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Fisiologia da Visão Extremamente complexo, pq ao mesmo tempo se trata de absorver luz, transmitir esse energia luminosa e traduzir essa energia eltromagnética. Converter a energia em forma de imagem no SNC. Percepção Visual . Localização Espacial (rotacionar o olho) . Medida de Intensidade (quantidade de luz) . Discriminação das Formas (sem especificidade) . Detectação de Movimento (grande velocidade a detectação é perdida) . Visão a Cores (distinção) X Comprimento de onda significa dizer o nível de energia da onda. Quanto maior a frequência da onda, maior sua intensidade e menor o comprimento da onda (vermelho é o mais energético – no final da direita) X Rádio atravessa vários lugares Funções e Estruturas do Olho . Olho é a estrutura que tem a função de produzir imagens com a melhor qualidade possível, transformá-las em impulsos elétricos e enviá-los para o cérebro (SNC) onde será efetivamente interpretado. . Fazem parte da estrutura ocular os cílios que evitam a entrada de ciscos, as glândulas lacrimais cujas lágrimas limpam e nutrem o olho. A esclera dá forma ao olho e corresponde a parte branca. Os músculos oculares que ligados a esclera movem os olhos precisa e sincronizadamente, à procura de objetos de nosso interesse. Refração: Ocorre refração quando a onda muda seu meio de propagação. A luz do Sol, por exemplo, vem da estrela através do vácuo e sofre refração ao entrar na atmosfera terrestre. Na refração, a velocidade de propagação da onda será alterada, pois a mudança de meio gera mudança no comprimento de onda. A frequência das ondas, por depender da fonte geradora, não é alterada na refração. Nosso olho faz refração, pq como temos o sistema composto de líquidos combinados com lentes (convergentes). A combinação com os líquidos e as lentes (convergentes) da uma refração da luz, converge a luz que chega na pupila em um único ponto, sendo absorvida e traduzido em distinção de cores. Os Líquidos do Olho e suas Funções Líquido Intraocular: conserva o globo ocular distendido; Humor aquoso: à frente do cristalino; fluxo livre; produzido pelas células ciliares Humor Vítreo: entre a superfície posterior do cristalino e a retina; massa gelatinosa unida por rede fibrilar fina, composta por proteoglicanos alongados; continuamente sendo formado e reabsorvido; produzido pelas células da retina Água e substâncias dissolvidas podem se difundir lentamente no humor vítreo, mas ocorre pouco fluxo de líquido Pressão ocular mantida pelo balanço entre formação e a reabsorção de humor aquoso Diferença entre os humores - a diferença é que no humor vítreo contém cadeias de açúcares (proteoglicanos – ptn associadas ao açúcar) proteínas de colágeno que mantém a estrutura do globo ocular e o humor aquoso não tem. Função do humor vítreo – tem a capacidade de manter a integridade do globo ocular, no deslocamento de retina vc tem a estrutura do humor vítreo (ptn) danificada, as ptns começam a puxar a retina das camadas mais internas. A córnea e cristalino são duas lentes transparentes que convergem a luz para dentro do olho e focalizam nitidamente a imagem do objeto sobre a retina. Na retina os fotorreceptores (cones e bastonetes) transformam a luz em impulsos elétricos (Potencial de Ação) dando início ao processamento neural da informação visual. Esse processo chama-se transdução sensorial. A cor dos olhos é por causa da pigmentação da íris que regula a quantidade de luz que penetra no olho (genética – fenótipo que o indivíduo carrega para expressar a quantidade de melanina). Cones - Cores Bastonetes - Preto e Branco X Alguns fotoreceptores absorver comprimentos de onda diferentes (cone tem uma amplitude maior de absorção de luz em comprimento de onda) Formação da Imagem A luz, refletida ou emitida por corpos luminosos sofre a primeira difração pela córnea e, em seguida, pelo cristalino e é focalizada exatamente sobre a retina, na região chamada fóvea. Independentemente da distância dos objetos, se de perto ou de longe, o olho possui mecanismos para ajustar o poder de difração do cristalino garantindo, constantemente, a formação de imagens nítidas. Entretanto, se o foco se formar antes (miopia) ou depois (hipermetropia) da retina, haverá erro de refração. Formação da Imagem Miopia Imagem duplicada Compromentimento na Formação da Imagem HIPERMETROPIA de perto a imagem fica "borrada“, mas de longe, enxerga-se bem. Correção do erro de refração: Lentes convergentes MIOPIA de longe a imagem fica "borrada“ mas de perto, enxerga-se bem. Correção do erro de refração: Lentes divergentes Correção com lentes (convergente e divergentes) ASTIGMATISMO: erro refrativo do olho que faz com que a imagem visual em um plano focalize em uma distância diferente da do plano em ângulo reto; Curvatura da córnea grande demais para um plano de olho, acaba focalizando em dois pontos e a imagem fica sem nitidez. Causa: curvatura da córnea grande demais em um plano de olho; Correção: Lente cilíndrica, pois o olho do astigmático pode ser considerado como um sistema de lentes composto de duas lentes cilíndricas de forças diferentes e colocadas em ângulo reto entre si Controle da Quantidade de Luz Além de lentes, o olho possui um sistema que regula a quantidade ideal de luz. A íris regula (músculo) o diâmetro da pupila: dilata quando há pouca luminosidade e constringe, quando o ambiente é excessivamente iluminado. Funções Receptora e Neural (tradução) da Retina . Componentes da Retina Retina: parte sensível à luz do olho. Cones – visão em cores; Bastonetes – visão em preto e branco em condiçoes de baixa luminosidade Quando bastonetes e cones são excitados, os sinais são transmitidos, primeiramente, através de sucessivas camadas de neurônios da própria retina e, por fim, propagam-se pelas fibras do nervo óptico e para o córtex cerebral. X Não tem reflexão pela melaninano olho – Camada pigmentada, não deixa que a luz se dissepe ao longo de todo globo ocular. A Retina Camada por Camada Fóvea: no centro da retina; capaz de visão acurada e detalhada; composta inteiramente por cones. Único ponto de focalização Cones da fóvea têm corpos celulares especialmente longos e delgados, distinguindo-se dos cones muito maiores localizados mais perifericamente na retina ; vasos sanguíneos, células ganglionares, camadas nuclear interna e plexiforme são todos deslocados para um lado, em vez de repousarem diretamente sobre o topo dos cones, o que permite que a luz passe sem impedimento até os cones. Quando bastonetes e cones são excitados, os sinais são transmitidos, primeiramente, através de sucessivas camadas de neurônios da própria retina e, por fim, propagam-se pelas fibras do nervo óptico e para o córtex cerebral. A Retina Camada por Camada – Cones e Bastonetes Representação diagramática dos componentes essenciais do fotorreceptor (bastonete ou cone). Bastonetes: (A) segmento externo, onde se encontra a substância fotoquímica, sensível à luz; (B) segmento interno; (C) o núcleo; (D) Corpo Sináptico, se liga às células neuronais subsequentes, as células horizontais ou bipolares Rodopsina: substância fotoquímica cones: (A) segmento externo, onde se encontra a substância fotoquímica, sensível à luz; (B) segmento interno; (C) o núcleo; (D) Corpo Sináptico DISTINÇÃO DE CORES Pigmentos coloridos: substância fotoquímica – diferenças na sensibilidade espectral em relação à Rodopsina A Retina Camada por Camada – Camada Pigmentar (INTERNA) Contém pigmento negro: Melanina. Impede a reflexão da luz por todo o globo ocular, importante para visão nítida Albinos: não possuem o pigmento melanina; Quando estas pessoas entram em sala clara, a luz que invade o globo ocular é refletida em todas as direções, dentro do globo ocular, pelas superfícies sem pigmentação da retina e pela esclera subjacente; Acuidade visual em albinos é muito comprometida; Vitamina A – armazenada na camada pigmentar em grandes quantidades;difunde-se livremente pelas membranas celulares dos segmentos externos do bastonetes e cones que estão imersos, eles próprios, no pigmento RETINOL – (CEGUEIRA NOTURNA) Descolamento de Retina Ocasionalmente a retina neural se desloca do epitélio segmentar 1)Lesão do globo ocular que permite que líquido ou sangue se acumule entre a retina neural e o epitélio segmentar; 2)Contratura das fibrilas de colágeno no humor vítreo, que puxa áreas da retina em direção ao interior do globo; PROTEOGLICANOS 3)Pode tornar-se funcional cirurgicamente ou não, dependendo do grau de degeneração, não é quando a retina perde sua função Fotoquímica da Visão Bastonetes e Cones contêm substâncias químicas que se decompõem pela exposição à luz e, no processo, excitam as fibras do nervo óptico Bastonetes: Rodopsina; 40% do segmento externo Rodopsina = proteína Escotopsina + Pigmento Carotenóide Retinal (“retilíneo”) ou 11-cis retinal – vitamina A (lipossolúvel) Forma cis do retinal faz com que somente ela pode se ligar à Escotopsina para sintetizar a Rodopsina Cones: Pigmentos dos Cones ou Pigmentos Coloridos – composições discretamente diferentes da Rodopsina Ciclo Visual Rodopsina – Retinal e Excitação dos Bastonetes Energia absorvida pela Rodopsina começar a decompô-la; Ativação de e- na parte retinal da Rodopsina, que leva a mudança de sua forma cis para a forma toda-trans; Metarrodopsina II = Rodopsina ativada – provoca alterações elétricas nos bastonetes e estes transmitem a imagem visual para o SNC sob a forma de PA do nervo óptico Excitação do Bastonete quando a Rodopsina é Ativada Excitação dos Bastonetes promove Hiperpolarização da membrana intrabastonetes; Como a ativação da Rodopsina causa Hiperpolarização? Resposta: Quando a Rodopsina se decompõe, diminui a condutância da membrana dos bastonetes para os íons Na+ no segmento externo dos bastonete; Isso causa hiperpolarização de toda a membrana do bastonete; O segmento interno bombeia contiuamente Na+ de dentro para fora do bastonete e íons K+ são bombeados para dentro da célula; íons K+ vazam da célula pelos canais de K+ sem comportas do SI do bastonete; RETINITE – retina inflamada, perda da sensibilidade da rodopsina- absorção da luminosa, consequentemente a perda da tradução em forma de imagem pelo bastonete. Quando a rodopsina é ativada temos a geração do P, bastonete promove a hiperpolarização da membrana intrabastonete (membrana interna do bastonete) AO CONTRÁRIO DO NORMAL, ao invés de despolarização ocorre hiperpolarização. Como em outras células, essa bomba Na+-K+ cria um potencial negativo no interior de célula; Só que o Segmento Externo do bastonete, onde se localizam os Discos Fotorreceptores, é totalmente diferente: No escuro: é permeável ao Na+ que fluem pelos canais dependentes de GMPc; No escuro este é elevado, permitindo que os íons Na+ se difundam para o interior do bastonete e neutralizem a negatividade do interior da célula; No escuro: bastonete nao está excitado; há redução da eletronegatividade na face interna da membrana do bastonete, medindo -40 mV e não habituais -70 mV. No claro: Rodopsina exposta à luz começa a se decompor; Ocorre fechamento dos canais de Na+ dependentes de GMPc e a condutância da membrana do segmento externo para o interior do bastonete é reduzida em três etapas: (1) luz é absorvida pela Rodopsina, causando fotoativação dos elétrons na porção retinal; (2) Rodopsina ativada estimula a Proteína G (Transducina), que ativa a Fosfodiesterase do GMPc, uma enzima que catalisa a quebra do GMPc em 5´-GMPc (3) Redução do GMPc fecha os canais dependentes do GMPc e diminui a corrente do influxo de Na+; Agora, saem mais íons Na+ do que entram Fotoquímica da Visão em Cores pelos cones Substâncias fotoquímicas nos cones têm quase a mesma composição química que a da Rodopsina nos bastonetes; única diferença: as porções proteicas ou opsinas – Fotopsinas – nos cones são ligeiramente diferente da Escotopsina nos bastonetes; Parte retinal é exatamente a mesma nos cones e nos bastonetes; Nos cones: pigmentos sensíveis à cor são combinações dos retinais com fotopsinas A luz é composta de vários comprimentos de onda (400 a 700nm). A retina possui dois tipos células sensíveis a luz: cones e bastonetes. Os cones proporcionam a visão em cores e são de três tipos: verde (533nm), vermelho (564nm) e azul (437nm). Já os bastonetes são sensíveis ao púrpura (489nm) e nos proporcionam a visão monocromática ou em tons de cinza. Regulação Automática da Sensibilidade da Retina à Luz Se a pessoa está sob luz intensa por muitas horas, grande parte das substâncias fotoquímicas nos bastonetes e cones terá sido reduzida a retinal e opsinas; Se a pessoa permanecer no escuro por longo período, o reinal e as opsinas nos bastonetes e nos cones serão convertidos de volta em pigmentos sensíveis à luz; Curva de adaptação ao escuro Complicações na Visão das Cores - Daltonismo