Prévia do material em texto
1 SUMÁRIO 1. As quatro funções administrativas: planejar, organizar, dirigir e controlar 2 2. Administração pública .............................................................................. 6 2.1 Normas que são alicerces ....................................................................... 7 3.Eficiência e democracia na Administração Pública ...................................... 10 4.UM BREVE HISTÓRICO DAS TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO: TAYLOR, FAYOL E WEBER ..................................................................................................... 15 5.Habilidades, Competências e Papéis do Administrador .............................. 18 6.Teoria das Relações Humanas .................................................................... 19 7.Liderança ..................................................................................................... 20 7.1 Estilos de Liderança .............................................................................. 21 8.Teoria Comportamental ............................................................................... 21 9.Necessidades de Maslow ............................................................................ 22 9.Como aplicar na prática? ............................................................................. 24 10.Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal ...................................................................................................................... 29 10.1Seção II Dos Principais Deveres do Servidor Público .......................... 31 10.2Seção III Das Vedações ao Servidor Público ....................................... 33 CAPÍTULO II Das Comissões de Ética ....................................................... 34 11.BIBLIOGRAFIA .......................................................................................... 41 2 1. AS QUATRO FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS: PLANEJAR, ORGANIZAR, DIRIGIR E CONTROLAR Fonte: pt.slideshare.net À parte das funções que acabamos de listar, o que define um administrador? Ele é a pessoa responsável pelos resultados da organização, e não somente quem delega tarefas a subordinados. Quanto maior a empresa, claro, mais complexo é o trabalho do administrador, porque dependerá de mais pessoas para alcançar esses resultados. Essa complexidade significa, também, que é necessário mais do que apenas executar e dar ordens para conduzir a empresa. É necessário planejar, organizar, dirigir e controlar. Um bom administrador é aquele que tem um equilíbrio entre essas quatro funções – pode ser mais forte em uma, mas não deixa de dominar as demais. Credita-se essa divisão à Teoria Clássica da Administração, criada pelo engenheiro francês Jules Henri Fayol. Em seu livro Administration industrielle et générale (Administração industrial e geral), editado em 1916, ele falava em prever, organizar, comandar, coordenar e controlar. 3 Hoje, costuma-se agregar comandar e coordenar na categoria dirigir, enquanto prever é o mesmo que planejar. Mas o que significa cada uma dessas funções? Vejamos a seguir Planejar significa estabelecer os objetivos da empresa e por quais caminhos se chegará a eles. Afinal, nenhum projeto é feito no improviso. Ele é antes pensado e discutido, ou seja, planejado, e depois comunicado aos demais funcionários envolvidos. Além de questões internas da empresa, deve-se levar em conta, na hora de planejar, os cenários futuros do mercado. Ao contrário do que muitos podem pensar, o planejamento não envolve apenas intuição do administrador. Ele precisa, primeiramente, estudar bastante o mercado e tentar embasar as suas projeções o máximo possível. Claro que um profissional experiente ou intuitivo terá melhor capacidade de interpretar os dados, mas o estudo é sempre o ponto de partida do planejamento. Organizar é como colocar em prática tudo aquilo que foi planejado. Organizando os recursos da empresa. Ou seja, definir de que maneira o projeto será feito e distribuí-lo entre os departamentos e profissionais correspondentes. Aí, entra em jogo a produtividade e eficiência, isto é, fazer o trabalho no menor tempo e com o menor desperdício possível – sem prejudicar a qualidade de entrega, é claro. Para essa função, obviamente, o administrador precisa de uma ótima capacidade de organização – individual e coletiva. Visão sistêmica e um bom conhecimento sobre os processos produtivos do setor da empresa também são características essenciais. Dirigir significa liderar. Ou seja, a capacidade de mobilizar os recursos humanos para que os resultados desejados sejam alcançados. Aqui, não estamos falando apenas de distribuir as tarefas, mas sim de influenciar e motivar os funcionários da empresa de maneira positiva. Muitos administradores que são brilhantes nas outras três funções deixam a desejar nessa. É por isso que você já deve ter ouvido falar que nem todo administrador é um líder. Para liderar, você vai precisar, sobretudo, de muita inteligência emocional, que é a capacidade de perceber as 4 emoções dos outros e comunicar as suas. É uma questão de fazer o possível para manter os funcionários satisfeitos coletivamente, sem prejudicar as finanças da empresa Planejar você planejou, organizou e delegou as tarefas aos seus empregados. Isso tudo não é garantia de que, na prática, o trabalho será bem executado e dará os resultados previstos. Para isso, existe o controle. Ele envolve a criação de padrões de desempenho, medição do desempenho atual, a comparação entre o desempenho padrão e o atual e as possíveis ações corretivas para redirecionar os esforços no caminho dos objetivos inicialmente traçados. Para controlar a empresa, ajuda muito ter uma boa capacidade de análise, mas, assim como no planejamento, é fundamental se basear em números. Quanto mais indicadores técnicos você tiver, melhor condição terá de fazer uma avaliação fidedigna da situação da empresa. Mas lembre-se que a frieza dos números também pode enganar – use a sua capacidade de observação para interpretar as planilhas. Fonte: carla-administracao.blogspot.com.br Assim como há administradores que não têm perfil de liderança, , há aqueles que sabem liderar e cativar como poucos a sua equipe, mas não têm organização o 5 suficiente para colocar os projetos planejados em prática. Ou então sabem organizar a produção muito bem, mas sofrem no controle, pois não sabem estabelecer e comparar parâmetros para saber se está tudo certo. O que isso quer dizer é que não adianta ser um gênio em uma função e um fracasso na outra. Portanto, procure trabalhar cada uma dessas capacidades para dar à sua empresa a estabilidade que ela precisa. Quando estivermos falando na gestão financeira da empresa, as atribuições do administrador podem ser divididas de uma maneira diferente, quanto à linha do tempo. Nesse caso, seriam três funções: monitorar, controlar e planejar, que correspondem a passado, presente e futuro, respectivamente. Entenda: Passado o monitoramento inclui a análise de informações financeiras, a preparação e análise de relatórios e o reporte financeiro. Isso tudo está contemplado na função de “controlar” que vimos anteriormente. Mas, aqui, fazemos referência à avaliação de resultados financeiros que já aconteceram. Presente nessa divisão de funções do gestor financeiro estão as tarefas de definir a política de gastos, os responsáveis pelo dinheiro da empresa e quando cada um que lida com dinheiro pode gastar. Futuro por fim, o futuro, que trata dasmesmas questões que a primeira função da administração segundo a teoria clássica de Fayol: planejar. O administrador precisa olhar para a frente para analisar os objetivos da empresa, prever as necessidades financeiras e pensar de onde virá esse dinheiro – de receitas, empréstimos, investidores? Prepare-se E você, já sabe planejar, organizar, dirigir e controlar? Agora que você já entendeu o que cada atribuição significa, está na hora de fazer uma boa autoanálise para identificar se você deixa a desejar em alguma delas. Lembre-se de que o administrador ideal tem um perfil equilibrado. A partir daí, desenvolva o que pode melhorar sem deixar de aproveitar seus pontos fortes. 6 2. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Fonte: blog.projetoexamedeordem.com.br A procuradora aposentada do Estado de São Paulo e professora titular de Direito Administrativo da Universidade de São Paulo (USP), mestra e doutora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, conceitua administração pública em dois sentidos: “Em sentido objetivo, material ou funcional, a administração pública pode ser definida como a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve, sob regime jurídico de direito público, para a consecução dos interesses coletivos. Em sentido subjetivo, formal ou orgânico, pode-se definir Administração Pública, como sendo o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício da função administrativa do Estado”. Com base neste conceito, podemos entender que a administração pública municipal, em sentido material, é administrar os interesses de 7 sua população; e em sentido formal, é o conjunto de entidades, órgãos e agentes que executam a função administrativa do município. A Administração Pública Municipal pode ser dividida em direta e indireta. A direta é composta por órgãos ligados diretamente ao poder municipal. São os próprios organismos dirigentes e suas secretarias municipais. Nesse caso, os órgãos não possuem personalidade jurídica própria, patrimônio, nem autonomia administrativa. A administração indireta é composta por entidades com personalidade jurídica própria, criadas para realizar atividades do Município de forma descentralizada. A criação de entidades da Administração indireta é de iniciativa privativa do Poder Executivo, seja Federal, estadual ou Municipal. 2.1 Normas que são alicerces Fonte: br.pinterest.com O livro “Vocabulário Jurídico”, de Plácido Silva, ensina que “princípios, significam as normas elementares ou os requisitos primordiais instituídos como base, como alicerce de alguma coisa. Revelam o conjunto de regras ou preceitos, que se 8 fixam para servir de norma a toda espécie e ação jurídica, traçando, assim, a conduta a ser tida em qualquer operação jurídica”. Com o objetivo de fornecer à Administração Pública orientação na ação do gestor na prática dos atos administrativos e a garantir a boa administração na correta gestão dos negócios públicos, a Constituição Brasileira definiu cinco princípios básicos, a saber. Legalidade: “Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” – este é o conceito básico do princípio da Legalidade. A atuação da Administração Pública deve observar estritamente termos da lei, não sendo admitida nenhuma outra forma, ou seja, somente fazer o que a lei permite ou determina. Segundo este princípio, os gestores municipais não podem fazer o que bem entende- rem na busca do interesse público. Entende-se por “lei”, todos os atos normativos primários que tenham o mesmo nível de eficácia da lei ordinária. Exemplo: Medidas Provisórias, Resoluções, Decretos legislativos. Impessoalidade a administração pública deve manter-se numa posição de neutralidade em relação aos administrados, ficando proibida de estabelecer qualquer espécie de discriminação ou favorecimento tratando somente do interesse público, nos termos da legislação. Impessoalidade para ingressar na Administração Pública; na contratação de serviços ou aquisição de bens; na liquidação de seus débitos; são alguns exemplos de como deve ser aplicado este princípio. Moralidade: obrigação do administrador público de observar, não somente a lei que condiciona sua atuação, mas também, regras éticas extraídas dos padrões de comportamento designados como moralidade administrativa (obediência à lei). Em resumo, este princípio, trata da probidade administrativa. Assim, atos que importem em enriquecimento ilícito ou utilização em obra ou serviço particular, de veículos, materiais ou equipamentos públicos; que prejudiquem o erário, como aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao do mercado; que atentem contra os princípios da Administração: fraude à licitude de concurso público; são exemplos de improbidade administrativa. Publicidade A Administração Pública tem o dever de manter plena transparência de todos os seus comportamentos, inclusive de oferecer informações que estejam armazenadas em seus bancos de dados, quando sejam solicitadas, em razão dos interesses que ela representa quando atua. Essa publicidade atinge, assim, 9 os atos concluídos e em formação, os processos em andamento, os pareceres dos órgãos técnicos e jurídicos, os despachos intermediários e finais, as atas de julgamentos das licitações e os contratos com quaisquer interessados, bem como os comprovantes de despesas e as prestações de contas submetidas aos órgãos competentes. Existem exceções ao princípio da publicidade, tendo em vista que algumas informações devem permanecer em sigilo: informações que comprometam o direito à intimidade das pessoas; e informações de interesse particular ou coletivo quando imprescindíveis para a segurança da sociedade ou do Estado. Eficiência: A Administração Pública deve buscar aperfeiçoamento na prestação dos serviços públicos, mantendo ou melhorando a qua- lidade dos serviços, com economia de despesas. Assim, este princípio consiste na organização racional dos meios e recursos humanos, mate- riais e institucionais para a prestação de serviços públicos de qualidade em condições econômicas de igualdade dos consumidores. Além disso, o princípio da eficiência impõe à Administração Pública a persecução do bem comum, por meio do exercício de suas competências de forma imparcial, neutra, transparente e participativa. Além desses princípios, um prefeito deve observar também aqueles implícitos na Constituição: Isonomia: Promover o bem de todos sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação é o objetivo fundamental deste princípio. Este princípio é bem claro no art. 5º da Constituição Federal: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...” Motivação A Administração está obrigada a motivar todos os atos que edita, pois quando atua representa interesses da coletividade. É preciso dar motivação dos atos ao povo, pois ele é o titular da “coisa pública. Autotutela: É o poder da administração de corrigir os seus atos, revogando os irregulares ou inoportunos e anulando os ilegais, respeitados os direitos adquiridos e indenizados os prejudicados se for o caso. Assim, os atos da Administração Pública podem ser anulados por razões de ilegalidade ou revogados quando inoportunos ou inconvenientes. Continuidade – A execução de um serviço público não pode vir a ser interrompida. Assim, a Administração deve observar o princípio da continuidade da 10 prestação do serviço público. A greve dos servidores públicos, por exemplo, não pode implicar em paralisação total da atividade, caso contrárioserá inconstitucional.1 Razoabilidade – A prática de atos administrativos discricionários deve processar dentro de padrões estritos razoabilidade, ou seja, com base em parâmetros objetivamente racionais de atuação e sensatez. Outros princípios da Administração Pública, podem ser nomeados: licitação pública (que trataremos em capítulo especial deste guia), significa que as contratações ficam sujeitas, como regra, ao procedimento de seleção de propostas mais vantajosas para a Administração Pública; prescritibilidade dos ilícitos administrativos, ou seja, a obrigação de reparar danos ou prejuízos de natureza patrimonial, às vezes moral, que uma pessoa cause a outra; responsabilidade da administração, todo agente público que vier a causar um dano a alguém trará para o Estado o dever jurídico de ressarcir esse dano; participação, as formas de participação do usuário na administração pública; autonomia gerencial, orçamentária e financeira da administração pública poderá ser ampliada mediante contrato, firmado entre seus administradores e o poder público. 3.EFICIÊNCIA E DEMOCRACIA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Presente na retórica dos movimentos pela reforma do Estado, que se iniciam na década de 80 nos países anglo-saxões, particularmente nos EUA de Reagan e na Inglaterra de Thatcher, mas que se propagam para outros países, inclusive o Brasil a partir dos anos 90, a busca de maior eficiência da Administração Pública é um dos temas cruciais. Se em sua perspectiva inicial, estas reformas propunham o Estado mínimo, transferindo grande parte da prestação dos serviços públicos ao mercado sob o argumento de que a alocação dos bens seria nele muito mais eficiente, movimentos posteriores passaram a defender a sua reconstrução, em busca de um tamanho adequado e eficiente de Estado. Assim, em que pesem algumas divergências inconciliáveis entre essas duas perspectivas, no tocante a premissas, causas e soluções para os problemas 1 Texto extraído do link :http://www.cfa.org.br/servicos/publicacoes/guia-da-boa-gestao-do- prefeito/GUIA_PREFEITOS.pdf 11 vivenciados pelas administrações públicas, a preocupação com a eficiência das políticas e dos serviços públicos é um ponto comum. Após quase três décadas do início desse movimento de reformas, podemos afirmar que o objetivo da eficiência permanece presente, embora muitas iniciativas com tal intento tenham se frustrado. Fonte: www.editoraforum.com.br Hoje em dia, a eficiência é parte do escopo da Nova Gestão Pública que, de certa forma, é um modelo para onde convergiram preocupações, preceitos e objetivos presentes nos modelos anteriores de reforma do Estado, desde o gerencialismo puro, como descrito por ABRÚCIO (1998), até perspectivas mais democráticas de gestão, como descrito por TEIXEIRA (2001) ou PETERS (2005). Isto é, de forma geral, na retórica da Nova Gestão Pública encontram-se presentes os objetivos destinados à obtenção do equilíbrio fiscal, foco precípuo das reformas gerencialistas, assim como objetivos de promover maior competição política e de suprir as crescentes necessidades sociais, por meio de um Estado reconstruído. Para tanto, tais objetivos devem ser atingidos por meio de uma série de mudanças no modelo burocrático de administração e também na forma de inserção do Estado na sociedade e na economia que visam a mais democracia e mais eficiência. No tocante ao modo de inserção discute-se, e inequivocamente presencia- se em alguns casos, a ampliação do conceito de governo, por meio do reconhecimento 12 da existência de estruturas de poder, de produção e de prestação de serviços públicos, localizadas fora das estruturas formais de governo, como a sociedade civil organizada e a iniciativa privada. Fonte: Fonte: www.editoraforum.com.br Nessa nova estrutura de governança, a presença de tais atores não somente é reconhecida, mas compreendida como conveniente e até mesmo essencial ao desenvolvimento sócio econômico dos países, seja por meio da substituição das incumbências do antigo Estado produtor, pela maior participação na prestação de serviços públicos, ou ainda pelo exercício de uma cidadania mais ativa nos espaços públicos crescentemente criados. Assim, é diante deste referencial de ampliação do conceito de governo que o Estado brasileiro, por exemplo, adquiriu e continua adquirindo novos contornos por meio da privatização das empresas públicas, das concessões de serviços, da formação de parcerias público-privadas, da intensificação do movimento das ONG´s, dos processos de descentralização, e da ampliação e qualificação dos canais de transparência, de responsabilização e de democracia participativa. Em relação ao modelo de administração das organizações públicas, a década de 90 trouxe também uma série de questionamentos e redefinições, ao ponto de se 13 falar na superação do modelo burocrático, que seria então substituído por um modelo gerencial. Sobre isso, no entanto, cabe ressaltar que os valores burocráticos tradicionais, particularmente relativos ao reconhecimento da legitimidade democrática dos governantes eleitos e ao zelo inegociável pelos valores públicos, permanecem inequivocamente atuais e necessários, juntamente com a própria eficiência, que embora seja um dos objetos fundamentais das novas prescrições reformistas, já era, com nuances conceituais, característica presente na concepção clássica ou weberiana de burocracia. Entretanto, é importante reconhecer que o chamado Paradigma Gerencial, incluindo aqui seus diversos momentos (Gerencialismo Puro, Consumerismo e Public Service Orientation – ABRÚCIO, 1998) introduziu, de fato, importantes questões que devem ser harmoniosamente alinhadas àqueles valores: foco no cidadão, reforço dos elementos meritocráticos, flexibilidade e gestão por resultados são aspectos inovadores enfatizados pelo novo paradigma. O chamado foco no cidadão, isto é, a percepção do cidadão em toda a sua amplitude, abrangendo suas necessidades e demandas como usuário e cliente, como contribuinte e como ator político principal, e a busca do seu atendimento de modo inequivocamente preferencial e com qualidade, legitimando o próprio Estado, talvez seja a síntese dos preceitos introduzidos pela Nova Gestão Pública. Com relação às avaliações de desempenho, é fundamental resgatar e fortalecer os critérios de mérito para a ocupação, o exercício e a evolução nos cargos e funções públicas, de forma a substituir ou aperfeiçoar critérios como o de senioridade ou de avaliações de competência apenas na entrada do serviço público. Quanto à prestação dos serviços públicos, a burocratização dos processos administrativos, o apego excessivo às normas, o exercício assoberbado de controle sobre meios, características marcantes em processos ou setores de muitas instituições públicas, tornam imperativa a mudança em direção à maior flexibilidade na condução dos serviços e políticas públicas pelos gestores. Em relação à gestão com foco em resultados, principal prescrição da Nova Gestão Pública de interesse desse estudo, a ênfase recai sobre o uso eficaz da informação, o estabelecimento de indicadores de desempenho e, enfim, a preocupação constante com o monitoramento e a avaliação do efeito dos serviços e 14 políticas públicas visando ao aumento da eficiência, efetividade e “accountability” da gestão pública. Simultaneamente, torna-se condição essencial para o aumento da autonomia processual dos gestores e da flexibilidade dos processos públicos. 2 Enfim, democracia e eficiência são assim valores e desafiosque devem ser perseguidos, de forma simultânea e harmoniosa, pelos gestores públicos, conforme propugna a Nova Gestão Pública. Mas ao fim e ao cabo, ao que interessa a esse estudo, podemos dizer que estas iniciativas de mudança da forma de inserção do Estado na sociedade e no mercado e do modo de administração das organizações públicas estão buscando o aumento da eficiência na prestação dos serviços públicos. Ou seja, ainda que nas perspectivas mais recentes e politizadas, a NGP tenha incorporado a preocupação com uma maior competição política, com o aumento das possibilidades de accountability, tal ampliação democrática pode ser vista, também, como um meio ou um instrumento na busca da própria eficiência, decorrente dos benefícios potenciais das deliberações colegiadas e do maior controle e responsabilização dos agentes públicos. Finalmente, a presença de tais objetivos remete, necessariamente, a uma ênfase nas chamadas políticas públicas de gestão, aquele conjunto de funções administrativas destinadas a zelar pelo uso racional dos recursos, como informação, mão-de-obra e matérias-primas, por meio de políticas de planejamento e orçamento, logística e compras, gestão de pessoas, contabilidade de custos, sistemas de informação e estruturas organizacionais. Ou seja, uma vez que a chamada reconstrução do Estado (EVANS, 1997) propugna o aumento da capacidade do Estado de forma a torná-lo mais eficiente, a função gestão passa a ser sobremaneira enfatizada. 2 Texto extraído do link: www.planejamento.gov.br/secretarias/upload /Arquivos/.../tese_eduardogranha.pdf 15 4.UM BREVE HISTÓRICO DAS TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO: TAYLOR, FAYOL E WEBER Fonte: khasy020cno.weebly.com Por se tratar de uma atividade específica, e exclusiva do ser humano, o trabalho sempre foi uma preocupação na sociedade, sendo considerado questão fundamental após a Revolução Industrial, no séc. XVIII, conforme demonstram as teorias sociais e econômicas dos últimos duzentos anos. Entretanto, o estudo organizado sobre as formas de trabalho somente se iniciou no final do século dezenove. Frederick Winslow Taylor (1856-1915) é considerado o primeiro homem na história a estudar e analisar sistematicamente o trabalho. (DRUCKER, 1998). Taylor pesquisou formas de realizar tarefas com o menor tempo possível, utilizando-se de técnicas de seleção e treinamento. Do estudo que realizou sobre os tempos e movimentos, resultou a obra Princípios da Administração Científica (1911). A realização desses estudos o fez ser considerado o precursor da administração científica. Taylor propôs desenvolver uma ciência para cada elemento de trabalho, substituindo os métodos empíricos por métodos científicos. (TAYLOR, 1990). Na França, em período relativamente próximo, despontava o pensamento de outro personagem da administração: Henry Fayol (1841-1925). 16 Fonte: www.trabalhosescolares.net Com um estudo voltado para o processo administrativo, especialmente ao papel desempenhado pelos gerentes, Fayol defendia que “a administração é uma atividade comum a todos os empreendimentos humanos (família, negócios, governo), que sempre exigem algum grau de planejamento, organização, comando, coordenação e controle”. (MAXIMIANO, 2011, p. 72). Fayol faz distinção entre a função administrativa e as demais funções de uma organização, como produção, finanças e distribuição. Para tanto, o autor propõe cinco componentes para o desempenho dessa função: planejamento, organização, comando, coordenação e controle. Essa concepção deu origem ao ciclo administrativo. (MAXIMIANO, 2011). A constante preocupação de Fayol com as organizações o fez reunir seus estudos na obra Administração Industrial e Geral, na qual apresenta os principais elementos necessários à prática administrativa, além de enumerar quatorze princípios gerais de administração: divisão do trabalho; autoridade; disciplina; unidade de comando; unidade de direção; subordinação dos interesses particulares ao interesse geral; remuneração; centralização; hierarquia; ordem; equidade; estabilidade do pessoal; iniciativa; união do pessoal. (ARAUJO, 2011). 17 Fonte: www.prweb.com Os princípios definidos por Fayol (1970) não estão aliados à ideia de rigidez. Em matéria administrativa, conforme assevera o autor, nada é completamente rígido ou absoluto, pois: Quase nunca se aplicará o mesmo princípio duas vezes em condições idênticas: é necessário ter em conta circunstâncias diversas e variáveis, homens igualmente variáveis e diferentes e muitos outros elementos também variáveis. Tais princípios serão, pois, maleáveis, e suscetíveis a adaptar-se a todas as necessidades. A questão consiste em saber servir-se deles: essa é uma arte difícil que exige inteligência, experiência, decisão e comedimento. (FAYOL, 1970, p. 39). Com a análise de Fayol (1970) sobre a função administrativa, percebe-se que o ato de gerenciar uma organização formal envolve diversas variáveis, tais como o contexto econômico, social e político, o perfil dos atores envolvidos e a legislação vigente. Mesmo explorando métodos científicos, padronizados, é necessário que o gestor desenvolva capacidades adaptativas. No embate entre rigidez e método científico, destaca-se outro cientista: Max Weber (1894-1920). Ele propôs um modelo ideal de burocracia, fundamentado em três pilares: formalidade, impessoalidade e profissionalismo. (MAXIMIANO, 2011). O modelo burocrático weberiano foi bastante difundido na administração pública ao longo do século XX, entretanto, este modelo já 18 vinha sendo utilizado nas organizações religiosas e militares, bem como na administração pública, desde o século XVI, especialmente na Europa. (SECCHI, 2009). Para Weber, A burocratização oferece, acima de tudo, a possibilidade ótima de colocar-se em prática o princípio da especialização das funções administrativas, de acordo com considerações exclusivamente objetivas. Tarefas individuais são atribuídas a funcionários que têm treinamento especializado e que, pela prática constante, aprendem cada vez mais. O cumprimento do “objetivo” e das tarefas significa, primordialmente, um cumprimento de tarefas segundo regras calculáveis e “sem relação com as pessoas”. (WEBER, 2002, p. 151). Com a publicação do livro Economia e Sociedade, em 1922, após a morte de Weber, “as bases teóricas da burocracia foram definitivamente construídas”. (SECCHI, 2009, p. 351). Weber identificou o exercício da autoridade racional-legal nas organizações burocráticas e, baseado nos princípios do profissionalismo e da divisão racional do trabalho, estabeleceu a separação entre planejamento e execução. (SECCHI, 2009, p. 351). A revisão das teorias propostas por Taylor, Fayol e Weber contribui para compreender minimamente como está estabelecida a base administrativa das organizações, incluindo as educacionais. 5.HABILIDADES, COMPETÊNCIAS E PAPÉIS DO ADMINISTRADOR O Administrador bem sucedido é aquele que sabe combinar, na dose certa, suas habilidades e competências na gestão de um negócio. Mas, como vimos, não existe uma forma correta de administrar. Há, sim, formas diferentes de se atingir um objetivo. Assim, de uma organização para outra, o Administrador pode desempenhar diferentes papéis para obter os resultados de que aquela organização necessita. Habilidades do Administrador Existem três tipos de habilidades que o Administrador precisa desenvolver: Habilidade técnica: capacidade de usar procedimentos, técnicas e conhecimentos de um campo de especialização.Habilidade humana: capacidade de trabalhar com outras pessoas, motivá-las e entendê-las, seja como indivíduos ou como membros de um grupo. Habilidade conceitual: capacidade de coordenar e integrar os interesses e as atividades de uma organização; implica ver a organização como um todo e entender como a dinâmica das partes afeta as demais. 19 Todo administrador precisa dessas três habilidades, mas sua importância relativa depende principalmente do nível que o Administrador ocupa na organização. Ou seja, na medida em que se atingem os níveis mais altos da organização, diminui- se a necessidade de habilidades técnicas. No entanto, aumenta-se a necessidade de habilidades conceituais. Os níveis inferiores requerem habilidade técnica dos supervisores para lidar com problemas operacionais concretos e cotidianos. 6.TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS As Teorias da Administração Científica e Clássica tiveram uma contribuição inquestionável para a Administração e ainda hoje influenciam as organizações. No entanto, essas teorias tratavam apenas das tarefas, funções e estrutura das organizações. As pessoas, que são a essência delas, não foram tratadas ou lembradas por Taylor, Ford ou Fayol, dando uma visão simplista das organizações. Toda e qualquer organização precisa de pessoas para se manter e prosperar. A Teoria das Relações Humanas apresenta uma preocupação com essas pessoas e as relações entre elas. Para a Teoria das Relações Humanas, qualquer trabalhador exerce influência no comportamento organizacional e, ainda, influencia a qualidade, a produção e o desempenho da organização. Nesta unidade, você irá estudar os principais conceitos que influenciam o comportamento humano, a motivação das pessoas, a liderança, a comunicação e a diferença entre a organização formal e informal. Toda essa abordagem será indispensável para compreendermos as influências e a importância das pessoas nas organizações. Por meio das experiências do estudioso e psicólogo Elton Mayo (Experiência de Hawthorne), considerado o idealizador da Teoria das Relações Humanas, entenderemos como os grupos sociais possuem influência do desempenho e produtividade das pessoas. Estudaremos ainda a influência da motivação humana na Administração e a importância da liderança e da comunicação no desempenho das organizações. A Teoria das Relações Humanas surgiu como uma necessidade de humanizar e democratizar a Administração. Com o desenvolvimento das indústrias e os conceitos de Taylor, Ford e Fayol, as organizações ficaram informais, frias. As pessoas eram tratadas apenas como uma ferramenta para o processo produtivo. Os Administradores 20 daquela época não se preocupavam com os aspectos relacionados ao psicológico e social dos trabalhadores. Entendiam que, como eram bem remunerados, esses trabalhadores não precisavam de outras necessidades. Porém, estavam enganados, não acha?! As experiências e os trabalhos da Psicologia, da Sociologia e de outras áreas das ciências humanas vieram demonstrar os erros da abordagem clássica da Administração A Teoria das Relações Humanas dá ênfase nas pessoas que trabalham ou participam das organizações. A preocupação com a máquina, com o método de trabalho e com a organização formal cede espaço para a preocupação com as pessoas e os grupos sociais. 7.LIDERANÇA O administrador precisa conhecer a natureza humana e saber conduzir as pessoas, isto é, LIDERAR” (CHIAVENATO, 2004, p. 100). A liderança é o processo em que uma pessoa é capaz, por suas características individuais, de entender as necessidades da organização e obter o envolvimento e a participação dos colaboradores para alcançar os objetivos dessa organização. A liderança é necessária em todos os tipos de organização e pode assumir feições diferenciadas. A Escola das Relações Humanas propõe várias teorias que categorizam os tipos de lideranças adotados pelas empresas. Teoria de traços de personalidade. Algumas características marcantes dos líderes: Traços físicos: energia, aparência pessoal, estatura e peso. Traços intelectuais: adaptabilidade, agressividade, autoconfiança e entusiasmo. Traços sociais: cooperação, habilidades interpessoais e administrativas. Traços relacionados à tarefa: impulso de realização, persistência e iniciativa. Teoria sobre estilos de liderança Estilos de se comportar adotado pelos líderes: Liderança autocrática: o líder centraliza as decisões e impõe ordens ao grupo. Liderança liberal: o líder delega totalmente as decisões do grupo e não controla o comportamento dele, deixando-o à vontade. 21 Liderança democrática ou consultiva: o líder conduz e orienta o grupo e incentiva a participação das pessoas nas decisões. 7.1 Estilos de Liderança Autocrático: O líder fixa as diretrizes, sem qualquer participação do grupo. O líder determina as providências e as técnicas para a execução das tarefas, uma por vez, assim que se tomam as medidas necessárias e de modo imprevisível para o grupo. O líder determina a tarefa que cada um deve executar e também a de seu companheiro de trabalho. O líder é dominador e faz elogios e críticas ao trabalho de cada membro de forma individualizada. Democrático ou Consultivo: As diretrizes são debatidas e decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder. O próprio grupo esboça providências e técnicas para atingir o alvo, solicitando ao líder aconselhamento técnico e sugerindo alternativas. A divisão das tarefas fica a critério do próprio grupo e cada um escolhe com quem trabalhar. O líder procura ser um membro normal em suas atitudes e decisões. Ele é “objetivo” e limita-se aos fatos em suas críticas e elogios. Liberal: Há liberdade total para as decisões grupais ou individuais. A participação do líder é limitada, apresentando apenas materiais variados ao grupo e esclarecendo que poderia fornecer informações desde que o grupo as pedisse. A divisão das tarefas e escolha dos colegas fica a cargo do grupo. O líder não avalia o grupo nem controla os acontecimentos, apenas comenta as atividades quando perguntado. 8.TEORIA COMPORTAMENTAL A Teoria Comportamental da Administração, também chamada de Behaviorista (em função da palavra em inglês, behavior, que significa comportamento, conduta), coloca uma nova direção e um novo enfoque dentro da Teoria Administrativa: a abordagem das ciências do comportamento ao estudar a motivação humana (suas necessidades básicas), definir estilos de Administração e caracterizar as organizações como sistemas sociais cooperativos e sistemas de decisões. 22 Assim, a Teoria Comportamental se preocupa com os processos organizacionais, com o comportamento das pessoas na organização e com o comportamento organizacional como um todo. Pensando nisso, esta unidade aborda o estudo do comportamento humano por meio das contribuições da Pirâmide de Necessidades de Maslow, dos Fatores de Herzberg, da Teoria dos Dois Fatores de Gregor e dos Sistemas de Likert. O Administrador deve conhecer as necessidades humanas para compreender o comportamento humano e utilizar a motivação como meio para melhorar a qualidade de vida nas organizações. Por isso, é importante que você se aprofunde nesses conhecimentos e descubra a melhor forma para motivar as pessoas nas empresas. A Teoria Comportamental da Administração ou Teoria Behaviorista surge no final da década de 40 com uma redefinição dos conceitos anteriores e uma forte crítica à Teoria das Relações Humanas. A publicação de “O Comportamento Administrativo” por Herbert Alexander Simon (EUA), em 1945, marca o início da Teoria Comportamental,que dá ênfase ao comportamento das pessoas dentro do contexto organizacional. A Teoria Comportamental representa um desdobramento da Teoria das Relações Humanas, porém reformula alguns conceitos dos quais discordavam. Para a Teoria Comportamental, o Administrador deve conhecer as necessidades das pessoas, compreender o comportamento humano e motivar os funcionários. A Teoria Comportamental introduz ainda a ideia do Homem Administrativo, um homem que procura uma maneira possível para fazer algo e não a maneira ideal, excelente. Homem Administrativo: procura a maneira satisfatória de realizar as atividades e não a maneira ótima; contenta-se com aquilo que está ao seu alcance, o que pode ser feito, dentro de suas possibilidades. Ao tomar uma decisão, o Homem Administrativo não procura a melhor decisão, mas sim aquela adequada para o momento. (CHIAVENATO, 2011). 9.NECESSIDADES DE MASLOW Abraham H. Maslow, psicólogo e consultor americano, apresentou uma teoria da motivação segundo a qual as necessidades humanas estão dispostas em níveis, 23 numa hierarquia de importância e influência. Nessa Hierarquia das Necessidades (Pirâmide de Maslow), encontram-se cinco níveis de necessidades. Fonte: ramonkayo.com Necessidades Fisiológicas: Relacionadas com alimentação, sono e repouso, de abrigo e outras. Esse grupo de necessidades tem a ver com a sobrevivência do indivíduo e com a preservação da espécie. Necessidades de Segurança: Como o próprio nome diz, relacionadas à segurança, estabilidade, busca de proteção contra a ameaça ou privação, e fuga do perigo. Necessidades Sociais: Relacionadas à associação, participação, aceitação por parte dos companheiros, à troca, amizade, ao afeto e amor. Necessidades de Estima: Relacionadas com a maneira pela qual a pessoa se vê e se avalia. Envolvem a auto apreciação, autoconfiança, necessidade de aprovação social e respeito, de status, prestígio e consideração. Necessidades de Auto realização: Relacionadas às necessidades humanas mais elevadas que estão no topo da hierarquia; necessidades 24 de cada pessoa realizar o seu próprio potencial e de autodesenvolver- se continuamente (ser constantemente mais do que é ou vir a ser tudo o que pode ser). Várias pesquisas não chegaram a provar cientificamente a teoria de Maslow e algumas delas até a invalidaram. Contudo, a teoria de Maslow é suficientemente bem estruturada para poder oferecer um esquema orientador e útil para o comportamento das pessoas. 9.COMO APLICAR NA PRÁTICA? Nunca se esqueça de que a empresa é um ser vivo e dinâmico, em contínuo desenvolvimento e transformação. Cada empresa passa por um ciclo vital, uma espécie de ciclo de vida. Ela nasce, devolve-se, quando bem-sucedida, cresce e pode até morrer. Não a veja nunca como uma máquina constituída de engrenagens e arruelas. Ela não é um sistema fechado. Não veja sua empresa como um simples conjunto articulado e integrado de ativos tangíveis, ou seja, de recursos físicos, materiais e financeiros apenas. Sua empresa não é apenas um simples artefato ou uma coisa física feita somente de componentes materiais. Ela não é só um prédio, edifício ou um local físico. Ela é muito mais do que isso. Ela tem um DNA oculto e que você precisa desvendar e compreender. Na verdade, a empresa deve ser vista como um conjunto de competência sempre pronto, atualizado e disponível para ser aplicado à primeira oportunidade que surja, antes que os concorrentes o façam. E isso requer muitos e vários cuidados de sua parte. Em primeiro lugar, compreenda que os recursos físicos, materiais e financeiros são fundamentais, mas eles são estáticos, inertes, sem vida ou inteligência própria. Eles são importantes e indispensáveis, mas não chegam a constituir a alma de sua empresa. Constituem apenas a infraestrutura, a base de operações ou a plataforma para permitir que a empresa alcance resultados melhores. Mas não são eles os causadores do sucesso empresarial. Se não existirem recursos suficientes, o sucesso não será alcançado. Mas, se existirem, eles precisam de algo que os dinamize, aplique e opere, já que são estáticos e inertes. São fatores críticos do sucesso, mas não são os causadores dele. O sucesso empresarial depende de competências capazes de 25 operar os recursos disponíveis e os transformar em resultados concretos. Em segundo lugar, compreenda que as competências constituem o núcleo central da atividade empresarial e são indispensáveis para o sucesso da empresa. Mas onde estão as competências? Em que lugar elas estão escondidas? A resposta é muito simples: elas estão localizadas nas cabeças das pessoas que trabalham em sua empresa. Elas tiveram e tiveram mesmo? Oportunidades de aprender, transformar conhecimento aprendido em habilidades e o incrementar com atitudes pessoais que lhes permitam, permitam mesmo? Melhorar seu trabalho, alcançar níveis mais elevados de qualidade e produtividade, alcançar resultados cada vez mais altos e, sobretudo, contribuir eficazmente para o sucesso de sua empresa. O administrador é a pessoa que permite ou impede que as pessoas aprendam competências individuais provindas de conhecimentos e habilidades construídas a partir de suas experiências pessoais. As competências essenciais de uma empresa nascem das competências individuais que, reunidas, formam um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes positivas e inovadoras. Trabalhar com recursos é relativamente fácil. Eles são físicos, concretos, visíveis e palpáveis. Você pode pô-los em qualquer lugar. São agentes passivos e não são malcriados ou fazem reclamações. Não mudam de ideias e comportamento. Assim, são altamente previsíveis. Mas trabalhar com competências é bem mais complicado. Primeiro porque elas são invisíveis e intangíveis. Nem sempre estão no lugar onde se imagina que estejam. Muitas empresas ainda não sabem exatamente onde as suas estão localizadas. Se as empresas cuidassem dos ativos financeiros da mesma maneira que tratam suas competências, certamente o mercado de capitais estaria reclamando firme ou pondo seus investimentos em outro negócio. Além disso, não dá para mensurar a real dimensão de suas competências. E o mais importante é que as competências são os agentes ativos de melhoria contínua, do aperfeiçoamento, da criatividade e da inovação empresarial. Você precisa urgentemente aprender a lidar com competências, saber utilizá-las e aplicá-las de maneira eficiente e eficaz. Tanto competências suas como administrador, como também competências das pessoas que trabalham em sua equipe. Esse é o lado intangível da administração. 26 Aliás, a moderna administração está carregadíssima de conceitos abstratos e intangíveis. Você já viu o mercado, já tocou na estratégia, já mexeu nas produtividades, ou chegou a bater nos desperdícios ou apertar as mãos da eficácia? O bom administrador trabalha quase sempre com conceitos intangíveis. Eles constituem o seu “ferramental” de trabalho, sua “caixa de ferramentas”, se é assim que se pode falar. Diferentemente de outras áreas – como a engenharia, por exemplo, o administrador lida com situações abstratas, na medida em que sobe na hierarquia da empresa. No nível operacional, esse ferramental é mais chegado ao imediato, concreto e material. No nível intermediário ou tático, o ferramental se torna gradativamente mais intangível até encontrar o máximo de abstração no nível institucional ou estratégico da empresa. Se você quiser chegar logo ao nível superior da empresa, comece logo a preparar sua mente para a crescente abstraçãodo mundo dos negócios. E o que está incluído nessa caixa de ferramentas do administrador? Vamos imaginar com um exemplo cotidiano. Se você fosse um mecânico profissional, a sua caixa de ferramentas deveria ser formada por martelos de vários tamanhos, chaves de fenda de vários tamanhos, alicates de vários tipos, fios, instrumentos etc. Como mecânico, você escolheria o tamanho certo de sua chave de fenda dependendo do tamanho do parafuso a ser apertado. Para cada parafuso, uma chave de fenda adequada. Para cada atividade, o instrumento mais indicado. Certo? A eficácia do mecânico em seu trabalho vai depender diretamente da maneira como ele compõe sua caixa de ferramentas e as utiliza nas várias situações de trabalho. Se ele não incluir nela um alicate adequado, não pode cortar um determinado fio, e assim fica impedido de construir um circuito elétrico. E se faltar fita isolante suficiente, tenha certeza de que as ligações elétricas logo mais sofrerão curtos-circuitos que comprometerão toda a rede elétrica. Para ele, a caixa é um lugar importante meio de realizar seu trabalho. Da mesma maneira, a caixa de ferramentas do administrador precisa ter um instrumental diversificado, com várias opções de tamanho, característica ou dimensão. Cada qual adequado para a dimensão do problema a ser resolvido ou da necessidade a ser satisfeita ou da carência a ser corrigida. Para cada problema uma solução adequada através do ferramental adequado. Para cada situação uma modalidade de 27 ferramental. Mas a caixa não pode ser utilizada apenas para resolver problemas imediatos ou apagar incêndios. Ela precisa também ser útil na criação de novas modalidades de trabalho, na inovação em termos de produtos, serviços, métodos, processos e formatos de negócios. Cada qual requerendo uma ferramenta que o administrador deverá escolher e utilizar dentro de sua apreciação e avaliação pessoal. O segredo não está propriamente na caixa de ferramentas em si, mas na sua habilidade em analisar a situação e saber utilizá-la adequadamente. Mas sem a caixa, você ficará totalmente desprovido de meios de trabalhar. Vamos imaginar algumas situações simples. Se você fosse um supervisor, digamos, de vendas com vários vendedores em sua equipe de trabalho. Como você organizaria sua caixa de ferramentas? Em primeiro lugar, o supervisor deve cuidar de sua equipe. O trabalho do supervisor é executado por meio de sua equipe, e não pessoalmente por ele. A equipe é a executora de suas decisões cotidianas. Através dela o supervisor pode ser bem ou malsucedido no seu trabalho. Assim, as ferramentas básicas para o supervisor de vendas estão relacionadas diretamente com supervisão de sua equipe: selecionar talentos, treinar talentos, liderar talentos, comunicar, motivar, avaliar continuamente o desempenho, monitorar os resultados, gerir conflitos, negociar, etc. Dependendo da avaliação da situação, o supervisor escolhe as ferramentas que julga mais adequada. Um supervisor pode privilegiar o treinamento, enquanto outro pode escolher a liderança como a ferramenta principal. Mas nesse nível a ênfase é nitidamente operacional. A abordagem se concentra na gestão da execução das tarefas ou operações cotidianas. Os objetivos envolvidos são de curto prazo: dias, semanas, ou o mês corrente. O supervisor se concentra em metas e procura marcar gols sempre que possível. Em outras palavras, o administrador posicionado no nível operacional precisa utilizar um ferramental mais simples, obviamente, e focado em ações mais próximas imediatas e elementares. Vamos imaginar outra situação. Se você fosse um gerente comercial com vários supervisores de vendas subordinados diretamente a você. Seu nível é mais elevado na estrutura organizacional da empresa. Nesse caso, como você montaria sua caixa de ferramentas? Quase sempre, as ferramentas 28 básicas para o gerente comercial estão relacionadas com sua equipe de supervisores, e isso inclui, em um nível mais elevado, as mesmas ferramentas de cada supervisor e agrega outras mais sofisticadas, como: planejar, organizar, dirigir e controlar as operações do departamento ou unidade organizacional como um todo. A ênfase é tática. A abordagem se torna mais abrangente e se concentra no desempenho departamental. O gerente geralmente está focado em um horizonte de tempo mais estendido. Os objetivos envolvidos são de médio prazo: coisa de meses, semestres ou o ano corrente. Assim, o administrador, posicionado no nível intermediário ou tático, precisa utilizar um ferramental mais complexo e focado em ações mais amplas e em dimensões maiores. A sua caixa de ferramentas não necessita ser maior em termos de tamanho, mas suas ferramentas são mais avançadas e sofisticadas. Agora, se você fosse o diretor comercial da empresa, com vários gerentes comerciais subordinados diretamente a você? Como você montaria sua caixa de ferramentas? As ferramentas básicas do diretor estão relacionadas com sua equipe de gerentes e isso inclui, em um nível mais elevado, as mesmas ferramentas de cada gerente e agrega outras ainda mais sofisticadas, como: planejamento estratégico da empresa, desenho organizacional, direção geral e controle estratégico do negócio. Nesse nível, a ênfase é estratégica e focada no negócio. A abordagem se concentra no desempenho da empresa com um todo. Ela é global e institucional. 3 Os objetivos são de longo prazo: alguns anos pela frente em um horizonte estratégico repleto de planejamento de cenários futuros. Dessa maneira, o administrador, posicionado no nível institucional ou estratégico, precisa de um ferramental bem mais complexo e focado em ações mediatas, complexas e abrangentes. Note bem, a caixa de ferramentas não precisa ser necessariamente de um tamanho maior, mas de uma abstração crescente e de abrangência maior, envolvendo a empresa como um sistema global. Não é o tamanho da caixa que vale, mas seu conteúdo e sofisticação. E agora posso lhe perguntar, meu jovem administrador: como você está montando e organizando sua caixa de ferramentas? E como está se preparando para utilizá-la? Lembre: sem ela você estará completamente 3 Texto extraído do link: http://disciplinas.nucleoead.com.br/pdf/Livro_ta_atual.pdf 29 desaparelhado para trabalhar. Ela é o seu instrumento de trabalho. Mas um instrumental invisível que, aparentemente, não aparece para os outros. E, por fim, uma pergunta final: aonde você deve levar a sua caixa de ferramentas? Como deverá portá-la? Em que lugar a colocar? A resposta é muito simples e até mesmo risível: na sua cabeça. Não em cima dela, como se carregavam jarros de água no passado, mas dentro dela. Na verdade, sua caixa de ferramentas é intangível, invisível, abstrata. Mas por mais complicada que seja, ela sempre pode caber perfeitamente em sua cabeça. As ferramentas de um administrador são, em sua maioria, conceitos e teorias que ele incorpora de maneira consciente ou inconsciente em suas atividades profissionais. Isso me faz lembrar Kurt Lewin, o célebre criador da psicologia social, que dizia que nada é mais prático do que uma boa teoria. Seja sempre pragmático e focado em resultados. Mas a teoria é importantíssima e pode lhe proporcionar uma base de entendimento e compreensão da realidade concreta. Abstração é fundamental para você ter uma ideia de como a realidade funciona. Mas não se esqueça de que a teoria somente é útil quando é capaz de proporcionar uma adequada compreensão do mundo real e da situação a ser enfrentada. Essa é a sua munição, a sua arma nessa luta, que é a busca constantee sustentável de vantagem competitiva, que somente o bom administrador pode oferecer à sua empresa. 10.CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO SERVIDOR PÚBLICO CIVIL DO PODER EXECUTIVO FEDERAL I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos. II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas 30 principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal. III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo. IV - A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se integre no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como consequência em fator de legalidade. V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio. VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional. VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e da Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar. VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá- la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corretivo do hábito do erro, da opressão, ou da mentira, que sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação. IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da mesma forma, 31 causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços para construí-los. X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos usuários dos serviços públicos. XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente os repetidos erros, o descaso e o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da função pública. XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator de desmoralização do serviço público, o que quase sempre conduz à desordem nas relações humanas. XIII – O servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, respeitando seus colegas e cada concidadão, colabora e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade pública é a grande oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da Nação. 10.1Seção II Dos Principais Deveres do Servidor Público XIV - São deveres fundamentais do servidor público: a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego público de que seja titular; b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário; 32 c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum; d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo; e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços, aperfeiçoando o processo de comunicação e contato com o público; f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada prestação dos serviços públicos; g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral; h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal; i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de contratantes, interessados e outros que visem obter quaisquer favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações morais, ilegais ou aéticas e denunciá-las; j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas da defesa da vida e da segurança coletiva; l) ser assíduo e frequente ao serviço, na certeza de que sua ausência provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo negativamente em todo o sistema; m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público, exigindo as providências cabíveis; n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os métodos mais adequados à sua organização e distribuição; o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exercício de suas funções, tendo por escopo a realização do bem comum; p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da função; 33 q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas funções; r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções superiores, as tarefas de seu cargo ou função, tanto quanto possível, com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo sempre em boa ordem. s) facilitar a fiscalizaçãode todos atos ou serviços por quem de direito; t) exercer, com estrita moderação, as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados administrativos; u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse público, mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa à lei; v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência deste Código de Ética, estimulando o seu integral cumprimento. 10.2Seção III Das Vedações ao Servidor Público XV - E vedado ao servidor público; a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem; b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam; c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua profissão; d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material; e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister; f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público, com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente superiores ou inferiores; 34 g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim; h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências; i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em serviços públicos; j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular; l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio público; m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço, em benefício próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros; n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente; o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade da pessoa humana; p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso. CAPÍTULO II Das Comissões de Ética XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público, deverá ser criada uma Comissão de Ética, encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, competindo-lhe conhecer concretamente de imputação ou de procedimento susceptível de censura. XVII - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007). XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos encarregados da execução do quadro de carreira dos servidores, os registros sobre sua conduta ética, para o efeito de instruir e fundamentar promoções e para todos os demais procedimentos próprios da carreira do servidor público. XIX - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007). XX - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007). XXI - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007). XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de censura e 35 sua fundamentação constará do respectivo parecer, assinado por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso. XXIII - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007). XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por servidor público todo aquele que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária ou excepcional, ainda que sem retribuição financeira, desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do poder estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as entidades paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado. XXV – (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)·. DECRETO Nº 6.029, DE 1º DE FEVEREIRO DE 2007 Vide Resolução nº 10, de 29 de setembro de 2008 Institui Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição, DECRETA: Art. 1o Fica instituído o Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal com a finalidade de promover atividades que dispõem sobre a conduta ética no âmbito do Executivo Federal, competindo-lhe: I - integrar os órgãos, programas e ações relacionadas com a ética pública; II - contribuir para a implementação de políticas públicas tendo a transparência e o acesso à informação como instrumentos fundamentais para o exercício de gestão da ética pública; III - promover, com apoio dos segmentos pertinentes, a compatibilização e interação de normas, procedimentos técnicos e de gestão relativos à ética pública; IV - articular ações com vistas a estabelecer e efetivar procedimentos de incentivo e incremento ao desempenho institucional na gestão da ética pública do Estado brasileiro. Art. 2o Integram o Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal: I - a Comissão de Ética Pública - CEP, instituída pelo Decreto de 26 de maio de 1999; II - as Comissões de Ética de que trata o Decreto no 1.171, de 22 de junho de 1994; e III - as demais Comissões de Ética e equivalentes nas entidades e órgãos do Poder Executivo Federal. Art. 3º A CEP será integrada por sete brasileiros que preencham os requisitos de idoneidade moral, reputação ilibada e notória experiência em administração pública, designados pelo Presidente da República, para mandatos de três anos, não coincidentes, permitida uma única recondução. § 1o A atuação no 36 âmbito da CEP não enseja qualquer remuneração para seus membros e os trabalhos nela desenvolvidos são considerados prestação de relevante serviço público. § 2o O Presidente terá o voto de qualidade nas deliberações da Comissão. § 3o Os mandatos dos primeiros membros serão de um, dois e três anos, estabelecidos no decreto de designação. Art. 4o À CEP compete: I - atuar como instância consultiva do Presidente da República e Ministros de Estado em matéria de ética pública; II - administrar a aplicação do Código de Conduta da Alta Administração Federal, devendo: a) submeter ao Presidente da República medidas para seu aprimoramento; b) dirimir dúvidas a respeito de interpretação de suas normas, deliberando sobre casos omissos; c) apurar, mediante denúncia, ou de ofício, condutas em desacordo com as normas nele previstas, quando praticadas pelas autoridades a ele submetidas; III - dirimir dúvidas de interpretação sobre as normas do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal de que trata o Decreto no 1.171, de 1994; IV - coordenar, avaliar e supervisionar o Sistema de Gestão da Ética Pública do Poder Executivo Federal; V - aprovar o seu regimento interno; e VI - escolher o seu Presidente. Parágrafo único. A CEP contará comuma Secretaria-Executiva, vinculada à Casa Civil da Presidência da República, à qual competirá prestar o apoio técnico e administrativo aos trabalhos da Comissão. Art. 5o Cada Comissão de Ética de que trata o Decreto no 1171, de 1994, será integrada por três membros titulares e três suplentes, escolhidos entre servidores e empregados do seu quadro permanente, e designados pelo dirigente máximo da respectiva entidade ou órgão, para mandatos não coincidentes de três anos. Art. 6o É dever do titular de entidade ou órgão da Administração Pública Federal, direta e indireta: I - assegurar as condições de trabalho para que as Comissões de Ética cumpram suas funções, inclusive para que do exercício das atribuições de seus integrantes não lhes resulte qualquer prejuízo ou dano; II - conduzir em seu âmbito a avaliação da gestão da ética conforme processo coordenado pela Comissão de Ética Pública. Art. 7o Compete às Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2o: I - atuar como instância consultiva de dirigentes e servidores no âmbito de seu respectivo órgão ou entidade; II - aplicar o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto 1.171, de 1994, devendo: a) submeter à Comissão de Ética 37 Pública propostas para seu aperfeiçoamento; b) dirimir dúvidas a respeito da interpretação de suas normas e deliberar sobre casos omissos; c) apurar, mediante denúncia ou de ofício, conduta em desacordo com as normas éticas pertinentes; e d) recomendar, acompanhar e avaliar, no âmbito do órgão ou entidade a que estiver vinculada, o desenvolvimento de ações objetivando a disseminação, capacitação e treinamento sobre as normas de ética e disciplina; III - representar a respectiva entidade ou órgão na Rede de Ética do Poder Executivo Federal a que se refere o art. 9o; IV - supervisionar a observância do Código de Conduta da Alta Administração Federal e comunicar à CEP situações que possam configurar descumprimento de suas normas. § 1o Cada Comissão de Ética contará com uma Secretaria-Executiva, vinculada administrativamente à instância máxima da entidade ou órgão, para cumprir plano de trabalho por ela aprovado e prover o apoio técnico e material necessário ao cumprimento das suas atribuições. § 2o As Secretarias-Executivas das Comissões de Ética serão chefiadas por servidor ou empregado do quadro permanente da entidade ou órgão, ocupante de cargo de direção compatível com sua estrutura, alocado sem aumento de despesas. Art. 8o Compete às instâncias superiores dos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, abrangendo a administração direta e indireta: I - observar e fazer observar as normas de ética e disciplina; II - constituir Comissão de Ética; III - garantir os recursos humanos, materiais e financeiros para que a Comissão cumpra com suas atribuições; e IV - atender com prioridade às solicitações da CEP. Art. 9o Fica constituída a Rede de Ética do Poder Executivo Federal, integrada pelos representantes das Comissões de Ética de que tratam os incisos I, II e III do art. 2o, com o objetivo de promover a cooperação técnica e a avaliação em gestão da ética. Parágrafo único. Os integrantes da Rede de Ética se reunirão sob a coordenação da Comissão de Ética Pública, pelo menos uma vez por ano, em fórum específico, para avaliar o programa e as ações para a promoção da ética na administração pública. Art. 10. Os trabalhos da CEP e das demais Comissões de Ética devem ser desenvolvidos com celeridade e observância dos seguintes princípios: I - proteção à honra e à imagem da pessoa investigada; II - proteção à identidade do denunciante, que deverá ser mantida sob reserva, se este assim o desejar; e III - independência e 38 imparcialidade dos seus membros na apuração dos fatos, com as garantias asseguradas neste Decreto. Art. 11. Qualquer cidadão, agente público, pessoa jurídica de direito privado, associação ou entidade de classe poderá provocar a atuação da CEP ou de Comissão de Ética, visando à apuração de infração ética imputada a agente público, órgão ou setor específico de ente estatal. Parágrafo único. Entende-se por agente público, para os fins deste Decreto, todo aquele que, por força de lei, contrato ou qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária, excepcional ou eventual, ainda que sem retribuição financeira, a órgão ou entidade da administração pública federal, direta e indireta. Art. 12. O processo de apuração de prática de ato em desrespeito ao preceituado no Código de Conduta da Alta Administração Federal e no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal será instaurado, de ofício ou em razão de denúncia fundamentada, respeitando-se, sempre, as garantias do contraditório e da ampla defesa, pela Comissão de Ética Pública ou Comissões de Ética de que tratam o incisos II e III do art. 2º, conforme o caso, que notificará o investigado para manifestar-se, por escrito, no prazo de dez dias. § 1º O investigado poderá produzir prova documental necessária à sua defesa. § 2o As Comissões de Ética poderão requisitar os documentos que entenderem necessários à instrução probatória e, também, promover diligências e solicitar parecer de especialista. § 3o Na hipótese de serem juntados aos autos da investigação, após a manifestação referida no caput deste artigo, novos elementos de prova, o investigado será notificado para nova manifestação, no prazo de dez dias. § 4o Concluída a instrução processual, as Comissões de Ética proferirão decisão conclusiva e fundamentada. § 5o Se a conclusão for pela existência de falta ética, além das providências previstas no Código de Conduta da Alta Administração Federal e no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, as Comissões de Ética tomarão as seguintes providências, no que couber: I - encaminhamento de sugestão de exoneração de cargo ou função de confiança à autoridade hierarquicamente superior ou devolução ao órgão de origem, conforme o caso; II -- encaminhamento, conforme o caso, para a Controladoria-Geral da União ou unidade específica do Sistema de Correição do Poder Executivo Federal de que trata 39 o Decreto n o 5.480, de 30 de junho de 2005, para exame de eventuais transgressões disciplinares; e III - recomendação de abertura de procedimento administrativo, se a gravidade da conduta assim o exigir. Art. 13. Será mantido com a chancela de “reservado”, até que esteja concluído, qualquer procedimento instaurado para apuração de prática em desrespeito às normas éticas. § 1o Concluída a investigação e após a deliberação da CEP ou da Comissão de Ética do órgão ou entidade, os autos do procedimento deixarão de ser reservados. § 2o Na hipótese de os autos estarem instruídos com documento acobertado por sigilo legal, o acesso a esse tipo de documento somente será permitido a quem detiver igual direito perante o órgão ou entidade originariamente encarregado da sua guarda. § 3o Para resguardar o sigilo de documentos que assim devam ser mantidos, as Comissões de Ética, depois de concluído o processo de investigação, providenciarão para que tais documentos sejam desentranhados dos autos, lacrados e acautelados. Art. 14. A qualquer pessoa que esteja sendo investigada é assegurado o direito de saber o que lhe está sendo imputado, de conhecer o teor da acusação e de ter vista dos autos, no recinto das Comissões de Ética, mesmo que ainda não tenha sido notificada da existência do procedimento investigatório. Parágrafo único. O direito assegurado neste artigo inclui o deobter cópia dos autos e de certidão do seu teor. Art. 15. Todo ato de posse, investidura em função pública ou celebração de contrato de trabalho, dos agentes públicos referidos no parágrafo único do art. 11, deverá ser acompanhado da prestação de compromisso solene de acatamento e observância das regras estabelecidas pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal, pelo Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal e pelo Código de Ética do órgão ou entidade, conforme o caso. Parágrafo único . A posse em cargo ou função pública que submeta a autoridade às normas do Código de Conduta da Alta Administração Federal deve ser precedida de consulta da autoridade à Comissão de Ética Pública, acerca de situação que possa suscitar conflito de interesses. Art. 16. As Comissões de Ética não poderão escusar-se de proferir decisão sobre matéria de sua competência alegando omissão do Código de Conduta da Alta Administração Federal, do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal ou do Código de Ética do órgão ou entidade, que, se 40 existente, será suprida pela analogia e invocação aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. § 1o Havendo dúvida quanto à legalidade, a Comissão de Ética competente deverá ouvir previamente a área jurídica do órgão ou entidade. § 2o Cumpre à CEP responder a consultas sobre aspectos éticos que lhe forem dirigidas pelas demais Comissões de Ética e pelos órgãos e entidades que integram o Executivo Federal, bem como pelos cidadãos e servidores que venham a ser indicados para ocupar cargo ou função abrangida pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal. Art. 17. As Comissões de Ética, sempre que constatarem a possível ocorrência de ilícitos penais, civis, de improbidade administrativa ou de infração disciplinar, encaminharão cópia dos autos às autoridades competentes para apuração de tais fatos, sem prejuízo das medidas de sua competência. Art. 18. As decisões das Comissões de Ética, na análise de qualquer fato ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado, serão resumidas em ementa e, com a omissão dos nomes dos investigados, divulgadas no sítio do próprio órgão, bem como remetidas à Comissão de Ética Pública. Art. 19. Os trabalhos nas Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2o são considerados relevantes e têm prioridade sobre as atribuições próprias dos cargos dos seus membros, quando estes não atuarem com exclusividade na Comissão. Art. 20. Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal darão tratamento prioritário às solicitações de documentos necessários à instrução dos procedimentos de investigação instaurados pelas Comissões de Ética. § 1o Na hipótese de haver inobservância do dever funcional previsto no caput, a Comissão de Ética adotará as providências previstas no inciso III do § 5o do art. 12. § 2o As autoridades competentes não poderão alegar sigilo para deixar de prestar informação solicitada pelas Comissões de Ética. Art. 21. A infração de natureza ética cometida por membro de Comissão de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2o será apurada pela Comissão de Ética Pública. Art. 22. A Comissão de Ética Pública manterá banco de dados de sanções aplicadas pelas Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2o e de 41 suas próprias sanções, para fins de consulta pelos órgãos ou entidades da administração pública federal, em casos de nomeação para cargo em comissão ou de alta relevância pública. Parágrafo único. O banco de dados referido neste artigo engloba as sanções aplicadas a qualquer dos agentes públicos mencionados no parágrafo único do art. 11 deste Decreto. Art. 23. Os representantes das Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2o atuarão como elementos de ligação com a CEP, que disporá em Resolução própria sobre as atividades que deverão desenvolver para o cumprimento desse mister. Art. 24. As normas do Código de Conduta da Alta Administração Federal, do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal e do Código de Ética do órgão ou entidade aplicam-se, no que couber, às autoridades e agentes públicos neles referidos, mesmo quando em gozo de licença. 4 Art. 25. Ficam revogados os incisos XVII, XIX, XX, XXI, XXIII e XXV do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto no 1.171, de 22 de junho de 1994, os arts. 2o e 3o do Decreto de 26 de maio de 1999, que cria a Comissão de Ética Pública, e os Decretos de 30 de agosto de 2000 e de 18 de maio de 2001, que dispõem sobre a Comissão de Ética Pública. Art. 26. Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação. Brasília, 1º de fevereiro de 2007; 186o da Independência e 119o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Dilma Rousseff 11.BIBLIOGRAFIA A.A.; REIS, A.C.F.; PEREIRA, M.I. Gestão empresarial: De Taylor, aos nossos dias. Evolução e tendências da moderna administração de empresas. São Paulo: Pioneira, 1999. CERVO, A.L.; BERVIAN, P.A. Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: Prentice-Hall, 2002. 4 Texto extraído do link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d1171.htm 42 CHIAVENATO, I. Iniciação à administração geral. São Paulo: Mcgraw-Hill, 1999. Introdução à teoria geral da administração, edição compacta. Rio de Janeiro: Campus, 2000. CHIAVENATO, Idalberto. Administração: teoria, processo e prática, 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. CHIAVENATO, Idalberto. Administração: teoria, processo e prática, 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da Administração. 8. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2011. CHIAVENATO, Idalberto. Recursos humanos: o capital humano nas organizações. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2009. CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração: uma visão abrangente e moderna da administração das organizações. Ed. Compacta. 3ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração: uma visão abrangente e moderna da administração das organizações. Ed. Compacta. 3ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. CREFITO-6. Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da sexta região Ceará e Piauí, 2011. Disponível em: www.crefito6.org.br. Acesso em 7/06/2011. DECENZO, David A.; ROBBINS, Stephen P. Fundamentos da Administração: conceitos essenciaise aplicações. 4. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2010. DRUCKER, P.F. Introdução à Administração. São Paulo: Pioneira, 1984. DRUCKER, Peter. Prática da administração de empresas. São Paulo: Thomson Learning, 1981. DRUCKER, Peter. Prática da administração de empresas. São Paulo: Thomson Learning, 1981. 43 EISENHARDT, K.M. Has strategy changed? Mit Sloan Management Review, v.43, n.2, p.88-91, 2002. FACHIN, O. Fundamentos de metodologia. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. FARIA, L. Competência percebida: desafios e sugestões para lidar com a excelência. Sobredotação, v.3, n.2, p.55-70, 2002. FERREIRA, MAXIMIANO, A. C. A. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011. 500 p. MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011. MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011.MOTTA, Fernando C. Prestes; VASCONCELOS, Isabella F. Gouveia de. Teoria geral da administração. 3. ed. rev. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, Cengage Learning, 2006. MOTTA, Fernando C. Prestes; VASCONCELOS, Isabella F. Gouveia de. Teoria geral da administração. 3. ed. rev. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, Cengage Learning, 2006. OLIVEIRA, D. A.; ROSAR, M. de F. F. (Org.). Política e gestão da educação. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. 180 p. OLIVEIRA, D. de P. R. de. Fundamentos da Administração: conceitos e práticas essenciais. São Paulo: Atlas, 2009. 245 p. RIZZATTI, G.; RIZZATTI, J. G. Organização Universitária: mudanças na administração e nas funções administrativas. In: IV Colóquio Internacional sobre Gestão Universitária na América do Sul. Florianópolis, 2004. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2012. SANDER, B. Administração e educação no Brasil: genealogia do conhecimento. Brasília: Liber Livro, 2007. 136 p. 44 SANTOS, P. S. M. B. dos. Guia prático da Política Educacional no Brasil: ações, planos, programas e impactos. São Paulo: Cengage Learning, 2012. 300 p. SECCHI, L. Modelos organizacionais e reformas da administração pública. In: RAP Revista de Administração Pública. v. 2, 2009. Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 15 out. 2012. SILVA, Reinaldo Oliveira da. Teoria da Administração. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005. SILVA, Reinaldo Oliveira da. Teorias da Administração. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001. SILVA, Reinaldo Oliveira. Teorias da Administração. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001. TAYLOR, F. W. Princípios da administração científica. 8. ed. São Paulo: Atlas, 1990. 110 p. Teoria Geral da Administração. Abordagens prescritivas e normativas da administração. 6. ed. São Paulo: Makron Books, 2001. VIEIRA, S. L. Educação básica: política e gestão da escola. Brasília: Líber Livro, 2009. 220 p. WEBER, M. Ensaios de sociologia. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2002. 325 p. WITTMANN, L. C.; GRACINDO, R. V. (Coord.). O estado da arte e gestão da educação no Brasil: 1991 a 1997. Brasília: ANPAE, Campinas: Autores Associados, 2001. 290 p.