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Planejamento dos sistemas de drenagem urbana: redes de drenagem. Prof. Joãozito Amorim Conceito tradicional: sistema de drenagem urbana é “Conjunto de elementos destinados a recolher as águas pluviais precipitadas sobre uma determinada região e que escorrem sobre sua superfície, conduzindo-as a um destino final” A melhor drenagem... “a melhor drenagem é aquela que escoa a água da chuva o mais rápido possível para jusante”; “uma boa solução para integração urbana é através de avenidas de fundo de vale, associadas à canalização dos corpos d’água”; “o fechamento do canal permite ganhar espaço sobre o rio, esconde a poluição e promove a melhoria urbana local, a partir de obras de urbanização dos corpos d’água” Objetivos de um programa de drenagem redução da exposição da população e das propriedades ao risco de inundações; conservação dos logradouros; preservação do tráfego (veículo e pedestres); controle da erosão em áreas urbanas e suburbanas; proteção das várzeas não urbanizadas e sua utilização para atividades de lazer; assegurar que as medidas corretivas sejam compatíveis com as metas e objetivos globais da região; proteção da qualidade ambiental e do bem estar social. Definição clássica: estrutura do sistema de drenagem Microdrenagem: composta pelos pavimentos das ruas, sarjetas, bocas de lobo, galerias de águas pluviais e canais de pequenas dimensões. Geralmente se utiliza Tr entre 2 e 10 anos. Quando bem projetado, e com manutenção adequada, elimina praticamente as inundações na área urbana, evitando as interferências entre as enxurradas e o tráfego de pedestres e veículos e danos às propriedades. Macrodrenagem: é constituído por canais de maiores dimensões, que recebem as contribuições do sistema de microdrenagem e as lançam no corpo receptor. Do seu funcionamento adequado depende a prevenção ou minimização dos danos às propriedades, à saúde e as perdas de vida das populações atingidas, seja em consequência direta das águas, seja por doenças de veiculação hídrica. Definição clássica: estrutura do sistema de drenagem Na prática, não é muito nítido o limite entre os dois sistemas, havendo aqueles que consideram como de macrodrenagem os canais que transportam vazões iguais ou superiores a 6.0 m3/s. Como a macrodrenagem atende a um contingente populacional maior, utilizam-se parâmetros que conduzam a uma segurança maior (Tr superiores a superiores a 20 anos) Elementos para projeto de rede Plantas topográficas Características da urbanização Cadastro de redes Hidrografia local: características físicas, hidrológicas e hidráulicas Elementos para o projeto de sistemas de drenagem Descrição da concepção do sistema: tradicional (????) Delimitação das bacias e sub-bacias Traçado do sistema de drenagem Trechos existentes Trechos propostos Escoamento superficial ou em galeria Interligação do sistema existente Determinação de vazões afluentes: método racional Verificação da capacidade da rede a ser aproveitada e condições de funcionamento Definição dos parâmetros de cálculo e dimensionamento Cálculo e verificação das seções, declividades, degraus e outros elementos de projeto Projeto executivo dos componentes do sistema Especificações e quantitativos de materiais e serviços Orçamento Documentos de projeto (mínimo) Para análise do projeto: Planta de situação da área Planta da bacia drenada Planta de situação da rede Greides e perfis ESQUEMA GERAL DE PROJETO Traçado da rede pluvial: lançada em planta baixa, seguindo características da hidrografia local. assinalar nas plantas os divisores de bacias e as áreas contribuintes a cada trecho; identificar, por meio de setas, os trechos em que o escoamento se dê pelas sarjetas. Dispositivos de drenagem Sarjeta Bocas de lobo Poços de visita Galerias e canais: Circulares e retangulares Artificiais, naturais Sargetas Bocas de lobo PV’s Galerias Canais: GeoWeb e Geotextil bidim Exercício: Construir uma curva IDF para a equação de chuvas intensas abaixo. Considerar Tr e duração conforme quadro abaixo. Passar valores para o Excel em casa e gerar a curva IDF. 15 30 45 60 75 90 120 2 5 10 15 20 25 30 50 100 Duração (minutos)Tr (Anos) Micro Drenagem Efeito da Urbanização Sobre o Comportamento Hidrológico Efeito da Urbanização Sobre o Escoamento Superficial O Problema dos Mananciais a bacia hidrográfica é ocupada de forma desordenada, processo favorecido por legislação omissa/equivocada ou por falta de planejamento urbano ou controle de ocupação; nos mananciais superficiais, o impacto se agrava pela falta de tratamento de esgotos e pela poluição difusa rural, etc; nos mananciais subterrâneos, ocorre contaminação e perda de áreas de recarga; reservatórios urbanos: eutrofização e contaminação; redução da disponibilidade de água devido à qualidade. Abastecimento Carga doméstica e industrial Drenagem Urbana Mananciais Ciclo de inundação e contaminação Inundações Drenagem urbana: escoamento em áreas urbanizadas, geralmente pequenas bacias (a urbanização amplia as vazões devido à canalização e à impermeabilização); Inundação ribeirinha: processos naturais resultado do aumento da vazão dos rios durante os períodos secos e chuvosos (as inundações podem ser ampliadas ou terem maiores efeitos em função da ação do homem). uso do sistema de drenagem para esgotamento sanitário doméstico e industrial; ocupação das áreas de inundação pela população depois de anos de cheias menores; aumento da produção de sedimentos; geralmente, as áreas mais atingidas são de populações pobres; não existe tradição em medidas preventivas nas áreas de inundação; concepção antiquada nos projetos de drenagem. Drenagem e Inundações: questões associadas bacias de pequeno porte, onde se concentra a área impermeabilizada; aumento do pico e antecipação da ocorrência; aumento do volume do escoamento superficial; diminuição da evaporação e da recarga; subterrânea; aumento da poluição de origem pluvial; aumento da produção de sedimentos. Impactos Aumento da vazão média de cheia ( 6 a 7 vezes) DEVIDO À IMPERMEABILIZAÇÃO Redução do tempo de concentração e aumento das áreas impermeáveis DEVIDO À CANALIZAÇÃO Vazão e Volumes Fase 1 : crescimento da urbanização: grande produção de sedimentos (construções, superfícies desprotegidas); Fase 2 : transição com sedimentos e resíduos sólidos; Fase 3: quando a área urbana está estabelecida, a veiculação de resíduos sólidos na drenagem é alta. Fator agravante: resíduos sólidos Fatores Agravantes das Inundações Canalização de córregos sem a devida análise de impactos a jusante (transferência de inundações de um ponto a outros); (SEMADS, 2001) Poluição das Águas Pluviais Carga equivalente ao esgotamento sanitário composição orgânica: DBO, N, P composição com metais: Chumbo, Ferro, etc; grande carga no início da precipitação A Atual Política de Controle da Drenagem “a melhor drenagem é a que escoa o mais rapidamente possível a precipitação “ conseqüência direta = inundações A política se baseia nacanalização do escoamento, apenas transferindo para jusante as inundações. A população perde duas vezes: custo mais alto e maiores inundações. è Canais e condutos podem produzir custos 10 vezes maiores que o controle na fonte; è a canalização aumenta os picos para jusante Típica Evolução na Drenagem Efeitos (sobre ou de) novas urbanizações Se a nova urbanização está a jusante em bacias urbanizadas – ela pode sofrer inundações Se a nova urbanização está a montante – ela pode causar inundações a jusante Se na nova urbanização há pequenas bacias – a implantação da nova urbanização pode acarretar problemas na própria área Princípios Modernos do Controle da Drenagem novos desenvolvimentos não podem aumentar ou acelerar a vazão de pico das condições naturais (ou prévias aos novos loteamentos); considerar o conjunto da bacia hidrográfica para controle da drenagem urbana; buscar evitar a transferência dos impactos para jusante; valorizar as medidas não-estruturais (educação tem papel fundamental); implementar medidas de regulamentação; Implementar instrumentos econômicos. Controle da Drenagem Urbana controle na fonte: = OSD (on site detention); planos de infiltração e trincheiras, pavimentos permeáveis e detenção. na micro e macrodrenagem: detenção ou retenção no sistema de drenagem; aumento da capacidade de drenagem, minimizando os impactos de jusante. Controle na Fonte pavimento permeável trincheiras e planos de infiltração detenção sem ligação direta com o pluvial Estruturas de Armazenamento Características de uma Estrutura de Armazenamento Pavimentos Permeáveis Dimensionamento da Micro Drenagem Utilizar o da região específica Rh é o raio hidráulico (m) S é a declividade (m/m) V é a velocidade do escoamento (m\s) n é o coeficiente de Manning Concreto polido 0,013 Concreto não-polido 0,015 Gabião 0,035 Fórmula de Manning V = (Rh 2/3 Sb 1/2 ) / n Equação da continuidade Q= A.v Exercício Calcule a vazão máxima que escoa pela sarjeta e por toda a rua, segundo os parâmetros normais de via pública. Para uma declividade longitudinal de 0,005 m/m, quais são as vazões em 0,1m e 0,15m, com declividade em 3%? Capacidade de engolimento da boca de lobo Bocas-de-Lobo: devem captar e conduzir as vazões superficiais para as galerias. Nos pontos mais baixos do sistema viário, deverão ser colocadas com vistas a se evitar a criação de zonas mortas com alagamentos e águas paradas. A localização das bocas-de-lobo deve considerar as seguintes recomendações: • Em ambos os lados da rua, quando a saturação da sarjeta assim o exigir ou quando forem ultrapassadas as suas capacidades de engolimento; • Nos pontos baixos da quadra, a montante das esquinas; • As canalizações de ligação entre bocas-de-lobo e destas aos poços de vista deverão ter diâmetro de 0,40 m e declividade mínima de 15 %. Quando não existir possibilidade dessas ligações serem feitas diretamente, as bocas-de-lobo deverão ser ligadas em caixas de ligações acopladas ao coletor; • Recomenda-se adotar um espaçamento máximo de 60 m entre as bocas-de-lobo, caso não seja analisada a capacidade de escoamento da sarjeta, visando evitar o escoamento superficial em longas extensões das ruas; • A melhor solução para a instalação de bocas-de-lobo é que esta seja feita em pontos pouco a montante de cada faixa de cruzamento usada pelos pedestres, junto às esquinas; • Não é conveniente a sua localização junto ao vértice de ângulo de interseção das sarjetas de duas ruas convergentes. Locação da caixa de ligação Capacidade de engolimento: Quando a água acumula sobre a boca-de-lobo, gera uma lâmina com altura menor do que a abertura da guia. Esse tipo de boca-de-lobo pode ser considerado um vertedor, e a capacidade de engolimento (esgotamento) será: Onde: Q é a vazão de engolimento em m3 /s; y é a altura de água próxima à abertura na guia em m; L é o comprimento da soleira em m. Nas figura 4.11, são apresentados gráficos que permitem determinar a vazão total, com base na altura e largura da depressão do bueiro, declividade transversal e altura projetada de água. Observação As bocas-de-lobo com grelha funcionam como um vertedor de soleira livre para profundidade de lâmina de até 12 cm. Se um dos lados da grelha for adjacente à guia, este lado deverá ser excluído do perímetro L da mesma. A vazão é calculada pela mesma equação, substituindo-se L por P, onde P é o perímetro do orifício em m. Exercício Dimensione uma boca-de-lobo para uma vazão de 94 l/s na sarjeta e uma lâmina de água de 0,10 m. L = Q/(1,7y3/2 ) Trabalhando como boca-de-lobo combinada: a) boca-de-lobo guia padrão (h = 0,15 m e L =1,0 m) b) boca-de-lobo grelha padrão (a = 0,87 e b = 0,29m, conforme esquema ) O dimensionamento atende às necessidades de drenagem do local? GLOSSÁRIO • Avenida Canal - via de circulação ao longo do curso d´água projetada de modo a permitir o acesso para manutenção e limpeza da calha do rio. • Bacia de Contribuição - área que direciona os deflúvios, nela precipitados, para um único ponto de saída. • Boca de Lobo - estrutura de captação, com abertura livre, localizada junto ao meio-fio que capta as águas superficiais e as conduz as galerias ou canais. • Borda Livre - altura a ser somada ao nível d’água de projeto, definindo assim a cota do muro do canal ou a cota interna da laje superior da galeria, ou a cota do infradorso de viga de ponte ou a cota de qualquer outra estrutura que atravesse o canal. • Bueiro - estruturas hidráulicas, construídas nos pontos baixos dos vales e nas travessias sob as obras de terraplenagem. • Calha de Tempo Seco - rebaixo na parte central de uma seção revestida destinada a conduzir as águas de períodos não chuvosos com a finalidade de proporcionar velocidade de auto-limpeza na calha. • Caixa de Ralo - dispositivo de captação, composto por uma caixa com grelha, que conduz as águas superficiais às galerias ou canais por intermédio do ramal de ralo. • Curvas Intensidade-Duração-Frequência (IDF) - equação de chuva obtida através de estudos estatísticos da base de dados referente a uma série histórica, com medições através de pluviógrafos ou pluviômetros. • Chuva de Projeto - chuva de referência utilizada para obter as vazões de projeto no sistema de micro e macrodrenagem, por meio de modelos hidrológicos. • Coeficiente de Escoamento Superficial (Runoff) - relação entre a precipitação efetivamente ocorrida em uma determinada área e o volume escoado durante o período considerado. • Corpo Receptor - corpo hídrico que recebe o deságüe do sistema projetado. • Divisor de Águas - linha limite de uma bacia de contribuição. • Escoamento ou Deflúvio Superficial – é a parte da precipitação que escoa pelo terreno, descontando-se as parcelas devidas a detenção, evaporação, infiltração, que escoa sobre os terrenos sob a ação da gravidade, buscando as linhas de talvegue, alcançando os rios, lagos e oceanos. • Tempo de Percurso - tempo de escoamento dentro da galeria ou canal, calculado pelo Método Cinemático. • Tempo de Percurso em terreno natural - tempo de escoamento das águas sobre o terreno natural, fora dos sulcos,até alcançar o ponto considerado do talvegue. • Tirante hidráulico - ver lamina d’água. • Vazão de Tempo Seco – é a vazão que escoa pelo talvegue em tempo não chuvoso, relativa ao escoamento de base. • Vazão máxima - é o valor associado a um risco de ser igualado ou superado. A vazão máxima para um determinado tempo de retorno é utilizada no projeto de obras hidráulicas tais como: canais, galerias de águas pluviais, bueiros, etc. • Via de Manutenção – via ao longo de cursos d’água ou acesso a reservatórios de acumulação, larga o suficiente para permitir acesso aos equipamentos de manutenção e limpeza Macrodrenagem - é o sistema constituído por canais de maiores dimensões, que recebem as contribuições do sistema de microdrenagem e as lançam no corpo receptor; geralmente dimensionado para o período de retorno de 25 anos, veiculando vazões superiores a 10m³/s. • Microdrenagem - é o sistema composto pelo pavimento das ruas, sarjetas, caixas de ralo, galerias de águas pluviais, canaletas e canais de pequenas dimensões, veiculando vazões inferiores ou iguais a 10m³/s; geralmente, dimensionado para um período de retorno de 10 anos. • Projeto Aprovado de Alinhamento (PAA) - instrumento de intervenção urbanística, instituído legalmente por decreto, destinado ao planejamento e implantação de logradouros na cidade. PAA´s oriundos da iniciativa pública representam a intenção de atuar em determinadas áreas, urbanizadas ou semi- urbanizadas, visando a alteração do traçado de vias existentes ou a abertura de novas vias. • Projetos Aprovados de Loteamento (PAL) – são projetos de desmembramento (subdivisão), remembramento (junção) e loteamento. • Planta Aerofotogramétrico-Cadastral – planta em escala elaborada através da reconstituição de fotos aéreas. • • Perda de carga- é a energia dissipada no conduto devido ao próprio escoamento (perda de carga contínua) ou devido à mudança brusca de seção presença de conexões e etc. (perda de carga localizada). • Poço de Visita (P.V.) – é o dispositivo componente das redes de drenagem, localizado em pontos convenientes do sistema de drenagem, que intercepta as galerias e ramais de ralo, sendo um ponto de inspeção e limpeza. • Profundidade da rede – é a diferença de nível entre a superfície do terreno e a geratriz inferior interna da galeria ou tubo. • Recobrimento – é a diferença de nível entre a superfície do terreno e a geratriz superior externa da galeria ou tubo. • Ressalto Hidráulico: é o resultado da passagem brusca de uma corrente torrencial para o regime fluvial (escoamento supercrítico para o subcrítico). Esta passagem é acompanhada de grande turbulência e formação de vórtices e grande parte da energia hidráulica inicial é dissipada. • Routing: é o processo que determina espacialmente e no tempo as variações de vazões ao longo de um curso d’água. • Sarjeta - é o canal longitudinal, geralmente de formato triangular, delimitado pelo meio- fio e a faixa pavimentada da via pública, destinado a coletar e conduzir as águas superficiais aos ralos e bocas de lobo. • Sarjetão - canais auxiliares utilizados para guiar o fluxo de água na travessia de ruas transversais ou desviar o fluxo de um lado para outro da rua. • Sistema de Drenagem – é um conjunto de galerias e canais, obras e dispositivos necessários ao adequado escoamento e condicionamento do deflúvio superficial até seu destino final. • Talvegue – é a linha sinuosa que se desenvolve no fundo dos vales, por onde escoam as águas e que divide os planos de escoamento de duas encostas. • Tempo de Concentração – corresponde ao tempo necessário para que toda área de drenagem passe a contribuir efetivamente na seção ou ponto do projeto. É o tempo em minutos, que uma gota d’ água teórica leva para ir do ponto mais afastado da bacia de contribuição, até o ponto de concentração considerado. É a soma do tempo de entrada com os tempos de percurso em galerias e sarjetas. • Tempo de Recorrência ou Período de Retorno – é o número médio e provável para a repetição de um evento chuvoso, ou sua superação, em uma determinada escala de tempo, normalmente anos. É o período de tempo médio que um determinado evento hidrológico é igualado ou superado pelo menos uma vez. • Vazão de Projeto - é a vazão máxima para qual o sistema de drenagem será projetado, em função do tempo de recorrência admitido para projeto. • Tempo de Entrada – é o tempo gasto pelas chuvas caídas nos pontos mais distantes da bacia para atingirem o primeiro ralo ou seção considerada. . Estruturas de dissipação de energia - são dispositivos destinados a dissipar energia do escoamento, reduzindo a velocidade da água para a proteção de trechos a jusante e taludes de modo a evitar a erosão. • Faixa Non Aedificandi (FNA) – faixa onde não é permitida edificação (sobre e sob), visando a proteção e manutenção das calhas dos cursos d’água e galerias de drenagem. • Faixas Marginais de Proteção (FMP) - de rios, lagos, lagoas e reservatórios d’água são faixas de terra necessárias à proteção, à defesa, à conservação e operação de sistemas fluviais e lacustres, determinadas em projeção horizontal . A FMP é considerada como Área de Preservação Permanente (APP). •• Galerias de águas pluviais – é o conjunto dos condutos, abertos ou fechados, de formas geométricas variáveis, que veiculam por gravidade as águas recebidas pelas estruturas de captação até um corpo receptor. • Greide – é o perfil longitudinal da via. • Lâmina d’água - é a diferença entre a cota do nível d’água e a cota de fundo do canal. • Hidrograma de projeto - é uma seqüência temporal de vazões relacionadas a um risco de ocorrência. Relaciona volume no tempo e vazão máxima. • Nível d´água (N.A.) - é a cota da superfície livre da lâmina d’água georeferenciada. •