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Língua Portuguesa Professor André Moraes 1 1) SEMÂNTICA – é o estudo da significação das palavras. SINONÍMIA – semelhança entre vocábulos. Ex.: bela / bonita ANTONÍMIA – “é a seleção de expressões linguísticas com traços semânticos opostos.” Ex.: “Gelada no inverno, a praia de Garopaba oferece no verão uma das mais belas paisagens catarinenses.” PARÔNIMOS – são palavras parecidas na grafia ou na pronúncia, mas com significados diferentes. Ex.: retificar (corrigir) / ratificar (confirmar) HOMÔNIMOS – palavras que podem ter a mesma pronúncia ou grafia, mas significados diferentes. Ex.: acento (sinal gráfico) / assento (local onde se senta) POLISSEMIA – capacidade que a palavra tem de assumir vários significados em contextos diferentes. Ex.: cabeça (do prego / do alfinete / da turma – mudança de gênero) DENOTAÇÃO – sentido real, dicionarizado. Ex.: A rosa é uma bela flor. CONOTAÇÃO – sentido figurado. Ex.: A Rosa é uma flor. QUESTÕES OBJETIVAS 1) “Aparelhos que identificam mutações genéticas nas células”; a alternativa abaixo que mostra uma forma de reescrever-se esta frase, com alteração de seu sentido original, é: (A) Aparelhos identificadores de mutações genéticas nas células; (B) Mutações genéticas nas células são identificadas por aparelhos; (C) Aparelhos que identificam, nas células, mutações genéticas; (D) Aparelhos, nas células, que identificam mutações genéticas; (E) São identificadas por aparelhos mutações genéticas nas células. 2) A alternativa abaixo que apresenta um vocábulo que NÃO pertence à mesma família de palavras dos demais é: (A) vidro – vidrado – envidraçar; (B) reação – reacionário – reagir; (C) aparelho – aparelhado – emparelhar; (D) equipamento – equipado – equipar; (E) prestígio – prestigiado – prestigiar. 3) “Se (*) o ambiente de nossos melhores laboratórios cria um cenário de Primeiro Mundo, (*) uma análise das estatísticas mostra um profundo fosso existente”; Se colocássemos termos adequados em lugar dos (*), teríamos: (A) por um lado / por outro lado; (B) antes / depois; (C) a priori / a posteriori; (D) deste modo / de outro modo; (E) pois / assim. 4) Sobrevida significa: (A) prolongamento da vida além do limite dado; (B) qualidade de vida durante período de enfermidade; (C) sofrimento derivado de estado doentio; (D) extensão da vida em estado vegetativo; (E) prazo de sobrevivência reduzido após o diagnóstico de uma doença. 5) O segmento inicial de nosso Hino Nacional diz o seguinte: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante Se colocados na ordem direta, os termos desses dois versos estariam assim dispostos: (A) As margens plácidas do Ipiranga ouviram O brado retumbante de um povo heroico; (B) As margens plácidas ouviram do Ipiranga O heroico brado retumbante de um povo; (C) As margens plácidas do Ipiranga ouviram O heroico brado retumbante de um povo; (D) Do Ipiranga as margens plácidas ouviram O brado retumbante de um povo heroico; (E) Ouviram as margens plácidas do Ipiranga De um povo o heroico brado retumbante. 6) “Discriminação” e “descriminação” são parônimos; a alternativa em que se trocou a forma destacada pelo seu parônimo ou homônimo é: a) o afastamento do jogador racista é iminente; b) a injustiça do ato foi flagrante; c) os negros sofrem discriminação, na Europa, por serem emigrantes; d) o jogador racista teve sua matrícula cassada; e) o jogador assistiu a uma sessão espírita. 7) “Havia controvérsias quanto à veracidade dos fatos”; a forma abaixo que ALTERA o sentido original desse segmento do texto é: a) quanto à veracidade dos fatos, havia controvérsias; b) em relação à veracidade dos fatos, existiam controvérsias; c) no que diz respeito à veracidade dos fatos, havia controvérsias; d) afora a veracidade dos fatos, havia controvérsias; e) quanto à veracidade dos fatos, controvérsias havia. Língua Portuguesa Professor André Moraes 2 8) A relação adequada entre, respectivamente, substantivo-adjetivo-verbo de uma mesma família de palavras e de um mesmo campo semântico é: a) média-mediático-remediar; b) policial-policiamento-policiar; c) crime-criminoso-incriminar; d) idade-idoso-identificar; e) gravação-grave-agravar. 9) O item em que a troca de posição entre substantivo e adjetivo traz nítida modificação de sentido é: a) grau crescente; b) policiamento ostensivo; c) poder público; d) fartos investimentos; e) aplicação eficiente. 10) Se trocarmos os substantivos e adjetivos abaixo de posição, a alternativa em que há uma modificação de forma e sentido é: a) jogadores negros; b) momentos distintos; c) sentimento negativo; d) opiniões inexatas; e) disposição psicológica. 11) Em "D. Ínigo e seu pai ... passam as portas de Toledo com a rapidez da frecha" (Alexandre Herculano, Lendas e Narrativas, II, p. 47) o vocábulo “frecha” pode também ser grafado corretamente “flecha”. Assinale o par em que há erro na proposta de segunda palavra. a) covarde - cobarde b) quatorze - catorze c) cinquenta - cincoenta d) transpassar - traspassar e) camião - caminhão 12) A alternativa em que o vocábulo sublinhado tem seu valor ERRADAMENTE indicado é: a) “Entretanto, até o século XVIII” = oposição; b) “assim, o pioneiro ciclo hidráulico” = modo; c) “surgiu em Londres” = lugar; d) “em 1881” = tempo; e) “Mais tarde” = tempo. 2) NOÇÕES DE FONÉTICA Fonética é a parte da gramática que estuda os sons da fala, em suas várias realizações. Fonemas São as unidades sonoras mais simples da língua, ou seja, os sons distintivos que entram na formação do vocábulo. Ex.: bola - cola Letra Representação gráfica do fonema. Sílaba Fonema ou grupo de fonemas emitidos de uma só vez. Ex.: a-ca-so / gru-po. Classificação dos vocábulos quanto ao número de sílabas 1)Monossílabos: vocábulos de uma sílaba. (pé, vi, já). 2)Dissílabos: vocábulos de duas sílabas (cedo, aqui). 3)Trissílabos: vocábulos de três sílabas (beleza, saudade). 4)Polissílabos: vocábulos com mais de três sílabas (colocação, pacificador). Tonicidade 1)Sílaba tônica: aquela pronunciada com mais intensidade. Ex.: comida. 2)Sílaba átona: a que se pronuncia de maneira menos intensa. Ex.: beleza. 3)Sílaba subtônica: em palavra derivada, em cuja primitiva era tônica. Ex.: cafezinho (fe). Posição da sílaba tônica 1)Oxítonas: Sílaba tônica é a última (maré). 2)Paroxítonas: Sílaba tônica é a penúltima (doce). 3)Proparoxítonas: Sílaba tônica é a antepenúltima (árvore). Classificação dos fonemas As palavras da língua portuguesa podem apresentar três tipos de fonemas: vogais, semivogais e consoantes. a) Vogal: São fonemas que saem livremente pelo canal bucal. Ex.: CASEIRO b) Consoantes: São fonemas produzidos com obstáculos à passagem da corrente expiratória. Ex.: CASEIRO c) Semivogais: São as vogais i ou u , quando acompanhadas de outra vogal na mesma sílaba, formando, assim, um ditongo ou um tritongo. Ex.: A – MEI – XA / OU – TRO. Encontros vocálicos Quando, em uma palavra, sons vocálicos (vogais e semivogais) aparecem um imediatamente após o outro, dizemos que aí está ocorrendo um encontro vocálico. Esses encontros classificam-se em: Ditongo, Tritongo e Hiato. a) Ditongo: é a junção de vogal + semivogal (ou semivogal + vogal) na mesma sílaba. Crescente:Quando a semivogal vem antes da vogal. Ex.: colégio; Decrescente: Quando a vogal vem antes da semivogal. Ex.: pai; Oral: Quando a vogal e a semivogal são pronunciadas somente pela boca. Ex.: pai; Nasal: Pronunciada parte pelo nariz e parte pela boca. Ex.: mãe. Língua Portuguesa Professor André Moraes 3 Quadro didático para identificação das vogais e semivogais A 4 O 3 E 2 I/U 1 Ex.: glória: i = 1, a = 4; de 1 para 4 houve um aumento, por isso, diz-se ditongo crescente. pai: a = 4, i = 1; de 4 para 1 houve diminuição, ditongo decrescente. b) Tritongo: é o encontro de semivogal + vogal + semivogal , na mesma sílaba. Oral: quais, Uruguai, averiguei. Nasal: enxáguam, saguão, saguões. c) Hiato: encontros de vogais em sílabas separadas. Ex.: vi – ú – va, ra – iz , su – or . Encontros consonantais Encontros de consoantes (duas ou mais), na mesma sílaba (perfeitos – a última letra será l ou r), ou não (imperfeitos) Ex.: aplauso, ritmo, pneu, substância. Obs.: Se o l ou r forem pronunciados separadamente, não se tratará de encontro consonantal perfeito. É o que se observa, por exemplo, em: sub-lin-gual, sub-le- gen-da etc. Dígrafos: é o conjunto de duas letras que representam um único fonema. São dígrafos: rr, ss, sc, sç, xc, ch, nh, lh, gu e qu (quando o u não é pronunciado), am, em, im, om, um. an, en, in, on, un. Estes últimos, formados por uma vogal e as letras m e n, são os dígrafos vocálicos nasais. Divisão silábica 1)Separam-se os dígrafos (RR, SS, SC, SÇ, e XC). Ex.: car-ro, pas-so, cres-cer, des-ça, ex-ce-to. 2)Não se separam os dígrafos (LH, NH e CH). Ex.: ra-i- nha. 3)Separam-se os hiatos. Ex.: gra-ú-do, ca-a-tin-ga. 3) ACENTUAÇÃO GRÁFICA Regras de acentuação: 1) Monossílabos tônicos:acentuam-se os terminados em A(s), E(s), O(s). Ex.: pá, pé, mês, dá-lo, pó. 2) Oxítonos: acentuam-se os terminados em A(s), E(s), O(s), EM(ens). Ex.: cajá, café, avô, alguém, armazéns, contá-las. 3) Paroxítonos: acentuam-se os terminados em L, N, R, X, I, U, UM, UNS, PS, Ã, OM, ONS. Ex.: caráter, útil, ônix, Hífen, ímã, táxi, álbum, bíceps, órfão. NOTA: Acentuam-se também os paroxítonos terminados em ditongo (quer crescentes ou decrescentes). Ex.: série, tênue, úteis etc. 4) Proparoxítonas: todas são acentuadas. Ex.: sólido, fenômeno, seriíssimo etc. Regras Especiais 1. Os ditongos abertos ÉI, ÒI só serão acentuados em monossílabos tônicos ou quando forem a sílaba tônica de palavras oxítonas. Ex.: heróis, papéis, dói, etc. Obs.: O ditongo aberto ÉU receberá acento gráfico sempre que for tônico. Ex.: troféu, véu, etc. 2. Levará acento agudo a 2ª vogal do hiato, sendo I ou U, tônica, seguida ou não de s. Ex.: saída, saíste, juíza, aí, baú, balaústre, Grajaú. Obs.: 1) Quando seguidas do dígrafo nh ou acompanhadas de outra letra, não são acentuadas: ra-i-nha, la-da-i-nha, ju- iz 2) Se as letras i e u aparecerem dobradas, não serão acentuadas: va-di-i-ce 3) Quando antecedidas de ditongo, as letras i e u não serão acentuadas. Ex.: boiuna, etc. Se forem a tônica de palavras oxítonas, serão acentudadas. Ex.: Piauí, etc. 3. Não recebe acento circunflexo a 3ª pessoa do plural dos verbos VER, LER, CRER e DAR e de seus derivados. Ex.: leem, veem, creem, deem, releem, reveem, descreem, etc. 4. Não recebe acento circunflexo o penúltimo O fechado do hiato OO, seguido, ou não, de S, nas palavras paroxítonas. Ex.: perdoo, abençoo, voo, enjoos, etc. 5. Acentua-se, com circunflexo, a 3ª pessoa do plural dos verbos TER e VIR e derivados. Ex.: ele tem/ eles têm; ele vem/ eles vêm; ele retém/ eles retêm. Acentos diferenciais 1)Timbre: pôde ( pret. perf.) / pode ( pres.ind.) Língua Portuguesa Professor André Moraes 4 Facultativo - fôrma (susbst.) / forma (subst.; 3ª pessoa do sing. do pres. do ind. ou 2ª pessoa do sing. do imperativo afirmativo) 2)Intensidade: pôr – verbo; por – preposição. O Trema Só se conserva em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex: mülleriano, de Müller, etc. Obs.: 1. O U tônico dos grupos GUE, GUI, QUE, QUI não receberá acento agudo. Ex.: averigue, oblique, etc. QUESTÕES OBJETIVAS 13) (IBGE) O item em que o par de palavras NÃO está acentuado em função da mesma regra ortográfica é: a) própria / advertências; b) farmácia / bactérias; c) indústria / cálcio; d) importância / raízes; e) remédio / circunstância. 14) (CESCEM) Sob um ..... de nuvens, atracou no ..... o navio que trazia..... . a) veu, porto, heroi b) veu, pôrto, herói c) véu, pôrto, herói d) véu, porto, heroi e) véu, porto, herói 15) (TRE-RJ) A alternativa que apresenta erro quanto à acentuação em um dos vocábulos é: a) lápis - júri b) bônus - hífen c) ânsia - série d) raízes – amável e) Anhangabaú - bambú 16) (IBGE) Assinale a opção cuja palavra não deve ser acentuada: a) Todo ensino deveria ser gratuito. b) Não ves que eu não tenho tempo? c) É difícil lidar com pessoas sem carater. d) Saberias dizer o conteudo da carta? e) Veranópolis é uma cidade que não para de crescer. 17) (TRE-MT) A alternativa em que as duas palavras acentuadas não seguem a mesma regra de acentuação é: a) ninguém - também b) dólar - pólo c) eficiência - próprio d) escrúpulos - síntese e) heróis – bóia 18) (TRE-MT) Segue a mesma regra de acentuação de país a palavra: a) saúde b) aliás c) táxi d) grêmios e) heróis 19) (TRE-ES) "Aí" é acentuada pelo mesmo motivo de: a) aquí b) dá c) é d) baú e) porém 4) ORTOGRAFIA PRINCIPAIS CASOS DE ORTOGRAFIA USO DO S 1) Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso / -osa, indicadores de estado pleno, abundância. Ex.: gostoso, cheirosa 2) Nos sufixos -ês / -esa /-isa, indicadores de origem, título de nobreza ou profissão. Ex.: princesa, pitonisa 3) Depois de ditongos. Ex.: coisa, ousada 4) Nas derivadas de primitivas com s no radical Ex.: mesada, gaseificar USO DO Z 1) Nos sufixos –ez / -eza, formadores de substantivos abstratos a partir de adjetivos. Ex.: belo > beleza / pálido > palidez 2) No sufixo –izar, formador de verbos, quando a palavra primitiva não apresentar s no radical. Ex.: urbano > urbanizar Mas: análise > analisar USO DO G 1) Nas palavras terminadas em –ágio / -égio / -ígio / - ógio / -úgio. Ex.: estágio, relógio 2) Nos substantivos terminados em –agem, -igem, - ugem. Ex.: viagem (subst.), vertigem, ferrugem Língua Portuguesa Professor André Moraes 5 USO DO J 1) Nas palavras de origem indígena Ex.: jiló, jiboia, jenipapo 2) Nas palavras derivadas de primitivos com j no radical. Ex.: laranja > laranjeira / loja > lojista USO DO X 1) Normalmente depois de ditongo. Ex.: caixa 2) Depois de sílaba inicial en-. Ex.: enxada, enxurrada, enxoval Mas.: encher, enchente 3) Depois da sílaba me-. Ex.: mexer, mexerica Mas.: mecha, mechar USO DO E E DO I 1) Os verbos terminados em –uar são escritos com a letra e nas formas do presente do subjuntivo. 2) Os verbos terminados em –uir são escritos com a letra i na segunda e na terceirapessoa do singular do presente do indicativo. USO DO SS 1) Nas derivadas de verbo cujo radical termine por CED, GRED, MET, PRIM. Ex.: ceder > cessão / remeter > remessa / regredir > regressão / imprimir > impressão. 2) Se o verbo terminar em TIR, a palavra derivada será grafada com SS. Ex.: permitir > permissão USO DO Ç Nas derivadas do verbo TER. Ex.: reter > retenção USO DO S Nas derivadas de verbo cujo radical termine por RG ou ND. Ex.: defender > defesa / emergir > emersão 5) EMPREGO DO HÍFEN 1º)Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido: ano-luz, arcebispo-bispo, arco-íris, decreto-lei, és-sueste, médico-cirurgião, rainha-cláudia, tenente-coronel, tio- avô, turma-piloto; alcaide-mor, amor-perfeito, guarda- noturno, mato-grossense, norte-americano, porto- alegrense, sul-africano; afro-asiático, afro-luso- brasileiro, azul-escuro, luso-brasileiro, primeiro-ministro, primeiro-sargento, primo-infeção, segunda-feira; conta- gotas, finca-pé, guarda-chuva. Obs.: Certos compostos, em relação aos quais se perdeu, em certa medida, a noção de composição, grafam-se aglutinadamente: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, etc. 2º)Emprega-se o hífen nos topônimos compostos, iniciados pelos adjetivos grã, grão ou por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigo: Grã- Bretanha, Grão-Pará; Abre-Campo; Passa-Quatro, Quebra-Costas, Quebra-Dentes, Traga-Mouros, Trinca- Fortes; Albergaria-a-Velha, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, Montemor-o-Novo, Trás-os- Montes. Obs.: Os outros topônimos compostos escrevem-se com os elementos separados, sem hífen: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, Castelo Branco, Freixo de Espada à Cinta, etc. O topônimo Guiné-Bissau é, contudo, uma exceção consagrada pelo uso. 3º)Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento: abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde; benção-de-deus, erva-do-chá, ervilha-de-cheiro, fava- de-santo-inácio; bem-me-quer (nome de planta que também se dá à margarida e ao malmequer); andorinha- grande, cobra-capelo, formiga-branca; andorinha-do- mar, cobra-d’água, lesma-de-conchinha; bem-te-vi (nome de um pássaro). 4º)Emprega-se o hífen nos compostos com os advérbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica e tal elemento começa por vogal ou h. No entanto, o advérbio bem, ao contrário do mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado; bem-criado (cf. malcriado), bem-ditoso (cf. malditoso), bem-falante (cf. malfalante), bem- mandado (cf. malmandado), bem-nascido (cf. malnascido), bemsoante (cf. malsoante), bem-visto (cf. malvisto). Obs.: Em muitos compostos, o advérbio bem aparece aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha ou não vida à parte: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença, etc. 5º)Emprega-se o hífen nos compostos com os elementos além, aquém, recém e sem: além-Atlântico, além-mar, além-fronteiras; aquém-mar, aquém- Pirenéus; recém-casado, recém-nascido; sem- cerimônia, sem-número, sem-vergonha. 6º)Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus- Língua Portuguesa Professor André Moraes 6 dará, à queima-roupa). Sirvam, pois, de exemplo de emprego sem hífen as seguintes locuções: a)Substantivas: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar; b)Adjetivas: cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho; c)Pronominais: cada um, ele próprio, nós mesmos, quem quer que seja; d)Adverbiais: à parte (note-se o substantivo aparte), à vontade, de mais (locução que se contrapõe a de menos; note-se demais, advérbio, conjunção, etc.), depois de amanhã, em cima, por isso; e)Prepositivas: abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, à parte de, apesar de, aquando de, debaixo de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto a; f)Conjuncionais: a fim de que, ao passo que, contanto que, logo que, por conseguinte, visto que. 7º)Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando, não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares (tipo: a divisa Liberdade-Igualdade- Fraternidade, a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa- Coimbra-Porto, a ligação Angola-Moçambique), e bem assim nas combinações históricas ou ocasionais de topônimos (tipo: Áustria-Hungria, Alsácia-Lorena, Angola-Brasil, Tóquio- Rio de Janeiro, etc.). Do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação 1º)Nas formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supr-, ultra-, etc.) e em formações por recomposição,isto é, com elementos não autônomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.), só se emprega o hífen nos seguintes casos: a)Nas formações em que o segundo elemento começa por h: anti-higiênico, circum-hospitalar, co-herdeiro, contra-harmônico, extra-humano, pré-história, sub- hepático, super-homem, ultra-hiperbólico; arqui- hipérbole, eletro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar. Obs.: Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, desumidificar, inábil, inumano, etc. b)Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular; arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-interno. Obs.: Nas formações com o prefixo co-, este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por o: coobrigação, coocupante, coordenar, cooperação, cooperar, etc. c)Nas formações com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n (além de h, caso já considerado atrás na alínea a): circum-escolar, circum-murado, circum-navegação; pan- africano, pan-mágico, pan-negritude. d)Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-, quando combinados com elementos iniciados por r: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista. e)Nas formações com os prefixos ex- (com o sentido de estado anterior ou cessamento), sota-, soto-, vice- e vizo-: ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex- presidente, ex-primeiro-ministro, ex-rei; sota-piloto, soto- mestre, vice-presidente, vice-reitor, vizo-rei. f)Nas formações com os prefixos tônicos acentuados graficamente pós-, pré- e pró- quando o segundo elemento tem vida à parte (ao contrário do que acontece com as correspondentes formas átonas que se aglutinam com o elemento seguinte): pós-graduação,pós-tônicos (mas pospor); pré-escolar, pré-natal (mas prever); pró-africano, pró-europeu (mas promover). 2º)Não se emprega, pois, o hífen: a)Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se, prática aliás já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científico e técnico. Assim: antirreligioso, antissemita, contrarregra, comtrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como biorritmo, biossatélite, eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia. b)Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, prática esta em geral já adotada também para os termos técnicos e científicos. Assim: antiaéreo, coeducação, extraescolar; aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, agroindustrial, hidroelétrico, plurianual. 3º)Nas formações por sufixação apenas se emprega o hífen nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu e mirim, quando o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, Ceará- Língua Portuguesa Professor André Moraes 7 Mirim. (Nota – O emprego do hífen é cópia integral do Novo Acordo Ortográfico) QUESTÕES OBJETIVAS 20) (TRE) Pesquisa é vocábulo grafado com S, como se pode ver no texto; o item em que há um vocábulo erradamente grafado com essa letra é: a) paralisia / análise / atraso; b) gasoso / baronesa / arrasar; c) besouro / adeusinho / bis; d) brasão / freguês / guloseima; e) marquês / pesadelo / anõesinhos. 21) (TRE) Como se pode ver no texto, obscenamente é um vocábulo grafado com SC; o item abaixo em que um dos vocábulos está erroneamente grafado é: a) ressuscitar / ascensão / piscina; b) adolescente / discente / indescente; c) convalescer / crescer / rescindir; d) abscesso / florescente / transcender; e) renascença / piscicultura / miscelânea. 22) (IBGE) Entre as opções abaixo, somente uma completa corretamente as lacunas apresentadas a seguir. Assinale-a: Na cidade carente, os .......... resolveram .......... seus direitos, fazendo um .......... assustador. a) mendingos; reivindicar; rebuliço b) mindigos; reinvidicar, rebuliço c) mindigos; reivindicar, reboliço d) mendigos; reivindicar, rebuliço e) mendigos; reivindicar, reboliço 23) (TRE-SP) Foram insuficientes as ....... apresentadas, ....... de se esclarecerem os ...... . a) escusas - a fim - mal-entendidos b) excusas - afim - mal-entendidos c) excusas - a fim - malentendidos d) excusas - afim - malentendidos e) escusas - afim - mal-entendidos 24) (TRE-SP) Este meu amigo .......... vai ..........-se para ter direito ao título de eleitor. a) extrangeiro - naturalizar b) estrangeiro - naturalisar c) extranjeiro - naturalizar d) estrangeiro - naturalizar e) estranjeiro - naturalisar 25) (TTN) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente grafadas: a) quiseram, essência, impecílio b) pretencioso, aspectos, sossego c) assessores, exceção, incansável d) excessivo, expontâneo, obseção e) obsecado, reinvidicação, repercussão 26) (TRE-RJ) Pronunciam-se corretamente, com o e e abertos (ó / é), como “povos” e “servo”, as seguintes palavras: a) inodoros / indefeso b) fornos / obsoleto c) caroços / adrede d) gostos / destro e) globos / coeso 27) (TRE-RJ) “os puritanos passaram a enxergar a opulência como manifestação exterior da bênção divina e não como um desvario cúpido.” Há palavras que se opõem pela posição da sílaba tônica: cúpido (proparoxítona) e cupido (paroxítona). A alternativa em que a diferença de posição do acento tônico caracteriza oposição entre duas palavras, não se tratando de variações de uma mesma palavra, é: a) hieróglifo / hieroglifo b) projétil / projetil c) homília / homilia d) Oceânia / Oceania e) ímpio / impio 28) (TRE-MT) A grafia da palavra sublinhada está incorreta em: a) Pelé é uma exceção entre os ministros. b) A pretensão maior do novo ministro é levar a prática esportiva ao país inteiro. c) É preciso analisar com cuidado os planos do Governo. d) Nosso time jogou muito mal. e) Ele não quis traser a pasta. 29) (TRT) A .................... ficará ................... se não se proceder a ................... destes fatos. a) pesquiza - paralizada - análise b) pesquisa - paralizada - análise c) pesquisa - paralisada - análize d) pesquiza - paralisada - análise e) pesquisa - paralisada - análise 6) CLASSES DE PALAVRAS I-Artigo: São as palavras O e UM, com suas flexões, que sempre antecedem os substantivos, designando seres determinados ou indeterminados. Ex: o amante, a menina Na sintaxe, é sempre adjunto adnominal. II-Numeral: É a palavra que indica números. 1) cardinal: O número certo de seres. Ex.: um, dois, dez, mil. 2) ordinal: palavra que estabelece uma ordem. Ex.: segundo, terceiro, milésimo. 3) multiplicativo: palavra que indica uma multiplicação. Ex.: sêxtuplo, undécuplo, cêntuplo. 4) fracionário: palavra que indica uma fração. Ex.: um terço, dois terços. Língua Portuguesa Professor André Moraes 8 Numeral adjetivo – acompanha um substantivo. Ex.: Vendi dois livros hoje. Numeral substantivo – substitui um substantivo Ex.: - Vai comprar um relógio? - Já tenho dois. III- Substantivo: É o nome com que designamos os seres em geral. Ex.: carro, casa, mulher, pássaro. O substantivo pode ser: 1) Concreto: ser de existência independente. Pode ser real ou fictício. Ex.: mesa, cadeira, cuca, fada. 2) Abstrato:depende de outros seres para existir. Designam sentimentos, ações, estados e qualidades. Ex.: morte, dor, canto, tristeza, beleza, etc. 3) Comum: refere-se a toda uma espécie, sem individualizar. Ex.: homem, mulher, país. 4) Próprio: refere-se a um único ser em especial. Ex.: Jonas, Helena, Brasil. 5) Coletivo: refere-se a uma pluralidade de indivíduos da mesma espécie. Ex.: réstia, de cebolas, de alhos – vara, de porcos – cáfila, de camelos Flexão do substantivo: 1) Gênero: masculino: réu, maestro, marajá, etc. feminino : ré, maestrina, marani, etc. comum-de-dois: possui uma só forma para os dois gêneros. Ex.: (o/a) fã, (o/a) infante, (o/a) atleta, etc. sobrecomum:único gênero para designar os dois sexos. Ex.: o dedo-duro, o pivô, a sentinela, etc. epiceno: a especificação é feita mediante o uso das palavras macho ou fêmea. Ex.: o jacaré macho, o jacaré fêmea, a barata macho, a barata fêmea, etc. Gêneros que podem oferecer dúvida: São masculinos: o açúcar, o estigma, o gambá, o dó, o axioma, o eclipse, etc. São femininos: a bacanal, a mascote, a omoplata, a patinete, a grafite, etc. Obs.: Existem substantivos que são masculinos ou femininos, conforme o sentido com que se acham empregados. Ex.: o banana (palerma, imbecil), a banana (fruto), o grama (medida de massa), a grama (capim), o moral (estado de espírito), a moral (ética; conclusão), etc. Número: singular ou plural. Casos mais importantes: a) Acrescenta-se S, na maioria dos casos. Ex.: filho – filhos, casa – casas b) Substantivos terminados em –r, -z e alguns em –n: acrescenta-sees. Ex.: mar – mares, giz – gizes, pólen – pólenes c) Substantivos em –il: Os oxítonos trocam o –l por –s: canil - canis, anil - anis. Os paroxítonos trocam o –il por –eis: fóssil/fósseis, réptil/répteis substantivos em –el: terminação –el tônica = -éis: anel – anéis, tonel – tonéis terminação –el átona = eis : incrível – incríveis Vocábulos com deslocamento do acento tônico: caráter – caracteres , espécimen – especímenes, júnior – juniores, Júpiter- Jupíteres, Lúcifer – Lucíferes, sênior – seniores. Nomes que não variam: o/os lápis, o/os tórax etc. Substantivos só usados no plural: os anais, as exéquias, as fezes, os óculos, os pêsames etc. Plural com metafonia: palavras que no singular têm “o” fechado, passam a ter, no plural, o “o” aberto. Ex.: destroço (ô)/ destroços ( ó), forno (ô)/ fornos (ó), troco(ô)/trocos(ó) etc. Plural dos nomes terminados em –zinho: os dois elementos vão ao plural e suprime-se o –s do nome. Ex.: azulzinho = azuizinhos ( azuis + zinhos) Mas: rapazinhos; onibusinhos. Nomes em – ão: ões: é o grupo mais numeroso: canções, tensões, inscrições, etc. ãos: todos os paroxítonos e alguns monossílabos e oxítonos: bênçãos, órfãos, sótãos, chãos, cidadãos. ães: compõem um número reduzido: alemães, escrivães, sacristães, tabeliães. Língua Portuguesa Professor André Moraes 9 Obs.: Não há ainda uma forma de plural definitivamente fixada para alguns substantivos terminados –ão. Refrão- refrãos/ refrães Verão- verões/ verãos Charlatão – charlatões/ charlatães Corrimão – corrimãos / corrimões Guardião- guardiões/ guardiães Anão- anões/ anãos Vulcão- vulcões/ vulcãos Aldeão – aldeões/ aldeãos/ aldeães Ancião – anciões/ anciãos/ anciães Ermitão- ermitões/ ermitãos/ ermitães Vilão- vilões/ vilãos/ vilães Sultão – sultões/ sultãos/sultães Plural dos compostos 1) Os dois elementos variam: substantivo mais palavra variável (adjetivo, substantivo, numeral ou pronome) Ex.: guarda-civil – guardas-civis; cirurgião-dentista - cirurgiões-dentistas; segunda-feira- segundas-feiras etc. 2) Só o primeiro varia: se houver preposição, clara ou oculta, ou se o segundo elemento exprimir fim, semelhança, ou tipo. Ex.: pés-de-moleque, cavalos-vapor, navios-escola, bananas-maçã etc. 3) Somente o último varia: a) com as formas reduzidas grão, grã e bel e nas palavras repetidas. Ex.: grão-duques, grã-cruzes, bel-prazeres, reco-recos, tique-taques, corre-corres (ou corres-corres) etc. b) nos compostos formados de verbo ou palavra invariável. Ex.: beija-flores, vice-diretores, ave-marias etc. 4) Frases substantivadas: ficam invariáveis. Ex.: os disse-me-disse, os sem-terra. Observações: Padre-nosso – padres-nossos ou padre-nossos Pai-nosso - pais-nossos ou pai-nossos Fruta-pão - frutas pães ou frutas-pão Guarda-marinha – guardas-marinhas ou guardas- marinha IV - Adjetivo “É a expressão modificadora do substantivo que denota qualidade, condição ou estado de um ser.” ( Evanildo Bechara) Ex.: aluno inteligente; céu azul. Locução adjetiva: grupo de duas ou mais palavras com valor de adjetivo. Ex: Ar do campo, águas da chuva, blusão de couro, azul do céu. Flexão dos adjetivos Gênero: concorda em gênero com o substantivo a que se refere. Ex.: homem feliz / mulher feliz, (UNIFORME) homem alto / mulher alta. (BIFORME) Flexão de número dos adjetivos compostos a) Somente o último vai ao plural quando formado de adj.+adj. Ex.: Amizades luso-brasileiras, olhos castanho-claros / Problemas sócio-econômicos b) Não variam os compostos formados de adj.+subst. ou subst.+adj. . Ex.:Blusas verde-garrafa, vestidos amarelo-ouro, tecidos verde-limão. Grau dos Adjetivos 1) Comparativo a) igualdade Ex.: És tão inteligente quanto ela. b) inferioridade Ex.: És menos inteligente do que ela. c) superioridade Ex.: És mais inteligente do que ela. 2) Superlativo a) absoluto sintético Ex.: És belíssima. b) absoluto analítico Ex.: És muito bela. c) relativo de superioridade Ex.: És a mais bela da rua. d) relativo de inferioridade Ex.: És a menos bela da rua. COMPARATIVOS E SUPERLATIVOS IRREGULARES ADJETIVO / forma normal BOM MAU GRANDE PEQUENO SUPERLATIVO ABSOLUTO ÓTIMO PÉSSIMO MÁXIMO MÍNIMO COMPARATIVO DE SUPERIORIDAE MELHOR PIOR MAIOR MENOR SUPERLATIVO RELATIVO O MELHOR O PIOR O MAIOR O MENOR V - PRONOME é a palavra que determina o substantivo (como se fosse um adjetivo) ou ocupa lugar do próprio substantivo. Daí, pronome adjetivo e pronome substantivo. Ex.: Todas saíram cedo. (As meninas saíram cedo.) / Meu caderno custou caro. Língua Portuguesa Professor André Moraes 10 Classificações dos pronomes Pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e relativos. (1) Pessoais: Designam as três pessoas do discurso. Classificam-se em Retos e Oblíquos. Retos: funcionam como sujeito ou predicativo: Pessoas do discurso (singular) eu – 1ª pessoa tu – 2ª pessoa ele, ela – 3ª pessoa Pessoas do discurso (plural) nós – 1ª pessoa vós – 2ª pessoa eles, elas – 3ª pessoa Ex.:Tu não és eu. / Ele foi à feira. Oblíquos: funcionam, geralmente, como complemento (obj.dir., obj.ind., compl.nom.) ou adjunto. Ex.: Vi-o na rua. / Respondi-lhe educadamente. / A decisão lhe foi favorável. Retos Oblíquos átonos Oblíquos tônicos 1ª pess. sing.: eu 2ª pess. sing.: tu 3ª pess. sing.: ele, ela me te se, lhe, o, a mim, comigo ti, contigo si, consigo 1ª pess. pl.: nós 2ª pess. pl.: vós 3ª pess. pl.: eles, elas nos vos se, lhes, os, as conosco convosco si, consigo Observações: Os pronomes oblíquos podem ser, ainda, reflexivos e recíprocos. Reflexivos: Referem-se à mesma pessoa, correspondendo a a mim mesmo, a si mesmo etc. Ex.: Eu me cortei. / Ele se feriu. / Ele fala de si mesmo.. / Trazia consigo as lembranças do passado. Recíprocos: Indicam idéia mútua, recíproca, correspondendo a um ao outro. Ex.: Eles se abraçaram. Pronomes de Tratamento Certos vocábulos ou locuções valem por pronomes pessoais. São os pronomes pessoais de tratamento. Referem-se à segunda pessoa, mas o verbo e os pronomes correspondentes vão para a 3ª pessoa. Abreviaturas Tratamento Usado para: V. S. Vossa Santidade Papa V. M. Vossa Majestade Reis ou rainhas V. A. Vossa Alteza Príncipes ou princesas V. Ema. Vossa Eminência Cardeais V. Mag.ª Vossa Magnificência Reitores das Universidades V. Revma. Vossa Reverendíssima Sacerdotes em geral V. Exa. Vossa Excelência Altas autoridades V. S.ª Vossa Senhoria Oficiais até coronel, funcionários graduados, e principalmente na linguagem comercial. Obs.: Quando se fala de alguém, a forma pronominal usada será Sua em lugar de Vossa. (2) Possessivos: Indicam a posse em referência às três pessoas do discurso: 1ªpessoa: meu(s), minha(s), nosso(s), nossa(s) 2ªpessoa: teu(s), tua(s), vosso(s), vossa(s) 3ªpessoa: seu(s), sua(s) Obs.: Os pronomes átonos podem ser usados com valor possessivo: Ex.: Beijou-me a mão Roubaram-lhea carteira. (3) Demonstrativos: Indicam a posição, no espaço ou no tempo, dos seres, em relação às três pessoas do discurso: este, esse, aquele (e flexões); isto, isso, aquilo. Obs.: O pronome o (a, os, as) é demonstrativo quando aparece junto ao relativo que ou da preposição de, equivalendo a aquele (aquela, aquilo). Ex.: Fiz os que você me mandou. / Prefiro o da direita. Obs.: Aparecem ainda como demonstrativos os vocábulos tal, mesmo, próprio e semelhante. Ex.: Estamos no mesmo lugar. (Idêntico lugar) / Tal atitude não se esperava dele. (Essa atitude) (4) Indefinidos: Têm sentido vago ou indeterminado. Aplicam-se à 3ª pessoa do discurso: algum, nenhum, muito, pouco, bastante, todo, certo, tudo, nada, alguém, ninguém, cada, outrem, quanto, qualquer, algo, vários, etc. Ex.: Ele tem muito dinheiro. / Ele tem muitas mulheres. Locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um, o que quer que seja, seja quem for, qualquer um, etc. Língua Portuguesa Professor André Moraes 11 (5) Interrogativos: São os pronomes indefinidos que, quem, qual e quanto, usados nas interrogações (diretas ou indiretas). Ex.: Quem vai à praia? / Desejo saber quem vai à praia. Obs.: O interrogativo que pode vir precedido de o. Ex.: Que quer? O que quer? (6) Relativos: Referem-se a um termo anterior chamado antecedente (um substantivo ou pronome substantivo). Exs.: que, quem, o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, onde, quanto Ex.: Não conhecemos os autores que morreram. O antecedente do pronome relativo pode ser: substantivo, pronome, adjetivo, advérbio, oração (resumida pelo demonstrativo o). Função sintática dos pronomes relativos 1. SUJEITO: Quero ver do alto o horizonte, Que foge sempre de mim. (O. Mariano, TVP, 11, 434.) [que = sujeito de foge]. 2. OBJETO DIRETO: - Já não se lembra da picardia que me fez? (A. Ribeiro, M. 67.) [que = objeto direto de fez]. 3. OBJETO INDIRETO: Eu aguardava com uma ansiedade medonha esta cheia de que tanto se falava. (J. Lins do Rego, ME, 58.) [de que = objeto indireto de se falava). 4. PREDICATIVO: Não conheço quem fui no que hoje sou. (F. Pessoa, OP, 91.) [quem e que = predicativos do sujeito eu, oculto]. 5. ADJUNTO ADNOMINAL: Há pessoas cuja aversão e desprezo honram mais que os seus louvores e amizade. (Marquês de Maricá, M, 223.) [cujo = adjunto adnominal. de aversão e desprezo, mas em concordância apenas com o primeiro substantivo, o mais próximo]. 6. COMPLEMENTO NOMINAL: Lembrava-me de que deixara toda a minha vida ao acaso e que não pusera ao estudo e ao trabalho com a força de que era capaz. (L. Barreto, REIC, 287.) [de que = complemento nominal de capaz]. 7. ADJUNTO ADVERBIAL: Entrava-se de barco pelo corredor da velha casa de cô- modos onde eu morava. (M. Quintana, P, 92.) [onde = adjunto adverbial de morava]. 8. AGENTE DA PASSIVA: - Sim, sua adorável pupila, a quem amo, a quem idolatro e por quem sou correspondido com igual ardor! (A. Azevedo) [por quem = agente da passiva do verbo corresponder] VI - VERBO Palavra que exprime estado, ação, fenômeno, apresentando as categorias de modo, tempo, número, pessoa e voz. Sintaticamente, o verbo é obrigatoriamente predicado. Apresenta-se nas três conjugações: 1ªconjugação (AR) 2ªconjugação (ER) 3ªconjugação (IR) 1) Pessoas: são três a) A primeira (eu / nós) é aquela que fala. b) A segunda (tu / vós) é aquela com quem se fala. c) A terceira (ele / eles) é aquela de quem se fala. Formas rizotônicas são aquelas cujo acento tônico recai no radical. Ex.: cant o, cant as, cant a, cant am Formas arrizotônicas são aquelas cujo acento tônico recai fora do radical. Ex.: cant amos, cant ais 2) Modo: São três os modos em português: Indicativo: apresenta o fato de maneira real. Ex.: ando, falei, irás Subjuntivo: apresenta o fato de maneira duvidosa, possível. Ex.: que eu estude, se eu corresse, quando nós sairmos Língua Portuguesa Professor André Moraes 12 Imperativo: apresenta o fato como objeto de uma ordem, um pedido, um convite. Ex.: faça o exercício, saia, espere 3)Tempos: indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo. a) No INDICATIVO temos: Presente: fato que ocorre no momento em que se fala. Ex.: Estudo muito ultimamente. Pretérito perfeito: fato realizado, concluso. Ex.: Escrevi a carta. Imperfeito: fato realizado, inconcluso. Ex.: Quando você chegou, eu escrevia uma carta. Mais-que-perfeito: fato realizado antes de outro fato passado. Ex.: Quando você chegou, eu escrevera a carta. Futuro Presente: fato que deverá ser realizado posteriormente ao momento da fala. Ex.: Estaremos lá na próxima semana. Pretérito: Fato posterior a um momento passado, ou que seria realizado, mas não se efetuou. Pode indicar também incerteza, polidez, cortesia, fato futuro dependente de certa condição. Ex.: Eles disseram que me perdoariam. / Compraria ele aquela casa? / Poderia emprestar-me o livro? b) No SUBJUNTIVO temos: Presente: Um fato atual exprimindo possibilidade. Ex.: Talvez chova. Imperfeito: Um fato passado dependente de outro fato passado. Ex.: Se ele vendesse o imóvel, ficaria mais tranquilo. Futuro: Um fato futuro relacionado a outro fato futuro. Ex.: Entrarei em contato quando você voltar. Formação do Modo imperativo a) Imperativo afirmativo: as segundas pessoas (Tu e Vós) são retiradas do Pres. Ind. sem o “S” final. O restante vem do Pres. Subj., sem alterações. b) Imperativo negativo: retirado do Pres. Subj., sem alterações. 4) Formas nominais do verbo a) Infinitivo: amar b) Gerúndio: amando c) Particípio: amado Obs.: 1. O infinitivo pode ser pessoal ou impessoal. Impessoal: Exprime a ação de maneira vaga. É o nome do verbo. Pessoal: É o infinitivo ligado às pessoas do discurso. 2. Locução verbal: conjunto formado por verbo auxiliar (INDICATIVO, IMPERATIVO, SUBJUNTIVO, INFINITIVO ou GERÚNDIO) mais verbo principal (INFINITIVO, GERÚNDIO, PARTICÍPIO). Ex.: Ele terá de sair agora. / Maria está estudando para o concurso. / Nós tínhamos estudado as lições. 5) Vozes do verbo: São três as vozes do verbo: Ativa, passiva e reflexiva. a) Ativa: O sujeito pratica a ação. Ex: Carolina pintou o quarto. b) Passiva: O sujeito sofre a ação. Ex: O campeonato foi ganho pelo Flamengo. c) Reflexiva: O sujeito pratica e sofre a ação. Ex: O menino cortou-se com a faca. Obs.: A voz passiva pode ser: analítica ou sintética. 1) Analítica: formada pelos auxiliares (ser, estar, ficar) mais verbo principal no particípio. Ex.: Aquelas pessoas foram enganadas pelo impostor. 2) Sintética: formada com acréscimo do pronome “se” a um verbo transitivo (direto ou direto e indireto). Ex.: Vendem-se livros. / Deu-se à poesia o nome de Primeiros Cantos. Classificação do verbo quanto à conjugação a) Regular: conserva o mesmo radical. As desinências seguem o paradigma da conjugação. Ex: amar, beber, partir. b) Irregular: é o verbo que sofre alterações no radical ou nas desinências. Ex: fazer,faço, fez, fiz. c) Anômalo: apresenta, na sua conjugação, profundasvariações no seu radical : SER e IR. d) Defectivos: não se conjuga em todas as formas (tempos, pessoas, modos). Ex: reaver, precaver-se, colorir etc. PRINCIPAIS VERBOS DEFECTIVOS 1) abolir, colorir, banir, ruir, extorquir, feder – não possuem a 1ª pessoa do singular (eu) do presente do indicativo e não se conjugam no presente do subjuntivo. 2) acontecer, doer, ocorrer – só se conjugam nas terceiras pessoas (ele / eles). Alguns gramáticos os incluem entre os UNIPESSOAIS (verbos usados apenas nas terceiras pessoas). 3) adequar, falir, remir, precaver-se, reaver – só se conjugam na 1ª e na 2º pessoas do plural (nós / vós) no Língua Portuguesa Professor André Moraes 13 presente do indicativo e não possuem o presente do subjuntivo. e) Abundante: é o verbo que possui duas ou mais formas equivalentes, geralmente no particípio. Ex.: aceitar (aceitado/ aceito); eleger (elegido/ eleito); acender (acendido/ aceso); entregar (entregado/ entregue); pegar (pegado/ pego); tingir (tingido/ tinto). Obs.: 1. Os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer, pôr, ver, vir e seus derivados possuem apenas o particípio irregular. ABERTO, COBERTO, DITO, ESCRITO, FEITO, POSTO, VISTO, VINDO. 2. Com os auxiliares TER / HAVER: emprega-se o particípio regular, na voz ativa. Ex.: Minha mãe já havia limpado a sujeira. 3. Com os auxiliares SER/ ESTAR: emprega-se o particípio irregular, na voz passiva. Ex.: A sujeira foi limpa pela minha mãe. 6) Tempos compostos: formam-se com os auxiliares TER ou HAVER acompanhados do verbo principal no particípio passado. a) Presente + particípio = pret. perf. composto b) Pret.imperf. + particípio = pret. mais que perf. composto c) Quando o auxiliar apresentar-se em outro tempo, o tempo composto receberá a mesma classificação desse auxiliar. a) Indicativo Perfeito: Auxiliar no presente. ( tenho falado) Mais-que-perfeito : Auxiliar no imperfeito. ( tinha falado) Futuro: Auxiliar no futuro. ( terei falado/ teria falado) Infinitivo: Auxiliar no infinitivo. (ter falado) Gerúndio: Auxiliar no gerúndio. ( tendo falado) Subjuntivo Perfeito: Auxiliar no presente. (tenha falado) Mais-que-perfeito: Auxiliar no imperfeito. (tivesse falado) Futuro: Auxiliar no futuro. (tiver falado) Formação dos tempos 1) Tempos primitivos: presente do indicativo, pretérito perfeito do indicativo e infinitivo impessoal. 2) Tempos derivados: a) do presente do indicativo: imperfeito do indicativo (do radical do presente), presente do subjuntivo (do radical da primeira pessoa do presente), imperativo afirmativo (TU e VÓS saem do presente do indicativo; as outras pessoas saem do presente do subjuntivo, assim como o imperativo negativo). b) do perfeito: mais-que-perfeito do indicativo, imperfeito do subjuntivo e futuro do subjuntivo. Ex.: puseste: pusera, pusesse, puser. c) do infinitivo impessoal: futuro do presente, futuro do pretérito, gerúndio, particípio e infinitivo pessoal. Ex.: saber: sabia, saberei, saberia, sabendo, sabido, saber (saberes, sabermos etc.) VERBOS QUE PODEM CAUSAR DÚVIDAS ABOLIR (defectivo) Presente do indicativo: aboles, abole, abolimos, abolis, abolem. Pretérito perfeito do indicativo: aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram (não possui a 1ªpessoa do presente do indicativo, o presente do subjuntivo e o imperativo negativo) Da mesma forma: banir, carpir, colorir, delinquir, demolir, descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, retorquir, urgir. ACUDIR (alternativa vocálica) Presente do indicativo: acudo, acodes, acode, acudimos, acudis, acodem. Pretérito perfeito do indicativo: acudi, acudiste, acudiu, acudimos, acudistes, acodem. Da mesma forma: bulir, consumir, cuspir, engolir, fugir. ADEQUAR (defectivo) Presente do indicativo: adequamos, adequais. Pretérito perfeito do indicativo: adequei, adequaste, adequou, adequamos, adequastes, adequaram. ADERIR (alternância vocálica) Presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos, aderis, aderem. Pretérito perfeito do indicativo: aderi, aderiste, aderiu, aderimos, aderistes, aderiram. Da mesma forma: advertir, cerzir, despir, diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir. AGIR (acomodação gráfica) Presente do indicativo: ajo, ages, age, agimos, agis, agem. Pretérito perfeito do indicativo: agi, agiste, agiu, agimos, agistes, agiram. AGREDIR (alternância vocálica) Língua Portuguesa Professor André Moraes 14 Presente do indicativo: agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem. Pretérito perfeito do indicativo: agredi, agrediste, agrediu, agredimos, agredistes, agrediram. Da mesma forma: prevenir, progredir, regredir, transgredir. APRAZER (irregular) Presente do indicativo: aprazo, aprazes, apraz, aprazemos, aprazeis, aprazem. Pretérito perfeito do indicativo: aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram. CABER (irregular) Presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem. Pretérito perfeito do indicativo: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam. CEAR (regular) Presente do indicativo: ceio, ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam. Pretérito perfeito do indicativo: ceei, ceaste, ceou, ceamos, ceastes, cearam. Da mesma forma: passear, pentear, falsear, recear etc. Há dois verbos em –ear que têm pronúncia aberta nas formas rizotônicas: estrear e idear. estréio, estréias, estréia, estreamos, estreais, estréiam. CONSTRUIR (irregular e abundante) Presente do indicativo: construo, constróis (ou construis), constrói (construi), construímos, construís, constroem (construem). Pretérito perfeito do indicativo: construí, construíste, construiu, construímos, construístes, construíram. CRER (irregular) Presente do indicativo: creio, crês, crê, cremos, credes, crêem. Pretérito perfeito: cri, creste, creu, cremos, crestes, creram. FRIGIR (acomodação gráfica e alternância vocálica) Presente do indicativo: frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem. Pretérito perfeito do indicativo: frigi, frigiste, frigiu, frigimos, frigistes, frigiram. MOBILIAR (irregular) Presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam. Pretérito perfeito: mobiliei, mobiliaste, mobiliou, mobiliamos, mobiliastes, mobiliaram. POLIR (alternância vocálica) Presente do indicativo: pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem. Pretérito perfeito: poli, poliste, poliu, polimos, polistes, poliram. PRECAVER-SE (defectivo e pronominal) Presente do indicativo: precavemo-nos, precaveis-vos. Pretérito perfeito do indicativo: precavi-me, precaveste-te, precaveu-se, precavemo-nos, precavestes-vos, precaveram-se. PROVER (irregular) Presente do indicativo: provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem. Pretérito perfeito do indicativo: provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram. REAVER (defectivo) Presente do indicativo: reavemos, reaveis. Pretérito perfeito: reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram. Obs.: É derivado de haver, mas só se conjuga nas formas em que haver apresenta a letra v. REQUERER (irregular) Presente do indicativo: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem. Pretérito perfeito do indicativo: requeri, requereste, requereu, requeremos, requerestes, requereram. Obs.: Verbo derivado dequerer, mas não segue a mesma conjugação na primeira pessoa do singular do presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo (e derivados). SUAR (regular) Presente do indicativo: suo, suas, sua, suamos, suais, suam. Pretérito perfeito do indicativo: suei, suaste, suou, suamos, suastes, suaram. Da mesma forma: atuar, continuar, habituar, individuar, recuar, situar. VALER (irregular) Presente do indicativo: valho, vales, vale, valemos, valeis, valem. Pretérito perfeito do indicativo: vali, valeste, valeu, valemos, valestes, valeram. VER (irregular) Presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem. Pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram. Da mesma forma: antever, prever, rever etc. VIR (irregular) Presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm. Pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram. Língua Portuguesa Professor André Moraes 15 Da mesma forma: advir, convir, intervir, provir, sobrevir etc. ATENÇÃO M mediar: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam A ansiar: anseio, anseias, ansiamos, ansiais, anseiam R remediar: remedeio, remedeias, remedeia, remediamos, remediais, remedeiam I incendiar: incendeio, incendeias, incendeia, incendiamos, incendiais, incendeiam I intermediar: intermedeio, intermedeias, intermedeia, intermediamos, intermediais, intermedeiam O odiar: odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam VII - CONJUNÇÕES são os vocábulos gramaticais que servem para relacionar duas orações ou dois termos semelhantes da mesma oração. IMPORTANTE: Não têm função sintática. 1) Coordenativas: Palavra que liga orações ou, dentro da mesma oração, vocábulos que tenham o mesmo valor ou função, sem que um elemento seja termo sintático de outro. 2) Subordinativas: ligam uma oração subordinada à sua principal. Ex.: Chegou e fechou a porta. (conjunção coordenativa) Ele sabe que ela o ama. (conjunção subordinativa) PRINCIPAIS CONJUNÇÕES COORDENATIVAS PRINCIPAIS CONJUNÇÕES ADITIVAS E, NEM, NÃO SÓ...MAS TAMBÉM ADVERSATIVAS MAS, ENTRETANTO, PORÉM, CONTUDO, TODAVIA, E (=MAS), NO ENTANTO ALTERNATIVAS OU, ORA...ORA, OU...OU, NEM...NEM, QUER...QUER, SEJA...SEJA CONCLUSIVAS POIS (ENTRE VÍRGULAS), LOGO, PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR ISSO, ASSIM EXPLICATIVAS QUE, PORQUE, POIS, PORQUANTO (GERALMENTE O VERBO DA PRIMEIRA ESTÁ NO IMPERATIVO) SUBORDINATIVAS PRINCIPAIS CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS INTEGRANTES QUE, SE (= ISTO) / introduzem orações subordinadas substantivas SUBORDINATIVAS ADVERBIAIS CAUSAIS PORQUE, COMO (=PORQUE), POIS, JÁ QUE, UMA VEZ QUE, PORQUANTO, POIS QUE, POR ISSO QUE, VISTO QUE, VISTO COMO, QUE CONDICIONAIS SE,CASO, SEM QUE (=SE NÃO), CONTANTO, SALVO SE, DADO QUE, DESDE QUE, A MENOS QUE, A NÃO SER QUE CONCESSIVAS EMBORA, MESMO QUE, AINDA QUE, CONQUANTO, POSTO QUE, BEM QUE, SE BEM QUE, POR MAIS QUE, POR MENOS QUE, APESAR DE QUE, NEM QUE, QUE COMPARATIVAS COMO, QUE (OU DO QUE), DO QUE (DEPOIS DE MAIS, MENOS, MAIOR, MENOR, MELHOR E PIOR),QUANTO (DEPOIS DE TANTO), QUAL (DEPOIS DE TAL), ASSIM COMO, BEM COMO, COMO SE, QUE NEM CONSECUTIVAS QUE (PRECEDIDA DE TÃO, TAL, TAMANHO), DE FORMA QUE, DE MANEIRA QUE, DE MODO QUE, DE SORTE QUE CONFORMATIVAS CONFORME, COMO (= CONFORME), SEGUNDO, CONSOANTE FINAIS PARA QUE, A FIM DE QUE, PORQUE (= PARA QUE) TEMPORAIS QUANDO, ANTES QUE, DEPOIS QUE, ATÉ QUE, LOGO QUE, SEMPRE QUE, ASSIM QUE, DESDE QUE, TODAS AS VEZES QUE, CADA VEZ QUE, APENAS, MAL, QUE (= DESDE QUE) PROPORCIONAIS À MEDIDA QUE, AO PASSO QUE, À PROPORÇÃO QUE, ENQUANTO Língua Portuguesa Professor André Moraes 16 III - PREPOSIÇÃO Palavra invariável que, colocada entre duas outras, faz com que uma se torne membro da outra, criando-se um elo de subordinação. É um conectivo (= estabelece relação entre as palavras ou orações). Ex.: copo de vinho/ saiu para jantar. As preposições podem ser Essenciais e Acidentais. Essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Acidentais: como, durante, mediante, conforme, segundo, consoante, visto etc. Ex.: Fugiu durante a noite. / Vim de casa. Locução prepositiva: Conjunto de palavras que funcionam como preposição. A locução prepositiva sempre termina em preposição. Ex: abaixo de, à custa de, de acordo com, diante de, junto a etc. Relações expressas com o auxílio das preposições a – lugar, tempo, modo, instrumento etc. Ex.: Ir ao circo. / Ir à tarde./ Escrever a lápis. ante – posição anterior ou diante de, situação de oposição etc. Ex.: Ajoelhar-se ante o altar. após – termo posterior, posição ou lugar posterior etc. Ex.: Retornou após dez dias de ausência. até – limite (lugar ou tempo) Ex.: Os gritos chegaram até aqui. com – companhia, modo, instrumento etc. Ex.: Sair com o namorado./ Trabalhar com dedicação./ Abrir a porta com a chave. contra – oposição, direção contrária etc. Ex.: Lutar contra as injustiças. / Lutar contra a maré. de – posse, parte, finalidade, lugar, matéria, modo, assunto etc. Ex.: Casa de Maria./ Ponta da faca./ Pulseira de prata. / Falar de futebol. desde – afastamento de um lugar ou de um momento etc. Ex.: Andou desde sua rua até à minha. em - lugar, modo, tempo, finalidade etc. Ex.: Estar em casa./ Acordar em paz./ Pedir em casamento. entre – interioridade, posição no interior de dois limites indicados. Ex.: Eles se perdem entre o passado e o futuro. / Éder comprou uma casa entre duas favelas. / Ficamos perdidos entre o sonho e o desejo. para - lugar, finalidade, restrição etc. Ex.: Ir para a rua./ Estudar para vencer./ Proibido para menores. perante - lugar diante de, oposição etc. Ex.: Ficar perante o juiz. por- tempo, lugar por onde, meio, preço, agente etc. Ex.: Viver por toda eternidade./ Andar por caminhos perigosos./ Foi elogiado por seu mestre. sem - ausência, negação etc. Ex.: Ficar sem dinheiro. sob - posição inferior, sujeição etc. Ex.: Ficar sob o viaduto. sobre - posição superior, assunto, ação contra etc. Ex.: Falar sobre música./ Sentou-se sobre os escombros. trás- posição posterior (=atrás, depois de, por trás de). É desusada. IX – INTERJEIÇÃO - é a palavra que traduz emoções. a) de alegria: ah! oh! olá! b) de desejo: oxalá! tomara! c) de dor: ai! ui! d) de chamamento: ó! alto! psiu! e) de silêncio: psiu! caluda! f) de advertência: cuidado! alerta! g) de incredulidade: ora! X - ADVÉRBIO - é a palavra invariável que modifica o verbo, o adjetivo ou o próprio advérbio. Atenção: São os advérbios de intensidade que modificam adjetivos ou outros advérbios. Ex.: Ana é a mais bela mulher. / Ele chegou bem tarde. - advérbios de lugar: aqui, cá, lá, acolá, ali, aí, além, aquém, algures (em algum lugar), alhures (em outro lugar), nenhures (em nenhum lugar), atrás, fora, dentro, perto, longe, adiante, diante, onde, avante, através, defronte, aonde, etc. - advérbios de tempo: hoje, amanhã, depois, antes, agora, anteontem, sempre, nunca, ainda, já, logo, cedo, tarde, ora, afinal,outrora, então, amiúde, breve, entrementes, brevemente, imediatamente, etc. - advérbios de modo: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, debalde, pior, melhor, suavemente, tenazmente, comumente, etc. Língua Portuguesa Professor André Moraes 17 - advérbios de intensidade: muito, pouco, assaz, mais, menos, tão, bastante, demasiado, meio, completamente, profundamente, quanto, quão, tanto, bem, mal, quase, apenas, etc. - advérbios de afirmação: sim, deveras, certamente, realmente, efetivamente, etc. - advérbio de negação: não. - advérbios de dúvida: talvez, acaso, porventura, possivelmente, quiçá, decerto, provavelmente, etc. ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS Chamam-se interrogativos os advérbios: onde? (lugar), quando? (tempo), por que? (causa), como? (modo), por se empregarem na oração interrogativa direta ou indireta. Exs.: Quando virás? (interrogativa direta) Por que ele não disse a verdade? (interrogativa direta) Não sei por que ele não disse a verdade. (interrogativa indireta) M modo A afirmação N negação T tempo I intensidade I interrogativo L lugar D dúvida LOCUÇÃO ADVERBIAL Locução adverbial é o conjunto de duas ou mais palavras com valor de um advérbio. De acordo com as circunstâncias que transmitem, as locuções adverbiais podem ser classificadas em: - locuções adverbiais de lugar: à esquerda, à direita, à tona, à distância, à frente, à entrada, à saída, ao lado, ao fundo, ao longo, de fora, de lado, por fora, em frente, por dentro, por perto, de longe, de perto, em cima, de cima, por onde, para onde, por trás, por aqui, por ali, etc. - locuções adverbiais de tempo: em breve, nunca mais, hoje em dia, de tarde, à tarde, à noite, à noitinha, às avemarias, ao pôr-do-sol, de manhã, de noite, por ora, por fim, de repente, de vez em quando, a tempo, às vezes, de quando em quando, de vez em vez, de longe em longe, etc. - locuções adverbiais de modo: à vontade, à toa, ao léu, ao acaso, a contento, a esmo, de bom grado, de cor, de mansinho, de chofre, a rigor, de preferência, em geral, a cada passo, às avessas, de enviés, ao invés, às claras, às pressas, a medo, a pique, à uma, às bandeiras despregadas, de repente, a olhos vistos, num átimo, de propósito, de súbito, de soslaio, por um triz, etc. - locuções adverbiais de intensidade: de muito, de pouco, de todo, etc. - locuções adverbiais de meio ou de instrumento: a pau, a pé, a cavalo, a martelo, a pauladas, etc. - locuções adverbiais de afirmação: na verdade, de fato, etc. - locuções adverbiais de negação: de modo algum, de modo nenhum, em hipótese alguma, etc. - locuções adverbiais de dúvida: por certo, quem sabe, com certeza, etc. PALAVRAS DENOTATIVAS "Certas palavras, por não se poderem enquadrar entre os advérbios, terão classificação à parte. São palavras que denotam exclusão, inclusão, situação, designação, retificação, realce, afetividade, etc.” (N.G.B.). - exclusão: só, salvo, apenas, menos, senão, etc. - inclusão: também, até, mesmo, inclusive, etc. - situação: mas, então, agora, afinal, etc. - designação: eis. - retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc. - realce: cá, lá, só, é que, ainda, mas, etc. GRAUS DOS ADVÉRBIOS Há advérbios que são passíveis de grau, como os adjetivos. GRAU COMPARATIVO - de igualdade: tão longe, tão rapidamente como - de superioridade: mais cedo (do) que - de inferioridade: menos cedo (do) que GRAU SUPERLATIVO - analítico: muito longe - sintético: longíssimo Língua Portuguesa Professor André Moraes 18 QUESTÕES OBJETIVAS 30) (ANTT) “onde havia estado anteriormente e morara algum tempo”; se quiséssemos substituir a primeira forma verbal sublinhada a fim de que tivesse a mesma forma simples da segunda, deveríamos escrever: a) estava; b) estaria; c) esteve; d) estivera; e) tinha estado. 31) (ANTT) “Voltara Desfontaines a São Paulo, onde havia estado anteriormente e morara algum tempo. Tendo contratado um carro para levá-lo não sei onde, reconheceu, ao passar, o sítio da sua antiga casa.”; quanto às duas ocorrências da palavra onde nesse segmento do texto, pode-se dizer que: a) pertencem à mesma classe gramatical; b) referem-se ao mesmo antecedente; c) a segunda ocorrência deveria ser substituída por aonde; d) a primeira ocorrência tem como antecedente “sua antiga casa”; e) a primeira é advérbio e a segunda, pronome relativo. 32) (SECRETARIA DE SAÚDE – AG. ADM.) “raios ultravioleta”; o adjetivo ultravioleta é invariável, assim como o adjetivo da seguinte alternativa: (A) vidro verde-claro; (B) substância cinza; (C) laboratório luso-brasileiro; (D) célula embrionária; (E) cenário laboratorial. 33) (SECRETARIA DE SAÚDE – AG. ADM.) “capaz de distinguir os genes das células sadias dos das cancerosas”; o comentário INCORRETO a respeito dos elementos componentes deste segmento do texto é: (A) estão em oposição semântica os vocábulos “sadias” e “cancerosas”; (B) após “dos” há a elipse de “genes”; (C) após “das” há a elipse de “reações químicas”; (D) o adjetivo “capaz” equivale a “com a capacidade de”; (E) o adjetivo “sadias” qualifica o substantivo “células”. 34) (SECRETARIA DE SAÚDE – AG. ADM.) - “Se o ambiente de nossos melhores laboratórios cria um cenário...”; a forma verbal equivocada do verbo CRIAR é: (A) Eu cri na capacidade dos médicos; (B) A população, naquela época, creu no governo; (C) O Brasil não tinha creado modernos laboratórios; (D) Se ele cresse em mim, nada disso ocorreria; (E) Se ela tivesse crido na ciência, melhoraria. 35) (SECRETARIA DE SAÚDE – AG. ADM.) - Oncologia é o estudo do câncer; o vocábulo abaixo, pertencente à área médica, que NÃO tem seu campo de estudo identificado corretamente é: (A) pneumologia – pulmões; (B) endocrinologia – glândulas; (C) dermatologia – pele; (D) oftalmologia – olhos; (E) neurologia – rins. 36) (BNDES) - O manifesto do Partido Comunista dizia: “Proletários de todo o mundo, uni-vos!”; se essa mesma frase fosse reescrita com tratamento de “vocês” em lugar de “vós”, a forma verbal do imperativo adequada seria: (A) unem-se; (B) unam-se; (C) unem-nos; (D) unem-vos; (E) une-se. 37) (BNDES) - Uma antiga revista de humor, Pif- Paf, trazia o seguinte slogan: “Cada número é exemplar, cada exemplar é um número!”; nesta frase, as palavras “número” e “exemplar” trocaram: (A) função, classe e significado; (B) somente função e significado; (C) somente função e classe; (D) somente classe e significado; (E) somente classe. 38) (CVM) - Um cidadão comum precisou verificar num dicionário o significado da palavra caixa e, ao deparar-se com o verbete, leu o seguinte: caixa. s.f. 1. recipiente para guardar ou transportar objetos 1.1 o produto nela contido 2. local onde é feito pagamento e recebimento de valores 3. dinheiro para pequenas despesas 4. instituição que recebe e administra fundos # s.m. 5. livro de registro de receita e despesa # 6. funcionário que opera a caixa registradora. A alternativa que mostra uma observação ERRADA sobre o verbete é: (A) os números mostram diferentes significados da mesma palavra; (B) a letra s. indica a classe (substantivo) da palavra; (C) as letras fe m. indicam os gêneros (feminino e masculino) da palavra; (D) o número 1.1 indica um desdobramento do número anterior; (E) o sinal # indica significados inadequados ou populares. 39) (CVM) - A relação ERRADA entre verbo e substantivo é: (A) ceder / cessão; (B) estender / extensão; (C) exceder / exceção; (D) ascender / ascensão; (E) pretender / pretensão. Língua Portuguesa Professor André Moraes 19 40) (CVM) - “Se ele trabalhar, eu também trabalharei!”; a alternativa que tem uma frase com essa mesma estrutura, mas com forma verbal EQUIVOCADA é: (A) Se ele for, eu também irei; (B) Se ele ver, eu também verei; (C) Se ele quiser, eu também quererei; (D) Se ele requerer, eu também requererei; (E) Se ele couber, eu também caberei. 41) (CVM) - “Se ele lesse, eu também leria”; a alternativa que apresenta uma frase com essa mesma estrutura, mas com forma verbal EQUIVOCADA é: (A) Se ele trouxesse, eu também traria; (B) Se ele aprovasse, eu também aprovaria; (C) Se ele pusesse, eu também poria; (D) Se ele viesse, eu também viria; (E) Se ele mantesse, eu também manteria. 42) (CVM) - NÃO há a devida correlação temporal das formas verbais em: (A) Seria conveniente que o time ficasse sem saber quem era o adversário; (B) É conveniente que o time ficaria sem saber quem é o adversário; (C) Era conveniente que o time ficasse sem saber quem foi o adversário; (D) Será conveniente que o time fique sem saber quem é o adversário; (E) Foi conveniente que o time ficasse sem saber quem era o adversário. 43) (CVM) - A alternativa que completa corretamente as lacunas da seguinte frase é: “Quando ____ mais barato, o carro ____ um bem muito mais popular”. (A) estivesse / era; (B) estiver / será; (C) esteja / era; (D) estivesse / será; (E) estiver / seria. 44) (MPE / RO) Dentre os plurais dos nomes compostos, o único flexionado de modo adequado é: (A) guarda-chuvas. (B) olhos azuis-turquezas (sic). (C) escolas-modelos. (D) surdo-mudos. (E) pores-dos-sóis. 45) (SEFAZ) - Numa seção de jornal cujo assunto é a saúde, um leitor escreve: “Não sofro mais. Considero- me uma pessoa normal. Esqueci do passado, quero viver o presente. Agora, minha alimentação é totalmente saudável. Não tomo mais bebidas alcoólicas e evito comer doces”. O comentário correto sobre os componentes desse texto é: (A) o advérbio “mais” reforça a idéia do advérbio “não”; (B) os adjetivos “normal”, “saudável” e “alcoólicas” têm valor subjetivo; (C) “passado” e “presente” são substantivos funcionando como adjetivos; (D) o adjetivo “saudável” está explicado no texto; (E) as duas ocorrências do advérbio “mais” têm valor semântico distinto. 46) (ELETROBRÁS) - Na junção das palavras abaixo, a alternativa que mostra uma forma NÃO paralela estruturalmente às demais é: (A) grandes conquistas; (B) direitos humanos; (C) liberdades públicas; (D) dominação política; (E) intimidação coletiva. 47) (TBG) - Se o brasil com b minúsculo é um objeto sem vida, sem autoconsciência e sem pulsação interior, os adjetivos que melhor qualificam esse brasil são, respectivamente: (A) moribundo, desconhecido e inerte; (B) murcho, decadente e senil; (C) inerme, ignorante e desaparecido; (D) paralisado, atrasado e superficial; (E) morto, inconsciente e desfibrado. 48) (ELETRONUCLEAR) As alternativas abaixo apresentam adjetivos do texto; a alternativa em que os substantivos correspondentes a esses adjetivos podem ser formados com a mesma terminação é: a) produtiva – contínua – novas; b) lentos – descontínuos – iniciais; c) pioneiro – produtivos – elétricos; d) industrializados – crescente – energética; e) significado – desenvolvidos – tradicionais. 49) (ELETRONUCLEAR) Norte-americano e matéria-prima, dois vocábulos presentes no texto, fazem corretamente como plural: a) norte-americanos / matéria-primas; b) norte-americanos / matérias-primas; c) nortes-americanos / matérias primas; d) nortes-americanos / matérias-prima; e) nortes-americanos / matéria-primas. 7) FRASE, ORAÇÃO, PERÍODO 1. “Frase é um enunciado de sentido completo, a unidade mínima de comunicação.” Ex.: Fogo! Atenção! Silêncio! “Alguns anos vivi em Itabira.” (C. Drummond de Andrade) 2. “Oração é um enunciado constituído de sujeito e predicado, ou pelo menos de predicado...” Ex.: Faz calor no Rio. 3. “Período é a frase constituída por uma ou mais orações.” a) simples: possui uma única oração (ORAÇÃO ABSOLUTA) Ex.: A criança comeu tudo. Língua Portuguesa Professor André Moraes 20 b) composto: possui mais de uma oração. Ex.: “Raspou, achou, ganhou.” “Ele saiu da sala e não voltou mais.” “Espero que todos compareçam à reunião.” 8) TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO O SUJEITO é ser sobre o qual se faz uma declaração. O PREDICADO é o que se informa do sujeito. TIPOS DE SUJEITO 1) SUJEITO SIMPLES: possui um único núcleo. Ex.: Muitos fatos estranhos aconteceram naquele lugar. 2) SUJEITO COMPOSTO: possui mais de um núcleo. Ex.: O pai, a mãe e os filhos comem demasiadamente. Quando o sujeito não vier expresso materialmente na oração, ele poderá ser: 1) OCULTO (DETERMINADO), DESINENCIAL OU ELÍPTICO – está subentendido na desinência do verbo, por isso ser chamado de implícito ou desinencial. Ex.: Chegamos ao baile. 2) INDETERMINADO - quando não se pode (ou não se quer) explicitar que elemento executa a ação. a) verbo na 3ª pessoa do plural sem referência a sujeito expresso na oração. Ex.: Roubaram o meu livro. b) verbo na 3ª pessoa do singular, acompanhado de índice de indeterminação do sujeito. Ex.: Precisa-se de ajudantes. “O se é índice de indeterminação do sujeito quando vier acompanhando verbo que não é transitivo direto (ou bitransitivo). Nesse caso, teremos sujeito indeterminado.” (Ernani Terra) 3) INEXISTENTE / ORAÇÃO SEM SUJEITO – Haverá sujeito inexistente quando o verbo da oração for impessoal. HAVER = EXISTIR ou indicando tempo decorrido: Ex.: Há muitas pessoas na sala. FAZER indicando tempo decorrido ou meteorológico: Ex.: Faz dez anos que ela morreu. VERBOS QUE INDICAM FENÔMENO DA NATUREZA: Ex.: Hoje choveu muito. Mas: Choveram críticas sobre ele. (sentido figurado) SER, ESTAR, IR indicando tempo. Ex.: Vai para cinco anos que ele morreu. Observações: 1) O verbo existir não é impessoal. Ex.: Existem mil garotas na quadra. 2) Quando um verbo auxiliar se junta a um verbo impessoal, ele também permanece na terceira pessoa do singular. Ex.: Podia haver muitos feridos no acidente. 9) Predicação Verbal Verbo Transitivo Direto (V.T.D.) – pede complemento não preposicionado. Ex.: Faremos as compras. Encontrei-o lá fora. (o = objeto direto) Verbo Transitivo Indireto (V.T.I.) Ex.: Gosto de frutas. Obedeço-lhe. (lhe = ou a ele) Verbo Transitivo Direto e Indireto (V.T.D.I.) Ex.: Enviei o relatório ao diretor. O.D. O.I. Verbo Intransitivo (V.I.) Ex.: A criança sorriu. As folhas nasceram. Fui à praia. adj.adv.lugar Verbo de Ligação (V.L.) – liga ao sujeito uma qualidade ou estado = predicativo (ser, estar, permanecer, parecer, ficar, continuar, tornar-se, achar-se, transformar-se, etc.) Ex.: Maria é bonita. Celso ficou zangado. Carla está doente. Mas: Mônica ficou triste.V.L. adjetivo Mônica ficou em casa. V.I. adj.adv.lugar Ele come verduras. V.T.D. O.D. Ele come muito. V.I. advérbio Língua Portuguesa Professor André Moraes 21 10) TIPOS DE PREDICADO Há três tipos de predicado: 1. predicado verbal: seu núcleo é um verbo significativo (transitivo ou intransitivo). Ex.: Ana correu muito. 2. predicado nominal: seu núcleo é um nome (substantivo, adjetivo, pronome), que terá a função sintática de predicativo do sujeito. Nesse caso, o verbo será de ligação. Ex.: Helena estava triste. 3. predicado verbo-nominal: há dois núcleos de informação: um verbo significativo (transitivo ou intransitivo) e um nome (predicativo do sujeito ou do objeto). verbo significativo (transitivo ou intransitivo) verbo de ligação predicativo predicado verbal SIM NÃO NÃO predicado nominal NÃO SIM SIM predicado verbo- nominal SIM NÃO SIM 11) TERMOS INTEGRANTES Objeto direto Objeto indireto Complemento nominal Agente da passiva 1) Objeto direto Completa um verbo transitivo, sem preposição obrigatória. Ex.: Comprei um carro. / Vais encontrar o mundo. Pode ser representado por: substantivo, pronome substantivo, numeral, palavra ou expressão substantivada, oração substantiva objetiva direta. O objeto direto pode exprimir: a) a pessoa ou coisa que sofre ou recebe a ação verbal: Ex.: A mãe castigou o mau filho. b) o produto ou resultado da ação: Ex.: A menina fez a redação. c) a pessoa ou coisa para onde se dirige um sentimento, sem que o objeto seja obrigatoriamente afetado por tal sentimento: Ex.: Ana ama a André. 2) Objeto direto preposicionado: algumas vezes o objeto direto pode vir regido da preposição a, raramente outras: a) com verbos que exprimem sentimentos: Ex.: Amemos a Deus. b) para evitar ambiguidade: Ex.: Ao marginal vai prender. c) quando vem antecedido: Ex.: A homem diligente ninguém engane. Outros exemplos: Ao Vasco, o Flamengo venceu. / Bebemos do vinho. / Sacou da arma./ Amo a Deus. / O menino, eu não o reconheci. O objeto direto é obrigatoriamente preposicionado: a) quando expresso por pronome pessoal oblíquo tônico: Ex.: Meu desejo é sempre conquistar a ti. b) quando o pronome quem tem antecedente expresso: Ex.: Perdi Ana a quem tanto amo. c) quando se coordenam pronome átono e substantivo: Ex.: Cristina o amava e aos pais dele. 3) Objeto direto pleonástico Quando o objeto direto precede o verbo, costuma-se repeti-lo através de um pronome oblíquo: Ex.: Esses problemas (obj. dir.), já os (obj. dir. pleonástico) conheço. A mim, ninguém me ama. 4) Objeto direto interno ou cognato Verbos intransitivos podem ter objeto direto representado por um substantivo do mesmo radical ou do mesmo campo semântico. Ex.: “...morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias) 5) Objeto indireto Complementa um verbo transitivo, com preposição obrigatória. Ex.: Ele só pensa na prova. / Falou aos filhos. Pode ser representado por: substantivo, pronome substantivo, numeral, palavra ou expressão substantivada, oração substantiva objetiva indireta. O objeto indireto pode exprimir: a) a pessoa ou coisa a que se dirige a ação verbal: Ex.: Escrever aos amantes. Língua Portuguesa Professor André Moraes 22 b) a pessoa ou coisa em cujo proveito ou prejuízo se pratica a ação verbal (dativo de interesse): Ex.: Fez para o bem geral da nação. 6) Objeto indireto pleonástico Para realçar o objeto indireto que antecede o verbo, é comum repeti-lo. Ex.: A mim ensinou-me tudo. (Fernando Pessoa) 7) Complemento nominal Integra ou limita o sentido do substantivo, do adjetivo e de certos advérbios. Vem regido de preposição. Ex.: Colocação de cartazes. / A decisão foi favorável aos alunos. / O deputado discursou favoravelmente ao projeto. Pode ser representado por: substantivo (acompanhado ou não de seus modificadores), pronome, numeral, palavra ou expressão substantivada, oração completiva nominal. Observação: O complemento nominal pode integrar o sujeito, o predicativo, o objeto direto, o objeto indireto, o agente da passiva, o adjunto adverbial, o aposto e o vocativo. 8) Agente da Passiva Na voz passiva analítica ou verbal, é o ser que pratica a ação. Ex.: Ela está sendo conquistada por mim. O ator era conhecido de todos. A mulher ficou rodeada de pretendentes. Pode ser representado por: substantivo ou palavra substantivada, pronome, numeral e “oração substantiva”. Observações: 1ª) O objeto direto passa a ser sujeito da voz passiva. 2ª) Na transformação para a voz passiva analítica, o verbo deve manter o mesmo tempo e modo. 3ª) O sujeito converte-se em agente da passiva. 4ª) Na língua culta moderna, omite-se o agente da voz passiva pronominal. 12) TERMOS ACESSÓRIOS Adjunto Adnominal Adjunto Adverbial Aposto 1) Adjunto Adnominal: indica posse, limita, individua, especifica a significação do substantivo. Obs.: É representado por um artigo, um numeral adjetivo, um pronome adjetivo, um adjetivo ou expressão adjetiva, ou por uma oração adjetiva. Ex.: Aluna inteligente. / A minha casa é linda. / “O mundo é filho da desobediência. Se Adão tivesse cumprido as ordens do Senhor, a humanidade ficaria limitada às personagens do Paraíso.” Adjunto Adnominal x Complemento Nominal a) Se a palavra precedida de preposição estiver ligada a um adjetivo ou a um advérbio, será complemento nominal. Ex.: A decisão foi favorável aos professores. Independentemente de sua vontade. b) Se complementar um substantivo concreto, será adjunto adnominal. Ex.: Porta de ferro./ Copo de vidro. c) Quando, porém, o termo regido de preposição estiver preso a um substantivo abstrato, poderemos ter complemento nominal ou adjunto adnominal. Por isso, nesse caso, é necessário verificar se o termo preposicionado é agente ou paciente. I) Se for paciente, será complemento nominal: Ex.: A invasão da cidade foi rápida. (C.N) A conquista da Amazônia. (C.N) II) Se for agente, será adjunto adnominal: Ex.: A invasão dos soldados foi rápida. (A.A) A conquista dos brasileiros. (A.A) 2) Adjunto Adverbial: Liga-se quase sempre ao verbo indicando circunstância (tempo, lugar, modo, causa, fim, dúvida, intensidade, etc.). Ex.: Os convidados estavam na festa. Principais adjuntos adverbiais: 1) Afirmação: Certamente Cristina passará na prova. 2) Assunto: Só falavam sobre futebol. 3) Causa: Ana morreu de frio. 4) Companhia: Andava com as amigas. 5) Concessão: Embora estivesse frio, foi à praia. 6) Condição: Sem dinheiro, não trabalho. 7) Conformidade: Dançar conforme a música. 8) Dúvida: Possivelmente, ele nos encontrará amanhã. 9) Fim: Trabalhava para o seu sustento. 10) Instrumento: Matou-se com a faca. 11) Intensidade: Éder come muito. 12) Lugar: Nós nos encontramos em casa. 13) Meio: Só andamos a pé. (meio de transporte) 14) Modo: Ela desceu rapidamente. 15) Negação: De modo algum farei isso. 16) Tempo: Nós nos encontramos outro dia. Língua PortuguesaProfessor André Moraes 23 3) Aposto: Um substantivo (ou pron. subst.) que se liga a outro substantivo (ou pron. subst.) com função de explicar, esclarecer, identificar, resumir. Ex.: Maria, a estudante, chegou. (explicativo) / Rio Tietê (apelativo ou especificativo) / A cidade de Friburgo. (apelativo ou especificativo) / Fortunas, prazeres, sossego, nada o satisfazia. (resumitivo ou recapitulativo) / Ana e Cristina são grandes contabilistas, uma na área fiscal e outra em custos. (distributivo) / Cantou o dia todo, o que o deixou cansado. (relativo a toda a oração) * Vocativo: Termo de natureza exclamativa, empregado para chamarmos por alguém ou coisa personificada. Ex: Paulo, venha cá. QUESTÕES OBJETIVAS 50) (CESGRANRIO) Assinale a frase cujo predicado é verbo-nominal: a) "Que segredos, amiga minha, também são gente ..." b) "... eles não se vexam dos cabelos brancos ..." c) "... boa vontade, curiosidade, chama-lhe o que quiseres ..." d) "Fiquemos com este outro verbo." e) "... o assunto não teria nobreza nem interesse ..." 51) (FGV) Leia atentamente: "É oportuno, um conselho." Na oração ao lado, há um erro de pontuação, pois a vírgula está separando: a) o adjunto adnominal e o objeto direto b) o predicativo do sujeito e o adjunto adverbial de modo c) o sujeito e o adjunto adnominal d) o predicado verbal e o objeto direto e) predicado nominal e o sujeito 52) (FGV) Leia atentamente: "Vi o acidente da estação." Na frase ao lado, a expressão sublinhada é ambígua, pois pode ser interpretada como: a) objeto indireto ou adjunto adnominal b) adjunto adverbial de modo ou predicativo do sujeito c) predicativo do sujeito ou predicativo do objeto direto d) adjunto adnominal ou adjunto adverbial e) adjunto adverbial de tempo ou objeto indireto 53) (BB) "Ande ligeiro, Pedro". a) sujeito b) objeto direto c) vocativo d) aposto e) adjunto 13) CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES Absoluta É a oração de um período simples. PERÍODO COMPOSTO O período composto é a frase organizada em mais de uma oração. Dependendo da relação entre as orações, podemos ter: * período composto por coordenação – formado por orações coordenadas: Chegou cedo, / mas não conseguiu um bom lugar. oração oração Ana Cristina canta, / dança, / interpreta / e mente. oração oração oração oração * período composto por subordinação – formado de oração principal e oração(ões) subordinada(s): Os políticos / que são corruptos / sofrerão. or. principal or. subordinada or. principal Embora seja pobre, não era ignorante. or. subordinada or. principal * período formado por coordenação e subordinação (ou período misto) – formado de oração principal, oração(ões) subordinada(s) e oração(ões) coordenada(s). Quando se fala algo (or. sub.), / é preciso (or. principal) / provar a veracidade (or. subord.); / depois espere (or. coord.), / espere (or. coord.) / e relaxe (or. coord.). PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO Orações coordenadas são gramaticalmente independentes, ou seja, não exercem função sintática umas em relação às outras. Levantei tarde (or. coord.), / lavei o carro (or. coord.), / troquei a camisa (or. coord.) / e fui embora (or. coord.). Orações coordenadas assindéticas – não vêm introduzidas por conjunção. Orações coordenadas sindéticas – vêm introduzidas por conjunção coordenativa. Língua Portuguesa Professor André Moraes 24 Classificação das orações coordenadas sindéticas ORAÇÕES PRINCIPAIS CONJUNÇÕES EXEMPLO ADITIVAS E, NEM, NÃO SÓ...MAS TAMBÉM “Ela passou duas horas embaixo dos escombros e foi salva.” ADVERSATIVAS MAS, ENTRETANTO, PORÉM, CONTUDO, TODAVIA, E (=MAS), NO ENTANTO “Ismênia foi tragada pelo movimento, mas por sorte ficou exatamente entre uma pilastra de sua própria casa e outra da casa da sua vizinha.” ALTERNATIVAS OU, ORA...ORA, OU...OU, NEM...NEM, QUER...QUER, SEJA...SEJA “Ou rezava em voz alta, ou morria de medo.” CONCLUSIVAS POIS(ENTRE VÍRGULAS), LOGO, PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR ISSO, ASSIM “Era tudo escuridão e silêncio: portanto, perdi a noção do tempo.” EXPLICATIVAS QUE, PORQUE, POIS, PORQUANTO (GERALMENTE O VERBO DA PRIMEIRA ESTÁ NO IMPERATIVO) “Fique calma, pois já vamos retirá-la.” PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇAO No período composto por subordinação, há uma oração principal, que traz presa a si oração(ões) subordinada(s). As orações subordinadas podem ser substantivas, adjetivas e adverbiais, conforme a função sintática que exercem. ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS Exercem as funções próprias do substantivo: sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, aposto e predicativo. As orações subordinadas substantivas são introduzidas pelas conjunções integrantes que e se, que não desempenham função sintática. Classificação das orações subordinadas substantivas ORAÇÕES EXEMPLO Subjetiva “É necessário que você volte.” Objetiva direta “Desejamos que você volte.” Objetiva indireta “Necessitamos de que você volte.” Completiva nominal “Temos necessidade de que você volte.” Predicativa “Nosso desejo é que você volte.” Apositiva “Desejamos apenas isto: que você volte.” IMPORTANTE: As orações substantivas podem vir introduzidas por outras palavras: Não vi como ele chegou. Não sei por que era tão escandalosa. Perguntamos quando era o casamento. Soubemos quanto custava o carro. Não sabemos quem vendeu as provas. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS As orações subordinadas adjetivas vêm introduzidas por pronomes relativos – que, quem, quanto, onde, cujo (e flexões), o qual (e flexões) – que exercem funções sintáticas distintas na oração por eles principiada. Classificação das orações subordinadas adjetivas ORAÇÕES Exemplo Restritiva – delimita e restringe o sentido do antecedente. “Trata-se de um treinamento capaz de reciclar motoristas que deixaram de dirigir.” Explicativa – é um termo adicional e acrescenta uma característica peculiar ao nome. “O louco trânsito das grandes cidades, que é capaz de matar quase 25 mil pessoas a cada ano, está espalhando uma nova espécie de doença.” ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS As orações subordinadas adverbiais exercem a função de adjunto adverbial da oração a que se subordinam. Língua Portuguesa Professor André Moraes 25 Classificação das orações subordinadas adverbiais ORAÇÕES PRINCIPAIS CONJUNÇÕES EXEMPLO CAUSAIS PORQUE, COMO (=PORQUE), POIS, JÁ QUE, UMA VEZ QUE, PORQUANTO, POIS QUE, POR ISSO QUE, VISTO QUE, VISTO COMO, QUE “Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos em outra cidade.” CONDICIONAIS SE,CASO, SEM QUE (=SE NÃO), CONTANTO, SALVO SE, DADO QUE, DESDE QUE, A MENOS QUE, A NÃO SER QUE “Se alguém se descuidar, Odorico Paraguassu acaba prefeito de Dumont.” CONCESSIVAS EMBORA, MESMO QUE, AINDA QUE, CONQUANTO,POSTO QUE, BEM QUE, SE BEM QUE, POR MAIS QUE, POR MENOS QUE, APESAR DE QUE, NEM QUE, QUE “Embora os vereadores insistam, o prefeito não quer falar em cemitério.” COMPARATIVAS COMO, QUE (OU DO QUE), DO QUE (DEPOIS DE MAIS, MENOS, MAIOR, MENOR, MELHOR E PIOR),QUANTO (DEPOIS DE TANTO), QUAL (DEPOIS DE TAL), ASSIM COMO, BEM COMO, COMO SE, QUE NEM “Agem como ignorantes.” CONSECUTIVAS QUE (PRECEDIDA DE TÃO, TAL, TAMANHO, TANTO), DE FORMA QUE, DE MANEIRA QUE, DE MODO QUE, DE SORTE QUE “Já morreu tanta gente na cidadezinha, que poderiam ter construído o cemitério.” CONFORMATIVAS CONFORME, COMO (= CONFORME), SEGUNDO, CONSOANTE “Conforme a revista noticiou, não há cemitério em Dumont.” FINAIS PARA QUE, A FIM DE QUE, PORQUE (= PARA QUE) “As pessoas idosas mudam de cidade para que possam ser sepultadas em paz.” TEMPORAIS QUANDO, ANTES QUE, DEPOIS QUE, ATÉ QUE, LOGO QUE, SEMPRE QUE, ASSIM QUE, DESDE QUE, TODAS AS VEZES QUE, CADA VEZ QUE, APENAS, MAL, QUE (= DESDE QUE) “Quando morre alguém muito conhecido, é feriado em Dumont.” PROPORCIONAIS À MEDIDA QUE, AO PASSO QUE, À PROPORÇÃO QUE, ENQUANTO “À medida que cresce o número de mortos, a necessidade do cemitério se faz sentir com mais intensidade.” ORAÇÕES INTERCALADAS (ou INTERFERENTES) São orações independentes que não pertencem à sequência do período. As orações intercaladas são utilizadas para esclarecimentos ou citações. Eu – redarguiu o médico – não concordo. or. intercalada ORAÇÕES SUBORDINADAS REDUZIDAS * têm o verbo em uma das formas nominais: gerúndio, particípio, infinitivo; * não vêm introduzidas por conectivos (conjunções e locuções conjuntivas subordinativas ou pronomes relativos). Classificam-se de acordo com a forma verbal que apresentam subordinada reduzida de gerúndio; subordinada reduzida de particípio; subordinada reduzida de infinitivo. Penso (or. principal) / estar certo (or. sub. subst. objetiva direta, reduzida de infinitivo). Desenvolvendo: Penso / que estou certo. Terminada a festa, (or. sub. adverbial temporal, reduzida de particípio) / todos brigaram (or. princ.). Desenvolvendo: Quando terminou a festa, todos saíram. QUESTÕES OBJETIVAS 54) (CESGRANRIO) Assinale o período em que ocorre a mesma relação significativa indicada pelos termos destacados em: "A atividade científica é tão natural quanto qualquer outra atividade econômica." a) Ele era tão aplicado, que em pouco tempo foi promovido. b) Quanto mais estuda, menos aprende. c) Tenho tudo quanto quero. d) Sabia a lição tão bem como eu. e) Todos estavam exaustos, tanto que se recolheram logo. 55) (BB) No provérbio Antes tarde do que nunca: a) Existe oração coordenada b) Há um único substantivo c) Não há oração, apenas frase nominal d) O sujeito está oculto e) Há dois adjetivos Língua Portuguesa Professor André Moraes 26 56) (AFTN) Há oração subordinada substantiva subjetiva no período: a) Decidiu-se que a microinformática será implantada naquele Município. b) Um sistema tributário obsoleto não permite que haja conscientização dos contribuintes. c) A prefeitura necessitava de que os computadores fossem instalados com urgência. d) Ninguém tem dúvida de que a microinformática racionaliza o sistema tributário. e) Alguns prefeitos temiam que a utilização do computador gerasse desemprego. 14) CONCORDÂNCIA NOMINAL Regra Geral – o artigo, o numeral, o adjetivo e o pronome adjetivo concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem. Ex.: Aqueles dois jornais (subst.) publicaram as notícias (subst.) trágicas. CASOS 1 Um substantivo (masc. sing.) ADJ. MASC. SING. 2 Um substantivo (masc. pl.) ADJ. MASC. PL. 3 Um substantivo (fem. sing.) ADJ. FEM. SING. 4 Um substantivo (fem. pl.) ADJ. FEM. PL. 5 Dois ou mais substantivos (masc.) ADJ. MASC. PL. ou CONC. ATRATIVA 6 Dois ou mais substantivos (fem.) ADJ. FEM. PL. ou CONC. ATRATIVA 7 Dois ou mais substantivos (gêneros diferentes) ADJ. MASC. PL ou CONC. ATRATIVA 8 Adjetivo anteposto a dois substantivos (mesmo gên. ou gên. dif.) / UNINDO-SE DIRETAMENTE A ELES CONC. ATRATIVA 9 Adjetivo anteposto a dois substantivos (masc.) / NÃO SE UNINDO DIRETAMENTE A ELES ADJ. MASC. PL. ou CONC. ATRATIVA 10 Adjetivo anteposto a dois substantivos (fem.) / NÃO SE UNINDO DIRETAMENTE A ELES ADJ. FEM. PL. ou CONC. ATRATIVA 11 Adjetivo anteposto a dois substantivos (gên. dif.) / NÃO SE UNINDO DIRETAMENTE A ELES ADJ. MASC. PL. ou CONC. ATRATIVA OUTROS CASOS: 1) Um e outro, nem um nem outro – Com um e outro, põe-se no singular o substantivo, e no singular ou plural o verbo, quando estas expressões aparecem no sujeito. Ex.: “Parou um momento e, olhando para um e outro lado, endireitou a carreira...” 2) Um ou outro – Substantivo e verbo no singular. Ex.: Um ou outro soldado, indisciplinadamente, revidava, disparando à toa...” 3) Mesmo, próprio, só (sozinho) – Concordam em gênero e número com o substantivo Ex.: “Ela mesma disse a verdade.” “Nós estamos sós.” 4) Leso, anexo, incluso – Concorda com o determinado em gênero e número. Ex.: “Cometeu um crime de lesa-pátria.” 5) Dado e visto - Como adjetivos, concordam em gênero e número com o substantivo. Ex.: “Dadas (Vistas) as circunstâncias, foram-se embora.” 6) Meio = metade, bastante(pronome adjetivo indefinido, adjetivo) – Concordam em gênero e número com o termo determinado. Ex.: Era meio-dia e meia (i.é: meia hora). Comemos bastantes frutas. (pron. adj. ind.) Há provas bastantes de seu crime. (adj.) 7) Pseudo e todo – Usados em termos compostos ficam invariáveis. Ex.: “A fé todo-poderosa que nos guia é nossa salvação.” 8) Tal e qual – Tal, como determinante, concorda em gênero e número com o determinado: Ex.: “Tais razões não me movem.” “Em correlação, tal qual também procedem à mesma concordância.” (Evanildo Bechara) Ex.: “Os boatos são tais quais as notícias.” 9) Possível – Fica invariável em construções do tipo: o menos possível, o melhor possível, o pior possível, quanto possível. Ex.: “Paisagens o mais belas possível.” Com o plural os mais, os menos, os piores, os melhores, o adjetivo possível vai ao plural: “Paisagens as mais belas possíveis.” 10) A olhos vistos (claramente, visivelmente) – Pode ser invariável. Ex.: “...padecia calada e definhava a olhos vistos” “Mais rara, porém correta, é a concordância de visto com a pessoa ou coisa que se vê.” (Evanildo Bechara) Língua Portuguesa Professor André Moraes 27 Ex.: “O barão definhava a olhos visto.” 11) É bom, é necessário, é proibido – O adjetivo concordará com o substantivo se o sujeito vier precedido de artigo (ou outro determinante). Ex.: “Bebida alcoólica é proibido para menores.” “As bebidas alcoólicas são proibidas para menores.” 12) Milhar – Todos os seus adjuntos devem estar no masculino: Ex.: “Os milhares de pessoas.” 13) Adjetivos designativos de nomes de cores – Com dois adjetivos, o “mais comum é deixar o primeiro invariável na forma do masculinoe fazer a concordância do segundo com o substantivo determinado, embora não deixem de aparecer exemplos em bons autores em que estejam flexionados os dois adjetivos.” Ex.: Ela tem belíssimos olhos verde-claros. 14) Haja vista – Há quatro construções possíveis: Ex.: Haja vista os problemas ocorridos. Haja vista aos problemas ocorridos. Haja vista dos problemas ocorridos. Hajam vista os problemas ocorridos. 15) Um substantivo e dois ou mais adjetivos – O substantivo vai ao plural. Ex.: as polícias civil e federal as bandeiras inglesa e francesa Se houver repetição do artigo antes do segundo adjetivo e dos seguintes, o substantivo ficará no singular. Ex.: a polícia civil e a federal a bandeira inglesa e a francesa 16) ADJETIVO + DE – O adjetivo varia normalmente. Ex.: Tristes dos pobres! Continuam sua sobrevida! 17) Adjetivos adverbializados - Não há variação. Ex.: Falemos claro. A sopa desceu redondo. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 57) Corrija o que for necessário. 1) A loja vendera carros e moto usadas. _____________________________________ _____________________________________ 2) Ele comprou peixes e mangas maduras. _____________________________________ _____________________________________ 3) Passou quarta, quinta e sexta trabalhosas no Rio. _____________________________________ _____________________________________ 4) Viu as bandeiras brasileira e francesa. _____________________________________ _____________________________________ 5) Era novos o livro e a caneta. _____________________________________ _____________________________________ 6) Estavam atrasados a irmã e o irmão. _____________________________________ _____________________________________ 7) As listas de preço seguiam anexo a esta carta. _____________________________________ _____________________________________ 8) Anexos aos requerimentos foram as listas dos convocados. _____________________________________ _____________________________________ 9) Remeto-lhe em anexo as certidões. _____________________________________ _____________________________________ 10) No Shopping ela comprou vestidos e roupas caras. _____________________________________ _____________________________________ 11) Na reunião foi discutida a política latino- americana. _____________________________________ _____________________________________ Língua Portuguesa Professor André Moraes 28 12) É meio-dia e meio. _____________________________________ _____________________________________ 13) A aluna estava meio desgastada com os colegas da escola. _____________________________________ _____________________________________ 14) Bastante famílias perderam o apoio dos filhos no seminário. _____________________________________ _____________________________________ 15) Havia provas bastantes de sua competência. _____________________________________ _____________________________________ 16) As milhares de mulheres que partiram para o mercado de trabalho são muito competentes. _____________________________________ _____________________________________ 17) É necessário justiça, para a paz acontecer ainda neste século. _____________________________________ _____________________________________ 18) Um e outro aluno inteligente conseguiu a aprovação. _____________________________________ _____________________________________ 19) Sua Excelência sempre se mostrou interessado em encaminhar projetos ao Congresso. _____________________________________ _____________________________________ 20) Quero filhas o mais inteligentes possível. _____________________________________ _____________________________________ 15) CONCORDÂNCIA VERBAL: o verbo altera sua terminação para se adequar ao sujeito da frase. O verbo “sempre” concorda com o sujeito em número e pessoa. Eu saí da sala. Tu saíste da sala. Os alunos saíram da sala. Regras: 1) Quando o sujeito é composto, o verbo vai para o plural. Ex.: “As condições de trabalho e as máquinas causam acidentes.” Mas: se o sujeito composto vier depois do verbo, admite-se a concordância com o núcleo mais próximo. Ex.: Correu Pedro e Paulo. 2) Se o sujeito composto vier resumido por um pronome indefinido (tudo, nada, ninguém etc.), o verbo concordará obrigatoriamente com o pronome indefinido. Ex.: “O ambiente, os colegas, o chefe, a máquina, tudo lhe era desagradável.” 3) Sujeito composto formado por pessoas diferentes: o verbo concordará, no plural, com a pessoa de número gramatical mais baixo na sequência. Ex.: “Tu e ele viajareis.” Mas: com tu, seguido de uma terceira pessoa, prefere- se a concordância na terceira pessoa do plural, em virtude do desuso do tratamento vós. 4) Sujeito composto, com núcleos do sujeito ligados por ou: a) Com valor exclusivo, verbo no singular; Ex.: “João ou José será o representante dos metalúrgicos.” b) Sem valor exclusivo, verbo no plural. Ex.: “A insegurança ou a raiva podem atrapalhá-lo na decisão.” 5) Sujeito composto, com núcleos do sujeito ligados por com: verbo no plural. Ex.: “A mulher com os filhos saíram.” Língua Portuguesa Professor André Moraes 29 Mas: caso se queira dar maior importância ao primeiro elemento do sujeito composto, o verbo poderá ir para o singular. 6) O sujeito é um pronome de tratamento: verbo sempre na terceira pessoa. Ex.: “Vossa Excelência agiu bem.” “Vossas Reverendíssimas já nos apoiaram.” 7) O sujeito é um coletivo: verbo no singular. se o coletivo vier especificado, verbo no singular (concordando com a regra), ou plural; Ex.: “A multidão gritava.” O mesmo ocorre quando o sujeito é uma expressão partitiva (parte de, metade de etc.) Ex.: “A multidão de torcedores gritava (gritavam).” 8) O sujeito é o pronome relativo que: o verbo concorda com antecedente do pronome relativo. Ex.: “Fui eu que fiz.” “Fomos nós que fizemos.” Mas: com as expressões um dos que, uma das que, o verbo deverá ir para o plural, embora sejam frequentes as construções com o verbo no singular. 9) O sujeito é o pronome relativo quem: verbo na terceira pessoa do singular. Ex.: “Fui eu quem fez.” Mas: é muito comum o verbo concordar com o antecedente. Ex.: “Fui eu quem fiz.” 10) Concordância de nomes que só aparecem no plural: a) Precedidos de artigo, o verbo acompanha o artigo; Ex.: “Os Estados Unidos falharam.” b) Sem artigo, o verbo fica no singular. Ex.: “Estados Unidos falhou.” 11) Concordância das expressões mais de um / mais que um / mais de dois: o verbo concordará com o numeral que acompanha as expressões; Ex.: “Mais de um funcionário saiu.” quando a expressão mais de um / mais que um vier repetida, ou indicar reciprocidade, o verbo deve ir para o plural. Ex.: “Mais de um funcionário, mais de um chefe saíram.” “Mais de uma pessoa se deram as mãos.” 12) Sujeito formado pelas expressões alguns de nós / poucos de vós / quais de nós etc., a concordância tanto poderá ser feita com o indefinido plural, quanto com o pronome pessoal. Ex.: “Alguns de nós desistimos.” “Alguns de nós desistiram.” “Quais de vósfalastes?” “Quais de vós falaram?” Mas: caso o pronome indefinido esteja no singular, a concordância somente será feita com ele. Ex.: “Qual de nós saiu?” 13) Concordância do verbo acompanhado da partícula se: V.T.D + SE / V.T.D.I + SE (pronome apassivador) - A concordância verbal será com o sujeito paciente. V.T.I + SE / V.I + SE / V. de Lig. + SE (índice de indeterminação do sujeito) – O sujeito será indeterminado, sendo usado o verbo na 3 a pessoa do singular, apenas. Exs.: a) Têm-se anunciado conclusões inéditas. b) Aspira-se a títulos acadêmicos. c) Reconheceu-se/ Reconheceram-se, de fato, o erro e a ignorância do réu. d) É-se calmo. e) Dorme-se pouco, naquela casa. f) Os erros, aos quais há de se chamar de incipientes atitudes, foram compreendidos por todos da sala. 14) Concordância dos verbos dar / bater / soar: indicando horas, concordam normalmente com o sujeito expresso na oração. “Empregados com referência às horas do dia, os verbos DAR, BATER, SOAR e sinônimos concordam com o número que indica as horas.” (Cunha e Cintra) Ex.: “Soaram doze horas por igrejas daqueles vales.” (C. Castelo Branco) Quando há sujeito expresso (relógio, sino, sineta, etc.), o verbo concorda com ele: Ex.: “O sino da Matriz bateu seis horas.” (A. Meyer) Língua Portuguesa Professor André Moraes 30 quando não se indica quem deu as horas, o sujeito da oração passa a ser o número de horas. 15) Concordância dos verbos impessoais: HAVER = EXISTIR, ACONTECER, OCORRER ou indicando tempo decorrido: Ex.: Há muitas pessoas na sala. FAZER indicando tempo decorrido ou meteorológico: Ex.: Faz dez anos que ela morreu. VERBOS QUE INDICAM FENÔMENO DA NATUREZA: Ex.: Hoje choveu demais. Mas: Choveram críticas sobre ele. (sentido figurado) SER, ESTAR, IR indicando tempo. Ex.: Vai para cinco anos que ele morreu. 16) Sujeito oracional: o verbo deve permanecer na terceira pessoa do singular. Ex.: É necessário que estudemos muito. 17) Verbo parecer mais infinitivo: flexiona-se o verbo parecer; Ex.: As estrelas pareciam brilhar. (loc. verbal) flexiona-se o infinitivo, mas nunca ambos. Ex.: As estrelas parecia brilharem. OR. PRINC. – parecia OR. SUB. SUBJ. RED. DE INFINITIVO – As estrelas brilharem 18) Concordância do verbo ser: a) concorda com o predicativo quando seu sujeito for um dos pronomes interrogativos que ou quem; Ex.: - Que são seis meses? (Machado de Assis) Quem teriam sido os primeiros deuses? (A. Sérgio) b) concorda com o predicativo quando estiver indicando tempo, data ou distância; Ex.: “São duas horas da tarde.” Hoje são vinte cinco. c) com pronome pessoal reto, concorda obrigatoriamente com ele, seja o pronome reto sujeito ou predicativo; Ex.: “Eles são o Brasil.” “O Brasil seríamos nós.” d) Com sujeito e predicativo constituídos de pronome pessoal: Ex.: “Eu não sou eles.” e) quando o sujeito é um dos pronomes tudo, isso, isto, aquilo, o = aquilo, a concordância deverá ser feita de preferência com o predicativo do sujeito. Ex.: “Nem tudo são prazeres na vida.” Também é possível: “Nem tudo é prazer.” f) com dois substantivos comuns de números diferentes, concorda de preferência com aquele que estiver no plural. Ex.: “O assunto eram as guerras do século XX.” g) Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pessoa, o verbo concorda com ele. Ex.: “Gumercindo é as preocupações da mamãe.” “As tristezas da família é Emengarda.” EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 58) Corrija o que for necessário. 1) Isabelle e Cristina chegou tarde. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 2) Chegou tarde Isabelle e Cristina. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 3) Juventude, saúde, sucesso, tudo passam. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 4) Por muitos séculos, os homens tem usado. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 5) Houveram muitas discussões naquela reunião. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 6) Já fazem anos, havia neste local árvores e flores. Hoje, só existe ervas daninhas. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 7) É evidente que deve haver, nesses “arrastões”, um pouco de modismo. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 8) Muito se esforçaram, mas não houveram o que desejavam. Língua Portuguesa Professor André Moraes 31 ________________________________________________________ ________________________________________________________ 9) Choveram vaias na abertura do PAN. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 10) Afogam-se o corpo e a alma em álcool e gorduras. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 11) Abandone-se a um canto as árvores mortas cobertas de lantejoulas. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 12) A maioria dos turistas visitou o Rio. ________________________________________________________ _______________________________________________________ 13) Essas pessoas devem entender que o tempo delas já passaram. ________________________________________________________ _______________________________________________________ 14) 100% da turma passou. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 15) O que fizeram Capitu e eu? ________________________________________________________ ________________________________________________________ 16) No relógio deu duas horas. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 17) Os Estados Unidos são o país mais poderoso do mundo. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 18) Quem é os padrinhos? ________________________________________________________ ________________________________________________________ 19) Amanhã é 23. ________________________________________________________ ________________________________________________________ 20) Helena ou Clotilde casará com ele. ________________________________________________________ ________________________________________________________ QUESTÕES OBJETIVAS 59) (BNDES) - A língua portuguesa e os conhecimentos matemáticos nem sempre estão de acordo. A frase abaixo em que a concordância verbal contraria a lógica matemática é: (A) 50% da torcida brasileira gostaram da seleção; (B) mais de três jornalistas participaram da entrevista; (C) menos de dois turistas deixaram de participar do passeio; (D) são16 de outubro; (E) participaram do congresso um e outro professor. 60) (MPE /RO) Aponte a opção em que a concordância verbal está realizada corretamente. (A) Houveram muitas festas de Carnaval na Bahia. (B) Os Estados Unidos, ontem, bombardeou o Iraque. (C) Cada um dos funcionários apresentaram boas propostas. (D) Um dia, um mês, um ano passam depressa. (E) Aconteceu vários fatos marcantes na minha vida. 61) (SEFAZ) - No mesmo texto da questão 5, aparece o segmento “os povos egípcio e israelita”, em que o substantivo aparece no plural e os dois adjetivos no singular. O item abaixo em que os adjetivos poderiam ocorrer no plural é: (A) as atuais bandeiras brasileira e portuguesa; (B) as séries primeira e segunda do ensino médio; (C) os idiomas francês e inglês; (D) os jornais paulista e carioca da atualidade; (E) os territórios brasileiro e argentino. 62) (TRE).... pelos governos federal, estadual e municipal..; o item abaixo que exemplifica o mesmo tipo de concordância nominal do segmento retirado do texto é: a) Vivia em tranquilos bosques e montanhas; b) A professora estava com um vestido e um chapéu escuro; c) Passou quarta, quinta e sexta trabalhosas no Rio; d) Viu as bandeiras brasileira e francesa; e) Era novo o livro e a caneta. 63) (EMGEPRON) “Por muitos séculos, o homem tem usado...”; se, em lugar de o homem tivéssemos os homens, a forma verbal adequada seria: a) têm usado; b) têem usado; c) têm usados; d) têem usados; e) tem usado. 64) (IBGE) “É evidente que deve haver, nessa onda de “arrastões”, um pouco de modismo”; se tivéssemos ondas em lugar de onda, a forma verbal da frase deveria ser: a) deve haver; b) devem haver; c) deve haverem; d) devem haverem; e) dever haver. 65) (ELETROBRÁS) “Esses genes alienígenas mandam o receptor produzir substâncias...”; se trocarmos o número dos sujeitos desse segmento do texto, a nova forma correta seria: Língua Portuguesa Professor André Moraes 32 a) Esse gene alienígena manda o receptor produzir substâncias; b) Esse gene alienígena manda o receptor produzir substância; c) Esses genes alienígenas mandam os receptores produzirem substâncias; d) Esse gene alienígena manda os receptores produzirem substâncias; e) Esses genes alienígenas mandam o receptor produzir substância. 66) (TRT) A nova redação de algumas passagens do texto apresenta erro de concordância verbal em: a) então, poderão haver coisas misteriosamente novas em nossas vidas; b) afogam-se o corpo e a alma em álcool e gorduras; c) abandonem-se a um canto as árvores mortas cobertas de lantejoulas; d) hoje, o Natal são presentes e comilanças; e) pode-se envolver os sinos de papel em fitas vermelhas. 67) (POLÍCIA CIVIL-DF) A frase do texto que apresenta uma dupla possibilidade de concordância verbal é: a) “...o número de turistas no Rio de Janeiro dobrou...”; b) “...não há um esquema eficaz de inteligência nem estrutura técnica adequada para seguir pistas”; c) “...quase 40% dos que chegam...”; d) “...nem o que percebem os assaltantes”; e) “...que apresentam o Rio e outras grandes cidades brasileiras”. 68) (TRT) Já .......... anos, .......... neste local árvores e flores. Hoje, só .......... ervas daninhas. a) fazem, haviam, existe b) fazem, havia, existe c) fazem, haviam, existem d) faz, havia, existem e) faz, havia, existe 69) (TRE-MT) De acordo com a norma culta, só está incorreta a concordância do termo sublinhado em: a) Remeto-lhe anexo as certidões. b) No Shopping ela comprou vestidos e roupas caras. c) Na reunião foi discutida a política latino-americana. d) É meio-dia e meia. e) Bons argumentos foram apresentados na exposição do conferencista. 70) (TRE-MT) A única concordância verbal correta está na afirmativa: a) O que fizeram Capitu e eu? b) No relógio deu duas horas. c) Fazem, hoje, dois meses de sua morte. d) Houveram muitas discussões naquela reunião. e) Os Estados Unidos são o país mais poderoso do mundo. 71) (TRE-MG) Assinale a opção em que a palavra está com a concordância incorreta: a) Bastantes famílias perderam o apoio dos filhos no seminário. b) A aluna estava meio desgastada com os colegas da escola. c) É necessário justiça, para a paz acontecer ainda neste século. d) Os professores consideraram inoportunos as atitudes e os palpites do rapaz. e) Anexos aos requerimentos foram as listas dos convocados. 72) (TRE-RJ) "Calvino fez da cobrança de juros um esporte legítimo" Das alterações feitas na sentença acima, aquela em que há erro de concordância é: a) Calvino tornou legítimo cobrarem-se juros. b) Calvino tornou legítimos os juros cobrados. c) Calvino tornou legítima a cobrança de juros. d) Calvino tornou a aquisição de títulos e propriedades legítimas. e) Calvino tornou a aquisição de títulos e propriedades algo legítimo. 73) (TRE-RJ) Com relação ao adjetivo sublinhado, há erro de concordância nominal em: a) Estavam atrasados a irmã e o irmão. b) A loja vendera carros e moto usadas. c) Ele comprou mamões e mangas maduras. d) As listas de preço seguiam anexas a esta carta. e) Os trabalhadores não quiseram fazer horas extras. 74) (TRE-MG) Leia com atenção os itens a seguir: I- A multidão, mesmo com a nova ordem econômica, exigiam uma realidade social mais justa. II- Sua excelência sempre se mostrou interessado em encaminhar projetos ao Congresso. III- Os mineiros com frequência nos preocupamos com a organização política do País. Ocorre concordância ideológica ou silepse em: a) I e II apenas b) II e III apenas c) I e III apenas d) I, II e III e) III apenas 16) SINTAXE DE REGÊNCIA Regência é a parte da Gramática Normativa que estuda as relações de dependência entre as palavras de uma oração. O termo que exige o complemento é chamado de REGENTE, enquanto o complemento é chamado de REGIDO. REGÊNCIA VERBAL AGRADAR 1) TRANSITIVO DIRETO (fazer carinho, agrado) Ex.: A esposa agradou o marido. Língua Portuguesa Professor André Moraes 33 2) TRANSITIVO INDIRETO (ser agradável) Ex.: O atraso não agradou ao pai. AJUDAR / SATISFAZER / PRESIDIR Transitivos diretos ou indiretos. Ex.: Ajudou o amigo ambicioso. Ajudou ao amigo ambicioso. ASPIRAR 1) TRANSITIVO DIRETO (cheirar, respirar, sorver) Ex.: “Egas aspirava o perfume de seus cabelos.” (Herculano) 2) TRANSITIVO INDIRETO (pretender, desejar muito) Ex.: “Todos os seres, todas as cousas aspiram à luz, que é a manifestação da beleza radiante.” (Coelho Neto) Não se diz: aspiro-lhe; e sim aspiro a ele(s), a ela(s). Ex.: “Vanda não seria sua. Vanda não seria de nenhum dos dois. Não podendo ser dele, Flavio Paiva, Armando não podia aspirar a ela.” (Octavio de Faria) ASSISTIR 1) TRANSITIVO INDIRETO (ver, presenciar, caber, competir) Ex.: “Ataxerxes assistia a tudo.” (Aníbal M. Machado) “Se for pronome pessoal o complemento, não se admitirá a forma lhe(s), senão a ele(s), a ela(s).” (Rocha Lima) Ex.: Lá vão uns frades celebrar um auto! Não serei eu que assista a ele.” (Alexandre Herculano) 2) TRANSITIVO INDIRETO (caber, competir) Ex.: “(...) O direito que assiste ao autor de ligar o nome a todos os seus produtos intelectuais.” (Rui Barbosa) Cabe, neste caso, a forma pronominal lhe(s): Ex.: (...) nem lhe assistiam razõesde querer mal ao Império...” (Rui Barbosa) 3) TRANSITIVO DIRETO OU INDIRETO (servir de ajudante a alguém, acompanhar, assessorar, ajudar) Ex.: Assistiu o menino. Assistiu ao menino. 4) INTRANSITIVO (morar) Ex.: “Onde o poeta assiste, não há ‘cocks’ / autógrafos, badalos, gravações.” (Carlos Drummond de Andrade) ATENDER 1) TANSITIVO INDIRETO (tomar em consideração, prestar atenção a) Ex.: “As mucamas faziam prodígios, atendendo a um e a outro.” 2) TRANSITIVO DIRETO (deferir, receber em casa, ou no gabinete, etc.) Ex.: “O Senhor não atendeu a oração do pecador.” (Camilo Castelo Branco) 3) TRANSITIVO INDIRETO (atentar, concentrar a atenção em) Ex.: “Batava, entretanto, atender para essas afecções orgânicas.” (Francisco de Castro) “Se o complemento for um pronome pessoal referente a PESSOA, só se empregam as formas objetivas diretas. Diz-se: O diretor atendeu os interessados, ou aos interessados, mas apenas: O diretor atendeu-os. CHAMAR 1) TRANSITIVO DIRETO (fazer alguém vir) Ex.: “Marcela chamou um moleque...e mandou-o a uma loja na vizinhança.” (Machado de Assis) 2) TRANSITIVO DIRETO OU INDIRETO (apelidar, dar nome a – o predicativo pode vir antecedido de preposição, ou do conectivo como) Ex.: “A gente só ouvia o Pancário chamar-lhe ladrão e mentiroso.” 3) TRANSITIVO INDIRETO (clamar) Ex.: “Gurgel tornou à sala e disse a Capitu que a filha chamava por ela.” (Machado de Assis) CUSTAR 1) TRANSITIVO INDIRETO (ser custoso, ser difícil) Ex.: “Bem me lembrava o quanto me custava persegui- lo.” (Fernando Sabino) Nesse sentido, o sujeito nunca será a pessoa, mas o infinitivo. Entretanto, “(...) começa a construção a transitar, ainda que um tanto ambiguamente, para a significação de DEMORAR, que lhe é próxima, dada a convizinhança semântica entre os dois verbos.” (Rocha Lima) Ex.: “[Emilinha e Francisquinha] custaram a habituar-se a mim e ao meu modo de vida.” 2) BITRANSITIVO (causar, acarretar consequências) Ex.: “Esta obrigação custou-lhe lágrimas, mas não hesitou um instante.” (Camilo C. Branco) 3) INTRANSITIVO (adquirido pelo preço de) Ex.: “(...) uma sentinela, que custa milhares de milhões.” (Latino Coelho) ESQUECER 1) TRANSITIVO DIRETO (não-pronominal) Ex.: As pessoas esquecem tudo. 2) TRANSITIVO INDIRETO (pronominal) Ex.: Esqueci-me dos documentos. Língua Portuguesa Professor André Moraes 34 Neste exemplo, “(...) o objeto, quer direto, quer precedido de preposição, vai figurar como sujeito. Esqueceram-me os documentos.” (Rocha Lima) INFORMAR Emprega-se com objeto direto de coisa e indireto de pessoa, ou vice-versa. Ex.: Informou ao amigo o incidente. Informou o amigo do incidente. A mesma regência se aplica também aos verbos: avisar, certificar, cientificar, notificar, prevenir IMPLICAR 1) TRANSITIVO INDIRETO (ter implicância com, mostrar má disposição para com alguém, comprometer- se, enredar-se, envolver-se em situações embaraçosas) Ex.: Implicar com os namorados da filha. “Implicar-se em negociações árduas, em empresas difíceis.” (Constâncio) 2) TRANSITIVO DIRETO (trazer como consequência, acarretar) Ex.: “(...) sem que a investida do novo chefe implicasse a menor quebra no movimento político e social.” (Latino Coelho) INTERESSAR 1) TRANSITIVO DIRETO (ofender, ferir) Ex.: O tiro interessou o coração. 2) TRANSITIVO DIRETO (dizer respeito a, despertar a atenção, a curiosidade, dar interesse a) Ex.: “Essas lições atrairão e interessarão ainda as criancinhas mais verdes.” (Rui Barbosa) 3) TRANSITIVO INDIRETO (ser proveitoso, ser do interesse de) Ex.: “o resto é dispensável e apenas pode interessar aos arquitetos (...)” (Graciliano Ramos) 4) TRANSITIVO INDIRETO (empenhar-se, tomar interesse por, acompanhado das preposições EM e POR) Ex.: “Antônia interessava-se nestes estudos...” (Camilo C. Branco) “- É a primeira vez que você se interessa por ela, desde que chegou...” (Aníbal M. Machado) 5) BITRANSITIVO (dar parte a alguém em algum negócio, despertar o interesse de alguém para alguma coisa, com OBJETO DIRETO DE PESSOA E COMPLEMENTO INICIADO POR EM) Ex.: “interessei-o nesta empresa.” (Sousa Lima, Gram. Port.) LEMBRAR / RECORDAR 1) TRANSITIVO DIRETO (trazer à lembrança, evocar, recordar-se) Ex.: O seu rosto lembrava uma carranca. 2) BITRANSITIVO (sugerir a lembrança, advertir, fazer recordar) Ex.: Não era preciso lembrar o compromisso ao amigo. 3) TRANSITIVO INDIRETO (quando for pronominal) Ex.: “Lembro-me do acontecimento.” NAMORAR É transitivo direto, por isso não exige preposição. Ex.: Tayná namora aquele rapaz. OBEDECER (E DESOBEDECER) 1) TRANSITIVO INDIRETO Ex.: O bom filho obedece ao pai. 2) INTRANSITIVO Ex.: Ninguém desobedeceria. PAGAR / PERDOAR Pedem objeto direto de coisa e indireto de pessoa, entidade. Ex.: Perdoamos as agressões aos inimigos. PEDIR 1) BITRANSITIVO Ex.: O professor pede aos presentes que não conversem. PREFERIR 1) BITRANSITIVO Ex.: Prefiro um bom livro a telenovelas. PROCEDER 1) INTRANSITIVO (ter fundamento) Ex.: As críticas das pessoas procediam. 2) INTRANSITVO (originar-se, vir de algum lugar) Ex.: Angélica procede de Minas Gerais. 3) TRANSITIVO INDIRETO (dar início, executar) Ex.: “Procederemos a uma investigação rigorosa.” QUERER 1) TRANSITIVO DIRETO (desejar) Ex.: Eu quero um mundo menos hipócrita. 2) TRANSITIVO INDIRETO (estimar, ter afeto) Ex.: Eu lhe quero muito. “Quero a meus pais.” Língua Portuguesa Professor André Moraes 35 RESPONDER 1) TRANSITIVO INDIRETO (em relação à pergunta) Ex.: “O Faustino teve de responder às próprias perguntas.” (M. Torga) 2) TRANSITIVO DIRETO (em relação à resposta) Ex.: “Nenhum escritor comum, igualmente, responderia isso.” 3) BITRANSITIVO Ex.: “Respondi-lhe que já tinha lido a receita em qualquer parte.” (J. Cardoso Pires) 4) TRANSITIVO INDIRETO (replicar, retorquir) Ex.: “À linguagem do deputado o jovem médico respondeu com igual franqueza.” (M. de Assis) 5) INTRANSITIVO Ex.: A menina não respondeu imediatamente. 6) INTRANSITIVO (repetir a voz, o som, cantar ou tocar em resposta) Ex.: “Longe, bem longe, outro canto respondeu. E outro. E outro.” (M. Palmério) 7) TRANSITVO INDIRETO (corresponder, equivaler, condizer) Ex.: “Quis puxar as mãos de Capitu, para obrigá-la a vir atrás delas, mas ainda agora a ação não respondeu à intenção.” (M. Assis) 8) TRANSITIVO INDIRETO (ser ou ficar responsável, responsabilizar-se) Ex.: O tio responderia por ele. SIMPATIZAR É transitivo indireto e exige a preposição COM. Ex.: Ele nunca simpatizou comigo. Obs.: O verbo simpatizar não é pronominal. Ex.: Ele nunca se simpatizou comigo. (ERRO) SOCORRER “Na linguagem hodierna é transitivo direto.” (Rocha Lima) Ex.: O bombeiro socorreu o afogado. VISAR 1) TRANSITVO DIRETO (apontar, mirar, dar o visto em alguma coisa) Ex.: “Queria [o americano] visar seu passaporte...” (Fernando Sabino) 2) TRANSITIVO INDIRETO (pretender, ter em vista) Ex.: Visamos a um país melhor. SÃO TRANSITIVOS DIRETOS amar, estimar, abençoar, louvar, parabenizar, visitar, elogiar, magoar,namorar, adorar, apreciar, detestar, odiar, admirar, ofender. REGÊNCIA NOMINAL acessível a afável com, para com agradável a alheio a amante de análogo a ansioso de, para, por apto a, para aversão a, para, por ávido de benéfico a capaz de, para certo de compatível com compreensível a comum a, de constante em contemporâneo a, de contíguo a contrário a cuidadoso com curioso de, por desatento a descontente com desejoso de desfavorável a diferente de difícil de digno de entendido em equivalente a erudito em escasso de essencial para estranho a fácil de favorável a fiel a firme em generoso com grato a hábil em habituado a horror a hostil a idêntico a impossível de impróprio para incompatível com inconsequente com indeciso em independente de, em indiferente a indigno de inerente a inexorável a leal a lento em liberal com medo a, de natural de necessário a negligente em nocivo a ojeriza a, por paralelo a parco em, de passível de perito em permissivo a perpendicular a pertinaz em possível de possuído de posterior a preferível a prejudicial a prestes a, para propício a próximo a, de relacionado com responsável por rico de, em seguro de, em semelhante a sensível a sito em suspeito de útil a, para versado em 75) CORRIJA, SE FOR NECESSÁRIO. 1) Eu lhe amo, Cristina. 2) Sempre assistimos esse programa. 3) Informei-lhe da reunião. 4) Aspirava o novo emprego. 5) Esqueceu o dia da prova. Língua Portuguesa Professor André Moraes 36 6) Vaninha namora com Felipe. 7) Paguei ao empréstimo. 8) O amor implica compromisso. 9) Perdoava aos inimigos sem pensar. 10) Moro à Rua Oscar Guanabarino. 11) Obedecemos a lei. 12) A loja procedeu ao sorteio. 13) Prefiro mais vida do que a morte. 14) Prefiro vida a morte. 15) Não pise na relva molhada. 16) Alaíde puxou os pais. (sair semelhante) 17) Reparei o corpo das modelos. 18) Simpatizo-me com todos os alunos. 19) Não devemos só visar o poder. 20) Chegamos na lagoa. 21) Custei a sair da cama. 22) Devemos ser afáveis com as crianças. QUESTÕES OBJETIVAS 76) (TRT) O emprego da preposição NÃO se deve à regência nominal em: a) “um castigo divino à nossa reverência pagã”; b) “água Viva do poço de Jacó”; c) “nossa reverência pagã à figura de Papai Noel”; d) “estamos inclinados à simplicidade da manjedoura”; e) “o consumo compulsório de produtos”. 77) (ANP) a) Prefiro isso que fazer aquilo. b) Prefiro isso a fazer aquilo. c) Prefiro isso do que fazer aquilo. d) Prefiro isso do que a fazer aquilo. e) Prefiro isso a que fazer aquilo. 78) “...exclusão e destruição das pessoas,...”; nesse segmento do texto, os dois substantivos – exclusão e destruição – exigem a mesma preposição e, por isso, a construção é considerada correta na norma culta. A frase abaixo que repete essa mesma estrutura é: a) Betinho admirava e gostava da humanidade; b) o movimento precisava e queria a ajuda de todos; c) Betinho pretendia e ansiava por um movimento nacional; d) o movimento ajudava e acompanhava os pobres; e) todos participavam e pensavam sobre o movimento. 79) (CESGRANRIO) A linguagem especial, ................. emprego se opõe o uso da comunidade, constitui um meio ................. os indivíduos de determinado grupo dispõem para satisfazer o desejo de auto-afirmação. a) a cujo, de que b) do qual, ao qual c) cujo, que d) o qual, a que e) de cujo, do qual 80) (CESGRANRIO) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: "O controle biológico de pragas, ............ o texto faz referência, é certamente o mais eficiente e adequado recurso ............ os lavradores dispõem para proteger a lavoura sem prejudicar o solo." a) do qual, com que b) de que, que c) que, o qual d) ao qual, cujos e) a que, de que 81) (TRT) Assinale a alternativa que completa convenientemente as lacunas abaixo: I - Certifiquei ............ de que o prazo esgotara-se. II - Recebi ............ em meu escritório. III - Informo ............ que as notas fiscais estão rasuradas. IV - Avisei ............ de que tudo fora resolvido. a) o - o - lhe - o b) o - o - o - o c) lhe - lhe - lhe - o d) o - lhe - lhe - o e) lhe - lhe - o - o 82) (TRE-SP) O auxiliar judiciário, .......... méritos não se discutem, merece confiança. a) de cujos b) em cujos c) cujos d) cujos os e) por cujos 83) (TRE-MG) Observe a regência dos verbos das frases reescritas nos itens a seguir: I - Chamaremos os inimigos de hipócritas. Chamaremos aos inimigos de hipócritas; II - Informei-lhe o meu desprezo por tudo. Informei-lhe do meu desprezo por tudo; III - O funcionário esqueceu o importante acontecimento. O funcionário esqueceu-se o importante acontecimento. A frase reescrita está com a regência correta em: a) I apenas b) II apenas c) III apenas d) I e III apenas e) I, II e III Língua Portuguesa Professor André Moraes 37 84) (TRE-RJ) A desigualdade jurídica do feudalismo ..... alude o autor se faz presente ainda hoje nos países ..... terras existe visível descompasso entre a riqueza e a pobreza. Tendo em vista o emprego dos pronomes relativos, completam-se corretamente as lacunas da sentença acima com: a) a qual / cujas b) a que / em cujas c) à qual / em cuja as d) o qual / por cujas e) ao qual / cuja as 85) (TRE-RJ) "porque implica em cobrar o tempo" / porque implica cobrar o tempo. A construção do verbo implicar com a preposição em resulta, provavelmente, de um cruzamento sintático com verbo sinônimo (importar), sendo considerada errônea por alguns gramáticos. A alternativa em que há erro de regência na segunda das sentenças é: a) Preferimos pagar juros a ficar sem o produto. / Preferimos pagar juros do que ficar sem o produto. b) Esquecemos facilmente o belo arrazoado aquiniano. / Esquecemo-nos facilmente do belo arrazoado aquiniano. c) Queremos informar-lhes que nossos juros são baixos. / Queremos informá-los de que nossos juros são baixos. d) Ainda nos lembramos da belíssima aula de filosofia tomista. / Ainda nos lembra a belíssima aula de filosofia tomista. e) Se cobrar juros é pecado, chamamos de pecadores todos os banqueiros... / Se cobrar juros é pecado, chamamos pecadores a todos os banqueiros. 86) (BNDES) - Num pequeno texto distribuído por moradores de um condomínio da Zona Sul do Rio de Janeiro apareciam as seguintes frases: - “os condôminos cujas reclamações o síndico não deu atenção...” - “os itens que não foram discutidos os pontos principais...” Sobre essas frases pode-se afirmar, em termos de correção gramatical, o seguinte: (A) as duas frases apresentam perfeita estruturação gramatical; (B) as duas frases apresentam o mesmo tipo de erro gramatical; (C) só a primeira frase apresenta estrutura gramatical inadequada; (D) só a segunda frase apresenta estrutura gramatical inadequada; (E) as duas frases apresentam erros gramaticais de tipos diferentes. 17) CRASE A palavra crase provém do grego (krásis) e significa mistura. Encontrando-se a preposição a como artigo a, as, ou com o pronome demonstrativo feminino a, as, bem como com o a de aquele, aqueles, aquelas, aquilo, a qual e as quais, fundem-se os dois sons em um só, que na linguagem escrita, se assinala atualmente com o acento grave. Exemplos: Vou a a cidade. Vou à cidade. Refiro-me a as alunas. Refiro-me às alunas. Fiz referência a aquilo. Fiz referência àquilo. Sua caneta era igual a a que me deste. Sua caneta era igual à que me deste. Importante: Haverá a crase sempre que o termo antecedente exigir, pela sua regência, a preposição a e o termo consequente admitir o artigo a (s). CASOS OBRIGATÓRIOS 1) DIANTE DE NOMES MASCULINOS, QUANDO HÁ ELIPSE DAS EXPRESSÕES À MODA DE, À MANEIRA DE 2) ANTES DE VIRGEM MARIA, SENHORA, SENHORITA e DONA 3) DIANTE DE NOMES DE PAÍSES, RUAS E AVENIDAS 4) DIANTE DA PALAVRA CASA (LAR, DOMICÍLIO) ACOMPANHADA DE ADJETIVO OU LOCUÇÃO ADJETIVA, OU NO SENTIDO DE ESTABELECIMENTO COMERCIAL, etc. 5) DIANTE DA PALAVRA TERRA (SEM OPOSIÇÃO A BORDO) 6) ANTES DE NOMES DE MULHERES CÉLEBRES, SE O NOME VIER ACOMPANHADO DE UM ADJUNTO 7) NAS LOCUÇÕES ADVERBIAIS, PREPOSITIVAS E CONJUNTIVAS FEMININAS CASOS PROIBITIVOS 1) ANTES DE NOMES MASCULINOS 2) ANTES DE NOMES FEMININOS COM SENTIDO GENÉRICO 3) ANTES DE NOMES DE VULTOS HISTÓRICOS 4) ANTES DE VERBO Língua Portuguesa Professor André Moraes 38 5) ANTES DE PRONOMES QUE NÃO ADMITEM ARTIGO: CUJA, QUEM, ELA, ESTA, MIM, V.sª, V. Exª, etc. 6) ANTES DA PALAVRA CASA (LAR), SEM MODIFICADOR 7) ANTES DA PALAVRA TERRA, OPOSTO DE BORDO, USADA SEM MODIFICADOR 8) ANTES DE ARTIGO INDEFINIDO 9) ANTES DE NUMERAIS CARDINAIS REFERENTES A SUBSTANTIVOS NÃO DETERMINADOS PELO ARTIGO CASOS FACULTATIVOS 1) ANTES DE PRONOME POSSESSIVO FEMININO 2) ANTES DE NOMES DE MULHER 3) ANTES DE ALGUNS TOPÔNIMOS: FRANÇA, ESCÓCIA, ESPANHA, EUROPA, INGLATERRA, ÁFRICA e ÁSIA 4) COM A PREPOSIÇÃO ATÉ EXERCÍCIOS DE REPETIÇÃO 87) Se necessário, use o acento indicativo de crase. 1) Jamais entregaremos a equipe noturna as chaves do novo cofre. _____________________________________________ _____________________________________________ 2) Olhavam de cima a baixo o novo documento da firma. _____________________________________________ _____________________________________________ 3) Quem vai a lugares ermos, hoje, fica sujeito a tudo. _____________________________________________ _____________________________________________ 4) A casa a que você se refere fica a duas léguas daqui. _____________________________________________ _____________________________________________ 5) A temperatura subiu a 40 graus a sombra. _____________________________________________ _____________________________________________ 6) Fiz tudo aquilo a máquina, a mão e a lápis. _____________________________________________ _____________________________________________ 7) Minha moto funciona a álcool e a gasolina. _____________________________________________ _____________________________________________ 8) Essa empresa parece que funciona a pancadas. _____________________________________________ _____________________________________________ 9) A sombra daquele pinheiro, descansava tranquilamente. _____________________________________________ _____________________________________________ 10) Meu amigo não sabia a quem entregar o envelope. _____________________________________________ _____________________________________________ 11) Não gosto de pessoas que vivem a minha custa. _____________________________________________ _____________________________________________ 12) Em campo, faço jogadas a Ronaldinho. _____________________________________________ _____________________________________________ 13) Agradou-me a peça teatral a que assisti ontem a noite. _____________________________________________ _____________________________________________ 14) Cheguei cedo a casa, mas retornei a faculdade. _____________________________________________ _____________________________________________ 15) Dirigi-me a casa de meus empresários e em seguida voltei a casa. _____________________________________________ _____________________________________________ 16) Depois de dois meses a bordo daquele navio, retornamos a terra. Língua Portuguesa Professor André Moraes 39 _____________________________________________ _____________________________________________ 17) Nunca fui a terra de meus pais. _____________________________________________ _____________________________________________ 18) Não conheço a terra de meus antepassados. _____________________________________________ _____________________________________________ 19) Cristina é a mulher a qual dedico todo o meu amor. _____________________________________________ _____________________________________________ 20) Cristina é a mulher a quem dedico todo o meu amor. _____________________________________________ _____________________________________________ 21) A equipe está a procura de informações sobre o sumiço dela. _____________________________________________ _____________________________________________ 22) Foi até a estação, mas não encontrou o que procurava. _____________________________________________ _____________________________________________ 23) Dediquei vários poemas a Ana Luíza. _____________________________________________ _____________________________________________ 24) Tenho feito o equivalente a duas horas de trabalho. _____________________________________________ _____________________________________________ 25) Ele sempre sai as duas. _____________________________________________ _____________________________________________ 26) Nunca me uni aqueles elementos. _____________________________________________ _____________________________________________ 27) Não estou disposto a falar com eles. _____________________________________________ _____________________________________________ 28) Assisti a mesma aula mais uma vez. _____________________________________________ _____________________________________________ 29) A certa altura, falava bobagens a qualquer mulher. _____________________________________________ _____________________________________________ 30) Fazia alusão a de roupa escura. _____________________________________________ _____________________________________________ QUESTÕES OBJETIVAS 88) (TRT) O uso do sinal indicador da crase é facultativo em: a) “castigo duro à nossa reverência”; b) “reverência pagã à figura de Papai Noel”; c) “ato de se empanturrar à mesa”; d) “damos à mercadoria um valor”; e) “estamos inclinados à simplicidade da manjedoura”. 89) (POLÍCIA CIVIL-DF) “É fácil atribuir todos os problemas à falta de verbas”; nessa frase, o acento grave indicativo da crase resulta da união de uma preposição com um artigo, o mesmo que ocorre em: a) servir à francesa; b) ir àquela praia; c) entregar o prêmio à de vestido verde; d) dar àquele homem a condecoração; e) atribuir a culpa à que está armada. 90) (IBGE) “...submeto à apreciação de Vossa Senhoria...”; o acento grave indicativo da crase neste segmento sedeve a que: a) ocorre a união da preposição a com o artigo definido feminino singular; b) a regência do verbo submeter exige o uso da preposição a; c) há a obrigatoriedade do emprego do artigo definido feminino singular; d) faça parte de uma locução adverbial; e) faça parte de uma locução prepositiva. 91) (TRE-SP) Ele aprendeu ...... tempo que a obediência ...... leis dignifica o cidadão devotado ...... pátria. a) há - as - a b) a - às - a c) há - as - à d) à - às – à Língua Portuguesa Professor André Moraes 40 e) há - às – à 92) (TRE-SP) Daqui ..... pouco, ele chegará ..... este Tribunal para encaminhar suas reclamações ..... quem de direito. a) a - a - à b) à - à - à c) a - à - a d) a - a - a e) à - a - a 93) (TRE-MT) O uso do acento grave (indicativo de crase ou não) está incorreto em: a) Primeiro vou à feira, depois é que vou trabalhar. b) Às vezes não podemos fazer o que nos foi ordenado. c) Não devemos fazer referências àqueles casos. d) Sairemos às cinco da manhã. e) Isto não seria útil à ela. 94) (TRE-MG) O acento grave, indicador de crase, está empregado incorretamente em: a) Tal lei se aplica, necessariamente, à mulheres de índole violenta. b) As novelas, às quais assisti, problematizam a questão da droga. c) Entregou as chaves da loja àquele senhor que nos desacatou na praça. d) O delegado disse ao prefeito e aos vereadores que estava à procura dos foragidos. e) O bom atendimento às pessoas pobres deve ser prioridade da nova administração. 95) (TRE-RJ) "a tensão social poderia levar-nos a duas extremas posições." Das expressões que substituem a sublinhada na passagem acima, aquela cujo a pode ter o acento grave indicativo de crase é: a) a mesma posição b) a certa posição c) a alguma posição d) a qualquer posição e) a posições distintas 96) (TRE-MT) A única frase em que o a sublinhado deveria ser grafado com o acento grave indicativo de crase é: a) Estou pronto a discutir o novo projeto. b) Pelé fará uma viagem a Roma. c) O presidente não fez alusão a qualquer ministro. d) Vamos a sala vizinha, disse o ministro. e) Preferiu morrer a entregar-se. 97) (TRE-RJ) O "a" (sublinhado) que deverá levar o acento grave indicativo de crase está na seguinte alternativa: a) Eles entregam "pizza" a domicílio. b) O menino não quis ir a casa dos tios. c) A encomenda foi entregue a uma pessoa estranha. d) As moças começaram a gritar logo no início do filme. e) O fiscal não se referia a candidatas, mas a candidatos. 98) (SECRETARIA DE SAÚDE – AG. ADM.) - “submetidas à ação de raios ultravioleta”; neste caso, há a utilização do acento grave indicativo da crase porque ocorre a junção da preposição A (submetida A) com o artigo definido A (a ação). A alternativa em que a utilização desse acento está correta é: (A) devido à presença de bactérias; (B) aliado à mau emprego de equipamentos; (C) submetido à altas temperaturas; (D) levado à sair do Brasil; (E) anexo à grande número de documentos. 18) PONTUAÇÃO A VÍRGULA 1) Para separar um aposto. 2) Para separar o vocativo. 3) Para separar as orações coordenadas, exceto as começadas por E. 4) Para separar as orações subordinadas adverbiais deslocadas. 5) Para separar termos deslocados no período e que se pronunciam com pausa. 6) Para separar termos de mesmo valor usados numa coordenação. 7) Para separar orações começadas por E, quando têm sujeito diferente da primeira. 8) Para intercalar qualquer termo, normalmente de valor explicativo ou adverbial. 9) Para indicar supressão de verbo. 10) Para separar conjunções adversativas e conclusivas deslocadas. 11) Para separar orações subordinadas adjetivas explicativas. Observação: Não se usa vírgula para separar: 1) O verbo de seu sujeito ou objeto. 2) O nome de seu complemento ou adjunto. 3) O verbo de seu predicativo. 4) As orações substantivas de sua principal. 99) JUSTIFIQUE O USO DA PONTUAÇÃO. 1) Canto, danço, interpreto, escrevo. _____________________________________________ _____________________________________________ 2) Canto, e danço, e interpreto, e escrevo. _____________________________________________ _____________________________________________ 3) No Brasil, a diferença social preocupa poucas pessoas. _____________________________________________ _____________________________________________ 4) Os candidatos, que chegaram tarde, não farão a prova. Língua Portuguesa Professor André Moraes 41 _____________________________________________ _____________________________________________ 5) Ainda não houve tempo, mas, em breve, as providências serão tomadas. _____________________________________________ _____________________________________________ 6) Você pretende cursar Letras; Ana, Ciências Contábeis. _____________________________________________ _____________________________________________ 7) Confessou-lhe tudo: ira, medo, traição. _____________________________________________ _____________________________________________ 8) Cale-se, Jurema! _____________________________________________ _____________________________________________ 9) Embora tenha muita preguiça, faço bem minhas tarefas. _____________________________________________ _____________________________________________ 10) Hoje, eu daria o mesmo conselho: mais sabedoria. _____________________________________________ _____________________________________________ 11) As pessoas sempre prometem, e não cumprem. _____________________________________________ _____________________________________________ 12) Tadeu, pastor e professor, celebrou o casamento de meu irmão. _____________________________________________ _____________________________________________ 13) Correu muito; não alcançou, no entanto, o ônibus. _____________________________________________ _____________________________________________ PONTO-E-VÍRGULA 1) Para separar os itens de uma enumeração. Ex.: O candidato precisa fazer duas coisas: a) chegar com antecedência de uma hora; b) trazer identidade. 2) Para separar as orações adversativas ou conclusivas, quando se quer alongar a pausa. Ex.: Havia muitas pessoas à minha espera; contudo preferi ficar no escritório. 3) Para separar orações coordenadas quando a conjunção está deslocada. Ex.: Estudou a tarde toda; estava, portanto, preparado. DOIS-PONTOS 1) Antes de uma citação. Ex.: Já dizia o velho sábio: “Ler ou não ler Paulo Coelho?” 2) Antes de uma enumeração. Ex.: Aqui nós temos: amor, compreensão, trabalho etc. Obs.: Poderia ser escrito sem os dois-pontos. 3) Para introduzir um aposto ou oração apositiva. Ex.: Eu quero uma coisa: alegria. Eu quero uma coisa: que eu tenha alegria. 4) Antes de um exemplo, nota, observação, esclarecimento. Ex.: Obs.: Nota: RETICÊNCIAS Usam-se reticências para indicar a interrupção de um pensamento. Ex.: Esse homem é um grande... ASPAS 1) No começo e no fim de uma citação ou transcrição. Ex.: Já dizia o velho sábio: “Ler ou não ler Paulo Coelho?” 2) Para indicar gíria, estrangeirismo, neologismo. Ex.: Ele era “imexível”. 3) Para reproduzir um erro gramatical. Ex.: Ele não tem “experiença”. PONTO Marca o fim de um período. Ex.: Ana é a mais bela mulher que conheci. Obs.: também é usado nas abreviaturas; nunca,porém, naquelas que são símbolos técnicos de tempo, distância, peso etc. TRAVESSÃO 1) Para destacar uma palavra ou frase. Ex.: Uma coisa – amor – pode libertar o homem. 2) Para indicar nos diálogos mudança de interlocutor. Ex.: - Bom dia. - Não. Péssimo dia. PARÊNTESES Acrescentam frases, orações, expressões de valor acessório; por isso ficam intercalados no período. Ex.: Esse homem (não aquele outro) é um crápula. PONTO DE EXCLAMAÇÃO Indica as frases exclamativas em que há admiração. Ex.: Meu Deus! Jesus está voltando! Língua Portuguesa Professor André Moraes 42 PONTO DE INTERROGAÇÃO Indica as frases interrogativas (interrogativas diretas). Ex.: Quem me tocou? (interrogação direta) Não sei quem me tocou. (interrogação indireta) QUESTÕES OBJETIVAS 100) (TRT) Em cada alternativa abaixo apresenta-se, entre parênteses, um comentário sobre a pontuação de algum segmento do texto. A alternativa em que o comentário é inadequado ao respectivo exemplo é: a) “o estômago devora castanhas, nozes, avelãs e amêndoas...” (Normalmente não se usa vírgula antes do “e” que encerra uma sequência de elementos com mesma função”); b) “já que o espírito arde de sede daquela Água Viva do poço de Jacó, afoga-se o corpo em álcool e gorduras” (A vírgula separa a oração adverbial da principal, que a sucede); c) “plantemos no fundo da alma uma oração que sacie nossa fome de transcendência”. (É opcional o emprego de vírgula entre o pronome relativo e seu antecedente); d) “talvez seja no Natal que nossas carências fiquem mais expostas. Damos presentes sem nos dar, recebemos sem acolher...” . (O ponto depois de “expostas” poderia ser trocado por dois pontos); e) “abandonemos a um canto a árvore morta”. (A expressão “a um canto” poderia estar entre vírgulas). 101) TEXTO “A polêmica na leitura sobre as ONGs já começa na leitura da sigla. Uns lêem “ongue”, outros, “oenegê”. Mas o que são as tais ONGs? A sigla se refere a Organizações Não-Governamentais e se popularizou após a Rio-92, quando os governos dos países do mundo inteiro reuniram-se no Rio de Janeiro para tratar das questões ambientais do planeta.” (Vilmar Berna, O Globo, 24/6/1996) Se retirarmos as vírgulas do segundo período do texto, mantendo-se o sentido original, a forma correta de sua escritura seria: a) Uns lêem “ongue” enquanto outros lêem “oenegê”; b) Uns lêem “ongue” mas outros lêem “oenegê”; c) Uns lêem “ongue” e outros lêem “oenegê”; d) Ora uns lêem “ongue” ora “oenegê”; e) Embora uns leiam “ongue” outros lêem “oenegê”. 102) (TRE) “Vamos, por um momento que seja, cair na real...”; a regra abaixo que justifica o emprego das vírgulas nesse segmento do texto é: a) separar elementos que exercem a mesma função sintática; b) isolar o aposto; c) isolar o adjunto adnominal antecipado; d) indicar a supressão de uma palavra; e) marcar a intercalação de elementos. 103) (EMGEPRON) TEXTO A COMPRA DE ARMAS DEVE SER PROIBIDA? Dalmo Dallari – Folha de São Paulo “Estou convencido de que, em benefício da segurança de todo o povo, o comércio de armas deveria ser bastante restringido e rigorosamente controlado.” As vírgulas empregadas no primeiro período do texto mostram que: a) há uma posição vacilante do autor sobre o tema discutido; b) ocorreu uma inversão da ordem direta dos termos da frase; c) houve necessidade de uma explicação no desenvolvimento do texto; d) um aposto sempre vem entre vírgulas; e) as opiniões do autor merecem destaque. 104) (AUX. DE ENFERMAGEM) “E, folheando, aquelas velhas páginas...”; nesse segmento do texto há um erro: a) não se devia usar vírgula após folheando; b) não se pode começar frase com E; c) o adjetivo velhas deveria vir após o substantivo páginas; d) a forma gráfica correta é foleando; e) o demonstrativo aquelas deveria ser substituído por estas. 19) COLOCAÇÃO PRONOMINAL 1. PRÓCLISE ou PRONOME PROCLÍTICO – pronome oblíquo antes do verbo. 2. MESÓCLISE ou PRONOME MESOCLÍTICO – pronome oblíquo no meio do verbo. 3. ÊNCLISE ou PRONOME ENCLÍTICO – pronome oblíquo depois do verbo. USO DA ÊNCLISE A ênclise é obrigatória: 1. em início de período Disseram-me a verdade. 2. com o verbo no gerúndio Saiu, queixando-se de todos. 3. com o verbo no imperativo afirmativo Mostre-me os culpados. Língua Portuguesa Professor André Moraes 43 USO DA PRÓCLISE A próclise é obrigatória quando alguma palavra atrai o pronome. As palavras atrativas são: 1. palavras de sentido negativo Nada me surpreende. 2. pronomes indefinidos, interrogativos e relativos Quem o viu? 3. conjunções subordinativas Quando me disseram, já era tarde. 4. a maioria dos advérbios que não peçam pausa Ali se vive. Ali, vive-se. 5. gerúndio antecedido da preposição EM Em se tratando de amigos, prefiro os menos falsos. Também há próclise: 6. nas frases exclamativas e nas orações optativas (exprimem desejo) Deus nos deu a vida! USO DA MESÓCLISE Só há mesóclise com verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito, se não houver palavra atrativa antes do verbo. Convidar-me-ão para a festa. Jamais me convidarão para a festa. COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS 1. Verbo principal no infinitivo ou gerúndio. Desejo-lhe mostrar as fotos. Desejo mostrar-lhe as fotos. Com palavra atrativa. Nunca lhe desejo mostrar as fotos. Nunca desejo mostrar-lhe as fotos. O uso do gerúndio é igual. 2. Verbo principal no particípio. Tenho-lhe obedecido. Com palavra atrativa. Não lhe tenho obedecido. Exercícios de fixação 105) Ponha nos parênteses C quando estiver certo, E quando estiver errado. 1. Me falaram as causas de sua demissão. ( ) 2. Jamais entregaram-me as provas. ( ) 3. Aqui se vive. ( ) 4. Aqui, se vive. ( ) 5. A mulher que nos contratou, viajou. ( ) 6. Alguém nos viu no clube. ( ) 7. Me convidarão para ser o orador. ( ) 8. Não convidar-me-ão. ( ) 9. Entregar-te-iam a encomenda. ( ) 10. Nunca entregariam-te a encomenda. ( ) 11. Sei que chamam-me, mas não ligo. ( ) 12. Quanto iludi-me! ( ) 13. Em se plantando, tudo dá. ( ) 14. Tudo se modificou com o tempo. ( ) 15. Te cuida, cara! ( ) 16. Quem me tocou? ( ) 17. Luíza beijou-o. ( ) 18. Deus o abençoe. ( ) 19. Deus me livre! ( ) 20. Quero-lhe falar uma coisa. ( ) 21. Não quero falar-lhe nada. ( ) 22. Tenho-lhe feito muitos favores. ( ) 23. Não tenho feito-lhe muitos favores. ( ) 24. O encontrei mais tarde. ( ) 25. Farei-lhe recomendações. ( ) Língua Portuguesa Professor André Moraes 44 106) (MPE /RO) Indique a opção em que o pronome oblíquo NÃO está colocado corretamente, de acordo com a norma culta. (A) O professor levou a moto para ser consertada – levou-a. (B) O professor levará a moto para ser consertada – levá-la-á. (C)O professor levaria a moto para ser consertada – a levaria. (D) O professor tinha levado a moto para ser consertada – tinha levado-a. (E) O professor estava levando a moto para ser consertada – a estavalevando. 107) (UEBA) "Entre eles e... existe um compromisso que só... se ... ao sacrifício." a) eu - se cumprirá - dispusermo-nos b) mim - cumprir-se-á - nos dispuser-mos c) mim - se cumprirá - nos dispusermos d) eu - cumprir-se-á - dispusermo-nos e) eu - se cumprirá dispusermos-nos 108) (CESGRANRIO) Indique a estrutura verbal que contraria a norma culta: a) Ter-me-ão elogiado. b) Tinha-se lembrado. c) Teria-me lembrado. d) Temo-nos esquecido. e) Tenho-me alegrado. 109) (TRE-MT) Segundo a norma culta, a colocação do pronome pessoal sublinhado está incorreta em: a) Companheiros, escutai-me! b) Não nos iludamos, o jogo está feito. c) Dir-se-ia que os amigos tinham prazer em falar difícil. d) Queria convidá-lo a participar da festa. e) Não entreguei-lhe a carta. 110) (CESGRANRIO) Assinale a opção que completa as lacunas da seguinte frase: Ao comparar os diversos rios do mundo, defendia com azedume e paixão a proeminência .................. sobre cada um ................. . a) desse, daquele b) daquele, destes c) deste, daqueles d) deste, desse e) deste, desses 111) (TRT) Indique a opção incorreta: a) Receba Vossa Excelência os cumprimentos de seus subordinados. b) Sua Excelência, o Ministro da Justiça, chegou acompanhado de outras autoridades. c) Reiteramos nosso apreço a Vossa Senhoria e vossos subordinados. d) Solicitamos a Sua Senhoria que encaminhasse suas sugestões por escrito. e) Concordamos com Vossa Excelência e com seus subordinados. 112) (TRT) Marcar o único caso de mesóclise obrigatória: a) Sempre diria a verdade. (te) b) Alguns arrependerão. (se) c) Contarás tudo. (me) d) O menino não ajudará. (nos) e)Quem resolverá a ir conosco? (se) 113) (TRE-SP) Ninguém .......... àquela árdua tarefa, antes, .......... a outros. a) dedicar-se-á - passam-na b) se dedicará - passam-a c) dedicar-se-á - passam-la d) se dedicará - passam-na e) dedicar-se-á - passam-a 114) (TRE-SP) O auxiliar judiciário discutiu .......... mesmos a respeito de possíveis desentendimentos entre .......... e .......... . a) conosco - eu - ti b) com nós - mim -tu c) com nós - mim - ti d) conosco - eu - tu e) conosco - mim - ti 115) (TRE-SP) V. Excelência ......... fazer o que ......... for possível, para que .......... prestígio se mantenha. a) deveis - vos - vosso b) deveis - lhe - seu c) deveis - lhe - vosso d) deve - vos - seu e) deve - lhe - seu 20) ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS Observe as palavras abaixo: alun-o alun-a alun-a-s alun-inh-o alun-inh-as As unidades significativas mínimas que constituem as palavras recebem o nome de elementos mórficos ou morfemas. Elementos mórficos 1- radical (ou semantema): é o elemento mórfico que funciona como base do significado, sendo elemento comum a palavras de uma mesma família. Palavras que se originam de um mesmo radical são chamadas palavras cognatas (ou famílias etimológicas). Ex.: ferro, ferreiro, ferragem; agrário, agricultor, agrícola 2- desinências: são os elementos mórficos que se apõem ao radical para assinalar flexões gramaticais. Língua Portuguesa Professor André Moraes 45 Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos nomes. alun- radical o- desinência nominal (gênero) a- desinência nominal (gênero) s- desinência nominal (número) Desinências verbais: indicam, nos verbos, o tempo e o modo (desinências modo-temporais), a pessoa e o número (desinências número-pessoais). Ex.: cantávamos cant- radical a- vogal temática va- desinência verbal (tempo e modo) mos- desinência verbal (número e pessoa) 3- afixos: são elementos mórficos colocados antes ou depois dos radicais para formar palavras novas. Podem ser de dois tipos: a) prefixos: quando vêm antes do radical. Ex.: a – céfalo; in – feliz b) sufixos: quando vêm depois do radical. Ex.: feliz – mente; aren - oso 4- vogais e consoantes de ligação: são elementos sem caráter significativo (não são, pois, morfemas) que permitem a ligação entre dois morfemas, facilitando a pronúncia. Ex.: gasômetro; paulada gas-, pau- radical ô- vogal de ligação l- consoante de ligação -metro, ada - radical 21) FORMAÇÃO DE PALAVRAS 1) Simples: é a palavra que possui só um radical. 2) Composta: é a que possui mais de um radical. 3) Primitiva: é aquela que não se deriva de outra palavra. 4) Deriva: formou-se de uma outra, geralmente por meio de afixo. DERIVAÇÃO 1) Prefixal: por meio de um prefixo. Ex: infeliz 2) Sufixal: por meio de um sufixo. Ex.: felizmente 3) Parassintética: quando há ao mesmo tempo acréscimo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. Ex.: entardecer 4) Prefixal e sufixal: por meio de prefixo e sufixo. Ex.: infelizmente, deslealdade 5) Regressiva: a palavra nova (derivada) é obtida pela redução da palavra primitiva. Ex.: barraco (derivação regressiva de barracão) 6) Imprópria: a palavra nova (derivada) não sofre mudanças de forma, já que de sua composição não fazem parte afixos. Ela é obtida pela alteração da classe gramatical da palavra primitiva: Ex.: o porquê (substantivo derivado da conjunção porque) COMPOSIÇÃO 1) Justaposição: quando não há perda ou acréscimo de fonemas nos elementos que compõem a palavra. A acentuação de cada um é mantida. Ex.: couve-flor, girassol 2) Aglutinação: quando há alteração fonética em um dos elementos. Jamais haverá hífen. É comum o aparecimento da vogal de ligação i. Ex.: planalto, alvinegro, aguardente Obs.: A acentuação recai no segundo radical. OUTROS PROCESSOS 1) Abreviação: é a redução da palavra até o limite em que a compreensão não fique prejudicada. Ex.: foto, Fla, metrô 2) Hibridismo: união de elementos provenientes de línguas diferentes. Ex.: sociologia (latim e grego), burocracia (francês e grego), sambódromo (africano e grego) 3) Reduplicação ou redobro: consiste na reduplicação do elemento, geralmente com fins onomatopaicos. Ex.: reco-reco, tique-taque QUESTÕES OBJETIVAS 116) (EMGEPRON_ANALISTA DE SISTEMAS) No vocábulo “autodefesa”, o prefixo “auto” possui o mesmo sentido em: a) autorama; b) autódromo; c) autopunição; d) autoria; e) auto-estrada. 117) (ASEP/RJ – TÉCNICO) - Palavra cuja formação difere das demais é: a) inscrição; b) pensamento; c) pichação; d) propriedade; e) diferença. Língua Portuguesa Professor André Moraes 46 118) (Bibliotecário) “...e de impedir que se consume o desastre...”; a forma verbal consume é cognata de: a) consumismo; b) consumidor; c) consumação; d) consumo; e) consumista. 119) (Bibliotecário) Se observamos os vocábulos solidariedade, humanidade e novidade, vemos que: a) são adjetivos e substantivos formados a partir de outros substantivos; b) são substantivos abstratos; c) possuem valor coletivo; d) são substantivos formados a partir de adjetivos; e) são substantivos abstratos formados a partir de verbos. 120) (Bibliotecário) Hospital das Clínicas é uma expressão que aparece abreviada entre parênteses: HC. A abreviatura abaixo que segue idêntico critério de formação é: a) Rio Grande do Norte – RN; b) Amazonas – AM; c) Minas Gerais – MG; d) Rio Grande do Sul – RS; e) Paraíba – PB. 22) A PALAVRA QUE 1) Substantivo - vem determinada por artigo ou outro determinante e será acentuada.Ex.: Vi um quê (alguma coisa) de sarcástico. 2) Interjeição – exprime sentimento, admiração, surpresa, espanto; também será acentuada. Ex.: Quê!! Namorar aquilo?! 3) Advérbio de intensidade - intensifica adjetivo ou advérbio. Nesse caso, equivale a quão. Ex.: Que bela mulher! Que longe é a sua casa! 4) Preposição acidental – pode ser substituída por DE. Ex.: Temos que conhecer a verdade. 5) Pronome substantivo interrogativo - aparece no lugar do substantivo. Ex.: Que ocorreu? 6) Pronome adjetivo indefinido – acompanha o substantivo, com idéia indefinida, vaga. Ex.: Que mulher! Obs.: Será sempre adjunto adnominal. 7) Conjunção coordenativa – inicia orações independentes sintaticamente. a) Aditiva Ex.: Fala que fala. b) Explicativa Ex.: Cale a boca, que (pois, porque) eu quero falar. Obs.: Aparece em frases imperativas c) Adversativa Ex.: Diga isso a ele, que (mas) não a mim. 8) Conjunção subordinativa - liga orações sintaticamente dependentes. a) Causal Ex.: Não vou à praia que (porque) vai chover. b) Concessiva Ex.: Quero o dinheiro, pouco que (embora) seja. c) Integrante Ex.: Espero que ela venha. (Espero ISTO) d) Consecutiva Ex.: Comeu tanto, que morreu. Obs.: Aparece após os termos reforçativos tal, tão, tamanho e tanto e) Comparativa Ex.: Ela é mais rebelde que (do que) sua irmã. Obs.: Aparece depois de MENOS, MAIS, etc. f) Final Ex.: Faço votos que tenham paz. g) Temporal Ex.: Agora que chegamos, vamos sair. 9) Pronome substantivo relativo - inicia orações subordinadas adjetivas. Equivale a O QUAL e variações. Ex.: O rapaz que entrou naquela casa é meu irmão. Língua Portuguesa Professor André Moraes 47 Obs.: O pronome relativo desempenha funções sintáticas distintas. Para analisá-lo, coloca-se o antecedente em seu lugar, verificando a função que esse antecedente exerce na oração iniciada pelo relativo QUE. Veja: O rapaz entrou naquela casa. Nesse exemplo, O rapaz é o sujeito da forma verbal entrou; logo, a palavra QUE é o sujeito da oração adjetiva. QUETÕES OBJETIVAS 121) (UF-SC) No período "Avistou o pai, que caminhava para a lavoura", a palavra que classifica-se morfologicamente como: a) conjunção subordinativa integrante b) pronome relativo c) conjunção subordinativa final d) partícula expletiva e) conjunção subordinativa causal 122) (FGV) Observe a palavra sublinhada: "Quem diz o que quer ouve o que não quer." A função sintática dela é: a) sujeito b) complemento nominal c) partícula expletiva d) predicativo e) objeto direto 123) (FGV) Observe a palavra sublinhada: "Quem diz o que quer ouve o que não quer." Sua função sintática é: a) sujeito b) objeto indireto c) pronome relativo d) aposto e) objeto direto 124) (UM-SP) "Ó tu / Que és presidente / Do Conselho Municipal / Se é que tens mulher e filhos, / Manda tapar os buracos da / Rua dos Junquilhos.” (Artur Azevedo) A palavra que aparece duas vezes no texto com a seguinte classificação morfológica, respectivamente: a) pronome relativo e partícula expletiva b) partícula expletiva e pronome relativo c) pronome relativo e conjunção integrante d) conjunção integrante e pronome relativo e) partícula expletiva e conjunção integrante 23) A PALAVRA SE 1) Pronome apassivador ou partícula apassivadora - aparece com verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos, constituindo a voz passiva sintética ou pronominal. Ex.: Aluga-se esta casa. 2) Índice ou símbolo de indeterminação do sujeito - aparece junto a verbos que não sejam transitivos diretos, indeterminando o sujeito. Ex.: Vive-se bem aqui. 3) Pronome reflexivo - usado para demonstrar que a ação verbal é praticada e sofrida pelo sujeito (voz reflexiva). Pode ser substituído por: a si mesmo, a si próprio etc. Ex.: Helena se maquiou. FUNÇÕES SINTÁTICAS DA PALAVRA SE PRONOME REFLEXIVO a) Sujeito de infinitivo Ex.: Cristina deixou-se ficar no tálamo. Obs.: Com verbo causativo (mandar, deixar, fazer) ou sensitivo (ver, sentir, ouvir) b) Objeto direto Ex.: Angélica atirou-se na frente do carro. c) Objeto indireto Ex.: O homem se atribui muito valor. 3) Parte integrante do verbo – com verbos pronominais, isto é, os que são conjugados com o pronome, sem que este represente o seu complemento. Ex.: Ele arrependeu-se da idéia ridícula. Obs.: Geralmente exprimem sentimentos, mudança de estado: indignar-se, ufanar-se, atrever-se, admirar-se, lembrar-se, esquecer-se, orgulhar-se arrepender-se, queixar-se, derreter-se, etc. Ex.: Geraldo se queixou do trabalho. Raquel se debateu durante o sono. 4) Partícula expletiva ou de realce – trata-se de um recurso estilístico, um reforço de expressão, podendo ser retirada da oração sem alteração de sentido ( ir-se, partir-se, chegar-se, rir-se, sorrir-se, etc. ). Ex.: Acabou-se a alegria de viver. Língua Portuguesa Professor André Moraes 48 5) Conjunção subordinativa - liga orações com dependência sintática. a) Integrante Ex.: Não sei se o vi. (Não sei ISTO) b) Condicional Ex.: Se você vier, ligue-me. 6) Substantivo - quando vem precedida de um determinante (artigo, pronome etc.) Ex.: O se é uma palavra problemática. QUESTÕES OBJETIVAS 125) Classifique o "se" na frase: "Ele queixou-se dos maus tratos recebidos". a) partícula integrante do verbo b) conjunção condicional c) pronome apassivador d) conjunção integrante e) símbolo de indeterminação do sujeito 126) (EPCAR) O se é índice de indeterminação do sujeito na frase: a) Não se ouvia o sino. b) Assiste-se a espetáculos degradantes. c) Alguém se arrogava o direito de gritar. d) Perdeu-se um cão de estimação. e) Não mais se falsificará tua assinatura. 127) (EPCAR) O se é pronome apassivador em: a) Precisa-se de uma secretária. b) Proibiram-se as aulas. c) Assim se vai ao fim do mundo. d) Nada conseguiria, se não fosse esforçado. e) Eles se propuseram um acordo. 128) (SANTA CASA) A palavra "se" é conjunção integrante (por introduzir oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das orações seguintes? a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. c) O aluno fez-se passar por doutor. d) Precisa-se de operários. e) Não sei se o vinho está bom. 24) ESTILÍSTICA A Gramática Normativa nem sempre é observada nas construções em que se busca maior expressividade. Logo, muitos desvios ocorrem para intensificação da mensagem, tornando-a mais original e criativa. Tais desvios não devem ser considerados erros, pois há intenção deliberada em cometê-los, buscando o reforço da mensagem. Eles serão aqui estudados sob a designação de Figuras de Linguagem. Figuras de Sintaxe ou de Construção Aliteração Repetição de sons consonantais. Ex.: "(...) Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias dos violões, vozes veladas / Vagam nos velhos vórtices velozes / Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas." (fragmento de Violões que choram. Cruz e Souza) Assonância Repetição de sons vocálicos. Ex.: (A, O) - "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral."(Caetano Veloso, em “Araçá Azul”) Hipérbato Alteração ou inversão da ordem direta, ou seja, a ordem inversa dos termos na oração, ou das orações no período. Ex.: Morreu o presidente, por: O presidente morreu. Obs.: Se a inversão for muito grande, comprometendo a clareza drasticamente, Celso Cunha chama-a de sínquise. “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante.” (Hino Nacional Brasileiro) ORDEM DIRETA: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico. Anástrofe Tipo de inversão entre o termo regido de preposição e o termo regente. Ex.: “Da morte o manto lutuoso vos cobre a todos.” O manto lutuoso da morte vos cobre a todos. Pleonasmo Repetição de um termo ou idéia, com objetivo de enfatizar a mensagem. Ex.: “Vi claramente visto o lume vivo.” (Camões) Obs.: pleonasmo vicioso - hemorragia de sangue, descer para baixo, subir para cima, monopólio exclusivo Assíndeto Ausência do conectivo de ligação, em geral o e. Ex.: O homem vive, corre, chora, morre. Língua Portuguesa Professor André Moraes 49 Polissíndeto Repetição de conjunções coordenativas na ligação entre elementos da frase ou do período. Ex.: O homem vive, e corre, e chora, e morre. Anacoluto Termo solto na frase, rompendo a estruturação sintática. Geralmente, inicia-se uma determinada construção sintática e depois se opta por outra. Ex.: Eu, pouco me interessa a tua vida. Anáfora Repetição de uma mesma palavra ou termo no início de versos ou frases. Ex.: “É preciso casar João, é preciso suportar Antonio, é preciso odiar Melquíades, é preciso substituir nós todos.” (Drummond) Silepse É a concordância ideológica. Existem três tipos: a) de gênero (masc. x fem.) Ex.: São Paulo é grandiosa. (= a cidade de São Paulo) b) de número (sing. x pl.) Ex.: O povo dessa região é meio estranho; não gostam das coisas boas da vida. (o povo – não gostam) c) de pessoa: Os professores somos loucos. (3ª pess. - os professores; mas, com a inclusão de quem fala, o verbo vai à 1ª pessoa do plural.) Onomatopéia Palavra cuja pronúncia serve para imitar um som. Ex.: O tique-taque do relógio não pára. Elipse Omissão de um termo facilmente subentendido no contexto. Ex.: Na cabeça, aquela ridícula idéia da morte. (omissão do verbo haver) Zeugma Omissão (elipse) de um termo que já apareceu antes. Ex.: "O meu pai era paulista / Meu avô, pernambucano / O meu bisavô, mineiro / Meu tataravô, baiano." (Chico Buarque) – omissão de era Figuras de Palavras ou Tropos Metáfora É um tipo de comparação implícita, sem o conectivo. Ex.: Minha vida é um abismo. Obs.: Se a construção fosse: Minha vida é como um abismo, teríamos uma comparação. Metonímia Substituição de um termo por outro, havendo entre eles proximidade de sentido. Ex.: Ler Machado de Assis (autor pela obra - livro) Comi dois pratos hoje. (continente pelo conteúdo - leite) Catacrese Emprego de uma palavra ou expressão, por falta de conhecimento ou na ausência de termo específico. Ex.: Espalhar os documentos (espalhar = separar palha) Comi um dente de alho. Embarcarei naquele ônibus. (embarcar = entrar num barco) Antonomásia, perífrase Substituição de um nome por uma expressão que facilmente o identifique. Ex: O mestre = Jesus Cristo, A cidade luz = Paris, O rei das selvas = o leão Sinestesia Consiste na mistura dos sentidos. Ex.: Ela tinha um cheiro doce. (olfato e paladar) O pai possuía uma voz áspera. (audição e tato) Figuras de Pensamento Antítese É o uso de termos ou expressões que se opõem pelo sentido. Ex.: A vida e a morte se entrelaçam. Apóstrofe É a invocação de enfática de pessoas ou coisas. Ex.: Mulher, ó mulher, dá-me o teu amor. Ironia Língua Portuguesa Professor André Moraes 50 Utilização de termo com sentido oposto do que se quer dizer, obtendo-se, assim, tom depreciativo. Ex.: Ela é leve como um paquiderme. Eufemismo Consiste na suavização de alguma idéia desagradável. Ex.: Ele foi falar com Deus. (morreu) Ela não é muito bela. (é feia) Hipérbole Exagero de uma idéia visando à expressividade. Ex.: Já repeti mil vezes. Gradação Quando as idéias são apresentadas em ordem ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax). Ex.: Cristo foi homem, líder, Deus. (clímax) Eu sou um homem, uma massa disforme, uma ameba. (anticlímax) Prosopopéia ou Personificação É a atribuição de qualidades e sentimentos do ser humano a seres irracionais, inanimados. Ex.: Os montes a olhavam com atenção. 129) IDENTIFIQUE AS FIGURAS DE LINGUAGEM 1) "O pavão é um arco-íris de plumas." 2) Nero foi cruel como um monstro. 3) Nero foi um monstro. 4) Um Picasso vale uma fortuna. 5) "O grito friorento das marrecas povoava de terror o ronco medonho da cheia." (Bernardo Élis) 6) Nas horas de folga lia Camões. 7) O Poeta dos Escravos morreu moço. 8) Ele não tinha teto onde se abrigasse. 9) Vossa Alteza parece aborrecido. 10) "O homem, chamar-lhe mito não passa de anacoluto." (Carlos Drummond de Andrade) 11) Das entranhas da terra jorra o ouro negro. 12) "Os jardins têm vida e morte." (Cecília Meireles) 13) "Queria gritar setecentas mil vezes Como são lindos, como são lindos os burgueses E os japoneses Mas tudo é muito mais." (Caetano Veloso, "Podres poderes") 14) "Oh! Musa do meu fado Oh! Minha mãe gentil, Te deixo consternado No primeiro abril" (Chico Buarque e Ruy Guerra, "Fado tropical") 15) “Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins públicos.”(Machado de Assis) 16) “Aquela mina de ouro, ele não ia deixar que outras espertas botassem as mãos.” (José Lins do Rego) 17) “Este prefácio, apesar de interessante, inútil.” (Mário Andrade) 18) “Mas, me escute, a gente vamos chegar lá.”(Guimarães Rosa) 19) “Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado.”(Martinho da Vila) 20) “Muita gente anda no mundo sem saber pra quê: vivem porque vêem os outros viverem.” (J. Simões Lopes Neto) 21) “Lá fora a noite é um pulmão ofegante.” (Fernando Namora) 22) "Querida, ao pé do leito derradeiro Em que descansas dessa longa vida, Aqui venho e virei, pobre querida, Trazer-te o coração do companheiro." (Machado de Assis, "A Carolina") 23) “Eu era pobre. Era subalterno. Era nada.” (Monteiro Lobato) 24) “Quando a indesejada das gentes chegar.” (Manuel Bandeira) 25) “O dinheiro é uma força tremenda, onipotente, assombrosa.” ( Olavo Bilac) 26) “Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor.” (Mário de Andrade) 27) “Ama, e treme, e delira, e voa, e foge, e engana.” (Alberto de Oliveira) 28) “Colombo, fecha a porta dos teus mares.” (Castro Alves) 29) “E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir. Deus lhe pague.” (Chico Buarque) Língua PortuguesaProfessor André Moraes 51 30) “Não quero amar, Não quero ser amado, Não quero combater Não quero ser soldado.”(Manuel Bandeira) 25) ANÁLISE DE TEXTO Segundo o Dicionário Aurélio, o raciocínio é o “encadeamento, aparentemente lógico, de juízos ou pensamentos. Capacidade de raciocinar, juízo, razão, racionalidade.” No dias atuais, em que o excesso de informações é patente, há necessidade de se filtrar o que realmente tem valor. Por isso, cada vez mais, pessoas com capacidade de compreensão, de análise, de avaliação e de síntese terão mais OS TIPOS DE TEXTO Conhecer o tipo de texto e os seus elementos constitutivos é muito importante. As perguntas devem ser feitas conforme a tipologia textual. NARRAÇÃO – centrada no fato, no acontecimento; há personagens atuando e um narrador que relata a ação. Uma narração, em geral, apresenta os seguintes elementos: Fato: é o acontecimento (ou acontecimentos) que será relatado. O encadeamento das ações forma o enredo. Personagens: são as pessoas que participam do acontecimento. Ambiente (ou cenário): são os lugares em que os acontecimentos ocorrem. Tempo: localização cronológica do acontecimento. Narrador: é quem conta a história. Pode ser de terceira pessoa (onisciente) ou de primeira (não sabe tudo). DESCRIÇÃO – é uma sequência de aspectos, características de qualquer ser existente no universo real ou imaginário. DISSERTAÇÃO – a idéia, as opiniões a respeito de um determinado assunto são o seu foco. ARGUMENTAÇÃO “Chamamos procedimentos argumentativos a todos os recursos acionados pelo produtor do texto com vistas a levar o leitor a crer naquilo que o texto diz e a fazer aquilo que ele propõe.” (Platão & Fiorin. Para entender o texto – leitura e redação. 16ª ed / São Paulo / ÁTICA, 2003.) Leia o fragmento de um dos sermões de Padre Antônio Vieira: (...) O sermão há de ser duma só cor, há de ter um só objeto, um só assunto, uma só matéria. Há de tomar o pregador uma só matéria, há de defini-la para que se conheça, há de dividi-la para que se distinga, há de prová-la com a Escritura, há de declará-la com a razão, há de confirmá-la com o exemplo, há de amplificá-la com as causas, com os efeitos, com as circunstâncias, com as conveniências que se hão de responder às dúvidas há de se satisfazer às dificuldades, há de impugnar e refutar com toda a força da eloquência os argumentos contrários, e depois disto há de colher, há de apertar, há de concluir, há de persuadir, há de acabar. Isto é sermão, isto é pregar, e o que não é isto, é falar de mais alto. Não nego nem quero dizer que o sermão não haja de ter variedade de discursos, mas esses hão de nascer todos da mesma matéria, e continuar e acabar nela. (In: Platão & Fiorin. Para entender o texto – leitura e redação. 16ª ed / São Paulo / ÁTICA, 2003. p. 137) O TEXTO ARGUMENTATIVO DEVE CONTER: 1) UNIDADE; 2) “UM SÓ OBJETO”, “UMA SÓ MATÉRIA”; 3) COMPROVAÇÃO DAS TESES DEFENDIDAS (ARGUMENTO DE AUTORIDADE); 4) RELAÇÕES LÓGICAS (CAUSA E EFEITO); 5) COESÃO E COERÊNCIA; 6) EXEMPLIFICAÇÕES CONCRETAS; 7) REFUTAÇÃO DOS ARGUMENTOS CONTRÁRIOS. DEFEITOS DE ARGUMENTAÇÃO 1) EMPREGO DE NOÇÕES CONFUSAS; 2) EMPREGO DE NOÇÕES DE TOTALIDADE INDETERMINADA; 3) USO DE CONCEITOS QUE SE CONTRADIZEM ENTRE SI; 4) UTILIZAÇÃO DE CONCEITOS E AFIRMAÇÕES GENÉRICOS; 5) INSTAURAÇÃO DE FALSOS PRESSUPOSTOS; PLANO-PADRÃO DE ARGUMENTAÇÃO 1. Proposição / Primeiro estágio (afirmativa, suficientemente definida e limitada; não deve conter em si mesma nenhum argumento, isto é, prova ou razão) Língua Portuguesa Professor André Moraes 52 “Dizem que (Fulano declarou que, muitos acreditam que, é opinião generalizada que) só o castigo físico, a pancada, educa, só ele é realmente eficaz quando se deseja corrigir a criança, formar-lhe o caráter...” 2. Análise da proposição / Segundo estágio “É verdade (é certo, é evidente, é indiscutível) que, em certos casos...” “É possível que, em certos casos, haja razão...” “Em parte, talvez tenham razão...” 3. Formulação de argumentos (evidência) / Terceiro estágio: a) fatos; b) exemplos; c) ilustrações; d) dados estatísticos; e) testemunho. “Mas, por outro lado...” “Entretanto, na maioria dos casos... a pancada não educa, é um método de educação condenável, porque...” “Seguem-se então a essa frase inicial da contestação as razões expressas em orações encabeçadas geralmente por conjunções explicativas ou causais.” (Othon M. Garcia. Comunicação em prosa moderna. Rio de Janeiro. Ed. FGV. 2002, p. 386) “...porque humilha, revolta, cria complexos...” 4. Conclusão “Logo (por consequência, portanto, de forma que não se devem espancar as crianças...” VOLTA AO INÍCIO DO TEXTO - “Portanto, não se deve espancar as crianças...” DICAS PARA AS QUESTÕES DE TEXTO 1) Leia o título. Ele está repleto de informações sucintas sobre o conteúdo textual. É frequente encontrarmos, também, texto cujo título só faz sentido após uma leitura cuidadosa e atenta. Portanto, ele não deve ser desprezado em nenhuma circunstância. 2) O texto deverá ser lido na íntegra, para que se identifique o seu tipo e o tema. 3) Leia o texto uma segunda vez, sublinhando o tópico-frasal, a idéia núcleo de cada parágrafo, e fazendo observações à margem. 4) Perceba a relação entre os parágrafos (causa / efeito, adversidade, explicação, etc.). 5) Para não haver dúvida, leia duas vezes o enunciado da questão. 6) Normalmente 1/3 das opções traz idéias absurdas, portanto, leia duas vezes cada uma e elimine as alternativas estapafúrdias. 7) A idéia central (tema) normalmente será encontrada na introdução ou na conclusão. Logo, não perca tempo. 8) As idéias argumentativas estão no desenvolvimento, por isso, se a questão pedir os argumentos do autor, vá direto ao corpo do texto. 9) Se a questão é de INFERÊNCIA (sentido implícito), a resposta deverá ser subentendida, está nas entrelinhas do texto. 10) Se a questão é de RECORRÊNCIA (sentido explícito), a resposta terá as palavras do texto. Procure, portanto, nas opções, aquilo que coincidir com as palavras do autor. 11) Quando a opção fala aquém do texto, teremos um erro de REDUÇÃO. 12) Quando a opção fala além do texto, o erro é de EXTRAPOLAÇÃO. 13) Quando a opção está em contraste com o texto, há CONTRADIÇÃO. 14) Cuidado com as divagações. Não imagine o que não existe no texto. 26) TIPOS DE DISCURSO Discurso - é a reprodução das falas ou o pensamento das personagens. Há três tipos de discurso: a) direto: neste caso, o narrador faz com que as personagens reproduzam a fala e o pensamento por si mesmas, de modo direto, utilizando o diálogo. Exemplo: Cristina disse ao namorado: - Quero casar logo. Características: uso de dois-pontos, travessão, verbos de elocução (perguntar, dizer, indagar, afirmar etc.). b) indireto: neste tipo de discurso, o narrador diz com suas palavras as falas das personagens. Exemplo: Ana disse ao namorado que queria casar logo. Língua Portuguesa Professor André Moraes 53 TRANSPOSIÇÕES DISCURSO DIRETO DISCURSO INDIRETO Presente do indicativoImperfeito do indicativo Pretérito perfeito Pretérito mais-que-perfeito Futuro do presente Futuro do pretérito Imperativo, presente e futuro do subjuntivo Imperfeito do subjuntivo Eu, me, mim, comigo Ele, ela, o, a, lhe, se, si, consigo Nós, nos, conosco Eles, elas, os, as, lhes, se, si, consigo Meu, minha, nosso, nossa Seu, sua, seus, suas Este, esta, isto Aquele, aquela, aqueles, aquilo Agora Naquela ocasião Hoje Naquele dia c) indireto livre ou semi-indireto: consiste na fusão entre discurso direto e indireto, ou melhor, o narrador reproduz o pensamento da personagem. Agora (Fabiano) queria entender-se com Sinhá Vitória a respeito da educação dos pequenos. E eles estavam perguntadores, insuportáveis. Fabiano dava-se bem com a ignorância. Tinha o direito de saber? Tinha? Não tinha. Note: o pensamento da personagem se confunde com fala do narrador. 27) FUNÇÕES DA LINGUAGEM CARACTERÍSTICA BÁSICA DA COMUNICAÇÃO: “alguém diz alguma coisa a outrem.” 1º - FATORES CONSTITUTIVOS DO ATO DE COMUNICAÇÃO. CONTEXTO REMETENTE MENSAGEM DESTINATÁRIO CONTATO CÓDIGO 2º - FUNÇÕES DA LINGUAGEM REFERENCIAL EMOTIVA POÉTICA CONATIVA FÁTICA METALINGUÍSTICA 1) FUNÇÃO EMOTIVA – está centrada no remetente (também chamado emissor / transmissor / codificador / falante). Há exteriorização de suas emoções e sentimentos. CARACTERÍSTICAS: presente em frases exclamativas, nas interjeições, na 1ª pessoa dos verbos e dos pronomes. “Samba em Prelúdio” (Baden Powel e Vinícius de Morais) Eu sem você Não tenho porquê Porque sem você Não sei nem chorar Sou chama sem luz Jardim sem luar Luar sem amor Amor sem se dar (...) 2) FUNÇÃO CONATIVA – está centrada no destinatário (receptor, decodificador, ouvinte). Dele, espera-se uma resposta ou tomada de atitude. Há forte apelo social, daí ser chamada, também, de Função Apelativa. CARACTERÍSTICAS: aparece nas frases interrogativas, nas imperativas, nos vocativos, na segunda pessoa dos verbos e dos pronomes. Abuse e use C&A. Compre Batom. Beba Coca-Cola. Fume Hollywood. Use Rexona. Observação: ela é bastante usada nas propagandas. O verbo no Imperativo é sua principal marca linguística. 3) FUNÇÃO REFERENCIAL – está centrada no contexto. Tem caráter informativo, de constatação. Também é chamada de Função Representativa. CARACTERÍSTICA: aparece nas frases afirmativas, na linguagem técnica e científica, na linguagem dos livros didáticos, na linguagem jornalística e na de relações públicas. A terra gira em torno do sol. O céu está nublado. BANDO INVADE HOSPITAL E RESGATA PRESO (Jornal do Brasil, 28/05/94) 4) FUNÇÃO FÁTICA – está centrada no contato, estabelecido através de um canal entre emissor e receptor. Serve para iniciar, prolongar ou encerrar o ato de comunicação. É acompanhada de outra, ou outras funções. CARACTERÍSTICA: aparece em expressões ou partículas como “alô”, “olá”, “tudo bem”, “né”, “entendeu?”, “tchau” etc. - Olá, como vai? - Eu vou indo e você, tudo bem? - Tudo bem, eu vou indo... (Paulinho da Viola) Língua Portuguesa Professor André Moraes 54 5) FUNÇÃO METALINGUÍSTICA – está centrada no código, na própria linguagem, ou seja, ela se explica e comenta. CARACTERÍSTICA: palavras que explicam palavras, cinema que fala de cinema, teatro de teatro, poesia de poesia etc. Observação: quando há dúvida sobre o código e quando se indagar a respeito dele, também ocorrerá Função Metalinguística. A metalinguagem existirá no momento da explicação. - Ana, o que significa “oscular”? – Função Conativa - Significa “beijar”. – Função Metalinguística 6) FUNÇÃO POÉTICA – está centrada na mensagem. CARACTERÍSTICA: seleção do vocabulário, conotação, figuras de linguagem (metáfora, metonímia, antítese, prosopopéia etc.), rimas (na poesia), ritmo (na prosa) etc. “A mesma Dona Ângela” (Gregório de Matos) Anjo no nome, Angélica na cara, Isso é ser flor, e Anjo juntamente, Ser Angélica flor, e Anjo florente, Em quem, sena em vós se uniformara? (...) 28) REDAÇÃO OFICIAL CARACTERÍSTICAS DA REDAÇÃO OFICIAL: 1) clareza absoluta; 2) concisão (exposição de idéias com um mínimo de palavras); 3) correção gramatical (linguagem formal); 4) polidez; 5) impessoalidade (o subjetivismo do emissor não é mais importante que os interesses do serviço); 6) precisão e sobriedade. 1) MEMORANDO Um memorando é um instrumento utilizado como meio de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão. Este instrumento é também usado para encaminhar projetos e inovações de serviço. Ele permite que o despacho seja feito no próprio formulário, agilizando a sua tramitação. CARACTERÍSTICAS: 1) meia folha de papel ofício; 2) timbre e cabeçalho do órgão expedidor; 3) número à esquerda; 4) localidade e data à direita; 5) vocativo – designação do cargo do destinatário da mensagem, precedido de “Senhor” ou “Senhora”; 6) mensagem; 7) despedida (curta: Atenciosas saudações / Atenciosamente / Cordiais saudações / Cordialmente); 8) assinatura, após a despedida; 9) rodapé – nome do cargo do destinatário, com as formas Il. mo Sr. ou Sr.ª. Se o texto possuir mais de uma folha, escreve-se ao pé da primeira folha, a palavra "continua" e no alto da próxima, “continuação”. No cabeçalho da folha de continuação, escreve-se o número do memorando. TIPOS DE MEMORANDOS Memorando Circular: Quando o Memorando for do tipo circular, escreve-se, no rodapé CC - com cópia - seguido de p/ e da abreviatura dos setores que receberam a cópia. Memorando Sigiloso: Deve constar, abaixo do cabeçalho, a palavra RESERVADO, ser enviado em envelope lacrado e rubricado pelo emitente na aba do fecho, onde também deve conter a palavra RESERVADO seguida do número do memorando, da indicação do emissor e do nome da autoridade a quem é dirigido. EXEMPLO 1 Memorando n.º 04/SR Rio de Janeiro,15 de abril de 2000. À Gerente da Editora da Furg Assunto: Solicitação de aquisição de livro Solicito a gentileza de adquirir um exemplar do livro Pedagogia da Autonomia para uso deste Departamento. Atenciosamente, Milton Rezende Coordenador de Revisão Língua Portuguesa Professor André Moraes 55 EXEMPLO 2 2) ATA Uma ata refere-se ao resumo dos fatos de uma reunião ou de uma assembléia para um determinado fim já divulgado. CARACTERÍSTICAS Uma ata deverá conter um cabeçalho constituído do número da ata e do nome dos participantes do grupo que se encontram reunidos, uma abertura indicando, por extenso, dia, mês, ano, hora, local da reunião e nome de quem a preside, bem como a finalidade de tal evento, transcrita da ordem do dia que consta da convocação. Seguindo estes itens, virão um pronunciamento referindo-se aos participantes e, a partir disso, a declaração de abertura da seção. Acompanhando estes elementos, virá uma relação nominal identificando os presentes, a aprovação da ata anterior, a declaração objetiva e sintética dos fatos a serem tratados no evento e, por último, um fechamento com as considerações finais. Conforme segue, vejamos um exemplo: Ata da 1 a reunião dos formandos de Letras2002 da FURG Aos dezessete dias do mês de julho, de dois mil e um, às dezenove horas e trinta minutos, na sala B, no Campus carreiros, sob a presidência da Comissão de Formatura, formada pelos alunos Fulano de tal, Beltrano e Sicrano, reuniram-se os formandos interessados na organização da formatura. Após constatada a presença de todos os alunos e feita a identificação do empenho de formatura, a comissão presidente declarou aberta a reunião. A reunião iniciou-se com a solicitação que a partir de dezessete de agosto fossem viabilizados os processos de arrecadação de valores para a formatura. A comissão informou que o valor a ser arrecadado será de R$ 12.000,00. Para tanto, pediu-se o afinco de todos os presentes na seção. Por fim, estando os presentes de acordo com o que foi deliberado, os Srs. presidentes encerraram a reunião, da qual eu, Maria da Silva, secretária designada, lavrei a presente ata, após lida e aprovada será assinada por mim e pelos presentes. Rio Grande, dezessete de julho de dois mil. (seguem as assinaturas) 3) OFÍCIO Correspondência pela qual se mantém intercâmbio de informações a respeito de assunto técnico ou administrativo, cujo teor tenha caráter exclusivamente institucional. São objetos de ofícios as comunicações realizadas entre dirigentes de entidades públicas, podendo ser também dirigidos a entidade particular. Suas partes componentes são: a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede: Exemplos: Mem. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. 123/2002-MME b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita: Exemplo: Brasília, 15 de março de 1991. c) assunto: resumo do teor do documento Exemplos: Assunto: Produtividade do órgão em 2002. Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores. d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser incluído também o endereço. e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura: Língua Portuguesa Professor André Moraes 56 – introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o uso das formas: "Tenho a honra de", "Tenho o prazer de", "Cumpre-me informar que", empregue a forma direta; – desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma idéia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição; – conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos. Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte: – introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula: "Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano de Tal." ou "Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama n o 12, de 1 o de fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste." – desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento. f) fecho; g) assinatura do autor da comunicação; e h) identificação do signatário. EXEMPLO 4) RELATÓRIO É a exposição circunstanciada de atividades levadas a termo por funcionário, no desempenho das funções do cargo que exerce, ou por ordem de autoridade superior. É geralmente feito para expor: situações de serviço, resultados de exames, eventos ocorridos em relação a planejamento, prestação de contas ao término de um exercício etc. Suas partes componentes são: 1. Título (a palavra RELATÓRIO), em letras maiúsculas. 2. Vocativo: a palavra Senhor(a), seguida do cargo do destinatário, e de vírgula. 3. Texto paragrafado, composto de introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução se enuncia o propósito do relatório; no desenvolvimento - corpo do relatório - a exposição minudente dos fatos; e, na conclusão, o resultado ou síntese do trabalho, bem como a recomendação de providências cabíveis. 4. Fecho, utilizando as fórmulas usuais de cortesia, como as do ofício. 5. Local e data, por extenso. 6. Assinatura, nome e cargo ou função do signatário. 7. Anexos, complementando o Relatório, com material ilustrativo e/ou documental. Língua Portuguesa Professor André Moraes 57 EXEMPLO RELATÓRIO Senhor Secretário Ao término do 1º semestre de 1999, vimos apresentar a V.Ex.ª o Relatório de Atividades pertinentes à Superintendência de Desenvolvimento Institucional, ao qual se anexam quadros demonstrativos onde se expressam os dados quantitativos das atividades operacionais. Seguindo as diretrizes determinadas pelo plano Estratégico desta Secretaria para o ano de 1999, pôde esta unidade alcançar as metas previstas nos projetos, conforme se segue. _____________________________________________ _____________________________________________ _____________________________________________ _____________________________________________ _____________________________________________ ________________________________ Apesar das dificuldades em relação às condições de trabalho, com número reduzido de pessoal qualificado e carência de materiais específicos e equipamentos, consideramos bastante positivos os resultados obtidos nestes primeiros meses da atual gestão. Rio de Janeiro, 10 de julho de 1999. 5) REQUERIMENTO Documento pelo qual o interessado solicita ao Poder Público algo a que se julga com direito, ou para se defender de ato que o prejudique. Suas partes componentes são: 1. Vocativo: a palavra Senhor, precedida da forma de tratamento, o título completo da autoridade a quem se destina, seguida de vírgula. 2. Preâmbulo: nome do requerente (em maiúsculas), seguido dos dados de identificação: nacionalidade, estado civil, filiação, idade, naturalidade, domicílio, residência etc. Sendo funcionário do órgão, apresentar apenas os dados de identificação funcional. 3. Texto: exposição do pedido, de forma clara e objetiva, citando o fundamento legal que permite a solicitação. 4. Fecho: parte que encerra o documento, usando-se, alinhada à esquerda a fórmula: Nestes Termos, Pede Deferimento. 5. Local e data, por extenso. 6. Assinatura do requerente. Observação: Entre o vocativoe o preâmbulo é praxe deixarem-se oito espaços. EXEMPLO Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Rio de Janeiro, JOSÉ JOAQUIM, agente administrativo, nível I, matrícula n.º 0000-0, lotado nesta Secretaria, com exercício no Departamento Geral de Administração, requer revisão de seus proventos, por discordar do disposto em seu contracheque. Nestes Termos, Pede Deferimento. Rio de Janeiro, 26 de abril de 1999. Assinatura 6) ABAIXO-ASSINADO – tem a mesma função de um requerimento, mas é coletivo. CARACTERÍSTICAS: o nome das pessoas solicitantes vem ao final do documento, mas há uma identificação geral para identificá-los. Ilmo. Sr. Secretário de Cultura de Campo Grande Nós, abaixo assinados, moradores de Campo Grande, vimos, por meio deste, solicitar a V. Sª a fomentação da cultura em nosso bairro. Tal pedido se justifica pela ausência de bons espetáculos em nossa região. Julgando justo o nosso pedido, antecipadamente agradecemos seu atendimento, no prazo mais breve possível. Atenciosamente, subscrevemo-nos: Rio de Janeiro, 03 de dezembro de 2004. (seguem as assinaturas) _________________________________ _________________________________ Língua Portuguesa Professor André Moraes 58 PRONOMES DE TRATAMENTO ABREVIATURA TRATAMENTO USADO PARA: V. A. V. Em.ª V. Ex.ª V. Mag.ª V. M. V. Exª Rev. ma V. P. V. Rev.ª V. Rev. ma V. S. V. S.ª Vossa Alteza Vossa Eminência Vossa Excelência Vossa Magnificência Vossa Majestade Vossa Excelência Reverendíssima Vossa Paternidade Vossa Reverência ou Vossa Reverendíssima Vossa Santidade Vossa Senhoria Príncipes,arquiduques, duques Cardeais Altas autoridades do Governo e oficiais generais das Forças Armadas Reitores de Universidades Reis, imperadores Bispos e arcebispos Abades, superiores de conventos Sacerdotes em geral Papa Funcionários públicos graduados, oficiais até coronel Concordância com os Pronomes de Tratamento (MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA) Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático: "Vossa Senhoria nomeará o substituto"; "Vossa Excelência conhece o assunto". Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa: "Vossa Senhoria nomeará seu substituto" (e não "Vossa ... vosso..."). Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é "Vossa Excelência está atarefado", "Vossa Senhoria deve estar satisfeito"; se for mulher, "Vossa Excelência está atarefada", "Vossa Senhoria deve estar satisfeita". 2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. São de uso consagrado: Vossa Excelência, para as seguintes autoridades: a) do Poder Executivo; Presidente da República; Vice-Presidente da República; Ministros de Estado; Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal; Oficiais-Generais das Forças Armadas; Embaixadores; Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial; Secretários de Estado dos Governos Estaduais; Prefeitos Municipais. b) do Poder Legislativo: Deputados Federais e Senadores; Ministro do Tribunal de Contas da União; Deputados Estaduais e Distritais; Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. c) do Poder Judiciário: Ministros dos Tribunais Superiores; Membros de Tribunais; Juízes; Auditores da Justiça Militar. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Língua Portuguesa Professor André Moraes 59 Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo: Senhor Senador, Senhor Juiz, Senhor Ministro, Senhor Governador, No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma: A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Ministro de Estado da Justiça 70.064-900 – Brasília. DF A Sua Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal 70.165-900 – Brasília. DF A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Juiz de Direito da 10 a Vara Cível Rua ABC, n o 123 01.010-000 – São Paulo. SP Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD), às autoridades arroladas na lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação. Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado é: Senhor Fulano de Tal, (...) No envelope, deve constar do endereçamento: Ao Senhor Fulano de Tal Rua ABC, n o 123 70.123 – Curitiba. PR Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações. Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo: Magnífico Reitor, (...) Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica, são: Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é: Santíssimo Padre, (...) Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais. Corresponde-lhe o vocativo: Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, (...) Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos;Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos. 2.2. Fechos para Comunicações O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria n o 1 do Ministério da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial: a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República: Respeitosamente, b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: Atenciosamente, Língua Portuguesa Professor André Moraes 60 Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do Ministério das Relações Exteriores. 2.3. Identificação do Signatário Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte: (espaço para assinatura) Nome Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República (espaço para assinatura) Nome Ministro de Estado da Justiça Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho. EXERCÍCIOS 130) (TÉCNICO ADM. / CESGRANRIO) Abaixo, acham-se relacionados cargos de autoridades as- sociados à forma de tratamento e ao vocativo que devem ser usados em correspondência que lhes for dirigida. Indique a única opção em que esta relação está feita de modo correto. a) Senador - Vossa Eminência - Exmo. Senador. b) Juiz - Vossa Excelência - Sr. Dr. Juiz. c) Prefeito - Vossa Senhoria - Ilmo. Sr. Prefeito. d) Ministro - Vossa Magnificência - Sr. Ministro. e) Vereador - Vossa Senhoria - Sr. Vereador. 131) (TÉCNICO ADM. / CESGRANRIO) Assinale a opção que apresenta o fecho adequado para comunicações oficiais, dirigidas a autoridades superiores, inclusive o Presidente da República. a) Atenciosamente. b) Respeitosamente. c) Sinceramente d) Sem mais para o momento. e) Colocando-me a seu dispor, despeço-me. 132) (GEOLOGIA / CESGRANRIO) Os documentos redigidos em Padrão Ofício devem conter as partes apresentadas a seguir, EXCETO: a) assunto. b) objetivo. c) local e data. d) identificação do signatário. e) tipo e número do expediente. 133) (GEOLOGIA / CESGRANRIO) A modalidade de comunicação adequada entre unidades administrativas do mesmo órgão, caracterizada por ser uma forma de comunicação interna, é: a) fax. b) bilhete. c) memorando. d) correio eletrônico. e) exposição de motivos. 134) (Perito Criminal Federal / UnB / CESPE) Os itens abaixo identificam possíveis inícios ou fechos de textos de caráter oficial. Em cada um deles, julgue se há correspondência correta entre a identificação do tipo de texto e o respectivo trecho dentro do quadro. 1- Início de requerimento: Brasília, 8 de outubro de 2000. Senhor Diretor, Venho, por meio desta, requerer minha inscrição no concurso de redações sobre os 500 anos do Descobrimento do Brasil. 2- Início de memorando: Brasília, 8 de outubro de 2000. Ao Sr. Chefe do Almoxarifado Geral Assunto: Compra de papel para máquinas copiadoras 3- Início de ata: Aos oito dias do mês de outubro do ano de um mil novecentos e noventa e nove, com início às vinte horas, em primeira convocação, realizou-se, na sede da companhia, situada à rua Gonçalves Dias, 298, terceiro andar, São Paulo, capital, a terceira Assembléia Geral Ordinária da Companhia XYZ. 4- Fecho de ofício: Atenciosamente, Antônio Fulano da Silva Diretor de Serviços Gerais 135) (Perito Criminal Federal / UnB / CESPE) A sub-chefia de assuntos jurídicos desse ministério submeteu ao magnífico procurador-geral da república, Dr. Aristóteles Sócrates Platão, consulta sobre sua opinião pessoal a respeito de matéria controversa que versa sobre os limites entre os direitos dos cidadões e a esfera do poder público, no sentido de tornar clara, explícita e incontroversa a questão levantada pela prestigiosa comissão que investiga o recebimento de um excelente automóvel zero quilômetro da marca Mercedez Benz pelo senhor chefe dos serviços gerais do nosso ministério para que seje investigado a fundo se o episódio pode ser considerado inflação do código de ética recentemente promulgado pelo poder executivo. De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, a redação oficial deve caracterizar-se por impessoalidade, uso de padrão culto da linguagem, Língua Portuguesa Professor André Moraes 61 clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Em face dessa caracterização e do fragmento de texto oficial acima, julgue os itens que se seguem. 1- Exceto pelo emprego de períodos sintáticos longos, o fragmento respeita as normas de concisão e objetividade recomendadas pelo Manual de Redação da Presidência da República. 2- No fragmento, para que a característica de clareza seja observada, deve não apenas ser reformulado o nível sintático como também deve haver mais precisão na organização das idéias. 3- Embora os níveis gráfico e lexical estejam corretos, o texto desrespeita as regras do padrão culto da linguagem no nível sintático. 4- O texto não obedece às características de formalidade e de impessoalidade que devem nortear toda correspondência oficial para que esta adquira uniformidade. 5- As formas de tratamento empregadas no texto revelam um caráter de respeitosa formalidade e estão de acordo com as recomendações para textos oficiais. QUESTÕES DIVERSAS (ANTT) Instruções gerais para as questões de número 136 a 139: Cada uma dessas questões apresenta cinco propostas diferentes de redação. Assinale a letra que corresponde à melhor redação, considerando correção, clareza e concisão. 136) a) As ruas uma a uma o geógrafo às reviu; b) As casas o geógrafo reviu-as, uma à uma; c) O geógrafo, às casas, as reviu uma a uma; d) As casas, o geógrafo reviu-as uma a uma; e) As casas, as reviu o geógrafo, uma à uma. 137) a) Alguns sabem que certas coisas não têm preço; b) Sabem alguns, que certas coisas não tem preço; c) Certas coisas não têem preço, é o que sabem alguns; d) Sabem alguns que certas coisas não têem preço; e) Alguns sabem que, certas coisas não têm preço. 138) a) Jamais se poderão pagar algumas saudades; b) Jamais poderão se pagar algumas saudades; c) Algumas saudades, jamais se poderão pagar; d) Jamais poderá pagar-se algumas saudades; e) Jamais se poderá pagar algumas saudades. 139) a) A parada o autorizava à cobrar um novo preço; b) A parada lhe autorizava de cobrar um novo preço; c) A parada o autorizava de cobrar um novo preço; d) A parada o autorizava a cobrar um novo preço; e) A parada lhe autorizava a cobrar um novo preço. 140) (AGENTE DE POLÍCIA – DF) I – “grau crescente DE INSEGURANÇA” II – “agências DE TURISMO”III – “trabalho DE INVESTIGAÇÃO POLICIAL” IV – “por falta DE AÇÃO INTEGRADA” Entre os segmentos acima, em maiúsculas, aquele que apresenta função DISTINTA da dos demais é: a) I; b) II; c) III; d) IV; e) nenhum deles. 141) (TRE) O segmento do texto que apresenta um sujeito posposto ao verbo é: a) “Anestesiada e derrotada, a sociedade nem está percebendo a enorme inversão de valores em curso.”; b) “Parece aceitar como normal que um grupo de criminosos estenda faixas pela cidade e nelas fale de paz.”; c) “Há um coro, embora surdo, que tenta retratar criminosos como coitadinhos,...”; d) “Coitadinhos e vítimas de um sistema ineficiente, aqui, são os parentes dos abatidos pela violência...”; e) “Mas não merecem um micrograma que seja de privilégios...”. 142) (AGENTE DE POLÍCIA – DF) “...técnica adequada para seguir pistas”; o substantivo cognato adequado ao verbo seguir neste caso é: a) sucessão; b) sequência; c) sequenciação; d) seguimento; e) seguida. 143) (AGENTE DE POLÍCIA – DF) “...não há um esquema EFICAZ de inteligência...”; “...deveria produzir a aplicação EFICIENTE...”; no minidicionário de língua portuguesa de A. Houaiss aparece a definição desses dois adjetivos: 1. eficiente: que realiza bem suas funções; que traz bons resultados; 2. eficaz: eficiente; seguro, infalível. Isso mostra que: a) só o primeiro está bem empregado; b) só o segundo está bem empregado; c) os vocábulos podiam trocar de posição, sem alteração de sentido; d) nenhum dos dois está bem empregado; e) deveria ser empregado somente um desses adjetivos. 144) (AGENTE DE POLÍCIA – DF) O segmento abaixo que apresenta adjetivo sem variação de grau é: a) “Por maior que tenha sido a indignação manifestada...”; b) “...é alarmante esse grau crescente de insegurança”; c) “...de fazer o turista se sentir mais seguro no Rio...”; d) “...a redução a níveis mínimos dos assaltos a turistas”; Língua Portuguesa Professor André Moraes 62 e) “Mas é mais justo falar em dinheiro mal aplicado”. 145) (AGENTE DE POLÍCIA – DF) “Em oito anos, o número de turistas no Rio de Janeiro dobrou, enquanto os assaltos a turistas foram multiplicados por três, alcançando hoje a média de dez casos por dia. Considerando a importância que o turismo tem para a cidade – que anualmente recebe 5,7 milhões de visitantes de outros estados e do estrangeiro, destes, aliás, quase 40% dos que chegam ao Brasil têm como destino o Rio – é alarmante esse grau crescente de insegurança”; quanto às referências numéricas presentes nesse primeiro parágrafo do texto pode-se dizer que representam numerais de dois tipos: a) cardinais e ordinais; b) cardinais e multiplicativos; c) multiplicativos e fracionários; d) cardinais e fracionários; e) ordinais e multiplicativos. 146) (ANP) “Os fatos desta vez deram razão a Monteiro Lobato.”; a(s) forma(s) INADEQUADA(s) de reescrever-se esse mesmo período, mantendo-se o sentido original, é(são): I - A Monteiro Lobato foi dada razão pelos fatos, desta vez; II - A Monteiro Lobato deram razão, desta vez, os fatos; III - A Monteiro Lobato, foi-lhe dada razão pelos fatos, desta vez. (A) nenhuma; (B) III; (C) I-III; (D) II; (E) II-III. 147) (ANP) Assim como petróleo foi formado: (A) jardineiro; (B) planalto; (C) pré-histórico; (D) anti-semita; (E) brasiliense. 148) (ANP) De onde vêm as palavras – Deonísio da Silva No título do texto 3, o termo vêm aparece com acento porque: (A) é necessário mostrar a diferença com a forma da terceira pessoa do singular; (B) todo monossílabo tônico terminado em em leva acento gráfico; (C) concorda com seu sujeito as palavras; (D) é necessário destacar que sua pronúncia é nasal; (E) para distinguir o verbo ver do verbo vir. (ANP) As questões de 149 a 160 mostram uma mesma idéia escrita de cinco formas distintas; você deve assinalar a forma mais adequada, levando em consideração sua correção, precisão, clareza e elegância. 149) (A) Mais de 1,4 milhões de pessoas dirigiram-se à Meca neste final de semana. (B) Mais de 1,4 milhão de pessoas dirigiram-se à Meca neste final-de-semana. (C) Mais de 1,4 milhão de pessoas dirigiu-se a Meca neste final-de-semana. (D) Mais de 1,4 milhão de pessoas dirigiram-se a Meca neste final de semana. (E) Mais de 1,4 milhões de pessoas dirigiu-se à Meca neste final de semana. 150) (A) Os guardas-civis intervieram na discussão dos espectadores. (B) Os guarda-civis interviram na discursão dos expectadores. (C) Os guardas-civis interviram na discussão dos expectadores. (D) Os guarda-civis intervieram na discursão dos espectadores. (E) Os guarda-civil interviram na discussão dos expectadores. 151) (A) Os policiais averíguam onde querem trabalhar os escrivãos. (B) Os policiais averíguam aonde querem trabalhar os escrivãos. (C) Os policiais averiguam onde querem trabalhar os escrivães. (D) Os policiais averiguam aonde querem trabalhar os escrivães. (E) Os policiais averiguam onde querem trabalhar os escrivões. 152) (A) O navio ainda não tinha atracado e já era meio dia e meia. (B) O navio ainda não havia atracado e já era meio-dia e meia. (C) O navio ainda não tinha atracado e já era meio-dia e meio. (D) O navio ainda não havia atracado e já era meio-dia e meio. (E) O navio ainda não havia atracado e já eram meio dia e meia. 153) (A) Quando nos vermos de novo, eu te cumprimentarei. (B) Quando nos vermos de novo, eu cumprimentar-te-ei. (C) Quando virmo-nos de novo, eu te comprimentarei. (D) Quando nos virmos de novo, eu te cumprimentarei. (E) Eu te cumprimentarei quando nos vermos de novo. 154) (A) Vossa Excelência, o Presidente, vem com os ministros a reunião? (B) Sua Excelência, o Presidente, vem com os ministros à reunião? (C) Vossa Excelência, o Presidente, vêm com os ministros para a reunião? Língua Portuguesa Professor André Moraes 63 (D) Vossa Excelência, o Presidente, vem com os ministros na reunião? (E) Sua Excelência, o Presidente, vêm com os ministros para a reunião? 155) (A) O motorista foi um dos que não quis aderir à greve. (B) O motorista foi um dos que não quiseram aderir a greve. (C) O motorista foi um dos que não quiz aderir à greve. (D) O motorista foi um dos que não quizeram aderir à greve. (E) O motorista foi um dos que não quis aderir a greve. 156) (A) No passado, não haviam tantos cheques sem fundo apreendidos. (B) No passado, não havia tantos cheques sem fundo aprendidos. (C) No passado não havia tantos cheques sem fundo apreendidos. (D) No passado não havia tantos cheques sem fundos apreendidos. (E) No passado, não havia tantos cheques sem fundos aprendidos. 157) (A) Não existe impecilhos em conceder-lhe previlégios. (B) Não existe impecilhos em conceder-lhe privilégios. (C) Não existe empecilho em conceder-lhe previlégios. (D) Não existem empecilhos em conceder-lhe previlégios. (E) Não existem empecilhos em conceder-lhe privilégios. 158) (A) A Prefeitura premia os cidadãos mais bem comportados. (B) A Prefeitura premeia os cidadãos mais bem comportados. (C) A Prefeitura premia os cidadões melhor comportados. (D) A Prefeitura premeia os cidadões melhor comportados. (E) A Prefeitura premeia os cidadões mais bem comportados. 159) (A) Estão sobre suspeita as quatro milhões de caixas dos remédios anglo-franceses. (B) Estão sob suspeita os quatro milhões decaixas dos remédios anglos-franceses. (C) Estão sobre suspeita os quatro milhões de caixas dos remédios anglo-francês. (D) Estão sob suspeita as quatro milhões de caixas dos remédios anglo-franceses. (E) Estão sob suspeita os quatro milhões de caixas dos remédios anglo-franceses. 160) (A) Acho que não vê-la-ei com bastantes amigos. (B) Acho que não a verei com amigos bastante. (C) Acho que não a verei com bastantes amigos. (D) Acho que não verei-a com amigos bastantes. (E) Acho que não vê-la-ei com bastante amigos. Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro / TÉCNICO JUDICIÁRIO TEXTO – A VERDADE E A FANTASIA Miguel Pachá – Presidente do TJ/RJ Um espectro ronda a Justiça brasileira neste final de ano: a Reforma do Judiciário. Espectro porque a realidade do Judiciário e a necessidade da sua reforma foram, nos últimos meses, deformados pelo “manto diáfano da fantasia”. Comemoramos o nosso dia (8 de dezembro) sob o fogo cruzado da má-vontade e da desinformação. O Judiciário não pode ser culpabilizado pelo que a mídia chama com exagero de impunidade. A polícia não prende, não investiga e nós, presos à aplicação da lei, pagamos o pato. Além disso, há um cipoal de leis, medidas provisórias e atos normativos que acabam por atravancar nossos corredores. Temos oferecido à sociedade idéias e propostas de melhoria da prestação de Justiça. Um exemplo: o julgamento virtual, que acelera a tramitação, elimina papel e dispensa deslocamentos de advogados. Quanto ao apregoado controle do Judiciário, pensamos que deveria antes vir de dentro que de fora, pelo ajuste de normas e práticas processuais, bem como pela supervisão sistemática. A autonomia financeira deu ao nosso Tribunal a possibilidade de ser um dos melhores do país: um dos mais ágeis e seguros, em condições objetivas de enfrentar o descrédito geral da Justiça. A autonomia dos poderes – lembremos ainda uma vez – é a única garantia que temos da estabilidade da República e, em última instância, da continuidade do regime democrático – o pior de todos, com exceção dos outros. Falar em cidadania é falar em Judiciário. Em muitas sociedades tradicionais a norma de estabilidade é a do “poder trava poder”. Ao invés do controle externo, sempre perigoso, talvez se pudesse confiar mais nesse controle sistêmico. De resto, temos à disposição diversos mecanismos endógenos, eficazes, de controle (os tribunais de conta, as corregedorias etc.). A sociedade global, estimulada pelos formadores de opinião, não tem sido capaz de captar a verdade do Judiciário. Sob um cerco total de má-vontade e desinformação, vemos exageradas as nossas deficiências e erros. “Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia” – parodiemos o slogan do velho Eça de Queiroz. E qual é a nossa verdade? Antes de enunciá-la, reconheçamos nossos erros e dificuldades, algumas conjunturais, de mais fácil correção, outras estruturais, mais difíceis. Recente pesquisa da OAB, mostrou que 55% da população mal conhece o Judiciário. E é ela a segunda instituição menos confiável do país. Nosso programa para o ano que se inicia é, pois, estabelecer a verdade da distribuição de Justiça em Língua Portuguesa Professor André Moraes 64 nosso Estado e vê-la reconhecida, senão por todos, ao menos pela maioria de nossos concidadãos. Informativo TJ/RJ e EMERJ, n.12 161) “Um espectro ronda a Justiça brasileira neste final de ano: a Reforma do Judiciário.”; o “Guia de uso de Português”, de Maria Helena de Moura Neves, p. 269, aponta alguns casos de emprego de dois pontos. O item que indica o caso adequado ao fragmento destacado do texto é: a) enumeração; b) explicitação; c) explicação; d) exemplificação; e) fala de personagem. 162) “Um espectro ronda a Justiça brasileira neste final de ano:...”. O dicionário de língua portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda registra uma série de significados para a palavra espectro; em função do texto, o significado dicionarizado mais adequado desse vocábulo no contexto é: a) “fantasma”; b) “figura imaterial, real ou imaginária, que povoa o pensamento”; c) “aparência vã de uma coisa”; d) “aquilo que constitui ameaça”; e) “pessoa esquelética, esquálida”. 163) O texto é claramente argumentativo e se estrutura em torno de uma tese, que é explicitada em: a) “...a realidade do Judiciário e a necessidade da sua reforma foram, nos últimos meses, deformados pelo ‘ manto diáfano da fantasia’ ”; b) “...reconheçamos nossos erros e dificuldades, algumas conjunturais, de mais fácil correção, outras estruturais, mais difíceis.”; c) “Em muitas sociedades tradicionais a norma de estabilidade é a do ‘poder trava poder’ ”; d) “Nosso programa para o ano que se inicia é, pois, estabelecer a verdade da distribuição de Justiça em nosso Estado...”; e) “A autonomia dos poderes – lembremos ainda uma vez – é a única garantia que temos da estabilidade da República e, em última instância, da continuidade do regime democrático...”. 164) No segmento “Reforma do Judiciário”, o termo “do Judiciário” indica um paciente do termo anterior. O item em que o termo sublinhado possui valor diferente é: a) “aplicação da lei”; b) “distribuição de Justiça”; c) “formadores de opinião”; d) “verdade do Judiciário”; e) “deslocamentos de advogados”. 165) Etc. é uma expressão latina. O livro “Não perca o seu latim”, de Paulo Rónai, indica vocábulos e expressões latinas bastante comuns em textos jurídicos; o item cujo latinismo tem seu significado INCORRETAMENTE indicado é: a) alibi – ausência do acusado no lugar do crime, provada pela sua presença noutro lugar; b) habeas corpus – garantia constitucional outorgada em favor de quem sofre ou está na iminência de sofrer coação ou violência; c) quorum – número máximo de pessoas presentes necessário para que um órgão funcione; d) ad hoc – designado para executar determinada tarefa; e) a priori - anteriormente à experiência. 166) O texto é elaborado por um membro do Judiciário e dirigido a profissionais do mesmo espaço profissional; o item que NÃO o comprova é: a) “Comemoramos o nosso dia (8 de dezembro) sob o fogo cruzado da má-vontade e da desinformação.”; b) “Sob um cerco total de má-vontade e desinformação, vemos exageradas as nossas deficiências e erros.”; c) “A sociedade global, estimulada pelos formadores de opinião, não tem sido capaz de captar a verdade do Judiciário.”; d) “A polícia não prende, não investiga e nós, presos à aplicação da lei, pagamos o pato.”; e) “Além disso, há um cipoal de leis, medidas provisórias e atos normativos que acabam por atravancar nossos corredores.” 167) A sigla OAB significa: a) Organização Advocatícia do Brasil; b) Ordem dos Advogados do Brasil; c) Ordem de Assistência a Brasileiros; d) Organização Assistencial Brasileira; e) Organização de Advogados Brasileiros. 168) A deformação da realidade do Judiciário e da sua reforma, aludida no primeiro parágrafo do texto, só NÃO aparece referida ou inferida em: a) “Comemoramos o nosso dia (8 de dezembro) sob o fogo cruzado da má-vontade e da desinformação.”; b) “A polícia não prende, não investiga e nós, presos à aplicação da lei, pagamos o pato.”; c) “Além disso, há um cipoal de leis, medidas provisórias e atos normativos que acabam por atravancar os nossos corredores.”; d) “Sob um cerco total de má-vontade e desinformação, vemos exageradas as nossas deficiências e erros.”; e) “A autonomia dos poderes – lembremos ainda uma vez – é a única garantia que temos da estabilidade da República e, em última instância, da continuidade do regimedemocrático – o pior de todos, com exceção dos outros.” 169) Entre o segundo e o terceiro parágrafos do texto, em função dos significados por eles veiculados, poderíamos inserir o conectivo: a) apesar de; b) porque; c) ainda que; d) contanto que; e) nem. Língua Portuguesa Professor André Moraes 65 170) ETC. é uma forma abreviada de et coetera, que significa “e outras coisas”; a afirmação correta a respeito do uso dessa expressão, segundo o Formulário Ortográfico, é: a) a forma é sempre seguida de ponto; b) nunca é precedida de vírgula; c) só é empregada em relação a pessoas; d) quando termina a frase, a abreviatura pode ser seguida de ponto final; e) só é empregada em relação a coisas. 171) “Temos oferecido...”; esse tempo verbal apresenta, no início do terceiro parágrafo, o seguinte valor: a) um fato posterior ao momento em que se fala; b) um fato futuro em relação a um fato passado; c) um fato passado, visto como concluído; d) dá atualidade a fatos passados; e) fatos passados, repetidos no presente. 172) Relação EQUIVOCADA entre adjetivo/substantivo é: a) normativos / norma; b) eficazes – eficácia; c) conjunturais – conjectura; d) tradicionais – tradição; e) sistêmico – sistema. 173) “A polícia não prende, não investiga e nós, presos à aplicação da lei, pagamos o pato.”; esse trecho de nosso texto mostra que: a) o Judiciário é o único poder que respeita a lei; b) o Poder Judiciário recebe a culpa de erros alheios; c) a polícia não está presa à lei; d) o Poder Judiciário causa inúmeros problemas à polícia; e) o respeito às leis prejudica a imagem do Poder Judiciário. 174) Com o emprego do vocábulo cipoal, no segundo parágrafo do texto, o autor mistura duas idéias: a) quantidade e dificuldade; b) complicação e autoridade; c) irresponsabilidade e confusão; d) clareza e precisão; e) legalização e qualidade. 175) O item que apresenta uma afirmação coerente com os vocábulos presentes no título do texto é: a) a fantasia representa o ideal de Justiça que todos perseguem; b) a verdade se refere aos exageros da imprensa; c) a fantasia representa os bons serviços prestados pela Justiça; d) a verdade se refere aos bons e maus aspectos do Judiciário; e) a fantasia representa as boas obras não difundidas. 176) Ao dizer que o regime democrático é “o pior de todos, com exceção dos outros”, o autor do texto quer dizer que esse regime: a) é o pior de todos, em seus modelos atuais; b) é o pior de todos, historicamente falando; c) é o pior de todos, comparado aos demais; d) é o melhor de todos, comparado aos demais; e) é tão bom quanto os demais. 177) “De resto, temos à disposição diversos mecanismos endógenos, eficazes, de controle...”; a idéia aqui presente se repete aproximadamente em: a) “Quanto ao apregoado controle do Judiciário, pensamos que antes deveria vir de dentro que de fora...”; b) “A sociedade global, estimulada pelos formadores de opinião, não tem sido capaz de captar a verdade do Judiciário.”; c) “Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia”; d) “A autonomia dos poderes [....] é a única garantia que temos da estabilidade da República...”; e) “Falar em cidadania é falar em Judiciário.” 178) A expressão “lembremos ainda uma vez”, inserida no quarto parágrafo do texto, indica que: a) essa mesma idéia já foi expressa anteriormente no texto; b) o autor se refere a uma outra publicação de sua autoria; c) os leitores esquecem facilmente de coisas importantes; d) é uma informação importante e de pouco conhecimento dos cidadãos; e) é um conhecimento que é necessário repetir, dada sua importância. 179) Em relação aos “mecanismos endógenos”, referidos no 4º. parágrafo do texto, analise os itens a seguir: I - “...antes vir de dentro que de fora, pelo ajuste de normas e práticas processuais,...”; II - “Em muitas sociedades a norma de estabilidade é a do ‘poder trava poder’.”; III - “Ao invés do controle externo, sempre perigoso, talvez se pudesse confiar mais nesse controle sistêmico.”. Os mecanismos referidos no enunciado correspondem a: a) I – III; b) I – II – III; c) II – III; d) I – II; e) III. 180) O segmento do texto que mostra um equívoco do editor do texto no emprego da vírgula é: a) “...a realidade do Judiciário e a necessidade de sua reforma foram, nos últimos meses, deformados...”; b) “...distribuição de Justiça em nosso Estado e vê-la reconhecida, senão por todos, ao menos pela maioria...”; c) “Recente pesquisa da OAB, mostrou que 55% da população mal conhece o Judiciário.”; Língua Portuguesa Professor André Moraes 66 d) “De resto, temos à disposição diversos mecanismos endógenos, eficazes, de controle...”; e) “...o pior de todos, com exceção dos outros...”. 181) “...55% da população brasileira mal conhece o Judiciário.”; uma gramática de língua portuguesa afirma que “quando o sujeito for expresso por número percentual ou fracionário, o verbo concordará com o numeral, mas que é comum, entretanto, encontrarem-se exemplos de frases com o verbo concordando com a expressão que acompanha o numeral”. Nesse caso, podemos dizer que, segundo a orientação gramatical: a) o autor do texto errou na concordância verbal; b) o termo “população brasileira” deveria ser colocado no plural; c) a única forma possível do verbo seria “conhecem”; d) havia outra possibilidade de concordância verbal; e) a concordância empregada na frase pertence à linguagem popular. 182) O item cujo conector sublinhado tem valor semântico de causa é: a) “...deformados pelo manto diáfano da fantasia.”; b) “O Judiciário não pode ser culpabilizado pelo que a mídia chama com exagero de impunidade.” c) “...deveria vir antes de dentro que de fora, pelo ajuste de normas e práticas processuais,...” d) “A sociedade global, estimulada pelos formadores de opinião,...”; e) “...vê-la reconhecida, senão por todos, ao menos pela maioria dos nossos concidadãos.” 183) Segmento do texto que mostra uma expressão de nível de linguagem bem diferente da formalidade do texto é: a) “...o pior de todos, com exceção dos outros...”; b) “E é ela a segunda instituição menos confiável do país.”; c) “...presos à aplicação da lei, pagamos o pato.”; d) “E qual é a nossa verdade?”; e) “Sob um cerco total de má-vontade e desinformação...” 184) A respeito do controle do Poder Judiciário, podemos dizer que a posição do autor do texto é: a) favorável, desde que esse controle seja interno; b) favorável, desde que esse controle não seja feito por tribunais de conta, etc; c) favorável, se não for contaminado por má-vontade e desinformação; d) desfavorável, pois se perderia a estabilidade da República; e) desfavorável, porque todo controle é perigoso. 185) “Recente pesquisa da OAB, mostrou que 55% da população mal conhece o Judiciário. E é ela a segunda instituição menos confiável do país.”; sobre esse segmento pode-se dizer que: a) o termo “mal” equivale semanticamente a “imperfeitamente”; b) o pronome “ela” substitui o Poder Judiciário, citado anteriormente; c) “menos confiável” corresponde a uma forma de superlativo; d) o segundo período do segmento mostra algo que a pesquisa não mostrou; e) decorre a informação de que há muitas outras instituições não confiáveis. Da questão 186 à questão 200, você terá cinco formas da mesma frase; você deve indicar a de forma mais adequada e correta, segundo a norma culta. 186) a)Os advogados, inquietos, esperavam o resultado do processo; b) Inquietos, os advogados esperavam, o resultado do processo; c) Os advogados, esperavam inquietos o resultado do processo; d) Os advogados, esperavam, inquietos, o resultado do processo; e) Os advogados inquietos o resultado do processo esperavam. 187) a) O Tribunal funciona, aos sábados, das 7 as 12 horas; b) O Tribunal funciona aos sábados de 7 à 12 horas; c) O Tribunal funciona, aos sábados, de 7 às 12 horas; d) O Tribunal funciona, aos sábados, das 7 às 12 horas; e) O Tribunal, aos sábados, funciona, de 7 à 12 horas. 188) a) Em princípio, nenhuma foto pode estar anexo à mensagem; b) A princípio, nenhuma foto pode estar em anexo à mensagem; c) Em princípio, nenhuma foto pode estar anexa à mensagem; d) A princípio, nenhuma foto pode estar anexa a mensagem; e) Em princípio nenhuma foto pode estar em anexo a mensagem. 189) a) Com exceção da referência às leis, Vossa Excelência, o deputado, falou bem; b) Com excessão da referência às leis, Sua Excelência, o deputado, falou bem; c) Com excessão da referência as leis, Sua Excelência, o deputado, falou bem; d) Com exceção da referência as leis, Vossa Excelência, o deputado, falou bem; e) Com exceção da referência às leis, Sua Excelência, o deputado, falou bem. 190) a) Se alguém vir o processo, retire-o do pacote em que está; b) Se alguém ver o processo, retira-o do pacote em que está; Língua Portuguesa Professor André Moraes 67 c) Se alguém ver o processo, retire ele do pacote em que está; d) Se alguém vir o processo, retira-o do pacote em que está; e) Se alguém ver o processo, retire-o do pacote em que está. 191) a) A ascensão ao novo cargo, encheu o juiz de orgulho; b) A ascenção ao novo cargo encheu de orgulho o juiz; c) A ascensão ao novo cargo encheu o juiz de orgulho; d) A ascenção ao novo cargo, encheu, de orgulho, o juiz; e) A ascenção ao novo cargo encheu de orgulho, o juiz. 192) a) O promotor esqueceu vários papeizinhos na gaveta; b) O promotor se esqueceu de vários papeiszinhos na gaveta; c) O promotor esqueceu-se de vários papeiszinhos na gaveta; d) O promotor esqueceu vários papeiszinhos na gaveta; e) O promotor se esqueceu vários papeizinhos na gaveta. 193) a) Parecem ter havido bastantes erros no processo; b) Parece ter havido bastante erros no processo; c) Parecem ter havido bastante erros no processo; d) Parece ter havido bastantes erros no processo; e) Parece terem havido bastante erros no processo. 194) a) A palestra estava meia chata, mas haviam bastantes razões para ficar lá; b) A palestra estava meio chata, mas havia bastantes razões para ficar lá; c) A palestra estava meio chata mas havia bastantes razões para ficar lá; d) A palestra estava meia chata mas havia bastantes razões para ficar lá; e) A palestra estava meia chata, mas haviam bastante razões para ficar lá. 195) a) As decisões dos juízes nada tem a ver com os réus; b) As decisões dos juízes nada tem haver com os réus; c) As decisões dos juízes nada têm a ver com os réus; d) As decisões dos juízes nada têem a haver com os réis; e) As decisões dos juízes nada têem a ver com os réis. 196) a) Os juízes interviram quando viram os réus frente a frente; b) Os juízes intervieram quando viram os réus frente à frente; c) Os juízes intervieram, quando viram os réus frente a frente; d) Os juízes interviram, quando viram os réus frente à frente; e) Os juízes intervieram quando viram os réus frente a frente. 197) a) Espero que lhes tenha prevenido de que quero apartes durante a sessão; b) Espero que os tenha prevenido que quero apartes durante a seção; c) Espero que os tenha prevenido de que quero apartes durante a sessão; d) Espero que lhes tenha prevenido que quero apartes durante a seção; e) Espero que os tenha prevenido de que quero apartes durante a seção. 198) a) A vítima estava obcecada pelo som dos alto-falantes; b) A vítima estava obsecada pelo som dos alto-falantes; c) A vítima estava obcecada pelo som dos altos- falantes; d) A vítima estava obsecada pelo som dos altos- falantes; e) A vítima estava obcecada pelo som dos altos-falante. 199) a) Há cerca de dez metros ficava a sede da OAB; b) A cerca de dez metros ficava a sede da OAB; c) Acerca de dez metros ficava a séde da OAB; d) Acerca de dez metros ficava a sede da OAB; e) A cerca de dez metros ficava a séde da OAB. 200) a) Nunca mais existiu problemas entre mim e o promotor; b) Nunca mais existiram problemas entre mim e o promotor; c) Nunca mais existiu problemas entre eu e o promotor; d) Entre eu e o promotor, nunca mais existiram problemas; e) Entre mim e o promotor, nunca mais existiu problemas. Prefeitura Municipal de Queimados – Auxiliar de Enfermagem TEXTO 1 - DOCUMENTO Mário Quintana Encontro um caderno antigo, de adolescente. E, em vez das simples anotações que seriam preciosas como documento, descubro que eu só fazia literatura. Afinal, quando é que um adolescente já foi natural? E, folheando, aquelas velhas páginas, vejo, compungido, como as comparações caducam. Até as imagens morrem, dizia Braz Cubas. Quero crer que caduquem apenas. Eis aqui uma amostra daquele "diário". "Era tal qual uma noite de tela cinematográfica. Silenciosa, parada, de um suave azul de tinta de escrever. O perfil escuro das árvores recortava-se cuidadosamente naquela imprimadura unida, igual, que estrelinhas azuis picotavam. Os bangalôs dormiam. Língua Portuguesa Professor André Moraes 68 Uma? duas? três horas da madrugada? Nem a lua sequer o sabia. Alua, relógio parado..." Pois vocês já viram que mundo de coisas perdidas?! O cinema não é mais silencioso. Não se usa mais tinta de escrever. Não se usam mais bangalôs. E ninguém mais se atreve a invocar a lua depois que os astronautas se invocaram contra ela. 201) O título do texto se refere: a) ao caderno como documento de uma época pessoal do autor; b) ao caderno como fonte de informações perdidas; c) aos dados documentais oficiais do autor; d) ao diário como textos inéditos de uma obra literária; e) aos textos publicados pelo autor quando menino. 202) "Encontro um caderno antigo, de adolescente."; nessa frase introdutória o autor: a) se refere a um caderno de um adolescente desconhecido; b) se refere a um tipo característico de caderno; c) se lembra de um fato passado há anos; d) já esclarece ao leitor que fala de si mesmo; e) declara que procurava algo importante em sua vida. 203) "E, em vez das simples anotações que seriam preciosas como documento..."; a frase abaixo em que, em lugar de em vez de seria mais adequado dizer-se ao invés de é: a) Em vez de ler, preferiu dormir; b) Em vez de churrasco, quis feijoada; c) Em vez de sair, entrou; d) Em vez de um caderno, encontrou um livro; e) Em vez de anotações, encontrou um diário completo. 204) "...que seriam preciosas como documento..."; o uso do futuro do pretérito, nesse segmento do texto, indica uma ação: a) impossível; b) duradoura; c) hipotética; d) ilógica; e) continua. 205) "Afinal, quando é que um adolescente já foi natural?”; com essa pergunta, o autor: a) deseja saber algo que desconhece; b) questiona o leitor sobre seus conhecimentos; c) deseja conhecer-se melhor; d) afirma que a naturalidade não é marca dos adolescentes; e) quer saber em que momento da adolescênciase é mais natural. 206) "E, folheando, aquelas velhas páginas..."; nesse segmento do texto há um erro: a) não se devia usar vírgula após folheando; b) não se pode começar frase com E; c) o adjetivo velhas deveria vir após o substantivo páginas; d) a forma gráfica correta é foleando; e) o demonstrativo aquelas deveria ser substituído por estas. 207) "...vejo, compungido, como as comparações caducam."; o verbo caducar, nesse segmento do texto, corresponde semanticamente a: a) enlouquecer; b) emocionar; c) envelhecer; d) aborrecer; e) ressurgir. 208) A prova de que "as comparações caducam" está em: a) "Era tal qual uma noite de tela cinematográfica. Silenciosa, parada..."; b) “O perfil escuro das árvores recortava-se cuidadosa- mente..."; c) "A lua, relógio parado."; d) "Uma? duas? três horas da madrugada?”; e) "...naquela imprimadura unida, igual, que estrelinhas azuis picotavam." 209) O texto fala da lua como "relógio parado" porque ela: a) fica imóvel no céu; b) nem sempre está presente no céu noturno; c) encanta os namorados; d) também não sabe as horas da madrugada; e) é redonda e iluminada como os mostradores dos relógios. 210) No último parágrafo do texto, o autor fala da lua como símbolo: a) de progresso na ciência; b) de sentimento amoroso; c) de ilusão de ótica; d) de perda de valores morais; e) de retrocesso histórico. (Ministério da Saúde / AUX. DE ENFERMAGEM) TEXTO – ENTRE DOIS MUNDOS Veja, outubro/2005 Um robô que deposita moléculas de DNA em placas de vidro que, submetidas à ação de raios ultravioleta, produzem reação química capaz de distinguir os genes das células sadias dos das cancerosas. Aparelhos que identificam mutações genéticas nas células. Equipamentos que fazem sequenciamento de DNA em larga escala. Esse cenário, típico de laboratórios do Primeiro Mundo, faz parte da rotina dos pesquisadores do Instituto Ludwig de pesquisas sobre o câncer, em São Paulo, um dos centros de excelência do Brasil dotados com o que há de mais avançado em tecnologia na medicina e que realizam pesquisas de ponta sobre o câncer. Esses centros de estudo, somados ao crescimento do prestígio internacional dos pesquisadores brasileiros, situam o Brasil num patamar de país desenvolvido na produção de conhecimento em oncologia. (....) Língua Portuguesa Professor André Moraes 69 Se o ambiente de nossos melhores laboratórios cria um cenário de Primeiro Mundo, uma análise de estatísticas mostra um profundo fosso existente entre o Brasil do conhecimento científico e o dos doentes. Dados da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) mostram que, enquanto na Europa e nos Estados Unidos um paciente de câncer de intestino vive em média vinte meses após o período mais crítico do início da doença, no Brasil a sobrevida é de apenas doze meses. 211) Os “dois mundos” citados no título do texto só NÃO se referem a: (A) mundo da teoria X mundo da prática; (B) Primeiro Mundo X Terceiro Mundo; (C) mundo da pesquisa X mundo da aplicação; (D) mundo do conhecimento científico X mundo dos doentes; (E) mundo do estudo X mundo da produção. 212) Os vários períodos colocados ao início do texto servem para: (A) compor uma imagem de laboratórios do Primeiro Mundo; (B) criar uma falsa idéia da pesquisa no Brasil; (C) fazer aparecer um orgulho nacionalista nos leitores; (D) demonstrar que são falsas as aparências; (E) indicar que ainda há muito a fazer na pesquisa brasileira. 213) A alternativa em que o pronome relativo em maiúsculas NÃO tem seu antecedente corretamente indicado é: (A) “Um robô QUE deposita moléculas de DNA em placas de vidro” – robô; (B) “deposita moléculas em placas de vidro QUE, submetidas à ação de raios ultravioleta” – placas; (C) “Aparelhos QUE identificam mutações genéticas” – aparelhos; (D) “dotados com o QUE há de mais avançado em tecnologia” – o; (E) “um dos centros de excelência do Brasil dotados com o que há de mais avançado em tecnologia na medicina e QUE realizam pesquisas de ponta” - centros. 214) “raios ultravioleta”; o adjetivo ultravioleta é invariável, assim como o adjetivo da seguinte alternativa: (A) vidro verde-claro; (B) substância cinza; (C) laboratório luso-brasileiro; (D) célula embrionária; (E) cenário laboratorial. 215) “submetidas à ação de raios ultravioleta”; neste caso, há a utilização do acento grave indicativo da crase porque ocorre a junção da preposição A (submetida A) com o artigo definido A (a ação). A alternativa em que a utilização desse acento está correta é: (A) devido à presença de bactérias; (B) aliado à mau emprego de equipamentos; (C) submetido à altas temperaturas; (D) levado à sair do Brasil; (E) anexo à grande número de documentos. 216) “capaz de distinguir os genes das células sadias dos das cancerosas”; o comentário INCORRETO a respeito dos elementos componentes deste segmento do texto é: (A) estão em oposição semântica os vocábulos “sadias” e “cancerosas”; (B) após “dos” há a elipse de “genes”; (C) após “das” há a elipse de “reações químicas”; (D) o adjetivo “capaz” equivale a “com a capacidade de”; (E) o adjetivo “sadias” qualifica o substantivo “células”. 217) “Aparelhos que identificam mutações genéticas nas células”; a alternativa abaixo que mostra uma forma de reescrever-se esta frase, com alteração de seu sentido original, é: (A) Aparelhos identificadores de mutações genéticas nas células; (B) Mutações genéticas nas células são identificadas por aparelhos; (C) Aparelhos que identificam, nas células, mutações genéticas; (D) Aparelhos, nas células, que identificam mutações genéticas; (E) São identificadas por aparelhos mutações genéticas nas células. 218) A alternativa abaixo que apresenta um vocábulo que NÃO pertence à mesma família de palavras dos demais é: (A) vidro – vidrado – envidraçar; (B) reação – reacionário – reagir; (C) aparelho – aparelhado – emparelhar; (D) equipamento – equipado – equipar; (E) prestígio – prestigiado – prestigiar. 219) “Se o ambiente de nossos melhores laboratórios cria um cenário...”; a forma verbal equivocada do verbo CRIAR é: (A) Eu cri na capacidade dos médicos; (B) A população, naquela época, creu no governo; (C) O Brasil não tinha creado modernos laboratórios; (D) Se ele cresse em mim, nada disso ocorreria; (E) Se ela tivesse crido na ciência, melhoraria. 220) “Se (*) o ambiente de nossos melhores laboratórios cria um cenário de Primeiro Mundo, (*) uma análise das estatísticas mostra um profundo fosso existente”; Se colocássemos termos adequados em lugar dos (*), teríamos: (A) por um lado / por outro lado; (B) antes / depois; (C) a priori / a posteriori; (D) deste modo / de outro modo; (E) pois / assim. 221) “Dados da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) mostram que, enquanto na Europa e nos Estados Unidos um paciente de câncer de intestino Língua Portuguesa Professor André Moraes 70 vive em média vinte meses após o início do período mais crítico da doença,...”; esse segmento do texto: (A) contraria o que é dito anteriormente; (B) exemplifica a estatística referida com dados; (C) explica o significado do vocábulo “fosso”; (D) demonstra a melhor situação dos doentes no Brasil; (E) demonstram o progresso científico brasileiro. 222) O fato de um doente de câncer nos intestinos ter menos tempo de sobrevida no Brasil demonstra que: (A) a pesquisa científica no paísainda é altamente deficiente; (B) nossa pesquisa científica é realizada somente para exportação; (C) os doentes no Brasil ainda não recebem tratamento adequado; (D) os medicamentos utilizados no Brasil são importados e de baixa qualidade; (E) os médicos não dão a atenção devida aos pacientes. 223) “...é de apenas doze meses”; a utilização do vocábulo sublinhado revela: (A) uma opinião do autor do texto; (B) uma ironia do autor do texto; (C) um ponto de vista dos doentes; (D) uma crítica aos medicamentos brasileiros; (E) um protesto contra a má distribuição de renda. 224) Visto globalmente, o texto nos traz a seguinte mensagem: (A) o governo brasileiro deve fiscalizar melhor nossos laboratórios; (B) o progresso científico deve frutificar no tratamento dos doentes; (C) nosso progresso científico é digno de aplausos internacionais; (D) o Brasil é um país de Primeiro Mundo na pesquisa contra o câncer; (E) um melhor tratamento dos doentes não impede o progresso da pesquisa. 225) Oncologia é o estudo do câncer; o vocábulo abaixo, pertencente à área médica, que NÃO tem seu campo de estudo identificado corretamente é: (A) pneumologia – pulmões; (B) endocrinologia – glândulas; (C) dermatologia – pele; (D) oftalmologia – olhos; (E) neurologia – rins. 226) Sobrevida significa: (A) prolongamento da vida além do limite dado; (B) qualidade de vida durante período de enfermidade; (C) sofrimento derivado de estado doentio; (D) extensão da vida em estado vegetativo; (E) prazo de sobrevivência reduzido após o diagnóstico de uma doença. FJG - AGENTE DE INSPEÇÃO TEXTO - EMPRESAS ACOMPANHAM O RESTO DA SOCIEDADE Toni Marques À medida que a cultura pop divulga bem- sucedidos personagens que são tatuados - atletas, cantores, modelos e atores - maior é a chance de as sociedades ocidentais passarem a aceitar a tatuagem como um adorno tão corriqueiro quanto brincos em orelhas furadas. Com elas, as orelhas, aconteceu o mesmo. Houve tempo e lugar em que mulher de orelha furada não era digna da atenção das pessoas de bem, dada a relação que tais pessoas estabeleciam entre a mulher e indígenas diversos. Foi assim na Grã-Bretanha, onde tatuagem, desde o século XIX, é símbolo de orgulho imperial, patriótico e religioso. Até a década de 50, lá ainda se discutia se mulher podia ou não furar a orelha, muito embora o povo soubesse que o rei Eduardo VII foi tatuado, assim como seus dois filhos, um deles também monarca. A aceitação da tatuagem nas classes médias do Ocidente se deu a partir do movimento hippie. [...] O mundo corporativo tende a acompanhar o resto da sociedade nessa matéria. Afinal, a estrelinha que Giselle Bundchen tem no pulso não a impediu de se tomar a maior modelo do mundo. Do mesmo modo, o jogador de futebol Beckham tem mais ou menos tantas tatuagens quanto tem zeros no seu salário no Real Madrid. Giselle e Beckham sabem negociar seus talentos respectivos. 227) Segundo o primeiro parágrafo do texto, a aceita- ção da tatuagem nas sociedades ocidentais: a) é maior entre as pessoas de sucesso profissional b) está em estreita relação com a cultura das pessoas c) se relaciona com a divulgação do sucesso social de pessoas tatuadas d) se faz na mesma proporção em que se usam brincos nas orelhas furadas 228) A locução à medida que pode ser substituída, sem alteração de sentido, por: a) ainda que b) mesmo que c) contanto que d) à proporção que 229) As orelhas furadas são citadas no segundo parágrafo do texto para mostrar que: a) certos hábitos sempre foram aceitos b) a cultura indígena influenciou a sociedade branca c) as reações das pessoas dependem de sua educação d) algumas reações se modificam com o passar do tempo 230) A "década de 50", citada no texto, compreende o período de: a) 1951 a 1960 b) 1951 a 1959 Língua Portuguesa Professor André Moraes 71 c) 1950 a 1960 d) 1950 a 1959 231) Em "Século XIX" e "Eduardo VII"; os dois numerais são lidos, respectivamente, como: a) dezenove, sete b) dezenove, sétimo c) décimo-nono, sete d) décimo-nono, sétimo 232) No segmento “...como um adorno tão corriqueiro quanto brincos em orelhas furadas”, a relação entre as palavras em destaque se estabelece entre um vocábulo de conteúdo geral (adorno) e um vocábulo de conteúdo específico (brincos). O mesmo acontece na relação entre, respectivamente: a) tempo - lugar b) rei - monarca c) calçado - sapatos d) casa - residência 233) “indígenas diversos” tem sentido diferente de “diversos indígenas”. A alternativa em que a mudança de posição do adjetivo também traz mudança de sentido é: a) manhã clara / clara manhã b) homem pobre / pobre homem c) comida gostosa / gostosa comida d) máquina moderna / moderna máquina 234) "Do mesmo modo, o jogador de futebol Beckham tem mais ou menos tantas tatuagens quanto tem zeros no seu salário no Real Madrid"; isso significa que o jogador Beckham: a) tem muitas tatuagens pelo corpo b) não mostra suas tatuagens em público c) usa tatuagens com motivos econômicos d) não tem tatuagens porque o Real Madrid não permite 235) O antecedente do pronome relativo está indicado incorretamente na seguinte alternativa: a) "...dada a relação QUE tais pessoas estabeleciam..." - relação b) "Foi assim na Grã-Bretanha, ONDE tatuagem..." - Grã-Bretanha c) "Afinal, a estrelinha QUE Giselle Bundchen tem no pulso..." - a estrelinha d) "À medida que a cultura pop divulga bem-sucedidos personagens QUE são tatuados..." - a cultura pop 236) Aceitação é um substantivo derivado do verbo aceitar; o vocábulo abaixo que está no mesmo caso é: a) movimento b) patriótico c) religioso d) imperial 237) As palavras grifadas em “Até a década de 50, lá ainda se discutia se mulher podia ou não furar a orelha” classificam-se como: a) preposições acidentais b) conjunções subordinativas c) advérbios d) substantivos comuns 238) Em “O mundo corporativo tende a acompanhar o resto da sociedade nessa matéria”, a palavra grifada obedece ao mesmo critério de acentuação: a) indígenas b) até c) patriótico d) salário 239) Em “se deu a partir do movimento hippie”, o a que antecede o verbo partir não está assinalado pelo acento indicador da crase tendo em vista o seguinte fato: a) O a é mero artigo definido. b) O verbo dar não rege preposição a em português. c) O a que antecede o verbo partir é mera preposição. d) Não se usa o sinal da crase em locuções prepositivas. 240) O e que aparece na palavra atletas tem a pronúncia aberta. Segundo a norma prosódica , deve- se pronunciar desta maneira o e tônico de: a) adrede b) ensejo c) obsoleto d) interesse (subst.) 241) Em “Com elas, as orelhas, aconteceu o mesmo”, verifica-se que: a) por motivo de clareza, o verbo poderia estar no plural b) as vírgulas isolam um termo de valor explicativo c) o verbo é impessoal d) o uso da vírgula é facultativo FJG - AUXILIAR DE FISCAL DE TRANSPORTES URBANOS TEXTO – CAVALOS SELVAGENS Lygia Fagundes Telles O homem de grandes negócios fecha a pasta de zíper e toma o avião da tarde. O homem de negócios miúdos enche o bolso de miudezas e toma o ônibus da madrugada. A mulher elegante faz Cooper e sauna na quinta-feira. A mulher não elegante faz feira no sábado. A freira faz orações diariamente em horas certas. A prostituta faz o trottoir todos os dias em certas horas. O patriarca joga bridge e faz amor segundo o calendário. O operário joga bilhar e faz amor nos feriados. Homens, mulheres e crianças – todos com seus diasprevistos e organizados: amanhã tem missa de sétimo dia, depois de amanhã tem casamento. Batizado na terça e na quarta, macarronada, que a feijoada fica para sábado, comemoração prévia do futebol de domingo, vitória certa, ora se!... As obedientes engrenagens da máquina funcionando com suas rodinhas ensinadas, umas de ouro, outras de aço, estas mais simples, mais complexas aquelas lá adiante, azeitadas para o movimento que é uma fatalidade, taque-taque, taque- Língua Portuguesa Professor André Moraes 72 taque... Apáticos e não apáticos, convulsos e apaziguados, atentos e delirantes em pleno funcionamento num ritmo implacável. Às vezes, por motivos obscuros ou claros, uma rodinha da engrenagem salta fora e fica desvairada além do tempo, do espaço – onde? A máquina prossegue no seu funcionamento que é uma condenação, apenas aquela rodinha já não faz parte dessa ordem. “É um desajustado” – diz o médico, o amigo íntimo, o primo, a mulher, a amante, o chefe. Há que readaptá-lo depressa à engrenagem familiar e social, apertar esses parafusos docemente frouxos. Se o desajustado é um adolescente, mais fácil reconduzi-lo com a ajuda de psicólogos, analistas, padres, orientadores, educadores – mas por que ele ainda não está nos eixos? Por que tem de haver certas peças resistindo assim inconformadas? Não interessa curá-lo, mas neutralizá-lo, taque-taque, taque-taque. Pronto, passou a crise? Todos concordam, ele está ótimo ou quase. Mas às vezes o olhar tem aquela expressão que ninguém alcança e volta o fervor antigo, cólera e gozo nos descompromissamentos e rupturas – aguda a lembrança do cheiro do mato que recusa o asfalto, o elevador, a disciplina, ah! Vontade de fugir sem olhar para trás, desatino e alegria de um cavalo selvagem, os fogosos cavalos de crina e narinas frementes, escapando do laço do caçador. Na história de Arthur Miller, eram os pobres cavalos selvagens destinados a uma fábrica que os transformaria num precioso produto enlatado. O instinto, só o instinto os advertia das armadilhas nas madrugadas. E fugiam galopando por montes, rios, vales – até quando? Inexperiência ou cansaço? Cavalos e homens acabam por voltar à engrenagem. Muitos esquecem mas alguns ainda se lembram e o olhar toma aquela expressão que ninguém entende, ânsia de liberdade. De paixão. Em fragmentos de tempo voltam a ser inabordáveis mas a máquina vigilante descobre os rebeldes e aciona o alarme, mais poderoso o apelo, taque-taque TAQUE-TAQUE! Inútil. Ei-los de novo desembestados: “Laçá-los é o mesmo que laçar um sonho”. 242) “O homem de grandes negócios fecha a pasta de zíper e toma o avião da tarde”; a reescritura dessa frase do texto que modifica o seu sentido original é: A) O homem de grandes negócios toma o avião da tarde e fecha a pasta de zíper B) Fecha a pasta de zíper o homem de grandes negócios e toma o avião da tarde C) A pasta de zíper, o homem de grandes negócios a fecha e toma o avião da tarde D) O homem de grandes negócios toma o avião da tarde após fechar sua pasta de zíper 243) “A freira faz orações diariamente em horas certas”; a forma de reescrever essa frase do texto altera o seu sentido original em: A) Diariamente a freira faz orações em horas certas B) Em horas certas, fazem-se orações diariamente pela freira C) Orações são feitas pela freira diariamente, em horas certas D) Diariamente, em horas certas, orações são feitas pela freira 244) “A mulher elegante faz Cooper e sauna na quinta-feira. A mulher não elegante faz feira no sábado”; segundo esses dois períodos do texto, as mulheres citadas se opõem por: A) condições sociais e físicas B) condições físicas e psíquicas C) condições econômicas e sociais D) condições psíquicas e econômicas 245) Todos os personagens citados no primeiro parágrafo do texto se caracterizam por: A) obrigações rotineiras B) compromissos inúteis C) tarefas assistemáticas D) atividades desagradáveis 246) O comentário correto sobre os três vocábulos do segmento “Homens, mulheres e crianças”, no primeiro parágrafo do texto, é: A) representam grupos familiares completos B) referem-se a personagens citados anteriormente C) indicam diferentes classes sociais e econômicas D) são resumidos pelo pronome indefinido todos, que os segue 247) O conector que poderia substituir, de forma adequada ao contexto, a vírgula do segmento “comemoração prévia do futebol de domingo, vitória certa” é: A) pois B) mas C) logo D) embora 248) Os “cavalos selvagens” representam no texto: A) os adolescentes adaptados B) os seres humanos infelizes C) as pessoas irresponsáveis D) os desajustados sociais 249) A onomatopéia taque-taque representa, no contexto textual, a: A) tirania do tempo B) mecanicidade da vida C) revolta pela liberdade D) domínio da tecnologia 250) Em “os pobres cavalos selvagens destinados a uma fábrica que os transformaria num precioso produto enlatado”, a oração em destaque equivale a um: A) substantivo B) pronome C) advérbio D) adjetivo Língua Portuguesa Professor André Moraes 73 251) O segmento do texto que não apresenta substantivos ou adjetivos com indicação de grau (aumentativo/diminutivo, comparativo/superlativo) é: A) “O homem de grandes negócios fecha a pasta de zíper” B) “máquina funcionando com suas rodinhas ensinadas” C) “Muitos esquecem mas alguns ainda se lembram...” D) “Todos concordam, ele está ótimo, ou quase.” 252) Entre as palavras abaixo, aquela que não é formada com a ajuda de um sufixo é: A) analistas B) psicólogos C) orientadores D) engrenagem 253) O texto pode ser classificado mais adequadamente como: A) narrativo B) descritivo C) expositivo D) argumentativo CESGRANRIO – QUESTÕES DIVERSAS I 254) (CESGRANRIO – TÉCNICO PREVIDENCIÁRIO) “uma casa em que caibam os meus livros, tantos e tão poucos," Com a expressão em destaque, a cronista quer dizer que tem: a) apenas os livros necessários. b) muitos livros, mas não todos os que deseja. c) muitos livros, mas de pouco valor. d) grande quantidade de livros, mas só lê alguns. e) uma quantidade razoável de livros, nem muitos nem poucos. 255) (CESGRANRIO) A acentuação gráfica está correta na palavra: a) portuguêsa. b) espécie. c) fenomêno. d) cajú. e) sómente 256) (CESGRANRIO – PROCURADOR JURÍDICO) “Há outro valor que, desde 1789, é inseparável dos outros três:” Neste período, o verbo “haver”: a) é pessoal, no sentido de ter. b) é pessoal, no sentido de tempo decorrido. c) e impessoal, no sentido de existir. d) pode ser flexionado, no sentido de proceder. e) não admite flexão, como verbo auxiliar. 257) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO) “É assim há mais de trezentos anos, contam os sábios.” A função sintática do termo em destaque é: a) objeto direto. b) sujeito. c) predicativo do sujeito. d) adjunto adverbial. e) adjunto adnominal. 258) (CESGRANRIO – TÉCNICO PREVIDENCIÁRIO) “Chegando a vez dele, a roda cantava: “8x7”?. A oração em destaque exprime idéia de: a) causa. b) concessão. c) tempo. d) finalidade. e) consequência. 259) (CESGRANRIO – ANALISTA EM ADMINISTRAÇÃO) Assinale a opção em que a forma apresentada pode substituir “segurando” no período “Um professor chinês em Yale, segurando a xícara de café, ficava olhando o ponteiro de segundos do relógio da sala de aula.”, mantendo o sentido da expressão destacada. a) Logo que segurava. b) Enquanto segurava.c) Quando segurava. d) Porque segurou. e) Que segurou. 260) (CESGRANRIO – PERITO MÉDICO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL) Em “O caminho de cada um se faz ao caminhar.”, a oração reduzida pode ser substituída, sem alterar o sentido, por: a) desde que se caminhe. b) porque se caminha. c) quando se caminha. d) pois se caminha. e) no entanto se caminha. 261) (CESGRANRIO) Há erro de concordância em: a) atos e coisas más b) dificuldades e obstáculo intransponível c) cercas e trilhos abandonados d) fazendas e engenho prósperas e) serraria e estábulo conservados 262) (CESGRANRIO) Assinale o item que não apresenta erro de concordância: a) Ainda resta cerca de vinte alunos. b) Haviam inúmeros assistentes na reunião. c) Tu e ele saireis juntos. d) Foi eu quem paguei as suas dívidas. e) Há de existir professores esforçados. 263) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO) Coloque C ou I nos parênteses, conforme esteja correta ou incorreta a concordância verbal, segundo a norma culta da língua. ( ) Pesquisou-se os gastos das famílias. ( ) Não se poupou esforços para a realização do trabalho. ( ) Constatou-se que o Brasil se urbanizou de forma acelerada. Marque a sequência certa. Língua Portuguesa Professor André Moraes 74 a) I - I - C b) I - C - I c) I - C - C d) C - I - C e) C - C – I 264) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO) Assinale a opção correta quanto à concordância verbal. a) As casas, as ladeiras, tudo ficavam escondido pela neblina. b) Existe na cidade monumentos a preservar. c) Mistério e beleza convive em Ouro Preto. d) Não ocorreu na cidade grandes mudanças. e) Em Vila Rica viveram grandes poetas.. 265) (CESGRANRIO – TÉCNICO PREVIDENCIÁRIO) Marque a opção em que o termo entre parênteses NÃO preenche corretamente a lacuna, pois não atende à regência do verbo da frase. a) O emprego_________ aspirava requeria mais preparo. (a que) b) Muitos alunos___________frequentavam a escola se formaram. (que) c) A palmatória era a razão__________os meninos temiam as sabatinas. (com que) d) Mesmo nas escolas de antigamente havia aulas___________os alunos gostavam. (de que) e) Os jogos___________a menina assistia lhe pareciam emocionantes. (a que) 266) (CESGRANRIO – ADVOGADO) Na oração “Diplomas como os de Medicina e Odontologia continuam levando às ocupações correspondentes.", a presença da preposição, marcada graficamente pela crase, é obrigatória porque: a) caracteriza a existência de locução adjetiva. b) especifica o sentido do verbo pela regência. c) todos os usos do verbo “levar” exigem preposição. d) a expressão “ocupações correspondentes" é feminina. e) a regência do verbo auxiliar “continuar” a exige. 267) (CESGRANRIO – TÉCNICO ADMINISTRATIVO) ____ mais de meio século se iniciou a indústria petrolífera no Brasil. ______ partir de então, muitas pessoas tendem ______ pensar que o petróleo aqui encontrado pertence ______ nação brasileira. a) Há – A – a – à b) Há – À – à – à c) Há – À – a – à d) À – A – à – a e) À – A – a – a 268) (CESGRANRIO – TÉCNICO DE CONTABILIDADE) Os incêndios florestais que ocorrem ___ partir de agosto caminham em direção ___ grandes cidades e tendem ____ se alastrar pela região. Preenche corretamente as lacunas do período acima a opção: a) a – às - a b) a – as – a c) à – às – a d) à – às – à e) à – as - à 269) (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta: a) Não sei se disse, que, isto se passava, em casa de uma comadre, minha avó. b) Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar- me: provocava risos, muxoxos, palavrões. c) A estes, porém, o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros, sem que este riso os impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado. d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve, como os pedaços da carta de ABC, triturados soltos no ar. e) Conduziram-me à rua da Conceição, mas só mais tarde notei, que me achava lá, numa sala pequena. 270) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que está corretamente indicada a ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase ao lado: Quando se trata de trabalho científico - duas coisas devem ser consideradas - uma é a contribuição que o trabalho oferece - a outra é o valor prático que possa ter. a) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula b) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula c) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula d) ponto e vírgula, dois pontos, ponto e vírgula e) ponto e vírgula, vírgula e vírgula 271) (CESGRANRIO – ADMINISTRADOR E ANALISTA TÉCNICO ADMINISTRATIVO) Considerando-se a regra ortográfica de “auto-estima”, qual dos vocábulos abaixo está corretamente grafado? a) Auto-ajuda. b) Auto-destruição. c) Auto-biografia. d) Auto-correção. e) Auto-motriz. 272) (CESGRANRIO – TÉCNICO EM LABORATÓRIO) A palavra que está corretamente acentuada é: a) dóceis. b) influênciar. c) saúdavel. d) possívelmente. e) sózinho. 273) (CESGRANRIO – ANALISTA DE NÍVEL SUPERIOR / FINANÇAS) A palavra que FOGE à regra de acentuação que as demais seguem é: a) substância. b) núcleo. c) idéia. d) família. e) tendências. Língua Portuguesa Professor André Moraes 75 274) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que os vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica: a) pés, hóspedes b) sulfúrea, distância c) fosforescência, provém d) últimos, terrível e) satânico, porém CESGRANRIO – QUESTÕES DIVERSAS II 275) (CESGRANRIO – TÉCNICO PREVIDENCIÁRIO) Assinale a única oração sem sujeito. a) “A casa precisa ser natural,” b) “Precisamos nos sentir bem dentro dela,” c) “Há o sentimento de perda,” d) “Mas assim é a vida.” e) “Procura-se um casa...” 276) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO) Em “...se urbanizou de forma acelerada:” o termo destacado expressa circunstância de: a) tempo. b) causa. c) modo. d) lugar. e) fim. 277) (FGV) A palavra mesmo pode apresentar vários significados. Seu valor significativo em “Aí então é que, se ele é cronista mesmo, ele se pega pela gola e diz: “Vamos, escreve, ó mascarado! Escreve uma crônica sobre esta cadeira que está aí em tua frente! E que ela seja bem feita e divirta os leitores!”” repete-se em uma das alternativas abaixo. Assinale-a. a) Ele está mesmo mais magro. b) Fui assaltado mesmo em frente de casa. c) Mesmo ele fez boa prova. d) Mesmo sonolento, foi à festa. e) Moram no mesmo prédio. 278) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que a vírgula está empregada para separar dois termos que possuem a mesma função na frase: a) "Minhas senhoras, seu Mendonça pintou o diabo enquanto viveu." b) "Respeitei o engenho do Dr. Magalhães, juiz." c) "E fui mostrar ao ilustre hóspede a serraria, o descaroçador e o estábulo." d) "Depois da morte do Mendonça, derrubei a cerca ..." e) "Não obstante essa propaganda, as dificuldades surgiram." 279) (CESGRANRIO – ANALISTA EM ADMINISTRAÇÃO) O vocábulo “se” tem o mesmo valor sintático da sua ocorrência em “...não se abre telhado com chuva.” a) “Se chovesse, nada feito,” b) “Se fizesse sol, ele ia escalar...” c) “...surpresa se a criatura vier...” d) “...se chegar na hora marcada.” e) “...tempo se perde por desorganização...” 280) (CESGRANRIO – TÉCNICO PREVIDENCIÁRIO) “Tenho almejado isso secretamente, mas por uma fatalidade estou sempre mudando.” Entreas orações do período acima existe uma relação de: a) oposição. b) tempo. c) explicação. d) causa e consequência. e) consequência e finalidade. 281) (CESGRANRIO – ADMINISTRADOR E ANALISTA TÉCNICO ADMINISTRATIVO) “Todos podem conseguir um viver melhor desde que haja uma firme decisão de se cuidar.” A segunda oração do período acima estabelece com a anterior uma relação de: a) causa. b) tempo. c) conclusão. d) concessão. e) condição. 282) (CESGRANRIO – TÉCNICO PREVIDENCIÁRIO) Assinale a frase correta quanto à concordância verbal. a) Existe ambientes escolares bem acolhedores. b) Evoluiu pouco a pouco as escolas e o sistema de avaliação. c) Por muito tempo ainda persistiu certos costumes. d) Haviam alunos que conseguiram superar dificuldades. e) Castigavam-se as crianças que não sabiam a tabuada. 283) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO) Assinale a única sentença em que a palavra destacada concorda corretamente com o substantivo. a) As moças mesmas pediram ao chefe para sair. b) O meu horário de saída é meio-dia e meio. c) Dado a necessidade de sair agora, então vá. d) Vai anexo a declaração pedida por seu setor. e) Eu gosto de mais amor e menas confiança. 284) (CESGRANRIO - AGENTE DE TRÂNSITO E TRANSPORTE) Considere as frases: ( ) Para quem gosta de dirigir, viajar de carro é bom. ( ) Vilarejos e cidades foram percorridos em poucos dias. ( ) Ela mesmo trocou o pneu do carro. Coloque C ou I nos parênteses, conforme esteja correta ou incorreta a concordância nominal. a) I – C - C Língua Portuguesa Professor André Moraes 76 b) I – I – C c) C – I – C d) C – I – I e) C – C – I 285) (CESGRANRIO – ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) A pesquisa ____________ muitos participaram foi realizada em diferentes períodos do ano. De acordo com a norma culta da língua, completa corretamente a frase a opção: a) que. b) sobre que. c) de que. d) a que. e) com que. 286) (CESGRANRIO – ADVOGADO) Indique a opção que contém uma oração subordinada que está corretamente introduzida por um pronome relativo. a) Não é difícil saber de que o melhor para a saúde do ser humano é ingerir menos produtos químicos. b) As diversas drogas cujos os componentes são de origem laboratorial trazem maiores danos à saúde. c) As descobertas que falam estes relatórios sobre a felicidade eram já esperadas pela comunidade científica. d) Os estímulos artificiais das drogas onde se sente felicidade são nocivos à saúde. e) Os boletins científicos a que tiveram acesso os repórteres relatavam o que o grande público esperava. 287) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO) “O nadador chegou ____ etapa final da competição, ______ vésperas do seu aniversário. Ele aspirava ____ medalha de ouro _______ muito tempo". Os vocábulos que preenchem corretamente as lacunas do texto acima são: a) a - as - a - há b) a - às - à - a c) à - as - a - a d) à - as - à – há e) à – às – à - há 288) (CESGRANRIO – PERITO MÉDICO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL) ___ vezes, fico ___ buscar soluções para meus problemas, mas ___ cada situação vivida, chego ___ conclusão de que ainda não sei viver. Completa correta e respectivamente as lacunas acima a opção: a) As – a – à – a. b) As – à – à – à. c) Às – a – a – à. d) Às – à – a – à. e) Às – a – a – a. 289) (CESGRANRIO – ASSISTENTE SOCIAL) Assinale a opção em que a retirada da(s) vírgula(s) NÃO modifica o sentido da sentença. a) João, desenha uma ave no caderno. b) No dia 5 de outubro, comemora-se o Dia da Ave. c) Chamei a menina, que estava sentada, e ela não se mexeu. d) Ela falava sem parar – da festa, do fim de semana e das férias de verão. e) A secretária, organizada, não deixa trabalho para o dia seguinte. 290) (CESGRANRIO – PROFISSIONAL JÚNIOR) Assinale a opção em que o pronome oblíquo está corretamente empregado, conforme a norma culta da língua. a) Com esforço, arrancou-lhe de casa para passear. b) Não foi difícil ajuntarem-nos contra nós. c) O síndico convocou-lhes para votar a ata. d) Cobrei-o a gravata que me prometera. e) Implicaram-lhe em crime de furto. 291) (CESGRANRIO – PROCURADOR JURÍDICO) Indique a frase que, de acordo com a norma culta, apresenta o uso correto do pronome pessoal oblíquo. a) Vou ver-me livre daquilo em breve. b) Aqueles que reúnem-se no local. c) Esse trabalho não é para mim fazer. d) Me deixe falar com ela, por favor. e) Cumprimentou os presentes, se retirando. 292) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO) As pesquisas constataram que o aumento das despesas com habitação.........................redução nos gastos com a alimentação. A forma verbal que NÃO pode completar a frase acima, pois lhe altera totalmente o sentido, é: a) ocasionou. b) acarretou. c) causou. d) concorreu para. e) decorreu de. 293) (CESGRANRIO – ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO) ..................... o menino se espantava tanto ao entrar no santuário? As casas ficavam escondidas ........................ o nevoeiro era espesso. Para preencher corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem, devemos usar: a) Por que – porque. b) Por que – porquê. c) Por quê – por que. d) Porquê – porque. e) Porque – porquê. 294) (CESGRANRIO – ADVOGADO) A única opção em que os pares estão grafados corretamente é: a) acima – encima. b) de cima – debaixo. c) a trás – de fora. d) num repente – derrepente. Língua Portuguesa Professor André Moraes 77 e) em baixo – em frente. 295) (CESGRANRIO – PROFISSIONAL JÚNIOR FORMAÇÃO ADVOGADO) Indique a opção em que as palavras destacadas estão corretamente grafadas de acordo com o sentido na frase. a) O espectador presenciou estarrecido o crime. / Viciado em jogo é um expectador diário. b) A descrição é uma qualidade das pessoas educadas. / A discrição feita da testemunha era perfeita. c) O esperto em televisão ganha muito dinheiro. / O ladrão foi experto em aproveitar a oportunidade. d) Velhos sábios fluem todos os momentos da vida. / Os acontecimentos não estão fruindo bem. e) É eminente a chegada da luz. / O jogador que se despediu é figura iminente. CESGRANRIO – QUESTÕES DIVERSAS III 296) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que a inversão dos termos altera o sentido fundamental do enunciado: a) Era uma poesia simples / Era uma simples poesia b) Possuía um sentimento vago / Possuía um vago sentimento c) Olhava uma parasita mimosa / Olhava uma mimosa parasita d) Havia um contraste eterno / Havia um eterno contraste e) Vivia um drama terrível / Vivia um terrível drama 297) (CESGRANRIO) Assinale o período em que aparece forma verbal incorretamente empregada em relação à norma culta da língua: a) Se o compadre trouxesse a rabeca, a gente do ofício ficaria exultante. b) Quando verem o Leonardo, ficarão surpresos com os trajes que usava. c) Leonardo propusera que se dançasse o minuete da corte. d) Se o Leonardo quiser, a festa terá ares aristocráticos. e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do padrinho do filho. 298) (CESGRANRIO) Assinale a frase em que há erro de conjugação verbal: a) Os esportes entretêm a quem os pratica. b) Ele antevira o desastre. c) Só ficarei tranquilo, quando vir o resultado. d) Eles se desavinham frequentemente. e) Ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes. 299) (CESGRANRIO) Não há devida correlação temporal das formas verbais em:a) Seria conveniente que o leitor ficasse sem saber quem era Miss Dollar. b) É conveniente que o leitor ficaria sem saber quem é Miss Dollar. c) Era conveniente que o leitor ficasse sem saber quem é Miss Dollar. d) Será conveniente que o leitor fique sem saber quem era Miss Dollar. e) Foi conveniente que o leitor ficasse sem saber quem era Miss Dollar. 300) (CASA DA MOEDA - ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO) “Ê cara, tô azarando uma mina que é o maior barato”. Assinale a opção que apresenta, para o texto oral reproduzido acima, uma reprodução de acordo com as características do registro escrito na língua culta padrão. a) Ei, estou paquerando uma menina muito legal. b) Você não acredita em que mulherão estou interessado. c) Estou dando em cima de uma garota bem maneira. d) Estou interessado numa moça bonita e inteligente. e) Não há mulher mais sinistra do que a que tô de olho. Como Nós A mulher atravessou o foyer antigo, de paredes redondas, com o envelope nas mãos. Dentro dele havia uma caixa, e dentro da caixa as jóias de sua avó, que acabara de resgatar do cofre do banco. A mulher desceu os três degraus de granito escuro que iam dar na calçada e olhou para os lados. Precisava tomar um táxi, talvez fosse perigoso andar com aquela caixa pelo Centro da cidade. Fez sinal para um que se aproximava. Durante o trajeto para casa, teve ímpetos de abrir o envelope e examinar a caixa, mas se conteve. Precisava fazer isso como se fora um ritual, em solidão e silêncio. Tinha das jóias de sua avó uma lembrança vívida, múltipla, colorida. Não sabia se correspondia à realidade, mas era assim que sua memória decretara. Lembrava-se de quando ela e o irmão pediam à avó para manusear as pulseiras, os colares, os anéis. A ela, menina, aquelas jóias pareciam um verdadeiro tesouro, principalmente por causa das pedras coloridas. Hoje, adulta, sabia bem que pedras coloridas em geral são semipreciosas e portanto de menor valor, mas quando era criança essa variação de cor é que mais a fascinava. Quando chegou em casa, sentou-se no chão da sala, junto à mesinha de centro, e, com um suspiro profundo, tirou a caixa do envelope. Era uma caixa de laca escura, com um fecho de encaixe, que se abriu com um estalo. E dentro, sobre o forro de um vermelho aveludado, surgiram várias outras caixas, em tamanhos e cores diferentes, além de pequenos volumes de papel de seda, tudo muito bem arrumado de forma a que as jóias não ficassem soltas, batendo-se para lá e para cá. Fazendo espaço na mesa de centro, a mulher começou a abrir as caixinhas e os embrulhos de papel. Reconheceu quase todas as jóias. A aliança de brilhantes, o anel de água-marinha com o engaste de ouro, meio bruto, sustentando a pedra enorme (embora Língua Portuguesa Professor André Moraes 78 lhe parecesse menor do que a lembrança que guardava), a pulseira de ouro trançada como pele de cobra, os brincos com gotinhas de rubi, o broche de pedras semipreciosas em várias cores, formando um buquê de flores. Ah, e as pérolas. O colar de três voltas, o anel, o par de brincos. Pegou nestes últimos e, depositando-os na palma da mão, examinou-os. Mas logo viu que havia algo errado: uma das pérolas estava menor que a outra, um tanto fosca, já sem o brilho liso e nacarado que faz o encanto das pérolas. A mulher ergueu-se com o brinco na mão e foi até o canto do sofá, acendendo o abajur. Era pena. A pérola estava murcha, a superfície se tornara enrugada e sem vida. Lembrou-se então de uma reportagem a que assistira na televisão sobre o cuidado que é preciso tomar com as pérolas. Ao contrário das outras gemas preciosas, capazes de atravessar séculos intactas, as pérolas são suscetíveis à ação do tempo, podem ser arranhadas, perder o brilho, murchar. Talvez por isso sejam tão especiais, pensou a mulher. Quase humanas. Porque há na beleza das pérolas uma centelha do efêmero. Elas são como nós. As pérolas morrem. SEIXAS, Heloisa. Contos Mínimos. Domingo. RJ, 01 fev. 2004. 301) (ASSISTENTE SOCIAL) De acordo com o texto, as pérolas são como nós por serem: a) perenes. b) perecíveis. c) perfeitas. d) resistentes. e) perduráveis. 302) (ASSISTENTE SOCIAL) Das jóias, o que mais fascinava a menina era o(a): a) valor. b) brilho. c) desenho. d) colorido. e) variedade. 303) (ASSISTENTE SOCIAL) A narrativa é entremeada de algumas descrições. Qual o parágrafo em que, principalmente, se descrevem as jóias? a) 1º b) 2º c) 3º d) 4º e) 5º 304) (ASSISTENTE SOCIAL – com adaptações) “- A ave nacional de um país não pode ser escolhida em razão da cor da bandeira – afirma o ornitólogo Johan Dalgas frisch, presidente da ONG Associação de Preservação da Vida Selvagem e um dos maiores cabos eleitorais do passarinho. – Ela representa o folclore, a música, a poesia, a alma do povo. E não existe qualquer música com ararajuba, poesia alguma.” “Na Argentina, a ave nacional é o hornero (joão-de- barro), que representa o gaúcho dos pampas.” Os pronomes “Ela” (trecho 1) e “que” (trecho 2) referem- se, respectivamente, a: a) ararajuba e ave. b) sabiá e joão-de-barro. c) ave nacional e hornero. d) alma do povo e gaúcho. e) cor da bandeira e Argentina. 305) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que a vírgula está empregada para separar dois termos que possuem a mesma função na frase: a) "Minhas senhoras, seu Mendonça pintou o diabo enquanto viveu." b) "Respeitei o engenho do Dr. Magalhães, juiz." c) "E fui mostrar ao ilustre hóspede a serraria, o descaroçador e o estábulo." d) "Depois da morte do Mendonça, derrubei a cerca ..." e) "Não obstante essa propaganda, as dificuldades surgiram." 306) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que um dos termos não admite flexão de gênero e número: a) qualquer estudioso b) cidadão inadvertido c) menos desenvolvido d) nenhum pesquisador e) cientista alienado Língua Portuguesa Professor André Moraes 79 BIBLIOGRAFIA ANDRÉ, Hildebrando Afonso de. 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