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Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
1 
1) SEMÂNTICA – é o estudo da significação das 
palavras. 
 
SINONÍMIA – semelhança entre vocábulos. 
 
Ex.: bela / bonita 
 
ANTONÍMIA – “é a seleção de expressões linguísticas 
com traços semânticos opostos.” 
 
Ex.: “Gelada no inverno, a praia de Garopaba oferece 
no verão uma das mais belas paisagens catarinenses.” 
 
PARÔNIMOS – são palavras parecidas na grafia ou na 
pronúncia, mas com significados diferentes. 
 
Ex.: retificar (corrigir) / ratificar (confirmar) 
 
HOMÔNIMOS – palavras que podem ter a mesma 
pronúncia ou grafia, mas significados diferentes. 
 
Ex.: acento (sinal gráfico) / assento (local onde se senta) 
 
POLISSEMIA – capacidade que a palavra tem de 
assumir vários significados em contextos diferentes. 
 
Ex.: cabeça (do prego / do alfinete / da turma – 
mudança de gênero) 
 
DENOTAÇÃO – sentido real, dicionarizado. 
 
Ex.: A rosa é uma bela flor. 
 
CONOTAÇÃO – sentido figurado. 
 
Ex.: A Rosa é uma flor. 
 
QUESTÕES OBJETIVAS 
 
1) “Aparelhos que identificam mutações genéticas 
nas células”; a alternativa abaixo que mostra uma forma 
de reescrever-se esta frase, com alteração de seu 
sentido original, é: 
(A) Aparelhos identificadores de mutações genéticas 
nas células; 
(B) Mutações genéticas nas células são identificadas 
por aparelhos; 
(C) Aparelhos que identificam, nas células, mutações 
genéticas; 
(D) Aparelhos, nas células, que identificam mutações 
genéticas; 
(E) São identificadas por aparelhos mutações genéticas 
nas células. 
 
2) A alternativa abaixo que apresenta um vocábulo 
que NÃO pertence à mesma família de palavras dos 
demais é: 
(A) vidro – vidrado – envidraçar; 
(B) reação – reacionário – reagir; 
(C) aparelho – aparelhado – emparelhar; 
(D) equipamento – equipado – equipar; 
(E) prestígio – prestigiado – prestigiar. 
 
3) “Se (*) o ambiente de nossos melhores 
laboratórios cria um cenário de Primeiro Mundo, (*) uma 
análise das estatísticas mostra um profundo fosso 
existente”; Se colocássemos termos adequados em 
lugar dos (*), teríamos: 
(A) por um lado / por outro lado; 
(B) antes / depois; 
(C) a priori / a posteriori; 
(D) deste modo / de outro modo; 
(E) pois / assim. 
 
4) Sobrevida significa: 
(A) prolongamento da vida além do limite dado; 
(B) qualidade de vida durante período de enfermidade; 
(C) sofrimento derivado de estado doentio; 
(D) extensão da vida em estado vegetativo; 
(E) prazo de sobrevivência reduzido após o diagnóstico 
de uma doença. 
 
5) O segmento inicial de nosso Hino Nacional diz o 
seguinte: 
 
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas 
De um povo heróico o brado retumbante 
 
Se colocados na ordem direta, os termos desses dois 
versos estariam assim dispostos: 
(A) As margens plácidas do Ipiranga ouviram 
 O brado retumbante de um povo heroico; 
(B) As margens plácidas ouviram do Ipiranga 
 O heroico brado retumbante de um povo; 
(C) As margens plácidas do Ipiranga ouviram 
 O heroico brado retumbante de um povo; 
(D) Do Ipiranga as margens plácidas ouviram 
 O brado retumbante de um povo heroico; 
(E) Ouviram as margens plácidas do Ipiranga 
 De um povo o heroico brado retumbante. 
 
6) “Discriminação” e “descriminação” são 
parônimos; a alternativa em que se trocou a forma 
destacada pelo seu parônimo ou homônimo é: 
a) o afastamento do jogador racista é iminente; 
b) a injustiça do ato foi flagrante; 
c) os negros sofrem discriminação, na Europa, por 
serem emigrantes; 
d) o jogador racista teve sua matrícula cassada; 
e) o jogador assistiu a uma sessão espírita. 
 
7) “Havia controvérsias quanto à veracidade dos 
fatos”; a forma abaixo que ALTERA o sentido original 
desse segmento do texto é: 
a) quanto à veracidade dos fatos, havia controvérsias; 
b) em relação à veracidade dos fatos, existiam 
controvérsias; 
c) no que diz respeito à veracidade dos fatos, havia 
controvérsias; 
d) afora a veracidade dos fatos, havia controvérsias; 
e) quanto à veracidade dos fatos, controvérsias havia. 
 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
2 
8) A relação adequada entre, respectivamente, 
substantivo-adjetivo-verbo de uma mesma família de 
palavras e de um mesmo campo semântico é: 
a) média-mediático-remediar; 
b) policial-policiamento-policiar; 
c) crime-criminoso-incriminar; 
d) idade-idoso-identificar; 
e) gravação-grave-agravar. 
 
9) O item em que a troca de posição entre 
substantivo e adjetivo traz nítida modificação de sentido 
é: 
a) grau crescente; 
b) policiamento ostensivo; 
c) poder público; 
d) fartos investimentos; 
e) aplicação eficiente. 
 
10) Se trocarmos os substantivos e adjetivos abaixo 
de posição, a alternativa em que há uma modificação de 
forma e sentido é: 
a) jogadores negros; 
b) momentos distintos; 
c) sentimento negativo; 
d) opiniões inexatas; 
e) disposição psicológica. 
 
11) Em "D. Ínigo e seu pai ... passam as portas de 
Toledo com a rapidez da frecha" (Alexandre Herculano, 
Lendas e Narrativas, II, p. 47) o vocábulo “frecha” pode 
também ser grafado corretamente “flecha”. Assinale o 
par em que há erro na proposta de segunda palavra. 
a) covarde - cobarde 
b) quatorze - catorze 
c) cinquenta - cincoenta 
d) transpassar - traspassar 
e) camião - caminhão 
 
12) A alternativa em que o vocábulo sublinhado tem 
seu valor ERRADAMENTE indicado é: 
a) “Entretanto, até o século XVIII” = oposição; 
b) “assim, o pioneiro ciclo hidráulico” = modo; 
c) “surgiu em Londres” = lugar; 
d) “em 1881” = tempo; 
e) “Mais tarde” = tempo. 
 
2) NOÇÕES DE FONÉTICA 
 
Fonética é a parte da gramática que estuda os sons da 
fala, em suas várias realizações. 
 
Fonemas 
São as unidades sonoras mais simples da língua, ou 
seja, os sons distintivos que entram na formação do 
vocábulo. 
Ex.: bola - cola 
Letra 
Representação gráfica do fonema. 
 
Sílaba 
Fonema ou grupo de fonemas emitidos de uma só vez. 
Ex.: a-ca-so / gru-po. 
Classificação dos vocábulos quanto ao número de 
sílabas 
 
1)Monossílabos: vocábulos de uma sílaba. (pé, vi, já). 
2)Dissílabos: vocábulos de duas sílabas (cedo, aqui). 
3)Trissílabos: vocábulos de três sílabas (beleza, 
saudade). 
4)Polissílabos: vocábulos com mais de três sílabas 
(colocação, pacificador). 
 
Tonicidade 
 
1)Sílaba tônica: aquela pronunciada com mais 
intensidade. Ex.: comida. 
2)Sílaba átona: a que se pronuncia de maneira menos 
intensa. Ex.: beleza. 
3)Sílaba subtônica: em palavra derivada, em cuja 
primitiva era tônica. Ex.: cafezinho (fe). 
 
Posição da sílaba tônica 
1)Oxítonas: Sílaba tônica é a última (maré). 
2)Paroxítonas: Sílaba tônica é a penúltima (doce). 
3)Proparoxítonas: Sílaba tônica é a antepenúltima 
(árvore). 
 
Classificação dos fonemas 
 
As palavras da língua portuguesa podem apresentar 
três tipos de fonemas: vogais, semivogais e 
consoantes. 
a) Vogal: São fonemas que saem livremente pelo canal 
bucal. Ex.: CASEIRO 
b) Consoantes: São fonemas produzidos com 
obstáculos à passagem da corrente expiratória. Ex.: 
CASEIRO 
 
c) Semivogais: São as vogais i ou u , quando 
acompanhadas de outra vogal na mesma sílaba, 
formando, assim, um ditongo ou um tritongo. Ex.: A – 
MEI – XA / OU – TRO. 
 
Encontros vocálicos 
 
Quando, em uma palavra, sons vocálicos (vogais e 
semivogais) aparecem um imediatamente após o outro, 
dizemos que aí está ocorrendo um encontro vocálico. 
Esses encontros classificam-se em: Ditongo, Tritongo 
e Hiato. 
 
a) Ditongo: é a junção de vogal + semivogal (ou 
semivogal + vogal) na mesma sílaba. 
 
Crescente:Quando a semivogal vem antes da vogal. 
Ex.: colégio; 
Decrescente: Quando a vogal vem antes da semivogal. 
Ex.: pai; 
 
Oral: Quando a vogal e a semivogal são pronunciadas 
somente pela boca. Ex.: pai; 
 
Nasal: Pronunciada parte pelo nariz e parte pela boca. 
Ex.: mãe. 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
3 
Quadro didático para identificação das vogais e 
semivogais 
 
A 4 
O 3 
E 2 
I/U 1 
 
Ex.: 
glória: i = 1, a = 4; de 1 para 4 houve um aumento, por 
isso, diz-se ditongo crescente. 
 
pai: a = 4, i = 1; de 4 para 1 houve diminuição, ditongo 
decrescente. 
 
b) Tritongo: é o encontro de semivogal + vogal + 
semivogal , na mesma sílaba. 
Oral: quais, Uruguai, averiguei. 
Nasal: enxáguam, saguão, saguões. 
 
c) Hiato: encontros de vogais em sílabas separadas. 
Ex.: vi – ú – va, ra – iz , su – or . 
 
Encontros consonantais 
 
Encontros de consoantes (duas ou mais), na mesma 
sílaba (perfeitos – a última letra será l ou r), ou não 
(imperfeitos) 
 
Ex.: aplauso, ritmo, pneu, substância. 
 
Obs.: Se o l ou r forem pronunciados separadamente, 
não se tratará de encontro consonantal perfeito. É o 
que se observa, por exemplo, em: sub-lin-gual, sub-le-
gen-da etc. 
Dígrafos: é o conjunto de duas letras que representam 
um único fonema. São dígrafos: rr, ss, sc, sç, xc, ch, 
nh, lh, gu e qu (quando o u não é pronunciado), am, 
em, im, om, um. an, en, in, on, un. Estes últimos, 
formados por uma vogal e as letras m e n, são os 
dígrafos vocálicos nasais. 
 
Divisão silábica 
1)Separam-se os dígrafos (RR, SS, SC, SÇ, e XC). Ex.: 
car-ro, pas-so, cres-cer, des-ça, ex-ce-to. 
 
2)Não se separam os dígrafos (LH, NH e CH). Ex.: ra-i-
nha. 
 
3)Separam-se os hiatos. Ex.: gra-ú-do, ca-a-tin-ga. 
 
 
 
3) ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
Regras de acentuação: 
1) Monossílabos tônicos:acentuam-se os terminados 
em A(s), E(s), O(s). Ex.: pá, pé, mês, dá-lo, pó. 
 
 2) Oxítonos: acentuam-se os terminados em A(s), E(s), 
O(s), EM(ens). Ex.: cajá, café, avô, alguém, armazéns, 
contá-las. 
3) Paroxítonos: acentuam-se os terminados em L, N, 
R, X, I, U, UM, UNS, PS, Ã, OM, ONS. Ex.: caráter, útil, 
ônix, Hífen, ímã, táxi, álbum, bíceps, órfão. 
 
NOTA: Acentuam-se também os paroxítonos 
terminados em ditongo (quer crescentes ou 
decrescentes). Ex.: série, tênue, úteis etc. 
 
4) Proparoxítonas: todas são acentuadas. Ex.: sólido, 
fenômeno, seriíssimo etc. 
 
Regras Especiais 
 
1. Os ditongos abertos ÉI, ÒI só serão acentuados 
em monossílabos tônicos ou quando forem a 
sílaba tônica de palavras oxítonas. 
Ex.: heróis, papéis, dói, etc. 
 
Obs.: O ditongo aberto ÉU receberá acento gráfico 
sempre que for tônico. 
Ex.: troféu, véu, etc. 
 
2. Levará acento agudo a 2ª vogal do hiato, sendo 
I ou U, tônica, seguida ou não de s. 
Ex.: saída, saíste, juíza, aí, baú, balaústre, Grajaú. 
 
Obs.: 
1) Quando seguidas do dígrafo nh ou acompanhadas de 
outra letra, não são acentuadas: ra-i-nha, la-da-i-nha, ju-
iz 
 
2) Se as letras i e u aparecerem dobradas, não serão 
acentuadas: va-di-i-ce 
 
3) Quando antecedidas de ditongo, as letras i e u não 
serão acentuadas. 
Ex.: boiuna, etc. 
 
 Se forem a tônica de palavras oxítonas, serão 
acentudadas. 
Ex.: Piauí, etc. 
 
 
3. Não recebe acento circunflexo a 3ª pessoa do 
plural dos verbos VER, LER, CRER e DAR e de 
seus derivados. 
Ex.: leem, veem, creem, deem, releem, reveem, 
descreem, etc. 
 
4. Não recebe acento circunflexo o penúltimo O 
fechado do hiato OO, seguido, ou não, de S, 
nas palavras paroxítonas. 
Ex.: perdoo, abençoo, voo, enjoos, etc. 
 
5. Acentua-se, com circunflexo, a 3ª pessoa do 
plural dos verbos TER e VIR e derivados. 
Ex.: ele tem/ eles têm; ele vem/ eles vêm; ele retém/ 
eles retêm. 
 
Acentos diferenciais 
 
1)Timbre: pôde ( pret. perf.) / pode ( pres.ind.) 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
4 
 Facultativo - fôrma (susbst.) / forma (subst.; 3ª 
pessoa do sing. do pres. do ind. ou 2ª pessoa 
do sing. do imperativo afirmativo) 
 
2)Intensidade: 
 
pôr – verbo; 
por – preposição. 
O Trema 
Só se conserva em palavras derivadas de nomes 
próprios estrangeiros. 
Ex: mülleriano, de Müller, etc. 
 
Obs.: 
1. O U tônico dos grupos GUE, GUI, QUE, QUI não 
receberá acento agudo. 
Ex.: averigue, oblique, etc. 
 
QUESTÕES OBJETIVAS 
 
13) (IBGE) O item em que o par de palavras NÃO 
está acentuado em função da mesma regra 
ortográfica é: 
a) própria / advertências; 
b) farmácia / bactérias; 
c) indústria / cálcio; 
d) importância / raízes; 
e) remédio / circunstância. 
 
14) (CESCEM) Sob um ..... de nuvens, atracou no 
..... o navio que trazia..... . 
a) veu, porto, heroi 
b) veu, pôrto, herói 
c) véu, pôrto, herói 
d) véu, porto, heroi 
e) véu, porto, herói 
 
15) (TRE-RJ) A alternativa que apresenta erro 
quanto à acentuação em um dos vocábulos é: 
a) lápis - júri 
b) bônus - hífen 
c) ânsia - série 
d) raízes – amável 
e) Anhangabaú - bambú 
 
16) (IBGE) Assinale a opção cuja palavra não deve 
ser acentuada: 
a) Todo ensino deveria ser gratuito. 
b) Não ves que eu não tenho tempo? 
c) É difícil lidar com pessoas sem carater. 
d) Saberias dizer o conteudo da carta? 
e) Veranópolis é uma cidade que não para de crescer. 
 
17) (TRE-MT) A alternativa em que as duas 
palavras acentuadas não seguem a mesma regra de 
acentuação é: 
a) ninguém - também 
b) dólar - pólo 
c) eficiência - próprio 
d) escrúpulos - síntese 
e) heróis – bóia 
 
18) (TRE-MT) Segue a mesma regra de acentuação 
de país a palavra: 
a) saúde 
b) aliás 
c) táxi 
d) grêmios 
e) heróis 
 
19) (TRE-ES) "Aí" é acentuada pelo mesmo motivo 
de: 
a) aquí 
b) dá 
c) é 
d) baú 
e) porém 
 
4) ORTOGRAFIA 
PRINCIPAIS CASOS DE ORTOGRAFIA 
USO DO S 
1) Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso / -osa, 
indicadores de estado pleno, abundância. 
Ex.: gostoso, cheirosa 
 
2) Nos sufixos -ês / -esa /-isa, indicadores de origem, 
título de nobreza ou profissão. 
Ex.: princesa, pitonisa 
 
3) Depois de ditongos. 
Ex.: coisa, ousada 
 
4) Nas derivadas de primitivas com s no radical 
Ex.: mesada, gaseificar 
USO DO Z 
1) Nos sufixos –ez / -eza, formadores de substantivos 
abstratos a partir de adjetivos. 
Ex.: belo > beleza / pálido > palidez 
 
2) No sufixo –izar, formador de verbos, quando a 
palavra primitiva não apresentar s no radical. 
Ex.: urbano > urbanizar 
Mas: análise > analisar 
USO DO G 
1) Nas palavras terminadas em –ágio / -égio / -ígio / -
ógio / -úgio. 
Ex.: estágio, relógio 
 
2) Nos substantivos terminados em –agem, -igem, -
ugem. 
Ex.: viagem (subst.), vertigem, ferrugem 
 
 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
5 
USO DO J 
1) Nas palavras de origem indígena 
Ex.: jiló, jiboia, jenipapo 
 
2) Nas palavras derivadas de primitivos com j no 
radical. 
Ex.: laranja > laranjeira / loja > lojista 
 
USO DO X 
1) Normalmente depois de ditongo. 
Ex.: caixa 
 
2) Depois de sílaba inicial en-. 
Ex.: enxada, enxurrada, enxoval 
Mas.: encher, enchente 
 
3) Depois da sílaba me-. 
Ex.: mexer, mexerica 
Mas.: mecha, mechar 
 
USO DO E E DO I 
1) Os verbos terminados em –uar são escritos com a 
letra e nas formas do presente do subjuntivo. 
2) Os verbos terminados em –uir são escritos com a 
letra i na segunda e na terceirapessoa do singular do 
presente do indicativo. 
 
USO DO SS 
1) Nas derivadas de verbo cujo radical termine por CED, 
GRED, MET, PRIM. 
Ex.: ceder > cessão / remeter > remessa / regredir > 
regressão / imprimir > impressão. 
2) Se o verbo terminar em TIR, a palavra derivada será 
grafada com SS. 
Ex.: permitir > permissão 
 
USO DO Ç 
Nas derivadas do verbo TER. 
Ex.: reter > retenção 
USO DO S 
Nas derivadas de verbo cujo radical termine por RG ou 
ND. 
Ex.: defender > defesa / emergir > emersão 
 
5) EMPREGO DO HÍFEN 
 
1º)Emprega-se o hífen nas palavras compostas por 
justaposição que não contêm formas de ligação e cujos 
elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou 
verbal, constituem uma unidade sintagmática e 
semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o 
caso de o primeiro elemento estar reduzido: ano-luz, 
arcebispo-bispo, arco-íris, decreto-lei, és-sueste, 
médico-cirurgião, rainha-cláudia, tenente-coronel, tio-
avô, turma-piloto; alcaide-mor, amor-perfeito, guarda-
noturno, mato-grossense, norte-americano, porto-
alegrense, sul-africano; afro-asiático, afro-luso-
brasileiro, azul-escuro, luso-brasileiro, primeiro-ministro, 
primeiro-sargento, primo-infeção, segunda-feira; conta-
gotas, finca-pé, guarda-chuva. 
Obs.: Certos compostos, em relação aos quais se 
perdeu, em certa medida, a noção de composição, 
grafam-se aglutinadamente: girassol, madressilva, 
mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, etc. 
 
2º)Emprega-se o hífen nos topônimos compostos, 
iniciados pelos adjetivos grã, grão ou por forma verbal 
ou cujos elementos estejam ligados por artigo: Grã-
Bretanha, Grão-Pará; Abre-Campo; Passa-Quatro, 
Quebra-Costas, Quebra-Dentes, Traga-Mouros, Trinca-
Fortes; Albergaria-a-Velha, Baía de Todos-os-Santos, 
Entre-os-Rios, Montemor-o-Novo, Trás-os- Montes. 
 
Obs.: Os outros topônimos compostos escrevem-se com 
os elementos separados, sem hífen: América do Sul, 
Belo Horizonte, Cabo Verde, Castelo Branco, Freixo de 
Espada à Cinta, etc. O topônimo Guiné-Bissau é, 
contudo, uma exceção consagrada pelo uso. 
 
3º)Emprega-se o hífen nas palavras compostas que 
designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou 
não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento: 
abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde; 
benção-de-deus, erva-do-chá, ervilha-de-cheiro, fava-
de-santo-inácio; bem-me-quer (nome de planta que 
também se dá à margarida e ao malmequer); andorinha-
grande, cobra-capelo, formiga-branca; andorinha-do-
mar, cobra-d’água, lesma-de-conchinha; bem-te-vi 
(nome de um pássaro). 
 
4º)Emprega-se o hífen nos compostos com os advérbios 
bem e mal, quando estes formam com o elemento que 
se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica e 
tal elemento começa por vogal ou h. No entanto, o 
advérbio bem, ao contrário do mal, pode não se 
aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis 
alguns exemplos das várias situações: bem-aventurado, 
bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, 
mal-humorado; bem-criado (cf. malcriado), bem-ditoso 
(cf. malditoso), bem-falante (cf. malfalante), bem-
mandado (cf. malmandado), bem-nascido (cf. 
malnascido), bemsoante (cf. malsoante), bem-visto (cf. 
malvisto). 
 
Obs.: Em muitos compostos, o advérbio bem aparece 
aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha ou 
não vida à parte: benfazejo, benfeito, benfeitor, 
benquerença, etc. 
 
5º)Emprega-se o hífen nos compostos com os 
elementos além, aquém, recém e sem: além-Atlântico, 
além-mar, além-fronteiras; aquém-mar, aquém- 
Pirenéus; recém-casado, recém-nascido; sem-
cerimônia, sem-número, sem-vergonha. 
 
6º)Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas 
substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, 
prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral 
o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo 
uso (como é o caso de água-de-colônia, arco-da-velha, 
cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
6 
dará, à queima-roupa). Sirvam, pois, de exemplo de 
emprego sem hífen as seguintes locuções: 
 
a)Substantivas: cão de guarda, fim de semana, sala de 
jantar; 
 
b)Adjetivas: cor de açafrão, cor de café com leite, cor de 
vinho; 
 
c)Pronominais: cada um, ele próprio, nós mesmos, 
quem quer que seja; 
 
d)Adverbiais: à parte (note-se o substantivo aparte), à 
vontade, de mais (locução que se contrapõe a de 
menos; note-se demais, advérbio, conjunção, etc.), 
depois de amanhã, em cima, por isso; 
 
e)Prepositivas: abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, 
a par de, à parte de, apesar de, aquando de, debaixo 
de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto a; 
 
f)Conjuncionais: a fim de que, ao passo que, contanto 
que, logo que, por 
conseguinte, visto que. 
 
7º)Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras 
que ocasionalmente se combinam, formando, não 
propriamente vocábulos, mas encadeamentos 
vocabulares (tipo: a divisa Liberdade-Igualdade-
Fraternidade, a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa-
Coimbra-Porto, a ligação Angola-Moçambique), e bem 
assim nas combinações históricas ou ocasionais de 
topônimos (tipo: Áustria-Hungria, Alsácia-Lorena, 
Angola-Brasil, Tóquio- Rio de Janeiro, etc.). 
 
Do hífen nas formações por prefixação, 
recomposição e sufixação 
 
1º)Nas formações com prefixos (como, por exemplo: 
ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, 
infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supr-, 
ultra-, etc.) e em formações por recomposição,isto é, 
com elementos não autônomos ou falsos prefixos, de 
origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, 
auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, 
micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, 
retro-, semi-, tele-, etc.), só se emprega o hífen nos 
seguintes casos: 
 
a)Nas formações em que o segundo elemento começa 
por h: anti-higiênico, circum-hospitalar, co-herdeiro, 
contra-harmônico, extra-humano, pré-história, sub-
hepático, super-homem, ultra-hiperbólico; arqui-
hipérbole, eletro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, 
pan-helenismo, semi-hospitalar. 
 
Obs.: Não se usa, no entanto, o hífen em formações que 
contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o 
segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, 
desumidificar, inábil, inumano, etc. 
 
b)Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo 
termina na mesma vogal com que se inicia o segundo 
elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, 
supra-auricular; arqui-irmandade, auto-observação, 
eletro-ótica, micro-onda, semi-interno. 
 
Obs.: Nas formações com o prefixo co-, este aglutina-se 
em geral com o segundo elemento mesmo quando 
iniciado por o: coobrigação, coocupante, coordenar, 
cooperação, cooperar, etc. 
 
c)Nas formações com os prefixos circum- e pan-, 
quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n 
(além de h, caso já considerado atrás na alínea a): 
circum-escolar, circum-murado, circum-navegação; pan-
africano, pan-mágico, pan-negritude. 
 
d)Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-, 
quando combinados com elementos iniciados por r: 
hiper-requintado, inter-resistente, super-revista. 
 
e)Nas formações com os prefixos ex- (com o sentido de 
estado anterior ou cessamento), sota-, soto-, vice- e 
vizo-: ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex-
presidente, ex-primeiro-ministro, ex-rei; sota-piloto, soto-
mestre, vice-presidente, vice-reitor, vizo-rei. 
 
f)Nas formações com os prefixos tônicos acentuados 
graficamente pós-, pré- e pró- quando o segundo 
elemento tem vida à parte (ao contrário do que acontece 
com as correspondentes formas átonas que se 
aglutinam com o elemento seguinte): pós-graduação,pós-tônicos (mas pospor); pré-escolar, pré-natal (mas 
prever); pró-africano, pró-europeu (mas promover). 
 
2º)Não se emprega, pois, o hífen: 
 
a)Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo 
termina em vogal e o segundo elemento começa por r 
ou s, devendo estas consoantes duplicar-se, prática 
aliás já generalizada em palavras deste tipo 
pertencentes aos domínios científico e técnico. Assim: 
antirreligioso, antissemita, contrarregra, comtrassenha, 
cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como 
biorritmo, biossatélite, eletrossiderurgia, microssistema, 
microrradiografia. 
 
b)Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo 
termina em vogal e o segundo elemento começa por 
vogal diferente, prática esta em geral já adotada 
também para os termos técnicos e científicos. Assim: 
antiaéreo, coeducação, extraescolar; aeroespacial, 
autoestrada, autoaprendizagem, agroindustrial, 
hidroelétrico, plurianual. 
 
3º)Nas formações por sufixação apenas se emprega o 
hífen nos vocábulos terminados por sufixos de origem 
tupi-guarani que representam formas adjetivas, como 
açu, guaçu e mirim, quando o primeiro elemento acaba 
em vogal acentuada graficamente ou quando a 
pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: 
amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, Ceará- 
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7 
Mirim. 
 
(Nota – O emprego do hífen é cópia integral do Novo 
Acordo Ortográfico) 
 
QUESTÕES OBJETIVAS 
 
20) (TRE) Pesquisa é vocábulo grafado com S, 
como se pode ver no texto; o item em que há um 
vocábulo erradamente grafado com essa letra é: 
a) paralisia / análise / atraso; 
b) gasoso / baronesa / arrasar; 
c) besouro / adeusinho / bis; 
d) brasão / freguês / guloseima; 
e) marquês / pesadelo / anõesinhos. 
 
21) (TRE) Como se pode ver no texto, 
obscenamente é um vocábulo grafado com SC; o item 
abaixo em que um dos vocábulos está erroneamente 
grafado é: 
a) ressuscitar / ascensão / piscina; 
b) adolescente / discente / indescente; 
c) convalescer / crescer / rescindir; 
d) abscesso / florescente / transcender; 
e) renascença / piscicultura / miscelânea. 
 
22) (IBGE) Entre as opções abaixo, somente uma 
completa corretamente as lacunas apresentadas a 
seguir. Assinale-a: Na cidade carente, os .......... 
resolveram .......... seus direitos, fazendo um .......... 
assustador. 
a) mendingos; reivindicar; rebuliço 
b) mindigos; reinvidicar, rebuliço 
c) mindigos; reivindicar, reboliço 
d) mendigos; reivindicar, rebuliço 
e) mendigos; reivindicar, reboliço 
 
23) (TRE-SP) Foram insuficientes as ....... 
apresentadas, ....... de se esclarecerem os ...... . 
a) escusas - a fim - mal-entendidos 
b) excusas - afim - mal-entendidos 
c) excusas - a fim - malentendidos 
d) excusas - afim - malentendidos 
e) escusas - afim - mal-entendidos 
 
24) (TRE-SP) Este meu amigo .......... vai ..........-se 
para ter direito ao título de eleitor. 
a) extrangeiro - naturalizar 
b) estrangeiro - naturalisar 
c) extranjeiro - naturalizar 
d) estrangeiro - naturalizar 
e) estranjeiro - naturalisar 
 
25) (TTN) Assinale a alternativa em que todas as 
palavras estão corretamente grafadas: 
a) quiseram, essência, impecílio 
b) pretencioso, aspectos, sossego 
c) assessores, exceção, incansável 
d) excessivo, expontâneo, obseção 
e) obsecado, reinvidicação, repercussão 
 
26) (TRE-RJ) Pronunciam-se corretamente, com o e 
e abertos (ó / é), como “povos” e “servo”, as seguintes 
palavras: 
a) inodoros / indefeso 
b) fornos / obsoleto 
c) caroços / adrede 
d) gostos / destro 
e) globos / coeso 
 
27) (TRE-RJ) “os puritanos passaram a enxergar a 
opulência como manifestação exterior da bênção divina 
e não como um desvario cúpido.” Há palavras que se 
opõem pela posição da sílaba tônica: cúpido 
(proparoxítona) e cupido (paroxítona). A alternativa em 
que a diferença de posição do acento tônico caracteriza 
oposição entre duas palavras, não se tratando de 
variações de uma mesma palavra, é: 
a) hieróglifo / hieroglifo 
b) projétil / projetil 
c) homília / homilia 
d) Oceânia / Oceania 
e) ímpio / impio 
 
28) (TRE-MT) A grafia da palavra sublinhada está 
incorreta em: 
a) Pelé é uma exceção entre os ministros. 
b) A pretensão maior do novo ministro é levar a prática 
esportiva ao país inteiro. 
c) É preciso analisar com cuidado os planos do 
Governo. 
d) Nosso time jogou muito mal. 
e) Ele não quis traser a pasta. 
 
29) (TRT) A .................... ficará ................... se não 
se proceder a ................... destes fatos. 
a) pesquiza - paralizada - análise 
b) pesquisa - paralizada - análise 
c) pesquisa - paralisada - análize 
d) pesquiza - paralisada - análise 
e) pesquisa - paralisada - análise 
 
6) CLASSES DE PALAVRAS 
 
I-Artigo: São as palavras O e UM, com suas flexões, 
que sempre antecedem os substantivos, designando 
seres determinados ou indeterminados. 
Ex: o amante, a menina 
 
Na sintaxe, é sempre adjunto adnominal. 
 
II-Numeral: É a palavra que indica números. 
 
1) cardinal: O número certo de seres. 
Ex.: um, dois, dez, mil. 
2) ordinal: palavra que estabelece uma ordem. 
Ex.: segundo, terceiro, milésimo. 
 
3) multiplicativo: palavra que indica uma multiplicação. 
Ex.: sêxtuplo, undécuplo, cêntuplo. 
 
4) fracionário: palavra que indica uma fração. 
Ex.: um terço, dois terços. 
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8 
Numeral adjetivo – acompanha um substantivo. 
 
Ex.: Vendi dois livros hoje. 
 
Numeral substantivo – substitui um substantivo 
 
Ex.: 
- Vai comprar um relógio? 
- Já tenho dois. 
 
III- Substantivo: É o nome com que designamos os 
seres em geral. 
Ex.: carro, casa, mulher, pássaro. 
 
O substantivo pode ser: 
 
1) Concreto: ser de existência independente. Pode ser 
real ou fictício. 
Ex.: mesa, cadeira, cuca, fada. 
 
2) Abstrato:depende de outros seres para existir. 
Designam sentimentos, ações, estados e qualidades. 
Ex.: morte, dor, canto, tristeza, beleza, etc. 
 
3) Comum: refere-se a toda uma espécie, sem 
individualizar. 
Ex.: homem, mulher, país. 
 
4) Próprio: refere-se a um único ser em especial. Ex.: 
Jonas, Helena, Brasil. 
 
5) Coletivo: refere-se a uma pluralidade de indivíduos 
da mesma espécie. 
Ex.: réstia, de cebolas, de alhos – vara, de porcos – 
cáfila, de camelos 
 
Flexão do substantivo: 
 
1) Gênero: 
masculino: réu, maestro, marajá, etc. 
 
feminino : ré, maestrina, marani, etc. 
 
comum-de-dois: possui uma só forma para os dois 
gêneros. 
Ex.: (o/a) fã, (o/a) infante, (o/a) atleta, etc. 
 
sobrecomum:único gênero para designar os dois 
sexos. 
Ex.: o dedo-duro, o pivô, a sentinela, etc. 
epiceno: a especificação é feita mediante o uso das 
palavras macho ou fêmea. 
Ex.: o jacaré macho, o jacaré fêmea, a barata macho, a 
barata fêmea, etc. 
 
Gêneros que podem oferecer dúvida: 
São masculinos: o açúcar, o estigma, o gambá, o dó, o 
axioma, o eclipse, etc. 
 
São femininos: a bacanal, a mascote, a omoplata, a 
patinete, a grafite, etc. 
 
Obs.: Existem substantivos que são masculinos ou 
femininos, conforme o sentido com que se acham 
empregados. 
Ex.: o banana (palerma, imbecil), a banana (fruto), o 
grama (medida de massa), a grama (capim), o moral 
(estado de espírito), a moral (ética; conclusão), etc. 
 
Número: singular ou plural. Casos mais importantes: 
 
a) Acrescenta-se S, na maioria dos casos. 
Ex.: filho – filhos, casa – casas 
 
b) Substantivos terminados em –r, -z e alguns em –n: 
acrescenta-sees. 
Ex.: mar – mares, giz – gizes, pólen – pólenes 
 
c) Substantivos em –il: 
 
Os oxítonos trocam o –l por –s: canil - canis, anil - 
anis. 
 
Os paroxítonos trocam o –il por –eis: fóssil/fósseis, 
réptil/répteis 
 
substantivos em –el: 
 
terminação –el tônica = -éis: anel – anéis, tonel – 
tonéis 
 
terminação –el átona = eis : incrível – incríveis 
Vocábulos com deslocamento do acento tônico: 
 
caráter – caracteres , espécimen – especímenes, júnior 
– juniores, Júpiter- Jupíteres, Lúcifer – Lucíferes, sênior 
– seniores. 
 
Nomes que não variam: o/os lápis, o/os tórax etc. 
 
Substantivos só usados no plural: os anais, as 
exéquias, as fezes, os óculos, os pêsames etc. 
 
Plural com metafonia: palavras que no singular têm 
“o” fechado, passam a ter, no plural, o “o” aberto. 
Ex.: destroço (ô)/ destroços ( ó), forno (ô)/ fornos (ó), 
troco(ô)/trocos(ó) etc. 
 
Plural dos nomes terminados em –zinho: os dois 
elementos vão ao plural e suprime-se o –s do nome. 
Ex.: azulzinho = azuizinhos ( azuis + zinhos) 
Mas: rapazinhos; onibusinhos. 
 
 
Nomes em – ão: 
ões: é o grupo mais numeroso: canções, tensões, 
inscrições, etc. 
 
ãos: todos os paroxítonos e alguns monossílabos e 
oxítonos: bênçãos, órfãos, sótãos, chãos, cidadãos. 
 
ães: compõem um número reduzido: alemães, 
escrivães, sacristães, tabeliães. 
 
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9 
Obs.: Não há ainda uma forma de plural 
definitivamente fixada para alguns substantivos 
terminados –ão. 
 
Refrão- refrãos/ refrães 
Verão- verões/ verãos 
Charlatão – charlatões/ charlatães 
Corrimão – corrimãos / corrimões 
Guardião- guardiões/ guardiães 
Anão- anões/ anãos 
Vulcão- vulcões/ vulcãos 
Aldeão – aldeões/ aldeãos/ aldeães 
Ancião – anciões/ anciãos/ anciães 
Ermitão- ermitões/ ermitãos/ ermitães 
Vilão- vilões/ vilãos/ vilães 
Sultão – sultões/ sultãos/sultães 
 
Plural dos compostos 
 
1) Os dois elementos variam: substantivo mais palavra 
variável (adjetivo, substantivo, numeral ou pronome) 
Ex.: guarda-civil – guardas-civis; cirurgião-dentista - 
cirurgiões-dentistas; segunda-feira- segundas-feiras etc. 
 
2) Só o primeiro varia: se houver preposição, clara ou 
oculta, ou se o segundo elemento exprimir fim, 
semelhança, ou tipo. 
Ex.: pés-de-moleque, cavalos-vapor, navios-escola, 
bananas-maçã etc. 
 
3) Somente o último varia: 
a) com as formas reduzidas grão, grã e bel e nas 
palavras repetidas. 
Ex.: grão-duques, grã-cruzes, bel-prazeres, reco-recos, 
tique-taques, corre-corres (ou corres-corres) etc. 
 
b) nos compostos formados de verbo ou palavra 
invariável. 
Ex.: beija-flores, vice-diretores, ave-marias etc. 
 
4) Frases substantivadas: ficam invariáveis. 
Ex.: os disse-me-disse, os sem-terra. 
 
Observações: 
 
Padre-nosso – padres-nossos ou padre-nossos 
 
Pai-nosso - pais-nossos ou pai-nossos 
 
Fruta-pão - frutas pães ou frutas-pão 
Guarda-marinha – guardas-marinhas ou guardas-
marinha 
IV - Adjetivo 
 
 “É a expressão modificadora do substantivo que denota 
qualidade, condição ou estado de um ser.” ( Evanildo 
Bechara) 
Ex.: aluno inteligente; céu azul. 
 
Locução adjetiva: grupo de duas ou mais palavras 
com valor de adjetivo. Ex: Ar do campo, águas da 
chuva, blusão de couro, azul do céu. 
Flexão dos adjetivos 
 
Gênero: concorda em gênero com o substantivo a que 
se refere. 
Ex.: homem feliz / mulher feliz, (UNIFORME) 
homem alto / mulher alta. (BIFORME) 
 
Flexão de número dos adjetivos compostos 
 
a) Somente o último vai ao plural quando formado de 
adj.+adj. 
Ex.: Amizades luso-brasileiras, olhos castanho-claros / 
Problemas sócio-econômicos 
 
b) Não variam os compostos formados de adj.+subst. 
ou subst.+adj. . 
Ex.:Blusas verde-garrafa, vestidos amarelo-ouro, 
tecidos verde-limão. 
 
Grau dos Adjetivos 
 
1) Comparativo 
a) igualdade 
Ex.: És tão inteligente quanto ela. 
 
b) inferioridade 
Ex.: És menos inteligente do que ela. 
 
c) superioridade 
Ex.: És mais inteligente do que ela. 
 
2) Superlativo 
a) absoluto sintético 
Ex.: És belíssima. 
 
b) absoluto analítico 
Ex.: És muito bela. 
 
c) relativo de superioridade 
Ex.: És a mais bela da rua. 
 
d) relativo de inferioridade 
Ex.: És a menos bela da rua. 
 
COMPARATIVOS E SUPERLATIVOS IRREGULARES 
 
ADJETIVO / 
forma 
normal 
 
BOM 
MAU 
GRANDE 
PEQUENO 
 
 
SUPERLATIVO 
ABSOLUTO 
 
 
ÓTIMO 
PÉSSIMO 
MÁXIMO 
MÍNIMO 
 
COMPARATIVO 
DE 
SUPERIORIDAE 
 
MELHOR 
PIOR 
MAIOR 
MENOR 
 
 
SUPERLATIVO 
RELATIVO 
 
 
O MELHOR 
O PIOR 
O MAIOR 
O MENOR 
 
V - PRONOME é a palavra que determina o substantivo 
(como se fosse um adjetivo) ou ocupa lugar do próprio 
substantivo. Daí, pronome adjetivo e pronome 
substantivo. 
 
Ex.: Todas saíram cedo. (As meninas saíram cedo.) / 
Meu caderno custou caro. 
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10 
Classificações dos pronomes 
 
Pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, 
interrogativos e relativos. 
 
(1) Pessoais: 
 
Designam as três pessoas do discurso. Classificam-se 
em Retos e Oblíquos. 
 
Retos: funcionam como sujeito ou predicativo: 
 
Pessoas do discurso (singular) 
eu – 1ª pessoa 
tu – 2ª pessoa 
ele, ela – 3ª pessoa 
 
Pessoas do discurso (plural) 
nós – 1ª pessoa 
vós – 2ª pessoa 
eles, elas – 3ª pessoa 
 
Ex.:Tu não és eu. / Ele foi à feira. 
 
Oblíquos: funcionam, geralmente, como complemento 
(obj.dir., obj.ind., compl.nom.) ou adjunto. 
 
Ex.: Vi-o na rua. / Respondi-lhe educadamente. / A 
decisão lhe foi favorável. 
 
 
Retos Oblíquos 
átonos 
Oblíquos tônicos 
1ª pess. sing.: eu 
2ª pess. sing.: tu 
3ª pess. sing.: ele, ela 
me 
te 
se, lhe, o, a 
mim, comigo 
ti, contigo 
si, consigo 
1ª pess. pl.: nós 
2ª pess. pl.: vós 
3ª pess. pl.: eles, elas 
nos 
vos 
se, lhes, os, as 
conosco 
convosco 
si, consigo 
Observações: 
Os pronomes oblíquos podem ser, ainda, reflexivos e 
recíprocos. 
 
Reflexivos: 
Referem-se à mesma pessoa, correspondendo a a mim 
mesmo, a si mesmo etc. 
Ex.: Eu me cortei. / Ele se feriu. / Ele fala de si mesmo.. 
/ Trazia consigo as lembranças do passado. 
 
Recíprocos: 
Indicam idéia mútua, recíproca, correspondendo a um 
ao outro. 
Ex.: Eles se abraçaram. 
 
Pronomes de Tratamento 
 
Certos vocábulos ou locuções valem por pronomes 
pessoais. São os pronomes pessoais de tratamento. 
Referem-se à segunda pessoa, mas o verbo e os 
pronomes correspondentes vão para a 3ª pessoa. 
 
Abreviaturas Tratamento Usado para: 
V. S. Vossa Santidade Papa 
V. M. Vossa Majestade Reis ou rainhas 
V. A. Vossa Alteza Príncipes ou 
princesas 
V. Ema. Vossa Eminência Cardeais 
V. Mag.ª Vossa Magnificência Reitores das 
Universidades 
V. Revma. Vossa 
Reverendíssima 
Sacerdotes em 
geral 
V. Exa. Vossa Excelência Altas autoridades 
V. S.ª Vossa Senhoria Oficiais até coronel, 
funcionários 
graduados, e 
principalmente na 
linguagem 
comercial. 
 
Obs.: Quando se fala de alguém, a forma pronominal 
usada será Sua em lugar de Vossa. 
 
(2) Possessivos: 
 
Indicam a posse em referência às três pessoas do 
discurso: 
 
1ªpessoa: meu(s), minha(s), nosso(s), nossa(s) 
2ªpessoa: teu(s), tua(s), vosso(s), vossa(s) 
3ªpessoa: seu(s), sua(s) 
 
Obs.: Os pronomes átonos podem ser usados com 
valor possessivo: 
Ex.: Beijou-me a mão 
 Roubaram-lhea carteira. 
 
(3) Demonstrativos: 
 
Indicam a posição, no espaço ou no tempo, dos seres, 
em relação às três pessoas do discurso: este, esse, 
aquele (e flexões); isto, isso, aquilo. 
 
Obs.: O pronome o (a, os, as) é demonstrativo quando 
aparece junto ao relativo que ou da preposição de, 
equivalendo a aquele (aquela, aquilo). 
 
Ex.: Fiz os que você me mandou. / Prefiro o da direita. 
 
Obs.: Aparecem ainda como demonstrativos os 
vocábulos tal, mesmo, próprio e semelhante. 
 
Ex.: Estamos no mesmo lugar. (Idêntico lugar) / Tal 
atitude não se esperava dele. (Essa atitude) 
 
(4) Indefinidos: 
 
Têm sentido vago ou indeterminado. Aplicam-se à 3ª 
pessoa do discurso: algum, nenhum, muito, pouco, 
bastante, todo, certo, tudo, nada, alguém, ninguém, 
cada, outrem, quanto, qualquer, algo, vários, etc. 
Ex.: Ele tem muito dinheiro. / Ele tem muitas mulheres. 
 
Locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada 
um, o que quer que seja, seja quem for, qualquer um, 
etc. 
 
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(5) Interrogativos: 
 
São os pronomes indefinidos que, quem, qual e 
quanto, usados nas interrogações (diretas ou indiretas). 
Ex.: Quem vai à praia? / Desejo saber quem vai à praia. 
 
Obs.: O interrogativo que pode vir precedido de o. 
Ex.: Que quer? O que quer? 
 
(6) Relativos: 
 
Referem-se a um termo anterior chamado antecedente 
(um substantivo ou pronome substantivo). Exs.: que, 
quem, o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cuja, 
cujos, cujas, onde, quanto 
Ex.: Não conhecemos os autores que morreram. 
 
O antecedente do pronome relativo pode ser: 
substantivo, pronome, adjetivo, advérbio, oração 
(resumida pelo demonstrativo o). 
 
Função sintática dos pronomes relativos 
 
1. SUJEITO: 
 
Quero ver do alto o horizonte, 
Que foge sempre de mim. 
 
 (O. Mariano, TVP, 11, 434.) 
[que = sujeito de foge]. 
 
 
2. OBJETO DIRETO: 
 
- Já não se lembra da picardia que me fez? 
 (A. Ribeiro, M. 67.) 
[que = objeto direto de fez]. 
 
 
 
3. OBJETO INDIRETO: 
 
Eu aguardava com uma ansiedade medonha esta cheia 
de que tanto se falava. 
 (J. Lins do Rego, ME, 58.) 
 
[de que = objeto indireto de se falava). 
4. PREDICATIVO: 
 
Não conheço quem fui no que hoje sou. 
(F. Pessoa, OP, 91.) 
 
[quem e que = predicativos do sujeito eu, oculto]. 
 
 
5. ADJUNTO ADNOMINAL: 
 
Há pessoas cuja aversão e desprezo honram mais que 
os seus louvores e amizade. 
(Marquês de Maricá, M, 
223.) 
 
[cujo = adjunto adnominal. de aversão e desprezo, mas 
em concordância apenas com o primeiro substantivo, o 
mais próximo]. 
 
 
6. COMPLEMENTO NOMINAL: 
 
Lembrava-me de que deixara toda a minha vida ao 
acaso e que não pusera ao estudo e ao trabalho com a 
força de que era capaz. 
 (L. Barreto, REIC, 287.) 
 
[de que = complemento nominal de capaz]. 
 
 
7. ADJUNTO ADVERBIAL: 
 
Entrava-se de barco pelo corredor da velha casa de cô-
modos onde eu morava. 
 (M. Quintana, P, 92.) 
 
[onde = adjunto adverbial de morava]. 
 
 
8. AGENTE DA PASSIVA: 
 
- Sim, sua adorável pupila, a quem amo, a quem idolatro 
e por quem sou correspondido com igual ardor! 
 
(A. Azevedo) 
 
[por quem = agente da passiva do verbo corresponder] 
 
VI - VERBO 
 
Palavra que exprime estado, ação, fenômeno, 
apresentando as categorias de modo, tempo, número, 
pessoa e voz. Sintaticamente, o verbo é 
obrigatoriamente predicado. Apresenta-se nas três 
conjugações: 
1ªconjugação (AR) 
2ªconjugação (ER) 
3ªconjugação (IR) 
1) Pessoas: são três 
a) A primeira (eu / nós) é aquela que fala. 
 
b) A segunda (tu / vós) é aquela com quem se fala. 
 
c) A terceira (ele / eles) é aquela de quem se fala. 
 
Formas rizotônicas são aquelas cujo acento tônico 
recai no radical. 
Ex.: cant o, cant as, cant a, cant am 
 
Formas arrizotônicas são aquelas cujo acento tônico 
recai fora do radical. 
Ex.: cant amos, cant ais 
 
2) Modo: São três os modos em português: 
 
Indicativo: apresenta o fato de maneira real. Ex.: ando, 
falei, irás 
 
Subjuntivo: apresenta o fato de maneira duvidosa, 
possível. Ex.: que eu estude, se eu corresse, quando 
nós sairmos 
 
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12 
Imperativo: apresenta o fato como objeto de uma 
ordem, um pedido, um convite. Ex.: faça o exercício, 
saia, espere 
 
3)Tempos: indica o momento em que se dá o fato 
expresso pelo verbo. 
 
a) No INDICATIVO temos: 
 
Presente: fato que ocorre no momento em que se fala. 
Ex.: Estudo muito ultimamente. 
 
Pretérito perfeito: fato realizado, concluso. Ex.: Escrevi 
a carta. 
 
Imperfeito: fato realizado, inconcluso. Ex.: Quando 
você chegou, eu escrevia uma carta. 
 
Mais-que-perfeito: fato realizado antes de outro fato 
passado. Ex.: Quando você chegou, eu escrevera a 
carta. 
 
Futuro 
 
Presente: fato que deverá ser realizado posteriormente 
ao momento da fala. Ex.: Estaremos lá na próxima 
semana. 
 
Pretérito: Fato posterior a um momento passado, ou 
que seria realizado, mas não se efetuou. Pode indicar 
também incerteza, polidez, cortesia, fato futuro 
dependente de certa condição. Ex.: Eles disseram que 
me perdoariam. / Compraria ele aquela casa? / 
Poderia emprestar-me o livro? 
b) No SUBJUNTIVO temos: 
 
Presente: Um fato atual exprimindo possibilidade. Ex.: 
Talvez chova. 
Imperfeito: Um fato passado dependente de outro fato 
passado. Ex.: Se ele vendesse o imóvel, ficaria mais 
tranquilo. 
Futuro: Um fato futuro relacionado a outro fato futuro. 
Ex.: Entrarei em contato quando você voltar. 
 
Formação do Modo imperativo 
a) Imperativo afirmativo: as segundas pessoas (Tu e 
Vós) são retiradas do Pres. Ind. sem o “S” final. O 
restante vem do Pres. Subj., sem alterações. 
 
b) Imperativo negativo: retirado do Pres. Subj., sem 
alterações. 
 
4) Formas nominais do verbo 
 
a) Infinitivo: amar 
b) Gerúndio: amando 
c) Particípio: amado 
 
Obs.: 
1. O infinitivo pode ser pessoal ou impessoal. 
 
Impessoal: Exprime a ação de maneira vaga. É o nome 
do verbo. 
 
Pessoal: É o infinitivo ligado às pessoas do discurso. 
 
2. Locução verbal: conjunto formado por verbo auxiliar 
(INDICATIVO, IMPERATIVO, SUBJUNTIVO, 
INFINITIVO ou GERÚNDIO) mais verbo principal 
(INFINITIVO, GERÚNDIO, PARTICÍPIO). 
 
Ex.: Ele terá de sair agora. / Maria está estudando 
para o concurso. / Nós tínhamos estudado as lições. 
 
5) Vozes do verbo: São três as vozes do verbo: Ativa, 
passiva e reflexiva. 
 
a) Ativa: O sujeito pratica a ação. Ex: Carolina pintou o 
quarto. 
b) Passiva: O sujeito sofre a ação. Ex: O campeonato 
foi ganho pelo Flamengo. 
c) Reflexiva: O sujeito pratica e sofre a ação. Ex: O 
menino cortou-se com a faca. 
 
Obs.: A voz passiva pode ser: analítica ou sintética. 
 
1) Analítica: formada pelos auxiliares (ser, estar, ficar) 
mais verbo principal no particípio. 
Ex.: Aquelas pessoas foram enganadas pelo 
impostor. 
 
2) Sintética: formada com acréscimo do pronome “se” a 
um verbo transitivo (direto ou direto e indireto). Ex.: 
Vendem-se livros. / Deu-se à poesia o nome de 
Primeiros Cantos. 
 
Classificação do verbo quanto à conjugação 
 
a) Regular: conserva o mesmo radical. As desinências 
seguem o paradigma da conjugação. Ex: amar, beber, 
partir. 
 
b) Irregular: é o verbo que sofre alterações no radical 
ou nas desinências. Ex: fazer,faço, fez, fiz. 
c) Anômalo: apresenta, na sua conjugação, profundasvariações no seu radical : SER e IR. 
d) Defectivos: não se conjuga em todas as formas 
(tempos, pessoas, modos). Ex: reaver, precaver-se, 
colorir etc. 
 
PRINCIPAIS VERBOS DEFECTIVOS 
 
1) abolir, colorir, banir, ruir, extorquir, feder – não 
possuem a 1ª pessoa do singular (eu) do presente do 
indicativo e não se conjugam no presente do subjuntivo. 
 
2) acontecer, doer, ocorrer – só se conjugam nas 
terceiras pessoas (ele / eles). Alguns gramáticos os 
incluem entre os UNIPESSOAIS (verbos usados apenas 
nas terceiras pessoas). 
 
3) adequar, falir, remir, precaver-se, reaver – só se 
conjugam na 1ª e na 2º pessoas do plural (nós / vós) no 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
13 
presente do indicativo e não possuem o presente do 
subjuntivo. 
 
e) Abundante: é o verbo que possui duas ou mais 
formas equivalentes, geralmente no particípio. Ex.: 
aceitar (aceitado/ aceito); eleger (elegido/ eleito); 
acender (acendido/ aceso); entregar (entregado/ 
entregue); pegar (pegado/ pego); tingir (tingido/ tinto). 
 
Obs.: 1. Os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer, 
pôr, ver, vir e seus derivados possuem apenas o 
particípio irregular. 
 
ABERTO, COBERTO, DITO, ESCRITO, FEITO, 
POSTO, VISTO, VINDO. 
 
2. Com os auxiliares TER / HAVER: emprega-se o 
particípio regular, na voz ativa. Ex.: Minha mãe já havia 
limpado a sujeira. 
 
3. Com os auxiliares SER/ ESTAR: emprega-se o 
particípio irregular, na voz passiva. Ex.: A sujeira foi 
limpa pela minha mãe. 
 
6) Tempos compostos: formam-se com os auxiliares 
TER ou HAVER acompanhados do verbo principal no 
particípio passado. 
a) Presente + particípio = pret. perf. composto 
b) Pret.imperf. + particípio = pret. mais que perf. 
composto 
c) Quando o auxiliar apresentar-se em outro tempo, o 
tempo composto receberá a mesma classificação desse 
auxiliar. 
 
a) Indicativo 
 
Perfeito: Auxiliar no presente. ( tenho falado) 
 
Mais-que-perfeito : Auxiliar no imperfeito. ( tinha 
falado) 
 
Futuro: Auxiliar no futuro. ( terei falado/ teria falado) 
 
Infinitivo: Auxiliar no infinitivo. (ter falado) 
Gerúndio: Auxiliar no gerúndio. ( tendo falado) 
Subjuntivo 
 
Perfeito: Auxiliar no presente. (tenha falado) 
 
Mais-que-perfeito: Auxiliar no imperfeito. (tivesse 
falado) 
 
Futuro: Auxiliar no futuro. (tiver falado) 
 
Formação dos tempos 
 
1) Tempos primitivos: presente do indicativo, pretérito 
perfeito do indicativo e infinitivo impessoal. 
 
2) Tempos derivados: 
a) do presente do indicativo: imperfeito do indicativo (do 
radical do presente), presente do subjuntivo (do radical 
da primeira pessoa do presente), imperativo afirmativo 
(TU e VÓS saem do presente do indicativo; as outras 
pessoas saem do presente do subjuntivo, assim como o 
imperativo negativo). 
 
b) do perfeito: mais-que-perfeito do indicativo, imperfeito 
do subjuntivo e futuro do subjuntivo. 
 
Ex.: puseste: pusera, pusesse, puser. 
 
c) do infinitivo impessoal: futuro do presente, futuro do 
pretérito, gerúndio, particípio e infinitivo pessoal. 
Ex.: saber: sabia, saberei, saberia, sabendo, sabido, 
saber (saberes, sabermos etc.) 
 
VERBOS QUE PODEM CAUSAR DÚVIDAS 
 
ABOLIR (defectivo) 
Presente do indicativo: aboles, abole, abolimos, 
abolis, abolem. 
Pretérito perfeito do indicativo: aboli, aboliste, aboliu, 
abolimos, abolistes, aboliram (não possui a 1ªpessoa do 
presente do indicativo, o presente do subjuntivo e o 
imperativo negativo) 
 
Da mesma forma: banir, carpir, colorir, delinquir, 
demolir, descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, 
fulgir, haurir, retorquir, urgir. 
 
ACUDIR (alternativa vocálica) 
Presente do indicativo: acudo, acodes, acode, 
acudimos, acudis, acodem. 
Pretérito perfeito do indicativo: acudi, acudiste, 
acudiu, acudimos, acudistes, acodem. 
 
Da mesma forma: bulir, consumir, cuspir, engolir, 
fugir. 
 
ADEQUAR (defectivo) 
Presente do indicativo: adequamos, adequais. 
Pretérito perfeito do indicativo: adequei, adequaste, 
adequou, adequamos, adequastes, adequaram. 
 
 
ADERIR (alternância vocálica) 
Presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos, 
aderis, aderem. 
Pretérito perfeito do indicativo: aderi, aderiste, aderiu, 
aderimos, aderistes, aderiram. 
 
Da mesma forma: advertir, cerzir, despir, diferir, 
digerir, divergir, ferir, sugerir. 
 
AGIR (acomodação gráfica) 
Presente do indicativo: ajo, ages, age, agimos, agis, 
agem. 
Pretérito perfeito do indicativo: agi, agiste, agiu, 
agimos, agistes, agiram. 
 
AGREDIR (alternância vocálica) 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
14 
Presente do indicativo: agrido, agrides, agride, 
agredimos, agredis, agridem. 
Pretérito perfeito do indicativo: agredi, agrediste, 
agrediu, agredimos, agredistes, agrediram. 
Da mesma forma: prevenir, progredir, regredir, 
transgredir. 
 
APRAZER (irregular) 
Presente do indicativo: aprazo, aprazes, apraz, 
aprazemos, aprazeis, aprazem. 
Pretérito perfeito do indicativo: aprouve, aprouveste, 
aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram. 
 
CABER (irregular) 
Presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, 
cabeis, cabem. 
Pretérito perfeito do indicativo: coube, coubeste, 
coube, coubemos, coubestes, couberam. 
 
CEAR (regular) 
Presente do indicativo: ceio, ceias, ceia, ceamos, 
ceais, ceiam. 
Pretérito perfeito do indicativo: ceei, ceaste, ceou, 
ceamos, ceastes, cearam. 
 
Da mesma forma: passear, pentear, falsear, recear 
etc. 
 
Há dois verbos em –ear que têm pronúncia aberta nas 
formas rizotônicas: estrear e idear. 
 
estréio, estréias, estréia, estreamos, estreais, estréiam. 
 
CONSTRUIR (irregular e abundante) 
Presente do indicativo: construo, constróis (ou 
construis), constrói (construi), construímos, construís, 
constroem (construem). 
Pretérito perfeito do indicativo: construí, construíste, 
construiu, construímos, construístes, construíram. 
 
CRER (irregular) 
Presente do indicativo: creio, crês, crê, cremos, 
credes, crêem. 
Pretérito perfeito: cri, creste, creu, cremos, crestes, 
creram. 
 
FRIGIR (acomodação gráfica e alternância vocálica) 
Presente do indicativo: frijo, freges, frege, frigimos, 
frigis, fregem. 
Pretérito perfeito do indicativo: frigi, frigiste, frigiu, 
frigimos, frigistes, frigiram. 
 
MOBILIAR (irregular) 
Presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília, 
mobiliamos, mobiliais, mobíliam. 
Pretérito perfeito: mobiliei, mobiliaste, mobiliou, 
mobiliamos, mobiliastes, mobiliaram. 
 
POLIR (alternância vocálica) 
Presente do indicativo: pulo, pules, pule, polimos, 
polis, pulem. 
Pretérito perfeito: poli, poliste, poliu, polimos, polistes, 
poliram. 
 
PRECAVER-SE (defectivo e pronominal) 
Presente do indicativo: precavemo-nos, precaveis-vos. 
Pretérito perfeito do indicativo: precavi-me, 
precaveste-te, precaveu-se, precavemo-nos, 
precavestes-vos, precaveram-se. 
 
PROVER (irregular) 
Presente do indicativo: provejo, provês, provê, 
provemos, provedes, provêem. 
Pretérito perfeito do indicativo: provi, proveste, 
proveu, provemos, provestes, proveram. 
 
REAVER (defectivo) 
Presente do indicativo: reavemos, reaveis. 
Pretérito perfeito: reouve, reouveste, reouve, 
reouvemos, reouvestes, reouveram. 
 
Obs.: É derivado de haver, mas só se conjuga nas 
formas em que haver apresenta a letra v. 
 
REQUERER (irregular) 
Presente do indicativo: requeiro, requeres, requer, 
requeremos, requereis, requerem. 
 
Pretérito perfeito do indicativo: requeri, requereste, 
requereu, requeremos, requerestes, requereram. 
 
Obs.: Verbo derivado dequerer, mas não segue a 
mesma conjugação na primeira pessoa do singular do 
presente do indicativo e no pretérito perfeito do 
indicativo (e derivados). 
 
SUAR (regular) 
Presente do indicativo: suo, suas, sua, suamos, suais, 
suam. 
Pretérito perfeito do indicativo: suei, suaste, suou, 
suamos, suastes, suaram. 
 
Da mesma forma: atuar, continuar, habituar, 
individuar, recuar, situar. 
 
VALER (irregular) 
Presente do indicativo: valho, vales, vale, valemos, 
valeis, valem. 
Pretérito perfeito do indicativo: vali, valeste, valeu, 
valemos, valestes, valeram. 
 
VER (irregular) 
Presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes, 
vêem. 
Pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu, vimos, 
vistes, viram. 
Da mesma forma: antever, prever, rever etc. 
 
VIR (irregular) 
Presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, 
vindes, vêm. 
Pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, 
viemos, viestes, vieram. 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
15 
Da mesma forma: advir, convir, intervir, provir, 
sobrevir etc. 
 
ATENÇÃO 
 
M mediar: medeio, medeias, medeia, mediamos, 
mediais, medeiam 
A ansiar: anseio, anseias, ansiamos, ansiais, 
anseiam 
R remediar: remedeio, remedeias, remedeia, 
remediamos, remediais, remedeiam 
I incendiar: incendeio, incendeias, incendeia, 
incendiamos, incendiais, incendeiam 
I intermediar: intermedeio, intermedeias, 
intermedeia, intermediamos, intermediais, 
intermedeiam 
O odiar: odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, 
odeiam 
 
VII - CONJUNÇÕES são os vocábulos gramaticais que 
servem para relacionar duas orações ou dois termos 
semelhantes da mesma oração. 
 
IMPORTANTE: Não têm função sintática. 
 
1) Coordenativas: Palavra que liga orações ou, dentro 
da mesma oração, vocábulos que tenham o mesmo 
valor ou função, sem que um elemento seja termo 
sintático de outro. 
 
2) Subordinativas: ligam uma oração subordinada à 
sua principal. 
 
Ex.: Chegou e fechou a porta. (conjunção coordenativa) 
 Ele sabe que ela o ama. (conjunção subordinativa) 
 
PRINCIPAIS CONJUNÇÕES 
 
COORDENATIVAS PRINCIPAIS 
CONJUNÇÕES 
ADITIVAS 
E, NEM, NÃO SÓ...MAS 
TAMBÉM 
ADVERSATIVAS 
MAS, ENTRETANTO, PORÉM, 
CONTUDO, TODAVIA, E 
(=MAS), NO ENTANTO 
 
 
ALTERNATIVAS 
OU, ORA...ORA, OU...OU, 
NEM...NEM, QUER...QUER, 
SEJA...SEJA 
 
 
CONCLUSIVAS 
POIS (ENTRE VÍRGULAS), 
LOGO, PORTANTO, POR 
CONSEGUINTE, POR ISSO, 
ASSIM 
EXPLICATIVAS 
QUE, PORQUE, POIS, 
PORQUANTO (GERALMENTE 
O VERBO DA PRIMEIRA ESTÁ 
NO IMPERATIVO) 
SUBORDINATIVAS PRINCIPAIS CONJUNÇÕES 
SUBORDINATIVAS 
INTEGRANTES 
QUE, SE (= ISTO) / introduzem 
orações subordinadas substantivas 
 
 
 
SUBORDINATIVAS 
ADVERBIAIS 
 
CAUSAIS 
PORQUE, COMO (=PORQUE), POIS, 
JÁ QUE, UMA VEZ QUE, 
PORQUANTO, POIS QUE, POR ISSO 
QUE, VISTO QUE, VISTO COMO, 
QUE 
CONDICIONAIS 
SE,CASO, SEM QUE (=SE NÃO), 
CONTANTO, SALVO SE, DADO QUE, 
DESDE QUE, A MENOS QUE, A NÃO 
SER QUE 
 
 
CONCESSIVAS 
EMBORA, MESMO QUE, AINDA QUE, 
CONQUANTO, POSTO QUE, BEM 
QUE, SE BEM QUE, POR MAIS QUE, 
POR MENOS QUE, APESAR DE QUE, 
NEM QUE, QUE 
 
 
COMPARATIVAS 
COMO, QUE (OU DO QUE), DO QUE 
(DEPOIS DE MAIS, MENOS, MAIOR, 
MENOR, MELHOR E PIOR),QUANTO 
(DEPOIS DE TANTO), QUAL (DEPOIS 
DE TAL), ASSIM COMO, BEM COMO, 
COMO SE, QUE NEM 
 
 
CONSECUTIVAS 
QUE (PRECEDIDA DE TÃO, TAL, 
TAMANHO), DE FORMA QUE, DE 
MANEIRA QUE, DE MODO QUE, DE 
SORTE QUE 
 
 
CONFORMATIVAS 
CONFORME, COMO (= CONFORME), 
SEGUNDO, CONSOANTE 
 
 
FINAIS 
PARA QUE, A FIM DE QUE, PORQUE 
(= PARA QUE) 
 
TEMPORAIS 
QUANDO, ANTES QUE, DEPOIS 
QUE, ATÉ QUE, LOGO QUE, 
SEMPRE QUE, ASSIM QUE, DESDE 
QUE, TODAS AS VEZES QUE, CADA 
VEZ QUE, APENAS, MAL, QUE (= 
DESDE QUE) 
 
 
PROPORCIONAIS 
À MEDIDA QUE, AO PASSO QUE, À 
PROPORÇÃO QUE, ENQUANTO 
 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
16 
III - PREPOSIÇÃO 
 
Palavra invariável que, colocada entre duas outras, faz 
com que uma se torne membro da outra, criando-se um 
elo de subordinação. É um conectivo (= estabelece 
relação entre as palavras ou orações). 
 
Ex.: copo de vinho/ saiu para jantar. 
 
 As preposições podem ser Essenciais e 
Acidentais. 
 
Essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, 
em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás. 
 
Acidentais: como, durante, mediante, conforme, 
segundo, consoante, visto etc. 
 
Ex.: Fugiu durante a noite. / Vim de casa. 
 
Locução prepositiva: Conjunto de palavras que 
funcionam como preposição. A locução prepositiva 
sempre termina em preposição. Ex: abaixo de, à custa 
de, de acordo com, diante de, junto a etc. 
 
Relações expressas com o auxílio das preposições 
 
a – lugar, tempo, modo, instrumento etc. 
Ex.: Ir ao circo. / Ir à tarde./ Escrever a lápis. 
 
ante – posição anterior ou diante de, situação de 
oposição etc. 
Ex.: Ajoelhar-se ante o altar. 
 
após – termo posterior, posição ou lugar posterior etc. 
Ex.: Retornou após dez dias de ausência. 
 
até – limite (lugar ou tempo) 
Ex.: Os gritos chegaram até aqui. 
 
com – companhia, modo, instrumento etc. 
Ex.: Sair com o namorado./ Trabalhar com dedicação./ 
Abrir a porta com a chave. 
 
contra – oposição, direção contrária etc. 
Ex.: Lutar contra as injustiças. / Lutar contra a maré. 
 
de – posse, parte, finalidade, lugar, matéria, 
modo, assunto etc. 
Ex.: Casa de Maria./ Ponta da faca./ Pulseira de prata. / 
Falar de futebol. 
 
desde – afastamento de um lugar ou de um momento 
etc. 
Ex.: Andou desde sua rua até à minha. 
 
em - lugar, modo, tempo, finalidade etc. 
Ex.: Estar em casa./ Acordar em paz./ Pedir em 
casamento. 
 
entre – interioridade, posição no interior de dois limites 
indicados. 
Ex.: Eles se perdem entre o passado e o futuro. / Éder 
comprou uma casa entre duas favelas. / Ficamos 
perdidos entre o sonho e o desejo. 
 
para - lugar, finalidade, restrição etc. 
Ex.: Ir para a rua./ Estudar para vencer./ Proibido para 
menores. 
 
perante - lugar diante de, oposição etc. 
Ex.: Ficar perante o juiz. 
 
por- tempo, lugar por onde, meio, preço, agente etc. 
Ex.: Viver por toda eternidade./ Andar por caminhos 
perigosos./ Foi elogiado por seu mestre. 
 
sem - ausência, negação etc. 
Ex.: Ficar sem dinheiro. 
 
sob - posição inferior, sujeição etc. 
Ex.: Ficar sob o viaduto. 
 
sobre - posição superior, assunto, ação contra etc. 
Ex.: Falar sobre música./ Sentou-se sobre os 
escombros. 
 
trás- posição posterior (=atrás, depois de, por trás de). 
É desusada. 
 
IX – INTERJEIÇÃO - é a palavra que traduz emoções. 
 
a) de alegria: ah! oh! olá! 
b) de desejo: oxalá! tomara! 
c) de dor: ai! ui! 
d) de chamamento: ó! alto! psiu! 
e) de silêncio: psiu! caluda! 
f) de advertência: cuidado! alerta! 
g) de incredulidade: ora! 
 
X - ADVÉRBIO - é a palavra invariável que modifica o 
verbo, o adjetivo ou o próprio advérbio. 
 
Atenção: São os advérbios de intensidade que 
modificam adjetivos ou outros advérbios. 
 
Ex.: Ana é a mais bela mulher. / Ele chegou bem 
tarde. 
 
- advérbios de lugar: aqui, cá, lá, acolá, ali, aí, além, 
aquém, algures (em algum lugar), alhures (em outro 
lugar), nenhures (em nenhum lugar), atrás, fora, dentro, 
perto, longe, adiante, diante, onde, avante, através, 
defronte, aonde, etc. 
 
- advérbios de tempo: hoje, amanhã, depois, antes, 
agora, anteontem, sempre, nunca, ainda, já, logo, cedo, 
tarde, ora, afinal,outrora, então, amiúde, breve, 
entrementes, brevemente, imediatamente, etc. 
 
- advérbios de modo: bem, mal, assim, depressa, 
devagar, como, debalde, pior, melhor, suavemente, 
tenazmente, comumente, etc. 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
17 
- advérbios de intensidade: muito, pouco, assaz, mais, 
menos, tão, bastante, demasiado, meio, completamente, 
profundamente, quanto, quão, tanto, bem, mal, quase, 
apenas, etc. 
 
- advérbios de afirmação: sim, deveras, certamente, 
realmente, efetivamente, etc. 
 
- advérbio de negação: não. 
- advérbios de dúvida: talvez, acaso, porventura, 
possivelmente, quiçá, decerto, provavelmente, etc. 
 
ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS 
 
Chamam-se interrogativos os advérbios: onde? (lugar), 
quando? (tempo), por que? (causa), como? (modo), por 
se empregarem na oração interrogativa direta ou 
indireta. 
Exs.: 
Quando virás? (interrogativa direta) 
Por que ele não disse a verdade? (interrogativa direta) 
Não sei por que ele não disse a verdade. (interrogativa 
indireta) 
 
M modo 
A afirmação 
N negação 
T tempo 
I intensidade 
I interrogativo 
L lugar 
D dúvida 
 
LOCUÇÃO ADVERBIAL 
 
Locução adverbial é o conjunto de duas ou mais 
palavras com valor de um advérbio. 
 
De acordo com as circunstâncias que transmitem, as 
locuções adverbiais podem ser classificadas em: 
 
- locuções adverbiais de lugar: à esquerda, à direita, à 
tona, à distância, à frente, à entrada, à saída, ao lado, 
ao fundo, ao longo, de fora, de lado, por fora, em frente, 
por dentro, por perto, de longe, de perto, em cima, de 
cima, por onde, para onde, por trás, por aqui, por ali, 
etc. 
 
- locuções adverbiais de tempo: em breve, nunca mais, 
hoje em dia, de tarde, à tarde, à noite, à noitinha, às 
avemarias, ao pôr-do-sol, de manhã, de noite, por ora, 
por fim, de repente, de vez em quando, a tempo, às 
vezes, de quando em quando, de vez em vez, de longe 
em longe, etc. 
 
- locuções adverbiais de modo: à vontade, à toa, ao léu, 
ao acaso, a contento, a esmo, de bom grado, de cor, de 
mansinho, de chofre, a rigor, de preferência, em geral, a 
cada passo, às avessas, de enviés, ao invés, às claras, 
às pressas, a medo, a pique, à uma, às bandeiras 
despregadas, de repente, a olhos vistos, num átimo, de 
propósito, de súbito, de soslaio, por um triz, etc. 
 
- locuções adverbiais de intensidade: de muito, de 
pouco, de todo, etc. 
 
- locuções adverbiais de meio ou de instrumento: a pau, 
a pé, a cavalo, a martelo, a pauladas, etc. 
 
- locuções adverbiais de afirmação: na verdade, de fato, 
etc. 
- locuções adverbiais de negação: de modo algum, de 
modo nenhum, em hipótese alguma, etc. 
 
- locuções adverbiais de dúvida: por certo, quem sabe, 
com certeza, etc. 
 
PALAVRAS DENOTATIVAS 
 
"Certas palavras, por não se poderem enquadrar 
entre os advérbios, terão classificação à parte. São 
palavras que denotam exclusão, inclusão, situação, 
designação, retificação, realce, afetividade, etc.” 
(N.G.B.). 
 
- exclusão: só, salvo, apenas, menos, senão, etc. 
- inclusão: também, até, mesmo, inclusive, etc. 
- situação: mas, então, agora, afinal, etc. 
- designação: eis. 
- retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc. 
- realce: cá, lá, só, é que, ainda, mas, etc. 
 
GRAUS DOS ADVÉRBIOS 
 
Há advérbios que são passíveis de grau, como os 
adjetivos. 
 
GRAU COMPARATIVO 
 
- de igualdade: tão longe, tão rapidamente como 
- de superioridade: mais cedo (do) que 
- de inferioridade: menos cedo (do) que 
 
GRAU SUPERLATIVO 
 
- analítico: muito longe 
- sintético: longíssimo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
18 
QUESTÕES OBJETIVAS 
 
30) (ANTT) “onde havia estado anteriormente e 
morara algum tempo”; se quiséssemos substituir a 
primeira forma verbal sublinhada a fim de que tivesse a 
mesma forma simples da segunda, deveríamos 
escrever: 
a) estava; 
b) estaria; 
c) esteve; 
d) estivera; 
e) tinha estado. 
 
31) (ANTT) “Voltara Desfontaines a São Paulo, 
onde havia estado anteriormente e morara algum 
tempo. Tendo contratado um carro para levá-lo não sei 
onde, reconheceu, ao passar, o sítio da sua antiga 
casa.”; quanto às duas ocorrências da palavra onde 
nesse segmento do texto, pode-se dizer que: 
a) pertencem à mesma classe gramatical; 
b) referem-se ao mesmo antecedente; 
c) a segunda ocorrência deveria ser substituída por 
aonde; 
d) a primeira ocorrência tem como antecedente “sua 
antiga casa”; 
e) a primeira é advérbio e a segunda, pronome relativo. 
 
32) (SECRETARIA DE SAÚDE – AG. ADM.) “raios 
ultravioleta”; o adjetivo ultravioleta é invariável, assim 
como o adjetivo da seguinte alternativa: 
(A) vidro verde-claro; 
(B) substância cinza; 
(C) laboratório luso-brasileiro; 
(D) célula embrionária; 
(E) cenário laboratorial. 
 
33) (SECRETARIA DE SAÚDE – AG. ADM.) “capaz 
de distinguir os genes das células sadias dos das 
cancerosas”; o comentário INCORRETO a respeito dos 
elementos componentes deste segmento do texto é: 
(A) estão em oposição semântica os vocábulos “sadias” 
e “cancerosas”; 
(B) após “dos” há a elipse de “genes”; 
(C) após “das” há a elipse de “reações químicas”; 
(D) o adjetivo “capaz” equivale a “com a capacidade de”; 
(E) o adjetivo “sadias” qualifica o substantivo “células”. 
 
34) (SECRETARIA DE SAÚDE – AG. ADM.) - “Se o 
ambiente de nossos melhores laboratórios cria um 
cenário...”; a forma verbal equivocada do verbo CRIAR 
é: 
(A) Eu cri na capacidade dos médicos; 
(B) A população, naquela época, creu no governo; 
(C) O Brasil não tinha creado modernos laboratórios; 
(D) Se ele cresse em mim, nada disso ocorreria; 
(E) Se ela tivesse crido na ciência, melhoraria. 
 
35) (SECRETARIA DE SAÚDE – AG. ADM.) - 
Oncologia é o estudo do câncer; o vocábulo abaixo, 
pertencente à área médica, que NÃO tem seu campo de 
estudo identificado corretamente é: 
(A) pneumologia – pulmões; 
(B) endocrinologia – glândulas; 
(C) dermatologia – pele; 
(D) oftalmologia – olhos; 
(E) neurologia – rins. 
 
36) (BNDES) - O manifesto do Partido Comunista 
dizia: “Proletários de todo o mundo, uni-vos!”; se essa 
mesma frase fosse reescrita com tratamento de “vocês” 
em lugar de “vós”, a forma verbal do imperativo 
adequada seria: 
(A) unem-se; 
(B) unam-se; 
(C) unem-nos; 
(D) unem-vos; 
(E) une-se. 
 
37) (BNDES) - Uma antiga revista de humor, Pif-
Paf, trazia o seguinte slogan: 
“Cada número é exemplar, cada exemplar é um 
número!”; nesta frase, as palavras “número” e 
“exemplar” trocaram: 
(A) função, classe e significado; 
(B) somente função e significado; 
(C) somente função e classe; 
(D) somente classe e significado; 
(E) somente classe. 
 
38) (CVM) - Um cidadão comum precisou verificar 
num dicionário o significado da palavra caixa e, ao 
deparar-se com o verbete, leu o seguinte: 
 
caixa. s.f. 1. recipiente para guardar ou transportar 
objetos 1.1 o produto nela contido 2. local onde é feito 
pagamento e recebimento de valores 3. dinheiro para 
pequenas despesas 4. instituição que recebe e 
administra fundos # s.m. 5. livro de registro de receita e 
despesa # 6. funcionário que opera a caixa registradora. 
 
A alternativa que mostra uma observação ERRADA 
sobre o verbete é: 
(A) os números mostram diferentes significados da 
mesma palavra; 
(B) a letra s. indica a classe (substantivo) da palavra; 
(C) as letras fe m. indicam os gêneros (feminino e 
masculino) da palavra; 
(D) o número 1.1 indica um desdobramento do número 
anterior; 
(E) o sinal # indica significados inadequados ou 
populares. 
 
39) (CVM) - A relação ERRADA entre verbo e 
substantivo é: 
(A) ceder / cessão; 
(B) estender / extensão; 
(C) exceder / exceção; 
(D) ascender / ascensão; 
(E) pretender / pretensão. 
 
 
 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
19 
40) (CVM) - “Se ele trabalhar, eu também 
trabalharei!”; a alternativa que tem uma frase com essa 
mesma estrutura, mas com forma verbal EQUIVOCADA 
é: 
(A) Se ele for, eu também irei; 
(B) Se ele ver, eu também verei; 
(C) Se ele quiser, eu também quererei; 
(D) Se ele requerer, eu também requererei; 
(E) Se ele couber, eu também caberei. 
 
41) (CVM) - “Se ele lesse, eu também leria”; a 
alternativa que apresenta uma frase com essa mesma 
estrutura, mas com forma verbal EQUIVOCADA é: 
(A) Se ele trouxesse, eu também traria; 
(B) Se ele aprovasse, eu também aprovaria; 
(C) Se ele pusesse, eu também poria; 
(D) Se ele viesse, eu também viria; 
(E) Se ele mantesse, eu também manteria. 
 
 
42) (CVM) - NÃO há a devida correlação temporal 
das formas verbais em: 
(A) Seria conveniente que o time ficasse sem saber 
quem era o adversário; 
(B) É conveniente que o time ficaria sem saber quem é 
o adversário; 
(C) Era conveniente que o time ficasse sem saber quem 
foi o adversário; 
(D) Será conveniente que o time fique sem saber quem 
é o adversário; 
(E) Foi conveniente que o time ficasse sem saber quem 
era o adversário. 
 
43) (CVM) - A alternativa que completa 
corretamente as lacunas da seguinte frase é: 
“Quando ____ mais barato, o carro ____ um bem muito 
mais popular”. 
(A) estivesse / era; 
(B) estiver / será; 
(C) esteja / era; 
(D) estivesse / será; 
(E) estiver / seria. 
 
44) (MPE / RO) Dentre os plurais dos nomes 
compostos, o único flexionado de modo adequado é: 
(A) guarda-chuvas. 
(B) olhos azuis-turquezas (sic). 
(C) escolas-modelos. 
(D) surdo-mudos. 
(E) pores-dos-sóis. 
 
45) (SEFAZ) - Numa seção de jornal cujo assunto é 
a saúde, um leitor escreve: “Não sofro mais. Considero-
me uma pessoa normal. Esqueci do passado, quero 
viver o presente. Agora, minha alimentação é totalmente 
saudável. Não tomo mais bebidas alcoólicas e evito 
comer doces”. O comentário correto sobre os 
componentes desse texto é: 
(A) o advérbio “mais” reforça a idéia do advérbio “não”; 
(B) os adjetivos “normal”, “saudável” e “alcoólicas” têm 
valor subjetivo; 
(C) “passado” e “presente” são substantivos 
funcionando como adjetivos; 
(D) o adjetivo “saudável” está explicado no texto; 
(E) as duas ocorrências do advérbio “mais” têm valor 
semântico distinto. 
 
46) (ELETROBRÁS) - Na junção das palavras 
abaixo, a alternativa que mostra uma forma NÃO 
paralela estruturalmente às demais é: 
(A) grandes conquistas; 
(B) direitos humanos; 
(C) liberdades públicas; 
(D) dominação política; 
(E) intimidação coletiva. 
 
47) (TBG) - Se o brasil com b minúsculo é um 
objeto sem vida, sem autoconsciência e sem pulsação 
interior, os adjetivos que melhor qualificam esse brasil 
são, respectivamente: 
(A) moribundo, desconhecido e inerte; 
(B) murcho, decadente e senil; 
(C) inerme, ignorante e desaparecido; 
(D) paralisado, atrasado e superficial; 
(E) morto, inconsciente e desfibrado. 
 
48) (ELETRONUCLEAR) As alternativas abaixo 
apresentam adjetivos do texto; a alternativa em que os 
substantivos correspondentes a esses adjetivos podem 
ser formados com a mesma terminação é: 
a) produtiva – contínua – novas; 
b) lentos – descontínuos – iniciais; 
c) pioneiro – produtivos – elétricos; 
d) industrializados – crescente – energética; 
e) significado – desenvolvidos – tradicionais. 
 
49) (ELETRONUCLEAR) Norte-americano e 
matéria-prima, dois vocábulos presentes no texto, fazem 
corretamente como plural: 
a) norte-americanos / matéria-primas; 
b) norte-americanos / matérias-primas; 
c) nortes-americanos / matérias primas; 
d) nortes-americanos / matérias-prima; 
e) nortes-americanos / matéria-primas. 
 
7) FRASE, ORAÇÃO, PERÍODO 
 
1. “Frase é um enunciado de sentido completo, a 
unidade mínima de comunicação.” 
Ex.: Fogo! Atenção! Silêncio! 
 
 “Alguns anos vivi em Itabira.” (C. Drummond de 
Andrade) 
 
2. “Oração é um enunciado constituído de sujeito e 
predicado, ou pelo menos de predicado...” 
Ex.: Faz calor no Rio. 
 
3. “Período é a frase constituída por uma ou mais 
orações.” 
a) simples: possui uma única oração (ORAÇÃO 
ABSOLUTA) 
Ex.: A criança comeu tudo. 
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20 
b) composto: possui mais de uma oração. 
Ex.: “Raspou, achou, ganhou.” 
 
 “Ele saiu da sala e não voltou mais.” 
 
 “Espero que todos compareçam à reunião.” 
 
 
8) TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO 
 
O SUJEITO é ser sobre o qual se faz uma declaração. 
 
O PREDICADO é o que se informa do sujeito. 
TIPOS DE SUJEITO 
 
1) SUJEITO SIMPLES: possui um único núcleo. 
Ex.: Muitos fatos estranhos aconteceram naquele 
lugar. 
 
 
2) SUJEITO COMPOSTO: possui mais de um núcleo. 
Ex.: O pai, a mãe e os filhos comem demasiadamente. 
 
Quando o sujeito não vier expresso materialmente na 
oração, ele poderá ser: 
 
1) OCULTO (DETERMINADO), DESINENCIAL OU 
ELÍPTICO – está subentendido na desinência do verbo, 
por isso ser chamado de implícito ou desinencial. 
Ex.: Chegamos ao baile. 
 
2) INDETERMINADO - quando não se pode (ou não se 
quer) explicitar que elemento executa a ação. 
a) verbo na 3ª pessoa do plural sem referência a sujeito 
expresso na oração. 
Ex.: Roubaram o meu livro. 
 
b) verbo na 3ª pessoa do singular, acompanhado de 
índice de indeterminação do sujeito. 
Ex.: Precisa-se de ajudantes. 
 
“O se é índice de indeterminação do sujeito quando vier 
acompanhando verbo que não é transitivo direto (ou 
bitransitivo). Nesse caso, teremos sujeito 
indeterminado.” (Ernani Terra) 
 
3) INEXISTENTE / ORAÇÃO SEM SUJEITO – Haverá 
sujeito inexistente quando o verbo da oração for 
impessoal. 
 
HAVER = EXISTIR ou indicando tempo decorrido: 
Ex.: Há muitas pessoas na sala. 
 
FAZER indicando tempo decorrido ou meteorológico: 
Ex.: Faz dez anos que ela morreu. 
 
VERBOS QUE INDICAM FENÔMENO DA NATUREZA: 
Ex.: Hoje choveu muito. 
 
Mas: Choveram críticas sobre ele. (sentido figurado) 
 
SER, ESTAR, IR indicando tempo. 
Ex.: Vai para cinco anos que ele morreu. 
 
Observações: 
 
1) O verbo existir não é impessoal. 
Ex.: Existem mil garotas na quadra. 
 
2) Quando um verbo auxiliar se junta a um verbo 
impessoal, ele também permanece na terceira pessoa 
do singular. 
Ex.: Podia haver muitos feridos no acidente. 
 
9) Predicação Verbal 
 
Verbo Transitivo Direto (V.T.D.) – pede complemento 
não preposicionado. 
 
Ex.: Faremos as compras. 
 Encontrei-o lá fora. (o = objeto direto) 
 
Verbo Transitivo Indireto (V.T.I.) 
 
Ex.: Gosto de frutas. 
 Obedeço-lhe. (lhe = ou a ele) 
 
 
Verbo Transitivo Direto e Indireto (V.T.D.I.) 
 
Ex.: Enviei o relatório ao diretor. 
 O.D. O.I. 
 
Verbo Intransitivo (V.I.) 
Ex.: A criança sorriu. 
 As folhas nasceram. 
 Fui à praia. 
 adj.adv.lugar 
 
 
Verbo de Ligação (V.L.) – liga ao sujeito uma 
qualidade ou estado = predicativo 
 (ser, estar, permanecer, parecer, ficar, continuar, 
tornar-se, achar-se, transformar-se, etc.) 
 
Ex.: Maria é bonita. 
 Celso ficou zangado. 
 Carla está doente. 
 
Mas: Mônica ficou triste.V.L. adjetivo 
 
 Mônica ficou em casa. 
 V.I. adj.adv.lugar 
 
 
 Ele come verduras. 
 V.T.D. O.D. 
 
 Ele come muito. 
 V.I. advérbio 
 
 
 
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21 
10) TIPOS DE PREDICADO 
 
Há três tipos de predicado: 
 
1. predicado verbal: seu núcleo é um verbo 
significativo (transitivo ou intransitivo). 
Ex.: Ana correu muito. 
 
2. predicado nominal: seu núcleo é um nome 
(substantivo, adjetivo, pronome), que terá a função 
sintática de predicativo do sujeito. Nesse caso, o verbo 
será de ligação. 
Ex.: Helena estava triste. 
 
3. predicado verbo-nominal: há dois núcleos de 
informação: um verbo significativo (transitivo ou 
intransitivo) e um nome (predicativo do sujeito ou do 
objeto). 
 
 
 verbo 
significativo 
(transitivo ou 
intransitivo) 
verbo de 
ligação 
predicativo 
predicado 
verbal 
SIM NÃO NÃO 
predicado 
nominal 
NÃO SIM SIM 
predicado 
verbo-
nominal 
SIM NÃO SIM 
 
11) TERMOS INTEGRANTES 
 
Objeto direto 
Objeto indireto 
Complemento nominal 
Agente da passiva 
 
1) Objeto direto 
 
Completa um verbo transitivo, sem preposição 
obrigatória. 
 
Ex.: Comprei um carro. / Vais encontrar o mundo. 
 
Pode ser representado por: substantivo, pronome 
substantivo, numeral, palavra ou expressão 
substantivada, oração substantiva objetiva direta. 
O objeto direto pode exprimir: 
 
a) a pessoa ou coisa que sofre ou recebe a ação 
verbal: 
 Ex.: A mãe castigou o mau filho. 
 
b) o produto ou resultado da ação: 
 Ex.: A menina fez a redação. 
 
c) a pessoa ou coisa para onde se dirige um 
sentimento, sem que o objeto seja obrigatoriamente 
afetado por tal sentimento: 
 Ex.: Ana ama a André. 
 
2) Objeto direto preposicionado: algumas vezes o 
objeto direto pode vir regido da preposição a, raramente 
outras: 
a) com verbos que exprimem sentimentos: 
 Ex.: Amemos a Deus. 
 
b) para evitar ambiguidade: 
 Ex.: Ao marginal vai prender. 
 
c) quando vem antecedido: 
 Ex.: A homem diligente ninguém engane. 
 
Outros exemplos: Ao Vasco, o Flamengo venceu. / 
Bebemos do vinho. / Sacou da arma./ Amo a Deus. / O 
menino, eu não o reconheci. 
 
 
 
 
O objeto direto é obrigatoriamente preposicionado: 
 
a) quando expresso por pronome pessoal oblíquo 
tônico: 
 Ex.: Meu desejo é sempre conquistar a ti. 
 
b) quando o pronome quem tem antecedente expresso: 
 Ex.: Perdi Ana a quem tanto amo. 
 
c) quando se coordenam pronome átono e substantivo: 
 Ex.: Cristina o amava e aos pais dele. 
 
3) Objeto direto pleonástico 
 
Quando o objeto direto precede o verbo, 
costuma-se repeti-lo através de um pronome oblíquo: 
 Ex.: Esses problemas (obj. dir.), já os (obj. dir. 
pleonástico) conheço. 
 
 A mim, ninguém me ama. 
 
4) Objeto direto interno ou cognato 
 Verbos intransitivos podem ter objeto direto 
representado por um substantivo do mesmo radical ou 
do mesmo campo semântico. 
 Ex.: “...morrerás morte vil da mão de um forte.” 
(Gonçalves Dias) 
 
5) Objeto indireto 
 
Complementa um verbo transitivo, com 
preposição obrigatória. 
Ex.: Ele só pensa na prova. / Falou aos filhos. 
Pode ser representado por: substantivo, pronome 
substantivo, numeral, palavra ou expressão 
substantivada, oração substantiva objetiva indireta. 
 
O objeto indireto pode exprimir: 
 
a) a pessoa ou coisa a que se dirige a ação verbal: 
 Ex.: Escrever aos amantes. 
 
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22 
b) a pessoa ou coisa em cujo proveito ou prejuízo se 
pratica a ação verbal (dativo de interesse): 
 Ex.: Fez para o bem geral da nação. 
 
6) Objeto indireto pleonástico 
 
 Para realçar o objeto indireto que antecede o 
verbo, é comum repeti-lo. 
 Ex.: A mim ensinou-me tudo. (Fernando 
Pessoa) 
 
7) Complemento nominal 
 
Integra ou limita o sentido do substantivo, do 
adjetivo e de certos advérbios. Vem regido de 
preposição. 
Ex.: Colocação de cartazes. / A decisão foi 
favorável aos alunos. / O deputado discursou 
favoravelmente ao projeto. 
 
 Pode ser representado por: substantivo 
(acompanhado ou não de seus modificadores), 
pronome, numeral, palavra ou expressão 
substantivada, oração completiva nominal. 
 
Observação: 
O complemento nominal pode integrar o 
sujeito, o predicativo, o objeto direto, o objeto 
indireto, o agente da passiva, o adjunto adverbial, o 
aposto e o vocativo. 
 
8) Agente da Passiva 
 
Na voz passiva analítica ou verbal, é o ser que 
pratica a ação. 
Ex.: Ela está sendo conquistada por mim. 
 O ator era conhecido de todos. 
 A mulher ficou rodeada de pretendentes. 
 
Pode ser representado por: substantivo ou palavra 
substantivada, pronome, numeral e “oração 
substantiva”. 
Observações: 
 
1ª) O objeto direto passa a ser sujeito da voz 
passiva. 
2ª) Na transformação para a voz passiva analítica, o 
verbo deve manter o mesmo tempo e modo. 
3ª) O sujeito converte-se em agente da passiva. 
4ª) Na língua culta moderna, omite-se o agente da 
voz passiva pronominal. 
 
12) TERMOS ACESSÓRIOS 
 
Adjunto Adnominal 
Adjunto Adverbial 
Aposto 
 
1) Adjunto Adnominal: indica posse, limita, individua, 
especifica a significação do substantivo. 
 
Obs.: É representado por um artigo, um numeral 
adjetivo, um pronome adjetivo, um adjetivo ou 
expressão adjetiva, ou por uma oração adjetiva. 
 
Ex.: Aluna inteligente. / A minha casa é linda. / “O 
mundo é filho da desobediência. Se Adão tivesse 
cumprido as ordens do Senhor, a humanidade ficaria 
limitada às personagens do Paraíso.” 
 
Adjunto Adnominal x Complemento Nominal 
 
a) Se a palavra precedida de preposição estiver ligada a 
um adjetivo ou a um advérbio, será complemento 
nominal. 
Ex.: A decisão foi favorável aos professores. 
 Independentemente de sua vontade. 
 
b) Se complementar um substantivo concreto, será 
adjunto adnominal. 
Ex.: Porta de ferro./ Copo de vidro. 
 
c) Quando, porém, o termo regido de preposição estiver 
preso a um substantivo abstrato, poderemos ter 
complemento nominal ou adjunto adnominal. Por isso, 
nesse caso, é necessário verificar se o termo 
preposicionado é agente ou paciente. 
 
I) Se for paciente, será complemento nominal: 
Ex.: A invasão da cidade foi rápida. (C.N) 
 A conquista da Amazônia. (C.N) 
 
II) Se for agente, será adjunto adnominal: 
Ex.: A invasão dos soldados foi rápida. (A.A) 
 A conquista dos brasileiros. (A.A) 
 
2) Adjunto Adverbial: Liga-se quase sempre ao verbo 
indicando circunstância (tempo, lugar, modo, causa, fim, 
dúvida, intensidade, etc.). 
 
Ex.: Os convidados estavam na festa. 
 
Principais adjuntos adverbiais: 
 
1) Afirmação: Certamente Cristina passará na prova. 
2) Assunto: Só falavam sobre futebol. 
3) Causa: Ana morreu de frio. 
4) Companhia: Andava com as amigas. 
5) Concessão: Embora estivesse frio, foi à praia. 
6) Condição: Sem dinheiro, não trabalho. 
7) Conformidade: Dançar conforme a música. 
8) Dúvida: Possivelmente, ele nos encontrará amanhã. 
9) Fim: Trabalhava para o seu sustento. 
10) Instrumento: Matou-se com a faca. 
11) Intensidade: Éder come muito. 
12) Lugar: Nós nos encontramos em casa. 
13) Meio: Só andamos a pé. (meio de transporte) 
14) Modo: Ela desceu rapidamente. 
15) Negação: De modo algum farei isso. 
16) Tempo: Nós nos encontramos outro dia. 
 
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23 
3) Aposto: Um substantivo (ou pron. subst.) que se liga 
a outro substantivo (ou pron. subst.) com função de 
explicar, esclarecer, identificar, resumir. 
 
Ex.: Maria, a estudante, chegou. (explicativo) / Rio 
Tietê (apelativo ou especificativo) / A cidade de 
Friburgo. (apelativo ou especificativo) / Fortunas, 
prazeres, sossego, nada o satisfazia. (resumitivo ou 
recapitulativo) / Ana e Cristina são grandes contabilistas, 
uma na área fiscal e outra em custos. (distributivo) / 
Cantou o dia todo, o que o deixou cansado. (relativo a 
toda a oração) 
 
* Vocativo: Termo de natureza exclamativa, empregado 
para chamarmos por alguém ou coisa personificada. 
Ex: Paulo, venha cá. 
 
QUESTÕES OBJETIVAS 
 
50) (CESGRANRIO) Assinale a frase cujo predicado 
é verbo-nominal: 
a) "Que segredos, amiga minha, também são gente ..." 
b) "... eles não se vexam dos cabelos brancos ..." 
c) "... boa vontade, curiosidade, chama-lhe o que 
quiseres ..." 
d) "Fiquemos com este outro verbo." 
e) "... o assunto não teria nobreza nem interesse ..." 
 
51) (FGV) Leia atentamente: "É oportuno, um 
conselho." Na oração ao lado, há um erro de pontuação, 
pois a vírgula está separando: 
a) o adjunto adnominal e o objeto direto 
b) o predicativo do sujeito e o adjunto adverbial de modo 
c) o sujeito e o adjunto adnominal 
d) o predicado verbal e o objeto direto 
e) predicado nominal e o sujeito 
 
52) (FGV) Leia atentamente: "Vi o acidente da 
estação." Na frase ao lado, a expressão sublinhada é 
ambígua, pois pode ser interpretada como: 
a) objeto indireto ou adjunto adnominal 
b) adjunto adverbial de modo ou predicativo do sujeito 
c) predicativo do sujeito ou predicativo do objeto direto 
d) adjunto adnominal ou adjunto adverbial 
e) adjunto adverbial de tempo ou objeto indireto 
 
53) (BB) "Ande ligeiro, Pedro". 
a) sujeito 
b) objeto direto 
c) vocativo 
d) aposto 
e) adjunto 
 
13) CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES 
 
Absoluta 
 
É a oração de um período simples. 
 
 
 
 
PERÍODO COMPOSTO 
 
O período composto é a frase organizada em mais de 
uma oração. Dependendo da relação entre as orações, 
podemos ter: 
 
* período composto por coordenação – formado por 
orações coordenadas: 
 
Chegou cedo, / mas não conseguiu um bom lugar. 
 
 oração oração 
 
Ana Cristina canta, / dança, / interpreta / e mente. 
 
 oração oração oração oração 
 
* período composto por subordinação – formado de 
oração principal e oração(ões) subordinada(s): 
 
Os políticos / que são corruptos / sofrerão. 
 
or. principal or. subordinada or. principal 
 
 
Embora seja pobre, não era ignorante. 
 
or. subordinada or. principal 
 
* período formado por coordenação e subordinação 
(ou período misto) – formado de oração principal, 
oração(ões) subordinada(s) e oração(ões) 
coordenada(s). 
 
Quando se fala algo (or. sub.), / é preciso (or. 
principal) / provar a veracidade (or. subord.); / depois 
espere (or. coord.), / espere (or. coord.) / e relaxe (or. 
coord.). 
 
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO 
 
Orações coordenadas são gramaticalmente 
independentes, ou seja, não exercem função sintática 
umas em relação às outras. 
 
Levantei tarde (or. coord.), / lavei o carro (or. coord.), / 
troquei a camisa (or. coord.) / e fui embora (or. 
coord.). 
 
Orações coordenadas assindéticas – não vêm 
introduzidas por conjunção. 
 
Orações coordenadas sindéticas – vêm introduzidas 
por conjunção coordenativa. 
 
 
 
 
 
 
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24 
Classificação das orações coordenadas sindéticas 
 
ORAÇÕES PRINCIPAIS 
CONJUNÇÕES 
EXEMPLO 
ADITIVAS 
E, NEM, NÃO SÓ...MAS 
TAMBÉM 
“Ela passou duas 
horas embaixo dos 
escombros e foi 
salva.” 
ADVERSATIVAS 
MAS, ENTRETANTO, 
PORÉM, CONTUDO, 
TODAVIA, E (=MAS), 
NO ENTANTO 
“Ismênia foi 
tragada pelo 
movimento, mas 
por sorte ficou 
exatamente entre 
uma pilastra de sua 
própria casa e 
outra da casa da 
sua vizinha.” 
ALTERNATIVAS OU, ORA...ORA, 
OU...OU, NEM...NEM, 
QUER...QUER, 
SEJA...SEJA 
“Ou rezava em voz 
alta, ou morria de 
medo.” 
CONCLUSIVAS POIS(ENTRE 
VÍRGULAS), LOGO, 
PORTANTO, POR 
CONSEGUINTE, POR 
ISSO, ASSIM 
“Era tudo escuridão 
e silêncio: 
portanto, perdi a 
noção do tempo.” 
EXPLICATIVAS QUE, PORQUE, POIS, 
PORQUANTO 
(GERALMENTE O 
VERBO DA PRIMEIRA 
ESTÁ NO 
IMPERATIVO) 
“Fique calma, pois 
já vamos retirá-la.” 
 
PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇAO 
 
No período composto por subordinação, há uma 
oração principal, que traz presa a si oração(ões) 
subordinada(s). 
As orações subordinadas podem ser 
substantivas, adjetivas e adverbiais, conforme a 
função sintática que exercem. 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS 
 
Exercem as funções próprias do substantivo: 
sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento 
nominal, aposto e predicativo. 
As orações subordinadas substantivas são 
introduzidas pelas conjunções integrantes que e se, que 
não desempenham função sintática. 
 
Classificação das orações subordinadas 
substantivas 
 
ORAÇÕES EXEMPLO 
Subjetiva 
 
“É necessário que você 
volte.” 
Objetiva direta 
 
“Desejamos que você 
volte.” 
Objetiva 
indireta 
“Necessitamos de que 
você volte.” 
Completiva 
nominal 
“Temos necessidade de 
que você volte.” 
Predicativa “Nosso desejo é que 
você volte.” 
Apositiva “Desejamos apenas isto: 
que você volte.” 
 
IMPORTANTE: 
As orações substantivas podem vir introduzidas por 
outras palavras: 
 
Não vi como ele chegou. 
Não sei por que era tão escandalosa. 
Perguntamos quando era o casamento. 
Soubemos quanto custava o carro. 
Não sabemos quem vendeu as provas. 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
 
 As orações subordinadas adjetivas vêm 
introduzidas por pronomes relativos – que, quem, 
quanto, onde, cujo (e flexões), o qual (e flexões) – que 
exercem funções sintáticas distintas na oração por eles 
principiada. 
 
Classificação das orações subordinadas adjetivas 
 
ORAÇÕES Exemplo 
Restritiva – delimita e 
restringe o sentido do 
antecedente. 
“Trata-se de um 
treinamento capaz de 
reciclar motoristas que 
deixaram de dirigir.” 
Explicativa – é um termo 
adicional e acrescenta 
uma característica peculiar 
ao nome. 
“O louco trânsito das 
grandes cidades, que é 
capaz de matar quase 
25 mil pessoas a cada 
ano, está espalhando 
uma nova espécie de 
doença.” 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS 
 As orações subordinadas adverbiais exercem a 
função de adjunto adverbial da oração a que se 
subordinam. 
 
 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
25 
Classificação das orações subordinadas adverbiais 
 
ORAÇÕES PRINCIPAIS 
CONJUNÇÕES 
EXEMPLO 
CAUSAIS PORQUE, COMO 
(=PORQUE), POIS, 
JÁ QUE, UMA VEZ 
QUE, PORQUANTO, 
POIS QUE, POR 
ISSO QUE, VISTO 
QUE, VISTO COMO, 
QUE 
“Como não havia 
cemitério no local, 
precisavam enterrar os 
mortos em outra 
cidade.” 
CONDICIONAIS SE,CASO, SEM 
QUE (=SE NÃO), 
CONTANTO, 
SALVO SE, DADO 
QUE, DESDE QUE, 
A MENOS QUE, A 
NÃO SER QUE 
“Se alguém se descuidar, 
Odorico Paraguassu 
acaba prefeito de 
Dumont.” 
CONCESSIVAS EMBORA, MESMO 
QUE, AINDA QUE, 
CONQUANTO,POSTO QUE, BEM 
QUE, SE BEM QUE, 
POR MAIS QUE, 
POR MENOS QUE, 
APESAR DE QUE, 
NEM QUE, QUE 
“Embora os vereadores 
insistam, o prefeito não 
quer falar em cemitério.” 
COMPARATIVAS COMO, QUE (OU 
DO QUE), DO QUE 
(DEPOIS DE MAIS, 
MENOS, MAIOR, 
MENOR, MELHOR 
E PIOR),QUANTO 
(DEPOIS DE 
TANTO), QUAL 
(DEPOIS DE TAL), 
ASSIM COMO, BEM 
COMO, COMO SE, 
QUE NEM 
“Agem como ignorantes.” 
CONSECUTIVAS 
QUE (PRECEDIDA 
DE TÃO, TAL, 
TAMANHO, 
TANTO), DE 
FORMA QUE, DE 
MANEIRA QUE, DE 
MODO QUE, DE 
SORTE QUE 
“Já morreu tanta gente 
na cidadezinha, que 
poderiam ter construído o 
cemitério.” 
CONFORMATIVAS 
CONFORME, 
COMO (= 
CONFORME), 
SEGUNDO, 
CONSOANTE 
“Conforme a revista 
noticiou, não há cemitério 
em Dumont.” 
FINAIS PARA QUE, A FIM 
DE QUE, PORQUE 
(= PARA QUE) 
“As pessoas idosas 
mudam de cidade para 
que possam ser 
sepultadas em paz.” 
TEMPORAIS QUANDO, ANTES 
QUE, DEPOIS QUE, 
ATÉ QUE, LOGO 
QUE, SEMPRE 
QUE, ASSIM QUE, 
DESDE QUE, 
TODAS AS VEZES 
QUE, CADA VEZ 
QUE, APENAS, 
MAL, QUE (= 
DESDE QUE) 
“Quando morre alguém 
muito conhecido, é 
feriado em Dumont.” 
PROPORCIONAIS 
À MEDIDA QUE, 
AO PASSO QUE, À 
PROPORÇÃO QUE, 
ENQUANTO 
“À medida que cresce o 
número de mortos, a 
necessidade do 
cemitério se faz sentir 
com mais intensidade.” 
 
ORAÇÕES INTERCALADAS (ou INTERFERENTES) 
 
 São orações independentes que não pertencem 
à sequência do período. 
 As orações intercaladas são utilizadas para 
esclarecimentos ou citações. 
 
Eu – redarguiu o médico – não concordo. 
 or. intercalada 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS REDUZIDAS 
 
* têm o verbo em uma das formas nominais: gerúndio, 
particípio, infinitivo; 
* não vêm introduzidas por conectivos (conjunções e 
locuções conjuntivas subordinativas ou pronomes 
relativos). 
 
Classificam-se de acordo com a forma verbal que 
apresentam 
 
 subordinada reduzida de gerúndio; 
 subordinada reduzida de particípio; 
 subordinada reduzida de infinitivo. 
 
Penso (or. principal) / estar certo (or. sub. subst. 
objetiva direta, reduzida de infinitivo). 
Desenvolvendo: Penso / que estou certo. 
 
Terminada a festa, (or. sub. adverbial temporal, 
reduzida de particípio) / todos brigaram (or. princ.). 
Desenvolvendo: Quando terminou a festa, todos 
saíram. 
 
QUESTÕES OBJETIVAS 
 
54) (CESGRANRIO) Assinale o período em que 
ocorre a mesma relação significativa indicada pelos 
termos destacados em: "A atividade científica é tão 
natural quanto qualquer outra atividade econômica." 
a) Ele era tão aplicado, que em pouco tempo foi 
promovido. 
b) Quanto mais estuda, menos aprende. 
c) Tenho tudo quanto quero. 
d) Sabia a lição tão bem como eu. 
e) Todos estavam exaustos, tanto que se recolheram 
logo. 
 
55) (BB) No provérbio Antes tarde do que nunca: 
a) Existe oração coordenada 
b) Há um único substantivo 
c) Não há oração, apenas frase nominal 
d) O sujeito está oculto 
e) Há dois adjetivos 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
26 
56) (AFTN) Há oração subordinada substantiva 
subjetiva no período: 
a) Decidiu-se que a microinformática será implantada 
naquele Município. 
b) Um sistema tributário obsoleto não permite que haja 
conscientização dos contribuintes. 
c) A prefeitura necessitava de que os computadores 
fossem instalados com urgência. 
d) Ninguém tem dúvida de que a microinformática 
racionaliza o sistema tributário. 
e) Alguns prefeitos temiam que a utilização do 
computador gerasse desemprego. 
 
 
14) CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
Regra Geral – o artigo, o numeral, o adjetivo e o 
pronome adjetivo concordam em gênero e número com 
o substantivo a que se referem. 
 
Ex.: Aqueles dois jornais (subst.) publicaram as 
notícias (subst.) trágicas. 
 
CASOS 
1 Um substantivo (masc. 
sing.) 
ADJ. MASC. 
SING. 
2 Um substantivo (masc. pl.) ADJ. MASC. 
PL. 
3 Um substantivo (fem. sing.) ADJ. FEM. 
SING. 
4 Um substantivo (fem. pl.) ADJ. FEM. 
PL. 
5 Dois ou mais substantivos 
(masc.) 
ADJ. MASC. 
PL. ou 
CONC. 
ATRATIVA 
6 Dois ou mais substantivos 
(fem.) 
ADJ. FEM. 
PL. ou 
CONC. 
ATRATIVA 
7 Dois ou mais substantivos 
(gêneros diferentes) 
ADJ. MASC. 
PL ou 
CONC. 
ATRATIVA 
8 Adjetivo anteposto a dois 
substantivos (mesmo gên. 
ou gên. dif.) / UNINDO-SE 
DIRETAMENTE A ELES 
CONC. 
ATRATIVA 
9 Adjetivo anteposto a dois 
substantivos (masc.) / NÃO 
SE UNINDO 
DIRETAMENTE A ELES 
ADJ. MASC. 
PL. ou 
CONC. 
ATRATIVA 
10 Adjetivo anteposto a dois 
substantivos (fem.) / NÃO 
SE UNINDO 
DIRETAMENTE A ELES 
ADJ. FEM. 
PL. ou 
CONC. 
ATRATIVA 
11 Adjetivo anteposto a dois 
substantivos (gên. dif.) / 
NÃO SE UNINDO 
DIRETAMENTE A ELES 
ADJ. MASC. 
PL. ou 
CONC. 
ATRATIVA 
 
 
OUTROS CASOS: 
 
1) Um e outro, nem um nem outro – Com um e outro, 
põe-se no singular o substantivo, e no singular ou plural 
o verbo, quando estas expressões aparecem no sujeito. 
Ex.: “Parou um momento e, olhando para um e outro 
lado, endireitou a carreira...” 
 
2) Um ou outro – Substantivo e verbo no singular. 
Ex.: Um ou outro soldado, indisciplinadamente, 
revidava, disparando à toa...” 
 
3) Mesmo, próprio, só (sozinho) – Concordam em 
gênero e número com o substantivo 
Ex.: “Ela mesma disse a verdade.” 
 “Nós estamos sós.” 
 
4) Leso, anexo, incluso – Concorda com o 
determinado em gênero e número. 
Ex.: “Cometeu um crime de lesa-pátria.” 
 
5) Dado e visto - Como adjetivos, concordam em 
gênero e número com o substantivo. 
Ex.: “Dadas (Vistas) as circunstâncias, foram-se 
embora.” 
 
6) Meio = metade, bastante(pronome adjetivo 
indefinido, adjetivo) – Concordam em gênero e 
número com o termo determinado. 
Ex.: Era meio-dia e meia (i.é: meia hora). 
 Comemos bastantes frutas. (pron. adj. ind.) 
 Há provas bastantes de seu crime. (adj.) 
 
7) Pseudo e todo – Usados em termos compostos 
ficam invariáveis. 
Ex.: “A fé todo-poderosa que nos guia é nossa 
salvação.” 
 
8) Tal e qual – Tal, como determinante, concorda em 
gênero e número com o determinado: 
Ex.: “Tais razões não me movem.” 
 
“Em correlação, tal qual também procedem à mesma 
concordância.” (Evanildo Bechara) 
 
Ex.: “Os boatos são tais quais as notícias.” 
 
9) Possível – Fica invariável em construções do tipo: o 
menos possível, o melhor possível, o pior possível, 
quanto possível. 
Ex.: “Paisagens o mais belas possível.” 
 
Com o plural os mais, os menos, os piores, os 
melhores, o adjetivo possível vai ao plural: 
 “Paisagens as mais belas possíveis.” 
 
10) A olhos vistos (claramente, visivelmente) – Pode 
ser invariável. 
Ex.: “...padecia calada e definhava a olhos vistos” 
 
“Mais rara, porém correta, é a concordância de visto 
com a pessoa ou coisa que se vê.” (Evanildo Bechara) 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
27 
Ex.: “O barão definhava a olhos visto.” 
 
11) É bom, é necessário, é proibido – O adjetivo 
concordará com o substantivo se o sujeito vier 
precedido de artigo (ou outro determinante). 
Ex.: “Bebida alcoólica é proibido para menores.” 
 “As bebidas alcoólicas são proibidas para 
menores.” 
 
12) Milhar – Todos os seus adjuntos devem estar no 
masculino: 
Ex.: “Os milhares de pessoas.” 
 
13) Adjetivos designativos de nomes de cores – 
Com dois adjetivos, o “mais comum é deixar o primeiro 
invariável na forma do masculinoe fazer a concordância 
do segundo com o substantivo determinado, embora 
não deixem de aparecer exemplos em bons autores em 
que estejam flexionados os dois adjetivos.” 
Ex.: Ela tem belíssimos olhos verde-claros. 
 
14) Haja vista – Há quatro construções possíveis: 
Ex.: Haja vista os problemas ocorridos. 
 Haja vista aos problemas ocorridos. 
 Haja vista dos problemas ocorridos. 
 Hajam vista os problemas ocorridos. 
 
15) Um substantivo e dois ou mais adjetivos – O 
substantivo vai ao plural. 
Ex.: as polícias civil e federal 
 as bandeiras inglesa e francesa 
 
Se houver repetição do artigo antes do segundo 
adjetivo e dos seguintes, o substantivo ficará no 
singular. 
Ex.: a polícia civil e a federal 
 a bandeira inglesa e a francesa 
 
16) ADJETIVO + DE – O adjetivo varia normalmente. 
Ex.: Tristes dos pobres! Continuam sua sobrevida! 
 
17) Adjetivos adverbializados - Não há variação. 
Ex.: Falemos claro. 
 A sopa desceu redondo. 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
57) Corrija o que for necessário. 
 
1) A loja vendera carros e moto usadas. 
_____________________________________
_____________________________________ 
2) Ele comprou peixes e mangas maduras. 
_____________________________________
_____________________________________ 
3) Passou quarta, quinta e sexta 
trabalhosas no Rio. 
_____________________________________
_____________________________________ 
4) Viu as bandeiras brasileira e francesa. 
_____________________________________
_____________________________________ 
5) Era novos o livro e a caneta. 
_____________________________________
_____________________________________ 
6) Estavam atrasados a irmã e o irmão. 
_____________________________________
_____________________________________ 
7) As listas de preço seguiam anexo a esta 
carta. 
_____________________________________
_____________________________________ 
8) Anexos aos requerimentos foram as 
listas dos convocados. 
_____________________________________
_____________________________________ 
9) Remeto-lhe em anexo as certidões. 
_____________________________________
_____________________________________ 
10) No Shopping ela comprou vestidos e 
roupas caras. 
_____________________________________
_____________________________________ 
11) Na reunião foi discutida a política latino-
americana. 
_____________________________________
_____________________________________ 
 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
28 
12) É meio-dia e meio. 
_____________________________________
_____________________________________ 
13) A aluna estava meio desgastada com os 
colegas da escola. 
_____________________________________
_____________________________________ 
14) Bastante famílias perderam o apoio dos 
filhos no seminário. 
_____________________________________
_____________________________________ 
15) Havia provas bastantes de sua 
competência. 
_____________________________________
_____________________________________ 
16) As milhares de mulheres que partiram 
para o mercado de trabalho são muito 
competentes. 
_____________________________________
_____________________________________ 
17) É necessário justiça, para a paz 
acontecer ainda neste século. 
_____________________________________
_____________________________________ 
18) Um e outro aluno inteligente conseguiu 
a aprovação. 
_____________________________________
_____________________________________ 
19) Sua Excelência sempre se mostrou 
interessado em encaminhar projetos ao 
Congresso. 
_____________________________________
_____________________________________ 
20) Quero filhas o mais inteligentes 
possível. 
_____________________________________
_____________________________________ 
 
15) CONCORDÂNCIA VERBAL: o verbo altera sua 
terminação para se adequar ao sujeito da frase. 
 
 O verbo “sempre” concorda com o sujeito em 
número e pessoa. 
Eu saí da sala. 
 
Tu saíste da sala. 
 
Os alunos saíram da sala. 
 
Regras: 
 
1) Quando o sujeito é composto, o verbo vai para o 
plural. 
 
Ex.: “As condições de trabalho e as máquinas causam 
acidentes.” 
 
Mas: se o sujeito composto vier depois do verbo, 
admite-se a concordância com o núcleo mais próximo. 
 
Ex.: Correu Pedro e Paulo. 
 
2) Se o sujeito composto vier resumido por um pronome 
indefinido (tudo, nada, ninguém etc.), o verbo 
concordará obrigatoriamente com o pronome indefinido. 
 
Ex.: “O ambiente, os colegas, o chefe, a máquina, tudo 
lhe era desagradável.” 
 
3) Sujeito composto formado por pessoas 
diferentes: o verbo concordará, no plural, com a 
pessoa de número gramatical mais baixo na sequência. 
 
Ex.: “Tu e ele viajareis.” 
Mas: com tu, seguido de uma terceira pessoa, prefere-
se a concordância na terceira pessoa do plural, em 
virtude do desuso do tratamento vós. 
 
4) Sujeito composto, com núcleos do sujeito ligados 
por ou: 
 
a) Com valor exclusivo, verbo no singular; 
Ex.: “João ou José será o representante dos 
metalúrgicos.” 
 
b) Sem valor exclusivo, verbo no plural. 
Ex.: “A insegurança ou a raiva podem atrapalhá-lo na 
decisão.” 
 
5) Sujeito composto, com núcleos do sujeito ligados 
por com: verbo no plural. 
 
Ex.: “A mulher com os filhos saíram.” 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
29 
Mas: caso se queira dar maior importância ao primeiro 
elemento do sujeito composto, o verbo poderá ir para o 
singular. 
 
6) O sujeito é um pronome de tratamento: verbo 
sempre na terceira pessoa. 
Ex.: “Vossa Excelência agiu bem.” 
 “Vossas Reverendíssimas já nos apoiaram.” 
 
7) O sujeito é um coletivo: verbo no singular. 
 
se o coletivo vier especificado, verbo no singular 
(concordando com a regra), ou plural; 
 
 Ex.: “A multidão gritava.” 
 
O mesmo ocorre quando o sujeito é uma expressão 
partitiva (parte de, metade de etc.) 
 
 Ex.: “A multidão de torcedores gritava (gritavam).” 
 
8) O sujeito é o pronome relativo que: o verbo concorda 
com antecedente do pronome relativo. 
 
Ex.: “Fui eu que fiz.” 
 “Fomos nós que fizemos.” 
 
Mas: com as expressões um dos que, uma das que, o 
verbo deverá ir para o plural, embora sejam frequentes 
as construções com o verbo no singular. 
 
9) O sujeito é o pronome relativo quem: verbo na 
terceira pessoa do singular. 
 
Ex.: “Fui eu quem fez.” 
 
Mas: é muito comum o verbo concordar com o 
antecedente. 
 
Ex.: “Fui eu quem fiz.” 
 
10) Concordância de nomes que só aparecem no 
plural: 
 
a) Precedidos de artigo, o verbo acompanha o artigo; 
 
Ex.: “Os Estados Unidos falharam.” 
 
b) Sem artigo, o verbo fica no singular. 
 
 Ex.: “Estados Unidos falhou.” 
 
11) Concordância das expressões mais de um / mais 
que um / mais de dois: 
 
o verbo concordará com o numeral que acompanha as 
expressões; 
 
Ex.: “Mais de um funcionário saiu.” 
 
quando a expressão mais de um / mais que um vier 
repetida, ou indicar reciprocidade, o verbo deve ir para o 
plural. 
 
 Ex.: “Mais de um funcionário, mais de um chefe 
saíram.” 
 
 “Mais de uma pessoa se deram as mãos.” 
 
12) Sujeito formado pelas expressões alguns de nós / 
poucos de vós / quais de nós etc., a concordância 
tanto poderá ser feita com o indefinido plural, quanto 
com o pronome pessoal. 
 
Ex.: “Alguns de nós desistimos.” 
 “Alguns de nós desistiram.” 
 “Quais de vósfalastes?” 
 “Quais de vós falaram?” 
 
Mas: caso o pronome indefinido esteja no singular, a 
concordância somente será feita com ele. 
 
Ex.: “Qual de nós saiu?” 
 
13) Concordância do verbo acompanhado da 
partícula se: 
 
V.T.D + SE / V.T.D.I + SE (pronome apassivador) - A 
concordância verbal será com o sujeito paciente. 
 
V.T.I + SE / V.I + SE / V. de Lig. + SE (índice de 
indeterminação do sujeito) – O sujeito será 
indeterminado, sendo usado o verbo na 3
a
 pessoa do 
singular, apenas. 
 
Exs.: 
 
a) Têm-se anunciado conclusões inéditas. 
b) Aspira-se a títulos acadêmicos. 
c) Reconheceu-se/ Reconheceram-se, de fato, o erro 
e a ignorância do réu. 
d) É-se calmo. 
e) Dorme-se pouco, naquela casa. 
f) Os erros, aos quais há de se chamar de incipientes 
atitudes, foram compreendidos por todos da sala. 
 
14) Concordância dos verbos dar / bater / soar: 
indicando horas, concordam normalmente com o sujeito 
expresso na oração. 
 
“Empregados com referência às horas do dia, os 
verbos DAR, BATER, SOAR e sinônimos 
concordam com o número que indica as horas.” 
(Cunha e Cintra) 
 
Ex.: “Soaram doze horas por igrejas daqueles vales.” 
(C. Castelo Branco) 
 
Quando há sujeito expresso (relógio, sino, sineta, etc.), 
o verbo concorda com ele: 
 
Ex.: “O sino da Matriz bateu seis horas.” (A. Meyer) 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
30 
quando não se indica quem deu as horas, o sujeito da 
oração passa a ser o número de horas. 
 
15) Concordância dos verbos impessoais: 
 
HAVER = EXISTIR, ACONTECER, OCORRER ou 
indicando tempo decorrido: 
Ex.: Há muitas pessoas na sala. 
 
FAZER indicando tempo decorrido ou meteorológico: 
Ex.: Faz dez anos que ela morreu. 
 
VERBOS QUE INDICAM FENÔMENO DA NATUREZA: 
Ex.: Hoje choveu demais. 
 
Mas: Choveram críticas sobre ele. (sentido figurado) 
 
SER, ESTAR, IR indicando tempo. 
Ex.: Vai para cinco anos que ele morreu. 
 
16) Sujeito oracional: o verbo deve permanecer na 
terceira pessoa do singular. 
 
Ex.: É necessário que estudemos muito. 
 
17) Verbo parecer mais infinitivo: 
flexiona-se o verbo parecer; 
 
Ex.: As estrelas pareciam brilhar. 
 (loc. verbal) 
 
flexiona-se o infinitivo, mas nunca ambos. 
Ex.: As estrelas parecia brilharem. 
 
OR. PRINC. – parecia 
 
OR. SUB. SUBJ. RED. DE INFINITIVO – As estrelas 
brilharem 
 
18) Concordância do verbo ser: 
 
a) concorda com o predicativo quando seu sujeito for 
um dos pronomes interrogativos que ou quem; 
 
Ex.: - Que são seis meses? (Machado de Assis) 
 
 Quem teriam sido os primeiros deuses? (A. 
Sérgio) 
 
b) concorda com o predicativo quando estiver indicando 
tempo, data ou distância; 
 
Ex.: “São duas horas da tarde.” 
 
 Hoje são vinte cinco. 
 
c) com pronome pessoal reto, concorda 
obrigatoriamente com ele, seja o pronome reto sujeito 
ou predicativo; 
 
Ex.: “Eles são o Brasil.” 
 “O Brasil seríamos nós.” 
d) Com sujeito e predicativo constituídos de pronome 
pessoal: 
 
 Ex.: “Eu não sou eles.” 
 
e) quando o sujeito é um dos pronomes tudo, isso, isto, 
aquilo, o = aquilo, a concordância deverá ser feita de 
preferência com o predicativo do sujeito. 
 
Ex.: “Nem tudo são prazeres na vida.” 
 
Também é possível: “Nem tudo é prazer.” 
 
f) com dois substantivos comuns de números 
diferentes, concorda de preferência com aquele que 
estiver no plural. 
 
Ex.: “O assunto eram as guerras do século XX.” 
 
g) Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo) 
for pessoa, o verbo concorda com ele. 
 
Ex.: “Gumercindo é as preocupações da mamãe.” 
“As tristezas da família é Emengarda.” 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
58) Corrija o que for necessário. 
 
1) Isabelle e Cristina chegou tarde. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
2) Chegou tarde Isabelle e Cristina. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
3) Juventude, saúde, sucesso, tudo passam. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
4) Por muitos séculos, os homens tem usado. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
5) Houveram muitas discussões naquela reunião. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
6) Já fazem anos, havia neste local árvores e flores. Hoje, só 
existe ervas daninhas. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
7) É evidente que deve haver, nesses “arrastões”, um pouco de 
modismo. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
8) Muito se esforçaram, mas não houveram o que desejavam. 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
31 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
9) Choveram vaias na abertura do PAN. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
10) Afogam-se o corpo e a alma em álcool e gorduras. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
11) Abandone-se a um canto as árvores mortas cobertas de 
lantejoulas. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
12) A maioria dos turistas visitou o Rio. 
________________________________________________________
_______________________________________________________ 
13) Essas pessoas devem entender que o tempo delas já 
passaram. 
________________________________________________________
_______________________________________________________ 
14) 100% da turma passou. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
15) O que fizeram Capitu e eu? 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
16) No relógio deu duas horas. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
17) Os Estados Unidos são o país mais poderoso do mundo. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
18) Quem é os padrinhos? 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
19) Amanhã é 23. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
20) Helena ou Clotilde casará com ele. 
________________________________________________________
________________________________________________________ 
 
QUESTÕES OBJETIVAS 
 
59) (BNDES) - A língua portuguesa e os 
conhecimentos matemáticos nem sempre estão de 
acordo. A frase abaixo em que a concordância verbal 
contraria a lógica matemática é: 
(A) 50% da torcida brasileira gostaram da seleção; 
(B) mais de três jornalistas participaram da entrevista; 
(C) menos de dois turistas deixaram de participar do 
passeio; 
(D) são16 de outubro; 
(E) participaram do congresso um e outro professor. 
 
60) (MPE /RO) Aponte a opção em que a 
concordância verbal está realizada corretamente. 
(A) Houveram muitas festas de Carnaval na Bahia. 
(B) Os Estados Unidos, ontem, bombardeou o Iraque. 
(C) Cada um dos funcionários apresentaram boas 
propostas. 
(D) Um dia, um mês, um ano passam depressa. 
(E) Aconteceu vários fatos marcantes na minha vida. 
 
61) (SEFAZ) - No mesmo texto da questão 5, 
aparece o segmento “os povos egípcio e israelita”, em 
que o substantivo aparece no plural e os dois adjetivos 
no singular. O item abaixo em que os adjetivos 
poderiam ocorrer no plural é: 
(A) as atuais bandeiras brasileira e portuguesa; 
(B) as séries primeira e segunda do ensino médio; 
(C) os idiomas francês e inglês; 
(D) os jornais paulista e carioca da atualidade; 
(E) os territórios brasileiro e argentino. 
 
62) (TRE).... pelos governos federal, estadual e 
municipal..; o item abaixo que exemplifica o mesmo tipo 
de concordância nominal do segmento retirado do texto 
é: 
a) Vivia em tranquilos bosques e montanhas; 
b) A professora estava com um vestido e um chapéu 
escuro; 
c) Passou quarta, quinta e sexta trabalhosas no Rio; 
d) Viu as bandeiras brasileira e francesa; 
e) Era novo o livro e a caneta. 
 
63) (EMGEPRON) “Por muitos séculos, o homem 
tem usado...”; se, em lugar de o homem tivéssemos os 
homens, a forma verbal adequada seria: 
a) têm usado; 
b) têem usado; 
c) têm usados; 
d) têem usados; 
e) tem usado. 
 
64) (IBGE) “É evidente que deve haver, nessa onda 
de “arrastões”, um pouco de modismo”; se tivéssemos 
ondas em lugar de onda, a forma verbal da frase deveria 
ser: 
a) deve haver; 
b) devem haver; 
c) deve haverem; 
d) devem haverem; 
e) dever haver. 
 
65) (ELETROBRÁS) “Esses genes alienígenas 
mandam o receptor produzir substâncias...”; se 
trocarmos o número dos sujeitos desse segmento do 
texto, a nova forma correta seria: 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
32 
a) Esse gene alienígena manda o receptor produzir 
substâncias; 
b) Esse gene alienígena manda o receptor produzir 
substância; 
c) Esses genes alienígenas mandam os 
receptores produzirem substâncias; 
d) Esse gene alienígena manda os receptores 
produzirem substâncias; 
e) Esses genes alienígenas mandam o receptor produzir 
substância. 
 
66) (TRT) A nova redação de algumas passagens 
do texto apresenta erro de concordância verbal em: 
a) então, poderão haver coisas misteriosamente 
novas em nossas vidas; 
b) afogam-se o corpo e a alma em álcool e 
gorduras; 
c) abandonem-se a um canto as árvores mortas 
cobertas de lantejoulas; 
d) hoje, o Natal são presentes e comilanças; 
e) pode-se envolver os sinos de papel em fitas 
vermelhas. 
 
67) (POLÍCIA CIVIL-DF) A frase do texto que 
apresenta uma dupla possibilidade de concordância 
verbal é: 
a) “...o número de turistas no Rio de Janeiro dobrou...”; 
b) “...não há um esquema eficaz de inteligência nem 
estrutura técnica adequada para seguir pistas”; 
c) “...quase 40% dos que chegam...”; 
d) “...nem o que percebem os assaltantes”; 
e) “...que apresentam o Rio e outras grandes cidades 
brasileiras”. 
 
68) (TRT) Já .......... anos, .......... neste local árvores 
e flores. Hoje, só .......... ervas daninhas. 
a) fazem, haviam, existe 
b) fazem, havia, existe 
c) fazem, haviam, existem 
d) faz, havia, existem 
e) faz, havia, existe 
 
69) (TRE-MT) De acordo com a norma culta, só está 
incorreta a concordância do termo sublinhado em: 
a) Remeto-lhe anexo as certidões. 
b) No Shopping ela comprou vestidos e roupas caras. 
c) Na reunião foi discutida a política latino-americana. 
d) É meio-dia e meia. 
e) Bons argumentos foram apresentados na exposição 
do conferencista. 
 
70) (TRE-MT) A única concordância verbal correta 
está na afirmativa: 
a) O que fizeram Capitu e eu? 
b) No relógio deu duas horas. 
c) Fazem, hoje, dois meses de sua morte. 
d) Houveram muitas discussões naquela reunião. 
e) Os Estados Unidos são o país mais poderoso do 
mundo. 
 
71) (TRE-MG) Assinale a opção em que a palavra 
está com a concordância incorreta: 
a) Bastantes famílias perderam o apoio dos filhos no 
seminário. 
b) A aluna estava meio desgastada com os colegas da 
escola. 
c) É necessário justiça, para a paz acontecer ainda 
neste século. 
d) Os professores consideraram inoportunos as atitudes 
e os palpites do rapaz. 
e) Anexos aos requerimentos foram as listas dos 
convocados. 
 
72) (TRE-RJ) "Calvino fez da cobrança de juros um 
esporte legítimo" Das alterações feitas na sentença 
acima, aquela em que há erro de concordância é: 
a) Calvino tornou legítimo cobrarem-se juros. 
b) Calvino tornou legítimos os juros cobrados. 
c) Calvino tornou legítima a cobrança de juros. 
d) Calvino tornou a aquisição de títulos e propriedades 
legítimas. 
e) Calvino tornou a aquisição de títulos e propriedades 
algo legítimo. 
 
73) (TRE-RJ) Com relação ao adjetivo sublinhado, 
há erro de concordância nominal em: 
a) Estavam atrasados a irmã e o irmão. 
b) A loja vendera carros e moto usadas. 
c) Ele comprou mamões e mangas maduras. 
d) As listas de preço seguiam anexas a esta carta. 
e) Os trabalhadores não quiseram fazer horas extras. 
 
74) (TRE-MG) Leia com atenção os itens a seguir: 
I- A multidão, mesmo com a nova ordem econômica, 
exigiam uma realidade social mais justa. 
II- Sua excelência sempre se mostrou interessado em 
encaminhar projetos ao Congresso. 
III- Os mineiros com frequência nos preocupamos com a 
organização política do País. 
 
Ocorre concordância ideológica ou silepse em: 
a) I e II apenas 
b) II e III apenas 
c) I e III apenas 
d) I, II e III 
e) III apenas 
 
16) SINTAXE DE REGÊNCIA 
 
Regência é a parte da Gramática Normativa que estuda 
as relações de dependência entre as palavras de uma 
oração. 
 
O termo que exige o complemento é chamado de 
REGENTE, enquanto o complemento é chamado de 
REGIDO. 
 
REGÊNCIA VERBAL 
 
AGRADAR 
 
1) TRANSITIVO DIRETO (fazer carinho, agrado) 
Ex.: A esposa agradou o marido. 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
33 
2) TRANSITIVO INDIRETO (ser agradável) 
Ex.: O atraso não agradou ao pai. 
 
 
AJUDAR / SATISFAZER / PRESIDIR 
Transitivos diretos ou indiretos. 
Ex.: Ajudou o amigo ambicioso. 
 Ajudou ao amigo ambicioso. 
 
ASPIRAR 
 
1) TRANSITIVO DIRETO (cheirar, respirar, sorver) 
 
Ex.: “Egas aspirava o perfume de seus cabelos.” 
(Herculano) 
2) TRANSITIVO INDIRETO (pretender, desejar muito) 
Ex.: “Todos os seres, todas as cousas aspiram à luz, 
que é a manifestação da beleza radiante.” (Coelho 
Neto) 
 
Não se diz: aspiro-lhe; e sim aspiro a ele(s), a ela(s). 
Ex.: “Vanda não seria sua. Vanda não seria de nenhum 
dos dois. Não podendo ser dele, Flavio Paiva, Armando 
não podia aspirar a ela.” (Octavio de Faria) 
 
ASSISTIR 
 
1) TRANSITIVO INDIRETO (ver, presenciar, caber, 
competir) 
Ex.: “Ataxerxes assistia a tudo.” (Aníbal M. Machado) 
“Se for pronome pessoal o complemento, não se 
admitirá a forma lhe(s), senão a ele(s), a ela(s).” 
(Rocha Lima) 
 
Ex.: Lá vão uns frades celebrar um auto! Não serei eu 
que assista a ele.” (Alexandre Herculano) 
 
2) TRANSITIVO INDIRETO (caber, competir) 
Ex.: “(...) O direito que assiste ao autor de ligar o nome 
a todos os seus produtos intelectuais.” (Rui Barbosa) 
 
Cabe, neste caso, a forma pronominal lhe(s): 
Ex.: (...) nem lhe assistiam razõesde querer mal ao 
Império...” (Rui Barbosa) 
 
3) TRANSITIVO DIRETO OU INDIRETO (servir de 
ajudante a alguém, acompanhar, assessorar, ajudar) 
Ex.: Assistiu o menino. 
 Assistiu ao menino. 
 
4) INTRANSITIVO (morar) 
Ex.: “Onde o poeta assiste, não há ‘cocks’ / autógrafos, 
badalos, gravações.” (Carlos Drummond de Andrade) 
ATENDER 
 
1) TANSITIVO INDIRETO (tomar em consideração, 
prestar atenção a) 
Ex.: “As mucamas faziam prodígios, atendendo a um e 
a outro.” 
 
2) TRANSITIVO DIRETO (deferir, receber em casa, ou 
no gabinete, etc.) 
Ex.: “O Senhor não atendeu a oração do pecador.” 
(Camilo Castelo Branco) 
 
3) TRANSITIVO INDIRETO (atentar, concentrar a 
atenção em) 
Ex.: “Batava, entretanto, atender para essas afecções 
orgânicas.” (Francisco de Castro) 
“Se o complemento for um pronome pessoal referente a 
PESSOA, só se empregam as formas objetivas diretas. 
Diz-se: 
 
 O diretor atendeu os interessados, ou aos 
interessados, mas apenas: 
 O diretor atendeu-os. 
 
CHAMAR 
 
1) TRANSITIVO DIRETO (fazer alguém vir) 
Ex.: “Marcela chamou um moleque...e mandou-o a uma 
loja na vizinhança.” (Machado de Assis) 
 
2) TRANSITIVO DIRETO OU INDIRETO (apelidar, dar 
nome a – o predicativo pode vir antecedido de 
preposição, ou do conectivo como) 
Ex.: “A gente só ouvia o Pancário chamar-lhe ladrão e 
mentiroso.” 
 
3) TRANSITIVO INDIRETO (clamar) 
Ex.: “Gurgel tornou à sala e disse a Capitu que a filha 
chamava por ela.” (Machado de Assis) 
CUSTAR 
 
1) TRANSITIVO INDIRETO (ser custoso, ser difícil) 
Ex.: “Bem me lembrava o quanto me custava persegui-
lo.” (Fernando Sabino) 
 
Nesse sentido, o sujeito nunca será a pessoa, mas o 
infinitivo. 
 
Entretanto, “(...) começa a construção a transitar, ainda 
que um tanto ambiguamente, para a significação de 
DEMORAR, que lhe é próxima, dada a convizinhança 
semântica entre os dois verbos.” (Rocha Lima) 
 
Ex.: “[Emilinha e Francisquinha] custaram a habituar-se 
a mim e ao meu modo de vida.” 
 
2) BITRANSITIVO (causar, acarretar consequências) 
Ex.: “Esta obrigação custou-lhe lágrimas, mas não 
hesitou um instante.” (Camilo C. Branco) 
 
3) INTRANSITIVO (adquirido pelo preço de) 
Ex.: “(...) uma sentinela, que custa milhares de 
milhões.” (Latino Coelho) 
 
ESQUECER 
 
1) TRANSITIVO DIRETO (não-pronominal) 
Ex.: As pessoas esquecem tudo. 
 
2) TRANSITIVO INDIRETO (pronominal) 
Ex.: Esqueci-me dos documentos. 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
34 
Neste exemplo, “(...) o objeto, quer direto, quer 
precedido de preposição, vai figurar como sujeito. 
 Esqueceram-me os documentos.” (Rocha Lima) 
 
 
INFORMAR 
Emprega-se com objeto direto de coisa e indireto de 
pessoa, ou vice-versa. 
 
Ex.: Informou ao amigo o incidente. 
 Informou o amigo do incidente. 
 
A mesma regência se aplica também aos verbos: 
avisar, certificar, cientificar, notificar, prevenir 
 
IMPLICAR 
 
1) TRANSITIVO INDIRETO (ter implicância com, 
mostrar má disposição para com alguém, comprometer-
se, enredar-se, envolver-se em situações embaraçosas) 
Ex.: Implicar com os namorados da filha. 
 “Implicar-se em negociações árduas, em empresas 
difíceis.” (Constâncio) 
 
2) TRANSITIVO DIRETO (trazer como consequência, 
acarretar) 
Ex.: “(...) sem que a investida do novo chefe implicasse 
a menor quebra no movimento político e social.” (Latino 
Coelho) 
 
INTERESSAR 
 
1) TRANSITIVO DIRETO (ofender, ferir) 
Ex.: O tiro interessou o coração. 
 
2) TRANSITIVO DIRETO (dizer respeito a, despertar a 
atenção, a curiosidade, dar interesse a) 
Ex.: “Essas lições atrairão e interessarão ainda as 
criancinhas mais verdes.” (Rui Barbosa) 
 
3) TRANSITIVO INDIRETO (ser proveitoso, ser do 
interesse de) 
Ex.: “o resto é dispensável e apenas pode interessar 
aos arquitetos (...)” (Graciliano Ramos) 
 
4) TRANSITIVO INDIRETO (empenhar-se, tomar 
interesse por, acompanhado das preposições EM e 
POR) 
Ex.: “Antônia interessava-se nestes estudos...” 
(Camilo C. Branco) 
 “- É a primeira vez que você se interessa por ela, 
desde que chegou...” (Aníbal M. Machado) 
5) BITRANSITIVO (dar parte a alguém em algum 
negócio, despertar o interesse de alguém para alguma 
coisa, com OBJETO DIRETO DE PESSOA E 
COMPLEMENTO INICIADO POR EM) 
Ex.: “interessei-o nesta empresa.” (Sousa Lima, Gram. 
Port.) 
 
 
 
 
LEMBRAR / RECORDAR 
 
1) TRANSITIVO DIRETO (trazer à lembrança, evocar, 
recordar-se) 
Ex.: O seu rosto lembrava uma carranca. 
2) BITRANSITIVO (sugerir a lembrança, advertir, fazer 
recordar) 
Ex.: Não era preciso lembrar o compromisso ao amigo. 
 
3) TRANSITIVO INDIRETO (quando for pronominal) 
Ex.: “Lembro-me do acontecimento.” 
 
NAMORAR 
 
É transitivo direto, por isso não exige preposição. 
Ex.: Tayná namora aquele rapaz. 
 
OBEDECER (E DESOBEDECER) 
 
1) TRANSITIVO INDIRETO 
Ex.: O bom filho obedece ao pai. 
 
2) INTRANSITIVO 
Ex.: Ninguém desobedeceria. 
 
PAGAR / PERDOAR 
 
Pedem objeto direto de coisa e indireto de pessoa, 
entidade. 
Ex.: Perdoamos as agressões aos inimigos. 
 
 
PEDIR 
 
1) BITRANSITIVO 
Ex.: O professor pede aos presentes que não 
conversem. 
 
PREFERIR 
 
1) BITRANSITIVO 
Ex.: Prefiro um bom livro a telenovelas. 
 
PROCEDER 
 
1) INTRANSITIVO (ter fundamento) 
Ex.: As críticas das pessoas procediam. 
 
2) INTRANSITVO (originar-se, vir de algum lugar) 
Ex.: Angélica procede de Minas Gerais. 
 
3) TRANSITIVO INDIRETO (dar início, executar) 
Ex.: “Procederemos a uma investigação rigorosa.” 
 
QUERER 
 
1) TRANSITIVO DIRETO (desejar) 
Ex.: Eu quero um mundo menos hipócrita. 
 
2) TRANSITIVO INDIRETO (estimar, ter afeto) 
Ex.: Eu lhe quero muito. 
 “Quero a meus pais.” 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
35 
RESPONDER 
 
1) TRANSITIVO INDIRETO (em relação à pergunta) 
Ex.: “O Faustino teve de responder às próprias 
perguntas.” (M. Torga) 
2) TRANSITIVO DIRETO (em relação à resposta) 
Ex.: “Nenhum escritor comum, igualmente, responderia 
isso.” 
 
3) BITRANSITIVO 
Ex.: “Respondi-lhe que já tinha lido a receita em 
qualquer parte.” (J. Cardoso Pires) 
 
4) TRANSITIVO INDIRETO (replicar, retorquir) 
Ex.: “À linguagem do deputado o jovem médico 
respondeu com igual franqueza.” (M. de Assis) 
5) INTRANSITIVO 
Ex.: A menina não respondeu imediatamente. 
 
6) INTRANSITIVO (repetir a voz, o som, cantar ou 
tocar em resposta) 
Ex.: “Longe, bem longe, outro canto respondeu. E 
outro. E outro.” (M. Palmério) 
7) TRANSITVO INDIRETO (corresponder, equivaler, 
condizer) 
Ex.: “Quis puxar as mãos de Capitu, para obrigá-la a vir 
atrás delas, mas ainda agora a ação não respondeu à 
intenção.” (M. Assis) 
 
8) TRANSITIVO INDIRETO (ser ou ficar responsável, 
responsabilizar-se) 
Ex.: O tio responderia por ele. 
 
SIMPATIZAR 
 
É transitivo indireto e exige a preposição COM. 
Ex.: Ele nunca simpatizou comigo. 
 
Obs.: O verbo simpatizar não é pronominal. 
 
Ex.: Ele nunca se simpatizou comigo. (ERRO) 
 
SOCORRER 
 
“Na linguagem hodierna é transitivo direto.” (Rocha 
Lima) 
Ex.: O bombeiro socorreu o afogado. 
VISAR 
 
1) TRANSITVO DIRETO (apontar, mirar, dar o visto em 
alguma coisa) 
Ex.: “Queria [o americano] visar seu passaporte...” 
(Fernando Sabino) 
2) TRANSITIVO INDIRETO (pretender, ter em vista) 
Ex.: Visamos a um país melhor. 
 
SÃO TRANSITIVOS DIRETOS 
 
amar, estimar, abençoar, louvar, parabenizar, visitar, 
elogiar, magoar,namorar, adorar, apreciar, detestar, 
odiar, admirar, ofender. 
 
REGÊNCIA NOMINAL 
 
acessível a 
afável com, para com 
agradável a 
alheio a 
amante de 
análogo a 
ansioso de, para, por 
apto a, para 
aversão a, para, por 
ávido de 
benéfico a 
capaz de, para 
certo de 
compatível com 
compreensível a 
comum a, de 
constante em 
contemporâneo a, de 
contíguo a 
contrário a 
cuidadoso com 
curioso de, por 
desatento a 
descontente com 
desejoso de 
desfavorável a 
diferente de 
difícil de 
digno de 
entendido em 
equivalente a 
erudito em 
escasso de 
essencial para 
estranho a 
fácil de 
favorável a 
fiel a 
firme em 
generoso com 
grato a 
hábil em 
habituado a 
horror a 
hostil a 
idêntico a 
impossível de 
impróprio para 
incompatível com 
inconsequente com 
indeciso em 
independente de, em 
indiferente a 
indigno de 
inerente a 
inexorável a 
leal a 
lento em 
liberal com 
medo a, de 
natural de 
necessário a 
negligente em 
nocivo a 
ojeriza a, por 
paralelo a 
parco em, de 
passível de 
perito em 
permissivo a 
perpendicular a 
pertinaz em 
possível de 
possuído de 
posterior a 
preferível a 
prejudicial a 
prestes a, para 
propício a 
próximo a, de 
relacionado com 
responsável por 
rico de, em 
seguro de, em 
semelhante a 
sensível a 
sito em 
suspeito de 
útil a, para 
versado em 
 
 
75) CORRIJA, SE FOR NECESSÁRIO. 
 
1) Eu lhe amo, Cristina. 
2) Sempre assistimos esse programa. 
3) Informei-lhe da reunião. 
4) Aspirava o novo emprego. 
5) Esqueceu o dia da prova. 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
36 
6) Vaninha namora com Felipe. 
7) Paguei ao empréstimo. 
8) O amor implica compromisso. 
9) Perdoava aos inimigos sem pensar. 
10) Moro à Rua Oscar Guanabarino. 
11) Obedecemos a lei. 
12) A loja procedeu ao sorteio. 
13) Prefiro mais vida do que a morte. 
14) Prefiro vida a morte. 
15) Não pise na relva molhada. 
16) Alaíde puxou os pais. (sair semelhante) 
17) Reparei o corpo das modelos. 
18) Simpatizo-me com todos os alunos. 
19) Não devemos só visar o poder. 
20) Chegamos na lagoa. 
21) Custei a sair da cama. 
22) Devemos ser afáveis com as crianças. 
QUESTÕES OBJETIVAS 
 
76) (TRT) O emprego da preposição NÃO se deve à 
regência nominal em: 
a) “um castigo divino à nossa reverência pagã”; 
b) “água Viva do poço de Jacó”; 
c) “nossa reverência pagã à figura de Papai Noel”; 
d) “estamos inclinados à simplicidade da manjedoura”; 
e) “o consumo compulsório de produtos”. 
 
77) (ANP) 
a) Prefiro isso que fazer aquilo. 
b) Prefiro isso a fazer aquilo. 
c) Prefiro isso do que fazer aquilo. 
d) Prefiro isso do que a fazer aquilo. 
e) Prefiro isso a que fazer aquilo. 
 
78) “...exclusão e destruição das pessoas,...”; nesse 
segmento do texto, os dois substantivos – exclusão e 
destruição – exigem a mesma preposição e, por isso, a 
construção é considerada correta na norma culta. A 
frase abaixo que repete essa mesma estrutura é: 
a) Betinho admirava e gostava da humanidade; 
b) o movimento precisava e queria a ajuda de todos; 
c) Betinho pretendia e ansiava por um movimento 
nacional; 
d) o movimento ajudava e acompanhava os pobres; 
e) todos participavam e pensavam sobre o movimento. 
 
79) (CESGRANRIO) A linguagem especial, 
................. emprego se opõe o uso da comunidade, 
constitui um meio ................. os indivíduos de 
determinado grupo dispõem para satisfazer o desejo de 
auto-afirmação. 
a) a cujo, de que 
b) do qual, ao qual 
c) cujo, que 
d) o qual, a que 
e) de cujo, do qual 
 
80) (CESGRANRIO) Assinale a opção que completa 
corretamente as lacunas da seguinte frase: "O controle 
biológico de pragas, ............ o texto faz referência, é 
certamente o mais eficiente e adequado recurso ............ 
os lavradores dispõem para proteger a lavoura sem 
prejudicar o solo." 
a) do qual, com que 
b) de que, que 
c) que, o qual 
d) ao qual, cujos 
e) a que, de que 
 
81) (TRT) Assinale a alternativa que completa 
convenientemente as lacunas abaixo: 
I - Certifiquei ............ de que o prazo esgotara-se. 
II - Recebi ............ em meu escritório. 
III - Informo ............ que as notas fiscais estão 
rasuradas. 
IV - Avisei ............ de que tudo fora resolvido. 
a) o - o - lhe - o 
b) o - o - o - o 
c) lhe - lhe - lhe - o 
d) o - lhe - lhe - o 
e) lhe - lhe - o - o 
 
82) (TRE-SP) O auxiliar judiciário, .......... méritos 
não se discutem, merece confiança. 
a) de cujos 
b) em cujos 
c) cujos 
d) cujos os 
e) por cujos 
 
83) (TRE-MG) Observe a regência dos verbos das 
frases reescritas nos itens a seguir: 
I - Chamaremos os inimigos de hipócritas. 
Chamaremos aos inimigos de hipócritas; 
II - Informei-lhe o meu desprezo por tudo. Informei-lhe 
do meu desprezo por tudo; 
III - O funcionário esqueceu o importante acontecimento. 
O funcionário esqueceu-se o importante 
acontecimento. A frase reescrita está com a regência 
correta em: 
a) I apenas 
b) II apenas 
c) III apenas 
d) I e III apenas 
e) I, II e III 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
37 
84) (TRE-RJ) A desigualdade jurídica do feudalismo 
..... alude o autor se faz presente ainda hoje nos países 
..... terras existe visível descompasso entre a riqueza e 
a pobreza. Tendo em vista o emprego dos pronomes 
relativos, completam-se corretamente as lacunas da 
sentença acima com: 
a) a qual / cujas 
b) a que / em cujas 
c) à qual / em cuja as 
d) o qual / por cujas 
e) ao qual / cuja as 
 
85) (TRE-RJ) "porque implica em cobrar o tempo" / 
porque implica cobrar o tempo. A construção do verbo 
implicar com a preposição em resulta, provavelmente, 
de um cruzamento sintático com verbo sinônimo 
(importar), sendo considerada errônea por alguns 
gramáticos. A alternativa em que há erro de regência na 
segunda das sentenças é: 
a) Preferimos pagar juros a ficar sem o produto. / 
Preferimos pagar juros do que ficar sem o produto. 
b) Esquecemos facilmente o belo arrazoado aquiniano. / 
Esquecemo-nos facilmente do belo arrazoado 
aquiniano. 
c) Queremos informar-lhes que nossos juros são baixos. 
/ Queremos informá-los de que nossos juros são baixos. 
d) Ainda nos lembramos da belíssima aula de filosofia 
tomista. / Ainda nos lembra a belíssima aula de filosofia 
tomista. 
e) Se cobrar juros é pecado, chamamos de pecadores 
todos os banqueiros... / Se cobrar juros é pecado, 
chamamos pecadores a todos os banqueiros. 
 
86) (BNDES) - Num pequeno texto distribuído por 
moradores de um condomínio da Zona Sul do Rio de 
Janeiro apareciam as seguintes frases: - “os 
condôminos cujas reclamações o síndico não deu 
atenção...” - “os itens que não foram discutidos os 
pontos principais...” 
Sobre essas frases pode-se afirmar, em termos de 
correção gramatical, o seguinte: 
(A) as duas frases apresentam perfeita estruturação 
gramatical; 
(B) as duas frases apresentam o mesmo tipo de erro 
gramatical; 
(C) só a primeira frase apresenta estrutura gramatical 
inadequada; 
(D) só a segunda frase apresenta estrutura gramatical 
inadequada; 
(E) as duas frases apresentam erros gramaticais de 
tipos diferentes. 
17) CRASE 
 
A palavra crase provém do grego (krásis) e significa 
mistura. Encontrando-se a preposição a como artigo a, 
as, ou com o pronome demonstrativo feminino a, as, 
bem como com o a de aquele, aqueles, aquelas, aquilo, 
a qual e as quais, fundem-se os dois sons em um só, 
que na linguagem escrita, se assinala atualmente com o 
acento grave. 
 
Exemplos: 
 
Vou a a cidade. 
 
Vou à cidade. 
 
 
Refiro-me a as alunas. 
 
Refiro-me às alunas. 
 
 
Fiz referência a aquilo. 
 
Fiz referência àquilo. 
 
Sua caneta era igual a a que me deste. 
 
Sua caneta era igual à que me deste. 
Importante: Haverá a crase sempre que o termo 
antecedente exigir, pela sua regência, a preposição 
a e o termo consequente admitir o artigo a (s). 
 
CASOS OBRIGATÓRIOS 
1) DIANTE DE NOMES MASCULINOS, QUANDO 
HÁ ELIPSE DAS EXPRESSÕES À MODA DE, 
À MANEIRA DE 
2) ANTES DE VIRGEM MARIA, SENHORA, 
SENHORITA e DONA 
3) DIANTE DE NOMES DE PAÍSES, RUAS E 
AVENIDAS 
4) DIANTE DA PALAVRA CASA (LAR, 
DOMICÍLIO) ACOMPANHADA DE ADJETIVO 
OU LOCUÇÃO ADJETIVA, OU NO SENTIDO 
DE ESTABELECIMENTO COMERCIAL, etc. 
5) DIANTE DA PALAVRA TERRA (SEM 
OPOSIÇÃO A BORDO) 
6) ANTES DE NOMES DE MULHERES 
CÉLEBRES, SE O NOME VIER 
ACOMPANHADO DE UM ADJUNTO 
7) NAS LOCUÇÕES ADVERBIAIS, 
PREPOSITIVAS E CONJUNTIVAS FEMININAS 
 
CASOS PROIBITIVOS 
 
1) ANTES DE NOMES MASCULINOS 
2) ANTES DE NOMES FEMININOS COM 
SENTIDO GENÉRICO 
3) ANTES DE NOMES DE VULTOS HISTÓRICOS 
4) ANTES DE VERBO 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
38 
5) ANTES DE PRONOMES QUE NÃO ADMITEM 
ARTIGO: CUJA, QUEM, ELA, ESTA, MIM, 
V.sª, V. Exª, etc. 
6) ANTES DA PALAVRA CASA (LAR), SEM 
MODIFICADOR 
7) ANTES DA PALAVRA TERRA, OPOSTO DE 
BORDO, USADA SEM MODIFICADOR 
8) ANTES DE ARTIGO INDEFINIDO 
9) ANTES DE NUMERAIS CARDINAIS 
REFERENTES A SUBSTANTIVOS NÃO 
DETERMINADOS PELO ARTIGO 
 
CASOS FACULTATIVOS 
1) ANTES DE PRONOME POSSESSIVO 
FEMININO 
2) ANTES DE NOMES DE MULHER 
3) ANTES DE ALGUNS TOPÔNIMOS: FRANÇA, 
ESCÓCIA, ESPANHA, EUROPA, 
INGLATERRA, ÁFRICA e ÁSIA 
4) COM A PREPOSIÇÃO ATÉ 
 
EXERCÍCIOS DE REPETIÇÃO 
 
87) Se necessário, use o acento indicativo de 
crase. 
 
1) Jamais entregaremos a equipe noturna as 
chaves do novo cofre. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
2) Olhavam de cima a baixo o novo documento da 
firma. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
3) Quem vai a lugares ermos, hoje, fica sujeito a 
tudo. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
4) A casa a que você se refere fica a duas léguas 
daqui. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
5) A temperatura subiu a 40 graus a sombra. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
6) Fiz tudo aquilo a máquina, a mão e a lápis. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
7) Minha moto funciona a álcool e a gasolina. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
8) Essa empresa parece que funciona a pancadas. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
9) A sombra daquele pinheiro, descansava 
tranquilamente. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
10) Meu amigo não sabia a quem entregar o 
envelope. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
11) Não gosto de pessoas que vivem a minha custa. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
12) Em campo, faço jogadas a Ronaldinho. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
13) Agradou-me a peça teatral a que assisti ontem a 
noite. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
14) Cheguei cedo a casa, mas retornei a faculdade. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
15) Dirigi-me a casa de meus empresários e em 
seguida voltei a casa. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
16) Depois de dois meses a bordo daquele navio, 
retornamos a terra. 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
39 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
17) Nunca fui a terra de meus pais. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
18) Não conheço a terra de meus antepassados. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
19) Cristina é a mulher a qual dedico todo o meu 
amor. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
20) Cristina é a mulher a quem dedico todo o meu 
amor. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
21) A equipe está a procura de informações sobre o 
sumiço dela. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
22) Foi até a estação, mas não encontrou o que 
procurava. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
23) Dediquei vários poemas a Ana Luíza. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
24) Tenho feito o equivalente a duas horas de 
trabalho. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
25) Ele sempre sai as duas. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
26) Nunca me uni aqueles elementos. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
27) Não estou disposto a falar com eles. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
28) Assisti a mesma aula mais uma vez. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
29) A certa altura, falava bobagens a qualquer 
mulher. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
30) Fazia alusão a de roupa escura. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
QUESTÕES OBJETIVAS 
 
88) (TRT) O uso do sinal indicador da crase é 
facultativo em: 
a) “castigo duro à nossa reverência”; 
b) “reverência pagã à figura de Papai Noel”; 
c) “ato de se empanturrar à mesa”; 
d) “damos à mercadoria um valor”; 
e) “estamos inclinados à simplicidade da 
manjedoura”. 
 
 
 
89) (POLÍCIA CIVIL-DF) “É fácil atribuir todos os 
problemas à falta de verbas”; nessa frase, o acento 
grave indicativo da crase resulta da união de uma 
preposição com um artigo, o mesmo que ocorre em: 
a) servir à francesa; 
b) ir àquela praia; 
c) entregar o prêmio à de vestido verde; 
d) dar àquele homem a condecoração; 
e) atribuir a culpa à que está armada. 
 
90) (IBGE) “...submeto à apreciação de Vossa 
Senhoria...”; o acento grave indicativo da crase neste 
segmento sedeve a que: 
a) ocorre a união da preposição a com o artigo definido 
feminino singular; 
b) a regência do verbo submeter exige o uso da 
preposição a; 
c) há a obrigatoriedade do emprego do artigo definido 
feminino singular; 
d) faça parte de uma locução adverbial; 
e) faça parte de uma locução prepositiva. 
 
91) (TRE-SP) Ele aprendeu ...... tempo que a 
obediência ...... leis dignifica o cidadão devotado ...... 
pátria. 
a) há - as - a 
b) a - às - a 
c) há - as - à 
d) à - às – à 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
40 
e) há - às – à 
 
92) (TRE-SP) Daqui ..... pouco, ele chegará ..... este 
Tribunal para encaminhar suas reclamações ..... quem 
de direito. 
a) a - a - à 
b) à - à - à 
c) a - à - a 
d) a - a - a 
e) à - a - a 
 
93) (TRE-MT) O uso do acento grave (indicativo de 
crase ou não) está incorreto em: 
a) Primeiro vou à feira, depois é que vou trabalhar. 
b) Às vezes não podemos fazer o que nos foi ordenado. 
c) Não devemos fazer referências àqueles casos. 
d) Sairemos às cinco da manhã. 
e) Isto não seria útil à ela. 
 
94) (TRE-MG) O acento grave, indicador de crase, 
está empregado incorretamente em: 
a) Tal lei se aplica, necessariamente, à mulheres de 
índole violenta. 
b) As novelas, às quais assisti, problematizam a questão 
da droga. 
c) Entregou as chaves da loja àquele senhor que nos 
desacatou na praça. 
d) O delegado disse ao prefeito e aos vereadores que 
estava à procura dos foragidos. 
e) O bom atendimento às pessoas pobres deve ser 
prioridade da nova administração. 
 
95) (TRE-RJ) "a tensão social poderia levar-nos a 
duas extremas posições." Das expressões que 
substituem a sublinhada na passagem acima, aquela 
cujo a pode ter o acento grave indicativo de crase é: 
a) a mesma posição 
b) a certa posição 
c) a alguma posição 
d) a qualquer posição 
e) a posições distintas 
 
96) (TRE-MT) A única frase em que o a sublinhado 
deveria ser grafado com o acento grave indicativo de 
crase é: 
a) Estou pronto a discutir o novo projeto. 
b) Pelé fará uma viagem a Roma. 
c) O presidente não fez alusão a qualquer ministro. 
d) Vamos a sala vizinha, disse o ministro. 
e) Preferiu morrer a entregar-se. 
 
97) (TRE-RJ) O "a" (sublinhado) que deverá levar o 
acento grave indicativo de crase está na seguinte 
alternativa: 
a) Eles entregam "pizza" a domicílio. 
b) O menino não quis ir a casa dos tios. 
c) A encomenda foi entregue a uma pessoa estranha. 
d) As moças começaram a gritar logo no início do filme. 
e) O fiscal não se referia a candidatas, mas a 
candidatos. 
 
98) (SECRETARIA DE SAÚDE – AG. ADM.) - 
“submetidas à ação de raios ultravioleta”; neste caso, há 
a utilização do acento grave indicativo da crase porque 
ocorre a junção da preposição A (submetida A) com o 
artigo definido A (a ação). A alternativa em que a 
utilização desse acento está correta é: 
(A) devido à presença de bactérias; 
(B) aliado à mau emprego de equipamentos; 
(C) submetido à altas temperaturas; 
(D) levado à sair do Brasil; 
(E) anexo à grande número de documentos. 
 
18) PONTUAÇÃO 
 
A VÍRGULA 
 
1) Para separar um aposto. 
2) Para separar o vocativo. 
3) Para separar as orações coordenadas, exceto as 
começadas por E. 
4) Para separar as orações subordinadas adverbiais 
deslocadas. 
5) Para separar termos deslocados no período e que se 
pronunciam com pausa. 
6) Para separar termos de mesmo valor usados numa 
coordenação. 
7) Para separar orações começadas por E, quando têm 
sujeito diferente da primeira. 
8) Para intercalar qualquer termo, normalmente de valor 
explicativo ou adverbial. 
9) Para indicar supressão de verbo. 
10) Para separar conjunções adversativas e conclusivas 
deslocadas. 
11) Para separar orações subordinadas adjetivas 
explicativas. 
 
Observação: 
 
Não se usa vírgula para separar: 
 
1) O verbo de seu sujeito ou objeto. 
2) O nome de seu complemento ou adjunto. 
3) O verbo de seu predicativo. 
4) As orações substantivas de sua principal. 
 
99) JUSTIFIQUE O USO DA PONTUAÇÃO. 
 
1) Canto, danço, interpreto, escrevo. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
 
2) Canto, e danço, e interpreto, e escrevo. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
 
3) No Brasil, a diferença social preocupa poucas 
pessoas. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
 
4) Os candidatos, que chegaram tarde, não farão a 
prova. 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
41 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
 
5) Ainda não houve tempo, mas, em breve, as 
providências serão tomadas. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
 
6) Você pretende cursar Letras; Ana, Ciências 
Contábeis. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
7) Confessou-lhe tudo: ira, medo, traição. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
 
8) Cale-se, Jurema! 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
 
9) Embora tenha muita preguiça, faço bem minhas 
tarefas. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
 
10) Hoje, eu daria o mesmo conselho: mais 
sabedoria. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
 
11) As pessoas sempre prometem, e não cumprem. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
 
12) Tadeu, pastor e professor, celebrou o 
casamento de meu irmão. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
 
13) Correu muito; não alcançou, no entanto, o 
ônibus. 
_____________________________________________
_____________________________________________ 
 
PONTO-E-VÍRGULA 
 
1) Para separar os itens de uma enumeração. 
Ex.: O candidato precisa fazer duas coisas: 
a) chegar com antecedência de uma hora; 
b) trazer identidade. 
 
2) Para separar as orações adversativas ou conclusivas, 
quando se quer alongar a pausa. 
Ex.: Havia muitas pessoas à minha espera; contudo 
preferi ficar no escritório. 
3) Para separar orações coordenadas quando a 
conjunção está deslocada. 
Ex.: Estudou a tarde toda; estava, portanto, preparado. 
 
DOIS-PONTOS 
 
1) Antes de uma citação. 
Ex.: Já dizia o velho sábio: “Ler ou não ler Paulo 
Coelho?” 
2) Antes de uma enumeração. 
Ex.: Aqui nós temos: amor, compreensão, trabalho etc. 
Obs.: Poderia ser escrito sem os dois-pontos. 
 
3) Para introduzir um aposto ou oração apositiva. 
Ex.: Eu quero uma coisa: alegria. 
 Eu quero uma coisa: que eu tenha alegria. 
 
 
4) Antes de um exemplo, nota, observação, 
esclarecimento. 
Ex.: Obs.: 
 Nota: 
 
RETICÊNCIAS 
 
Usam-se reticências para indicar a interrupção de um 
pensamento. 
Ex.: Esse homem é um grande... 
 
ASPAS 
 
1) No começo e no fim de uma citação ou transcrição. 
Ex.: Já dizia o velho sábio: “Ler ou não ler Paulo 
Coelho?” 
 
2) Para indicar gíria, estrangeirismo, neologismo. 
Ex.: Ele era “imexível”. 
3) Para reproduzir um erro gramatical. 
Ex.: Ele não tem “experiença”. 
 
PONTO 
 
Marca o fim de um período. 
Ex.: Ana é a mais bela mulher que conheci. 
 
Obs.: também é usado nas abreviaturas; nunca,porém, 
naquelas que são símbolos técnicos de tempo, 
distância, peso etc. 
 
TRAVESSÃO 
 
1) Para destacar uma palavra ou frase. 
Ex.: Uma coisa – amor – pode libertar o homem. 
 
2) Para indicar nos diálogos mudança de interlocutor. 
Ex.: - Bom dia. 
 - Não. Péssimo dia. 
 
PARÊNTESES 
 
Acrescentam frases, orações, expressões de valor 
acessório; por isso ficam intercalados no período. 
Ex.: Esse homem (não aquele outro) é um crápula. 
 
PONTO DE EXCLAMAÇÃO 
Indica as frases exclamativas em que há admiração. 
Ex.: Meu Deus! Jesus está voltando! 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
42 
PONTO DE INTERROGAÇÃO 
Indica as frases interrogativas (interrogativas diretas). 
Ex.: Quem me tocou? (interrogação direta) 
 Não sei quem me tocou. (interrogação indireta) 
 
QUESTÕES OBJETIVAS 
 
100) (TRT) Em cada alternativa abaixo apresenta-se, 
entre parênteses, um comentário sobre a pontuação de 
algum segmento do texto. A alternativa em que o 
comentário é inadequado ao respectivo exemplo é: 
a) “o estômago devora castanhas, nozes, avelãs e 
amêndoas...” (Normalmente não se usa vírgula antes 
do “e” que encerra uma sequência de elementos com 
mesma função”); 
b) “já que o espírito arde de sede daquela Água 
Viva do poço de Jacó, afoga-se o corpo em álcool e 
gorduras” (A vírgula separa a oração adverbial da 
principal, que a sucede); 
c) “plantemos no fundo da alma uma oração que sacie 
nossa fome de transcendência”. (É opcional o 
emprego de vírgula entre o pronome relativo e seu 
antecedente); 
d) “talvez seja no Natal que nossas carências 
fiquem mais expostas. Damos presentes sem nos 
dar, recebemos sem acolher...” . (O ponto depois de 
“expostas” poderia ser trocado por dois pontos); 
e) “abandonemos a um canto a árvore morta”. (A 
expressão “a um canto” poderia estar entre vírgulas). 
 
101) 
 
TEXTO 
 
“A polêmica na leitura sobre as ONGs já começa na 
leitura da sigla. Uns lêem “ongue”, outros, “oenegê”. 
Mas o que são as tais ONGs? A sigla se refere a 
Organizações Não-Governamentais e se popularizou 
após a Rio-92, quando os governos dos países do 
mundo inteiro reuniram-se no Rio de Janeiro para tratar 
das questões ambientais do planeta.” 
(Vilmar Berna, O Globo, 24/6/1996) 
Se retirarmos as vírgulas do segundo período do texto, 
mantendo-se o sentido original, a forma correta de sua 
escritura seria: 
a) Uns lêem “ongue” enquanto outros lêem “oenegê”; 
b) Uns lêem “ongue” mas outros lêem “oenegê”; 
c) Uns lêem “ongue” e outros lêem “oenegê”; 
d) Ora uns lêem “ongue” ora “oenegê”; 
e) Embora uns leiam “ongue” outros lêem “oenegê”. 
 
102) (TRE) “Vamos, por um momento que seja, cair 
na real...”; a regra abaixo que justifica o emprego das 
vírgulas nesse segmento do texto é: 
a) separar elementos que exercem a mesma função 
sintática; 
b) isolar o aposto; 
c) isolar o adjunto adnominal antecipado; 
d) indicar a supressão de uma palavra; 
e) marcar a intercalação de elementos. 
 
103) (EMGEPRON) 
 
TEXTO 
 
A COMPRA DE ARMAS DEVE SER PROIBIDA? 
 
Dalmo Dallari – Folha de São Paulo 
 
“Estou convencido de que, em benefício da 
segurança de todo o povo, o comércio de armas deveria 
ser bastante restringido e rigorosamente controlado.” 
As vírgulas empregadas no primeiro período do texto 
mostram que: 
a) há uma posição vacilante do autor sobre o tema 
discutido; 
b) ocorreu uma inversão da ordem direta dos termos da 
frase; 
c) houve necessidade de uma explicação no 
desenvolvimento do texto; 
d) um aposto sempre vem entre vírgulas; 
e) as opiniões do autor merecem destaque. 
 
104) (AUX. DE ENFERMAGEM) “E, folheando, 
aquelas velhas páginas...”; nesse segmento do texto há 
um erro: 
a) não se devia usar vírgula após folheando; 
b) não se pode começar frase com E; 
c) o adjetivo velhas deveria vir após o substantivo 
páginas; 
d) a forma gráfica correta é foleando; 
e) o demonstrativo aquelas deveria ser substituído por 
estas. 
 
19) COLOCAÇÃO PRONOMINAL 
 
1. PRÓCLISE ou PRONOME PROCLÍTICO – 
pronome oblíquo antes do verbo. 
2. MESÓCLISE ou PRONOME MESOCLÍTICO – 
pronome oblíquo no meio do verbo. 
3. ÊNCLISE ou PRONOME ENCLÍTICO – 
pronome oblíquo depois do verbo. 
 
USO DA ÊNCLISE 
 
 A ênclise é obrigatória: 
 
1. em início de período 
 
Disseram-me a verdade. 
 
2. com o verbo no gerúndio 
 
Saiu, queixando-se de todos. 
 
3. com o verbo no imperativo afirmativo 
 
Mostre-me os culpados. 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
43 
USO DA PRÓCLISE 
 
 A próclise é obrigatória quando alguma palavra 
atrai o pronome. As palavras atrativas são: 
 
1. palavras de sentido negativo 
 
Nada me surpreende. 
 
2. pronomes indefinidos, interrogativos e 
relativos 
 
Quem o viu? 
 
3. conjunções subordinativas 
 
Quando me disseram, já era tarde. 
 
4. a maioria dos advérbios que não peçam 
pausa 
 
Ali se vive. 
Ali, vive-se. 
 
5. gerúndio antecedido da preposição EM 
 
Em se tratando de amigos, prefiro os menos falsos. 
 
Também há próclise: 
 
6. nas frases exclamativas e nas orações 
optativas (exprimem desejo) 
 
Deus nos deu a vida! 
 
USO DA MESÓCLISE 
 
Só há mesóclise com verbo no futuro do presente 
ou no futuro do pretérito, se não houver palavra atrativa 
antes do verbo. 
 
Convidar-me-ão para a festa. 
Jamais me convidarão para a festa. 
 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES 
VERBAIS 
 
1. Verbo principal no infinitivo ou gerúndio. 
 
Desejo-lhe mostrar as fotos. 
Desejo mostrar-lhe as fotos. 
 
Com palavra atrativa. 
 
Nunca lhe desejo mostrar as fotos. 
Nunca desejo mostrar-lhe as fotos. 
 
O uso do gerúndio é igual. 
 
2. Verbo principal no particípio. 
 
Tenho-lhe obedecido. 
Com palavra atrativa. 
 
Não lhe tenho obedecido. 
 
Exercícios de fixação 
 
105) Ponha nos parênteses C quando estiver 
certo, E quando estiver errado. 
 
1. Me falaram as causas de sua demissão. ( ) 
2. Jamais entregaram-me as provas. ( ) 
3. Aqui se vive. ( ) 
4. Aqui, se vive. ( ) 
5. A mulher que nos contratou, viajou. ( ) 
6. Alguém nos viu no clube. ( ) 
7. Me convidarão para ser o orador. ( ) 
8. Não convidar-me-ão. ( ) 
9. Entregar-te-iam a encomenda. ( ) 
10. Nunca entregariam-te a encomenda. ( ) 
11. Sei que chamam-me, mas não ligo. ( ) 
12. Quanto iludi-me! ( ) 
13. Em se plantando, tudo dá. ( ) 
14. Tudo se modificou com o tempo. ( ) 
15. Te cuida, cara! ( ) 
16. Quem me tocou? ( ) 
17. Luíza beijou-o. ( ) 
18. Deus o abençoe. ( ) 
19. Deus me livre! ( ) 
20. Quero-lhe falar uma coisa. ( ) 
21. Não quero falar-lhe nada. ( ) 
22. Tenho-lhe feito muitos favores. ( ) 
23. Não tenho feito-lhe muitos favores. ( ) 
24. O encontrei mais tarde. ( ) 
25. Farei-lhe recomendações. ( ) 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
44 
106) (MPE /RO) Indique a opção em que o pronome 
oblíquo NÃO está colocado corretamente, de acordo 
com a norma culta. 
(A) O professor levou a moto para ser consertada – 
levou-a. 
(B) O professor levará a moto para ser consertada – 
levá-la-á. 
(C)O professor levaria a moto para ser consertada – a 
levaria. 
(D) O professor tinha levado a moto para ser consertada 
– tinha levado-a. 
(E) O professor estava levando a moto para ser 
consertada – a estavalevando. 
 
107) (UEBA) "Entre eles e... existe um 
compromisso que só... se ... ao sacrifício." 
a) eu - se cumprirá - dispusermo-nos 
b) mim - cumprir-se-á - nos dispuser-mos 
c) mim - se cumprirá - nos dispusermos 
d) eu - cumprir-se-á - dispusermo-nos 
e) eu - se cumprirá 
dispusermos-nos 
 
 
108) (CESGRANRIO) Indique a estrutura verbal que 
contraria a norma culta: 
a) Ter-me-ão elogiado. 
b) Tinha-se lembrado. 
c) Teria-me lembrado. 
d) Temo-nos esquecido. 
e) Tenho-me alegrado. 
 
109) (TRE-MT) Segundo a norma culta, a colocação 
do pronome pessoal sublinhado está incorreta em: 
a) Companheiros, escutai-me! 
b) Não nos iludamos, o jogo está feito. 
c) Dir-se-ia que os amigos tinham prazer em falar difícil. 
d) Queria convidá-lo a participar da festa. 
e) Não entreguei-lhe a carta. 
 
110) (CESGRANRIO) Assinale a opção que completa 
as lacunas da seguinte frase: Ao comparar os diversos 
rios do mundo, defendia com azedume e paixão a 
proeminência .................. sobre cada um ................. . 
a) desse, daquele 
b) daquele, destes 
c) deste, daqueles 
d) deste, desse 
e) deste, desses 
 
111) (TRT) Indique a opção incorreta: 
a) Receba Vossa Excelência os cumprimentos de seus 
subordinados. 
b) Sua Excelência, o Ministro da Justiça, chegou 
acompanhado de outras autoridades. 
c) Reiteramos nosso apreço a Vossa Senhoria e vossos 
subordinados. 
d) Solicitamos a Sua Senhoria que encaminhasse suas 
sugestões por escrito. 
e) Concordamos com Vossa Excelência e com seus 
subordinados. 
 
112) (TRT) Marcar o único caso de mesóclise 
obrigatória: 
a) Sempre diria a verdade. (te) 
b) Alguns arrependerão. (se) 
c) Contarás tudo. (me) 
d) O menino não ajudará. (nos) 
e)Quem resolverá a ir conosco? (se) 
 
113) (TRE-SP) Ninguém .......... àquela árdua tarefa, 
antes, .......... a outros. 
a) dedicar-se-á - passam-na 
b) se dedicará - passam-a 
c) dedicar-se-á - passam-la 
d) se dedicará - passam-na 
e) dedicar-se-á - passam-a 
 
114) (TRE-SP) O auxiliar judiciário discutiu .......... 
mesmos a respeito de possíveis desentendimentos 
entre .......... e .......... . 
a) conosco - eu - ti 
b) com nós - mim -tu 
c) com nós - mim - ti 
d) conosco - eu - tu 
e) conosco - mim - ti 
 
115) (TRE-SP) V. Excelência ......... fazer o que ......... 
for possível, para que .......... prestígio se mantenha. 
a) deveis - vos - vosso 
b) deveis - lhe - seu 
c) deveis - lhe - vosso 
d) deve - vos - seu 
e) deve - lhe - seu 
20) ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS 
Observe as palavras abaixo: 
 
alun-o 
alun-a 
alun-a-s 
alun-inh-o 
alun-inh-as 
 
As unidades significativas mínimas que constituem as 
palavras recebem o nome de elementos mórficos ou 
morfemas. 
 
Elementos mórficos 
 
1- radical (ou semantema): é o elemento mórfico que 
funciona como base do significado, sendo elemento 
comum a palavras de uma mesma família. 
 
 Palavras que se originam de um mesmo radical 
são chamadas palavras cognatas (ou famílias 
etimológicas). 
Ex.: ferro, ferreiro, ferragem; agrário, agricultor, agrícola 
 
2- desinências: são os elementos mórficos que se 
apõem ao radical para assinalar flexões gramaticais. 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
45 
Desinências nominais: indicam o gênero e o 
número dos nomes. 
 
alun- radical 
o- desinência nominal (gênero) 
a- desinência nominal (gênero) 
s- desinência nominal (número) 
 
Desinências verbais: indicam, nos verbos, o tempo e o 
modo (desinências modo-temporais), a pessoa e o 
número (desinências número-pessoais). 
Ex.: cantávamos 
 
cant- radical 
a- vogal temática 
va- desinência verbal (tempo e modo) 
mos- desinência verbal (número e pessoa) 
 
3- afixos: são elementos mórficos colocados antes ou 
depois dos radicais para formar palavras novas. Podem 
ser de dois tipos: 
 
a) prefixos: quando vêm antes do radical. 
Ex.: a – céfalo; in – feliz 
 
b) sufixos: quando vêm depois do radical. 
Ex.: feliz – mente; aren - oso 
 
4- vogais e consoantes de ligação: são elementos 
sem caráter significativo (não são, pois, morfemas) que 
permitem a ligação entre dois morfemas, facilitando a 
pronúncia. 
 
Ex.: gasômetro; paulada 
 
gas-, pau- radical 
ô- vogal de ligação 
l- consoante de ligação 
-metro, ada - radical 
21) FORMAÇÃO DE PALAVRAS 
 
1) Simples: é a palavra que possui só um radical. 
2) Composta: é a que possui mais de um radical. 
3) Primitiva: é aquela que não se deriva de outra 
palavra. 
4) Deriva: formou-se de uma outra, geralmente por meio 
de afixo. 
 
DERIVAÇÃO 
 
1) Prefixal: por meio de um prefixo. 
Ex: infeliz 
 
2) Sufixal: por meio de um sufixo. 
Ex.: felizmente 
 
3) Parassintética: quando há ao mesmo tempo 
acréscimo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. 
Ex.: entardecer 
 
4) Prefixal e sufixal: por meio de prefixo e sufixo. 
Ex.: infelizmente, deslealdade 
 
5) Regressiva: a palavra nova (derivada) é obtida pela 
redução da palavra primitiva. 
Ex.: barraco (derivação regressiva de barracão) 
 
6) Imprópria: a palavra nova (derivada) não sofre 
mudanças de forma, já que de sua composição não 
fazem parte afixos. Ela é obtida pela alteração da 
classe gramatical da palavra primitiva: 
Ex.: o porquê (substantivo derivado da conjunção 
porque) 
COMPOSIÇÃO 
 
1) Justaposição: quando não há perda ou acréscimo 
de fonemas nos elementos que compõem a palavra. A 
acentuação de cada um é mantida. 
Ex.: couve-flor, girassol 
 
2) Aglutinação: quando há alteração fonética em um 
dos elementos. Jamais haverá hífen. É comum o 
aparecimento da vogal de ligação i. 
Ex.: planalto, alvinegro, aguardente 
 
Obs.: A acentuação recai no segundo radical. 
OUTROS PROCESSOS 
 
1) Abreviação: é a redução da palavra até o limite em 
que a compreensão não fique prejudicada. 
Ex.: foto, Fla, metrô 
 
2) Hibridismo: união de elementos provenientes de 
línguas diferentes. 
Ex.: sociologia (latim e grego), burocracia (francês e 
grego), sambódromo (africano e grego) 
 
3) Reduplicação ou redobro: consiste na reduplicação 
do elemento, geralmente com fins onomatopaicos. 
Ex.: reco-reco, tique-taque 
 
QUESTÕES OBJETIVAS 
 
116) (EMGEPRON_ANALISTA DE SISTEMAS) No 
vocábulo “autodefesa”, o prefixo “auto” possui o mesmo 
sentido em: 
a) autorama; 
b) autódromo; 
c) autopunição; 
d) autoria; 
e) auto-estrada. 
 
117) (ASEP/RJ – TÉCNICO) - Palavra cuja formação 
difere das demais é: 
a) inscrição; 
b) pensamento; 
c) pichação; 
d) propriedade; 
e) diferença. 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
46 
118) (Bibliotecário) “...e de impedir que se consume 
o desastre...”; a forma verbal consume é cognata de: 
a) consumismo; 
b) consumidor; 
c) consumação; 
d) consumo; 
e) consumista. 
 
119) (Bibliotecário) Se observamos os vocábulos 
solidariedade, humanidade e novidade, vemos que: 
a) são adjetivos e substantivos formados a partir de 
outros substantivos; 
b) são substantivos abstratos; 
c) possuem valor coletivo; 
d) são substantivos formados a partir de adjetivos; 
e) são substantivos abstratos formados a partir de 
verbos. 
 
120) (Bibliotecário) Hospital das Clínicas é uma 
expressão que aparece abreviada entre parênteses: HC. 
A abreviatura abaixo que segue idêntico critério de 
formação é: 
a) Rio Grande do Norte – RN; 
b) Amazonas – AM; 
c) Minas Gerais – MG; 
d) Rio Grande do Sul – RS; 
e) Paraíba – PB. 
 
22) A PALAVRA QUE 
 
1) Substantivo - vem determinada por artigo ou outro 
determinante e será acentuada.Ex.: Vi um quê (alguma coisa) de sarcástico. 
 
2) Interjeição – exprime sentimento, admiração, 
surpresa, espanto; também será acentuada. 
 
Ex.: Quê!! Namorar aquilo?! 
 
3) Advérbio de intensidade - intensifica adjetivo ou 
advérbio. Nesse caso, equivale a quão. 
 
Ex.: Que bela mulher! 
 Que longe é a sua casa! 
 
4) Preposição acidental – pode ser substituída por 
DE. 
 
Ex.: Temos que conhecer a verdade. 
 
5) Pronome substantivo interrogativo - aparece no 
lugar do substantivo. 
 
Ex.: Que ocorreu? 
 
6) Pronome adjetivo indefinido – acompanha o 
substantivo, com idéia indefinida, vaga. 
 
Ex.: Que mulher! 
Obs.: Será sempre adjunto adnominal. 
 
7) Conjunção coordenativa – inicia orações 
independentes sintaticamente. 
 
a) Aditiva 
 
Ex.: Fala que fala. 
 
b) Explicativa 
 
Ex.: Cale a boca, que (pois, porque) eu quero falar. 
 
Obs.: Aparece em frases imperativas 
 
c) Adversativa 
 
Ex.: Diga isso a ele, que (mas) não a mim. 
 
8) Conjunção subordinativa - liga orações 
sintaticamente dependentes. 
 
a) Causal 
 
Ex.: Não vou à praia que (porque) vai chover. 
 
 
 
b) Concessiva 
 
Ex.: Quero o dinheiro, pouco que (embora) seja. 
 
c) Integrante 
 
Ex.: Espero que ela venha. (Espero ISTO) 
 
d) Consecutiva 
 
Ex.: Comeu tanto, que morreu. 
 
Obs.: Aparece após os termos reforçativos tal, tão, 
tamanho e tanto 
 
e) Comparativa 
 
Ex.: Ela é mais rebelde que (do que) sua irmã. 
 
Obs.: Aparece depois de MENOS, MAIS, etc. 
 
f) Final 
 
Ex.: Faço votos que tenham paz. 
 
g) Temporal 
 
Ex.: Agora que chegamos, vamos sair. 
 
9) Pronome substantivo relativo - inicia orações 
subordinadas adjetivas. Equivale a O QUAL e 
variações. 
 
Ex.: O rapaz que entrou naquela casa é meu irmão. 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
47 
Obs.: O pronome relativo desempenha funções 
sintáticas distintas. Para analisá-lo, coloca-se o 
antecedente em seu lugar, verificando a função que 
esse antecedente exerce na oração iniciada pelo 
relativo QUE. 
 
Veja: 
 
O rapaz entrou naquela casa. Nesse exemplo, O rapaz 
é o sujeito da forma verbal entrou; logo, a palavra QUE 
é o sujeito da oração adjetiva. 
 
QUETÕES OBJETIVAS 
 
121) (UF-SC) No período "Avistou o pai, que 
caminhava para a lavoura", a palavra que classifica-se 
morfologicamente como: 
a) conjunção subordinativa integrante 
b) pronome relativo 
c) conjunção subordinativa final 
d) partícula expletiva 
e) conjunção subordinativa causal 
 
122) (FGV) Observe a palavra sublinhada: "Quem diz 
o que quer ouve o que não quer." A função sintática 
dela é: 
a) sujeito 
b) complemento nominal 
c) partícula expletiva 
d) predicativo 
e) objeto direto 
 
123) (FGV) Observe a palavra sublinhada: "Quem diz 
o que quer ouve o que não quer." Sua função sintática 
é: 
a) sujeito 
b) objeto indireto 
c) pronome relativo 
d) aposto 
e) objeto direto 
 
124) (UM-SP) "Ó tu / Que és presidente / Do 
Conselho Municipal / Se é que tens mulher e filhos, / 
Manda tapar os buracos da / Rua dos Junquilhos.” (Artur 
Azevedo) A palavra que aparece duas vezes no texto 
com a seguinte classificação morfológica, 
respectivamente: 
a) pronome relativo e partícula expletiva 
b) partícula expletiva e pronome relativo 
c) pronome relativo e conjunção integrante 
d) conjunção integrante e pronome relativo 
e) partícula expletiva e conjunção integrante 
 
23) A PALAVRA SE 
1) Pronome apassivador ou partícula apassivadora 
- aparece com verbos transitivos diretos ou transitivos 
diretos e indiretos, constituindo a voz passiva sintética 
ou pronominal. 
Ex.: Aluga-se esta casa. 
2) Índice ou símbolo de indeterminação do sujeito - 
aparece junto a verbos que não sejam transitivos 
diretos, indeterminando o sujeito. 
Ex.: Vive-se bem aqui. 
3) Pronome reflexivo - usado para demonstrar que a 
ação verbal é praticada e sofrida pelo sujeito (voz 
reflexiva). Pode ser substituído por: a si mesmo, a si 
próprio etc. 
Ex.: Helena se maquiou. 
FUNÇÕES SINTÁTICAS DA PALAVRA SE PRONOME 
REFLEXIVO 
a) Sujeito de infinitivo 
Ex.: Cristina deixou-se ficar no tálamo. 
Obs.: Com verbo causativo (mandar, deixar, fazer) ou 
sensitivo (ver, sentir, ouvir) 
 
b) Objeto direto 
Ex.: Angélica atirou-se na frente do carro. 
c) Objeto indireto 
Ex.: O homem se atribui muito valor. 
3) Parte integrante do verbo – com verbos 
pronominais, isto é, os que são conjugados com o 
pronome, sem que este represente o seu complemento. 
Ex.: Ele arrependeu-se da idéia ridícula. 
Obs.: Geralmente exprimem sentimentos, mudança de 
estado: indignar-se, ufanar-se, atrever-se, admirar-se, 
lembrar-se, esquecer-se, orgulhar-se arrepender-se, 
queixar-se, derreter-se, etc. 
 
Ex.: Geraldo se queixou do trabalho. 
 Raquel se debateu durante o sono. 
4) Partícula expletiva ou de realce – trata-se de um 
recurso estilístico, um reforço de expressão, podendo 
ser retirada da oração sem alteração de sentido ( ir-se, 
partir-se, chegar-se, rir-se, sorrir-se, etc. ). 
Ex.: Acabou-se a alegria de viver. 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
48 
5) Conjunção subordinativa - liga orações com 
dependência sintática. 
a) Integrante 
Ex.: Não sei se o vi. (Não sei ISTO) 
 
b) Condicional 
Ex.: Se você vier, ligue-me. 
6) Substantivo - quando vem precedida de um 
determinante (artigo, pronome etc.) 
Ex.: O se é uma palavra problemática. 
QUESTÕES OBJETIVAS 
 
125) Classifique o "se" na frase: "Ele queixou-se dos 
maus tratos recebidos". 
a) partícula integrante do verbo 
b) conjunção condicional 
c) pronome apassivador 
d) conjunção integrante 
e) símbolo de indeterminação do sujeito 
 
126) (EPCAR) O se é índice de indeterminação do 
sujeito na frase: 
a) Não se ouvia o sino. 
b) Assiste-se a espetáculos degradantes. 
c) Alguém se arrogava o direito de gritar. 
d) Perdeu-se um cão de estimação. 
e) Não mais se falsificará tua assinatura. 
 
127) (EPCAR) O se é pronome apassivador em: 
a) Precisa-se de uma secretária. 
b) Proibiram-se as aulas. 
c) Assim se vai ao fim do mundo. 
d) Nada conseguiria, se não fosse esforçado. 
e) Eles se propuseram um acordo. 
 
128) (SANTA CASA) A palavra "se" é conjunção 
integrante (por introduzir oração subordinada 
substantiva objetiva direta) em qual das orações 
seguintes? 
a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. 
b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. 
c) O aluno fez-se passar por doutor. 
d) Precisa-se de operários. 
e) Não sei se o vinho está bom. 
 
24) ESTILÍSTICA 
 
 A Gramática Normativa nem sempre é 
observada nas construções em que se busca maior 
expressividade. Logo, muitos desvios ocorrem para 
intensificação da mensagem, tornando-a mais original e 
criativa. Tais desvios não devem ser considerados 
erros, pois há intenção deliberada em cometê-los, 
buscando o reforço da mensagem. Eles serão aqui 
estudados sob a designação de Figuras de Linguagem. 
 
Figuras de Sintaxe ou de Construção 
 
Aliteração 
 
Repetição de sons consonantais. 
 
Ex.: "(...) Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias 
dos violões, vozes veladas / Vagam nos velhos vórtices 
velozes / Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas." 
(fragmento de Violões que choram. Cruz e Souza) 
 
Assonância 
 
Repetição de sons vocálicos. 
 
Ex.: (A, O) - "Sou um mulato nato no sentido lato mulato 
democrático do litoral."(Caetano Veloso, em “Araçá 
Azul”) 
 
Hipérbato 
 
Alteração ou inversão da ordem direta, ou seja, a ordem 
inversa dos termos na oração, ou das orações no 
período. 
 
Ex.: Morreu o presidente, por: O presidente morreu. 
Obs.: Se a inversão for muito grande, comprometendo a 
clareza drasticamente, Celso Cunha chama-a de 
sínquise. 
 
“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas 
De um povo heróico o brado retumbante.” 
(Hino Nacional Brasileiro) 
 
ORDEM DIRETA: As margens plácidas do Ipiranga 
ouviram o brado retumbante de um povo heróico. 
 
Anástrofe 
 
Tipo de inversão entre o termo regido de preposição e o 
termo regente. 
 
Ex.: “Da morte o manto lutuoso vos cobre a todos.” 
 O manto lutuoso da morte vos cobre a todos. 
Pleonasmo 
 
Repetição de um termo ou idéia, com objetivo de 
enfatizar a mensagem. 
 
Ex.: “Vi claramente visto o lume vivo.” (Camões) 
Obs.: pleonasmo vicioso - hemorragia de sangue, 
descer para baixo, subir para cima, monopólio exclusivo 
 
Assíndeto 
 
Ausência do conectivo de ligação, em geral o e. 
 
Ex.: O homem vive, corre, chora, morre. 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
49 
Polissíndeto 
 
Repetição de conjunções coordenativas na ligação entre 
elementos da frase ou do período. 
 
Ex.: O homem vive, e corre, e chora, e morre. 
 
Anacoluto 
 
Termo solto na frase, rompendo a estruturação sintática. 
Geralmente, inicia-se uma determinada construção 
sintática e depois se opta por outra. 
 
Ex.: Eu, pouco me interessa a tua vida. 
 
Anáfora 
 
Repetição de uma mesma palavra ou termo no início de 
versos ou frases. 
 
Ex.: “É preciso casar João, 
 é preciso suportar Antonio, 
 é preciso odiar Melquíades, 
 é preciso substituir nós todos.” 
 (Drummond) 
Silepse 
 
É a concordância ideológica. Existem três tipos: 
 
a) de gênero (masc. x fem.) 
Ex.: São Paulo é grandiosa. (= a cidade de São Paulo) 
 
b) de número (sing. x pl.) 
Ex.: O povo dessa região é meio estranho; não gostam 
das coisas boas da vida. (o povo – não gostam) 
 
c) de pessoa: Os professores somos loucos. (3ª pess. - 
os professores; mas, com a inclusão de quem fala, o 
verbo vai à 1ª pessoa do plural.) 
 
Onomatopéia 
 
Palavra cuja pronúncia serve para imitar um som. 
 
Ex.: O tique-taque do relógio não pára. 
 
Elipse 
 
Omissão de um termo facilmente subentendido no 
contexto. 
 
Ex.: Na cabeça, aquela ridícula idéia da morte. 
(omissão do verbo haver) 
 
Zeugma 
 
Omissão (elipse) de um termo que já apareceu antes. 
 
Ex.: "O meu pai era paulista / Meu avô, pernambucano / 
O meu bisavô, mineiro / Meu tataravô, baiano." (Chico 
Buarque) – omissão de era 
Figuras de Palavras ou Tropos 
Metáfora 
 
É um tipo de comparação implícita, sem o conectivo. 
 
Ex.: Minha vida é um abismo. 
 
Obs.: Se a construção fosse: Minha vida é como um 
abismo, teríamos uma comparação. 
 
Metonímia 
 
Substituição de um termo por outro, havendo entre eles 
proximidade de sentido. 
 
Ex.: Ler Machado de Assis (autor pela obra - livro) 
 Comi dois pratos hoje. (continente pelo conteúdo - 
leite) 
 
Catacrese 
 
Emprego de uma palavra ou expressão, por falta de 
conhecimento ou na ausência de termo específico. 
 
Ex.: Espalhar os documentos (espalhar = separar 
palha) 
 Comi um dente de alho. 
 Embarcarei naquele ônibus. (embarcar = entrar 
num barco) 
 
Antonomásia, perífrase 
 
Substituição de um nome por uma expressão que 
facilmente o identifique. 
 
Ex: O mestre = Jesus Cristo, A cidade luz = Paris, O rei 
das selvas = o leão 
Sinestesia 
 
Consiste na mistura dos sentidos. 
 
Ex.: Ela tinha um cheiro doce. (olfato e paladar) 
 O pai possuía uma voz áspera. (audição e tato) 
 
Figuras de Pensamento 
 
Antítese 
 
É o uso de termos ou expressões que se opõem pelo 
sentido. 
 
Ex.: A vida e a morte se entrelaçam. 
 
Apóstrofe 
 
É a invocação de enfática de pessoas ou coisas. 
 
Ex.: Mulher, ó mulher, dá-me o teu amor. 
 
Ironia 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
50 
Utilização de termo com sentido oposto do que se quer 
dizer, obtendo-se, assim, tom depreciativo. 
 
Ex.: Ela é leve como um paquiderme. 
Eufemismo 
 
Consiste na suavização de alguma idéia desagradável. 
 
Ex.: Ele foi falar com Deus. (morreu) 
 Ela não é muito bela. (é feia) 
 
Hipérbole 
 
Exagero de uma idéia visando à expressividade. 
 
Ex.: Já repeti mil vezes. 
 
Gradação 
 
Quando as idéias são apresentadas em ordem 
ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax). 
 
Ex.: Cristo foi homem, líder, Deus. (clímax) 
 Eu sou um homem, uma massa disforme, uma 
ameba. (anticlímax) 
 
Prosopopéia ou Personificação 
 
É a atribuição de qualidades e sentimentos do ser 
humano a seres irracionais, inanimados. 
 
Ex.: Os montes a olhavam com atenção. 
 
129) IDENTIFIQUE AS FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
1) "O pavão é um arco-íris de plumas." 
 
2) Nero foi cruel como um monstro. 
3) Nero foi um monstro. 
 
4) Um Picasso vale uma fortuna. 
 
5) "O grito friorento das marrecas povoava de 
terror o ronco medonho da cheia." (Bernardo Élis) 
 
6) Nas horas de folga lia Camões. 
 
7) O Poeta dos Escravos morreu moço. 
 
8) Ele não tinha teto onde se abrigasse. 
 
9) Vossa Alteza parece aborrecido. 
 
10) "O homem, chamar-lhe mito não passa de 
anacoluto." (Carlos Drummond de Andrade) 
 
11) Das entranhas da terra jorra o ouro negro. 
 
12) "Os jardins têm vida e morte." (Cecília Meireles) 
 
13) "Queria gritar setecentas mil vezes 
 Como são lindos, como são lindos os 
burgueses 
 E os japoneses 
 Mas tudo é muito mais." 
 
 
 (Caetano Veloso, "Podres poderes") 
14) "Oh! Musa do meu fado 
 Oh! Minha mãe gentil, 
 Te deixo consternado 
 No primeiro abril" 
 (Chico Buarque e Ruy Guerra, "Fado tropical") 
 
15) “Dizem que os cariocas somos pouco dados aos 
jardins públicos.”(Machado de Assis) 
 
16) “Aquela mina de ouro, ele não ia deixar que 
outras espertas botassem as mãos.” (José Lins do 
Rego) 
 
17) “Este prefácio, apesar de interessante, inútil.” 
(Mário Andrade) 
 
18) “Mas, me escute, a gente vamos chegar 
lá.”(Guimarães Rosa) 
 
19) “Sonhei que estava sonhando um sonho 
sonhado.”(Martinho da Vila) 
 
20) “Muita gente anda no mundo sem saber pra 
quê: vivem porque vêem os outros viverem.” (J. Simões 
Lopes Neto) 
 
21) “Lá fora a noite é um pulmão ofegante.” 
(Fernando Namora) 
 
22) "Querida, ao pé do leito derradeiro 
 Em que descansas dessa longa vida, 
 Aqui venho e virei, pobre querida, 
 Trazer-te o coração do companheiro." 
 (Machado de Assis, "A Carolina") 
 
23) “Eu era pobre. Era subalterno. Era nada.” 
(Monteiro Lobato) 
 
24) “Quando a indesejada das gentes chegar.” 
(Manuel Bandeira) 
 
25) “O dinheiro é uma força tremenda, onipotente, 
assombrosa.” ( Olavo Bilac) 
 
26) “Moça linda, bem tratada, três séculos de 
família, burra como uma porta: um amor.” (Mário de 
Andrade) 
 
27) “Ama, e treme, e delira, e voa, e foge, e 
engana.” (Alberto de Oliveira) 
 
28) “Colombo, fecha a porta dos teus mares.” 
(Castro Alves) 
 
29) “E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir. 
Deus lhe pague.” (Chico Buarque) 
 
Língua PortuguesaProfessor André Moraes 
 
 
 
51 
30) “Não quero amar, 
 Não quero ser amado, 
 Não quero combater 
 Não quero ser soldado.”(Manuel Bandeira) 
 
25) ANÁLISE DE TEXTO 
 
Segundo o Dicionário Aurélio, o raciocínio é o 
“encadeamento, aparentemente lógico, de juízos ou 
pensamentos. Capacidade de raciocinar, juízo, razão, 
racionalidade.” 
No dias atuais, em que o excesso de informações é 
patente, há necessidade de se filtrar o que realmente 
tem valor. Por isso, cada vez mais, pessoas com 
capacidade de compreensão, de análise, de avaliação e 
de síntese terão mais 
 
OS TIPOS DE TEXTO 
 
 Conhecer o tipo de texto e os seus elementos 
constitutivos é muito importante. As perguntas devem 
ser feitas conforme a tipologia textual. 
NARRAÇÃO – centrada no fato, no acontecimento; há 
personagens atuando e um narrador que relata a ação. 
Uma narração, em geral, apresenta os seguintes 
elementos: 
 
Fato: é o acontecimento (ou acontecimentos) que será 
relatado. O encadeamento das ações forma o enredo. 
 
Personagens: são as pessoas que participam do 
acontecimento. 
Ambiente (ou cenário): são os lugares em que os 
acontecimentos ocorrem. 
Tempo: localização cronológica do acontecimento. 
 
Narrador: é quem conta a história. Pode ser de terceira 
pessoa (onisciente) ou de primeira (não sabe tudo). 
 
DESCRIÇÃO – é uma sequência de aspectos, 
características de qualquer ser existente no universo 
real ou imaginário. 
 
DISSERTAÇÃO – a idéia, as opiniões a respeito de um 
determinado assunto são o seu foco. 
 
ARGUMENTAÇÃO 
 
“Chamamos procedimentos argumentativos a 
todos os recursos acionados pelo produtor do texto com 
vistas a levar o leitor a crer naquilo que o texto diz e a 
fazer aquilo que ele propõe.” (Platão & Fiorin. Para 
entender o texto – leitura e redação. 16ª ed / São Paulo 
/ ÁTICA, 2003.) 
 
 
Leia o fragmento de um dos sermões de Padre Antônio 
Vieira: 
 
 (...) O sermão há de ser duma só cor, há de ter 
um só objeto, um só assunto, uma só matéria. 
 Há de tomar o pregador uma só matéria, há de 
defini-la para que se conheça, há de dividi-la para que 
se distinga, há de prová-la com a Escritura, há de 
declará-la com a razão, há de confirmá-la com o 
exemplo, há de amplificá-la com as causas, com os 
efeitos, com as circunstâncias, com as conveniências 
que se hão de responder às dúvidas há de se satisfazer 
às dificuldades, há de impugnar e refutar com toda a 
força da eloquência os argumentos contrários, e depois 
disto há de colher, há de apertar, há de concluir, há de 
persuadir, há de acabar. Isto é sermão, isto é pregar, e 
o que não é isto, é falar de mais alto. Não nego nem 
quero dizer que o sermão não haja de ter variedade de 
discursos, mas esses hão de nascer todos da mesma 
matéria, e continuar e acabar nela. 
 
(In: Platão & Fiorin. Para entender o texto – 
leitura e redação. 16ª ed / São Paulo / ÁTICA, 2003. p. 
137) 
 
 
O TEXTO ARGUMENTATIVO DEVE CONTER: 
 
1) UNIDADE; 
2) “UM SÓ OBJETO”, “UMA SÓ MATÉRIA”; 
3) COMPROVAÇÃO DAS TESES DEFENDIDAS 
(ARGUMENTO DE AUTORIDADE); 
4) RELAÇÕES LÓGICAS (CAUSA E EFEITO); 
5) COESÃO E COERÊNCIA; 
6) EXEMPLIFICAÇÕES CONCRETAS; 
7) REFUTAÇÃO DOS ARGUMENTOS 
CONTRÁRIOS. 
 
DEFEITOS DE ARGUMENTAÇÃO 
 
1) EMPREGO DE NOÇÕES CONFUSAS; 
2) EMPREGO DE NOÇÕES DE TOTALIDADE 
INDETERMINADA; 
3) USO DE CONCEITOS QUE SE 
CONTRADIZEM ENTRE SI; 
4) UTILIZAÇÃO DE CONCEITOS E 
AFIRMAÇÕES GENÉRICOS; 
5) INSTAURAÇÃO DE FALSOS 
PRESSUPOSTOS; 
 
 
PLANO-PADRÃO DE ARGUMENTAÇÃO 
 
1. Proposição / Primeiro estágio 
 
(afirmativa, suficientemente definida e limitada; não 
deve conter em si mesma nenhum argumento, isto é, 
prova ou razão) 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
52 
 “Dizem que (Fulano declarou que, muitos 
acreditam que, é opinião generalizada que) só o castigo 
físico, a pancada, educa, só ele é realmente eficaz 
quando se deseja corrigir a criança, formar-lhe o 
caráter...” 
2. Análise da proposição / Segundo estágio 
 
“É verdade (é certo, é evidente, é indiscutível) 
que, em certos casos...” 
“É possível que, em certos casos, haja razão...” 
“Em parte, talvez tenham razão...” 
 
3. Formulação de argumentos (evidência) / Terceiro 
estágio: 
a) fatos; 
b) exemplos; 
c) ilustrações; 
d) dados estatísticos; 
e) testemunho. 
 
 “Mas, por outro lado...” 
 “Entretanto, na maioria dos casos... a pancada 
não educa, é um método de educação condenável, 
porque...” 
 
 “Seguem-se então a essa frase inicial da 
contestação as razões expressas em orações 
encabeçadas geralmente por conjunções explicativas ou 
causais.” (Othon M. Garcia. Comunicação em prosa 
moderna. Rio de Janeiro. Ed. FGV. 2002, p. 386) 
 “...porque humilha, revolta, cria complexos...” 
 
4. Conclusão 
 
 “Logo (por consequência, portanto, de forma 
que não se devem espancar as crianças...” 
VOLTA AO INÍCIO DO TEXTO - “Portanto, não se 
deve espancar as crianças...” 
 
DICAS PARA AS QUESTÕES DE TEXTO 
 
1) Leia o título. Ele está repleto de informações 
sucintas sobre o conteúdo textual. É 
frequente encontrarmos, também, texto cujo 
título só faz sentido após uma leitura 
cuidadosa e atenta. Portanto, ele não deve 
ser desprezado em nenhuma circunstância. 
 
2) O texto deverá ser lido na íntegra, para que se 
identifique o seu tipo e o tema. 
 
3) Leia o texto uma segunda vez, sublinhando o 
tópico-frasal, a idéia núcleo de cada 
parágrafo, e fazendo observações à margem. 
 
4) Perceba a relação entre os parágrafos (causa 
/ efeito, adversidade, explicação, etc.). 
 
5) Para não haver dúvida, leia duas vezes o 
enunciado da questão. 
 
6) Normalmente 1/3 das opções traz idéias 
absurdas, portanto, leia duas vezes cada uma 
e elimine as alternativas estapafúrdias. 
 
7) A idéia central (tema) normalmente será 
encontrada na introdução ou na conclusão. 
Logo, não perca tempo. 
 
8) As idéias argumentativas estão no 
desenvolvimento, por isso, se a questão pedir 
os argumentos do autor, vá direto ao corpo do 
texto. 
 
9) Se a questão é de INFERÊNCIA (sentido 
implícito), a resposta deverá ser 
subentendida, está nas entrelinhas do texto. 
 
10) Se a questão é de RECORRÊNCIA (sentido 
explícito), a resposta terá as palavras do 
texto. Procure, portanto, nas opções, aquilo 
que coincidir com as palavras do autor. 
 
11) Quando a opção fala aquém do texto, teremos 
um erro de REDUÇÃO. 
 
12) Quando a opção fala além do texto, o erro é 
de EXTRAPOLAÇÃO. 
 
13) Quando a opção está em contraste com o 
texto, há CONTRADIÇÃO. 
 
14) Cuidado com as divagações. Não imagine o 
que não existe no texto. 
26) TIPOS DE DISCURSO 
Discurso - é a reprodução das falas ou o pensamento 
das personagens. Há três tipos de discurso: 
a) direto: neste caso, o narrador faz com que as 
personagens reproduzam a fala e o pensamento por si 
mesmas, de modo direto, utilizando o diálogo. 
Exemplo: 
Cristina disse ao namorado: - Quero casar logo. 
 
Características: uso de dois-pontos, travessão, verbos 
de elocução (perguntar, dizer, indagar, afirmar etc.). 
b) indireto: neste tipo de discurso, o narrador diz com 
suas palavras as falas das personagens. 
Exemplo: 
 
Ana disse ao namorado que queria casar logo. 
 
 
 
 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
53 
TRANSPOSIÇÕES 
 
DISCURSO DIRETO DISCURSO INDIRETO 
Presente do indicativoImperfeito do indicativo 
Pretérito perfeito Pretérito mais-que-perfeito 
Futuro do presente Futuro do pretérito 
Imperativo, presente e futuro 
do subjuntivo 
Imperfeito do subjuntivo 
Eu, me, mim, comigo Ele, ela, o, a, lhe, se, si, 
consigo 
Nós, nos, conosco Eles, elas, os, as, lhes, se, si, 
consigo 
Meu, minha, nosso, nossa Seu, sua, seus, suas 
Este, esta, isto Aquele, aquela, aqueles, 
aquilo 
Agora Naquela ocasião 
Hoje Naquele dia 
c) indireto livre ou semi-indireto: consiste na fusão entre 
discurso direto e indireto, ou melhor, o narrador 
reproduz o pensamento da personagem. 
 Agora (Fabiano) queria entender-se com Sinhá 
Vitória a respeito da educação dos pequenos. E eles 
estavam perguntadores, insuportáveis. 
 Fabiano dava-se bem com a ignorância. Tinha o 
direito de saber? 
 Tinha? Não tinha. 
Note: o pensamento da personagem se confunde com 
fala do narrador. 
27) FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
CARACTERÍSTICA BÁSICA DA COMUNICAÇÃO: 
“alguém diz alguma coisa a outrem.” 
 
1º - FATORES CONSTITUTIVOS DO ATO DE 
COMUNICAÇÃO. 
 
 CONTEXTO 
REMETENTE MENSAGEM DESTINATÁRIO 
 CONTATO 
 CÓDIGO 
 
 
2º - FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 REFERENCIAL 
EMOTIVA POÉTICA CONATIVA 
 FÁTICA 
 METALINGUÍSTICA 
 
1) FUNÇÃO EMOTIVA – está centrada no remetente 
(também chamado emissor / transmissor / codificador / 
falante). Há exteriorização de suas emoções e 
sentimentos. 
 
CARACTERÍSTICAS: presente em frases exclamativas, 
nas interjeições, na 1ª pessoa dos verbos e dos 
pronomes. 
 
“Samba em Prelúdio” 
(Baden Powel e Vinícius de Morais) 
 
Eu sem você 
Não tenho porquê 
Porque sem você 
Não sei nem chorar 
Sou chama sem luz 
Jardim sem luar 
Luar sem amor 
Amor sem se dar 
 
(...) 
 
2) FUNÇÃO CONATIVA – está centrada no destinatário 
(receptor, decodificador, ouvinte). Dele, espera-se uma 
resposta ou tomada de atitude. Há forte apelo social, 
daí ser chamada, também, de Função Apelativa. 
 
CARACTERÍSTICAS: aparece nas frases interrogativas, 
nas imperativas, nos vocativos, na segunda pessoa dos 
verbos e dos pronomes. 
 
Abuse e use C&A. 
Compre Batom. 
Beba Coca-Cola. 
Fume Hollywood. 
Use Rexona. 
 
Observação: ela é bastante usada nas propagandas. O 
verbo no Imperativo é sua principal marca linguística. 
 
3) FUNÇÃO REFERENCIAL – está centrada no 
contexto. Tem caráter informativo, de constatação. 
Também é chamada de Função Representativa. 
 
CARACTERÍSTICA: aparece nas frases afirmativas, na 
linguagem técnica e científica, na linguagem dos livros 
didáticos, na linguagem jornalística e na de relações 
públicas. 
 
A terra gira em torno do sol. 
O céu está nublado. 
BANDO INVADE HOSPITAL E RESGATA PRESO 
(Jornal do Brasil, 28/05/94) 
 
4) FUNÇÃO FÁTICA – está centrada no contato, 
estabelecido através de um canal entre emissor e 
receptor. Serve para iniciar, prolongar ou encerrar o ato 
de comunicação. É acompanhada de outra, ou outras 
funções. 
 
CARACTERÍSTICA: aparece em expressões ou 
partículas como “alô”, “olá”, “tudo bem”, “né”, 
“entendeu?”, “tchau” etc. 
 
- Olá, como vai? 
- Eu vou indo e você, tudo bem? 
- Tudo bem, eu vou indo... 
(Paulinho da Viola) 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
54 
5) FUNÇÃO METALINGUÍSTICA – está centrada no 
código, na própria linguagem, ou seja, ela se explica e 
comenta. 
 
CARACTERÍSTICA: palavras que explicam palavras, 
cinema que fala de cinema, teatro de teatro, poesia de 
poesia etc. 
 
Observação: quando há dúvida sobre o código e quando 
se indagar a respeito dele, também ocorrerá Função 
Metalinguística. A metalinguagem existirá no momento 
da explicação. 
 
- Ana, o que significa “oscular”? – Função Conativa 
- Significa “beijar”. – Função Metalinguística 
 
6) FUNÇÃO POÉTICA – está centrada na mensagem. 
CARACTERÍSTICA: seleção do vocabulário, conotação, 
figuras de linguagem (metáfora, metonímia, antítese, 
prosopopéia etc.), rimas (na poesia), ritmo (na prosa) 
etc. 
 
“A mesma Dona Ângela” 
(Gregório de Matos) 
 
Anjo no nome, Angélica na cara, 
Isso é ser flor, e Anjo juntamente, 
Ser Angélica flor, e Anjo florente, 
Em quem, sena em vós se uniformara? 
 
(...) 
 
 
28) REDAÇÃO OFICIAL 
 
CARACTERÍSTICAS DA REDAÇÃO OFICIAL: 
 
1) clareza absoluta; 
2) concisão (exposição de idéias com um mínimo 
de palavras); 
3) correção gramatical (linguagem formal); 
4) polidez; 
5) impessoalidade (o subjetivismo do emissor não 
é mais importante que os interesses do serviço); 
6) precisão e sobriedade. 
 
1) MEMORANDO 
 
Um memorando é um instrumento utilizado 
como meio de comunicação entre unidades 
administrativas de um mesmo órgão. Este instrumento é 
também usado para encaminhar projetos e inovações 
de serviço. Ele permite que o despacho seja feito no 
próprio formulário, agilizando a sua tramitação. 
 
CARACTERÍSTICAS: 
 
1) meia folha de papel ofício; 
2) timbre e cabeçalho do órgão expedidor; 
3) número à esquerda; 
4) localidade e data à direita; 
5) vocativo – designação do cargo do 
destinatário da mensagem, precedido de 
“Senhor” ou “Senhora”; 
6) mensagem; 
7) despedida (curta: Atenciosas saudações / 
Atenciosamente / Cordiais saudações / 
Cordialmente); 
8) assinatura, após a despedida; 
9) rodapé – nome do cargo do destinatário, 
com as formas Il.
mo 
Sr. ou Sr.ª. 
 
Se o texto possuir mais de uma folha, escreve-se ao pé 
da primeira folha, a palavra "continua" e no alto da 
próxima, “continuação”. No cabeçalho da folha de 
continuação, escreve-se o número do memorando. 
 
TIPOS DE MEMORANDOS 
 
Memorando Circular: Quando o Memorando for do tipo 
circular, escreve-se, no rodapé CC - com cópia - 
seguido de p/ e da abreviatura dos setores que 
receberam a cópia. 
 
Memorando Sigiloso: Deve constar, abaixo do 
cabeçalho, a palavra RESERVADO, ser enviado em 
envelope lacrado e rubricado pelo emitente na aba do 
fecho, onde também deve conter a palavra 
RESERVADO seguida do número do memorando, da 
indicação do emissor e do nome da autoridade a quem 
é dirigido. 
 
 
EXEMPLO 1 
 
Memorando n.º 04/SR Rio de Janeiro,15 de abril 
de 2000. 
 
 
À Gerente da Editora da Furg 
 
 
Assunto: Solicitação de aquisição de livro 
 
 
 
Solicito a gentileza de adquirir um exemplar do livro Pedagogia da 
Autonomia para uso deste Departamento. 
 
Atenciosamente, 
 
Milton Rezende 
Coordenador de Revisão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
55 
EXEMPLO 2 
 
 
2) ATA 
 
Uma ata refere-se ao resumo dos fatos de uma 
reunião ou de uma assembléia para um determinado fim 
já divulgado. 
 
CARACTERÍSTICAS 
 
 Uma ata deverá conter um cabeçalho 
constituído do número da ata e do nome dos 
participantes do grupo que se encontram reunidos, uma 
abertura indicando, por extenso, dia, mês, ano, hora, 
local da reunião e nome de quem a preside, bem como 
a finalidade de tal evento, transcrita da ordem do dia 
que consta da convocação. Seguindo estes itens, virão 
um pronunciamento referindo-se aos participantes e, a 
partir disso, a declaração de abertura da seção. 
Acompanhando estes elementos, virá uma relação 
nominal identificando os presentes, a aprovação da ata 
anterior, a declaração objetiva e sintética dos fatos a 
serem tratados no evento e, por último, um fechamento 
com as considerações finais. 
 
Conforme segue, vejamos um exemplo: 
 
Ata da 1
a 
 reunião dos formandos de Letras2002 da 
FURG 
 
 Aos dezessete dias do mês de julho, de dois 
mil e um, às dezenove horas e trinta minutos, na sala 
B, no Campus carreiros, sob a presidência da 
Comissão de Formatura, formada pelos alunos Fulano 
de tal, Beltrano e Sicrano, reuniram-se os formandos 
interessados na organização da formatura. Após 
constatada a presença de todos os alunos e feita a 
identificação do empenho de formatura, a comissão 
presidente declarou aberta a reunião. A reunião 
iniciou-se com a solicitação que a partir de dezessete 
de agosto fossem viabilizados os processos de 
arrecadação de valores para a formatura. A comissão 
informou que o valor a ser arrecadado será de R$ 
12.000,00. Para tanto, pediu-se o afinco de todos os 
presentes na seção. Por fim, estando os presentes de 
acordo com o que foi deliberado, os Srs. presidentes 
encerraram a reunião, da qual eu, Maria da Silva, 
secretária designada, lavrei a presente ata, após lida e 
aprovada será assinada por mim e pelos presentes. 
 
Rio Grande, dezessete de julho de dois mil. 
 
(seguem as assinaturas) 
 
3) OFÍCIO 
 
Correspondência pela qual se mantém intercâmbio 
de informações a respeito de assunto técnico ou 
administrativo, cujo teor tenha caráter exclusivamente 
institucional. São objetos de ofícios as comunicações 
realizadas entre dirigentes de entidades públicas, 
podendo ser também dirigidos a entidade particular. 
 
Suas partes componentes são: 
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do 
órgão que o expede: 
 Exemplos: 
Mem. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. 123/2002-MME 
 b) local e data em que foi assinado, por extenso, 
com alinhamento à direita: 
 Exemplo: 
Brasília, 15 de março de 1991. 
 c) assunto: resumo do teor do documento 
 Exemplos: 
Assunto: Produtividade do órgão em 2002. 
Assunto: Necessidade de aquisição de novos 
computadores. 
 d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a 
quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve 
ser incluído também o endereço. 
 e) texto: nos casos em que não for de mero 
encaminhamento de documentos, o expediente deve 
conter a seguinte estrutura: 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
56 
 – introdução, que se confunde com o parágrafo de 
abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a 
comunicação. Evite o uso das formas: "Tenho a honra 
de", "Tenho o prazer de", "Cumpre-me informar que", 
empregue a forma direta; 
 – desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; 
se o texto contiver mais de uma idéia sobre o assunto, 
elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que 
confere maior clareza à exposição; 
 – conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente 
reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. 
 Os parágrafos do texto devem ser numerados, 
exceto nos casos em que estes estejam organizados em 
itens ou títulos e subtítulos. 
Já quando se tratar de mero encaminhamento de 
documentos a estrutura é a seguinte: 
 – introdução: deve iniciar com referência ao 
expediente que solicitou o encaminhamento. Se a 
remessa do documento não tiver sido solicitada, deve 
iniciar com a informação do motivo da comunicação, 
que é encaminhar, indicando a seguir os dados 
completos do documento encaminhado (tipo, data, 
origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão 
pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte 
fórmula: 
"Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 
1991, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de 
abril de 1990, do Departamento Geral de Administração, 
que trata da requisição do servidor Fulano de Tal." 
 ou 
"Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa 
cópia do telegrama n
o
 12, de 1
o
 de fevereiro de 1991, do 
Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a 
respeito de projeto de modernização de técnicas 
agrícolas na região Nordeste." 
 – desenvolvimento: se o autor da comunicação 
desejar fazer algum comentário a respeito do 
documento que encaminha, poderá acrescentar 
parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não 
há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de 
mero encaminhamento. 
 f) fecho; 
 g) assinatura do autor da comunicação; e 
 h) identificação do signatário. 
 
 
 
 
 
 
EXEMPLO 
 
 
 
4) RELATÓRIO 
 
É a exposição circunstanciada de atividades 
levadas a termo por funcionário, no desempenho das 
funções do cargo que exerce, ou por ordem de 
autoridade superior. É geralmente feito para expor: 
situações de serviço, resultados de exames, eventos 
ocorridos em relação a planejamento, prestação de 
contas ao término de um exercício etc. 
 
Suas partes componentes são: 
1. Título (a palavra RELATÓRIO), em letras 
maiúsculas. 
2. Vocativo: a palavra Senhor(a), seguida do cargo do 
destinatário, e de vírgula. 
3. Texto paragrafado, composto de introdução, 
desenvolvimento e conclusão. Na introdução se enuncia 
o propósito do relatório; no desenvolvimento - corpo do 
relatório - a exposição minudente dos fatos; e, na 
conclusão, o resultado ou síntese do trabalho, bem 
como a recomendação de providências cabíveis. 
4. Fecho, utilizando as fórmulas usuais de cortesia, 
como as do ofício. 
5. Local e data, por extenso. 
6. Assinatura, nome e cargo ou função do signatário. 
7. Anexos, complementando o Relatório, com material 
ilustrativo e/ou documental. 
 
 
 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
57 
EXEMPLO 
 
RELATÓRIO 
 
 
Senhor Secretário 
 
 
Ao término do 1º semestre de 1999, vimos apresentar a 
V.Ex.ª o Relatório de Atividades pertinentes à 
Superintendência de Desenvolvimento Institucional, ao 
qual se anexam quadros demonstrativos onde se 
expressam os dados quantitativos das atividades 
operacionais. 
 
Seguindo as diretrizes determinadas pelo plano 
Estratégico desta Secretaria para o ano de 1999, pôde 
esta unidade alcançar as metas previstas nos projetos, 
conforme se segue. 
_____________________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
________________________________ 
 
Apesar das dificuldades em relação às condições de 
trabalho, com número reduzido de pessoal qualificado e 
carência de materiais específicos e equipamentos, 
consideramos bastante positivos os resultados obtidos 
nestes primeiros meses da atual gestão. 
 
 
Rio de Janeiro, 10 de julho de 1999. 
 
 
5) REQUERIMENTO 
 
Documento pelo qual o interessado solicita ao Poder 
Público algo a que se julga com direito, ou para se 
defender de ato que o prejudique. 
 
Suas partes componentes são: 
 
 
1. Vocativo: a palavra Senhor, precedida da forma de 
tratamento, o título completo da autoridade a quem se 
destina, seguida de vírgula. 
2. Preâmbulo: nome do requerente (em maiúsculas), 
seguido dos dados de identificação: nacionalidade, 
estado civil, filiação, idade, naturalidade, domicílio, 
residência etc. Sendo funcionário do órgão, apresentar 
apenas os dados de identificação funcional. 
3. Texto: exposição do pedido, de forma clara e 
objetiva, citando o fundamento legal que permite a 
solicitação. 
4. Fecho: parte que encerra o documento, usando-se, 
alinhada à esquerda a fórmula: 
 Nestes Termos, 
 Pede Deferimento. 
5. Local e data, por extenso. 
6. Assinatura do requerente. 
Observação: Entre o vocativoe o preâmbulo é praxe 
deixarem-se oito espaços. 
 
EXEMPLO 
 
Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Rio 
de Janeiro, 
 
 
 
 
 
JOSÉ JOAQUIM, agente administrativo, nível I, 
matrícula n.º 0000-0, lotado nesta Secretaria, com 
exercício no Departamento Geral de Administração, 
requer revisão de seus proventos, por discordar do 
disposto em seu contracheque. 
 
 
Nestes Termos, 
Pede Deferimento. 
 
Rio de Janeiro, 26 de abril de 1999. 
 
 
 
Assinatura 
 
 
 
 
6) ABAIXO-ASSINADO – tem a mesma função de 
um requerimento, mas é coletivo. 
 
CARACTERÍSTICAS: o nome das pessoas solicitantes 
vem ao final do documento, mas há uma identificação 
geral para identificá-los. 
 
Ilmo. Sr. Secretário de Cultura de Campo Grande 
 
 Nós, abaixo assinados, moradores de Campo 
Grande, vimos, por meio deste, solicitar a V. Sª a 
fomentação da cultura em nosso bairro. 
 Tal pedido se justifica pela ausência de bons 
espetáculos em nossa região. 
 Julgando justo o nosso pedido, 
antecipadamente agradecemos seu atendimento, no 
prazo mais breve possível. 
 Atenciosamente, subscrevemo-nos: 
 
 
 
Rio de Janeiro, 03 de dezembro de 2004. 
 
(seguem as assinaturas) 
 
_________________________________ 
 
_________________________________ 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
58 
 
 
 
 
PRONOMES DE TRATAMENTO 
 
ABREVIATURA TRATAMENTO 
 
USADO PARA: 
V. A. 
V. Em.ª 
V. Ex.ª 
 
 
 
 
V. Mag.ª 
V. M. 
V. Exª Rev.
ma
 
 
 
V. P. 
 
V. Rev.ª 
 
V. Rev.
ma
 
 
V. S. 
V. S.ª 
 
Vossa Alteza 
Vossa Eminência 
Vossa Excelência 
 
 
 
 
Vossa Magnificência 
Vossa Majestade 
Vossa Excelência 
Reverendíssima 
 
Vossa Paternidade 
 
Vossa Reverência 
 ou 
Vossa 
Reverendíssima 
Vossa Santidade 
Vossa Senhoria 
Príncipes,arquiduques, 
duques 
Cardeais 
Altas autoridades do 
Governo e oficiais generais 
das Forças Armadas 
 
Reitores de Universidades 
Reis, imperadores 
 
Bispos e arcebispos 
 
Abades, superiores de 
conventos 
 
Sacerdotes em geral 
 
 
Papa 
Funcionários públicos 
graduados, oficiais até 
coronel 
Concordância com os Pronomes de Tratamento 
(MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA 
REPÚBLICA) 
 Os pronomes de tratamento (ou de segunda 
pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades 
quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. 
Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à 
pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a 
comunicação), levam a concordância para a terceira 
pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que 
integra a locução como seu núcleo sintático: "Vossa 
Senhoria nomeará o substituto"; "Vossa Excelência 
conhece o assunto". 
 Da mesma forma, os pronomes possessivos 
referidos a pronomes de tratamento são sempre os da 
terceira pessoa: "Vossa Senhoria nomeará seu 
substituto" (e não "Vossa ... vosso..."). 
 Já quanto aos adjetivos referidos a esses 
pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o 
sexo da pessoa a que se refere, e não com o 
substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso 
interlocutor for homem, o correto é "Vossa Excelência 
está atarefado", "Vossa Senhoria deve estar satisfeito"; 
se for mulher, "Vossa Excelência está atarefada", 
"Vossa Senhoria deve estar satisfeita". 
 
 
2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento 
 Como visto, o emprego dos pronomes de 
tratamento obedece a secular tradição. São de uso 
consagrado: 
 Vossa Excelência, para as seguintes autoridades: 
a) do Poder Executivo; 
Presidente da República; 
Vice-Presidente da República; 
Ministros de Estado; 
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do 
Distrito Federal; 
Oficiais-Generais das Forças Armadas; 
Embaixadores; 
Secretários-Executivos de Ministérios e demais 
ocupantes de cargos de natureza especial; 
Secretários de Estado dos Governos Estaduais; 
Prefeitos Municipais. 
b) do Poder Legislativo: 
Deputados Federais e Senadores; 
Ministro do Tribunal de Contas da União; 
Deputados Estaduais e Distritais; 
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; 
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. 
c) do Poder Judiciário: 
Ministros dos Tribunais Superiores; 
Membros de Tribunais; 
Juízes; 
Auditores da Justiça Militar. 
 O vocativo a ser empregado em comunicações 
dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, 
seguido do cargo respectivo: 
Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
59 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso 
Nacional, 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal 
Federal. 
 As demais autoridades serão tratadas com o 
vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo: 
Senhor Senador, 
Senhor Juiz, 
Senhor Ministro, 
Senhor Governador, 
 No envelope, o endereçamento das comunicações 
dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, 
terá a seguinte forma: 
A Sua Excelência o 
Senhor 
Fulano de Tal 
Ministro de Estado da 
Justiça 
70.064-900 – Brasília. 
DF 
A Sua Excelência o 
Senhor 
Senador Fulano de 
Tal 
Senado Federal 
70.165-900 – Brasília. 
DF 
A Sua Excelência o 
Senhor 
Fulano de Tal 
Juiz de Direito da 10
a
 
Vara Cível 
Rua ABC, n
o
 123 
01.010-000 – São 
Paulo. SP 
 Em comunicações oficiais, está abolido o uso do 
tratamento digníssimo (DD), às autoridades arroladas na 
lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se 
ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua 
repetida evocação. 
 Vossa Senhoria é empregado para as demais 
autoridades e para particulares. O vocativo adequado é: 
 Senhor Fulano de Tal, 
 (...) 
 No envelope, deve constar do endereçamento: 
 Ao Senhor 
 Fulano de Tal 
 Rua ABC, n
o
 123 
 70.123 – Curitiba. PR 
 Como se depreende do exemplo acima, fica 
dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para 
as autoridades que recebem o tratamento de Vossa 
Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do 
pronome de tratamento Senhor. 
 Acrescente-se que doutor não é forma de 
tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo 
indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o 
apenas em comunicações dirigidas a pessoas que 
tenham tal grau por terem concluído curso universitário 
de doutorado. É costume designar por doutor os 
bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em 
Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor 
confere a desejada formalidade às comunicações. 
 Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, 
empregada por força da tradição, em comunicações 
dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o 
vocativo: 
 Magnífico Reitor, 
 (...) 
 Os pronomes de tratamento para religiosos, de 
acordo com a hierarquia eclesiástica, são: 
 Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao 
Papa. O vocativo correspondente é: 
 Santíssimo Padre, 
 (...) 
 Vossa Eminência ou Vossa Eminência 
Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais. 
Corresponde-lhe o vocativo: 
 Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou 
 Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, 
 (...) 
 Vossa Excelência Reverendíssima é usado em 
comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos;Vossa 
Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima 
para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. 
Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, 
clérigos e demais religiosos. 
2.2. Fechos para Comunicações 
 O fecho das comunicações oficiais possui, além da 
finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o 
destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo 
utilizados foram regulados pela Portaria n
o
 1 do 
Ministério da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze 
padrões. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los, 
este Manual estabelece o emprego de somente dois 
fechos diferentes para todas as modalidades de 
comunicação oficial: 
 a) para autoridades superiores, inclusive o 
Presidente da República: 
 Respeitosamente, 
 b) para autoridades de mesma hierarquia ou de 
hierarquia inferior: 
 Atenciosamente, 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
60 
 Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações 
dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito 
e tradição próprios, devidamente disciplinados no 
Manual de Redação do Ministério das Relações 
Exteriores. 
2.3. Identificação do Signatário 
 Excluídas as comunicações assinadas pelo 
Presidente da República, todas as demais 
comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo 
da autoridade que as expede, abaixo do local de sua 
assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte: 
(espaço para assinatura) 
Nome 
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República 
(espaço para assinatura) 
Nome 
Ministro de Estado da Justiça 
 Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a 
assinatura em página isolada do expediente. Transfira 
para essa página ao menos a última frase anterior ao 
fecho. 
EXERCÍCIOS 
 
130) (TÉCNICO ADM. / CESGRANRIO) Abaixo, 
acham-se relacionados cargos de autoridades as-
sociados à forma de tratamento e ao vocativo que 
devem ser usados em correspondência que lhes for 
dirigida. Indique a única opção em que esta relação está 
feita de modo correto. 
a) Senador - Vossa Eminência - Exmo. Senador. 
b) Juiz - Vossa Excelência - Sr. Dr. Juiz. 
c) Prefeito - Vossa Senhoria - Ilmo. Sr. Prefeito. 
d) Ministro - Vossa Magnificência - Sr. Ministro. 
e) Vereador - Vossa Senhoria - Sr. Vereador. 
 
131) (TÉCNICO ADM. / CESGRANRIO) Assinale a 
opção que apresenta o fecho adequado para 
comunicações oficiais, dirigidas a autoridades 
superiores, inclusive o Presidente da República. 
a) Atenciosamente. 
b) Respeitosamente. 
c) Sinceramente 
d) Sem mais para o momento. 
e) Colocando-me a seu dispor, despeço-me. 
 
132) (GEOLOGIA / CESGRANRIO) Os documentos 
redigidos em Padrão Ofício devem conter as partes 
apresentadas a seguir, EXCETO: 
a) assunto. 
b) objetivo. 
c) local e data. 
d) identificação do signatário. 
e) tipo e número do expediente. 
 
133) (GEOLOGIA / CESGRANRIO) A modalidade de 
comunicação adequada entre unidades administrativas 
do mesmo órgão, caracterizada por ser uma forma de 
comunicação interna, é: 
a) fax. 
b) bilhete. 
c) memorando. 
d) correio eletrônico. 
e) exposição de motivos. 
 
134) (Perito Criminal Federal / UnB / CESPE) Os 
itens abaixo identificam possíveis inícios ou fechos de 
textos de caráter oficial. Em cada um deles, julgue se 
há correspondência correta entre a identificação do tipo 
de texto e o respectivo trecho dentro do quadro. 
 
1- Início de requerimento: 
Brasília, 8 de outubro de 2000. 
 
Senhor Diretor, 
Venho, por meio desta, requerer minha 
inscrição no concurso de redações sobre os 500 anos 
do Descobrimento do Brasil. 
 
2- Início de memorando: 
Brasília, 8 de outubro de 2000. 
Ao Sr. Chefe do Almoxarifado Geral 
Assunto: Compra de papel para máquinas copiadoras 
 
3- Início de ata: 
Aos oito dias do mês de outubro do ano de um mil 
novecentos e noventa e nove, com início às vinte 
horas, em primeira convocação, realizou-se, na sede 
da companhia, situada à rua Gonçalves Dias, 298, 
terceiro andar, São Paulo, capital, a terceira 
Assembléia Geral Ordinária da Companhia XYZ. 
 
4- Fecho de ofício: 
Atenciosamente, 
 
Antônio Fulano da Silva 
Diretor de Serviços Gerais 
 
135) (Perito Criminal Federal / UnB / CESPE) 
 
A sub-chefia de assuntos jurídicos desse ministério 
submeteu ao magnífico procurador-geral da república, 
Dr. Aristóteles Sócrates Platão, consulta sobre sua 
opinião pessoal a respeito de matéria controversa que 
versa sobre os limites entre os direitos dos cidadões e 
a esfera do poder público, no sentido de tornar clara, 
explícita e incontroversa a questão levantada pela 
prestigiosa comissão que investiga o recebimento de 
um excelente automóvel zero quilômetro da marca 
Mercedez Benz pelo senhor chefe dos serviços gerais 
do nosso ministério para que seje investigado a fundo 
se o episódio pode ser considerado inflação do código 
de ética recentemente promulgado pelo poder 
executivo. 
 
De acordo com o Manual de Redação da Presidência 
da República, a redação oficial deve caracterizar-se por 
impessoalidade, uso de padrão culto da linguagem, 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
61 
clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Em face 
dessa caracterização e do fragmento de texto oficial 
acima, julgue os itens que se seguem. 
 
1- Exceto pelo emprego de períodos sintáticos 
longos, o fragmento respeita as normas de 
concisão e objetividade recomendadas pelo 
Manual de Redação da Presidência da 
República. 
2- No fragmento, para que a característica de 
clareza seja observada, deve não apenas ser 
reformulado o nível sintático como também deve 
haver mais precisão na organização das idéias. 
3- Embora os níveis gráfico e lexical estejam 
corretos, o texto desrespeita as regras do 
padrão culto da linguagem no nível sintático. 
4- O texto não obedece às características de 
formalidade e de impessoalidade que devem 
nortear toda correspondência oficial para que 
esta adquira uniformidade. 
5- As formas de tratamento empregadas no texto 
revelam um caráter de respeitosa formalidade e 
estão de acordo com as recomendações para 
textos oficiais. 
 
QUESTÕES DIVERSAS 
 
(ANTT) Instruções gerais para as questões de número 
136 a 139: 
Cada uma dessas questões apresenta cinco propostas 
diferentes de redação. Assinale a letra que corresponde 
à melhor redação, considerando correção, clareza e 
concisão. 
 
136) 
a) As ruas uma a uma o geógrafo às reviu; 
b) As casas o geógrafo reviu-as, uma à uma; 
c) O geógrafo, às casas, as reviu uma a uma; 
d) As casas, o geógrafo reviu-as uma a uma; 
e) As casas, as reviu o geógrafo, uma à uma. 
 
137) 
a) Alguns sabem que certas coisas não têm preço; 
b) Sabem alguns, que certas coisas não tem preço; 
c) Certas coisas não têem preço, é o que sabem alguns; 
d) Sabem alguns que certas coisas não têem preço; 
e) Alguns sabem que, certas coisas não têm preço. 
 
138) 
a) Jamais se poderão pagar algumas saudades; 
b) Jamais poderão se pagar algumas saudades; 
c) Algumas saudades, jamais se poderão pagar; 
d) Jamais poderá pagar-se algumas saudades; 
e) Jamais se poderá pagar algumas saudades. 
 
139) 
a) A parada o autorizava à cobrar um novo preço; 
b) A parada lhe autorizava de cobrar um novo preço; 
c) A parada o autorizava de cobrar um novo preço; 
d) A parada o autorizava a cobrar um novo preço; 
e) A parada lhe autorizava a cobrar um novo preço. 
 
140) (AGENTE DE POLÍCIA – DF) 
I – “grau crescente DE INSEGURANÇA” 
II – “agências DE TURISMO”III – “trabalho DE INVESTIGAÇÃO POLICIAL” 
IV – “por falta DE AÇÃO INTEGRADA” 
 
Entre os segmentos acima, em maiúsculas, aquele que 
apresenta função DISTINTA da dos demais é: 
a) I; 
b) II; 
c) III; 
d) IV; 
e) nenhum deles. 
 
141) (TRE) O segmento do texto que apresenta um 
sujeito posposto ao verbo é: 
a) “Anestesiada e derrotada, a sociedade nem está 
percebendo a enorme inversão de valores em curso.”; 
b) “Parece aceitar como normal que um grupo de 
criminosos estenda faixas pela cidade e nelas fale de 
paz.”; 
c) “Há um coro, embora surdo, que tenta retratar 
criminosos como coitadinhos,...”; 
d) “Coitadinhos e vítimas de um sistema ineficiente, 
aqui, são os parentes dos abatidos pela violência...”; 
e) “Mas não merecem um micrograma que seja de 
privilégios...”. 
 
142) (AGENTE DE POLÍCIA – DF) “...técnica 
adequada para seguir pistas”; o substantivo cognato 
adequado ao verbo seguir neste caso é: 
a) sucessão; 
b) sequência; 
c) sequenciação; 
d) seguimento; 
e) seguida. 
 
143) (AGENTE DE POLÍCIA – DF) “...não há um 
esquema EFICAZ de inteligência...”; “...deveria produzir 
a aplicação EFICIENTE...”; no minidicionário de língua 
portuguesa de A. Houaiss aparece a definição desses 
dois adjetivos: 
1. eficiente: que realiza bem suas funções; que traz 
bons resultados; 
2. eficaz: eficiente; seguro, infalível. 
 
Isso mostra que: 
a) só o primeiro está bem empregado; 
b) só o segundo está bem empregado; 
c) os vocábulos podiam trocar de posição, sem 
alteração de sentido; 
d) nenhum dos dois está bem empregado; 
e) deveria ser empregado somente um desses adjetivos. 
 
144) (AGENTE DE POLÍCIA – DF) O segmento 
abaixo que apresenta adjetivo sem variação de grau é: 
a) “Por maior que tenha sido a indignação 
manifestada...”; 
b) “...é alarmante esse grau crescente de insegurança”; 
c) “...de fazer o turista se sentir mais seguro no Rio...”; 
d) “...a redução a níveis mínimos dos assaltos a 
turistas”; 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
62 
e) “Mas é mais justo falar em dinheiro mal aplicado”. 
 
145) (AGENTE DE POLÍCIA – DF) “Em oito anos, o 
número de turistas no Rio de Janeiro dobrou, enquanto 
os assaltos a turistas foram multiplicados por três, 
alcançando hoje a média de dez casos por dia. 
Considerando a importância que o turismo tem para a 
cidade – que anualmente recebe 5,7 milhões de 
visitantes de outros estados e do estrangeiro, destes, 
aliás, quase 40% dos que chegam ao Brasil têm como 
destino o Rio – é alarmante esse grau crescente de 
insegurança”; quanto às referências numéricas 
presentes nesse primeiro parágrafo do texto pode-se 
dizer que representam numerais de dois tipos: 
a) cardinais e ordinais; 
b) cardinais e multiplicativos; 
c) multiplicativos e fracionários; 
d) cardinais e fracionários; 
e) ordinais e multiplicativos. 
 
146) (ANP) “Os fatos desta vez deram razão a 
Monteiro Lobato.”; a(s) forma(s) INADEQUADA(s) de 
reescrever-se esse mesmo período, mantendo-se o 
sentido original, é(são): 
I - A Monteiro Lobato foi dada razão pelos fatos, desta 
vez; 
II - A Monteiro Lobato deram razão, desta vez, os fatos; 
III - A Monteiro Lobato, foi-lhe dada razão pelos fatos, 
desta vez. 
(A) nenhuma; 
(B) III; 
(C) I-III; 
(D) II; 
(E) II-III. 
 
147) (ANP) Assim como petróleo foi formado: 
(A) jardineiro; 
(B) planalto; 
(C) pré-histórico; 
(D) anti-semita; 
(E) brasiliense. 
 
148) (ANP) De onde vêm as palavras – Deonísio 
da Silva 
 
No título do texto 3, o termo vêm aparece com acento 
porque: 
(A) é necessário mostrar a diferença com a forma da 
terceira pessoa do singular; 
(B) todo monossílabo tônico terminado em em leva 
acento gráfico; 
(C) concorda com seu sujeito as palavras; 
(D) é necessário destacar que sua pronúncia é nasal; 
(E) para distinguir o verbo ver do verbo vir. 
 
(ANP) As questões de 149 a 160 mostram uma mesma 
idéia escrita de cinco formas distintas; você deve 
assinalar a forma mais adequada, levando em 
consideração sua correção, precisão, clareza e 
elegância. 
 
149) 
(A) Mais de 1,4 milhões de pessoas dirigiram-se à Meca 
neste final de semana. 
(B) Mais de 1,4 milhão de pessoas dirigiram-se à Meca 
neste final-de-semana. 
(C) Mais de 1,4 milhão de pessoas dirigiu-se a Meca 
neste final-de-semana. 
(D) Mais de 1,4 milhão de pessoas dirigiram-se a Meca 
neste final de semana. 
(E) Mais de 1,4 milhões de pessoas dirigiu-se à Meca 
neste final de semana. 
 
150) 
(A) Os guardas-civis intervieram na discussão dos 
espectadores. 
(B) Os guarda-civis interviram na discursão dos 
expectadores. 
(C) Os guardas-civis interviram na discussão dos 
expectadores. 
(D) Os guarda-civis intervieram na discursão dos 
espectadores. 
(E) Os guarda-civil interviram na discussão dos 
expectadores. 
 
151) 
(A) Os policiais averíguam onde querem trabalhar os 
escrivãos. 
(B) Os policiais averíguam aonde querem trabalhar os 
escrivãos. 
(C) Os policiais averiguam onde querem trabalhar os 
escrivães. 
(D) Os policiais averiguam aonde querem trabalhar os 
escrivães. 
(E) Os policiais averiguam onde querem trabalhar os 
escrivões. 
 
152) 
(A) O navio ainda não tinha atracado e já era meio dia e 
meia. 
(B) O navio ainda não havia atracado e já era meio-dia 
e meia. 
(C) O navio ainda não tinha atracado e já era meio-dia e 
meio. 
(D) O navio ainda não havia atracado e já era meio-dia 
e meio. 
(E) O navio ainda não havia atracado e já eram meio 
dia e meia. 
 
153) 
(A) Quando nos vermos de novo, eu te cumprimentarei. 
(B) Quando nos vermos de novo, eu cumprimentar-te-ei. 
(C) Quando virmo-nos de novo, eu te comprimentarei. 
(D) Quando nos virmos de novo, eu te cumprimentarei. 
(E) Eu te cumprimentarei quando nos vermos de novo. 
 
154) 
(A) Vossa Excelência, o Presidente, vem com os 
ministros a reunião? 
(B) Sua Excelência, o Presidente, vem com os ministros 
à reunião? 
(C) Vossa Excelência, o Presidente, vêm com os 
ministros para a reunião? 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
63 
(D) Vossa Excelência, o Presidente, vem com os 
ministros na reunião? 
(E) Sua Excelência, o Presidente, vêm com os ministros 
para a reunião? 
 
155) 
(A) O motorista foi um dos que não quis aderir à greve. 
(B) O motorista foi um dos que não quiseram aderir a 
greve. 
(C) O motorista foi um dos que não quiz aderir à greve. 
(D) O motorista foi um dos que não quizeram aderir à 
greve. 
(E) O motorista foi um dos que não quis aderir a greve. 
 
156) 
(A) No passado, não haviam tantos cheques sem fundo 
apreendidos. 
(B) No passado, não havia tantos cheques sem fundo 
aprendidos. 
(C) No passado não havia tantos cheques sem fundo 
apreendidos. 
(D) No passado não havia tantos cheques sem fundos 
apreendidos. 
(E) No passado, não havia tantos cheques sem fundos 
aprendidos. 
 
157) 
(A) Não existe impecilhos em conceder-lhe previlégios. 
(B) Não existe impecilhos em conceder-lhe privilégios. 
(C) Não existe empecilho em conceder-lhe previlégios. 
(D) Não existem empecilhos em conceder-lhe 
previlégios. 
(E) Não existem empecilhos em conceder-lhe 
privilégios. 
 
158) 
(A) A Prefeitura premia os cidadãos mais bem 
comportados. 
(B) A Prefeitura premeia os cidadãos mais bem 
comportados. 
(C) A Prefeitura premia os cidadões melhor 
comportados. 
(D) A Prefeitura premeia os cidadões melhor 
comportados. 
(E) A Prefeitura premeia os cidadões mais bem 
comportados. 
 
159) 
(A) Estão sobre suspeita as quatro milhões de caixas 
dos remédios anglo-franceses. 
(B) Estão sob suspeita os quatro milhões decaixas dos 
remédios anglos-franceses. 
(C) Estão sobre suspeita os quatro milhões de caixas 
dos remédios anglo-francês. 
(D) Estão sob suspeita as quatro milhões de caixas dos 
remédios anglo-franceses. 
(E) Estão sob suspeita os quatro milhões de caixas dos 
remédios anglo-franceses. 
 
160) 
(A) Acho que não vê-la-ei com bastantes amigos. 
(B) Acho que não a verei com amigos bastante. 
(C) Acho que não a verei com bastantes amigos. 
(D) Acho que não verei-a com amigos bastantes. 
(E) Acho que não vê-la-ei com bastante amigos. 
 
Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Rio de 
Janeiro / TÉCNICO JUDICIÁRIO 
 
TEXTO – A VERDADE E A FANTASIA 
 
 Miguel Pachá – Presidente do TJ/RJ 
 
Um espectro ronda a Justiça brasileira neste final de 
ano: a Reforma do Judiciário. Espectro porque a 
realidade do Judiciário e a necessidade da sua reforma 
foram, nos últimos meses, deformados pelo “manto 
diáfano da fantasia”. 
Comemoramos o nosso dia (8 de dezembro) sob o fogo 
cruzado da má-vontade e da desinformação. O 
Judiciário não pode ser culpabilizado pelo que a mídia 
chama com exagero de impunidade. A polícia não 
prende, não investiga e nós, presos à aplicação da lei, 
pagamos o pato. Além disso, há um cipoal de leis, 
medidas provisórias e atos normativos que acabam por 
atravancar nossos corredores. 
Temos oferecido à sociedade idéias e propostas de 
melhoria da prestação de Justiça. Um exemplo: o 
julgamento virtual, que acelera a tramitação, elimina 
papel e dispensa deslocamentos de advogados. Quanto 
ao apregoado controle do Judiciário, pensamos que 
deveria antes vir de dentro que de fora, pelo ajuste de 
normas e práticas processuais, bem como pela 
supervisão sistemática. A autonomia financeira deu ao 
nosso Tribunal a possibilidade de ser um dos melhores 
do país: um dos mais ágeis e seguros, em condições 
objetivas de enfrentar o descrédito geral da Justiça. 
A autonomia dos poderes – lembremos ainda uma vez – 
é a única garantia que temos da estabilidade da 
República e, em última instância, da continuidade do 
regime democrático – o pior de todos, com exceção dos 
outros. Falar em cidadania é falar em Judiciário. Em 
muitas sociedades tradicionais a norma de estabilidade 
é a do “poder trava poder”. Ao invés do controle externo, 
sempre perigoso, talvez se pudesse confiar mais nesse 
controle sistêmico. De resto, temos à disposição 
diversos mecanismos endógenos, eficazes, de controle 
(os tribunais de conta, as corregedorias etc.). 
A sociedade global, estimulada pelos formadores de 
opinião, não tem sido capaz de captar a verdade do 
Judiciário. Sob um cerco total de má-vontade e 
desinformação, vemos exageradas as nossas 
deficiências e erros. “Sobre a nudez forte da verdade, o 
manto diáfano da fantasia” – parodiemos o slogan do 
velho Eça de Queiroz. E qual é a nossa verdade? Antes 
de enunciá-la, reconheçamos nossos erros e 
dificuldades, algumas conjunturais, de mais fácil 
correção, outras estruturais, mais difíceis. Recente 
pesquisa da OAB, mostrou que 55% da população mal 
conhece o Judiciário. E é ela a segunda instituição 
menos confiável do país. 
Nosso programa para o ano que se inicia é, pois, 
estabelecer a verdade da distribuição de Justiça em 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
64 
nosso Estado e vê-la reconhecida, senão por todos, ao 
menos pela maioria de nossos concidadãos. 
 
 Informativo TJ/RJ e EMERJ, n.12 
 
161) “Um espectro ronda a Justiça brasileira neste 
final de ano: a Reforma do Judiciário.”; o “Guia de uso 
de Português”, de Maria Helena de Moura Neves, p. 
269, aponta alguns casos de emprego de dois pontos. O 
item que indica o caso adequado ao fragmento 
destacado do texto é: 
a) enumeração; 
b) explicitação; 
c) explicação; 
d) exemplificação; 
e) fala de personagem. 
 
162) “Um espectro ronda a Justiça brasileira neste 
final de ano:...”. O dicionário de língua portuguesa de 
Aurélio Buarque de Holanda registra uma série de 
significados para a palavra espectro; em função do 
texto, o significado dicionarizado mais adequado desse 
vocábulo no contexto é: 
a) “fantasma”; 
b) “figura imaterial, real ou imaginária, que povoa o 
pensamento”; 
c) “aparência vã de uma coisa”; 
d) “aquilo que constitui ameaça”; 
e) “pessoa esquelética, esquálida”. 
 
163) O texto é claramente argumentativo e se 
estrutura em torno de uma tese, que é explicitada em: 
a) “...a realidade do Judiciário e a necessidade da sua 
reforma foram, nos últimos meses, deformados pelo ‘ 
manto diáfano da fantasia’ ”; 
b) “...reconheçamos nossos erros e dificuldades, 
algumas conjunturais, de mais fácil correção, outras 
estruturais, mais difíceis.”; 
c) “Em muitas sociedades tradicionais a norma de 
estabilidade é a do ‘poder trava poder’ ”; 
d) “Nosso programa para o ano que se inicia é, pois, 
estabelecer a verdade da distribuição de Justiça em 
nosso Estado...”; 
e) “A autonomia dos poderes – lembremos ainda uma 
vez – é a única garantia que temos da estabilidade da 
República e, em última instância, da continuidade do 
regime democrático...”. 
 
164) No segmento “Reforma do Judiciário”, o termo 
“do Judiciário” indica um paciente do termo anterior. O 
item em que o termo sublinhado possui valor diferente é: 
a) “aplicação da lei”; 
b) “distribuição de Justiça”; 
c) “formadores de opinião”; 
d) “verdade do Judiciário”; 
e) “deslocamentos de advogados”. 
 
165) Etc. é uma expressão latina. O livro “Não perca 
o seu latim”, de Paulo Rónai, indica vocábulos e 
expressões latinas bastante comuns em textos jurídicos; 
o item cujo latinismo tem seu significado 
INCORRETAMENTE indicado é: 
a) alibi – ausência do acusado no lugar do crime, 
provada pela sua presença noutro lugar; 
b) habeas corpus – garantia constitucional outorgada 
em favor de quem sofre ou está na iminência de sofrer 
coação ou violência; 
c) quorum – número máximo de pessoas presentes 
necessário para que um órgão funcione; 
d) ad hoc – designado para executar determinada 
tarefa; 
e) a priori - anteriormente à experiência. 
 
166) O texto é elaborado por um membro do 
Judiciário e dirigido a profissionais do mesmo espaço 
profissional; o item que NÃO o comprova é: 
a) “Comemoramos o nosso dia (8 de dezembro) sob o 
fogo cruzado da má-vontade e da desinformação.”; 
b) “Sob um cerco total de má-vontade e desinformação, 
vemos exageradas as nossas deficiências e erros.”; 
c) “A sociedade global, estimulada pelos formadores de 
opinião, não tem sido capaz de captar a verdade do 
Judiciário.”; 
d) “A polícia não prende, não investiga e nós, presos à 
aplicação da lei, pagamos o pato.”; 
e) “Além disso, há um cipoal de leis, medidas 
provisórias e atos normativos que acabam por 
atravancar nossos corredores.” 
 
167) A sigla OAB significa: 
a) Organização Advocatícia do Brasil; 
b) Ordem dos Advogados do Brasil; 
c) Ordem de Assistência a Brasileiros; 
d) Organização Assistencial Brasileira; 
e) Organização de Advogados Brasileiros. 
 
168) A deformação da realidade do Judiciário e da 
sua reforma, aludida no primeiro parágrafo do texto, só 
NÃO aparece referida ou inferida em: 
a) “Comemoramos o nosso dia (8 de dezembro) sob o 
fogo cruzado da má-vontade e da desinformação.”; 
b) “A polícia não prende, não investiga e nós, presos à 
aplicação da lei, pagamos o pato.”; 
c) “Além disso, há um cipoal de leis, medidas provisórias 
e atos normativos que acabam por atravancar os nossos 
corredores.”; 
d) “Sob um cerco total de má-vontade e desinformação, 
vemos exageradas as nossas deficiências e erros.”; 
e) “A autonomia dos poderes – lembremos ainda uma 
vez – é a única garantia que temos da estabilidade da 
República e, em última instância, da continuidade do 
regimedemocrático – o pior de todos, com exceção dos 
outros.” 
 
169) Entre o segundo e o terceiro parágrafos do 
texto, em função dos significados por eles veiculados, 
poderíamos inserir o conectivo: 
a) apesar de; 
b) porque; 
c) ainda que; 
d) contanto que; 
e) nem. 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
65 
170) ETC. é uma forma abreviada de et coetera, que 
significa “e outras coisas”; a afirmação correta a respeito 
do uso dessa expressão, segundo o Formulário 
Ortográfico, é: 
a) a forma é sempre seguida de ponto; 
b) nunca é precedida de vírgula; 
c) só é empregada em relação a pessoas; 
d) quando termina a frase, a abreviatura pode ser 
seguida de ponto final; 
e) só é empregada em relação a coisas. 
 
171) “Temos oferecido...”; esse tempo verbal 
apresenta, no início do terceiro parágrafo, o seguinte 
valor: 
a) um fato posterior ao momento em que se fala; 
b) um fato futuro em relação a um fato passado; 
c) um fato passado, visto como concluído; 
d) dá atualidade a fatos passados; 
e) fatos passados, repetidos no presente. 
 
172) Relação EQUIVOCADA entre 
adjetivo/substantivo é: 
a) normativos / norma; 
b) eficazes – eficácia; 
c) conjunturais – conjectura; 
d) tradicionais – tradição; 
e) sistêmico – sistema. 
 
173) “A polícia não prende, não investiga e nós, 
presos à aplicação da lei, pagamos o pato.”; esse trecho 
de nosso texto mostra que: 
a) o Judiciário é o único poder que respeita a lei; 
b) o Poder Judiciário recebe a culpa de erros alheios; 
c) a polícia não está presa à lei; 
d) o Poder Judiciário causa inúmeros problemas à 
polícia; 
e) o respeito às leis prejudica a imagem do Poder 
Judiciário. 
 
174) Com o emprego do vocábulo cipoal, no 
segundo parágrafo do texto, o autor mistura duas idéias: 
a) quantidade e dificuldade; 
b) complicação e autoridade; 
c) irresponsabilidade e confusão; 
d) clareza e precisão; 
e) legalização e qualidade. 
 
175) O item que apresenta uma afirmação coerente 
com os vocábulos presentes no título do texto é: 
a) a fantasia representa o ideal de Justiça que todos 
perseguem; 
b) a verdade se refere aos exageros da imprensa; 
c) a fantasia representa os bons serviços prestados 
pela Justiça; 
d) a verdade se refere aos bons e maus aspectos do 
Judiciário; 
e) a fantasia representa as boas obras não difundidas. 
 
176) Ao dizer que o regime democrático é “o pior de 
todos, com exceção dos outros”, o autor do texto quer 
dizer que esse regime: 
a) é o pior de todos, em seus modelos atuais; 
b) é o pior de todos, historicamente falando; 
c) é o pior de todos, comparado aos demais; 
d) é o melhor de todos, comparado aos demais; 
e) é tão bom quanto os demais. 
 
177) “De resto, temos à disposição diversos 
mecanismos endógenos, eficazes, de controle...”; a 
idéia aqui presente se repete aproximadamente em: 
a) “Quanto ao apregoado controle do Judiciário, 
pensamos que antes deveria vir de dentro que de 
fora...”; 
b) “A sociedade global, estimulada pelos formadores de 
opinião, não tem sido capaz de captar a verdade do 
Judiciário.”; 
c) “Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da 
fantasia”; 
d) “A autonomia dos poderes [....] é a única garantia que 
temos da estabilidade da República...”; 
e) “Falar em cidadania é falar em Judiciário.” 
 
178) A expressão “lembremos ainda uma vez”, 
inserida no quarto parágrafo do texto, indica que: 
a) essa mesma idéia já foi expressa anteriormente no 
texto; 
b) o autor se refere a uma outra publicação de sua 
autoria; 
c) os leitores esquecem facilmente de coisas 
importantes; 
d) é uma informação importante e de pouco 
conhecimento dos cidadãos; 
e) é um conhecimento que é necessário repetir, dada 
sua importância. 
 
179) Em relação aos “mecanismos endógenos”, 
referidos no 4º. parágrafo do texto, analise os itens a 
seguir: 
I - “...antes vir de dentro que de fora, pelo ajuste de 
normas e práticas processuais,...”; 
II - “Em muitas sociedades a norma de estabilidade é a 
do ‘poder trava poder’.”; 
III - “Ao invés do controle externo, sempre perigoso, 
talvez se pudesse confiar mais nesse controle 
sistêmico.”. 
 
Os mecanismos referidos no enunciado correspondem 
a: 
a) I – III; 
b) I – II – III; 
c) II – III; 
d) I – II; 
e) III. 
 
180) O segmento do texto que mostra um equívoco 
do editor do texto no emprego da vírgula é: 
a) “...a realidade do Judiciário e a necessidade de sua 
reforma foram, nos últimos meses, deformados...”; 
b) “...distribuição de Justiça em nosso Estado e vê-la 
reconhecida, senão por todos, ao menos pela 
maioria...”; 
c) “Recente pesquisa da OAB, mostrou que 55% da 
população mal conhece o Judiciário.”; 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
66 
d) “De resto, temos à disposição diversos mecanismos 
endógenos, eficazes, de controle...”; 
e) “...o pior de todos, com exceção dos outros...”. 
 
 
181) “...55% da população brasileira mal conhece o 
Judiciário.”; uma gramática de língua portuguesa afirma 
que “quando o sujeito for expresso por número 
percentual ou fracionário, o verbo concordará com o 
numeral, mas que é comum, entretanto, encontrarem-se 
exemplos de frases com o verbo concordando com a 
expressão que acompanha o numeral”. Nesse caso, 
podemos dizer que, segundo a orientação gramatical: 
a) o autor do texto errou na concordância verbal; 
b) o termo “população brasileira” deveria ser colocado 
no plural; 
c) a única forma possível do verbo seria “conhecem”; 
d) havia outra possibilidade de concordância verbal; 
e) a concordância empregada na frase pertence à 
linguagem popular. 
 
182) O item cujo conector sublinhado tem valor 
semântico de causa é: 
a) “...deformados pelo manto diáfano da fantasia.”; 
b) “O Judiciário não pode ser culpabilizado pelo que a 
mídia chama com exagero de impunidade.” 
c) “...deveria vir antes de dentro que de fora, pelo ajuste 
de normas e práticas processuais,...” 
d) “A sociedade global, estimulada pelos formadores de 
opinião,...”; 
e) “...vê-la reconhecida, senão por todos, ao menos pela 
maioria dos nossos concidadãos.” 
 
183) Segmento do texto que mostra uma expressão 
de nível de linguagem bem diferente da formalidade do 
texto é: 
a) “...o pior de todos, com exceção dos outros...”; 
b) “E é ela a segunda instituição menos confiável do 
país.”; 
c) “...presos à aplicação da lei, pagamos o pato.”; 
d) “E qual é a nossa verdade?”; 
e) “Sob um cerco total de má-vontade e 
desinformação...” 
 
184) A respeito do controle do Poder Judiciário, 
podemos dizer que a posição do autor do texto é: 
a) favorável, desde que esse controle seja interno; 
b) favorável, desde que esse controle não seja feito por 
tribunais de conta, etc; 
c) favorável, se não for contaminado por má-vontade e 
desinformação; 
d) desfavorável, pois se perderia a estabilidade da 
República; 
e) desfavorável, porque todo controle é perigoso. 
 
185) “Recente pesquisa da OAB, mostrou que 55% 
da população mal conhece o Judiciário. E é ela a 
segunda instituição menos confiável do país.”; sobre 
esse segmento pode-se dizer que: 
a) o termo “mal” equivale semanticamente a 
“imperfeitamente”; 
b) o pronome “ela” substitui o Poder Judiciário, citado 
anteriormente; 
c) “menos confiável” corresponde a uma forma de 
superlativo; 
d) o segundo período do segmento mostra algo que a 
pesquisa não mostrou; 
e) decorre a informação de que há muitas outras 
instituições não confiáveis. 
 
Da questão 186 à questão 200, você terá cinco formas 
da mesma frase; você deve indicar a de forma mais 
adequada e correta, segundo a norma culta. 
 
186) 
a)Os advogados, inquietos, esperavam o resultado do 
processo; 
b) Inquietos, os advogados esperavam, o resultado do 
processo; 
c) Os advogados, esperavam inquietos o resultado do 
processo; 
d) Os advogados, esperavam, inquietos, o resultado do 
processo; 
e) Os advogados inquietos o resultado do processo 
esperavam. 
 
187) 
a) O Tribunal funciona, aos sábados, das 7 as 12 horas; 
b) O Tribunal funciona aos sábados de 7 à 12 horas; 
c) O Tribunal funciona, aos sábados, de 7 às 12 horas; 
d) O Tribunal funciona, aos sábados, das 7 às 12 horas; 
e) O Tribunal, aos sábados, funciona, de 7 à 12 horas. 
 
188) 
a) Em princípio, nenhuma foto pode estar anexo à 
mensagem; 
b) A princípio, nenhuma foto pode estar em anexo à 
mensagem; 
c) Em princípio, nenhuma foto pode estar anexa à 
mensagem; 
d) A princípio, nenhuma foto pode estar anexa a 
mensagem; 
e) Em princípio nenhuma foto pode estar em anexo a 
mensagem. 
 
189) 
a) Com exceção da referência às leis, Vossa 
Excelência, o deputado, falou bem; 
b) Com excessão da referência às leis, Sua Excelência, 
o deputado, falou bem; 
c) Com excessão da referência as leis, Sua Excelência, 
o deputado, falou bem; 
d) Com exceção da referência as leis, Vossa 
Excelência, o deputado, falou bem; 
e) Com exceção da referência às leis, Sua Excelência, o 
deputado, falou bem. 
 
190) 
a) Se alguém vir o processo, retire-o do pacote em que 
está; 
b) Se alguém ver o processo, retira-o do pacote em que 
está; 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
67 
c) Se alguém ver o processo, retire ele do pacote em 
que está; 
d) Se alguém vir o processo, retira-o do pacote em que 
está; 
e) Se alguém ver o processo, retire-o do pacote em que 
está. 
 
191) 
a) A ascensão ao novo cargo, encheu o juiz de orgulho; 
b) A ascenção ao novo cargo encheu de orgulho o juiz; 
c) A ascensão ao novo cargo encheu o juiz de orgulho; 
d) A ascenção ao novo cargo, encheu, de orgulho, o 
juiz; 
e) A ascenção ao novo cargo encheu de orgulho, o juiz. 
 
192) 
a) O promotor esqueceu vários papeizinhos na gaveta; 
b) O promotor se esqueceu de vários papeiszinhos na 
gaveta; 
c) O promotor esqueceu-se de vários papeiszinhos na 
gaveta; 
d) O promotor esqueceu vários papeiszinhos na gaveta; 
e) O promotor se esqueceu vários papeizinhos na 
gaveta. 
 
193) 
a) Parecem ter havido bastantes erros no processo; 
b) Parece ter havido bastante erros no processo; 
c) Parecem ter havido bastante erros no processo; 
d) Parece ter havido bastantes erros no processo; 
e) Parece terem havido bastante erros no processo. 
 
194) 
a) A palestra estava meia chata, mas haviam bastantes 
razões para ficar lá; 
b) A palestra estava meio chata, mas havia bastantes 
razões para ficar lá; 
c) A palestra estava meio chata mas havia bastantes 
razões para ficar lá; 
d) A palestra estava meia chata mas havia bastantes 
razões para ficar lá; 
e) A palestra estava meia chata, mas haviam bastante 
razões para ficar lá. 
 
195) 
a) As decisões dos juízes nada tem a ver com os réus; 
b) As decisões dos juízes nada tem haver com os réus; 
c) As decisões dos juízes nada têm a ver com os réus; 
d) As decisões dos juízes nada têem a haver com os 
réis; 
e) As decisões dos juízes nada têem a ver com os réis. 
 
196) 
a) Os juízes interviram quando viram os réus frente a 
frente; 
b) Os juízes intervieram quando viram os réus frente à 
frente; 
c) Os juízes intervieram, quando viram os réus frente a 
frente; 
d) Os juízes interviram, quando viram os réus frente à 
frente; 
e) Os juízes intervieram quando viram os réus frente a 
frente. 
 
197) 
a) Espero que lhes tenha prevenido de que quero 
apartes durante a sessão; 
b) Espero que os tenha prevenido que quero apartes 
durante a seção; 
c) Espero que os tenha prevenido de que quero apartes 
durante a sessão; 
d) Espero que lhes tenha prevenido que quero apartes 
durante a seção; 
e) Espero que os tenha prevenido de que quero apartes 
durante a seção. 
 
198) 
a) A vítima estava obcecada pelo som dos alto-falantes; 
b) A vítima estava obsecada pelo som dos alto-falantes; 
c) A vítima estava obcecada pelo som dos altos-
falantes; 
d) A vítima estava obsecada pelo som dos altos-
falantes; 
e) A vítima estava obcecada pelo som dos altos-falante. 
 
199) 
a) Há cerca de dez metros ficava a sede da OAB; 
b) A cerca de dez metros ficava a sede da OAB; 
c) Acerca de dez metros ficava a séde da OAB; 
d) Acerca de dez metros ficava a sede da OAB; 
e) A cerca de dez metros ficava a séde da OAB. 
 
200) 
a) Nunca mais existiu problemas entre mim e o 
promotor; 
b) Nunca mais existiram problemas entre mim e o 
promotor; 
c) Nunca mais existiu problemas entre eu e o promotor; 
d) Entre eu e o promotor, nunca mais existiram 
problemas; 
e) Entre mim e o promotor, nunca mais existiu 
problemas. 
 
Prefeitura Municipal de Queimados – Auxiliar de 
Enfermagem 
 
TEXTO 1 - DOCUMENTO 
Mário Quintana 
 
Encontro um caderno antigo, de adolescente. E, 
em vez das simples anotações que seriam preciosas 
como documento, descubro que eu só fazia literatura. 
Afinal, quando é que um adolescente já foi natural? E, 
folheando, aquelas velhas páginas, vejo, compungido, 
como as comparações caducam. Até as imagens 
morrem, dizia Braz Cubas. Quero crer que caduquem 
apenas. Eis aqui uma amostra daquele "diário". 
"Era tal qual uma noite de tela cinematográfica. 
Silenciosa, parada, de um suave azul de tinta de 
escrever. O perfil escuro das árvores recortava-se 
cuidadosamente naquela imprimadura unida, igual, que 
estrelinhas azuis picotavam. Os bangalôs dormiam. 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
68 
Uma? duas? três horas da madrugada? Nem a lua 
sequer o sabia. Alua, relógio parado..." 
Pois vocês já viram que mundo de coisas 
perdidas?! O cinema não é mais silencioso. Não se usa 
mais tinta de escrever. Não se usam mais bangalôs. 
E ninguém mais se atreve a invocar a lua depois 
que os astronautas se invocaram contra ela. 
 
201) O título do texto se refere: 
a) ao caderno como documento de uma época pessoal 
do autor; 
b) ao caderno como fonte de informações perdidas; 
c) aos dados documentais oficiais do autor; 
d) ao diário como textos inéditos de uma obra literária; 
e) aos textos publicados pelo autor quando menino. 
 
202) "Encontro um caderno antigo, de adolescente."; 
nessa frase introdutória o autor: 
a) se refere a um caderno de um adolescente 
desconhecido; 
b) se refere a um tipo característico de caderno; 
c) se lembra de um fato passado há anos; 
d) já esclarece ao leitor que fala de si mesmo; 
e) declara que procurava algo importante em sua vida. 
 
203) "E, em vez das simples anotações que seriam 
preciosas como documento..."; a frase abaixo em que, 
em lugar de em vez de seria mais adequado dizer-se ao 
invés de é: 
a) Em vez de ler, preferiu dormir; 
b) Em vez de churrasco, quis feijoada; 
c) Em vez de sair, entrou; 
d) Em vez de um caderno, encontrou um livro; 
e) Em vez de anotações, encontrou um diário completo. 
 
204) "...que seriam preciosas como documento..."; o 
uso do futuro do pretérito, nesse segmento do texto, 
indica uma ação: 
a) impossível; 
b) duradoura; 
c) hipotética; 
d) ilógica; 
e) continua. 
 
205) "Afinal, quando é que um adolescente já foi 
natural?”; com essa pergunta, o autor: 
a) deseja saber algo que desconhece; 
b) questiona o leitor sobre seus conhecimentos; 
c) deseja conhecer-se melhor; 
d) afirma que a naturalidade não é marca dos 
adolescentes; 
e) quer saber em que momento da adolescênciase é 
mais natural. 
 
206) "E, folheando, aquelas velhas páginas..."; nesse 
segmento do texto há um erro: 
a) não se devia usar vírgula após folheando; 
b) não se pode começar frase com E; 
c) o adjetivo velhas deveria vir após o substantivo 
páginas; 
d) a forma gráfica correta é foleando; 
e) o demonstrativo aquelas deveria ser substituído por 
estas. 
 
207) "...vejo, compungido, como as comparações 
caducam."; o verbo caducar, nesse segmento do texto, 
corresponde semanticamente a: 
a) enlouquecer; 
b) emocionar; 
c) envelhecer; 
d) aborrecer; 
e) ressurgir. 
 
208) A prova de que "as comparações caducam" está 
em: 
a) "Era tal qual uma noite de tela cinematográfica. 
Silenciosa, parada..."; 
b) “O perfil escuro das árvores recortava-se cuidadosa-
mente..."; 
c) "A lua, relógio parado."; 
d) "Uma? duas? três horas da madrugada?”; 
e) "...naquela imprimadura unida, igual, que estrelinhas 
azuis picotavam." 
 
209) O texto fala da lua como "relógio parado" porque 
ela: 
a) fica imóvel no céu; 
b) nem sempre está presente no céu noturno; 
c) encanta os namorados; 
d) também não sabe as horas da madrugada; 
e) é redonda e iluminada como os mostradores dos 
relógios. 
210) No último parágrafo do texto, o autor fala da lua 
como símbolo: 
a) de progresso na ciência; 
b) de sentimento amoroso; 
c) de ilusão de ótica; 
d) de perda de valores morais; 
e) de retrocesso histórico. 
 
(Ministério da Saúde / AUX. DE ENFERMAGEM) 
 
TEXTO – ENTRE DOIS MUNDOS 
 
Veja, outubro/2005 
 
Um robô que deposita moléculas de DNA em 
placas de vidro que, submetidas à ação de raios 
ultravioleta, produzem reação química capaz de 
distinguir os genes das células sadias dos das 
cancerosas. Aparelhos que identificam mutações 
genéticas nas células. Equipamentos que fazem 
sequenciamento de DNA em larga escala. Esse cenário, 
típico de laboratórios do Primeiro Mundo, faz parte da 
rotina dos pesquisadores do Instituto Ludwig de 
pesquisas sobre o câncer, em São Paulo, um dos 
centros de excelência do Brasil dotados com o que há 
de mais avançado em tecnologia na medicina e que 
realizam pesquisas de ponta sobre o câncer. Esses 
centros de estudo, somados ao crescimento do prestígio 
internacional dos pesquisadores brasileiros, situam o 
Brasil num patamar de país desenvolvido na produção 
de conhecimento em oncologia. (....) 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
69 
Se o ambiente de nossos melhores laboratórios 
cria um cenário de Primeiro Mundo, uma análise de 
estatísticas mostra um profundo fosso existente entre o 
Brasil do conhecimento científico e o dos doentes. 
Dados da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica 
(SBOC) mostram que, enquanto na Europa e nos 
Estados Unidos um paciente de câncer de intestino vive 
em média vinte meses após o período mais crítico do 
início da doença, no Brasil a sobrevida é de apenas 
doze meses. 
 
211) Os “dois mundos” citados no título do texto só 
NÃO se referem a: 
(A) mundo da teoria X mundo da prática; 
(B) Primeiro Mundo X Terceiro Mundo; 
(C) mundo da pesquisa X mundo da aplicação; 
(D) mundo do conhecimento científico X mundo dos 
doentes; 
(E) mundo do estudo X mundo da produção. 
 
212) Os vários períodos colocados ao início do texto 
servem para: 
(A) compor uma imagem de laboratórios do Primeiro 
Mundo; 
(B) criar uma falsa idéia da pesquisa no Brasil; 
(C) fazer aparecer um orgulho nacionalista nos leitores; 
(D) demonstrar que são falsas as aparências; 
(E) indicar que ainda há muito a fazer na pesquisa 
brasileira. 
 
213) A alternativa em que o pronome relativo em 
maiúsculas NÃO tem seu antecedente corretamente 
indicado é: 
(A) “Um robô QUE deposita moléculas de DNA em 
placas de vidro” – robô; 
(B) “deposita moléculas em placas de vidro QUE, 
submetidas à ação de raios ultravioleta” – placas; 
(C) “Aparelhos QUE identificam mutações genéticas” – 
aparelhos; 
(D) “dotados com o QUE há de mais avançado em 
tecnologia” – o; 
(E) “um dos centros de excelência do Brasil dotados 
com o que há de mais avançado em tecnologia na 
medicina e QUE realizam pesquisas de ponta” - centros. 
 
214) “raios ultravioleta”; o adjetivo ultravioleta é 
invariável, assim como o adjetivo da seguinte 
alternativa: 
(A) vidro verde-claro; 
(B) substância cinza; 
(C) laboratório luso-brasileiro; 
(D) célula embrionária; 
(E) cenário laboratorial. 
 
215) “submetidas à ação de raios ultravioleta”; neste 
caso, há a utilização do acento grave indicativo da crase 
porque ocorre a junção da preposição A (submetida A) 
com o artigo definido A (a ação). A alternativa em que a 
utilização desse acento está correta é: 
(A) devido à presença de bactérias; 
(B) aliado à mau emprego de equipamentos; 
(C) submetido à altas temperaturas; 
(D) levado à sair do Brasil; 
(E) anexo à grande número de documentos. 
 
216) “capaz de distinguir os genes das células sadias 
dos das cancerosas”; o comentário INCORRETO a 
respeito dos elementos componentes deste segmento 
do texto é: 
(A) estão em oposição semântica os vocábulos “sadias” 
e “cancerosas”; 
(B) após “dos” há a elipse de “genes”; 
(C) após “das” há a elipse de “reações químicas”; 
(D) o adjetivo “capaz” equivale a “com a capacidade de”; 
(E) o adjetivo “sadias” qualifica o substantivo “células”. 
 
217) “Aparelhos que identificam mutações genéticas 
nas células”; a alternativa abaixo que mostra uma forma 
de reescrever-se esta frase, com alteração de seu 
sentido original, é: 
(A) Aparelhos identificadores de mutações genéticas 
nas células; 
(B) Mutações genéticas nas células são identificadas 
por aparelhos; 
(C) Aparelhos que identificam, nas células, mutações 
genéticas; 
(D) Aparelhos, nas células, que identificam mutações 
genéticas; 
(E) São identificadas por aparelhos mutações genéticas 
nas células. 
 
218) A alternativa abaixo que apresenta um vocábulo 
que NÃO pertence à mesma família de palavras dos 
demais é: 
(A) vidro – vidrado – envidraçar; 
(B) reação – reacionário – reagir; 
(C) aparelho – aparelhado – emparelhar; 
(D) equipamento – equipado – equipar; 
(E) prestígio – prestigiado – prestigiar. 
 
219) “Se o ambiente de nossos melhores laboratórios 
cria um cenário...”; a forma verbal equivocada do verbo 
CRIAR é: 
(A) Eu cri na capacidade dos médicos; 
(B) A população, naquela época, creu no governo; 
(C) O Brasil não tinha creado modernos laboratórios; 
(D) Se ele cresse em mim, nada disso ocorreria; 
(E) Se ela tivesse crido na ciência, melhoraria. 
 
220) “Se (*) o ambiente de nossos melhores 
laboratórios cria um cenário de Primeiro Mundo, (*) uma 
análise das estatísticas mostra um profundo fosso 
existente”; Se colocássemos termos adequados em 
lugar dos (*), teríamos: 
(A) por um lado / por outro lado; 
(B) antes / depois; 
(C) a priori / a posteriori; 
(D) deste modo / de outro modo; 
(E) pois / assim. 
 
221) “Dados da Sociedade Brasileira de Oncologia 
Clínica (SBOC) mostram que, enquanto na Europa e 
nos Estados Unidos um paciente de câncer de intestino 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
70 
vive em média vinte meses após o início do período 
mais crítico da doença,...”; esse segmento do texto: 
(A) contraria o que é dito anteriormente; 
(B) exemplifica a estatística referida com dados; 
(C) explica o significado do vocábulo “fosso”; 
(D) demonstra a melhor situação dos doentes no Brasil; 
(E) demonstram o progresso científico brasileiro. 
 
222) O fato de um doente de câncer nos intestinos ter 
menos tempo de sobrevida no Brasil demonstra que: 
(A) a pesquisa científica no paísainda é altamente 
deficiente; 
(B) nossa pesquisa científica é realizada somente para 
exportação; 
(C) os doentes no Brasil ainda não recebem tratamento 
adequado; 
(D) os medicamentos utilizados no Brasil são 
importados e de baixa qualidade; 
(E) os médicos não dão a atenção devida aos pacientes. 
 
223) “...é de apenas doze meses”; a utilização do 
vocábulo sublinhado revela: 
(A) uma opinião do autor do texto; 
(B) uma ironia do autor do texto; 
(C) um ponto de vista dos doentes; 
(D) uma crítica aos medicamentos brasileiros; 
(E) um protesto contra a má distribuição de renda. 
 
224) Visto globalmente, o texto nos traz a seguinte 
mensagem: 
(A) o governo brasileiro deve fiscalizar melhor nossos 
laboratórios; 
(B) o progresso científico deve frutificar no tratamento 
dos doentes; 
(C) nosso progresso científico é digno de aplausos 
internacionais; 
(D) o Brasil é um país de Primeiro Mundo na pesquisa 
contra o câncer; 
(E) um melhor tratamento dos doentes não impede o 
progresso da pesquisa. 
 
225) Oncologia é o estudo do câncer; o vocábulo 
abaixo, pertencente à área médica, que NÃO tem seu 
campo de estudo identificado corretamente é: 
(A) pneumologia – pulmões; 
(B) endocrinologia – glândulas; 
(C) dermatologia – pele; 
(D) oftalmologia – olhos; 
(E) neurologia – rins. 
 
226) Sobrevida significa: 
(A) prolongamento da vida além do limite dado; 
(B) qualidade de vida durante período de enfermidade; 
(C) sofrimento derivado de estado doentio; 
(D) extensão da vida em estado vegetativo; 
(E) prazo de sobrevivência reduzido após o diagnóstico 
de uma doença. 
 
 
 
 
 
FJG - AGENTE DE INSPEÇÃO 
 
TEXTO - EMPRESAS ACOMPANHAM O RESTO DA 
SOCIEDADE 
 
Toni Marques 
 
À medida que a cultura pop divulga bem-
sucedidos personagens que são tatuados - atletas, 
cantores, modelos e atores - maior é a chance de as 
sociedades ocidentais passarem a aceitar a tatuagem 
como um adorno tão corriqueiro quanto brincos em 
orelhas furadas. 
Com elas, as orelhas, aconteceu o mesmo. 
Houve tempo e lugar em que mulher de orelha furada 
não era digna da atenção das pessoas de bem, dada a 
relação que tais pessoas estabeleciam entre a mulher e 
indígenas diversos. Foi assim na Grã-Bretanha, onde 
tatuagem, desde o século XIX, é símbolo de orgulho 
imperial, patriótico e religioso. Até a década de 50, lá 
ainda se discutia se mulher podia ou não furar a orelha, 
muito embora o povo soubesse que o rei Eduardo VII foi 
tatuado, assim como seus dois filhos, um deles também 
monarca. 
A aceitação da tatuagem nas classes médias do 
Ocidente se deu a partir do movimento hippie. [...] O 
mundo corporativo tende a acompanhar o resto da 
sociedade nessa matéria. Afinal, a estrelinha que Giselle 
Bundchen tem no pulso não a impediu de se tomar a 
maior modelo do mundo. Do mesmo modo, o jogador de 
futebol Beckham tem mais ou menos tantas tatuagens 
quanto tem zeros no seu salário no Real Madrid. Giselle 
e Beckham sabem negociar seus talentos respectivos. 
 
227) Segundo o primeiro parágrafo do texto, a aceita-
ção da tatuagem nas sociedades ocidentais: 
a) é maior entre as pessoas de sucesso profissional 
b) está em estreita relação com a cultura das pessoas 
c) se relaciona com a divulgação do sucesso social de 
pessoas tatuadas 
d) se faz na mesma proporção em que se usam brincos 
nas orelhas furadas 
 
228) A locução à medida que pode ser substituída, 
sem alteração de sentido, por: 
a) ainda que 
b) mesmo que 
c) contanto que 
d) à proporção que 
 
229) As orelhas furadas são citadas no segundo 
parágrafo do texto para mostrar que: 
a) certos hábitos sempre foram aceitos 
b) a cultura indígena influenciou a sociedade branca 
c) as reações das pessoas dependem de sua educação 
d) algumas reações se modificam com o passar do 
tempo 
 
230) A "década de 50", citada no texto, compreende 
o período de: 
a) 1951 a 1960 
b) 1951 a 1959 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
71 
c) 1950 a 1960 
d) 1950 a 1959 
 
231) Em "Século XIX" e "Eduardo VII"; os dois 
numerais são lidos, respectivamente, como: 
a) dezenove, sete 
b) dezenove, sétimo 
c) décimo-nono, sete 
d) décimo-nono, sétimo 
 
232) No segmento “...como um adorno tão 
corriqueiro quanto brincos em orelhas furadas”, a 
relação entre as palavras em destaque se estabelece 
entre um vocábulo de conteúdo geral (adorno) e um 
vocábulo de conteúdo específico (brincos). O mesmo 
acontece na relação entre, respectivamente: 
a) tempo - lugar 
b) rei - monarca 
c) calçado - sapatos 
d) casa - residência 
 
233) “indígenas diversos” tem sentido diferente de 
“diversos indígenas”. A alternativa em que a mudança 
de posição do adjetivo também traz mudança de sentido 
é: 
a) manhã clara / clara manhã 
b) homem pobre / pobre homem 
c) comida gostosa / gostosa comida 
d) máquina moderna / moderna máquina 
 
234) "Do mesmo modo, o jogador de futebol 
Beckham tem mais ou menos tantas tatuagens quanto 
tem zeros no seu salário no Real Madrid"; isso significa 
que o jogador Beckham: 
a) tem muitas tatuagens pelo corpo 
b) não mostra suas tatuagens em público 
c) usa tatuagens com motivos econômicos 
d) não tem tatuagens porque o Real Madrid não permite 
 
235) O antecedente do pronome relativo está 
indicado incorretamente na seguinte alternativa: 
a) "...dada a relação QUE tais pessoas estabeleciam..." 
- relação 
b) "Foi assim na Grã-Bretanha, ONDE tatuagem..." - 
Grã-Bretanha 
c) "Afinal, a estrelinha QUE Giselle Bundchen tem no 
pulso..." - a estrelinha 
d) "À medida que a cultura pop divulga bem-sucedidos 
personagens QUE são tatuados..." - a cultura pop 
 
236) Aceitação é um substantivo derivado do verbo 
aceitar; o vocábulo abaixo que está no mesmo caso é: 
a) movimento 
b) patriótico 
c) religioso 
d) imperial 
 
237) As palavras grifadas em “Até a década de 50, lá 
ainda se discutia se mulher podia ou não furar a orelha” 
classificam-se como: 
a) preposições acidentais 
b) conjunções subordinativas 
c) advérbios 
d) substantivos comuns 
 
238) Em “O mundo corporativo tende a acompanhar 
o resto da sociedade nessa matéria”, a palavra grifada 
obedece ao mesmo critério de acentuação: 
a) indígenas 
b) até 
c) patriótico 
d) salário 
 
239) Em “se deu a partir do movimento hippie”, o a 
que antecede o verbo partir não está assinalado pelo 
acento indicador da crase tendo em vista o seguinte 
fato: 
a) O a é mero artigo definido. 
b) O verbo dar não rege preposição a em português. 
c) O a que antecede o verbo partir é mera preposição. 
d) Não se usa o sinal da crase em locuções 
prepositivas. 
 
240) O e que aparece na palavra atletas tem a 
pronúncia aberta. Segundo a norma prosódica , deve-
se pronunciar desta maneira o e tônico de: 
a) adrede 
b) ensejo 
c) obsoleto 
d) interesse (subst.) 
 
241) Em “Com elas, as orelhas, aconteceu o 
mesmo”, verifica-se que: 
a) por motivo de clareza, o verbo poderia estar no plural 
b) as vírgulas isolam um termo de valor explicativo 
c) o verbo é impessoal 
d) o uso da vírgula é facultativo 
 
FJG - AUXILIAR DE FISCAL DE TRANSPORTES 
URBANOS 
 
TEXTO – CAVALOS SELVAGENS 
 
Lygia Fagundes Telles 
 
O homem de grandes negócios fecha a pasta de 
zíper e toma o avião da tarde. O homem de negócios 
miúdos enche o bolso de miudezas e toma o ônibus da 
madrugada. A mulher elegante faz Cooper e sauna na 
quinta-feira. A mulher não elegante faz feira no sábado. 
A freira faz orações diariamente em horas certas. A 
prostituta faz o trottoir todos os dias em certas horas. O 
patriarca joga bridge e faz amor segundo o calendário. 
O operário joga bilhar e faz amor nos feriados. Homens, 
mulheres e crianças – todos com seus diasprevistos e 
organizados: amanhã tem missa de sétimo dia, depois 
de amanhã tem casamento. Batizado na terça e na 
quarta, macarronada, que a feijoada fica para sábado, 
comemoração prévia do futebol de domingo, vitória 
certa, ora se!... As obedientes engrenagens da máquina 
funcionando com suas rodinhas ensinadas, umas de 
ouro, outras de aço, estas mais simples, mais 
complexas aquelas lá adiante, azeitadas para o 
movimento que é uma fatalidade, taque-taque, taque-
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
72 
taque... Apáticos e não apáticos, convulsos e 
apaziguados, atentos e delirantes em pleno 
funcionamento num ritmo implacável. 
Às vezes, por motivos obscuros ou claros, uma 
rodinha da engrenagem salta fora e fica desvairada 
além do tempo, do espaço – onde? A máquina 
prossegue no seu funcionamento que é uma 
condenação, apenas aquela rodinha já não faz parte 
dessa ordem. “É um desajustado” – diz o médico, o 
amigo íntimo, o primo, a mulher, a amante, o chefe. Há 
que readaptá-lo depressa à engrenagem familiar e 
social, apertar esses parafusos docemente frouxos. Se 
o desajustado é um adolescente, mais fácil reconduzi-lo 
com a ajuda de psicólogos, analistas, padres, 
orientadores, educadores – mas por que ele ainda não 
está nos eixos? Por que tem de haver certas peças 
resistindo assim inconformadas? Não interessa curá-lo, 
mas neutralizá-lo, taque-taque, taque-taque. 
Pronto, passou a crise? Todos concordam, ele 
está ótimo ou quase. Mas às vezes o olhar tem aquela 
expressão que ninguém alcança e volta o fervor antigo, 
cólera e gozo nos descompromissamentos e rupturas – 
aguda a lembrança do cheiro do mato que recusa o 
asfalto, o elevador, a disciplina, ah! Vontade de fugir 
sem olhar para trás, desatino e alegria de um cavalo 
selvagem, os fogosos cavalos de crina e narinas 
frementes, escapando do laço do caçador. Na história 
de Arthur Miller, eram os pobres cavalos selvagens 
destinados a uma fábrica que os transformaria num 
precioso produto enlatado. O instinto, só o instinto os 
advertia das armadilhas nas madrugadas. E fugiam 
galopando por montes, rios, vales – até quando? 
Inexperiência ou cansaço? Cavalos e homens 
acabam por voltar à engrenagem. Muitos esquecem 
mas alguns ainda se lembram e o olhar toma aquela 
expressão que ninguém entende, ânsia de liberdade. De 
paixão. Em fragmentos de tempo voltam a ser 
inabordáveis mas a máquina vigilante descobre os 
rebeldes e aciona o alarme, mais poderoso o apelo, 
taque-taque TAQUE-TAQUE! Inútil. Ei-los de novo 
desembestados: “Laçá-los é o mesmo que laçar um 
sonho”. 
 
242) “O homem de grandes negócios fecha a pasta 
de zíper e toma o avião da tarde”; a reescritura dessa 
frase do texto que modifica o seu sentido original é: 
A) O homem de grandes negócios toma o avião da tarde 
e fecha a pasta de zíper 
B) Fecha a pasta de zíper o homem de grandes 
negócios e toma o avião da tarde 
C) A pasta de zíper, o homem de grandes negócios a 
fecha e toma o avião da tarde 
D) O homem de grandes negócios toma o avião da 
tarde após fechar sua pasta de zíper 
 
243) “A freira faz orações diariamente em horas 
certas”; a forma de reescrever essa frase do texto altera 
o seu sentido original em: 
A) Diariamente a freira faz orações em horas certas 
B) Em horas certas, fazem-se orações diariamente pela 
freira 
C) Orações são feitas pela freira diariamente, em horas 
certas 
D) Diariamente, em horas certas, orações são feitas 
pela freira 
 
244) “A mulher elegante faz Cooper e sauna na 
quinta-feira. A mulher não elegante faz feira no 
sábado”; segundo esses dois períodos do texto, as 
mulheres citadas se opõem por: 
A) condições sociais e físicas 
B) condições físicas e psíquicas 
C) condições econômicas e sociais 
D) condições psíquicas e econômicas 
 
245) Todos os personagens citados no primeiro 
parágrafo do texto se caracterizam por: 
A) obrigações rotineiras 
B) compromissos inúteis 
C) tarefas assistemáticas 
D) atividades desagradáveis 
 
246) O comentário correto sobre os três vocábulos do 
segmento “Homens, mulheres e crianças”, no primeiro 
parágrafo do texto, é: 
A) representam grupos familiares completos 
B) referem-se a personagens citados anteriormente 
C) indicam diferentes classes sociais e econômicas 
D) são resumidos pelo pronome indefinido todos, que 
os segue 
 
247) O conector que poderia substituir, de forma 
adequada ao contexto, a vírgula do segmento 
“comemoração prévia do futebol de domingo, vitória 
certa” é: 
A) pois 
B) mas 
C) logo 
D) embora 
 
248) Os “cavalos selvagens” representam no texto: 
A) os adolescentes adaptados 
B) os seres humanos infelizes 
C) as pessoas irresponsáveis 
D) os desajustados sociais 
 
249) A onomatopéia taque-taque representa, no 
contexto textual, a: 
A) tirania do tempo 
B) mecanicidade da vida 
C) revolta pela liberdade 
D) domínio da tecnologia 
 
250) Em “os pobres cavalos selvagens destinados a 
uma fábrica que os transformaria num precioso 
produto enlatado”, a oração em destaque equivale a 
um: 
A) substantivo 
B) pronome 
C) advérbio 
D) adjetivo 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
73 
251) O segmento do texto que não apresenta 
substantivos ou adjetivos com indicação de grau 
(aumentativo/diminutivo, comparativo/superlativo) é: 
A) “O homem de grandes negócios fecha a pasta de 
zíper” 
B) “máquina funcionando com suas rodinhas ensinadas” 
C) “Muitos esquecem mas alguns ainda se lembram...” 
D) “Todos concordam, ele está ótimo, ou quase.” 
 
252) Entre as palavras abaixo, aquela que não é 
formada com a ajuda de um sufixo é: 
A) analistas 
B) psicólogos 
C) orientadores 
D) engrenagem 
 
253) O texto pode ser classificado mais 
adequadamente como: 
A) narrativo 
B) descritivo 
C) expositivo 
D) argumentativo 
 
CESGRANRIO – QUESTÕES DIVERSAS I 
 
254) (CESGRANRIO – TÉCNICO 
PREVIDENCIÁRIO) 
“uma casa em que caibam os meus livros, tantos e tão 
poucos," 
Com a expressão em destaque, a cronista quer dizer 
que tem: 
a) apenas os livros necessários. 
b) muitos livros, mas não todos os que deseja. 
c) muitos livros, mas de pouco valor. 
d) grande quantidade de livros, mas só lê alguns. 
e) uma quantidade razoável de livros, nem muitos nem 
poucos. 
 
255) (CESGRANRIO) A acentuação gráfica está 
correta na palavra: 
a) portuguêsa. 
b) espécie. 
c) fenomêno. 
d) cajú. 
e) sómente 
 
256) (CESGRANRIO – PROCURADOR JURÍDICO) 
“Há outro valor que, desde 1789, é inseparável dos 
outros três:” Neste período, o verbo “haver”: 
a) é pessoal, no sentido de ter. 
b) é pessoal, no sentido de tempo decorrido. 
c) e impessoal, no sentido de existir. 
d) pode ser flexionado, no sentido de proceder. 
e) não admite flexão, como verbo auxiliar. 
 
257) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE 
ADMINISTRAÇÃO) “É assim há mais de trezentos 
anos, contam os sábios.” 
A função sintática do termo em destaque é: 
a) objeto direto. 
b) sujeito. 
c) predicativo do sujeito. 
d) adjunto adverbial. 
e) adjunto adnominal. 
 
258) (CESGRANRIO – TÉCNICO 
PREVIDENCIÁRIO) “Chegando a vez dele, a roda 
cantava: “8x7”?. 
A oração em destaque exprime idéia de: 
a) causa. 
b) concessão. 
c) tempo. 
d) finalidade. 
e) consequência. 
 
259) (CESGRANRIO – ANALISTA EM 
ADMINISTRAÇÃO) Assinale a opção em que a forma 
apresentada pode substituir “segurando” no período 
“Um professor chinês em Yale, segurando a xícara de 
café, ficava olhando o ponteiro de segundos do relógio 
da sala de aula.”, mantendo o sentido da expressão 
destacada. 
a) Logo que segurava. 
b) Enquanto segurava.c) Quando segurava. 
d) Porque segurou. 
e) Que segurou. 
 
260) (CESGRANRIO – PERITO MÉDICO DA 
PREVIDÊNCIA SOCIAL) Em “O caminho de cada um 
se faz ao caminhar.”, a oração reduzida pode ser 
substituída, sem alterar o sentido, por: 
a) desde que se caminhe. 
b) porque se caminha. 
c) quando se caminha. 
d) pois se caminha. 
e) no entanto se caminha. 
 
261) (CESGRANRIO) Há erro de concordância em: 
a) atos e coisas más 
b) dificuldades e obstáculo intransponível 
c) cercas e trilhos abandonados 
d) fazendas e engenho prósperas 
e) serraria e estábulo conservados 
 
262) (CESGRANRIO) Assinale o item que não 
apresenta erro de concordância: 
a) Ainda resta cerca de vinte alunos. 
b) Haviam inúmeros assistentes na reunião. 
c) Tu e ele saireis juntos. 
d) Foi eu quem paguei as suas dívidas. 
e) Há de existir professores esforçados. 
 
263) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE 
ADMINISTRAÇÃO) Coloque C ou I nos parênteses, 
conforme esteja correta ou incorreta a concordância 
verbal, segundo a norma culta da língua. 
( ) Pesquisou-se os gastos das famílias. 
( ) Não se poupou esforços para a realização do 
trabalho. 
( ) Constatou-se que o Brasil se urbanizou de forma 
acelerada. 
 
Marque a sequência certa. 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
74 
a) I - I - C 
b) I - C - I 
c) I - C - C 
d) C - I - C 
e) C - C – I 
 
264) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE 
ADMINISTRAÇÃO) Assinale a opção correta quanto à 
concordância verbal. 
a) As casas, as ladeiras, tudo ficavam escondido pela 
neblina. 
b) Existe na cidade monumentos a preservar. 
c) Mistério e beleza convive em Ouro Preto. 
d) Não ocorreu na cidade grandes mudanças. 
e) Em Vila Rica viveram grandes poetas.. 
 
265) (CESGRANRIO – TÉCNICO 
PREVIDENCIÁRIO) Marque a opção em que o termo 
entre parênteses NÃO preenche corretamente a lacuna, 
pois não atende à regência do verbo da frase. 
a) O emprego_________ aspirava requeria mais 
preparo. (a que) 
b) Muitos alunos___________frequentavam a escola se 
formaram. (que) 
c) A palmatória era a razão__________os meninos 
temiam as sabatinas. (com que) 
d) Mesmo nas escolas de antigamente havia 
aulas___________os alunos gostavam. (de que) 
e) Os jogos___________a menina assistia lhe pareciam 
emocionantes. (a que) 
 
266) (CESGRANRIO – ADVOGADO) Na oração 
“Diplomas como os de Medicina e Odontologia 
continuam levando às ocupações correspondentes.", a 
presença da preposição, marcada graficamente pela 
crase, é obrigatória porque: 
a) caracteriza a existência de locução adjetiva. 
b) especifica o sentido do verbo pela regência. 
c) todos os usos do verbo “levar” exigem preposição. 
d) a expressão “ocupações correspondentes" é 
feminina. 
e) a regência do verbo auxiliar “continuar” a exige. 
 
267) (CESGRANRIO – TÉCNICO 
ADMINISTRATIVO) ____ mais de meio século se 
iniciou a indústria petrolífera no Brasil. ______ partir de 
então, muitas pessoas tendem ______ pensar que o 
petróleo aqui encontrado pertence ______ nação 
brasileira. 
a) Há – A – a – à 
b) Há – À – à – à 
c) Há – À – a – à 
d) À – A – à – a 
e) À – A – a – a 
 
268) (CESGRANRIO – TÉCNICO DE 
CONTABILIDADE) Os incêndios florestais que ocorrem 
___ partir de agosto caminham em direção ___ grandes 
cidades e tendem ____ se alastrar pela região. 
 
Preenche corretamente as lacunas do período acima a 
opção: 
a) a – às - a 
b) a – as – a 
c) à – às – a 
d) à – às – à 
e) à – as - à 
 
269) (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação 
correta: 
a) Não sei se disse, que, isto se passava, em casa de 
uma comadre, minha avó. 
b) Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar-
me: provocava risos, muxoxos, palavrões. 
c) A estes, porém, o mais que pode acontecer é que se 
riam deles os outros, sem que este riso os impeça de 
conservar as suas roupas e o seu calçado. 
d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me 
impeliam muito dócil muito leve, como os pedaços da 
carta de ABC, triturados soltos no ar. 
e) Conduziram-me à rua da Conceição, mas só mais 
tarde notei, que me achava lá, numa sala pequena. 
 
270) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que está 
corretamente indicada a ordem dos sinais de pontuação 
que devem preencher as lacunas da frase ao lado: 
Quando se trata de trabalho científico - duas coisas 
devem ser consideradas - uma é a contribuição que o 
trabalho oferece - a outra é o valor prático que possa 
ter. 
a) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula 
b) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula 
c) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula 
d) ponto e vírgula, dois pontos, ponto e vírgula 
e) ponto e vírgula, vírgula e vírgula 
 
271) (CESGRANRIO – ADMINISTRADOR E 
ANALISTA TÉCNICO ADMINISTRATIVO) 
Considerando-se a regra ortográfica de “auto-estima”, 
qual dos vocábulos abaixo está corretamente grafado? 
a) Auto-ajuda. 
b) Auto-destruição. 
c) Auto-biografia. 
d) Auto-correção. 
e) Auto-motriz. 
 
272) (CESGRANRIO – TÉCNICO EM 
LABORATÓRIO) A palavra que está corretamente 
acentuada é: 
a) dóceis. 
b) influênciar. 
c) saúdavel. 
d) possívelmente. 
e) sózinho. 
 
273) (CESGRANRIO – ANALISTA DE NÍVEL 
SUPERIOR / FINANÇAS) A palavra que FOGE à regra 
de acentuação que as demais seguem é: 
a) substância. 
b) núcleo. 
c) idéia. 
d) família. 
e) tendências. 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
75 
 
274) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que os 
vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação 
gráfica: 
a) pés, hóspedes 
b) sulfúrea, distância 
c) fosforescência, provém 
d) últimos, terrível 
e) satânico, porém 
 
 
CESGRANRIO – QUESTÕES DIVERSAS II 
 
275) (CESGRANRIO – TÉCNICO 
PREVIDENCIÁRIO) Assinale a única oração sem 
sujeito. 
a) “A casa precisa ser natural,” 
b) “Precisamos nos sentir bem dentro dela,” 
c) “Há o sentimento de perda,” 
d) “Mas assim é a vida.” 
e) “Procura-se um casa...” 
 
276) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE 
ADMINISTRAÇÃO) Em “...se urbanizou de forma 
acelerada:” o termo destacado expressa circunstância 
de: 
a) tempo. 
b) causa. 
c) modo. 
d) lugar. 
e) fim. 
 
277) (FGV) A palavra mesmo pode apresentar vários 
significados. Seu valor significativo em “Aí então é que, 
se ele é cronista mesmo, ele se pega pela gola e diz:  
“Vamos, escreve, ó mascarado! Escreve uma crônica 
sobre esta cadeira que está aí em tua frente! E que ela 
seja bem feita e divirta os leitores!”” repete-se em uma 
das alternativas abaixo. Assinale-a. 
a) Ele está mesmo mais magro. 
b) Fui assaltado mesmo em frente de casa. 
c) Mesmo ele fez boa prova. 
d) Mesmo sonolento, foi à festa. 
e) Moram no mesmo prédio. 
 
278) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que a 
vírgula está empregada para separar dois termos que 
possuem a mesma função na frase: 
a) "Minhas senhoras, seu Mendonça pintou o diabo 
enquanto viveu." 
b) "Respeitei o engenho do Dr. Magalhães, juiz." 
c) "E fui mostrar ao ilustre hóspede a serraria, o 
descaroçador e o estábulo." 
d) "Depois da morte do Mendonça, derrubei a cerca ..." 
e) "Não obstante essa propaganda, as dificuldades 
surgiram." 
 
279) (CESGRANRIO – ANALISTA EM 
ADMINISTRAÇÃO) O vocábulo “se” tem o mesmo valor 
sintático da sua ocorrência em “...não se abre telhado 
com chuva.” 
a) “Se chovesse, nada feito,” 
b) “Se fizesse sol, ele ia escalar...” 
c) “...surpresa se a criatura vier...” 
d) “...se chegar na hora marcada.” 
e) “...tempo se perde por desorganização...” 
 
280) (CESGRANRIO – TÉCNICO 
PREVIDENCIÁRIO) “Tenho almejado isso 
secretamente, mas por uma fatalidade estou sempre 
mudando.” 
Entreas orações do período acima existe uma relação 
de: 
a) oposição. 
b) tempo. 
c) explicação. 
d) causa e consequência. 
e) consequência e finalidade. 
 
281) (CESGRANRIO – ADMINISTRADOR E 
ANALISTA TÉCNICO ADMINISTRATIVO) “Todos 
podem conseguir um viver melhor desde que haja uma 
firme decisão de se cuidar.” 
A segunda oração do período acima estabelece com a 
anterior uma relação de: 
a) causa. 
b) tempo. 
c) conclusão. 
d) concessão. 
e) condição. 
 
282) (CESGRANRIO – TÉCNICO 
PREVIDENCIÁRIO) Assinale a frase correta quanto à 
concordância verbal. 
a) Existe ambientes escolares bem acolhedores. 
b) Evoluiu pouco a pouco as escolas e o sistema de 
avaliação. 
c) Por muito tempo ainda persistiu certos costumes. 
d) Haviam alunos que conseguiram superar 
dificuldades. 
e) Castigavam-se as crianças que não sabiam a 
tabuada. 
 
283) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE 
ADMINISTRAÇÃO) Assinale a única sentença em que a 
palavra destacada concorda corretamente com o 
substantivo. 
a) As moças mesmas pediram ao chefe para sair. 
b) O meu horário de saída é meio-dia e meio. 
c) Dado a necessidade de sair agora, então vá. 
d) Vai anexo a declaração pedida por seu setor. 
e) Eu gosto de mais amor e menas confiança. 
 
284) (CESGRANRIO - AGENTE DE TRÂNSITO E 
TRANSPORTE) Considere as frases: 
( ) Para quem gosta de dirigir, viajar de carro é bom. 
( ) Vilarejos e cidades foram percorridos em poucos 
dias. 
( ) Ela mesmo trocou o pneu do carro. 
 
Coloque C ou I nos parênteses, conforme esteja correta 
ou incorreta a concordância nominal. 
a) I – C - C 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
76 
b) I – I – C 
c) C – I – C 
d) C – I – I 
e) C – C – I 
 
 
285) (CESGRANRIO – ASSISTENTE EM 
ADMINISTRAÇÃO) A pesquisa ____________ muitos 
participaram foi realizada em diferentes períodos do 
ano. 
 
De acordo com a norma culta da língua, completa 
corretamente a frase a opção: 
a) que. 
b) sobre que. 
c) de que. 
d) a que. 
e) com que. 
 
286) (CESGRANRIO – ADVOGADO) Indique a 
opção que contém uma oração subordinada que está 
corretamente introduzida por um pronome relativo. 
a) Não é difícil saber de que o melhor para a saúde do 
ser humano é ingerir menos produtos químicos. 
b) As diversas drogas cujos os componentes são de 
origem laboratorial trazem maiores danos à saúde. 
c) As descobertas que falam estes relatórios sobre a 
felicidade eram já esperadas pela comunidade científica. 
d) Os estímulos artificiais das drogas onde se sente 
felicidade são nocivos à saúde. 
e) Os boletins científicos a que tiveram acesso os 
repórteres relatavam o que o grande público esperava. 
 
287) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE 
ADMINISTRAÇÃO) “O nadador chegou ____ etapa final 
da competição, ______ vésperas do seu aniversário. Ele 
aspirava ____ medalha de ouro _______ muito tempo". 
 
Os vocábulos que preenchem corretamente as lacunas 
do texto acima são: 
a) a - as - a - há 
b) a - às - à - a 
c) à - as - a - a 
d) à - as - à – há 
e) à – às – à - há 
 
288) (CESGRANRIO – PERITO MÉDICO DA 
PREVIDÊNCIA SOCIAL) ___ vezes, fico ___ buscar 
soluções para meus problemas, mas ___ cada situação 
vivida, chego ___ conclusão de que ainda não sei viver. 
 
Completa correta e respectivamente as lacunas acima a 
opção: 
a) As – a – à – a. 
b) As – à – à – à. 
c) Às – a – a – à. 
d) Às – à – a – à. 
e) Às – a – a – a. 
 
289) (CESGRANRIO – ASSISTENTE SOCIAL) 
Assinale a opção em que a retirada da(s) vírgula(s) 
NÃO modifica o sentido da sentença. 
a) João, desenha uma ave no caderno. 
b) No dia 5 de outubro, comemora-se o Dia da Ave. 
c) Chamei a menina, que estava sentada, e ela não se 
mexeu. 
d) Ela falava sem parar – da festa, do fim de semana e 
das férias de verão. 
e) A secretária, organizada, não deixa trabalho para o 
dia seguinte. 
 
290) (CESGRANRIO – PROFISSIONAL JÚNIOR) 
Assinale a opção em que o pronome oblíquo está 
corretamente empregado, conforme a norma culta da 
língua. 
a) Com esforço, arrancou-lhe de casa para passear. 
b) Não foi difícil ajuntarem-nos contra nós. 
c) O síndico convocou-lhes para votar a ata. 
d) Cobrei-o a gravata que me prometera. 
e) Implicaram-lhe em crime de furto. 
 
291) (CESGRANRIO – PROCURADOR JURÍDICO) 
Indique a frase que, de acordo com a norma culta, 
apresenta o uso correto do pronome pessoal oblíquo. 
a) Vou ver-me livre daquilo em breve. 
b) Aqueles que reúnem-se no local. 
c) Esse trabalho não é para mim fazer. 
d) Me deixe falar com ela, por favor. 
e) Cumprimentou os presentes, se retirando. 
 
292) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE 
ADMINISTRAÇÃO) 
As pesquisas constataram que o aumento das despesas 
com habitação.........................redução nos gastos com a 
alimentação. 
A forma verbal que NÃO pode completar a frase 
acima, pois lhe altera totalmente o sentido, é: 
a) ocasionou. 
b) acarretou. 
c) causou. 
d) concorreu para. 
e) decorreu de. 
 
293) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE 
ADMINISTRAÇÃO) 
..................... o menino se espantava tanto ao entrar 
no santuário? 
 
As casas ficavam escondidas ........................ o 
nevoeiro era espesso. 
 
Para preencher corretamente as lacunas, na ordem 
em que aparecem, devemos usar: 
a) Por que – porque. 
b) Por que – porquê. 
c) Por quê – por que. 
d) Porquê – porque. 
e) Porque – porquê. 
 
294) (CESGRANRIO – ADVOGADO) 
A única opção em que os pares estão grafados 
corretamente é: 
a) acima – encima. 
b) de cima – debaixo. 
c) a trás – de fora. 
d) num repente – derrepente. 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
77 
e) em baixo – em frente. 
 
295) (CESGRANRIO – PROFISSIONAL JÚNIOR 
FORMAÇÃO ADVOGADO) 
Indique a opção em que as palavras destacadas estão 
corretamente grafadas de acordo com o sentido na 
frase. 
a) O espectador presenciou estarrecido o crime. / 
Viciado em jogo é um expectador diário. 
b) A descrição é uma qualidade das pessoas 
educadas. / A discrição feita da testemunha era 
perfeita. 
c) O esperto em televisão ganha muito dinheiro. / O 
ladrão foi experto em aproveitar a oportunidade. 
d) Velhos sábios fluem todos os momentos da vida. / 
Os acontecimentos não estão fruindo bem. 
e) É eminente a chegada da luz. / O jogador que se 
despediu é figura iminente. 
 
CESGRANRIO – QUESTÕES DIVERSAS III 
 
296) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que a 
inversão dos termos altera o sentido fundamental do 
enunciado: 
a) Era uma poesia simples / Era uma simples poesia 
b) Possuía um sentimento vago / Possuía um vago 
sentimento 
c) Olhava uma parasita mimosa / Olhava uma mimosa 
parasita 
d) Havia um contraste eterno / Havia um eterno 
contraste 
e) Vivia um drama terrível / Vivia um terrível drama 
 
297) (CESGRANRIO) Assinale o período em que 
aparece forma verbal incorretamente empregada em 
relação à norma culta da língua: 
a) Se o compadre trouxesse a rabeca, a gente do ofício 
ficaria exultante. 
b) Quando verem o Leonardo, ficarão surpresos com os 
trajes que usava. 
c) Leonardo propusera que se dançasse o minuete da 
corte. 
d) Se o Leonardo quiser, a festa terá ares aristocráticos. 
e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do 
padrinho do filho. 
 
298) (CESGRANRIO) Assinale a frase em que há 
erro de conjugação verbal: 
a) Os esportes entretêm a quem os pratica. 
b) Ele antevira o desastre. 
c) Só ficarei tranquilo, quando vir o resultado. 
d) Eles se desavinham frequentemente. 
e) Ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes. 
 
299) (CESGRANRIO) Não há devida correlação 
temporal das formas verbais em:a) Seria conveniente que o leitor ficasse sem saber 
quem era Miss Dollar. 
b) É conveniente que o leitor ficaria sem saber quem é 
Miss Dollar. 
c) Era conveniente que o leitor ficasse sem saber quem 
é Miss Dollar. 
d) Será conveniente que o leitor fique sem saber quem 
era Miss Dollar. 
e) Foi conveniente que o leitor ficasse sem saber quem 
era Miss Dollar. 
 
300) (CASA DA MOEDA - ASSISTENTE DE 
ADMINISTRAÇÃO) 
“Ê cara, tô azarando uma mina que é o maior 
barato”. 
 
Assinale a opção que apresenta, para o texto oral 
reproduzido acima, uma reprodução de acordo com as 
características do registro escrito na língua culta padrão. 
a) Ei, estou paquerando uma menina muito legal. 
b) Você não acredita em que mulherão estou 
interessado. 
c) Estou dando em cima de uma garota bem maneira. 
d) Estou interessado numa moça bonita e inteligente. 
e) Não há mulher mais sinistra do que a que tô de olho. 
 
Como Nós 
 
 A mulher atravessou o foyer antigo, de paredes 
redondas, com o envelope nas mãos. Dentro dele havia 
uma caixa, e dentro da caixa as jóias de sua avó, que 
acabara de resgatar do cofre do banco. A mulher 
desceu os três degraus de granito escuro que iam dar 
na calçada e olhou para os lados. Precisava tomar um 
táxi, talvez fosse perigoso andar com aquela caixa pelo 
Centro da cidade. Fez sinal para um que se aproximava. 
Durante o trajeto para casa, teve ímpetos de 
abrir o envelope e examinar a caixa, mas se conteve. 
Precisava fazer isso como se fora um ritual, em solidão 
e silêncio. Tinha das jóias de sua avó uma lembrança 
vívida, múltipla, colorida. Não sabia se correspondia à 
realidade, mas era assim que sua memória decretara. 
Lembrava-se de quando ela e o irmão pediam à avó 
para manusear as pulseiras, os colares, os anéis. A ela, 
menina, aquelas jóias pareciam um verdadeiro tesouro, 
principalmente por causa das pedras coloridas. Hoje, 
adulta, sabia bem que pedras coloridas em geral são 
semipreciosas e portanto de menor valor, mas quando 
era criança essa variação de cor é que mais a 
fascinava. 
Quando chegou em casa, sentou-se no chão da 
sala, junto à mesinha de centro, e, com um suspiro 
profundo, tirou a caixa do envelope. Era uma caixa de 
laca escura, com um fecho de encaixe, que se abriu 
com um estalo. E dentro, sobre o forro de um vermelho 
aveludado, surgiram várias outras caixas, em tamanhos 
e cores diferentes, além de pequenos volumes de papel 
de seda, tudo muito bem arrumado de forma a que as 
jóias não ficassem soltas, batendo-se para lá e para cá. 
Fazendo espaço na mesa de centro, a mulher começou 
a abrir as caixinhas e os embrulhos de papel. 
Reconheceu quase todas as jóias. A aliança de 
brilhantes, o anel de água-marinha com o engaste de 
ouro, meio bruto, sustentando a pedra enorme (embora 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
78 
lhe parecesse menor do que a lembrança que 
guardava), a pulseira de ouro trançada como pele de 
cobra, os brincos com gotinhas de rubi, o broche de 
pedras semipreciosas em várias cores, formando um 
buquê de flores. Ah, e as pérolas. O colar de três voltas, 
o anel, o par de brincos. Pegou nestes últimos e, 
depositando-os na palma da mão, examinou-os. Mas 
logo viu que havia algo errado: uma das pérolas estava 
menor que a outra, um tanto fosca, já sem o brilho liso e 
nacarado que faz o encanto das pérolas. 
A mulher ergueu-se com o brinco na mão e foi 
até o canto do sofá, acendendo o abajur. Era pena. A 
pérola estava murcha, a superfície se tornara enrugada 
e sem vida. Lembrou-se então de uma reportagem a 
que assistira na televisão sobre o cuidado que é preciso 
tomar com as pérolas. Ao contrário das outras gemas 
preciosas, capazes de atravessar séculos intactas, as 
pérolas são suscetíveis à ação do tempo, podem ser 
arranhadas, perder o brilho, murchar. 
Talvez por isso sejam tão especiais, pensou a 
mulher. Quase humanas. Porque há na beleza das 
pérolas uma centelha do efêmero. Elas são como nós. 
As pérolas morrem. 
 
 SEIXAS, Heloisa. Contos Mínimos. Domingo. RJ, 01 fev. 
2004. 
 
301) (ASSISTENTE SOCIAL) De acordo com o texto, 
as pérolas são como nós por serem: 
a) perenes. 
b) perecíveis. 
c) perfeitas. 
d) resistentes. 
e) perduráveis. 
 
302) (ASSISTENTE SOCIAL) Das jóias, o que mais 
fascinava a menina era o(a): 
a) valor. 
b) brilho. 
c) desenho. 
d) colorido. 
e) variedade. 
 
303) (ASSISTENTE SOCIAL) A narrativa é 
entremeada de algumas descrições. Qual o parágrafo 
em que, principalmente, se descrevem as jóias? 
a) 1º 
b) 2º 
c) 3º 
d) 4º 
e) 5º 
 
304) (ASSISTENTE SOCIAL – com adaptações) 
“- A ave nacional de um país não pode ser escolhida em 
razão da cor da bandeira – afirma o ornitólogo Johan 
Dalgas frisch, presidente da ONG Associação de 
Preservação da Vida Selvagem e um dos maiores cabos 
eleitorais do passarinho. – Ela representa o folclore, a 
música, a poesia, a alma do povo. E não existe 
qualquer música com ararajuba, poesia alguma.” 
 
“Na Argentina, a ave nacional é o hornero (joão-de-
barro), que representa o gaúcho dos pampas.” 
 
Os pronomes “Ela” (trecho 1) e “que” (trecho 2) referem-
se, respectivamente, a: 
a) ararajuba e ave. 
b) sabiá e joão-de-barro. 
c) ave nacional e hornero. 
d) alma do povo e gaúcho. 
e) cor da bandeira e Argentina. 
 
305) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que a 
vírgula está empregada para separar dois termos que 
possuem a mesma função na frase: 
a) "Minhas senhoras, seu Mendonça pintou o diabo 
enquanto viveu." 
b) "Respeitei o engenho do Dr. Magalhães, juiz." 
c) "E fui mostrar ao ilustre hóspede a serraria, o 
descaroçador e o estábulo." 
d) "Depois da morte do Mendonça, derrubei a cerca ..." 
e) "Não obstante essa propaganda, as dificuldades 
surgiram." 
 
306) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que um 
dos termos não admite flexão de gênero e número: 
a) qualquer estudioso 
b) cidadão inadvertido 
c) menos desenvolvido 
d) nenhum pesquisador 
e) cientista alienado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Língua Portuguesa Professor André Moraes 
 
 
 
79 
BIBLIOGRAFIA 
 
ANDRÉ, Hildebrando Afonso de. Gramática ilustrada. 4ª ed. 
São Paulo: Moderna, 1991. 
AQUINO, Renato. Português para concursos: teoria e 900 
questões. 11ª ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2002. 
 
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. 
Rio de Janeiro: Lucerna, 1999. 
 
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da 
língua portuguesa. 46ª ed. São Paulo: Nacional, 2005. 
 
CUNHA, Celso e CINTRA, Lindley. Nova gramática do 
português contemporâneo. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova 
Fronteira, 1985. 
 
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da 
língua portuguesa (eletrônico). Nova Fronteira, 2004. 
 
HOUAISS, Antônio. Dicionário eletrônico da língua 
portuguesa. Objetiva, 2001 
 
PIMENTEL, Ernani Figueiras. Intelecção e interpretação de 
textos. 21ª ed. Brasília – DF: Vestcon, 2004. 
 
RIBEIRO, Manoel Pinto. Gramática aplicada da língua 
portuguesa. 15ª ed. Rio de Janeiro: Metáfora, 2005. 
 
ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática normativa da 
língua portuguesa. 42ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 
2002. 
 
SACCONI, Luiz Antonio. Nossa gramática – teoria e prática. 
27ª ed. São Paulo: Atual, 2003. 
 
TERRA, Ernani e NICOLA, José de. Gramática e literatura 
para o 2º grau. 4ª ed. São Paulo: Scipione, 1993. 
 
SITES 
 
www.pciconcursos.com.br 
 
www.nce.ufrj.br/concursos 
 
www.folhadirigida.com.br 
 
www.portrasdasletras.com.br 
 
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