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UCP – Faculdades do Centro do Paraná 
CARLOS LUCACHEVICZ 
EMERSON GUEZEGOCH 
THIAGO JOSÉ DE OLIVEIRA
TRABALHO DE PLANTAS DANINHAS 
Portulacaceae
PITANGA
2018 
INTRODUÇÃO 
As plantas daninhas se desenvolveram ao longo dos anos em conjunto com o desenvolvimento com agricultura. Com a interferência humana iniciou um processo de seleção.
Atualmente, no orçamento de uma lavoura aproximadamente 25% está direcionado a controle de plantas daninhas, os efeitos deste tipo de planta causam grande prejuízo, seja por competição ou por alelopatia, ocasionando significativa perda de capacidade produtiva nas plantas viáveis para agricultura. 
Em campos de semente, estes danos podem ser ainda maiores, além disto as plantas daninhas tem uma característica peculiar pois possui habilidade de crescimento em locais com condições adversas diferente das plantas cultivadas.
De acordo com a taxonomia cerca de 40% das plantas daninhas conhecidas estão divididas em duas famílias : Poaceae ( gramíneas) e Asteraceae (compostas).
PORTULACACEAE
 	
Classificação Botânica 
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Divisão: Magnoliophyta 
Classe: Magnoliopsida 
Ordem: Caryophyllales 
Família: Portulacaceae 
Gênero: Portulaca
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Descrição botânica
Família frequentemente formada por espécies suculentas, composta, em geral, por ervas, excepcionalmente por subarbustos ou arbustos. Folhas simples, alternas, opostas ou verticiladas, com ou sem estípulas, às vezes, ostentando tufos de escamas finas e membranáceas. Inflorescência cimosa ou reduzida a flores isoladas; flores vistosas, geralmente bissexuadas, actinomorfas, monoclamídeas, cálice dialissépalo ou gamossépalo, petalóide, em número de 4 a 8, comumente protegidas por um par de bractéolas semelhantes a sépalas, prefloração imbricada; estames em número de 4 a 6, às vezes, numerosos, nectários frequentemente presentes; ovário ínfero (Portulaca spp) ou súpero, gamocarpelar, 2 a 3 carpelos, unilocular, pluriovulado, placentação ereta. Fruto do tipo cápsula.
 
Ocorrência
Família cosmopolita, pequena, com cerca de 20 gêneros conhecidos e aproximadamente 400 espécies. No Brasil ocorrem os gêneros Portulaca e Talinum, perfazendo próximo de 30 espécies.
Uso paisagístico
No paisagismo são mais frequentes as diversas espécies do gênero Portulaca, conhecidas popularmente por “onze-horas”, plantas utilizadas tanto nos jardins ensolarados, formando canteiros coloridos, ou em vasos e jardineiras, nas mesmas condições de cultivo.
FAMÍLIA COMO PLANTA DANINHA
Portulacaceae inclui cerca de 30 gêneros e 500 espécies, que se distribuem principalmente no Oeste da América do Norte, América do Sul e África, com alguns poucos representantes na Europa e Ásia. Os gêneros mais representativos são: Portulaca L. com cerca de 100 espécies, Calandrinia Kunth com cerca de 150 espécies e Talinum Adans com mais de 50 espécies Carolin (1993). Para o Brasil, Rohrbach (1872) na "Flora Brasiliensis" refere dez espécies em dois gêneros: Talinum e Portulaca, esse último com oito espécies.
O gênero Portulaca inclui plantas herbáceas, carnosas, anuais ou perenes, com folhas alternas, inflorescência em cimeira, 2 sépalas, 4-5 pétalas livres, estames geralmente numerosos, ovário ínfero e fruto cápsula com deiscência longitudinal ou transversal. É amplamente distribuído nos Neotrópicos e regiões tropicais e subtropicais da África, ocorrendo também algumas poucas espécies na Austrália, Europa e Ásia.
Poucos estudos referentes à família Portulacaceae e em especial ao gênero Portulaca têm sido feitos no Brasil. A base taxonômica para o gênero no país ainda é o tratamento realizado por Rohrbach (1872) para a Flora Brasiliensis, reconhecendo oito espécies. Posteriormente vários levantamentos regionais foram feitos podendo ser citados os trabalhos de Teixeira (1959) para a cidade do Rio de Janeiro; Mattos (1961) para o município de São Joaquim (RS); Lima & Lima (1968) para o estado de Pernambuco; Rodrigues & Furlan (2002) para o estado de São Paulo e Coelho & Giulietti (2006), para a Bahia. 
CONCLUSÃO
Planta herbácea, suculenta, sem pêlos, podendo ter sementes, não ocorrendo enraizamento a partir dos ramos prostados ou eretos, com altura entre 20-40 cm. Planta anual capaz de se reproduzir através de sementes, não ocorrendo enraizamento a partir dos ramos em contato com o solo. Ocorre em solos de quase todos os tipos. No Brasil, é comumente encontrada em quase todo o território.
É uma invasora que ocorre em vários tipos de culturas e também pode ser utilizada para a alimentação de animais em pequena quantidade, planta daninha comum em culturas anuais, pomares, jardins, hortas, viveiros de mudas e cafezais. Uma planta pode produzir 10 mil sementes, que podem permanecer dormentes no solo por mais de 20 anos. As sementes germinam a partir de 5 cm de profundidade, durante todo o ano. Quando em presença de pouca luz, apresenta crescimento ereto ao invés de prostrado.
Seu controle pode ser feito através de heribicidadas como 2,4-d , diorum, atrazina entre outros.

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