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Estudo de caso Cafergot UNINOVE FARMÁCIA E BIOQUÍMICA DEONTOLOGIA E LEGISLAÇÃO FARMACÊUTICA Prof.: Marcello Resende ESTUDO DE CASO: Cafergot I - Leia atentamente o texto abaixo: “O médico prescreveu, de uma só vez doze supositórios de Cafergot (tartarato de ergotamina, cafeína, beladona, pentobarbital sódico – Sandoz) para tratar a enxaqueca de uma paciente. A única indicação da receita foi: Para dor de cabeça. Colocar um supositório cada 4 horas”.A receita foi dispensada sem nenhuma instrução adicional sobre o uso, tão pouco se advertiu a paciente a respeito do perigo do uso excessivo do produto. Durante sete meses a paciente renovou a mesma receita, em várias oportunidades, até apresentar ergotismo. Então procurou o médico e o farmacêutico por não adverti-la que devia limitar o emprego dos supositórios a duas unidades para cada episódio de dor de cabeça e a cinco por semana. O médico reconheceu que devia tê-la advertido. De outro lado, o farmacêutico alegou que sua obrigação se limitava a dispensar o produto tal como figurava na receita, sem nenhuma instrução adicional.” (texto extraído do livro: Ética Farmacêutica, Arnaldo Zubioli, p:29/30) II - Faça suas considerações sobre: a. Houve erro no caso descrito acima do Médico? Do Farmacêutico? Da Paciente? b. O farmacêutico tem alguma responsabilidade no ocorrido? Por que? c. Se você tivesse que julgar esse caso, aceitaria a alegação do farmacêutico? Respostas Sim, pois o médico deveria ter solicitado retorno caso não houvesse melhora no quadro e não foi especificado o tempo de uso e nem se “ caso tiver dor” dando a entender que o medicamento era de uso contínuo. No caso do farmacêutico houve também erro pois conhecendo a toxicidade do medicamento para uso contínuo deveria ter alertado a paciente que já a atendia há meses. Quanto a paciente não teve culpa pelo ocorrido pois a mesma era leiga no assunto e não tinha obrigação de saber por conta própria. Sim pois o farmacêutico tinha a obrigação de orientar a paciente quanto ao uso do medicamento evitando assim a toxicidade da paciente pelo medicamento. Não, pois o papel do farmacêutico vai muito além do que apenas dispensar o medicamento. No caso a obrigação do farmacêutico era orientar a paciente quanto ao uso do medicamento.