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Capítulo 9 - Reservação 
 
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9. RESERVAÇÃO 
 
9.1. Introdução 
 As finalidades dos reservatórios de distribuição são: 
• Atender às variações de consumo. 
• Atender às demandas para extinção de incêndios. 
• Atender ao consumo em situações de emergências que produzem interrupção 
no abastecimento. 
• Melhoria das condições de pressão: pressão estável, em picos. 
 
9.2. Tipos de reservatórios 
Quanto a sua posição relativa na rede 
• Reservatório de montante: são aqueles pelos quais passa, antes de atingir a 
rede, toda água destinada ao consumo. Para tanto possuem uma tubulação de 
entrada de água e outra de saída. Como geralmente precedem a rede, levam o 
nome de reservatório de montante. Figura 9.1. 
• Reservatório de jusante: somente recebem água nos períodos em que a vazão 
de alimentação da rede supera a de consumo. Neles uma só tubulação, que 
parte do fundo serve de entrada e saída da água. Por ficarem além do ponto 
em que a adutora se conecta à rede e, até mesmo, no extremo oposto, levam o 
nome de reservatórios de jusante. Figura 9.2. 
• Reservatórios intermediários. 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 9.1: Reservatório à montante Figura 9.2: Reservatório à jusante 
 
Quanto a sua posição relativa ao terreno: 
• Reservatórios enterrados. 
• Reservatórios semi-enterrados. 
• Reservatórios “Stand-pipes” 
• Reservatórios elevados. 
 Os enterrados podem ser paralelepipedais ou troncopiramidais invertidos, 
conforme indica a Figura 9.3. Os semi-enterrados obedecem às mesmas 
especificações dos enterrados. 
 
 
 
 
Figura 9.3: Dimensões econômicas 
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Nos reservatórios elevados, o fundo situa-se acima do terreno, mercê de uma 
estrutura de sustentação, Figura 9.4. Os elevados são geralmente estruturas 
suspensas construídas com aço ou concreto armado, de várias formas, 
principalmente cilíndrico. 
Os stand-pipes são geralmente de aço, concreto ou madeira, se apóiam no solo, 
como indica a Figura 9.4. Constituem uma alternativa do reservatório elevado, em 
sua funcionalidade, embora tenham o aspecto de reservatório apoiado de grande 
altura. Os mais econômicos obedecem à relação D = 2h. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 9.4: Reservatório elevado (1) e stand-pipe (2) 
 
 Quanto ao material de construção 
• Reservatório de alvenaria. 
• Reservatório de concreto: armado, protendido. 
• Reservatório de aço. 
• Reservatório de madeira. 
• Reservatório de fibras sintéticas. 
• Reservatório em terra com paredes revestidas. 
 
Quanto a sua forma 
• Reservatório de secção retangular. 
• Reservatório de secção circular. 
 
 
9.3. Capacidades dos reservatórios 
9.3.1. Volume mínimo 
Método analítico: 
 
� Método do engenheiro Toledo Malta, da curva de consumo de água 
assimilada a uma senóide. 
 
C = xVk
pi
12 − .............................................................................................para adução 
contínua 
 
2 1 
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� Método do engenheiro Yassuda. 
 
 
C = xVV
100
100 1− ....................................................................................para adução 
intermitente 
 
Onde: 
C = capacidade do reservatório. 
K2 = coeficiente da hora de maior consumo. 
V1 = volume consumido na cidade durante as T horas em que funciona a adução, em 
% de V. 
Q1 = vazão média horária no dia de maior consumo. 
 
V = 24Q1 = volume de água consumido no dia de máximo consumo. 
T = intervalo de tempo de funcionamento da adução em horas. 
 
T
Q
T
V 124
= = vazão horária de adução. 
 
9.3.2. Volume acrescido 
Volume acrescido para atender a demanda de emergência, como por exemplo, 
durante uma interrupção no sistema captação-adução-tratamento, é determinada 
pela expressão: 
 
Ca = QT onde; 
Ca= volume a ser acrescido. 
Q = vazão média de consumo normal (vazão de adução). 
T = intervalo de tempo correspondente ao período de interrupção. 
 
Volume acrescido devido a consumo da população flutuante. 
 Deve-se estudar os acréscimos populacionais sofridos periodicamente e prever 
baseados neles. 
 
Volume acrescido devido ao consumo especial. 
 Consumo de água para irrigação de jardins, grandes parques públicos, e 
outros equipamentos de resfriamento ou de condicionamento de ar. 
 
Volume acrescido devido ao consumo para demanda de incêndio. 
 
CI = (Q1i – Q2) t onde: 
CI = capacidade disponível para combate a incêndios. 
Q1i = vazão necessária para combate ao incêndio crítico. 
Q2 = vazão auxiliar de emergência durante o incêndio, obtida de uma origem 
diferente da que 
 fornece água para a rede de distribuição. 
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 Quando são utilizados exclusivamente os recursos da rede de distribuição, a 
vazão Q2 é nula. 
t = duração do incêndio crítico. 
Q1i para edifícios: - pequenos 10 L/s 
 - médios 20/30 L/s 
 - grandes 40/50/ L/s 
t = 6 horas (em São Paulo). 
 
9.4. Dimensões econômicas 
Fixado o tipo, a forma e a capacidade do reservatório é possível estudar 
dimensões que o tornem de mínimo custo, particularmente para os reservatórios de 
concreto armado. Um reservatório enterrado para o qual foram fixados a capacidade 
e a altura terá o menor comprimento das paredes em planta, inclusive a parede 
divisória, se for de seção horizontal circular. Já o reservatório retangular em planta 
terá o menor comprimento de paredes se as suas dimensões, Figura 9.5, estiverem na 
relação: 
 
 Figura 9.5: Dimensões econômicas 
 
Um reservatório elevado será mais econômico se sua seção horizontal for 
circular. As torres com forma cilíndrica têm dimensões econômicas quando a relação 
entre altura do reservatório propriamente dito e o seu diâmetro estiveram na relação 
1.2. Com relação a este item cabem diversas observações: 
O custo dos reservatórios pode depender de: 
• tipo de solo local. 
• forma do reservatório. 
• tipo de estrutura adotada, etc. 
Em reservatório enterrado quanto menor a altura, maior a área de terreno 
necessária. A dificuldade de construção poderá aumentar quando se tem reservatório 
de maior altura. 
O custo da construção poderá aumentar quando se adotam reservatório em 
que se pretende tirar partido estético da obra realizando um empreendimento que 
contribua para embelezar a cidade. 
 
9.5. Recomendações gerais e detalhes sobre o projeto de reservatório. 
De modo geral, a altura útil varia de 3 a 6 metros, embora excepcionalmente 
sejam adotados de 2,4 e 8 metros no máximo. 
É conveniente que o fundo dos reservatórios tenham uma declividade mínima 
de 0,5% em direção da abertura de descarga, a fim de evitar o refugio das águas após 
as limpezas. 
A cobertura nos reservatórios é importante, pois, destina-se a proteger, contra 
qualquer perigo de poluição a água potável do reservatório. Além do mais, 
x 
y 
2x 
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impedindo a penetração dos raios solares, a cobertura impossibilita o 
desenvolvimento de algas na água, as quais poderiam provocar odor e sabor 
desagradáveis. 
A abertura de inspeção é uma passagem que se deixa na cobertura para 
permitir a visita ao interior do reservatório. Ela é geralmente quadrada com 0,6 m x 
0,6 m e geralmente tem um dos lados no prolongamento da face interna da parede do 
reservatório, onde fica instalada a escada de acesso. 
As coberturas dos reservatórios devem ser providas de uma ou mais chaminés 
de ventilação, a fim de que o nível d’água fique sempre sob pressão atmosférica.
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