A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
64 pág.
Apostila Adm Financeira

Pré-visualização | Página 11 de 19

+ k*)
3 
(1 + k*)
7 
(1 + k*)
7
 
Administração Financeira – Rodrigo Dullius 
 
37 
 
Devemos encontrar o valor de k* que consegue VPL = 0. Realizando 
manualmente, o processo de procura dessa taxa de juros é bastante trabalhoso. 
Entretanto, com a calculadora financeira é mais simples. Apresentaremos o 
procedimento manual e os procedimentos com a calculadora financeira HP 12C. 
 
1- Procedimento Manual: 
Devemos começar por encontrar os valores de taxas de juros que provocam a 
mudança de sinal no valor do VPL. Para isso, construímos a tabela do VPL em função 
da taxa de juros k. A mudança de sinal se dá entre os valores de 14% e 16% da taxa 
de juros. Realizando uma interpolação linear, obtemos o valor da TIR procurado. 
K VPL 
8% $ 756.128 
10% $ 508.428 
 12% $ 286.990 
 14% $ 88.456 
 16% ($ 90.037) 
 
TIR = 14% + 88.456 x 2% = 14,99% 
 88.456 - (-90.037) 
 
O valor de 14,99% é um valor aproximado. Mais próximo será o valor exato, 
quanto menor for o intervalo de interpolação. 
 
 TIR = TMA + ( TMA1 - TMA ) x VPL 
 VPL + VPL1 
 
 
 
2- Calculadora Financeira HP 12C 
Para reduzir a digitação, realizaremos o cálculo da TIR informando os valores 
dos capitais divididos por 1.000. 
(f) REG 
2500 (CHS) (g) CFo 
350 (g) CFj 450 (g) CFj 
500 (g) CFj 750 (g) CFj 
750 (g) CFj 800 (g) CFj 
1.000 (g) CFj 
(f) IRR - 14,96491 
 
 
 
Administração Financeira – Rodrigo Dullius 
 
38 
 
4. CUSTO DE CAPITAL, ESTRUTURA DE CAPITAL E DIVIDENDOS 
 
4.1. CUSTO DE CAPITAL 
Podemos definir o custo de capital como preço que a empresa paga pelos 
fundos obtidos junto às suas fontes de capital. Ele constitui o padrão para a tomada de 
decisões de investimento à medida que, aplicando recursos com retorno superior ao 
custo de capital, a empresa acha-se no caminho da maximização dos resultados para 
os que nela investem. É por isso que o custo de capital também pode ser definido 
como sendo a taxa mínima que os projetos de investimentos devem oferecer como 
retorno. 
Podemos citar dois tipos de recursos: Capital de terceiros (correspondendo às 
exigibilidades da empresa) e Capital próprio (os itens do não-exigível, ou seja, o que 
pertence aos proprietários da empresa). 
Analisemos, agora, seus custos: 
 
4.1.1. Custo do Capital Próprio 
No caso de uma S/A, que obtém capital junto a seus proprietários através da 
emissão de ações e/ou retendo os lucros acumulados durante os exercícios em que 
opera, o fluxo de caixa prometido, em contrapartida ao fornecimento de capital, é uma 
série de dividendos em dinheiro, a serem pagos no futuro. Além disso, essa série não 
tem data prevista de término, perdurando enquanto a própria empresa sobreviver. 
Costuma-se dizer que o valor de uma ação é igual ao valor presente dos 
dividendos futuros esperados, isto é: 



n
d
n
0
)i (1
D
 P
 
 
P0 = valor da ação; 
Dn = dividendo por ação esperado para a data n; 
id = retorno exigido sobre a ação ordinária. 
 
Tendo-se as hipóteses de que: 
a) os dividendos por ação crescem à taxa iD, por período; 
b) as taxas id e iD são constantes, e id > iD, 
Gordon e Shapiro obtiveram a seguinte expressão simplificada para o valor de 
uma ação: 
Dd
1
0
i - i
D
 P 
 
onde D1 = dividendo por ação esperado para o próximo período. 
Supondo que a ação da empresa esteja sendo negociada pelo seu valor teórico, 
dado pela equação acima, poderíamos escrever: 
Administração Financeira – Rodrigo Dullius 
 
39 
D
0
1
d i 
P
D
 i 
 
onde id pode ser interpretado como “taxa exigida de retorno para investimento 
em ações da empresa”. Conseqüentemente, conhecendo a cotação da ação, tendo 
projetado o próximo dividendo por ação, e tendo estimado a taxa iD de crescimento, 
disporíamos de uma estimativa de mercado para o custo de capital próprio da empresa. 
Por exemplo, se D0 = $ 5,00 por ação, iD = 15% ao ano, e P0 = $ 30,00, então D1 
= D0 (1 + iD): 
 
ano. ao 34,17%ou 0,3417, 0,15 
30,00
(1,15) 5,00
 id 
 
 
 Este modelo é conhecido como “Modelo de Crescimento Constante”, em que 
supõe que os dividendos crescerão a uma taxa constante, menor que o retorno exigido. 
 Já os acionistas preferenciais, cujas ações que detém representam um tipo de 
participação especial do proprietário na empresa, devem receber seus dividendos 
declarados antes que quaisquer lucros sejam distribuídos para os acionistas comuns. 
Já que a ação preferencial é uma forma de propriedade, espera-se que os proventos 
resultantes da venda de ações preferenciais sejam mantidos por um período infinito de 
tempo. 
 O custo da ação preferencial, ip, é obtido dividindo-se o dividendo anual 
preferencial, Dp, pelos recebimentos líquidos da venda da ação preferencial, Np. Os 
recebimentos líquidos representam o montante de dinheiro a ser recebido, livre de 
quaisquer despesas de emissão e venda, exigidas para se negociar a ação. 
 A fórmula é a seguinte: 
p
p
p
N
D
 i 
 
Por exemplo: Digamos que uma Companhia decide emitir ações preferenciais de 
25% (dividendos anuais), que devem ser vendidas pelo valor nominal de $ 87,00 por 
ação. O custo de emissão e venda de cada ação deve ser de $ 5,00 por ação e a 
empresa deseja determinar o custo da ação. O primeiro passo para se encontrar esse 
custo é calcular o montante anual em dinheiro dos dividendos preferenciais, já que o 
dividendo é declarado como uma porcentagem do valor nominal da ação ($ 87,00). O 
dividendo anual em $ é de $ 21,75 (0,25 x $ 87,00). Os recebimentos líquidos da venda 
da ação podem ser determinados subtraindo-se os custos da subscrição do preço de 
venda. Isso resulta num valor de $ 82,00 ($87,00 - $ 5,00). Substituindo-se o dividendo 
anual (Dp), de $ 21,75 e os recebimentos líquidos (Np), de $ 82,00 na equação, chega-
se ao custo da ação preferencial, que é de 26,52% ao ano ($ 21,75 / $ 82,00). 
aa 26,52% 0,2652 
82,00
21,75
 ip 
 
Administração Financeira – Rodrigo Dullius 
 
40 
 
 
4.1.2. Custo de Capital de Terceiros 
O capital de terceiros compreende todas as exigibilidades da empresa, em 
particular a empréstimos, debêntures e ações preferenciais. 
Em todos esses casos a empresa recebe certo montante (principal no caso de 
empréstimos, e valor subscrito no caso dos demais) para aplicar como for mais 
conveniente, e em contrapartida efetua uma série de pagamentos correspondendo a 
juros e outras despesas, e devolve o principal (ou valor de resgate, no caso das 
debêntures) corrigido em função de índices utilizados para refletir a perda de poder 
aquisitivo da moeda (correção monetária). 
Portanto, o custo do capital de terceiros é “a taxa efetiva de juros”: o retorno que 
deve ser obtido em aplicações financeiras com recursos desse tipo, para que os lucros 
disponíveis aos acionistas ordinários não sejam alterados. O que for obtido em excesso 
pertencerá integralmente a esses acionistas. 
 
 
 
4.1.3. Custo Médio Ponderado de Capital 
Analisadas as características de cada fonte de recursos (capitais de terceiros e 
próprio) para a empresa e o que tais características produzem em termos do cálculo do 
custo de cada fonte, podemos agora tratar do custo geral dos recursos da empresa. 
Esse custo é obtido por uma média das taxas de custo das diversas 
modalidades usadas, após o IR, ponderada pela participação relativa das várias 
modalidades no total, que denominamos estrutura financeira da empresa. Deve

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.