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UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 1 Mestranda Dércia Sara DELEGAÇÃO_DE GAZA DEPARTAMENTO DE CIENCIAS SOCIAIS PLANO ANALÍTICO DA DISCIPLINA DE PRÁCTICAS PROFISSIONAIS I (NOÇÕES DE CONTABILIDADE) 2º ANO, CONTABILIDADE E AUDITORIA BROCHURA DE PRÁTICAS PROFISSIONAIS EM CONTABILIDADE I UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 2 Mestranda Dércia Sara INTRODUÇÃO A PPCI I FONTES DE FINANCIAMENTO DE PROJECTOS São fontes para fundos próprios: Poupanças pessoais; Salário ou rendimentos fixos; Venda de bens pessoais; Apoio financeiro de familiares e amigos; Herança; Prémios de jogos ou concursos; Poupanças em grupo; Juros de depósitos a prazo; Dividendos de acções; Lucros gerados pelo projecto ou empresa. As fontes de crédito são: Entidades de crédito; Crédito de fornecedores; Crédito do governo; Programas de crédito de organizações não-governamentais; Outras Fontes de Financiamento: Leasing é um instrumento financeiro ao qual a empresa pode recorrer quando não tende a afectar grandes quantidades de capital para ter acesso a um determinado bem (equipamentos). Durante a vigência do contrato leasing, o bem é propriedade da entidade financeira; Doações de organizações não-governamentais; Doações governamentais; Subsídios do governo pela isenção ou redução de impostos e do pagamento dos direitos aduaneiros e subsídios a exportações; Apoio de associações; UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 3 Mestranda Dércia Sara Financiamento a organizações de sociedade civil; Financiamento vindo de países desenvolvidos (estrangeiros) para os países baixos; II INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PROJECTOS Antes de fazermos abordagem sobra análise e gestão de projectos é necessário aflorarmos sobre alguns conceitos básicos para a cadeira em referência nomeadamente: investimento, capital, projecto e sua classificação assim como suas etapas 1. Conceito de investimento O conceito de investimento é apresentando nas suas diferentes perspectivas segundo vários autores tendo em consideração a tomada de decisão e agentes económicos 1.1. Investimento e Poupança Investimento significa acumulação de possibilidades de produção, quer directamente através de projectos produtivos, quer indirectamente através de projectos não directamente produtivos, mas que duma ou doutra forma contribuem para a dinamização da actividade económica. O crescimento da produtividade, aumento do produto e dos rendimentos sociais. 2. Decisão de investir A decisão de investir assenta fundamentalmente no resultado da análise da rendibilidade dos projectos, pois é este o aspecto que mais interessa ao empresário privado, por isso é ele quem decide sobre o agrupamento e a organização de diversos factores produtivos. Na óptica nacional e social a decisão alem de rendibilidade tem a ver com múltiplos efeitos directos e indirectos, que um projecto pode repercutir em diferentes domínios da economia e da sociedade 3. Diferentes Perspectivas do Conceito Investimento UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 4 Mestranda Dércia Sara O conceito de investimento é apresentado em diferentes perspectivas, dentre elas a financeira, económica e dos agentes económicos aforradores. 3.1. O Investimento na Perspectiva Financeira Este investimento corresponde a aplicação de capitais ou activos monetários ou alheios. Nesta perspectiva tem se em conta a recuperação dos valores investidos e da remuneração adicional ao empresário privado que é denominado por lucro que interessa ao privado. 3.2. Investimento na Perspectiva Económica Corresponde a aplicação de bens de capital fixo, isto é, aplicação de capitais para produzir resultados num determinado prazo. Existindo a espectativa de possibilidades de produção de determinados bens e serviços, com determinadas e adequadas utilidades para a sociedade, em função do retorno dos investimentos e os excedentes esperados. 3.3. O Investimento na Perspectiva dos Agentes Económicos Aforradores O investimento nesta perspectiva equivale a uma abstenção de consumo (poupança) com vista a obtenção de consumos futuros acrescidos, proporcionados por capital recuperado mais os juros e ou lucros. 4. O Conceito de Capital e suas Relações com o Investimento 4.1. Investimento na Perspectiva Microeconómica Corresponde a uma aplicação de capitais ou seja, respeita a um conjunto de recursos financeiros capazes de ter aplicação produtiva e ou lucrativa. Possui um número restrito de beneficiários, e geralmente a sua implementação depende do retorno financeiro que o projecto confere. 4.2. Investimento na Perspectiva Macroeconómica UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 5 Mestranda Dércia Sara Corresponde a toda a variação positiva do capital num período (um ano), ou seja, o conjunto dos novos bens de produção criados ou adquiridos nesse período. Portanto, são bens fisicamente bem determinados e reprodutíveis que podem ser utilizados repetidamente e determinem as possibilidades de produção. Possui um vasto número de beneficiários, a sua implementação não depende do retorno financeiro do investimento, mas sim da satisfação das necessidades duma colectividade. 4.3. Investimento Bruto São todos os bens de produção adquiridos no período e a soma algébrica das variações de existência nesse período (sem amortizações feitas). 4.4. Investimento Liquido È o investimento bruto menos as amortizações. Correspondendo ao crescimento efectivo do capital total no período considerado (com amortizações feitas). 4.5. Investimento Externo Corresponde ao saldo das transações correntes de bens e serviços com o exterior. 4.6. Investimento Interno Representa as variações do potencial material de produção do País, num determinado período. 4.7. O Investimento na Perspectiva Macro subdivide-se em: Investimento em Stocks (variação de existências): que é composta em matérias-primas, produtos semi-acabados, acabados e auxiliares. Formação Bruta de Capital Fixo: compreende a formação (criação e aquisição de novos bens de produção em cada período). Investimento em Capital Fixo Corpóreo: inclui terrenos, edifícios, construções, equipamentos básicos, pecas de reserva (valor na origem, despesas de transporte, seguros, UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 6 Mestranda Dércia Sara manuseamento e montagem, material de carga e transporte (automóveis, camiões, tractores, empilhadores, etc.). Investimento em Capitais Fixo Incorpóreo: inclui estudos, projectos, coordenação e fiscalização, despesas de construção e arranque, patentes, marcas e despesas. 5. Conceito de Projecto Existem várias definições sobre o conceito de projecto e segundo suas especificações. Sob ponto de vista etimológico projecto entende-se como plano de um trabalho, de um acto; empreendimento; intenção. Segundo (Miguel, António: 2004), projecto é um conjunto temporário de actividades interligadas que tem como objectivo a criação dum produto ou serviço ou resultados únicos, de acordo com uma dada especificação e um dado orçamento. Brand, considera que projecto è um conjunto de actividades não repetitivas que visam alcançar objectivos pré-estabelecidos (de custo, prazo e resultados) e com uma certa afetação de recursos. Portanto, um projecto de investimento traduz-se numa intenção ou proposta de aplicação de recursos produtivos escassos (activos fixos, corpóreos, eincorpóreos, e acréscimos de fundo de maneio), com o fim de melhorar ou aumentar a produção de determinados bens ou serviços em quantidade ou qualidade, ou de diminuir os seus custos de produção. Em termos pragmáticos, consiste num conjunto de acções elementares ordenadas, revestindo um caracter de transitoriedade, consumindo recursos relevantes e cuja realização deve originar uma mudança para uma situação qualitativa e quantitativa superior. Os Projectos de Investimento no Contexto Empresarial UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 7 Mestranda Dércia Sara As empresas desenvolvem os projectos de investimento, gerando através de maior número de investimentos, o motor de crescimento e evolução do produto nacional. Na economia do mercado, a decisão dos projectos é das empresas privadas, enquanto na economia centralizada a decisão de investir è do Estado e agentes governamentais que o representam, e sua implementação è feita por empresas e organismos públicos. 6. Princípios a obedecer nos projectos de investimento: 6.1. O Principio Economico Consiste na realização do benefício máximo com custo mínimo. 6.2. Princípio da Racionalidade Técnica ou Equilíbrio Financeiro Procura adequar os meios de financiamento ao tempo provável de necessidade e de risco das aplicações. Portanto, procura optimizar os rácios entre capitais permanentes e activos imobilizados e entre capitais próprios e alheios. 6.3. Princípio da Racionalidade Económica Tem a ver com a produtividade de cada empresa em conseguir maior produto com os mesmos recursos. 6.4. Princípio da Racionalidade Financeira Tem a ver com aspectos de rendibilidade, isto è a aptidão que a empresa tem de obter proveitos superiores aos custos. III OCAM 1 - INTRODUÇÃO Evidências globais mostram que um ambiente favorável de negócios é crucial para criação de um sector privado forte e expressivo, que por sua vez constitui pressuposto básico para o crescimento e desenvolvimento económico de qualquer país, particularmente dos países dominantemente capitalista (economias de mercado) onde a livre iniciativa é destacado. UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 8 Mestranda Dércia Sara Paralelamente, a teoria económica mostra que os factores do lado da oferta associados a menores custos transaccionais são importantes para a promoção do investimento e consequentemente crescimento económico, assim como a demanda agregada e a gestão da política macroeconómica. É reservado ao Estado, através da execução da sua política orçamental, o papel de regular e dinamizar as áreas socioeconómicas mais importantes criando um bom ambiente de negócios. As reformas jurídicas no âmbito da legislação financeira, fiscal, laboral, comercial levada acabo pelos Governos contribuem significativamente para fortalecer esse bom ambiente e por conseguinte atracção do investimento privado nacional e externo que dai pode advir. Como resultado deste papel reservado ao estado, o ambiente de negócios em Moçambique tem melhorado nos últimos anos. Este facto é reconhecido na classificação feita pelo Doing Business (2008) do Banco Mundial onde Moçambique subiu 6 lugares, passando da posição 140 para a posição 134, no ano de 2007 e 2008, respectivamente. Porém, este posicionamento está aquém do desejado, se comparado com a classificação conseguida pelos outros países da região austral, como são os casos de Botswana, Maurícias, Seychelles, entre outros. Há contudo, necessidade de acelerar o ritmo das reformas de forma a tornar o país mais competitivo, primeiro numa perspectiva regional, segundo numa perspectiva global. A facilitação do acesso ao financiamento, a criação de infra-estruturas eficientes, a melhoria de serviços de saúde e educação, o combate a corrupção, criminalidade e a burocracia, a reforma das leis e regulamentos concernentes tornando-as transparente, eficiente e fácil de ser Análise dos Factores que Condicionam o Ambiente de Negócios em Moçambique e o Papel do Governo na Promoção da Competitividade do País: O Caso do Sector de Comercialização de Combustíveis José Jonas Elias Chalufo UEM – implementadas constituem fundamentos básicos para a concretização deste intento (KPMG, 2009). Definição UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 9 Mestranda Dércia Sara A Ordem de Contabilistas e Auditores de Moçambique (OCAM) é uma pessoa colectiva de Direito Público, criada através da Lei no 08/2012 de 8 de Fevereiro, com o objectivo de regulamentar o exercício da Profissão de Contabilidade (Contabilistas Certificados) e de Auditoria (Auditor Certificado) e promover acções visando a elevação da qualidade e competência profissional dos seus membros. Objectivo Geral Regulamentar e Controlar, no Interesse público, o Exercício da Profissão de Contabilista e de Auditor em Moçambique, promovendo a necessária formação que visando melhorar continuamente a qualidade da informação útil para a tomada de decisão racional das partes interessadas. Constituem objectivos especificos da OCAM: Definir as regras de acesso e exercício das profissões de contabilidade e de auditoria, atribuir e certificar as categorias profissionais de Contabilista Certificado e de Auditor Certificado, através da emissão das respectivas Cédulas Profissionais; Superintender todos os aspectos relativos ao acesso e exercício das profissões de contabilidade e de auditoria, de modo a garantir a sua independência técnica e funcional, a defesa da dignidade e prestígio dos seus membros, bem como dos seus direitos e prerrogativas, a afirmação da função social da profissão e a promoção e respeito pelos respectivos princípios deontológicos; Representar os interesses profissionais de todos aqueles que exerçam ou venham a exercer em Moçambique actividades de profissionais de contabilidade e de auditoria; UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 10 Mestranda Dércia Sara O exercício da jurisdição disciplinar relativamente a todos os seus membros. 1. Tem vindo a aumentar o número de empresas ou empresários, reclamando burla protagonizada por pessoas contratadas que se dizem Contabilistas ou Auditores. 2. Nos termos da Lei, e conforme referido no no 1, a OCAM é a entidade legalmente estabelecida para o reconhecimento quer dos profissionais, quer das empresas legalmente estabelecidas para prestação de serviços de Contabilidade e de Auditoria. 3. Dada a importância do assunto, exortámos às, entidades públicas e privadas, empresários e demais interessados, que para o seu próprio interesse, ao contratarem os serviços de Contabilidade ou Auditoria, exijam que os concorrentes façam prova da regularidade da sua inscrição na OCAM, mediante apresentação de uma Declaração actualizada passada pela Secretaria - geral da OCAM, ou consultem as listas dos profissionais (e sociedades) de Contabilistas e Auditoria inscritos na OCAM através da nossa página da internet da OCAM www.ocam.org.mz . 2.1 - Definição de conceitos chaves 2.1.1 - Negociar é a transferência de bens e serviços (compra e venda). A negociação ocorre quando a necessidade de uma solução conjunta das diferenças entre as partes. A negociação também implica que cada uma das partes tenha algum grau de poder sobre a outra. (ELIZABETH, 2004). O presente trabalho concentra-se nas negociações em ambientes empresariais, mais o conceito pode ser aplicado em campus mais particulares. Assim sendo, 2.1.2 - Ambiente é tudo aquilo que envolve externamente uma organização e/ou empresa. 2.1.3 - Ambiente de Negócios é um conjunto de forças externas que influenciamas decisões de se fazer negócio. UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 11 Mestranda Dércia Sara O ambiente de negócios contém os agentes, as regras e regulamentos institucionalmente estabelecido que orientam as relações de troca, assim como os diversos factores que influenciam o mesmo, entre os quais os políticos, económicos e sociais. 2.1.3.1 - Macroambiente de Negócios: seu efeito é genérico e abrangente para todas as organizações. São forças que escapam do controle, da previsão e até mesmo da compreensão das organizações. 2.1.3.2 - Microambiente de Negócios: é o mais próximo e imediato da organização, do qual obtém suas entradas e no qual coloca suas saídas ou resultados. Definição de conceitos chaves 2.1.1 - Negociar é a transferência de bens e serviços (compra e venda). A negociação ocorre quando a necessidade de uma solução conjunta das diferenças entre as partes. A negociação também implica que cada uma das partes tenha algum grau de poder sobre a outra. (ELIZABETH, 2004). 2.1.2 - Ambiente é tudo aquilo que envolve externamente uma organização e/ou empresa. 2.1.3 - Ambiente de Negócios é um conjunto de forças externas que influenciam as decisões de se fazer negócio. O ambiente de negócios contém os agentes, as regras e regulamentos institucionalmente estabelecido que orientam as relações de troca, assim como os diversos factores que influenciam o mesmo, entre os quais os políticos, económicos e sociais. 2.1.3.1 - Macroambiente de Negócios: seu efeito é genérico e abrangente para todas as organizações. São forças que escapam do controle, da previsão e até mesmo da compreensão das organizações. 2.1.3.2 - Microambiente de Negócios: é o mais próximo e imediato da organização, do qual obtém suas entradas e no qual coloca suas saídas ou resultados. 2.1.4 - Custos de transacção UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 12 Mestranda Dércia Sara Para além das despesas inerentes a actividade produtiva, associados aos custos operacionais, e demais custos classificados como de produção, há custos relacionadas com o ambiente que influenciam por último a efectiva relação de troca entre os agentes económicos: os custos de transacção. (FILÁRTIGA, 2007). Custos de transacção são os custos necessários para negociar, monitorar e controlar as trocas entre organizações, indivíduos e agentes económicos. Um dos principais objectivos das organizações é minimizar os custos envolvidos nas trocas de recursos com o ambiente e com outras organizações, economizando tempo e recursos. (COASE, 1937). Os custos de transacção são avaliados a dois níveis: nível interno das organizações e a nível externo das organizações. 2.1.2.1 - Custos de transacção a nível interno das organizações Estes custos foram determinados a partir da constatação de oportunidades de ganhos relacionados com interesses indivíduos em detrimento dos interesses da organização. Instalou-se a partir de então conflito de interesses, gerando a necessidade de se criar instrumentos ou instâncias de controlo do processo de gestão. Esses instrumentos representam um aumento de custos para as organizações, tais como conselho de administração, comité de auditoria, conselho fiscal, dentre outros aparatos de fiscalização. (CAMÊLO, et al. 2009) 2.1.2.1 - Custos de transacção a nível externo das organizações Estes custos correspondem a uma extensão dos custos de transacção a nível interno das organizações, agrega porem as relações das organizações no seu todo e destas com outras instituições (publicas e privadas). Estes custos para além dos outros factores que afectam o clima de negócios no país constituem variáveis de estudo do presente trabalho. CAPITULO III - AMBIENTE DE NEGÓCIOS EM MOÇAMBIQUE Em termos gerais, o ambiente de negócios no país tem melhorado nos últimos anos (2004 – 2009), como resultado de várias reformas e medidas que vem sendo introduzidas e implementadas para o efeito. As reformas mais assinaláveis registaram se 2007, facto este reconhecido na classificação feita pelo Doing Business do Banco Mundial onde Moçambique subiu 6 posições em UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 13 Mestranda Dércia Sara 2008, situando-se na 134ª posição num universo de 178 países e foi também premiado como o terceiro país mais reformador da África Subsaariana. Esta subida de Moçambique deveu se sobretudo a simplificação dos procedimentos para licenciamento das actividades económicas. Foi neste âmbito introduzido o licenciamento simplificado para pequenos e médios negócios. Foi também criado uma base de dados computorizada, o que possibilita que a emissão da certidão negativa possa ser feita no período de um dia, informatizou-se os serviços de registo das entidades legais para a constituição de sociedades e ou empresas. Entretanto, apesar da subida registada em 2008, Moçambique desceu do ranking do Doing Business em 2009. Facto este explicado não pela desaceleração das reformas no país, mais sim pelo registo de reformas mais acentuadas noutros países e pelo acréscimo do número de países no ranking, passando de 178 em 2008 para 181 países em 2009. Desafios da OCAM Segundo Jornal o País 23 de Junho de 2013, o Bastonário Aquilo que colocámos como desafio nestes três anos de mandato é que as representações sul, centro e norte existam de uma forma tangível. Queremos ter essa certeza e segurança de que os alicerces da OCAM estão criados naquelas zonas. Queremos ver a Ordem pelo menos acreditada como membro observador da IFAC. Para que isto aconteça, vamos desenvolver o actual programa de formação ao longo destes primeiros três anos, no sentido de que a heterogeneidade que se verifica naquilo que são os membros da Ordem dos Contabilistas seja uma plataforma na qual tenhamos a certeza de que todos os contabilistas tem esta e aquela capacidade ou competência. Isto é um desafio que vamos perseguir. Queremos construir uma ordem de contabilistas e auditores que seja uma referência UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 14 Mestranda Dércia Sara O actual bastonário da Ordem dos Contabilistas e Auditores prometeu, durante a campanha, criar uma maior capacidade interna dos profissionais de contas e auditoria para que possam prestar serviços aos mega-projectos. Quais são as actuais dificuldades da classe para se afirmarem nos mega-projectos? Moçambique adoptou o IFRSS - normas internacionais de contabilidade - há dois anos para grandes empresas e há cerca de um ano para as médias empresas. As normas internacionais de contabilidade são um desafio muito complexo. E é no sentido de conseguir abraçar este desafio que um dos nossos pilares base de actuação é a formação. A formação visa capacitar os contabilistas que já estão no activo. A capacitação visa também capacitar os contabilistas que estão a sair das escolas e que vão garantir a continuidade da própria Ordem. estando os contabilistas e auditores capacitados, terão condições de acreditação não só a nível nacional como também internacional. Isto potencia-os a serem também facilmente empregados naquilo que são os mega-projectos. O grande desafio é que estas multinacionais que estão a entrar no país tenham obrigação de fazer um report para o país em que operam por imposição de ordem fiscal ou outra. Para além da questão de fiscalidade, têm accionistas locais e público interessado. Esses são destinatários privilegiados das demonstrações financeiras, que são os processos de contabilidade e auditoria. Neste conjunto, também existem os interessados extermos, que são os donos do capital, os donos das empresas que investem em Moçambique. Repareque a questão do gás e carvão são matérias novas para o nosso mercado. Se nós designarmos agora dois contabilistas para irem à bacia do Rovuma, em Pemba, para fazer uma relevação dos factos patrimoniais, pode ser que cada um deles traga classificação diferente. Isto porque cada um terá entendimento diferente daquilo que é o facto que está em sua presença. Antes de se chamarem normas internacionais de contabilidade, chamam-se também os princípios gerais de contabilidade geralmente aceites. Há um primeiro princípio que é padronização. “Não se pode ser jogador e árbitro ao mesmo tempo” UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 15 Mestranda Dércia Sara O bastonário da Ordem dos Contabilistas e Auditores fala da guerra interna para chegar ao poder e diz que o presidente da comissão instaladora, Jorge Marcelino, partiu para a corrida com informação privilegiada. “Não se pode ser jogador e árbitro ao mesmo tempo.” As eleições na Ordem dos Contabilistas e Auditores foram marcadas por alguma contestação. As delegações regionais e respectivas províncias foram comunicadas dos procedimentos de votação quando faltavam três dias para o processo. Elas deviam preencher os boletins de voto e enviá-los para Maputo em três dias. Até que ponto isto pode ter comprometido os resultados? Não sei se iria dizer comprometer os resultados, mas iria dizer que, de certa forma, pode ter tirado brilho ao processo. Mas tanto quanto podemos perceber, a comissão eleitoral tudo fez para que este processo fosse transparente, justo e, por isso, abrangente e honesto. Aquilo que aconteceu é que quando a lei que cria a Ordem dos Contabilistas e Auditores é publicada e entra em vigor há uma comissão instaladora que é constituída. O objectivo desta comissão instaladora é preparar todas as condições e inclusive nomear uma comissão eleitoral independente que pudesse levar avante este processo. Li, num diário, que as eleições foram polémicas e foram bastante contestadas. Mas eu estive lá no dia das eleições. A comissão eleitoral, é verdade, foi obrigada a tomar decisões difíceis, mas justas para a situação e o momento. E não me parece que os outros candidatos possam reclamar da imparcialidade da comissão eleitoral. Tudo aquilo que aconteceu ao longo do processo naquele dia de votação foi de acordo, para ironia do destino, com as listas derrotadas(...). Nós tínhamos confiança no nosso trabalho. E para nós não interessava que o vencedor fosse A ou B, o que interessava é aquilo que interessa, fundamentalmente, aos contabilistas e auditores. Ou seja, era que a ordem dos contabilistas e auditores de Moçambique fosse estabelecida, porque há muito tempo que esta agremiação era esperada. Os contabilistas e auditores não têm mais tempo para esperar por outros momentos ou por outras argumentações que vão contra a criação da ordem dos contabilistas e auditores. UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 16 Mestranda Dércia Sara É verdade aquilo que eu disse: o regulamento eleitoral foi preparado pela comissão instaladora. Eu tive a oportunidade de manifestar isso ao próprio candidato, que era presidente da comissão instaladora. E, do meu ponto de vista, do ponto de vista ético e para a transparência do processo, o presidente da comissão instaladora não se devia apresentar como candidato. Daí que, em algum momento, disse que a lista que foi submetida para o processo de votação não tinha a sua assinatura porque a comissão eleitoral não o solicitou. Mas era sua obrigação entregar a lista à comissão. Não tinha que ficar à espera que a comissão eleitoral solicitasse. Mas de todas as formas, respondendo à sua questão, é verdade que os votos provinciais de Manica, Sofala, Zambézia e Tete foram desclassificados. E esta desclassificação afectou a todos. O que eles estavam à espera é que, sabendo que não tinham inserção na zona centro do país, estrangulassem os votos da zona centro. A disputa ficaria entre Maputo, Nampula e Gaza. Só que perderam em Maputo como teriam perdido na Beira ou em Quelimane, por isso que dizem que as eleições foram polémicas. Não vimos essa polémica. Na hora das eleições, levantaram-se vozes e a comissão eleitoral atendeu a todas as situações levantadas naquele momento. E tanto quanto nós percebemos, por via da lei, a impugnação devia ter sido ali. Há informações que apontam que dos mais de 3 000 contabilistas e auditores existentes no país, pouco mais de 100 é que participaram nas eleições. Este factor não foi provocado pelo tempo limitado das eleições? Repare: a ser esse o problema, teria sido levantado antes de se ir ao pleito. E como lhe disse antes, um dos reclamantes é o presidente da comissão instaladora da ordem. Portanto, que dirigia uma das listas. Ora, esta entidade tinha a obrigação de preparar as eleições. A comissão instaladora devia receber as listas e os cadernos eleitorais com as pessoas competentes para o acto. Deveria receber o regulamento eleitoral e deveria receber todos os instrumentos que fossem necessários para levar adiante o processo eleitoral. Mas como lhe disse, porque na minha opinião e continuo a acreditar nisto, um dos candidatos era uma pessoa interessada no processo, tudo aquilo que lhe não convinha não fez em tempo útil. UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 17 Mestranda Dércia Sara Esse candidato era também membro activo da comissão eleitoral? Não era membro activo da comissão eleitoral. Era membro activo da comissão instaladora, que preparou o processo e também era candidato. Logo, à partida, os candidatos partiam em assimetria de informação. Por que os candidatos não reclamaram esta questão? Não. Não havia lugar para reclamação, porque não é uma situação ilegal. Isto é uma questão ética. Não fere a legalidade da candidatura dele. Não tínhamos argumentos (...). É aquilo que se diz: não se pode ser jogador e árbitro ao mesmo tempo. Chegaram a levantar esta questão? Levantamos sim. E qual foi a reacção? A reacção é que o candidato estava convencido que seria preferencial para continuidade dos contabilistas e auditores, mas nas urnas provou-se que os contabilistas e auditores queriam mudanças. Esta é a realidade. IV. BOLSA DE VALORES DE MOÇAMBIQUE (BVM) Conceituação da BVM A Bolsa de Valores de Moçambique é uma instituição criada pelo decreto n° 49/98, de 22 de Setembro, em resultado do cumprimento de um dos objectivos da política económica do Governo, nomeadamente a diversificação das alternativas de financiamento existentes, a promoção da poupança e a sua conversão em investimento produtivo. A Bolsa de Valores de Moçambique é uma entidade que tem por objecto a organização, gestão e manutenção de um mercado central de valores mobiliários, cabendo a ela manter os meios e sistemas apropriados para o UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 18 Mestranda Dércia Sara funcionamento de um mercado livre para a transacção dos valores mobiliários cotados. A Situação Actual da BVM e Requisitos para Iniciar um Negócio de Corretagem A legislação permite a independência de participação no negócio. Em Moçambique existem duas formas de licenciamento que constituem os requisitos para iniciar um negócio de corretagem: a sociedade correctora que funciona como corrector profissional ou como uma sociedade financeira de corretagem. O corrector só pode transaccionar títulos a favor de terceiros. Numa sociedade financeira de corretagem para além de transaccionar títulos a favor de terceiros, também pode transaccionar para si próprio. A questão que se coloca é que para viabilizar qualquer negócio, obviamente tem que haver produtos para transaccionar. Como estava a dizer noinício o nosso mercado é pequeno. Potencialmente o negócio de corretagem não tem proveitos para viabilizar a própria empresa. Daí que os bancos tomam isto como uma actividade acessória. Na região Austral da África, temos desequilíbrios evidentes, em que existe a Bolsa de Valores de Johannesburg, já com uma tradição secular e que ocupa um lugar de destaque no ranking das 20 maiores Bolsas de Valores do mundo. Moçambique só criou a sua Bolsa de Valores há pouco mais de dez anos. Então, logo à partida é difícil estabelecermos alguma comparação se incluirmos a África do Sul pois, as realidades são totalmente diferentes. Isto faz com que, quando tentamos apreciar o nosso desempenho, dizemos Região da SADC, excluindo África do Sul, tendo em conta que as variáveis não são as mesmas. Se observarmos a SADC, excluindo a África do Sul, Moçambique até há cinco anos estava entre as cinco melhores. Porém a realidade inverteu-se por ter havido um crescimento significativo do desempenho do mercado bolsista dos outros países como a Zâmbia e Tanzânia, que estabeleceram as suas bolsas na mesma altura que Moçambique. Há registos de crescimento assinalável em Moçambique, estamos em lugares não cimeiros, mas intermédios de ponto de vista comparativo, pelo facto de não UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 19 Mestranda Dércia Sara ter havido uma evolução efectiva do mercado accionista. Cresceu muito no mercado obrigacionista. As obrigações são produtos de poupança e muito apreciadas. As pessoas não transaccionam muito, esperam para receber os seus juros até à maturidade. Ao contrário, as outras bolsas cresceram porque tiveram mais acções. As empresas foram lá e admitiram as suas acções ao invés de obrigações. Significa maior rotatividade. As pessoas têm ganhos de mais-valia, não esperam para receber dividendos no final de exercício. Eu compro hoje a 10 mil meticais, amanhã posso vender a 11 mil meticais. Tenho aí um ganho de mais-valia. Há maior rotatividade, porem, isto não acontece, ou acontece pouco no nosso país. Condições para Aceder à Bolsa No início do mercado bolsista havia um conjunto de requisitos que só as grandes empresas poderiam suportar. Havia um constrangimento para as PMEs. Cinco anos depois, evoluiu-se positivamente e criou-se o segundo mercado justamente para responder às necessidades destas PMEs. Os requisitos são básicos, de carácter jurídico, económico-financeiro da empresa e das condições de mercado. Na condição jurídica só se admitem a cotação em bolsa àquelas sociedades que são anónimas. Qualquer sociedade anónima pode ser admitida em bolsa, quer no mercado accionista quer no obrigacionista. As empresas públicas podem entrar em bolsa mas só para o mercado obrigacionista. O que acontece é que a maioria das PMEs são sociedades familiares. Há aqui um grande constrangimento, porque elas não querem perder o controlo da empresa, porém precisam de abrir a sua empresa para a entrada de novos accionistas. Tem que haver dispersão de pelo menos 15% do capital da empresa, pelo público. Neste momento estamos a tentar persuadir as PMEs a entrar na bolsa, mas tem que libertar algum capital. No caso das PMEs, a dispersão é de pelo menos 5% , podendo ficar sob controlo do proprietário, os remanescentes 95%. É um dos requisitos fundamentais para admissão em bolsa. O acesso à Bolsa de Valores de Moçambique pode ser feito em dois mercados distintos: o Mercado de Cotações Oficiais (destinado às empresas de grande porte) e o Segundo Mercado (destinado às pequenas e médias empresas). UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 20 Mestranda Dércia Sara Vantagens da BVM: Os seus investimentos são geridos dentro dos padrões legal e internacionalmente reconhecidos. Os títulos negociados em bolsa beneficiam de 50% de isenção do Imposto sobre o Rendimento (IRPC/IRPS), o que obviamente aumenta os ganhos que daí advêm. No acto de emissão e na realização de transacções, os valores mobiliários beneficiam de isenção do imposto de selo. É um instrumento alternativo de financiamento das empresas. Custo de financiamento reduzido em relação ao crédito bancário (Emissão de Acções, Obrigações, Papel Comercial, entre outros). É um meio de acesso a financiamentos internacionais através da mobilização de investidores internacionais. Incentiva a canalização da poupança para o investimento produtivo pois a rentabilidade é potencialmente mais alta que nos depósitos a prazo. Permite o conhecimento do valor das empresas através do estabelecimento de um preço de mercado. Formas de Financiamento oferecidas pela Bolsa de Valores de Moçambique: O financiamento do Estado através do Mercado: Empréstimos obrigacionistas (Obrigações do Tesouro) Privatizações (Venda de participações do Estado nas Empresas) O financiamento das empresas através do Mercado: Recurso ao crédito Empréstimos obrigacionistas (Obrigações Privadas) UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 21 Mestranda Dércia Sara Papel Comercial Títulos de Participação Realização de capital Emissão de novas acções Mercado Secundário (valorização) Na Bolsa podem também ser admitidas e negociadas as Unidades de Participação em Fundos de Investimento, quando estes sejam fechados. V DOCUMENTOS COMERCIAIS DEFINIÇÃO: Documentos Comerciais – São comprovativos das transações comerciais e servem de base para os registos contabilísticos. CLASSIFICAÇÃO: Internos – São aqueles que justificam transações dentro da empresa. Ex: Requisições de matérias de um departamento para o outro dentro da empresa, folhas de salários, etc. Externos – São aqueles que justificam transações dentro e fora da empresa. Ex: Notas de Encomenda, Facturas, Recibos, etc. ARQUIVO: Nos escritórios modernos, está cada vez mais presente um centro de produção de informações e não apenas um registo de transações. Deve-se registar não só os factos históricos, mas também recorrer a novas formas de gestão que servirão de base as decisões a serem tomadas pelos administradores. Existem porém, várias funções que são indispensáveis no arquivo: Recolha de factos Selecção dos factos úteis para gestão Conservação ordenada dos factos recolhidos e classificados UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 22 Mestranda Dércia Sara Procura dos factos recolhidos e conservados para consulta. O Arquivo é a secção indispensável na empresa sobre a qual devem incidir todas as atenções, é o lugar onde são ordenados, conservados e consultados todos os documentos, de forma a obter dados para uma boa condução da empresa. Para assegurar um bom funcionamento do arquivo é necessário executar as tarefas com regularidade, tendo sempre presente a regras de ordenação e classificação de documentos. Para que estes objectivos sejam atingidos é necessário que: O elemento humano possua as qualidades pessoais e profissionais necessárias a um funcionamento regular de acordo com as normas; O arquivo deve ser instalado em locais apropriados com o material necessário, tendo sempre em conta os princípios básicos de Ergonomia; Devem ser utilizadas as classificações de documentos consideradas racionais; Deve funcionar sob responsabilidade de um indivíduo especializado nesta matéria que se designa por arquivista. O Arquivo é o lugar onde se recolhe e guardam documentos, informações de interesse, com o objectivo de conservar e assegurar resposta a todos os pedidos de consulta provenientes dos vários sectores da organização (empresa ou instituições). De acordo com o Plano Geral de Contabilidade(PGC), os documentos comprovativos das operações registadas nos livros de contabilidade devem ser arquivados por um período de pelo menos 10 anos. Para facilitar a consulta, normalmente os documentos são arquivados em pastas de acordo com a sua natureza e por ordem de data ficando os mais recentes em cima, pois, estes são os mais solicitados. CONTRATO DE COMPRA E VENDA A compra e venda, é um contrato pelo qual um dos Contraentes – Vendedor – transmite a propriedade de um bem ou de um direito a outro Contraente – Comprador – mediante um preço previamente combinado. É, pois, um contrato bilateral ou oneroso porque: Vendedor obriga-se a entregar uma coisa; Comprador entrega o preço (dinheiro) da coisa. UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 23 Mestranda Dércia Sara Condições de compra e venda: 1- Antes de se proceder a qualquer encomenda tem que se ter resposta para: O que comprar? Em que condições? É necessário, portanto proceder a escolha da mercadoria, quer em qualidade quer em quantidade, e fixar condições como: prazo de entrega, local, preço, forma de pagamento, etc. Para eliminar as dúvidas de quem paga despesas de transporte, de seguros, e a responsabilização da conservação, a Câmara do Comercio Internacional publicou as definições que ficam conhecidas por INCOTERMS (International Commerce Trade Terms), que inclui as abreviaturas a seguir indicadas: TRANSPORTE POR RODOVIA: FOT – (Free On Truck) – local de expedição ou local de destino – sobre camião no local de expedição ou local de destino. - Todas as despesas até ao lugar de carregamento ou destino são por conta do vendedor. Significa que este tem a responsabilidade de fazer o carregamento da mercadoria, não se responsabilizando pelo frete e outras despesas que adiante se incorrer. Por exemplo, se adquirida uma mercadoria em que o vendedor se encontre na Beira, e o contrato for “FOT-Beira”, então este terá que proceder ao carregamento da mercadoria dentro do camião na Beira, não sendo obrigado a pagar o frete mas sim as despesas de carregamento e outras surgidas até o carregamento Se “FOT-Maputo”, então o nosso vendedor terá que colocar as mercadorias no Maputo, não se responsabilizando pelas despesas de descarregamento e outras a posterior TRANSPORTE POR CAMINHOS-DE-FERRO FOR (Free On Rail ) – sobre vagão na estacão de expedição ou estação de destino. - Todas as despesas até a estacão de expedição ou destino são por conta do vendedor. Significa que este tem a responsabilidade de fazer o carregamento da mercadoria na estação de origem, não se responsabilizando pelo frete e outras despesas posteriores. É valido o exemplo anterior só que o transporte utilizado seria o de caminhos-de-ferro. TRANSPORTE MARÍTIMO OU FLUVIAL FAS – (Free Along Ship) – livre ao lado do navio no porto de embarque (ou no porto de destino) UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 24 Mestranda Dércia Sara - Todas as despesas até junto ao navio no porto de embarque (ou de destino) são da responsabilidade do vendedor. FOB (Free On Board) – porto de embarque – livre a bordo no porto de embarque. - Todas as despesas até a colocação das mercadorias dentro do navio no porto de embarque são da responsabilidade do vendedor. O vendedor deverá encarregar-se pelas despesas de expedição (despacho) e carregamento no navio sem que para tal tenha que pagar o frete. Esta abreviatura é usada somente para o transporte marítimo ou aquático. CIF – (Cost, Insurance and Freight) – porto de destino – livre no porto de destino. - Todas as despesas (frete, seguro, etc.) até ao porto de destino são por conta do vendedor. Significa que o vendedor é responsabilidade no pagamento do frete, seguro e outras despesas para que a mercadoria este no porto de destino. É de salientar que o vendedor deverá contratar um seguro com cobertura mínima. Há que distinguir-se a responsabilidade das despesas abrangidas pelas expressões: CIF- Maputo, por exemplo. Na Alfândega do Porto de Origem (ou Porto do Destino) - Todas as despesas ate a alfândega do porto de origem ou de destino são por conta do vendedor. A porta da Alfândega do Porto de Origem (ou Porto do Destino) - A responsabilidade do vendedor termina a porta da Alfândega do porto de origem (ou de destino) correndo apartar dai todas as despesas por conta do comprador. No Armazém Geral ou no Entreposto - O vendedor entrega as mercadorias no armazém geral ou no entreposto, ficando estas a disposição do comprador que terá de pagar direitos aduaneiros. Existem outras formas de entrega de mercadorias: No armazém do vendedor No armazém do comprador NOTA: Todas as despesas pagas pelo vendedor são incluídas na factura, pelo que o valor desta será igual ao valor da mercadoria acrescido de todas as despesas pagas pelo vendedor conforme o incoterm acordado. E das diversas nomenclaturas estudadas as que mais importância damos é FOB e CIF. O Preço Na fixação do preço há dois aspectos a considerar: UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 25 Mestranda Dércia Sara Que moeda a utilizar? Normalmente, os critérios utilizados para a determinação da moeda são: Os contraentes são do mesmo pais, logo a moeda a utilizar será do próprio pais; Os contraentes são de países diferentes – em regra deve-se considerar moeda de um dos países, aquela que oferece maior estabilidade e segurança ou moeda de um terceiro pais, observando o factor estabilidade e segurança. Que quantidade de moeda? Tratando-se do valor ou do próprio preço da mercadoria, a sua fixação obedece: Por acordo dos contraentes – o preço é definido pelos contraentes; Por lei – os preços são fixados pelos governos com o objectivo de evitar especulação e permitir o consumo de certos produtos pelas pessoas com menos poder de compra; Por concurso público – o comprador faz anuncio do que pretende comprar; Por cotação na bolsa – tem por base os preços médios das mercadorias negociadas num determinado dia; Por leilão – é oferecida por preço base, os presentes irão fazendo preço crescente e é ganha por quem fizer o preço mais alto. DESCONTOS E ABATIMENTOS. Com o objectivo de incrementar as vendas, é corrente os vendedores, mediante certas condições, concederem aos seus clientes descontos de natureza comercial e ou financeiro. a) Descontos Comerciais - São as reduções do preço (abatimento) que resultam da aquisição de grandes quantidades ou de fornecimento de um produto ligeiramente diferente do encomendado. Estes descontos originam a redução do custo de aquisição, vulgarmente chamados de abatimentos. São os seguintes descontos considerados comerciais: Desconto de Revenda – concedidos do Armazenista aos retalhista para possibilitar o lucro do intermediário; UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 26 Mestranda Dércia Sara Descontos de qualidade – concedido ao comprador quando a qualidade não corresponde a combinada; Bónus – concedido ao comprador que ultrapasse determinado montante; Bom peso – quantidades de mercadorias não facturadas, remetidas pelo fornecedor ao seu cliente com o objectivo de fazer face a possíveis quebras. b) Descontos Financeiros - São Descontos Financeiros as reduções da divida por antecipação do pagamento. Estas reduções até podem ser de dividas que não tenham sido originadas por transacções de mercadorias, poderão ter sido, por exemplo, de compra/venda de imobilizado (bens para uso e não para a venda) ou de empréstimos de valores em dinheiro. São osseguintes descontos considerados financeiro: Desconto de pronto pagamento – concedido ao comprador sempre que o pagamento se efectuar no acto de entrega das mercadorias ou no prazo máximo de 8 dias após a entrega. Desconto por antecipação do pagamento – concedido ao comprador quando paga as mercadorias antes do prazo acordado. Descontos Sucessivos (10% + 5%) – podem ser comerciais ou financeiros – significa que o primeiro é de 10% incidindo sobre o valor ilíquido do bem, o segundo é de 5% incidindo sobre o valor liquido do bem após o primeiro desconto. II. - FASES E DOCUMENTAÇÃO DE COMPRA E VENDA UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 27 Mestranda Dércia Sara 1ª ENCOMENDA Nota de Encomenda 2ª ENTREGA Guia de Remessa Talão de Recepção 3ª LIQUIDAÇÃO Factura, N. Débito e Crédito 4ª PAGAMENTO Recibo Obs.: As setas referem-se ao envio dos principais documentos. 1ª Fase: ENCOMENDA O comprador comunica ao vendedor a quantidade, qualidade e preço das mercadorias que deseja adquirir e combinam as condições de entrega e pagamento. Os principais documentos utilizados nesta fase são: A Nota de Encomenda – é o documento onde o comprador especifica a quantidade da mercadoria pretendida, bem como as condições de entrega e pagamento. Em regra geral, é preenchido em duplicado, sendo o original para o vendedor e o duplicado para o comprador. Outros documentos: Nota de Venda – muita das vezes, a encomenda surge pelo contacto do representante do vendedor (caixeiro – viajante) com o comprador, é preenchida em triplicado e é semelhante a nota de encomenda; Requisição – é muito utilizada no comércio por retalho e serve para o comprador levantar de imediato as mercadorias no armazém do vendedor. Ordem de Compra – é o documento utilizado pelo comprador para mandar o seu comissário da compra de mercadorias. Exemplo de uma Nota de Encomenda e de Requisição: C O M P R A D O R V E N D E D O R UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 28 Mestranda Dércia Sara NOTA DE ENCOMENDA N.º ______ __________________, _____ de _____________ de 20__ Encomend___ a __ Ilmo __ Sr _____________________ ______________________________________________ .................................................. As mercadorias abaixo indicadas: Entrega _________________________ Condições de entrega Prazo: __________________________ QUANT. UNID. DESCRIÇÃO REFª PREÇO O COMPRADOR: _____________________________ (Assinatura e carimbo) Requisita-se ao(s) Ilmo.(s) Sr.(s) __________________________ _____________________________________________________ .................................................. As mercadorias seguintes: QUANT. UNID. DESCRIÇÃO REFª PREÇO REQUISIÇÃO N.º ______ __________________, _____ de _____________ de 20__ UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 29 Mestranda Dércia Sara 2ª Fase: ENTREGA O vendedor envia as mercadorias, dando assim execução a encomenda (ou pedido) feita pelo comprador. Guia de Remessa – este documento acompanha as mercadorias e serve para o comprador proceder a conferência dos artigos recebidos. Talão de Recepção – é devolvido pelo comprador ao vendedor apôs recepção das mercadorias, confirma as mercadorias recebidas. Obs.: O Talão de Recepção é o documento que vem por baixo da Guia de Remessa, abaixo da parte picotada. 3ª Fase: LIQUIDAÇÃO GUIA DE REMESSA N.º________ __________________, _____ de ____________ de 20___ Remetem___ a __ Ilmo __ Sr ______________________ ______________________________________________ .................................................. As mercadorias abaixo indicadas conforme a ______ Nota de Encomenda n.º ___________________________: QUANT. UNID. DESCRIÇÃO PREÇO VALOR O EXPEDIDOR: _____________________________ (Assinatura e carimbo) Receb_____ as mercadorias constantes na ___________________ Guia de Remessa n.º ________, que as com-fer_______ e que ____________ conforme a __________________ encomenda. __________________, ___ de ______________ de 20___ O DESTINATÁRIO UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 30 Mestranda Dércia Sara O vendedor indica ao comprador o montante em divida, tendo em conta que: “Total em divida = valor das mercadorias – descontos + despesas de compra + o IVA”. Factura – é o documento mais importante do contrato de compra e venda, é este o comprovante oficial da compra. A factura pode ser emitida até ao 5º dia após realização da operação, por isso pode ou não acompanhar as mercadorias. As facturas podem classificar-se em: Factura de Praça – o vendedor e o comprador são da mesma praça; Factura de Expedição - o vendedor e o comprador são de praças diferentes; Factura Provisória ou Condicional – o vendedor envia mercadorias à condição. Esta factura deverá ser substituída por uma definitiva após o comprador definir com que mercadorias fica Factura Simulada ou Pró-forma – documento, por vezes utilizado no comercio internacional, através do qual o vendedor dá a conhecer ao comprador as condições de fornecimento das mercadorias pretendidas. FACTURA N.º QUANT. DESCRIÇÃO REFª PREÇO UNIT. VALOR TOTAL BASE DO IVA TAXA IVA LIQUIDADO SUB-TOTAL IVA (17%) Motivo justificativo da não aplicação do imposto: ................................................................................................................... TOTAL São:.................................................................................................................................................. ......................................................................................................................................................... ...........................................................NUIT: ........................ NUIT: ........................ ORIGINA L ................................................... .......... .............. de ............................................................. de 20......... UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 31 Mestranda Dércia Sara Nota de Débito – é o documento que rectifica positivamente o valor da factura, quando o vendedor por lapso, se esqueceu de mencionar alguma despesa por conta do comprador ou errou algum cálculo. Este documento indica que o remetente lançou uma operação positiva (a seu favor) na conta corrente. Nota de Crédito – é o documento que rectifica negativamente o valor da factura ou da divida, pelo que indica que o remetente lançou uma operação negativa (a favor de outrém) na conta corrente. NOTA DE DÉBITO N.º __________ __________________, _____ de _____________ de 20__ Comunica___ a __ Ilmo __ Sr _____________________ ______________________________________________ .................................................. que nesta data, DEVE relativamente ...................................................................................................................................................... ..... QUANT. REFª. DESCRIÇÃO PREÇO VALOR NUIT:............................... NOTA DE CRÉDITO N.º __________ __________________, _____ de _____________ de 20__ Comunica___ a __ Ilmo __ Sr _____________________ ______________________________________________ .................................................. que nesta data, tem HAVER relativamente ...................................................................................................................................................... ..... QUANT. REFª. DESCRIÇÃO PREÇO VALOR NUIT:............................... UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 32 Mestranda Dércia Sara 4ª Fase: PAGAMENTO O Pagamento encerra o contrato de compra e venda e consiste na entrega do comprador ao vendedor do valor em divida. O pagamento de uma divida pode ser: Imediato – quando se realiza em simultâneo com o fornecimento do bem ou serviço; Diferido – quando tem lugar em momentos diferentes Recibo - é o documento passado pelo vendedor (quem recebe é quem passa o recibo ) que serve para dar quitação ao comprador. Como Recibo, poderá ser usada a própria factura, que com o carimbo de “PAGO” OU “RECEBIDO” passa a chamar-se de Factura-recibo. Obs.: Quando as fases de liquidação e pagamento se processam em simultâneo poderá ser emitido um documento designado por Venda a Dinheiro (V/D), que funcionara como um recibo, dispensando-se a emissão da factura. RECIBO N.º __________ .................................................., ......MT Recebemos do Ilmo. Sr. ______________________________________________________________ A quantia de ...................................................................................................................................................... ....... ...................................................................................................................................................... ............................. referente a ...................................................................................................................................................... ........... ...................................................................................................................................................... ............................. de que passamos o presente recibo ___________________, __ de ______________ de 200__ UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 33 Mestranda Dércia Sara TÍTULOS DE CRÉDITO Títulos de crédito - são documentos que dão direito de receber qualquer coisa. São documentos representativos de um crédito (divida a receber) que uma pessoa (credor) tem sobre outra (devedor). O direito que os títulos de crédito representam e consubstanciam, não pode ser exercido sem a posse do documento. Isto quer dizer, se nós formos legítimos possuidores de um cheque, por exemplo, se por qualquer motivo pretendermos fazer o levantamento do seu valor não o poderemos fazer sem que o apresentemos ao banco sacado. Características Literalidade - o título de crédito vale pelo que nele esta escrito; Autonomia - O portador do titulo tem o direito a ele inerente, independentemente das obrigações existentes entre o primeiro credor e devedor; Transmissibilidade - Os títulos de crédito são transmissíveis, o que permite em alguns casos, o recebimento do seu valor antes da data do vencimento. Classificação 1 - Quanto a espécie de bens que representam: Títulos representativos de moeda - Dão ao seu proprietário o direito de receber moeda em troca do titulo. Por ex: cheque, letra, livrança, etc. Títulos representativos de mercadorias – Dão ao seu proprietário o direito de receber mercadorias em troca do título. Ex: conhecimento de embarque, etc. Títulos de participações de capital - Títulos que concedem poderes de características especiais. Ex: acções, etc. Títulos representativos de serviços - Dão direito a beneficiar-se da prestação de serviços. Ex: bilhetes de cinema e de passagem, etc. 2 - Quanto a natureza dos intervenientes: Públicos - Emitidos pelo Estado (títulos de tesouro); Particulares - Emitidos por particulares (letras). 3 - Quanto a forma de transmissão: UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 34 Mestranda Dércia Sara Títulos nominativos - indicam o nome do credor originário e só podem ser transmitidos através de uma declaração escrita da qual conste o nome do novo possuidor. Ex: Acções, obrigações de tesouro, etc.; Títulos a ordem – transmissíveis por endosso (ordem dada pelo vendedor para pagar a uma terceira pessoa). Ex: letra, cheque, etc; Títulos ao portador – Não indicam o nome do credor originário e transmitem- se pela sua entrega real. Ex: cheque, bilhete de lotaria premiado, etc. 4 - Quanto ao vencimento: A vista - pagos no momento em que se apresentam ao devedor (vales de correio, cheques, etc.) A prazo - pagos após um certo prazo. Ex.: letras. 1 - A LETRA A Letra - É um titulo a ordem sujeito a formalidades, pelo qual uma pessoa - -sacador - ordena a outra - sacado- que lhe pague a si ou a terceiro - tomador- certa importância em determinada data. Legenda: 1) Local de emissão; 2) Data de emissão; ____________1______, ____ de _______2________ de 200___ MT ................3..............,..... 13 A __________________4_________________ pagará _______5______ por esta ______ Única via de letra _________________6_____________________________________________ _________________________________7_____________________________________________ valor __________________8_______________________________________________________ ________________________________________________________________________ _______ 12 A_________________9____________________________________________________ _______________________________________ _______________10__________________ 11 UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 35 Mestranda Dércia Sara 3) Valor Nominal da letra por algarismos; 4) Vencimento da letra; 5) Ordem de pagamento; 6) O beneficiário da letra; 7) Quantia da letra por extenso; 8) Origem da letra; 9) Nome e residência do sacado (quem deve pagar a letra); 10) Local de pagamento da letra; 11) Assinatura do sacador OS INTERVENIENTES DA LETRA: Sacador – Pessoa que dá a ordem de pagamento, sacando a letra. Aceitante – Pessoa a quem é dada a ordem de pagamento e que tem de aceitar a letra, responsabilizando-se pelo seu pagamento. É o sacado depois de a aceitar; Tomador ou beneficiário - Pessoa a quem o sacador transmite todos os direitos emergentes da letra. Portador – Pessoa que apresenta a letra a pagamento. O [portador da letra tanto pode ser o sacador, como o tomador ou endossado. Avalista – Pessoa que garante o pagamento da letra por parte do aceitante. VENCIMENTO DA LETRA Vencimento - É a data em que o portador pode exigir o seu pagamento. Tipos de vencimento: À vista – A letra é pagável no dia da sua apresentação. O pagamento deve ser efectuado quando for apresentada a letra; A prazo (ou termo) de vista (d/v)- Pagável no prazo indicado, contando-o a partir da data do aceite. A prazo (ou termo) de data (d/d) - A letra vence-se decorrido o prazo nele fixado, que se calcula a partir da data do saque; Em data fixa - A letra vence-se numa data marcada (data fixa). UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 36 Mestranda Dércia Sara O pagamento da letra deve fazer-se no dia do seu vencimento ou num dos dois dias úteis seguintes. REQUISITOS ESSENCIAIS DA LETRA: A palavra “letra” escrita no próprio titulo; O mandato puro e simples de pagar uma certa quantia determinada; Nome da entidade que a deve pagar; Nome da entidade a quem ou a ordem de quem deve ser paga; A indicação da data em que é sacada; A assinatura de quem passa ou emite a letra (sacador). REQUISITOS NÃO ESSENCIAIS; Época de pagamento; (a) Lugar de pagamento;(b) Lugar onde a letra foi emitida;(c) (a) Quando não se indica a época de pagamento, entende-se que a letra é pagável a vista; (b) Quando não se designa o lugar de pagamento, considera-se que será paga no domicílio do sacador; (c) Quando não é mencionado o lugar onde foi passada, considera-se como tendo-o sido no domicílio do sacador. OPERAÇÕES COM A LETRA: 1- O SAQUE - É uma ordem de pagamento dada pelo sacador a outrém (aceitante) para que pague a si ou a sua ordem. 2- O ACEITE - É o acto pelo qual o sacado se obriga a pagar a letra na data do vencimento. Até a data de vencimento, a letra pode ser apresentada pelo portador para aceite no domicílio do sacado. É o acto de assumir o compromisso de pagar o valor da letra. Tipos de aceite: Aceite incompleto ou em branco - constituído apenas pela assinatura; Aceite completo - além da assinatura deve ser escrita a palavra “aceito”. UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 37 Mestranda Dércia Sara 3- AVAL - É uma garantia dada por um terceiro – Avalista - ao pagamento total ou parcial da letra. O aval pode ser: Completo; Incompleto ou branco. 4- O PROTESTO - É o acto de o portador lavrar junto do notário (ou qualquer autoridade jurídica) uma reclamação por falta de pagamento ou mesmo por falta de aceite. Consiste, pois em comprovar essa recusa para que possa exercer os seus direitos de acção contra todos intervenientes (sacador, aceitante, avalista). 5- ENDOSSO - É a transferencia de todos direitos dela emergente, isto é a transmissão da propriedade da letra. 6- DESCONTO BANCÁRIO – É a operação pela qual o beneficiário endossa a letra a um banco, antes do vencimento da letra, recebendo o valor líquido, isto é, o valor nominal da letra deduzido de juros e de mais despesas bancárias. As despesas bancárias mais usuais no desconto bancário são: O juro, comissão ou prémio de desconto (percentagem calculada com base no valor nominal, dependendo, se o ano considerado para efeitos de cálculo é comercial ou civil); Prémio de transferencia (quando letras de outras praças, percentagem sobre o valor nominal); Imposto (percentagem sobre o valor de juros ou comissão e o prémio de transferencia); Portes (importância variável, dependendo dos gastos postais, telefonemas, impressos, etc.) 7- COBRANÇA BANCÁRIA - É a operação que se assemelha ao desconto; diferindo pelo facto de endossar-se ao banco depois de vencida a letra. Normalmente, quando o aceitante for de praça diferente. 8- REFORMA DA LETRA- consiste na substituição da letra por uma letra (ou letras) com vencimento posterior. A reforma pode ser total, quando substitui-se na totalidade do valor e parcial, quando ha um pagamento de uma parte, substituindo-se o restante. 2- O CHEQUE UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 38 Mestranda Dércia Sara Cheque - É uma ordem de pagamento a vista dada pelo depositante – sacador - ao seu banqueiro - depositário ou sacado - para que lhe pague a si ou a sua ordem – uma determinada quantia que pode ir até ao montante do deposito. FORMAS DE EMISSÃO DE CHEQUES: Cheque nominativo - quando vem o nome da pessoa a quem deve ser pago; Cheque ao portador - o cheque pode ser pago a qualquer pessoa que o apresentar; Cheque cruzado - só pode ser pago ao banco (banqueiro) ou a um cliente do banco e tem por objectivos reduzir os riscos de extravio, roubo ou falsificação. Obrigatoriamente este cheque deverá ser depositado. Este pode ser geral - quando duas rectas paralelas- e especial - quando vem expresso no meio das duas rectas o beneficiário. Cheque visado - garante a existência de provisão (saldo em banco); Cheque de viagem ou Traveller's cheque - Os usados para efeitos de viagem, os quais podem ser levantados no destino, uma vez que podem ser levantados em qualquer banco. 3- A LIVRANÇA Livrança - É um documento pelo qual um devedor se compromete a pagar a ordem do seu credor uma importância determinada numa época fixa. É um documento semelhante a letra. Exemplo: Em quinze de Maio do corrente ano Fernando João, situado na Rua número 7 - Maputo, vende a A. Loureiro, mercadorias no valor de 54.000.000,00 MT, Transporte _______________,___ BANCO ____________________________________ _________________,___ _________________,___ SÉRIE XKL _________________,___ CHEQUE Nº ______________ _________________,___ _________________,___ _________________,___ A favor de ___________________ ____________________________ Em ___ de ___________ de 200__ Pague por este cheque ..................................,. ..MT Local de emissão Data ___/___/_______ ASSINATURAS à ordem de ____________________________________________________ __ a quantia de ____________________________________________________ _ ____________________________________________________ ___________ UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA39 Mestranda Dércia Sara pagáveis em 31 de Outubro próximo. Para liquidação A. Loureiro subscreve no próprio dia da venda uma livrança a ordem do seu fornecedor. EXEMPLO A “COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda”, com sede na Av. 24 de Julho, n.º 1247, em Maputo, com o NUIT – 10065892, solicitou em 8/03/03 através do documento n.º 364 à “NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda” da cidade de Nampula, com o NUIT – 4006235614”, sediada na Rua das Flores, n.º 647, para que em 30 dias e em Maputo lhe forneça as seguintes mercadorias: - 12.300kgs de amendoim “HP-37” a 8 contos @; - 16.800kgs de arroz “NRAMA-12” a 11 contos @; - 1.200m de tecido “NKUME-7” a 30 contos @; - 5.600kgs de açúcar “ANA-21” a 12.500,00MT@ Em 20 do mesmo mês, o vendedor envia por via marítima a mercadoria solicitada acompanhada do documento n.º 160/03 que evidenciava o facto de terem sido fornecidos só 960m de tecido por roptura de stock. Em 2 de Abril, o comprador acusa a recepção da mercadoria nas condições mencionadas no envio, através do documento n.º 635. Em 10/04/03, o vendedor envia o documento n.º 366/03 para efeitos de liquidação, tendo em conta as seguintes informações: - Despesas de transporte até o porto de Nacala – 8.300.000,00MT; - Despesas de armazenagem em Nacala – 3.900 contos; - Estiva portuária em Nacala – 3.860 contos; - Frete marítimo –22.236.600,00MT; - Seguro marítimo – 6.320 contos; - Estiva portuária em Maputo – 5.320 contos; - Despesas de transporte em Maputo – 3.950 contos; - Desconto de revenda de 3%+2%; - Desconto de qualidade para o açúcar - 2%; - IVA – 17%; - Contrato – FOB - Nacala. Em 16/04/03 o vendedor envia o documento n.º 23/03 que mencionava as despesas de descarregamento no porto de Nacala no valor de 1.325 contos e 166 sacos vazios não retornáveis à 12.350,00MT@, não mencionados no documento n.º 366/03. Em 24 do mesmo mês, o vendedor envia o documento n.º 16/03, concedendo um desconto de 5% sobre os produtos tributáveis. O comprador envia o cheque n.º 456892/BIM em 06/05/03 pela metade do valor em divida, tendo o vendedor emitido em 12/05/03 o documento n.º 898/03, dando quitação o pagamento. Em 20 de Maio, o vendedor sacou a letra n.º 99/03, a 60 d/d, a favor do seu fornecedor Abdul Gulamo, avalizada por Abdul Sacur em 21/05/03 e que foi aceite pelo comprador 6 dias depois. O beneficiário endossou a letra em 28 do mesmo mês à Gani Comercial de Nampula. UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 40 Mestranda Dércia Sara Pretende-se: 1. Identificação de todos os documentos sublinhados; 2. Preenchimento de todos os documentos mencionados (os sublinhados, o cheque e a letra); 3. Apresentação do valor em divida antes da emissão do cheque. 4. Preenchimento do documento n.º 366/03, usando os seguintes incoterms: a) FAS – Nacala; b) FAS – Maputo; c) CIF RESOLUÇÃO: 1- Os documentos sublinhados são: - Documento n.º 364 – Nota de encomenda; - Documento n.º 160/03 – Guia de remessa; - Documento n.º 635 – Talão de recepção; - Documento n.º 366/03 – Factura; - Documento n.º 23/03 – Nota de débito; - Documento n.º 16/03 – Nota de crédito; - Documento n.º 898/03 – Recibo. 2- NOTA DE ENCOMENDA N.º 364 Maputo , 8 de Março de 2003 Encomendamos aos Ilmos Srs NISSOMÉ COMÉR- CIOS, Lda – Rua das Flores, n.º 647 N A M P U L A. As mercadorias abaixo indicadas: Entrega: Em Maputo Condições de entrega Prazo: 30 dias QUANT. UNID. DESCRIÇÃO REF. PREÇO 12.300 kg Amendoim HP-37 8.000,00 16.800 kg Arroz NRAMA-12 11.000,00 1.200 m Tecido NKUME-7 30.000,00 COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda Av. 24 de Julho, n.º 1247 M A P U T O UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 41 Mestranda Dércia Sara GUIA DE REMESSA N.º 160/03 Nampula, 20 de Março de 2003 Remetemos aos Ilmos Srs COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda, Av. 24 de Julho, nº 1247. M A P U T O As mercadorias abaixo indicadas conforme a V/ Nota de Encomenda n.º 364: QUANT. UNID. DESCRIÇÃO PREÇO VALOR 12.300 kg Amendoim “HP-37” 8.000,00 98.400.000,00 16.800 kg Arroz “NRAMA-12” 11.000,00 184.800.000,00 960 m Tecido “NKUME-7” 30.000,00 28.800.000,00 5.600 kg Açúcar “ANA-21” 12.500,00 70.000.000,00 382.000.000,00 São: Trezentos e oitenta e dois milhões de me ticais. ---------------------------------------------- O EXPEDIDOR: NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda Rua das Flores, n.º 647 N A M P U L A UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 42 Mestranda Dércia Sara FACTURA N.º QUANT. DESCRIÇÃO REFª PREÇO UNIT. VALOR TOTAL 12.300 kg de Amendoim “HP-37” 8.000,00 98.400.000,00 16.800 kg de Arroz NRAMA-12 11.000,00 184.800.000,00 960 m de Tecido NKUME-7 30.000,00 28.800.000,00 5.600 kg de Açúcar ANA-21 12.500,00 70.000.000,00 NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda Rua das Flores, n.º 647 N A M P U L A NUIT: 4006235614 Exmos. Srs.: COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda Av. 24 de Julho, n.º 1247 M A P U T O NUIT: 10065892 366/03 ORIGINA L Nampula 10 de Abril de 2003 UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 43 Mestranda Dércia Sara Cálculo da Base Tributável: Total da factura antes do IVA --- --- --- --- 377.789.200,00MT - Mercadorias não tributáveis Arroz --- --- --- 184.800.000,00 - Descto de revenda de 3%+2% 9.129.120,00 175.670.880,00MT 202.118.320,00MT NOTA DE DÉBITO N.º 23/03 Nampula, 16 de Abril de 2003 Comunicamos aos Ilmos Srs. COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda Av. 24 de Julho, n.º 1247 M A P U T O. que nesta data, DEVE relativamente a despesas e sacos vazios não incluídas na Factura n.º 366/03 QUANT. REFª. DESCRIÇÃO PREÇO VALOR NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda Rua das Flores, n.º 647 N A M P U L A NUIT: 4006235614 UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 44 Mestranda Dércia Sara NOTA DE CRÉDITO N.º 16/03 Nampula, 16 de Abril de 2003 Comunicamos aos Ilmos Srs. COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda Av. 24 de Julho, n.º 1247 M A P U T O. que nesta data, tem HAVER relativamente ao desconto não incluído na Factura n.º 366/03 QUANT. REFª. DESCRIÇÃOPREÇO VALOR Desconto de 5% produtos tributáveis (197.200.000,00*5%) 9.860.000,00 IVA (17% ) 1.676.200,00 TOTAL 11.536.200,00 São: Onzes milhões, quinhentos e trinta e seis mil, e duzentos meticais. --------------------- (Assinatura e carimbo) . (NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda) NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda Rua das Flores, n.º 647 N A M P U L A NUIT: 4006235614 NUIT:............................... Transporte _______________,___ BANCO INTERNACIONAL DE MOÇAMBIQUE _________________,___ _________________,___ SÉRIE XKL - 202.280.990,70 CHEQUE Nº 456892 _________________,___ _________________,___ SALDO _________________,___ A favor de COMÉRCIOS NIS- Pague por este cheque 202.280.990,70MT Local de emissão Maputo Data 06/05/03 ASSINATURAS (COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda) UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 45 Mestranda Dércia Sara No verso da letra: No verso da letra: “Endosso ao Exmos Srs. Gani Comercial Nampula, 28/05/03” Assinatura: (Abdul Gulamo) RECIBO N.º 898/03 .202.280.990,70.MT Recebemos do Ilmo. Sr. COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda A quantia de . Duzentos e dois milhões, duzentos e oitenta mil, novecentos e noventa meticais, e setenta centavos. ----------------------------------------------------------------------------------------------------- referente ao pagamento em 50% da n/ factura n.º 366/03 de 10/04/03 de que passamos o presente recibo. Nampula, 12 de Maio de 2003 (Assinatura e carimbo) . (NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda) NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda Rua das Flores, n.º 647 N A M P U L A à ordem de NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda a quantia de Duzentos e dois milhões, duzentos e oitenta mil, novecentos e noventa meticais, e setenta centavos.-------------------------- --------- Nampula, 20 de Maio de 2003 MT 202.280.990,70 Boa para aval A Sessenta dias de data pagará V/ Excias por esta nossa Abdul Sacur Única via de letra ao Exmo Sr. Abdul Gulamo Nampula, 21/05/03 A quantia de Duzentos e dois milhões, duzentos e oitenta mil, novecentos e noventa meticais, e setenta centavos. valor de transacções comerciais, factura n.º 366/03 Aceito: Aos Ilmos Srs. COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda COM. LIMPOPO, LDA Av. 24 de Julho, nº 1247, Maputo Maputo, 26/05/03 Nampula (Assinatura e carimbo) . (NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda) 606,842,30 UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 46 Mestranda Dércia Sara 3- Valor em divida: Valor da Factura ... ... ... ... ... 412.149.314,40MT + Nota de Débito ... ... ... ... ... 3.948.867,00MT - Nota de Crédito ... ... ... ... ... 11.536.200,00MT 404.561.981,40MT 4- a) FACTURA N.º UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 47 Mestranda Dércia Sara NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda Rua das Flores, n.º 647 N A M P U L A NUIT: 4006235614 Exmos. Srs.: COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda Av. 24 de Julho, n.º 1247 M A P U T O NUIT: 10065892 366/03 ORIGINA L Nampula 10 de Abril de 2003 UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 48 Mestranda Dércia Sara FACTURA N.º QUANT. DESCRIÇÃO REFª PREÇO UNIT. VALOR TOTAL 12.300kg Amendoim “HP-37” 8.000,00 98.400.000,00 16.800kg Arroz NRAMA-12 11.000,00 184.800.000,00 960 m Tecido NKUME-7 30.000,00 28.800.000,00 5.600 kg Açúcar ANA-21 12.500,00 70.000.000,00 382.000.000,00 Despesas: - Transporte até Nacala 8.300.000,00 - Armazenagem em Nacala 3.900.000,00 - Estiva portuária em Nacala 3.860.000,00 - Estiva portuária em Maputo 5.320.000,00 Descontos: - De revenda: 3%+2% -18.870.800,00 - De qualidade para açúcar: 2% -1.400.000,00 Contrato: FAS-Maputo ----------------------- BASE DO IVA TAXA IVA LIQUIDADO SUB-TOTAL 383.109.200,00 207.438.320,00 17% 35.264.514,40 IVA (17%) 35.264.514,40 Motivo justificativo da não aplicação do imposto: Artigo 9, n.º 29 do CIVA TOTAL 418.373.714,40 São: Quatrocentos e dezoito milhões, trezentos e setenta e três mil, setecentos e catorze meticais, e qua- renta centavos. O VENDEDOR: (Assinatura e carimbo) . (NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda) NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda Rua das Flores, n.º 647 N A M P U L A NUIT: 4006235614 Exmos. Srs.: COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda Av. 24 de Julho, n.º 1247 M A P U T O NUIT: 10065892 366/03 ORIGINA L Nampula 10 de Abril de 2003 UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 49 Mestranda Dércia Sara Cálculo da Base Tributável: FACTURA N.º QUANT. DESCRIÇÃO REFª PREÇO UNIT. VALOR TOTAL 12.300kg Amendoim “HP-37” 8.000,00 98.400.000,00 16.800kg Arroz NRAMA-12 11.000,00 184.800.000,00 960 m Tecido NKUME-7 30.000,00 28.800.000,00 5.600 kg Açúcar ANA-21 12.500,00 70.000.000,00 382.000.000,00 Despesas: - Transporte até Nacala 8.300.000,00 - Armazenagem em Nacala 3.900.000,00 - Estiva portuária em Nacala 3.860.000,00 - Frete marítimo 22.236.600,00 - Seguro marítimo 6.320.000,00 Descontos: - De revenda: 3%+2% -18.870.800,00 - De qualidade para açúcar: 2% -1.400.000,00 Contrato: CIF-Maputo ----------------------- BASE DO IVA TAXA IVA LIQUIDADO SUB-TOTAL 406.345.800,00 224.354.920,00 17% 38.140.336,40 IVA (17%) 38.140.336,40Motivo justificativo da não aplicação do imposto: Artigo 9, n.º 29 do CIVA TOTAL 444.486.136,40 São: Quatrocentos e quarenta e quatro milhões, quatrocentos e oitenta e seis mil, cento e trinta e seis meticais, e quarenta centavos. O VENDEDOR: NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda Rua das Flores, n.º 647 N A M P U L A NUIT: 4006235614 Exmos. Srs.: COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda Av. 24 de Julho, n.º 1247 M A P U T O NUIT: 10065892 366/03 ORIGINA L Nampula 10 de Abril de 2003 UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 50 Mestranda Dércia Sara Total da factura antes do IVA --- --- --- --- 406.345.800,00MT - Mercadorias não tributáveis Arroz --- --- --- 184.800.000,00 - Descto de revenda de 3%+2% 9.129.120,00 175.670.880,00MT - Seguro marítimo --- --- --- --- --- 6.320.000,00MT 224.354.920,00MT