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Teoria de Carl Rogers
ACP
SER AUTÊNTICO OU SER GROSSEIRO?
O PAPEL DA CONGRUÊNCIA NA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA
ACP
O pressuposto fundamental da Abordagem Centrada na Pessoa é que em todo indivíduo existe uma tendência atualizadora, uma tendência inerente ao organismo para atualizar suas potencialidades numa direção positiva e construtiva(Moreira 2010).
ACP
Rogers escreveu sobre o crescimento humano. Sua teoria teve como ponto de partida a não-diretividade, ao propor que o terapeuta saia da posição de especialista e deixe o cliente guiar o próprio processo.
ACP
A partir dos anos 50, Carl Rogers passa a privilegiar uma atitude mais ativa do psicólogo, que deveria ter o cliente, e não o problema, como foco.
PROPOSTA DE ROGERS
O autor propõe que o foco seja dado à relação terapêutica, dando ênfase à experiência vivida pelo cliente na relação com o terapeuta.
 ATITUDES QUE TERAPEUTA TERA QUE DESENVOLVER NA ACP
Dentre essas condições, três são comumente designadas como atitudes essenciais ao terapeuta em relação ao cliente para uma mudança construtiva de personalidade:
 A Aceitação Positiva, 
A Compreensão Empática 
 A Congruência.
ACEITAÇAO POSITIVA INCONDICIONAL
consideração integral por tudo o que o cliente é e traz para a terapia, sem qualquer tipo de julgamento por parte do terapeuta.
Sentindo-se aceito, o cliente é capaz de expressar livremente todos seus sentimentos, apropriando-se melhor deles.
A Compreensão Empática
 A capacidade de entender o campo vivencial do outro e perceber sua realidade como ele a percebe e compreender seus sentimentos, diferenciando a experiência do terapeuta da do cliente. Com isso, o terapeuta deve suspender os próprios pontos de vista e valores, para entrar no mundo do outro desprovido de preconceitos. A atitude empática do terapeuta é se expor ao mundo interno do outro, percebendo os significados ao mesmo tempo em que se comunica essa compreensão ao cliente.
A Congruência
A Congruência pode ser compreendida como grau de exatidão entre a experiência da comunicação e a tomada de consciência, apontando, com isso, as relações de semelhança entre o que sentimos, falamos e expressamos em nosso campo relacional; como resultado, temos um espelho da experiência do cliente.
Congruência
A congruência pode ser descrita como a capacidade do psicoterapeuta em ser genuíno com a pessoa do cliente, levando em conta os seus sentimentos e suas percepções para que ele possa tentar contribuir com uma possível reflexão do cliente a respeito de si mesmo para quem sabe colaborar com o crescimento da pessoa.
Níveis de congruências 
Estes níveis dizem respeito à intensidade da atitude do terapeuta, e isso, dependerá exclusivamente, da aceitação que se tem da experiência do outro. 
Com efeito, o terapeuta desviará da situação ou a aceitará. Nesse sentido, é possível que o terapeuta apresente uma postura “genuinamente grosseira”’.
Grosseria ou Autenticidade
Como você define a palavra grosseria?
Como você define uma postura autentica ?
Grosseria ou Congruência?
O dicionário Aurélio diferencia a palavra grosseria em dois principais significados; o primeiro diz respeito à realização de uma tarefa de modo mal acabado, grosseiro. “O acabamento desta cadeira é grosseiro”. O segundo significado diz respeito à conduta de um indivíduo para outro, no sentido de indelicado, ríspido, mal-educado: “Aquele indivíduo é um atendente grosseiro!
Grosseria 
Trazendo para o contexto da psicoterapia, vamos considerar apenas a grosseria como um terapeuta que se comporta de maneira indelicada e ríspida em seu exercício profissional.
OS CUIDADOS NA AUTENTICIDADE
Visto que a congruência é a postura autêntica do terapeuta para a pessoa do cliente, algumas considerações devem ser levadas em conta. O modo pelo qual o terapeuta se apresenta e descreve o conteúdo da terapia pode ter impacto negativo no processo. Além disso, o psicoterapeuta pode não perceber suas atitudes grosseiras, ofuscado pelo filtro da congruência. É importante destacar que congruência não é “apenas dizer a verdade”.
OLHAR PARA O OUTRO COMO A SI PRÓPRIO!
O terapeuta precisa suspender seu julgamento em relação aos conteúdos do cliente, mas ao mesmo tempo precisa ajudá-lo a compreender seus sentimentos. Não há neutralidade na relação, o psicoterapeuta e o cliente desenvolvem um processo único e complexo.
Atitudes Congruentes x Atitudes Grosseiras
As atitudes congruentes do terapeuta, quando tomadas de maneira séria e profunda, de modo a não permitir atitudes grosseiras, contribuem de modo essencial na transformação da personalidade do cliente.
Atitudes Congruentes x Atitudes Grosseiras
A congruência permite o fluir das atitudes de consideração positiva, incondicional e compreensão empática, sendo estas as três características que o psicoterapeuta, na Abordagem Centrada no Cliente, procura desenvolver dentro da relação psicoterápica.
TERAPEUTA CONGRUENTE
O terapeuta congruente, então, seria aquele que simboliza corretamente sua experiência vivida ao relacioná-la com a imagem que tem de si, com sua noção de eu.
 Essa noção não se apresenta aqui como uma categoria estática, mas como uma configuração em constante mudança.
Abordagem Centrada na Pessoa
A transformação pessoal é facilitada quando o psicoterapeuta é aquilo que é, quando as suas relações com o cliente são autênticas e sem máscaras nem fachada, exprimindo abertamente os sentimentos e as atitudes que nesse momento ocorrem.
ACP
 O psicólogo orientado pela Abordagem Centrada na Pessoa deve estimular a livre expressão dos sentimentos em relação ao problema. Essa liberdade é provocada pela atitude amigável, interessada e receptiva do psicoterapeuta.
PAPEL DO TERAPEUTA
O terapeuta orientado pela ACP procura facilitar a compreensão criando um ambiente constituído de um clima não autoritário, permissivo e o cliente se torna livre para prosseguir no seu ritmo pessoal, próprio, criando suas próprias direções. Adaptando-se a este modo não interventivo, o terapeuta deve ajudar o cliente livrando-o da necessidade de refrear e esconder a capacidade de defesa.Uma postura grosseira do terapeuta pode abalar a confiança da relação terapêutica e fazendo-o não se aceitar frear a aceitação de seus sentimentos.
A linha tênue entre Autenticidade e Grosseria
O modo pelo qual o terapeuta cria esta atmosfera em que o cliente reconhece seus sentimentos negativos talvez seja uma das partes mais delicadas da relação na terapia e abre brechas para uma postura grosseira, indelicada por parte do terapeuta, sob o filtro da congruência. É necessário que a postura do terapeuta seja reflexiva e que ele compreenda as condições pelas quais o processo terapêutico está se encaminhando e procure sempre as condições ideais para sua intervenção.
Postura do terapeuta com ele próprio e o cliente
Reconhecer os sentimentos e limitações que lhe são próprios e, muitas vezes, suscitados pelo cliente, ele não os negue e nem utilize o pressuposto da congruência para se defender dos conflitos surgidos nessa relação. Percebe-se que a atitude congruente não é um simples seguimento de regras, ou simplesmente dizer uma verdade consciente. 
É uma postura que necessita ser constantemente trabalhada e aprimorada.
Um processo terapêutico eficaz ocorre quando:
O cliente passa a ver o terapeuta como uma pessoa verdadeira e autêntica, capaz de demonstrar empatia e construindo em relação a ele, respeito incondicional. Com efeito, este respeito terá como resultado a saída do funcionamento estático do cliente e se desenvolverá para um funcionamento caracterizado por uma experiência fluida onde há diferenciação de sentimentos e reações pessoais a processos imediatos da experiência.
Experiência pessoal de Carl Rogers
Há o relato de que certa vez, Rogers realizou uma sessão com uma pessoa que falava em um tom de voz baixo. Mesmo demonstrando interesse no conteúdo trazido pelo cliente, Rogers sentiu muita dificuldade em ouvi-lo e em estar completamente presente naquele momento. Como resultado,Rogers decidiu expressar à pessoa que estava com dificuldades em ouvi-la, visto que a maneira pela qual ela se expressava o deixava cansado. Como resultado, um insight emergiu do cliente “Acredito que minha voz seja monótona pois nunca fui verdadeiramente ouvido”.
A insegurança do terapeuta iniciante 
É comum que o terapeuta iniciante, orientado pela Abordagem Centrada na Pessoa, se sinta inseguro, e ao mesmo tempo, movido pelo desejo de conseguir desempenhar as condições necessárias para o processo terapêutico (Aceitação, Compreensão e Congruência). A postura congruente se mostra complexa, ao ponto do próprio terapeuta prejudicar a relação com o cliente sob o filtro congruente. É necessária uma postura de auto-reflexão e aceitação dos limites da pessoa do terapeuta, acompanhadas do bom senso.
Considerações finais
 Rogers (1961) relata que ninguém realiza plenamente essa condição e, portanto, quanto, mais o terapeuta souber ouvir e aceitar o que se passa em si mesmo, quanto mais ele for capaz de assumir a complexidade dos seus sentimentos, sem receio, maior será o seu grau de congruência,porém, a congruência e respeito precisam caminhar juntos no desenvolvimento da terapia; caso contrário, a congruência pode fazer emergir posturas grosseiras por parte do terapeuta, prejudicando todo o processo psicoterápico.
Conclusão dos Participantes
Dito isso, recorremos ao sujeito preponderante da obra, no qual é necessário o profissional (psicoterapeuta), uma postura de empatia, mas ao mesmo tempo, sabendo classificar seu limite dentro da técnica proposta, e não menos importante, que apresenta-se como uma verdade subsequente neste processo que é necessário para um tratamento bem sucedido, lembrando que, na medida em que o praticante identifica e tem de agir sobre o seu cliente em certos assuntos que precisam ser bem elaborados, ele não deve ser rude em suas possibilidades positivas em face da terapia centrada no cliente, mas, num nível muito divisório entre ser autêntico com ele, ajudando-o nesta definição positiva de certos comportamentos para que o próprio paciente reconheça algo nocivo em sua conduta e isso não prejudique em seu autoconhecimento.
Referências:
APACP ( Associação Paulista da ACP)
ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA
NOSSOS EVENTOS
– Em 2017:
Dia 28 de maio de 2017 em Limeira/SP.
– Palestra: Grupos de encontro: Desencontros e reencontros.
– Grupo de encontro de curta duração.
Dia 22 de outubro de 2017 em São Paulo/SP.
-VI Jornada Paulista da ACP.
NOSSAS SINGELAS HOMENAGEM A CARL ROGERS !!!
 GRANDE CIENTISTA , QUE TROUXE UMA PROPOSTA INOVADORA NA CIÊNCIA PSICOLÓGICA, VENDO O INDIVIDUO COMO UM SER INTEGRAL E NÃO UMA MAQUINA MOLDAVÉL COM SEUS DESAFIOS EXISTENCIAIS E AS SOLUÇÕES PARTINDO DO PRINCIPIO DO LIVRE ARBITRIO.
DINÂMICA DE SALA
“Um olhar para o Outro”
Obrigado! A todos (as)

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