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EUTANÁSIA SOCIAL

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CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTACIO DE SANTA CATARINA
MATÉRIA: TANATOLOGIA
PROFESSORA Me: DEYSE AQUINO
ALUNAS: JESSIKA A. FREITAS DE OLIVEIRA; CLAUDIA RAMOS GONÇALVES
EUTANÁSIA SOCIAL: “MORTE MISERÁVEL” E A JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE
Resumo: 
Saúde é um direito de todos e dever do estado (BRASIL, 1988), isto é, o que diz a Constituição da República Federativa do Brasil, e é de responsabilidade do poder público assegurar vida digna e de qualidade a população, porém, o presente artigo nos mostra uma realidade diferente, pois os mesmos vêm sofrendo distorções.
No Brasil, denomina-se o direito de matar ou morrer como Eutanásia. Ato o qual é considerado crime em nosso país. Entretanto, com a evolução social e conhecimento do mesmo e das ações de cunho médico, a pratica pode ser condicionada por meio da omissão de atenção, da falta de atendimento ou intenção de minimizar a dor da morte, principalmente dentro do sistema único de saúde, que por momentos pode vir a ser falho. 
Sendo então a saúde considerada o bem-estar físico, social e mental do indivíduo, o estado deve garantir o acesso a saúde a toda a população, sem distinção de classe, gênero e afins... Filas, falta de medicação, má de qualidade no atendimento, entre outros, são consequências do descaso do poder público com a saúde do país, o que possivelmente está relacionado ao surgimento da mistanásia, mais popularmente conhecida como eutanásia social. 
Em grego, “mis” significa infeliz, ou seja, com a ocorrência da mistanásia, a morte torna-se dolorosa, triste, lenta e podendo ser até mesmo antecipada. Três hipóteses de mistanásia são salientadas no artigo: 1º - quando o indivíduo tenta sem sucesso ingressar no sistema de saúde local e não chega a ter nenhum atendimento, como exemplo podemos citar pessoas em situação de rua; 2º - indivíduos que buscam atendimento em unidades públicas de saúde para tratamento, porém, devido ao grande número de pessoas que se encontram nas filas de espera ou outros motivos corriqueiros, não conseguem o atendimento que procuraram ou em algum momento até conseguem o atendimento inicial, porém, devido ao número restrito de leitos e as estruturas precárias que encontram-se disponíveis abandonam o tratamento, sem esquecer que por vezes os profissionais também são colocados em uma “sinuca de bico” onde se vem obrigados a escolher o paciente a receber tratamento. 3º - o último tipo de eutanásia social a ser destacado no artigo é o do erro médico (negligencia), que leva o paciente a óbito. Toda via, com a população tomando conhecimento sobre tais ocorridos, o seu estudo torna-se necessário para que haja reconhecimento e solução perante as autoridades de Saúde e de Estado. 
Desta forma, extirpar a mistanásia que já é recorrente em ambientes hospitalares, deve tornar-se o objetivo do Poder Público, para tanto, investir na qualificação dos colaboradores de saúde, em políticas públicas e hospitais/unidades de atendimento com estruturas de qualidade para atender a população em geral, lembrando que não deve ser feito a distinção da população.