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Novo Acordo Ortográfico SESI PR - PORTUGUÊS REVISÃO GRAMATICAL E REDAÇÃO OFICIAL

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Volta ao quadro e completa: 
 
 
O efeito de humor dessa piada repousa sobre a compreensão instintiva da função dos acentos gráficos e dos 
conceitos de palavra ortográfica, palavra fonológica e homonímia. Comprove esta afirmação, reescrevendo a 
frase de Joãozinho de acordo com a convenção ortográfica e explicando o efeito de humor motivado pela 
homônima. 
27. A ilustração abaixo se aplica ao comentário de Ancelmo Góis em sua coluna O Globo, publicada no dia 15 de 
outubro de 2003: 
 
NURSEY: 1. quarto de crianças; 2. viveiro de mudas; 3. berçário; 4. creche. (Fonte: Dic. Michaëlis) 
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Nossa Missão: "Preparar, formar e aperfeiçoar magistrados e servidores em busca de boas práticas e da excelência da prestação jurisdicional" 
Palácio da Justiça Rio Tocantins – Tribunal de Justiça – Praça dos Girassóis – cep: 77.003.900 
Tel/fax. (63) 3218-4250 – www.tjto.jus.br nucas@tjto.jus.br 13 13 
Não precisa nem CPI. O berço das fraudes no Brasil fica neste banheiro do Aeroporto de Porto Velho, Rondônia, 
bem em frente à sala de desembarque. Pelo menos, é o que ficou pensando, ao ver esta foto, a velha 
professora dona Gramática – aliás, hoje, salve ela, é Dia do professor! (...) 
O comentário que o jornalista faz sobre a imagem serve-nos para exemplificar a afirmação de que os assuntos 
presentes nos estudos de Língua Portuguesa (fonética/fonologia, morfologia, sintaxe, semântica, estilística, 
lexicologia, dialetologia, ortografia...) se inter-relacionam e podem ser motivo de exploração didático-
pedagógica. 
Interprete o comentário do jornalista à luz dos assuntos gramaticais que ele, direta ou indiretamente, 
menciona e acrescente considerações sobre por que o assunto “morfologia” tem vínculos com a fonética, a 
fonologia e a ortografia. 
 
Exercícios de Ortografia de Concursos FCC 
1. Estão grafadas corretamente todas as palavras da frase: 
 
a) O mercado mais atraente é necessáriamente aquele que possue mais produtos disponíveis. 
b) Com o adivento da internet, deparamos com uma imença cidade virtual, onde há os melhores preços do 
mercado. 
c) A escacês de mercadorias no campo foi determinante para explicar o porque dos homens se agruparem nas 
cidades. 
d) As empresas virtuais vêm se tornando concorrentes desleais das que se encontram no mundo físico. 
e) O mercado de relacionamentos virtuais assistiu a um avanço discomunal com a consolidassão da internet. 
 
2. Quanto à ortografia, há incorreções na frase: 
 
a) O crescimento da classe C tem tido uma importância incomensurável para o comércio, mas vem 
ocasionando também uma elevação na taxa de inadimplência, o que é perturbador. 
b) Milhões de pessoas têm sido beneficiadas com o crescimento econômico que se vê no país, saltando da 
classe D para a C, algo que há poucos anos não pareceria factível. 
c) Alguns especialistas vêm disseminando a teoria de que, a partir da distribuição de riqueza por meio da 
geração de milhões de novos empregos, a classe E deixe de existir. 
d) Os “consumidores emergentes”, como vêm sendo chamados os novos integrantes da classe C, ainda têm 
dificuldade em poupar e adquirem grande parcela de produtos a crédito. 
e) Sabe-se que a ascenção da classe D tem proporcionado um aumento expresivo do consumo de bens 
duráveis, o que pode acelerar sobremaneira esse mercado. 
 
 
USO DOS PORQUÊS 
 
1. Porquê (junto e com acento) é usado quando for sinônimo de motivo, causa, indagação. Por ser substantivo, 
admite artigo e pode ir ao plural: 
 
 Os considerandos são os porquês de um decreto. 
 O relator explicou o porquê de cada emenda. 
 Qual é o porquê desta vez? 
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2. Por quê (separado e com acento) é usado quando a expressão aparecer em final de frase, ou sozinha: 
 
 Brigou de novo, por quê? 
 Brigou de novo? Por quê? 
 Ria, ria sem saber por quê. 
 
3. Porque (junto e sem acento) é usado nos seguintes casos: 
 
a) Para introduzir explicação, causa, motivo, podendo ser substituído por conjunções causais como pois, 
porquanto, visto que: 
 
 Traga agasalho, porque vai fazer frio. (conjunção coordenativa explicativa = pois) 
 A reunião foi adiada porque faltou energia. (conjunção subordinativa causal = pois) 
 Porque ainda é cedo, proponho esperarmos um pouco mais. (conjunção subordinativa causal = como) 
 
b) Nas frases interrogativas a que se responde com "sim" ou "não": 
 
 Ele não votou o projeto porque estava de licença? 
 Essa medida provisória está na pauta de votação porque é urgente? 
 
Na realidade, a conjunção "porque" continua sendo subordinativa adverbial causal. A diferença é que na 
própria pergunta já se dá a causa (oração subordinada adverbial causal), ou seja, resposta implícita. 
 
c) Como conjunção de finalidade (= para que), levando o verbo para o subjuntivo. Esta construção é arcaica, 
mas vez por outra tem sido encontrada: 
 Rezo porque tudo corra bem. 
 Não expressou sua opinião porque não desanimasse os colegas. 
 
Contemporaneamente, para exprimir finalidade, objetivo, prefere-se usar para que em lugar de porque: Rezo 
para que tudo corra bem. 
 
4. Por que (separado e sem acento) é usado nos seguintes casos: 
 
a) nas interrogativas diretas e indiretas: 
 
 Por que você demorou tanto? (interrogativa direta) 
 Quero saber por que meu dinheiro está valendo menos. (interrogativa indireta) 
 
b) sempre que se puder inserir as palavras motivo, razão: 
 
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 Não sei por que ele se ofendeu. (Não sei por que motivo ele se ofendeu.) 
 O funcionário explicou por que havia faltado. (O funcionário explicou por que motivo havia faltado.) 
 
c) quando a expressão puder ser substituída por pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais, confirma-se que 
há pronome relativo "que" antecedido da preposição "por": 
 
 (A estrada pela qual passamos está em péssimo estado de conservação.) 
 
 Esse é o motivo por que a reunião foi adiada. (Esse é o motivo pelo qual a reunião foi adiada.) 
 
d) quando "que" for conjunção integrante iniciando oração subordinada substantiva objetiva indireta ou 
completiva nominal, com imposição da preposição "por" pelo verbo ou nome, respectivamente: 
 
 A estrada por que passamos está em péssimo estado de conservação. Torcemos por que tudo se 
resolva logo. (= torcemos por isso) 
 O Relator estava ansioso por que começasse a votação. (= ansioso por isso) 
 
Não se pode confundir este último caso com o uso da conjunção de finalidade (conforme acima – n° 3, letra c). 
Veja a diferença: 
 
 Não expressou sua opinião porque não desanimasse os colegas. 
Note que o nome opinião, anterior à conjunção, não exigiu a preposição por. Além disso, percebe-se a 
intenção, a finalidade de não expressar sua opinião: para que não desanimasse os colegas. 
 O Relator estava ansioso