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UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO – UPE
ESCOLA POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO - POLI
SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGA 
ATMOSFÉRICA (S.P.D.A.)
APLICADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL 
Iranildo José do Nascimento
9912623
Engenharia Elétrica Eletrotécnica
Recife, agosto de 2005.
Trabalho final da disciplina de Estágio 
Curricular Supervisionado orientado pelo 
Prof. José Bione Melo
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO – UPE
ESCOLA POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO - POLI
2
 Orientador
 Prof. José Bione de Melo Filho
Resumo
SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGA ATMOSFÉRICA ( S.P.D.A.)
 APLICADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
 
Aluno: NASCIMENTO, I. J.
Orientador: MELO FILHO, J. B.
Escola Politécnica de Pernambuco – POLI / UPE
Uma descarga atmosférica é um fenômeno natural que desde o início da 
civilização causa temor e danos. A ação de uma descarga atmosférica é 
fulminante, ela num curtíssimo espaço de tempo, injeta correntes da ordem de 
centenas de kA numa instalação, que caso não possam ser controladas, 
provocam uma série de prejuízos e acidentes, tais como:
• Mortes em seres humanos causados tanto pela incidência direta, 
como indireta das descargas atmosféricas.
• Incêndios em florestas campos e prédios.
• Destruição de estruturas, tanques e árvores.
• Interferências em sistemas de telecomunicações e de dados.
• Acidentes em aviões, embarcações, plataformas de petróleo e 
antenas.
• Interrupções de fornecimento de energia elétrica.
 Ë importante ressaltar que a despeito do grande número de 
pesquisas e estudos realizados durante este século, muito ainda precisa ser 
esclarecido e nada ainda se conseguiu no sentido de impedir a ocorrência das 
descargas atmosféricas.
 Portanto até o momento atual tem restado apenas estudar, sistemas 
de proteção, que impeçam ou mesmo reduzam as possibilidades de prejuízos, 
acidentes e danos.
 Os S.P.D.A. vêm evoluindo anualmente, contudo deve ser 
destacado que ainda, não se conseguiu ainda uma proteção completa ou 
totalmente efetiva para as descargas atmosféricas. A fim de se evitar falsas 
expectativas sobre o sistema de proteção, gostaríamos de fazer os seguintes 
esclarecimentos em termos de conclusão: A descarga elétrica atmosférica 
3
(raio) é um fenômeno da natureza absolutamente imprevisível e aleatório, tanto 
em relação às suas características elétricas (intensidade de corrente, tempo de 
duração, etc.), como em relação aos efeitos destruidores decorrentes de sua 
incidência sobre as edificações. Nada em termos práticos pode ser feito para 
se impedir a "queda" de uma descarga em determinada região. Não existe 
"atração" a longas distâncias, sendo os sistemas prioritariamente receptores. 
Assim sendo, as soluções internacionalmente aplicadas buscam tão somente 
minimizar os efeitos destruidores a partir da colocação de pontos preferenciais 
de captação e condução segura da descarga para a terra. A implantação e 
manutenção de sistemas de proteção (pára-raios) são normalizadas 
internacionalmente pela IEC (International Eletrotecnical Comission) e em cada 
país pôr entidades próprias como a ABNT (Brasil), NFPA (Estados Unidos) e 
BSI (Inglaterra). Somente os projetos elaborados com base em disposições 
destas normas podem assegurar uma instalação dita eficiente e confiável. 
Entretanto, esta eficiência nunca atingirá os 100 % estando, mesmo estas 
instalações, sujeitas à falhas de proteção. As mais comuns são a destruição de 
pequenos trechos do revestimento das fachadas de edifícios ou de quinas da 
edificação ou ainda de trechos de telhados. Não é função do sistema de pára-
raios (S.P.D.A.) proteger equipamentos eletro-eletrônicos (comando de 
elevadores, interfones, portões eletrônicos, centrais telefônicas, subestações, 
etc.), pois mesmo uma descarga captada e conduzida a terra com segurança, 
produz forte interferência eletromagnética, capaz de danificar estes 
equipamentos. Para sua proteção, deverá ser contratado um projeto adicional, 
específico para instalação de supressores de surto individuais (protetores de 
linha). Os sistemas implantados de acordo com a Norma, visam à proteção da 
estrutura das edificações contra as descargas que a atinjam de forma direta, 
tendo a NBR-5419 da ABNT como norma básica e fundamental. É de 
fundamental importância que após a instalação haja uma manutenção 
periódica anual a fim de se garantir a confiabilidade do sistema. São também 
recomendadas vistorias preventivas após reformas que possam alterar o 
sistema e toda vez que a edificação for atingida pôr descarga direta.
Palavras-Chaves: Captor Franklin, Gaiola de Faraday, Captor Radioativo.
Área do Conhecimento: Eletrotécnica
4
VISTO DO ORIENTADOR: _________________________________
SUMÁRIO 
 1.0 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA............................................................................PÁG. 6
 2.0 INTRODUÇÃO ................................................................................................PÁG. 6
 2.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE A DESCARGA ATMOSFÉRICA .......................PÁG. 7
 2.2 HISTÓRICO .................................................................................................. PÁG. 12
 2.3 TIPOS, CARACTERÍSTICAS E EVOLUÇÃO DOS S.P.D.A. ........................ PÁG. 16
 2.4 IMPORTÂNCIA E FUNDAMENTOS DO S.P.D.A. ........................................ PÁG. 22
 2.5 IMPLANTAÇÃO: NORMAS E LEIS SOBRE O S.P.D.A. ............................. PÁG. 23
 2.6 TERMINOLOGIAS DE ACORDO COM A NBR 5410/2001 .......................... PÁG. 24
 3.0 PROTEÇÃO: HUMANA E EQUIPAMENTOS ELETRO-ELETRÔNICOS ..... PÁG. 28
3 3.1 PROTEÇÃO DOS EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ................................. PÁG. 29
 3.2 O CAMPO MAGNÉTICO ............................................................................... PÁG. 30
 3.3 PÁRA- RAIOS ELETRÔNICO ...................................................................... PÁG. 30
 4.0 PROJETOS .................................................................................................... PÁG. 31
 4.1 ESCOLHENDO O S.P.D.A. ........................................................................... PÁG. 31
 4.2 ELABORANDO UM PROJETO DE S.P.D.A. ................................................ PÁG. 35
 4.3 ESTRATIFICAÇÃO DO SOLO ...................................................................... PÁG. 37
 4.4 A IMPORTÂNCIA DO ATERRAMENTO ....................................................... PÁG. 37
 4.5 POTENCIAL DE PASSO E DE TOQUE ........................................................ PÁG. 38
 4.6 ESCOAMENTO DA MALHA .......................................................................... PÁG. 39
 5.0 MANUTENÇÃO E CONTROLE SOBRE O S.P.D.A. ..................................... PÁG. 39
 5.1 PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FISCALIZAÇÃO DAS
 ATIVIDADES REFERENTES AOS SISTEMAS DE PROTEÇÃO CONTRA
 DESCARGAS ATMOSFÉRICAS EM EDIFICAÇÕES ................................... PÁG. 39
5.2 CONTROLE ................................................................................................... PÁG. 42
6. CONCLUSÃO ................................................................................................... PÁG. 43
6.1 AVALIAÇÃO DA NECESSIDADE DE PÁRA-RAIOS ......................................PÁG. 44
7.0 ANEXOS ......................................................................................................... PÁG. 45
7.1 ANEXO A ........................................................................................................ PÁG. 457.2 ANEXO B......................................................................................................... PÁG. 47
5
8.0 BIBLIOGRAFIA ............................................................................................... PÁG. 49
1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA:
No decorrer do estágio foram utilizados , como ferramentas de auxílio aos 
estudos , as referencias bibliográficas, [ 1 ] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS - ABNT, Normas ABNT 5419/01 sobre Proteção de Estruturas contra 
descargas atmosféricas, [ 2 ] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - 
ABNT, Normas ABNT 5410/97 Segurança de pessoas, animais e conservação de bens 
contra o risco de choque elétrico , [3] KINDERMANN, G. - Descarga Atmosférica e [4] 
LEITE, D.M. & LEITE, C.M. Proteção Contra Descargas Atmosféricas.
Tais referencias foram de elevada importância nas pesquisas realizadas, para a 
utilização dos conceitos e equipamentos na aplicação do Sistema de Proteção contra 
Descarga Atmosférica. 
 Além das referencias citadas anteriormente, foram utilizados algumas 
publicações sobre proteção contra descarga atmosférica e aterramento elétrico ,onde 
os quais, juntamente com o aprendizado da universidade , auxiliaram a adquirir o 
embasamento teórico necessário para desenvolver o trabalho prático . 
As referidas publicações são bem abrangentes no que diz respeito à Sistema de 
proteção contra descarga atmosférica e aterramento elétrico : ações de controle da 
resistividade do solo e tratamento , os sistemas físicos envolvidos,tipo de corrosão 
envolvido no sistema, risco de exposição as descargas atmosféricas e tipos de pára-
raios, são abordados pelos autores .
 
2. INTRODUÇÃO:
Uma descarga atmosférica é um fenômeno natural que desde o início da 
civilização causa temor e danos. A ação de uma descarga atmosférica é fulminante, ela 
num curtíssimo espaço de tempo, injeta correntes da ordem de centenas de kA numa 
instalação, que caso não possam ser controladas, provocam uma série de prejuízos e 
acidentes, tais como:
• Mortes em seres humanos causados tanto pela incidência direta, como indireta 
das descargas atmosféricas.
6
• Incêndios em florestas campos e prédios.
• Destruição de estruturas, tanques e árvores.
• Interferências em sistemas de telecomunicações e de dados.
• Acidentes em aviões, embarcações, plataformas de petróleo e antenas.
• Interrupções de fornecimento de energia elétrica.
 Ë importante ressaltar que a despeito do grande número de pesquisas e estudos 
realizados durante este século, muito ainda precisa ser esclarecido e nada ainda se 
conseguiu no sentido de impedir a ocorrência das descargas atmosféricas.
Portanto até o momento atual tem restado apenas estudar, sistemas de proteção, que 
impeçam ou mesmo reduzam as possibilidades de prejuízos, acidentes e danos.
 Os S.P.D.A. vem evoluindo anualmente, contudo deve ser destacado que ainda,
não se conseguiu ainda uma proteção completa ou totalmente efetiva para as
descargas atmosféricas.
2.1 Considerações sobre a Descarga Atmosférica:
2.1.1 As primeiras descobertas no campo da eletricidade
 As primeiras descobertas das quais se tem notícia, relacionada com fenômenos 
elétricos, foram feitas pelos gregos, na Antigüidade. O filósofo e matemático Tales, que 
vivia na cidade de Mileto no século VI a.C., observou que um pedaço de âmbar, após 
ser atritado com uma pele de animal, adquiria a propriedade de atrair corpos leves 
(como pedaços de palha e sementes de grama).
 Somente cerca de 2.000 anos mais tarde é que começaram a ser feitas 
observações sistemáticas e cuidadosas de fenômenos elétricos, destacando-se os 
trabalhos do médico inglês W. Gilbert. Este cientista observou que vários outros 
corpos, ao serem atritados, se comportavam como o âmbar e que a atração exercida 
pôr eles se manifestava sobre qualquer outro corpo, mesmo que este não fosse leve.
 Como a palavra grega correspondente a âmbar é "elétron", Gilbert passou a usar o 
termo "eletrizado" ao se referir àqueles corpos que se comportavam como o âmbar, 
surgindo assim as expressões eletricidade, eletrização etc.
Modernamente sabemos que todas as substâncias podem apresentar comportamento 
semelhante ao âmbar, isto é, podem ser eletrizadas ao serem atritadas com outras 
substâncias. Por exemplo: uma régua de plástico se eletriza ao ser atritada com seda e 
atrai uma bola de isopor; um pente se eletriza ao ser atritado nos cabelos de uma 
pessoa e atrai estes cabelos ou um filete de água; uma roupa de náilon se eletriza ao 
7
se atritar com o nosso corpo um automóvel em movimento se eletriza pelo atrito com o 
ar etc.
2.1.2 As cargas elétricas
Éster e Geitel explicam a formação de cargas nas nuvens, e consequentemente os 
raios da seguinte forma:
_Durante as tempestades, há fortes correntes ascendentes de ar úmido dentro das 
grandes nuvens. Em resultado da condensação do vapor de água formam-se gotas de 
água que atingidas certas dimensões começam a cair carregadas de eletricidade, 
negativamente em sua parte inferior e positivamente na sua parte superior. Em sua 
queda, encontram-se gotículas em ascensão cedendo a elas sua carga positiva, nas 
quais são violentamente arrastadas para as bordas superiores das nuvens.
Como conseqüência final, apresentam-se as nuvens com cargas elétricas positivas em 
sua parte superior, ficando a parte de baixo carregada negativamente.
Em resultado da criação de cargas elétricas nas nuvens, pode haver três tipos de 
descargas atmosféricas:
-Com a crescente diferença de potencial entre a parte superior e inferior e de baixo 
poder dielétrico do vapor de água, pode haver uma descarga dentro da própria nuvem.
(a nuvem acende e apaga)
-Pôr aproximação das nuvens, impelidas pôr fortes ventos há deslocamento de carga 
de modo a se confrontarem cargas opostas de uma nuvem com respeito à outra. (o céu 
se rabisca em centelhas).
-Podendo também ocorrer a pior hipótese: a nuvem descarregar sobre a terra com a 
formação de raios.
8
2.1.3 Os Raios
O raio é um fenômeno da natureza que desde os primórdios vêem intrigando o 
homem, tanto pelo medo provocado pelo barulho, quanto pelos os danos causados.
O raio é uma corrente elétrica e pôr isso deverá ser conduzido o mais rápido 
possível para o solo, minimizando seus efeitos destrutivos.
As descargas elétricas causam sérias perturbações nas redes aéreas de 
transmissão de distribuição das concessionárias de energia elétrica, induzindo surtos 
de tensão que chegam a centenas de kV.
A ação destruidora dos raios se deve às elevadas correntes e tensão, causando 
aquecimento e efeitos danosos.
Um raio é formado pôr uma sucessão de várias descargas. Há primeiro, uma 
descarga de corrente piloto que começa na base da nuvem procurando o caminho de 
menor resistividade.
Forma pôr isso uma pequena descarga com forma de árvore invertida. Esta 
descarga é de pequena intensidade e de baixa intensidade e velocidade.Segue a ela 
uma descarga guia que em saltos, e mais rápida provoca aquecimento, ionização em 
seu caminho.
9
Como da terra sobe simultaneamente, uma descarga piloto seguida da descarga 
retorno, fica então um canal ionizado ligando a nuvem a terra. Por este canal ionizado 
desce a descarga principal, seguida pela descarga retorno que são contínuas.
Se estas descargas não forem suficientes para neutralizar toda a carga da 
nuvem, forma-se então uma sucessão de descargas contínuas da nuvem, até que seja 
atingido o equilíbrio.
Evidentemente sobre um terreno condutor de eletricidade a ocorrência de um 
raio e remota, poissão duas placas da mesma natureza. Se, porém, a nuvem passa 
em cima de uma região formados pôr solos maus condutores, cria-se pôr indução no 
terreno cargas positivas, onde temos a nuvem funcionando como placa negativa e o 
solo como placa positiva e o ar, natural úmido e às vezes ionizado servindo como um 
isolante de baixo poder dielétrico.
Mas qual a diferença entre raio, trovão e relâmpago?
O raio é a própria descarga elétrica que ocorre para a neutralização das nuvens 
carregadas através de uma descarga que ocorre entre a nuvem e a terra, enquanto 
que o relâmpago e uma enorme centelha elétrica que salta de uma nuvem para a outra 
de diferente carga e ocorre então uma descarga dentro da nuvem. E pôr último o 
trovão que é o deslocamento da massa de ar que circula o caminho do raio em função 
da elevação da temperatura (de até 30.000 graus), provocando a expansão do ar.
A corrente de um raio em 50 % dos casos excede a 15kA podendo atingir a 
200kA.
2.1.4 Sobretensões transitórias
Um raio ao cair na terra, pode provocar grandes efeitos de destruição, devido ao 
alto valor de sua corrente elétrica que gera intensos campos eletromagnéticos, calor, 
etc.
Além dos danos causados diretamente pela corrente elétrica e pelo intenso 
calor, o raio pode provocar sobretensões em redes de energia elétrica, em redes de 
telecomunicações, de TV a cabo, antenas parabólicas, redes de transmissão de dados 
etc.
Essa sobretensão é denominada Sobretensão Transitória.
Por sua vez, as Sobretensões Transitórias podem chegar até as instalações 
elétricas internas ou de telefones, de TV a cabo ou de qualquer unidade consumidora 
como residência, comércio, serviços indústria. Os seus efeitos, além de poder causar 
danos a pessoas e animais domésticos, podem:
10
_Provocar a queima total ou parcial de equipamentos elétricos ou danos à 
própria instalação elétrica interna e telefônica entre outros.
_Reduzir a vida útil dos equipamentos;
_Provocar enormes perdas, com a parada de equipamentos, etc.
É importante salientar que as redes de energia elétrica, de telecomunicações 
são obviamente totalmente separadas uma das outras.
As Sobretensões Transitórias originadas de descargas atmosféricas podem 
ocorrer de dois modos:
_DESCARGA DIRETA: o raio atinge diretamente uma rede elétrica ou telefônica. 
Neste caso, o raio tem um efeito devastador, gerando elevados valores de 
sobretensões sobre os diversos circuitos.
_DESCARGA INDIRETA: o raio caindo a uma distância de até 1km de uma rede 
elétrica. A sobretensão gerada é de menor intensidade do que provocada pela 
descarga direta, mas pode causar sérios danos. Essa sobretensão induzida acontece 
quando uma parte da energia do raio é transferida através de um acoplamento 
eletromagnético com uma rede elétrica.
As maiores parte das Sobretensões Transitórias de origem atmosféricas que 
causam danos a equipamentos são ocasionadas pelas descargas indiretas.
2.1.5 Rigidez dielétrica: O poder das pontas
 
11
O fenômeno do poder das pontas ocorre porque, em um condutor eletrizado a 
carga tende a se acumular nas regiões pontiagudas, criando um campo elétrico maior 
que nas regiões mais planas.
Assim se aumentarmos continuamente a carga elétrica no condutor, a 
intensidade do campo elétrico em torno dele aumentará também, até que na região 
pontiaguda o valor da rigidez dielétrica do ar será ultrapassado antes que isto ocorra 
nas demais regiões.
Portanto nas proximidades da região pontiaguda que o ar se tornará condutor e 
será através da ponta que a carga se escoará.
É pôr isso que quando estamos em um campo aberto, não é aconselhável 
ficarmos em pé ou debaixo de alguma árvore, pois podemos criar em volta um campo 
elétrico que poderá romper a rigidez dielétrica do ar fazendo com que este se torne 
condutor e ocorra uma descarga elétrica entre a pessoa ou a árvore e a nuvem.
Conhecendo o poder das pontas, Benjamim Franklin teve então a idéia de 
construir um dispositivo que exercesse uma proteção contra raio. Este dispositivo, o 
pára-raios exercerá função de criar em volta dele um ar com características condutoras 
que fará com que o raio caia sobre ele e não em qualquer lugar da vizinhança. É pôr 
isso que uma casa sempre tem que ter um pára-raios ou estar na zona de proteção de 
algum outro.
2.1.6 Áreas de incidência
Ao procurar um caminho para sua descarga, o raio atinge pontos mais altos e 
pontiagudos, onde existe maior concentração de cargas. Assim ele pode cair em um 
lugar várias vezes.
Diferentemente do que imagina, o raio prefere terrenos maus condutores, como 
os graníticos ou xistosos, ao invés dos bons condutores, como os calcários e de 
aluvião. Consta que nos terrenos isolantes, há liberação de cargas elétricas para a 
superfície e essas cargas propiciam a queda do raio em terrenos maus condutores.
A localização de áreas onde ocorrem descargas elétricas é determinada pela 
natureza dos seus solos e subsolos. Esses solos podem conter elementos magnéticos, 
condutores e radioativos, sendo o mais vulnerável o que contiver os três. É o efeito 
magnético que atrai os elétrons da superfície da terra para um local especifico, 
enquanto que a condutibilidade do subsolo os ajuda a chegar a este local.
É pôr isso que Minas Gerais é considerado um dos estados onde mais caem 
raios. Além de estar em locais mais alto, com muitas montanhas, é um lugar onde há 
bastante minério, um exemplo disto e o famoso Quadrilátero Ferríferro.
12
2.2 HISTÓRICO:
O Raio é um fenômeno da natureza que desde os primórdios vem intrigando o 
homem, tanto pelo medo provocado pelo barulho, quantos pêlos danos causados. 
Para algumas civilizações primitivas o raio era uma dádiva dos Deuses, pois 
com ele quase sempre vêem as chuvas e a abundância na lavoura. Para outras 
civilizações era considerado como um castigo e a pessoa que morria num acidente de 
raio, provavelmente havia irritado os Deuses e o castigo era merecido. Havia também 
civilizações que glorificavam o defunto atingido pôr um raio, pois ele havia sido 
escolhido entre tantos seres humanos, com direito a funeral com honras especiais.
Após tantas civilizações o homem acabou descobrindo que o raio é corrente 
elétrica e pôr isso deverá ser conduzida o mais rápido possível para o solo, 
minimizando seus efeitos destrutivos. 
O primeiro cientista a perceber que se tratava de um fenômeno Físico/Elétrico, 
foi Benjamin Franklin (1752), que na época afirmou que após a colocação de uma 
ponta metálica em cima de uma casa, esta atrairia os raios para si e a edificação 
estaria protegida contra raios, caindo estes na ponta metálica.
Após alguns anos, tomou conhecimento de edificações que tinham sido 
atingidas e o raio não havia caído na ponta metálica. Assim sendo, reformulou-se a 
teoria e afirmou que a ponta metálica seria o caminho mais seguro para levar o raio até 
o solo com segurança caso a ponta seja atingida pôr um raio. A partir daí começou-se 
a definir a região até onde esta ponta teria influência (séc. XVlll - Gay Lussac) e 
começou-se as esboçar os primeiros cones de proteção, cuja geratriz era função de um 
ângulo pré-definido, resultando num cone com um raio de proteção.
Com o passar do tempo foram sendo definidos novos Ângulos de proteção em 
função da exposição da edificação, bem como os riscos materiais e humanos, 
envolvidos.
Com a nova edição da Norma de Para-Raios NBR 5419/93 a eficiência dos 
Sistemas de Proteção foi substancialmente aumentadanão deixando nada a desejar 
em relação a Normas de outros Países, inclusive pelo fato desta ter tipo a Norma IEC 
como referência. 
Atualmente existem basicamente três métodos de dimensionamento:
1) Método Franklin;
2) Método Gaiola de Faraday ou Malha ;
3) Método da Esfera Rolante, Eletrogeométrico ou Esfera Fictícia;
13
Observações:
 O método Franklin, devido ás suas limitações impostas pela Norma passa a ser 
cada vez menos usado em edifícios sendo ideal para edificações de pequeno porte, 
sendo o método da esfera Rolante o mais recentemente adotado dos três acima 
mencionados. 
Com o intuito de ganhar dinheiro ás custas de pessoas leigas ou desatualizadas, 
alguns fabricantes divulgam captores com ângulos majorados (tipo 80º ou mais), 
dispositivos artificiais e até filosofias patéticas para tentar ganhar o espaço deixado 
pelos captores Radioativos, o qual está com sua Fabricação proibida pela CNEN 
(Comissão Nacional de Energia Nuclear).
Nenhum outro método de proteção deverá ser levado a sério que não sejam 
métodos consagrados pelas Normas Técnicas NBR 5419/93, o qual é o único 
documento aceito pelo código do consumidor.
2.2.1 CAPTORES RADIOATIVOS
 
 
2.2.1.1 Pára-Raios Radioativos e a CNEN
CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear Órgão do governo Federal que 
regulamenta, fiscaliza e normaliza qualquer atividade que envolva produção ou 
14
utilização de energia nuclear, bem como qualquer atividade que utilize materiais 
radioativos resolve:
Suspender, a partir da vigência da Resolução nº 04, de 19 de abril de 1989 
(publicado no Diário Oficial União de 09/05/89, em anexo), a concessão de autorização 
para utilização de materiais radioativo em pára-raios; 
O material radioativo remanescente dos pára-raios desativados deve ser 
imediatamente recolhido a CNEN;
Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação. 
2.2.1.2 Razões para a Proibição
 A razão exposta pela CNEN para proibir o captor radioativo - ou como dispõe 
textualmente a Resolução, suspender a concessão de autorização para utilização de 
materiais radioativo em pára -raios - é que não ficou tecnicamente comprovada a maior 
eficácia dos pára - raios radioativos em relação aos convencionais e que, portanto, o 
princípio da justificativa previsto na norma CNEN-NE-3.01: Diretrizes Básicas da Radio 
proteção não está demonstrado. Essas diretrizes estipulam que o emprego de 
qualquer material radioativo em equipamentos ou dispositivos de uso público está 
sujeito a três premissas básicas: justificativa, otimização e limitação da dose. A 
primeira, e talvez a mais importante estão ligada ao ganho que a sociedade terá com a 
aplicação, com seus benefícios econômicos e sociais. Um exemplo disso são as 
câmaras de cobalto, usadas na oncologia. No caso dos captores radioativos não foi 
ultrapassada a fase da justificativa. Não foi provado que esses captores são 
tecnicamente melhores que os convencionais, que não usam esse tipo de material. Em 
todo o mundo os fabricantes de pára - raios radioativos tiveram tempo bastante para 
confirmar tecnicamente as vantagens que sempre propalaram a respeito de seus 
produtos - basicamente, uma distância de atração e, pôr conseguinte, uma zona de 
proteção bem maiores que as do captor Franklin. E ao provar de forma cabal suposta 
superioridade, eles deixaram de atender a premissa da justificativa: se o material 
radioativo não contribui tecnicamente para tornar mais eficiente a proteção contra 
descargas atmosféricas, ele não é absolutamente indispensável e, portanto, não deve 
ser usado. 
15
2.2.1.3 Riscos
 Entre os grandes produtores mundiais de Américios 241, a Inglaterra, a França e 
a Espanha, apenas o primeiro, e maior produtor, ainda não proibiu a fabricação do 
captor radioativo. É que, de forma geral, quase todos os países europeus não aceitam 
a propalada superioridade do produto, descartando sua utilização. Apenas os EUA, em 
face de autonomia dos estados, alguns deles ainda não proibiram o uso desse tipo de 
captor, mas a maciça maioria não o admite em edificações de uso coletivo. Eles só 
podem ser usados em residências individuais, em função do próprio liberalismo norte - 
americano, que garante ao indivíduo o direito inclusive de se expor a riscos se assim 
desejar. Cabe ressaltar que a existência de um pára – raio radioativo em uma 
edificação não deve ser motivo de grande preocupação, pois especialistas da CNEN 
chegaram a afirmar que: A emissão da pastilha de amerício 241 usada na confecção 
dos captores radioativos varia entre 0,1 a 1mci. E uma pessoa pode viver a vida inteira 
com uma pastilha dessas, a uma distância de 10 a 15 cm de seu corpo, sem qualquer 
problema. Os especialistas recomendam cuidados especiais no manuseio e 
manutenção dos captores, serviço esses que só devem ser executados pôr técnicos 
habilitados. Assim são preocupantes os riscos associados à manipulação dos 
captores: Os próprios fabricantes, alegando que a deposição de poeira poderia reduzir 
a ionização produzida pelo captor, sempre recomendaram que ele fosse limpo 
regularmente. E uma limpeza mais descuidada, feita pôr pessoa não completamente 
esclarecida, pode expô-la a uma radiação perigosa. Já tivemos notícia de um técnico 
que, desavisadamente, limpou o captor escovando – o em um motoesmeril. O técnico 
na escovação pode eventualmente ter atingido a pastilha de amerício e, 
consequentemente, inalado poeira contaminada Outro problema: na hipótese de queda 
do captor ou de reforma do prédio onde se acha instalado, surge o risco de manuseio 
pôr pessoas comuns. A vida útil de captor radioativo varia entre 15 a 20 anos, mas a 
pastilha permanece ativa, pois o seu tempo de meia vida é de 430 anos. 
2.2.1.4 Recolhimento
 A resolução da CNEN determina que os captores radioativos existentes, 
16
instalados ou e, estoque, sejam recolhidos – ou, mais precisamente, que o material 
radioativo remanescente dos pára-raios desativados deve ser imediatamente recolhido 
a CNEN. Isso significa que o recolhimento deve ser imediato à desativação, mas não 
significa, necessariamente, que a desativação deve ser imediata. 
 A CNEN fará circular um comunicado entre os fabricantes e empresas de 
manutenção cadastrados no órgão, orientando-os nesse sentido. 
2.3 TIPOS, CARACTERÍSTICAS E EVOLUÇÃO DOS S.P.D.A.:
2.3.1 Sistema Captor Tipo Franklin
 
 Todo ano é época de formação de tempestades e consequentemente das 
descargas atmosféricas (raios), que colocam em risco o ser humano, assim como 
edificações e aparelhos elétricos. A proteção contra essas está na instalação 
adequada de pára - raios, ou seja, S.P.D.A. - Sistema de Proteção contra descargas 
atmosféricas - orientada pela NBR 5419 de junho de 93 da ABNT. 
 Os responsáveis devem estar atentos para a instalação ou para a condição dos 
pára - raios já existentes em seu edifício , Empresa, Indústria , etc. .., baseado na NBR 
acima citada, que define dois tipos de proteção: O Sistema Franklin e o Sistema de 
Gaiola de Faraday. O sistema Franklin é composto pôr um captor com quatro pontas, 
montado sobre um mastro, cuja altura deve ser calculada conforme as dimensões da 
Edificação, podendo ser colocado um ou mais captores para uma proteção mais 
abrangente. A malha de descida do captortem que ser em cabo de cobre nu 35 mm, e 
17
sem emenda no seu condutor de descida até a malha de aterramento. 
2.3.2 Sistema de Gaiola de Faraday
O Sistema de Gaiola de Faraday consiste em uma malha de captação, formando 
módulos retangulares, sempre utilizando cabos de cobre nu 35mm passando pôr 
suportes isoladores. Sendo que suas emendas e conexões deverão ser executadas 
através de soldas exotérmicas.
Todas as antenas e escadas de ferro deverão ser interligadas com a gaiola de Faraday 
através de cabo nu 35mm, através de solda exotérmica ou conector devidamente 
fixados sem folga. 
As Gaiolas de Faraday devem constituir isoladores simples, isoladores de reforço, 
isoladores de quina, prensa-cabos, e principalmente os isoladores tipo Captor aéreo, 
para que possam receber e dissipar as ondas de uma descarga atmosférica.
2.3.2.1 Aterramento Com Utilização das Fundações e Estruturas dos Edifícios 
 
Desde 1965 - portanto, há mais de 30 anos - a União Alemã das Centrais Elétricas tem 
instruções para a utilização das fundações como sistema de aterramento. Essas 
instruções tornaram - se norma em 1975. Em 1979 foi emitida uma norma Alemã sobre 
a inclusão do sistema de aterramento nas fundações dos edifícios para moradia. Essa 
norma está contida no caderno 35 da VDE, datado de 1979, com instruções concretas 
para a sua instalação. Por outro lado, as normas americanas passaram a incluir 
sistema de aterramento com condutores embutidos em concreto nos fins da década de 
70. Assim , o NEC - National Electrical Code de 1978 incluiu pela primeira vez as 
especificações a que devem obedecer aos eletrodos de aterramento embutidos nas 
fundações e o NESC - National Safety Code ( ANSI- C2 ) de 1984 considera as 
ligações com arames torcidos, usados na fixação das armaduras do concreto armado, 
suficientes para assegurar a continuidade elétrica das armaduras. Também o Green 
Book ( ANSI/IEEE Standard 142 - 1982 ), que trata especificamente de aterramento, 
salienta em diversos trechos as vantagens de se utilizar às armaduras do concreto nas 
fundações como eletrodo de aterramento. Concomitantemente, entre 10 e 20 anos 
atrás, a interligação dos diferente sistemas de aterramento ( isto é dos aterramentos 
para diferentes finalidades ) tornou - se uma prática cada vez mais comum e 
reconhecida, como se pode verificar no ANSI/NFPA Lightning Protection Code de 1983 
e no NEC ( NFPA - 70 ) DE 1984. Assim , nas últimas duas décadas operou- se uma 
18
evolução nos conceitos e na prática do aterramento, resultando em uma integração dos 
sistemas de aterramento ---- o da proteção contra choques e o da proteção contra 
Descargas Atmosféricas, entre si e com a própria estrutura dos Edifícios, tornando o 
Eletrodo de aterramento parte integrante das próprias fundações do edifício.
2.3.2.2 Principais características da utilização das fundações como sistema de 
Aterramento 
O eletrodo de aterramento assim construído envolve toda a superfície do edifício 
enquanto os eletrodos tradicionais limitam - se a algumas hastes localizadas. Fazendo 
parte do próprio edifício, o sistema de aterramento não está sujeito a ser interrompido 
ou seccionado; portanto, não há risco dele perder sua eficiência. Do mesmo modo, 
sendo constituído usualmente pôr ferro embutido em concreto, o sistema está 
praticamente protegido contra os efeitos de corrosão, pelo que se pode considerá-lo 
utilizável sem reservas ao longo de toda a vida do edifício. Como o material utilizado é 
o ferro, a solução resulta mais econômica. Uma vez que as fundações constituem o 
eletrodo de aterramento, poder - se - ia dotar os pilares do edifício de elementos 
condutores destinados a transferir para a cobertura o potencial da terra. Constituir - se - 
ia, assim uma gaiola de Faraday desde que a cobertura assegure a interligação 
elétrica dosa diversos pilares. Naturalmente, a cobertura ou inclui uma laje de concreto 
armado ou, pôr vezes, em edifícios industriais, uma estrutura metálica com terças 
metálicas que formam uma malha bastante fechada. A gaiola de Faraday assim 
constituída assegura uma total proteção contra descargas atmosféricas, praticamente 
sem mais preocupações. A proteção contra as descargas atmosféricas segundo este 
procedimento é especialmente eficiente e segura porque: -- a multiplicidade de 
caminhos alternativos para o escoamento da corrente de descarga diminuiu 
drasticamente os gradientes de tensão; essa mesma multiplicidade de correntes em 
paralelo uniformiza, ao longo do edifício, as flutuações de tensão devidas à descarga 
atmosférica, eliminando a possibilidade de descargas laterais ( devido ao fato de 
parcelas da edificação permanecerem ao potencial do solo quando ocorre uma 
descarga concentrada através de um ou mais condutores de descidas).
2.3.2.3 As Esferas Rolantes - (Modelo de cálculo)
A zona de proteção de um sistema de proteção contra relâmpagos formado pôr um 
terminal aéreo é a região adjacente, a qual é substancialmente imune a incidência 
direta de relâmpagos. Como uma regra simples, esta região pode ser considerada 
19
como representada pôr um cone ao redor do terminal aéreo tendo um raio no solo 
equivalente a altura do terminal aéreo em relação ao solo. Aplicação desta "teoria do 
cone de proteção", entretanto, tem muitas exceções e deve ser considerada somente 
como uma primeira aproximação. Em particular, tem-se mostrado que o raio do cone 
de proteção no solo depende sobre o nível de proteção esperado, bem como sobre a 
altura da estrutura. Para estruturas com alturas superiores a 20 m, esta teoria não é 
aplicável. 
Nestes casos, aplica-se a teoria conhecida como "teoria da esfera rolante". Esta teoria 
é baseada no conceito de distância de atração, que é a distância entre a ponta do líder 
escalonado e o ponto de queda do relâmpago no solo no instante da quebra de rigidez 
dielétrica do ar próximo ao solo. A zona de proteção calculada pôr esta teoria é em 
geral menor que aquela obtida pela "teoria do cone de proteção". Para estruturas com 
alturas superiores a 60 m, outro tipo de sistema de proteção que utiliza condutores 
horizontais conectando os terminais aéreos de modo a formar uma gaiola é 
recomendado pelas Normas Brasileiras de Proteção ABNT NBR-5419.
2.3.3 CARACTERÍSTICAS PECULIARES AOS S.P.D.A.’S
2.3.3.1 Captação superior
São condutores ou mastros destinados a receber o raio, colocados no topo das 
edificações. Em edificações pequenas e baixas, recomenda-se os métodos Franklin ou 
Eletromagnético e em prédios mais altos, preferencialmente a Gaiola de Faraday.
2.3.3.2 Descidas ou captação lateral
Trata-se da instalação de condutores verticais nas fachadas da edificação. As descidas 
devem ser instaladas preferencialmente nas quinas principais da edificação e 
obedecerem a medidas de espaçamentos de acordo com o nível de proteção exigido 
para determinado uso e tipo do edifício, como verificaremos na tabela de 
dimensionamento mais diante. Para edificações acima de 20cm de altura, deverão ser 
dimensionadas como captação, considerando a presença de descargas laterais (raios 
que atingem as fachadas do prédio). 
2.3.3.3 Anéis de cintamento ou captação lateral 
Consiste na instalação de condutores horizontais em toda a periferia da 
edificação, de modo que estejam interligados às descidas verticais. Devem ser 
dimensionados como condutores de captação e instalados a cada 20m de altura, a 
partir do solo.
2.3.3.4 Aterramento 
20
É feito com condutores de cobrelançados horizontalmente ao solo a 0,5m de 
profundidade e hastes de aço cobreado, cravadas verticalmente no solo, cuja função é 
receber o raio trazido pelas descidas e conduzi-lo ao solo rapidamente. Deve ser 
instalada uma haste do tipo "Cooperweld" (alta camada de 250 mícrons de espessura) 
em cada descida e uma malha de cabo de cobre (#50mm2) no solo, a uma 
profundidade de 0,50m; a malha deve circundar a edificação e interligar todas as 
hastes. A conexão cabo/cabo e cabo/haste deverá ser preferencialmente do tipo 
exotérmica (solda especial que funde os condutores, eliminando problemas de 
corrosão e maus contatos, que detalharemos num tópico mais adiante ).
2.3.3.5 Equalização de potenciais elétricos
É a interligação das malhas de aterramento e tubulações metálicas com o sistema de 
pára-raios. A equalização de potenciais de ser executada no nível do solo e a cada 
20m de altura, coincidindo com os anéis de cintamento, sendo interligadas na caixa de 
equalização (TAP) ou LEP (caixa com barramento de cobre), todas as malhas de 
aterramento (elétrico, telefônico, computadores, elevadores, interfone etc.) e todas as 
prumadas metálicas ( trilhos de elevadores, incêndio, recalque, gás, eletrocalhas etc.)
2.3.4 EVOLUÇÃO DO S.P.D.A.
Há mais de duzentos anos que as proteções contra descargas atmosféricas diretas se 
baseiam no princípio apresentado em 1760 pôr Benjamin Franklin, de que um
elemento captor elevado, convenientemente aterrado, pode garantir um determinado 
nível de proteção para uma estrutura.
As variações deste princípio giram em torno do efetivo volume cônico ou cilíndrico
de proteção proporcionado pelo elemento captor, conforme apresentado na
Tabela 1.
DATA FONTE FORMA
1778 B. Wilson Cone com 58°
1823 Gay Lussac Cilindro
1874 De Fonvielle Cone 64°
1875 Comissão de Paris Cone de 60°
1875 Chapman Cilindro
1881 Adams Cone de 45°
1881 Preece Cone 
semicircular
1920 F. W. Peek Cone de 64° a 
76°
Ao longo do tempo os modelos adotados foram alterando-se em função das novas 
teorias e também devido às falhas que eram constatadas nas proteções das 
21
edificações existentes, especialmente à medida que as mesmas foram se tomando 
cada vez maiores e mais altas.
Recentemente, verificou-se que estruturas muito altas, tais como o Empire State 
Building e a Torre Eiffel, estavam sujeitas a descargas laterais, o que não era
compatível com nenhum dos modelos até então considerados.
Nos anos 70 foi dado início, a uma extensa pesquisa dessa questão, envolvendo
análises teóricas e levantamentos de campo, conduzido pelo Edison Electric
Institute e pelo Illinois Institute of Technology sob a direção de E. R. Whitehead. Este 
trabalho demonstrou a existência de uma relação inversa entre o ângulo de proteção 
de um elemento captor e a sua altura, e deu origem ao modelo de Whitehead, 
concebido para ser aplicado a linhas de transmissão.
A extensão do "modelo de Whitehead" para o dimensionamento de sistemas
de proteção de descargas em edificações foi obra de Ralph Lee, que em 1978 e
1979 publicou dois artigos técnicos considerados ''clássicos ", que expõem os 
conceitos do modelo eletrogeométrico. Este modelo for incorporado à edição de 1980 
da norma americana “Lightning Protection Code” NFPA-78.
Futuramente será mostrado que o dimensionamento da rede captora de um sistema de 
proteção contra descargas diretas reduz-se a um problema essencialmente 
geométrico, uma vez definido o nível de proteção adequado para uma determinada 
instalação. A solução deste problema passa a ser a identificação da melhor distribuição 
de elementos captores pela instalação, usualmente constituídos pôr mastros pára-raios 
com captores Franklin, terminais aéreos e cabos nus. Um bom projeto de uma rede 
captora de descargas diretas além de atender á solução geométrica, deve também 
considerar os aspectos de estética (impacto visual) e de custo.
2.4 IMPORTÂNCIA E FUNDAMENTOS DO S.P.D.A.
Nada pode ser feito para impedir a queda de um raio em determinado local ou 
estrutura, e mesmo sabendo que os pontos mais altos e de maior área de exposição 
são os que têm maior probabilidade de serem atingidos, nada poderá impedir que uma 
edificação pequena possa ser atingida, o que apenas podemos afirmar, cientes de que 
estamos lidando com um fenômeno natural totalmente imprevisível e aleatório, é que a 
probabilidade neste caso é menor. 
Dadas às conseqüências e riscos de uma descarga atmosféricas tanto para os 
seres humanos quanto aos equipamentos eletrônicos é indispensável um mecanismo 
atue preventivamente contra uma eventual descarga atmosférica, e ter em mente que 
22
mesmo com toda tecnologia empregada em tais mecanismos nunca teremos um 
sistema cem pôr cento eficiente, o que deve fazer com que não nos descuidemos, de 
forma alguma, de tomar certos cuidados numa tempestade com descargas 
atmosféricas. 
Os sistemas de pára-raios destinam-se, prioritariamente, a proteger as edificações e 
as vidas humanas. Se bem instalados, minimizam também os riscos de danos a 
equipamentos elétricos, eletromecânicos e eletrônicos, sendo, porém, que neste caso 
uma proteção adequada requer a instalação de supressores de surtos (protetores 
elétricos) e a equalização (interligação) das malhas de aterramento. 
Quando Benjamin Franklin descobriu que o raio era um fenômeno físico-
elétrico, em 1752, sustentou a tese de que o pára-raios instalado em cima de uma 
edificação poderia "descarregar a nuvem", evitando que o raio caísse. Pouco tempo 
depois, ao constatar que edificações providas de pára-raios também tinha sido 
atingidas, o cientista reformulou sua teoria, admitindo que um sistema de pára-raios é o 
caminho mais rápido e seguro para uma descarga atingir o solo, o que minimizaria 
eventuais danos e riscos pessoais.
Apesar dos diferentes métodos e características utilizados nos sistemas de proteção 
contra descargas atmosféricas, devemos apresentar brevemente a composição física 
básica que participa do fundamento de qualquer um dos tipos de proteção contra 
descargas; o que, além de nos auxiliar na compreensão do princípio de funcionamento 
deste tipo de equipamento, nos fornecerá parâmetros para escolha de qual o tipo mais 
eficaz para determinada necessidade e situação.
2.5 IMPLANTAÇÃO: NORMAS E LEIS SOBRE O S.P.D.A.
A proteção de estruturas contra descargas atmosféricas deve ser realizada utilizando 
Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (S.P.D.A.), com projeto 
instalação e manutenção definidos na NBR 5419, sobre Proteção Contra Descargas 
Atmosféricas na sua última revisão datada de fevereiro de 2001.
É importante ressaltar que um S.P.D.A. não impede a ocorrência das descargas
atmosféricas e que nenhum S.P.D.A. projetado e instalado, mesmo que tenha sido
definido de acordo com a metodologia descrita na norma 5419/2001 não pode 
assegurar a proteção absoluta de uma estrutura, pessoas e objetos. Contudo, convém 
ressaltar ainda que a aplicação da norma reduz de forma significativamente os riscos 
de danos devidos à descarga atmosférica.
O tipo e o posicionamento do S.P.D.A. devem ser estudados cuidadosamente
no estágio de projeto da edificação, para se tirar o máximo proveito dos elementos
23
condutores da própria estrutura. O acesso a terra e a utilização adequada às armações 
metálicas das fundações como eletrodo de aterramento, podem não ser possíveis após 
o início dos trabalhos de construção.
A NBR 5419/2001 não admite a utilização de recursos artificiais destinados a
aumentar o raio de proteçãodos captores, tais como captores com formatos especiais, 
ou de metais de alta condutividade ou ainda ionizantes radioativos
ou não.
Entre os pontos de caráter geral definido na nova NBR 5419/2001 para a definição de 
um S.P.D.A. para proteção de uma estrutura destaca-se:
1. A necessidade do cálculo da avaliação do risco da edificação ser atingida pôr uma 
descarga atmosférica.
2. O estabelecimento de quatro níveis de proteção, conforme o risco e o topo de 
estrutura.
3. O cálculo dos captores pode ser efetuado pelo método Faraday (gaiola), pelo 
método eletrogeométrico (esfera fictícia), ou ainda pelo método Franklin (hastes).
4. As edificações com altura superior a 10 metros, deverão possuir no subsistema de 
captação, um condutor periférico em forma de anel, contornando toda a cobertura e 
afastado no máximo a 0,5m da borda.
5. A possibilidade da utilização de calhas ou rufos como captores naturais.
6. A permissão para a fixação dos captores e condutores de descida, diretamente
no teto e nas paredes.
7. Em paredes de material inflamável, o afastamento dos condutores passa a ser de no 
mínimo 10 cm. Nos demais tipos de parede, os condutores podem ser fixados 
diretamente sobre as mesmas, ou embutidos dentro do reboco.
8. Caso sejam utilizados cabos como condutores de descida, estes não poderão ter 
emendas (exceto a emenda no ponto de medição), nem mesmo com solda exotérmica. 
Para condutores de perfis metálicos, s emendas continuam permitidas.
9. O valor da resistência de aterramento de 10 ohms continua sendo recomendado,
porém, em locais onde o solo apresente alta resistividade, poderão ser aceitos valores 
maiores, desde que sejam feitos arranjos que minimizem os potenciais de passo, e que 
os procedimentos sejam tecnicamente justificados.
10. Ela reforça a exigência de se documentar toda a instalação, através
de projetos e relatórios técnicos, e de se fazer às vistorias periodicamente.
11. As descidas do S.P.D.A. deverão distar das tubulações de gás no mínimo 2 metros. 
Caso esse distanciamento não seja possível as tubulações deverão ser equalizador a 
24
cada 20 metros de altura, diretamente no S.P.D.A. ou indiretamente através de DPS 
(Dispositivo de Proteção de Surtos) dependendo do caso.
12. Todas as peças e acessórios de origem ferrosa, usados no S.P.D.A., deverão ser 
galvanizados a fogo ou banhados com 254 micrômetros de cobre. Fica assim proibida 
a zincagem eletrolítica.
13. Passa a ser permitida a utilização das ferragens de estruturas de concreto
protendido como parte integrante do S.P.D.A.. Os cabos de aço da estrutura protendida 
NÃO poderão ser utilizados como parte do S.P.D.A..
14. Em caso de não ser necessário um S.P.D.A. para uma edificação, deverá ser 
emitido um atestado a partir da aplicação do método descrito no Anexo B da 
NBR5419/2001.
2.6 TERMINOLOGIAS DE ACORDO COM A NBR-5410/2001(adicionais)
2.6.1. Descargas Atmosféricas
Descarga elétrica de origem atmosférica entre uma nuvem e a terra, consistindo de um 
ou mais impulsos de vários kA.
2.6.2. Raio
Um dos impulsos elétricos de uma descarga atmosférica para a terra.
2.6.3. Ponto de Impacto
Ponto onde uma descarga atmosférica atinge aterra, uma estrutura ou S.P.D.A..
Nota: uma descarga atmosférica pode ter vários pontos de impacto.
2.6.4. Volume a proteger 
Volume de uma estrutura ou região que quer proteção contra os efeitos das descargas 
atmosféricas conforme a presente Norma.
2.6.5. Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (S.P.D.A.)
Sistema completo destinado a proteger uma estrutura contra os efeitos das descargas 
atmosféricas. É composto de um sistema externo e de um sistema interno de proteção. 
Nota: em casos particulares, o S.P.D.A. pode compreender unicamente um Sistema 
externo ou interno.
2.6.6. Sistema externo de proteção Contra Descargas Atmosféricas 
Sistema que consiste de captores, condutores de descida e de sistema de aterramento.
2.6.7. Sistema Interno de proteção contra Descargas Atmosféricas
Conjunto de dispositivos que reduzem os efeitos elétricos e magnéticos da corrente de 
25
descarga atmosférica dentro do volume a proteger.
2.6.8. Ligação Equipotencial
Ligação entre o S.P.D.A. e as instalações metálicas, destinadas a reduzir as diferenças 
do potencial causadas pela corrente de descarga atmosférica.
2.6.9. Captores
Parte do S.P.D.A. externo destinado a interceptar as descargas atmosféricas.
2.6.10. Condutor de Descida
Parte do S.P.D.A. externo e interno destinado a conduzir a corrente de descarga 
atmosférica desde o captor até o sistema de aterramento. Estes elementos podem 
também estar embutidos na estrutura. 
2.6.11. Sistema de aterramento 
Parte do S.P.D.A. destinada a conduzir, e a dispensar a corrente de descarga 
atmosférica na terra. Nota: Em solos de alta resistividade, as instalações de 
aterramento podem interceptar correntes fluindo pelo solo, provenientes de descargas 
atmosféricas ocorridas nas profundidades.
2.6.12. Eletrodo de Aterramento
Elemento ou conjunto de elementos do sistema de aterramento que assegura o contato 
elétrico com o solo e dispensa a corrente de descarga atmosférica na terra.
2.6.13. Eletrodo de aterramento em anel
Eletrodo de aterramento formando um anel fechado em volta da estrutura, na superfície 
da terra ou enterrado.
2.6.14. Eletrodo de Aterramento da fundação
Eletrodo de aterramento embutido nas fundações da estrutura. 
2.6.15. Resistência de Aterramento Equivalente
Relação entre os valores de crista da tensão e da corrente no eletrodo de aterramento 
que, em geral, não ocorrem simultaneamente. É um parâmetro utilizado para indicar a 
eficiência do sistema de aterramento.
2.6.16. Tensão de eletrodo de aterramento
Diferença de potencial entre o eletrodo de aterramento considerado e a terra de 
referência.
2.6.17. Terra de Referência (de um Eletrodo de Aterramento)
Região na terra, suficientemente afastada do eletrodo considerado, na qual a diferença 
de potencial entre dois pontos quaisquer para este fim. Nota: Exemplos de 
componentes naturais:
26
a) Coberturas metálicas como captor ; 
*Pilares metálicos utilizados como condutor de descida ; 
*Armações de aço das fundações utilizadas como eletrodo de aterramento.
2.6.18. Instalações Metálicas
Elementos metálicos situados no volume a proteger, que podem constituir um trajeto da 
corrente de descarga atmosférica – tais como estruturas, tubulações, escadas, trilhos 
de elevadores, dutos de ventilação e ar condicionado e armações de aço interligadas.
2.6.19. Massa (de um equipamento ou Instalação)
Conjunto das partes metálicas não destinadas a conduzir corrente, eletricamente 
interligadas e isoladas das partes vivas, tais como invólucros de equipamentos 
elétricos.
2.6.20. Barra de Ligação Equipotencial 
Barra condutora onde se interligam ao S.P.D.A. as instalações metálicas, as massas e 
os sistemas elétrico, eletrônico e de telecomunicação.
2.6.21. Condutor de Ligação Equipotencial
Condutor de proteção que assegura uma ligação equipotencial.
2.6.22. Armação de Aço (Interligadas)
Armação de aço embutidas numa estrutura de concreto, que asseguram continuidade 
elétrica para as correntes de descarga atmosférica.
2.6.23. Centelhamento perigoso
Descarga elétrica inadmissível, provocada pela corrente de descargas atmosféricas no 
interior do volume a proteger. 
2.6.24. Distância de Segurança
Distância mínima entre dois elementos condutores no interior do volume a proteger, 
que impede o centelhamento perigoso entre eles.
2.6.25. Supressor de Surto
Dispositivo destinado a limitar surtos de tensão entre dois elementos no interior do 
volume a proteger, tais como centelhadores, pára-raios e dispositivos semicondutores.2.6.26. Conexão de Medição
Conexão instalada de modo a facilitar os ensaios e medições elétricas dos 
componentes de um S.P.D.A..
2.6.27. S.P.D.A. Externo Isolado do Volume a Proteger 
S.P.D.A. na qual o captor e os condutores de descidas são instalados suficientes 
afastados no volume a proteger, de modo a reduzir a probabilidade de centelhamento 
27
perigoso.
2.6.28 S.P.D.A. Externo não- isolado do Volume a Proteger 
S.P.D.A. no qual o captor e os condutores de descidas são instalados de modo que o 
trajeto da corrente de descarga atmosféricas pode estar em contato com o volume a 
proteger.
2.6.29. Estruturas Comuns
Estruturas utilizadas para fins comerciais, indústrias, agrícolas, administrativos ou 
residenciais. 
2.6.30. Nível de Proteção
Termo de classificação de um S.P.D.A. que detona sua eficiência. Este termo expressa 
a probabilidade com qual um S.P.D.A. protege um volume contra os efeitos das 
descargas atmosféricas.
2.6.31. Estruturas Especiais
Estruturas cujo tipo de ocupação implica riscos confinados, ou para os arredores, ou 
para o meio ambiente, conforme definido nesta Norma, ou para as quais o S.P.D.A. 
requer critérios de proteção específicos. 
2.6.32. Estruturas (especiais) com Risco Confinado
Estruturas cujos materiais de construção, conteúdo ou tipo de ocupação tornam todo o 
volume da estrutura vulnerável aos efeitos perigosos de uma descarga atmosférica, 
mas com os danos se restringindo ao volume próprio da estrutura.
2.6.33. Estruturas (especiais) com Risco para os Arredores
Estruturas cujo conteúdo pode ser perigoso para os arredores, quando atingidos pôr 
uma descarga atmosférica, tais como depósitos de explosivos ou líquidos infláveis.
2.6.34. Estruturas (especiais) com Risco para o Meio Ambiente 
Estruturas que podem causar emissões biológicas, químicas ou radioativas em 
conseqüência de uma descarga atmosférica.
2.6.35. Estruturas (especiais) Diversas
Estruturas para os quais o S.P.D.A. requer critério de proteção específico.
2.6.36. Riscos de Danos
Expectativa de perdas anuais médias (de pessoas e bens) resultantes de descargas 
atmosféricas sobre uma estrutura. 
2.6.37. Freqüência (N) de Descargas Atmosféricas 
Freqüência média anual previsível de descargas atmosféricas sobre uma estrutura.
2.6.38. Freqüência Admissível (Nc) de Danos 
Freqüência média anual previsível de danos, que pode ser tolerada pôr uma estrutura.
28
2.6.39. Eficiência de Interceptação (Ei)
Relação entre a freqüência média anual de descargas atmosféricas interceptadas pelos 
captores e a freqüência ( N ) sobre a estrutura. 
2.6.40. Eficiência de Dimensionamento (Es) 
Relação entre a freqüência média anual de descargas atmosféricas interceptadas sem 
causar à estrutura (N) sobre a estrutura. 
2.6.41. Eficiência de um S.P.D.A.
Relação entre a freqüência média anual de descargas atmosféricas que não causam 
danos, e a freqüência (N) sobre a estrutura. 
3.0 PROTEÇÃO: HUMANA E EQUIPAMENTOS ELETRO-ELETRÔNICOS 
Sempre devemos nos preocupar antes de tudo com a proteção da vida 
humana, entretanto, tomadas todas as medidas para proteção de danos humanos, 
cabe analisarmos as perdas materiais causadas pôr descargas atmosféricas. Como os 
danos à estrutura física da edificação, tais como incêndios, destaques e 
desmoronamentos, são praticamente anulados com o sistema de pára-raios, nos resta 
analisarmos os danos que porventura possa ocorrer à rede elétrica, e, 
consequentemente, aos equipamentos eletrônicos expostos a uma área de influência 
da queda de um raio. 
3.1 Proteção dos equipamentos eletrônicos
Não é função do sistema de pára-raios proteger equipamentos eletro-
eletrônicos (comando de elevadores, interfones, portões eletrônicos, centrais 
telefônicas, subestações, etc.), pois mesmo uma descarga captada e conduzida a terra 
com segurança, produzindo forte interferência eletromagnética, capaz de danificar 
estes equipamentos. Para sua proteção, deverá ser contratado um projeto adicional, 
específico para instalação de supressores de surto individuais (protetores de linha).
A proteção da edificação tem apenas a finalidade de captar e escoar a corrente 
da descarga para a terra caso ela ocorra sobre o seu volume. Os seres humanos no 
interior da edificação estão protegidos, porém os equipamentos muito sensíveis não 
estão. O grande campo magnético associado à descarga pode afetar estes 
equipamentos, assim como as descargas nas redondezas e as correntes circulantes na 
terra, caso o aterramento não seja adequado e as linhas de energia e de comunicação 
não estejam protegidas contra surtos.
Os equipamentos sensíveis no interior da edificação devem ter um sistema de 
proteção dedicado, que esteja associado às suas características de suportabilidade. 
29
Para isto todas as possibilidades de acoplamento devem ser levantadas, e em cima 
disto deve ser feito um trabalho de proteção que envolva desde blindagens até filtros 
protetores de baixa tensão.
Um grande problema para os equipamentos não é apenas a "queda" de um 
raio sobre a edificação em que está alojado. As descargas nas imediações podem 
induzir elevados surtos nas linhas de energia de alta e baixa tensão, assim como em 
linhas telefônicas (troncos e ramais) e linhas de comunicação de dados. Estes surtos 
podem alcançar os equipamentos, os quais podem sofrer desde paralisações 
temporárias até a queima total.
Sem dúvida os transientes originados devido às descargas atmosféricas são os 
que mais tem afetado os equipamentos, mas uma série de outras causas tem originado 
problemas, e muitas vezes o usuário nem chega a se dar conta de que a causa esteja 
tão próxima.
Como exemplo destas causas podemos citar: proximidade dos equipamentos 
sensíveis de cabos alimentadores de potência; proximidade às subestações; chaves 
contactoras na mesma linha de alimentação ou em linhas próximas; fontes de 
radiofreqüência (walk-talk); cabeamento de lógica junto a cabeamento de energia; 
3.2 O Campo Magnético
Os equipamentos têm um certo grau de sensibilidade à perturbação de origem 
eletromagnética. Um simples raio que caia perto de uma instalação que tenha muitos 
sensores, transdutores associados a sinal, comandos, pode causar um mau 
funcionamento. De uma forma mais simples, não é danificar esse equipamento, é levar 
a ele uma informação que será codificada, não como um raio que caiu, mas uma 
informação de uma atitude que ele deve tomar e que vai ser errada. Isso é uma 
perturbação de origem eletromagnética, porque o raio cria um campo magnético, que 
vai provocar o mau funcionamento dos comandos, controle de operação.
Tudo o que envolve segurança muito grande no campo de controle deve estar 
protegido contra esse fenômeno classificado como compatibilidade magnética e os 
equipamentos devem estar imunes o máximo possível a esse tipo de interferência. 
Deve haver uma preocupação em imunizar o equipamento para evitar o mau 
funcionamento contra o fenômeno de perturbação e, ao mesmo tempo, evitar que o 
equipamento produza ruídos de natureza de campo eletromagnético que perturbe o 
funcionamento de outros e dele mesmo.
30
Através de legislação pertinente, um número cada vez maior de equipamentos 
eletro-eletrônicos deve ser avaliado através de ensaios quanto a esses dois aspectos: 
a emissão e a imunidade.
Então, essa é a finalidade básica do estudo de um aterramento, da escolha adequada 
do tipo de aterramento para evitar correntes comuns. É assegurar, ao usuário da 
instalação, segurança para o equipamento que está instalado, para evitar certos tipos 
de sobretensão, que são provocadaspôr falhas na rede elétrica, como curto-circuito, 
pôr exemplo. Mais uma finalidade do aterramento é a de promover uma referencia de 
potenciais para a boa operação dos sistemas elétricos, em especial quando há partes 
isoladas eletricamente, como um transformador.
3.3 Pára-raios Eletrônico
As sobretensões transitórias e instantâneas de elevada amplitude são 
conduzidas através da rede de alimentação para as instalações elétricas industriais e 
domésticas. A supressão destas sobretensões evita a sua propagação na rede elétrica 
interna e consequentemente evita os eventuais danos que podem ser causados aos 
equipamentos eletro-eletrônicos conectados a ela. Conforme prevê a ABNT NBR 
5410/97 esta supressão deve ser proporcionada pôr dispositivos apropriados de 
proteção contra sobretensões. O pára-raios Eletrônico é um protetor contra 
sobretensões transitórias, para instalação em quadros de distribuição de energia 
elétrica de residências, escritórios e áreas industriais. Integra um elemento supressor 
de alta capacidade de dreno de corrente (Varistor de Óxido Metálico de até 80 kA @ 
8x20 microssegundo) e um dispositivo térmico de segurança que desconecta o 
elemento supressor da rede se eventualmente o protetor foi submetido a distúrbios 
acima de sua capacidade ou acidentes na rede elétrica.
O Pára-raios Eletrônico tem aproximadamente o tamanho de um disjuntor, 
peso líquido em torno de 100g, e é encapsulado em caixa de material termoplástico 
não propagante à chama. Pode ser utilizado em circuitos monofásicos, bifásicos e 
trifásicos, montando-se uma peça pôr fase.
4.0 PROJETOS
4.1 ESCOLHENDO O S.P.D.A.
Os pára-raios são escolhidos de acordo com suas tensões nominais, em função do tipo 
de aterramento do sistema no qual esses dispositivos serão instalados. Alem deste 
aspecto de tensão, outras características devem ser levadas em conta, tais como a 
31
máxima tensão da descarga e máxima tensão de impulso, valores esses também 
fornecidos pôr todos os fabricantes.
Os pára-raios, de acordo com suas diferentes características nominais, são 
classificados pelas normas brasileiras em:
1). Série A - tipo pesado: São aqueles adequados a proteção dos equipamentos mais 
pesados, tais como transformadores de forca, dispositivos de comandos de alta tensão, 
etc.
2). Série A - tipo leve: Seu campo de aplicação e semelhante ao anterior, com a 
diferença que os equipamentos protegidos são de menor porte.
3). Série B: São aqueles que se destinam à proteção de equipamentos, 
transformadores de distribuição e respectivos dispositivos de comando.
Atualmente existem basicamente três métodos de dimensionamento.
4.1.1 Método Franklin, porém com limitações em função da altura e do Nível de 
proteção.
32
TABELA PARA SELEÇÃO DO NÍVEL DE PROTEÇÃO
TIPO DE EDIFICAÇÃO NÍVEL DE 
PROTEÇÃO
Edificações de explosivos , Inflamáveis, Indústrias Químicas , Nucleares , 
Laboratórios bioquímicos , Fábricas de munição e fogos de artifício , Estações 
de telecomunicações usinas Elétricas , Indústrias com risco de 
incêndio,Refinarias, etc.
Nível I
Edifícios Comerciais, Bancos , Teatros , Museus , Locais arqueológicos , 
Hospitais , Prisões , Casas de repouso , Escolas , Igrejas , Áreas esportivas Nível II
Edifícios Residenciais,Indústrias,Casas residenciais ,
Estabelecimentos agropecuários e Fazendas com estrutura em madeira. Nível III
Galpões com sucata ou de conteúdo desprezível , Fazendas e Estabelecimentos 
Agropecuários com estruturas em madeira
Nível IV
OBS: No caso de edificações muito perigosas (inflamáveis , produtos tóxicos , explosivos , 
etc) deverá ser consultado um especialista para análise do grau de periculosidade , perigo para 
a vizinhança , determinar a área de inalação de gases e até onde a ignição poderá ser iniciada, 
etc.
O sistema Franklin consiste na colocação de hastes verticais sobre a edificação 
(ou próximos desta), de modo que a edificação fique dentro do cone de proteção 
projetado pela ponta do pára-raios. Devido às limitações impostas pela norma, a 
abertura do cone foi substancialmente reduzida e pôr esse motivo passa a ser cada 
vez menos usado em grandes edifícios, contudo indicado para edificações de pequeno 
porte ou para proteger estruturas específicas no alto de prédios, tais como antenas de 
TV ou parabólicas, placas de aquecimento solar, luminosos etc. A proteção baseia-se 
na rotação da tangente de um triângulo em torno de um eixo (geratriz), cujo ângulo de 
abertura é determinado pela tabela abaixo, variando em função do nível de proteção e 
da altura da edificação.
 
Legenda da tabela dimensionamento do método de proteção:
A = Aplicar somente Gaiola de Faraday ou Esfera Rolante
B = Aplicar somente Gaiola de Faraday
h = Altura do captor 
α =Ângulo de proteção do captor Franklin 
(*) O outro lado do mesh da gaiola é no máximo o dobro do primeiro
TABELA DE DIMENSIONAMENTO DO MÉTODO DE CAPTAÇÃO
Nível de 
Proteção
Raio da 
Esfera(m)
H=20m
α =
21≤H≤29
mα =
30≤H≤44
m α =
45≤H≤59
m α =
H> 60m
α =
Malha da 
Gaiola
Espaçame
nto das 
descidas 
33
B
I 20 25º A A A B 5 10
II 30 35º 25º A A B 10 15
III 45 45º 35º 25º A B 10 20
IV 60 55º 45º 35º 25º B 20 25
4.1.2 Método Gaiola de Faraday ou Malha 
O sistema da gaiola de Faraday consiste no lançamento de cabos sobre a 
cobertura da edificação, modulados (com fechamentos, "mesh") de acordo com o nível 
de proteção exigido para a edificação. Esse sistema funciona como uma blindagem 
eletrostática, uma tentativa de reduzir os campos elétricos dentro da edificação. As 
suas vantagens são: 
• Melhor eficiência e proteção
• Menor impacto estético
• Minimiza o campo elétrico dentro da edificação
• Sistema consagrado internacionalmente 
• Menor manutenção preventiva
34
4.1.3 Método da Esfera Rolante, Eletrogeométrico ou Esfera Fictícia
Como vimos anteriormente, os métodos Franklin e Gaiola de Faraday são 
sistemas compostos de materiais (mastros e cabos) instalados nas fachadas das 
edificações. Para saber se esses materiais estão corretamente posicionados e 
dimensionados, confirmando assim a eficiência do sistema projetado, pode-se adotar 
um modelo de cálculo chamado "método da esfera rolante", que consiste em fazer rolar 
uma esfera fictícia (com raio de acordo com a tabela) em todos os sentidos e direções 
sobre o topo e fachadas da edificação. O objetivo é fazer com que os mastros 
(Franklin) ou cabos (Gaiola) impeçam que a esfera toque a edificação. A esfera, neste 
caso, simula a ação do raio. Este é somente um método de cálculo e dimensionamento 
que, ao contrário do Franklin e da Gaiola de Faraday, não existe fisicamente.
O método da esfera rolante data da década de 80 e constituiu uma evolução do 
método Franklin. Muito usado para proteção das linhas de transmissão de energia, o 
método foi simplificado para ser aplicado em edificações, servindo tanto para 
dimensionar o S.P.D.A. quanto para checar a proteção com relação a edificações 
vizinhas, desníveis e estruturas específicas, tais como antenas, placas e painéis, 
normalmente colocados nos topo das edificações. O raio da esfera é adotado em 
função do nível de proteção selecionado e corresponde a distancia de encontro entre 
líder ascendente e o líder escarpado.
35
4.2 Elaborando um projeto de S.P.D.A.
Tentaremos resumir os passos e cuidados a serem tomados na elaboração de 
projetos, daremos inicialmente mais ênfase a prédios ,pois são as edificações mais 
complexas de dimensionamento e também as que em geral sofrem maiores danos 
principalmente no tocantea descargas laterais.
Ao projetar a captação o primeiro passo consiste em distribuir condutores 
metálicos pela periferia da edificação, com fechamentos e distribuição das descidas de 
acordo com a NBR 5419-/97. Deverá ser dada preferência para as quinas da 
edificação.
O uso de mastros com captores Franklin em prédios altos, visam à proteção 
localizada de antenas e outras estruturas existentes no topo da edificação devendo o 
prédio ser protegido pelos cabos que compõem a malha da Gaiola de Faraday.
As descidas deverão ser distribuídas ao longo do perímetro do prédio, de 
acordo com o nível de proteção com preferência para os cantos. Este espaçamento 
deverá ser médio e sempre arredondado para cima. Um cuidado deverá ser tomado 
ao especificar os condutores de descida, pois edificações com altura superior a 20 
metros, estão expostas a descargas laterais, assumindo assim também a função de 
captor (cobre #35mm² ou Alumínio 70 mm²). Caso o prédio esteja com a estrutura de 
concreto executada e o reboco não tenha ainda sido iniciado, os cabos (cobre) 
poderão ser fixados pôr baixo do reboco, eliminando assim os danos estéticos.
Para edificações com a fachada já pronta, os cabos (descidas e anéis de 
cintamento) poderão ser fixados diretamente sobre o acabamento. Neste caso, poderá 
ser usada a barra chata de Alumínio minimizando substancialmente os danos estéticos.
Os anéis de cintamento deverão ser executados a cada 20 metros de altura, 
contados a partir do solo, até á captação, podendo também ser fixados pôr baixo do 
reboco (cobre) ou pôr cima do acabamento da fachada com cabo de Alumínio ou barra 
chata de alumínio.
 Quanto á malha de aterramento, o modo mais prático, consiste em colocar uma 
haste de aterramento tipo “Copperweld” (alta camada = 250µ ) em cada descida e 
cabo de cobre nu # 50mm2 a 50 cm de profundidade, conectado ás hastes através de 
36
soldas exotérmicas. A equalização de Potenciais como já foi mencionado deverá ser 
executada no nível do solo, e no nível dos anéis de cintamento horizontal.
Um dos principais cuidados que devem ser verificados durante o projeto e 
especialmente durante a implantação do sistema da Gaiola de Faraday diz respeito à 
junção em os condutores que compõem o sistema. Dado ao fato de que a construção 
brasileira fazer uso do sistema de concreto armado, em oposição à tendência moderna 
do aço pré-moldado, temos que, estando os condutores em contato com o concreto é 
de suma importância que não haja em nenhum ponto da estrutura descontinuidade 
entre os condutores que possa fazer com que haja a formação de uma pilha galvânica 
o que levaria à corrosão do concreto. 
4.3 Estratificação do Solo
Ao se projetar um aterramento, deve-se, primeiramente, investigar o que há no 
solo. A construção vai variar muito, um solo pantanoso é diferente de um solo rochoso 
em relação à absorção, daí a necessidade de planejamento. Há que se fazer à 
estratificação do solo, através de uma metodologia que é estabelecida pôr Wenner, de 
cálculos de campos magnéticos. Retira-se uma amostra do solo e descobre-se que tipo 
de resistência aquele solo possuí, isto é, a resistividade.
O solo é parcialmente condutor, depende dos sais, depende do tipo de aluvião 
e para se projetar uma malha de terra é necessário saber qual é o tipo de solo que está 
embaixo, quais são as camadas, em que altura estão e com quais valores de 
resistividade, para poder determinar a profundidade da malha; a quantidade de hastes, 
se as hastes bastam. Primeiro se prospecta o solo, a partir disso define-se uma 
geometria de malha de terra, avaliando a estratificação do solo e aí se termina o 
projeto, checando a capacidade do solo de escoar a corrente, potenciais de passo e 
toque. È regra geral para qualquer tipo de aterramento, seja para indústria, para casa, 
qualquer tipo de edificação.
Muitas vezes, o aterramento é tratado de forma leviana. O leigo não sabe que 
uma malha de terra exige inspeção periódica, medição , avaliação. Ele acha que está 
segura espetando uma varinha de bambu no chão. Não é como em uma subestação 
que tem gente especializada para o projeto, pois sabem da importância de seu 
compromisso com o funcionamento, com a confiabilidade da instalação.
4.4 A importância do aterramento
37
Um dos grandes problemas nos sistemas de proteção é referente ao 
aterramento. Em geral as recomendações vão no sentido de se ter uma baixa 
resistência, o que não quer dizer necessariamente que o aterramento seja bom. As 
malhas de aterramento têm a função de escoar correntes de falta quando ocorre um 
curto-circuito, ou a de escoar as correntes de surtos - descargas atmosféricas. Para os 
dois casos as condições são diferentes, porém, pôr questões de engenharia, devemos 
associar as malhas da melhor maneira possível conforme as condições do local.
Um aterramento para correntes de surto é de qualidade quando possibilita o 
escoamento num grande plano, de forma a diminuir as tensões de passo, bem como 
diminuir até eliminar a circulação de correntes pôr outros meios, tais como blindagens 
ou cabos.
Do ponto de vista ideal, as malhas para diferentes sistemas deveriam ser 
totalmente independentes, porém isto é impossível na realidade da engenharia, pois os 
diferentes sistemas (elétrico, telefônico, dados, vídeo, carcaças) compartilham o 
mesmo espaço físico e sempre as malhas de aterramento, mesmo que independentes, 
são suficientemente próximas para gerarem diversos acoplamentos. Com estas 
considerações, as normas específicas (ABNT / IEC) recomendam a utilização de uma 
única malha e a criação de uma ligação equipotencial - LEP - para aterramento dos 
diversos sistemas.
4.5 Potencial de Passo e de Toque
O ser humano, quando é submetido a uma diferença de potencial, é uma 
impedância. Por ele vai passar uma corrente, que dependendo da intensidade pode 
provocar desde um simples mal estar até a carbonização das células, mas antes disso, 
passa pôr um fenômeno de contração muscular, quer dizer, existe um limiar de 
corrente no qual você contraí os músculos. É como popularmente se diz: a pessoa 
ficou "grudada no fio". Ela coloca a mão, contraí a musculatura e independentemente 
da sua vontade cerebral, fica contraída, "grudada". Um nível acima dessa corrente é 
provocado uma fibrilação, ao invés de contrair, a pessoa laceia, aí morre pôr parada 
cardíaca. Acima disso, ocorre carbonização das células, o que é fatal.
Então, quando se projeta uma malha de terra, há algumas grandes 
preocupações, como o cuidado para que a tomada seja capaz de escoar a corrente 
para a qual ela vai ser dimensionada. Uma malha para uma subestação é totalmente 
diferente de uma malha de terra para a rede primária, porque o nível, a potência de 
38
curto-circuito, na casa de uma pessoa, é totalmente diferente da potência de curto-
circuito de um sistema de 500 mil volts. Quanto mais alto for o nível de tensão, mais 
alta a potência de curto-circuito, maior a capacidade de um defeito na penetração da 
corrente dentro do solo, então a malha deve ser dimensionada para o valor da corrente 
que deva ser escoada. Essa corrente vai entrar dentro da terra, vai mexer com os 
potenciais da malha, portanto deve-se checar esses potenciais para os dois limites: o 
potencial de passo e o de toque que estão ligados na corrente, no ser humano. A 
corrente que a malha deve escoar mexe com os potenciais e estes podem estar 
aplicados em uma pessoa.
A malha de terra é projetada para que tenha baixaresistência, porque a 
corrente que entrar vai mexer em seus potenciais, assim, quanto menor a resistência 
da malha, menores serão essas diferenças de potencial. O ponto forte vai repousar no 
escoamento da corrente, na limitação dos valores de passo e de toque que vão 
provocar e na resistência baixa da malha.
4.6 Escoamento da Malha
A malha é geralmente instalada no solo, pôr sua capacidade infinita de 
absorção dessas cargas elétricas, mas pode fazer parte da malha de terra a estrutura 
de um prédio.
Entre as diversas finalidades do aterramento, no caso do escoamento do raio, 
isso é feito através do pára raios, um sistema de proteção para descargas 
atmosféricas. Os pára raios normalmente estão no topo de uma edificação, de um 
prédio, de uma casa. Antes do pára raios, há o captor, que é o primeiro contato da 
nuvem , através do raio, com a malha que vai escoar a carga elétrica, mas se essa 
corrente descer só pôr um fio pode provocar interferências eletromagnéticas, então, a 
cada vinte metros de um prédio, é necessário que seja feito um equalizador de 
potenciais.
No caso de um prédio de vários andares, terão de ser feitas várias cintas para igualar 
todos os potenciais e descidas pôr muitos caminhos. Embaixo do prédio deve haver um 
anel de cobre ou outro material condutor, ligado ao sistema de malha de terra que são 
várias hastes que estão cravadas no solo em volta do edifício. Dessa forma, uma 
malha de terra que está junto com o sistema de descida do captor pode interferir na 
instalação. Modernamente, é possível utilizar a própria ferragem da estrutura do prédio 
para fazer essa descida. Se for um prédio de estrutura de ferro ou aço, pode-se usar 
39
essa estrutura também como meio de descida da descarga atmosférica, interferindo no 
projeto da instalação.
5.0 MANUTENÇÃO E CONTROLE SOBRE O S.P.D.A.
 5.1 PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FISCALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES 
REFERENTES AOS SISTEMAS DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS 
ATMOSFÉRICAS EM EDIFICAÇÕES 
5.1.1 SUMÁRIO
 5.1.1.1 - Objetivo
5.1.1.2 - Fundamentos Jurídicos e Técnicos
5.1.1.3 - Parâmetros e procedimentos Básicos para a Fiscalização
5.1.1.4 -Informações complementares
5.1.1.5 - Planilha Check-list.
5.1.1.1 - Objetivo
Este procedimento tem como objetivo fixar os critérios e parâmetros para o registro 
no CREA-PE e para Anotação de Responsabilidade Técnica - ART., pelas atividades 
de projeto, instalação e manutenção de um sistema de proteção contra descargas 
atmosféricas em edificações no uso das atribuições que lhe conferem os artigos n° 
01, 06, 07, 08 e 46, Letra “e“, da Lei 5.194/66, que regula o exercício das profissões 
de Engenheiros, Arquitetos e Engenheiros Agrônomos e dá outras providências e, 
considerando o que estabelece a legislação pertinente:
1. Lei nº 6496 de 07.12.77, instrumento legal de regulamentação profissional 
complementar, que instituiu a Anotação de Responsabilidade Técnica na prestação 
de serviços de Engenharia, estabelecida nos artigos 1º e 3º;
2. Lei nº 6839 de 31.10.80, instrumento legal de âmbito geral, que dispõe sobre o 
registro de empresas nas entidades fiscalizadoras do exercício profissional;
5.1.1.2 - Fundamentos Jurídicos e Técnicos
O procedimento requer:
3. Resolução do CONFEA nº 307 de 28.02.86, que dispõe sobre a Anotação de 
Responsabilidade Técnica - ART. e dá outras providências;
4. Resolução do CONFEA nº 336 de 27.10.89, que dispõe sobre o registro de 
pessoas jurídicas nos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e 
Agronomia;
40
Considerando ainda:
5. a necessidade de segurança das pessoas, estruturas e instalações internas e 
externas dos prédios contra descargas atmosféricas;
6. a necessidade de se estabelecer critérios e parâmetros para a fiscalização das 
atividades de projeto, instalação e manutenção dos sistemas de proteção contra 
descargas atmosféricas;
7. a necessidade de regulamentar o registro de profissionais e de empresas que 
se dedicam às atividades citadas no item anterior;
8. considerando a interação entre os dispositivos de proteção contra descargas 
atmosféricas diretas e as instalações internas elétricas e de comunicações de 
recepção e distribuição de sinais, e outros;
9. a necessidade de habilitação específica de profissionais em função do 
desenvolvimento tecnológico e da segurança do usuário de instalações prediais com 
proteção contra descargas atmosféricas;
10. o estabelecido pelas Normas Técnicas sobre a matéria, em especial a NBR-5419 e a 
NBR-5410;
Este procedimento tenta adotar os parâmetros e procedimentos constantes da 
SEÇÃO III, como base para o exercício da fiscalização, na área de competência do 
CREA-PE, das atividades profissionais mencionadas na referida Seção.
5.1.1.3 - Parâmetros e Procedimentos Básicos para a Fiscalização
Em razão do exposto na Seção II, ficam estabelecidos os seguintes parâmetros e 
procedimentos para o exercício da fiscalização.
5.1.1.3.1. as atividades de projeto de sistemas de proteção contra descargas 
atmosféricas em edificações, deverão ser executadas pôr profissionais e empresas 
devidamente registrados no CREA-PE, sob a responsabilidade técnica de Engenheiro 
Eletricista, mecânico-eletricista com atribuições do art.33 do Decreto Federal 
23569/33 ou Engenheiro Civil com atribuições do art. 28 do referido Decreto;
5.1.1.3.2. as atividades de instalação de sistemas de proteção contra descargas 
atmosféricas em edificações, são atribuições, além dos profissionais acima, também 
dos engenheiros operacionais e tecnólogos em eletrotécnica;
5.1.1.3.3. os demais profissionais diplomados em curso superior de engenharia ou 
arquitetura que possuam em seu currículo escolar, aprovação em disciplina cujo 
conteúdo inclua instalações de pára-raios prediais, poderão ter anotada estas 
atribuições. 
41
5.1.1.3.4. as atividades de manutenção dos sistemas de proteção contra descargas 
atmosféricas em edificações são atribuições, além dos profissionais mencionados 
nos itens 1 e 2 anteriores, dos técnicos em eletrotécnica devidamente 
registrados no CREA-PE;
5.1.1.3.5. é obrigatória a anotação de ART. para cada projeto, instalação ou 
manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas prediais.
5.1.1.4 -Informações Complementares
5.1.1.4.1 - Definições
5.1.1.4.1.1. Projeto de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas: 
atividade que envolve o levantamento das condições locais, do solo, da estrutura a 
ser protegida e demais elementos sujeitos a sofrer os efeitos diretos e indiretos de 
uma eventual descarga atmosférica, os cálculos de parâmetros elétricos para a sua 
execução em especial para o aterramento e ligações equipotenciais necessárias, 
desenhos e plantas da instalação, seleção e especificação de equipamentos e 
materiais, tudo isto em rigorosa obediência às normas específicas da ABNT NBR-
5419 e NBR-5410;
5.1.1.4.2. Instalações sistemas de proteção contra descargas atmosféricas: 
atividade técnica que envolve a montagem dos equipamentos e acessórios no local, 
obedecendo ao projeto, além da execução de ensaios e testes para a garantia da 
confiabilidade da instalação executada, em rigorosa obediência às Normas 
específicas da ABNT acima citadas;
5.1.1.4.3. Manutenção de sistemas de proteção contra descargas 
atmosféricas: atividade que envolve a inspeção das partes constituintes da 
instalação - do captor ao eletrodo de terra -, testes das conexões e demais elementos 
de fixação, bem como da verificação da manutençãodas características originais de 
projeto.
 5.1.2.4. - Abreviaturas 
5.1.2.4.1. CONFEA : Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.
5.1.2.4.2. CREA-PE : Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e 
Agronomia do Estado de Pernambuco.
5.1.2.4.3. CEEE: Câmara Especializada de Engenharia Elétrica.
5.1.2.4.4. ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas 
5.1.2.4.5. ART.: Anotação de Responsabilidade Técnica.
5.2 CONTROLE 
42
5.2.1. PLANILHA DE ACOMPANHAMENTO DAS INSPEÇÕES TÉCNICAS (mínimo 
necessário)
O Memorial Descritivo deve constar de: 
SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS (S.P.D.A.)
 1. DADOS DO PRÉDIO:
1.1 – Proprietário(Síndico);
1.2 – Localização; 
1.3 - Responsável Técnico. 
2. DADOS DO SISTEMA:
2.1 Captor; Tipo; Número; Altura da haste; Área de cobertura.
2.2 Distâncias entre as malhas;
2.3 Condutor(Especificação/secção); Número; Diâmetro(mm);Número de Descidas.
2.4 Eletrodos de Terra (Hastes); Número; Interligação entre eletrodos; Diâmetro(mm); 
Distância entre Eletrodos da Fundação do Edifício; Distância Da Edificação.
2.5 Aterramento; 
2.6 Observações;
2.7 Data; Proprietário e Responsável Técnico.
 
6. CONCLUSÃO:
 A fim de se evitar falsas expectativas sobre o sistema de proteção, gostaríamos 
de fazer os seguintes esclarecimentos em termos de conclusão:
A descarga elétrica atmosférica (raio) é um fenômeno da natureza 
absolutamente imprevisível e aleatório, tanto em relação às suas características 
elétricas (intensidade de corrente, tempo de duração, etc.), como em relação aos 
efeitos destruidores decorrentes de sua incidência sobre as edificações. 
Nada em termos práticos pode ser feito para se impedir a "queda" de uma 
descarga em determinada região. Não existe "atração" a longas distâncias, sendo os 
sistemas prioritariamente receptores. Assim sendo, as soluções internacionalmente 
aplicadas buscam tão somente minimizar os efeitos destruidores a partir da colocação 
de pontos preferenciais de captação e condução segura da descarga para a terra.
43
A implantação e manutenção de sistemas de proteção (pára-raios) são 
normalizadas internacionalmente pela IEC (International Eletrotecnical Comission) e em 
cada país pôr entidades próprias como a ABNT (Brasil), NFPA (Estados Unidos) e BSI 
(Inglaterra).
Somente os projetos elaborados com base em disposições destas normas 
podem assegurar uma instalação dita eficiente e confiável. Entretanto, esta eficiência 
nunca atingirá os 100 %, estando, mesmo estas instalações, sujeitas à falhas de 
proteção. As mais comuns são a destruição de pequenos trechos do revestimento das 
fachadas de edifícios ou de quinas da edificação ou ainda de trechos de telhados.
Não é função do sistema de pára-raios (S.P.D.A.) proteger equipamentos eletro-
eletrônicos (comando de elevadores, interfones, portões eletrônicos, centrais 
telefônicas, subestações, etc.), pois mesmo uma descarga captada e conduzida a terra 
com segurança, produz forte interferência eletromagnética, capaz de danificar estes 
equipamentos. Para sua proteção, deverá ser contratado um projeto adicional, 
específico para instalação de supressores de surto individuais (protetores de linha). 
 Os sistemas implantados de acordo com a Norma, visam à proteção da 
estrutura das edificações contra as descargas que a atinjam de forma direta, tendo a 
NBR-5419 da ABNT como norma básica e fundamental.
É de fundamental importância que após a instalação haja uma manutenção 
periódica anual a fim de se garantir a confiabilidade do sistema. São também 
recomendadas vistorias preventivas após reformas que possam alterar o sistema e 
toda vez que a edificação for atingida pôr descarga direta.
6.1 AVALIAÇÃO DA NECESSIDADE DE PARA RAIOS
SPDA - Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (para raios) baseado na 
NBR 5419, norma técnica integrante do elenco utilizado pela legislação estadual para 
prevenção e proteção contra incêndios. 
1. Cálculo levando em consideração:
a) Parâmetros da edificação: comprimento, largura e altura.
b) Cálculo da área expandida de exposição
c) Densidade de descargas para a terra (índice ceráunico), da região onde o imóvel 
está localizado, em trovoadas pôr km² pôr ano.
d) Freqüência média anual previsível de descargas na estrutura
e) Tipo de ocupação da estrutura
44
f) Tipo de construção da estrutura
g) Conteúdo da estrutura
h) Localização da estrutura
i) Topografia
2. Interpretação do resultado
3. Conclusão do cálculo
4. Termo de opção, caso recaia em escolha entre instalar ou não SPDA na estrutura.
5. ART. - Anotação de responsabilidade técnica pelo cálculo.
6. Memória de cálculo.
7.0 ANEXOS
7.1 ANEXO A
Esclarecimentos relativos à Resolução CNEN 04/89
de 19/04/89 - Publicado no D.O.U. Em 09/05/89
1. A maior eficácia de Pára-raios Radioativos em relação aos convencionais não está 
tecnicamente comprovada, contrariando assim o princípio da justificação, qual seja: 
"Qualquer atividade envolvendo radiação ou exposição deve ser justificada em relação 
a outras alternativas a produzir um benefício líquido positivo para a sociedade".
2. Pára-raios radioativos em bom estado de conservação podem permanecer 
instalados, sob o ponto de vista de radioproteção, até que venham a ser substituídos 
pôr dispositivos convencionais;
3. Os pára-raios radioativos não oferecem risco de radiação externa para pessoas, 
uma vez que contém pequenas quantidades de material radioativo afixado aos 
mesmos;
4. No caso de desativação de tais dispositivos e com o objetivo de evitar a dispersão 
de radioisótopos no meio ambiente, os mesmos devem ser entregues a CNEN.
Procedimento para Manuseio e Acondicionamento
De pára-raios radioativos
45
1. Utilizar, conforme apropriado, uma ou mais embalagens metálicas robustas com 
capacidade mínima de 38 litros e com sistema de fechamento que garanta a vedação 
da embalagem durante todo o transporte;
2. Ter disponível luvas, saco plástico, fita adesiva, um rótulo com os dizeres "Material 
Radioativo", material absorvedor de choque (isopor fragmentado ou jornal, pôr 
exemplo);
3. Colocar, uniformemente, uma camada de material absorvedor de choque no fundo 
da embalagem;
4. Colocar o saco plástico no interior da embalagem;
5. Abrir o saco plástico e utilizar a parte superior do mesmo (em excesso) para revestir 
as bordas da embalagem;
6. Calçar as luvas;
7. Colocar a haste do pára-raios no interior da embalagem;
1. Retirar as luvas do seguinte modo:
• Descalçar parcialmente os dedos de ambas as mãos;
• Retirar uma luva e colocá-la no interior do saco plástico;
• Introduzir dois dedos da mão descalçada entre a luva e a pele da mão calçada;
• Deslocar com os dedos a luva, até que haja condições de removê-la totalmente. 
(Nunca colocar a mão sem luva em contato com a parte externa de uma luva 
que manipulou material radioativo);
• Segurar a luva pela parte interna e colocá-la no interior do saco plástico.
1. Retirar a parte superior do saco colocada sobre as bordas da embalagem e fechar o 
mesmo utilizando fita para amarrá-lo.
2. Manter o dispositivo, contido no saco, no centro da embalagem e preencher os 
espaços vazios com o material absorvedor de choque (o material absorvedor de 
choque deverá também ser distribuído no espaço entre a tampa da embalagem e a 
parte superior do saco fechado).
3. Afixar o rótulo com os dizeres "Material Radioativo" no interior do embalado em local 
visível quando da abertura do mesmo.
4. Fechar o embalado. 
Transporte de Embalado Contendo Pára-Raios Radioativos
1. Os documentos que acompanhamo transporte de embalado contendo pára-raios 
radioativos são:
46
• Certificado de Aprovação especial para Embalado e Transporte de pára-raios 
contendo Am-241;
• Declaração de Expedidor do Material Radioativo;
• Ficha de Emergência.
• Envelope de transporte.
1. Completar o preenchimento dos documentos de transporte em anexo com os dados 
pertinentes à instituição;
2. O embalado selecionado para o transporte de pára-raios é o exceptivo, não 
requerendo sinalização externa específica e pode ser realizado pôr qualquer meio de 
transporte (exceto correios). 
Procedimentos para entrega dos Captores Radioativos
juntos a CNEN
1. Enviar para CNEN, através do fax (031) 499-3400 o comprovante de depósito 
bancário, referente ao número de captores a serem entregues. 
2. Bater o protocolo de entrega em 02 (duas) vias:
• 1A Via cliente;
• 2A Via CNEN. 
3. Ligar para a divisão de radioproteção fone: (031) 499-3346 (Srta. Thessa / Sr. Elton 
Guedes) e marcar hora e entrega do (s) captor (es). 
4. Levar envelope de transporte contendo:
• Ficha de emergência;
• Certificado de Aprovação especial para Embalado e Transporte de pára-raios 
contendo Am-241;
• Declaração de Expedidor do Material Radioativo. 
5. Entregar na CNEN o certificado para despacho e declaração do expedidor (ambos 
assinados).
6. Pegar recibo comprovando a entrega do (s) captor (es) e as cópias dos protocolos 
(ambas assinadas).
7. Marcar dia e horário para apanhar os tambores.
7.2 ANEXO B
 Norma Técnica - NBR-5410/97
47
Segurança de pessoas, animais e conservação de bens
 Principais tópicos a serem consultados
Tema Item Página
Objetivo 1.1 01 
Aplicação 1.2.2 02 
Aterramento do mastro 4.2.2.2.4 08 
Ligações equipotenciais 5.1.3.1.2 23 
Proteção contra incêndio 5.2.2 28 
Sobretensões de origem 
atmosférica 
5.4.3 32 
Proteções sobretensões 5.4.2.1 32 
Protetores contra surtos 6.3.5.1 81 
Proteção única 6.3.5.4 82 
Condutor terra (PE) 6.3.5.7 82 
Computadores - Proteção 6.3.5.9 + 6.3.5.10 82 
Proteções metálicas 6.3.5.12 82 
Equipamentos de sinal 6.3.5.13 83 
Instalação entre edifícios 6.3.5.14 83 
Aterramento - segurança 6.4.1.1 85 
Terra única 6.4.2.1 85 
Materiais de aterramento 6.4.2.1.2 , 
6.4.2.1.3 
85 
Aterramento com hastes 6.4.2.2.3 86 
Eletrodos de aterramento 6.4.2.2 86 
Terminal de aterramento 6.4.2.4 87 
Condutor terra - preservação 6.4.3.3 90 
Antenas - ligações 6.4.4.2 90 
Aterramentos funcionais 6.4.5 90 
Eletrônicos 6.4.8.1.1 91 
Eletrólise 6.4.8.4 91 
Barramento equipotencial funcional 6.4.8.9.3 92 
Ligação equipotencial 6.4.8.6 92 
Medições de resistência 7.3.4.2 101 
Chuveiros e banheiras 9.1.1 103 
Piscinas 9.2.1 106 
Norma Técnica - NBR-5419/97
Proteção de estruturas e pessoas contra descargas atmosféricas. 
 Principais tópicos a serem consultados
Tema Item Página
Objetivo 1.00 01 
Equipamentos eletrônicos 1.40 01 
Leis complementares 1.50 01 
Normas complementares 2.00 01 
Componentes naturais 3.18 02 
Armações de aço 3.23 03 
Aproveitamento da estrutura 4.40 04 
48
Projetistas e arquitetos 4.60 04 
Recursos especiais 4.70 04 
Cabo de descida embutido 5.1.2.4.2/a 05 
Condutores de descida natural 5.1.2.5 06 
Valor de resistência do solo 5.1.3.1 06 
Aterramento único 5.1.3.1.2 06 
Interligação dos aterramentos 5.1.3.1.3 06 
Materiais alternativos 5.1.9.1.3 06 
Proteção contra corrosão 5.1.5.3 08 
Equalização 5.2.1.1.1 08 
Equalização - como obter 5.2.1.1.2 08 
Equalização - alternativa de 
proteção 
5.2.1.1.4 08 
Equalização - obrigatoriedade 5.2.1.1.5 09 
Como equalizar 5.2.1.2.3 09 
Equalização - proteção dos 
eletrônicos 
5.2.1.3.1 09 
Blindagens 5.2.1.3.2 09 
Equalização única 5.2.1.3.3 09 
Inspeção 6.1 10 
Ordem de inspeção 6.2 10 
Periodicidade das inspeções 6.3 10 
8.0 BIBLIOGRAFIA
 [ 1 ] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT, Rio de Janeiro. 
Normas ABNT 5419/01 sobre Proteção de Estruturas contra descargas atmosféricas. 
Rio de Janeiro, 2001 (coletânea de normas).
 [ 2 ] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT, Rio de Janeiro. 
Normas ABNT 5410/05 Segurança de pessoas, animais e conservação de bens contra 
o risco de choque elétrico . Rio de Janeiro, 2005 (coletânea de normas).
[3] KINDERMANN, G. - Descarga Atmosférica. Sagra Ed. Porto Alegre-RS.1992, 132p.
[4] LEITE, D.M. & LEITE, C.M. Proteção Contra Descargas Atmosféricas. Oficina de 
Mydia Ed. Ltda. São Paulo, 1997.294p.
[5] IEEE-STD-80. Guide for Safety in Arternating Current substation Grounding, 1976.
[6] INSTITUTE OF ELECTRICAL AND ELECTRONICS ENGINEERS. Guide for Safety 
in Substation Grounding, IEEE STD 80, 1976.
[7] KINDERMANN, G. & CAMPAGNOLO, S.M. Aterramento Elétrico. Sagra, Ed. Porto 
Alegre, RS, 1995, 214p.
[8] LEITE, C.M. & PEREIRA, F. M.L. Técnicas de Aterramentos Elétricos. Oficina de 
Mydia Ed. Ltda, São Paulo, 1996. 215p.
49
[9] LEON, J.A.M. Sistema de Aterramento. Ed. Erico, São Paulo, 1991.
[10] ALVES, Normando V. B. APOSTILA ORIENTATIVA PARA PROJETISTAS,
Belo Horizonte: Departamento de Engenharia da TERMOTÉCNICA ,ed. 3ª ,1999.
[11] GODOY, Methódio V. ,TEXTOS DIVERSOS, Cap. 3º , Sistema de proteção contra 
descarga atmosférica, Recife, 2001. 
 [12] TECHNE Nº. 34 - Artigo sobre proteção de estruturas contra descargas 
atmosféricas, de acordo com a norma NBR5419/93. (autor: Eng. Normando Alves), Ed. 
PINI, Minas Gerais, 1999.
[13] INCÊNDIO Nº. 6 - Artigo sobre proteção de estruturas contra descargas 
atmosféricas, de acordo com a norma NBR5419/93.(autor: Eng. Normando Alves), Ed. 
CIPA, São Paulo, 2000.
[14] INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Nº. 2 - Artigo sobre proteção de estruturas contra 
descargas atmosféricas, de acordo com a norma NBR5419/93.(autor: Eng. Normando 
Alves), Ed. Sertec, São Paulo,1999.
[15] LUMIÉRE Nº. 18 - Artigo sobre proteção contra surtos atmosféricos. (autor: Prof. 
Silvério Visacro Filho.), Ed. Lumiére, São Paulo, 2000.
50
	 Orientador
	 Prof. José Bione de Melo Filho
	TABELA DE DIMENSIONAMENTO DO MÉTODO DE CAPTAÇÃO
	Página
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