparação com angiospermas Taxa de extinção maior no cenozoico 29-16 Ma; Baixa taxa de especiação; Se diversificaram a uma taxa liquida muito menor que as angiospermas. Taxa de extinção relativa A taxa de diversificação líquida é a diferença entre as taxas de especiação (geração de linhagens novas) e a extinção (perda de linhagens antigas) e a baixa diversidade de gimnospermas existentes tem sido atribuída, alternativamente, a uma taxa de especiação baixa 16 A variação no tamanho da semente é estruturada pela síndrome de dispersão e morfologia do cone em coníferas e outras plantas com semente sem flores A1 Biodiversidade O tamanho da semente varia enormemente nas plantas e sua evolução é influenciada por múltiplos fatores ecológicos e biológicos que são difíceis de desenredar. Neste estudo, nos concentramos na compreensão do papel da dispersão de sementes por parte dos animais na evolução do tamanho da semente em coníferas, o mais diversificado grupo de plantas de semente não floridas existentes. 17 Introdução trade-off Produzir sementes grandes sobrevivência de mudas muitas pequenas sementes probabilidades de estabelecimento O tamanho da semente é uma característica chave na biologia das plantas, porque é crucial O tamanho da semente varia com mais de 10 ordens de grandeza em plantas vivas 18 Introdução Gimnospermas exibem uma gama mais estreita de tamanhos de semente. Interpretar o registro fóssil Interações entre Biologia reprodutiva e estrutura da comunidade vegetal Independentemente de a evolução da semente ser fundamentalmente um simples trade-off entre tamanho e número ou um trade-off complexo entre taxa de crescimento da planta, longevidade e produção reprodutiva, uma grande variedade de Compreender os fatores que dão forma à evolução da semente em clades de gimnospermas vivos é, portanto, crucial para 19 Introdução 630 spp. Cinco das seis principais famílias existentes: Araucariaceae Cupressaceae Pinaceae Podocarpaceae Taxaceae *Adaptações morfológicas para a dispersão. Dos quatro clãs sobreviventes de gimnospermas (coníferas, ciclos, Ginkgo e Gnetales) As diferenças na biologia da dispersão são susceptíveis de desempenhar um papel importante na evolução do tamanho da semente em coníferas alémda Pinaceae 20 Objetivo Quantificar a variação no tamanho da semente em coníferas dentro de uma estrutura filogenética explícita, com foco no efeito potencial da síndrome de dispersão de sementes na formação de padrões amplos em todos os lados e entre os clados de coníferas. Avaliar o papel que o clima pode desempenhar na estruturação da variação no tamanho da semente de coníferas. Materiais e métodos Farjon (2010); Volume de sementes Comprimento Largura da semente As medidas do comprimento da semente estavam disponíveis para 588 de 615 espécies de coníferas. Estimativas de volume de sementes estavam disponíveis para 492 espécies. Os dados de sementes para este estudo derivam principalmente O qual compilou valores mínimos e máximos de.... Valores médios foram utilizados neste traalho 22 Materiais e métodos Unidade funcional- Propágulo (PT) ‘Fleshy I’= múltiplas sementes envoltos por tec. carnoso ‘Fleshy II’= individuais subtendidos por tecidos carnudos ou pulposos ‘Fleshy III’= fechadas por tecidos carnudos ou pulposos Marcamos todas as espécies de coníferas como : dividimos os taxa de coníferas "especializados" e "não especializados" pela unidade funcional que está dispersa, referida aqui como o tipo de 23 Materiais e métodos Testaram as diferenças no tamanho da semente entre os PTs "não especializados" e "especializados" em coníferas usando modelos estatísticos de evolução do caráter; A filogenia utilizada neste estudo foi uma filogenia molecular calibrada pelo tempo previamente publicada (Leslie et al., 2012); Testaram as relações entre PT, tamanho de semente e variáveis climáticas em coníferas usando técnicas de regressão múltiplas; v.3.2.3 Filogenia molecular calibrada (Leslie et al., 2012); Incluíram 380 espécies; Relações entre PT, tamanho de semente e variáveis climáticas; Os dados climáticos (Farjon & Filer, 2013) c. 34 000 pontos geográficos; Variáveis bioclimáticas p/ cada local; Materiais e métodos Temperatura média anual Temperatura sazonal Precipitação anual Precipitação sazonal A filogenia utilizada neste estudo é uma 25 Resultados 225 espécies (37%/existentes ) Maior proporção de espécies dispersas por animais Espécies com sementes especializadas em dispersão biótica estão presentes em todos os principais clados de coníferas Origens da dispersão de sementes animais são indicados na árvore com uma estrela ao longo o ramo onde a mudança foi inferida a ocorrer 26 Resultados Valores ótimos (h) para o melhor modelo de evolução do volume de sementes nas coníferas Dentro de todos os clados que mostram a dispersão de sementes "não especializadas" e "especializadas", as espécies dispersas em animais possuem sementes maiores do que espécies não especializadas A variação no tamanho da semente, na identidade do clade e no PT está intimamente relacionada nas coníferas com base em modelos de evolução dos traços Fig. 27 Resultados Temperatura média anual O clima é um preditor significativo do tamanho da semente em algumas coníferas Araucariaceae e Taxaceae não apresentaram associação significativa entre as variáveis climáticas utilizadas neste estudo e tamanho de semente ou PT Cup= climas quentes a frios Pin= clima temperado Pod=tropicais e subtropicais 28 Discussão E o clima? Desempenha um papel menos consistente na definição da evolução do tamanho da semente Mudanças na dispersão e PT A evolução do tamanho da semente em coníferas é influenciada pela dispersão animal de duas maneiras importantes... E tanto dentro como entre os clados, cada um dos PTs carnudos dispersos em animais está associado a intervalos específicos no tamanho da semente. 29 Discussão Pinaceae Hábitat e diferenças climática Dispersão animal P. ex.: Araucária Solos pobres e altitudes mais altas Grandes sementes As circunstâncias ecológicas que favorecem inicialmente esta associação são menos óbvias, embora nossos dados para os Pinaceae sejam consistentes com a idéia de que o habitat ou diferenças climáticas no tamanho da semente podem, em última instância, estar subjacentes à evolução da dispersão animal 30 Discussão Associação entre tamanho da semente e a morfologia do propágulo; Fleshy III- Cycas e Ginkgo PT Ephedra- semelhante com Fleshy II Podocarpaceae Adaptação convergente 108 spp. de Cycas e 45 spp. Gnetales Relações entre o volume estimado de sementes e o tipo de propágulo (PT) em gimnospermas existentes. A associação repetida entre o tamanho da semente e a morfologia do propágulo é particularmente marcante, dado que ocorre através de gimnospermas Gnetum possui grandes sementes fechadas em brácteas aderentes, formando uma estrutura semelhante a "Fleshy III“ Ephedra (Gnetales) tem espécies com pequenas sementes aladas "não especializadas" e espécies com pequenas sementes subtendidas por brácteas carnudas, equivalentes ao PT 'Fleshy II' 31 Discussão Tamanho dos PTs trade-off Tamanho da semente, seleciona agentes dispersores (Aves e mamíferos); Grande variedade de agentes dispersores. Influenciada por muitas variáveis Clima, estrutura florestal e história de vida. Espécies com sementes grandes Propágulos menos atraentes Uma explicação alternativa é que o espectro de TP carnudos reflete um ... Os pequenos tamanhos de propágulos totais em coníferas podem, portanto, garantir que uma grande variedade de agentes de dispersão potenciais possam processá-los e ingeri-los, mesmo que suas sementes associadas sejam bastante grandes. 32 Discussão Cupressaceae Cycads Ginkgo Gnetales Podocarpaceae Evolução de três PTs Padrão fundamental na evolução da reprodução de gimnospermas Essa combinação morfológica representa uma “solução viável” para dispersão de sementes Distinta Sugere Sob este modelo conceitual, as transições entre os diferentes PT carnosos são provavelmente uma resposta às mudanças subjacentes no tamanho da semente É provável que essas combinações.... 33 Discussão Origem da dispersão sejam mais ou menos contemporâneo; Interação com animais bem antes disso; P. ex.: Cupressaceae e Pinaceae provavelmente evoluiu no cenozóico médio a tardio; Os primeiros “pinhões” grandes entre 17 e 5 Ma; Podocarpaceae é reconstruída para ter aparecido no Mesozoico; - Morfologias modernas 'Fleshy II' em 50Ma. Ephedra 'Fleshy II' também estão presentes no Cretáceo Antigo; O período entre o Jurássico Tardio e o Cretáceo Médio- importante no estabelecimento de interações Os grupos de vertebrados que mais interagem fortemente com as sementes de coníferas hoje, como passeriformes e roedores 34 Discussão Vários mamíferos Jurássicos foram arbóreos; Aves primitivas; A presença destes animais pode ter iniciado a evolução de PT carnosos; Trade-off; Interação foi fortalecida no cenozoico radiação de aves e mamíferos; Por exemplo, pensa-se que vários mamíferos jurássicos foram arbóreos ... 35 Conclusão Dispersão de sementes por animais desempenha um papel proeminente na estruturação de padrões de larga escala e na variação do tamanho da semente em gimnospermas existentes; Essas interações parecem remontar ao Mesozóico; Dispersão de sementes de animais também influenciou fortemente a evolução de morfologias reprodutivas; Evolução convergente de vários tipos distintos de propágulos carnudos. Embora os fatores que impulsionem a evolução do tamanho da semente em gimnospermas não sejam complexos, pois estão em todas as plantas de sementes 36 Obrigada! Referências Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/ >. Acesso em: 27 Jun. 2017. Raven, P. H.; Evert, R. F.; Eichhorn S. E. Biologia vegetal. 8. ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2014.