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Apostila Adm Financeira

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Taxa Mínima de Atratividade de Investimento: 
Taxa Mínima de Atratividade: A taxa de retorno que a empresa precisa obter 
obre os seus projetos de investimentos, para manter o valor de mercado de suas ações 
e atrair os recursos necessários para a empresa. 
Custo de capital: Preço que a empresa paga pelos fundos obtidos junto as suas 
fontes de capital. 
Custo de oportunidade: valor de custo decorrente da opção de investimento, 
ou seja, gasto para atender a uma melhor opção de investimento em detrimento de 
outro custo de capital. 
 
 
Dinâmica da Taxa Mínima de Atratividade (TMA) 
1) - Risco do negócio/risco operacional: é o risco que a empresa corre de ser 
incapaz de cobrir os custos operacionais - supõe-se que não se altere. Essa premissa 
significa que a aceitação de um determinado projeto pela empresa mantêm sua 
capacidade de saldar os custos operacionais inalterada. 
2) - Risco financeiro - é o risco que a empresa corre de ser incapaz de cumprir 
com os compromissos financeiros exigidos (juros, pagamento de empréstimos, 
dividendos de ações preferenciais) - supõe-se que não se altere. Essa premissa 
significa que os projetos são financiados de tal forma que a capacidade da empresa 
para saldar os custos financeiros exigidos mantenha-se inalterada. 
 
 
Etapas do Processo de Orçamento de Capital 
 O processo de orçamento de capital consiste em cinco etapas distintas, porém 
interrelacionadas. Começa com a geração de propostas. É seguido pela avaliação e 
análise, tomada de decisão, implementação e acompanhamento. 
a) Geração de Propostas: As propostas para dispêndios de capital são 
elaboradas por todos os níveis da organização, com vários objetivos: redução 
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de custos, maximização das receitas, resultados e implementação de novos 
projetos. Para estimular um fluxo de idéias que possa resultar em benefícios, 
muitas empresas oferecem prêmios em dinheiro aos empregados cujas 
propostas sejam adotadas. As propostas de dispêndio de capital 
normalmente vão da pessoa que as elabora a um revisor que está em um 
nível superior na empresa; 
b) Avaliação e Análise: As propostas são formalmente avaliadas para se 
assegurar de que elas são apropriadas tendo em vista os objetivos e planos 
globais da empresa e, o mais importante, para verificação de sua validade 
econômica. Os custos e benefícios propostos são estimados e então 
convertidos em uma série de fluxos de caixa relevantes, aos quais várias 
técnicas de orçamento de capital são aplicadas para aferir o mérito do 
investimento associado ao potencial desembolso. Além disso, os vários 
aspectos de risco inerentes à proposta são incorporados à análise econômica 
ou classificados e agregados às mensurações econômicas; 
c) Tomada de Decisão: A magnitude do desembolso, em valores monetários, e 
a importância do dispêndio de capital determinam em qual nível hierárquico 
da organização a decisão será tomada. As empresas normalmente delegam 
autoridade, no que se refere a dispêndios de capital, com base em certos 
limites monetários. Geralmente, o conselho de administração reserva-se o 
direito de tomar as decisões finais sobre dispêndios de capital que exigem 
comprometimentos de recursos acima de um certo valor, delegando 
autoridade nos casos de dispêndios menores a outros níveis organizacionais. 
d) Implementação: Uma vez que uma proposta tenha sido aprovada e os fundos 
necessários estejam disponíveis, inicia-se a fase de implementação através 
dos cronogramas de obras e desembolso de capital. Nos casos de 
desembolsos pequenos, a implementação é questão de rotina; o dispêndio é 
feito, e o pagamento é efetuado. Quando se trata de dispêndios elevados, 
um controle maior é exigido, com o objetivo de se assegurar que o que foi 
proposto e aprovado seja adquirido aos custos orçados; 
e) Acompanhamento: Envolve a monitoração dos resultados durante a fase 
operacional do projeto. A comparação dos resultados reais, em termos de 
custos e benefícios, com os valores estimados, bem como com projetos de 
investimentos anteriores é vital. Quando os resultados reais diferem dos 
resultados projetados, ações devem ser tomadas, visando o corte de custos, 
à melhoria dos benefícios, ou até mesmo a suspensão do projeto. 
 
 
Fluxo de Caixa de Projetos de Investimentos de Capital 
Fluxo de Caixa: Caixa gerado pela empresa e pago aos credores e acionistas. 
Pode ser classificado em: fluxo operacional, de investimento, de financiamento e 
incremental. 
Fluxo de Caixa Operacional: lucro antes de juros e depreciação menos 
impostos. Mede o montante de dinheiro gerado pelas operações, ignorando os 
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gastos de investimentos ou as necessidades de capital de giro ou diretamente 
relacionados à produção e venda dos produtos e serviços da empresa. 
Fluxo de Caixa de Investimentos: fluxo de caixa associado com a compra e 
venda de ativos imobilizados e participações societárias. 
Fluxo de Caixa de Financiamentos: fluxo de caixa resultante de operações de 
empréstimos e capital próprio. Inclui a obtenção e a quitação de empréstimos, entradas 
de caixa por venda de ações e saídas de caixa por recompra de ações ou pagamento 
de dividendos em dinheiro. 
Fluxo de Caixa Incremental: fluxo de caixa obtido com o resultado de novos 
projetos, que compreende as saídas líquidas de caixa ou investimento líquido e 
entradas líquidas de caixa ou benefícios monetários líquidos. 
 
Critérios para Montagem de Fluxo de Caixa Incremental: 
Na nova proposta não devem ser computadas as perdas sofridas com um 
projeto fracassado que seria por ela substituído, uma vez que tais perdas decorreram 
de decisões anteriores. 
Se a proposta envolver a utilização de um bem atualmente ocioso (por exemplo, 
terreno ou galpão industrial), deve-se considerar o valor de mercado correspondente 
como parte do investimento. 
No lançamento de um novo produto que concorrerá com outros produtos 
tradicionais da empresa deve-se abater das receitas de vendas do novo produto as 
quedas previstas nas vendas dos produtos antigos devidas à referida concorrência 
interna. 
Os acréscimos de desembolsos com despesas operacionais devem ser 
subtraídos das entradas de caixas adicionais. 
Os recursos da venda de ativos fixos a serem substituídos com a implementação 
da proposta devem ser abatidos dos desembolsos projetados com as novas aquisições. 
Do mesmo modo deve ser subtraído o valor residual dos novos ativos fixos (no final da 
vida útil do projeto). 
 
 
 
3.2. TÉCNICAS DE INVESTIMENTO DE CAPITAL: RISCO E INCERTEZA 
Por causa de diversos fatores fora do controle da administração da empresa, os 
retornos prometidos por um projeto de investimento estão sujeitos a incerteza: 
modificação de tecnologia, surgimento ou desaparecimento de novos concorrentes ou 
produtos complementares ou substitutos, o comportamento da economia nacional e 
internacional, mudanças de política governamental de controle de preços ou de custos 
de insumos utilizados etc. Simplesmente, não se pode dizer com certeza que em um 
dado período, por exemplo, as vendas do produto alcançarão exatamente $ 
500.000,00. 
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Costuma-se dizer que se passa de uma situação de incerteza a uma situação de 
risco quando se pode fazer estimativas das probabilidades de ocorrência de 
determinados eventos (fluxos de caixa, por exemplo). De qualquer modo, o que é 
importante é que na comparação de dois ou mais projetos de investimento, projetos 
com o mesmo retorno esperado poderão ser distinguidos, pelo administrador financeiro, 
em função da dispersão dos fluxos de caixa em torno

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