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Aula 21 - Princípios de Ouro do APH

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Suporte básico de Vida – Ingrid C. Santos 
Feito a partir de anotações das aulas desta disciplina, sem revisão por professores. 
Princípios de Ouro do APH 
No final da década de 60 o médico R Adams Cowley conceituou a hora de ouro como um período de tempo decisivo durante o qual se deve iniciar 
o tratamento necessário ao doente . Este período é um fator determinante de vida ou morte. Com o passar do tempo o conceito foi aperfeiçoado e 
passou a ser conhecido como PERÍODO DE OURO. 
O período de ouro é um período de tempo individualizado onde, se o traumatizado receber tratamento definitivo, entendido como reanimação e 
controle de hemorragia dentro do seu período de ouro particular, suas chances de sobrevida aumentam. O período de ouro representa um 
intervalo de tempo no qual o choque, embora esteja piorando, é quase sempre reversível se o doente receber atendimento adequado. Se não 
forem iniciadas as intervenções apropriadas para melhorar a oxigenação e controlar a hemorragia, o choque evolui e torna-se irreversível. 
 
Nenhuma ocorrência, cena ou doentes são iguais, porém os objetivos são sempre os mesmos: 
Objetivos na avaliação no atendimento pré-hospitalar 
1. Chegar até a vítima 
2. Identificar e tratar as lesões com risco de vida 
3. Imobilizar o doente e transportá-lo para o hospital apropriado mais próximo, no menor tempo possível 
 
O comitê de trauma do american college of surgeons usa o conceito de HORA DE OURO para enfatizar a importância de transportar o doente 
para um hospital em que haja disponibilidade imediata de atendimento especializado ao traumatizado. 
Para que o traumatizado tenha melhor chance de sobrevivência o tratamento deve ser iniciado no local pelos socorristas e continuar no pronto 
socorro, no centro cirúrgico e na UTI. 
O TRAUMA É UM JOGO DE EQUIPE, onde os doentes vencem quando todos os membros da equipe de trauma trabalham juntos para cuidar de 
cada doente 
O socorrista deve PREVER RISCOS ANTES DE CHEGAR À CENA, por exemplo, quando há crime violento o reforço policial deve entrar primeiro 
e garantir a segurança do local. 
O SOCORRISTA QUE SE EXPÕE A RISCOS DESNECESSÁRIOS PODE SER TORNAR UM VITIMA 
A caminho e na chegada ao local deve-se fazer uma avaliação rápida para determinar a necessidade de recursos adicionais ou especiais, como a 
necessidade de uso de centro cirúrgico, por exemplo.A necessidade desses recursos deve ser solicitada o quanto antes. 
Trauma grave no SNC 
Choque irreversível 
Trauma grave no SNC 
associado a choque 
irreversível 
Falência de multiplos 
órgãos 
Suporte básico de Vida – Ingrid C. Santos 
Feito a partir de anotações das aulas desta disciplina, sem revisão por professores. 
Ao aproximar-se da cena e do doente deve-se avaliar a biomecânica da situação, sua compreensão leva à melhor avaliação do doente. Porém, as 
considerações sobre a biomecânica não devem atrasar o inicio da avaliação e atendimento do doente.Podem ser incluídas na avaliação global da 
cena e nas perguntas feitas ao doente e testemunhas. 
O MECANISMO DO TRAUMA EXERCE PAPEL FUNDAMENTAL NA ESCOLHA DO HOSPITAL DE DESTINO DO DOENTE. 
Exame rápido para avaliar funções 
vitais e condições de riscos 
A - Via aérea (Airway) 
B - Ventilação (Breathing) 
C - Circulação (Circulation) 
D - Incapacidade / Estado Neurológico (Disability) 
E - Exposição / Controle do ambiente (Expose / Enviroment) 
Os estímulos recebidos pelo socorrista (audição, visão, olfato e tato) devem ser organizados e colocados em um esquema de prioridades de 
lesões com risco de vida ou de perda de membros e usados para desenvolver um plano de atendimento adequado e assim que é encontrado um 
problema com risco de vida, deve-se iniciar o tratamento imediato. 
Durante o transporte deve-se repetir a avaliação primária com intervalos regulares, avaliar a eficácia das intervenções e tratar novos problemas 
encontrados. 
Em crianças, gestantes e idosos a lesão pode ser mais grave do que aparenta, podem ter impacto sistêmico mais profundo e ter grande potencial 
de rápida descompensação. E lembrar que no caso da gestante, tanto ela quanto o feto podem ter sofrido lesões. 
Em casos em que há mais de uma vitima deve-se estabelecer prioridades, por exemplo, doentes com problemas graves de via aérea, ventilação 
ou perfusão devem ser tratados e transportados antes de pacientes que possuam apenas alteração do nível de consciência. 
 
A - Via aérea (Airway) 
A abordagem da via aérea continua sendo a maior prioridade no tratamento ao traumatizado grave. Ao cuidar da via aérea, deve-se manter a 
cabeça e o pescoço alinhados em posição neutra caso haja indicação pelo mecanismo do trauma. 
A intubação traqueal tem sido o padrão ouro para o controle da via aérea no traumatizado grave no APH, porém é controverso, pois 
 Há muita IT errada e não reconhecida 
 Não há evidencias conclusivas da diminuição das taxas de mortalidade ou morbidade 
 Há numero insuficiente de IT para que os socorristas se mantenham treinados pra executar com proficiência, e deve-se sempre levar em 
conta a habilidade do socorrista. 
Caso o hospital de destino seja próximo, deve-se forçar nas técnicas essenciais de tratamento da via aérea e transportar o doente rapidamente 
para o hospital. Confirmar posicionamento correto do tubo 
Quando intubar? 
 Socorrista adequadamente treinado 
 Incapacitados de manter a via aérea pérvia 
 Glasgow ≤ 8 
 Manter SaO2 > 95% 
 Ventilação assistida  diminuição da FR 
 Risco de obstrução de via aérea 
B - Ventilação (Breathing) 
A avaliação e o tratamento da ventilação é outro aspecto fundamental do atendimento ao traumatizado grave. 
A FV normal do adulto é entre 12 a 20 incursões por minuto, FV mais baixas interferem na capacidade de oxigenar as hemácias, e de remover o 
CO2 dos tecidos. Então os doentes bradipneicos precisam de suporte ventilatório. 
Os taquipneicos estimam-se a ventilação-minuto. Doentes com redução no volume-minuto (ventilações rápidas e superficiais) as ventilações 
devem ser assistidas com mascara e ambu. 
Suporte básico de Vida – Ingrid C. Santos 
Feito a partir de anotações das aulas desta disciplina, sem revisão por professores. 
Deve-se oferecer O2 suplementar a todo traumatizado com suspeita ou evidencia de problemas com risco de vida. A oximetria de pulso pode ser 
usada para monitorar a oxigenação e a saturação de hemoglobina. 
 
C - Circulação (Circulation) 
No atendimento pré-hospitalar não há administração de sangue, o que causa uma grande preocupação para os socorristas. O intuito dos 
socorristas é manter o numero suficiente de hemácias circulantes. Para o controle da hemorragia deve ser feita a pressão direta no ponto do 
sangramento com curativo compressivo feito com gaze e ataduras elásticas, caso não funcione  uso de torniquete. Caso a hemorragia seja de 
difícil controle e/ou inacessível ao torniquete, procede-se com a aplicação de agente hemostático tópico. 
Em um doente com choque evidente decorrente de hemorragia externa, o controle adequado do sangramento deve preceder as medidas de 
reanimação, pois NA PRESENÇA DE SANGRAMENTO EXTERNO ATIVO, AS TENTATIVAS DE REANIMAÇÃO NUNCA TERÃO SUCESSO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
E - Exposição / Controle do ambiente (Expose / Enviroment) 
 
Ao final da avaliação primaria, a paciente deve ser exposto para procurar outras lesões com risco de vida. Sendo feito então o exame céfalo-
caudal, onde deve-se descobrir o paciente, e uma vez concluído o exame, deve-se cobri-lo novamente a fim de evitar a hipotermia. Em 
temperaturas abaixo de 35ºC não se forma a matriz de fibrina essencial para a coagulação sanguínea, e os sangramentos não são interrompidos. 
Por isso deve-se restaurar a temperatura

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