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exame do paciente 
 Anamnese: basicamente, observar as alergias, 
medicamentos que usa, doenças cardiovasculares, 
anestesia, hábitos parafuncionais, histórico de 
tratamento anterior, expectativa do paciente... 
 : Exame extraoral verificar dimensão vertical, 
suporte de lábio, linha do sorriso, identificação de 
DTM. 
1 - dimensão vertical diminuída: resultado de atrição 
acentuada ou perda de contenção posterior; ↓ do 
terço inferior da face, projeção do mento, intrusão 
dos lábios... 
2 – dimensão vertical aumentada: 
resultado de um tratamento restaurador inadequado; 
face alongada, sintomatologia muscular, sensibilidade 
dentária, dificuldade de deglutição e mastigação. 
3 – suporte de lábio: em alguns 
casos pode acontecer grande perda 
de estrutura do rebordo alveolar na 
região anterior, podendo fazer um 
enxerto. 
4 – linha do sorriso: alta, média ou 
baixa. 
5 – ATM: analisar movimentação 
mandibular, se tem dor, a trajetória, 
protrusão e lateralidade, palpação 
muscular, inspeção de ruídos 
articulares... 
Exame intraoral: analisar seguintes fatores: 
1 – cáries e restaurações existentes: principal 
fracasso em PPF, por isso analisar adaptação da 
prótese e higienização! (suscetível = mancha branca) 
2 – lesões não cariosas: tem a erosão (perda de 
estrutura dental por processos químicos de 
dissolução, aqui a dentina fica exposta); e a atrição 
(atrito entre os dentes provocando desgaste – 
bruxismo) 
3 – vitalidade pulpar: dentes despolpados possuem 
menor resistência, mais sujeita a fraturar a raiz, pq 
diminui elasticidade da dentina e perde receptores 
pulpares. 
4 – tamanho da coroa clínica: quando a coroa é curta 
(altura menor que diâmetro), tem que fazer sulcos, 
canaletas, ou aumentar a coroa clínica ou extruir 
ortodonticamente para AUMENTAR a retenção. 
5 – relação coroa-raiz: 
osso ao redor da raiz 
determina grau de 
sustentação da raiz! O 
ideal é 2:3, sendo o 
braço de resistência 
(raiz) maior que o braço 
de potência 
6 – forma/nº de raízes: raízes volumosas, múltiplas e 
divergentes são preferíveis às arredondadas, 
fusionadas e convergentes 
7 – inclinação: favorece a via de inserção, restauração 
biológica e mecanicamente aceitável 
8 – avaliar oclusão: analisar espaço interoclusal e 
intra-arcada. 
preparo de dentes p/ prótese 
 o que é o preparo protético? Processo de desgaste 
seletivo de esmalte e/ou dentina, em quantidades e 
formas predeterminadas dentro de uma sequencia de 
etapas operatórias preestabelecidas, empregando 
instrumental com formas e dimensões específicas 
com finalidade de criar espaço para uma restauração 
individual ou para um retentor de prótese parcial fixa. 
Extracoronário: é convergente /\ para a oclusal 
- esmalte/dentina; esmalte/dentina/NMF e 
esmalte/dentina/PFV. 
Intracoronário: divergente \/ para a oclusal 
Princípios mecânicos: a PPF tem que apresentar 
retenção, estabilidade, rigidez estrutural e integridade 
marginal para não sofrer movimentação. 
1 – retenção: propriedade que o 
preparo deve apresentar para 
evitar deslocamento axial da 
restauração no sentido gêngivo-
oclusal; ela é obtida pelo contato 
das paredes internas da coroa e 
superfície do preparo!!! 
- o preparo será mais retentivo 
quanto + paralelas as paredes 
forem e, consequentemente, mais 
retentiva será a prótese. A coroa 
do preparo será uma miniatura da 
coroa íntegra. 
- tem que ter duas inclinações 
(igual a primeira imagem, em que 
a primeira está no terço cervical). 
Em casos que a coroa é curta, 
fazer canaletas e sulcos para que 
a coroa se torne mais retentiva 
ali no preparo. 
2 – resistência ou estabilidade: propriedade que o 
preparo deve ter para evitar deslocamento da 
restauração quando submetida as forças oblíquas, 
que podem fazer com que a coroa desloque. 
- Altura do preparo E angulação das paredes do 
preparo vão influenciar. 
- Quanto menor é a angulação das paredes axiais do 
preparo, maior é a estabilidade da prótese. 
- altura do preparo tem que ser igual ou maior a 
largura. 
 exemplo 1: F: força lateral. O 
dente tende a realizar 
movimento de rotação. Preparos 
com largura (linha verde) menor 
que altura vai criar um arco de 
rotação (azul) CURTO em relação à altura da parede 
axial, dai o restante da parede axial impede a rotação 
da coroa!!! 
 exemplo 2: aqui a largura é 
maior que a altura, e vai criar 
esse arco igual ou maior que a 
altura da parede axial, e ai a 
coroa irá deslocar com maior 
facilidade, pq a parede axial 
nesse exemplo não apresenta área de resistência ao 
deslocamento (igual ao primeiro exemplo) 
 exemplo 3: aqui o preparo é 
curto, o arco de rotação também é 
desfavorável igual o exemplo 
anterior. PARA minimizar isso 
devido a coroa ser curta, faz 
sulcos... e esses sulcos vão 
conseguir dois arcos de rotação 
menores sobre o preparo e melhoram estabilidade. 
3 – rigidez estrutural: propriedade que o preparo 
deve apresentar para permitir uma espessura 
suficiente de material restaurador, então depende do 
tipo de material, o desgaste tem que ser suficiente 
para acomodar o material que vai ser usado 
(metal/cerâmica) 
4 – integridade marginal: propriedade que um 
preparo deve apresentar para permitir uma relação 
harmoniosa entre a restauração e o periodonto. 
Término cervical deve ser nítido para ser reproduzido 
facilmente na moldagem e apresentar espessura 
suficiente para acomodar coroa sem sobrecontorno! 
Resultando no máximo de adaptação e mínima linha 
de cimento 
- localização do término cervical: pode estar 
SUPRAGENGIVAL (indicado para regiões não estéticas 
e a localização aproximadamente 2 mm acima da 
margem gengival, só que pode prejudicar a retenção e 
estabilidade da prótese se as paredes axiais do 
preparo não apresentarem altura maior que largura; 
ou pode estar NO NÍVEL DA GENGIVA MARGINAL, mas 
não é recomendado pq acumula placa, ai causa 
recidiva de cárie, recessão etc; e por fim também 
pode ser SUBGENGIVAL em que o término deve ser 
localizado 0,5mm no interior do sulco gengival para 
obter melhor estética, além de aumentar retenção e 
preservar homeostasia. 
 
Princípios biológicos: 
1 – preservação do órgão pulpar: tem que preservar, 
pois quando desgastamos há exposição dos 
canalículos dentinários. 
- potencial de irritação da polpa: técnica de preparo 
(calor gerado pela turbina de alta rotação, a qualidade 
das brocas...) e tbm a confecção da coroa provisória 
(ela tem que vedar todos esses túbulos dentinários 
que foram expostos) e também analisar a necessidade 
de tratamento (ex: o paciente não pode colocar 
implante, ai você faz a coroa provisória, etc...) 
2 – preservação da saúde periodontal: tem que 
preservar para não invadir a distancia biológica e não 
inflamar. Logo, temos que ter cuidados durante o 
preparo, analisar volume da estrutura dental 
removida e também a localização e qualidade do 
término cervical. 
- então tem que entrar quantos mm intrasulcular?? 
De 0,5mm a 0,8mm. 
- lembrando: 
* Inserção conjuntiva -
1,07 mm; 
* Epitélio juncional -
0,97 mm; 
* Epitélio do sulco -0,69 
mm; 
* Área aproximada total 
- 3 mm 
LOGO, o término do 
preparo tem que ficar 
APENAS no sulco! Se 
passar disso, invade a 
distancia biológica. Em 
áreas não estéticas, 
pode ficar supragengival. 
- tipos e localização do término cervical: 
CHANFRADO: usa para metalocerâmicas 
(ligas básicas) e metal free. Basicamente é 
um segmento de círculo. Faz com broca 
troncocônica arredondada, tem que ter 
espessura adequada (+/- 1,0 a 1,2mm), 
adaptar e escoar cimento adequadamente. Brocas 
que usamos: 7216, 2215 e 4138. 
CHANFERETE: usa para metalocerâmicas e 
metálicas (todas as ligas). Basicamente é um 
segmento de círculo menor. Faz com broca 
troncocônica arredondada, tem que ter 
espessurasuficiente para metal, preservar 
estrutura dental, escoar cimento, adaptar e usado em 
dentes com perda óssea. Brocas: 3215, 2214. 
LAMINA DE FACA: tá em desuso. 
OMBRO ARREDONDADO: usa para 
cerâmica pura, tem um desgaste maior, 
é um degrau com ângulo interno 
arredondado, usa broca cilíndrica 
arredondada (não vamos usar) 
- localização desse término: 
* supra: se for supra, tem que estar 2mm acima da 
margem gengival. A vantagem é a manutenção do 
contato entre dente e o periodonto. Indicado quando 
não compromete estética (ex: palatina) e quando não 
compromete retenção e estabilidade. 
* ao nível gengival: contra-indicado!! Pois é uma 
localização crítica e região de maior acumulo de placa. 
* sub: estético, melhor retenção... 
coroas provisórias 
- qualquer tipo de tratamento protético de um ou 
mais elementos exige a confecção das restaurações 
provisórias, que podem facilitar a confecção da 
prótese definitiva e, consequentemente, leva-lo ao 
sucesso. 
- deve possuir as seguintes características: resistente, 
recuperar complexo dentinho-pulpar traumatizado 
durante o preparo e impedir agressões térmicas, 
químicas e mecânicas no dente preparado, apresentar 
boa adaptação marginal, restabelecer oclusão e 
contatos proximais, não apresentar subcontorno ou 
sobrecontorno, restabelecer estética e fonética. 
- limitações: pode fraturar, maior facilidade de 
acumulo de placa por causa da rugosidade superficial 
da resina e altera cor com o tempo. 
Materiais empregados: 
1. Resina acrílica: + usado pq é fácil manipular, 
trabalhado direta e indiretamente na boca, pode ser 
reembasado na região cervical, custo relativamente 
baixo, resistência a fratura satisfatória, estabilidade 
de cor razoável, várias cores. 
- o que são as resinas? Materiais plásticos que, 
durante seu processamento, permitem a manipulação 
da forma antes do término da reação de 
polimerização quando atingem sua forma estável. São 
também materiais estéticos, econômicos, estáveis 
dimensionalmente, biocompatíveis e fácil 
manipulação. 
- as resinas acrílicas podem ser autopolimerizáveis e 
termopolimerizáveis. 
- tipos: 
* PMMA – a maioria é pó/líquido (+ usada) 
* PEMA – pó/líquido 
* PVEMA 
* BisAcryl – maioria base e catalisador 
- reação exotérmica: o aumento da temperatura pode 
causar queimaduras nos tecidos gengivais, injúrias a 
polpa, formação de bolhas, destruição dos 
odontoblastos, expansão do fluido dentário nos 
túbulos e coagulação pulpar, o que pode causar 
pulpite ou até necrose. Biologicamente, o aumento da 
temperatura intrapulpar superior a 5,6ºC é 
considerado inaceitável para a saúde da polpa. 
A QUANTIDADE DE CALOR GERADO É DIRETAMENTE 
PROPORCIONAL AO VOLUME DA RESINA. 
Como a reação exotérmica das resinas é algo 
inevitável, o clínico deve controlar as possíveis injúrias 
pulpares!! Como? Utilizando a técnica e resina mais 
adequada, evitando resina em excesso, utilizando 
spray de ar/água e realizando remoção e inserção da 
CP durante polimerização. 
- as resinas acrílicas a base de PMMA são as que mais 
tem reação exotérmica. 
- estabilidade de cor: geralmente ocorre alteração de 
cor devido a absorção de fluidos bucais, utilização de 
medicamentos, hábitos dietéticos, higiene deficiente, 
excesso de porosidade, polimerização incompleta e 
mal acabamento. 
- A RESINA DE PMMA apresenta maior estabilidade 
comparada a outras em relação a cor. 
Características: 
1 - Proteção pulpar: cuidar a quantidade de desgaste 
dentário, realizar tratamento da superfície dentária, 
lembrar que a resina tem uma reação exotérmica e 
que pode causar uma hipersensibilidade dentária. 
2 – Proteção periodontal: o tratamento periodontal 
vem com a finalidade de controlar patologias, melhor 
estética e mecânica. 
- BOA adaptação marginal: a desaptação marginal tem 
um efeito significante no índice gengival e de 
exsudato e, há uma correlação positiva com a 
inflamação dos tecidos periodontais. A adaptação da 
CP a margem cervical do preparo é importante para 
diminuir a troca de fluidos entre o dente preparado e 
o meio externo, além de impedir acumulo de placa. A 
adaptação é satisfatória quando não existe degrau (+ 
ou -) entre a CP e término cervical. 
- Contorno e forma: boa adaptação nas ameias 
interproximais, para 
evitar “pontos 
pretos” nos espaços 
interproximais. 
Quando corretos, 
impedem a colisão do alimento diretamente sobre o 
tecido gengival. A ausência dos pontos de contato 
interproximais levam a lesão do tecido gengival e 
impacção alimentar. 
- Orientação para cirurgia periodontal: realizar sempre 
quando necessário, exemplo, enxertos... 
- Avaliação da mobilidade: avaliar se o dente 
realmente está em condições de receber uma coroa. 
- Avaliação da higiene oral: pigmentar as faces 
dentárias para analisar quantidade de biofilme e se o 
paciente está conseguindo higienizar. 
3 – Avaliação oclusal: 
- verificar se a oclusão está mutuamente protegida, 
analisar dimensão vertical e também relação maxilo-
mandibular. 
4 – Avaliação estética: analisar alguns fatores como 
comprimento, largura, forma e contorno, linha média 
e pônticos. 
- espessura: 
deve possuir 
uma espessura 
homogênea, 
para que tenha 
rigidez 
estrutural 
(lembrando que 
tem que ter espaço suficiente para o material que 
será utilizado caber nesse espaço de desgaste) 
- rugosidade superficial: quanto maior a rugosidade e 
presença de bolhas na CP, mais rápido é o processo de 
degradação da resina. Alterações na rugosidade de 
porosidade, além de dificultarem a higiene, são 
responsáveis por odor desagradável e alteração de cor 
nas CP, uma vez que estão mais suscetíveis a absorção 
de líquidos, além de pigmentos provenientes de 
alimentos e medicamentos, facilitando a aderência de 
restos alimentares. A alteração na cor é um fator 
comumente questionado pelo paciente durante 
tratamentos prolongados, comum quando há 
interação multidisciplinar no tratamento. Nesse 
contexto, a troca das restaurações provisórias é 
indicada para o restabelecimento estético. 
- resistência mecânica: devem resistir as cargas 
funcionais da mastigação sem fraturar ou 
descimentar. Dessa forma, evita migração e extrusão 
dos pilares e favorecem estabilidade interproximal e 
oclusal até o momento da cimentação das coroas 
definitivas. Resistencia deve ser suficiente para 
suportar forças mastigatórias, abrasão da escovação e 
atrito dentário, bem como sobreviver as diversas 
etapas de tratamentos complementares, como endo, 
orto, perio e cirurgia. Presença de bolhas podem 
reduzir resistência da CP. Como resolve isso??? P O L I 
M E N T O com pedra pomes + água em politriz e 
branco de espanha + água, com pedras e borrachas 
para acabamento e polimento em peça RETA. 
cimentação provisória 
- usa cimentação provisória pq tira a coroa e coloca 
várias vezes, só que tem que ser cimentada suficiente 
para ficar estabilizada. 
- tem a técnica direta e a indireta. 
Técnicas de confecção de provisórios: 
* com dente de estoque, molde de alginato, molde de 
silicone, duplicação do enceramento diagnóstico, com 
matriz de plástico, provisórios prensados e com 
estrutura metálica. 
1- Confecção de provisórios com dente de estoque: 
- usa o dente de estoque , indicada para dentes 
unitários. Como faz? Pega o dente de estoque 
indicado e faz um desgaste para que ele se adeque no 
meio bucal e naquele preparo. Dai vaselina o preparo, 
coloca resina acrílica na palatina do dente de estoque, 
adapta o dente de estoque, o acrílico extravasa no 
preparo/núcleo, completa porção palatina com resina 
acrílica. Usa esse dente e depois faz uma faceta 
devido a cor. 
2- Confecção de provisório com molde de silicone: 
- a qualidade do periodonto está atrelada a peça 
protética sempre. 
- caso clínico: paciente tinha 4 dentes de estoque, tem 
que tirarpois está prejudicando o periodonto. Como 
faz? Não tira os dentes para moldar com a silicona, 
pois é uma referencia. Faz o molde, tira os dentes e 
arruma o preparo que está ali embaixo. No molde de 
silicone, enche de resina acrílica, vaselina o preparo, 
conta 1 minuto e 30 segundos para retirar, pois a 
resina sofre contração de polimerização. 
QUALIDADE DO PREPARO X QUALIDADE DO 
PERIODONTO X QUALIDADE DA PEÇA PROTÉTICA 
FINAL 
- preparo mal feito = peça mal feita. Quando o metal 
fica aparecendo, o que significa? Que o preparo tava 
alto, não cabe cerâmica. 
3- Confecção de provisório quando tem implante: 
- coloca um componente de acrílico e vou construir 
uma coroa provisória, coloca resina e pede pro 
paciente morder e vai aparecer os pontos, coloca na 
boca e restaura dando escultura. 
4- Confecção de provisório com enceramento 
diagnóstico: 
- molda o paciente em cima e embaixo, faz o modelo 
de gesso, faz o enceramento a partir desse modelo, 
molda esse modelo de gesso e vai ficar toda essa 
escultura que você fez na moldeira de silicone. 
Preenche essa moldeira com resina acrílica, coloca na 
boca e vai esculpindo. 
retentores intraradiculares 
- são elementos utilizados nas reconstruções da 
porção coronária perdida e que geralmente utilizam o 
conduto radicular como meio de retenção viabilizando 
a confecção de próteses sobre estes dentes. 
Dentes polpados: 
- por que fazer reconstrução pré-coroa protética? 
* quando há dentes destruídos com perda de 
capacidade retentiva por cáries, traumas ou desgastes 
com finalidade de reter coroa protética além de 
receber cargas e transmiti-la a dentina remanescente. 
- quando utilizar pinos? Quando mais de 50% do 
remanescente coronário foi perdido... e sempre 
avaliar se há estrutura dentária suficiente para 
suportar as forças, exemplo: se o dente tem apenas 
esmalte, não tem estrutura dentinária para suportar 
todas as forças... tem que avaliar se tem que fazer 
endo ou não. 
Uma regra básica é que, existindo aproximadamente 
a metade da estrutura coronária, de preferência 
envolvendo o terço cervical do dente, pois é essa a 
região responsável pela retenção friccionai da coroa, o 
restante da coroa pode ser restaurada com material 
de preenchimento, usando meios adicionais de 
retenção através de pinos rosqueáveis em dentina 
Dentes despolpados: 
1- Núcleo metálico fundido: 
indicado para dentes anteriores e posteriores que 
serão dentes de suporte de PPF sem um 
remanescente que permita um atraçamento cervical 
de pelo menos 2mm; dentes com pouca estrutura 
coronal em pacientes com parafunção 
contra indicado em pacientes com alta exigência 
estética (que dai recebe cerâmica) e em canais 
extremamente amplos, com paredes dentinárias finas. 
vantagens: 90% de sucesso, fácil confeccionar, alta 
resistência mecânica, bem adaptados (elevada 
retenção) e radiopaco. 
desvantagens: efeito de cunha (não pode estar muito 
curto pq fratura), corrosão, estética, difícil remover, 
pelo menos duas consultar clínicas para confeccionar! 
características ideais – preparo do remanescente 
coronário: 
- deve seguir a característica do tipo de prótese 
indicado, tem que ter efeito férula 
- remover o cimento temporário contido na câmara 
pulpar, preservar o máximo de estrutura dentária... 
- preparar as paredes da coroa com espessura mínima 
de 1mm 
características ideais – preparo do conduto: 
- comprimento, inclinação das 
paredes, diâmetro e 
características superficiais. 
1- comprimento: comprimento 
do pino intra-radicular deve 
atingir 2/3 do comprimento 
total do remanescente dental 
OU mais da metade do suporte 
ósseo; e deve manter pelo 
menos 4mm de material 
obturador na região apical. 
- núcleos curtos favorecem a 
concentração de estresse, 
podendo causar uma fratura 
da raiz       
2- inclinação das 
paredes: 
 - quanto + paralelas as 
paredes radiculares, + 
retenção do pino, e 
quanto + retenção do 
pino, + retenção da coroa. 
- pinos com paredes paralelas são 
mais retentivos do que pinos cônicos 
(primeira imagem); pinos cônicos 
geram mais estresse, aumentando 
potencial de fraturar a raiz. 
3- diâmetro: quanto maior o 
diâmetro do pino, maior a sua 
retenção, porém o DENTE se 
torna mais enfraquecido 
- quando menor o 
diâmetro, menor sua 
retenção e o PINO se 
torna mais enfraquecido 
- deve ter 1/3 do ápice da 
raiz 
- na região apical, o pino 
deve ter um diâmetro de 
no mínimo 1mm, para ter 
resistência. 
4- características superficiais: para aumentar a 
retenção do NMF, podemos criar irregularidades com 
brocas ou jatos de óxido de alumínio. 
falhas mais comuns: dimensões inadequadas do 
núcleo; abertura desproporcional do canal radicular; 
fratura da raiz devido ao comprimento inadequado do 
pino; raiz perfurada lateralmente; núcleos invadindo a 
região de furca 
 
 
 
 
técnicas para confecção de NMF 
Técnica direta: moldagem do conduto e confecção do 
núcleo em resina esculpido diretamente em boca 
Técnica indireta: o conduto é moldado, e o núcleo é 
confeccionado no modelo de gesso no laboratório de 
prótese – mais indicada para vários núcleos... 
DIRETA: 
Sequência: as imagens abaixo mostram o dente que 
está com grande perda dentária, vista vestibular, 
oclusal e na radiografia. 
1- preparo do remanescente dental: 
preparar de acordo com o material 
que será utilizado, tirar cáries e 
restaurações e manter o término 
cervical. Prepara igual um preparo 
convencional de PF, com 1014, 
3216, 3203, 4138 e 3118. 
 
 
2- preparo do conduto: remover 
o material obturador, iniciar 
sempre com ponta Rhein 
aquecida; deve estabelecer o 
comprimento do pino, é comum 
é haver restos de guta aderidos 
nas paredes do conduto, que 
serão removidos posteriormente com 
regularização/alargamento do conduto com brocas. 
 
3- regularização da inclinação das paredes e 
alargamento do conduto: cuidar para não perfurar a 
raiz, usar o “stop” de endo para não alterar o 
comprimento do pino já estabelecido com a ponta 
Rhein. Caso não tenha conseguido remover a 
quantidade de material restaurador planejada, usar a 
broca Gates, que não possui corte na extremidade 
4- modelagem do conduto: 
aplica vaselina sólica com 
auxílio de uma lima envolvida 
com algodão ou um 
microbrush; A- pode ser 
empregado um pino de plástico pré-fabricado ou de 
bastão de resina acrílica confeccionado pelo próprio 
CD; B- o pino deve ser cortado com disco diamantado, 
deixando-o aquém da superfície oclusal/incisal do 
dentes vizinho; C/D- deve haver espaço entre as 
paredes do pino e do conduto para possibilitar 
obtenção da moldagem correta do conduto. 
5- reembasamento do pino: o 
bastão de resina é envolvido com 
resina acrílica Duralay, introduz no 
conduto até atingir a fase plástica; 
nesta fase, deve-se fazer 
pequenos movimentos do bastão 
para facilitar sua remoção após a 
polimerização da resina. 
6- escultura da porção coronária: adiciona resina ao 
redor do pino, procurando esculpir a forma da coroa 
preparada. Desgasta-se a resina com pontas 
diamantadas em baixa ou alta com irrigação, seguindo 
princípios mecânicos e estéticos. 
 
 
 
7- inclusão e fundição: o técnico irá posicionar os 
núcleos de resina com cera em um anel 
de borracha, onde será vazado um 
revestimento para fundição. Leva-se o 
cilindro ao forno, onde a cera e a resina 
serão removidas. O cilindro é 
posicionado em uma centrífuga, onde o 
metal é injetado. 
8- prova do núcleo: o assentamento do núcleo no 
conduto deve ser passivo. Logo, utiliza-se 
evidenciador de contato, que é aplicado em toda 
porção radicular e espera secar. Leva-se o núcleo no 
conduto sem pressão; remove o pino e analisa as 
áreas que ficaram sem o evidenciador, que são as 
interferências que impedem o assentamentocompleto do núcleo. Desgasta-se essas áreas com 
ponta diamantada esférica pequena. Remove o 
evidenciador com água. Após adaptar o núcleo, realiza 
desgastes da porção coronal, se necessário. 
9- cimentação: com cimento de fosfato de zinco ou 
ionômero de vidro; as paredes do pino devem receber 
jatos de óxido de alumínio para criar microrretenções, 
e devem ser lavadas e secas. Nesta fase, não tocar a 
superfície do pino para não contaminar. Cobrir o pino 
com uma fina camada de cimento utilizando pincel 
fino; introduzir o pino lentamente no conduto. O 
núcleo deve ser mantido em posição até a presa inicial 
do cimento. Esperar presa final para remover excesso 
de cimento com auxilio de sonda clínica.

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