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1
Orações Subordinadas Subjetivas e Adjetivas – Exercícios
GRAMÁTICA 
www.grancursosonline.com.br
Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBJETIVAS E ADJETIVAS – EXERCÍCIOS
1. De fato, a problemática ligada à separação de partes cadavéricas destinadas 
a transplantes em vivos exige que sua retirada seja feita em condições de 
aproveitamento útil, o que impõe, em muitos casos, que esse procedimento 
seja feito em prazos curtos, iniciados com o momento da morte.
No texto CG1A01AAA, a oração “que sua retirada seja feita em condições de 
aproveitamento útil” (l. 19 e 20) exerce a função de
a. sujeito
b. adjunto adnominal.
c. predicativo do sujeito.
d. predicativo do objeto.
e. objeto direto.
Comentário 
Para responder a esta questão, é importante lembrar que o “que” disposto 
antes de um verbo não pode ser considerado como um pronome relativo. Logo, 
a oração “que sua retirada seja feita em condições de aproveitamento útil” 
não pode ser classificada como uma oração subordinada adjetiva. Além disso, 
no texto é possível perceber que a oração em análise pode ser substituída 
por “isso”, logo a sua classificação correta é de uma oração subordinada 
substantiva. Como o verbo “exige” é transitivo direto, a função dessa oração 
será de objeto direto, portanto trata-se de uma oração subordinada substantiva 
objetiva direta.
2. As pessoas mudam de cheiro com a idade, assim como mudam de pele e de 
voz, e quando você fala da infância, é possível que associe a figura do seu 
pai com a figura do seu pai como é hoje.
No trecho “é possível que associe a figura do seu pai com a figura do seu 
pai como é hoje” (l.4-5), o conectivo “que” inicia oração que complementa o 
sentido do adjetivo “possível”. 
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Comentário
No texto, a oração “que associe a figura do seu pai com a figura do seu 
pai como é hoje” pode ser substituída por “isso” e o “que” que a precede é 
classificado como uma conjunção integrante. Além disso, se for colocada na 
ordem direta, o resultado seria “Isso é possível”; logo, pode-se dizer que o 
“isso” desempenha uma função de sujeito, portanto trata-se de uma oração 
subordinada substantiva subjetiva.
3. Levei anos para aprender, e só fui aprender nos anos da ditadura, que ter 
medo não é apenas tremer de medo ou baixar a cabeça — obediente e re-
signado —, ou dizer “sim” quando quiséramos dizer “não”.
O termo “que” (l.2) introduz oração que complementa de forma direta o sen-
tido do verbo “aprender” (l.1).
Comentário 
Uma “oração que complementa de forma direta” é o mesmo que uma oração 
subordinada substantiva objetiva direta.
Assim, percebe-se que o verbo “aprender” é transitivo direto e que a oração 
“que ter medo não é apenas tremer de medo ou baixar a cabeça” pode ser 
substituída por “isso”; logo, pode ser classificada como uma oração subordinada 
substantiva objetiva direta.
4. Parecia-lhe que zombavam dele.
No período 3, o período é constituído de duas orações, exercendo a segunda 
oração — “que zombavam dele” — a função sintática de sujeito da primeira.
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Comentário
Para que uma oração possua função sintática de sujeito, é necessário que 
seja classificada como uma oração subordinada substantiva subjetiva. Como a 
oração “que zombavam dele” pode ser substituída por isso, de fato a segunda 
oração exerce a função de sujeito.
5. A diferença é que aqui o tráfico controla territórios com armamento de guerra.
No trecho "A diferença é que aqui o tráfico controla territórios com armamen-
to de guerra" (L.22-24), a oração introduzida por "que" complementa o senti-
do do nome "diferença".
Comentário
No período, a oração “que aqui o tráfico controla territórios com armamento 
de guerra” pode ser substituída por “isso”, portanto trata-se de uma oração 
subordinada substantiva. Além disso, o trecho “a diferença” é o sujeito e a 
oração em destaque caracteriza esse sujeito, logo tal oração é classificada 
como subordinada substantiva predicativa, já o verbo “é” é classificado como 
um verbo de ligação. Também é importante lembra que o predicativo do sujeito 
não é complemento.
6. É claro que a gramática do inglês não é a mesma gramática do português.
A oração “que a gramática do inglês não é a mesma gramática do português” 
(l. 18 e 19) exerce a função de complemento do vocábulo “claro” (l.18).
Comentário
No trecho, a oração “que a gramática do inglês não é a mesma gramática do 
português” é classificada como uma oração subordinada substantiva subjetiva, 
mas não é complemento do vocábulo claro (adjetivo).
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7. Consta-nos que o autor, solicitado por seus numerosos amigos, leu há dias 
a comédia em casa do Sr. Dr. Estêvão Soares, diante de um luzido auditório, 
que aplaudiu muito e profetizou no Sr. Oliveira um futuro Shakespeare.
Na linha 17, o vocábulo “que” classifica-se como conjunção e introduz o su-
jeito da oração “Consta-nos”. 
Comentário
No texto, a oração “que o autor (...) leu há dias a comédia em casa do Sr. 
Dr. Estêvão Soares” pode ser substituída por “isso” e exerce a função de 
sujeito; logo, pode ser classificada como uma oração subordinada substantiva 
subjetiva. Além disso, o “que” funciona como uma conjunção integrante.
8. A supressão das vírgulas logo após “genéricos” e “citados”, no trecho “Os ge-
néricos, que, de início, aderiam a todos os preceitos citados, adquiriram fama e 
distribuição ampla em todo o mundo” (l. 15 a 17), não incorreria em erro grama-
tical, mas, sem elas, a interpretação do termo “Os genéricos” seria restringida.
Comentário
No trecho, a oração intercalada “que, de início, aderiam a todos os preceitos 
citados” é precedida por um pronome relativo “que”, pois esse pode ser 
substituído por “os quais”. Dessa forma, tem-se uma oração subordinada 
adjetiva explicativa, pois está entre vírgulas. Retirar essas vírgulas não altera 
a correção gramatical da frase, porém ocorrerá uma mudança de sentido, pois 
a oração se tornará restritiva.
9. É por meio dessas audiências que o responsável pela decisão tem acesso 
às diversas opiniões sobre a matéria debatida e abre oportunidade para as 
pessoas que irão sofrer os reflexos da deliberação se manifestarem antes de 
seu desfecho.
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A oração “que irão sofrer os reflexos da deliberação” (.22 e 23) é indispensá-
vel ao sentido do período, pois delimita a referência de “pessoas” (.22).
Comentário
No texto, a oração “que irão sofrer os reflexos da deliberação” é classificada 
como subordinada adjetiva restritiva, pois está sem vírgulas. O “que” funciona 
como um pronome relativo, pois pode ser substituído por “as quais”. Dessa 
forma, pode-se concluir que sem essa oração o sentido do texto seria outro; 
logo, trata-se de uma oração que é indispensável ao sentido de todo o período.
10. Estranhamente, governos estaduais cujas despesas com o funcionalismo já 
alcançaram nível preocupante ou que estouraram o limite de gastos com 
pessoal fixado pela Lei Complementar n. 101/2000, denominada Lei de Res-
ponsabilidade Fiscal (LRF), estão elaborando sua própria legislação destina-
da a assegurar, como alegam, maior rigor na gestão de suas finanças.
O pronome “que” (l.2) refere-se a “despesas”(l.1).
Comentário
No trecho, há duas orações que caracterizam o termo “governo” e, portanto, 
possuem valor adjetivo, são elas: “cujas despesas com o funcionalismo já 
alcançaram nível preocupante” e “que estouraram o limite de gastos com 
pessoal fixado pela Lei Complementar n. 101/2000”. Ambas são orações 
subordinadas adjetivas restritivas e fazem referência ao termo “governo”.
11. O homem que só tinha certezas quase nunca usava ponto de interrogação.
O sentido original do texto seria alterado caso a oração “que só tinha certe-
zas” (l.1) fosse isolada por vírgulas.
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Comentário
No trecho, a oração “que só tinha certezas” caracteriza o substantivo “homem”; 
logo, trata-se de uma oração subordinada adjetiva restritiva, pois está sem 
vírgulas. Ao isolar essa oração por vírgulas, sua classificação muda e ela passa 
a ser explicativa, fato que mudaria o sentido do texto.
GABARITO
1. e
2. E
3. C
4. C
5. E
6. E
7. C
8. C
9. C
10. E
11. C
��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a 
aula preparada e ministrada pelo professor Elias Santana. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela 
leitura exclusiva deste material.