Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
1 
Mestranda Dércia Sara 
 
DELEGAÇÃO_DE GAZA 
DEPARTAMENTO DE CIENCIAS SOCIAIS 
 
PLANO ANALÍTICO DA DISCIPLINA DE PRÁCTICAS PROFISSIONAIS I (NOÇÕES DE 
CONTABILIDADE) 
 2º ANO, CONTABILIDADE E AUDITORIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BROCHURA DE PRÁTICAS PROFISSIONAIS EM CONTABILIDADE I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
2 
Mestranda Dércia Sara 
INTRODUÇÃO A PPCI 
I FONTES DE FINANCIAMENTO DE PROJECTOS 
São fontes para fundos próprios: 
 Poupanças pessoais; 
 Salário ou rendimentos fixos; 
 Venda de bens pessoais; 
 Apoio financeiro de familiares e amigos; 
 Herança; 
 Prémios de jogos ou concursos; 
 Poupanças em grupo; 
 Juros de depósitos a prazo; 
 Dividendos de acções; 
 Lucros gerados pelo projecto ou empresa. 
As fontes de crédito são: 
 Entidades de crédito; 
 Crédito de fornecedores; 
 Crédito do governo; 
 Programas de crédito de organizações não-governamentais; 
Outras Fontes de Financiamento: 
 Leasing é um instrumento financeiro ao qual a empresa pode recorrer 
quando não tende a afectar grandes quantidades de capital para ter 
acesso a um determinado bem (equipamentos). Durante a vigência do 
contrato leasing, o bem é propriedade da entidade financeira; 
 Doações de organizações não-governamentais; 
 Doações governamentais; 
 Subsídios do governo pela isenção ou redução de impostos e do 
pagamento dos direitos aduaneiros e subsídios a exportações; 
 Apoio de associações; 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
3 
Mestranda Dércia Sara 
 Financiamento a organizações de sociedade civil; 
 Financiamento vindo de países desenvolvidos (estrangeiros) para os 
países baixos; 
 
II INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PROJECTOS 
Antes de fazermos abordagem sobra análise e gestão de projectos é 
necessário aflorarmos sobre alguns conceitos básicos para a cadeira em 
referência nomeadamente: investimento, capital, projecto e sua classificação 
assim como suas etapas 
1. Conceito de investimento 
O conceito de investimento é apresentando nas suas diferentes perspectivas 
segundo vários autores tendo em consideração a tomada de decisão e agentes 
económicos 
1.1. Investimento e Poupança 
Investimento significa acumulação de possibilidades de produção, quer 
directamente através de projectos produtivos, quer indirectamente através de 
projectos não directamente produtivos, mas que duma ou doutra forma 
contribuem para a dinamização da actividade económica. O crescimento da 
produtividade, aumento do produto e dos rendimentos sociais. 
 
2. Decisão de investir 
A decisão de investir assenta fundamentalmente no resultado da análise da 
rendibilidade dos projectos, pois é este o aspecto que mais interessa ao 
empresário privado, por isso é ele quem decide sobre o agrupamento e a 
organização de diversos factores produtivos. 
Na óptica nacional e social a decisão alem de rendibilidade tem a ver com 
múltiplos efeitos directos e indirectos, que um projecto pode repercutir em 
diferentes domínios da economia e da sociedade 
3. Diferentes Perspectivas do Conceito Investimento 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
4 
Mestranda Dércia Sara 
O conceito de investimento é apresentado em diferentes perspectivas, dentre 
elas a financeira, económica e dos agentes económicos aforradores. 
 
3.1. O Investimento na Perspectiva Financeira 
Este investimento corresponde a aplicação de capitais ou activos monetários 
ou alheios. Nesta perspectiva tem se em conta a recuperação dos valores 
investidos e da remuneração adicional ao empresário privado que é 
denominado por lucro que interessa ao privado. 
 
3.2. Investimento na Perspectiva Económica 
Corresponde a aplicação de bens de capital fixo, isto é, aplicação de capitais 
para produzir resultados num determinado prazo. Existindo a espectativa de 
possibilidades de produção de determinados bens e serviços, com 
determinadas e adequadas utilidades para a sociedade, em função do retorno 
dos investimentos e os excedentes esperados. 
 
3.3. O Investimento na Perspectiva dos Agentes Económicos 
Aforradores 
O investimento nesta perspectiva equivale a uma abstenção de consumo 
(poupança) com vista a obtenção de consumos futuros acrescidos, 
proporcionados por capital recuperado mais os juros e ou lucros. 
 
4. O Conceito de Capital e suas Relações com o Investimento 
4.1. Investimento na Perspectiva Microeconómica 
Corresponde a uma aplicação de capitais ou seja, respeita a um conjunto de 
recursos financeiros capazes de ter aplicação produtiva e ou lucrativa. Possui 
um número restrito de beneficiários, e geralmente a sua implementação 
depende do retorno financeiro que o projecto confere. 
4.2. Investimento na Perspectiva Macroeconómica 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
5 
Mestranda Dércia Sara 
Corresponde a toda a variação positiva do capital num período (um ano), ou 
seja, o conjunto dos novos bens de produção criados ou adquiridos nesse 
período. Portanto, são bens fisicamente bem determinados e reprodutíveis que 
podem ser utilizados repetidamente e determinem as possibilidades de 
produção. Possui um vasto número de beneficiários, a sua implementação não 
depende do retorno financeiro do investimento, mas sim da satisfação das 
necessidades duma colectividade. 
4.3. Investimento Bruto 
São todos os bens de produção adquiridos no período e a soma algébrica das 
variações de existência nesse período (sem amortizações feitas). 
4.4. Investimento Liquido 
È o investimento bruto menos as amortizações. Correspondendo ao 
crescimento efectivo do capital total no período considerado (com amortizações 
feitas). 
4.5. Investimento Externo 
Corresponde ao saldo das transações correntes de bens e serviços com o 
exterior. 
4.6. Investimento Interno 
Representa as variações do potencial material de produção do País, num 
determinado período. 
4.7. O Investimento na Perspectiva Macro subdivide-se em: 
 Investimento em Stocks (variação de existências): que é 
composta em matérias-primas, produtos semi-acabados, 
acabados e auxiliares. 
 Formação Bruta de Capital Fixo: compreende a formação 
(criação e aquisição de novos bens de produção em cada 
período). 
 Investimento em Capital Fixo Corpóreo: inclui terrenos, 
edifícios, construções, equipamentos básicos, pecas de reserva 
(valor na origem, despesas de transporte, seguros, 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
6 
Mestranda Dércia Sara 
manuseamento e montagem, material de carga e transporte 
(automóveis, camiões, tractores, empilhadores, etc.). 
 Investimento em Capitais Fixo Incorpóreo: inclui estudos, 
projectos, coordenação e fiscalização, despesas de construção e 
arranque, patentes, marcas e despesas. 
 
 
5. Conceito de Projecto 
Existem várias definições sobre o conceito de projecto e segundo suas 
especificações. 
Sob ponto de vista etimológico projecto entende-se como plano de um trabalho, 
de um acto; empreendimento; intenção. 
Segundo (Miguel, António: 2004), projecto é um conjunto temporário de 
actividades interligadas que tem como objectivo a criação dum produto ou 
serviço ou resultados únicos, de acordo com uma dada especificação e um 
dado orçamento. 
Brand, considera que projecto è um conjunto de actividades não repetitivas que 
visam alcançar objectivos pré-estabelecidos (de custo, prazo e resultados) e 
com uma certa afetação de recursos. 
Portanto, um projecto de investimento traduz-se numa intenção ou proposta de 
aplicação de recursos produtivos escassos (activos fixos, corpóreos, eincorpóreos, e acréscimos de fundo de maneio), com o fim de melhorar ou 
aumentar a produção de determinados bens ou serviços em quantidade ou 
qualidade, ou de diminuir os seus custos de produção. 
Em termos pragmáticos, consiste num conjunto de acções elementares 
ordenadas, revestindo um caracter de transitoriedade, consumindo recursos 
relevantes e cuja realização deve originar uma mudança para uma situação 
qualitativa e quantitativa superior. 
 
Os Projectos de Investimento no Contexto Empresarial 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
7 
Mestranda Dércia Sara 
As empresas desenvolvem os projectos de investimento, gerando através de 
maior número de investimentos, o motor de crescimento e evolução do produto 
nacional. 
Na economia do mercado, a decisão dos projectos é das empresas privadas, 
enquanto na economia centralizada a decisão de investir è do Estado e 
agentes governamentais que o representam, e sua implementação è feita por 
empresas e organismos públicos. 
 
6. Princípios a obedecer nos projectos de investimento: 
6.1. O Principio Economico 
Consiste na realização do benefício máximo com custo mínimo. 
6.2. Princípio da Racionalidade Técnica ou Equilíbrio Financeiro 
Procura adequar os meios de financiamento ao tempo provável de necessidade 
e de risco das aplicações. Portanto, procura optimizar os rácios entre capitais 
permanentes e activos imobilizados e entre capitais próprios e alheios. 
6.3. Princípio da Racionalidade Económica 
Tem a ver com a produtividade de cada empresa em conseguir maior produto 
com os mesmos recursos. 
6.4. Princípio da Racionalidade Financeira 
Tem a ver com aspectos de rendibilidade, isto è a aptidão que a empresa tem 
de obter proveitos superiores aos custos. 
 
III OCAM 
1 - INTRODUÇÃO 
Evidências globais mostram que um ambiente favorável de negócios é crucial 
para criação de um sector privado forte e expressivo, que por sua vez constitui 
pressuposto básico para o crescimento e desenvolvimento económico de 
qualquer país, particularmente dos países dominantemente capitalista 
(economias de mercado) onde a livre iniciativa é destacado. 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
8 
Mestranda Dércia Sara 
Paralelamente, a teoria económica mostra que os factores do lado da oferta 
associados a menores custos transaccionais são importantes para a promoção 
do investimento e consequentemente crescimento económico, assim como a 
demanda agregada e a gestão da política macroeconómica. 
É reservado ao Estado, através da execução da sua política orçamental, o 
papel de regular e dinamizar as áreas socioeconómicas mais importantes 
criando um bom ambiente de negócios. As reformas jurídicas no âmbito da 
legislação financeira, fiscal, laboral, comercial levada acabo pelos Governos 
contribuem significativamente para fortalecer esse bom ambiente e por 
conseguinte atracção do investimento privado nacional e externo que dai pode 
advir. 
Como resultado deste papel reservado ao estado, o ambiente de negócios em 
Moçambique tem melhorado nos últimos anos. Este facto é reconhecido na 
classificação feita pelo Doing Business (2008) do Banco Mundial onde 
Moçambique subiu 6 lugares, passando da posição 140 para a posição 134, no 
ano de 2007 e 2008, respectivamente. Porém, este posicionamento está 
aquém do desejado, se comparado com a classificação conseguida pelos 
outros países da região austral, como são os casos de Botswana, Maurícias, 
Seychelles, entre outros. Há contudo, necessidade de acelerar o ritmo das 
reformas de forma a tornar o país mais competitivo, primeiro numa perspectiva 
regional, segundo numa perspectiva global. 
A facilitação do acesso ao financiamento, a criação de infra-estruturas 
eficientes, a melhoria de serviços de saúde e educação, o combate a 
corrupção, criminalidade e a burocracia, a reforma das leis e regulamentos 
concernentes tornando-as transparente, eficiente e fácil de ser Análise dos 
Factores que Condicionam o Ambiente de Negócios em Moçambique e o Papel 
do Governo na Promoção da Competitividade do País: O Caso do Sector de 
Comercialização de Combustíveis José Jonas Elias Chalufo UEM – 
implementadas constituem fundamentos básicos para a concretização deste 
intento (KPMG, 2009). 
 
Definição 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
9 
Mestranda Dércia Sara 
A Ordem de Contabilistas e Auditores de Moçambique (OCAM) é uma pessoa 
colectiva de Direito Público, criada através da Lei no 08/2012 de 8 de 
Fevereiro, com o objectivo de regulamentar o exercício da Profissão de 
Contabilidade (Contabilistas Certificados) e de Auditoria (Auditor Certificado) e 
promover acções visando a elevação da qualidade e competência profissional 
dos seus membros. 
 
Objectivo Geral 
Regulamentar e Controlar, no Interesse público, o Exercício da Profissão de 
Contabilista e de Auditor em Moçambique, promovendo a necessária formação 
que visando melhorar continuamente a qualidade da informação útil para a 
tomada de decisão racional das partes interessadas. 
 
Constituem objectivos especificos da OCAM: 
 Definir as regras de acesso e exercício das profissões de contabilidade e 
de auditoria, atribuir e certificar as categorias profissionais de 
Contabilista Certificado e de Auditor Certificado, através da emissão das 
respectivas Cédulas Profissionais; 
 Superintender todos os aspectos relativos ao acesso e exercício das 
profissões de contabilidade e de auditoria, de modo a garantir a sua 
independência técnica e funcional, a defesa da dignidade e prestígio dos 
seus membros, bem como dos seus direitos e prerrogativas, a afirmação 
da função social da profissão e a promoção e respeito pelos respectivos 
princípios deontológicos; 
 Representar os interesses profissionais de todos aqueles que exerçam 
ou venham a exercer em Moçambique actividades de profissionais de 
contabilidade e de auditoria; 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
10 
Mestranda Dércia Sara 
 O exercício da jurisdição disciplinar relativamente a todos os seus 
membros. 
 
1. Tem vindo a aumentar o número de empresas ou empresários, 
reclamando burla protagonizada por pessoas contratadas que se dizem 
Contabilistas ou Auditores. 
2. Nos termos da Lei, e conforme referido no no 1, a OCAM é a entidade 
legalmente estabelecida para o reconhecimento quer dos profissionais, 
quer das empresas legalmente estabelecidas para prestação de serviços 
de Contabilidade e de Auditoria. 
3. Dada a importância do assunto, exortámos às, entidades públicas e 
privadas, empresários e demais interessados, que para o seu próprio 
interesse, ao contratarem os serviços de Contabilidade ou Auditoria, 
exijam que os concorrentes façam prova da regularidade da sua 
inscrição na OCAM, mediante apresentação de uma Declaração 
actualizada passada pela Secretaria - geral da OCAM, ou consultem as 
listas dos profissionais (e sociedades) de Contabilistas e Auditoria 
inscritos na OCAM através da nossa página da internet da OCAM 
www.ocam.org.mz . 
 2.1 - Definição de conceitos chaves 
2.1.1 - Negociar é a transferência de bens e serviços (compra e venda). A 
negociação ocorre quando a necessidade de uma solução conjunta das 
diferenças entre as partes. A negociação também implica que cada uma das 
partes tenha algum grau de poder sobre a outra. (ELIZABETH, 2004). 
O presente trabalho concentra-se nas negociações em ambientes 
empresariais, mais o conceito pode ser aplicado em campus mais particulares. 
Assim sendo, 
2.1.2 - Ambiente é tudo aquilo que envolve externamente uma organização 
e/ou empresa. 
2.1.3 - Ambiente de Negócios é um conjunto de forças externas que 
influenciamas decisões de se fazer negócio. 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
11 
Mestranda Dércia Sara 
O ambiente de negócios contém os agentes, as regras e regulamentos 
institucionalmente estabelecido que orientam as relações de troca, assim como 
os diversos factores que influenciam o mesmo, entre os quais os políticos, 
económicos e sociais. 
2.1.3.1 - Macroambiente de Negócios: seu efeito é genérico e abrangente 
para todas as organizações. São forças que escapam do controle, da previsão 
e até mesmo da compreensão das organizações. 
2.1.3.2 - Microambiente de Negócios: é o mais próximo e imediato da 
organização, do qual obtém suas entradas e no qual coloca suas saídas ou 
resultados. 
 
Definição de conceitos chaves 
2.1.1 - Negociar é a transferência de bens e serviços (compra e venda). A 
negociação ocorre quando a necessidade de uma solução conjunta das 
diferenças entre as partes. A negociação também implica que cada uma das 
partes tenha algum grau de poder sobre a outra. (ELIZABETH, 2004). 
 
2.1.2 - Ambiente é tudo aquilo que envolve externamente uma organização 
e/ou empresa. 
2.1.3 - Ambiente de Negócios é um conjunto de forças externas que 
influenciam as decisões de se fazer negócio. 
O ambiente de negócios contém os agentes, as regras e regulamentos 
institucionalmente estabelecido que orientam as relações de troca, assim como 
os diversos factores que influenciam o mesmo, entre os quais os políticos, 
económicos e sociais. 
2.1.3.1 - Macroambiente de Negócios: seu efeito é genérico e abrangente 
para todas as organizações. São forças que escapam do controle, da previsão 
e até mesmo da compreensão das organizações. 
2.1.3.2 - Microambiente de Negócios: é o mais próximo e imediato da 
organização, do qual obtém suas entradas e no qual coloca suas saídas ou 
resultados. 
 
2.1.4 - Custos de transacção 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
12 
Mestranda Dércia Sara 
Para além das despesas inerentes a actividade produtiva, associados aos 
custos operacionais, e demais custos classificados como de produção, há 
custos relacionadas com o ambiente que influenciam por último a efectiva 
relação de troca entre os agentes económicos: os custos de transacção. 
(FILÁRTIGA, 2007). 
Custos de transacção são os custos necessários para negociar, monitorar e 
controlar as trocas entre organizações, indivíduos e agentes económicos. Um 
dos principais objectivos das organizações é minimizar os custos envolvidos 
nas trocas de recursos com o ambiente e com outras organizações, 
economizando tempo e recursos. (COASE, 1937). 
Os custos de transacção são avaliados a dois níveis: nível interno das 
organizações e a nível externo das organizações. 
2.1.2.1 - Custos de transacção a nível interno das organizações 
Estes custos foram determinados a partir da constatação de oportunidades de 
ganhos relacionados com interesses indivíduos em detrimento dos interesses 
da organização. Instalou-se a partir de então conflito de interesses, gerando a 
necessidade de se criar instrumentos ou instâncias de controlo do processo de 
gestão. Esses instrumentos representam um aumento de custos para as 
organizações, tais como conselho de administração, comité de auditoria, 
conselho fiscal, dentre outros aparatos de fiscalização. (CAMÊLO, et al. 2009) 
2.1.2.1 - Custos de transacção a nível externo das organizações 
Estes custos correspondem a uma extensão dos custos de transacção a nível 
interno das organizações, agrega porem as relações das organizações no seu 
todo e destas com outras instituições (publicas e privadas). 
Estes custos para além dos outros factores que afectam o clima de negócios 
no país constituem variáveis de estudo do presente trabalho. 
 
CAPITULO III - AMBIENTE DE NEGÓCIOS EM MOÇAMBIQUE 
Em termos gerais, o ambiente de negócios no país tem melhorado nos últimos 
anos (2004 – 2009), como resultado de várias reformas e medidas que vem 
sendo introduzidas e implementadas para o efeito. As reformas mais 
assinaláveis registaram se 2007, facto este reconhecido na classificação feita 
pelo Doing Business do Banco Mundial onde Moçambique subiu 6 posições em 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
13 
Mestranda Dércia Sara 
2008, situando-se na 134ª posição num universo de 178 países e foi também 
premiado como o terceiro país mais reformador da África Subsaariana. 
 
Esta subida de Moçambique deveu se sobretudo a simplificação dos 
procedimentos para licenciamento das actividades económicas. Foi neste 
âmbito introduzido o licenciamento simplificado para pequenos e médios 
negócios. Foi também criado uma base de dados computorizada, o que 
possibilita que a emissão da certidão negativa possa ser feita no período de um 
dia, informatizou-se os serviços de registo das entidades legais para a 
constituição de sociedades e ou empresas. Entretanto, apesar da subida 
registada em 2008, Moçambique desceu do ranking do Doing Business em 
2009. Facto este explicado não pela desaceleração das reformas no país, mais 
sim pelo registo de reformas mais acentuadas noutros países e pelo acréscimo 
do número de países no ranking, passando de 178 em 2008 para 181 países 
em 2009. 
 
 
Desafios da OCAM 
 
Segundo Jornal o País 23 de Junho de 2013, o Bastonário 
Aquilo que colocámos como desafio nestes três anos de mandato é que as 
representações sul, centro e norte existam de uma forma tangível. Queremos 
ter essa certeza e segurança de que os alicerces da OCAM estão criados 
naquelas zonas. Queremos ver a Ordem pelo menos acreditada como membro 
observador da IFAC. Para que isto aconteça, vamos desenvolver o actual 
programa de formação ao longo destes primeiros três anos, no sentido de que 
a heterogeneidade que se verifica naquilo que são os membros da Ordem dos 
Contabilistas seja uma plataforma na qual tenhamos a certeza de que todos os 
contabilistas tem esta e aquela capacidade ou competência. Isto é um desafio 
que vamos perseguir. Queremos construir uma ordem de contabilistas e 
auditores que seja uma referência 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
14 
Mestranda Dércia Sara 
O actual bastonário da Ordem dos Contabilistas e Auditores prometeu, durante 
a campanha, criar uma maior capacidade interna dos profissionais de contas e 
auditoria para que possam prestar serviços aos mega-projectos. Quais são as 
actuais dificuldades da classe para se afirmarem nos mega-projectos? 
Moçambique adoptou o IFRSS - normas internacionais de contabilidade - há 
dois anos para grandes empresas e há cerca de um ano para as médias 
empresas. As normas internacionais de contabilidade são um desafio muito 
complexo. E é no sentido de conseguir abraçar este desafio que um dos 
nossos pilares base de actuação é a formação. A formação visa capacitar os 
contabilistas que já estão no activo. A capacitação visa também capacitar os 
contabilistas que estão a sair das escolas e que vão garantir a continuidade da 
própria Ordem. estando os contabilistas e auditores capacitados, terão 
condições de acreditação não só a nível nacional como também internacional. 
Isto potencia-os a serem também facilmente empregados naquilo que são os 
mega-projectos. 
O grande desafio é que estas multinacionais que estão a entrar no país tenham 
obrigação de fazer um report para o país em que operam por imposição de 
ordem fiscal ou outra. Para além da questão de fiscalidade, têm accionistas 
locais e público interessado. Esses são destinatários privilegiados das 
demonstrações financeiras, que são os processos de contabilidade e auditoria. 
Neste conjunto, também existem os interessados extermos, que são os donos 
do capital, os donos das empresas que investem em Moçambique. Repareque 
a questão do gás e carvão são matérias novas para o nosso mercado. 
Se nós designarmos agora dois contabilistas para irem à bacia do Rovuma, em 
Pemba, para fazer uma relevação dos factos patrimoniais, pode ser que cada 
um deles traga classificação diferente. Isto porque cada um terá entendimento 
diferente daquilo que é o facto que está em sua presença. Antes de se 
chamarem normas internacionais de contabilidade, chamam-se também os 
princípios gerais de contabilidade geralmente aceites. Há um primeiro princípio 
que é padronização. 
“Não se pode ser jogador e árbitro ao mesmo tempo” 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
15 
Mestranda Dércia Sara 
O bastonário da Ordem dos Contabilistas e Auditores fala da guerra interna 
para chegar ao poder e diz que o presidente da comissão instaladora, Jorge 
Marcelino, partiu para a corrida com informação privilegiada. “Não se pode ser 
jogador e árbitro ao mesmo tempo.” 
As eleições na Ordem dos Contabilistas e Auditores foram marcadas por 
alguma contestação. As delegações regionais e respectivas províncias foram 
comunicadas dos procedimentos de votação quando faltavam três dias para o 
processo. Elas deviam preencher os boletins de voto e 
enviá-los para Maputo em três dias. Até que ponto isto pode ter comprometido 
os resultados? 
Não sei se iria dizer comprometer os resultados, mas iria dizer que, de certa 
forma, pode ter tirado brilho ao processo. Mas tanto quanto podemos perceber, 
a comissão eleitoral tudo fez para que este processo fosse transparente, justo 
e, por isso, abrangente e honesto. Aquilo que aconteceu é que quando a lei 
que cria a Ordem dos Contabilistas e Auditores é publicada e entra em 
vigor há uma comissão instaladora que é constituída. O objectivo desta 
comissão instaladora é preparar todas as condições e inclusive nomear uma 
comissão eleitoral independente que pudesse levar avante este processo. Li, 
num diário, que as eleições foram polémicas e foram bastante contestadas. 
Mas eu estive lá no dia das eleições. A comissão eleitoral, é verdade, foi 
obrigada a tomar decisões difíceis, mas justas para a situação e o momento. E 
não me parece que os outros candidatos possam reclamar da imparcialidade 
da comissão eleitoral. Tudo aquilo que aconteceu ao longo do processo 
naquele dia de votação foi de acordo, para ironia do destino, com as listas 
derrotadas(...). Nós tínhamos confiança no nosso trabalho. E para nós não 
interessava que o vencedor fosse A ou B, o que interessava é aquilo que 
interessa, fundamentalmente, aos contabilistas e auditores. Ou seja, era que a 
ordem dos contabilistas e auditores de Moçambique fosse estabelecida, porque 
há muito tempo que esta agremiação era esperada. Os contabilistas e 
auditores não têm mais tempo para esperar por outros momentos ou por outras 
argumentações que vão contra a criação da ordem dos contabilistas e 
auditores. 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
16 
Mestranda Dércia Sara 
É verdade aquilo que eu disse: o regulamento eleitoral foi preparado pela 
comissão instaladora. Eu tive a oportunidade de manifestar isso ao próprio 
candidato, que era presidente da comissão instaladora. E, do meu ponto de 
vista, do ponto de vista ético e para a transparência do processo, o presidente 
da comissão instaladora não se devia apresentar como candidato. Daí que, em 
algum momento, disse que a lista que foi submetida para o processo de 
votação não tinha a sua assinatura porque a comissão eleitoral não o solicitou. 
Mas era sua obrigação entregar a lista à comissão. Não tinha que ficar à 
espera que a comissão eleitoral solicitasse. Mas de todas as formas, 
respondendo à sua questão, é verdade que os votos provinciais de Manica, 
Sofala, Zambézia e Tete foram desclassificados. E esta desclassificação 
afectou a todos. O que eles estavam à espera é que, sabendo que não tinham 
inserção na zona centro do país, estrangulassem os votos da zona centro. A 
disputa ficaria entre Maputo, Nampula e Gaza. Só que perderam em Maputo 
como teriam perdido na Beira ou em Quelimane, por isso que dizem que as 
eleições foram polémicas. Não vimos essa polémica. Na hora das eleições, 
levantaram-se vozes e a comissão eleitoral atendeu a todas as situações 
levantadas naquele momento. E tanto quanto nós percebemos, por via da lei, a 
impugnação devia ter sido ali. 
Há informações que apontam que dos mais de 3 000 contabilistas e auditores 
existentes no país, pouco mais de 100 é que participaram nas eleições. Este 
factor não foi provocado pelo tempo limitado das eleições? 
Repare: a ser esse o problema, teria sido levantado antes de se ir ao pleito. E 
como lhe disse antes, um dos reclamantes é o presidente da comissão 
instaladora da ordem. Portanto, que dirigia uma das listas. Ora, esta entidade 
tinha a obrigação de preparar as eleições. A comissão instaladora devia 
receber as listas e os cadernos eleitorais com as pessoas competentes para o 
acto. Deveria receber o regulamento eleitoral e deveria receber todos os 
instrumentos que fossem necessários para levar adiante o processo eleitoral. 
Mas como lhe disse, porque na minha opinião e continuo a acreditar nisto, um 
dos candidatos era uma pessoa interessada no processo, tudo aquilo que lhe 
não convinha não fez em tempo útil. 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
17 
Mestranda Dércia Sara 
Esse candidato era também membro activo da comissão eleitoral? 
Não era membro activo da comissão eleitoral. Era membro activo da comissão 
instaladora, que preparou o processo e também era candidato. Logo, à partida, 
os candidatos partiam em assimetria de informação. 
Por que os candidatos não reclamaram esta questão? 
Não. Não havia lugar para reclamação, porque não é uma situação ilegal. Isto é 
uma questão ética. Não fere a legalidade da candidatura dele. Não tínhamos 
argumentos (...). É aquilo que se diz: não se pode ser jogador e árbitro ao 
mesmo tempo. 
Chegaram a levantar esta questão? 
Levantamos sim. 
E qual foi a reacção? 
A reacção é que o candidato estava convencido que seria preferencial para 
continuidade dos contabilistas e auditores, mas nas urnas provou-se que os 
contabilistas e auditores queriam mudanças. Esta é a realidade. 
 
IV. BOLSA DE VALORES DE MOÇAMBIQUE (BVM) 
Conceituação da BVM 
A Bolsa de Valores de Moçambique é uma instituição criada pelo decreto n° 
49/98, de 22 de Setembro, em resultado do cumprimento de um dos objectivos 
da política económica do Governo, nomeadamente a diversificação das 
alternativas de financiamento existentes, a promoção da poupança e a sua 
conversão em investimento produtivo. 
A Bolsa de Valores de Moçambique é uma entidade que tem por objecto a 
organização, gestão e manutenção de um mercado central de valores 
mobiliários, cabendo a ela manter os meios e sistemas apropriados para o 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
18 
Mestranda Dércia Sara 
funcionamento de um mercado livre para a transacção dos valores mobiliários 
cotados. 
A Situação Actual da BVM e Requisitos para Iniciar um Negócio de 
Corretagem 
A legislação permite a independência de participação no negócio. Em 
Moçambique existem duas formas de licenciamento que constituem os 
requisitos para iniciar um negócio de corretagem: a sociedade correctora que 
funciona como corrector profissional ou como uma sociedade financeira de 
corretagem. O corrector só pode transaccionar títulos a favor de terceiros. 
Numa sociedade financeira de corretagem para além de transaccionar títulos a 
favor de terceiros, também pode transaccionar para si próprio. A questão que 
se coloca é que para viabilizar qualquer negócio, obviamente tem que haver 
produtos para transaccionar. Como estava a dizer noinício o nosso mercado é 
pequeno. Potencialmente o negócio de corretagem não tem proveitos para 
viabilizar a própria empresa. Daí que os bancos tomam isto como uma 
actividade acessória. 
Na região Austral da África, temos desequilíbrios evidentes, em que existe a 
Bolsa de Valores de Johannesburg, já com uma tradição secular e que ocupa 
um lugar de destaque no ranking das 20 maiores Bolsas de Valores do mundo. 
Moçambique só criou a sua Bolsa de Valores há pouco mais de dez anos. 
Então, logo à partida é difícil estabelecermos alguma comparação se incluirmos 
a África do Sul pois, as realidades são totalmente diferentes. Isto faz com que, 
quando tentamos apreciar o nosso desempenho, dizemos Região da SADC, 
excluindo África do Sul, tendo em conta que as variáveis não são as mesmas. 
Se observarmos a SADC, excluindo a África do Sul, Moçambique até há cinco 
anos estava entre as cinco melhores. Porém a realidade inverteu-se por ter 
havido um crescimento significativo do desempenho do mercado bolsista dos 
outros países como a Zâmbia e Tanzânia, que estabeleceram as suas bolsas 
na mesma altura que Moçambique. 
Há registos de crescimento assinalável em Moçambique, estamos em lugares 
não cimeiros, mas intermédios de ponto de vista comparativo, pelo facto de não 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
19 
Mestranda Dércia Sara 
ter havido uma evolução efectiva do mercado accionista. Cresceu muito no 
mercado obrigacionista. As obrigações são produtos de poupança e muito 
apreciadas. As pessoas não transaccionam muito, esperam para receber os 
seus juros até à maturidade. Ao contrário, as outras bolsas cresceram porque 
tiveram mais acções. As empresas foram lá e admitiram as suas acções ao 
invés de obrigações. Significa maior rotatividade. As pessoas têm ganhos de 
mais-valia, não esperam para receber dividendos no final de exercício. Eu 
compro hoje a 10 mil meticais, amanhã posso vender a 11 mil meticais. Tenho 
aí um ganho de mais-valia. Há maior rotatividade, porem, isto não acontece, ou 
acontece pouco no nosso país. 
Condições para Aceder à Bolsa 
No início do mercado bolsista havia um conjunto de requisitos que só as 
grandes empresas poderiam suportar. Havia um constrangimento para as 
PMEs. Cinco anos depois, evoluiu-se positivamente e criou-se o segundo 
mercado justamente para responder às necessidades destas PMEs. Os 
requisitos são básicos, de carácter jurídico, económico-financeiro da empresa e 
das condições de mercado. Na condição jurídica só se admitem a cotação em 
bolsa àquelas sociedades que são anónimas. Qualquer sociedade anónima 
pode ser admitida em bolsa, quer no mercado accionista quer no 
obrigacionista. As empresas públicas podem entrar em bolsa mas só para o 
mercado obrigacionista. O que acontece é que a maioria das PMEs são 
sociedades familiares. Há aqui um grande constrangimento, porque elas não 
querem perder o controlo da empresa, porém precisam de abrir a sua empresa 
para a entrada de novos accionistas. Tem que haver dispersão de pelo menos 
15% do capital da empresa, pelo público. Neste momento estamos a tentar 
persuadir as PMEs a entrar na bolsa, mas tem que libertar algum capital. No 
caso das PMEs, a dispersão é de pelo menos 5% , podendo ficar sob controlo 
do proprietário, os remanescentes 95%. É um dos requisitos fundamentais para 
admissão em bolsa. 
O acesso à Bolsa de Valores de Moçambique pode ser feito em dois mercados 
distintos: o Mercado de Cotações Oficiais (destinado às empresas de grande 
porte) e o Segundo Mercado (destinado às pequenas e médias empresas). 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
20 
Mestranda Dércia Sara 
Vantagens da BVM: 
 Os seus investimentos são geridos dentro dos padrões legal e 
internacionalmente reconhecidos. 
 Os títulos negociados em bolsa beneficiam de 50% de isenção do 
Imposto sobre o Rendimento (IRPC/IRPS), o que obviamente aumenta 
os ganhos que daí advêm. 
 No acto de emissão e na realização de transacções, os valores 
mobiliários beneficiam de isenção do imposto de selo. 
 É um instrumento alternativo de financiamento das empresas. 
Custo de financiamento reduzido em relação ao crédito bancário 
(Emissão de Acções, Obrigações, Papel Comercial, entre outros). 
 É um meio de acesso a financiamentos internacionais através da 
mobilização de investidores internacionais. 
 Incentiva a canalização da poupança para o investimento produtivo pois 
a rentabilidade é potencialmente mais alta que nos depósitos a prazo. 
 Permite o conhecimento do valor das empresas através do 
estabelecimento de um preço de mercado. 
Formas de Financiamento oferecidas pela Bolsa de Valores de 
Moçambique: 
O financiamento do Estado através do Mercado: 
 Empréstimos obrigacionistas (Obrigações do Tesouro) 
 Privatizações (Venda de participações do Estado nas Empresas) 
O financiamento das empresas através do Mercado: 
 Recurso ao crédito 
 Empréstimos obrigacionistas (Obrigações Privadas) 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
21 
Mestranda Dércia Sara 
 Papel Comercial 
 Títulos de Participação 
 Realização de capital 
 Emissão de novas acções 
 Mercado Secundário (valorização) 
Na Bolsa podem também ser admitidas e negociadas as Unidades de 
Participação em Fundos de Investimento, quando estes sejam fechados. 
 
 
V DOCUMENTOS COMERCIAIS 
 
DEFINIÇÃO: 
 
 Documentos Comerciais – São comprovativos das transações 
comerciais e servem de base para os registos contabilísticos. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO: 
 
 Internos – São aqueles que justificam transações dentro da 
empresa. Ex: Requisições de matérias de um departamento para o 
outro dentro da empresa, folhas de salários, etc. 
 
 Externos – São aqueles que justificam transações dentro e fora da 
empresa. Ex: Notas de Encomenda, Facturas, Recibos, etc. 
 
 
ARQUIVO: 
 
Nos escritórios modernos, está cada vez mais presente um centro de 
produção de informações e não apenas um registo de transações. 
 
Deve-se registar não só os factos históricos, mas também recorrer a 
novas formas de gestão que servirão de base as decisões a serem tomadas 
pelos administradores. 
 
Existem porém, várias funções que são indispensáveis no arquivo: 
 
 Recolha de factos 
 Selecção dos factos úteis para gestão 
 Conservação ordenada dos factos recolhidos e classificados 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
22 
Mestranda Dércia Sara 
 Procura dos factos recolhidos e conservados para consulta. 
 
 O Arquivo é a secção indispensável na empresa sobre a qual devem 
incidir todas as atenções, é o lugar onde são ordenados, conservados e 
consultados todos os documentos, de forma a obter dados para uma boa 
condução da empresa. 
 
 Para assegurar um bom funcionamento do arquivo é necessário 
executar as tarefas com regularidade, tendo sempre presente a regras de 
ordenação e classificação de documentos. 
 
 Para que estes objectivos sejam atingidos é necessário que: 
 
 O elemento humano possua as qualidades pessoais e profissionais 
necessárias 
a um funcionamento regular de acordo com as normas; 
 
 O arquivo deve ser instalado em locais apropriados com o material 
necessário, 
tendo sempre em conta os princípios básicos de Ergonomia; 
 
 Devem ser utilizadas as classificações de documentos 
consideradas racionais; 
 
 Deve funcionar sob responsabilidade de um indivíduo especializado 
nesta matéria que se designa por arquivista. 
 
O Arquivo é o lugar onde se recolhe e guardam documentos, informações 
de interesse, com o objectivo de conservar e assegurar resposta a todos os 
pedidos de consulta provenientes dos vários sectores da organização 
(empresa ou instituições). 
 
De acordo com o Plano Geral de Contabilidade(PGC), os documentos 
comprovativos das operações registadas nos livros de contabilidade devem ser 
arquivados por um período de pelo menos 10 anos. 
 
Para facilitar a consulta, normalmente os documentos são arquivados em 
pastas de acordo com a sua natureza e por ordem de data ficando os mais 
recentes em cima, pois, estes são os mais solicitados. 
 
 
CONTRATO DE COMPRA E VENDA 
 
A compra e venda, é um contrato pelo qual um dos Contraentes – 
Vendedor – transmite a propriedade de um bem ou de um direito a outro 
Contraente – Comprador – mediante um preço previamente combinado. 
 
É, pois, um contrato bilateral ou oneroso porque: 
 
 Vendedor obriga-se a entregar uma coisa; 
 
 Comprador entrega o preço (dinheiro) da coisa. 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
23 
Mestranda Dércia Sara 
 
Condições de compra e venda: 
 
1- Antes de se proceder a qualquer encomenda tem que se ter resposta 
para: O que comprar? Em que condições? 
 
É necessário, portanto proceder a escolha da mercadoria, quer em 
qualidade quer em quantidade, e fixar condições como: prazo de entrega, local, 
preço, forma de pagamento, etc. 
 
Para eliminar as dúvidas de quem paga despesas de transporte, de 
seguros, e a responsabilização da conservação, a Câmara do Comercio 
Internacional publicou as definições que ficam conhecidas por INCOTERMS 
(International Commerce Trade Terms), que inclui as abreviaturas a seguir 
indicadas: 
 
 TRANSPORTE POR RODOVIA: 
 
 FOT – (Free On Truck) – local de expedição ou local de destino – 
sobre camião no local de expedição ou local de destino. 
 
- Todas as despesas até ao lugar de carregamento ou destino são por 
conta do vendedor. Significa que este tem a responsabilidade de 
fazer o carregamento da mercadoria, não se responsabilizando pelo 
frete e outras despesas que adiante se incorrer. Por exemplo, se 
adquirida uma mercadoria em que o vendedor se encontre na Beira, 
e o contrato for “FOT-Beira”, então este terá que proceder ao 
carregamento da mercadoria dentro do camião na Beira, não sendo 
obrigado a pagar o frete mas sim as despesas de carregamento e 
outras surgidas até o carregamento Se “FOT-Maputo”, então o 
nosso vendedor terá que colocar as mercadorias no Maputo, não se 
responsabilizando pelas despesas de descarregamento e outras a 
posterior 
 
 TRANSPORTE POR CAMINHOS-DE-FERRO 
 
 FOR (Free On Rail ) – sobre vagão na estacão de expedição ou estação de 
destino. 
 
- Todas as despesas até a estacão de expedição ou destino são 
por conta do vendedor. Significa que este tem a responsabilidade 
de fazer o carregamento da mercadoria na estação de origem, não 
se responsabilizando pelo frete e outras despesas posteriores. É 
valido o exemplo anterior só que o transporte utilizado seria o de 
caminhos-de-ferro. 
 
 TRANSPORTE MARÍTIMO OU FLUVIAL 
 
 FAS – (Free Along Ship) – livre ao lado do navio no porto de 
embarque (ou no porto de destino) 
 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
24 
Mestranda Dércia Sara 
- Todas as despesas até junto ao navio no porto de embarque (ou de 
destino) são da responsabilidade do vendedor. 
 
 FOB (Free On Board) – porto de embarque – livre a bordo no porto de 
embarque. 
 
- Todas as despesas até a colocação das mercadorias dentro do 
navio no porto de embarque são da responsabilidade do vendedor. O 
vendedor deverá encarregar-se pelas despesas de expedição 
(despacho) e carregamento no navio sem que para tal tenha que pagar 
o frete. Esta abreviatura é usada somente para o transporte marítimo ou 
aquático. 
 
 CIF – (Cost, Insurance and Freight) – porto de destino – livre no porto 
de destino. 
 
- Todas as despesas (frete, seguro, etc.) até ao porto de destino são 
por conta do vendedor. Significa que o vendedor é responsabilidade 
no pagamento do frete, seguro e outras despesas para que a 
mercadoria este no porto de destino. É de salientar que o vendedor 
deverá contratar um seguro com cobertura mínima. 
 
Há que distinguir-se a responsabilidade das despesas abrangidas pelas 
expressões: CIF- Maputo, por exemplo. 
 
 Na Alfândega do Porto de Origem (ou Porto do Destino) - 
Todas as despesas ate a alfândega do porto de origem ou de destino 
são por conta do vendedor. 
 
 A porta da Alfândega do Porto de Origem (ou Porto do Destino) - 
A responsabilidade do vendedor termina a porta da Alfândega do 
porto de origem (ou de destino) correndo apartar dai todas as 
despesas por conta do comprador. 
 
 No Armazém Geral ou no Entreposto - O vendedor entrega as 
mercadorias no armazém geral ou no entreposto, ficando estas a 
disposição do comprador que terá de pagar direitos aduaneiros. 
 
Existem outras formas de entrega de mercadorias: 
 
 No armazém do vendedor 
 No armazém do comprador 
 
NOTA: Todas as despesas pagas pelo vendedor são incluídas na 
factura, pelo que o valor desta será igual ao valor da mercadoria 
acrescido de todas as despesas pagas pelo vendedor conforme o 
incoterm acordado. E das diversas nomenclaturas estudadas as que mais 
importância damos é FOB e CIF. 
 
 O Preço 
 
Na fixação do preço há dois aspectos a considerar: 
 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
25 
Mestranda Dércia Sara 
 Que moeda a utilizar? 
 
Normalmente, os critérios utilizados para a determinação da moeda são: 
 
 Os contraentes são do mesmo pais, logo a moeda a utilizar será do 
próprio pais; 
 
 Os contraentes são de países diferentes – em regra deve-se 
considerar moeda de um dos países, aquela que oferece maior 
estabilidade e segurança ou moeda de um terceiro pais, 
observando o factor estabilidade e segurança. 
 
 Que quantidade de moeda? 
 
Tratando-se do valor ou do próprio preço da mercadoria, a sua fixação 
obedece: 
 
 Por acordo dos contraentes – o preço é definido pelos contraentes; 
 
 Por lei – os preços são fixados pelos governos com o objectivo de 
evitar especulação e permitir o consumo de certos produtos pelas 
pessoas com menos poder de compra; 
 
 Por concurso público – o comprador faz anuncio do que pretende 
comprar; 
 
 Por cotação na bolsa – tem por base os preços médios das 
mercadorias negociadas num determinado dia; 
 
 Por leilão – é oferecida por preço base, os presentes irão fazendo 
preço crescente e é ganha por quem fizer o preço mais alto. 
 
 
DESCONTOS E ABATIMENTOS. 
 
Com o objectivo de incrementar as vendas, é corrente os 
vendedores, mediante certas condições, concederem aos seus clientes 
descontos de natureza comercial e ou financeiro. 
 
 
 
a) Descontos Comerciais 
 
- São as reduções do preço (abatimento) que resultam da aquisição de 
grandes quantidades ou de fornecimento de um produto ligeiramente diferente 
do encomendado. Estes descontos originam a redução do custo de aquisição, 
vulgarmente chamados de abatimentos. 
 
São os seguintes descontos considerados comerciais: 
 
 Desconto de Revenda – concedidos do Armazenista aos retalhista para 
possibilitar o lucro do intermediário; 
 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
26 
Mestranda Dércia Sara 
 Descontos de qualidade – concedido ao comprador quando a qualidade 
não corresponde a combinada; 
 
 Bónus – concedido ao comprador que ultrapasse determinado montante; 
 
 Bom peso – quantidades de mercadorias não facturadas, remetidas pelo 
fornecedor ao seu cliente com o objectivo de fazer face a possíveis 
quebras. 
 
b) Descontos Financeiros 
 
- São Descontos Financeiros as reduções da divida por antecipação do 
pagamento. Estas reduções até podem ser de dividas que não tenham sido 
originadas por transacções de mercadorias, poderão ter sido, por exemplo, de 
compra/venda de imobilizado (bens para uso e não para a venda) ou de 
empréstimos de valores em dinheiro. 
 
São osseguintes descontos considerados financeiro: 
 
 Desconto de pronto pagamento – concedido ao comprador sempre que o 
pagamento se efectuar no acto de entrega das mercadorias ou no prazo 
máximo de 8 dias após a entrega. 
 
 Desconto por antecipação do pagamento – concedido ao comprador 
quando paga as mercadorias antes do prazo acordado. 
 
 Descontos Sucessivos (10% + 5%) – podem ser comerciais ou 
financeiros – significa que o primeiro é de 10% incidindo sobre o valor 
ilíquido do bem, o segundo é de 5% incidindo sobre o valor liquido do bem 
após o primeiro desconto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
II. - FASES E DOCUMENTAÇÃO DE COMPRA E VENDA 
 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
27 
Mestranda Dércia Sara 
 
 
 1ª ENCOMENDA 
 
 Nota de Encomenda 
 
 
 2ª ENTREGA 
 
 Guia de Remessa 
 
 Talão de Recepção 
 
 
 3ª LIQUIDAÇÃO 
 
 Factura, N. Débito e Crédito 
 
 
 4ª PAGAMENTO 
 Recibo 
 
 
 
Obs.: As setas referem-se ao envio dos principais documentos. 
 
 
1ª Fase: ENCOMENDA 
 
O comprador comunica ao vendedor a quantidade, qualidade e preço das 
mercadorias que deseja adquirir e combinam as condições de entrega e 
pagamento. 
 
Os principais documentos utilizados nesta fase são: 
 
 A Nota de Encomenda – é o documento onde o comprador especifica a 
quantidade da mercadoria pretendida, bem como as condições de entrega e 
pagamento. Em regra geral, é preenchido em duplicado, sendo o original 
para o vendedor e o duplicado para o comprador. 
 
Outros documentos: 
 
 Nota de Venda – muita das vezes, a encomenda surge pelo contacto do 
representante do vendedor (caixeiro – viajante) com o comprador, é 
preenchida em triplicado e é semelhante a nota de encomenda; 
 
 Requisição – é muito utilizada no comércio por retalho e serve para o 
comprador levantar de imediato as mercadorias no armazém do vendedor. 
 
 Ordem de Compra – é o documento utilizado pelo comprador para 
mandar o seu comissário da compra de mercadorias. 
Exemplo de uma Nota de Encomenda e de Requisição: 
 
 
 
C 
 
O 
 
M 
 
P 
 
R 
 
A 
 
D 
 
O 
 
R 
 
 
 
 
 V 
 
E 
 
N 
 
D 
 
E 
 
D 
 
O 
 
R 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
28 
Mestranda Dércia Sara 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 NOTA DE ENCOMENDA N.º 
______ 
 __________________, _____ de 
_____________ de 20__ 
 Encomend___ a __ Ilmo __ Sr 
_____________________ 
 
 ______________________________________________ 
 
 .................................................. 
 
As mercadorias abaixo indicadas: Entrega 
_________________________ 
 Condições de entrega 
 Prazo: 
__________________________ 
 
 
QUANT. UNID. DESCRIÇÃO REFª 
 PREÇO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O COMPRADOR: 
 
 
 _____________________________ 
 (Assinatura e carimbo) 
 
 
 
 
 
 Requisita-se ao(s) Ilmo.(s) Sr.(s) 
__________________________ 
 
 _____________________________________________________ 
 
 .................................................. 
As mercadorias seguintes: 
 
 
QUANT. UNID. DESCRIÇÃO REFª 
 PREÇO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 REQUISIÇÃO N.º 
______ 
__________________, _____ de 
_____________ de 20__ 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
29 
Mestranda Dércia Sara 
2ª Fase: ENTREGA 
 
O vendedor envia as mercadorias, dando assim execução a 
encomenda (ou pedido) feita pelo comprador. 
 
 Guia de Remessa – este documento acompanha as mercadorias e 
serve para o comprador proceder a conferência dos artigos recebidos. 
 
 Talão de Recepção – é devolvido pelo comprador ao vendedor apôs 
recepção das mercadorias, confirma as mercadorias recebidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs.: O Talão de Recepção é o documento que vem por baixo da Guia de Remessa, abaixo da 
parte picotada. 
 
3ª Fase: LIQUIDAÇÃO 
 
 GUIA DE REMESSA 
N.º________ 
 __________________, _____ de ____________ 
de 20___ 
 Remetem___ a __ Ilmo __ Sr 
______________________ 
 
 ______________________________________________ 
 
 .................................................. 
 
As mercadorias abaixo indicadas conforme a ______ Nota de Encomenda n.º 
___________________________: 
 
QUANT. UNID. DESCRIÇÃO PREÇO 
 VALOR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O EXPEDIDOR: 
 
 
 _____________________________ 
 (Assinatura e carimbo) 
 
 
Receb_____ as mercadorias constantes na ___________________ Guia de Remessa n.º 
________, que as com-fer_______ e que ____________ conforme a __________________ 
encomenda. 
 
 __________________, ___ de ______________ 
de 20___ 
 
 O DESTINATÁRIO 
 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
30 
Mestranda Dércia Sara 
O vendedor indica ao comprador o montante em divida, tendo em conta 
que: “Total em divida = valor das mercadorias – descontos + 
despesas de compra + o IVA”. 
 Factura – é o documento mais importante do contrato de compra e 
venda, é este o comprovante oficial da compra. A factura pode ser 
emitida até ao 5º dia após realização da operação, por isso pode ou não 
acompanhar as mercadorias. 
 
As facturas podem classificar-se em: 
 
 Factura de Praça – o vendedor e o comprador são da mesma praça; 
 
 Factura de Expedição - o vendedor e o comprador são de praças 
diferentes; 
 
 Factura Provisória ou Condicional – o vendedor envia mercadorias à 
condição. Esta factura deverá ser substituída por uma definitiva após 
o comprador definir com que mercadorias fica 
 
 Factura Simulada ou Pró-forma – documento, por vezes utilizado 
no comercio internacional, através do qual o vendedor dá a conhecer 
ao comprador as condições de fornecimento das mercadorias 
pretendidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FACTURA 
N.º 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUANT. DESCRIÇÃO REFª PREÇO UNIT. 
VALOR TOTAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 BASE DO IVA TAXA IVA LIQUIDADO SUB-TOTAL 
 IVA (17%) 
 
Motivo justificativo da não aplicação do imposto: 
................................................................................................................... TOTAL 
 
São:..................................................................................................................................................
.........................................................................................................................................................
...........................................................NUIT: 
........................ 
 
 
 
 
 NUIT: 
........................ 
 
ORIGINA
L 
...................................................
.......... 
.............. de ............................................................. 
de 20......... 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
31 
Mestranda Dércia Sara 
 Nota de Débito – é o documento que rectifica positivamente o valor 
da factura, quando o vendedor por lapso, se esqueceu de mencionar 
alguma despesa por conta do comprador ou errou algum cálculo. Este 
documento indica que o remetente lançou uma operação positiva (a seu 
favor) na conta corrente. 
 
 Nota de Crédito – é o documento que rectifica negativamente o 
valor da factura ou da divida, pelo que indica que o remetente lançou 
uma operação negativa (a favor de outrém) na conta corrente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 NOTA DE DÉBITO N.º 
__________ 
 __________________, _____ de 
_____________ de 20__ 
 Comunica___ a __ Ilmo __ Sr 
_____________________ 
 
 ______________________________________________ 
 
 .................................................. 
 que nesta data, 
DEVE 
 
relativamente 
......................................................................................................................................................
..... 
 
QUANT. REFª. DESCRIÇÃO PREÇO 
 VALOR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 NUIT:............................... 
 NOTA DE CRÉDITO N.º 
__________ 
 
 
 __________________, _____ de 
_____________ de 20__ 
 Comunica___ a __ Ilmo __ Sr 
_____________________ 
 
 ______________________________________________ 
 
 .................................................. 
 que nesta data, tem 
HAVER 
 
relativamente 
......................................................................................................................................................
..... 
 
QUANT. REFª. DESCRIÇÃO PREÇO 
 VALOR 
 
 
 
 
 
 
 
 NUIT:............................... 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
32 
Mestranda Dércia Sara 
 
 
4ª Fase: PAGAMENTO 
 
O Pagamento encerra o contrato de compra e venda e consiste na entrega 
do comprador ao vendedor do valor em divida. O pagamento de uma divida 
pode ser: 
 
 Imediato – quando se realiza em simultâneo com o fornecimento do 
bem ou serviço; 
 Diferido – quando tem lugar em momentos diferentes 
 
 Recibo - é o documento passado pelo vendedor (quem recebe é 
quem passa o recibo ) que serve para dar quitação ao comprador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Como Recibo, poderá ser usada a própria factura, que com o carimbo de 
“PAGO” OU “RECEBIDO” passa a chamar-se de Factura-recibo. 
 
 
Obs.: Quando as fases de liquidação e pagamento se processam em simultâneo poderá 
ser emitido um documento designado por Venda a Dinheiro (V/D), que funcionara 
como um recibo, dispensando-se a emissão da factura. 
 
 
 
 
 
 
 
 RECIBO N.º __________ 
 
 .................................................., 
......MT 
 
 
 
 
 
 
 Recebemos do Ilmo. Sr. 
______________________________________________________________ 
 
A quantia de 
......................................................................................................................................................
....... 
......................................................................................................................................................
............................. 
 
referente a 
......................................................................................................................................................
........... 
......................................................................................................................................................
............................. 
 
de que passamos o presente recibo 
 
 
 
 
 ___________________, __ de ______________ 
de 200__ 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
33 
Mestranda Dércia Sara 
 TÍTULOS DE CRÉDITO 
 
 Títulos de crédito - são documentos que dão direito de receber qualquer 
coisa. São documentos representativos de um crédito (divida a receber) que 
uma pessoa (credor) tem sobre outra (devedor). 
 
O direito que os títulos de crédito representam e consubstanciam, não pode 
ser exercido sem a posse do documento. Isto quer dizer, se nós formos 
legítimos possuidores de um cheque, por exemplo, se por qualquer motivo 
pretendermos fazer o levantamento do seu valor não o poderemos fazer 
sem que o apresentemos ao banco sacado. 
 
 
Características 
 
 Literalidade - o título de crédito vale pelo que nele esta escrito; 
 
 Autonomia - O portador do titulo tem o direito a ele inerente, 
independentemente das 
obrigações existentes entre o primeiro credor e devedor; 
 
Transmissibilidade - Os títulos de crédito são transmissíveis, o que 
permite em alguns casos, o recebimento do seu valor antes da data do 
vencimento. 
 
 
Classificação 
 
1 - Quanto a espécie de bens que representam: 
 
 Títulos representativos de moeda - Dão ao seu proprietário o direito de 
receber moeda em troca do titulo. Por ex: cheque, letra, livrança, etc. 
 
 Títulos representativos de mercadorias – Dão ao seu proprietário o direito de 
receber mercadorias em troca do título. Ex: conhecimento de embarque, 
etc. 
 
 Títulos de participações de capital - Títulos que concedem poderes de 
características especiais. Ex: acções, etc. 
 
 Títulos representativos de serviços - Dão direito a beneficiar-se da prestação 
de serviços. Ex: bilhetes de cinema e de passagem, etc. 
 
2 - Quanto a natureza dos intervenientes: 
 
 Públicos - Emitidos pelo Estado (títulos de tesouro); 
 Particulares - Emitidos por particulares (letras). 
 
3 - Quanto a forma de transmissão: 
 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
34 
Mestranda Dércia Sara 
 Títulos nominativos - indicam o nome do credor originário e só podem ser 
transmitidos através de uma declaração escrita da qual conste o nome do 
novo possuidor. Ex: Acções, obrigações de tesouro, etc.; 
 
 Títulos a ordem – transmissíveis por endosso (ordem dada pelo vendedor 
para pagar a uma terceira pessoa). Ex: letra, cheque, etc; 
 
 Títulos ao portador – Não indicam o nome do credor originário e transmitem-
se pela sua entrega real. Ex: cheque, bilhete de lotaria premiado, etc. 
 
4 - Quanto ao vencimento: 
 
 A vista - pagos no momento em que se apresentam ao devedor (vales de 
correio, cheques, etc.) 
 
 A prazo - pagos após um certo prazo. Ex.: letras. 
 
 
1 - A LETRA 
 
 A Letra - É um titulo a ordem sujeito a formalidades, pelo qual uma 
pessoa - 
-sacador - ordena a outra - sacado- que lhe pague a si ou a terceiro - 
tomador- certa importância em determinada data. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Legenda: 
 
1) Local de emissão; 
2) Data de emissão; 
 ____________1______, ____ de _______2________ de 200___ MT 
................3..............,..... 
 
 13 A __________________4_________________ 
pagará _______5______ por esta ______ 
 Única via de letra 
_________________6_____________________________________________ 
 
 _________________________________7_____________________________________________ 
 
 valor 
__________________8_______________________________________________________ 
 
 ________________________________________________________________________
_______ 
 12 
A_________________9____________________________________________________ 
 _______________________________________ 
 _______________10__________________ 11 
 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
35 
Mestranda Dércia Sara 
3) Valor Nominal da letra por algarismos; 
4) Vencimento da letra; 
5) Ordem de pagamento; 
6) O beneficiário da letra; 
7) Quantia da letra por extenso; 
8) Origem da letra; 
9) Nome e residência do sacado (quem deve pagar a letra); 
10) Local de pagamento da letra; 
11) Assinatura do sacador 
 
 
OS INTERVENIENTES DA LETRA: 
 
 Sacador – Pessoa que dá a ordem de pagamento, sacando a letra. 
 
 Aceitante – Pessoa a quem é dada a ordem de pagamento e que tem de 
aceitar a letra, responsabilizando-se pelo seu pagamento. É o sacado 
depois de a aceitar; 
 
 Tomador ou beneficiário - Pessoa a quem o sacador transmite todos os 
direitos emergentes da letra. 
 
 Portador – Pessoa que apresenta a letra a pagamento. O [portador da 
letra tanto pode ser o sacador, como o tomador ou endossado. 
 
 Avalista – Pessoa que garante o pagamento da letra por parte do 
aceitante. 
 
 
VENCIMENTO DA LETRA 
 
 Vencimento - É a data em que o portador pode exigir o seu 
pagamento. 
 
Tipos de vencimento: 
 
 À vista – A letra é pagável no dia da sua apresentação. O pagamento deve 
ser efectuado quando for apresentada a letra; 
 
 A prazo (ou termo) de vista (d/v)- Pagável no prazo indicado, contando-o a 
partir da data do aceite. 
 
 A prazo (ou termo) de data (d/d) - A letra vence-se decorrido o prazo nele 
fixado, que se calcula a partir da data do saque; 
 
 Em data fixa - A letra vence-se numa data marcada (data fixa). 
 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
36 
Mestranda Dércia Sara 
O pagamento da letra deve fazer-se no dia do seu vencimento ou num dos dois 
dias úteis seguintes. 
 
 
REQUISITOS ESSENCIAIS DA LETRA: 
 
 A palavra “letra” escrita no próprio titulo; 
 O mandato puro e simples de pagar uma certa quantia determinada; 
 Nome da entidade que a deve pagar; 
 Nome da entidade a quem ou a ordem de quem deve ser paga; 
 A indicação da data em que é sacada; 
 A assinatura de quem passa ou emite a letra (sacador). 
 
 
REQUISITOS NÃO ESSENCIAIS; 
 
 Época de pagamento; (a) 
 Lugar de pagamento;(b) 
 Lugar onde a letra foi emitida;(c) 
 
(a) Quando não se indica a época de pagamento, entende-se que a letra é 
pagável a vista; 
 
(b) Quando não se designa o lugar de pagamento, considera-se que será paga 
no domicílio do sacador; 
 
(c) Quando não é mencionado o lugar onde foi passada, considera-se como 
tendo-o sido no domicílio do sacador. 
 
 
OPERAÇÕES COM A LETRA: 
 
1- O SAQUE - É uma ordem de pagamento dada pelo sacador a outrém 
(aceitante) 
 para que pague a si ou a sua ordem. 
 
2- O ACEITE - É o acto pelo qual o sacado se obriga a pagar a letra na 
data do vencimento. Até a data de vencimento, a letra pode ser 
apresentada pelo portador para aceite no domicílio do sacado. É o acto 
de assumir o compromisso de pagar o valor da letra. 
 
Tipos de aceite: 
 
 Aceite incompleto ou em branco - constituído apenas pela assinatura; 
 Aceite completo - além da assinatura deve ser escrita a palavra 
“aceito”. 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
37 
Mestranda Dércia Sara 
 
3- AVAL - É uma garantia dada por um terceiro – Avalista - ao 
pagamento total ou parcial da letra. 
 
O aval pode ser: 
 
 Completo; 
 
 Incompleto ou branco. 
 
4- O PROTESTO - É o acto de o portador lavrar junto do notário (ou 
qualquer autoridade jurídica) uma reclamação por falta de pagamento ou 
mesmo por falta de aceite. Consiste, pois em comprovar essa recusa 
para que possa exercer os seus direitos de acção contra todos 
intervenientes (sacador, aceitante, avalista). 
 
5- ENDOSSO - É a transferencia de todos direitos dela emergente, isto é 
a transmissão da propriedade da letra. 
6- DESCONTO BANCÁRIO – É a operação pela qual o beneficiário 
endossa a letra a um banco, antes do vencimento da letra, recebendo o 
valor líquido, isto é, o valor nominal da letra deduzido de juros e de mais 
despesas bancárias. 
 
As despesas bancárias mais usuais no desconto bancário são: 
 
 O juro, comissão ou prémio de desconto (percentagem calculada 
com base no valor nominal, dependendo, se o ano considerado para 
efeitos de cálculo é comercial ou civil); 
 
 Prémio de transferencia (quando letras de outras praças, 
percentagem sobre o valor nominal); 
 
 Imposto (percentagem sobre o valor de juros ou comissão e o prémio 
de transferencia); 
 
 Portes (importância variável, dependendo dos gastos postais, 
telefonemas, impressos, etc.) 
 
7- COBRANÇA BANCÁRIA - É a operação que se assemelha ao 
desconto; diferindo pelo facto de endossar-se ao banco depois de 
vencida a letra. Normalmente, quando o aceitante for de praça diferente. 
 
8- REFORMA DA LETRA- consiste na substituição da letra por uma 
letra (ou letras) com vencimento posterior. 
 
A reforma pode ser total, quando substitui-se na totalidade do valor e 
parcial, quando ha um pagamento de uma parte, substituindo-se o restante. 
 
 
2- O CHEQUE 
 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
38 
Mestranda Dércia Sara 
 Cheque - É uma ordem de pagamento a vista dada pelo depositante – 
sacador - ao seu banqueiro - depositário ou sacado - para que lhe pague 
a si ou a sua ordem – uma determinada quantia que pode ir até ao 
montante do deposito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FORMAS DE EMISSÃO DE CHEQUES: 
 
 Cheque nominativo - quando vem o nome da pessoa a quem deve ser pago; 
 
 Cheque ao portador - o cheque pode ser pago a qualquer pessoa que o 
apresentar; 
 
 Cheque cruzado - só pode ser pago ao banco (banqueiro) ou a um cliente do 
banco e tem por objectivos reduzir os riscos de extravio, roubo ou 
falsificação. Obrigatoriamente este cheque deverá ser depositado. 
 
Este pode ser geral - quando duas rectas paralelas- e especial - quando 
vem expresso no meio das duas rectas o beneficiário. 
 
 Cheque visado - garante a existência de provisão (saldo em banco); 
 
 Cheque de viagem ou Traveller's cheque - Os usados para efeitos de viagem, 
os quais podem ser levantados no destino, uma vez que podem ser 
levantados em qualquer banco. 
 
 
3- A LIVRANÇA 
 
 Livrança - É um documento pelo qual um devedor se compromete a pagar 
a ordem do seu credor uma importância determinada numa época fixa. É 
um documento semelhante a letra. 
 
Exemplo: Em quinze de Maio do corrente ano Fernando João, situado na Rua 
número 7 - Maputo, vende a A. Loureiro, mercadorias no valor de 54.000.000,00 MT, 
Transporte _______________,___ BANCO 
____________________________________ 
 _________________,___ 
 _________________,___ SÉRIE XKL 
_________________,___ CHEQUE Nº ______________ 
 _________________,___ 
_________________,___ 
 _________________,___ 
 
A favor de ___________________ 
____________________________ 
Em ___ de ___________ de 200__ 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pague por este cheque 
..................................,.
..MT 
Local de emissão 
 
Data 
___/___/_______ 
ASSINATURAS 
à ordem de 
____________________________________________________
__ 
a quantia de 
____________________________________________________
_ 
____________________________________________________
___________ 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA39 
Mestranda Dércia Sara 
pagáveis em 31 de Outubro próximo. Para liquidação A. Loureiro subscreve no próprio 
dia da venda uma livrança a ordem do seu fornecedor. 
 
 
EXEMPLO 
 
 A “COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda”, com sede na Av. 24 de Julho, n.º 1247, em 
Maputo, com o NUIT – 10065892, solicitou em 8/03/03 através do documento n.º 364 à 
“NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda” da cidade de Nampula, com o NUIT – 4006235614”, 
sediada na Rua das Flores, n.º 647, para que em 30 dias e em Maputo lhe forneça as 
seguintes mercadorias: 
 
- 12.300kgs de amendoim “HP-37” a 8 contos @; 
- 16.800kgs de arroz “NRAMA-12” a 11 contos @; 
- 1.200m de tecido “NKUME-7” a 30 contos @; 
- 5.600kgs de açúcar “ANA-21” a 12.500,00MT@ 
 
Em 20 do mesmo mês, o vendedor envia por via marítima a mercadoria 
solicitada acompanhada do documento n.º 160/03 que evidenciava o facto de terem sido 
fornecidos só 960m de tecido por roptura de stock. Em 2 de Abril, o comprador acusa a 
recepção da mercadoria nas condições mencionadas no envio, através do documento n.º 
635. 
 
Em 10/04/03, o vendedor envia o documento n.º 366/03 para efeitos de 
liquidação, tendo em conta as seguintes informações: 
 
- Despesas de transporte até o porto de Nacala – 8.300.000,00MT; 
- Despesas de armazenagem em Nacala – 3.900 contos; 
- Estiva portuária em Nacala – 3.860 contos; 
- Frete marítimo –22.236.600,00MT; 
- Seguro marítimo – 6.320 contos; 
- Estiva portuária em Maputo – 5.320 contos; 
- Despesas de transporte em Maputo – 3.950 contos; 
- Desconto de revenda de 3%+2%; 
- Desconto de qualidade para o açúcar - 2%; 
- IVA – 17%; 
- Contrato – FOB - Nacala. 
 
Em 16/04/03 o vendedor envia o documento n.º 23/03 que mencionava as 
despesas de descarregamento no porto de Nacala no valor de 1.325 contos e 166 sacos 
vazios não retornáveis à 12.350,00MT@, não mencionados no documento n.º 366/03. 
 
Em 24 do mesmo mês, o vendedor envia o documento n.º 16/03, concedendo um 
desconto de 5% sobre os produtos tributáveis. 
 
O comprador envia o cheque n.º 456892/BIM em 06/05/03 pela metade do valor 
em divida, tendo o vendedor emitido em 12/05/03 o documento n.º 898/03, dando 
quitação o pagamento. 
 
Em 20 de Maio, o vendedor sacou a letra n.º 99/03, a 60 d/d, a favor do seu 
fornecedor Abdul Gulamo, avalizada por Abdul Sacur em 21/05/03 e que foi aceite pelo 
comprador 6 dias depois. O beneficiário endossou a letra em 28 do mesmo mês à Gani 
Comercial de Nampula. 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
40 
Mestranda Dércia Sara 
 
 Pretende-se: 
 
1. Identificação de todos os documentos sublinhados; 
 
2. Preenchimento de todos os documentos mencionados (os sublinhados, o 
cheque e a letra); 
 
3. Apresentação do valor em divida antes da emissão do cheque. 
 
4. Preenchimento do documento n.º 366/03, usando os seguintes incoterms: 
 
a) FAS – Nacala; 
 
b) FAS – Maputo; 
 
c) CIF 
 
 
RESOLUÇÃO: 
 
1- Os documentos sublinhados são: 
 
- Documento n.º 364 – Nota de encomenda; 
- Documento n.º 160/03 – Guia de remessa; 
- Documento n.º 635 – Talão de recepção; 
- Documento n.º 366/03 – Factura; 
- Documento n.º 23/03 – Nota de débito; 
- Documento n.º 16/03 – Nota de crédito; 
- Documento n.º 898/03 – Recibo. 
 
2- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 NOTA DE ENCOMENDA N.º 
364 
 Maputo , 8 de Março de 2003 
 Encomendamos aos Ilmos Srs NISSOMÉ 
COMÉR- 
 
 
 CIOS, Lda – Rua das Flores, n.º 647 
 N A M P U L A. 
 
As mercadorias abaixo indicadas: Entrega: Em Maputo 
 
 
 Condições de entrega 
 Prazo: 30 dias 
 
 
QUANT. UNID. DESCRIÇÃO REF. 
PREÇO 
 
 12.300 kg Amendoim HP-37 
8.000,00 
 16.800 kg Arroz NRAMA-12 11.000,00 
 1.200 m Tecido 
 NKUME-7
 30.000,00 
COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda 
Av. 24 de Julho, n.º 1247 
 
M A P U T O 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
41 
Mestranda Dércia Sara 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 GUIA DE REMESSA N.º 160/03 
 Nampula, 20 de Março de 2003 
 Remetemos aos Ilmos Srs COMÉRCIOS 
LIMPOPO, 
 Lda, Av. 24 de Julho, nº 1247. 
 M A P U T O 
 
As mercadorias abaixo indicadas conforme a V/ Nota de Encomenda n.º 364: 
 
QUANT. UNID. DESCRIÇÃO PREÇO 
 VALOR 
 
 12.300 kg Amendoim “HP-37” 8.000,00 
98.400.000,00 
 16.800 kg Arroz “NRAMA-12” 11.000,00 184.800.000,00 
 960 m Tecido “NKUME-7” 30.000,00 28.800.000,00 
 5.600 kg Açúcar “ANA-21” 12.500,00 70.000.000,00 
 382.000.000,00 
 São: Trezentos e oitenta e dois milhões de me 
 ticais. ---------------------------------------------- 
 
 
 
 O EXPEDIDOR: 
NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda 
Rua das Flores, n.º 647 
 
N A M P U L A 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
42 
Mestranda Dércia Sara 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FACTURA 
N.º 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUANT. DESCRIÇÃO REFª PREÇO UNIT. 
VALOR TOTAL 
 
 
 12.300 kg de Amendoim “HP-37” 8.000,00 98.400.000,00 
 16.800 kg de Arroz NRAMA-12 11.000,00 184.800.000,00 
 960 m de Tecido NKUME-7 30.000,00 28.800.000,00 
 5.600 kg de Açúcar ANA-21 12.500,00 
70.000.000,00 
NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda 
Rua das Flores, n.º 647 
 
N A M P U L A 
 
 
 NUIT: 4006235614 
Exmos. Srs.: COMÉRCIOS 
LIMPOPO, Lda 
Av. 24 de Julho, n.º 1247 
 
M A P U T O 
 
 NUIT: 10065892 
 
366/03 
ORIGINA
L 
Nampula 10 de Abril de 2003 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
43 
Mestranda Dércia Sara 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cálculo da Base Tributável: 
 
 Total da factura antes do IVA --- --- --- ---
 377.789.200,00MT 
 - Mercadorias não tributáveis 
 Arroz --- --- --- 184.800.000,00 
 - Descto de revenda de 3%+2% 9.129.120,00
 175.670.880,00MT 
 
 202.118.320,00MT 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 NOTA DE DÉBITO N.º 23/03 
 Nampula, 16 de Abril de 2003 
 Comunicamos aos Ilmos Srs. COMÉRCIOS 
 LIMPOPO, Lda 
 Av. 24 de Julho, n.º 1247 
 M A P U T O. 
 
 
 
 
 
 que nesta data, DEVE 
 
relativamente a despesas e sacos vazios não incluídas na Factura n.º 366/03 
 
QUANT. REFª. DESCRIÇÃO PREÇO 
 VALOR 
NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda 
Rua das Flores, n.º 647 
 
N A M P U L A 
 
 NUIT: 4006235614 
 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
44 
Mestranda Dércia Sara 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 NOTA DE CRÉDITO N.º 16/03 
 Nampula, 16 de Abril de 2003 
 Comunicamos aos Ilmos Srs. COMÉRCIOS 
 LIMPOPO, Lda 
 Av. 24 de Julho, n.º 1247 
 M A P U T O. 
 
 
 
 
 
 que nesta data, tem HAVER 
relativamente ao desconto não incluído na Factura n.º 366/03 
 
QUANT. REFª. DESCRIÇÃOPREÇO 
 VALOR 
 
 Desconto de 5% produtos tributáveis 
 (197.200.000,00*5%) 9.860.000,00 
 IVA (17% ) 
1.676.200,00 
 TOTAL 11.536.200,00 
 São: Onzes milhões, quinhentos e trinta e seis 
 mil, e duzentos meticais. --------------------- 
 
 
 
 
 (Assinatura e carimbo) 
. 
 (NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda) 
 
 
 
 
 
 
 
 
NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda 
Rua das Flores, n.º 647 
 
N A M P U L A 
 
 NUIT: 4006235614 
 
 
 
 
 
 NUIT:............................... 
Transporte _______________,___ BANCO INTERNACIONAL DE 
MOÇAMBIQUE 
 _________________,___ 
 _________________,___ 
 SÉRIE XKL 
 - 202.280.990,70 CHEQUE Nº 456892 
 _________________,___ 
_________________,___ 
SALDO _________________,___ 
 
A favor de COMÉRCIOS NIS- 
 
Pague por este 
cheque 
 
202.280.990,70MT 
Local de emissão 
Maputo 
Data 06/05/03 
ASSINATURAS 
 
(COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda) 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
45 
Mestranda Dércia Sara 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No verso da letra: 
 
No verso da letra: 
 
 
“Endosso ao Exmos Srs. Gani Comercial 
Nampula, 28/05/03” 
 
Assinatura: (Abdul Gulamo) 
 RECIBO N.º 898/03 
 
 .202.280.990,70.MT 
 
 
 
 
 
 
Recebemos do Ilmo. Sr. COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda 
A quantia de . Duzentos e dois milhões, duzentos e oitenta mil, novecentos e noventa meticais, e 
setenta centavos. ----------------------------------------------------------------------------------------------------- 
referente ao pagamento em 50% da n/ factura n.º 366/03 de 10/04/03 
 
de que passamos o presente recibo. 
 
 
 
 
 
 Nampula, 12 de Maio de 2003 
 
 (Assinatura e carimbo) 
. 
 (NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda) 
 
 
NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda 
Rua das Flores, n.º 647 
 
N A M P U L A 
 
 
à ordem de NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda 
a quantia de Duzentos e dois milhões, duzentos e oitenta mil, 
novecentos e noventa meticais, e setenta centavos.--------------------------
--------- 
 Nampula, 20 de Maio de 2003 MT 
202.280.990,70 
 
Boa para aval A Sessenta dias de data pagará V/ Excias por 
esta nossa 
Abdul Sacur Única via de letra ao Exmo Sr. Abdul Gulamo 
Nampula, 21/05/03
 A quantia de Duzentos e dois milhões, duzentos e oitenta 
mil, novecentos 
 e noventa meticais, e setenta centavos. 
 
 
 valor de transacções comerciais, factura n.º 366/03 
 
 Aceito: Aos Ilmos Srs. COMÉRCIOS LIMPOPO, Lda 
COM. LIMPOPO, LDA
 Av. 24 de Julho, nº 1247, Maputo 
Maputo, 26/05/03 Nampula (Assinatura e carimbo) . 
 (NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda) 
 
 
606,842,30 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
46 
Mestranda Dércia Sara 
 
 
3- Valor em divida: 
 
Valor da Factura ... ... ... ... ...
 412.149.314,40MT 
+ Nota de Débito ... ... ... ... ... 
3.948.867,00MT 
- Nota de Crédito ... ... ... ... ... 
11.536.200,00MT 
 
 404.561.981,40MT 
 
 
 
4- a) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FACTURA 
N.º 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
47 
Mestranda Dércia Sara 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda 
Rua das Flores, n.º 647 
 
N A M P U L A 
 
 
 NUIT: 4006235614 
Exmos. Srs.: COMÉRCIOS 
LIMPOPO, Lda 
Av. 24 de Julho, n.º 1247 
 
M A P U T O 
 
 NUIT: 10065892 
 
366/03 
ORIGINA
L 
Nampula 10 de Abril de 2003 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
48 
Mestranda Dércia Sara 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FACTURA 
N.º 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUANT. DESCRIÇÃO REFª PREÇO UNIT. 
VALOR TOTAL 
 
 
 12.300kg Amendoim “HP-37” 8.000,00 98.400.000,00 
 16.800kg Arroz NRAMA-12 11.000,00 184.800.000,00 
 960 m Tecido NKUME-7 30.000,00 28.800.000,00 
 5.600 kg Açúcar ANA-21 12.500,00 
70.000.000,00 
 382.000.000,00 
 Despesas: 
 - Transporte até Nacala 8.300.000,00 
 - Armazenagem em Nacala 3.900.000,00 
 - Estiva portuária em Nacala 3.860.000,00 
 - Estiva portuária em Maputo 5.320.000,00 
 Descontos: 
 - De revenda: 3%+2% 
 
 
 -18.870.800,00 
 - De qualidade para açúcar: 2% 
 
 -1.400.000,00 
 Contrato: FAS-Maputo ----------------------- 
 
 
 
 BASE DO IVA TAXA IVA LIQUIDADO SUB-TOTAL 
383.109.200,00 
 207.438.320,00 17% 35.264.514,40 IVA (17%) 
35.264.514,40 
 
Motivo justificativo da não aplicação do imposto: 
 Artigo 9, n.º 29 do CIVA TOTAL 418.373.714,40 
 
São: Quatrocentos e dezoito milhões, trezentos e setenta e três mil, setecentos e catorze meticais, e 
qua- renta centavos. 
 
 
 
 O VENDEDOR: 
 
 (Assinatura e carimbo) . 
 (NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda) 
NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda 
Rua das Flores, n.º 647 
 
N A M P U L A 
 
 
 NUIT: 4006235614 
Exmos. Srs.: COMÉRCIOS 
LIMPOPO, Lda 
Av. 24 de Julho, n.º 1247 
 
M A P U T O 
 
 NUIT: 10065892 
 
366/03 
ORIGINA
L 
Nampula 10 de Abril de 2003 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
49 
Mestranda Dércia Sara 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cálculo da Base Tributável: 
 
 FACTURA 
N.º 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUANT. DESCRIÇÃO REFª PREÇO UNIT. 
VALOR TOTAL 
 
 
 12.300kg Amendoim “HP-37” 8.000,00 98.400.000,00 
 16.800kg Arroz NRAMA-12 11.000,00 184.800.000,00 
 960 m Tecido NKUME-7 30.000,00 28.800.000,00 
 5.600 kg Açúcar ANA-21 12.500,00 
70.000.000,00 
 382.000.000,00 
 Despesas: 
 - Transporte até Nacala 8.300.000,00 
 - Armazenagem em Nacala 3.900.000,00 
 - Estiva portuária em Nacala 3.860.000,00 
 - Frete marítimo 22.236.600,00 
 - Seguro marítimo 6.320.000,00 
 Descontos: 
 - De revenda: 3%+2% 
 
 
 -18.870.800,00 
 - De qualidade para açúcar: 2% 
 
 -1.400.000,00 
 Contrato: CIF-Maputo ----------------------- 
 
 
 
 
 BASE DO IVA TAXA IVA LIQUIDADO SUB-TOTAL 
406.345.800,00 
 
 224.354.920,00 17% 38.140.336,40 IVA (17%) 
38.140.336,40Motivo justificativo da não aplicação do imposto: 
 Artigo 9, n.º 29 do CIVA TOTAL 444.486.136,40 
 
São: Quatrocentos e quarenta e quatro milhões, quatrocentos e oitenta e seis mil, cento e trinta e seis 
meticais, e quarenta centavos. 
 
 
 O VENDEDOR: 
NISSOMÉ COMÉRCIOS, Lda 
Rua das Flores, n.º 647 
 
N A M P U L A 
 
 
 NUIT: 4006235614 
Exmos. Srs.: COMÉRCIOS 
LIMPOPO, Lda 
Av. 24 de Julho, n.º 1247 
 
M A P U T O 
 
 NUIT: 10065892 
 
366/03 
ORIGINA
L 
Nampula 10 de Abril de 2003 
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA 
50 
Mestranda Dércia Sara 
 Total da factura antes do IVA --- --- --- ---
 406.345.800,00MT 
 - Mercadorias não tributáveis 
 Arroz --- --- --- 184.800.000,00 
 - Descto de revenda de 3%+2% 9.129.120,00
 175.670.880,00MT 
 - Seguro marítimo --- --- --- --- --- 
6.320.000,00MT 
 
 224.354.920,00MT

Mais conteúdos dessa disciplina