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02/10/2017 1 Perícia Criminal Balística Forense • Gustavo Teixeira Cordeiro • Perito Criminal – Polícia Científica - SP CADEIA DE CUSTÓDIA • Aplicação de uma série de procedimentos destinados a assegurar: Princípio da segurança – (características originais) Princípio da licitude – (legitimidade da prova) Princípio da publicidade e transparência (rastreamento cronológico) Objetivo: idoneidade e transparência da prova FASES DA CADEIA DE CUSTÓDIA • Fonte dos vestígios (local dos fatos) • Preservação do local dos fatos (mais importante e de mais difícil controle) FASES DA CADEIA DE CUSTÓDIA FIXAÇÃO DO VESTÍGIOS – fotografação e posicionamento. 02/10/2017 2 FASES DA CADEIA DE CUSTÓDIA • Coleta dos vestígios Uso de EPI Individualização (contaminação) Instrumento coletor adequado FASES DA CADEIA DE CUSTÓDIA • Acondicionamento Embalagens invioláveis e com numeração para rastreamento CADEIA DE CUSTÓDIA • NA BALISTICA FORENSE: PODE INICIAR-SE NO LOCAL DOS FATOS - (Perito criminal que atendeu a ocorrência PODE INICIAR-SE NO IML - (Médico legista) 02/10/2017 3 BALÍSTICA FORENSE • É O ESTUDO DAS ARMAS DE FOGO, SUAS MUNIÇÕES E DOS EFEITOS DOS TIROS POR ELAS PRODUZIDOS (DOMINGOS TOCCHETTO) DIVISÕES o BALÍSTICA INTERNA o BALÍSTICA EXTERNA o BALISTICA TERMINAL BALÍSTICA INTERNA • Estuda mecanismos das armas • Detonação da espoleta queima da pólvora • Até a passagem do projétil pelo cano • Exame químico (recenticidade) • No IC utilizamos no exame de armas, munições, projéteis e confronto balístico. BALÍSTICA EXTERNA • Estuda trajetória do projétil • Velocidade do projétil na saída do cano (art 16 e 17 do R 105) • Muito utilizada na área militar (ângulo de tiro, alcance útil, alcance máximo) • Exame químico (residuográfico) BALÍSTICA TERMINAL • Estuda o projétil ao atingir o alvo, incluindo ricochetes, impactos, perfurações, lesões externas e internas • Inclui efeitos primários e secundários de disparo em corpo humano ARMAS DE FOGO • Conceito: são dispositivos que utilizam, para expelir seus projéteis, a força expansiva dos gases resultantes da combustão da pólvora • Segundo o R-105 (art. 3º, Inciso XIII): Arma de Fogo: arma que arremessa projéteis empregando a força expansiva dos gases gerados pela combustão de um propelente confinado em uma câmara que, normalmente, está solidária a um cano que tem a função de propiciar continuidade à combustão do propelente, além de direção e estabilidade ao projétil; 02/10/2017 4 Classificação das armas de fogo •A primeira análise que o Perito Criminal fará da arma examinada será a sua classificação; Quanto a alma do cano Alma lisa Alma raiada Cano de alma lisa Cano de alma raiada Sistema de carregamento • Armas de antecarga – (tempo e equipamentos para operação) - primeiras armas de fogo • Armas de retrocarga – cartucho (1835 LEFAUCHEUX) 02/10/2017 5 Sistema de carregamento Sistema de inflamação • Por mecha – primeiro sistema de inflamação Sistema de inflamação • Por atrito – faíscas produzidas pelo atrito Sistema de inflamação • Por percussão – Impacto sobre espoleta com mistura iniciadora (fulminato de mercúrio e estifinato de chumbo) sensível a choque mecânico • Divide-se em percussão extrínseca e intrínseca 02/10/2017 6 Quanto ao funcionamento • Tiro unitário – dividida em simples (carga para um único cano) ou múltipla (carga e mecanismo independentes para dois ou mais canos Quanto ao funcionamento • De repetição - comportam carga para dois ou mais disparos com carregamento mecânico • Diferem do unitário múltiplo • Dividem-se em três Três tipos de arma de repetição • Arma não automática ou manual: aquela cujo mecanismo de repetição e de disparo depende exclusivamente da força muscular do atirador (revólver/carabina). • Arma semi-automática: aquela na qual o esforço muscular do atirador é necessário apenas para acionar o mecanismo de disparo (gatilho). Aproveita-se a força dos gases da combustão da pólvora para o mecanismo de repetição (pistolas). • Arma automática: aquela em que os mecanismos de repetição e disparo são acionados pela força dos gases da combustão da pólvora (metralhadoras) Mobilidade e ao uso • Armas fixas – montada em suporte - apresentam movimento angular, vertical e horizontal, sem deslocar-se de sua posição original. (canhão antiaéreo) • Armas móveis – podem ser transportadas fixadas em base motora ou por rodas. (canhões) • Semi-portáteis – podem ser deslocadas por duas ou três pessoas. (morteiros de infantaria e as metralhadoras pesadas) • Portáteis – manuseio de único homem podendo ser curta ou longa. 02/10/2017 7 Laudo de revólver Trata-se de um revólver usado, municiado, de marca TAURUS, de numeração xxxxx, de percussão central, de calibre nominal .38 Special, de acabamento oxidado, com zonas de oxidações (ferrugem) por toda arma, dotado de um cano com quatro polegadas de comprimento, de alma com cinco raias dextrovolventes, de cão exposto e percutor articulado, de municiamento por deslocamento lateral do tambor, este com seis câmaras de explosão, de empunhadura guarnecida por placas de madeira de cor preta. Laudo de pistola Trata-se de uma pistola semi automática, usada, desmuniciada, de marca CZ, modelo P-09, de número de série xxxxx, de percussão central, de calibre nominal 9x19 mm, de acabamento oxidado, de cão exposto e percutor oculto, dotada de um cano com comprimento de 4,3 polegadas, de alma com seis raias dextrógiras, de empunhadura guarnecida por placas de material sintético de cor preta. De municiamento por carregador metálico bifilar, com capacidade para dezenove cartuchos. Laudo de fuzil Trata-se de um fuzil semi automático/automático, usado, desmuniciado, de marca SIG SAUER, do modelo SG 542, de calibre 7,62 mm x 51, de número de série suprimido por recobrimento com camada metálica (solda), de percussão central, de acabamento oxidado, com coronha retrátil a direita e soleira de material sintético de cor preta, dotada de cano com comprimento de 482 milímetros com quebra chamas na porção terminal, de alma com quatro raias dextrógiras, de empunhadura do tipo “pistol grip” de material sintético de cor preta, de municiamento por carregador metálico bifilar, o qual estava ausente. Revólver Revólver • Arma de fogo curta, portátil, de repetição, não automática, com um só cano e várias câmaras. 02/10/2017 8 Características (CÃO) Características (percutor) RAIAMENTO Sistema de municiamento/ejeção Mecanismos de segurança • Calço de interposição – utilizado em revólveres de percussão direta. • Caiu em desuso, pois era retirado devido a dificuldade de montagem na arma. Calço de interposição 02/10/2017 9 Calço de interposição Mecanismo de segurança • Barra de transferência – utilizado em revólveres de percussão indireta • É de difícil retirada, já que a arma não funciona sem tal mecanismo Barra de transferência Barra de transferência PISTOLA Pistolas • Arma de fogo curta, portátil, de repetição, semi automática/automática, com um só cano/múltiplos canos. • Há o aproveitamento dos gases da deflagração, sendo automática a substituição dos cartuchos na câmara. 02/10/2017 10 Massa de mira Cano Armação Cão Registrode segurança e desarmador do cão Alça de mira Retém do carregador Carregador Guarda mato Gatilho Alavanca de desmontagem Retém do ferrolho Ferrolho Janela de ejeção Características (CÃO) Raiamento Carregadores CANO 02/10/2017 11 Compensador de recuo Compensador de recuo Ejetor / extrator Ejetor / extrator Mecanismo de Segurança • Trava do percussor • A trava do percussor é um mecanismo que impede o avanço daquela peça caso o gatilho não seja acionado • A trava é desabilitada por uma alavanca quando o gatilho é acionado Trava do percussor 02/10/2017 12 Trava do percussor Espingarda Espingarda • Arma de fogo longa, portátil, de tiro unitário (simples ou múltipla) de repetição (não automática, semi automática), com um só cano ou múltiplos canos. (o cano é de alma lisa) Espingarda Características (cano) 02/10/2017 13 Choke • Estrangulamento junto a boca do cano, a fim de aumentar o alcance efetivo e melhorar a concentração dos chumbos (munição de múltiplos balins) Quanto ao municiamento Espingarda de antecarga • Conhecidas como pica-pau • Municiamento se da pela região anterior do cano • Muito comum na zona rural Carabina Carabina • Arma de fogo longa, portátil, de repetição (não automática ou semiautomática) com cano raiado. 02/10/2017 14 Carabina Quanto ao municiamento • Do tipo lever action – tubo carregador sob o cano – arma de repetição não automática semiautomática Metralhadora Metralhadora • Arma de fogo curta/longa, portátil, de repetição (semiautomática ou automática) com cano raiado. • Possui seletor de disparos. • Cadências de tiros elevada (700 a 800 tiros por minuto) Fuzil / Rifle 02/10/2017 15 Fuzil / Rifle • Arma de fogo longa, portátil, de tiro unitário, de repetição (não automático ou semiautomática) com cano raiado • Maior alcance útil entre as armas portáteis • Munição de alta energia / baixa cadência • Armamento utilizado em guerras Fuzil / Rifle Fuzil / Rifle Fuzil / Rifle Fuzil / Rifle 02/10/2017 16 Sistema de ação por êmbolo Sistema de ação por êmbolo e pistão Armais artesanais • São armas feitas sem nenhum controle industrial, com materiais inadequado, acabamento rudimentar, sem numeração de série ou padrão de montagem. Armas artesanais Calibre • Calibre real – medido na boca do cano, corresponde ao diâmetro interno da alma do cano • Nas armas raiadas corresponde à medida tomada entre duas raias diametralmente opostas (milímetros ou polegadas) 02/10/2017 17 Calibre real Calibre nominal • Nomenclatura utilizada pela fábrica para descrever a munição / arma • Vem expressamente escrito tanto no armamento como na munição • Nem sempre corresponde ao calibre real • Expresso da seguinte forma: (.38) e não 0,38” Calibre nominal • Para um mesmo calibre real podem existir vários calibres nominais: • Calibre real .357 ou 8,9 mm • Calibres nominais correspondentes: .38 Short, .38 S&W, .38 S&W L, .38 SPL, 9 mm LUGER, .380 AUTO etc ... Calibre nominal (polegadas) Calibre convertido em milímetros Calibre real .22 5,59 mm 5,6 mm .25 6,35 mm 6,35 mm .30 7,62 mm 7,62 mm .32 8,13 mm 7,65 mm .38 9,65 mm 8,9 mm .40 10,16 mm 10 mm .45 11,43 mm 11,25 mm Nomenclatura de Calibres • Hoje são dois tipos de sistemas de nomenclatura de calibre de arma de fogo raiadas: • Sistema Inglês • Sistema Métrico 02/10/2017 18 Sistema Inglês • A medida é expressa em centésimos ou milésimos de polegadas, contendo ainda o fabricante que desenvolveu aquele calibre ou a qual arma a que se destina Sistema Inglês .380 AUTO (armas semi automáticas) .40 S&W (criado pela SMITH & WESSON) .45 ACP (Automatic Colt Pistol) .45 AR (Auto Rim) .38 SPL (Smith & Wesson Special Long) .32 EXTRA SHORT (utilizado em arma com calibre e câmara curta) 7,62 mm RUSSIAN (Cartucho oficial do exército russo) Sistema Métrico • A medida do projétil é expressa em milímetros, contendo ainda o fabricante que desenvolveu aquele calibre ou a qual arma a que se destina Sistema Métrico 9 mm LUGER (usado na pistola LUGER) 6,35 mm BROWNING (desenvolvido para as pistolas BABY) 7,65 mm BROWNING (usado em pistolas BROWNING) 10 mm AUTO (utilizado em pistolas de 10 mm) Sistema Métrico • Outra forma de expressão no sistema métrico é o diâmetro do projétil e o comprimento do estojo 9x19 mm (9 mm LUGER) 5,56x45 mm (.223 REM) 7,62x51mm (.308 WIN) 7,62x39mm (7,62 mm KALASHNIKOV) Sistema alfa numéricos • Utilizados por dois fabricantes europeus: DWM e G.Roth 30-06 .44 S&W American 9 mm LUGER 02/10/2017 19 Não acabou o problema • Nomenclaturas fora de regras: 45-90-300 – projétil com .45 de diâmetro, 90 grains de pólvora e o projétil pesa 300 grains 30-06 Springfield – projétil com .30 de diâmetro e 06 – ano de desenvolvimento .44-40W – projétil com .44 de diâmetro e 40 grains de pólvora 25-20, 32-20, 38-40 Energia das munições • .38 SPL, 9 mm Luger, .45 AUTO e .38 Super Automatic podem ser do tipo +P – geram pressões mais significativas • +P+ (não reconhecido pela SAAMI) • Express • Super Express • Nitro Express • Magnum • TOMAR CUIDADO COM ESSES CALIBRES Calibre de cartuchos de alma lisa • Para estas armas, o calibre corresponde ao número de esferas de chumbo, conseguidas, com uma libra de peso, sendo de diâmetro igual ao do diâmetro interno do cano. Por exemplo: com 453,6 gramas (1 libra) de chumbo, fazem-se esferas com o diâmetro do cano, obtendo com isto 12 esferas, no caso. Neste, então, o calibre é o 12 gauge, ou seja calibre 12. Alma lisa Temos os calibres 4,8,12,16,20,24,28,32,36 e 40 Cartuchos para arma de alma lisa Calibre de projéteis • Além da determinação do calibre das armas e munições o Perito Criminal deve determinar o calibre de estojos e projéteis a fim de guiar a investigação 02/10/2017 20 Como é feito? • Primeiro passo é medir o diâmetro de base do projétil • Segundo passo medir o peso do projétil (em gramas ou em grains) • Terceiro passo observação do tipo de raiamento do projétil Calibre Diâmetro (pol) Diâmetro (mm) Peso (gramas) Peso (grains) .22 .22 5,5 2,6 40 .25 AUTO .25 6,3 3,2 71 .308 .30 7,8 9,7 150 10,5 162 .32 S&W .32 7,8 4,6 71 6,3 98 .40 S&W .40 10,1 10,0 155 .45 AUTO .45 11,4 12,9 200 14,9 230 Calibre Diâmetro (pol) Diâmetro (mm) Peso (gramas) Peso (grains) .380 AUTO .355 9 mm 6,1 95 9 mm Luger .355 9 mm 7,4 115 9 mm Luger .355 9 mm 8,0 124 .38 SPL .357 9 mm 8,1 125 .38 SPL .357 9 mm 9,5 148 .38 SPL .357 9 mm 10,2 158 Calibre de uso permitido e não permitido • Art 16 uso restrito: Armas de fogo curtas, cuja munição tenha, na saída do cano, energia superior a (300 libras-pé ou 407 Joules) e suas munições. (ex: .357 Magnum, 9 mm Luger, .45 AUTO) Armas de fogo Longas Raiadas, cuja munição tenha, na saída do cano, energia superior a (1000 libras-pé ou 1355 Joules) e suas munições. (ex: .223 REM, .308 WIN, 7 mm MAUSER) Como medir a energia do projétil • Vamos precisar da arma e/ou munição questionada • Um anteparo para recolha do projétil • Cronógrafo Cronógrafo 02/10/2017 21 Munições Munições • Artefato completo, pronto para carregamento e disparo de uma arma, cujo efeito desejado pode ser: destruição,iluminação ou ocultamento do alvo; efeito moral sobre pessoal; exercício; manejo; outros efeitos especiais. Partes do Cartucho Tipos de cartuchos • Lefaucheux Tipos de cartuchos • Flobert Tipos de cartuchos • Fogo circular 02/10/2017 22 Tipos de cartuchos • Fogo central Estojos • Componente externo, inerte e de maior dimensão. • Formas e materiais variados • A forma e a dimensão que determinam em qual arma será utilizado Partes do estojo Estojos armas raiadas Quanto ao culote Quanto ao culote 02/10/2017 23 Estojos Quanto ao material Quanto ao material Identificação dos estojos Espoleta • Pequeno recipiente metálico, em forma de cápsula, que contém a mistura iniciadora. (todos cartuchos que possuem espoleta são denominados fogo central) Cartuchos de fogo circular • Não possuem cápsula de espoletamento • A mistura inicial esta na orla oca da base do estojo, colocada por centrifugação. 02/10/2017 24 Tipos de espoleta • Berdan e Boxer Tipos de espoleta • Bateria Mistura iniciadora • Antes era composta por: Fulminato de mercúrio Clorato de potássio Mistura iniciadora • Hoje composta por: Estifinato de chumbo (iniciador) Nitrato de bário (combustível) Trissulfeto de antimônio (oxidante) Alumínio atomizado Tetrazeno (iniciador) Munição Clean Range (NTA) • Não possui compostos a base de Pb, Ba e Sb, metais pesados, objetivando reduzir a contaminação produzida pelos mesmos • Possui nos calibre .38 SPL, 9 mm Luger, .380 AUTO, .40 S&W, .45 AUTO • Composta por Daizodinitrofenol, tetrazeno, nitrocelulose, nitrato de potássio e alumínio Pólvora • É o combustível sólido do cartucho, em formato granular, com diversos tamanhos de grãos, não necessitando de oxigênio para sua combustão. • Inflama-se com grande rapidez, gerando um grande volume de gases. 02/10/2017 25 Pólvora negra • A mais antiga usada • Composta por salitre, carvão vegetal e enxofre • Conhecida como pólvora com fumaça Pólvora química • Também conhecida como pólvora sem fumaça, podendo ser de três tipos: Base simples: Nitrocelulose Base dupla: Nitrocelulose e Nitroglicerina Base tripla: Nitrocelulose, Nitroglicerina e Nitroguanidina Calibre Pólvora (gramas) Velocidade (m/s) .38 SPL 0,300 245 .38 SPL + P 0,410 270 .380 AUTO 0,200 290 .380 AUTO +P 0,345 310 9 mm LUGER 0,450 410 .40 S&W 0,500 367 .223 Rem 1,580 980 .308 Win 2,830 854 .30-06 3,450 884 .50 18,790 928 20 mm 31,750 838 12 1,900 450 Velocidade de inflamação • Dividem-se em três: Pólvora viva Pólvora progressiva Pólvora lenta 02/10/2017 26 Projétil • Compostos por liga metálica de chumbo, estanho e antimônio • Podem ser revestidos parcial ou total • Possuem diversos formatos Projétil A – Ogiva - Favorece as propriedades balísticas concernentes à resistência do ar. 1 - Anel de Vedamento - Área onde o estojo engasta o projétil. B - Corpo Cilíndrico - Favorece as propriedades balísticas concernentes a arma. 2 - Sulco Serrilhado - Depósito de lubrificante sólido. 3 - Anel de Forçamento - Adere fortemente no raiamento. C - BASE - Área de aplicação dos gases. 4 - Côncavo da Base - Amplia a área de aplicação dos gases. Projétil de chumbo nu • Formatos Projétil encamisado • São de dois tipos: Semiencamisados Encamisados • A camisa é composta por liga metálicas (cobre, zinco, níquel. • Possuem duas partes: a camisa e o núcleo Projétil encamisado • Formatos Projéteis encamisados 02/10/2017 27 Projéteis expansivos Projéteis RIP Projéteis de fuzil Projéteis Múltiplos Alcance do Tiro • Movimentos do projétil: Translação – parábola na atmosfera Rotação – movimento causado pelo raiamento Precessão – forma uma espécie de cone de revolução Nutação – movimento vibratório do projétil Movimentos do Projétil 02/10/2017 28 Alcance do tiro • Útil - é a distância máxima em que o projétil causará ferimentos de certa gravidade a um homem (energia equivalente a 127,53J) • Máximo – é a distância compreendida entre a boca do cano da arma e o ponto de chegada do projétil • Precisão – é a distância em que o atirador é capaz de atingir, com razoável grau de certeza, um quadrado de 300 mm de lado Comparação balística Comparação balística • Nos delitos praticados com uso de arma de fogo (disparo de arma, lesão corporal e homicídios), a investigação questiona ao perito: • Qual tipo de arma foi usada no crime? • Esta arma em particular foi a utilizada no crime? Identificação direita ou imediata • É quando através de análise do próprio objeto, conjunto de características individualizadoras, estabelecemos sua identidade. Identificação Indireta ou mediata • Se dá através do estudo comparativo dos vestígios materiais encontrados na cena de crime com padrões obtidos de objetos ou pessoas. Raiamento • Conferir estabilidade ao projétil • Consequência: identificação mediata de armas de fogo • Essa identificação será baseada em características originais e/ou adquiridas 02/10/2017 29 Raiamento Raiamento convencional Raiamento poligonal Raiamento Raiamento convencional • Imbel, Taurus, Rossi, S&W, Colt • Menor ajuste do projétil ao cano • Maior escape de gases • Impressão clara no projétil • Delimitações claras entre elevados e cavados • Menos durável Raiamento poligonal • Glock, HK, IMI • Maio ajuste do projétil ao cano • Menor escape dos gases • Impressão tênue no projétil • Na há delimitações entre elevados e cavados • Mais durável Raiamento Raiamento convencional • Foto projétil taurus Raiamento poligonal • Foto projétil glock Sistema de confecção de raiamento • São três principais tipos: Brochamento por corte Brochamento por bilha Martelamento Corte e Bilha Martelamento 02/10/2017 30 Identificação mediata de arma de fogo • A identificação mediata será realizada, como dizemos, através de vestígios deixados pela arma nos projéteis e nos estojos • Veremos a seguir alguns deles Impressões em projéteis Impressões em projéteis Compensador de recuo Impressões em estojos Culatra da arma 02/10/2017 31 Janela de passagem do percutor Características do percutor Características do percutor Impressões extrator / ejetor Impressões extrator / ejetor Impressões extrator / ejetor 02/10/2017 32 Características analisadas no exame • Características de ordem genérica • Características de ordem específica ou individual Características genéricas impressas em projéteis • Número e orientação das impressões de raias • Largura das impressões de raias • Profundidade das impressões de raias • Distância entre as impressões de raias Número e orientação de raias Largura entre as impressões de raias Características genéricas impressas em estojos • Marca de percussão: profundidade, localização e conformação • Outras marcas: extração, ejeção, culatra Características genéricas impressas em estojos 02/10/2017 33 Características específicas de projéteis e estojos • Micro estriamentos finos existentes na superfície analisada Realizando exame de confronto • Determinar calibre da arma bem como quantidade e orientação de raiamento de seu cano • Limpeza e manipulação dos projéteis/estojosincriminados determinando calibre, orientação e número de raias • Coleta dos projéteis/estojos testemunha • Verificação no comparador das características impressas pela arma nos projéteis testemunhas • Por fim comparação entre os testemunhas e os incriminados Padrões em Balística • Projéteis e estojos coletados da arma suspeita • As munições devem possuir mesma caraterísticas • Quantidade varia de acordo com o caso • Identificação das peças (esmalte) Coletor em tanque de água Coletor caixa de algodão Comparador Balístico 02/10/2017 34 Confronto de projétil Confronto de projétil Confronto de projétil Confronto de estojo Confronto de estojo Confronto de estojo 02/10/2017 35 Confronto de estojo Confronto de estojo Nanotecnologia Nanotecnologia Nanotecnologia EVOFINDER 02/10/2017 36 EVOFINDER Exames Químicos • São três exames utilizados em balística: Exame residuográfico Recenticidade de disparo Exame metalográfico Exame residuográfico • Consiste na pesquisa de resíduos de disparo na mão do atirador • Na detonação da espoleta a temperatura ultrapassa os 2500 graus • Pesquisa de Pb, Ba e Sn Exame residuográfico Objetivos Da Perícia: 1- se houve disparo da arma de fogo pelo suspeito; mão direita, mão esquerda ou ambas; 2- diagnósticos diferenciais de homicídio e suicídio. Exame residuográfico Exame residuográfico 02/10/2017 37 Exame residuográfico • Pode ser realizado de duas formas: • Via úmida – rodizonato de sódio • Por MEV Teste do Rodizonato de Na Permite a detecção de Pb Oh shit do teste: e o Bário e o Antimônio (provenientes da espoleta) ???????? Usar microscopia de varredura eletrônica Kit para SEM (scanning electron microscope): Stabs: cilindros com adesivo esfregado nas mãos do suspeito em pontos específicos. MEV 02/10/2017 38 Microscópio Eletrônico de Varredura Novas Técnicas • Utilização de muco nasal – AAS (vantagens e desvantagens) • Utilização de marcadores nas munições Recenticidade de disparo • Consiste na pesquisa de nitrito no interior do cano da arma • Na deflagração da pólvora são produzidos grande quantidade de óxidos de carbono, vapor d’água e óxidos de nitrogênio Recenticidade de disparo • Objetivo da perícia: 1 - Identificar se arma questionada realizou disparos Recenticidade de disparo • Como é realizado? • Aplica-se água no interior do cano a fim de remover as partículas ali contidas • Nesse líquido é aplicado IPT + NH4 • Resultados: • Positivo – amarelo • Negativo - incolor 02/10/2017 39 Recenticidade de disparo Recenticidade de disparo • Inconsistências do teste: • Reação colorimétrica – não específica • Não permite quantificação do tempo de disparo • Falso negativo.... Exame metalográfico • As armas de fogo possuem gravações de número de série que lhes dão rastreabilidade pelo fabricante. • Dessa forma podemos realizar a identificação imediata da peça examinada. • Portaria do Exército obriga a identificação das armas utilizadas no Brasil (portaria 07 D LOG 28/04/2006) Exame metalográfico • Objetivo da perícia: 1. Identificar se a numeração esta ausente por fatores propositais ou ação do tempo 2. Revelar a numeração da arma Porque? • Lei 10.826 22/12/2003 – Lei do desarmamento • Capítulo IV dispõem sobre os crimes e as penas • Art 14 • Art 16 Onde esta essa numeração??? 02/10/2017 40 Onde esta essa numeração??? Onde esta essa numeração??? Como é feita e quais consequências • Realizada por cunhagem a frio • Modifica a estrutura cristalina do metal, alterando suas propriedades físicas e mecânicas • Nessas modificações que se aplicam as técnicas de recuperação da numeração Cunhagem a frio Remoção da numeração • Limagem • Brocagem • Puncionamento • Soldagem Método de revelação químico • Utilização de reagentes fortemente oxidantes como FRY, BESSAMN ou HCL • Realizado polimento da região da numeração • Limpeza da área • Aplicação do reagente 02/10/2017 41 Revelação método químico Revelação método químico Revelação método químico Balística terminal • Estuda o projétil ao atingir o alvo, incluindo ricochetes, impactos, perfurações, lesões externas e internas • Inclui efeitos primários e secundários de disparo em corpo humano Efeitos primários • Orla de enxugo – formada quando o projétil passa pela pele - ao redor do orifício de entrada Efeitos primários • Orla de Contusão – área localizada em torno do ferimento em que a epiderme é arrancada pelo atrito do projétil. 02/10/2017 42 Efeitos primários • Orla equimótica – com o rompimento dos vasos sanguíneos a extravasamento de sangue e infiltração hemorrágica nos tecidos adjacentes Orifício de entrada • Bordas regulares (há exceções) • Possui orla de enxugo, orla de contusão, orla equimótica (quando em vida) • Nos disparos a curta distância orla de enxugo e de contusão fica mascarada pelos efeitos secundários • Determinação de calibre pela lesão. (tecido mole, ricochete, tiro encostado) Orifício de saída • Nunca encontra-se orla de enxugo • Orla equimótica • Bordas evertidas, orifício irregular e geralmente maior que o de entrada. Efeitos secundários • Zona de chama – produzida pelos gases superaquecidos provocando queimadura na pele, pelos e vestes 02/10/2017 43 Efeitos secundários • Zona de esfumaçamento – produzida por depósito de fuligem oriunda da combustão da pólvora • Zona de tatuagem – produzida por resíduos maiores de pólvora incombusta e pequenos fragmentos que se desprendem do projétil Classificação do disparo quanto a distância • Tomando como base os efeitos primários e secundários de disparo podemos classificar os disparos em: • Tiros encostados • Tiros à curta distância • Tiros distantes 02/10/2017 44 Tiros encostados • A boca do cano da arma se apoia o alvo possibilitando que a lesão seja produzida pelo projétil (efeito primário) e pelos gases da combustão (efeito secundário) • O orifício de entrada é irregular, geralmente maior que o diâmetro do projétil e não há orla de esfumaçamento e tatuagem Tiros encostados • Mina de Hofmann – acontece em tecidos apoiados sobre placas ósseas • Sinal de Benassi – orla acinzentada na superfície do osso chato ao redor do orifício de entrada Tiros encostados Tiros encostados • Sinal de Werkgaertner – consiste na impressão na pele do formato da boca do cano e massa de mira no caso de revólveres e da boca do cano e da extremidade anterior da guia da mola nas pistolas Tiros encostados Tiros encostados 02/10/2017 45 Tiros a curta distância • É aquele desferido contra o alvo situado dentro dos limites da região varrida pelos gases e resíduos de combustão da pólvora expelido pelo cano da arma. • Orifício de entrada é arredondado ou ovalar, com bordas invertidas, efeitos primários e zona de esfumaçamento e em alguns casos de tatuagem. • Subtipo – tiro a queima-roupa. Tiros distantes • É aquele desferido contra o alvo no qual o orifício de entrada apresentará apenas os efeitos primários. • Geralmente são caracterizados a mais de um metro do alvo. • Orifício de entrada de forma regular e geralmente menor que o diâmetro do projétil. Trajeto do projétil • Percurso do projétil no interiordo corpo não pode ser exclusivamente utilizado para traçar linha básica de trajetória que vinha desenvolvendo no espaço OBRIGADO Contatos: gustavoteixeiracordeiro@yahoo.com.br gustavo.gtc@policiacientifica.sp.gov.br Face – Gustavo Teixeira Cordeiro