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Radiologia e Radioproteção odontológica – Proteção do paciente e do profissional. 
Portaria 453, de 1 de junho de 1998 – “Diretrizes de Radioproteção em Radiodiagnóstico Médico e Odontológico.”
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Pelos discentes: 
Aléxia Sandes;
Breno Andrade;
Eduardo Rangel; 
João Vitor Sampaio; 
Marcus Rodrigues;
Matheus Galvão;
Pedro Soares; 
Stella Sampaio.
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Radiologia
Possui vasto campo de aplicação; 
Estuda órgãos e/ou estruturas por intermédio das imagens radiográficas, produzidas por radiação ionizante; 
Auxilia no diagnóstico, colabora no plano de tratamento, orienta e controla a terapêutica;
Radiação ionizante possui efeito cumulativo. 
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Radioproteção
Medidas de radioproteção se fazem necessárias devido ao efeito cumulativo da radiação ionizante; 
As primeiras normas de Radioproteção surgiram na Alemanha e Inglaterra. Posteriormente foram difundidas para outros países; 
No Brasil, as normas de Radioproteção foram definidas em junho de 1998, pelo Ministério da Saúde através da Portaria nº 453. 
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“Em decorrência do exposto, os profissionais responsáveis pelas solicitações, além dos que estão ligados à obtenção dos exames, devem conhecer tanto a indicação das análises, como o emprego das radiações, a importância do seu conhecimento, a relação entre riscos e benefícios e os métodos de aferição e controle, assim sendo, não são toleradas exposições desnecessárias”,
Jefferson Xavier Oliveira. Especialista em Radiologia Odontológica e Imaginologia, livre-docente pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.
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Portaria 453 de 1 de junho de 1998 – “Diretrizes de Radioproteção em radiodiagnóstico Médico e Odontológico.”
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Disposições gerais: 
Referenciada pelas disposições constitucionais e pela Lei 8.080 de 19 de outubro de 1990. 
Se aplica em todo território nacional e se aplica a qualquer atividade que esteja vinculada a produção, comercialização de aparelhos que emitam radiação e prestação de serviços com imagem diagnóstico. 
Tem como objetivo:
Estabelecer diretrizes para aplicabilidade e realização de exames radiográficos. 
Minimizar riscos e maximizar benefícios tanto para pacientes quanto para profissionais da área da saúde. 
Estabelecer requisitos de licenciamento e fiscalização de estabelecimentos que realizam exames radiológicos. 
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Autoridades regulatórias e suas funções: 
Ministério da saúde; 
Autoridades sanitárias – Vigilância sanitária federal e estadual. 
Fiscalizam e licenciam empresas, clínicas e consultórios que empregam o uso de Raio-X 
Adotam medidas cabíveis para fiscalização efetiva e garantem o cumprimento das normas descritas na Portaria 453; 
Devem possuir livre acesso a todas as dependências dos estabelecimentos e a toda a documentação solicitada e especificada na Portaria 453. 
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A portaria também trata da regulamentação, registro, venda, instalação e licenciamento de equipamento de raios -x diagnósticos, componentes e acessórios de proteção radiológica em radiodiagnóstico, além de reger a organização de estabelecimentos que prestam serviços de RX diagnóstico e estabelecer cargos de responsabilidade, como: 
Supervisor de proteção radiológica e radiodiagnóstico (SPR);
Responsável técnico (RT).
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Dos princípios básicos que regem o regulamento: 
1. Justificação da prática e das exposições médicas individuais: 
As exposições são autorizadas desde que produzam algum tipo de benefício ao paciente ao a sociedade. 
Na área da saúde existem dois tipos de justificação: A Justificação genérica e a Justificação individual.
2. Otimização da proteção radiológica:
Visa a menor exposição de pessoas a radiação e menor probabilidade de exposições acidentais.
Menor dose de radiação possível desde que esta não reduza a qualidade da imagem radiográfica. 
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Dos princípios básicos que regem o regulamento: 
3. Limitação de doses individuais: 
Esta diretriz não se aplica aos pacientes e sim aos trabalhadores ocupacionalmente expostos a radiação ionizante e considera os seguintes limites: 
A dose efetiva média anual não deve exceder 20 mSv em qualquer período de 5 anos consecutivos, não podendo exceder 50 mSv em nenhum ano. 
A dose equivalente anual não deve exceder 500 mSv para extremidades e 150 mSv para o cristalino.
Em caso de mulheres grávidas, é importante que a gravidez seja notificada ao titular do serviço tão logo ela seja constatada. A dose na superfície do abdômen não deve exceder 2 mSv durante todo o período restante da gravidez, tornando pouco provável que a dose adicional no embrião ou feto exceda cerca de 1 mSv neste período. 
Todos estes limites são estabelecidos pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CENEN).
 
4. Prevenção de acidentes: 
Atitudes que minimizem a possibilidade de erros humanos que levem a ocorrência de exposições acidentais
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Os equipamentos de Raio-X intraoral devem ser instalados em consultórios ou salas, com dimensões que permitam à equipe a distância de no mínimo 2 metros de distância do cabeçote e do paciente durante a realização da radiografia; 
Os equipamentos de Raio-X extraoral devem ser instalados em salas específicas. Estas salas devem conter: 
Todos os limites físicos com blindagem que proporcione proteção radiológica;
As blindagens devem ser contínuas e sem falhas; 
Toda superfície de chumbo deve estar coberta com revestimento protetor como lambris, pintura ou outro material adequado.
Cabine de comando com dimensões e blindagem que proporcionem atenuação suficiente para garantir a proteção do operador, e deve ser posicionada de forma que nenhuma pessoa possa entrar na sala sem que o operador o perceba. 
Dos ambientes: 
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Dos ambientes: 
A face externa a sala de Raio–X deve possuir sinalização adequada, normalmente colada a porta, contendo símbolo internacional de radiação ionizante acompanhado das inscrições: “Raio-X, entrada Restrita” ou “Raio-X, entrada proibida a pessoas não autorizadas” entre outros avisos. 
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Dos ambientes: 
Visando a premissa da otimização, acompanhantes não devem permanecer na sala de Raio-X, exceto quando extremamente necessário e mediante autorização do RT;
O serviço deve contar salas adequadas para revelação dos filmes;
Para radiografias intraorais, pode ser permitida a utilização de câmaras portáteis de revelação manual, desde que confeccionadas com material opaco. 
Para cada equipamento de raios-x deve haver uma vestimenta plumbífera que garanta a proteção do tronco dos pacientes, incluindo tireóide e gônadas, com pelo menos o equivalente a 0,25 mm de chumbo.
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Dos equipamentos: 
Feixe de radiação: 
Técnicas radiográficas intraorais: Maior ou igual a 50 kVp, preferencialmente maior de 60kVp; 
Técnicas radiográficas extraorais: Não deve ser inferior a 70kVp
Filtro de alumínio: 
Para equipamentos com tensão de tubo inferior ou igual a 70 kVp, a filtração total permanente não pode ser inferior a 1,5 mm de alumínio.
Equipamentos com tensão de tubo superior a 70 kVp não devem possuir filtração total inferior a 2,5 mm de alumínio. 
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Dos equipamentos: 
Colimação: 
Todo aparelho de Raio-X deve possuir sistema de colimação para limitar campo de raios-x ao mínimo necessário para cobrir a área em exame;
O diâmetro das áreas expostas para radiografias intraorais não deve ser superior a 6 cm na extremidade de saída do localizador; 
Nas radiografias extraorais é obrigatório o uso de colimadores retangulares.
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Dos equipamentos: 
Distância foco-pele: 
Equipamentos para radiografias intraorais devem possuir um localizador de extremidade com objetivo de limitar a distância foco-pele. 
A distância foco-pele estabelecida pelo posicionador deve ser de no mínimo: 
 18 cm para tubos com tensão de até 60kVp;
20 cm para tubos com tensão entre 60 e 70 kVp; 
24 cm para tubos com tensão superior a 70 kVp.
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Localizador
Posicionador
Duração da exposição: 
Pode ser indicada em termos de tempo ou número de pulsos;O sistema de controle de duração deve ser eletrônico e não deve permitir exposição com tempo superior a 5 segundos. 
Deve haver um sistema de segurança que garanta que nenhuma radiação seja emitida quando o indicador de tempo de exposição se encontrar em “zero” e disparador for acionado. 
O tempo de exposição deve ser o menor possível para que se obtenha uma imagem de boa qualidade. 
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Protetores: 
Vestimentas de proteção individual que tem como objetivo proteger a glândula tireóide, o tronco e as gôndolas dos pacientes durante as exposições. 
Devem ser acondicionados de forma a preservar sua integridade, sobre superfície horizontal ou suporte apoiado. 
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Na prática: 
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Proteção do operador e equipe: 
Equipamentos panorâmicos ou cefalométricos devem ser operados dentro de uma cabine ou biombo fixo de proteção com visor apropriado ou sistema de televisão; 
O operador ou qualquer membro da equipe não deve colocar-se na direção do feixe primário, nem segurar o cabeçote ou o localizador durante as exposições; 
Nenhum elemento da equipe deve segurar o filme durante a exposição;
Uma sala de raios -x não deve ser utilizada simultaneamente para mais que um exame radiológico;
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Proteção do operador e equipe: 
É proibida a exposição ocupacional de menores de 16 anos;
Para estudantes com idade entre 16 e 18 anos, em estágio de treinamento profissional, as exposições devem ser controladas de modo que os seguintes valores não sejam excedidos: 
Dose efetiva anual de 6 mSv ; 
Dose equivalente anual de 150 mSv para extremidades e 50 mSv para o cristalino. 
Para gestantes as condições de trabalho devem ser revistas para garantir que a dose na superfície do abdômen não exceda 2 mSv durante todo o período restante da gravidez, tornando pouco provável que a dose adicional no embrião ou feto exceda cerca de 1 mSv neste período. 
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Proteção do paciente/público: 
Exames radiográficos somente devem ser realizados quando, após exame clínico e cuidadosa consideração das necessidades de saúde geral e dentária do paciente, sejam julgados necessários.
 
Deve-se averiguar a existência de exames radiográficos anteriores que tornem desnecessário um novo exame. 
A repetição de exames deve ser evitada por meio do uso da técnica correta de exposição e de um processamento confiável e consistente. 
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Proteção do paciente/público: 
O acesso à sala onde exista aparelho de raios -x deve ser limitado durante os exames radiológicos, prevenindo assim exposições desnecessárias a radiação; 
Nenhum indivíduo deve realizar regularmente esta atividade
Considerado uns dos mais simples métodos de proteção ao paciente é a Comunicação efetiva. Esta por sua vez não necessita de nenhum investimento e consiste em explicar ao paciente todas as etapas a qual ele será submetido. 
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“O operador deve observar e interagir com o paciente durante as exposições, pois uma comunicação efetiva diminui a ansiedade. O esclarecimento ao paciente sobre os procedimentos que serão realizados faz com que o paciente colabore, permanecendo imóvel durante a exposição e diminuindo assim o número de repetições. ”
 
Capelozza, Ana Lúcia Alvares, 2009 – PG 29. 
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Conclusão: 
Durante o desenvolvimento deste trabalho, concluímos que a regulamentação de normas relacionas a Radioproteção é uma medida que beneficia tanto profissionais da área da saúde quanto a pacientes que realizam exames de diagnóstico por imagem. Esta regulamentação assegura que tenhamos órgãos fiscalizadores, profissionais qualificados e certificados para realização destas atividades, além de diretrizes que evitam que sejamos expostos a radiação ionizante de forma excessiva e arriscada. Reconhecemos a necessidade do conhecimento destas normas por todos os profissionais da área de saúde, incluindo odontólogos, visto que o diagnóstico por imagem é uma prática comum e de grande importância no exercício da nossa profissão. 
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Referências: 
CAPEZZOLA, Ana Lúcia Alvares. Manual técnico de Radiologia Odontológica. ED. AB. Goiânia, 2009. 
Conceito: Radiologia odontológica segundo PORTAL EDUCAÇÃO. Disponível em: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/odontologia/radiologia-odontologica-conceito/53995. Acesso em: 06 Set. 2018. 
Ministério da Saúde. Portaria SVS/MS n° 453, de 1 de junho de 1998. Disponível em: http://www.conter.gov.br/uploads/legislativo/portaria_453.pdf. Acesso em: 03 Set. 2018. 
NAVARRO, Vanessa. Segurança em radiologia odontológica. Disponível em: https://localodonto.com.br/seguranca-em-radiologia-odontologica/. Acesso em: 06 Set. 2018. 
OLIVEIRA, Luciano Santa Rita. Princípios básicos de proteção radiológica. Disponível em: http://www.tecnologiaradiologica.com/materia_princ_prot_radiol.htm. Acesso em: 09 Set. 2018
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