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Aula 09

Disciplina:Psicologia do Ensino e Aprendizagem36 materiais165 seguidores
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Au l a 09 De se nvolvimento Bioss oci al na Ad ole scênci a
caracte ri zar e co mpreen de r o de senvol vi me nto bios soci al na adoles cê ncia.
A adole scência é fase de transi ção da infânci a para a vida adulta e marca o início da pube rdade, de nomi nada por
Piaget de Pe ríodo das Ope raçõe s Formai s.
É um pe o do aci de ntado, poré m rápi do. A adaptação às mudanças pode se r d if ícil e de sgastante.
Embora não devamos caracte riz ar esse pe odo como se ndo um pe odo de proble mas, todos os adol escentes
passam por momentos de di fi culdade s, conf usõ es, i rri tação e até de pre ssão. Al guns come tem ri o s de sliz es em
busca d a maturidade . Mas e ssas mud anças que caus am tantas difi culd ade s, també m prod uze m e ntus i asmo, de safios
e cre scimentos.
“A adole scê ncia, e m todas as socie dad es indu stri ais e a o l ongo de todo e ste cu l o, consti tui um pe od o da vi d a
che io de opo rtuni dad es e ri scos” ( LEFFERT & P ETERSEN , 1995. apud BERGER, 200 3, p.244) .
E Be rger (2003, p.244) comp l e me nta: “O ris co é re al , mas a mai ori a d os adol esce nte s aprove i ta a oportu ni dade ”.
É bo m l embrar que grande parte dos probl emas na adol escê nci a, são mai s proble máti cos para os adul tos que
conv ivem com os adol escentes, do que para ele s em si . As mudaas ocorri das no in íci o da adol escê nci a são
unive rsai s, mas sua expre ssão vari a de acord o com o gêne ro, genes, ali me ntação e tc.
A pube rdade é o pe od o i ni ci al da adole scê n ci a, de pi do de se nv ol vi me n to físi co e sexual . A id ade e m que a
pube rdade come ça pode se r infl ue nci ada pelo se xo, ge ne s e ti po físi co. As meninas e as cri anças mai s gordas
atin ge m a pube rdade ante s dos meni no s e das cri anças mais magras.
A se gui r, vamos ve r as mudan ças oco rri das nas meninas e nos meninos.
Nas me ninas as mudanças mai s si gnifi cativas no período da puberdade o:
surto de cre sci me nto;
cre sci me nto do s se i os ;
apare cime n to dos pe los pubi anos;
cre sci me nto na al tura;
al argamento dos quadris;
pri mei ro cicl o me nstrual .
Nos meninos as mudanças são:
apare cimento d os pel os pub i an os;
cre sci me nto do s testícul os e do pê ni s;
pri mei ra ejacul ação;
surto de cre sci me n to;
cre sci me nto da b arba;
e ngrossamento da voz.
A maturão s ex ual ge ral me nte se con cl ui 3 ou 4 anos após o i níci o da pube rdade . Essas mu danças são provocadas
por uma sequê n ci a i nvi síve l de produ ção de hormôni os.
Al gu ns fatores i nte rfe re m na pr odução de hor ni os.
A i nf luênci a ge né tica é vi sível na menarca, que é o p rimeiro pe odo me n strual das me ni nas ( ocorre e ntre 9 e 18
anos), visto que a i dade da me narca da filh a está rel acionada com a i dade da me narca d a mãe.
sico - Os i ndi v íduos mai s bai xos ten de m a e ntrar na pube rdad e mai s cedo. O in íci o se correl acio na com o acúmulo
de gordura em ambos os se xos, embora mai s ev identes n as me ninas. Me ni n as com pou ca gordura no co rpo te ndem
a me nstruare m mai s tarde .
Crianças s ob e stre sse te nde m a cre sce r mais l entame nte . Os homens e as mulhere s adul tas tamm são menos
propensos a p roduzi rem e spe rma vi vo e óvulos fé rtei s quando e s tão sob estre sse.
O surto de cresci me nto é um sal to súb ito, de se quilibrado e i mpre vi síve l no tamanho de quase todas as partes do
corpo, que parte das ex tremidades para o ce n tro.
Os ded os das mãos e pé s dos adole sce nte s fi cam mai s lon gos ante s das mãos e dos pé s , contudo as mãos e os pés
cre scem ante s dos bros e as pe rnas. O tro nco é o úl ti mo a cre sce r.
Os ossos cre scem, as cri an ças se ali me n tam mai s e ganham pe s o com mai s rapi de z do que ante s, para forne ce r
e ne rgi a às mudanças que es tão o correndo. Com is so, a gordura come ça a acu mul ar. O surto de cres cimento na
al tura oco rre l ogo as o i nício do aume nto de pe so, que i man do um pou co da gordura armaze nada.
Em se gui da, te m o cre sci me n to muscul ar, que vai ocupando os e spaços de gordura quei mada.
Umas das ú l ti mas parte s do co rpo a assumi r forma fi nal é a cabe ça. As orel has, l ábi os e nari z cre scem antes do
crânio , às ve ze s dando uma aparê ncia i rregul ar, que incomod a o s adol esce nte s.
Enquanto o tro nco cre sce, os órgãos i n te rnos, també m. Os pule s aume ntam de tamanh o e capacidade .
O coração d obra d e tamanho e o ri tmo cardíaco di mi nui , aumentando o volume total de sangue.
Essas mudanças aumentam a resi stê nci a físi ca tornando possível aos adole sce nte s exercícios que exij am mui to
f ôle go co mo correr qui lôme tros ou dançar du rante horas, se m de s cansar.
Iss o exi ge dos educadore s ate nção e ori entação aos adole scen tes, para ve rif i car se os ex e rcíci os f ísi cos praticados
por e le s são apropri ado s ao pe so, al tura, a f i m de ev i tar a ex austão e as le sões.
Essas mudanças orni cas exi ge m aume n to de sono, be m como modi fi car ci clos di a- noi te . Mui tos adoles ce nte s
se nte m ne cessi d ade de dormi r de di a e fi car ac ordados a noi te .
Para al i mentar o cre scimento da puberdade , os adolescente s têm uma demanda nutri cional aume ntada e m
termos de vi taminas e mi ne rais, al é m de calorias mai s do que e m qual que r outro período da vida. Sal em
e xcesso, pouco fe rro e insufi ciê nci a de le gume s e ve rduras são probl e mas comuns. ( BERG ER, 2003, p.2 60)
adole scê n ci a é um pe od o de muitas transf ormaçõe s .
A adole scê n ci a é um pe od o saudáve l. Embora as doe nças se j am raras, os adole sce nte s e stão suje i tos a ris cos de
saúde de outras nature z as, tai s co mo: doenças s ex ual me nte trans mi ssívei s, gravi de z pre coce i nde se j ada, sui di os,
del inquê nci as, se quel as de abuso sex ual , consumo ex cessi vo de ál cool, f umo e outras drogas que ins pi ram cui dados
e orie ntaçõe s dos educadore s: pais e professore s.
Os adolesce nte s são me no s prope nso s a doe nças respi ratórias, por que o sistema l inf áti co, que i nclui as agdal as e
as ade noi de s, dimi nui de tamanho . Po r ou tro l ado as gl ândul as sebáceas, sudoríparas e odoríferas da pe le tornam -se
mai s ati vas, te ndo co mo con se quênci as a acn e, a ole o si dade do cabe lo e o odor mai s inte nsi fi cado do corpo. O glob o
ocul ar se al onga, acarre tando mi opi a em mui tos adoles ce nte s.
As pidas mudanças corporais ex i ge m combu stível e m fo rma de cal ori as , be m como vi tami nas e mine rai s
adi cion ais .
As mudanças fisiol ógi cas da pub e rdade tornam inevi v el uma revi são da imagem corporal dos adol escen te s.
Os adoles ce nte s pre ci sam gostar do se u corpo. Se e le tem uma autoi mage m ne gati va pode te r u m f orte i mp acto na
autoestima. Em conse q uê nci a dess e i nte nso foco na aparê ncia f ísi ca, mui tos adol e sce n te s passam horas na fre nte do
e spelh o, pre ocupando- se com se u pe n te ado, a f orma d o rosto, o je i to da roupa e tc.
É e vi de nte que a mane ira como um de termi nado adolescente re sponde às mudaas no se u corpo depe nde de
muitas coisas, incl usi ve do conhecime nto do que e stá acontecendo; de conversar com os pais e com os cole gas
sobre puberdade ; do ritmo do amadurecimento sexual e m re lação a outros do grupo de col e gas; e dos valore s
culturais mais amplos no que diz re spe ito à maturão se xual. Em algumas culturas, por e xe mplo, a menstruação
é anunci ada, com rituai s el aborados, quando a jovem e ntra na vi da adulta. ( ...) (BERGER, 200 3, p.251)”
No mome nto em qu e a cri ança está conf ortável com as mud anças f ísi cas da pube r dade e se u i mp acto psi col ógi co, o
abuso se xual na adole scênci a pode se r d anoso. Se us e fei tos de pe nd em mui to da nature za do abuso.
Ab uso sex ual é qual qu e r si tuação que a pess oa se env ol va com outra e m atividade sex ual , ve rbal ou f ísi ca sem que
e sta úl tima te nh a d ado se u li vre conse nti me nto.
O adole sce nte sex u al me n te mol estado po de se tornar de pri mi do, vi ci ado e m drogas ou agre s sor s ex ual , també m.
O uso abusi vo de ál cool, fumo e outras drogas é capaz de pre j udi car o be m estar do usuári o , e m te rmos bi ol ógi cos
ou psi cos soci ais. O víci o e m drogas oco rre quando a pe ss oa de se j a uma quantidade maior d e uma droga para se
se nti r físi ca ou psi co l ogi came nte be m.
O víci o e o uso e m e x ce ss o traze m mui tas complicaçõe s, inclus ive a morte . O uso ou a expe ri me ntação de drogas
ocorre com a mai or p arte dos adole sce n te s, e quase todos el es s abe m como obte r ci garro, beb i da al coól i ca e outras
drogas.
“O u so ou a expe ri me ntação de drogas ocorre co m a mai o ri a dos ado le sce nte s , e quase todos ele s sabe m co mo
obte r cigarro, beb ida alcoól i ca e outras drogas. (.. .) O v ício, pri ncip almente e m cigarros, é um ri sco que pare ce se r
sube s ti mado pel a socie dade e pel os próprios adol esce nte s. Não obstante , leis , l embranças e ati tudes p ode m e têm
se modifi cado de ge ração em ge ração, de modo que o us o de drogas pe l a co rte se guinte pode se r si gni fi cativame nte
red uzi do ou aume ntado, de pe nde ndo do conte xto s ocial ”. (BERGER, 2003, p.260)
nte se - Ne sta aul a v ocê pôde es tu dar as caracte sti cas d o de se nvol vi mento bi osso c i al da A dolescê ncia, e tapa
de nominada po r Pi age t de Pe od o das Ope raçõ es Formais .
V i u que a pube rdade é o pe odo ini ci al da adol escê nci a, de pido de senvol vi me nto físi co e sex ual , re sul tando
numa pe ss oa de tamanho , forma e pote nci al sex ual de um adul to . Embora as mudanças ne sta etap a s ej am
unive rsai s, sua expre ssão v ari a de acordo com o ne ro, gene s, ali me ntação etc.
No tou que a maturão sex ual ge ralmente se con cl ui 3 ou 4 anos após o icio da pube rdad e.
Obse rvou que as mud anças fi si ol ó gi cas da p ube rdade tornam i ne vi tável uma re vi o da i mage m corporal dos
adole sce n te s.
Pe rce be u qu e a adole scênci a é um pe odo saudáv el . Embora as doen ças sejam raras, os adoles centes es o sujeitos
a ri scos de saú de de outras nature zas tais como: d oe nças sexu alme n te transmi s síve is, gravi de z precoce inde se j ada,
sui cídi os , del inquê n ci as, se quelas de abuso sex ual , co nsumo ex ce ssi vo de ál cool, f umo e outras dro gas.
Ao fi nal dess as ref lex õe s , concl u ímos, que grande ne ce ssi dade de ed ucação, consel ho e orien tação aos jove ns e m
rel ão à sua s d e que afe tam o de se nvol vi me n to da maturi dade.
Os pais, educadore s e profis si onai s da áre a d a s d e de ve m e star p re parados para i nformar, edu car, aux il i ar e m
õe s de prev enção a problemas comuns tai s co mo: gravi de z pre coce, doe n ças se x ual me nte transmi ssívei s, aborto,
abuso se xual, sui di o , e n tre outros.