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REFORÇO COM PRÉ-ESFORÇO O reforço com aplicação de pré-esforço é uma técnica de reforço por alteração estrutural, e consiste na imposição de deformações à estrutura, ou de forças auto-equilibradas equivalentes, por meio de cabos ou barras de aço de alta resistência. P tgαP tgα P tgα P tgα PP e α P e - M P tgα P tgα +V - É normalmente utilizado pré-esforço exterior, por razões óbvias, isto é, cabos constituídos por cordões ou barras de aço de alta resistência colocados pelo exterior dos elementos estruturais a reforçar. Este pré-esforço é não aderente aos elementos estruturais, isto é, o cabo, ou a barra, não é solidarizado à estrutura ao longo do seu comprimento, existindo ligação do sistema de pré-esforço à estrutura apenas nas ancoragens e nas zonas de desvio da direcção do traçado do pré-esforço. REFORÇO COM PRÉ-ESFORÇO TRAÇADO DO PRÉ-ESFORÇO Por razões de simplicidade na transferência das forças de desvio do pré-esforço, em geral, o traçado do pré-esforço é trapezoidal ou recto. No caso do traçado ser trapezoidal é necessário utilizar selas de desvio, executadas em aço ou em betão, com as quais são tranferidas as forças de desvio para a estrutura. REFORÇO COM PRÉ-ESFORÇO PROTECÇÃO DO SISTEMA DE PRÉ-ESFORÇO A protecção dos aços de pré-esforço é efectuada por galvanização, com fitas de telas betuminosas enroladas aos cabos ou às barras, ou com bainhas, de aço, ou de polietileno de alta densidade (HDPE) com uma espessura mínima de 2mm. As bainhas devem ser injectadas com calda de cimento, ou, no caso de se pretender efectuar reajustos do pré-esforço ao longo do tempo, com cera ou com um lubrificante viscoso. Especial atenção na protecção das ancoragens, contra o vandalismo, impactos e a corrosão, uma vez que, ao contrário do pré-esforço aderente em que, após o endurecimento da calda de cimento de injecção das bainhas, as anoragens assumem um papel secundário na transferência das forças à estrutura, no pré-esforço não aderente são as ancoragens que transferem a totalidade da força de durante toda a vida da estrutura. PERDAS DE PRÉ-ESFORÇO As perdas de pré-esforço a considerar são: ¾ perdas por reentrada das cunhas nas ancoragens no caso de cordões, ou perdas por reentrada das porcas nas ancoragens no caso de serem usadas barras; ¾ perdas por atrito nas selas de desvio em traçados trapezoidais; ¾ perdas por deformação instantânea do betão, quer no pré-esforço de reforço quer no pré-esforço existente; ¾ perdas por fluência e retracção do betão, e por relaxação do aço de pré-esforço. As barras de aço de alta resistência são usadas preferencialmente quando o pré-esforço é constituído por troços rectos e se pretende reduzir as perdas por reentrada do sistema de prisão dos aços nas ancoragens. De facto, nas barras a prisão dos aços nas ancoragens é efectuada por meio de porcas e roscas nas barras, garantindo valores da reentrada das porcas de cerca de ∆L=1.5mm, ou ∆L=0.5mm se for efectuado o reaperto do pré-esforço. No caso de pré-esforço recto, sem forças de atrito, as perdas por reentrada do sistema de prisão dos aços nas ancoragens ∆P é dado por: ∆P = - AP EP ∆L/L onde L é o comprimento da barra, AP e EP são a área da secção e o módulo de elastecidade do aço de pré-esforço, respectivamente. REFORÇO COM PRÉ-ESFORÇO Prof. Edgar Cardoso (1913/2000) REFORÇO COM PRÉ-ESFORÇO REFORÇO COM PRÉ-ESFORÇO Viaduto do Campo Grande – Lisboa Viaduto da “Fonte Nova” – Lisboa