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Aula 6 – Patrimônio Cultural e Artístico Brasileiro: Região Norte
Uma das primeiras características da região Norte é o fato de ter baixa densidade populacional. Isso se justifica basicamente pelo seu ecossistema específico, que abriga florestas tropicais densas e rios que alagam grande parte do território anualmente.
A região é composta pelos estados do Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, Tocantins, Amazonas e Pará. O clima predominante é o equatorial, quente e chuvoso. No entanto, em algumas partes ao norte do Pará, ao sul do estado do Amazonas e em Rondônia, o clima é tropical. Esse tipo de clima favorece a Floresta Amazônica, cuja importância é mundialmente reconhecida.
Além disso, a região também abriga a maior bacia hidrográfica do planeta, assim como a ilha do Bananal – a maior ilha fluvial do mundo, localizada na bacia do rio Tocantins.
A região Norte era habitada originalmente por grupamentos indígenas, mas, a partir do século XVII, passou a ser visitada por espanhóis e portugueses. Esses visitantes estavam interessados em explorações militares e religiosas, no intuito de proteger o território e de catequizar os índios, respectivamente. Nessa época, os europeus se valeram do conhecimento dos índios a respeito dos recursos naturais das florestas e mantiveram uma lucrativa atividade econômica com a Europa, baseada na exploração de especiarias e na exportação realizada pela foz do rio Amazonas.
O nome do estado do Acre é de origem indígena, cujo termo aquiri significava rio de jacarés. Atualmente, há cerca de 146 aldeias indígenas, totalizando aproximadamente 14.500 índios no estado, os quais habitam quase 14% do território acreano. 
Somente em 1877 surgiram os primeiros habitantes não-indígenas: migrantes nordestinos atraídos pela extração do látex dos seringais. 
A chegada dos nordestinos ao Acre fez com que os costumes de ambos os lados convivessem lado a lado, principalmente no que se referia à culinária. A capital do Acre (Rio Branco) detém quase 50% da população e representa o grande centro econômico e cultural do estado.
O IPHAN não tombou nenhum bem no estado, mas há a preservação de alguns bens materiais que valem a pena serem visitados pelos turistas, como:
Percebe-se, pois, que o maior patrimônio do Acre é representado por suas riquezas naturais. Sendo assim, o grande desafio é conciliar o desenvolvimento urbano e econômico com a preservação do meio ambiente. Para aproveitar a vocação ecológica, foram criadas rotas turísticas, como os Caminhos do Pacífico e os Caminhos de Chico Mendes, apresentados no Salão de Turismo de São Paulo em 2008.
Durante o Período Imperial (1822 a 1889), a região foi transformada em sede da freguesia, recebendo o nome de Boa Vista. 
No século XX, o crescimento acelerado do estado se deu em virtude da exploração dos garimpos, pois o solo do lugar abriga muitas jazidas de ouro, diamante, cassiterita, bauxita, cobre, dentre outros minérios. 
Porém, essa riqueza continua sendo motivo para conflitos frequentes entre garimpeiros e índios.
A respeito de Roraima, podem-se destacar os patrimônios:
→ Materiais
→ Imateriais
Sobre o patrimônio imaterial do estado, pode-se dizer que se trata de um conjunto de costumes de origem indígena, dos colonizadores portugueses e de migrantes provenientes de outros estados brasileiros. A cultura de Roraima possui danças indígenas e um vocabulário específico representado por palavras de muitas comunidades de índios.
→ Naturais
Tocantins
A partir de agora, vamos analisar o patrimônio:
→ Natural: O patrimônio natural é constituído pelo Parque Indígena do Araguaia, pelo Parque Nacional do Araguaia e pelo Parque Estadual do Jalapão. 
→ Material: No tocante aos bens materiais, Tocantins só tem um bem tombado pelo IPHAN. Trata-se do Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico na cidade de Natividade. O conjunto é composto por mais de trezentas obras barrocas.
→ Imaterial: Quanto ao patrimônio imaterial, destacam-se as folias de Reis, as festas do Divino Espírito Santo, as cavalhadas e as danças, tais como a catira ou sússia. Além desses patrimônios imateriais, o artesanato tocantinense feito com o capim-dourado da região do Jalapão ganhou fama inclusive no âmbito internacional.
A capital Palmas foi completamente planejada e é a menos populosa capital do país, com 178.386 habitantes. Tocantins é o mais novo estado brasileiro, criado em 1988 e originado a partir do estado de Goiás. O estado contém 80% de seu território coberto pela vegetação do cerrado e o restante por florestas.
Amazonas
Em nossa sequência, abordaremos o estado do Amazonas (o penúltimo da presente aula). Vamos apontar os quatro bens tombados pelo IPHAN, um pelo patrimônio estadual e dois patrimônios imateriais do Amazonas. Já que a Floresta Amazônica foi destaque em aula anterior, não a mencionaremos nesse momento.
Como patrimônios imateriais do Amazonas, destacamos dois: a Cachoeira do Iauaretê e a manifestação folclórica do Boi-Bumbá. O primeiro fica localizado na cidade de São Gabriel de Cachoeira, cuja população é formada 85% por indígenas e que considera aquela queda d’água um lugar sagrado. Tal cachoeira foi aprovada em 2006 pelo IPHAN como patrimônio imaterial. O segundo, por seu turno, deu origem ao espetáculo de Parintins. Nele, duas agremiações encenam lendas e rituais indígenas, durante três noites, no final do mês de junho, no Centro Cultural Amazonino Mendes, o Bumbódromo. Uma agremiação é o Boi Caprichoso, cuja cor representativa é o azul; a outra é o Boi Garantido, representado pelo vermelho.
A fim de proteger os ecossistemas do estado e incentivar a educação ambiental, o Pará instituiu sete novas Unidades de Preservação em 2006, das quais destacam-se a Reserva Biológica Maicuru e a Estação Ecológica Grão-Pará. Além dessas, tem importância a Área de Proteção Ambiental do Arquipélago de Marajó, localizada na foz do rio Amazonas.
Por fim, em 2005, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré foi inscrito como patrimônio imaterial do estado.
Em poucas palavras, representa uma emocionante festa em forma de procissão que envolve a população, num caráter tanto religioso quanto profano. Ao seu lado, o patrimônio imaterial paraense também conta com uma típica culinária, exemplificada, a título de curiosidade, pelo pato no tucupi (preparado com um sumo retirado da mandioca-brava e com jambu).

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