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Construção do Congres so Nacional , em Brasília, pr incipal obra de Juscel ino Kubistchek Centro de Artes Chaminé, antiga estaçãode tratamento de esgoto da capital •• História – República Populista (1946–1964) pg. 02 •• História – A Idade Modernapg. 04 •• Geografia – Comércio e investimento no Mercosulpg. 06 •• Geografia – As coordenadas geográficas pg. 08 •• Literatura – Romantismo III – Prosa 1 pg. 10 República Populista (1946–1964) 1. POPULISMO Fenômeno político que marcou vários países latino-americanos no pós-Segunda Guerra Mundial. Está ligado ao controle das massas trabalhadoras, buscando acalento às aspirações sociais. 2. PRINCIPAIS PARTIDOS • Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) • Partido Social Democrata (PSD) • União Democrática Nacional (UDN) 3. SUCESSÃO PRESIDENCIAL DE 1945 Apoiado por Getúlio Vargas, o candidato da coligação PTB-PSD, o general Eurico Gaspar Dutra, derrotou os outros candidatos: o brigadeiro Eduardo Gomes (UDN) e Yedo Fiúza (PCB). Gaspar Dutra foi eleito com cerca de 55% dos votos. 4. CONSTITUIÇÃO DE 1946 – Redemocratizadora • Manteve a República e o presidencialismo. • Estabelecia 5 anos de mandato para o presidente da República e seu vice. • Conservava a autonomia e a independência dos Poderes. • Instituiu o voto direto e secreto para ambos os sexos maiores de 18 anos, exceto os analfabe- tos, soldados e cabos. • Deu autonomia política e administrativa aos estados e municípios. • Garantia a liberdade de pensamento e de opinião. • Assegurava o direito de greve e livre associa- ção sindical. 5. GOVERNOS POPULISTAS Eurico Gaspar Dutra (1946–1951) • Foi eleito pela coligação PTB-PSD. • Coincidiu com o início de uma guerra ideológica denominada Guerra Fria, envolvendo de um lado os Estados Unidos (defensor do Capitalismo) contra a União Soviética (defensora do Socialismo). No Brasil, a Guerra Fria, assinala os seguintes acontecimentos: – Apoio do governo brasileiro ao governo norte-americano. – Cassação de relações diplomáticas com países socialistas. – Extinção do Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1947. – Cassação de mandatos dos deputados que pertenciam ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). • Gastos do Tesouro Nacional na compra de importados supérfluos ou sem nenhuma necessidade para o País. Cerca de 800 milhões de dólares deixados por Getúlio Vargas eram “torrados” pelo governo Dutra. • Elaboração do Plano SALTE. Realizar investimentos na área da saúde, alimentação, transporte e energia. Getúlio Vargas (1951–1954) • Eleição – Foi eleito pela coligação PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) / PSP (Partido Social Progressista). Vargas mais uma vez derrotava seus opositores políticos com facilidade. • Nacionalismo econômico – O presidente Vargas iria permitir o capital estrangeiro no Brasil, mas não admitia a desnacionalização da economia. • BNDE – Criação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico em 1952. Era o programa de investimentos do governo. • Campanha “O Petróleo é Nosso” – Slogan defendido pelo governo que não admitia empresas estrangeiras explorando o petróleo brasileiro. O resultado foi favorável aos nacio- nalistas. Estava criada a Petrobras, empresa estatal responsável pela extração e pelo refino do petróleo brasileiro. • Petrobras – Depois de muito atrito entre o governo e as forças conservadoras apoiadas pelo capital estrangeiro, a empresa foi criada com capital misto, mas o Estado possuía a maioria das ações, sendo sócio majoritário. • Projeto de remessa de lucros – Visava proibir as excessivas remessas de lucros das empresas estrangeiras instaladas aqui no Brasil para sua matriz no exterior. Este projeto foi vetado pelo Congresso Nacional, pois a pressão dos grupos internacionais foi forte. • Política trabalhista – Vargas autoriza um aumento de 100% no salário mínimo. Era a proposta do ministro do Trabalho João Goulart, que, futuramente (1961), ocuparia o cargo de vice-presidente. Aumentar o salário mínimo causou uma enorme revolta entre os empresários: eles se posicionaram contrários a essa medida do governo. • Crime da Rua Toneleros – No dia 5 de agosto de 1954, houve a tentativa de assassinato ao político e jornalista Carlos Lacerda, que culminou com a morte do major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz. A Aeronáutica instala inquérito, e o resultado não agradou ao governo. A Aeronáutica pressiona, exigindo a renúncia de Getúlio Vargas. O Presidente responde que não deixa o governo: “Se vêm para me depor, encontrarão meu cadáver”. • Suicídio de Vargas – No dia 24 de agosto de 1954, Getúlio desfechou um tiro no coração. Cumpria a promessa de só deixar o palácio morto. Morria um dos mais controvertidos personagens da História do Brasil. Deixou uma carta-testamento acusando as forças conservadoras (a UDN e o capital estrangeiro) de serem os grandes responsáveis por essa atitude. As “aves de rapina” (assim Getúlio se referia aos sanguessugas que só pensavam em fazer o jogo do capital estrangeiro). “...Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História”. • Sucessão presidencial – Após a morte de Getúlio Vargas, quem assumiu o governo foi o vice-presidente Café Filho. Juscelino Kubitscheck (1956–1961) • Eleição – Foi eleito pela coligação PSD-PTB. João Goulart, que fora ministro do Trabalho no governo Getúlio Vargas e grande líder populista, apresentava-se pelo PTB para ser o vice-presidente. • Nacional desenvolvimentista – Seus 5 anos de governo alicerçavam-se no nacional desenvolvimentista, embora nunca tenha ocorrido tal desenvolvimento, pois apesar do grande crescimento, não houve melhorias na qualidade de vida da população brasileira. • Crescimento econômico – No qüinqüênio JK, houve grande crescimento econômico. Para alcançá-lo, foi permitida uma enorme entrada de capital estrangeiro a fim de continuar a alavanca, que Getúlio Vargas iniciou nos anos de 1930, do desenvolvimento industrial brasileiro. O crescimento industrial ocorreu na produção de bens duráveis e de consumo. 2 A Universidade do Estado do Amazonas recebe, neste primeiro semestre, mais 241 novos alunos, que ingressaram na UEA via Saes, Sistema de Avaliação para Acesso ao Ensino Superior. Trata-se de uma outra forma de ingresso na UEA que, ao contrário do vestibular – destinado a alunos finalistas – começa no 1.° ano do Ensino Médio. Pelo critério de seleção, o candidato é submetido ao final do 1.°, 2.° e 3.° anos a provas de acompanhamento. No fim deste último ano, conforme pontuação obtida, o aluno é classificado para o curso pretendido. Se você estiver interessado, prepare-se para enfrentar uma concorrência acirrada. Em 2006, por exemplo, o curso de Processamento de Dados na capital registrou a maior taxa de concorrência entre os candidatos da Terceira Série. Segundo a Comissão Permanente de Concursos (Copec), foram 207 candidatos para 18 vagas, uma taxa de 11,50 alunos por vaga. Já o curso de Engenharia recebeu o maior número de inscrições, 609 para a capital e 246 para o interior, porém a taxa de concorrência foi a segunda maior: 4,95 na capital e 4,73 no interior. Todos os anos, a UEA abre inscrições para a primeira etapa do concurso e renovações de inscrições para a segunda e a terceira etapa. Anualmente, são destinados 50% do total de vagas dos cursos oferecidos pela Escola Superior de Tecnologia da UEA para o SAES, das quais 35% são reservados a candidatos residentes em Manaus e 15% a candidatos residentes nos municípios do interior. No último ano, foram disponibilizadas vagas para alunos finalistas do Ensino Médio nos cursos de Engenharia, Tecnologia em Processamento de Dados, Tecnologia em Manutenção Mecânica e Tecnologia em Eletrônica. Provas – As provas de acompanhamento I, II e IIIforam realizadas em dezembro, com 60 questões de múltipla escolha de oito disciplinas (Biologia, Física, Geografia, História, Língua Estrangeira, Língua Portu- guesa, Matemática e Química). De acordo com a Comissão Permanente de Concursos (Copec), responsável pela realização do concurso, as notas das provas da 1.a e 2.a séries serão divulgadas até março de 2007. Vale lembrar que a participação na terceira etapa do Saes não inviabiliza a inscrição no vestibular. Ao contrário: a preparação para as provas do Saes desde o 1.° ano capacita ainda mais o candidato para o vestibular. Basta ficar ligado nos prazos de inscrição. Mais informações na Escola Superior de Tecnologia da UEA, (92) 3236-5573, ou na Comissão Permanente de Concursos (Copec), (92) 3633-4126. UEA recebe novos alunos ingressos pelo Saes História Professor DILTON Lima • Plano de metas – A meta era crescer “50 anos em 5”. Para realizar tal crescimento econômico, o governo executou seu programa de governo, conhecido como Plano de Metas – consistia em implementar medidas em 5 setores: transporte, energia, indústria, alimentação e educação. • Alianças com os setores das Forças Armadas – As Forças Armadas passaram a ocupar lugar de destaque nas decisões do Estado. Comprou-se para a Marinha um porta-aviões que pertencia à Inglaterra. • Confrontos – O governo debelou as revoltas de Jacareacanga e Aragarças no Pará. O jeito mineiro de governar evitava confrontos diretos com os grupos de direita. Concedeu anistia aos envolvidos nos confrontos com o governo. • Construção de Brasília – Inaugurada no dia 21 de abril de 1960, a terceira capital do Brasil foi obra do arquiteto Oscar Niemeyer e do urbanista Lúcio Costa. Os trabalhadores responsáveis pela construção de Brasília eram majoritariamente nordestinos, chamados de “candangos”. Depois da cidade inaugurada, esses trabalhadores ficaram em zonas periféricas, vivendo em condições miseráveis. • Grupos de trabalho: – Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA). – Grupo Executivo da Indústria de Construção Naval (GEICON). • Criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) – Tinha por meta tratar dos problemas da Região Nordeste para solucioná-los. Na prática, os resultados não foram satisfatórios. Jânio Quadros (1961) – Corpo Estranho • Eleição – Foi eleito pelo Partido Democrata Cristão (PDC), sem nenhuma expressão política nacional. Jânio recebeu apoio da UDN, que via nele o caminho para chegar ao poder. A vitória de Jânio Quadros significava a vitória de um candidato fora do esquema dominante. Tinha como símbolo uma “vassoura”: pretendia varrer toda a corrupção do País. • Derrota do PTB-PSD – Jânio Quadros derrotara o canditado Henrique Lott, pela coligação PTB-PSD, nas eleições de 1960. Pela primeira vez, desde 1946, esta coligação perdia uma eleição presidencial. Mas não foi uma derrota total, já que o vice-presidente era do PTB. • Vice-presidência – O vice-presidente mais uma vez era João Goulart, pelo PTB. A Lei Eleitoral dessa época permitia que se votasse em candidatos a presidente e a vice-presidente em chapas diferentes. • Política externa – Apoiado em grupos naciona- listas desenvolvimentistas, Jânio Quadros adotou uma política externa independente. • Relações diplomáticas – O contexto interna- cional reatou relações diplomáticas com os países socialistas, especialmente com a União Soviética, a China e a nascente Cuba socialista. Considerando que o momento era de Guerra Fria, a aproximação com esses países socialistas era uma agressão aos Estados Unidos. A UDN rompeu com o governo Jânio Quadros, passando a defender o combate à esquerda (socialismo/comunismo). • Condecoração – O guerrilheiro que lutou na Revolução Cubana, Ernesto “Che” Guevara, foi agraciado pelo presidente Jânio Quadros com a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul. • Atitudes débeis – Proibição à briga de galos e ao uso de biquínis nas praias. • Golpe frustrado – Na tentativa de dar um golpe, Jânio Quadros renuncia em agosto de 1961. A intenção era que seus ministros militares e o Congresso Nacional não aceitassem a renúncia, a fim de que ele pudesse instituir um governo forte (ditatorial). A renúncia foi aceita pelos ministros militares e pelo Congresso Nacional, frustrando, assim, o plano de golpe do presidente. • Renúncia – O presidente Jânio Quadros renuncia no dia 25 de agosto de 1961, alegando que certas forças ocultas e terríveis tinham-se levantado contra seu governo. Na verdade, ele nunca explicou que “forças” seriam essas. Alguns trechos de sua carta- renúncia: “...sinto-me, porém, esmagado. Forças terríveis levantaram-se contra mim e me intrigam ou difamam, até com a desculpa de colaboração...” Observação – Com a renúncia de Jânio Quadros, as Forças Armadas, os grupos conservadores e a UDN tentaram impedir a posse do vice-presidente João Goulart, que se encontrava em missão oficial na República Popular da China. A Rede da Legalidade, comandada por Leonel Brizola, incentivava a resistência popular e irradiava inflamados discursos a favor da posse de João Goulart (Jango). A solução para o impasse foi a adoção do Parlamentarismo no Brasil. João Goulart (1961-1964) • Posse: João Goulart tomou posse no dia 7 de setembro de 1961. Logo que assumiu, Goulart não tinha o poder das decisões, pois essa função cabia ao Primeiro-Ministro Tancredo Neves, Chefe de Governo). Jango era Chefe de Estado. Pela primeira vez na República, o Brasil conheceu esse sistema de governo. Tancredo Neves, Brochado da Rocha e Hermes Lima foram respectivamente os chefes de governo neste período, que começou em 1961 e terminou dois anos mais tarde, em 1963. • Plebiscito: a emenda que criava o sistema parlamentarista previa uma consulta popular (plebiscito) para referendar o parlamentarismo. A habilidade política de João Goulart realizou este plebiscito. No dia 6 de janeiro de 1963, cerca de 10 milhões de votos disseram NÃO ao parlamentarismo. Estava de volta o Presidencialismo, sistema em que o presidente da República passava a ser Chefe de Estado e Chefe de Governo, o principal responsável pelas decisões políticas do país. • Programa de governo: para os três anos que ainda faltavam para findar seu governo, o ministro do Planejamento, Celso Furtado, apresentou o Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social, um programa que visava: – distribuir melhor as riquezas nacionais; – atacar os latifúndios improdutivos; – garantir o crescimento da economia e combater à inflação. • Executar um programa de reformas que ficou conhecido como Reformas de Base. O governo pretendia fazer mudanças na estrutura agrária (reforma agrária), tributária, fiscal, educacional e na remessa de lucros. Observação – Já em meados de 1963, a UDN defendia uma intervenção norte-americana e das Forças Armadas brasileiras para impedir o que eles chamavam de “avanço comunista” de Jango. No início de 1964, os governadores Ademar de Barros (São Paulo), Carlos Lacerda (Guanabara) e Magalhães Pinto (Minas Gerais) conspiravam com a ala antijanguista. O golpe estava preparado. No dia 31 de março, os generais Luís Carlos Guedes e Olímpio Mourão Filho, com o apoio do governador Magalhães Pinto, sublevaram Minas Gerais e logo contaram com o apoio militar de outros estados. O presidente João Goulart abandonou Brasília e foi para o Rio Grande do Sul, de onde partiu, exilando-se no Uruguai. 3 Desafio Histórico 01. (UFPE) A renúncia de Jânio Quadros causou transtornos políticos que abalaram o Congresso Nacional. A solução encontrada, para a posse de João Goulart na Presidência, em 1961: a) conseguiu harmonizar os interesses e afastar as dificuldades políticas, com Tancredo Neves, político da UDN, como primeiro-ministro; b) não teve a participação de militares; mas, apenas, do partido políticomais forte, a UDN, sob a liderança de Tancredo Neves; c) não conseguiu desfazer as tensões políticas por inteiro, sobretudo a insatisfa- ção de grupos da burguesia e de militares que temiam as propostas defendidas por Jango; d) não teve a participação das forças de esquerda, em razão das relações que o novo presidente tinha com o varguismo; e) teve amplo apoio dos militares mais expressivos politicamente e dos partidos políticos de ideologia liberal, como a UDN e o PSD. 02. (FGV) “O sucesso da política econômica de Kubitschek foi o resultado direto de seu sucesso no sentido de manter a estabilidade política. (...) O segredo residia na marcante habilidade de Kubitschek em encontrar alguma coisa para cada um, enquanto evitava qualquer conflito direto com seus inimigos. Este estilo político não envolvia mudanças fundamentais. Pelo contrário, Kubitschek utilizava-se do próprio sistema a fim de ganhar apoio”. (Thomas Skidmore – “Brasil: de Getúlio a Castelo”. p. 207). A política econômica referida no texto é: a) o Plano Cruzado, que tinha por objetivo combater a inflação; b) o Plano SALTE, cujas propriedades eram saúde, alimentação, transporte e energia; c) o Plano de Reformas de Base, que tinha por prioridade a redistribuição de renda; d) o Plano de Metas, que consagrava a política nacional-desenvolvimentista; e) o Plano Trienal, que previa reformas econômicas estruturais. 03. (PUCRS) O Plano SALTE (Saúde, Alimentação, Transporte e Energia) foi uma tentativa de planificação estatal da economia no governo Dutra. Pode-se afirmar que um dos fatores que condicionaram o relativo fracasso do plano foi a política econômica inicialmente adotada por aquele governo, a qual determinou a) a elevação drástica das taxas inflacio- nárias, devido aos aumentos reais concedidos ao salário mínimo; b) uma forte recessão, devido aos termos ortodoxos do acordo então firmado com o FMI; c) graves dificuldades no setor exportador, devido à elevação de taxas protecionistas condenadas formalmente pelo GATT; d) falhas no abastecimento interno de insumos industriais, devido ao cancela- mento unilateral de acordos comerciais com os Estados Unidos; e) o esgotamento das divisas internacionais do País, devido à abertura então praticada no setor das importações. A Idade Moderna 1. AS GRANDES NAVEGAÇÕES Renascer da atividade comercial – No fim da Idade Média, houve um renascer da atividade comercial na Europa, provocando inúmeras transformações, tais como o surgimento da burguesia, o crescimento das cidades, o estabelecimento de novas rotas comerciais, etc. A atividade econômica expandiu ainda mais com a conquista do monopólio do mar Mediterrâneo pelas cidades italianas, o comércio dessas cidades com a Liga Hanseática (norte da Europa), a acumulação de capitais, o apoio dado pelos monarcas às atividades comerciais e a procura de metais e de produtos orientais. Caminho para as Índias – Contudo o maior impulso ao comércio foi a procura do caminho para as Índias, região produtora dos produtos de luxo e das especiarias, resultando no movimento chamado Grandes Navegações que, por sua vez, provocou também as conquistas de terras até então desconhecidas pelos europeus e a formação de impérios coloniais. 2. O RENASCIMENTO O termo “renascença”, empregado em sentido profano pela primeira vez no século XVI, tinha o significado de renascimento da cultura greco- latina. Período de trevas – A Idade Média, para os renascentistas, havia sido um período de trevas em que a ciência e a arte desapareceram, mas que finalmente renascia num novo momento de grandes realizações. Raízes – As raízes do Renascimento encontram- se na Baixa Idade Média, momento histórico em que o mundo medieval desagregou-se, dando origem ao mundo moderno capitalista. Renascimento na Itália A Itália foi o “berço” do Renascimento, devido ao florescimento de cidades como Veneza, Gênova, Florença, Roma e outras que enriqueceram com o desenvolvimento do comércio no Mediterrâneo. O crescimento econômico das cidades italianas deu origem a uma rica burguesia mercantil que, em seu processo de afirmação social, procurava ser o centro da nova sociedade e transformava- se em “mecena”, protetora da arte. Características: Como características principais do renascimento italiano, podemos destacar: • Racionalismo – A razão é o único caminho para se chegar ao conhecimento. • Experimentalismo – Todo o conhecimento deverá ser demonstrado racionalmente. • Antropocentrismo – Colocava o homem como a suprema criação de Deus e como o centro do universo. • Humanismo – Glorificação do homem e da natureza humana, em contraposição ao divino e ao sobrenatural. Autores e obras: Os principais autores e as principais obras literárias do século XIV foram: • Francesco Petrarca – O Cancioneiro, livro de poesias líricas. • Dante Alighieri – A divina Comédia, exalta a idéia do livre arbítrio. • Giovanni Boccaccio – O Decameron, uma crítica severa aos membros da Igreja. Nos séculos XV, XVI e no início do XVII, surgiram os grandes gênios da literatura renascentista, dentre os quais podemos citar: • Maquiavel – Autor, entre outras, de O Príncipe, no qual defende e justifica os governos absolutos. • Shakespeare – Dentre sua vasta obra, citamos: Hamlet, Macbeth, Otelo e Romeu e Julieta. • Erasmo de Rotterdam – Sua expressão maior foi o Elogio da Loucura. • Tomas Morus – Sua Utopia critica a expulsão dos camponeses de suas terras pelo Estado inglês. • Miguel de Cervantes – Dom Quixote, um romance em prosa satírica. • Luís de Camões – Os Lusíadas, grande poema épico para exaltar o povo português. Renascimento nas artes plásticas Burgueses, príncipes e papas, isto é, os grandes mecenas, buscavam ampliar seu prestígio por meio da grandiosidade das artes, e o desejo de se eternizarem numa pintura ou escultura provocou uma verdadeira corrida para contratar artistas como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Ticiano e Rafael Sanzio, citando apenas artistas italianos. Renascimento e Ciência O período do Renascimento foi um momento histórico particularmente importante pelas descobertas científicas, notadamente nos campos da Astronomia, Física, Medicina, Matemática, Geografia e das ciências da navegação. 3. A REFORMA E A CONTRA-REFORMA Reforma Protestante Foi um movimento religioso, econômico e político de contestação à Igreja Católica, que resultou na fragmentação da unidade cristã e na origem do protestantismo. Motivação alemã – No início do século XVI, a Alemanha era a região européia mais propensa a um rompimento definitivo com a Igreja. Entre os alemães, as motivações econômicas, sociais e políticas que os afastavam da Igreja Católica eram mais fortes do que em qualquer outro povo da Europa. Avidez material da Igreja – Expressa-se na venda de indulgências, na exploração servil dos trabalhadores em suas terras e na cobrança de impostos. As imoralidades e a corrupção do clero afetavam o espírito religioso do povo, que, preocupado com a salvação da alma, não podia acreditar que uma Igreja desmoralizada fosse capaz de salvar os fiéis do inferno. Coragem de Lutero – Martim Lutero, alemão, monge agostiniano e professor na Universidade de Wittenberg, iniciou sua luta reformista em 1517, quando fixou, na porta da catedral daquela cidade, as suas 95 teses, nas quais denunciava os abusos do clero e condenava a venda de indulgências. Por esse motivo, Lutero foi excomungado e convocado a comparecer a uma Assembléia de príncipes para ser julgado por heresia. Absolvição – Lutero rasgou publicamente a carta de excomungação e foi absolvido pelos príncipes, que apoiavam suas idéias, notada- mente as que defendiam a tomada das terras da Igreja pela nobreza. O monge foi responsável pela primeira tradução da Bíblia para o alemão. Lutas armadas – No processo de propagaçãodas idéias luteranas, na Alemanha, ocorreram algumas lutas armadas significativas, como a 4 Desafio Histórico História Professor Francisco MELO de Souza 01. (Unesp) O início da Época Moderna está ligado a um processo geral de transformações humanística, artística, cultural e política. A concentração do poder promoveu um tipo de Estado. Para alguns pensadores da época, que procuraram fundamentar o Absolutismo: a) a função do Estado é agir de acordo com a vontade da maioria; b) a História se explica pelo valor da raça de um povo; c) a fidelidade ao poder absoluto reside na separação dos três poderes; d) o rei reina por vontade de Deus, sendo assim considerado o seu representante na Terra; e) a soberania máxima reside no próprio povo. 02. (Unitau) Dentre os itens constantes desta questão, um deles não faz parte dos acontecimentos importantes que assinalam a chegada da Idade Moderna. O item é: a) o Humanismo e o Renascimento; b) os grandes descobrimentos e a expansão geográfica; c) formação do Estado nacional; d) a Reforma e a Contra-Reforma; e) a Revolução Francesa. 03. (Fuvest) Com relação às artes e às letras de seu tempo, os humanistas dos séculos XV e XVI afirmavam: a) que a literatura e as artes plásticas passavam por um período de floresci- mento, dando continuidade ao período medieval; b) que a literatura e as artes plásticas, em profunda decadência no período anterior, renasciam com o esplendor da Antigui- dade; c) que as letras continuavam as tradições medievais, enquanto a arquitetura, a pintura e a escultura rompiam com os velhos estilos; d) que as artes plásticas continuavam as tradições medievais, enquanto a literatura criava novos estilos; e) que o alto nível das artes e das letras do período nada tinha a ver com a Antigui- dade nem com o período medieval. Revolta da Pequena Nobreza (1522–1523) e a Revolta dos Camponeses (1524–1525). A Contra-Reforma: Era necessário combater a propagação do protestantismo e reafirmar os dogmas católicos, negados pelos protestantes. Por isso, tornou-se urgente a reformulação moral, política e econômica da Igreja Católica. Para o sucesso da Contra-Reforma, muito contri- buíram as ações de alguns papas reformistas, como Paulo III; o apoio dado à Igreja por algumas ordens religiosas, como a Companhia de Jesus e o Tribunal do Santo Ofício. O papa Paulo III foi o organizador do Concílio de Trento, onde foi reafirmada a doutrina católica. Dentre as principais medidas, podemos destacar: a proibição da venda de indulgências, a organização do Índex dos Livros Proibidos, etc. 4. O ABSOLUTISMO O Absolutismo é o regime político que se caracteriza pela suprema autoridade do Estado e pela excessiva concentração de poderes nas mãos do rei. Esse regime predominou na maioria dos países europeus entre os séculos XVI e XVIII. As ações do rei não sofrem nenhum controle e, na prática, a autoridade real é ilimitada. O rei é o juiz supremo e tem direito de impor sua vontade a toda a população do reino. Foi de fundamental importância para a concen- tração do poder real a aliança entre o rei e a burguesia, que já vinha ocorrendo desde a Baixa Idade Média. Essa aliança foi fundamental para a centraliza- ção política na medida em que, apoiados no capital da burguesia, os reis puderam formar exércitos mercenários para combater os exércitos particulares da nobreza, fortalecendo, assim, seu poder pessoal. No Estado absolutista, a sociedade estava organizada em três ordens sociais ou estados: • Primeiro Estado – Composto pelo clero. • Segundo Estado – Composto pela nobreza. • Terceiro Estado – Composto pela burguesia e pelo povo em geral. Os reis controlavam a nobreza e a burguesia com a finalidade de manter definitivamente assegurada a concentração de poderes em suas mãos, mantendo o equilíbrio de forças entre as duas ordens sociais. Por sua vez, os reis reservavam para a nobreza as funções administrativas, os comandos militares, as pensões, etc., garantindo-lhes uma vida faustosa sob a proteção real. Além disso, na sua constante luta contra a burguesia, a nobreza precisava do apoio e dos favores reais para manter seu status. Os teóricos do Absolutismo No plano teórico, o Absolutismo foi defendido e justificado por alguns pensadores e políticos, entre os quais destacamos: • Jean Bodin – Defendia a idéia de que a autoridade do rei vem de Deus, e que a obrigação do povo é obedecer a ela passivamente. • Jacques Bossuet – Foi um dos defensores da teoria do direito divino dos reis. Afirmava que não podia haver público sem a vontade de Deus; todo governo, seja qual for sua origem, justo ou injusto, pacífico ou violento, é legítimo; revoltar-se contra o governo é cometer um sacrilégio. • Hugo Grotius – Não se interessava com a forma como Estado nasceu, se por imposição ou pela vontade do povo. O importante era que, depois de criado o governo, todos os indivíduos, sem exceção, tinham de obedecer- lhe cegamente. • Maquiavel – Em O Príncipe, defendia a centra- lização política e o absolutismo para consolida- ção do Estado moderno. • Thomas Hobbes – Defendia a tese de que o Estado nasce de um contrato, por meio do qual o povo abre mão dos seus direitos naturais e cede plenos poderes a um soberano. O absolutismo na França Na segunda metade do século XVI, na França, houve conflitos religiosos entre católicos e calvinistas. Desses conflitos religiosos, emergiu vitoriosa a família dos Bourbon, que assumiu o poder em 1589, tendo Henrique IV como rei, e o duque de Sully foi posto no cargo de ministro das finanças. Após a morte de Henrique IV, seu filho Luís XIII assumiu o poder. No seu reinado, Luis XIII nomeou o Cardeal Richelieu como ministro das finanças, o qual procurou consolidar o poder do monarca e transformar a França na potência hegemônica da Europa. O maior de todos os reis absolutistas na Europa foi Luis XIV. Encarnando a suprema autoridade do reino, Luís XIV submeteu completamente a nobreza, transformando-a em instrumento de bajulação do rei e sua serviçal. Colbert foi o ministro das finanças que estimulou o desenvolvimento das manufaturas francesas. O absolutismo na Inglaterra Os iniciadores do absolutismo inglês foram os Tudor, que assumiram o trono com o fim da “Guerra das Duas Rosas”. Henrique VIII aumentou o poder do Estado, principalmente devido à Reforma anglicana. Com Elizabeth I, o absolutismo inglês atingiu sua máxima expressão. Houve também um grande crescimento econômico em função do desenvolvimento do comércio marítimo, da indústria de mineração e do comércio de lã. Exercicíos 01. (Faap) Principalmente a partir do século XVI, vários autores passam a desenvolver teorias, justificando o poder real. São os legistas que, através de doutrinas leigas ou religiosas, tentam legalizar o Absolutismo. Um deles é Maquiavel: afirma que a obrigação suprema do governante é manter o poder e a segurança do país que governa. Para isso, deve usar de todos os meios disponíveis, pois que “os fins justificam os meios.” Professou suas idéias na famosa obra: a) “Leviatã” b) “Do Direito da Paz e da Guerra” c) “República” d) “O Príncipe” e) “Política Segundo as Sagradas Escrituras” 02. (Fuvest) Com relação à arte medieval, o Renascimento destaca-se pelas seguintes características: a) A perspectiva geométrica e a pintura a óleo. b) As vidas de santos e o afresco. c) A representação do nu e as iluminuras. d) As alegorias mitológicas e o mosaico. e) O retrato e o estilo romântico na arquitetura. 5 Desafio Histórico 01. (Unitau) Durante o Renascimento, houve um notável desenvolvimento da produção literária, além das artes plásticas. Indique a alternativa em que obra e autor estão corretos: a) O Príncipe – Shakespeare b) Dom Quixote – Miguel de Cervantesc) Os Lusíadas – Erasmo de Rotterdan d) Hamlet – Dante Alighieri e) Utopia – François Rabelais 02. (Puccamp) O Calvinismo foi: a) a doutrina que sintetizou as idéias dos reformadores que a antecederam, formulando o campo protestante em torno dos princípios do cesaropapismo e culto dos santos; b) apenas um prolongamento das idéias preconizadas por Lutero, que admitia que o Príncipe, além de exercer poder civil absoluto, devia vigiar e governar, por direito divino, a Igreja cristã; c) um movimento originário na Suíça, como resultado de convulsões sociais locais, que revelavam uma manifestação de rebeldia contra as taxas cobradas pela Igreja e sobre a liberação da prática do divórcio; d) o resultado das preocupações pessoais de Ulriko Zwinglio e dos problemas relacionados com o celibato clerical; e) a mais extremada seita protestante em relação ao Catolicismo e a mais próxima das questões levantadas, em termos éticos, pelo rápido desenvolvimento do capital comercial e financeiro. 03. (Unirio) Dentre os fatores que contribuíram para a eclosão do movimento reformista protestante, no início do século XVI, destacamos o(s): a) declínio do nacionalismo no processo de formação dos estados modernos; b) embate entre o progresso do capitalismo comercial e as teorias religiosas católicas; c) fim do comércio de indulgências patrocinado pela Igreja Católica; d) encerramento da liberdade de crítica provocado pelo Renascimento Cultural; e) abusos cometidos pela Companhia de Jesus e pela ação política do Concílio de Trento. Comércio e investimentos no Mercosul O Mercosul nasceu da conjugação de circunstâncias políticas e econômicas que conduziram à aproximação geopolítica entre o Brasil e a Argentina. Essa aproximação representou uma ruptura com a tradição de rivalidade que caracterizou quase toda a história das relações entre os vizinhos da Bacia Platina. A condição prévia para a cooperação diplomá- tica entre o Brasil e a Argentina foi a redemocrati- zação dos dois países, que ocorreu durante a década de 1980. Depois do fim dos regimes militares nos dois países, o encontro dos presidentes José Sarney e Raul Alfonsín em novembro de 1985, em Foz do Iguaçu, deflagrou uma dinâmica de aproximação e cooperação. A Ata de Iguaçu, uma declaração conjunta emanada do evento, assinalou os novos rumos da política externa dos antigos rivais. Mas o projeto do Mercosul foi também uma resposta à encruzilhada econômica dos dois países. Na década de 1980, o esgotamento dos modelos de desenvolvimento baseados na substituição de importações manifestou-se através de crises associadas às dívidas externas. No plano internacional, a lógica da globalização pressionava no sentido da redução do protecionismo alfandegário. Os investimentos externos escasseavam, ameaçando a moderniza- ção tecnológica tanto no Brasil quanto na Argentina. O Mercosul representou a faceta externa das reformas internas de liberalização e abertura das economias dos dois países. O bloco estava destinado a funcionar como instrumento de adaptação de ambas as economias ao ambiente de acirramento da concorrência internacional. Simultaneamente, destinava-se a atrair investimentos externos produtivos e financeiros. A adesão do Uruguai e do Paraguai ampliou para a escala da Bacia Platina o quadro de cooperação bilateral estabelecido entre Brasília e Buenos Aires. O Tratado de Assunção, firmado em março de 1991, constituiu formal e juridicamente o Mercosul. O bloco do Cone Sul O Tratado de Assunção estabeleceu duas metas sucessivas para o processo de integração. A primeira consiste na configuração de uma zona de livre comércio pela eliminação de barreiras à circulação de mercadorias no interior do bloco. A segunda, na formação de uma união alfandegária, através da adoção de uma tarifa externa comum (TEC) pelos países-membros. Apesar da denominação do bloco, o Tratado de Assunção não definiu rigorosamente a meta de criação de um mercado comum, que implica a livre circulação de serviços, capitais e pessoas. Contudo apontou nessa direção, ao estabelecer a meta da coordenação de políticas macroeco- nômicas entre os integrantes. A estrutura institucional do Mercosul foi definida pelo Protocolo de Ouro Preto, firmado em 1994. Essa estrutura baseia-se em órgãos decisórios de natureza intergovernamental, constituídos por representantes dos Estados que agem apenas por consenso. O órgão superior é o Conselho do Mercado Comum (CMC), integrado pelos ministros das pastas de Relações Exteriores e Economia de cada um dos Estados. Existe ainda uma Comissão Parlamentar Conjunta (CPC), integrada por igual número de parlamentares de cada Estado e destinada a acelerar a transfor- mação dos acordos do bloco em leis nacionais. Todo o desenho institucional do Mercosul atesta a prioridade da integração econômica. Ao contrário da União Européia, cujos tratados apontam para a direção de uma crescente cooperação política, militar e cultural, o bloco do Cone Sul sustenta-se no intercâmbio comercial. Contudo uma “cláusula democrática” foi introduzida no Tratado de Assunção. Essa cláusula estabelece a obrigação dos Estados de respeitar os valores e as regras da democracia representativa, que se consubstanciam nas liberdades políticas, na separação dos poderes e na vigência plena dos direitos humanos. O Mercosul assenta-se sobre a cooperação bilateral entre o Brasil e a Argentina. No contexto do processo de integração, a participação do Uruguai e do Paraguai tem reduzida importância econômica, mas elevado valor geopolítico. De um lado, elimina fontes de rivalidade e atrito entre os dois parceiros maiores, que desde as independências disputaram influência sobre os vizinhos menores. De outro, sinaliza o compromisso do bloco com a noção de regionalismo aberto, que prevê a expansão horizontal do Mercosul por meio da adesão de novos membros. Um primeiro passo na direção da expansão horizontal foram os acordos de associação firmados em 1996 com o Chile e a Bolívia. Os acordos prevêem a formação de zonas de livre comércio entre o Mercosul e os países associados. Por meio deles, o Mercosul começa a realizar a sua vocação de integrar o conjunto das economias do Cone Sul. O eixo platino A consolidação do Mercosul derivou, antes de tudo, da ampliação do comércio no interior do bloco. O crescimento do intercâmbio acompanhou a estabilização interna das economias do Brasil e da Argentina e o aumento geral da exposição de ambas ao comércio internacional, proporcionado pelas políticas de redução de tarifas de importação. Mas as reduções tarifárias especiais negociadas no âmbito do Mercosul contribuíram bastante para o resultado. No bloco do Cone Sul, o fator decisivo é a economia brasileira, que representa cerca de 70% do PIB conjunto do Mercosul. Por isso, a evolução positiva do comércio intrabloco significou, essencialmente, crescimento acelerado do intercâmbio entre o Brasil e os outros países do Mercosul. Entre 1992 e 1998, a soma das exportações e importações do Brasil com os parceiros quase triplicou . Esse processo transformou o Mercosul num eixo prioritário do comércio exterior brasileiro. O bloco responde por cerca de 17% do intercâmbio internacional do País, e a Argentina é, isoladamente, o segundo maior parceiro comercial. O Mercosul é ainda mais importante para o intercâmbio externo da Argentina. Assim como o Brasil, a Argentina é um global trader, exibindo significativos fluxos comerciais com a União Européia e com o Nafta. Contudo o Mercosul é o destino de mais de 30% das exportações e a origem de mais de 25% das importações argentinas. O Brasil, isoladamente, é o principal parceiro comercial da Argentina e responde por cerca de 23% do seu intercâmbio internacional. O Uruguai e o Paraguai, países com população e economiadiminutas, exibem forte dependência 6 Geografia do Brasil Professor Paulo BRITO 01. (UFMS) Na fase atual da regionalização do espaço mundial, um dos fatores fundamentais é o processo de globalização econômica, sobre o qual é correto afirmar que: a) Tem havido uma redução das relações comerciais com o aumento das restrições tarifárias entre os países de um mesmo bloco econômico. b) Ocorre a crescente adoção de contratos temporários de trabalho, o aumento da prática de terceirização da produção e a expansão do setor de serviços. c) Há maior preocupação com o desenvolvimento de novas tecnologias. d) Os investimentos produtivos localizam-se em função da redução de custos e da possibilidade do aumento da produtividade. e) Intensificam-se as trocas comerciais e a organização dos países em blocos econômicos. 02. (UEPA) Uma característica presente no espaço econômico globalizado é a existência de uma outra face que é a regionalização, da qual podemos afirmar que: a) está presente no processo de reordenação econômica, em que megablocos econômicos, como o Mercosul, destacam-se pela plena unificação dos países latino-americanos; b) se manifesta através da formação de blocos econômicos, como, por exemplo, o Nafta, que engloba países da América Saxônica e Latina como o México, o Chile e a Venezuela; c) se materializa com o aumento dos fluxos de capitais que ultrapassam as fronteiras políticas dos Estados, pois com a globalização não existem mais barreiras protecionistas nacionais; d) tem nas alianças comerciais bilaterais seu mais evidente agente estimulador, uma vez que a união aduaneira, através de blocos econômicos, não obteve sucesso, devido à acirrada competição econômica dos países que os compõem; e) busca a retirada das barreiras que dificultam os fluxos de mercadorias, capitais, informações e indivíduos, estabelecendo acordos que resultam em mercados comuns, uniões aduaneiras ou simplesmente zonas de livre comércio. 03. (UECE) Considerando a estrutura industrial brasileira no que se refere à origem do capital, é correto afirmar que: a) desde a origem da industrialização brasileira, a indústria de capital privado nacional sempre foi, numericamente, superior às demais; b) na atualidade, as indústrias de capital privado nacional são um setor forte e predominante no sistema econômico; c) somente após 1964, as empresas estatais passaram a uma fase de enfraquecimento; d) as multinacionais, com sede no exterior, começaram a penetrar mais intensa- mente no Brasil após a Segunda Guerra Mundial. Desafio Geográfico comercial em relação ao bloco do Cone Sul. Os vizinhos maiores são os principais parceiros comerciais desses dois países. A economia brasileira funciona como um imã, orientando os fluxos de intercâmbio externo de ambos. Desde o início, o bloco do Cone Sul foi projetado como pólo de atração de capitais internacionais. A zona de livre comércio proporcionou o embrião de um mercado consumidor unificado no interior do bloco, contribuindo para atrair investimentos de empresas transnacionais na indústria e nos serviços. O crescimento acelerado dos investimentos internacionais no Brasil e na Argentina, ao longo da década de 1990, não foi fruto, primordial- mente, da criação do Mercosul, mas da estabili- zação interna e da abertura externa das duas economias. Contudo a formação do bloco desempenhou função suplementar nesse processo, especialmente no caso da indústria automobilística e de autopeças. A implantação de diversas novas fábricas no Brasil e, em escala menor, na Argentina orientou-se pela lógica da globalização, de forma que se criaram cadeias produtivas integradas por unidades instaladas nos dois países e estabeleceu-se uma divisão do trabalho na produção de veículos e componentes. O núcleo geoeconômico do Mercosul é a região platina. No interior da Bacia do Prata, encontram-se o Centro-Sul do Brasil, o Pampa argentino, o Uruguai e o leste do Paraguai. Nessa macroárea, localiza-se o principal eixo econômico de todo o Hemisfério Sul, assentado sobre o triângulo industrial São Paulo-Rio de Janeiro-Belo Horizonte, de um lado, e o vetor Buenos Aires-Rosário-Córdoba, de outro. Entre essas concentrações industriais, estendem-se as áreas de agropecuária moderna do Centro- Sul brasileiro, do oriente paraguaio e do Pampa argentino e uruguaio. Os portos de Santos, Paranaguá e do Rio Grande funcionam como terminais dos corredores de comercio exterior do Centro-Sul brasileiro, do Paraguai e do norte do Uruguai. Os portos de Buenos Aires e Montevidéu, no estuário platino, tendem a revitalizar-se com a conclusão das hidrovias Tietê-Paraná e Paraguai. A usina hidrelétrica binacional de Itaipu fornece parte significativa da energia consumida no Centro-Sul brasileiro e constitui importante fonte de renda para a economia paraguaia. A integração sul-americana A trajetória do Mercosul oscilou ao sabor dos avanços e recuos do projeto dos Estados Unidos de construção de uma zona hemisférica de livre comércio, abrangendo todo o continente americano. A Iniciativa para as Américas, anunciada em 1990, precedeu o próprio Tratado de Assunção. O tratado do Nafta representou a pedra fundamental do edifício projetado em Washington. A sua gradual expansão, por meio da incorporação seletiva de novos membros, ameaçava condenar o Mercosul a uma existência breve e irrelevante. Mas o Nafta estancou. Em 1994. ano em que começou a vigorar oficialmente, o México mergulhou em crise política e institucional. Meses depois, foi sacudido por uma crise cambial seguida de inadimplência externa e depressão econômica. Enquanto o México definhava, o protecionismo ganhava força no Congresso norte-americano e cortava no nascedouro as negociações para a incorporação do Chile ao Nafta. Assim, surgiu a oportunidade para a assinatura dos tratados de associação do Chile e da Bolívia ao Mercosul. Nas novas circunstâncias, o presidente norte- americano Bill Clinton definiu uma estratégia alternativa, lançando o projeto da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). No lugar da ampliação do Nafta, a estratégia norte- americana prevê sucessivas rodadas de negociações multilaterais, com reduções setoriais de tarifas alfandegárias, até a plena instalação da zona comercial hemisférica. Nesse contexto, o Brasil desenhou todo o seu planejamento em torno das metas de consolidação do bloco do Cone Sul e criação de uma zona de livre comércio sul-americano. A configuração desse bloco subcontinental destina-se a estabelecer um balanço de forças mais equilibrado nas negociações da Alça. Na condição de líder do bloco sul-americano, o Brasil espera impor limites à redução de tarifas nos setores de alta tecnologia e serviços e bombardear o protecionismo americano em setores industriais tradicionais, como a siderurgia, os têxteis e os calçados. A meta da integração sul-americana foi estabele- cida na Conferência de Brasília, que reuniu, no ano 2000, os doze chefes de Estado do subcontinente. O documento emanado desse encontro definiu duas dimensões complemen- tares do esforço: o livre comércio e a integração física. O Mercosul e a Comunidade Andina A formação de uma zona de livre comércio de âmbito sul-americano depende, basicamente, de um acordo entre o Mercosul e a Comunidade Andina (CAN), cujo esboço foi formulado em 1998, e da plena adesão do Chile ao bloco do Cone Sul. A redução e eventual eliminação de tarifas alfandegárias é indispensável para incrementar o intercâmbio dos países andinos com o Brasil. Ao contrário dos parceiros do Mercosul, o comércio brasileiro com os integrantes da CAN é pouco significativo. Mesmo a Venezuela, país da Opep e um dos maiores exportadores mundiais de petróleo, realiza menos de 5% do seu intercâmbio externo com o Brasil. Essa situação constitui um paradoxo em virtude da situaçãogeográfica de vizinhança, mas reflete a distância histórica entre o Brasil e a América Andina. A exceção é a Bolívia, que realiza com o Brasil mais de um terço das suas importações. O principal parceiro comercial dos países da CAN são os Estados Unidos. Outros parceiros significativos são o Japão e a Grã-Bretanha. O intercâmbio no interior do bloco andino cresceu nos últimos anos, mas continua relativamente modesto. O Chile, que não faz parte da CAN, apresenta a economia mais moderna e industrializada de toda a vertente pacífica da América do Sul, apesar de seu pequeno peso demográfico – menos de 15 milhões de habitantes. O Brasil representa apenas pouco mais de 5% do comércio exterior chileno. O intercâmbio do Chile estrutura-se sobre os eixos do Nafta, União Européia e Bacia do Pacífico. Contudo há nítida complementaridade econômica entre o Brasil e os países andinos. O gás natural boliviano é a base do novo programa de usinas termelétricas brasileiras. A Venezuela, o Equador e o Peru são exportadores de petróleo. O Chile destaca-se pelas exportações de papel e polpa. Na direção oposta, os países andinos são importadores de bens de capital, bens interme- diários e automóveis, representando mercados potenciais para a indústria brasileira. 7 01. (Cesgranrio–RJ) A divisão do Brasil em três grandes complexos — regionais, Amazónia, Nordeste e Centro-Sul, é determinada a partir de: a) sua estrutura populacional; b) características geoeconômicas; c) influências militares; d) elementos naturais; e) limites territoriais dos estados. 02. (PUC–RS) O Mercosul é um bloco de escala sub-regional, com características muito peculiares. Por isso não é correio afirmar que: a) o Mercosul surgiu no contexto da globali- zação e regionalização, tendência que também levou à formação de mega- blocos centrais; b) o mercado platino não é promissor para certos produtos gaúchos, já que muitos produtos de exportação do Rio Grande do Sul são os mesmos do Uruguai e da Argentina; c) empresários gaúchos têm investido no Uruguai e Argentina, aumentando o fluxo de capitais; d) comercialmente, os grandes beneficiados com o Mercosul devem ser os estados brasileiros que exportam produtos tropicais e bens industrializados; e) os países que compõem o Mercosul apresentam o mesmo patamar de desenvolvimento industrial, pois todos são capitalistas, com a presença marcante de transnacionais. 03. (Cesgranrio–RJ) O sonho de união da América Latina é muito antigo. Bolívar foi o primeiro que formulou o ideal de integração americana. Vários propostas surgiram posteriormente até chegarmos ao Mercosul. Assinale a opção que contém um dos objetivos de Bolívar. a) Emancipar a América Latina como uma associação comercial unitária, que posteriormente daria origem à Alalc. b) Criar uma Confederação de Estados Americanos face à possível contra- ofensiva da Europa apoiada pela Santa Aliança. c) Desenvolver a solidariedade continental em torno da hegemonia do Canadá, estabelecendo um intercâmbio direto deste com todos os países latino- americanos. d) Desenvolver a industrialização no continente sob a hegemonia norte- americana para fazer frente à forte economia inglesa. e) Estabelecer uma política separatista respeitando as diferenças culturais e até lingüísticas entre os países latino- americanos. Desafio Geográfico As coordenadas geográficas “A palavra cartografia tem origem na língua portuguesa, tendo sido registrada pela primeira vez em 1839, numa correspondência, indicando a idéia de um traçado de mapas e cartas. Hoje entendemos cartografia como a representação geométrica plana, simplificada e convencional, de todo ou de parte da superfície terrestre, apresentada através de mapas, cartas ou plantas. [...] Todo produto cartográfico é sempre útil e válido para uma determinada aplicação, num determinado instante do tempo”. (IBGE. Atlas geográfico escolar. p. 12. Rio de Janeiro, 2002). A cartografia como arte e técnica da representação da superfície terrestre vem estruturando-se desde os primórdios da humanidade. Desde a pré-história, o homem sempre buscou registrar cenas do quotidiano, de lutas, de animais e de rituais religiosos. Estas gravuras inscritas nas rochas, nas paredes de cavernas ou gravadas em tábuas de pedra registravam cenas do quotidiano e acumulavam conhecimentos para as futuras gerações. Por mais primitivo que seja, um mapa sempre revela uma compreensão do mundo para determinada sociedade. Em cada momento da evolução da humanidade, vários povos contribuíram de forma eficaz no desenvolvi- mento dos conhecimentos cartográficos. Mas foi a partir do início da Modernidade que esta ciência tornou-se uma ferramenta primordial para aqueles que queriam dominar o além-mar. Técnicas cada vez mais sofisticadas foram agregadas aos conhecimentos da cartografia. Isso possibilitou não só o conhecimento das novas terras como o domínio e a exploração das colônias européias. Hoje, dispomos dos mais precisos e sofisticados meios de representação dos eventos que se manifestam sobre a superfície da Terra. Computa- dores, satélites, radares e GPS representam o que temos de melhor quando o assunto é a representação cartográfica ou a localização de um ponto qualquer na superfície terrestre. Entretanto, para compreendermos melhor essa ciência, é necessário dominar alguns conceitos fundamentais. As coordenadas geográficas são um sistema de linhas imaginárias que se cruzam objetivando a localização de qualquer ponto na superfície da Terra. As linhas imaginárias são chamadas de paralelos e meridianos. Elas são necessárias, pois produzem uma trama de linhas que servirão de referenciais para o registro dos eventos que se quer cartografar. Os paralelos “são linhas imaginárias que circulam a Terra no sentido leste-oeste” (IBGE. Atlas geográfico escolar. p. 17.Rio de Janeiro, 2002). Em determinadas projeções, os paralelos aparecem como linhas retas e horizontais (projeção cilíndrica), como arcos (projeção cônica) ou como circunferências concêntricas que diminuem de diâmetro à medida que nos aproximamos dos pólos (projeção plana polar). Figura 01. Latitude. Alguns destes paralelos recebem nomes especiais. Eles servem para delimitar as zonas climáticas da Terra. São eles: o Círculo Polar Ártico e o Trópico de Câncer no Hemisfério Norte. O Circulo Polar Antártico e o Trópico de Capricórnio no Hemisfério Sul. O Equador geográfico é a linha que divide o planeta Terra em duas partes exatamente iguais. “O critério para a determinação desses paralelos está relacionado com o movimento de rotação da Terra, com a inclinação do eixo do Planeta e ainda com o movimento de translação, o qual determina o plano da eclíptica. O movimento de rotação determina o surgimento do eixo, cujas extremidades são os pólos geográficos. Por sua vez a inclinação do eixo em relação ao plano da eclíptica tem relação com um dos movimentos da Terra que faz variar esta inclinação em 40 mil anos, determinando a posição dos paralelos especiais.” (Duarte, Paulo A. Fundamentos de Cartografia, UFSC. p. 50. 1994). A diferença de inclinação entre o eixo da órbita e o eixo da Terra é de 23° 27’. É a mesma diferença entre o plano da órbita e o plano equatorial. Assim, o eixo da órbita (eclíptica) ao tocar a superfície determina a posição dos círculos polares. O plano da órbita (eclíptica) ao atravessar nosso Planeta determina a posição dos trópicos. Figura 02. Sistemas de coordenadas terrestres. “Os paralelos nos indicam a latitude, que é a distância, em graus, de uma paralelo à linha do Equador. Os valores de latitude variam de 0° (linha do Equador) a 90° (pólos), devendo ser indicada a posição no hemisfério sul (S) ou no hemisfério norte (N)”. (op. cit. P17). Figura 03: Localização de Brasília. “Os meridianos são linhas imaginárias que cortam a Terra no sentido norte-sul,ligando um pólo ao outro” (op.cit. p. 16). Ao contrário dos 8 Geografia Geral Professor HABDEL 01. (UFPR) Em relação às causas físicas que explicam o estabelecimento das linhas imaginárias do Equador, trópicos de Câncer e de Capricórnio e círculos polares Ártico e Antártico, é correto afirmar: a) O estabelecimento dos trópicos de Câncer e de Capricórnio está relacionado ao movi- mento diário do Sol em torno da Terra. b) O movimento de rotação interfere no esta- belecimento das linhas imaginárias do Equador, Trópico de Câncer e Trópico de Capricórnio, bem como dos círculos polares. c) Todas essas linhas imaginárias que corres- pondem à latitude e à longitude têm o mesmo valor relativo em graus porque foram estabelecidas segundo o mesmo princípio físico. d) Os círculos Polar Ártico e Polar Antártico têm sua delimitação estabelecida pelos períodos de luz e sombra, que ocorrem devido à conjunção do eixo de inclinação terrestre e do movimento de translação da Terra em torno do Sol. e) Cada uma dessas linhas divide a Terra em duas partes iguais. 02. (UFSM) Considerando noções espaciais, como os meios de orientação, os movi- mentos da Terra e a cartografia, pode-se afirmar que a) o meridiano de Greenwich divide a Terra em hemisférios setentrional e boreal; b) os meridianos servem de referência para o estabelecimento dos 24 fusos horários da Terra; c) os paralelos definem os graus de longitude a partir do Equador, variando de 0° a 90° para o norte e para o sul; d) os mapas que representam áreas mais altas e mais baixas do relevo terrestre são chamados de geológicos. e) a inclinação do eixo terrestre e o movimento de translação estabelecem a zonalidade climática nos dois hemisférios e a sucessão de dias e noites. 03. Com base no mapa, podemos afirmar que: a) A maior parte do território australiano encontra-se na parte setentrional da zona intertropical do Planeta. b) A cidade de Darwin encontra-se em uma latitude superior a 15° sul. c) A cidade de Melbourne localiza-se ao norte da cidade de Sidney. d) A cidade de Alice Springs está a oeste do meridiano 135°E. e) A cidade de Sidney está a oeste do meridiano 150°E, e Camberra encontra-se a leste deste mesmo meridiano. Desafio Geográfico paralelos, todos os meridianos têm o mesmo comprimento. O paralelo inicial foi mais fácil identificar, pois ele (o Equador) é o único que divide a Terra em dois hemisférios exatamente iguais. Já o meridiano zero grau teve de ser convencionado, já que qualquer um divide a Terra em dois hemisférios exatamente iguais. “Escolheu-se, então, para início da contagem, o meridiano que passa pela torre do observatório astronômico de Greenwich, que é uma localidade da área metropolitana de Londres, capital da Inglaterra”. (MOREIRA, Igor. O espaço geográfico: Geografia geral e do Brasil. Ática. P 436. São Paulo, 2002). Portanto a longitude é a distância, em graus, entre um meridiano qualquer e o meridiano de Greenwich. Essa distância varia de 0° até 180° para leste e para oeste. Figura 03. Longitude. Para localizarmos uma cidade ou um local qualquer na superfície da Terra, precisamos lançar mão de uma rede geográfica. A rede geográfica é um sistema de linhas cruzadas (paralelos e meridianos) traçadas imaginariamente na superfície terrestre. Ela serve como base tanto para a localização de um lugar qualquer quanto permite a representação dos eventos geográficos que ocorrem sobre esta superfície. Figura 03. Coordenadas geográficas. Dois meridianos são destacados: o de Greenwich, que divide o planeta Terra em dois hemisférios, o leste e o oeste; e o antimeridiano de Greenwich (180°), que também divide o Planeta em dois hemisférios, um a leste e o outro a oeste. No sistema de fusos horários, o meridiano de Greenwich organiza as horas na Terra. Já o meridiano de 180°, que dá origem à Linha Internacional da Data, serve como referência para as datas. Figura 05.O anti-meridiano: a Linha Internacional de Data. Exercícios 01. (UFPR–modificada) No quadro a seguir, estão indicadas as coordenadas geográficas de diferentes localidades. Analise as afirmativas a seguir: I. Todas as localidades estão situadas entre o trópico de Câncer e a linha do Equador. II. As localidades B e C estão situadas na Austrália. III. As localidades A e E estão situadas na zona intertropical, no hemisfério sul. IV. As localidades mais próximas da linha do Equador são F e A. V. A localidade D está a noroeste da localidade F. Com base nestes dados, é correto afirmar: a) Apenas a I está correta. b) Todas estão corretas. c) Todas estão erradas. d) A I e a III estão corretas. e) Apenas a IV e a V estão corretas. 02. (UFPE) analise as proposições a seguir: I. Os paralelos são importantes porque permitem avaliar a latitude, que é a distância em graus a partir do Equador. II. Os paralelos têm diâmetros iguais e, logicamente comprimentos ou perímetros também iguais. III. Os meridianos são círculos perpendiculares aos paralelos e passam pelos pólos onde eles se cruzam. IV. A longitude inicial é de 0° e a máxima de 180°, podendo ser norte ou sul. V. As coordenadas geográficas são valores que determinam a localização de um lugar na superfície do globo. Estão corretas: a) I, IV e V; b) II, III e IV; c) I, III e V; d) II, III e V; e) II e IV. 9 01. (UFPI) O meridiano de Greenwich é essencial para a determinação de uma das coordenadas geográficas. Sobre ele, é correto afirmar que: a) divide a superfície da Terra em hemisférios setentrional e boreal; b) representa o paralelo inicial; c) orienta o grau de translação da Terra; d) estabelece a zonalidade climática; e) Divide o planeta Terra em leste e oeste. 02. (UFSM) Considerando noções espaciais, como os meios de orientação, os movimentos da Terra e a cartografia, pode-se afirmar que a) o meridiano de Greenwich indica a latitude inicial; b) os meridianos servem de referência para o estabelecimento dos graus de longitude; c) os paralelos definem os graus de longitude a partir do Equador, variando de 0° a 90° para o leste e para o oeste; d) os meridianos demarcam as zonas climáticas da Terra; e) Os trópicos de Capricórnio e de Câncer são delimitados por dois meridianos. 03. (Puc–RS) Responder à questão com base no gráfico, que representa parte das coordenadas geográficas. As coordenadas geográficas dos pontos A e C são, respectivamente, a) 2° de latitude Sul e 4° de longitude Leste – 4° e 30’ de latitude Sul e 2° de longitude Leste. b) 4° de latitude Leste e 2° de longitude Sul – 2° de latitude Leste e 3° e 30’ de longitude Norte. c) 2° de latitude Sul e 4° de longitude Leste – 3° e 30’ de latitude Sul e 2° de longitude Leste. d) 2° de longitude Leste e 4° de latitude Norte – 3° e 30’ de longitude Leste e 2° de latitude Norte. e) 4° de longitude Oeste e 2° de latitude Norte – 2° de longitude Oeste e 4° e 30’ de latitude Norte. Desafio Geográfico 10 Romantismo III – Prosa I 1. INÍCIO. O Romantismo inicia-se no Brasil por meio da poesia (Suspiros Poéticos e Saudades, 1836, Gonçalves de Magalhães). A prosa, entendida aqui como romance, novela, conto e teatro, vem depois, em duas datas importantes: a) 1843 – publicação do romance O Filho do Pescador, de Teixeira e Sousa. b) 1844 – publicação do romance A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo. 2. CARACTERÍSTICAS DO ROMANCE ROMÂNTICO a) Detalhes de costumes e de cor local, ou seja, certa fidelidade na descrição de lu- gares, cenas, fatos, usos e costumes da época em que a história é narrada. b) Comunhão entre a natureza e os senti- mentos das personagens. c) Triunfo do bem sobre o mal. Nas histórias românticas,os vilões são castigados, ora com a morte, ora com a prisão, sempre com intenção moralizante. d) Linearidade das personagens, isto é, sem profundidade psicológica, sobressaindo-se a preocupação com os caracteres ex- teriores: estatura, cor dos olhos, cor dos cabelos, trejeitos, detalhes das roupas, etc. 3. MODALIDADES a) ROMANCE URBANO Também chamado de citadino ou de cos- tumes. O autor explora situações, confli- tos e convenções sociais típicos da cida- de. O Rio de Janeiro, por ser o centro cul- tural do Brasil na época, é a cidade mais retratada nos romances românticos. Os três autores que merecem destaque nes- sa modalidade de romance são: Joaquim M. de Macedo, José de Alencar e Manu- el Antônio de Almeida. b) ROMANCE INDIANISTA Narrativa preocupada com usos, costu- mes e tradições do índio brasileiro, com o intuito de transformá-lo em herói. Os romances visam à criação de heróis nacio- nais, míticos, lendários, tomados como símbolos de elementos formadores da na- cionalidade. Só um romancista explora esta modalidade: José de Alencar. c) ROMANCE REGIONALISTA Também chamado de sertanejo ou rural. Começa em 1869, com o romance O Ermi- tão de Muquém, de Bernardo Guimarães. Explora as paisagens e os costumes das ilhas culturais brasileiras: o Nordeste, o Pampa Gaúcho, o Pantanal Mato-gros- sense, o Sertão de Minas e o de Goiás. Nesta modalidade de romance, merecem destaque: Bernardo Guimarães, José de Alencar, Visconde de Taunay e Franklin Távora. d) ROMANCE HISTÓRICO O assunto é fornecido pelo passado histó- rico, de preferência remoto ou lendário, de modo a permitir a idealização. O com- promisso do romancista com a História limita-se à reconstituição do clima da épo- ca, à fidelidade aos hábitos e aos costu- mes. No Brasil, só José de Alencar explo- ra essa temática. Romancistas e suas obras 1. TEIXEIRA E SOUSA Nascimento e morte – Nasce em Cabo Frio, Rio de Janeiro, em 28 de março de 1812. Fa- lece, vitimado pela tuberculose, em 1.o de de- zembro de 1861. Poeta e romancista – Em 1840, trabalha na livraria de Paula Brito, ponto de reunião dos intelectuais do Rio de Janeiro, onde conhece grandes nomes da literatura brasileira, inclusi- ve Machado de Assis. Nas publicações de Paula Brito, inicia atividade de poeta e roman- cista. Primeiro romancista – É lembrado, hoje, na literatura brasileira, por ter inaugurado o ro- mance romântico, com O Filho do Pescador (1843). 2. JOAQUIM MANUEL DE MACEDO Nascimento e morte – Nasce em São João do Itaboraí, Rio de Janeiro, em 24 de junho de 1820. Falece em 11 de abril e 1882. Medicina – Forma-se pela Faculdade de Me- dicina do Rio de Janeiro, em 1844. Neste mesmo ano, publica o romance A Moreninha que lhe traz logo prestígio, apontando-lhe o rumo a seguir: pouco vocacionado para a atividade médica, entrega-se ao jornalismo e à política. Política – Aproveita a popularidade que lhe trouxe a novela A moreninha e faz-se depu- tado por várias legislaturas. Ingressa no ma- gistério (professor de História e Geografia no Colégio Pedro II). Admiração dos leitores – Macedo é uma fi- gura popular, admirado por todos os leitores do Rio de Janeiro de sua época. Tudo isso graças ao esquema novelesco, sentimental ou cômico que descobre para os seus livros: o namoro difícil ou impossível, o mistério so- bre a identidade de uma figura importante na intriga, o conflito entre o dever e a paixão, as galhofas de estudantes. Sucesso – Produz dezoito romances, mas apenas dois são lidos e admirados: A More- ninha e O Moço Loiro. OBRAS PRINCIPAIS 1. A Moreninha (romance, 1844) 2. O Moço Loiro (romance, 1845) 3. Os Dois Amores (romance, 1848) 4. Vicentina (romance, 1853) 5. A Luneta Mágica (romance, 1869) 6. A Namoradeira (romance, 1870) 7. Mulheres de Mantilha (romance, 1871) A MORENINHA Modelo de romance – Macedo não tem gênio inventivo ou evolutivo, mas A Moreninha cria um modelo de romance seguido por todos os prosadores do Romantismo e só supera- do pelo Realismo. Fidelidade ao amor de infância – A história de Augusto e Carolina, ressaltando a fideli- Literatura Professor João BATISTA Gomes 01. Relacione corretamente. a. Gonçalves de Magalhães b. Teixeira e Sousa c. Joaquim Manuel de Macedo d. Bernardo Guimarães e. José de Alencar 1. ( ) Inaugurou o Romantismo no Brasil (1836). 2. ( ) Inaugurou o romance no Brasil (1843). 3. ( ) Inaugurou o romance no Brasil (1844). 4. ( ) Inaugurou o romance regionalista brasileiro (1869). 5. ( ) Autor de A Confederação dos Tamoios, poema épico que provocou uma briga com José de Alencar. Caiu no vestibular 02. (FGV) Os temas fundamentais do Ro- mantismo criam um mundo maravilho- so e ideal. Assinale a característica que NÃO marca essa peculiaridade: a) Subjetividade. b) Sentimentalismo. c) Evasão no tempo e no espaço. d) Evasão pela morte. e) Análise dos fenômenos da sociedade brasileira. 03. (FGV) Em relação ao Romantismo bra- sileiro, todas as características a seguir são verdadeiras, EXCETO: a) expressão do nacionalismo através da descrição de costumes e regiões do Brasil; b) análise crítica e científica dos fenômenos da sociedade brasileira; c) desenvolvimento do teatro nacional; d) expressão poética de temas confessionais, indianistas e humanistas; e) caracterização do romance como forma de entretenimento e moralização. 04. Um dos filões de Alencar, o regiona- lismo, foi explorado por outros roman-cistas que, embora inferiores ao cea-rense em termos de arte literária, de-ram, em conjunto, a medida do que foi o gênero entre nós. Foram eles: a) Bernardo Guimarães, Visconde de Taunay e Franklin Távora b) Bernardo Guimarães, Visconde de Taunay e Manuel A. de Almeida c) Bernardo Guimarães, Joaquim Manuel de Macedo e Franklin Távora d) Joaquim Manuel de Macedo, Teixeira e Sousa e Visconde de Taunay e) Joaquim Manuel de Macedo, Visconde de Taunay e Franklin Távora Desafio literário dade ao amor de infância, é acompanhada avidamente pelos leitores cariocas da época. Dados técnicos da obra: a) Época: metade do século XIX. b) Cenário: cidade do Rio de Janeiro/Ilha de Paquetá. c) Narrativa: primeira pessoa. d) Personagens: 1. Augusto – herói; estudante de Medi- cina; casa-se com Carolina. 2. Carolina – heroína; a própria More- ninha. 3. Filipe – estudante de Medicina; irmão de Carolina. 4. Dona Ana – avó de Carolina e de Filipe. 5. Fabrício – estudante de Medicina; amigo de Augusto e de Filipe. 3. BERNARDO GUIMARÃES Nascimento e morte – Bernardo Joaquim da Silva Guimarães nasce em Ouro Preto, Minas, em 15 de agosto de 1825. Falece na mesma cidade, em 10 março de 1884. Sociedade Epicuréia – Em 1847, vai para São Paulo e matricula-se na Faculdade de Direito. Nessa época, convive com Álvares de Azevedo e Aureliano Lessa, com os quais participa da Sociedade Epicuréia, que pretende reeditar, em São Paulo, a boêmia de Byron. Histórias do sertão – Depois de formado, vai para Catalão, interior de Goiás, como juiz municipal. No exercício da profissão, tem de embrenhar-se muitas vezes pelo sertão, nas- cendo daí a idéia de contar histórias regiona- listas. Primeiro regionalista – É apontado como iniciador do regionalismo na Literatura Bra- sileira, com o romance O Ermitão de Muquém (1869), ambientado no sertão goiano. Minas e Goiás – Nos seus romances, retrata usos e costumes de duas regiões: Minas e Goiás. Na obra máxima, A Escrava Isaura, retrata o interior do Rio de Janeiro: uma fa- zenda em Campos. Melhores romances – Suas duas melhores obras são O Seminarista e A Escrava Isaura. OBRAS PRINCIPAIS 1. O Ermitão de Muquém (romance, 1869) 2. O Garimpeiro (romance, 1872) 3. O Seminarista (romance, 1872) 4. A Escrava Isaura (romance, 1875) A ESCRAVA ISAURA a) Época: século XIX, auge daescravidão no Brasil. Apesar disso, a heroína (Isaura) nada tem da escrava comum brasileira. b) Cenário: uma fazenda em Campos, inte- rior do Rio de Janeiro. O autor alterna cenas do campo com cenas da cidade. c) Personagens: 1. Isaura – escrava branca, de beleza deslumbrante. 2. Leôncio – vilão da história. 3. Álvaro – herói da história. 4. Miguel – pai de Isaura. 5. Malvina – esposa de Leôncio. 6. Belchior – jardineiro. É feio, aleijado, desgracioso. 3. JOSÉ DE ALENCAR Nascimento e morte – José Martiniano de Alencar nasce em Mecejana, Ceará, em 1.o de maio de 1829. Falece no Rio de Janeiro, vitimado pela tuberculose, em 1877. Direito – Cursa Direito na Faculdade de São Paulo e de Olinda, formando-se em 1850. Literatura e jornalismo – Depois de formado, começa a advogar no Rio, mas a literatura e o jornalismo absorvem-no por completo. Crítica a Gonçalves de Magalhães – A briga mais célebre do Romantismo acontece entre Alencar e Gonçalves de Magalhães (autor de Suspiros Poéticos e Saudades). O motivo da discórdia é o poema épico A Confederação dos Tamoios (1856). Alencar critica o indianis- mo de Magalhães, a falta de talento e de na- cionalismo do escritor para escrever sobre um tema tão importante. Em defesa do poeta, sai o imperador D. Pedro II. Alencar também o critica. Estréia no romance – É no Diário do Rio de Janeiro que o autor publica, em folhetim, seus dois primeiros romances de ambientação carioca: Cinco Minutos (1856) e A Viuvinha (1857). Obra máxima – Em 1857, Alencar publica, em folhetim, no jornal Diário do Rio de Janei- ro, sua obra mais admirada: o romance in- dianista O Guarani. Plano audacioso – A intenção de Alencar, escrevendo obras sobre todos os aspectos de nossa nacionalidade (norte, sul, litoral, sertão, campo, cidade, índio, branco, passa- do, presente), é compor uma “suma romanes- ca” do Brasil. Língua nacional – Alencar é o primeiro escri- tor brasileiro a propor uma linguagem diferen- te dos padrões portugueses. Faz uso imode- rado de palavras do tupi-guarani e de expres- sões comuns do nosso cotidiano. ROMANCES INDIANISTAS 1. O Guarani (romance, 1857) 2. Iracema (romance, 1865) 3. Ubirajara (romance, 1874) ROMANCES SOCIAIS OU DE COSTUMES 1. Cinco Minutos (romance, 1856) 2. A Viuvinha (romance, 1857) 3. Lucíola (romance, 1862) 4. Diva (romance, 1864) 5. A Pata da Gazela (romance, 1870) 6. Sonhos d'Ouro (romance, 1872) 7. Senhora (romance, 1875) 8. Encarnação (romance, 1877) ROMANCES REGIONALISTAS 1. O Gaúcho (1870) – ambientado no Rio Grande do Sul. 2. O Tronco do Ipê (1871) – ambientado no interior do Rio de Janeiro. 3. Til (1872)– ambientado no interior de São Paulo. 4. O Sertanejo (1875) – ambientado no Ceará (Fazenda Oiticica). OBRAS HISTÓRICAS 1. As Minas de Prata (romance,1865) 2. A Guerra dos Mascates (romance,1871) 3. Alfarrábios (crônicas, 1873) 11 Canção do Exílio Murilo Mendes Minha terra tem macieiras das Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista, os sargentos do exército são monistas, [cubistas, os filósofos são polacos vendendo a [prestações. A gente não pode dormir com os oradores [e os pernilongos. Os sururus em família têm por testemunha [a Gioconda. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. Ai quem me dera chupar uma carambola [de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! Do livro Poemas (1930) 1. SEXTILHAS E DÍSTICO – As duas primei- ras estrofes contêm seis versos (sextilhas); a última, dois versos (dístico). 2. VERSOS PROSAICOS – Note que os versos não têm um tamanho tradicional (entre 5 e 12 sílabas), ou seja, ultrapassam as medidas convencionais praticadas antes do Modernis- mo. Quando o verso ultrapassa 12 sílabas métricas, merece a classificação de prosai- co (tem aparência de prosa). 3. ANÁFORA – Na segunda estrofe, a repeti- ção de nossas no início de dois versos constitui anáfora. 4. PARÓDIA – Pela leitura, nota-se facilmente a intenção do autor: fazer uma imitação bur- lesca de uma composição literária do passa- do (a Canção do Exílio de Gonçalves Dias). Compor paródias para criticar autores de períodos literários anteriores é tática bas- tante adotada na Primeira Fase Modernista (1922-1930). 5. IRONIA – O poeta insinua que os brasilei- ros estão cercados de elementos estrangei- ros: plantas (macieiras da Califórnia), pás- saros (gaturamos de Veneza), arte (Giocon- da). E vem a ironia maior: até o sabiá, sím- bolo de brasilidade desde a época do Ro- mantismo, está sob suspeita. O autor só acredita que ele é realmente brasileiro se exibir a certidão de idade. Leitura obrigatória ACUÑA, Cristóbal de. Informes de jesuítas em el amazonas: 1660-1684. Iquitos - Peru, 1986. ADALBERTO Prado e Silva et al. Dicionário brasileiro da língua portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 1975. ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Dicionário de questões vernáculas. 3. ed. São Paulo: Ática, 1996. ARRUDA, José Jobson de A. et ali. Toda a História: História geral e História do Brasil, 8. ed. São Paulo: Editora Ática, 2000. BECHARA, Evanildo. Gramática portuguesa. 31. ed. São Paulo: Nacional, 1987 CARVAJAL, Gaspar de. Descobrimento do rio de Orellana. São Paulo: Nacional, 1941. COELHO, Marcos A. ; TERRA, Lygia. Geografia Geral. O espaço natural e socioeconômico. Moderna, 2001. COELHO, Marcos de Amorim. Geografia do Brasil - 5. ed. São Paulo: Moderna, 2003. HOORNAERT, Eduardo (Coord.). Comissão de Estudos da Igreja na América Latina. História da Igreja na Amazônia. Petrópolis-RJ: Vozes, 1992. MAGNOLI, Demétrio; ARAÚJO, Regina. Sociedade e Espaço: Geografia geral e do Brasil. São Paulo: Ática, 2000. MOREIRA, Igor. Construindo o espaço brasileiro. 2. Ed: Ática. 2004. MOREIRA, Igor. O espaço geográfico: Geografia geral e do Brasil. Ática, 2002. MOTA, Myryam Becho e BRAICK, Patrícia Ramos. História das Cavernas ao Terceiro Milênio. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2002. SHMIDT, Mario. Nova História Crítica do Brasil: 500 anos de História malcontada. São Paulo: Nova Geração, 2003. SILVA, Francisco de Assis. História do Brasil. São Paulo: Moderna, 2000. VESENTINI, José William - 1950. Geografia Crítica: A Sociedade Brasileira. São Paulo: Ática 2004. EXERCÍCIOS (p. 3) 01. D; 02. E; DESAFIO HISTÓRICO (p. 3) 01. A 02. E 03. A DESAFIO HISTÓRICO (p. 4) 01. B 02. B 03. D 04. C EXERCÍCIOS (p. 5) 01. B; 02. C; DESAFIO HISTÓRICO (p. 5) 01. E 02. E 03. B DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 6) 01. A 02. E 03. B DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 7) 01. C 02. A 03. D DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 8) 01. D 02. E 03. D 04. C DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 9) 01. D 02. E 03. D 04. E 05. B DESAFIO GRAMATICAL (p. 10) 01. D 02. C 03. E 04. D CAIU NO VESTIBULAR (p. 11) 01. C Governador Eduardo Braga Vice-Governador Omar Aziz Reitor Lourenço dos Santos Pereira Braga Vice-Reitor Carlos Eduardo Gonçalves Pró-Reitor de Planejamento e Administração Antônio Dias Couto Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários Ademar R. M. Teixeira Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa Walmir Albuquerque Coordenadora Geral Munira Zacarias Coordenador de Professores João Batista Gomes Coordenador de Ensino Carlos Jennings Coordenadora de Comunicação Liliane Maia Coordenador de Logística e Distribuição Raymundo Wanderley Lasmar Produção Aline Susana Canto Pantoja Renato Moraes Projeto Gráfico – Jobast Alberto Ribeiro Antônio Carlos Aurelino Bentes Heimar de Oliveira Mateus Borja Paulo Alexandre Rafael Degelo Tony Otani Editoração EletrônicaHorácio Martins Encarte referente ao curso pré-vestibular Aprovar da Universidade do Estado do Amazonas. Não pode ser vendido. Este material didático, que será distribuído nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, é base para as aulas transmitidas diariamente (horário de Manaus), de segunda a sábado, nos seguintes meios de comunicação: • TV Cultura (7h às 7h30); sábados: reprise às 23h Postos de distribuição: • Amazon Sat (15h10 às 15h40) • RBN (13h às 13h30) - sábados: 5h30 e 7h (satélite) • PAC São José – Alameda Cosme Ferreira – Shopping São José • Rádio Rio Mar (19h às 19h30) • PAC Cidade Nova – Rua Noel Nutles, 1350 – Cidade Nova I • Rádio Seis Irmãos do São Raimundo • PAC Compensa – Av. Brasil, 1325 – Compensa (7h às 8h e 16h às 16h30) • PAC Porto – Rua Marquês de Santa Cruz, s/n.° • Rádio Panorama de Itacoatiara (23h às 23h30) armazém 10 do Porto de Manaus – Centro • Rádio Difusora de Itacoatiara (23h às 23h30) • PAC Alvorada – Rua desembargador João • Rádio Comunitária Pedra Pintada de Itacoatiara Machado, 4922 – Planalto (22h00 às 22h30) • PAC Educandos – Av. Beira Mar, s/nº – Educandos • Rádio Santo Antônio de Borba (18h30 às 19h) • Rádio Estação Rural de Tefé (19h às 19h30) – horário local • Rádio Independência de Maués (6h às 6h30) • Rádio Cultura (6h às 6h30 e 12h às 12h30) • Centros e Núcleos da UEA (12h15 às 12h45) www.uea.edu.br e www.linguativa.com.br Endereço para correspondência: Projeto Aprovar - Reitoria da UEA - Av. Djalma Batista, 3578 - Flores. CEP 69050-010. Manaus-AM