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Novo Acordo Ortográfico SESI PR - PORTUGUÊS REVISÃO GRAMATICAL E REDAÇÃO OFICIAL

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e poeta Silva Ramos, que ajusta a 
reforma ortográfica brasileira aos padrões da reforma portuguesa de 1911. 
1919 A ABL volta atrás e revoga o projeto de 1907, ou seja, não há mais reforma. 
1931 A Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras assinam acordo 
para unir as ortografias dos dois países. 
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1933 O governo brasileiro oficializa o acordo de 1931. 
1934 A Constituição brasileira revoga o acordo de 1931 e estabelece a volta das regras 
ortográficas de 1891, ou seja, ‘ortografia’ voltaria a ser grafada ‘orthographia’. 
Protestos generalizados, porém, fazem com que essa ortografia seja considerada 
optativa. 
1943 Convenção Luso-Brasileira retoma, com pequenas modificações, o acordo de 1931. 
1945 As modificações introduzidas pelo novo Acordo, ao priorizarem a ortografia lusitana, 
foram de tal monta que provocaram intensos protestos de parte dos brasileiros, 
culminando com a revogação do Acordo em 1955, restabelecendo-se o sistema 
ortográfico, instituído no Brasil em 1943. 
Divergências na interpretação de regras resultam no Acordo Ortográfico Luso-
Brasileiro. Em Portugal, as normas vigoram, mas o Brasil mantém a ortografia de 
1943. 
Como consequência passaram a existir duas normas ortográficas oficiais para a língua 
portuguesa: uma brasileira (1943) e uma lusitana (1945). 
1971 Decreto do governo altera algumas regras da ortografia de 1943: 
• abolição do trema nos hiatos átonos: ‘saüdade’ (=saudade), ‘vaïdade’ (=vaidade); 
• supressão do acento circunflexo diferencial nas letras < e > e < o > da sílaba tônica 
das palavras homógrafas, com exceção de ‘pôde’ em oposição a ‘pode’: ‘almôço’ 
(=almoço), ‘êle’ (=ele), ‘enderêço’ (=endereço), ‘gôsto’ (=gosto); 
• eliminação dos acentos circunflexos e graves que marcavam a sílaba subtônica nos 
vocábulos derivados com o sufixo < -mente > ou iniciados por < z >: ‘bebêzinho’ 
(=bebezinho), ‘vovôzinho’ (=vovozinho), ‘sòmente’ (=somente), ‘sòzinho’ (=sozinho), 
‘ùltimamente’ (=ultimamente). 
1975 As colônias portuguesas na África (São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde, 
Angola e Moçambique) tornam-se independentes. 
1986 São finalmente redigidas as Bases Analíticas da Ortografia Simplificada de 1945, 
renegociadas em 1975 e consolidadas em 1986. 
Iniciam-se, assim, as discussões de que resultaram as bases do novo Acordo 
Ortográfico da Língua Portuguesa entre Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-
Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. 
1991 Surge outra versão do documento anterior (1986): o Acordo de Ortografia 
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Simplificado entre Brasil e Portugal para a Lusofonia, conhecido como Acordo 
Ortográfico de 1995, aprovado oficialmente em 1995 pelos dois principais países 
envolvidos (Brasil e Portugal). 
1995 Brasil e Portugal aprovam oficialmente o documento de 1991, que passa a ser 
reconhecido como Acordo Ortográfico de 1995. 
1998 Em Cabo Verde, foi assinado um Protocolo Modificado ao Acordo Ortográfico da 
Língua Portuguesa, mas apenas Brasil, Portugal e Cabo Verde o aprovaram. 
No Primeiro Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, fica 
estabelecido que todos os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa 
(CPLP) devem ratificar as normas propostas no Acordo Ortográfico de 1995, para que 
este seja implantado. 
2002 Timor-Leste torna-se independente e passa a fazer parte da CPLP. 
2004 Com a aprovação do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua 
Portuguesa, fica determinado que basta a ratificação por três membros para que o 
acordo entre em vigor. 
No mesmo ano, o Brasil ratifica o Acordo. 
2005 Cabo Verde ratifica o Acordo. 
2006 São Tomé e Príncipe ratifica o documento, possibilitando a entrada em vigor do 
Acordo. 
2008 Portugal aprova o Acordo Ortográfico. 
2008 O Decreto Presidencial nº 6.583, de 29 de setembro de 2008, determina a 
implementação do Acordo Ortográfico a partir de 1º de janeiro de 2009 no Brasil, 
estabelecendo período de transição de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 
2012. 
2012 O Decreto Presidencial n° 7.875, de 27 de Dezembro de 2012, alterou o Decreto 
no 6.583, de 29 de setembro de 2008, e prorrogou o período de transição, que, agora, 
corresponderá a 1o de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015. Durante o período 
coexistirão as duas normas ortográficas. 
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MMÓÓDDUULLOO IIII –– MMUUDDAANNÇÇAASS TTRRAAZZIIDDAASS PPEELLOO NNOOVVOO AACCOORRDDOO 
OORRTTOOGGRRÁÁFFIICCOO 
Ao final deste módulo, você deverá conhecer as regras de acentuação gráfica, emprego do hífen e a 
composição e eliminação do trema. 
 
Introdução 
Com a entrada em vigor do Novo Acordo Ortográfico, muitos podem pensar: “De que valeu o esforço 
para entender por que ‘infraestrutura’ se escrevia com hífen e anti-imperialista, sem ele?” 
Entretanto, esteja a favor do Acordo ou contrário a ele, ninguém está livre de uma revisão ortográfica. 
O Acordo, porém, visa unificar a ortografia, e não a pronúncia e o significado das palavras. 
As tiras abaixo são bons exemplos disso. A primeira saiu em um jornal português; a segunda, num jornal 
brasileiro. 
 
 
ALFABETO 
O alfabeto da língua portuguesa é formado por vinte e seis letras, cada uma delas com uma forma 
minúscula e outra maiúscula. 
 
TREMA 
 
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Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos 
grupos gue, gui, que, qui. 
aguentar; quinquênio;equestre; linguiça; sequência; sagui etc. 
Observação: O trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. 
Exemplos: Müller, mülleriano. 
Observação: Além destas letras, usam-se o ç (cê cedilhado) e os seguintes dígrafos: rr (erre duplo), ss 
(esse duplo), ch (ce-agá), lh (ele-agá), nh (ene-agá), gu (guê-u) e qu ( quê-u). 
 
DIVISÃO SILÁBICA 
Destacam-se as seguintes regras de divisão silábica: 
Vamos conhecer as principais regras de separação silábica. 
a) Não se separam os ditongos e tritongos 
 lei-te, cai-xa, pa-ra-guai, lín-gua, te-sou-ro 
b) Separam-se os hiatos: 
 sa-í-da, vo-o, co-or-de-nar, sa-a-ra, ru-í-do 
c) Separam-se grupos formados por ditongo decrescente + vogal (aia, eia, oia, uia, aie, eie, oie, uie, aio, 
eio, oio, uio, uiu) 
 prai-a, tei-a, sa-bo-rei-e, es-tei-o, joi-a, con-lui-o, tui-ui-ú 
d) Separam-se os dígrafos RR, SS, SC, SÇ e XC 
 car-ro, os-so, re-nas-cer, nas-ça, ex-ce-der 
e) Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, qu, gu 
 ra-i-nha, que-ri-do, chu-va, fi-lho 
f) Não se Separam os encontros consonantais puros ou próprio 
 bri-lho, a-tlas, pá-tria, tra-tor 
g) Separam-se as letras r e s dos prefixos quando a palavra a que eles se ligam começa por vogal. 
 su-pe-ra-bun-dan-te, bi-sa-vô, porém: su-per-mer-ca-do, bis-ne-to 
h) Separa-se a letra b do prefixo sub quando a palavra a que ele se liga começa por vogal. 
 su-ba-é-reo, su-bo-fi-ci-al porém sub-se-ção, sub-te-nen-te 
Observação 1: na palavra sublinhar, sub está seguido da consoante I. Há uma tendência a pronuncia bl, 
tendência essa que leva a pessoa a não separar o grupo, o que é errado, pois l é consoante. A separação 
ficaria assim: SUB-LI-NHAR 
Observação 2: em sublime (e derivado) sub não é prefixo, pertence ao radical da palavra.