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Aulas 33 e 34 Socioantropologia 2018 1 PDF

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Questões resolvidas

Quando se estabelecem as relações capitalistas internacionais envolvendo as antigas colônias, agora independentes e vistas como sócias ou parceiras nos acordos econômicos, as antigas comparações científicas entre as sociedades se tornaram ultrapassadas. (...) havia, então um estado reconhecido pelas nações ocidentais, com leis e burocracia criadas à imagem dos países industrializados.
A citação acima revela um novo perfil das nações em desenvolvimento tentando acompanhar o modelo dos países europeus industrializados. Este modelo se baseia na noção: assinale a alternativa CORRETA:
a) As novas nações apareciam com uma burguesia comercial cujo objetivo era o lucro.
b) As novas nações em desenvolvimento buscavam a afirmação na tradição cultural.
c) As novas nações afirmavam as suas diferenças de natureza e pouco se preocupavam com a industrialização.
d) As novas nações em desenvolvimento não reproduziram modelos econômicos e não exerceram o controle político dos indivíduos.

A abordagem desenvolvimentista estabeleceu uma série de critérios, pelos quais as sociedades eram postas em continuum que as identificava como “desenvolvidas”, “semidesenvolvidas” e “pré-capitalistas”.
Assinale a seguir a alternativa que expõe esses critérios:
a) A abertura de mercados às indústrias estrangeiras com programas de restrição econômica às empresas públicas.
b) A afirmação das diferenças culturais dos povos como forma de garantir a ascensão econômica.
c) A dominação política e econômica como modelos ou estágios superiores aos quais deveriam chegar toda e qualquer sociedade.
d) A manutenção das tradições como garantia da conservação da cultura assim como o seu desenvolvimento industrial.

A história de cada nação mostra fases prósperas alternando com períodos de declínio, provando que não há um movimento lento e contínuo em direção ao desenvolvimento. O desenvolvimento de uma região ou país não pode ser explicado apenas em função de suas condições internas.
Sobre a consideração acima temos um exemplo claro de que as nações não se desenvolvem de forma homogênea e contínua. As crises são talvez, os principais entraves. O caso da substituição da manufatura pela indústria inglesa ocorreu: assinale a alternativa CORRETA.
a) No Japão.
b) Na China.
c) Na Índia.
d) No Brasil.

Obstáculo relacionado por vários teóricos desenvolvimentistas aos atrasos das sociedades sul-americanas ao desenvolvimento se refere:
assinale a alternativa CORRETA.
a) Ao preconceito racial.
b) A ineficácia do Estado.
c) A precariedade da educação.
d) Ao alto índice de analfabetismo desses países.

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Questões resolvidas

Quando se estabelecem as relações capitalistas internacionais envolvendo as antigas colônias, agora independentes e vistas como sócias ou parceiras nos acordos econômicos, as antigas comparações científicas entre as sociedades se tornaram ultrapassadas. (...) havia, então um estado reconhecido pelas nações ocidentais, com leis e burocracia criadas à imagem dos países industrializados.
A citação acima revela um novo perfil das nações em desenvolvimento tentando acompanhar o modelo dos países europeus industrializados. Este modelo se baseia na noção: assinale a alternativa CORRETA:
a) As novas nações apareciam com uma burguesia comercial cujo objetivo era o lucro.
b) As novas nações em desenvolvimento buscavam a afirmação na tradição cultural.
c) As novas nações afirmavam as suas diferenças de natureza e pouco se preocupavam com a industrialização.
d) As novas nações em desenvolvimento não reproduziram modelos econômicos e não exerceram o controle político dos indivíduos.

A abordagem desenvolvimentista estabeleceu uma série de critérios, pelos quais as sociedades eram postas em continuum que as identificava como “desenvolvidas”, “semidesenvolvidas” e “pré-capitalistas”.
Assinale a seguir a alternativa que expõe esses critérios:
a) A abertura de mercados às indústrias estrangeiras com programas de restrição econômica às empresas públicas.
b) A afirmação das diferenças culturais dos povos como forma de garantir a ascensão econômica.
c) A dominação política e econômica como modelos ou estágios superiores aos quais deveriam chegar toda e qualquer sociedade.
d) A manutenção das tradições como garantia da conservação da cultura assim como o seu desenvolvimento industrial.

A história de cada nação mostra fases prósperas alternando com períodos de declínio, provando que não há um movimento lento e contínuo em direção ao desenvolvimento. O desenvolvimento de uma região ou país não pode ser explicado apenas em função de suas condições internas.
Sobre a consideração acima temos um exemplo claro de que as nações não se desenvolvem de forma homogênea e contínua. As crises são talvez, os principais entraves. O caso da substituição da manufatura pela indústria inglesa ocorreu: assinale a alternativa CORRETA.
a) No Japão.
b) Na China.
c) Na Índia.
d) No Brasil.

Obstáculo relacionado por vários teóricos desenvolvimentistas aos atrasos das sociedades sul-americanas ao desenvolvimento se refere:
assinale a alternativa CORRETA.
a) Ao preconceito racial.
b) A ineficácia do Estado.
c) A precariedade da educação.
d) Ao alto índice de analfabetismo desses países.

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SOCIOANTROPOLOGIA UNEC 
 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD 
Prof. Cláudio Soares Barros: claudiobarros0108@gmail.com Página 1 
 
 
 
CAPÍTULO 4- AS TEORIAS DO DESENVOLVIMENTO: 
DO EVOLUCIONISMO À GLOBALIZAÇÃO 
 
Quando se estabelecem as relações capitalistas internacionais envolvendo as 
antigas colônias, agora independentes e vistas como sócias ou parceiras nos acor-
dos econômicos, as antigas comparações científicas entre as sociedades se torna-
ram ultrapassadas. Afinal, em cada uma das novas nações aparecia uma burguesia 
comercial cujo objetivo era o lucro; havia um estado reconhecido pelas nações oci-
dentais, com leis e burocracia criadas à imagem dos países industrializados. Em tais 
condições, não se podia mais chamar as recém-criadas nações de “primitivas” ou 
“selvagens”. Elas não se enquadravam mais nos padrões comparativos criados pelo 
evolucionismo que estudamos anteriormente. 
Entretanto, por trás dessa se-
melhança nas instituições políticas e 
econômicas, as sociedades industriali-
zadas e as de produção agrícola mos-
travam diferenças significativas. Para 
explicá-las, surgiu, na sociologia, um 
novo tipo de evolucionismo, a que da-
remos o nome de desenvolvimentista. 
De acordo com essa nova postura teó-
rica, as diferenças entre as sociedades 
não eram de natureza, mas de grau de 
desenvolvimento. 
As comparações desenvolvimentistas implicavam o desejo de incentivar a ra-
cionalidade e os comportamentos direcionados ao desenvolvimento capitalista. Tra-
ta-se de um novo evolucionismo, que não busca mais as diferenças entre a socieda-
de europeia e as sociedades arcaicas “condenadas” ao desaparecimento, mas tenta 
Aula 33 
Figura 1 - O espaço urbano tornou-se, a partir do final 
do século XIX e ao longo do século XX um campo 
privilegiado da análise sociológica dadas as profundas 
transformações político culturais impressas nesses 
locais. 
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encontrar, nas novas nações, as instituições básicas capazes de garantir a continui-
dade e a reprodução das relações capitalistas. 
A abordagem desenvolvimentista estabeleceu uma série de critérios, pelos 
quais as sociedades eram postas em continuum que as identificava como “desen-
volvidas”, “semidesenvolvidas” e “pré-capitalistas”. As nações que se afirmam como 
centro de dominação política e econômica passaram a constituir modelos ou está-
gios superiores aos quais deveriam chegar todo e qualquer povo. Essa ideia tam-
bém está presente nos atuais estudos do desenvolvimento capitalista. 
 
4.1 O desenvolvimento segundo as etapas de crescimento econô-
mico 
 
William Wilber Rostow em suas reflexões baseadas nos princípios desenvol-
vimentistas “Estágios de desenvolvimento econômico” identifica etapas de desenvol-
vimento que caracterizam cinco tipos de sociedade. 
 
 O primeiro – sociedade tradicional – elevado grau de subordinação do 
homem ao ambiente e inadequado aproveitamento dos recursos naturais. 
 O segundo – sociedade em processo de transição – caracteriza-se pe-
lo aparecimento das pré-condições do desenvolvimento econômico. Re-
presenta um estagio de gestação de atitudes racionais adequadas ao 
controle e a exploração da natureza. 
 O terceiro – sociedade em início de desenvolvimento – nesse período, 
já se percebe investimentos de capital na área produtiva, crescimento da 
manufatura e aparecimento de um sistema político, social e institucional 
em expansão. 
 O quarto – sociedade em maturação – corresponde ao estagio em que 
as forças de expansão econômicas passam a predominar na sociedade. 
 O quinto – sociedade de produção em massa – corresponde ao estágio 
de desenvolvimento efetivo da produção em bases industriais e científicas 
e de um aumento significativo do investimento produtivo de capital. 
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Analisemos essa teoria. 
Em primeiro lugar, vemos que o 
autor nega os diferentes caminhos histó-
ricos de cada sociedade. Pressupõe que 
todos os povos tiveram a mesma forma 
original – a "sociedade tradicional" – e 
atravessaram as mesmas etapas para 
chegar ao desenvolvimento. No entanto, 
a história prova que não foi o caminho 
de várias sociedades. A Índia, por exem-
plo, tinha uma manufatura de seda extre-
mamente desenvolvida, organizada em padrões familiares e domésticos, que o co-
lonialismo inglês levou à falência. Não houve possibilidade de as manufaturas india-
nas concorrerem em quantidade e preço com a indústria têxtil inglesa. Assim, a Índia 
passou de exportadora de seda a importadora de tecidos ingleses. Vemos que, nes-
se caso, o percurso da manufatura reverte o esquema imaginado por Rostow; a his-
tória de cada nação mostra fases prósperas alternando com períodos de declínio, 
provando que não há um movimento lento e contínuo em direção ao desenvolvimen-
to. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2 – Gandhi – defensor do nacionalismo e da 
independência indiana. Referindo-se à falência da 
manufatura têxtil da Índia causada pela concorrência 
do tecido inglês, Gandhi declarou: “Não há tecido 
que seja belo se ele causa fome e miséria” 
 
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4.1.1 Entraves ao desenvolvimento: o tradicionalismo e a 
questão racial 
 
Na base dos estudos de-
senvolvimentistas acha-se a ideia 
de que o desenvolvimento do ca-
pitalismo e da produção em mas-
sa é uma meta histórica, tal como 
tinham sido a civilização europeia 
e a mecanização para o evoluci-
onismo do século XIX. Essa meta 
seria alcançada por meio de um 
lento, mas inevitável movimento 
de mudança social. Cada estágio 
de desenvolvimento econômico 
representaria o grau de avanço de 
uma sociedade em relação à meta 
alcançada. 
Outro princípio seguido pelas teorias desenvolvimentistas é considerar, como 
causa do subdesenvolvimento, os entraves ao desenvolvimento normal das forças 
produtivas. 
Muitos teóricos desenvolvimentistas identificavam, como causa do subdesen-
volvimento, o apego ao tradicionalismo. Nas sociedades tradicionais, os indivíduos 
não se comportariam de maneira eficiente no sentido de obter lucros, desenvolver 
suas ambições e agir racionalmente. Afirmava-se que, nos países subdesenvolvidos, 
haveria extremo apego às relações tradicionais, prevalecendo trocas de favores mo-
tivadas por relações familiares e pessoais que recebiam o nome de clientelismo. As-
Aula 34 
Figura 3 - O filme "Tempos Modernos" estrelado e dirigido 
por Charles Chaplin é uma crítica ao processo de industrializa-
ção, da exploração da mão de obra e uma reflexão sobre a 
forma como os países desenvolvidos se sobressaiam na hie-
rarquia econômica e social no mundo 
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sim, conservando valores tradicionais, os indivíduos agiriam, por vezes, “irracional-
mente”. 
Para perceber a fragilidade desse tipo de argumentação basta considerar o 
caso do Japão, pais que se industrializou rapidamente, onde a força da tradição se 
preservou, aliando-se com a motivação para o progresso. 
O preconceito racial tam-
bém guiou algumas análises de-
senvolvimentistas. Alguns teóri-
cos chegaram a identificar como 
causado atraso das sociedades 
sul-americanas as características 
étnicas e culturais dos povos nati-
vos. 
O índio brasileiro, por 
exemplo, foi acusado de “pregui-
çoso” e “pouco apropriado” para o tra-
balho sedentário. Ora, essa teoria se 
referia a grupos indígenas aniquilados e expropriados, que não puderam sequer 
contribuir para a formação do contingente de trabalhadores “modernos”. Como podi-
am esses grupos, reduzidos a alguns milhares de indivíduos, ser responsáveis pelo 
“atraso” de instituições das quais nunca participaram? 
Os negros também foram respon-
sabilizados pelo atraso nacional, muito 
embora toda a riqueza da colônia e do 
Império repousasse no trabalho dos es-
cravos negros. Afirmava-se que os afri-
canos, como de resto todos os povos 
tropicais, eram pouco afeitos às ativida-
des realmente produtivas e incapazes de 
atingir a “civilização”. 
As teorias desenvolvimentistas 
voltadas a explicar as razões do subdesenvolvimento, na verdade, tomavam por 
Figura 4 - Historicamente o Índio Brasileiro foi considera-
do Inadequado aos padrões de trabalho do colonizador 
(de extração e exploração de madeira e metais). O perfil 
de “preguiçoso” atribuído ao índio perdurou durante muito 
tempo. Hoje o índio ainda está vinculado ao trabalho 
escravo no Brasil 
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causa aquilo que, de fato, era efeito da exploração colonial capitalista. Desse modo, 
contribuíram para a difusão de preconceitos raciais muito em voga na Europa, desde 
o final do século XIX até a atualidade. 
Buscando justificativas nas condições internas dos países “subdesenvolvi-
dos”, capazes de explicar o seu atraso, lançou-se mão de argumentos preconceituo-
sos e racistas. Raça, tradição e até mesmo a nacionalidade do povo colonizador fo-
ram explicações aceitas. A origem ibérica do colonizador da América Latina – menos 
“desenvolvido” que o colonizador anglo-saxão, também foi aceita como causa do 
atraso e do “subdesenvolvimento”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1) Quando se estabelecem as relações capitalistas internacionais envolvendo as 
antigas colônias, agora independentes e vistas como sócias ou parceiras nos 
acordos econômicos, as antigas comparações científicas entre as sociedades se 
tornaram ultrapassadas. (...) havia, então um estado reconhecido pelas nações 
ocidentais, com leis e burocracia criadas à imagem dos países industrializados. 
A citação acima revela um novo perfil das nações em desenvolvimento tentando 
acompanhar o modelo dos países europeus industrializados. Este modelo se ba-
seia na noção: assinale a alternativa CORRETA: 
a) As novas nações apareciam com uma burguesia comercial cujo objetivo era o 
lucro. 
b) As novas nações em desenvolvimento buscavam a afirmação na tradição cultu-
ral. 
c) As novas nações afirmavam as suas diferenças de natureza e pouco se preo-
cupavam com a industrialização. 
d) As novas nações em desenvolvimento não reproduziram modelos econômicos 
e não exerceram o controle político dos indivíduos. 
 
2) A abordagem desenvolvimentista estabeleceu uma série de critérios, pelos quais 
as sociedades eram postas em continuum que as identificava como “desenvolvi-
das”, “semidesenvolvidas” e “pré-capitalistas”. 
Assinale a seguir a alternativa que expõe esses critérios: 
a) A abertura de mercados às indústrias estrangeiras com programas de restrição 
econômica às empresas públicas. 
b) A afirmação das diferenças culturais dos povos como forma de garantir a as-
censão econômica. 
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c) A dominação política e econômica como modelos ou estágios superiores aos 
quais deveriam chegar toda e qualquer sociedade. 
d) A manutenção das tradições como garantia da conservação da cultura assim 
como o seu desenvolvimento industrial. 
 
3) A história de cada nação mostra fases prósperas alternando com períodos de de-
clínio, provando que não há um movimento lento e contínuo em direção ao de-
senvolvimento. O desenvolvimento de uma região ou país não pode ser explicado 
apenas em função de suas condições internas. 
Sobre a consideração acima temos um exemplo claro de que as nações não de 
desenvolvem de forma homogênea e contínua. As crises são talvez, os principais 
entraves. O caso da substituição da manufatura pela indústria inglesa ocorreu: 
assinale a alternativa CORRETA. 
a) No Japão. 
b) Na China. 
c) Na Índia. 
d) No Brasil. 
 
4) Obstáculo relacionado por vários teóricos desenvolvimentistas aos atrasos das 
sociedades sul-americanas ao desenvolvimento se refere: assinale a alternativa 
CORRETA. 
a) Ao preconceito racial. 
b) A ineficácia do Estado. 
c) A precariedade da educação. 
d) Ao alto índice de analfabetismo desses países.

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