Conhecendo o Novo Acordo Ortográfico
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Conhecendo o Novo Acordo Ortográfico

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Conhecendo o
Novo Acordo
Ortográfico

Conhecendo o Novo Acordo Ortográfico

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ILB – INSTITUTO LEGISLATIVO BRASILEIRO

Sumário
Módulo I - Contexto do Novo Acordo Ortográfico ........................................................................ 2

Unidade 1: O acordo ortográfico .............................................................................................. 3

Unidade 2: A presença da língua portuguesa no mundo .......................................................... 4

Unidade 3: Como fica o nosso dicionário? ................................................................................ 6

Unidade 4: Breve histórico do acordo ortográfico .................................................................... 7

Módulo II - Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico .................................................. 12

Unidade 1 - Regras da acentuação gráfica .............................................................................. 14

Unidade 2 - O emprego do hífen ............................................................................................. 29

Unidade 3 - Composição do alfabeto ...................................................................................... 50

Unidade 4 - Eliminação do trema ............................................................................................ 58

Conclusão ................................................................................................................................ 62

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Módulo I - Contexto do Novo Acordo Ortográfico

Objetivos: Ao final deste módulo, você deverá dominar o contexto do novo

acordo ortográfico, a presença da língua portuguesa no mundo, as alterações

no nosso dicionário e também um breve histórico do Acordo Ortográfico.

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Unidade 1: O acordo ortográfico

 Desde 1º de janeiro de 2009, estão em vigor no Brasil as regras do novo

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

 Assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, o Acordo Ortográfico

da Língua Portuguesa tem o objetivo primordial de unificar a ortografia nos

países que têm o português como língua oficial.

 Ao fazê-lo, pretende garantir maior status à língua portuguesa no plano

internacional, facilitando o intercâmbio cultural, comercial e jurídico-

institucional entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

(CPLP).

 Assim, incrementando o prestígio internacional do português, habilita-o a

ingressar no rol dos idiomas oficiais utilizados na Organização das Nações

Unidas (ONU).

 Tais medidas, entretanto, não têm aplicabilidade imediata. O decreto

legislativo assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê um

período de transição para a aplicação das novas regras: de 1º de janeiro de

2009 a 31 de dezembro de 2015.

 Nesse período, as duas grafias são reconhecidas como oficiais. No

entanto, a partir de 1º de janeiro de 2016, a ortografia oficial vigente será

aquela assentada nas bases do Acordo Ortográfico.

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Unidade 2: A presença da língua portuguesa no mundo

Estima-se que mais

de 240 milhões de

pessoas falem

português, o que faz

da nossa, a quinta

língua mais falada no

mundo e a terceira

no Ocidente. Ainda

assim, o português

ostentava (ou

ostenta) o título de

ser o único idioma no

mundo a ter duas ortografias oficiais, a do Brasil e a de Portugal.

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 Ocorre que, do ponto de

vista das relações

internacionais, a dupla grafia

oficial implica flagrantes

desvantagens ao País, pois

dificulta a afirmação do

idioma no âmbito das Nações

Unidas, bem como limita a

possibilidade de

compartilhamento, entre países lusófonos, de conteúdos no plano cultural,

comercial e político.

 Com vistas a mudar essa realidade, um dos propósitos fundamentais do

Acordo, como vimos, é congregar em torno do mesmo sistema ortográfico,

todos os Estados signatários (as chamadas partes), a saber: Angola, Brasil,

Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e

Timor-Leste.

 Ressalte-se que as partes, na formulação do Acordo, mesmo buscando o

consenso entre as ortografias brasileira e portuguesa, optaram, em alguns

casos, por manter duas redações oficiais.

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Unidade 3: Como fica o nosso dicionário?

 Do ponto de vista do léxico da língua portuguesa, estima-se que o

número de palavras cuja ortografia foi alterada com a celebração do Acordo,

segundo dados da Academia de Ciências de Lisboa, é de pouco mais de duas

mil num universo de cerca de 110.000. Com isso, unifica-se a ortografia de

aproximadamente 98% do total de palavras da língua portuguesa.

 No caso brasileiro, calcula-se que as modificações atingiram

aproximadamente 0,5% das palavras. Já no caso do português de Portugal,

a estimativa é de que 1,6% dos vocábulos foi alterado com a entrada em

vigor do novo Acordo.

 Observamos que, nesse levantamento, não foram contabilizadas, à época,

as alterações decorrentes das novas regras de uso do hífen, bem como

aquelas resultantes da supressão do trema.

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Unidade 4: Breve histórico do acordo ortográfico

 Pelo quadro abaixo, pode-se acompanhar, no tempo, como evoluiu o

processo de unificação da ortografia da língua portuguesa.

Breve histórico do novo acordo ortográfico

1904

O foneticista Gonçalves Viana (1840-1914) publica, em Lisboa, a

maior obra sobre ortografia da língua portuguesa, a Ortografia

Nacional, que foi adotada pelo governo português como oficial em

1911. Nela, o estudioso apresenta proposta de simplificar a

ortografia:

• eliminação dos fonemas gregos /th/ (theatro), /ph/ (philosofia),

/ch/ (com som de < k >, como em chimica), /rh/ (rheumatismo)

e /y/ (lyrio);

• eliminação das consoantes dobradas, com exceção de < rr > e

< ss >: ‘cabello’ (=cabelo); ‘communicar’ (=comunicar);

‘ecclesiastico’ (=eclesiástico); ‘sâbbado’ (=sábado).

• eliminação das consoantes nulas, quando não influenciam na

pronúncia da vogal que as precede: ‘licção’ (=lição); ‘dacta’

(=data); ‘posthumo’ (=póstumo); ‘innundar’ (=inundar);

‘chrystal’ (=cristal);

• regularização da acentuação gráfica.

1907

A partir de uma proposta do jornalista, professor, político e escritor

Medeiros e Albuquerque, a Academia Brasileira de Letras (ABL)

elabora projeto de reformulação ortográfica com base nas

propostas de Gonçalves Viana.

1911
Portugal oficializa, com pequenas modificações, o sistema de

Gonçalves Viana.

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1915

A ABL aprova a proposta do professor, filólogo e poeta Silva

Ramos, que ajusta a reforma ortográfica brasileira aos padrões da

reforma portuguesa de 1911.

1919
A ABL volta atrás e revoga o projeto de 1907, ou seja, não