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CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE PÚBLICA P/ O TCU 
PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO 
www.pontodosconcursos.com.br 1
AULA 01: RECEITA PÚBLICA – PRIMEIRA PARTE: CONCEITOS, 
CLASSIFICAÇÃO E CATEGORIA ECONÔMICA 
 
Colega concursando! 
 
Espero que esteja bastante motivado para o concurso do TCU. 
 
Existe sempre um bom motivo para você estudar. Qual seja? Ser 
aprovado para ACE no concurso do TCU. Caso seja aprovada sua auto-
estima atingirá o “pico” e aí é só partir para a comemoração. 
 
Ao estudar para concurso, nunca vá desanimado, posto que não se 
“entra numa guerra” derrotado. 
 
Estudando esta nota de aula você está apenas treinado para o grande 
dia da competição. Muitos poderão ocupar o lugar no podium, existe 
bastante espaço, portanto, conquiste o seu. 
 
Esta nota de aula aborda apenas a primeira parte da receita pública. Foi 
necessário dividir o assunto em virtude da extensão de seu conteúdo. 
 
Por favor! Estude-a com a melhor boa vontade possível porque esse 
assunto irá fazer a diferença na hora da prova. 
 
Ânimo e muita força de vontade para a conquista de seu sonho! 
 
Vamos ao nosso estudo! 
 
1. Receita pública: 
 
1.1. Introdução: 
 
O termo receita é uma linguagem universal da contabilidade e é 
utilizada para evidenciar a variação ativa resultante do aumento de 
ativos ou da redução de passivos de uma entidade. 
 
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A receita pública representa, em sua essência, a expressão monetária 
resultante do poder de tributar do estado ou do agregado de bens ou 
serviços produzidos ou prestados. 
 
Síntese dos conceitos: 
Variação ativa resultante do aumento de 
ativos 
Aumenta o patrimônio. Exemplo: 
construção de um prédio, aquisição de 
bens, nascimento de semoventes etc. 
Variação ativa resultante da redução de 
passivos 
Aumenta o patrimônio. Exemplo: perdão 
de dívidas ou outras obrigações do 
Estado. 
 
Para cumprir com suas finalidades de prestar serviços à população 
atendendo as demandas da sociedade, o Estado necessita da obtenção 
de recursos (receitas) para realizar as despesas necessárias. É a 
denominada atividade financeira do Estado. 
 
A atividade financeira do Estado objetiva atender às necessidades 
públicas da coletividade. O Estado financia suas atividades por meio da 
obtenção de ingressos ou receitas, denominados de disponibilidades. 
 
O estudo das finanças públicas está ligado aos fenômenos da obtenção 
de receitas e da execução de despesas públicas realizadas pelos 
governos. 
 
O Direito Financeiro, inserido nesse contexto, é o conjunto de normas 
que regula a atividade financeira do Estado – arrecadação de receitas, 
dispêndio de recursos, orçamento, crédito, avais, garantias, 
empréstimos etc.. 
 
Resumidamente, a atividade financeira do estado está pautada em 
obter (receita pública), criar (crédito público), gerir (orçamento 
público) e despender (despesa pública) os recursos indispensáveis às 
necessidades sociais. 
 
Nesse sentido, as receitas públicas, objeto desta abordagem, em sentido 
amplo é toda e qualquer entrada de recursos nos cofres públicos. Em 
sentido estrito, receita pública é o ingresso de dinheiro nos cofres 
públicos efetivado de modo permanente, ingressando definitivamente 
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no caixa único do Tesouro, sem caráter devolutivo, ou seja, sem 
quaisquer compromissos reservas ou obrigatoriedade do estado. 
 
No Brasil, as receitas arrecadadas pelo Estado estão previstas em 
legislação, em especial, no Código tributário Nacional – CTN, e são 
arrecadadas pelo poder público de forma contínua com a finalidade de 
atender as necessidades ou demandas da população. Porém, em se 
tratando de matéria orçamentária, as receitas a serem arrecadas no 
período de um ano devem ser previstas na Lei orçamentária Anual – 
LOA. 
 
Conforme determina a Carta Magna, o Poder público deverá planejar, 
todos os anos, conforme parâmetros técnicos estabelecidos em norma 
infraconstitucionais, as receitas previstas para serem arrecadadas 
anualmente, ou seja, de 01/01 a 31/12. 
 
 
O planejamento para a arrecadação de receitas e realização de despesas 
públicas no Brasil é obrigatório, conforme previsão em normas cogentes 
(obrigatórias), em especial, na Constituição Federal, Lei nº. 4.320/64 e 
na Lei de responsabilidade Fiscal. 
 
Assim sendo, objetivando atender ao princípio da legalidade, o Estado 
deverá planejar a arrecadação de receitas e a realização de despesas e 
submeter à apreciação do Poder Legislativo, verdadeiro e legítimo 
representante do povo. 
 
Normas regulamentadoras do planejamento público: 
 
CF/88: 
“Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado 
exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e 
planejamento, sendo este determinante para o setor público e 
indicativo para o setor privado” (art. 74). 
 
LRF: 
“A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e 
transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de 
afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de 
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metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e 
condições no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com 
pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, 
operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de 
garantia e inscrição em Restos a Pagar” (art. 1º, § 1º). 
 
Lei nº. 4.320/64: 
“A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa 
de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de 
trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, 
universalidade e anualidade” (art. 2º) 
 
1.2. Diferença entre ingresso de recursos e receita pública 
orçamentária 
Existe diferença entre os conceitos de receita pública e ingresso de 
recursos. Para fins de concursos deve-se entender essa sutil diferença. 
 
O ingresso de recurso representa o somatório de todos os recursos 
arrecadados, ou seja, todos os fluxos financeiros, abrangendo o campo 
das receitas correntes e de capital, bem como os valores de terceiros 
(receitas extra-orçamentárias). 
 
Receita Pública é representada pelo ingresso de recursos com caráter 
não devolutivo auferida pelo poder público, em qualquer esfera 
governamental, para alocação e cobertura das despesas públicas. Dessa 
forma, todo ingresso orçamentário constitui uma receita pública, pois 
tem como finalidade atender às despesas públicas. 
 
Síntese dos conceitos: 
Ingresso de recurso Somatório de todos os valores arrecadados. Exemplo: receitas orçamentárias e extra-orçamentárias. 
Receita pública Ingresso de recursos com caráter não devolutivo. 
Exemplo: Receitas orçamentárias. 
Atenção! As receitas extra-orçamentárias são consideradas simples entrada de 
recursos em caixa com caráter devolutivo, portanto, em princípio são recursos de 
terceiros. 
 
1.3. Receita pública na visão orçamentária e doutrinária 
 
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Receita pública é o ingresso que integra ao patrimônio público de 
forma permanente, acrescendo ao seu vulto como elemento novo e 
positivo. 
 
Portanto, denomina-se receita pública todo ingresso permanente de 
recursos no patrimônio do Estado, não se sujeitando à devolução ou 
correspondente baixa patrimonial. 
 
Dentro dessa visão conceitual, o produto de ingressosprovenientes de 
caução, fiança, empréstimo, alienação de bens, não seriam considerados 
como receita pública, uma vez que representam apenas movimentação 
de fundos, não se incorporando ou alterando o patrimônio público. 
 
“Stritu sensu”, a receita pública é constituída pelos ingressos 
orçamentários pertencentes ao ente público, arrecadados 
exclusivamente para aplicação em programas e ações governamentais 
 
A doutrina classifica as receitas públicas em dois grandes grupos: 
receitas originárias e receitas derivadas. 
 
Receita pública originária: é aquela proveniente do patrimônio 
público, ou seja, o Estado aufere receita através de seu patrimônio 
(bens e direitos) colocados à disposição da sociedade mediante cobrança 
de determinado preço. 
 
Em outras palavras, é a receita pública efetiva oriunda das rendas 
produzidas pelos ativos do poder público, pela cessão remunerada de 
bens e valores, aluguéis e ganhos em aplicações financeiras ou em 
atividades econômicas - produção, comércio ou serviços. 
 
Atenção! As receitas originárias também são denominadas de receitas 
de economia privada ou de direito privado e são divididas em dois 
grandes grupos: 
 
Patrimoniais: são as receitas que provêm das rendas geradas pelo 
patrimônio do próprio Estado (mobiliário e imobiliário), tais como as 
rendas de aluguéis, títulos públicos etc. 
 
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Empresariais: são aquelas provenientes das atividades empresariais 
realizadas pelo Estado, seja no âmbito comercial, industrial ou de 
prestação de serviços. 
 
Exemplo de receitas originárias: 
 
 
 
 
 
 
Receita pública derivada: O próprio nome já diz tudo. Esse tipo de 
receita deriva do patrimônio da sociedade. O governo exerce a sua 
competência ou o poder de tributar os rendimentos ou o patrimônio da 
população. 
 
Em outras palavras, são aquelas obtidas pelo Estado mediante seu 
poder coercitivo. Assim sendo, o Estado exige que o particular entregue 
uma determinada quantia na forma de tributos ou de multas. 
 
Em suma, é a receita pública efetiva obtida pelo Estado, em função de 
sua soberania, por meio de tributos, penalidades, indenizações e 
restituições. 
 
Exemplo de receitas derivadas: 
 
 
 
 
Foi cobrado em concurso: 
(FCC – AUDITOR TCE-PI/2005) A multa imposta em contrato não 
cumprido por parte de licitante vencedor é: 
a) Movimento de caixa. 
b) Receita derivada não tributária. 
c) Receita de cunho tributário. 
d) Receita originária. 
� Receitas Patrimoniais; 
� Receitas Agropecuárias; 
� Receitas Comerciais; 
� Receitas de Serviço; 
� Participações e dividendos; 
� Receita de aluguel de imóveis pertencentes ao INSS e que não esteja em 
utilização; etc. 
� Receita Tributária; 
� Receita de Contribuições; 
� Taxas de serviços; 
� Multas etc. 
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e) Contribuição. 
Resolução: 
Vamos aos conceitos: 
Receita pública derivada é aquela obtida pelo Estado, em função de sua 
soberania, por meio de tributos, penalidades, indenizações e restituições 
etc. Esse tipo de receita deriva do patrimônio da sociedade. O governo 
exerce a sua competência ou o poder de tributar os rendimentos ou o 
patrimônio da população. 
 
Receita pública originária é aquela oriunda das rendas produzidas pelos 
ativos do poder público, pela cessão remunerada de bens e valores, 
aluguéis e ganhos em aplicações financeiras ou em atividades 
econômicas - produção, comércio ou serviços etc. É a receita 
proveniente do patrimônio público, ou seja, o Estado obtém receitas 
através de seu patrimônio colocado à disposição da sociedade mediante 
pagamento de um preço. 
 
Pelos conceitos acima podemos observar que a opção “b” é a correta. 
Ou seja, a multa imposta em contrato não cumprido por parte de 
licitante vencedor é receita derivada não tributária. E mais, é uma 
receita orçamentária porque incorpora definitivamente ao patrimônio 
público, sem qualquer correspondência no passivo. 
 
Atenção! As receitas orçamentárias são divididas em categorias 
econômicas (receitas correntes e receitas de capital). Dentro das 
receitas orçamentárias de capital, uma de suas ESPÉCIES denomina-se 
operações de crédito (empréstimos). Essa receita, apesar de ser 
orçamentária, ela representa um empréstimo, ou seja, ingressa nos 
cofres públicos com reservas, condições ou correspondência no passivo. 
 
O que seriam essas “reservas, condições ou correspondência no 
passivo”? 
 
É porque as receitas de operações de crédito são obtidas através de 
empréstimos. No momento de seu recebimento, debita-se uma entrada 
de dinheiro em bancos e, em contrapartida, existe um crédito no 
passivo (obrigação do estado para pagamento futuro da dívida). Assim 
sendo, esse tipo de receita apresenta correspondência no passivo. 
 
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Portanto, as receitas de operações de crédito estão inseridas no conceito 
de receita pública orçamentária, porém, são receitas “sui genris”, posto 
que possuem correspondência, reservas ou condições no passivo 
(obrigação de pagamento). 
 
Foi cobrado em concurso! 
(CESPE – ACE/TCU – 2004) Receita orçamentária é a entrada que é 
acrescida ao patrimônio público como elemento novo e positivo, 
integrando-se a ele sem quaisquer reservas, condições ou 
correspondência no passivo. 
Resolução: 
A primeira parte do comando da questão menciona corretamente o 
conceito doutrinário de receita pública orçamentária. Porém, como é de 
costume, o CESPE incluiu uma “pegadinha” na segunda parte do 
enunciado, informando que essa receita integra-se ao patrimônio público 
“sem quaisquer reservas, condições ou correspondência no passivo”. 
 
Dessa forma, o CESPE excluiu da receita orçamentária – operações de 
crédito, haja vista que essa receita integra ao patrimônio público, 
porém, com correspondência no passivo (obrigação de pagar o 
empréstimo no futuro). Portanto, opção incorreta. 
 
1.4. Conceito legal de receita pública: 
O Manual de Procedimentos da Receita Pública aprovado pela Portaria 
STN nº 340, de 26 de abril de 2006 apresenta novos conceitos acerca 
da receita pública. 
 
Esses novos conceitos têm sido objeto de questionamento nos últimos 
concursos realizados pela ESAF e pelo CESPE. 
 
Portanto, fiquem atentos a esses novos conceitos que iremos discorrer! 
 
“Receita Pública é uma derivação do conceito contábil de Receita 
agregando outros conceitos utilizados pela administração pública em 
virtude de suas peculiaridades. No entanto, essas peculiaridades não 
interferem nos resultados contábeis regulamentados pelo Conselho 
Federal de Contabilidade – CFC, por meio dos Princípios Fundamentais, 
até porque, a macro missão da contabilidade é atender a todos os 
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usuários da informação contábil, harmonizando conceitos, princípios, 
normas e procedimentos às particularidades de cada entidade”. 
 
“Receitas Públicas são todos os ingressos de caráter não devolutivo 
auferidas pelo poder público, em qualquer esfera governamental, para 
alocação e cobertura das despesas públicas. Dessa forma, todo o 
ingresso orçamentário constitui uma receita pública, pois tem como 
finalidade atender às despesas públicas”. 
 
Pode-se observar que a Portaria STN nº 340/06 adotou o conceito 
doutrinário de receita pública orçamentária. 
 
Portanto, o parágrafo precedente apresenta o conceito “estritu sensu” 
de receita pública orçamentária.Assim sendo, para fins de concurso deve-se conhecer tanto o conceito 
genérico quanto o específico de receita pública, ou seja, diferenciar um 
conceito do outro. 
 
É fácil diferenciar! O conceito “genérico ou latu sensu” é o adotado pela 
Lei nº 4.320/64 e inclui todos os ingressos de recursos ao patrimônio do 
Estado. 
 
O porquê do conceito adotado pela Lei nº 4.320/64! É porque 
contabilmente todo ingresso de recurso é uma receita. Esse também é o 
entendimento da Secretaria do Tesouro Nacional – STN. Contabilmente 
significa “registro contábil”. Portanto, para a STN todo e qualquer 
ingresso de recurso haverá registro contábil. Princípio da oportunidade. 
 
Portanto, existe ingresso de recurso que representa apenas entrada 
provisória e esporádica nos cofres públicos. Nessa situação, essa 
entrada de dinheiro não pertence ao poder público, posto que 
posteriormente deva devolver ao verdadeiro dono (terceiro). 
Assim sendo, mesmo que essa entrada de recursos seja contabilizada 
como uma receita, o valor não pertence ao governo, portanto, 
efetivamente não é receita pública, a exemplo das receitas extra-
orçamentárias, tais como os depósitos, cauções em dinheiro, etc. 
 
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Em outras palavras, “ingresso de caráter não devolutivo” representa 
receita pública orçamentária e o devolutivo, receita extra-orçamentária. 
 
Exemplo: Se um servidor público recebe R$ 3.000,00 de vencimentos 
brutos e se houver retenção do Imposto de Renda na Fonte de R$ 
250,00, este valor, no momento da retenção será registrado como 
receita extra-orçamentária. 
Posteriormente, no recolhimento do valor retido de R$ 250,00 para o 
caixa único, haverá um lançamento contábil de despesa extra-
orçamentária. Assim sendo, pode-se verificar que o ingresso dos R$ 
250,00 teve caráter devolutivo. Mesmo que esse valor permaneça por 
apenas uma hora, até o recolhimento, deve ser registrado como receita 
extra-orçamentária. 
 
As receitas extra-orçamentárias não alteram o patrimônio, ou seja, não 
aumenta o saldo patrimonial ou patrimônio líquido. 
 
Analisando o exemplo acima, percebe-se que há um registro de entrada 
da receita extra-orçamentária e de forma concomitante, uma 
contrapartida no passivo, obrigação de devolução ou recolhimento do 
recurso retido. 
 
Diante do exposto, os ingressos extra-orçamentários geram obrigações 
para o poder público, portanto, especificamente não são receitas 
públicas. 
 
Ao contrário, a arrecadação de uma receita de Imposto Predial e 
Territorial Urbano – IPTU, não existe nenhuma obrigatoriedade de 
devolução e essa receita incorpora definitivamente ao patrimônio 
público, alterando positivamente a composição patrimonial. É o conceito 
específico de receita pública. 
 
Portanto, até o presente vimos que existem dois tipos de receita: 
ORÇAMENTÁRIAS E EXTRA-ORÇAMENTÁRIAS. E ainda, que as receitas 
orçamentárias estão inseridas no conceito específico de receita pública e 
as extra-orçamentárias, como entrada compensatória de recursos no 
patrimônio público 
 
Foi cobrado em concurso! 
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(ESAF- ACE-TCU – 2000) De acordo com as regras da contabilidade 
pública nacional, é correto afirmar, quanto à forma de registro da 
receita, que: 
a) todas as receitas são fatos modificativos. 
b) todos os ingressos são considerados receitas. 
c) o regime contábil é o da competência. 
d) operações de crédito não são consideradas receitas. 
e) todas as receitas são orçamentárias. 
Resolução: 
a) Incorreta. A arrecadação de receita de capital gera fato permutativo 
(permuta de valores entre as contas). 
b) Correta. Observe que o comando da questão pede quanto à forma de 
registro. Todos os ingressos de recursos são registrados como receitas 
pela contabilidade pública, porém, o simples ingresso não se enquadra 
no conceito específico de receita, haja vista seu caráter devolutivo, ou 
seja, são ingressos de terceiros. 
c) Incorreta. O regime contábil é o de caixa para as receitas. 
d) Incorreta. As operações de crédito são receitas de capital. Observe 
que não foi especificado qual tipo de operação de crédito. As operações 
de crédito por antecipação da receita – ARO são receitas extra-
orçamentárias. 
e) Incorreta. As operações de credito por antecipação da receita – ARO 
são consideradas receitas para fins de registro, porém, não são 
orçamentárias, mas sim, extra-orçamentárias. 
 
1.5. Conceito de receita orçamentária na Lei nº 
4.320/64: 
A Lei nº. 4.320/64 menciona que os ingressos de disponibilidades dos 
Entes da Federação são classificados em dois grupos: orçamentários e 
extra-orçamentários. 
 
Repetindo, os ingressos orçamentários são aqueles pertencentes ao ente 
público, arrecadados exclusivamente para aplicação em programas e 
ações governamentais. Esses ingressos são denominados Receita 
Pública. 
 
Os ingressos extra-orçamentários são aqueles pertencentes a terceiros e 
são denominados de recursos de terceiros. 
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Uma observação! O conceito de receita pública “estritu sensu” 
apresentado no campo doutrinário não é o adotado pela Lei nº 
4.320/64, que institui normas gerais de direito financeiro para 
elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, 
dos Municípios e do Distrito Federal. 
 
Essa norma emprega o termo receita em sentido amplo, ou seja, 
compreendendo tanto as receitas orçamentárias quanto as extra-
orçamentárias, ou seja, abrangendo toda e qualquer entrada de 
recursos nos cofres públicos. 
 
O art. 9º da lei nº. 4.320/64 estabelece que “Tributo é a receita 
derivada instituída pelas entidades de direito público, compreendendo 
os impostos, as taxas e contribuições nos termos da Constituição e das 
leis vigentes em matéria financeira, destinando-se o seu produto ao 
custeio de atividades gerais ou específicas exercidas por essas 
entidades.” 
 
O art. 11 da norma citada classifica a receita pública em duas categorias 
econômicas: Receitas Correntes e Receitas de Capital. 
 
Estabelece no § 1º do art. 11 que: “São Receitas Correntes as receitas 
tributária, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de 
serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros 
recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando 
destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes.” 
 
Nesse mesmo artigo o seu § 2o prevê que: “São Receitas de Capital as 
provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de 
constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; 
os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, 
destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, 
ainda, o superávit do Orçamento Corrente.” 
 
Ainda, o § 3o do art. 11 menciona que o superávit do orçamento 
corrente resultante do balanceamento dos totais das receitas e 
despesas correntes, não constituirá item de receita orçamentária. 
 
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Esse parágrafo 3º será comentado e exemplificado em tópico específico 
nesta nota de aula. 
 
Temos a considerar ainda que o art. 57 da Lei nº 4.320/64 estabelece 
acerca da receita pública da seguinte forma: 
“Ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 3º desta Lei, serão 
classificadas como receita orçamentária, sob as rubricas próprias, todas 
as receitas arrecadadas, inclusive as provenientes de operações de 
crédito,ainda que não previstas no orçamento”. 
Importante! O parágrafo único do art. 3º em referência estabelece que 
as Operações de Crédito por Antecipação da Receita – ARO (antecipação 
de receita orçamentária). As AROs são receitas extra-orçamentárias. 
 
Analisando o conceito da norma supracitada pode-se perceber a receita, 
para ser considerada orçamentária, não necessariamente deverá estar 
prevista na lei orçamentária. Observe a frase: “ainda que não previstas 
no orçamento”. 
 
Fique atento a esses conceitos! 
 
Demonstração dos reflexos patrimoniais das receitas 
orçamentárias e extra-orçamentárias: 
A arrecadação de uma receita tributária (receita orçamentária), no valor 
de R$ 10.000,00 e de uma receita referente ao depósito para garantia 
de participação em processo licitatório (receita extra-orçamentária), de 
R$ 1.000,00, causariam as seguintes variações no patrimônio: 
 
Recebimento de receita orçamentária (receita tributária): 
BALANÇO PATRIMONIAL 
ATIVO PASSIVO 
Ativo financeiro Passivo financeiro 
Bancos-------------------10.000,00 Não existe obrigação (contrapartida) 
 
Recebimento de receita extra-orçamentária (depósito): 
BALANÇO PATRIMONIAL 
ATIVO PASSIVO 
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Ativo financeiro Passivo financeiro 
Bancos----------------------1.000,00 Depósitos-------------------1.000,00 
A conta “depósitos” é a contrapartida de arrecadação de receitas extra-
orçamentárias (obrigação de devolução). É por isso que as receitas 
extra-orçamentárias são denominadas de recursos de terceiros. 
 
Essa é apenas uma demonstração do efeito desses fatos no patrimônio. 
Na prática, a arrecadação dessas receitas causaria diversos 
lançamentos, realizados dentro dos sistemas da contabilidade pública 
(orçamentário, financeiro, patrimonial e de compensação). 
 
Verifica-se que no recebimento de receita extra-orçamentária gera 
apenas um fato permutativo no patrimônio, ao passo que no 
recebimento de receita orçamentária o fato contábil é modificativo 
aumentativo, posto que, em tese, não existe obrigação de devolução do 
recurso, passando a integrar definitivamente ao patrimônio público. 
 
Digo “em tese” porque, conforme comentado existe receita 
orçamentária (operação de crédito) que a sua arrecadação gera fato 
permutativo e não altera o patrimônio líquido ou saldo patrimonial. 
 
No exemplo acima, ao licitante não vencedor do certame, o governo irá 
devolver o valor de R$ 1.00,00. Aí está o porquê de ter sido registrada 
uma obrigação no passivo, através da conta “depósitos”. Essa conta 
confunde muitos candidatos! Pensam que é uma conta do ativo. 
 
Fique atento! A conta “depósitos” é a contrapartida do recurso que 
entrou na conta “bancos”, obrigação de devolução de receitas extra-
orçamentárias. 
 
Atenção! Repetindo, existe um tipo de receita orçamentária (operações 
de crédito), que causa efeito semelhante às receitas extra-
orçamentárias, ou seja, na arrecadação, existe contrapartida, registro 
no passivo permanente (obrigação de longo prazo). 
 
Exemplo: 
Recebimento de receita orçamentária – receita de capital 
(operações de crédito): 
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BALANÇO PATRIMONIAL 
ATIVO PASSIVO 
Ativo financeiro Passivo permanente 
Bancos----------------------1.000,00 Dívida fundada---------------1.000,00 
 
1.6. Detalhamento das receitas orçamentárias e extra-
orçamentárias: 
Receitas orçamentárias: São os recursos arrecadados pelo poder 
público e que geralmente não possuem correspondência no passivo, 
integrando definitivamente ao patrimônio público estejam ou não 
previstas na Lei orçamentária. 
 
Atenção! O termo “geralmente não possuem correspondência no 
passivo” é porque existem exceções, a exemplo das receitas de 
operações de crédito. Essa receita é orçamentária, porém, possui 
correspondência no passivo. São receitas de capital arrecadadas através 
de empréstimos internos ou externos. 
 
Existe receita orçamentária sem estar prevista na LOA? 
Sim, toda receita arrecadada e que integra definitivamente ao 
patrimônio público, mesmo que não esteja prevista na LOA, é receita 
orçamentária. 
 
Observe novamente o que prevê o art. 57 da Lei nº 4.320/64: 
“Ressalvado o disposto no parágrafo único do art.3º desta Lei, serão 
classificadas como receita orçamentária, sob as rubricas próprias, todas 
as receitas arrecadadas, inclusive as provenientes de operações de 
crédito, ainda que não previstas no orçamento”. 
 
O pior é que muitos autores argumentam que as receitas orçamentárias 
são somente aquelas previstas na LOA. 
 
Exemplo de receita orçamentária não prevista na lei 
orçamentária: 
Suponha-se que a LOA foi aprovada e publicada sem previsão de 
empréstimos. No ano seguinte, durante a execução do orçamento, o 
governo passou a ter dificuldades financeiras, ou seja, sem recursos 
suficientes para a realização de investimentos inadiáveis. Diante de tal 
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situação o governo solicitou ao Congresso Nacional, a contratação de 
empréstimos junto ao Fundo Monetário Internacional – FMI. Autorizado 
pelo congresso, o governo contratou um empréstimo de 10 bilhões. Esse 
empréstimo (receita de capital) entra como receita orçamentária, 
mesmo sem estar previsto na LOA. 
 
Ah! Lembrando que o governo iria realizar os gastos relativos a esse 
empréstimo através da abertura de créditos adicionais e indicando como 
fonte de recursos à contratação de operações de crédito. 
 
Assim sendo, o fato de uma receita não estar prevista na LOA não 
significa que ela não possa ser orçamentária. 
 
Conceito de receitas extra-orçamentárias: São aquelas que não 
constam na LOA e compreendem as entradas de caixa ou créditos de 
terceiros que o Estado tem a obrigação de devolução ou recolhimento. 
 
Em outras palavras, o ingresso extra-orçamentário possui caráter 
temporário, não se incorporando ao patrimônio público. Não integra o 
orçamento público, uma vez que a sua execução não se vincula à 
execução do orçamento e também não constitui renda do Estado, sendo 
este (o Estado) mero depositário dos valores assim recebidos. 
 
Atenção! Uma receita prevista na LOA não pode ser considerada extra-
orçamentária. 
São exemplos de receitas extra-orçamentárias: 
 
 
 
 
 
 
� Depósitos diversos: São os valores depositados esporadicamente, a 
exemplo de um depósito de garantia para participação em um 
procedimento licitatório. 
 
� Depósitos diversos; 
� Restos a pagar do exercício; 
� Valores arrecadados de forma transitória – cauções, depósitos judiciais, 
provisões para cheques não resgatados no exercício. 
� Serviço da dívida a pagar; 
� Operações de crédito por antecipação da receita – ARO (débitos de tesouraria) 
etc. 
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� Restos a pagar do exercício: São classificados do lado das receitas 
no balanço financeiro, para compensar a sua inclusão na despesa. 
 
Exemplo: Suponhamos a seguinte situação hipotética: Um Órgão “X” 
realizou durante o exercício de 2005 os seguintes fatos econômicos: 
Receitas previstas 500 Despesas fixadas 500 
Receitas arrecadadas 800 Despesas executadas 800 
 
Suponha-se que das despesas executadas, $ 650 foram empenhadas, 
liquidadas e pagas e o restante ($ 150), foram empenhadas, liquidadas 
e não pagas. 
Em conseqüência, os $ 150 não pagos foram inscritos em restos a pagar 
em 31/12/2005, encerramento do exercício financeiro.Vamos elaborar o balanço financeiro desse órgão em 31/12/2005, a 
partir dos dados acima? 
Balanço Financeiro – Órgão X em 31/12/2005. 
RECEITAS DESPESAS 
Orçamentárias Orçamentárias 
Receitas arrecadadas 800 Despesas executadas 800 
Extra-orçamentárias Extra-orçamentárias 
Restos a pagar 150 Saldo que passa para o 
exercício seguinte 
150 
Total 950 Total 950 
 
Analisando primeiramente o lado das despesas pode-se observar sobrou 
um saldo de $ 150. Este valor será transferido para o exercício de 2006, 
ou seja, em 01/01/2006 o órgão “abre” suas contas com esse saldo em 
caixa. 
Analisando o balanço acima pode-se verificar que do lado das despesas 
consta todo o valor de $ 800. Então, os $ 150 que não foram 
desembolsados estão incluídos (computados) no total da despesa. 
Portanto, para compensar, os $ 150 são registrados no lado da receita 
(receita extra-orçamentária). 
 
Aí está o porquê dos restos a pagar serem considerados receita extra-
orçamentária. 
 
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Sabemos também que em 31/12/2005 sobrou um saldo de $ 150 e que 
deve ser destacado como “saldo que passa para o exercício seguinte”. 
 
Se os restos a pagar não fossem registrados do lado da receita, o 
balanço não fecharia, perceberam? 
 
Atenção! Alguns questionamentos de concursos costumam informar que 
os restos a pagar são receitas extra-orçamentárias. Isso é verdade, 
entretanto, o mais correto seria informar que os restos a pagar estão 
inseridos no lado das receitas extra-orçamentárias no balanço 
financeiro. 
 
Foi cobrado em concurso! 
(ESAF AFC – CGU – 2003/2004) Sobre o Balanço Financeiro, não 
podemos afirmar que: 
a) informa os créditos a disposição das Unidades Gestoras. 
b) informa o montante das contas de resultado. 
c) os valores relativos à inscrição de Restos a Pagar no exercício são 
computados como receita extra-orçamentária. 
d) como dispêndios extra-orçamentários no exercício são computados os 
pagamentos de Restos a Pagar inscritos no exercício anterior. 
e) oferece subsídios para o cálculo de Indicadores de Gestão. 
Resolução: 
O gabarito é a letra “a”. Assim, a ESAF considera que os valores 
inscritos em Restos a Pagar no exercício são computados como receita 
extra-orçamentária. Isso ocorre porque os valores inscritos em restos a 
pagar são classificados do lado das receitas, no grupo das receitas 
extra-orçamentárias. 
A opção “a” foi considerada correta porque não podemos afirmar que o 
balanço financeiro informa os créditos à disposição das Unidades 
Gestoras. O crédito à disposição das unidades gestoras é informado no 
balanço patrimonial – ativo financeiro “disponível”. 
O balanço financeiro informa as contas de resultado, apresentando de 
um lado o total das receitas e do outro, o das despesas. 
A opção “c” nos informa que os valores relativos à inscrição de Restos a 
Pagar no exercício são computados como receita extra-orçamentária. É 
realmente assim que ocorre. A classificação dos Restos a Pagar inscritos 
no exercício como receita extra-orçamentária está previsto na Lei nº 
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4.320/64. É uma técnica contábil utilizada para compensar os valores 
inseridos no lado da despesa que ainda não foram pagos. 
 
Veja a legislação acerca do assunto: 
“Art. 103. O Balanço Financeiro demonstrará a receita e a despesa 
orçamentárias, bem como os recebimentos e os pagamentos de 
natureza extra-orçamentária, conjugados com os saldos em espécie 
provenientes do exercício anterior, e os que se transferem para o 
exercício seguinte. 
Parágrafo único. Os Restos a Pagar do exercício serão computados na 
receita extra-orçamentária para compensar sua inclusão na despesa 
orçamentária”. 
A opção “d” informa que como dispêndios extra-orçamentários no 
exercício são computados os pagamentos de Restos a Pagar inscritos no 
exercício anterior. É assim mesmo que ocorre. Os valores inscritos em 
restos a pagar no exercício anterior e que estão sendo pagos no 
exercício atual são classificados como despesas extra-orçamentárias. 
 
Portanto, muito cuidado! O conhecimento de que restos a pagar são 
receitas extra-orçamentárias é importante para fins de concursos. 
 
� Serviço da dívida a pagar: O procedimento é igual ao dos restos a 
pagar. Essa conta é segregada para fins de controle contábil do quanto 
deverá ser pago, no exercício seguinte, de juros, encargos e 
amortização da dívida. 
 
Observe esta questão! 
(CESPE – ACE/TCU – 2004) A operação de crédito por antecipação da 
receita orçamentária, proibida no último ano de mandato do presidente, 
governador ou prefeito municipal, destina-se a atender insuficiência de 
caixa durante o exercício financeiro e deve cumprir, entre outras 
exigências, as seguintes: autorização em lei para a contratação; 
liquidação até o dia dez de dezembro de cada ano; previsão na receita 
orçamentária. 
Resolução: 
Todo o enunciado da questão está correto, exceto da parte final, 
“previsão na receita orçamentária”. A operação de crédito por 
antecipação da receita orçamentária pode ser autorizada na LOA ou em 
lei especial. É um exemplo típico de receita extra-orçamentária. 
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Essa receita é apenas um adiantamento do que já está previsto 
arrecadar na LOA. Se na LOA ela é orçamentária, seu adiantamento é 
extra-orçamentário. 
 
No Balanço Patrimonial, a obrigação de pagar essa antecipação de 
receita orçamentária – ARO é registrada como “débitos de tesouraria”, 
ou seja, ARO é sinônimo de débitos de tesouraria. 
 
Atenção! Não confundir operações de crédito com operações de crédito 
por antecipação da receita. A primeira é receita orçamentária, receita de 
capital, a segunda (operação de crédito por antecipação da receita – 
ARO), é receita extra-orçamentária. 
 
Transformação de receita extra-orçamentária em orçamentária 
(metamorfose da receita extra-orçamentária). 
 
Isso é possível? Sim, por exemplo, o recebimento de um depósito como 
garantia para participação em um processo licitatório. No momento do 
recebimento registra-se uma receita extra-orçamentária e, em 
contrapartida, uma obrigação no passivo (depósito de terceiros). 
Durante a execução do contrato, se o contratado descumprir cláusula 
contratual e for multado pela administração, o poder público seqüestra 
(retém) a garantia para pagamento da multa. Essa receita que era 
extra-orçamentária, se transforma em orçamentária, posto que 
integrará definitivamente ao patrimônio público. 
 
Qual seria a finalidade de se registrar (contabilizar) os recursos extra-
orçamentários? 
É porque todos os recursos públicos arrecadados deverão ser 
registrados e recolhidos ao caixa único do Tesouro Nacional, 
independentemente de ser orçamentário ou extra-orçamentário. É o 
princípio da unidade de caixa ou de tesouraria, combinado com o 
princípio da oportunidade. 
 
Mesmo que o ingresso de um recurso permaneça por apenas um dia ou 
uma hora, deverá ser registrado contabilmente como receita. 
 
Cabe ainda ressaltar que os ingressos de recursos extra-orçamentários 
acarretam aumento das disponibilidades financeiras. 
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Questão de concurso: 
(ESAF – TCE/ES–2001) Integra-se ao Patrimônio Público por mutação ou 
efetivamente, sem correspondência passiva. Estamos falando das(os) : 
a) ingressos no disponível. 
b) entradas no caixa. 
c) receitas extra-orçamentárias. 
d) receitas Públicas. 
e) receitasprevistas. 
Resolução 
Análise dos termos: “por mutação ou efetivamente, sem 
correspondência passiva”. 
1. A referência por mutação é para as receitas de capital e extra-
orçamentárias. 
2. O termo efetivamente refere-se às receitas correntes e de capital. 
3. A referência, sem correspondência passiva inclui todas as receitas 
orçamentárias (correntes e de capital), exceto as operações de crédito, 
e exclui as receitas extra-orçamentárias. 
a) Incorreta. O ingresso de recursos no disponível pode ser através de 
receita extra-orçamentária. Esse tipo de receita causa correspondência 
passiva, obrigação de devolução do recurso. 
b) Incorreta. O caixa está dentro do disponível. É uma conta deste 
subgrupo do ativo financeiro, do balanço patrimonial. 
c) Incorreta. Idem ao comentário da opção “a”. 
d) Correta. Esse é o conceito de receita pública, que pode ser por 
mutação (receitas de capital) ou efetivamente (receitas correntes). A 
arrecadação de receitas correntes gera fato contábil modificativo e as de 
capital, fato permutativo. Observe que o “ou” é uma conjunção 
alternativa. 
e) Incorreta. Receitas previstas é apenas um estágio da receita, 
previsão na Lei Orçamentária Anual – LOA (não é estágio de execução 
da receita, é apenas um estágio estático). 
 
Atenção! Como muitos concursandos têm dúvidas em saber se a receita 
é orçamentária ou extra-orçamentária, aqui vão alguns MACETES: 
 
A arrecadação de receitas extra-orçamentárias gera correspondência no 
passivo financeiro do balanço patrimonial (contrapartida), ou seja, ao 
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serem arrecadadas (ingresso nos cofres públicos), simultaneamente 
será registrada uma obrigação para posterior pagamento ou 
recolhimento do valor obtido. 
 
A receita extra-orçamentária não gera fato modificativo, mas sim, 
permutativo. 
 
Portanto, ao arrecadar uma receita, se houver contrapartida dessa 
receita, obrigação de devolução ou pagamento, ela não será 
orçamentária, caso contrário, se essa receita incorporar definitivamente 
ao patrimônio público, ela é orçamentária. Cuidado com a exceção! 
Receita orçamentária – operações de crédito (empréstimo). 
 
Relembrando! As receitas orçamentárias relativas a operações de crédito 
(empréstimos), no memento de sua arrecadação é registrado, em 
contrapartida, uma obrigação do poder público (valor a ser resgatado), 
mesmo assim, essa receita é orçamentária. 
 
Em caso de dúvida se a receita é ou não orçamentária, faça a seguinte 
pergunta! A receita em questão integra definitivamente ao 
patrimônio público? Se a resposta for sim, então é o caso de receita 
orçamentária, caso contrário, receita extra-orçamentária. 
 
Foi cobrado em concurso! 
(FCC – TRF 4ª/2001 – CONTADORIA) é receita extra-orçamentária: 
a) doação recebida em dinheiro. 
b) impostos arrecadados relativos a exercícios anteriores. 
c) empréstimo tomado para atender insuficiência de tesouraria. 
d) receita de serviços não prevista no orçamento. 
e) venda de sucata. 
Resolução: 
a) Incorreta. Doação recebida em dinheiro é um ingresso definitivo e 
não existe contrapartida no passivo de devolução ou pagamento. 
Portanto, é um que aumenta o patrimônio público definitivamente. 
b) Incorreta. Toda receita arrecadada de impostos é orçamentária, ou 
seja, integra definitivamente aos cofres públicos sem correspondência 
no passivo e gera um fato contábil modificativo. 
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c) Correta. Empréstimo tomado para atender insuficiência de tesouraria 
é sinônimo de operações de crédito por antecipação da receita – ARO ou 
débitos de tesouraria. 
d) Incorreta. Receita de serviços não prevista no orçamento ingressa 
definitivamente aos cofres públicos e não existe contrapartida. Também 
é fato contábil modificativo. Não se esqueça! Mesmo que a receita não 
esteja prevista no orçamento, ela poderá ser orçamentária. 
e) Incorreta. A receita de venda de sucata também gera fato contábil 
modificativo aumentativo e não existe obrigação de devolução do 
recurso. 
 
Algumas diferenças e similaridades entre as receitas orçamentárias e 
extra-orçamentárias: 
Receitas orçamentárias Receitas extra-orçamentárias 
A arrecadação e a amortização 
dependem de autorização Legislativa. 
Essa autorização é na LOA ou em lei 
especial. 
A arrecadação e o pagamento independem de 
autorização Legislativa. Porém, as ARO são 
receitas extra-orçamentárias e dependem de 
autorização para sua arrecadação. A 
autorização pode ser na LOA ou em lei 
especial. As AROs sempre dependem de 
autorização legislativa para a sua arrecadação. 
Porém, para o pagamento não há necessidade. 
Os valores previstos e recebidos 
devem constar nos balanços 
orçamentário e financeiro. 
Todos os valores recebidos devem constar no 
balanço financeiro. Não passa pelo Balanço 
Orçamentário. 
As receitas de operações de crédito 
(empréstimos a longo prazo), geram 
contrapartida no passivo permanente 
do balanço patrimonial, mas não 
perdem a característica de receita 
orçamentária. 
Os depósitos de terceiros (receita extra-
orçamentária), são classificados no balanço 
patrimonial como uma obrigação do ente 
público. Se esses depósitos não forem 
reclamados em tempo hábil, serão convertidos 
em receita orçamentária e incorporados 
definitivamente ao patrimônio público. 
As receitas correntes causam 
modificação no patrimônio (saldo 
patrimonial ou patrimônio líquido). 
São receitas transitórias e, em princípio, não 
causam impacto no saldo patrimonial, mas 
aumentam as disponibilidades financeiras. 
Aumentam as disponibilidades 
financeiras, agregando 
definitivamente ao patrimônio público. 
Também aumentam as disponibilidades 
financeiras, mas não agregam definitivamente 
ao patrimônio público. Podem vir a integrar. 
A arrecadação é constante, ou seja, 
ocorre durante todo o exercício 
financeiro. 
A arrecadação é esporádica e os valores são 
geralmente baixos. 
É receita na essência do conceito. São apenas ingressos de recursos e não estão 
inseridas no conceito “específico” de receita, 
mas são registradas contabilmente como 
receitas. 
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As operações de créditos que não 
sejam ARO são receitas orçamentárias 
– receitas de capital. 
As operações de crédito por antecipação da 
receita orçamentária – AROs são receitas 
extra-orçamentárias, denominadas de débitos 
de tesouraria. 
 
Concluindo quanto das receitas orçamentárias e extra-orçamentárias. 
 
As receitas orçamentárias e extra-orçamentárias estão previstas na Lei 
nº 4.320/64? 
Sim, em diversos artigos a Lei nº 4.320/64 menciona acerca dos 
ingressos orçamentários e extra-orçamentários, a exemplo dos artigos. 
103 e 104. 
 
Portanto, entendemos que a norma supracitada regulamenta os 
ingressos de disponibilidades de todos os entes da federação, 
classificando-os em dois grandes grupos: 
◊ orçamentários; 
◊ e extra-orçamentários. 
 
Foi cobrado em concurso! 
(FCC – TRF 4ª/2001 – CONTADORIA) um ingresso de numerário será 
extra-orçamentário quando corresponder: 
a) à entrada compensatória no ativo e passivo financeiro. 
b) ao aumento de ativo financeiro realizável. 
c) à diminuição de passivo financeiro. 
d) à diminuição de ativo permanente. 
e) ao aumento de passivo permanente. 
Resolução: 
a) Correta. Ao arrecadar receitas extra-orçamentárias, registra-se a 
entrada do recurso na conta “bancos”, no ativo financeiro e 
concomitante registro de “depósitos” no passivo financeiro. 
b) Incorreta. Aumenta sim oativo financeiro, só que o disponível, e não 
o realizável. 
c) Incorreta. Ao contrário, há aumento do passivo financeiro através do 
registro da conta “depósitos”, obrigação de devolução dos recursos 
recebidos. 
d) Incorreta. O ativo permanente fica inalterado. 
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e) Incorreta. Idem à opção “d”. 
Receita pública efetiva e não-efetiva 
 
 
1.7. Receita pública efetiva e não efetiva 
Esses termos (receita efetiva e não-efetiva) têm visitado os concursos! 
 
A receita pública efetiva é aquela em que os ingressos de 
disponibilidades de recursos não foram precedidos de registro de 
reconhecimento do direito e não constituem obrigações correspondentes 
e, por isso, alteram a situação líquida patrimonial (conceito do manual 
da receita pública – 3ª edição/2006) 
 
A receita pública não efetiva é aquela em que os ingressos de 
disponibilidades de recursos foram precedidos de registro do 
reconhecimento do direito e, por isso, não alteram a situação líquida 
patrimonial (conceito do manual da receita pública – 3ª edição/2006). 
 
Interpretação dos termos: 
 
As receitas efetivas possuem as seguintes características próprias que 
as identificam: 
 
1º. Ingressos de disponibilidades de recursos não foram precedidos de 
registro de reconhecimento do direito. 
 
Exemplo: As receitas provenientes de crédito inscrito na dívida ativa e 
de amortização de empréstimos foram precedidas de registro contábil 
de reconhecimento de direito. Ou seja, antes de sua arrecadação a 
administração pública procedeu ao registro de um direito a receber. 
Portanto as receitas oriundas da dívida ativa e amortização de 
empréstimos concedidos são receitas orçamentárias não-efetivas. 
Importante! A receita da dívida ativa é classificada na categoria 
econômica receitas correntes – outras receitas correntes. 
 
2º. Não constituem obrigações correspondentes. 
 
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Exemplo: As receitas de capital originadas de operações de crédito 
geram obrigações para a administração pública, posto que representam 
dívidas contraídas para a realização de despesas públicas. Assim sendo, 
são receitas não-efetivas. 
 
Pode-se perceber, a partir dos conceitos acima, que todas as receitas 
correntes, exceto aquelas provenientes de créditos inscritos na dívida 
ativa, são receitas efetivas e as receitas de capital, não-efetivas. 
 
Características das receitas efetivas: 
Ingresso de recursos não precedidos de registro de reconhecimento de direito; 
Receita arrecadada sem obrigações ou correspondências passivas; 
Basicamente arrecadada de forma contínua e permanente, exceção quanto as receitas 
financeiras; 
Incluem-se basicamente todas as receitas correntes, exceto as provenientes da dívida 
ativa. 
 
Características das receitas não efetivas: 
Ingresso de recursos precedidos de registro de reconhecimento de direito; 
Receita arrecadada com obrigações ou correspondências passivas; 
Arrecadação esporádica ou não permanente; 
Receitas arrecadadas por mutação patrimonial; 
Incluem-se basicamente todas as receitas de capital, tais como empréstimos 
(operações de crédito), amortização de empréstimos concedidos, alienação de bens, 
inclusive privatizações etc. 
 
Foi cobrado em concurso! 
(ESAF - AFC STN/2005 - Área: Contábil-Financeira) Na execução do 
Orçamento Geral da União importa registrar todos os atos e fatos 
relativos à realização da receita e da despesa, mesmo que essas não 
sejam efetivas. Assinale, a seguir, a opção que indica uma receita não 
efetiva e uma despesa efetiva, respectivamente. 
a) Recebimento de imposto de renda e pagamento de pessoal. 
b) Recebimento de dívida ativa e aquisição de material de consumo. 
c) Recebimento de operação de crédito e pagamento de serviços de 
terceiros – pessoa jurídica. 
d) Recebimento de contribuições previdenciárias e aquisição de veículos. 
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e) Recebimento de receitas de serviços e pagamento de empréstimos. 
 
Resolução 
Receita efetiva é aquela proveniente das funções próprias do setor 
público na qualidade de agente arrecadador. Ou seja, são aquelas 
receitas provenientes dos tributos e tarifas públicas para a realização 
das despesas de custeio e investimento. São denominadas de receitas 
próprias, provenientes de tributos, receitas patrimoniais, industriais, 
agropecuárias, de serviços, além de outras receitas correntes. 
 
Para a despesa, podemos definir como efetiva aquela que representa os 
gastos permanentes e contínuos com a manutenção da máquina 
administrativa, onde são utilizadas receitas efetivas. São despesas 
realizadas pela administração direta e indireta na prestação de serviços 
públicos. 
 
Depois dos comentários acima, podemos afirmar que: 
Opção “a” = receita efetiva e despesa efetiva 
Opção “b” = receita não efetiva e despesa efetiva 
Opção “c” = receita não efetiva e despesa efetiva 
Opção “d” = receita efetiva e despesa efetiva 
Opção “e” = receita efetiva e despesa não efetiva 
Conclusão: a questão deveria ter sido anulada porque as opções “b” e 
“c” estão corretas, haja vista que ambas representam, respectivamente, 
receita não efetiva e despesa efetiva. 
Talvez o elaborador da questão entendesse ou ainda entende que 
receita proveniente de crédito inscrito na dívida ativa é efetiva. 
Entretanto, caso seja esse o pensamento do autor da questão, 
divergimos desse entendimento, haja vista que vai de encontro com o 
manual da receita pública de 2006 (Portaria STN nº. 340/2006). 
 
1.8. Classificações da receita: 
A classificação da receita orçamentária é sustentada por conceitos 
próprios, sem nenhuma ligação com os princípios fundamentais de 
contabilidade. Qualquer semelhança de terminologias é mera 
coincidência. 
 
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O fato de os conceitos e os princípios orçamentários serem diferentes 
dos conceitos e princípios contábeis não elimina a condição de serem 
refletidos harmonicamente pela contabilidade. 
Dentro do planejamento orçamentário a receita pública pode ser 
estudada, hierarquicamente, da seguinte forma: 
Receita orçamentária; 
Natureza da receita; 
Categoria econômica da receita; 
Origem; 
Espécie; 
Rubrica; 
Alínea; 
Subalínea. 
 
Após estudarmos os conceitos de receita orçamentária e extra-
orçamentária, originária e derivada, efetiva e não efetiva, iremos 
abordar acerca dos outros elementos, conforme a seqüência do quadro 
acima. 
 
Natureza da receita 
A classificação da receita por natureza busca a melhor identificação da 
origem do recurso segundo seu fato gerador. Face à necessidade de 
constante atualização e melhor identificação dos ingressos aos cofres 
públicos, o esquema inicial de classificação foi desdobrado em seis 
níveis, que formam o código identificador da natureza de receita, 
conforme apresentado a seguir: 
 
Atenção! O sistema de classificação de receitas obedecia a seguinte 
codificação: 
Categoria X 
Fonte Y 
Subfonte Z 
Rubrica W 
Alínea TT 
Subalínea KK 
 
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Com a finalidade de melhorar o entendimento dessa codificação, a 
mesma foi substituída pela codificação a seguir: 
 
Categoria X 
Origem Y 
Espécie Z 
Rubrica W 
Alínea TT 
Subalínea KK 
Atenção! O quadro acima demonstra a classificação atualizada da receitaconforme o Manual Técnico de Orçamento – MTO/2006 e o Ementário de 
Classificação das Receitas Orçamentárias aprovado pela Portaria SOF nº. 
21 de 28 de julho de 2006. 
 
O Ementário de Classificação das Receitas Orçamentárias tem por 
finalidade consolidar as informações relativas às classificações 
orçamentárias das receitas arrecadadas pelos entes da Federação - 
União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Contudo, o enfoque está 
voltado para as receitas dos orçamentos fiscal e da seguridade social da 
União. 
 
Observa-se que esta atual classificação substitui a anterior em relação 
aos itens (códigos) Y e Z, em que esses eram classificados como fonte e 
subfonte, respectivamente. 
 
Importante! Ainda existem muitos livros desatualizados quanto a essa 
classificação, portanto, fique atento! 
 
Toda essa codificação acima é denominada de natureza da receita. 
 
Categoria econômica da receita - X 
Legalmente as receitas orçamentárias são classificadas em dois grandes 
grupos ou categorias econômicas: Receitas Correntes e Receitas de 
Capital (art. 11, da Lei nº 4.320/64). 
 
Portanto, a receita é classificada em duas categorias econômicas, com 
os seguintes códigos: 
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1. Receitas Correntes: classificam-se nessa categoria aquelas receitas 
oriundas do poder impositivo do Estado e são as seguintes: 
tributária e de contribuições; da exploração de seu patrimônio – 
patrimonial; da exploração de atividades econômicas - agropecuária, 
industrial e de serviços; as provenientes de recursos financeiros 
recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando 
destinadas a atender despesas classificáveis em despesas correntes – 
transferências correntes; e as demais receitas que não se enquadram 
nos itens anteriores – outras receitas correntes. 
 
Segundo o Manual de Procedimentos da Receita Pública: “São os 
ingressos de recursos financeiros oriundos das atividades operacionais, 
para aplicação em despesas correspondentes, também em atividades 
operacionais, correntes ou de capital, visando ao alcance dos objetivos 
constantes dos programas e ações de governo. São denominadas de 
receitas correntes porque não têm suas origens em operações de 
crédito, amortização de empréstimos e financiamentos nem alienação de 
componentes do ativo permanente. Elas são derivadas do poder de 
tributar ou resultantes da venda de produtos ou serviços colocados à 
disposição dos usuários. 
Têm características intrínsecas de atividades que contribuem para a 
finalidade fundamental dos órgãos ou entidades públicas, quer sejam 
operacionais ou não operacionais”. 
 
2. Receitas de Capital: de acordo com o art. 11, § 2º da Lei nº 
4.320/64, com redação dada pelo Decreto-Lei nº 1.939/82, são as 
seguintes: 
 
Provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de 
constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; 
os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, 
destinados a atender despesas classificáveis em despesas de capital e, 
ainda, o superávit do orçamento corrente. 
 
As receitas de capital são representadas por mutações patrimoniais que 
nada acrescentam ao patrimônio público, só ocorrendo uma troca de 
elementos patrimoniais, isto é, um aumento no sistema financeiro 
(entrada de recursos financeiros) e uma baixa no sistema patrimonial 
(saída do patrimônio em troca de recursos financeiros). 
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Segundo o Manual de Procedimentos da Receita Pública: “São os 
ingressos de recursos financeiros oriundos de atividades operacionais ou 
não operacionais para aplicação em despesas operacionais, correntes ou 
de capital, visando ao alcance dos objetivos traçados nos programas e 
ações de governo. São denominados receita de capital porque são 
derivados da obtenção de recursos mediante a constituição de dívidas, 
amortização de empréstimos e financiamentos ou alienação de 
componentes do ativo permanente, constituindo-se em meios para 
atingir a finalidade fundamental do órgão ou entidade, ou mesmo, 
atividades não operacionais visando ao estímulo às atividades 
operacionais do ente”. 
 
Importante! Cabe ainda destacar a distinção entre receita de capital e 
receita financeira. 
 
O conceito de receita financeira surgiu com a adoção pelo Brasil da 
metodologia de apuração do resultado primário, oriundo de acordos com 
o Fundo Monetário Internacional - FMI. Assim sendo, passou-se a 
denominar como receitas financeiras àquelas receitas que não são 
consideradas na apuração do resultado primário, como as derivadas de 
aplicações no mercado financeiro ou da rolagem e emissão de títulos 
públicos, assim como as provenientes de privatizações, entre outras. 
 
Portanto, a codificação da categoria econômica da receita orçamentária 
está estabelecida da seguinte forma: (1) para receitas correntes e (2) 
para receitas de capital. 
 
Origem da receita - Y 
A origem refere-se ao detalhamento da classificação econômica das 
receitas, ou seja, ao detalhamento das receitas correntes e de capital de 
acordo com a Lei nº 4.320/64. 
 
A mudança da atual nomenclatura (de “fonte” para “origem”) deveu-se 
à imprecisão do conceito existente entre a fonte a que se refere esse 
classificador de receitas e a fonte relacionada com o financiamento das 
despesas constantes da programação orçamentária. 
 
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Importante! Em realidade a ORIGEM é uma subdivisão das receitas 
correntes e de capital: 
 
Os códigos da origem para as receitas correntes e de capital são 
respectivamente: 
Receitas Correntes 
1. Receita tributária; 
2. Receita de contribuições; 
3. Receita patrimonial; 
4. Receita agropecuária; 
5. Receita industrial; 
6. Receita de serviços; 
7. Transferências correntes; 
9. Outras receitas correntes. 
 
Receitas de Capital 
1. Operações de crédito; 
2. Alienação de bens; 
3. Amortização de empréstimos; 
4. Transferências de capital; 
5. Outras receitas de capital. 
 
Espécie de receita - Z 
A espécie constitui um maior detalhamento da categoria anterior 
(origem). 
 
Essa classificação não está relacionada à Lei nº 4.320/64. Essa 
classificação foi adotada pela Secretaria de Orçamento Federal - 
SOF/STN (classificação discricionária). 
 
No caso dos tributos, a espécie relaciona os tipos de tributos previstos 
na Constituição Federal. A mudança da atual nomenclatura (de 
“subfonte” para “espécie”) deveu-se também à imprecisão daquele 
conceito, uma vez que alguns entendiam que se tratava de especificação 
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das fontes de recursos relacionadas ao financiamento das despesas 
constantes da programação orçamentária. 
 
A ESPÉCIE da receita representa o nível de detalhamento vinculado à 
origem, composto por títulos que permitem especificar com maior 
detalhe a origem da receita. Em outras palavras, é a espécie de receita. 
 
Rubrica da receita - W 
A rubrica é o nível que detalha a espécie com maior precisão, 
especificando a origem dos recursos financeiros. Agrega determinadas 
receitas com características próprias e semelhantes entre si. 
 
Resumindo, é o nível que detalha a espécie de receita com maior 
precisão, especificando a origem dos recursos financeiros. Agrega 
determinadas receitas com características próprias e semelhantes entre 
si. 
 
Alínea - TT 
A alínea é o nível que apresenta o nome da receitapropriamente dita e 
que recebe o registro pela entrada de recursos financeiros. 
 
Subalínea - KK 
A subalínea constitui o nível mais analítico da receita, o qual recebe o 
registro de valor, pela entrada do recurso financeiro, quando houver 
necessidade de maior detalhamento da alínea. 
 
Exemplo de natureza da receita: Suponha-se a seguinte codificação: 
1.1.1.2.04.10 
1. Receitas correntes Categoria econômica - X 
1. Receitas tributárias Origem - Y 
1. Impostos Espécie - Z 
2. Impostos sobre o patrimônio e a renda Rubrica - W 
04. Impostos sobre a renda e proventos de qualquer natureza Alínea - TT 
10. Pessoas físicas Subalínea - KK 
 
1.7. Classificações especiais da receita 
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Por fonte de recursos 
A receita pública ainda possui classificação orçamentária de acordo com 
a sua fonte de recursos. 
 
Conforme mencionamos, a classificação da receita por natureza da 
receita busca a melhor identificação da origem dos recursos segundo 
seu fato gerador. Entretanto, existe a necessidade de classificar a 
receita conforme a destinação legal dos recursos arrecadados. 
 
Assim sendo, foi instituído pelo Governo Federal um mecanismo 
denominado “fontes de recursos”. As fontes de recursos constituem-se 
de determinados agrupamentos de naturezas de receitas, atendendo a 
uma determinada regra de destinação legal, e servem para indicar como 
são financiadas as despesas orçamentárias. 
 
Entende-se por fonte de recursos a origem ou a procedência dos 
recursos que devem ser gastos com uma determinada finalidade. É 
necessário, portanto, individualizar esses recursos de modo a evidenciar 
sua aplicação segundo a determinação legal. 
 
Portanto, as atuais fontes de recursos são: 
1 - Recursos do tesouro – exercício corrente; 
2 - Recursos de outras fontes - exercício corrente; 
3 - Recursos do tesouro – exercícios anteriores; 
6 - Recursos de outras fontes - exercícios anteriores; 
9 - Recursos condicionados. 
 
Receitas primárias 
A receita é classificada, ainda, como Primária (P) quando seu valor é 
incluído na apuração do Resultado Primário e Não-Primária ou Financeira 
(F) quando não é incluída nesse cálculo. 
 
Exemplo de receitas primárias: são as provenientes dos tributos, 
contribuições, patrimoniais, agropecuárias, industriais, de serviços etc. 
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Receitas financeiras 
As receitas financeiras são basicamente as provenientes de operações 
de crédito (endividamento), de aplicações financeiras e de juros, em 
consonância com o Manual de Estatísticas de Finanças Públicas do Fundo 
Monetário Internacional – FMI, de 1986. 
Receitas não-financeiras 
São as receitas oriundas de tributos, contribuições, patrimoniais, 
agropecuárias, industriais, serviços e outras. 
 
Receita compartilhada 
Receita orçamentária pertencente a mais de um beneficiário 
independente da forma de arrecadação e distribuição. 
 
Exemplo: Receita proveniente da CIDE – Combustíveis. Essa 
contribuição é repartida entre a União, estados e Municípios. 
 
Receita vinculada 
É a receita arrecadada com destinação específica estabelecida na 
Constituição federal ou em dispositivos legais. A vinculação da receita 
torna a programação financeira menos flexível, deixando parte dos 
recursos disponíveis apenas a uma destinação certa. 
 
Exemplo: Contribuições sociais incidentes sobre a folha de salário das 
empresas. Essas receitas são destinadas exclusivamente ao pagamento 
de benefícios previdenciários do INSS. 
 
Renúncia de receita 
É a não arrecadação de receita em função da concessão de isenções, 
anistias ou subsídios. Deve-se atentar, na renúncia de receita, ao 
disposto pela Lei nº. 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal, art. 14, 
que determina critérios a serem observados quanto a esse fato. 
 
Receita de operações intra-orçamentárias: São ingressos oriundos 
de operações realizadas entre órgãos e demais entidades da 
administração pública integrantes dos orçamentos de uma mesma 
esfera de governo. 
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Foram criados, para o exercício de 2006, códigos específicos para as 
naturezas de receita intra-orçamentárias. 
 
Essas naturezas têm a finalidade de discriminar as receitas de operações 
entre órgãos e demais entidades da administração pública, integrantes 
dos orçamentos fiscal e da seguridade social da mesma esfera 
governamental, a fim de evitar a dupla contagem. 
 
Com o propósito de atender a antiga estrutura estabelecida pela Portaria 
Interministerial nº 163, de 4 de maio de 2001, STN/SOF, foram criadas 
novas naturezas de receita intra-orçamentárias, em grupos já existentes 
na presente classificação, nos níveis “vagos”. Tais códigos de natureza 
de receita terão validade até dezembro de 2006, quando, então, serão 
excluídos. 
 
A Portaria interministerial nº 338, de 26 de abril de 2006, que altera o 
Anexo I da Portaria 163, criou, para o exercício de 2007, uma nova 
classificação, destinada ao registro das receitas decorrentes das 
operações intra-orçamentárias: 
 
7000.00.00 – Receitas Correntes Intra-Orçamentárias; 
8000.00.00 – Receitas de Capital Intra-Orçamentárias. 
 
As novas naturezas de receita intra-orçamentárias, portanto, serão 
constituídas substituindo-se o 1º nível (categoria econômica “1” ou “2”) 
pelos dígitos “7”, se receita corrente intra-orçamentária e “8”, se receita 
de capital intra-orçamentária, mantendo-se o restante da codificação. 
 
As classificações incluídas não constituem novas categorias econômicas 
de receita, mas sim, meras especificações das categorias corrente e de 
capital, a fim de possibilitar a identificação das respectivas operações 
intra-orçamentárias. 
 
Importante! Esses novos conceitos de receita podem ser novidade em 
concursos! Se for cobrado nos próximos concursos acredito que poucos 
acertarão. 
 
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Para encerrar essa abordagem da primeira parte da receita pública 
iremos incluir algumas questões de concursos. 
 
2. Questões de concursos públicos: 
1. (FCC - TRT 24ª Região – Analista Judiciário – Contabilidade – 2006) O 
lançamento BANCOS a DÉBITOS DE TESOURARIA é consignado para 
registrar uma 
(A) receita extra-orçamentária. 
(B) receita orçamentária. 
(C) despesa orçamentária. 
(D) despesa extra-orçamentária. 
(E) despesa de capital. 
Resolução: 
(A) Correta. Débitos de tesouraria é sinônimo de operações de crédito 
por antecipação da receita orçamentária – AROs. As AROs são receitas 
extra-orçamentárias. Por ocasião de sua arrecadação debita-se a conta 
bancos e credita – débitos de tesouraria – obrigação – conta do passivo 
financeiro no balanço patrimonial. 
(B) Incorreta. Contrário da opção “a”. 
(C) Incorreta. Mesmo que não conhecia o lançamento e o nome das 
contas não marcaria essa, haja vista que no enunciado existe débito na 
conta bancos, ou seja, entrada de recursos em bancos, portanto, não 
poderia ser despesa. 
(D) Incorreta. Serve o comentário da opção ‘c”. 
(E) Incorreta. Idem ao comentário da opção “c”. 
 
2. (ESAF ACE – TCU/2006) Receitas Tributárias são receitas correntes 
oriundas da competência do Estado de tributar. Assim, não se pode 
afirmar com relação à receita tributária brasileira que 
a) as contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico 
podem ter alíquotas específicas ou ad valorem e não incidem sobre as 
receitas decorrentesda exportação. 
b) o Imposto sobre Produtos Industrializados é um imposto não 
cumulativo e não-incidente sobre os produtos industrializados 
destinados ao exterior. 
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c) o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas 
a Títulos ou Valores Mobiliários é um imposto regulatório de 
competência da União. 
d) o Salário-Educação é uma contribuição econômica que se destina a 
financiar parcialmente as despesas com o ensino fundamental. 
e) a Taxa de Utilização do Sistema de Controle de Arrecadação do 
Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante, tem como 
fato gerador a utilização do Sistema Eletrônico de Controle de 
Arrecadação do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha 
Mercante. 
 
Resolução: 
O comando da questão pede o que não se pode afirmar em relação à 
receita tributária. 
a) Podemos afirmar que as contribuições sociais e de intervenção no 
domínio econômico podem ter alíquotas específicas ou ad valorem e não 
incidem sobre as receitas decorrentes da exportação (art. 149, § 2º da 
CF). 
b) Podemos afirmar que o Imposto sobre Produtos Industrializados é um 
imposto não cumulativo e não-incidente sobre os produtos 
industrializados destinados ao exterior (art. 153, § 3º da CF). 
c) Podemos afirmar que o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio 
e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários é um imposto 
regulatório (não possui a finalidade de arrecadar tributos) e é de 
competência da União. 
d) O § 5º do art.212 da CF estabelece que o ensino fundamental público 
terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do 
salário-educação, recolhida pelas empresas, na forma da lei. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996). Portanto, Não 
podemos afirmar que o Salário-Educação é uma contribuição econômica. 
O Salário-Educação é uma contribuição social que se destina a financiar 
parte das despesas com o ensino fundamental. Essa é a opção correta 
porque não podemos afirmar que o Salário-Educação é uma contribuição 
econômica. 
e) O Decreto nº 5.324/04, em seu art. 1º regulamenta o art. 37 da Lei 
no 10.893, de 13 de julho de 2004, que dispõe sobre a Taxa de 
Utilização do Sistema Eletrônico de Controle da Arrecadação do Adicional 
ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante. 
 
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O art. 2o prevê que o recolhimento da Taxa de Utilização do MERCANTE 
é devido por ocasião da emissão do CE-MERCANTE, à razão de R$ 20,00 
(vinte reais) por unidade, a partir de 1o de janeiro de 2005, e deverá ser 
efetuado no próprio Sistema, junto com a solicitação de pagamento do 
Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante - AFRMM. 
 
O § único do art. 11 da Lei nº 10.893/04, que dispõe sobre o Adicional 
ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante - AFRMM e o Fundo da 
Marinha Mercante - FMM, e dá outras providências, determina que o 
pagamento do AFRMM, acrescido das taxas de utilização do Sistema 
Eletrônico de Controle de Arrecadação do Adicional ao Frete para a 
Renovação da Marinha Mercante - MERCANTE, será efetuado pelo 
contribuinte antes da liberação da mercadoria pela Secretaria da Receita 
Federal. Portanto, podemos afirmar que essa opção é verdadeira. 
 
3. (ESAF ACE – TCU/2006) Consoante o disposto na Lei Federal n. 
4.320/64 a receita classificar-se-á nas seguintes categorias econômicas: 
Receitas Correntes e Receitas de Capital. Aponte a opção falsa com 
relação a esse tema. 
a) As Receitas de Capital são as provenientes de operações de crédito, 
cobrança de multas e juros de mora, alienação de bens, de amortização 
de empréstimos concedidos, de indenizações e restituições, de 
transferências de capital e de outras receitas de capital. 
b) São Receitas Correntes as receitas tributárias, patrimonial, 
agropecuária, industrial, de contribuições, de serviços e diversas e, 
ainda, as transferências correntes. 
c) Os tributos são receitas que a doutrina classifica como derivadas. 
d) Conceitua-se como Receita Tributária a resultante da cobrança de 
tributos pagos pelos contribuintes em razão de suas atividades, suas 
rendas e suas propriedades. 
e) Será considerada Receita de Capital o superávit do Orçamento 
Corrente, segundo disposição da Lei Federal n. 4.320/64. 
 
Resolução: 
O comando da questão pede a opção falsa em relação ao tema receitas 
públicas. 
a) Essa é a opção correta porque é falso afirmar que a cobrança de 
multas e juros de mora e indenizações e restituições são receitas de 
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capital, mas sim, receitas correntes. As receitas e despesas públicas são 
classificadas por categoria econômica (corrente e de capital). 
b) Essa opção é verdadeira porque todas as receitas enumeradas são 
correntes. 
c) Essa opção é verdadeira porque receita pública derivada é aquela que 
deriva do patrimônio da sociedade. O governo exerce a sua competência 
ou o poder de tributar os rendimentos ou o patrimônio da população. 
Em suma, é a receita pública efetiva obtida pelo Estado, em função de 
sua soberania, por meio de tributos, penalidades, indenizações e 
restituições. 
Exemplo de receitas derivadas: 
 
 
 
d) Essa opção é verdadeira porque receita tributária é a resultante da 
cobrança de tributos pagos pelos contribuintes em razão de suas 
atividades, suas rendas e suas propriedades. 
e) Essa opção é verdadeira porque o superávit do orçamento corrente é 
uma receita de capital extra-orçamentária (art. 11, § 2º e 3º, da Lei 
4.320/64). Esse item é bastante cobrado em concurso. “Cai” em quase 
todos! 
 
4. (Analista de Finanças e Controle - AFC - STN – 2005) Assinale a 
opção falsa em relação à receita pública, de acordo com o que dispõe o 
Manual de Procedimentos da Receita Pública, de que trata a Portaria 
STN nº 219, de 29.04.2004. 
a) Receita pública são todos os ingressos de caráter não devolutivo 
auferidos pelo poder público. 
b) A receita pública efetiva é aquela em que os ingressos de 
disponibilidades de recursos não foram precedidos de registro de 
reconhecimento do direito e não constituem obrigações 
correspondentes. 
c) Os ingressos provenientes da prestação de serviços são classificados 
como Receitas Correntes. 
d) A receita pública pode ou não provocar variação na situação 
patrimonial líquida. 
e) As receitas de capital somente podem ser aplicadas em despesa de 
capital. 
� Receita Tributária; 
� Receita de Contribuições, 
� Taxas de serviços, etc. 
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Resolução: 
O comando da questão pede a opção falsa em relação às receitas 
públicas. 
a) Incorreta. Este é o conceito doutrinário e adotado pela STN para 
receita pública. Ou seja, são todos os ingressos de caráter não 
devolutivo auferidos pelo poder público. 
b) Incorreta. Este é o conceito do Manual da Receita Pública, onde 
estabelece que receita pública efetiva é aquela em que os ingressos de 
disponibilidades de recursos não foram precedidos de registro de 
reconhecimento do direito e não constituem obrigações 
correspondentes. Repito! Fique atento aos novos conceitos. A ESAF e o 
CESPE gostam de novidades. 
Exemplo do termo “os ingressos de disponibilidades de recursos não 
foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não 
constituem obrigações correspondentes”: As receitas de capital 
(empréstimos) foram precedidos de um contrato, portanto, foi precedido 
de um registro do reconhecimento do direito de receber o empréstimo.E 
ainda, esse empréstimo constitui obrigação de pagamento posterior. 
Assim, esse tipo de receita não é EFETIVA. 
c) Incorreta. Perfeito, os ingressos provenientes da prestação de 
serviços são classificados na categoria econômica - Receitas Correntes. 
d) Incorreta. Corretíssimo a receita pública pode ou não provocar 
variação na situação patrimonial líquida. As receitas correntes sempre 
provocam e as de capital apenas causam mutação patrimonial. 
e) Correta. Essa opção é falsa porque não existe obrigatoriedade de que 
as receitas de capital sejam aplicadas em despesas de capital. Assim 
sendo, as receitas correntes podem ser aplicadas em despesas de 
capital. 
 
5. (ESAF – AFC/CGU – 2006) No que diz respeito à receita pública, 
indique a opção falsa. 
a) A Lei n. 4.320/64 classifica receita pública em orçamentária e extra-
orçamentária, sendo que esta apresenta valores que não constam do 
orçamento. 
b) A receita orçamentária divide-se em dois grupos: correntes e de 
capital. 
c) As receitas correntes compreendem as receitas tributárias, de 
contribuições, patrimoniais, agropecuárias, industriais, de serviços, de 
alienação de bens, de transferências e outras. 
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d) A receita pública é definida como os recursos auferidos na gestão, 
que serão computados na apuração do resultado financeiro e econômico 
do exercício. 
e) A receita extra-orçamentária não pertence ao Estado, possuindo 
caráter de extemporaneidade ou de transitoriedade nos orçamentos. 
 
Resolução: 
O comando da questão pede a opção falsa. 
a) Incorreta. É simplesmente isso mesmo que a Lei nº 4.320/64 
classifica a receita pública. Em orçamentária e extra-orçamentária, 
sendo que a receita extra-orçamentária não constam na lei 
orçamentária. 
b) Incorreta. Os grupos que se fala nessa opção são as categorias 
econômicas da receita! Ah! Cuidado! Não fique procurando “chifre em 
cabeça de cavalo” na hora da prova. O termo grupo não tem nada 
demais. 
c) Correta. Até que começou bem, mas alienação de bens é receita de 
capital. 
d) Incorreta. Todas as receitas públicas orçamentárias e extra-
orçamentárias serão computados na apuração dos resultados financeiro 
e econômico do exercício. 
e) Incorreta. A receita extra-orçamentária realmente não pertence ao 
Estado e possui caráter de extemporaneidade ou de transitoriedade 
durante a execução do orçamento. O termo “transitoriedade nos 
orçamentos nos orçamentos” quer dizer execução orçamentária. 
 
6. (CESPE – 2004 – Contador - Agência de Defesa Agropecuária do 
Estado do Pará) De acordo com a classificação por categorias 
econômicas, são receitas correntes as receitas tributárias, de 
contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e ainda 
as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de 
direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas 
classificáveis em despesas correntes. 
 
Resolução: 
As receitas são classificadas em duas categorias econômicas: receitas 
correntes e receitas de capital. As receitas (corrente e de capital), 
segundo sua natureza são classificadas em: 
Categoria econômica X 
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Origem Y 
Espécie Z 
Rubrica W 
Alínea TT 
Subalínea KK 
Essa é a classificação atual. 
Segundo a sua origem as receitas estão assim classificadas e 
codificadas; 
Receitas Correntes 
1. Receita tributária; 
2. Receita de contribuições; 
3. Receita patrimonial; 
4. Receita agropecuária; 
5. Receita industrial; 
6. Receita de serviços; 
7. Transferências correntes; 
9. Outras receitas correntes. 
Receitas de Capital 
1. Operações de crédito; 
2. Alienação de bens; 
3. Amortização de empréstimos; 
4. Transferências de capital; 
5. Outras receitas de capital. 
Assim sendo, a opção está corretíssima. 
 
7. (CESPE – Perito Criminal Federal – 1997) Quanto á categoria 
econômica, a receita pública orçamentária pode ser classificada em 
receitas correntes e de capital. A respeito dessa receitas, julgue os itens 
seguintes. 
1 – São exemplos de receitas correntes: impostos, aluguéis de 
máquinas, equipamentos ou veículos, dividendos, serviços de 
comercialização de produtos agropecuários e receita da dívida ativa não-
tributária. 
 
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2 – A receita corrente tributária é composta de impostos, taxas, 
contribuições sociais, contribuições econômicas e contribuições de 
melhoria. 
 
3 – Juros de empréstimos é uma receita corrente de serviços resultante 
das taxas de juros aplicadas a empréstimos concedidos, diferenciando-
se dos juros classificados na receita corrente patrimonial, por se tratar 
de receita operacional das instituições financeiras. 
 
4 – A venda de bens móveis é uma receita pública orçamentária, 
representando uma característica das receitas de capital, mas também 
pode ser encontrada entre as receitas correntes. 
 
5 – As operações de crédito e a amortização de empréstimos são itens 
da receita pública orçamentária de capital, e em ambas as transações o 
governo assume a posição de devedor. 
 
Resolução: 
1. Correta. Todos os exemplos apresentados são receitas correntes. 
Atenção! “Dividendos” é um exemplo de receita patrimonial – receita de 
valores mobiliários “dividendos”. 
2. Correta. Acho que essa ninguém tem dúvida! São as espécies de 
tributos. 
3. Errada. Juros de empréstimos realmente é uma receita corrente de 
serviços resultante das taxas de juros aplicadas a empréstimos 
concedidos, porém, não diferencia dos juros classificados na receita 
corrente patrimonial. 
4. Errada. A venda de bens móveis é uma receita pública orçamentária 
de capital, jamais poderá ser corrente. 
5.Errada. Na amortização de empréstimos o governo assume a posição 
de credor, ou seja, é um empréstimo concedido pelo governo e que 
agora está sendo amortizado pelo devedor. As operações de crédito 
realmente o governo assume a posição de devedor. 
 
8. (FCC – Analista de Orçamento/MPU – 2007) É exemplo de receita de 
capital: 
(A) receita decorrente de prestação de serviços. 
(B) Receita industrial. 
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(C) Receita da venda de títulos da dívida pública. 
(D) Receita decorrente da exploração de atividade agropecuária. 
(E) Receita de aluguéis, foros e laudêmios. 
 
Resolução 
A opção “c” apresenta uma receita de capital proveniente da conversão, 
em espécie, de bens e direitos. Os títulos da dívida pública brasileira 
representam bens públicos e a sua venda enquadra-se como uma 
receita orçamentária de capital. 
Todas as outras opções apresentam receitas correntes. 
 
9. (FCC – Analista Administrativo/MPU – 2007) É exemplo de receita de 
capital: 
(A) Receita de alienação de bens. 
(B) Receita patrimonial. 
(C) Inscrição de dívida ativa do ente público. 
(D) dissociação do conceito de planejamento e alocação de recursos. 
(E) inexistência de mensuração dos resultados das atividades 
desenvolvidas. 
 
Resolução 
A opção “a” apresenta um exemplo clássico de receita de capital. 
Alienação de bens e direitos é sinônimo de conversão, em espécie, de 
bens e direitos. Em outras palavras, receita de alienação de bens refere-
se à venda de bens públicos, portanto, receita de capital não efetiva. 
 
10. (FCC – Técnico de Orçamento/MPU – 2007) É um exemplo de 
receita extra-orçamentária: 
(A) aluguéis recebidos pelo ente público. 
(B) foros e laudêmios. 
(C) recebimentode depósitos judiciais. 
(D) receita de alienação de imóveis. 
(E) juros e multas sobre a dívida ativa. 
Resolução 
a) Incorreta. Aluguéis recebidos pelo ente público é exemplo de receita 
corrente orçamentária – receita patrimonial. 
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b) Incorreta. Foros e laudêmios são receitas orçamentárias correntes – 
outras receitas correntes. 
c) Correta. O recebimento de depósitos judiciais representa um tipo de 
receita transitória que pertence a terceiros, pelo menos enquanto não 
for julgado o mérito da ação. 
d) Incorreta. Receita de alienação de bens é receita orçamentária de 
capital. 
e) Incorreta. Juros e multas sobre a dívida ativa representam receitas 
orçamentárias correntes - outras receitas correntes. 
 
Por enquanto é só! Na próxima nota de aula prosseguiremos abordando 
a segunda parte da receita pública. 
 
Sucesso, muita paz e tranqüilidade. 
 
Um forte abraço. 
 
Prof. Deusvaldo Carvalho

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