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CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS DO HOMEM : Liberdade: O homem é o único ser dotado de vontade, da capacidade de agir livremente. A liberdade faz do homem um ser dotado de autonomia, ou seja, capacidade para ditar suas próprias normas de conduta; Autoconsciência: O homem não possui apenas memórias de fatos exteriores, incorporada ao mecanismo de seus instintos, mas possui consciência de sua própria subjetividade, no tempo e no espaço. Sendo assim, o homem é, portanto, essencialmente, um animal reflexivo, capaz de se enxergar como sujeito no mundo. A autoconsciência opõe-se ao estado de alienação, que é a negativa da especificidade humana; Sociabilidade: O indivíduo humano somente desenvolve as virtualidades de pessoa, de homem capaz de cultura e auto aperfeiçoamento, quando vive em sociedade. Não podemos esquecer das qualidades eminentes e próprias do ser humano – a razão, a capacidade de criação estética, o amor é essencialmente comunicativo; · Historicidade: A substância da natureza humana é histórica, isto é, vive em perpétua transformação, pela memória do passado e o projeto do futuro. O homem se desenvolve e transforma deixando sempre rastros em sua trajetória, numa incessante acumulação de invenções culturais de todo gênero; Unicidade existencial: Característica essencial da condição humana é o fato de que cada um de nós se apresenta como ente único e rigorosamente insubstituível no mundo. Este conjunto de características diferenciais do ser humano demonstra que todo homem tem dignidade e não um preço, como as coisas. Cada homem em sua individualidade, é propriamente insubstituível, não tem equivalente, não pode ser trocado por coisa alguma. Direitos Positivados do Estado – Fundamentado no Estado (VALIDADE). Esta validade diz respeito a existência, para tanto uma norma para ser válida deve: ser elaborada por autoridade competente; esta autoridade deve ser competente para a matéria; seguir procedimento para elaboração; ser constitucional. Os Direitos Humanos são direitos fundamentados no ser humano, estes preveem o mínimo para que a pessoa seja reconhecida por sua dignidade de ser humano e ao mesmo tempo a reconhece como pertencente a humanidade, com isto rompe a ideia de nacionalidade. CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS HUMANOS a) Inerência – A noção de que os Direitos Humanos são inerentes a cada pessoa pelo simples fato de existirem, como uma herança do JUSNATURALISMO (Direitos naturais que não precisam de aval do Estado). b) Universalidade – A concepção universal de Direitos Humanos decorre da ideia de que os Direitos pertencem a todos os membros da espécie humana, sem qualquer distinção fundada em atributos inerentes aos seres humanos ou na posição que ocupam. (Tensão com ambientes locais devido a questões culturais). c) Indivisibilidade – Só há vida digna se todos os direitos previstos como Direitos Humanos forem respeitados, sendo assim, entende-se que se trata de uma característica de um conjunto de normas e não de direitos considerados individualmente. d) Interdependência – Entende que certo direito não alcança a plena eficácia sem a realização simultânea de alguns ou de todos os outros Direitos Humanos. Para que se tenha um direito contemplado ele necessariamente exige que outro seja realizado. EXEMPLO: Não é possível ter o direito à saúde concretizado se você não tem o direito a alimentação adequada, ambiente saudável, moradia etc. e) Historicidade – É o reconhecimento de que os direitos foram afirmados, ou seja, reconhecidos durante a história da humanidade, a cada período é reconhecido um novo direito que representa o próprio movimento da existência humana. Convencionou-se no mundo jurídico utilizar uma classificação denominada GERAÇÕES ou DIMENSÕES, marcadas por valores que inspiraram a sua criação nos diversos momentos da história. 4. DIREITOS DE 1ª GERAÇÃO OU DIMENSÃO Os direitos de primeira dimensão surgem no contexto da Declaração de Direitos Norte-Americana e na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, promulgada pela Assembleia Nacional Francesa em 1789 e nos anseios das classes burguesas nos dois contextos. Possui como marcos histórico: a Revolução Gloriosa, em 1688; a Independência dos Estados Unidos, em 1777; e a Revolução Francesa em 1789. Como marcos jurídicos tem-se a Constituição dos EUA, de 1787; e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão redigida na França, em 1789. São direitos em que o titular é o indivíduo, com o objetivo de limitar o poder do Estado e, ao mesmo tempo, permitindo ao indivíduo participação no poder. Exigem ao Estado uma atividade de abstenção. Tratam-se dos Direitos Civis e Políticos. Estes direitos são: direito a vida, a liberdade, à propriedade, a igualdade, a segurança. Vale ressaltar os Direitos Políticos (provenientes do ideal de liberdade e igualdade). 5. DIREITOS DE 2ª GERAÇÃO OU DIMENSÃO Surgem decorrentes das revoluções comunistas, anarquistas e socialistas que contestavam a situação deplorável ou miséria humana, na medida em que as promessas das revoluções liberais não foram concretizadas. São direitos que pretendem trazer a igualdade material a partir de uma intervenção direta das condições reais de existência, desta forma, defendem a intervenção estatal como forma de reparar as injustiças sociais. Surge o entendimento do homem como ser social (sociedade). Tais direitos exigem ainda o alargamento da competência estatal para que o Estado concretize direitos por meio de obrigações de fazer, denominadas políticas públicas. São representantes das classes dos direitos econômicos, sociais e culturais (direito a alimentação, saúde, moradia, educação, assistência social, aposentadoria, além dos direitos dos trabalhadores). Algumas das características mais importantes dos direitos humanos são: ● Os direitos humanos são fundados sobre o respeito pela dignidade e o valor de cada pessoa; ● Os direitos humanos são universais, o que quer dizer que são aplicados de forma igual sem discriminação a todas as pessoas; ● Os direitos humanos são inalienáveis, e ninguém pode ser privado de seus direitos humanos; eles podem ser limitados em situações específicas. Por exemplo, o direito à liberdade pode ser restringido se uma pessoa é considerada culpada de um crime diante de um tribunal e com o devido processo legal; ● Os direitos humanos são indivisíveis, inter-relacionados e interdependentes, já que é insuficiente respeitar alguns direitos humanos e outros não. Na prática, a violação de um direito vai afetar o respeito por muitos outros; ● Todos os direitos humanos devem, portanto, ser vistos como de igual importância, sendo igualmente essencial respeitar a dignidade e o valor de cada pessoa. A nacionalidade O conceito de nacionalidade está relacionado ao pertencimento de determinada pessoa a uma nação. Ou seja, significa que essa pessoa compartilha uma série de vínculos históricos e culturais com um grupo de pessoas. Os requisitos para definir a nacionalidade dependem da lei de cada país, e em geral se dividem por local de nascimento — o “jus solis”, que atrela o território à nacionalidade — ou por descendência — o “jus sanguinis”, que atrela o “sangue” à nacionalidade, ou seja, não importa onde a pessoa nasceu, mas de quem é filha. A cidadania uma pessoa pode ser nacional de um país, mas não cidadã daquele país. Isso porque a cidadania, ao contrário da nacionalidade, é um vínculo político entre uma pessoa física e uma pessoa jurídica do direito internacional, o Estado. Ao ser cidadã, a pessoa passa a ter direitos políticos — como o voto, por exemplo — e deveres — como o alistamento militar obrigatório para homens no Brasil. .