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Plano de Aula: Membranas celulares I: funções e estrutura. 
FUNDAMENTOS DE BIOLOGIA - SDE3894 
Título 
Membranas celulares I: funções e estrutura. 
Número de Aulas por Semana 
Número de Semana de Aula 
4 
Tema 
Membranas celulares I: funções e estrutura. 
Objetivos 
Entender a organização celular. 
Estudar a composição da membrana plasmática. 
Compreender a importância dos fosfolipídeos para a arquitetura da membrana plasmática. 
Avaliar a participação das proteínas na constituição celular. 
Abordar sobre os níveis de organização do corpo humano. 
Estrutura do Conteúdo 
Aspectos que devem ser discutidos na aula: 
Unidade 2: Estudo da Membrana Celular 
4.1 Membrana celular: os limites físicos celulares; as relações célula -célula. 
As células são delimitadas por uma membrana que separa o meio intracelular do extracelular, sendo essa 
designada membrana plasmática. 
Nas células eucariontes a membrana plasmática delimita o núcleo e também as organelas 
citoplasmáticas. 
4.2. Estrutura e composição química da membrana celular. 
O conhecimento das biomoléculas na composição da membrana plasmática, apontando que essa 
membrana é composta por três tipos de biomoléculas: lipídeos, proteínas e carboidratos. 
Mostrar como essas biomoléculas se arranjam para formar a estrutura da membrana plasmática. 
Os fosfolipídios são encontrados em grande quantidade e formam a estrutura da membrana formando a 
bicamada e promovendo fluidez da membrana devido aos seus movimentos e pela distribuição das 
proteínas. 
A importância funcional de cada biomolécula na membrana plasmática. O principal componente da 
estrutura da membrana plasmática: o fosfolipídeo. 
O grupo de lipídeos que forma a estrutura básica da membrana: glicerofosfolipídeos, esfingofosfolipídeos 
e glicolipídeos. 
Os diferentes tipos de fosfolipídeos que se organizam de forma assimétrica ao longo da bicamada lipídica 
da membrana, na qual a fosfatidilserina, fosfatidiletanolamina e fosfatidilinositol, com cargas negativas 
estão, na maioria, voltadas para o citoplasma, enquanto que os glicolipídios, a fosfatidilcolina e a 
esfingomielina são mais frequentes na superfície da membrana, em contato com o lado externo da célula. 
A característica em comum dos fosfolipídeos: uma cabeça hidrofílica (polar) e caudas hi drofóbicas 
(apolares), sendo anfipáticos, e que dessa forma, se organizam na forma de micelas, lipossomos e 
formam uma bicamada lipídica quando entram em contato com a água, sempre com as porções polares 
voltadas para fora e as porções apolares voltadas para dentro, formando o interior hidrofóbico da 
membrana. 
O colesterol interferindo na fluidez da membrana plasmática, a deixando menos fluida, portanto, com 
maior estabilidade. 
As diferentes funções das proteínas da membrana como: transporte de moléculas e íons, adesão celular, 
comunicação entre as células devido à presença de receptores celulares e atividade catalítica. 
As classificações das proteínas de acordo com a sua posição na membrana, extrínsecas ou periféricas, 
intrínsecas ou integrais, particularmente, as proteínas integrais transmembranares que são assim 
chamadas por atravessarem completamente a bicamada lipídica. 
As proteínas integrais transmembranares em unipasso e multipasso, que atravessam totalmente a 
membrana uma vez ou mais vezes, formando alças expostas em uma das faces da membrana, 
respectivamente. 
Os carboidratos que estão localizados na superfície externa da membrana plasmática, covalentemente, 
ligados com proteínas e lipídeos formando, respectivamente, as glicoproteínas e glicolipídeos, que 
passam formar a extensão externa da membrana chamada de glicocálice ou glicocálix. 
Os carboidratos da membrana variam de acordo com o tipo celular, a atividade funcional da célula e a 
localização na membrana na célula. 
É importante destacar nesta aula que o corpo humano é formado por uma quantidade enorme de células. 
As células são consideradas a menor parte dos organismos vivos, sendo, portanto, elementos estruturais 
e funcionais. 
O corpo humano é pluricelular (várias células). É constituído de 10 tril hões de células que trabalham de 
maneira integrada, donde cada uma possui uma função específica, a saber: nutrição, proteção, produção 
de energia e reprodução. O professor deverá enfatizar que o corpo humano é constituído por diversos 
tipos de células; são aproximadamente 130 tipos que se distinguem mediante suas formas e funções 
específicas. O agrupamento de células forma os tecidos. As células em maior quantidade no corpo 
humano são as células epiteliais, aquelas que envolvem o corpo e os órgãos. 
Portanto, é interessante abordar que Ao estudar o corpo humano, podemos analisá -lo por meio de 
diferentes níveis de organização. Podemos estudá-lo analisando os sistemas do corpo ou então seus 
tecidos e até mesmo suas células. Conheceremos a seguir os diferentes n íveis hierárquicos de 
organização do corpo humano. Inicialmente devemos lembrar que toda matéria viva é composta por 
partículas denominadas de átomos. Esses átomos podem combinar-se e formar moléculas, tais como a 
da água. 
As diferentes moléculas orgânicas formam as chamadas organelas celulares, que, por sua vez, formam 
as células, estruturas consideradas a unidade funcional dos seres vivos. Todos os seres vivos são 
formados por células, com exceção apenas dos vírus, que muitos autores não consideram seque r como 
formas de vida. Existem seres formados apenas por uma célula, enquanto outros possuem uma infinidade 
dessas estruturas, como é o caso dos humanos. 
Células iguais, unidas e desempenhando a mesma função são chamadas de tecidos. O tecido nervoso, 
por exemplo, é formado por células especializadas na propagação de impulsos nervosos. Já o tecido 
muscular é responsável pela contração e realização de movimentos, enquanto o tecido ósseo garante 
nossa sustentação. Percebe-se, portanto, que diferentes grupos de células atuam juntos para promover 
uma determinada função. 
Os tecidos podem estar organizados em órgãos. Os ossos, por exemplo, são órgãos formados 
principalmente por tecido ósseo. Já o coração é formado basicamente por tecido muscular. 
Os órgãos, por sua vez, podem estar interligados para desempenhar uma função maior, formando, assim, 
os sistemas. Os órgãos do sistema digestório, por exemplo, possuem diferentes funções, porém todos 
juntos atuam na captação dos nutrientes presentes nos alimentos. O mesmo acontece com os órgãos do 
sistema respiratório que atuam para garantir a captura eficiente de oxigênio e a liberação de gás 
carbônico. 
Por fim, esses sistemas estão todos interligados por um bem maior, que é o funcionamento do nosso 
organismo como um todo. Sendo assim, o organismo pode ser definido como um conjunto de sistemas. 
De maneira resumida, podemos representar os níveis hierárquicos de organização do corpo humano da 
seguinte forma: 
Átomos - Moléculas - Organelas - Células - Tecidos - Órgãos - Sistemas - Organismo 
Aplicação Prática Teórica 
1) (PUC-PR) No início da década de 1970, dois cientistas (Singer e Nicholson) esclareceram 
definitivamente como é a estrutura das membranas celulares, propondo-se o modelo denominado 
mosaico fluido. Neste conceito, todas as membranas presentes nas células animais e vegetais são 
constituídas basicamente pelos seguintes componentes: 
a) Ácidos nucleicos e proteínas. 
b) Ácidos nucleicos e enzimas. 
c) Lipídios e enzimas. 
d) Enzimas e glicídios. 
e) Lipídios e proteínas. 
 
2) A membrana plasmática é um revestimento relativamente fino que envolve a célula. De acordo com o 
modelo do mosaico fluido, essa estrutura é constituída por: 
 
a) uma dupla camada proteica onde estão mergulhados lipídios. 
b) uma camada proteica onde estão mergulhados carboidratos. 
c) uma dupla camada de fosfolipídeos