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1 
 
TEMA 6 - MES E CLOUD COMPUTING – 4º PERIODO DE LOGÍSTICA – UNA 
CONTAGEM – INTEGRANTES: ADRIANO DE SOUZA VIANA, ALBERTO 
QUERIOZ, ALEXANDRE GOMES, FERNANDO HENRIQUE, GUSTAVO THOMAZ, 
MARCOS SUEL 
MES 
INTRODUÇÃO 
A logística e a tecnologia da informação sempre buscaram desenvolvimento e 
crescimento no ambiente da produção. A integração entre esses dois componentes 
tem proporcionado cada vez mais soluções para que o processo de gerenciamento 
logístico seja facilitado. Quando empresas fazem investimentos em ferramentas de 
informação para planejar e gerenciar, precisa-se analisar se os retornos vindos 
através destes sistemas são proporcionais à qualidade de informações que entram 
no sistema, quando alimenta-se um sistema com informações de péssimas 
qualidades, consequentemente obteremos um resultado final, também, de uma 
péssima qualidade. 
Dados e informações relacionados às operações e processos, set up, padrões de 
qualidade de itens produzidos, quebras de maquinas, ritmo de produção entre 
outras, esses tipos de informações não repassavam um detalhamento afundo da 
realidade dentro de uma cadeia de produção, e isso fazia com que a qualidade das 
informações para planejar e gerenciar fossem baixas. A falta de integração entre os 
setores das organizações baseado em um sistema que a mesmas desenvolvem, 
que atendiam de forma isolada cada setor e suas necessidades, que 
consequentemente geravam um ambiente de grande complexidade e as 
informações não giravam em tempo real. 
Analisando as circunstâncias proposta por este cenário, notou-se que uma boa 
integração entre os setores de produção com outros setores dentro da organização 
de uma forma bem sincronizada, era o caminho certo para o sucesso da 
implantação das soluções informatizadas de planejamento e gerenciamento. 
 
2 
 
MES (Manufacturing Execution System) 
Nessa atualidade de integração em que vivemos, aparece a solução MES que tem 
como característica um conjunto integrado de funcionalidades que proporcionam 
comunicação direta entre planejamento e execução. A solução MES proporciona 
informações de alta precisão em tempo real que geram uma melhor sincronização 
dos processos e consequentemente a melhoria da eficiência produtiva, de 
planejamento e de gestão. Baseado no fato dessa integração esta presente, isso 
gera uma combinação entre as regras globais e setores da empresa, por exemplo, o 
que esta acontecendo em determinado local, em uma maquina com produções 
criticas, desta forma que deve-se fazer para alcançar objetivos globais da empresa e 
da sua cadeia de abastecimento. 
MES é um conceito de gerenciamento de informações no processo produtivo que 
proporciona precisão, sincronia e velocidade para um controle mais eficaz na cadeia 
de produção (chão de fabrica). Desta forma, teoricamente entende-se que, com 
estas características citadas anteriormente asseguradas sem a demanda de 
software ou automação, consegue-se assim a implementação da solução MES. 
O MES também consegue fornece dados operacionais para outros sistemas de 
informação presentes na empresa. Com isso, estas informações podem ser de 
utilidade para manter cliente e fornecedores informados e atualizados da cadeia de 
suprimentos, para que, tenham o conhecimento relacionado com o que esta 
acontecendo dentro do chão de fabrica. 
Funcionalidades 
As funcionalidades das soluções MES foram desenvolvidas com a finalidade de 
alcançar as demandas que os sistemas corporativos não alcançam ( ERP) e a 
produção,essas funcionalidades, que tem a sua execução em tempo real, variam 
para cada solução,em um ambiente em que já estão desenvolvidas ou estão em 
desenvolvimento, como: 
• Coleta e armazenamento de informações 
• Monitoramento em tempo real e estatístico 
3 
 
• Monitoramento dos recursos da produção (pessoas, equipamentos e etc.) 
• Analise de desempenho local e global; 
• Rastreabilidade de produtos; 
• Inventario e ajustes automáticos; 
• Monitoramento de quebras e reduções de ritmo; 
• Controle do fluxo de materiais, desde a entrada de matéria prima, passando 
pelos estoques em processos, até a saída do produto acabado; 
• Monitoramento da qualidade dos produtos e processos de fabricação; 
• Baixas automáticas de matérias-primas (“backflush”); 
• Além de fornecer informações e subsidiar vários processos de planejamento, 
programação e gestão na cadeia de abastecimento. 
Modelos de Integração 
Na atualidade os modelos integrados de processo em operação ou em 
desenvolvimento pelas empresas, segundo a AMR research, podem ser 
classificados em oito categorias: 
• Entrada manual de dados: esse modelo tem como característica a utilização 
de terminais no chão de fabrica, onde as informações são recuperadas de forma 
manual, o que gera o aumento de risco de erros, pois o sistema também é 
dependente de papel. 
• Sistema de execução de ordens de produção: Este modelo apresenta as 
soluções SCADA (Supervisory Control and Data Aquisition) que fazem o 
processamento das ordens de produção e possuem o controle e a aquisição a 
informação e a encaminha automaticamente para o sistema de planejamento 
(ERP/MRP), pois não possuem essa finalidade; 
• Bancos de dados de produção: o modelo é baseado num banco de dados 
relacional que tem o objetivo de armazenar dados para integração com o ERP; 
4 
 
• Sistemas de informação de processo (PIMS): engloba algumas funções de 
gerenciamento da planta, mas está basicamente focado na coleta de dados, não 
havendo sincronismo com as necessidades da cadeia de abastecimento; 
• Coordenação funcional: utiliza aplicações com funções de coordenação de 
produção (exemplo: ordenamento, rastreamento de defeitos, etc.) e são integrados 
diretamente ao ERP nos seus módulos específicos; 
• Coordenação de capacidade de produção: utiliza o conceito de modelo de 
coordenação funcional (através do MES ), mas ao invés destas integrarem ao ERP 
diretamente, se integram antes a aplicações especificas de programação de 
produção; 
• Coordenação entre planta e negocio: modelos recentes, baseados na visão 
do negocio, ou seja, antes da tecnologia ser implantada é desenvolvido um fluxo de 
informações lógicas entre a planta e o negocio o que caracteriza o modelo do 
processo; 
• Colaboração entre processo e negocio: em desenvolvimento ainda mas é 
caracterizado pela integração de modelo de processo, visto anteriormente em 
coordenação entre planta e negocio, com o modelo do negocio Deve ser uma 
tendência, em função do atual desenvolvimento de novas tecnologia de fluxo de 
informações baseadas em processos (“workflow”). 
Case 
No Brasil, o MES- Sistema de execução de Manufatura é denominado Sistema 
Integrado de Controle de Produção. 
Uma grande empresa, fabricante de embalagens, contratou o serviço de projeto de 
um sistema de automação que atendesse determinados requisitos e permitisse 
controlar o estoque dos produtos semi-processados, bobinas de poliestireno 
expandido. Devido aos novos métodos de produção requeridos pela necessidade de 
adapta-se as novas exigências de preservação do meio ambiente, os produtos semi-
processados passaram a necessitar de um tempo muito grande de descanso (cura) 
para serem submetidos ao processamento de finalização de produção. 
5 
 
Com o aumento desse tempo, inicialmente era de 24 horas, para mais de 5 dias, o 
estoque de produtos semi-processados ficou muito grande e praticamente e 
praticamente impossível de ser utilizado sem erros, pois as variações no processo 
de produção das bobinas são muitas vezes, difíceis de serem notados a olho nu. 
Como resultado dessas dificuldades, muitas vezes as embalagens produzidas nãoeram com as bobinas mais apropriadas, e apesar de não existir implicação na 
qualidade do produto final, implicavam em perdas na produção. 
Os trabalhos do projeto foram iniciados com o levantamento de dados utilizando-se 
uma adaptação do método JAD (Joint Aplication Design, desenvolvido pela IBM). 
Este sistema teve evolução desde sua implantação, incluindo a integração dos 
dados de chão de fabrica com o sistema de gestão empresarial (Diamond, versão 
customizada do SAP) é hoje suas funções são típicas de um sistema MES 
(Manufacturing Execution System) que, no Brasil é denominado de sistema 
integrado de controle de produção. 
Premissas do projeto 
Nesse projeto foram considerados os seguintes pré-requisitos: 
As informações transitariam por uma rede de microcomputadores pessoais; 
A plataforma de software deveriam seguir os padrões mundialmente adotados a pela 
empresa (produtos Microsoft), tendo como sistema operacional o “Windows NT” ou 
“Windows 95” e, como sistema gerenciador de banco de dados, o “MS Access”; 
Os dispositivos de coleta de dados e leitura/impressão de códigos de barra também 
deveriam se produtos de um fornecedor com o qual a empresa detém um acordo 
mundial. 
Soluções adotadas 
Devido a urgência de implantação do projeto, a empresa adotou a prototipação 
como meio de conseguir resultados mais rápidos e procurou não modificar os 
procedimentos da empresa, adaptando o sistema aos processos técnicos e 
burocráticos em uso. Portanto, considerando os pré-requisitos acima, as seguintes 
soluções foram adotadas: 
6 
 
• Arquitetura de rede Ethernet com o servidor contendo somente base de dados 
e vários microcomputadores como terminais inteligentes, contendo as interfaces 
homen-maquina. 
• Leitura de dados- coletores de dados portáteis conectados a rede via radio e 
providos de leitura por “scanner laser”; 
• Inserção de dados-microcomputadores à rede ethernet, microterminais 
conectados a rede via interface RS-485, acoplados a balança e a impressoras de 
etiquetas via interface serial RS-232 e interface paralela Centronics; 
• Modelo entidade x relacionamento adaptado as condições atuais do usuário. 
CLOUD COMPUTING 
Nos dias atuais com a grande melhoria nas condições de renda e acesso a 
informação das grandes massas no Brasil e no mundo, existe hoje uma extensa 
disponibilidade de serviço ofertados a população entre estes serviços vemos o hoje 
um crescimento muito acentuado do serviço de COULD COMPUTING ou 
computação em nuvem, um serviço que se refere ao armazenamento em nuvem de 
dados e serviços que podem ser acessados de qualquer local onde se disponha de 
uma conexão e um aparelho capaz de proporcionar um acesso remoto compatível 
com o serviço oferecido. 
HISTÓRIA DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM 
A principal funcionalidade da Computação em nuvem é a utilização de recursos 
computacionais por meio da internet, e essa ideia não é tão recente como muitos 
pensam. Por incrível que pareça, a ideia já existia em 1960, com Joseph Carl 
Robnett Licklider. Joseph Carl foi um dos desenvolvedores da ARPANET (Advanced 
Research Projects Agency Network), o antecessor direto da internet, que tinha o 
objetivo de interligar as bases militares e os departamentos de pesquisa do governo 
americano. Nesse período, Joseph já imaginava uma rede de computadores 
intergaláctica em que todos estariam conectados acessando programas e dados de 
qualquer lugar. 
Ainda na década de 1960, John McCarthy, um importante americano pesquisador da 
área da informática e também um dos pioneiros da inteligência artificial, propôs a 
idéia de que a computação deveria ser organizada na forma de um serviço de 
7 
 
utilidade pública, assim como os serviços de água e energia, em que os usuários só 
pagam pelo que usam, como acontece hoje nesse novo modelo de computação. 
Mesmo com a existência dessas ideias há tanto tempo, o termo computação em 
nuvem só veio a ser mencionado em 1997, numa palestra acadêmica do professor 
de sistemas da informação Ramnath Chellappa, e só foi desenvolvida no ano de 
1999 com o surgimento da Salesforce.com, primeira empresa a disponibilizar 
aplicações na internet. A partir do sucesso dessa empresa, outras grandes 
começaram a investir na área, como a Amazon, a Google, a IBM e a Microsoft. 
Alguns exemplos de empresas que usam esse modelo computacional são o Drop 
Box, Gmail, Gol Linhas Aerais, Hotmail, Peixe Urbano e Face book. 
Hoje não há mais a necessidade de que todas as empresas possuam super 
computadores para atender sua necessidade de armazenar informações, somente 
as empresas que ofertam este serviço e que demandam este tipo de equipamento. 
A computação em nuvem chegou para ficar, e está modificando a história da 
computação, assim como a maneira como as pessoas se conectam. Agora, os 
nossos arquivos estão sempre disponíveis e só é preciso um dispositivo com acesso 
à internet para desfrutar de todos os serviços da nuvem. 
DEFININDO COMPUTAÇÃO NA NUVEM 
A computação na nuvem ou Cloud Computing é um novo modelo de computação 
que permite ao usuário final acessar uma grande quantidade de aplicações e 
serviços em qualquer lugar e independente da plataforma, bastando para isso ter um 
terminal conectado à “nuvem”. 
 A palavra nuvem sugere uma ideia de ambiente desconhecido, o qual podemos ver 
somente seu início e fim. Por este motivo esta foi muito bem empregada na 
nomenclatura deste novo modelo, onde toda a infraestrutura e recursos 
computacionais ficam “escondidos”, tendo o usuário o acesso apenas a uma 
interface padrão através da qual é disponibilizado todo o conjunto de variadas 
aplicações e serviços. A nuvem é representada pela internet, isto é, a infraestrutura 
de comunicação composta por um conjunto de hardwares, softwares, interfaces, 
redes de telecomunicação, dispositivos de controle e de armazenamento que 
permitem a entrega da computação como serviço. 
8 
 
Para tornar este modelo possível, é necessário reunir todas as aplicações e dados 
dos usuários em grandes centros de armazenamento, conhecidos como data 
centers. 
Uma vez reunidos, a infraestrutura e as aplicações dos usuários são distribuídos na 
forma de serviços disponibilizados por meio da internet. Outro ponto importante para 
o entendimento deste modelo de computação refere-se aos participantes da nuvem. 
Estes podem ser divididos em três grandes grupos: 
Provedor de serviço: O provedor é responsável pela tarefa de disponibilizar, 
gerenciar e monitorar toda a infraestrutura da nuvem. 
Desenvolvedor: deve ser capaz de prover serviços para o usuário final, a partir da 
infraestrutura disponibilizada pelo provedor de serviço. 
 Usuário: usuário final é o consumidor que utiliza os serviços em nuvem. 
MEDIÇÃO POR USO 
Uma vez que o usuário tem a opção de requisitar e utilizar somente a quantidade de 
recursos e serviços que ele julgar necessário, os serviços devem ser precificados 
com base em um uso de baixa duração, como por exemplo, medido em horas de 
uso. 
CAMADAS DE ARQUITETURA E TIPOS DE NUVEM 
Os serviços de computação na nuvem são divididos em três classes, que levam em 
consideração o nível de abstração do recurso provido e o modelo de serviço do 
provedor. 
O nível de abstração pode ser dividido em três classes de serviço nomeadas de 
(IaaS), camada inferior; (PaaS), camada intermediária mais a (SaaS), camada 
superior. 
INFRA-ESTRUTURA COMO SERVIÇO – IAAS 
Nesta classe são oferecidos os serviços de infraestrutura sob demanda, isto é, 
oferece recursos “de hardware” virtualizados como computação, armazenamento e 
comunicação. 
PLATAFORMA COMO SERVIÇO – PAAS 
Esta é a camada intermediária. É oferecido como serviço um ambienteno qual o 
desenvolvedor pode criar e implementar aplicações. 
 
 
9 
 
SOFTWARE COMO SERVIÇO – SAAS 
A camada mais alta da arquitetura da computação na nuvem tem a responsabilidade 
de disponibilizar aplicações completas ao usuário final. 
MODELOS DE IMPLEMENTAÇÃO 
A implementação da nuvem irá depender da necessidade da aplicação a ser 
oferecida e do tipo de contrato de prestação de serviço. Apesar da aparência dos 
serviços serem disponibilidades de forma pública, onde qualquer usuário tem acesso 
a todo o conteúdo da nuvem, os modelos de negócios têm promovido o 
desenvolvimento de modelos de implementação que garantam um adequado nível 
de controle da informação a ser disponibilizada (Tipo e conteúdo) e visibilidade da 
nuvem. 
Atualmente os tipos de modelo de implementação são Públicos, Privado, 
Comunidade e Híbrido. 
No modelo público a nuvem é disponibilizada para o público em geral ou para 
grandes grupos industriais. A nuvem é Implementada por um prestador de serviço, 
que deve ser capaz de garantir o desempenho e a segurança da mesma. 
As nuvens privadas são operadas exclusivamente para uma única organização. 
 O gerenciamento da rede pode ser feito pela própria organização ou por terceiros. 
O modelo de comunidade é caracterizado pelo fato da infraestrutura de nuvem ser 
compartilhada por várias organizações e suporta uma comunidade específica que 
partilha as mesmas preocupações como missão, requisitos de segurança, política e 
considerações de conformidade. Pode ser gerenciado pelas organizações ou por 
terceiros e podem existir localmente ou remotamente. 
Na nuvem híbrida a infraestrutura é composta por dois ou mais modelos de 
implementação, sendo que cada nuvem permanece como uma entidade única, mas 
que estão unidas pelo uso de tecnologia proprietária ou padronizada, garantindo a 
portabilidade de dados e aplicações. 
No caso da nuvem híbrida ser composta por nuvem pública e privada, a mesma é 
caracterizada pela possibilidade da nuvem privada ter seus recursos ampliados pela 
reserva de recursos em uma nuvem pública. Isto permite manter os níveis de serviço 
mesmo no caso de flutuações rápidas na necessidade de recursos. Outra 
caraterística interessante é o uso da mesma para executar tarefas periódicas que 
são mais facilmente implementadas em nuvens públicas. 
10 
 
APLICAÇÕES 
Serviços relacionados à computação em nuvem serão abordados levando em 
consideração os respectivos tipos: Infraestrutura, Plataforma e Software. 
INFRAESTRUTURA COMO SERVIÇO 
Exemplo de ferramentas do nicho de serviço como infraestrutura é o Eucalyptus, um 
software livre que consiste num framework que utiliza e gerencia uma infraestrutura 
de computadores e dispositivos de armazenamento com o intuito de disponibilizar 
um ambiente modular aos prestadores de serviço. 
 Outros exemplos, estão o CloudSim (voltado para simulações), Amazon Elastic 
Compute Cloud, que é puramente comercial, onde ele provê um ambiente virtual no 
qual é possível desenvolver e executar aplicações linux, para isso o usuário escolhe 
como sua máquina virtual deve ser. 
PLATAFORMA COMO SERVIÇO 
A ferramenta mais famosa conhecida por plataforma como serviço é o Google App 
Engine. Ela oferece uma plataforma que possibilita o desenvolvimento de aplicações 
através da linguagem de programação Python, na infraestrutura da Google. 
Com ele possível manipular imagens, serviços de correios eletrônico, gerenciamento 
de transferência de dados, etc. 
A conta gratuita oferece 500MB e um limite máximo de 5 milhões de acessos por 
mês. 
SOFTWARE COMO SERVIÇO 
No nível de software como serviço a pioneira é a Salesforce.com e seus produtos 
mais famosos são da área de Gestão de relacionamento com o Cliente. O mais 
popular é o Google Apps, que consiste num conjunto de aplicações da Google 
dentre eles o correio eletrônico (Gmail), o programa de mensagens instantâneas 
(Gtalk) e o editor de documentos (Gdocs). 
Chrome OS é sistema operacional da Google que promete utilizar maciçamente as 
aplicações presentes nas nuvens que vão além das disponíveis gratuitamente, pois 
serão vendidos aplicativos mais robustos e variados como jogos exclusivamente 
através da Chrome Web Store. 
VANTAGENS 
Dentre as vantagens da computação em nuvem está a possibilidade de acesso aos 
dados e aplicações de qualquer lugar. 
11 
 
Temos também mais algum pontos como. 
 Efetuar o pagamento dos serviços contratados somente pelo que usar. 
 Graças à Mobilidade e possível moldar a disponibilidade dos serviços 
ofertados de acordo com a necessidade do cliente. 
 Segurança no armazenamento de dados no caso de haver 
necessidade de copias e backups. 
 
DESVANTAGENS 
A segurança com relação aos dados armazenados que agora passam a não serem 
armazenados em um local físico mais podendo ser armazenado em vários locais. 
 Podemos ter exposição a ataques de hackers em no armazenamento 
em nuvem. 
 Insuficiência de controle e baixa criptografia dos dados. 
 A escalabilidade é uma característica fundamental onde se o 
contratante não tiver como acessar os recursos demandados no seu pacote 
torna se inviável a contratação do serviço. 
 A confiabilidade está relacionada à frequência com que o sistema falha 
e qual o impacto de suas falhas (perda ou não dados). Este serviço deve 
possuir uma política de gerenciamento das cópias e de backup capaz de 
atender seus contratantes. 
 A disponibilidade é uma grande preocupação, pois mesmo sistemas da 
Google, como o Gmail, ficaram fora do ar muito tempo uma alternativa e 
trabalhar com sistemas de nuvens múltiplos e interligados assim quando um 
serviço ficar indisponível o outro assumira o atendimento. 
 
CASE 
O Salusse Marangoni Advogados (SMA) é um escritório de advocacia com mais de 
20 anos de experiência que atua nas diversas áreas do direito empresarial. Possui 
sua sede na Av. Paulista e duas outras unidades, uma localizada no Centro de São 
Paulo e outra na cidade do Rio de Janeiro, contando ainda com uma rede de 
correspondentes no Brasil e no exterior. Ao todo, são mais de 200 profissionais entre 
sócios, advogados e funcionários administrativos que trabalham para desenvolver 
soluções criativas e eficazes para suprir as necessidades dos clientes. 
12 
 
Uma das preocupações do SMA é estar atualizado com o que há de mais atual em 
tecnologia e telecomunicações, por isso a equipe responsável por TI avalia as 
tendências e inovações de mercado e possui rigorosos padrões para selecionar o 
que existe de melhor, tanto em tecnologia quanto em prestadores de serviço. 
DECISÃO SOBRE O DATACENTER 
Em 2013, surgiu a oportunidade de o SMA mudar todo o andar administrativo, antes 
localizado na Av. Paulista, para o Centro, o que inclui também a TI do escritório. O 
escritório aproveitou a mudança para por em prática um plano que já vinha sendo 
avaliado: migrar seu datacenter para a nuvem (cloud computing), pois há tempos 
também se buscava uma solução de contingência mais eficaz. 
Segundo Bianca Lerario, diretora administrativa do Salusse Marangoni Advogados e 
responsável pelo trâmite da mudança, o escritório já utilizava uma solução de e-mail 
corporativo na nuvem e vinha avaliando a possibilidade de ter em cloud todo o 
seu datacenter. “Como teríamos um custo com mudança e aquisição de novos 
equipamentos, foi um bom momento investir o tempo e o orçamento no projeto 
de cloud computing” conta Bianca. 
Além de estudar as tendências de mercado e identificar que a nuvem é uma 
tecnologia que todas as empresas deverão aderir, o SMA contou com todo o know-
how da Penso para obter as orientações necessárias e desenhar o processo. “Foiuma decisão inteligente baseada nas tendências do mercado e nos conhecimentos 
passados pela Penso”, complementa Bianca. 
PROJETO DE MIGRAÇÃO 
A Penso Tecnologia é uma empresa especializada em projetos de nuvem e possui 
experiência com escritórios jurídicos, por isso entende a importância do negócio do 
SMA. Como o prazo da mudança da unidade da Av. Paulista para o Centro era de 
30 dias, as equipes alinharam um cronograma considerando a migração durante um 
feriado, de modo oferecer o mínimo impacto possível para a operação do SMA. 
Após 27 dias de obras físicas, o SMA teve 3 dias para fazer toda a instalação da 
infraestrutura de TI no novo escritório. Foi necessário esperar o fim do expediente de 
toda a equipe para iniciar a migração dos sistemas, arquivos e dados para 
13 
 
o datacenter na nuvem e fazer toda a logística dos equipamentos, operação que 
levou todo um feriado próximo a um final de semana para ser realizada. 
Logo após o fim de semana prolongado, toda a equipe já estava instalada no novo 
endereço e apta a retomar os trabalhos. “Conseguimos concluir o necessário para 
que as operações retornassem ao normal, e a Penso foi um parceiro chave para 
tornar isso possível”, conta Bianca. Segundo ela, o único empecilho apresentado no 
pós-projeto foi a lentidão dos sistemas causada pelo link do fornecedor de telefonia, 
que logo foi solucionado. 
GANHOS EM COLABORAÇÃO E DESEMPENHO 
Hoje a infraestrutura de TI do SMA está 100% na nuvem e conta com dois 
servidores locais em cada unidades apenas para caching. Como o escritório é 
composto por três unidades e possui clientes e correspondentes por todo o Brasil e 
exterior, existe uma grande necessidade de colaboração entre as equipes e 
disponibilidade para acessar a informação a partir de qualquer local do mundo. O 
escritório utiliza o SisJuri da Totvs como seu ERP, que também passou a ser 
acessado na nuvem a partir de desktops virtuais. 
Um dos fatores mais importantes considerados na decisão do SMA é a segurança 
que a nuvem apresenta. O projeto desenhado pela Penso engloba proteção contra 
invasões através de firewall de última geração, planos de backup e restore, níveis de 
acesso para usuários, entre várias outras vertentes que compõe a segurança e 
continuidade que o SMA precisa para operar com tranquilidade. “Já podemos 
enxergar os ganhos esperados com o uso da cloud computing e estimamos obter o 
retorno do nosso investimento no longo prazo” finaliza Bianca. 
 
BIBLIOGRAFIA 
BANZATO, Eduardo; Tecnologia da informação aplicada á logística; São Paulo; 
IMAM, 2005 
SILVA, F. H. R. Um estudo sobre os benefícios e os riscos de segurança na 
utilização de Cloud Computing; 2010. 15f. 
Artigo cientifíco de conclusão de curso apresentado no Centro Universitário Augusto 
Motta, UNISUAM-RJ. 
14 
 
HURWITZ, Judith; BLOOR, Robin; KAUFMAN, Marcia; HALPER, Fern. Cloud 
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ISBN: 978-0-470-48470-8 
BUYYA, Rajkumar; BROBERG, James; GOSCINSKI, Andrzej. Cloud Computing – 
Principles and Paradigms; 1. Ed New Jersey, U.S. : John Wiley & Sons, Inc. 2011. 
664p. ISBN:978-0-470-88799-8 
MELL, Peter; GRANCE, Timothy. The NIST Definition of Cloud Computing (Draft). 
January 2011. Disponível em: <http://csrc.nist.gov/publications/drafts/800-145/Draft-
SP-800- 145_cloud-definition.pdf>. Acessado em 15 jun 2011. 
CHIRIGATI, Fernando Seabra. Computação em Nuvem. Rio de Janeiro, RJ. 2009. 
Disponível em: <http://www.gta.ufrj.br/ensino/eel879/trabalhos_vf_2009_2/seabr a/>. 
Acessado em 15 jun 2011. 
KAUFMAN, L. M. Data Security in the World of Cloud Computing. IEEE Security 
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DIKAIAKOS, M. D.; PALLIS, G.; KATSAROS, D.;MEHRA, P.; VAKALI, A. Cloud 
Computing – Distributed Internet Computing for IT and Scientific Research. IEEE 
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http://www.penso.com.br/salusse-marangoni-advogados-inova-com-infraestrutura-
100-em-cloud-computing/

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