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processo do trabalho novo

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suas razoes finais.
Razões finais remissivas: não trazer nada de novo além do que já apresentou (fala...razões finais remissivas quer dizer que só se remete a inicial ou contestação)
PRINCÍPIO DA LEALDADE PROCESSUAL:
Tem aqueles que utilizam do processo para alterar a verdade dos fatos, de induzir o juízo a erro, era utilizado o artigo da litigância de má fé do CPC, hoje o artigo 793, a e d, da CLT, prevê a possibilidade de multa por litigância de má fé em causa de deslealdade processual.
PRINCÍPIOS ESPECÍFICOS DO PROCESSO DO TRABALHO
PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO: proteção da parte mais fraca da relação, o direito do trabalho foi criado para transformar essa relação em uma relação menos desigual. Ambas as partes tem proteção do princípio da isonomia, em direito processual com igualdade de oportunidades, mas é possível conferir alguns direitos que podem conferir condições de igualdade entre o empregado e o empregador, a possibilidade de conferir a justiça gratuita (algo que não é possível ao empregador nem que seja pessoa física) outro exemplo é o depósito recursal que só cabe ao empregador de modo a garantir a sentença ao empregado, antes tinha o impulso oficial que permitia ao judiciário permitir a execução de oficio que hoje precisa ser provocado pelo advogado só sendo de oficio se o empregado estiver desacompanhado por advogado e o ultimo exemplo é em caso de ausência do reclamante em audiência inicial resulta em arquivamento podendo ingressar novamente com a ação , se o réu não comparecer se opera o efeito da revelia (agora se o autor der causa ao arquivamento ele deverá recolher custas para ingressar com outra demanda). ( se o réu não comparecer mas juntar os documentos e contestação, pode aceitar os documentos em caso de execução como os comprovantes de pagamento).
PRINCÍPIO DA FINALIDADE SOCIAL: a justiça do trabalho é social, a CF enumera os direitos sociais do trabalhador,
PRINCÍPIO DA BUSCA DA VERDADE REAL: os juiz que colhe as provas está mais próximo das partes e dos depoimentos, ele pode dar mais valor a prova que se aproxima da verdade dos fatos (como preferir a prova oral apresentada em vez dos pontos) parecida com a primazia da realidade.
PRINCÍPIO DA CONCILIAÇÃO: é principio da justiça do trabalho a composição entre as partes, o juiz é obrigado a tentar compor acordo entre as partes, pode acontecer em qualquer fase processual, ele é obrigado a compor no inicio e ao termino da audiência.
É feito uma minuta de acordo com os termos, modo de pagamento, é feita uma cláusula penal ou volta ao processo no estado em que estava, o juiz homologa. A justiça do trabalho faz campanha da conciliação todos os anos.
PRINCÍPIO DA NORMATIZAÇÃO COLETIVA: só a justiça do trabalho tem o poder normativo, só ela tem o poder de criar normas, é a justiça do trabalho exercendo o poder legislativo, só a justiça do trabalho pode fazer isso. (em caso de greve quando as partes não chegam ao consenso, recorre ao judiciário e este profere uma sentença normativa, o judiciário estabelece a norma que vai valer naquele ano). 
IUS POSTULANDI: Só tem no processo do trabalho, permite que as partes venham a juízo venham desacompanhado de advogado, as partes devem ir a juízo, mas os advogados são dispensáveis. Está praticamente em desuso pois os advogados fazem contratos de risco em que o autor não paga nada, o processo eletrônico também acaba com o Ius postulandi pois a parte não tem senha. E a CF fala que o advogado é indispensável para a justiça o ultimo motivo é a sumula 425, TST limita e restringe as fases em que as partes podem estar no processo sem a presença de advogado. 
ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA DO TRABALHO ART 111 CF
1ª INSTANCIA- Juízes do trabalho- Varas do Trabalho (EC 24/99) todos os municípios tem um juiz do trabalho, menos em municípios que não são comarcas são vinculados a cidade mais próxima(para um município ser comarca é necessário um numero suficiente, e de demandas que justifique aquele município se tornar comarca, recurso também). As comarcas tem muitas varas do trabalho e conforme a necessidade serão criadas mais varas.
A sentença é a decisão do juiz do trabalho, da primeira instancia- desta decisão caberá recurso para a segunda instancia que é o tribunal regional do trabalho. (Recurso Ordinário no prazo de 8 dias) protocolado no juízo que proferiu a decisão a quo, que faz o juízo de admissibilidade (tempestividade, preparo e representação)
2ª Instancia
Existem no pais 24 TRT, temos mais estados que tribunais (Amapá, Tocantins e Roraima, não tem demandas suficiente para as demandas e dividem tribunais e o Estado de São Paulo que tem 2 tribunais).
Os tribunais são identificados por numero conforme a ordem em que foram criados o primeiro foi do rio de janeiro TRT1, o do Paraná foi o nono a ser criado em 1976, usávamos o de São Paulo até ter uma.
Quem compõe o TRT são os desembargadores, se tornam desembargadores: o juiz titular por merecimento e antiguidade, membros do MPT e os advogados de carreira da lista tríplice. (quinto constitucional)
Atribuições da CLT estão nos arts 670 e ss da CLT.
O processo é distribuído para uma das turmas do tribunal (comporta por no mínimo 3 e no máximo 5 desembargadores). Por sorteio será definido quem analisará o recurso- será feito por órgão colegiado ( relator, revisor e o 3º voto- não é o vogal)- pode ser feita a sustentação oral, para isso precisa de toga, a sustentação tem o tempo de 5 minutos, não é obrigatório.
Após a sustentação eles proferirão sua decisão que tem o nome de acórdão.
3ª Instancia- é o TST que tem sede em Brasília- Recurso de Revista- prazo 8 dias.
Protocolada no TRT que fará a analise dos requisitos de admissibilidade ( bem mais criteriosos) pois o TST tem 27 ministros divididos em turmas para fazer os julgamentos dos recursos de revista do Brasil inteiro: faz análise dos requisitos extrínsecos e intrínsecos. Intrinsecos: Violação de texto da CF, Lei federal, Sumula da OJ e TST e outro tribunal que deu ao mesmo dispositivo de lei interpretação diversa. Quem faz a análise é o presidente do TRT. Não pode ver fatos e provas conforme a sumula 126 do TST.
Para o indeferimento da admissibilidade do Recurso, cabe agravo de instrumento que é protocolado no TST.
Custas:
Para o Recurso ordinário: R$ 9.189,00
Recurso de Revista: R$ 18.378,00
Agravo é metade do valor do recurso que deseja agravar. 
O desembargador pode nem receber o recurso se não tiver presente os pressupostos extrínsecos.
Quando chegar ao TST terá a mesma admissibilidade. Irão analisar uma turma comporta pelo Relator, revisor e 3 voto- arts 690, ss da CLT. Também é previsto sustentação oral e entrega de memoriais. Deste julgamento também é proferido um acórdão
O ministério Público do Trabalho é do órgão executivo, tem função fiscalizatória e não compõe a estrutura da justiça do trabalho. Ingressa com ações civis públicas em casos de excessos das empresas. Realiza fiscalizações em caso de descumprimento é necessário assinar uma TAC (termo de ajuste de conduta) que tem previsões de multas altíssimas- tudo dentro da esfera executiva.
Se não conseguir a reforma em 3ª instancia é possível remeter ao STF, SOMENTE E TÃO SOMENTE se a decisão ferir expressamente texto constitucional- Recurso Extraordinário, isso não faz o STF fazer parte da estrutura da justiça do trabalho.no STF não tem depósito recursal
Em regra a decisão proferida nesses recursos Extraordinário tem repercussão geral, como ex o FGTS.
Prova até o tópico 4.3