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Ética Profissional Lopes Sa

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS 
FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo do livro “Ética Profissional” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANAUS 
2010 
PAULO SÉRGIO COELHO MONTEIRO 
TUANNY GUIMARÃES 
RICKY LUÍS PINTO SÁ 
 
 
 
 
 
 
Resumo do livro “Ética Profissional” 
 
Resumo solicitado pela Profª. Leonor 
Bernadete Aleixo Dos Santos, da disciplina 
Ética Profissional do Contador e Auditor, do 
6º Período do Curso de Ciências Contábeis 
da Universidade Federal do Amazonas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANAUS 
2010 
I – INTRODUÇÃO 
Este trabalho visa resumir todos os tópicos relacionados sobre os elementos de 
ética do livro “Ética Profissional”, do autor Antônio Lopes de Sá. 
II – DESENVOLVIMENTO 
INTRODUÇÃO GERAL E PRIMEIRA CONCEPÇÃO DE 
ÉTICA 
SENTIDO AMPLO DE ÉTICA 
Em seu sentido de maior amplitude, a Ética tem sido entendida como a ciência da 
conduta humana perante seus semelhantes. Ela envolve os estudos de aprovação ou 
desaprovação das ações dos homens, encara a virtude como prática do bem e como 
promotora da felicidade dos seres, quer individualmente, quer coletivamente, e analisa a 
vontade e o desempenho virtuoso do ser em face de suas intenções e atuações, relativos 
à própria pessoa ou em face da comunidade. 
VARIADOS ASPECTOS DE ANÁLISE DA ÉTICA NO ENTENDIMENTO 
DOS PENSADORES CLÁSSICOS 
Após as idéias genéricas sobre Ética, é preciso esclarecer sobre dois aspectos 
aceitos pelos estudiosos: 
1° - Como ciência que estuda a conduta dos seres humanos, que cuida das formas 
ideais da ação humana e busca a essência do Ser, procurando conexões entre o material 
e o espiritual. 
2° - Como ciência que busca os modelos da conduta conveniente, objetiva, dos 
seres humanos. 
O primeiro situa-se no campo do ideal e o segundo das forças que determinam a 
conduta, um estuda a essência e outro as relações que influenciam a conduta. 
Comum entre tais aspectos é, todavia, a análise do bem, como prática de amor em 
suas variadas formas; igualmente relevante destaca-se o da conduta respeitosa que evita 
prejudicar a terceiros, bem como o próprio ser. 
ESTUDOS DA ÉTICA PELOS PENSADORES MODERNOS 
Os filósofos modernos buscaram inspirações remotas para seus estudos, mas, 
aplicaram alguns, certas doses de radicalismo, de acordo com suas preferências em 
entender o ideal do bem e a conduta do ser. No pensamento moderno, todavia merecem 
destaque alguns filósofos que se dedicaram ao assunto. 
ÉTICA DE BERGSON 
Henri Bergson enfocou os estudos morais e éticos sob dois ângulos distintos a que 
denominou de moral fechada e moral aberta, como conceitos de suas razões. 
Moral fechada é a derivada do instinto, na preservação das sociedades em que se 
grupam os seres. 
Admitindo a necessidade ou ideal de uma renovação moral, terminou ele por 
deduzir que existem forças que se destinam a promover essa mesma renovação, fazendo 
a apologia da intuição. 
ÉTICA DO VALOR DE SCHELER, HARTMANN E WAGNER 
Os referidos autores desenvolveram estudos de rara expressão sobre o conceito de 
valor e que, segundo Abbagnano, veio substituir a noção de bem que era a predominante 
nos domínios da Ética, mas poucos filósofos tiveram a virtude da clareza e da facilidade 
de expressão que Wagner empregou em seu trabalho premiado. Wagner enfoca a 
conquista da energia, o preço da vida, a obediência, a simplicidade, a guarda interior, a 
educação heróica, os começos difíceis, o esforço e o trabalho, a fidelidade, a 
jovialidade, a honra viril, o medo, o combate, o espírito de defesa, a bondade 
reparadora, formas comportamentais que considerou relevantes e o faz de maneira a 
ressaltar em tudo o valor como o que se deve eleger para a qualidade de vida. 
O trabalho de Scheler centrou-se no combate a uma ética material do bem, ou seja, 
aquela que considera este apenas como desejo ou vontade própria, sem que isto possa 
representar um efeito perante os agregados humanos. Para ele, a Ética não se baseia nem 
na noção de bem, nem em aspirações desejadas, mas na intuição emotiva dos valores, 
observados em suas diversas hierarquias. 
Hartmann segue, nesse pensamento, o que Scheler também defendeu como 
princípio: concebe uma esfera ideal ética. A defesa da hierarquia de valores não é só 
defendida por estes pensadores, mas também outras questões sobre o valor, na Ética, 
surgiram através dos estudos dos seus aspectos, ou seja, se algo é conectado com o 
homem ou se é algo independente; se fundando no ressentimento, ou no vital, ou seja, 
qual o parâmetro para a atribuição do valor. 
ÉTICA COMO DOUTRINA DA CONDUTA HUMANA 
Como móvel da conduta humana, a Ética tem uma concepção de objeto da 
vontade ou das regras que a direcionam. 
CONDUTA HUMANA 
A conduta do ser é sua resposta a um estímulo mental, ou seja, é uma ação que se 
segue ao comando do cérebro e que, manifestando-se variável, também pode ser 
observada e avaliada. A evolução conceptual é natural nas ciências e até no campo 
empírico; quanto mais evolui um conhecimento, tanto mais tende a ter mais e melhores 
conceitos. 
ÉTICA CONCEBIDA COMO DOUTRINA DA CONDUTA 
O estudo doutrinário a respeito do motivo que leva a produzir a conduta é um 
específico esforço intelectual; buscar conhecer o que promove a satisfação, prazer ou 
felicidade é, nessa forma de entender a questão, mais que analisar o bem como uma 
coisa isolada ou ideal, simplesmente. 
A Ética, como estudo da conduta, todavia, já é percebida em Protágoras, quando 
em seus ensinamentos pregava o que fazer para ser virtuoso perante terceiros. 
Xenofonte indicou caminhos de ação do homem para que fossem observados de 
forma adequada, perante cada um dos aspectos de sua presença. Apresentou 
entendimentos de condutas que realmente nos parecem de uma lógica irrepreensível, 
como o que diz respeito à gestão do bem púbico, quando sugeriu que aquele que não 
sabe administrar sua casa não sabe, também, administrar o Estado. 
ÉTICA CIENTÍFICA E GRANDES PENSADORES 
THOMAS HOBBES 
Hobbes entendeu que o básico na conduta é a “conservação de si mesmo”, como o 
bem maior. Escreveu o seguinte: “os homens não tiram prazer algum da companhia uns 
dos outros (e sim pelo contrário, enorme desprazer), quando não existe um poder capaz 
de manter a todos em respeito”. 
Conclui sobre a existência de três causas fundamentais da discórdia entre os 
participantes de um grupo: “Primeiro, a competição, segundo, a desconfiança, e terceiro, 
a glória”. 
RENÉ DESCARTES 
Poucas inteligências se equipararam à de Descartes no século XVII e raras à dele 
se nivelaram até hoje. Ensinou que a maioria das vontades é determinação anímica e 
que esta independe do corpo, afirmando, todavia, que “a alma é de uma natureza que 
nenhuma relação tem com a extensão, dimensões e outras propriedades da matéria de 
que compõe o corpo, mas, apenas com todo o conjunto dos órgãos deste”. 
Consagra, pois, o sentido da benevolência como base ética, ou seja, reconhece que 
a consciência deve moldar-se pela agregação em relação ao que nos cerca, afirmando 
que “nos consideramos unidos ao que amamos, de tal sorte que imaginamos um todo do 
qual acreditamos ser apenas uma parte, sendo a outra o objeto amado”. 
Sugere também os “deveres éticos” perante terceiros, ou seja, os de praticar o bem 
e o de evitar o mal a nós mesmos e também aos nossos semelhantes. 
Lecionou que jamais devemos menosprezar alguém, assim como devemos estar 
sempre mais dispostos “a desculpar que a censurar”, sendo sempre recomendável a 
humildade virtuosa, sem o vício do orgulho. 
Em suma, proclamou a inteligência emocional como o caminho para um 
procedimento ético competente. 
JOHN LOCKE 
Locke acompanha a tendência de conservação do ser

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