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Associação Carioca de Ensino Superior
Centro Universitário Carioca
Ciências Contábeis
APOSTILA
DE
CONTABILIDADE
DE
CUSTOS
(UNIDADES III & IV)
RIO DE JANEIRO - RJ
2018
Contabilidade de Custos
Prof. Carlos Eduardo
2
DISCIPLINA CONTABILIDADE DE CUSTOS
Objetivo(s):
Aplicar os conceitos de custos para fins de avaliação, controle dos estoques.
Distinguir o lucro bruto do lucro operacional.
Reconhecer instrumentos para as formas de custeio, com o objetivo de servir de base para a
tomada de decisão.
Ementa:
Introdução aos estudos de custos. Classificação e Nomenclaturas utilizadas na Contabilidade de
Custos. Administração de Custos. Introdução de Custos para Tomada de Decisão.
Conteúdo Programático:
Unidade 1: Introdução aos estudos de Custos
- Definição, objetivo e campo de atuação.
- Como Gestores utilizam Informações sobre custos.
- Terminologias utilizadas na Contabilidade de Custos: despesas x custos; perda x prejuízo; ganho x
lucro; desembolso; lucro bruto x lucro operacional.
Unidade 2: Classificação e nomenclaturas de custos
- Classificação dos Custos: Total e Unitário e Direto e Indireto.
- Comportamento dos Custos: Fixo e Variável.
- Outras Terminologias em custos (Custo Primário e de Transformação) e esquema básico de custos:
Consumo da Matéria Prima; CPP; CPA; CPV e critérios de rateio dos custos indiretos e aplicação
dos custos indiretos por departamentalização.
Unidade 3: Administração de Custos
- Custeio por Absorção.
- Custeio Direto ou Variável.
- Capacidade Produtiva: Aceita ou Não Pedido Especial.
Unidade 4: Introdução de Custos para Tomada de Decisão
- Margem de Contribuição.
- Ponto de Equilíbrio Contábil e Financeiro.
- Ponto de Equilíbrio Econômico.
Professor: Carlos Eduardo Pires Faria
Contato: cefaria@unicarioca.edu.br
Currículo:
Graduado em Ciências Contábeis pela UFRJ.
Especializações em:
Contabilidade Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV; e
Finanças Públicas pela UCAM.
Mestrado em Ciências Contábeis pela UERJ.
Autor do Livro: “Dicionário de Termos de Contabilidade Pública”
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Unidade 3: Administração de Custos
MODALIDADES DE CUSTEIO
A terceira etapa na estruturação de um sistema de custos refere-se à modalidade de custeio a
ser utilizada.
Como veremos, a diferença entre as modalidades de custeio relaciona-se com o grau de
variabilidade dos gastos apropriados aos produtos ou serviços produzidos pela empresa.
Há duas modalidades de custeio:
a modalidade de custeio por absorção; e
a modalidade de custeio variável ou direto.
1. CUSTEIO POR ABSORÇÃO
O Custeio por Absorção, para Martins (2006, p.37), “consiste na apropriação de todos os custos de
produção aos bens elaborados, e só os de produção. Todos os gastos relativos à fabricação são
distribuídos para todos os produtos feitos”.
A seguir apresenta-se a figura 1 com o esquema conceitual do Custeio por absorção numa empresa
de manufatura.
Segundo Martins (2006. p.37) o esquema básico do Custeio por absorção e a separação entre custo e
despesa; a apropriação dos custos diretos diretamente aos produtos; e o rateio dos custos indiretos,
conforme se pode observar na figura 1.
O custeio por absorção e o método de custeio do estoque no qual todos os custos de Fabricação,
variáveis e fixos, são considerados custos inventariáveis. Isto e, o estoque “absorve” todos os custos
de fabricação. (HORNGRER, FOSTER e DATAR, 2000, p. 211).
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Com isso, pode-se inferir que o objetivo principal do custeio por absorção e a avaliação do estoque,
sendo apropriados para entidades cujos custos diretos são maiores de idade relevância que os custos
indiretos, pois estes dependem de rateio para alocação ao produto. (LUZ e REIS, 2008)
No custeio por absorção apura-se o valor dos custos dos bens ou serviços, tomando como base todos
os custos da produção, quer sejam fixos ou variáveis, diretos ou indiretos, e tão-somente os custos de
produção, aos produtos elaborados. (MARTINS, 2006, p.197)
Vantagens da utilização do Custeio por absorção:
• Pode melhorar a utilização dos recursos, absorvendo todos os custos de produção, permitindo a
apuração do custo total de cada produto. (CREPALDI, p. 157)
• Está de acordo com os princípios de contabilidade e a legislação tributária. (MARTINS, 2006,
p.197)
• Não requer a separação dos custos de manufatura nos componentes fixos e variáveis. (MARTINS,
2006, p.197)
• Atende efetivamente à fixação de preços de venda mais reais. (CREPALDI, p. 157)
• Só é considerado custo a parcela dos materiais utilizados na produção.
• Pode ser implementado de forma mais fácil, por ter estrutura e critérios de implementação mais
simples do que métodos mais sofisticados. (MAUSS e SOUZA, 2008, p.47)
• Preconiza a determinação dos custos diretos das atividades e projetos por meio da acumulação dos
gastos com pessoal, encargos, materiais, serviços e a adição de determinada taxa que representa a
distribuição das despesas indiretas ou gerais. (SILVA, 1997, p. 61)
• Ousa-se, também citar, o seu menor custo de implantação no desenvolvimento do sistema de custos.
Desvantagens da utilização do Custeio por absorção:
• Os custos, por não se relacionarem com este ou aquele produto ou a esta ou aquela unidade, são
quase sempre distribuídos à base de critérios de rateio, quase sempre com grande grau de
arbitrariedade. (CREPALDI, p. 157)
• O custo fixo por unidade depende ainda do volume de produção; e o que é pior: o custo de um
produto pode variar em função da alteração de volume de outro produto. (CREPALDI, p. 157)
• Os custos fixos existem independentemente da fabricação ou não desta ou daquela unidade, e
acabam presentes no mesmo montante, mesmo que ocorram oscilações (dentro de certos limites).
(CREPALDI, p. 157)
• A desvantagem desse método está no aspecto gerencial, já que todos os custos deverão se
incorporar aos produtos, inclusive os fixos. Deve-se utilizar algum critério de rateio para alocação
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desses custos. Assim, mesmo que o critério de rateio seja o mais ideal, haverá certo grau de
arbitrariedade na alocação de custos. (CREPALDI, p. 157)
• Por impossibilidade gerencial de analise dos custos por processos de trabalho. (REIS, RIBEIRO e
SLOMSKI, 2005, p.6)
• Pela inadequação de critérios de rateio como alocação de custos aos serviços. (REIS, RIBEIRO e
SLOMSKI, 2005, p.6)
• Pela inadequação de critérios de rateio dos custos indiretos. (MAUSS e SOUZA, 2008, p.46)
Estrutura da Demonstração de Resultados do Exercício pelo Sistema de Custeio por Absorção
Receita Operacional Bruta
(Produtos, Mercadorias e Serviços)
(-) Deduções da Receita Bruta
Devoluções, Abatimentos e Impostos Incidentes sobre Vendas
(=) Receita Operacional Líquida
(-) Custo das Vendas
Custos Totais de Produção
Matéria Prima Mão-de-Obra Direta
Gastos Gerais de Fabricação
(=) Resultado Operacional Bruto (Lucro ou Prejuízo Operacional Bruto)
( - ) Despesas Operacionais
Despesas de Vendas
Despesas Administrativas
Despesas e Receitas Financeiras (Resultado Financeiro Líquido) Outras Receitas e Despesas
Operacionais
(=) Resultado Operacional Líquido
(+/-) Resultado não-operacional
(=) Resultado do Exercício antes da Contribuição Social
(-) Contribuição Social sobre Lucro Líquido
(=) Resultado do Exercício depois do IR
(-) Provisão para o IR
(=) Resultado do Exercício antes do IR
(-) Participações e Contribuições
(=) Resultado Líquido do Exercício
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2. CUSTEIO VARIÁVEL
Inicialmente, cabe explicar, que este trabalho estará adotando a nomenclatura dupla
“Variável/Direto”, como se os dois métodos fossem o mesmo,embasando-se nas afirmativas de:
Martins (2006, p.51) - “Os custos variaveis sao sempre diretos por natureza, embora possam, as
vezes, ser tratados como indiretos por razoes de economia”, e
Padoveze (2006, p.78) “[...].Contudo, pelo fato de, para a maior parte das empresas, os principais
custos diretos terem caracteristica de variabilidade, o entendimento similar desses dois metodos
(Variavel e Direto) e perdoavel e aceitavel”.
Segundo Martins (2006, p.198) no Custeio Variavel so sao alocados aos produtos os custos variaveis,
sendo os custos fixos tratados como despesas, afetando diretamente o resultado do periodo, e
consequentemente, para a valoracao dos estoques, vao somente os custos variaveis. Dessa forma, os
custos dos produtos sao mensuraveis objetivamente, pois nao sofrerao processos arbitrarios ou
subjetivos de distribuicao dos custos comuns, que conforme observado no Custeio por Absorcao
pode levar a decisoes equivocadas.
Stark (2007, p.167) chama a atencao que o metodo de custeio variavel toma como pressuposto que os
custos indiretos, normalmente fixos, gerados pelo processo de fabricação nao sejam de
responsabilidade dos produtos e, assim, estes nao os absorvem. Visto que os custos fixos sao
considerados como nao tendo origem na atividade produtiva em si, mas sim como elementos alheios
a producao cuja existencia permanece em periodos de ausencia de atividades.
A figura 2 apresenta o esquema de apropriacao dos custos e despesas pelo método do custeio
variavel.
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Por intermedio do Custeio Variavel pode-se ter conhecimento da margem de contribuicao – diferenca
entre o preco de venda com os custos e despesas variaveis associado ao produto – e de possibilitar a
obtencao do ponto de equilibrio – diferenca entre as receitas totais com os custos e despesas totais,
ferramental que permite fundamentar futuras decisões de aumento ou diminuicao da oferta posta a
disposicao pelas organizacoes.
O C.P.V é formado somente pelos custos Variáveis.
Veja também que os Custos Fixos são levados integralmente para o resultado no período.
Vantagens de sua utilização do custeio variável:
• Os custos dos produtos são mensuráveis objetivamente, pois não sofrerão processos arbitrários ou
subjetivos de distribuição dos custos comuns. (CREPALDI, p. 161)
• O lucro líquido não é afetado por mudanças de aumento ou diminuição de inventários. .
(CREPALDI, p. 161)
• Os dados são necessários para a análise das relações custo-volume-lucro e são rapidamente obtidos
do sistema de informação contábil. . (CREPALDI, p. 161)
• É mais fácil para os gerentes industriais entender o custeamento dos produtos sob o custeio direto,
pois os dados são próximos da fábrica e de sua responsabilidade, possibilitando a correta avaliação
de desempenho setorial. . (CREPALDI, p. 161)
• O custeamento direto é totalmente integrado com o custo-padrão e o orçamento flexível,
possibilitando o correto controle de custo. . (CREPALDI, p. 161)
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• Por nao conter qualquer tipo de rateio, permite maior objetividade e sem as interminaveis
discussoes a respeito dos custos gerais transferidos.
• Esse e o objetivo central do sistema integrado de custos. Sua implantacao pode ser feita muito
rapidamente e com baixo custo de treinamento. (MACHADO, 2002, 148-9)
• Por considerar que o uso do rateio, embora frequente, nao se presta a identificacao do valor criado
em cada decisao, uma vez que apenas atribui um valor medio obtido por divisao matematica, sem se
preocupar com o efetivo relacionamento entre os custos e as suas causas. (CATELLI,
SANTOS, PARISI e ALMEIDA, 2001, p.90)
• Por nao existir resultado por unidade produzida, mas sim, margem de contribuicao. (CATELLI,
SANTOS, PARISI e ALMEIDA, 2001, p.90)
Desvantagens do custeio variavel/direto
• A exclusão dos custos fixos indiretos para valoração dos estoques causa a sua subavaliação, fere os
princípios contábeis e altera o resultado do período. (CREPALDI, p. 162)
• Na prática, a separação de custo fixos e variáveis não é tão clara como parece, pois existem custos
semivariáveis e semifixos, podendo o custeamento direto incorrer em problemas semelhantes de
identificação dos elementos de custeio. (CREPALDI, p. 162)
• O custeamento direto é um conceito de custeamento e análise de custos para decisões de curto
prazo, mas subestima os custos fixos, que estão ligados à capacidade de produção e de planejamento
de longo prazo, podendo trazer problemas de continuidade para a empresa. (CREPALDI, p. 162)
• Quando se trata de custear estruturas administrativas, de modo a tornar visiveis os custos ocultos
dos processos burocraticos tradicionais e compara-los aos novos processos que passaram por
inovações organizacionais ou tecnologicas. (AMAZONAS, 2009)
• Limita a analise de custos no curto prazo. (MAUSS E SOUZA, 2008, p.54)
Estrutura da Demonstração de Resultados do Exercício pelo Sistema de Custeio Direto
(-) Receita Operacional Bruta
(Produtos, Mercadorias e Serviços)
(-) Deduções da Receita Bruta
Devoluções, Abatimentos e Impostos Incidentes sobre Vendas
(=) Receita Operacional Líquida
(-) Custos e Despesas Variáveis das Vendas
Custo de Produção Variável
Matéria Prima
Mão-de-Obra Direta
Custos Indiretos Variáveis
Despesas Variáveis de Vendas
(=) Margem de Contribuição Operacional Bruta
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( - ) Custos e Despesas Fixas
Custo Fixo de Produção
Despesas Administrativas
Despesas de Vendas
(=) Margem de Contribuição Operacional Líquida
(+/-) Outras Receitas e Despesas
(+) Receitas Financeiras
( - ) Despesas Financeiras
(=) Margem de Contribuição Bruta
(+/-) Outros Ganhos e Perdas Escriturais
(+/-) Resultado Equiv. Patrimonial
(+) Realização Reservas
( - ) Baixa de Alienação de Bens Outros
(+/-) Outros
(=) Margem de Contribuição antes do IR
(-) Provisão para o IR
(=) Margem de Contribuição após IR
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Comparação entre os dois Métodos de Custeio: Custeio por Absorção e Custeio Variável
Custeio Variável Custeio por Absorção
Classifica os custos em fixos e variáveis Não há preocupação por essa classificação
Debita ao objeto de custeio, cujo custo está
sendo apurado, apenas os custos que são
variáveis em relação ao parâmetro escolhido
como base.
Debita ao objeto de custeio, cujo custo está
sendo apurado, os custos diretos, indiretos, fixos
e variáveis.
Os resultados apresentados sofrem influência
direta do volume de vendas.
Os resultados apresentados sofrem influência
direta do volume de produção.
É um método administrativo, gerencial, interno. É um método legal, fiscal, externo.
Sua filosofia básica contraria os princípios de
contabilidade, principalmente o da
competência.
Sua filosofia básica está de acordo com os
princípios de contabilidade.
Apresenta a contribuição marginal. Apresenta a margem bruta. Diferença entre a
receita e todos os custos incorridos na fabricação
do objeto de custeio.
O custeio variável destina-se a auxiliar,
sobretudo, a gerência no processo de
planejamento e de tomada de decisões.
O custeio por absorção destina-se a auxiliar a
gerência no processo de determinação da
rentabilidade e de avaliação patrimonial.
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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1) Em um sistema de custeio por absorção, o custo que permanece constante para cada unidade
produzida e que é alocado ao objeto de custo por rateio, é denominado
a) fixo e direto.
b) fixo e indireto.
c) direto e variável.
d) variável e indireto.
e) indireto e fixo.
2) O custeio por absorção e o custeio variável são dois métodos de custeamento dos produtos. A
principal diferença entre eles é a forma como fazem o custeamento dos produtos. Nesse contexto,
caracteriza distinçãoentre os dois custeios:
3) Em relação aos métodos de custeio, todas as afirmações são verdadeiras, exceto:
a. ( ) Consistem em métodos que possuem diferentes critérios para alocar custos e impactam
diretamente nos estoques.
b. ( ) Podem ser elaborados de formas diferentes pelas empresas.
c. ( ) Podem ser utilizados para tomada de decisão.
d. ( ) Podem ser desenvolvidos para empresas de prestação de serviços.
e. ( ) Todos podem ser utilizados para atender à legislação tributária.
4) Leia as afirmações a seguir:
I – O custeio por absorção não é autorizado para fins tributários.
II – O custeio por absorção apropria aos produtos os custos fixos e variáveis.
III – O custeio por absorção é recomendado apenas para tomada de decisões.
É possível afirmar que:
a. ( ) Apenas a afirmação I é verdadeira.
b. ( ) Apenas a afirmação II é verdadeira.
c. ( ) Apenas a afirmação III é verdadeira.
d. ( ) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras.
e. ( ) Todas as afirmativas são verdadeiras.
5) Assinale a afirmação verdadeira em relação ao método de custeio variável:
a. ( ) É utilizado apenas para atender à legislação tributária.
b. ( ) Somente são apropriados aos produtos os custos variáveis, ficando os custos fixos separados e
considerados como despesas do período.
c. ( ) Não pode ser utilizado para tomada de decisões.
d. ( ) É exigido pela legislação tributária.
e. ( ) Apropria os custos fixos e variáveis.
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6) Leia as afirmações a seguir:
I – Caso haja interesse pelo custeio variável, pode-se adotá-lo sem nenhum problema, porém, ao final
de cada exercício, devem-se fazer os ajustes de acordo com o que é permitido pela legislação.
II – O custeio por absorção aloca custos fixos e variáveis aos estoques, podendo aumentar o valor
desses estoques.
III – O custeio variável absorve custos fixos e variáveis.
É possível afirmar que:
a. ( ) Apenas a afirmação I é verdadeira.
b. ( ) Apenas a afirmação II é verdadeira.
c. ( ) Apenas a afirmação III é verdadeira.
d. ( ) A afirmação III é falsa.
e. ( ) As afirmações I e III são falsas.
7) Leia as afirmações a seguir:
I – O custeio por absorção pode causar distorções nos resultados das empresas.
II – Apurar o custeio variável é inadequado.
III – A empresa pode apurar pelo método de custeio variável para fins gerenciais, porém não pode
utilizá-lo para fins tributários.
É possível afirmar que:
a. ( ) Apenas a afirmação I é verdadeira.
b. ( ) Apenas a afirmação II é verdadeira.
c. ( ) Apenas a afirmação III é verdadeira.
d. ( ) Apenas as afirmações I e III são verdadeiras.
e. ( ) Todas as afirmativas são verdadeiras.
8) No critério de custeio variável só são apropriados aos produtos os custos variáveis, ficando os
custos fixos separados e:
(A) considerados como despesas do período;
(B) alocados aos produtos por um critério de rateio;
(C) alocados aos produtos através de rastreadores;
(D) atribuídos aos produtos proporcionalmente.
9) A margem de contribuição pode ser conceituada como:
(A) diferença: receita menos a soma de custos e despesas variáveis;
(B) alternativa não utilizada numa análise de projetos;
(C) divisão do lucro pela receita;
(D) soma de custos variáveis e despesas variáveis;
(E) resultado da expressão: receita – custos variáveis + custos fixos.
10. Assinale a alternativa que demonstra uma característica do custeio variável.
(a) Considera os custos de transformação como item de custo do produto acabado.
(b) Não pode ser utilizado para finalidades gerenciais
(c) Considera os custos fixos como gastos do período
(d) É adequado para a utilização pela legislação fiscal do imposto de renda
(e) É aceito pelos princípios fundamentais de contabilidade
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11.(Exame de Suficiência-CFC-2014)
PRODUÇÃO
CUSTOS FIXOS 5.000,00
TOTAL CUSTOS VARIÁVEIS (15,00x200unid) 3.000,00
TOTAL DA PRODUÇÃO 8.000,00
CUSTO UNITÁRIO POR PRODUTO = PRODUÇÃO / QUANTIDADE
TOTAL DA PRODUÇÃO 8.000,00
QUANTIDADE PRODUZIDA 200
CUSTO UNITÁRIO POR PRODUTO 40,00
CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS
QUANTIDADE VENDIDA POR UNIDADE 150
CUSTO UNITÁRIO POR UNIDADE 40,00
CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS 6.000,00
APURAÇÃO ESTOQUE
ESTOQUE INICIAL 0,00
PRODUÇÃO 8.000,00
(-) SAIDA DE PRODUTOS VENDIDOS 6.000,00
SALDO FINAL DE ESTOQUE 2.000,00
RESULTADO LÍQUIDO COM MERCADORIAS
VENDA DE MERCADORIAS (150 X 50,00) 7.500,00
CUSTOS DAS PRODUTOS 6.000,00
RESULTADO LÍQUIDO 1.500,00
RESPOSTA LETRA "C"
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12) A Cia Rei da Colina, fabricante de apenas um produto, tem a seguinte estrutura de custos:
Produção = 100 unidades
Custo Variável unitário = R$ 10,00 / un.
Custo Fixo Total = R$ 300,00
DespesasOperacionais=R$100,00
Preço de Venda = R$ 20,00 / un. (líquido de impostos e abatimentos)
Venda no período apurado = 50 unidades
Resolução:
Venda: R$ 20,00 x 50 un. = R$ 1.000,00
Custos Variáveis: R$ 10,00 x 50 un. = R$ 500,00
Custos Fixos: R$ 300,00 / 100 un. = R$ 3,00 por unidade.
DRE VARIÁVEL R$ ABSORÇÃO R$
Receita Líquida 1.000,00 1.000,00
(-) C.P.V. (500,00) (650,00)
Lucro Bruto 500,00 350,00
(-)Despesas Operacionais (100,00) (100,00)
(-) Custos Fixos (300,00) ----0-----
Lucro Líquido 100,00 250,00
Venda: R$ 20,00 x 50 un. = R$ 1.000,00
Custos Variáveis: R$ 10,00 x 50 un. = R$ 500,00
Custos Fixos: R$ 300,00 / 100 un. = R$ 3,00 por unidade.
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13) Observe os dados abaixo, dando continuidade ao exemplo anterior:
Estoque Inicial de produtos: 0
Unidades produzidas no período: 6.000
Unidades vendidas: 5.000
Unidades em estoque no final do período: 1.000
Preço de venda unitário: $ 20,00
Demonstração de Resultado pelo Custeio por Absorção:
Receita de Vendas: 5.000u x $ 20,00.................................................... $ 100.000,00
(-) Custo dos Produtos Vendidos
5.000 u x $ 12,00.......................................................................................($ 60.000,00 )
= Lucro Bruto ……………...................................................................... $ 40.000,00
(-) Despesas Operacionais
Variáveis 5.000u x $ 3,00.................................................................... ( $ 15.000,00)
Fixas........................................................................................................( $ 10.000,00)
Lucro Líquido …...................................................................................... $ 15.000,00
Estoque Final de Produtos: 1.000 u x $ 12,00 = $ 12.000,00
Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável:
Receita de Vendas: 5.000u x $ 20,00.................................................... $ 100.000,00
(-) Custo dos Produtos Vendidos (que só contém custos variáveis)
5.000 u x $ 7,00 .......................................................................................( $ 35.000,00)
(-) Despesas Variáveis
5.000u x $ 3,00.........................................................................................( $ 15.000,00)
Margem de Contribuição...................................................................... $ 50.000,00
(-) Custos Fixos........................................................................................( $ 30.000,00 )
(-) Despesas Fixas....................................................................................( $ 10.000,00)
Lucro Líquido …..................................................................................... $ 10.000,00
Estoque Final de Produtos: 1.000u x $ 7,00 = $ 7.000,00
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14) Uma indústria apresenta as seguintes projeções para um determinado período:
Capacidade produtiva 1.000 un
Demanda atual 700 un
Custos fixos totais de produção 28.000,00
Despesas fixas totais de produção 3.500,00
Custos variáveis de produção 30,00/ un
Despesas variáveis de produção 10,00/un
Preçode venda 100,00/un
Um determinado cliente deseja adquirir 200 unidades (produção adicional, acima da demanda atual
de 700 unidades), mas só aceita pagar 70,00 por unidade. A indústria deverá apurar, pelo custei
variável, um resultado de :
a) prejuízo de R$ 6.000,00
b) lucro de R$ 6.000,00
c) prejuízo de R$ 6.500,00
c) lucro de R$ 6.500,00
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15) Na contabilidade de Custos por Absorção, de uma empresa X, os custos de manutenção são
rateados para os Centros de Custos de Produção, Almoxarifado e Controle de Qualidade,
proporcionalmente às horas trabalhadas para esses Centros: 70 horas para Produção, 20 horas para o
Almoxarifado e 30 horas para o Controle de Qualidade. O total de gastos da manutenção a ratear foi
de R$ 5.500.000,00 no período em apuração. Pode-se indicar que a parcela da manutenção rateada
para o Centro de Controle de Qualidade foi de:
(a) R$ 916.667,00
(b) R$ 1.375.000,00
(c) R$ 2.750.000,00
(d) R$ 3.208.333,00
(e) R$ 5.500.000,00
COMENTÁRIOS
Total de horas trabalhadas: 70+ 20 + 30 =120
Gastos de Manutenção: R$ 5.500.000,00
Base do rateio = R$ 5.500.000,00 = R$ 45.833,33
120 h
Rateio:
Produção: 70 horas X R$ 45.833,00 = R$ 3.208.333,33
Almoxarifado: 20 horas X R$ 45.833,00 = R$ 916.666,67
Controle qualidade: 30 horas X R$ 45.833,00 = R$ 1.375.000,00
120 horas R$ 5.500.000,00
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Unidade 4: Introdução de Custos para Tomada de Decisão
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (MC)
Conceito
É encontrada pela diferença entre a Receita (Vendas) e os Custos e Despesas Variáveis. É o
excesso da receita de vendas sobre os custos e despesas variáveis.
MC = V – (CV + DV)
Sendo:
MC = Margem de Contribuição
V = Vendas
CV = Custo Variável
DV = Despesa Variável
A Margem de Contribuição é o valor oriundo da diferença entre as Vendas e todos os gastos
variáveis, sendo utilizado na cobertura dos Custos Fixos para proporcionar um Lucro, ou seja, é o
valor que ajudará amortizar os Custos e Despesas Fixos.
Quanto maior o valor da MCu maior será o lucro da empresa. Pois representa o valor que
“sobra” para o pagamento dos custos e despesas fixos.
Pode ser calculada, também, em valores unitários:
MCu= PVu - (CVu + DVu)
Sendo:
MCu = Margem de Contribuição Unitária
CVu = Custo Variável Unitário
DVu= Despesa Variável Unitária
PVu = Preço de Venda Unitário
Exemplo1:
Receita total do produto Z (preço de venda x quantidade vendida do produto) .....R$ 40.000,00
(-) Total dos custos variáveis do produto (CV x Quantidade vendida)..........................(R$ 17.000,00)
(-) Total das despesas variáveis (DV x Quantidade Vendida)...........................................(R$ 5.000,00)
= Margem de contribuição................................................................................................R$ 18.000,00
Exemplo 2: A Cia LeDaLu, fabricante de apenas um produto, tem a seguinte estrutura de custos:
- Custos Variáveis Unitários:
Materiais diretos: $ 2,00
Mão-de-obra direta: $ 4,00
Outros Custos Variáveis: $ 1,00
Despesas variáveis: $ 3,00
- Custos Fixos por ano: $ 30.000,00
- Despesas Fixas: $ 10.000,00
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20
Calcule a Margem de Contribuição Unitária, sabendo-se que:
- Número de unidades produzidas no ano: 6.000
- Número de unidades vendidas no ano: 5.000
- Preço de venda unitário: $ 20,00
MCu= PVu - (CVu + DVu)
MCu = (5.000x20) – {(5.000 x 7) + (5.000 x 3)} = $ 50.000,00
Demonstração do Resultado Pelo Custeio Variável
VENDAS
(-) Custos e Despesas Variáveis
= MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
(-) Custos e Despesas Fixos
= RESULTADO ANTES DO IR (Lucro Operacional Líquido)
(-) IR e CSSL
= LUCRO DO EXERCÍCIO
Exemplo 3: Utilizando os dados do exemplo2, evidencie a DRE pelo Custeio Variável:
Receita de Vendas: 5.000u x $ 20,00.................................................... $ 100.000,00
(-) Custo dos Produtos Vendidos
5.000 u x $ 7,00 ........................................................................................( $ 35.000,00)
(-) Despesas Variáveis
5.000u x $ 3,00...........................................................................................( $ 15.000,00)
Margem de Contribuição....................................................................... $ 50.000,00
(-) Custos Fixos.........................................................................................( $ 30.000,00 )
(-) Despesas Fixas.....................................................................................( $ 10.000,00)
Lucro Líquido Operacional....................................................................... $ 10.000,00
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21
ÍNDICE DE MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
A margem de contribuição também pode ser expressa em porcentagem. O índice de margem de
contribuição indica a porcentagem de cada unidade monetária de vendas disponível para cobrir os
custos fixos e propiciar lucro para empresa.
Índice de margem de contribuição: VENDAS – CUSTOS E DESPESAS VARIÁVEIS
VENDAS
Vendas.... $ 1.000.000,00
Custos variáveis.... $ 400.000,00
Despesas variáveis... $ 200.000,00
Margem de contribuição: $ 400.000,0
Índice de margem de contribuição: 400.000 / 1.000.000 = 40 %
Os conceitos aqui abordados serão de suma importância para estudo da relação
custo/volume/lucro.
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22
EXERCÍCOS DE FIXAÇÃO
1)Uma empresa industrial apresentou as seguintes informações:
Vendas totais $ 900.000
Custos fixos $ 150.000
Custos variáveis $ 200.000
Despesas fixas $ 120.000
Despesas variáveis $ 60.000
A margem de contribuição total é de:
Vendas $ 900.000
(-) CV $ 200.000
(-) DV $ 60.000
MC $ 640.000
2) Coletando os dados de uma empresa em um período, apurou um custo variável unitário de R$ 15,00
e um preço de venda de R$ 20,00 para uma capacidade máxima de produção de 800.000 unidades. No
nível máximo de produção a margem de contribuição é de:
A) R$ 2.800.000,00
B) R$ 4.000.000,00
C) R$ 6.800.000,00
D) R$ 12.000.000,00
E) R$ 30.000.000,00
MCu = PVu – (Cvu + DVu) = 20,00 – 15,00 = 5,00 MCT = 5,00 x 800.000 un = 4.000.000,00
3) Itens extraídos do Orçamento da Indústria Beta (em reais)
Com base na metodologia do Orçamento Flexível, para produção e venda efetivas de 10.000
unidades, a Margem de Contribuição e o Resultado Operacional orçados, em reais,
correspondem, respectivamente, a:
(A) 92.000,00 e 22.000,00 (B) 92.000,00 e 70.000,00
(C) 148.000,00 e 22.000,00 (D) 148.000,00 e 70.000,00
(E) 148.000,00 e 92.000,00
RT = 10.000 x 24,00 = 240.000,00
( - ) CV = 10.000 x 14,80 = (148.000,00)
( = ) MC 92.000,00
( - ) CF 70.000,00
( = ) L Op 22.000,00
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23
4) A indústria de bebidas TOMBA E LEVANTA produziu e vendeu em setembro o total de
100.000 litros de vinho e 180.000 litros de refrigerantes.
Preço de venda unitário Vinho Refrigerante
4,20 0,80
Custos variáveis por unidade
fabricada
Diretos – Matéria-prima
Diretos- MOD
Diretos – Outros
1,20
0,80
0,30
0,20
0,10
0,05
Despesas de vendas variáveis 0,70 0,15
Custos Fixos, total no mês:
Mão-de-obra indireta
Depreciação
Outros Custos Fixos
29.600,00
70.400,00
30.000,00
Despesas fixas no mês 19.600,00
Com base nos dados acima, pede-se a margem de contribuição por produto.
MCuVinho = MCu = PVu - (CVu + DVu)= (100.000 x 4,20) – (100.000 x0,7) = 350.000
MCuRefri = MCu= PVu - (CVu + DVu)= (180.000 x 0,80) – (180.0000 x 0,15) = 117.000
5) A indústria Bacalhau SA faz análises gerenciais em sua contabilidade de custos, sendo uma delas
a de apuração dos resultados baseada no custo, de reposição.
Em maio/2009, a indústria que produz 2.000 estantes por mês vendeu 90% de sua produção, a
R$ 70,00 cada unidade.
A estruturade custos e as expectativas de variação dos preços, em reais, para o mês de junho/2009,
são as seguintes:
Considerando exclusivamente as informações acima, a margem de contribuição unitária pelo custo
de reposição monta, em reais, em
(A) 33,45 (B) 34,35 (C) 35,00 (D) 35,65 (E) 36,55
Custos de junho Custos esperado (variáveis)s
MP: 20,00/un 21,00/un
MOD: 10,00/un 10,40/un 36,55
CIV: 5,00/un 5,15/un
MCU = 70,00 - 36,55 = 33,45
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6) A Cia SóUm, fabricante de apenas um produto, tem a seguinte estrutura de custos:
- Custos Variáveis Unitários:
Materiais diretos: $ 2,00
Mão-de-obra direta: $ 4,00
Outros Custos Variáveis: $ 1,00
Despesas variáveis: $ 5,00
- Custos Fixos por ano: $ 30.000,00
- Despesas Fixas: $ 10.000,00
a) Calcule a Margem de Contribuição Unitária, sabendo-se que:
- Número de unidades produzidas no ano: 6.000
- Número de unidades vendidas no ano: 7.000
- Preço de venda unitário: $ 20,00
MCu= PVu - (CVu + DVu)
MCu = (7.000 x 20) – {(7.000 x 7) + (5.000 x 5)} = $
b) Elabore a Demonstração do Resultado Pelo Custeio Variável
Receita de Vendas: 7.000u x $ 20,00.................................................... $ 100.000,00
(-) Custo dos Produtos Vendidos
7.000 u x $ 7,00 ........................................................................................( $ 35.000,00)
(-) Despesas Variáveis
7.000u x $ 5,00.........................................................................................( $ 35.000,00)
Margem de Contribuição........................................................................ $ 20.000,00
(-) Custos Fixos........................................................................................( $ 30.000,00 )
(-) Despesas Fixas.....................................................................................( $ 10.000,00)
Prejuízo Líquido Operacional................................................................... ($ 20.000,00)
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RELAÇÃO CUSTO/VOLUME/LUCRO
O planejamento dos lucros, bem como o total controle dos custos, possibilitam uma análise
das diversas tendências dos custos, facilitando a interpretação e o comportamento dos diferentes
níveis operacionais.
A Relação Custo/Volume/Lucro é uma eficiente técnica que, resumindo, oferece informações
detalhadas, como por exemplo:
Ponto de Equilíbrio
Preço de Venda Mínimo
Viabilização de um Projeto
PONTO DE EQUILÍBRIO
É o ponto do nível da atividade da empresa onde surge a igualdade entre os Custos e Despesas Totais
com a Receita Total. A linearidade do PE é válida num intervalo que interessa, ou seja, onde os
custos e despesas se mantenham no mesmo patamar.
PE = RT
RT = CT + DT
Onde
PE = RT (PVu.q) = CT + DT (CF +DF + CVu.q + DVu .q)
O Ponto de Equilíbrio é o ponto no qual a receita total de vendas se iguala aos custos e despesas
totais.
O Ponto de Equilíbrio representa a quantidade mínima que a empresa terá que comercializar para
cobrir seus gastos.
Á R E A
P R E J U ÍZ O
Á R E A D E
L U C R O
C V
P E
R T
C TY
C F
C T
P E e m
v o lu m e
P E e m
v a lo r
X
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26
Onde: CF = Custo Fixo
CT = Custo Total
CV = Custo Variável
RT = Receita Total
PE = Ponto de Equilíbrio
Ao atingir o Ponto de Equilíbrio, a empresa não apresenta nem Lucro nem Prejuízo; a partir desse
ponto, pelo aumento da atividade, aparece lucro correspondente à MCu vezes as quantidades
comercializadas acima do PE; abaixo desse ponto, pela diminuição da atividade, a empresa
incorrerá em prejuízo. Se a empresa não conseguir vender nenhum de seus produtos o prejuízo
corresponderá aos CF + DF totais dessa empresa.
Exemplo:
Unidades
Produzidas
Custo Custo Custo Receita Lucro ou
Fixo Variável Total de Vendas Prejuízo
$ $ $ $ $
0 40 0 40 0 (40)
1 40 20 60 28 (32)
2 40 40 80 56 (24)
3 40 60 100 84 (16)
4 40 80 120 112 (8)
5 40 100 140 140 0
6 40 120 160 168 8
7 40 140 180 196 16
8 40 160 200 224 24
Pelo exemplo, o Custo Fixo independe da produção e da venda; permanece constante e com
um valor de $ 40,00. O Custo Variável é proporcional às quantidades produzidas e aumenta de
$ 20,00 por unidade produzida.
O Custo Total não aumentará na mesma proporção dos Custos Variáveis em virtude dos
Custos Fixos.
Vendas menos Custo Total (CT) representa Lucro ou Prejuízo. Quando a empresa
comercializa 5 unidades atinge o seu ponto de equilíbrio, isto é, o ponto da atividade em que não há
lucro nem prejuízo.
Daí para frente, a empresa conseguirá lucros. Vendendo menos do que cinco unidades a
empresa incorrerá em prejuízo.
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Gráfico do Ponto de Equilíbrio:
RT
CT
CV
CF
Onde: CF = Custo Fixo
CT = Custo Total
CV = Custo Variável
RT = Receita Total
À direita do Ponto de Equilíbrio encontra-se a área do lucro, enquanto à esquerda encontra-
se a área do prejuízo.
O ponto de Equilíbrio é alcançado num número tal de unidades vendidas igual ao quociente
entre custos + despesas fixos (CF + DF) e a diferença entre preço unitário de venda e custos +
despesas variáveis unitários [PVu – (CVu + DVu )], que corresponde a MCu.
Ponto de Equilíbrio = Custos + Despesas Fixos
(em unidades) MCu
Para se chegar a fórmula anterior, foi feito o seguinte desenvolvimento através de um
raciocínio lógico:
PE RT = CT + DT
RT= PVu x Q
CT = CF + CVu x Q
DT= DF + DVu x Q
Substituindo esses parâmetros na fórmula:
PVu x Q = CF + CVu x Q + DF + DVu x Q
PVu x Q – CVu x Q – DVu x Q = CF + DF
Q = CF + DF
PVu – CVu – DVu
ou
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PEq = CF + DF
MCu
Isto pode ser intuitivamente entendido, pois, se os custos fixos independem do volume de
atividade, é necessário vender tantas unidades de produto quantas forem necessárias para, através da
margem ganha em cada uma delas [PVu – (CVu + DVu )], a empresa cobrir os custos e despesas
fixos.
Exemplo 1 Custos Fixos previstos = $ 6.376.350,00
Preço de venda unitário = $ 15,00
Custo Unitário Variável = $ 10,00
Ponto de Equilíbrio = 6.376.350 / (15 - 10) = 1.275.270 u
Comprovando o resultado obtido da seguinte forma:
6.376.350,00 (parte fixa) + [ 10,00 X 1.275.270] =
6.376.350,00 + 12.752.700,00 = 19.129.050,00
1.275.270 X 15,00 = 19.129.050,00 o valor total das vendas é igual ao valor total dos custos,
resultando num lucro zero (ponto de ruptura).
A fórmula em quantidades permite alcançar ou calcular o ponto de equilíbrio de cada
produto, quando a empresa produzir mais de um, contanto que se consiga apropriar uma parcela do
custo fixo total a cada produto (o que não deixaria de ser dificultoso).
Para saber o valor da Receita de Vendas no PE, basta multiplicar as quantidades encontradas
no do PE pelo PVu.
Exemplo 2
A Cia Taquara apresenta um Preço de Venda unitário (PVu) para seu produto de $ 15,00.
Apresenta, também, Custos Fixos (CF) no valor de $ 100,00 e Custos Variáveis por unidade (CVu)
de $ 10,00.
A Receita Total (RT) da Cia Taquara é Preço de Venda unitário vezes a quantidade vendida:
RT = 15 q
Se Taquara vender 10 unidades, terá:
RT = 15,00 x 10 unidades = 150,00
CVt = 10,00 x 10 unidades = (100,00)
Margem de Contribuição = 5,00 x 10 unidades = 50,00
CFt = (100,00)
Resultado = Prejuízo ( 50,00)
Caso venda 30 unidades, terá:
RT = 15,00 x 30 unidades = 450,00
CVt = 10,00 x 30 unidades = (300,00)
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Margem de Contribuição = 5,00 x 30 unidades = 150,00
CFt = (100,00)
Resultado = Lucro 50,00
Para encontrar o PE, a empresa precisa comercializar uma quantidade de mercadorias que
iguale a RT com o CT + DT (CV + CF +DF + DV), gerando um resultado nulo (nem lucro nemprejuízo):
RT = CT + DT
15 q = 100 + 10 q
Resolvendo a equação:
15 q = 100 + 10 q
15 q – 10 q = 100
5 q = 100
q = 20
Supondo que a empresa venda 20 unidades:
RT = 15,00 x 20 unidades = 300,00
CVt = 10,00 x 20 unidades = (200,00)
Margem de Contribuição = 5,00 x 20 unidades = 100,00
CFt = (100,00)
Resultado = (Nulo) 0,00
Atinge-se o ponto de equilíbrio se produzir 20 unidades. Com esta produção, a empresa
estaria somente cobrindo seus Custos e Despesas e não estaria lucrando nada.
E qual a importância de se conhecer as quantidades a serem comercializadas para se atingir o
PE?
Para tomadas de decisões de produção, metas, margem de segurança etc. A análise do PE é
um instrumento precioso para a gerência visualizar a situação econômica global das operações e tirar
proveito das relações entre as variáveis custo x volume x lucro.
1.4.1.2 As Alterações nos custos e despesas (fixos e variáveis): os efeitos no PE
A cada alteração, separadamente, nos custos e despesas fixos, nos custos ou despesas
variáveis ou no preço de venda, irá acarretar alterações no volume a ser comercializado e,
consequentemente, no lucro.
1) Alteração nos Custos e despesas Fixos (considere que quando se falar, nesse tópico, em
CF e CV estão inclusos as DF e DV):
Supondo que os CF da Cia Taquara aumentem de $ 100,00 para $ 150,00 (ou seja, um
aumento de 50%). Que conseqüência isso trará no PE?
PE = CF / MCu 150 / 5 = 30 unidades
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O aumento de 50% nos Custos Fixos provocou um acréscimo em idêntico percentual no PE
medido em quantidades.
PE para CF = 100 = 20 unidades
50% 50%
PE para CF = 150 = 30 unidades
2) Alteração nos Custos Variáveis unitários (modificará a MC):
Se o Custo Variável unitário passar de $ 10,00 para $ 12,50 (ou seja, um aumento de 25%), o
que aconteceria com o PE?
PE = CF / MCu
Nova MCu = 15,00 – 12,50 = 2,50
PE = 100 / 2,50 = 40 unidades
PE para CV = 10,00 = 20 unidades
25% 100%
PE para CV = 12,50 = 40 unidades
Neste caso, um aumento de 25% no CV gerou um aumento de 100% no PE.
Será que sempre que o CV for aumentado em 25%, o PE será aumentado em 100%?
Vamos comparar com base em outro valor diferente de $ 10,00. Se o CV unitário fosse $ 5,00
no lugar dos $ 10,00 e houvesse um aumento de 25%, ou seja, $ 6,25, o que aconteceria com o PE?
PE = CF / MCu
MC = 15,00 – 5,00 = 10,00
PE = 100 / 10,00 = 10 unidades
Nova MC para comparação = 15,00 – 6,25 = 8,75
PE = 100 / 8,75 = 11,43 unidades aproximadamente
PE para CV = 5,00 = 10 unidades
25% 14,30%
PE para CV = 6,25 = 11,43 unidades
Percebemos que o aumento do Custo Variável não terá relação com o mesmo aumento em
outra situação, diferentemente do CF, que será sempre proporcional.
3) Alteração no Preço de Venda:
Uma alteração no Preço de Venda também irá modificar a Margem de Contribuição unitária,
de modo que seus efeitos são similares aos da variação dos Custos Variáveis, porém na razão inversa,
ou seja, havendo um aumento no PVu, o PE irá reduzir.
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Se o Preço de Venda unitário passar de $ 15,00 para $ 18,00 (ou seja, um aumento de 30%), o
que aconteceria com o PE?
MCu = 18,00 – 10,00 = 8,00
PE = CF / MCu = 100 / 8 = 12,50 unidades aproximadamente
PE para PV = 15,00 = 20 unidades
30% - 37,50 %
PE para PV = 18,00 = 12,5 unidades
Neste caso, um aumento de 30 % no PV gerou uma redução 37,50 % no PE.
Será que sempre que o PV for aumentado em 30% o PE será reduzido em 37,50% ?
Vamos comparar com base em outro valor diferente de $ 15,00. Se o PV unitário fosse
$ 12,00 no lugar dos $ 15,00 e houvesse um aumento de 30%, ou seja, $ 15,60, o que aconteceria
com o PE?
PE = CF / MCu
MCu = 12,00 – 10,00 = 2,00
PE = 100 / 2,00 = 50 unidades
Nova MC para comparação = 15,60 – 10,00 = 5,60
PE = 100 / 5,60 = 17,86 unidades aproximadamente
PE para PV = 12,00 = 50 unidades
30% - 64,28%
PE para CR = 15,60 = 17,86 unidades
Podemos concluir que, se a MCu é pequena, qualquer pequena alteração nos Custos e
Despesas variáveis provocará grandes alterações nessa mesma margem, o que acarretará, por sua
vez, grandes modificações no PE.
E se a MCu for grande, mesmo grandes alterações percentuais sobre os valores variáveis não
alterarão, em muito, essa margem, o que por sua vez não mudará em muito, também, o PE.
1.4.2 LIMITAÇÕES AO USO DO PONTO DE EQUILÍBRIO
A maior limitação da utilização do PE seria quando a empresa produzir e vender mais de um
produto. Quando se consegue identificar os custos fixos a cada produto (CF identificado), fica mais
fácil calcular o PE. Mas quase sempre existirão os CF que serão comuns a todos os produtos. Caso
seja feito algum rateio entre esses custos comuns aos produtos, como estudamos em aulas anteriores,
haverá sempre um grau de arbitrariedade e o resultado poderá ficar distorcido. Uma forma de se
calcular esse PE, segundo o Professor George Guerra Leone, seria estimar as quantidades a serem
vendidas por todos os produtos, calcular uma margem de contribuição média e dividir os custos fixos
por essa margem de contribuição média. Mas as dificuldades na prática são muito grandes. Não será
abordado com maior profundidade, por não ser objetivo desse capítulo.
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1.4.3 PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL (PEC)
É a quantidade que equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos
produtos vendidos. Foi o que nós estudamos de ponto de equilíbrio até o momento, ou seja, é o ponto
de vendas onde a receita total de vendas se iguala ao total dos custos e despesas.
Fórmula: PEC = CF + DF
MCu
Uma outra forma de se fazer o cálculo do PE seria utilizando o valor da MCu em termos
percentuais.
Exemplo:
CF + DF = $ 4.000.000,00 por mês
CV + DV = $ 6.000,00 /u
Preço de Venda: $ 8.000,00 /u
Qual o PEC em receita ?
MCu = $ 8.000,00 - $ 6.000,00 = $ 2.000,00
MCu% = 2.000,00 / 8.000,00 = 25 %
PEC = $ 4.000.000,00 / 0,25= $ 16.000.000,00
O PEC pode ser utilizado para:
* determinar o nível de atividades necessárias para cobrir todas as despesas e custos, tantos
fixos quanto variáveis;
* avaliar a lucratividade associada aos diversos níveis possíveis de vendas, ou seja, aos vários
níveis possíveis de atividades;
* facilitar a análise dos efeitos sobre a lucratividade decorrente de alterações nas despesas e
custos fixos e variáveis, no volume de vendas, no preço de vendas e na distribuição relativa de linhas
de produtos vendidos.
1.4.4 PONTO DE EQUILÍBRIO ECONÔMICO (PEE)
É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescida de uma
remuneração mínima sobre o capital investido pela empresa. Esta remuneração mínima corresponde
à taxa de juros do mercado multiplicada pelo Capital Investido e é denominada de CUSTO DE
OPORTUNIDADE.
O Custo de Oportunidade representa a remuneração que a empresa obteria se aplicasse seu
capital no mercado financeiro, ao invés de no seu próprio negócio.
O PEE será obtido quando a soma da Margem de Contribuição totalizar um valor que cobrirá
todos os Custos e Despesas fixos mais o valor correspondente ao Custo de Oportunidade.
Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior. Vamos supor que a empresa em
estudo tenha um capital de $ 10.000.000,00. Aplicando esse dinheiro no mercado financeiro,
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33
consegue uma taxa líquida de 10% a.a.. O Custo de Oportunidade dessa empresa, com a aplicação
no mercado financeiro, vai ser $ 1.000.000,00 ao ano.
PEE = CF + DF + Custo de Oportunidade
MCu
Logo, PEE em quantidade será de:
$ 4.000.000,00 + $ 1.000.000,00 = 2.500 u
$ 2.000,00
Em receita = $ 5.000.000,00 / 0,25 = $ 20.000.000,00
Conclui-se que o verdadeiro lucro da atividade será obtido quando, contabilmente, o resultado
for superior a esseretorno. Logo, haverá um PEE quando houver um lucro contábil de
$ 1.000.000,00
Caso a empresa esteja obtendo um volume intermediário entre 2.000 e as 2.500 unidades,
estará obtendo resultado contábil positivo, mas estará economicamente perdendo, por não estar
conseguindo recuperar o valor do juro do capital investido.
1.4.5 PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO (PEF)
É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas que representam
desembolso financeiro para a empresa. Ou seja, é o nível de produção e vendas em que o saldo de
caixa é igual a zero. Representa a quantidade de vendas necessárias para cobrir os gastos
desembolsáveis, tanto operacionais, quanto não operacionais.
Assim, por exemplo, os encargos de depreciação são excluídos no cálculo do PEF por não
representarem desembolso para a empresa.
PEF = CF + DF - GND
MCu
Onde;
GND = Gastos Não Desembolsáveis
Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior, vamos supor que dentro dos
custos e despesas fixos 20% correspondam à depreciação, ou seja, $ 800.000,00. O PEF será
alcançado quando a empresa comercializar as seguintes quantidades:
PEF = $ 4.000.000,00 - $ 800.000,00 = 1.600 u
$ 2.000,00
PEF em receita = $ 3.200.000,00 / 0,25 = $ 12.800.000,00
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A empresa nesse nível de atividade estará conseguindo equilibrar-se financeiramente, mas
estará com um prejuízo contábil de $ 800.000,00, já que não estará conseguindo recuperar-se da
parcela “consumida” do seu ativo imobilizado.
Uma outra utilização do PEF seria computando as parcelas financeiras de desembolso
obrigatório, no período que não estejam computadas nos custos e despesas.
Exemplo: Supondo que a empresa em estudo fez um empréstimo de $ 8.000.000,00 para
somar a seus recursos próprios a fim de conseguir melhor operar; e mais, os encargos financeiros
desse empréstimo estejam inclusos nas Despesas Fixas. Supondo, ainda, que a amortização desse
empréstimo seja em parcelas anuais de $ 2.000.000,00. Conclui-se que, financeiramente, a empresa
precisa obter, em cada período, os $ 3.200.000,00 de desembolso para cobrir os CF e DF, mais essa
parcela de $ 2.000.000,00. Logo, o PEF será de:
PEF = $ 3.200.000,00 + $ 2.000.000,00 = 2.600 u
$ 2.000,00
Em receita seria de: $ 5.200.000,00 / 0,25 = $ 20.800.000,00 de vendas totais.
Assim, por exemplo, se a empresa operar na faixa de 2.550u, estará com um Resultado
Contábil de $ 1.100.000,00; Econômico de $ 100.000,00; Financeiro de $ 1.900.000,00, se
considerar só as operações, e, Financeiro Deficitário em $ 100.000,00 se levar em conta que não se
conseguiu todos os recursos necessários para o pagamento da amortização da dívida.
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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1: Qual é o ponto de equilíbrio em número de refeições servidas por mês?
Dados: Custos Fixos: $ 21.000 por mês; Vendas por Un: $ 18 por cliente; Custos Variáveis: $ 9,60
por un
R = quantidade de refeições
Lucro = zero
Vendas = Despesas variáveis + Despesas fixas + Lucro
18R = 9,6R + 21.000 + 0
8,4R = 21.000
R = 2.500 refeições por mês
2: Com os dados a seguir, calcular o ponto de equilíbrio em quantidades:
Preço de vendas unitário $ 1.000
Margem de contribuição unitário $ 400
Custos Fixos totais $ 300,000
29) Q = __CF__ = 300.000 = 750 um
MC un 400
3: A Loja do Vovô - Vovô abriu uma loja para comercializar camisas. Estas eram compradas a
$5,00/unidade e vendidas a $10,00/unidade. Os custos para comercializar e administrar a loja eram:
comissão de vendas, 10% da receita; e, salários, aluguel e outros custos fixos necessários a operação,
$100,00 ao período. Vovô queria saber qual a receita para:
1. atingir o ponto de equilíbrio em unidades?
2. ter um lucro de $100 ?
PEC = CDF PEC = CDF + CUSTO DE OPORTUNIDADE
Mcu MCu
PEC = 100 PEC = 100 + 100
10,00-(5,00+1,00) 10,00-(5,00+1,00)
PEC = 25 PEC = 50
4: Calcular o ponto de equilíbrio de uma empresa com as seguintes informações:
Lucro líquido desejado após o IR $ 350.000
Preço de venda unitário $ 10 / u
Custos e Despesas variáveis por unidade $ 4 / u
Custos e Despesas fixas $ 100.000
Alíquota do IR $ 30%
32) LL = LAIR – 0,3 LAIR
LL = 0,7 LAIR
350.000 = 0,7 LAIR
LAIR = 500.000
Q = 100.000 + 500.000 = 100.000 unidades
(10 – 4)
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5: Uma companhia industrial apresentou $ 66.000 de custos fixos e $ 192.000 de custos variáveis,
tendo produzido 2.400 unidades. Considerando que a margem de contribuição unitária é de $ 40, o
preço de venda unitário e o ponto de equilíbrio são, respectivamente:
CVun = 192.000 = 80,00
2.400
PV = CV + MC → PV = 80 + 40 = 120
Q = CF = 66.000 = 1.650 unidades
MC 40
6: Considerando a demonstração de resultado a seguir e sabendo-se que a empresa quer um lucro de
20% sobre as vendas, qual o volume de vendas necessário?
Vendas $ 40.000
Custos variáveis $ 24.000
Margem de contribuição $ 16.000
Custos fixos $ 6.000
Lucro operacional $ 10.000
Índice do CV = CV / RT = $ 24.000 / 40.000 = 0,60
RT = CT + 0,20 RT
RT = 0,60 RT + $ 6.000 + 0,20 RT
RT = 0,80 RT = $6.000
0,20 RT = $ 6.000
RT = $ 30.000
7: A Indústria Pangea S/A apresentou, em um determinado mês, o seguinte quadro de custos e despesas
variáveis e fixas, com valores em reais:
Custos Variáveis 50% do Preço de Venda Custos Fixos 50% das Despesas Fixas
Despesas Variáveis 50% dos Custos Variáveis Despesas Fixas 3.000.000,00 / mês
Preço de Venda 6.000,00 por Unidade Nível de Atividade 5.000 Unidades por mês
Com base exclusivamente nos dados acima, o ponto de equilíbrio contábil (operacional) da empresa, em unidades,
é
(A) 3.000 (B) 2.500 (E) 750
(C) 2.000 (D) 1.500
6.000 Q = (0,5 x 6.000 Q) + (0,25 x 6.000 Q) + 3.000.000,00 + (0,5 x 3.000.000,00)
6.000 Q = 3.000 Q + 1.500 Q + 4.500.000,00
1.500 Q = 4.500.000,00
Q = 3.000,00/un
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8: O produto XYZ, para ter um volume de vendas de $50.000, deverá apresentar custos variáveis
que totalizam $35.000 e custos fixos com valor de $12.000. O volume de vendas que resultará em
um lucro de $7.500 equivale a:
DRE no volume de venda de 50.000
R = 5.000
CV = 35.000
MC = 15.000
CF = 12.000
L = 3.000
Para L = 7.500 → V = CF + Lucro → V = 12.000 + 7.500 = 65.000
Índice de MC 1500/50.000
Obs. O Índice de MC é constante, ou seja, ele é o mesmo para qualquer quantidade.
9: Suponhamos uma empresa que fabrica e vende o produto Y. Os seguintes dados estão disponíveis:
Preço de venda unitário: $ 927,50
Custos e despesas variáveis unitários: 556,50
Custos e despesas fixos anuais: 155.820,00
Depreciação inclusa nos custos e despesas fixos: 22.260,00
Patrimônio líquido: 267.120,00
Rendimento esperado pelos proprietários: 10% a.a. do PL = 267.120,00 x 10% = $ 26.712,00
PEC = $ 155.820,00 . = 420 unidades
$ 927,50 (-) $ 556,50
PEE = $ 155.820,00 + $ 26.712,00 = 492 unidades
$ 927,50 (-) $ 556,50
PEF = $ 155.820,00 (-) $ 22.260,00 = 360 unidades
$ 927,50 (-) $ 556,50
10. O ponto de equilíbrio contábil, também chamado de ponto de ruptura ou break-even point, ocorre
quando a:
(A) margem de contribuição total igualar as despesas fixas totais;
(B) margem de contribuição total igualar os custos fixos totais;
(C) receita total igualar custos e despesas totais;
(D) receita total superar os custos fixos totais gerando o lucro desejado pelos proprietários.
Bibliografia
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 9ª edição. Atlas, 2006.
VEIGA, Windsor Espenser; SANTOS, Fernando de Almeida. Contabilidade de custos: gestão em
serviços, comércio e indústria. 1. ed. – São Paulo: Atlas, 2016. VitalBook file.
CREPALDI, S. Aparecido, CREPALDI, Simões. Contabilidade de Custos, 6ª edição. Atlas, 10/2017.
VitalBook file.
Despesas Operacionais = R$ 100,00
Sendo:
CV = Custo Variável