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DIREITO ELEITORAL REGULAR P/ TRIBUNAIS ELEITORAIS (TREs/TSE) 
CESPE E FCC 
TODOS OS CARGOS: AJAJ, AJAA E TÉCNICO 
TEORIA E EXERCÍCIOS 
AULA 3 
PROF: RICARDO GOMES 
 
 
 
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DIREITO ELEITORAL – REGULAR – TREs/TSE 
 
Queridos(as) Alunos(as)! 
Segue nossa Aula 3 de Direito Eleitoral! 
Bons estudos! 
Ricardo Gomes 
QUADRO SINÓPTICO DA AULA: 
a) Ministério Público Eleitoral: atribuições. 
b) Princípios constitucionais (nacionalidade, 
elegibilidade e partidos políticos) - arts. 14 a 17 
da CF-88. 
 
 
Aula 3 
 
DIREITO ELEITORAL REGULAR P/ TRIBUNAIS ELEITORAIS (TREs/TSE) 
CESPE E FCC 
TODOS OS CARGOS: AJAJ, AJAA E TÉCNICO 
TEORIA E EXERCÍCIOS 
AULA 3 
PROF: RICARDO GOMES 
 
 
 
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1. Ministério Público Eleitoral: atribuições. 
 
Composição (órgãos) e Atribuições (funções). 
 
A Justiça Eleitoral não possui Juízes Eleitorais de Carreira e de 
Ministério Público próprio, todos são emprestados da Justiça Federal e da 
Justiça Estadual e do Ministério Público Federal e Estadual. 
Atenção! 
O Ministério Público Eleitoral não faz parte da Organização da 
Justiça Eleitoral! Não está nos rols elencados abaixo. Faço essa ressalva, pois 
pode o aluno embaralhar os conceitos ao achar que o MP Eleitoral faz parte da 
Justiça Eleitoral. MP é órgão independente (quase um 4º Poder). 
O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função 
jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime 
democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. 
A CF-88, em seu art. 128, não elencou o Ministério Público Eleitoral 
no rol dos órgãos do Ministério Público, como o fez com o Ministério Público 
Militar e o Ministério Público do Trabalho. 
Mas o Ministério Público em sentido amplo abrange os seguintes 
órgãos: 
a) O Ministério Público da UNIÃO (MPU), que por sua vez 
compreende os seguintes ramos: 
1. Ministério Público Federal (MPF); 
2. Ministério Público do Trabalho (MPT); 
3. Ministério Público Militar (MPM); 
4. Ministério Público do Distrito Federal e Territórios 
(MPDFT). 
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b) Os Ministérios Públicos dos ESTADOS (MPE). 
 
Então Professor, onde encaixamos o Ministério Público 
ELEITORAL? 
O art. 37 da LC nº 75/93 trata das funções eleitorais do Ministério 
Público, dispondo que o Ministério Público FEDERAL (MPF) exercerá suas 
funções nas causas de competência dos tribunais e juízes eleitorais. 
Art. 37. O Ministério Público FEDERAL exercerá as suas funções: 
I - nas causas de competência do Supremo Tribunal Federal, do 
Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais Regionais Federais e dos 
Juízes Federais, e dos Tribunais e Juízes Eleitorais; 
Ademais, a Lei Complementar nº 75/93 (Lei Orgânica do 
Ministério Público), ao tratar dos ramos do Ministério Público, elenca como 
função própria do MPF o exercício perante a Justiça Eleitoral e determina a sua 
atuação em todas as fases do processo eleitoral. 
Por outra banda, a LC 75 delega ao Ministério Público 
ESTADUAL a atribuição do Ministério Público Federal de oficiar perante os 
juízes e juntas eleitorais, que são a 1ª instância da Justiça Eleitoral. Neste 
caso, serão os Promotores Estaduais que exercerão as funções como 
Promotores Eleitorais na Justiça Eleitoral de 1ª instância. 
Portanto, o MPF e o MP Estadual exercerão FUNÇÕES 
eleitorais, formando o corpo do Ministério Público Eleitoral. 
Quem designa dos Promotores Eleitorais não é o Procurador-
Geral Eleitoral, mas o Chefe do Ministério Público Estadual (Procurador-Geral 
de Justiça - PGJ), conforme art. 10, IX, h, da Lei nº 8.625/93 (Lei Orgânica 
do Ministério Público). 
LC 75/93 
Art. 72. Compete ao Ministério Público Federal exercer, no que 
couber, junto à Justiça Eleitoral, as FUNÇÕES do Ministério 
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Público, atuando em todas as fases e instâncias do processo 
eleitoral. 
Parágrafo único. O Ministério Público Federal tem legitimação para 
propor, perante o juízo competente, as ações para declarar ou 
decretar a nulidade de negócios jurídicos ou atos da administração 
pública, infringentes de vedações legais destinadas a proteger a 
normalidade e a legitimidade das eleições, contra a influência do 
poder econômico ou o abuso do poder político ou administrativo. 
Art. 78. As funções eleitorais do Ministério Público Federal perante 
os Juízes e Juntas Eleitorais (1º grau) serão exercidas pelo 
Promotor Eleitoral. 
Art. 79. O Promotor Eleitoral será o membro do Ministério 
Público local que oficie junto ao Juízo incumbido do serviço 
eleitoral de cada Zona. 
Parágrafo único. Na inexistência de Promotor que oficie perante a 
Zona Eleitoral, ou havendo impedimento ou recusa justificada, o 
Chefe do Ministério Público local indicará ao Procurador 
Regional Eleitoral o substituto a ser designado. 
Lei nº 8.625/93 
Art. 10. Compete ao Procurador-Geral de Justiça: 
IX - designar membros do Ministério Público para: 
h) oficiar perante a Justiça Eleitoral de primeira instância, ou 
junto ao Procurador-Regional Eleitoral, quando por este solicitado; 
 
Chefia e Atribuições do Ministério Público Eleitoral. 
O Chefe do Ministério Público Eleitoral é o Procurador-Geral 
Eleitoral (PGE). 
Mas quem é o Procurador-Geral Eleitoral? 
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A Lei preleciona que o Procurador-Geral da República, o Chefe 
do Ministério Público da União (MPU). Ele exerce suas funções perante o 
TSE. 
O Vice-Procurador-Geral Eleitoral deverá ser designado dentre 
os Subprocuradores-Gerais da República (fim de carreira dos Procuradores 
da República, Membros do MPF). 
Perante a 2ª instância da Justiça Eleitoral (Tribunais 
Regionais Eleitorais – TREs) funciona como Chefe/dirigente do Ministério 
Público Eleitoral o Procurador REGIONAL Eleitoral (PRE). 
Quem é este? 
Por incrível que pareça, o Procurador Regional Eleitoral (PRE) 
não é o Chefe do Ministério Público Estadual e nem do Federal. 
Em regra, é um Procurador Regional da República ou, na sua 
falta, um Procurador da República com exercício no Estado. O 
Procurador Regional da República e o Procurador da República fazem parte da 
carreira do Ministério Público Federal (MPF) (é como se fossem “Promotores 
Federais”). 
O Procurador Regional da República é uma escala acima na carreira 
dos Procuradores da República. O art. 27 do Código Eleitoral previa que seria 
Procurador Regional um Procurador da República do Estado respectivo. 
Contudo, segundo decisão monocrática do TSE, o art. 27, caput, §§ 1º, 2º e 4º 
do Código teriam sido revogados pelos arts. 76 e 77 da LC nº 75/93. 
LC 75/93 
Art. 73. O Procurador-Geral Eleitoral é o Procurador-Geral da 
República.Parágrafo único. O Procurador-Geral Eleitoral designará, dentre os 
Subprocuradores-Gerais da República, o Vice-Procurador-Geral 
Eleitoral, que o substituirá em seus impedimentos e exercerá o 
cargo em caso de vacância, até o provimento definitivo. 
Art. 74. Compete ao Procurador-Geral Eleitoral exercer as 
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funções do Ministério Público nas causas de competência do 
Tribunal Superior Eleitoral. 
Parágrafo único. Além do Vice-Procurador-Geral Eleitoral, o 
Procurador-Geral poderá designar, por necessidade de serviço, 
membros do Ministério Público Federal para oficiarem, com sua 
aprovação, perante o Tribunal Superior Eleitoral. 
Art. 76. O Procurador Regional Eleitoral, juntamente com o seu 
substituto, será designado pelo Procurador-Geral Eleitoral, 
dentre os Procuradores Regionais da República no Estado e 
no Distrito Federal, ou, onde não houver, dentre os 
Procuradores da República vitalícios, para um mandato de 
dois anos. 
Art. 77. Compete ao Procurador Regional Eleitoral exercer as 
funções do Ministério Público nas causas de competência do 
Tribunal Regional Eleitoral respectivo, além de dirigir 
(CHEFE), no Estado, as atividades do setor. 
Parágrafo único. O Procurador-Geral Eleitoral poderá designar, por 
necessidade de serviço, outros membros do Ministério Público 
Federal para oficiar, sob a coordenação do Procurador Regional, 
perante os Tribunais Regionais Eleitorais. 
Código Eleitoral 
Art. 18. Exercerá as funções de Procurador Geral, junto ao Tribunal 
Superior Eleitoral, o Procurador Geral da República, 
funcionando, em suas faltas e impedimentos, seu substituto legal. 
Parágrafo único. O Procurador Geral poderá designar outros 
membros do Ministério Público da União, com exercício no 
Distrito Federal, e sem prejuízo das respectivas funções, para 
auxiliá-lo junto ao Tribunal Superior Eleitoral, onde não poderão 
ter assento. 
 
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3. oferecer Denúncia (Ação Penal) nos Crimes Eleitorais; 
4. promover a Ação de Investigação Judicial Eleitoral 
(AIJE) para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder 
econômico, do poder de autoridade ou utilização indevida de 
veículos ou meios de comunicação social em benefício de 
candidato ou partido político (art. 22 da Lei Complementar nº 
64/90); 
5. oferecer Ação de Impugnação de Registro de 
Candidatura – AIRC (art. 3º da Lei Complementar nº 
64/90); 
6. interpor o Recurso Contra a Expedição de Diploma 
(RCED) (art. 262 do Código Eleitoral). 
 
Ademais, consoante o Código Eleitoral, compete ao Procurador-
Geral Eleitoral, como Chefe do Ministério Público Eleitoral: 
1. assistir às sessões do Tribunal Superior e tomar parte nas 
discussões; 
2. exercer a ação pública e promovê-la até final, em todos os 
feitos de competência originária do Tribunal; 
3. oficiar (participar) em todos os recursos encaminhados ao 
Tribunal; 
4. manifestar-se, por escrito ou oralmente, em todos os assuntos 
submetidos à deliberação do Tribunal, quando solicitada sua 
audiência por qualquer dos juízes, ou por iniciativa sua, se 
entender necessário; 
5. defender a jurisdição do Tribunal; 
6. representar ao Tribunal sobre a fiel observância das leis 
eleitorais, especialmente quanto à sua aplicação uniforme em 
todo o País; 
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7. requisitar diligências, certidões e esclarecimentos necessários ao 
desempenho de suas atribuições; 
8. expedir instruções aos órgãos do Ministério Público junto aos 
Tribunais Regionais; 
9. acompanhar, quando solicitado, o Corregedor Geral, 
pessoalmente ou por intermédio de Procurador que designe, nas 
diligências a serem realizadas. 
A LC nº 75/93, que rege o Ministério Público da União, dispõe sobre 
algumas incumbências do Procurador-Geral Eleitoral, destacadas abaixo: 
Lei Complementar nº 75/93 
Art. 75. Incumbe ao Procurador-Geral Eleitoral: 
I - designar o Procurador Regional Eleitoral em cada Estado e no 
Distrito Federal; 
II - acompanhar os procedimentos do Corregedor-Geral Eleitoral; 
III - dirimir conflitos de atribuições; 
IV - requisitar servidores da União e de suas autarquias, quando o 
exigir a necessidade do serviço, sem prejuízo dos direitos e 
vantagens inerentes ao exercício de seus cargos ou empregos. 
O Código também preleciona que compete aos Procuradores 
Regionais exercer nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) as mesmas 
atribuições exercidas pelo Procurador-Geral no TSE, nos seguintes termos: 
Código Eleitoral 
Art. 27. 
§ 3º Compete aos Procuradores Regionais exercer, perante os 
Tribunais junto aos quais servirem, as atribuições do Procurador 
Geral. 
Obs: dispositivo vigente. 
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2. Princípios constitucionais (nacionalidade, elegibilidade e 
partidos políticos) - arts. 14 a 17 da CF-88. 
 
Considerações Preliminares. 
Prezados(as) Alunos(as), esclareço que estudar os Princípios 
Constitucionais do Direito Eleitoral contidos nos arts. 14 a 17 da Constituição 
Federal nada mais é do que examinar os próprios dispositivos constitucionais 
citados com viés doutrinário e de forma mais aprofundada. 
A definição de princípios com base nas regras contidas na CF-88, 
especialmente as previstas no art. 14 a 17, é apenas uma forma de destacar 
as regras basilares do Direito Eleitoral. Alguns doutrinadores elencam como 
princípios, outros apenas como “assuntos”. 
Por isso, iremos estudar os aspectos constitucionais do Direito 
Eleitoral previstos nos referidos artigos da Constituição, com os devidos 
destaques didáticos. 
Vale destacar que todos os dispositivos da CF-88 citados são 
extremamente relevantes, mesmo aqueles não descritos como princípios, pois, 
como os critérios de classificação da doutrina são os mais diversos, alguns 
podem ser classificados como princípios e outros não. No entanto, 
praticamente todos são aptos a serem eventualmente classificados como 
princípios. 
 
 CAPACIDADE ELEITORAL. Conceitos Fundamentais. 
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DIREITOS POLÍTICOS - Conceitos Básicos. 
O Capítulo IV do Título I da CF-88 é intitulado de “DIREITOS 
POLÍTICOS”. Mas, o que são os Direitos Políticos? 
Na lição de Pedro Lenza, os Direitos Políticos “nada mais são do 
que os instrumentos através dos quais a CF garante o exercício da soberania 
popular, atribuindo poderes aos cidadãos para interferirem na condução dacoisa pública, seja direta ou indiretamente”. 
O cidadão só participa dos direcionamentos do Estado se o forem 
garantidas certas prerrogativas. Por isso que os Direitos Políticos podem ser 
resumidos como as prerrogativas que permitem ao cidadão tomar parte nos 
comandos da coisa pública. Isso porque os Direitos Políticos são o conjunto de 
regras que disciplinam as formas de atuação da soberania popular (“todo o 
poder emana do povo”). 
O Sufrágio é o direito de votar e de ser votado. Consiste no mais 
notável elemento dos Direitos Políticos. Com isso, a capacidade votar e de 
ser votado, por decorrência lógica, são igualmente elementos essenciais dos 
Direitos Políticos dos cidadãos. 
Assim, podem-se classificar os Direitos Políticos em: 
1. Capacidade Eleitoral Ativa (Alistabilidade) – direito de 
votar, capacidade de ser eleitor; 
2. Capacidade Eleitoral Passiva (Elegibilidade) – direito de 
ser votado. 
Mas, Professor, o que mesmo é o Voto? 
Vamos então diferenciar rapidamente alguns conceitos 
indispensáveis à compreensão deste assunto. 
o Nacionalidade – é um vínculo jurídico e político que liga um 
indivíduo a um Estado. Ex: provavelmente você é brasileiro 
porque preencheu as específicas regras sobre nacionalidade 
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previstas no art. 12 da CF-88; 
o Cidadania – pressupõe a existência de vínculo com o Estado 
(Nacionalidade) e o efetivo alistamento eleitoral. Somente o 
Nacional alistado como eleitor é considerado cidadão. Em 
tese, é possível o nacional não ser cidadão ao não se alistar-
se como eleitor; 
o Soberania Popular - é um postulado normativo que implica 
na absoluta atribuição do poder político ao povo. Ela é 
exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, 
com valor igual para todos, mediante plebiscito, referendo e 
iniciativa popular, consoante art. 14, caput, da CF-88; 
o Sufrágio - é o direito de votar e de ser votado (capacidade 
votar e de ser votado); Obs: o sufrágio no Brasil é 
universal. O Sufrágio Universal quer dizer que o direito de 
votar no Brasil é concedido a todos os nacionais, 
independentemente de condições que diferenciem uns de 
outros nacionais. Assim, não existe em nosso País o sufrágio 
censitário e capacitário, que implicam em exigências mínimas 
de renda ou de qualificação dos nacionais; 
o Voto - o voto decorre do direito de sufrágio, sendo o ato pelo 
qual o eleitor manifesta sua vontade. O sufrágio é o próprio 
direito de votar, enquanto que o voto é o ato prático do 
direto de votar, do direito de sufrágio. 
O sufrágio (direito de votar e ser votado) é também exercido 
pelo próprio voto! 
 
Características do Voto, segundo CF-88: 
1. Direto – os eleitores elegem representantes por si 
próprios, sem intermediários; 
2. Igualdade – todos os eleitores (cidadãos) têm o 
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mesmo valor, para cada cidadão, um voto 
correspondente - cláusula do “one man, one vote” 
(um homem, um voto); 
3. Periodicidade – os mandatos políticos são 
temporários (cláusula pétrea constitucional), logo o 
voto também será periódico; 
4. Sigilosidade – o voto do eleitor não pode ser revelado 
para terceiros; 
5. Liberdade – o eleitor não pode ser constrangido a 
escolher determinado candidato (obrigatoriedade 
apenas de comparecer ás urnas); 
6. Personalidade – o voto não pode ser exercido por 
interposta pessoa, apenas pessoalmente; 
7. Obrigatório – o exercício do voto, como regra, é 
obrigatório (obrigatoriedade apenas de comparecer ás 
urnas), salvo as exceções constitucionais pela 
facultatividade para os analfabetos, maiores de 70 anos 
e os menores de 18 e maiores de 16 anos (art. 14, 
§1º, da CF-88). 
 
1. Princípio da Soberania Popular. 
A Soberania Popular é um postulado normativo tido como 
Princípio norteador do Direito Constitucional e Eleitoral que implica na 
absoluta atribuição do poder político ao povo. 
Segundo José Jairo Gomes, o Poder Soberano consiste em um dos 
elementos que compõem o Estado. Mediante a soberania é que o Governo 
implementa as políticas públicas. A soberania é uma qualidade do poder, 
significa poder mais alto, o superpoder. O poder é soberano quando não está 
sujeito há nenhum outro. 
Com efeito, a soberania não significa propriamente arbítrio. Isto 
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porque o Estado Democrático de Direito é aquele que se submete às normas 
por ele próprio criadas. É aquele que respeita os direitos e garantias 
fundamentais, individuais, políticos, sociais e coletivos. 
A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e o voto 
direto e secreto, com valor igual para todos, mediante plebiscito, referendo e 
iniciativa popular, consoante art. 14, caput, da CF-88. A soberania popular 
revela-se no poder incontrastável de decidir. É ela que confere legitimidade ao 
exercício do poder estatal. Tal legitimidade só é alcançada pelo consenso 
expresso nas eleições. 
CF-88 
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio 
universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para 
todos, e, nos termos da lei, mediante: 
I - plebiscito; 
II - referendo; 
III - iniciativa popular. 
O Código Eleitoral em seu texto inicial de 1965 previu a cláusula 
democrática de que o Poder Político teria como titularidade o “povo”. É 
também o direito de voto conferido ao povo. Mais modernamente, a 
Constituição Federal de 1988 destaca o povo como única fonte de todo o 
poder político, destacando, desse modo, a soberania popular nos seguintes 
termos: 
CF - 88 
Art. 1º 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce 
por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos 
termos desta Constituição. 
Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) 
Art. 2º Todo poder emana do povo e será exercido em seu 
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nome, por mandatários escolhidos, direta e secretamente, 
dentre candidatos indicados por partidos políticos nacionais, 
ressalvada a eleição indireta nos casos previstos na 
Constituição e leis específicas. 
Como vimos, uma das formas de se levar a efeito a soberania 
popular é o exercício do direito de voto. No entanto, a CF-88, em seu art. 14 
acima, preleciona que a soberania popular será também exercida pelo 
plebiscito, referendo e iniciativa popular. Vejamos então o que é cada um. 
 I – PLEBISCITO – é uma consulta Prévia feita aos cidadãos a 
respeito de matéria política que será ainda discutida pelo Congresso Nacional. 
Ocorre antes da manifestação do Congresso. 
II – REFERENDO – é uma consulta posterior sobre determinado 
ato governamental já, para Ratificá-lo, Referendá-lo. Só se ratifica ou 
referenda algoa posteriori, para frente. 
PLEBISCITO X REFERENDO 
Plebiscito – Prévia Consulta (PP), antes que seja apreciada pelo 
Congresso. 
Referendo – Ratificadora (RR), Referendadora Consulta 
(realizada posteriormente ao ato governamental já editado). 
III – INICIATIVA POPULAR – é uma das formas de por em ação 
a soberania popular prevista na CF-88, em seu art. 61, §2º, por meio da qual 
os cidadãos poderão, por conta própria, proporem à Câmara dos Deputados 
que votem um projeto de lei de seus interesses. Um exemplo emblemático de 
Projeto de Lei de Iniciativa Popular é o Projeto “Ficha Limpa”, aprovado pelo 
Senado Federal e sancionado pelo Presidente da República (Lei Complementar 
nº 135/2010). 
CF-88 
Art. 61. 
§ 2º - A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à 
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Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no 
mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo 
menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por 
cento dos eleitores de cada um deles. 
 
Requisitos Constitucionais para a INICIATIVA POPULAR: 
1. 1% mínimo do eleitorado nacional; 
2. 5 Estados – número mínimo; 
3. 0,3% (três décimos por cento) dos eleitores de cada 
um desses Estados. 
 
IV – VOTO - o voto decorre do direito de sufrágio, sendo o ato 
pelo qual o eleitor manifesta sua vontade. 
 
A Lei nº 9709/98 regulamenta o art. 14, caput, da CF-88, trazendo 
os conceitos e os contornos legais de plebiscito, referendo e iniciativa popular: 
Art. 2o Plebiscito e referendo são consultas formuladas ao povo 
para que delibere sobre matéria de acentuada relevância, de 
natureza constitucional, legislativa ou administrativa. 
§ 1o O plebiscito é convocado com anterioridade a ato 
legislativo ou administrativo, cabendo ao povo, pelo voto, aprovar 
ou denegar o que lhe tenha sido submetido. 
§ 2o O referendo é convocado com posterioridade a ato 
legislativo ou administrativo, cumprindo ao povo a respectiva 
ratificação ou rejeição. 
Art. 3o Nas questões de relevância nacional, de competência do 
Poder Legislativo ou do Poder Executivo, e no caso do § 3o do art. 
18 da Constituição Federal, o plebiscito e o referendo são 
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convocados mediante decreto legislativo, por proposta de um 
terço, no mínimo, dos membros que compõem qualquer das Casas 
do Congresso Nacional, de conformidade com esta Lei. 
Art. 13. A iniciativa popular consiste na apresentação de projeto 
de lei à Câmara dos Deputados, subscrito por, no mínimo, um por 
cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco 
Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores 
de cada um deles. 
 
2. Princípio do Sufrágio Universal. 
A Soberania Popular estudada acima é exercida pelo sufrágio 
universal. 
Mas, Professor, qual é mesmo a diferença entre o Sufrágio e o 
voto? 
Vamos por partes. 
Como vimos, o Sufrágio consiste no direito de votar e de ser 
votado (capacidade votar e de ser votado). Em outras palavras, pode 
também ser conceituado como o direito do povo de ser admitido a participar 
da vida política da sociedade, escolhendo os governantes ou sendo escolhido 
para governar e, dessa forma, conduzir os comandos do Estado. 
Por sua vez, o Voto decorre do direito de sufrágio, sendo o ato 
pelo qual o eleitor manifesta sua vontade. O sufrágio é o próprio direito de 
votar, enquanto que o voto é o ato prático do direto de votar, do direito de 
sufrágio. Assim, em resumo, o sufrágio (direito de votar e ser votado) é 
também exercido pelo próprio voto! 
Sufrágio – Direito; Voto – exercício do direito 
No Brasil, o sufrágio é universal! 
O Sufrágio Universal quer dizer que o direito de votar no Brasil é 
concedido a todos os nacionais (brasileiros natos ou naturalizados), 
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independentemente de condições que diferenciem uns de outros nacionais, 
preenchidas as condições constitucionais e legais. Por isso, tornou-se um 
princípio constitucional e um direito fundamental. Assim, não existe em nosso 
País o sufrágio censitário e capacitário, que implicam em exigências mínimas 
de renda ou de qualificação dos cidadãos nacionais. 
Desse modo, o Princípio do Sufrágio Universal pode ser 
conceituado como o direito do maior número possível de nacionais (natos ou 
naturalizados) de votar e ser votado nas eleições. 
Observo que a atribuição do sufrágio universal não implica 
necessariamente na concessão genérica e indistinta da cidadania a todos as 
pessoas. Implica apenas na impossibilidade de distinção ou restrição dos 
direitos políticos por motivos étnicos, de riqueza, de nascimento, etc. Fica claro 
que as restrições aos direitos políticos (incapacidade civil absoluta, 
analfabetos, estrangeiros) previstas constitucionalmente e em lei 
complementar são plenamente compatíveis com o sufrágio universal. 
 
 
 
 
CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA (ALISTABILIDADE) 
 
3. Princípio da Obrigatoriedade do Alistamento e do Voto. 
A Capacidade Eleitoral Ativa ou Alistabilidade, como visto, é a 
capacidade de ser eleitor, que constitui o direito de votar. 
Por outro lado, a capacidade eleitoral passiva é possibilidade de 
concorrer a um mandato eletivo, de eleger-se (é o direito de ser votado). 
Com efeito, para que se adquira o direito de votar, é preciso que o 
indivíduo realize seu ALISTAMENTO ELEITORAL, nos termos do art. 14, §1º, 
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prevê, em outras palavras, que é preciso comprovar a idade 16 ANOS 
completos na data do pleito, e não necessariamente na data do alistamento 
eleitoral, desde que a inscrição seja no mesmo ano eleitoral. Assim, desde já 
assiná-lo que é possível alistar-se com 15 anos de idade, desde que se prove 
possuir os 16 anos completos quando da eleição e que seja no ano em que for 
realizado pleito. 
Resolução TSE nº 21.538/03 
Art. 14. É facultado o alistamento, no ano em que se realizarem 
eleições, do menor que completar 16 anos até a data do pleito, 
inclusive. 
 
Por outro lado, como não poderemos nos esquecer do nosso velho 
Código Eleitoral, é importante considerarmos que é previsto nele maiores 
disposições sobre a obrigatoriedade do alistamento e do voto. Como regra, não 
são cobrados em concursos tanto quanto o conhecimento do texto 
constitucional, mas iremos enfrentá-los para uma eventual cobrança da banca. 
O Código Eleitoral prevê no seu art. 6º, caput, que o “alistamento e 
voto são obrigatórios para os brasileiros de um e outro sexo”. No entanto, vige 
atualmente o previsto no art. 14, § 1º, I e II da CF-88: 
 alistamento e voto obrigatórios para os maiores de 
dezoitoanos (18 anos). 
 alistamento e voto facultativos para os analfabetos, 
para os maiores de setenta anos (70 anos) e para os 
maiores de dezesseis e menores de dezoito anos (16 
anos < x < 18 anos). 
Com efeito, prevê o mesmo art. 6º uma certa facultatividade para 
o alistamento e para o voto, nos seguintes termos: 
Art. 6º O alistamento e o voto são obrigatórios para os brasileiros 
de um e outro sexo, salvo: 
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I - quanto ao alistamento: 
a) os inválidos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os que se encontrem fora do país. 
II - quanto ao voto: 
a) os enfermos; 
b) os que se encontrem fora do seu domicílio; 
c) os funcionários civis e os militares, em serviço que os 
impossibilite de votar. 
Com isso, segundo o Código Eleitoral, o alistamento seria 
facultativo para: 
 INVÁLIDOS;1 
 MAIORES DE 70 ANOS (> 70 anos) – já previsto no novo 
texto constitucional; 
 OS QUE SE ENCONTREM FORA DO PAÍS (brasileiros natos 
ou naturalizados que estejam fora do Brasil); 
Por sua vez, o voto seria facultativo para: 
 ENFERMOS; 
 OS QUE SE ENCONTREM FORA DO SEU DOMICÍLIO; 
 FUNCIONÁRIOS CIVIS E OS MILITARES, EM SERVIÇO 
QUE OS IMPOSSIBILITE DE VOTAR 
 
Por fim, há que se dedicar especial atenção à previsão 
constitucional da obrigatoriedade e facultatividade do alistamento e do voto, 
 
1
 Faço apenas uma pequena observação de que, segundo a Res.-TSE no 21.920/2004, em seu art. 1º, o alistamento 
eleitoral e voto obrigatórios para pessoas portadoras de deficiência. 
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não se esquecendo desta previsão contida no Código Eleitoral. 
 
ATENÇÃO! 
IMPEDITIVOS PARA O ALISTAMENTO! 
Você sabia que os “conscritos” não podem ser eleitores?? E, 
igualmente, os estrangeiros? 
Como é Professor? O que é mesmo “conscrito”? 
Vamos lá! 
O art. 14, §2º, determina que não podem alistar-se como eleitores 
os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os 
conscritos. 
CF-88 
Art. 14 
§ 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, 
durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos. 
Estrangeiro é fácil! Por exclusão, é aquele que não é brasileiro, 
nato e naturalizado. Se o estrangeiro quiser votar, é preciso que, primeiro, 
faça a devida naturalização, segundo as regras constitucionais. 
Observação 1: A especial condição dos Portugueses no Brasil. 
A CF-88, no seu art. 12, §1º, assegura aos portugueses com residência no país 
os direitos inerentes ao brasileiro se houver reciprocidade em favor dos 
brasileiros em Portugal. Isso assegura, de fato, aos portugueses, uma espécie 
de quase naturalização. Desse modo, poderão alistar-se da mesma maneira 
que um brasileiro naturalizado o poderá. Veremos logo à frente que os 
Portugueses sofrem limitações apenas quanto à elegibilidade. 
CF-88 
Art. 12 
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§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se 
houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os 
direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta 
Constituição. 
De outro lado, os Conscritos, segundo Alexandre de Moraes, são 
aqueles médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários que prestam serviço 
militar obrigatório na forma da Lei nº 5.292, e aqueles que prestam serviço 
militar na condição de prorrogação de engajamento. 
Segundo a Res.-TSE no 15.850/89: a palavra “conscritos” alcança 
também aqueles matriculados nos órgãos de formação de reserva e os 
mencionados médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários que prestam 
serviço militar inicial obrigatório. 
Este conceito é apenas para entendermos o que são os conscritos. 
De todo modo, o que importa é lembrarmos que, segundo a CF-88: 
 NÃO PODEM ALISTAR-SE COMO ELEITORES os Estrangeiros e os 
Conscritos, durante o período do serviço militar obrigatório. 
Vale frisar novamente que, conforme o art. 14, §2º da CF-88, é 
vedado o alistamento apenas aos conscritos, durante o serviço militar! 
A despeito do quanto aduzido sobre a revogação tácita do Código 
Eleitoral pela previsão contida no art. 14 da CF-88, em respeito ao histórico de 
algumas bancas, a exemplo da FCC, de cobrar a literalidade do texto de lei 
sem sequer adentrar no mérito da validade e eficácia da norma, faremos uma 
breve incursão sobre o que diz a Lei Eleitoral. 
Vejamos o que diz o art. 5, caput, do Código Eleitoral: 
Código Eleitoral 
Art. 5º Não podem alistar-se eleitores: 
I os analfabetos; (Revogado pelo art. 14, § 1º, II, "a", da 
Constituição/88) 
II - os que não saibam exprimir-se na língua nacional; 
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§ 8º - O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes 
condições: 
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da 
atividade; 
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela 
autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato 
da diplomação, para a inatividade. 
 
Resumo abaixo os requisitos constitucionais para possuir a 
Capacidade Eleitoral Ativa (Alistabilidade): 
1. Alistamento Eleitoral - é preciso que o indivíduo se aliste 
perante a Justiça Eleitoral (lógico, como poderá votar se 
sequer se cadastrou como eleitor?); 
2. Nacionalidade Brasileira – precisa ser brasileiro, nato ou 
naturalizado, de qualquer sexo, porque os estrangeiros estão 
impedidos de se alistar; 
3. Idade mínima de 16 anos; 
4. Não ser conscrito – tanto os estrangeiros, quanto os 
conscritos não podem se alistar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA – 
ELEGIBILIDADE. 
 
Continuando nosso estudo sobre as normas constitucionais do art. 
14 ao 17 da CF-88, agora, veremos o outro lado, a capacidade de ser votado 
(elegibilidade). 
A capacidade eleitoral passiva é possibilidade de concorrer a um 
mandato eletivo, de eleger-se (é o direito de ser votado). 
Para adquirir o direito de participar de uma eleição para um 
determinado cargo político, é preciso o preenchimento das chamadas 
CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE e que sejam ausentes as CAUSAS DE 
INEGIBILIDADES. 
Por seu turno, aquele cidadão que não preenche as condições de 
elegibilidade é considerado também inelegível pela Justiça Eleitoral. 
O art. 3 do Código Eleitoral, de fato, previa normas sobre 
elegibilidade.Contudo, a CF-88 regulou inteiramente a matéria em seus arts. 
14, §§ 3º-11º. 
Código Eleitoral 
Art. 3º Qualquer cidadão pode pretender investidura em cargo 
eletivo, respeitadas as condições constitucionais e legais de 
elegibilidade e incompatibilidade. 
O §3º do art. 14 da CF-88 delineou todas as Condições de 
Elegibilidades: 
CF-88 
Art. 14 
3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei: 
I - a nacionalidade brasileira; 
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II - o pleno exercício dos direitos políticos; 
III - o alistamento eleitoral; 
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; 
V - a filiação partidária; 
VI - a idade mínima de: 
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da 
República e Senador*; 
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado 
e do Distrito Federal; 
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado 
Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; 
d) dezoito anos para Vereador. 
 
Vamos por partes! Igual a “Jack, o Estripador”. Rsrsrs 
Para concorrer a algum mandato eletivo (para ser votado), o 
cidadão precisa preencher as seguintes CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE: 
1. Nacionalidade brasileira – se para ser eleitor é necessária 
que tenha nacionalidade brasileira (nato ou naturalizado), 
tanto o mais para ser candidato a algum posto político. Desse 
modo, mais uma vez os estrangeiros ficam alijados do 
processo democrático no nosso País, não pode ser eleitores e 
muito menos concorrerem a qualquer pleito; 
 
4. Princípio da Nacionalidade - Elegibilidade Privativa a 
Brasileiros (natos e naturalizados). 
Como já vimos, para ser eleitor, tendo capacidade eleitoral ativa e 
também passiva, é preciso que o cidadão ostente a nacionalidade brasileira, 
seja nato ou naturalizado, não podendo ser estrangeiro. Em caso de perda da 
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nacionalidade brasileira por opção tácita ou expressa, desaparece com a ela 
também a própria elegibilidade do cidadão. 
Observação 1: A CF-88, no art. 12, §3º, exige a nacionalidade originária (ser 
brasileiro nato) para assunção, por eleição, aos cargos de Presidente e 
Vice-Presidente da República: 
CF-88 
Art. 12 
§ 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos: 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; (...) 
Observação 2: A especial condição dos Portugueses no Brasil. 
A CF-88, no seu art. 12, §1º, assegura aos portugueses com 
residência no país os direitos inerentes ao brasileiro se houver reciprocidade 
em favor dos brasileiros em Portugal. Isso assegura, de fato, aos portugueses, 
uma espécie de quase naturalização. Desse modo, poderão alistar-se da 
mesma maneira que um brasileiro naturalizado o poderá. 
CF-88 
Art. 12 
§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se 
houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os 
direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta 
Constituição. 
O português residente no Brasil, além de eleitor, em tese, poderia 
ser Governador de Estado, Senador ou Deputado (mas não Presidente de 
quaisquer das Casas do Congresso, já que, como dito anteriormente, estas 
funções são reservadas aos brasileiros natos) e, preenchidos os requisitos 
constitucionais e legais, poderá também ser Vereador. 
Contudo, segundo José Afonso da Silva, o acesso a cargos públicos 
eletivos no Brasil está vedado aos portugueses por não existir lá a mesma 
reciprocidade quanto à acessibilidade de cargos públicos. In verbis: 
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“A Constituição brasileira admite a possibilidade de o português 
residente aqui ser (se houvesse reciprocidade): Ministro de Estado, 
Senado, Deputado federal e estadual, Governador de Estado, 
Secretário de Estado, Prefeito e Vereador. O acesso a esses cargos 
e funções, contudo, está vedado aos portugueses aqui 
residentes, porque a Constituição de Portugal não admite 
que se outorgue a brasileiro o direito e acesso a cargos e 
funções correspondentes”. 
Logo, especificamente quanto ao alistamento eleitoral, os 
Portugueses com residência no Brasil e não naturalizados formalmente como 
brasileiros, poderão alistar-se como eleitores normalmente, não sendo 
considerados estrangeiros. 
RESUMO 
 Os Portugueses podem alistar-se como eleitores – 
não têm limitação quanto à alistabilidade; 
 Os Portugueses, pela ausência de reciprocidade, não 
podem concorrer a determinados cargos eletivos 
no Brasil – sofrem limitação na sua elegibilidade; 
 
 
2. Pleno exercício dos direitos políticos – os direitos 
políticos devem estar vigentes. Caso ocorra alguma das 
hipóteses de perda ou suspensão dos direitos políticos 
previstas no art. 15 da CF-88, não terá o cidadão 
elegibilidade, capacidade para ser eleito. 
 
5. Princípio da Proibição da Cassação dos Direitos Políticos – 
Princípio da Cidadania. 
Não é possível a cassação dos direitos políticos, apenas a perda ou 
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suspensão, consoante dispõe o art. 15 da CF-88: 
CF-88 
Art. 15. É VEDADA A CASSAÇÃO de direitos políticos, cuja 
PERDA ou SUSPENSÃO só se dará nos casos de: 
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada 
em julgado; 
II - incapacidade civil absoluta; 
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto 
durarem seus efeitos; 
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou 
prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII; 
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º. 
Doutrinariamente há uma discussão acerca de quais seriam as 
hipóteses de Perda e quais seriam as de Suspensão. Na seara do Direito 
Eleitoral prevaleça a divisão a seguir. 
Hipótese de PERDA dos Direitos Políticos: 
 CANCELAMENTO DA NATURALIZAÇÃO POR SENTENÇA 
TRANSITA EM JULGADO – com o cancelamento da 
naturalização por meio do Poder Judiciário, o indivíduo voltará 
ao status de estrangeiro, o que, implica, em automático, na 
perda dos seus direitos políticos. O indivíduo deixa de ser 
nacional, logo também perderá sua alistabilidade e elegibilidade; 
 
Hipóteses de SUSPENSÃO dos Direitos Políticos: 
1. INCAPACIDADE CIVIL ABSOLUTA – os considerados 
incapazes civilmente também serão incapazes politicamente. 
Ocorrendo a incapacitação absoluta, a cidadania ficará 
suspensa enquanto esta permanecer. O Código Civil 
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Brasileiro (Lei nº 10.406/2002), em seu art. 3º elenca osabsolutamente incapazes. Cito apenas para entendimento e 
consulta: 
Art. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os 
atos da vida civil: 
I - os menores de dezesseis anos; 
II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o 
necessário discernimento para a prática desses atos; 
III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir 
sua vontade. 
Atenção! 
Para suspender os direitos políticos, é preciso que a 
incapacidade civil seja ABSOLUTA! Não confundir com 
incapacidade civil RELATIVA, também prevista na Lei Civil. As 
questões podem trocar os termos para “pegar” o candidato. 
 
2. CONDENAÇÃO CRIMINAL TRANSITADA EM JULGADO 
ENQUANDO DURAREM SEUS EFEITOS – enquanto pender 
sobre o cidadão os efeitos de sentença penal condenatória 
não mais passível de recurso (isto é, enquanto cumprir a 
pena imposta em sentença criminal), os seus direitos 
políticos ficam suspensos. 
É importante atentar que a sentença penal tem que já estar 
transitada em julgada, da qual não caiba mais reforma (não 
mais passível de recursos que possam modificá-la). 
Somente com o transito em julgado é que a decisão judicial se 
torna definitiva e, por conseqüência, podem os direitos políticos 
serem suspensos. 
Entendimento sumulado pelo TSE é de que a suspensão dos 
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direitos políticos cessará automaticamente, tão logo a pena seja 
cumprida, ou seja, quando extinta a punibilidade: 
TSE Súmula nº 9 - DJ 28, 29 e 30/10/92 
Suspensão de Direitos Políticos - Condenação Criminal - 
Extinção da Pena - Reparação de Dano 
A suspensão de direitos políticos decorrente de condenação 
criminal transitada em julgado cessa com o cumprimento ou a 
extinção da pena, independendo de reabilitação ou de prova de 
reparação dos danos. 
 
3. RECUSA DE CUMPRIR OBRIGAÇÃO A TODOS IMPOSTA 
OU PRESTAÇÃO ALTERNATIVA – o art. 5º, VIII, da CF-88 
prevê que ninguém será privado de direitos por motivo de 
crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo 
se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos 
imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa fixada 
em lei. 
CF-88 
Art. 5 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença 
religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar 
para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a 
cumprir prestação alternativa, fixada em lei; 
Nesse caso, para sofrer, como sanção, a declaração de 
suspensão dos direitos políticos, será preciso que o cidadão 
inicialmente descumpra obrigação a todos imposta e, 
depois, recuse a prestação alternativa fixada em lei. 
 
4. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – o art. 37, §4º, da CF-
DIREITO ELEITORAL REGULAR P/ TRIBUNAIS ELEITORAIS (TREs/TSE) 
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88 preleciona que um dos efeitos da condenação por ato de 
improbidade administrativa é a suspensão dos direitos 
políticos do agente. 
Frise-se que a competência para julgamento de ato de 
improbidade é exclusiva do Poder Judiciário. O art. 12 da Lei nº 
8.429/93 dispõe que uma das sanções aplicáveis pelo 
Magistrado poderá ser a suspensão dos direitos políticos de 3 a 
10 anos, a depender da espécie de ato de improbidade 
praticado. 
DICA: 
O cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado é 
a única hipótese de Perda dos direitos políticos, pois somente com uma nova 
naturalização (“renaturalização”) é que será possível readquirir os direitos 
políticos. 
As outras hipóteses são de mera suspensão dos direitos políticos, enquanto 
subsistirem as situações previstas na Constituição, em tese, de caráter 
transitório (incapacidade civil, cumprimento de pena criminal, cumprimento de 
obrigação a todos imposta, improbidade administrativa). 
Resumindo: 
Hipótese de PERDA dos Direitos Políticos: 
CANCELAMENTO DA NATURALIZAÇÃO POR SENTENÇA 
TRANSITA EM JULGADO. 
Hipóteses de SUSPENSÃO dos Direitos Políticos: 
1. INCAPACIDADE CIVIL ABSOLUTA; 
2. CONDENAÇÃO CRIMINAL TRANSITADA EM JULGADO 
ENQUANDO DURAREM SEUS EFEITOS; 
3. RECUSA DE CUMPRIR OBRIGAÇÃO A TODOS IMPOSTA 
OU PRESTAÇÃO ALTERNATIVA; 
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4. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. 
 
Com a suspensão dos direitos políticos, o cidadão tem por 
paralisado o seu direito de alistar-se e de eleger-se. Contudo, poderá, a 
qualquer tempo, reaver sua posição política com a interrupção dos motivos que 
geraram a suspensão. Ex: cumprimento total da pena imposta no juízo 
criminal; cumprimento da obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. 
Por outro lado, segundo doutrina eleitoral majoritária, com a perda 
dos direitos políticos, o cidadão ficará definitivamente privado da alistabilidade 
e da inelegibilidade e, desse modo, não terá como readquiri-los, salvo com 
renaturalização. Para alguns constitucionalistas, a reaquisição dos direitos 
políticos perdidos pelo cancelamento da naturalização por sentença transitada 
em julgado poderá também ser efetivada através de ação rescisória. 
 
 
3. Alistamento Eleitoral – deve-se adquirir a cidadania, com o 
alistamento eleitoral, para concorrer à eleição. Basta a 
comprovação da inscrição eleitoral no juízo eleitoral do 
domicílio do alistando. Evidentemente, é condição básica ao 
candidato que seja pelo menos eleitor, não é verdade? Este 
constitui um requisito que é também definido pela doutrina 
como princípio do direito eleitoral: 
6. Princípio da Necessidade de Condição de Eleitor. 
 
4. Domicílio Eleitoral na circunscrição – é um Princípio do 
Direito Eleitoral a vinculação do domicílio eleitoral á 
circunscrição do mandato eletivo postulado pelo candidato; 
7. Princípio do Domicílio Eleitoral. 
 
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são verificadas na data da posse do candidato e não no ato do pedido de 
registro da candidatura: 
Lei nº 9.504/97 
Art. 11 
§ 2º A idade mínima constitucionalmente estabelecida como 
condição de elegibilidade é verificada tendo por referência a 
data da posse. 
 
Observação: condições de elegibilidade específicas dos Militares. Cabe aqui 
delinear novamente as condições previstas no art. 14, §8º, da CF-88, para os 
Militares: 
 se contar com menos de 10 anos de serviço, deverá afastar-se da 
atividade; 
 se contar com mais de 10 anos de serviço, será agregado pela 
autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da 
diplomação, para a inatividade. 
CF-88 
Art. 14 
§ 8º - O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes 
condições: 
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se 
da atividade; 
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela 
autoridade superior e, se eleito,passará automaticamente, no 
ato da diplomação, para a inatividade. 
Nesse ponto a CF-88 foi bastante lacunosa, deixando algumas 
dúvidas acerca da aplicação do dispositivo. Para esclarecer, delineio abaixo o 
entendimento atual sobre a elegibilidade do Militar: 
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 Militar com menos (-) de 10 ANOS de serviço – deverá 
afastar-se da atividade. O atual entendimento do TSE e da 
doutrina majoritária, aplicado nas forças armadas, é que o 
afastamento será em caráter definitivo (sem retorno ao 
serviço militar – exclusão do serviço ativo do militar). 
Contudo, somente ocorrerá após o deferimento do registro 
da candidatura do Militar elegível. 
TSE - Recurso Especial Eleitoral nº 20.318/2002. 
Ementa: 
I. A transferência para a inatividade do militar que conta menos 
de dez anos de serviço é definitiva, mas só exigível após 
deferido o registro da candidatura. 
 Militar com mais (+) de 10 ANOS de serviço e ELEITO –
Quando do registro da candidatura o candidato militar será 
“agregado” até a diplomação. A agregação é uma situação 
temporária, prevista na Legislação Militar, na qual os 
militares ativos, quando candidato em uma eleição, deixam 
de ocupar o seu “cargo”, a sua escala militar, mas continuam 
a ela vinculados e recebendo remuneração até a diplomação 
(artigo 80, 82, XIV, § 4º, 83 e 84, 98, XVI, Estatuto dos 
Militares). O STJ pacificou que “o militar que conta com mais 
de dez anos de efetivo serviço, candidato a cargo eletivo, 
será agregado pela autoridade superior, pelo que tem direito 
à remuneração pertinente até a sua diplomação”. Após a 
diplomação o Militar será transferido para a INATIVIDADE 
(reserva remunerada), em caráter definitivo. 
 Militar com mais (+) de 10 ANOS de serviço NÃO 
ELEITO – não sendo eleito, o Militar que ficou agregado, 
simplesmente voltará às suas funções, pois a agregação é 
uma situação temporária que não desvincula o militar de 
suas funções. 
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INELEGIBILIDADES. 
 
Como já descrito anteriormente, para que o cidadão possua o 
direito de ser votado (capacidade eleitoral passiva – elegibilidade), é 
preciso que preencha todas as condições de elegibilidades acima 
comentadas e, também, não incorra nas chamadas CAUSAS DE 
INELEGIBILIDADES. 
Mas, Professor, o que são essas inelegibilidades? 
É simples. As inelegibilidades são circunstâncias previstas na CF-
88 e em Lei Complementar que impedem o cidadão de exercitar sua 
capacidade de eleger-se. São circunstâncias que restringem a elegibilidade do 
cidadão, limitam a sua possibilidade de candidatar-se em uma eleição. 
Antes de particularizarmos o tema das inelegibilidades, cabe aqui 
fazer uma pequena diferenciação terminológica, que evitará possíveis dúvidas 
aos alunos: 
1. INELEGIBILIDADE – obsta a elegibilidade do cidadão 
eleitor (a capacidade eleitoral passiva); 
2. INALISTABILIDADE – impede o exercício do direito de ser 
eleitor (a capacidade eleitoral ativa). 
3. INCOMPATIBILIDADE – o cidadão já eleito é impedido do 
exercício do mandato. A incompatibilidade configura-se após 
a eleição, obrigando o candidato à escolha entre o mandato e 
o cargo. 
As fundamentais causas de inelegibilidades estão previstas no art. 
14, §§ 4º-8º, da CF-88. 
A principal sede normativa das inelegibilidades é a CF-88. Contudo, 
o próprio texto constitucional prevê a possibilidade de instituição de outras 
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circunstâncias que obstariam a elegibilidade do cidadão. Esta previsão está 
insculpida no art. 14, §9º, da CF-88: 
CF-88 
Art. 14 
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de 
inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger 
a probidade administrativa, a moralidade para exercício de 
mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade 
e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico 
ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na 
administração direta ou indireta. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional de Revisão nº 4, de 1994) 
A CF-88 previu que apenas LEI COMPLEMENTAR poderá 
estabelecer novos casos e regrar as inelegibilidades. Não confundir com Lei 
Ordinária! 
As inelegibilidades são previstas unicamente na CONSTITUIÇÃO 
FEDERAL e em LEI COMPLEMENTAR! 
Em atenção ao comando da CF-88, foi editada a Lei 
Complementar nº 64/90, que disciplina mais casos de inelegibilidade e 
prazos de cessação. 
O estudo deste diploma legal será estudado neste curso em aula 
posterior. Por isso, passaremos ao estudo das inelegibilidades previstas no 
texto da constituição. 
 
 
10. Princípio da Legitimidade das Eleições, Moralidade e 
Probidade. 
A CF-88 previu que apenas LEI COMPLEMENTAR poderá 
estabelecer novos casos e regrar as inelegibilidades. Não confundir com Lei 
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Ordinária! 
As inelegibilidades são previstas unicamente na CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
e em LEI COMPLEMENTAR! 
A lei que regulamentou referido dispositivo foi a Lei Complementar 
nº 64/90 (Lei das Inelegibilidades). 
A Constituição visa assegurar a probidade/moralidade no processo 
eleitoral com vistas a conferir o máximo de legitimidade às eleições mediante 
uma regulamentação precisa dos casos de inelegibilidades, combatendo o 
abuso do poder econômico e político nas eleições. 
As causas de inelegibilidades podem ser absolutas ou 
relativas: 
o INELEGIBILIDADES ABSOLUTAS – constituem impedimento para 
assunção de qualquer cargo eletivo. O cidadão impedido 
absolutamente não poderá concorrer em nenhuma eleição, não 
poderá pleitear nenhum mandato eletivo. São os seguintes, conforme 
o (art. 14, §4º, da CF-88): 
CF-88 
Art. 14 
§ 4º - São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. 
 
 INALISTÁVEIS – A elegibilidade tem como pressuposto inicial a 
alistabilidade. Se não pode sequer ser eleitor, não poderá também, 
por óbvio, ser candidato. 
Segundo a CF-88, são Inalistáveis os Estrangeiros e os Conscritos, 
durante o serviço militar obrigatório. 
No entanto, caso a banca cobre a literalidade do Código Eleitoral, 
devemos ficar atentos que, segundo o art. 5 do referido diploma, são 
também inalistáveis os que não saibam exprimir-se na língua 
nacional e os que estejam privados, temporária ou 
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definitivamente dos direitos políticos. 
Art. 5º Não podem alistar-se eleitores: 
I osanalfabetos; (Revogado pelo art. 14, § 1º, II, "a", da 
Constituição/88) 
II - os que não saibam exprimir-se na língua nacional; 
III - os que estejam privados, temporária ou definitivamente 
dos direitos políticos. 
 
Desse modo, caso na questão seja afirmado que são inalistáveis os 
estrangeiros e os conscritos, estará correta, pois remonta ao texto 
constitucional. Caso afirme: “segundo o Código Eleitoral, são 
inalistáveis os estrangeiros e os conscritos”, a questão estará errada. 
Até porque o Código Eleitoral nem trata destes inalistáveis, apenas a 
CF-88. 
Por outro lado, se a questão listar estas 2 hipóteses previstas no 
Código Eleitoral (não saibam exprimir-se na língua nacional e os que 
estejam privados, temporária ou definitivamente dos direitos 
políticos), com certeza estará cobrando o conhecimento do art. 5º da 
Lei Eleitoral. 
Resumo: 
São INALISTÁVEIS: 
1) os Estrangeiros e os Conscritos! (segundo a CF-88); 
2) os que não saibam exprimir-se na língua nacional e os que estejam 
privados, temporária ou definitivamente dos direitos políticos 
(segundo o Código Eleitoral). 
 
 ANALFABETOS – apesar de ter direito a ser eleitor (por ser 
facultativo o seu alistamento e voto), o analfabeto não pode ser 
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eleito. Por disposição constitucional expressa no art. 14, §4º, da 
CF-88, o analfabeto não tem capacidade eleitoral passiva. 
Observação 1: A jurisprudência do TSE tem apontado que a 
inelegibilidade do analfabeto, quando não apresentado pelo candidato 
documento de escolaridade mínima, deve ser aferida por submissão à 
prova elementar de alfabetização perante o Juiz Eleitoral. Poderá, 
desse modo, ser realizado teste simples, na presença do Juiz, para 
aferição se o candidato é ou não analfabeto. 
Observação 2: o semi-analfabeto, aquele que demonstra mínimos 
atributos de alfabetização, é considerado pela Jurisprudência como 
elegível. 
 
INELEGIBILIDADES ABSOLUTAS: 
Não poderão concorrer para qualquer cargo, estão absolutamente impedidos 
de elegerem-se, os INALISTÁVEIS e os ANALFABETOS! 
Gente, não confundir alguns conceitos! 
Considerações: 
1. O Inalistável é ≠ de Inelegível: o inalistável não poderá sequer se 
alistar como eleitor; o inelegível apenas não poderá eleger-se para 
determinados cargos (inelegibilidade relativa) ou para todos os cargos 
(inelegibilidade absoluta); 
Todo inalistável é inelegível! mas nem todo inelegível é inalistável; os 
analfabetos são inelegíveis e nem por isso são inalistáveis (ao contrário, tem 
como facultativa sua alistabilidade); se fossem inalistáveis, os analfabetos 
seriam considerados “não-cidadãos”, pois não teriam participação democrática 
em nosso país. 
 
 
o INELEGIBILIDADES RELATIVAS – são inelegibilidades não 
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vinculadas diretamente com a pessoa do candidato (se é inalistável ou 
analfabeto), mas referentes apenas a determinados cargos ou 
mandatos. 
Em linguagem simples, o cidadão inelegível relativamente ficará apenas 
impedido de concorrer a algum ou alguns cargos eletivos específicos, o 
que não o impedirá de eventualmente concorrer outros que não esteja 
inelegível. 
A doutrina costuma dividir as inelegibilidades relativas em: 
1. por Motivos Funcionais 
2. por Motivos de Parentesco 
3. dos Militares 
4. Legais 
 
1. Inelegibilidades por Motivos Funcionais. 
 Por sua vez, divide-se em: 
 a) para o MESMO CARGO – é simples! O Presidente da República, os 
Governadores de Estado e do DF, os Prefeitos e quem os houver sucedido 
ou substituído (Chefes do Poder Executivo) no curso dos mandatos não 
poderão ser reeleitos para um TERCEIRO MANDATO! 
Em suma: os Chefes do Poder Executivo (Presidente da República, 
os Governadores de Estado e do DF, os Prefeitos e quem os houver sucedido 
ou substituído) somente poderão ser reeleitos uma única vez consecutiva!! 
Esta norma está prevista no art. 14, §5º, da CF-88: 
CF-88 
Art. 14 
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e 
do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, 
ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos 
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para um único período subseqüente. (Redação da EC 16/97) 
Este dispositivo foi inserido pela Emenda Constitucional nº 
16/1997, que trouxe o instituto da REELEIÇÃO no Brasil. Antes não existia 
reeleição no Brasil, está lembrado disso. No Governo de Fernando Henrique 
Cardoso é que foi instituída tal possibilidade. 
Friso que a CF-88 veio a permitir apenas uma única reeleição 
consecutiva. 
Professor, após 2 mandatos, eles poderão se candidatar 
novamente? ou estarão sempre impedidos de se candidatarem para o mesmo 
cargo? 
O impedimento é para uma 2ª reeleição consecutiva no mesmo 
cargo! Isto é, o impedimento é para reeleições logo após o termino da primeira 
reeleição! 
Com isso, poderão os Chefes do Poder Executivo, passado pelo 
menos 1 pleito (4 anos), voltarem a se candidatar em uma nova eleição para o 
mesmo cargo que ocuparam por pelo menos 2 mandatos. 
Destaco que o impedimento de REELEIÇÃO é somente para os 
Chefes do Poder Executivo, não abrangendo os ocupantes dos cargos do 
Poder Legislativo (Deputados Federais e Estaduais, Senadores, Vereadores)! 
Atenção que o impedimento a sucessivas reeleições é aplicável a 
quem tenha “sucedido ou substituído no curso dos mandatos”! Assim, se o 
Vice sucedeu ou substituiu o titular, terá ele a mesma limitação a uma única 
reeleição consecutiva. 
A sucessão dar-se-á ocorrendo a vacância do cargo e a 
substituição em hipóteses de impedimento de caráter temporário. 
A doutrina é discordante a respeito da simples substituição do 
titular, pelo caráter temporário, ser um impeditivo para reeleições sucessivas 
do Vice. O TSE entende que a simples substituição, apesar da CF-88 assim 
prevê, não gera a assunção do cargo do titular, fato que não impossibilita a 
reeleição do Vice por 2 mandatos sucessivos. 
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Sobre o Vice, o TSE foi consultado, diante de divergências de 
decisões dos Tribunais Regionais. O TSE decidiu mediante a Resolução-TSE nº 
20.889/01, de 14.12.2001, que, caso o Vice tivesse sucedido o titular no 
cargo e quisesse concorrer ao mesmo cargo do atual Presidente, Governador 
ou Prefeito, poderia apenas candidatar-se por um único período 
subseqüente em virtude da transmissibilidade do cargo com a sucessão. 
O Supremo Tribunal Federal (STF) tem referendado este 
entendimento do TSE. In literris: 
“(...) Vice-prefeito que ocupou o cargo de prefeito por força de 
decisão judicial que determinou o afastamento do titular. Registro 
de candidaturaa uma terceira assunção na chefia do Poder 
Executivo municipal. (...) Nos termos do § 5º do art. 14 da CF, 
os Prefeitos e quem os houver sucedido ou substituído no 
curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único 
período subseqüente.” (RE 464.277-AgR, Rel. Min. Carlos Britto, 
julgamento em 9-10-2007, Primeira Turma, DJE de 4-4-2008.) 
“Vice-governador eleito duas vezes para o cargo de Vice-
governador. No segundo mandato de vice, sucedeu o titular. Certo 
que, no seu primeiro mandato de vice, teria substituído o 
Governador. Possibilidade de reeleger-se ao cargo de 
Governador, porque o exercício da titularidade do cargo dá-
se mediante eleição ou por sucessão. Somente quando 
SUCEDEU o titular é que passou a exercer o seu primeiro 
mandato como titular do cargo. Inteligência do disposto no § 5º 
do art. 14 da CF." (RE 366.488, Rel. Min. Carlos Velloso, 
julgamento em 4-10-2005, Segunda Turma, DJ de 28-10-2005). 
 
 b) para OUTROS CARGOS – serão considerados inelegíveis 
para outros cargos eletivos o Presidente da República, os Governadores dos 
Estados e do DF e os Prefeitos que não renunciarem aos respectivos mandatos 
até 6 (seis) meses antes do pleito. 
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Esta limitação está disposta no art. 14, §6º, da CF-88: 
CF-88 
Art. 14 
§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da 
República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal 
e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até 
seis meses antes do pleito. 
Esta renúncia prevista na CF-88 é o chamado instituto da 
DESINCOMPATIBILIZAÇÃO. 
O que Professor? Este não é um Palavrão? 
Palavrão acredito que não, é apenas uma palavra grande! Rsrs. 
A desincompatibilização é ato pelo qual o candidato é obrigado a 
se afastar do cargo eletivo ocupado com vistas à disputa eleitoral. 
A CF-88 reza que a desincompatibilização dos Chefes do Poder 
Executivo que queiram concorrer a outros cargos deve dar-se até 6 meses 
antes do pleito. Caso não se afaste, serão considerados inelegíveis para 
concorrer a outros cargos. O afastamento antes dos 6 meses, portanto, elimina 
a inelegibilidade e, também, a incompatibilidade para o exercício do mandato. 
Assim, os Chefes do Poder Executivo que queiram candidatar-se a 
outros cargos (ex: um Prefeito Municipal que queira concorrer à eleição do 
cargo de Deputado Federal) deverão se afastar definitivamente do cargo, 
através da renúncia, em até 6 meses da eleição. 
Porém, importa considerar que a desincompatibilização só é 
aplicável quando o Chefe do Poder Executivo for concorrer a outros cargos 
diversos do que atualmente ocupa. Para concorrer à reeleição ao mesmo cargo 
que ocupa, não há que se falar em renúncia. 
Interessante questão é que o TSE já exarou entendimento no 
sentido de que o Parlamentar ou Vereador que, no exercício da Presidência 
da Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa ou Câmara de Vereadores, 
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substituir o Chefe do Poder Executivo (Presidente, Governador e Prefeito) nos 
últimos 6 meses antes das eleições, torna-se inelegível para a reeleição no 
mesmo cargo do Poder Legislativo. Não será inelegível para concorrer ao Cargo 
de Chefe do Executivo que exerceu temporariamente. 
Exemplo: um Vereador que, no exercício da Presidência da Câmara 
de Vereadores, substitui o Prefeito Municipal nos últimos 6 meses antes das 
eleições, torna-se inelegível para concorrer às eleições para o cargo de 
Vereador! O TSE afirma que é irrelevante a circunstância de ser a candidatura 
à reeleição ao mandato parlamentar. In verbis: 
“Inelegibilidade (CF, art. 14, § 6º). Substituição de Chefe de 
Poder Executivo por Presidente de Poder Legislativo nos seis meses 
anteriores ao pleito eleitoral”. 
“Presidente da Câmara Municipal. Substituição de prefeito. 
Candidatura a vereador. Inelegibilidade. O presidente da Câmara 
Municipal que substitui ou sucede prefeito nos seis meses 
anteriores à eleição torna-se inelegível para o cargo de 
vereador. (...)” (Ac. nº 16.813, de 27.11.2001, rel. Min. Garcia 
Vieira.) 
“[...] Presidente da câmara municipal. Exercício do mandato de 
prefeito. Seis meses anteriores ao pleito. Reeleição. Cargo de 
vereador. Inelegibilidade caracterizada. 1. A jurisprudência 
desta Corte é no sentido de ser inelegível o vereador, 
Presidente da Câmara Municipal, candidato à reeleição que 
SUBSTITUI (temporário) ou SUCEDE (definitivo) o prefeito, 
nos seis meses anteriores ao pleito. Precedentes. 2. A norma 
do § 7º do art. 14 da Constituição do Brasil aplica-se tão-somente 
aos casos que envolvam relação de parentesco. [...]” (Ac. de 
7.8.2008 no AgRgAg nº 8.412, rel. Min. Eros Grau; no mesmo 
sentido o Ac. de 7.8.2008 no AgRgAg nº 8.411, rel. Min. Eros 
Grau.) 
Assim sendo, por esse posicionamento do TSE, está impossibilitado 
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o Presidente da Câmara de assumir o cargo de Prefeito Municipal no período 
dos seis meses que antecedem as eleições, sob pena da inelegibilidade 
constitucional. 
 
2. Inelegibilidade por Motivos de Parentesco. 
Regra prevista no art. 14, § 7º, da CF-88, que impõe a 
inelegibilidade, no território da circunscrição do titular, do cônjuge e dos 
parentes consangüíneos e afins, até 2º grau ou por adoção dos Chefes do 
Poder Executivo (Presidente da República, Governadores dos Estados e do DF e 
Prefeitos), ou de quem os haja substituído dentro dos 6 (seis) meses 
anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato á 
reeleição. 
Esta é a inelegibilidade chamada de reflexa pela doutrina, pois é 
uma inelegibilidade decorrente da titularidade de um mandato eletivo que 
reflete diretamente nos parentes do titular. 
Texto constitucional: 
Art. 14 
§ 7º - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o 
cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o 
segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de 
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito 
ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores 
ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à 
reeleição. 
Esta regra proibitiva tem fundamento para existir: evitar a 
perpetuação de famílias no Poder! Nessa linha, decisão do STF: 
“Inelegibilidade. Art. 14, § 7º, da Constituição do Brasil. O art. 14, 
§ 7º, da Constituição do Brasil, deve ser interpretado de maneira a 
dar eficácia e efetividade aos postulados republicanos e 
democráticos da Constituição, evitando-se a perpetuidade ou 
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alongada presença de familiares no poder.” (RE 543.117-AgR, Rel. 
Min. Eros Grau, julgamento em 24-6-2008, Segunda Turma,DJE 
de 22-8-2008.) 
Cabem aqui algumas considerações: 
1. a inelegibilidade é no território da circunscrição do 
titular. Assim, na esfera Municipal, o cônjuge, e parentes até 
o 2º grau do Prefeito não poderão candidatar-se aos cargos 
de Prefeito e Vereador; por sua vez, na esfera Estadual, o 
cônjuge e referidos parentes do Governador não poderão 
candidatar-se a qualquer cargo eletivo em todo o Estado 
(Governador, Deputado Federal, Senador, Deputado 
Estadual, Prefeito e Vereador de qualquer Município 
pertencente ao Estado); por fim, quanto ao Presidente da 
República, estão impedidos de pleitearem qualquer cargo 
eletivo no país inteiro! 
2. parentes envolvidos: cônjuge (por casamento), parentes 
consangüíneos ou afins até o 2º grau ou por adoção. É 
costume em provas trocarem 2º grau por 3º ou 4º grau, ou 
afirmarem que são elegíveis os parentes por adoção, para 
levarem o candidato a erro. Tomem cuidado! 
Atenção! 
É pacífico o entendimento do TSE que a União Estável enseja 
também a inelegibilidade do art. 14, §7º da CF-88. Na Consulta 
nº 845/2003, o TSE exarou a seguinte decisão: 
"Consulta. Elegibilidade. Parentesco. Respondida nos seguintes 
termos: 
1. Os casos de inelegibilidade estão previstos na Constituição 
Federal e na LC nº 64/90. 
2. É inelegível o irmão ou irmã daquele ou daquela que mantém 
união estável com o prefeito ou prefeita." 
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RO - RECURSO ORDINÁRIO nº 1101 - 
REGISTRO DE CANDIDATURA. CANDIDATO A DEPUTADO 
ESTADUAL. CONFIGURAÇÃO DE PARENTESCO POR AFINIDADE. 
UNIÃO ESTÁVEL. INELEGIBILIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 
1. A Jurisprudência do TSE é pacífica no sentido de que "a união 
estável atrai a incidência da inelegibilidade prevista no art. 14, § 
7º, da Constituição Federal" (REspe nº 23.487), com a ressalva de 
que o mero namoro não se enquadra nessa hipótese (REspe nº 
24.672). 
 
 
3. os parentes dos substitutos do titular nos últimos 6 meses 
anteriores ao pleito também são alcançados pela 
inelegibilidade! 
4. os parentes que já possuem mandato eletivo poderão 
normalmente concorrem à reeleição ao mesmo cargo. Ex: 
filho do Presidente da República que já é Deputado Federal, 
poderá se candidatar a sua reeleição sem incidir a 
inelegibilidade; no entanto, caso queira candidatar-se a 
Governador de Estado, será considerado inelegível. Isto 
porque a CF-88 faculta apenas concorrer à reeleição, não 
autoriza a pleitear outro cargo. 
Observação 1: Renúncia de mandato e inelegibilidade por Motivos de 
Parentesco. 
Item interessante de análise no Direito Eleitoral, possivelmente cobrado em 
provas de nível mais elevado, decorrente da grande casuística desse tema 
(inelegibilidades), é a questão da renúncia de mandato para que parentes 
possam concorrer a determinados cargos eletivos. 
O TSE tinha adotado antigo entendimento na Súmula 6 de que seriam 
inelegíveis os parentes do Chefe do Poder Executivo independentemente de 
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renúncia antes dos 6 meses do pleito. 3 
Este entendimento, contudo, foi superado em novas decisões exaradas pela 
Corte, que não mais aplicam tal orientação (Acórdão nº 19.442, de 
21/08/2001, Resolução nº 20.931, de 20/11/2001 e Acórdão nº 3043. de 
27/11/2001). 
Agora, segundo o TSE, o Cônjuge e os parentes do chefe do Executivo são 
elegíveis para o mesmo cargo do titular, quando este for reelegível e tiver 
se afastado definitivamente até seis meses antes do pleito. 
Desse modo, com o afastamento do Chefe do Executivo 6 meses antes da 
eleição, seus parentes poderão concorrer a todos os cargos eletivos, 
inclusive ao cargo por ele ocupado (Prefeito, Governador, Presidente), desde 
que este pudesse reeleger-se. Assim, poderá ele, através da renúncia, afastar 
por completo a inelegibilidade reflexa sobre seus parentes. 
Outra circunstância é se o Chefe do Executivo estiver em seu 2º mandato! Se 
não puder mais reeleger-se no mesmo cargo, a renúncia ao mesmo em até 6 
meses do pleito não surtirá qualquer efeito sobre a inelegibilidade de seus 
parentes para o mesmo cargo de Chefe do Executivo. Isto porque, se a lei 
permitisse os parentes candidatarem-se ao mesmo cargo de Chefe do 
Executivo com a renúncia do titular 6 meses antes do pleito, estando ele no 
seu 2º mandato, estaria ela possibilitando um 3º, um 4º..., mandato 
consecutivo na família. 
Por outra banda, os parentes não estarão inelegíveis para concorrerem a 
outros cargos, diversos do titular (ex: Vereador, Deputado Estadual e 
Federal, Senador, etc), se o titular renunciar antes de 6 meses das eleições, 
mesmo sendo o 2º mandato do Chefe do Executivo! 
Assim, o filho do Prefeito poderá concorrer ao cargo de Vereador se o Prefeito, 
estando no 1º ou mesmo no 2º mandato, renunciar ao cargo em até 6 meses 
do pleito. 
 
3
 Súmula superada: TSE Súmula nº 6 - DJ 28, 29 e 30/10/92.Cargo de Prefeito - Inelegibilidade - Cônjuge, Parentes 
e Titular que Haja Renunciado. É inelegível para o cargo de Prefeito, o cônjuge e os parentes indicados no § 7º do Art. 
14 da Constituição, do titular do mandato, ainda que este haja renunciado ao cargo há mais de seis meses do pleito. 
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Nestas circunstâncias, para o filho do Prefeito concorrer ao cargo de Prefeito 
Municipal, o atual Prefeito deveria estar em seu 1º mandato e deveria 
renunciar até 6 meses antes das eleições. Neste caso o filho seria elegível. No 
entanto, se o Prefeito estivesse em seu 2º mandato, nem com a renúncia 
prévia do Prefeito o seu filho poderia candidatar-se, pois se fosse possível, 
haveria pelo menos 3 mandatos na família. 
 
Observação 2: Dissolução de casamento e inelegibilidades. 
O TSE vinha entendendo que a dissolução do casamento (separação ou 
divórcio) do titular do cargo executivo na vigência do 1º mandato importava 
em dissolução também para fins eleitorais. Com isso, com a separação judicial 
ou divórcio no 1º mandato seriam eliminadas as inelegibilidades reflexas aos 
parentes do titular do cargo. 
Por sua vez, somente se a dissolução ocorresse no 2º mandato, as 
inelegibilidades remanesceriam em vista do “comprometimento da lisura 
eleitoral” 4 
No entanto, o Supremo Tribunal Federal editou a Súmula Vinculante nº 18, 
que impõe a inelegibilidade do ex-cônjuge, que tenha por dissolvido o vínculo 
conjugal em qualquer mandato (seja no 1º mandato ou no 2º mandato). 
Sumula Vinculante 18: 
A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso 
do mandato, não afasta a inelegibilidade prevista no § 7º do 
artigo 14 da Constituição Federal. 
As bancas certamente adotarão o entendimento do STF, a despeito de 
sedimentada jurisprudência do TSE dividindo em 2 situações diversas: 
separação ou divórcio no 1º e no 2º mandato. 
 
 
4
 TSE – Resolução nº 21.475 – Consulta nº 923 – Rel. Min. BarrosMonteiro, decisão: 26-8-03. 
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Resumo: 
1. a inelegibilidade reflexa é aquela que decorre da vinculação de 
parentesco com um Chefe do Executivo, tornando inelegíveis o cônjuge e 
parentes consangüíneos e afins até 2º, bem como adotivos; 
2. com a renúncia do Chefe do Executivo em até 6 meses antes do pleito, 
estando ele em seu 1º mandato, resta afastada esta inelegibilidade 
reflexa dos parentes, tanto para concorrerem ao mesmo cargo do titular 
(Chefe do Executivo), quanto para qualquer outro cargo; 
3. caso o Chefe do Poder Executivo esteja em seu 2º mandato, a prévia 
renúncia afastará a inelegibilidade de seus parentes para concorrerem a 
outros cargos, mas não afastará para concorrerem ao mesmo cargo de 
Chefe do Executivo (evitar a perpetuação da família no Poder). 
4. STF (Súmula Vinculante nº 18): dissolução do casamento em 
qualquer mandato implica em inelegibilidade do ex-cônjuge; 
5. TSE: com a dissolução do casamento no 1º mandato, as 
inelegibilidades reflexas são também eliminadas; no 2º mandato as 
inelegibilidades remanescem. 
 
 
3. Inelegibilidade dos Militares. 
 O Militar será inelegível se não atender às seguintes condições de 
elegibilidade específicas: 
 se contar com menos de 10 anos de serviço, deverá afastar-se da 
atividade; 
 se contar com mais de 10 anos de serviço, será agregado pela 
autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da 
diplomação, para a inatividade. 
CF-88 
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Art. 14 
§ 8º - O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes 
condições: 
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se 
da atividade; 
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela 
autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no 
ato da diplomação, para a inatividade. 
 
4. Inelegibilidades Legais. 
A CF-88, em seu art. 14, §9º, que LEI COMPLEMENTAR 
estabeleceria outros casos de inelegibilidades não dispostos no texto da 
Constituição. In verbis: 
CF-88 
Art. 14 
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de 
inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger 
a probidade administrativa, a moralidade para exercício de 
mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade 
e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico 
ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na 
administração direta ou indireta. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional de Revisão nº 4, de 1994) 
Como já dito, nenhuma outra espécie normativa (Lei Ordinária, 
Medidas Provisórias, Resoluções, Portarias, etc) poderá estabelecer normas 
sobre inelegibilidades, sendo inconstitucional qualquer normação sobre 
inelegibilidade que não seja por Lei Complementar. 
Ademais, as Leis Complementares somente poderão disciplinar 
novas inelegibilidades relativas, pois as inelegibilidades absolutas 
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(inalistáveis e analfabetos) são previstas expressamente na Constituição 
Federal. 
 
 
 
11. Princípio da Anualidade – Anterioridade da Lei Eleitoral. 
A Constituição é clara ao declarar que toda lei que vier a alterar o 
processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, mas não terá 
eficácia nas eleições que ocorram até 1 ANO da data inicial de sua vigência. 
Isto é, em linguagem simples, caso o Congresso Nacional aprove 
uma possível Reforma Eleitoral que altere o processo eleitoral (ex: Projeto de 
Lei que altere o Código Eleitoral), esta nova lei somente terá aplicação às 
eleições que ocorrerem com 1 ANO após a sua vigência. Frise-se que a sua 
vigência é imediata, apenas não tem eficácia nas eleições 1 ano após. 
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na 
data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até 1 
(um) ano da data de sua vigência. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 4, de 1993) 
Inclusive a grande discussão do “Projeto Ficha Limpa” foi 
exatamente sobre este ponto: aplica-se ou não às eleições 2010? Isto porque 
a Lei Complementar nº 135/2010, que alterou a Lei Complementar nº 64/90, 
entrou em vigor menos de 1 ANO das eleições 2010. 
A dúvida surgiu com base na interpretação do art. 16 da CF-88, 
especialmente do termo “processo eleitoral”. 
Em suma, o TSE exarou entendimento no sentido de que o 
processo eleitoral não abarca todo o direito eleitoral, mas apenas o conjunto 
de atos necessários ao funcionamento das eleições por meio do sufrágio 
eleitoral. Com isso, o TSE decidiu no sentido de que a Lei da Ficha Limpa não 
altera o processo eleitoral pelo fato de ter entrado em vigor antes do seu início 
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e, portanto, não se enquadraria no que prevê o artigo 16 da 
Constituição. 
Desse modo, o TSE decidiu pela aplicação do Projeto Ficha Limpa 
às eleições 2010, pela não incidência do art. 16 da CF-88, sob o fundamento 
de que a LC nº 135/2010 não tratava de “processo eleitoral”. O STF decidiu 
finalmente não aplicar a Lei nº 135/2010 às eleições 2010, contrariamente ao 
decidido pelo TSE. 
Portanto, todos os candidatos eleitos nas eleições 2010 com “ficha 
suja” não poderão mais ter seus mandatos cassados pela Justiça Eleitoral! 
Somente sendo aplicável às eleições seguintes. 
 
 
Partidos Políticos. 
12. Princípio da Liberdade na criação e transformação dos 
Partidos Políticos. 
Tanto a CF-88 quanto a Lei dos Partidos Políticos prelecionam que 
a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos é LIVRE em todo o 
país, observando-se as condições estabelecidas na CF e na Lei. 
Destaco que esta liberdade de criação, fusão, incorporação e 
extinção de partidos políticos, deve respeitar alguns limites, qual sejam: 
resguardar: 
1. a soberania nacional, 
2. o regime democrático, 
3. o pluripartidarismo, 
4. os direitos fundamentais da pessoa humana 
Além disso, devem observar os seguintes preceitos: 
1. caráter nacional; 
2. proibição de recebimento de recursos financeiros de 
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entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação 
a estes; 
3. prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
4. funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
CF-88 
Art. 17. É LIVRE a criação, fusão, incorporação e extinção de 
partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o 
regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos 
fundamentaisda pessoa humana e observados os seguintes 
preceitos: 
I - caráter nacional; 
II - proibição de recebimento de recursos financeiros de 
entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a 
estes; 
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
 
12. Princípio da Autonomia Partidária. 
Autonomia Partidária. 
Os partidos são AUTÔNOMOS para definirem suas estruturas 
internas, organização e funcionamento. 
Lei nº 9.096/95 
Art. 3º É assegurada, ao partido político, AUTONOMIA para 
definir sua estrutura interna, organização e funcionamento. 
Ademais, a CF-88 assegura autonomia para aos partidos para 
adotarem os critérios de escolha e o regime de suas coligações 
eleitorais, SEM OBRIGATORIEDADE DE VINCULAÇÃO entre as 
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candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, 
devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade 
partidária. 
Esta regra foi determinada pela Emenda Constitucional nº 52/2006, 
que pôs fim à antiga regra da verticalização para as coligações políticas, que 
obrigava os partidos a seguirem nos Estados as mesmas alianças acordadas 
em nível federal. 
Art. 17 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir 
sua estrutura interna, organização e funcionamento e para adotar 
os critérios de escolha e o regime de suas coligações 
eleitorais, SEM OBRIGATORIEDADE DE VINCULAÇÃO entre as 
candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou 
municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de 
disciplina e fidelidade partidária. 
 
Estes são os Princípios Básicos do Direito Eleitoral insculpidos nos 
artigos 14-17 da CF-88. Maiores detalhes sobre cada Princípio e assunto 
pertinente veremos nas próximas Aulas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. TRE - PR - Técnico Judiciário - Operação de Computadores [CESPE] - 
22/11/2009. 
Considere que Pablo seja brasileiro naturalizado, nascido em Bogotá, 
Colômbia, no ano de 1972, que pretenda candidatar-se no próximo pleito ao 
cargo de deputado federal pelo estado do Paraná. 
A respeito dessa situação e das normas que regulamentam o direito eleitoral, 
julgue os itens que se seguem. 
Pablo, embora não seja brasileiro nato, pode candidatar-se a deputado federal, 
pois a condição de elegibilidade para o referido cargo é ser brasileiro. 
COMENTÁRIOS: 
Pablo tem hoje 38 anos de idade, sendo compatível com a idade mínima 
exigível pela CF-88 para concorrer ao cargo de Deputado Federal (21 anos). 
Ademais, Pablo é brasileiro, condição essencial para sua alistabilidade e 
elegibilidade. Como Deputado Federal não é cargo privativo de brasileiro nato, 
ele pode candidatar-se normalmente. 
 
RESPOSTA CERTA: C 
 
3. TRE - PR - Técnico Judiciário - Operação de Computadores [CESPE] 
- 22/11/2009. 
No caso da questão anterior, Pablo teria impedimento apenas aos cargos de 
presidente e vice-presidente, por serem exclusivos de brasileiro nato. 
COMENTÁRIOS: 
Sim, pois os cargos ELETIVOS de Presidente e Vice são privativos de brasileiro 
nato. Contudo, apesar de poder candidatar-se, não poderá assumir eventual 
Presidência da Câmara dos Deputados, pois poderia levá-lo, por vias indiretas, 
à Presidência da República, através da substituição do Presidente da República. 
Como Pablo estar candidatando-se a determinado cargo eletivo, na eleição ele 
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terá impedimento apenas aos cargos de Presidente e VICE da República (que 
são CARGOS ELETIVOS). O art. 12, §3º, da CF-88 prevê outros cargos além 
destes, mas não são cargos eletivos. 
CF-88 
Art. 12 
§ 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos: 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
 
RESPOSTA CERTA: C 
 
4. TRE - GO - Analista Judiciário – Judiciária [CESPE] - 01/02/2008. 
Acerca dos direitos políticos, julgue os itens a seguir. 
I A suspensão ou perda dos direitos políticos implica o cancelamento da 
inscrição do indivíduo como eleitor. 
II O alistamento eleitoral é obrigatório para os brasileiros maiores de 18 anos e 
menores de 70 anos. 
III O militar em serviço ativo é inelegível, razão pela qual só pode ser 
candidato se se afastar em definitivo da atividade. 
IV Como instrumentos da democracia direta, o plebiscito e o referendo podem 
ser realizados tanto mediante autorização do Congresso Nacional quanto por 
iniciativa popular. 
Estão certos apenas os itens 
a) I e II. 
b) I e III. 
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c) II e IV. 
d) III e IV. 
 
COMENTÁRIOS: 
I – correto. Veremos mais à frente, que é hipótese de cancelamento da 
inscrição do eleitor a suspensão ou perda dos direitos políticos. 
Art. 71. São causas de cancelamento: 
I - a infração dos artigos. 5º e 42; 
II - a suspensão ou perda dos direitos políticos; 
II – correto. 
CF-88 
Art. 14 
§ 1º - O alistamento eleitoral e o voto são: 
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
III – errado. O Militar é plenamente alistável! É vedado o alistamento apenas 
aos conscritos, durante o serviço militar! Com isso, os militares não estão 
apartados do alistamento eleitoral. 
IV – errado. A questão fez uma confusão total entre os conceitos. 
I – PLEBISCITO – é uma consulta Prévia feita aos cidadãos a 
respeito de matéria política que será ainda discutida pelo Congresso Nacional. 
Ocorre antes da manifestação do Congresso. 
II – REFERENDO – é uma consulta posterior sobre determinado 
ato governamental já, para Ratificá-lo, Referendá-lo. Só se ratifica ou 
referenda algo a posteriori, para frente. 
PLEBISCITO X REFERENDO 
Plebiscito – Prévia Consulta (PP), antes que seja apreciada pelo 
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Congresso. 
Referendo – Ratificadora (RR), Referendadora Consulta 
(realizada posteriormente ao ato governamental já editado). 
III – INICIATIVA POPULAR – é uma das formas de por em ação 
a soberania popular prevista na CF-88, em seu art. 61, §2º, por meio da qual 
os cidadãos poderão, por conta própria, proporem à Câmara dos Deputados 
que votem um projeto de lei de seus interesses. 
 
RESPOSTA CERTA: A 
 
5. TRE - PR - Analista Judiciário - Análise de Sistemas [CESPE] - 
22/11/2009. 
Para os cargos de presidente e vice-presidenteda República e senador, a 
idade mínima exigida para o candidatos é de trinta e cinco anos de idade. Para 
os demais cargos eletivos, a exigência da lei é a capacidade civil plena, ou 
seja, a idade mínima de dezoito anos. 
COMENTÁRIOS: 
Não, como vimos em questão anterior, existem idades diferenciadas para os 
diversos cargos pleiteados. Ex: Governador – 30 anos; Deputado Federal – 21 
anos, etc. 
 
RESPOSTA CERTA: E 
 
6. MPE - RN - Promotor de Justiça Substituto [CESPE] - 19/04/2009. 
Pedro, com nove anos de serviço, é militar alistável e teve o seu nome 
aprovado em convenção partidária para ser candidato a deputado estadual. 
Nessa situação hipotética, Pedro 
a) deve ser afastado do serviço militar. 
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b) deve ser agregado, podendo retornar ao serviço militar após a eleição. 
c) perderá o cargo apenas se for eleito e empossado. 
d) deve ser afastado temporariamente, podendo retornar ao cargo após o fim 
do mandato. 
e) pode permanecer no serviço militar com todos os direitos. 
 
COMENTÁRIOS: 
Condições para eleição de militares alistáveis (previstas no art. 14, §8º, da CF-
88): 
 se contar com menos de 10 anos de serviço, deverá afastar-se da 
atividade; 
 se contar com mais de 10 anos de serviço, será agregado pela 
autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da 
diplomação, para a inatividade. 
CF-88 
Art. 14 
§ 8º - O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes 
condições: 
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da 
atividade; 
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela 
autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato 
da diplomação, para a inatividade. 
No caso de Pedro, como tem menos de 10 anos (9 anos de serviço), deverá 
ser afastado do serviço militar. 
 
RESPOSTA CERTA: A 
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7. TSE - Analista Judiciário – Administrativa [CESPE] - 14/01/2007. 
Constitui hipótese de suspensão dos direitos políticos o[a] 
I cancelamento de naturalização por sentença transitada em julgado. 
II superveniente incapacidade civil absoluta. 
III perda da nacionalidade brasileira em razão da aquisição de outra. 
IV condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem os efeitos da 
condenação. 
A quantidade de itens certos é igual a 
a) 1. 
b) 2. 
c) 3. 
d) 4. 
 
COMENTÁRIOS: 
Apenas os itens II e IV da questão estão corretos. 
Hipótese de PERDA dos Direitos Políticos: 
CANCELAMENTO DA NATURALIZAÇÃO POR SENTENÇA 
TRANSITA EM JULGADO. 
Hipóteses de SUSPENSÃO dos Direitos Políticos: 
1. INCAPACIDADE CIVIL ABSOLUTA; 
2. CONDENAÇÃO CRIMINAL TRANSITADA EM JULGADO 
ENQUANDO DURAREM SEUS EFEITOS; 
3. RECUSA DE CUMPRIR OBRIGAÇÃO A TODOS IMPOSTA 
OU PRESTAÇÃO ALTERNATIVA; 
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4. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. 
 
RESPOSTA CERTA: B 
 
8. TRE-AM – Administrativa - [FCC] – 31/01/2010. 
João completou 18 anos de idade; Juan é brasileiro naturalizado; Pedro tem 15 
anos de idade e completará 16 anos na data do pleito; Paulo era analfabeto, 
mas deixou de sê-lo; e Manuel é português e está trabalhando numa empresa 
no Brasil. É facultativo o alistamento eleitoral de: 
a) Juan e Paulo. 
b) Juan e Manuel 
c) Juan e Pedro 
d) Paulo. 
e) Pedro. 
 
COMENTÁRIOS: 
Relembrando sobre a obrigatoriedade do alistamento eleitoral: 
É obrigatório o alistamento para os maiores de 18 anos e menores de 70 anos; 
É facultativo o alistamento para os analfabetos, maiores de 70 anos e os que 
possuem idade entre 16 e 18 anos na data do pleito. 
Com isso, é obrigatório o alistamento de João (que possui 18 anos de idade), 
que deve ser brasileiro nato. Pelo menos é o que se pôde interpretar da 
questão. 
Juan é naturalizado brasileiro – esse dado, por si só, não implica na 
obrigatoriedade do alistamento. Não preencheu nenhum critério da 
facultatividade do alistamento. 
Pedro terá 16 anos na data do pleito, o que implica facultatividade de sua 
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não estrangeiro) e possui 40 anos de idade (maior de 18 anos e menor que 
70 anos). 
Paulus – alistamento e o voto são facultativos, pois apesar de possuir 18 
anos de idade, é analfabeto. 
Petrus – alistamento e o voto são facultativos porque possui 72 anos de 
idade (> 70 anos). 
Logo, a resposta correta é o item “a” (obrigatórios para Tício e facultativos 
para Paulus e Petrus). 
 
RESPOSTA CERTA: A 
 
11. TRE - MT - Analista Judiciário – Judiciária [CESPE] - 24/01/2010 
(ADAPTADA). 
Para concorrerem a outros cargos, o presidente da República, os governadores 
de estado e do DF e os prefeitos não precisam renunciar aos respectivos 
mandatos. 
 
COMENTÁRIOS: 
CF-88 
Art. 14 
§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da 
República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal 
e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos 
até seis meses antes do pleito. 
 
RESPOSTA CERTA: E 
 
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12. TJ - MG - Juiz de Direito Substituto de Carreira [FGV] - 
04/05/2009. 
Com relação aos analfabetos, é incorreto afirmar que: 
a) a condição de semi-analfabeto, em que o interessado apenas assina e lê o 
nome, torna o candidato inelegível. 
b) é legítima a diligência judicial que, de ofício, busca apurar a condição de 
alfabetizado do candidato. 
c) o exercício de função pública não afasta a inelegibilidade do candidato 
analfabeto. 
d) é válida a aplicação de teste sumário para aferir o requisito de alfabetização 
do candidato. 
e) o artigo 14, § 4º, da CF consagra presunção juris et de jure (absoluta) de 
incapacidade para o exercício do mandato. 
 
COMENTÁRIOS: 
O semi-analfabeto, pela doutrina, é considerado elegível. Tão somente o 
analfabeto, segundo a CF-88 é inelegível. Basta preencher requisitos mínimos 
de alfabetização que tem por afastada a inelegibilidade. Assim, o item “a” está 
incorreta, como o caput da questão requer. 
O Juiz pode aferir, por critério sumário, a condição de alfabetizado do 
candidato. Itens “b” e “d” estão corretos. 
Não existe qualquer previsão legal de exceções à analfabetia do candidato, 
inclusive o exercício de função pública. Por isso, o item “c” está correto 
também. 
As inelegibilidades absolutas são previstas exatamente no art. 14, §4º, da CF.Item “e” correto. 
 
RESPOSTA CERTA: A 
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13. TRE-AM - Técnico Judiciário – Administrativa [FCC] - 23/11/2003. 
Os analfabetos são inelegíveis 
a) para qualquer cargo eletivo. 
b) apenas para Presidente e Vice-Presidente da República. 
c) para Governador e Vice-Governador de Estado, entre outros. 
d) para Senador e Deputado Federal, entre outros. 
e) para Deputado Estadual, Prefeito e Vice-Prefeito, entre outros. 
 
COMENTÁRIOS: 
São absolutamente inelegíveis os INALISTÁVEIS e os ANALFABETOS. 
O que é mesmo inelegível? Aqueles que não podem concorrer a qualquer cargo 
público! São destituídos da capacidade eleitoral passiva (direito de ser eleito), 
não podendo concorrer em qualquer pleito eleitoral. 
Lembrando que os analfabetos mantêm a capacidade eleitoral ativa 
(alistabilidade), pois têm como facultativo seu alistamento eleitoral. 
Desse modo, os analfabetos são inelegíveis para qualquer cargo eletivo 
(resposta certa: “a”). 
 
RESPOSTA CERTA: A 
 
14. TRE-BA - Técnico Judiciário [FCC] - 21/09/2003. 
Considere as afirmações: 
I. São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes 
ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, do 
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, do Prefeito ou de 
quem os haja substituído dentro dos 6 meses anteriores ao pleito, mesmo se 
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já forem titulares de cargo eletivo e candidatos à reeleição. 
II. São inelegíveis, para qualquer cargo, os que forem condenados 
criminalmente, com sentença transitada em julgado, por crimes eleitorais, pelo 
prazo máximo de 2 anos após o cumprimento da pena. 
III. São inelegíveis, para qualquer cargo, os Ministros de Estado até 6 meses 
depois de afastados definitivamente de seus cargos e funções. 
Está correto APENAS o que se afirma em 
a) I. 
b) III. 
c) I e II. 
d) I e III. 
e) II e III. 
 
COMENTÁRIOS: 
O item I é uma pegadinha! O examinador trocou o termo “salvo” por “mesmo” 
no texto do art. 14, §º, da CF-88. Vejam o texto original: 
Art. 14 
§ 7º - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o 
cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o 
segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de 
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito 
ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores 
ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à 
reeleição 
Assim, o item I tornou-se errado porque a CF-88 ressalva a possibilidade de 
reeleição de parente já titular de mandato eletivo (nesse caso o parente é 
plenamente elegível, não é inelegível). 
Os itens II e III requerem conhecimento da Lei Complementar nº 64/90, 
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oportunamente estudada em Aula própria. De todo modo, o II está errado e o 
III correto. 
 
RESPOSTA CERTA: B 
 
15. TRE-MS - Analista Judiciário – Judiciária [FCC] - 25/03/2007. 
Antonio é Prefeito Municipal de uma cidade do interior do Estado. Seu filho 
adotivo, Jonas não é titular de mandato eletivo, mas pretende candidatar-se 
ao cargo de Vereador. Nesse caso, Jonas 
a) não pode em nenhuma situação ser candidato a Vereador, ainda que 
Antonio renuncie o mandato de Prefeito. 
b) pode ser candidato a Vereador, porque se trata de outra eleição, diferente 
daquela em que Antonio se elegeu Prefeito Municipal. 
c) pode ser candidato a Vereador, porque o impedimento legal não alcança os 
filhos adotivos do Prefeito Municipal. 
d) só pode ser candidato a Vereador se Antonio renunciar o mandato de 
Prefeito Municipal até 6 meses antes do pleito. 
e) pode ser candidato a Vereador, posto que o impedimento decorrente da 
condição de descendente não se aplica às eleições municipais. 
 
COMENTÁRIOS: 
Como o cargo pretendido pelo Jonas, filho adotivo do Prefeito Antônio, é 
diverso do de Chefe do Executivo (no caso, Prefeito), então pouco importa se 
Antônio está no 1º ou no 2º mandato, pois a renúncia dele antes dos 6 meses 
das eleições afasta a inelegibilidade de Jonas para concorrer a outros cargos. 
Nesse caso, Jonas poderá sim concorrer para o cargo de Vereador Municipal, 
desde que seu Pai, Antônio, Prefeito, renuncie no prazo constitucional. 
Lembrando que filhos adotivos também são considerados como parentes para 
fins de inelegibilidade reflexa pela CF-88. 
Nesse caso, a resposta correta é o item “d”. 
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RESPOSTA CERTA: D 
 
16. TRE-SP - Analista Judiciário – Judiciária [FCC] - 10/05/2006. 
O analfabeto 
a) pode ser eleito para as Assembléias Legislativas. 
b) pode ser eleito para a Câmara dos Deputados. 
c) só pode alistar-se se souber ao menos assinar o nome. 
d) pode ser eleito Prefeito Municipal. 
e) é inelegível para qualquer cargo eletivo. 
 
COMENTÁRIOS: 
Analfabeto é absolutamente inelegível! Lembrando que é plenamente alistável. 
 
RESPOSTA CERTA: E 
 
17. TRE-AC - Analista Judiciário – Judiciária [FCC] - 12/10/2003. 
José é Prefeito Municipal de uma cidade do interior. Seu cunhado Manoel 
pretende candidatar-se ao cargo de Vereador. Manoel 
a) pode ser candidato a Vereador, porque se trata de eleição de jurisdição 
diversa daquela em que José se elegeu Prefeito Municipal. 
b) só pode ser candidato a Vereador se José renunciar ao mandato de Prefeito 
Municipal até 6 meses antes do pleito. 
c) pode ser candidato a Vereador, porque o impedimento alcança apenas até o 
primeiro grau de parentesco por afinidade com o Prefeito Municipal. 
d) pode ser candidato a Vereador, porque o impedimento alcança apenas os 
parentes consangüíneos, não alcançando os afins, do Prefeito Municipal. 
e) pode ser candidato a Vereador, pois o impedimento decorrente do 
parentesco não se aplica às eleições municipais. 
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COMENTÁRIOS: 
No caso dado na questão, Manoel é cunhado de José, parente por afinidade 
de 2º grau. Da mesma forma que o cônjuge e os parente por 
consangüinidade, para Manoel candidatar-se ao cargo de Vereador, será 
preciso que José renuncie ao cargo de Prefeito em até 6 meses antes do pleito. 
Caso não renuncie, Manuel será inelegível para qualquer cargo na circunscrição 
Municipal. 
O item certo, portanto, é o “b”. 
O examinador não entrou no mérito se era 1º ou 2º mandato, fato que não 
tinha relevância para aresposta da questão. 
Deve-se lembrar que a CF-88 abrange parentes consangüíneos e afins até 2º 
grau. Não é só parente consangüíneo, mas os afins também. 
 
RESPOSTA CERTA: B 
 
18. MPE-PE - Promotor de Justiça [FCC] - 01/08/2008. 
Muitas são as condições de elegibilidade que devem ser preenchidas para a 
participação política ativa e passiva. Rinaldo é oficial da Polícia Militar do 
Estado e conta mais de dez anos de serviço. 
Resolveu ser candidato a Deputado Estadual. Nesse caso, ele é 
a) elegível e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para 
a inatividade. 
b) inelegível, porque os policiais militares estaduais são inalistáveis. 
c) elegível e, se eleito, deverá permanecer afastado de suas funções até o 
término do mandato. 
d) inelegível, visto que o militar só pode ser candidato a cargo eletivo após 
vinte anos de serviço. 
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e) elegível e só será afastado de suas funções se o requerer e não houver 
compatibilidade de horários. 
 
COMENTÁRIOS: 
Como já examinamos anteriormente, o Militar tem algumas condições de 
elegibilidade diferenciadas, mas são plenamente alistáveis. Logo item “b” está 
errado. 
Para o Militar ser considerado elegível, além das condições de elegibilidade 
previstas para todo cidadão, é preciso que atenda às condições previstas na 
CF-88, senão será considerado inelegível. 
As condições são as seguintes: 
 se contar com menos de 10 anos de serviço, deverá afastar-se da 
atividade; 
 se contar com mais de 10 anos de serviço, será agregado pela 
autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da 
diplomação, para a inatividade. 
CF-88 
Art. 14 
§ 8º - O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes 
condições: 
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se 
da atividade; 
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela 
autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no 
ato da diplomação, para a inatividade. 
Desse modo, como Rinaldo é Militar com mais de 10 anos de serviço, caso 
ele seja eleito passará automaticamente para a inatividade no ato da 
diplomação, o que atende perfeitamente ao disposto no item “a” da questão. 
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O item “c” somente estaria correto se Rinaldo tivesse menos de 10 anos de 
serviço. 
O Militar é sempre alistável, salvo se não preencher as condições do art. 14, 
§8º, da CF-88. Não existe a condição prevista no item “d” de 20 anos de 
serviço. 
O Militar sempre será afastado de suas funções, tendo mais ou menos de 10 
anos de serviço. Por isso, está errado o item “e”. 
 
RESPOSTA CERTA: A 
 
19. MPE-PB - Promotor de Justiça [MPE/PB] - 01/01/2003. 
Dentre os relacionados abaixo, são elegíveis para qualquer cargo: 
a)os maiores de 16 (dezesseis) e menores de 18 (dezoito) anos; 
b)os maiores com 21 (vinte e um) anos; 
c)os inalistáveis; 
d)os maiores de 70 (setenta) anos; 
e)os analfabetos. 
 
COMENTÁRIOS: 
Apenas o maior de 70 anos não sofre as limitações de idade para assunção de 
cargos eletivos disposta na CF-88. Todos os outros previstos na questão, de 
alguma estão limitados em sua elegibilidade para algum cargo. 
Desse modo, apenas o item “d” está correto. 
 
RESPOSTA CERTA: D 
 
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20. MPF – Procurador [MPU] (ADAPTADA). 
AS HIPÓTESES DE INELEGIBILIDADES: 
I - estão previstas apena no Código Eleitoral e na Constituição; 
II - são situações fáticas, sem previsão legal, apuradas em representações por 
abuso de poder econômico e político; 
III - estão previstas na Constituição Federal e ainda em lei complementar a fim 
de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do 
mandato, considerada a vida pregressa do candidato, a normalidade e 
legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do 
exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta; 
IV - são situações de direito eleitoral, tipificadas como crimes eleitorais, tendo 
em vista a improbidade administrativa e as ilegalidades nos gastos nas 
campanhas, corrupção, fraude e abuso do poder econômico. Analisando-se as 
assertivas acima, pode-se afirmar que: 
a) somente as de números I e IV estão corretas; 
b) estão corretas as de número II e III; 
c) apenas a de número III está correta; 
d) somente a de número I correta. 
 
COMENTÁRIOS: 
Item I – errado. Estão previstas na CF-88 e na LC 64/90. 
Item II – errado. Sem previsão legal?? 
Item III – correto. É o que dispõe a CF-88: 
CF-88 
Art. 14 
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os 
prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a 
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moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do 
candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do 
poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na 
administração direta ou indireta. (Redação dada pela Emenda Constitucional de 
Revisão nº 4, de 1994) 
Item IV – errado. As inelegibilidades NÃO SÃO CRIMES eleitorais, mas 
situações previstas em lei (inclusive alguns crimes comuns) que impedem a 
assunção de cargo eletivo. Não têm relação direta e necessária com crimes. 
 
RESPOSTA CERTA: C 
 
21. TRE-BA - Analista Judiciário – Judiciária [FCC] - 21/09/2003. 
Alexandro, Prefeito Municipal da cidade de Rio Turvo, renuncia ao cargo até 6 
meses antes do pleito eleitoral. Nesse caso, 
a) está caracterizada a inelegibilidade indireta apenas para os cargos de 
Governador do Estado e de Deputado Estadual do Estado que o município 
integra, não tendo aplicação a outros mandatos eletivos. 
b) está presente a inelegibilidade reflexa para o cargo de Presidente da 
República, de Governador do Estado e de Prefeito, assim como para os demais 
cargos eletivos do Poder Legislativo. 
c) não está presente a inelegibilidade reflexa, permitindo-se a candidatura 
para quaisquer cargos dos Poderes Executivo e Legislativo. 
d) está caracterizada a inelegibilidade indireta, que se aplica à candidatura de 
mandatos eletivos no Poder Legislativo, mas não tem aplicação à candidatura 
no Poder Executivo. 
e) está presente a inelegibilidade reflexa somente para o cargo de Prefeito, 
não tendo aplicação para a candidatura a outros mandatos eletivos. 
 
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COMENTÁRIOS: 
Analisamos anteriormente sobre a renúncia à Chefia do Executivo e a 
inelegibilidade reflexa dos parentes do titular. 
Vimos que, segundo entendimento do TSE, se o titular estiver em seu 1º 
mandato, com a sua renúncia em até 6 meses antes do pleito, resta 
afastada esta inelegibilidade reflexa dos parentes, tanto para concorrerem ao 
mesmo cargo do titular (Chefe do Executivo), quanto para qualquer outro 
cargo. 
Somente se ele estiver em seu 2º mandato, a prévia renúncia não afastaria a 
inelegibilidade dos parentes para concorrerem ao mesmo cargo de Chefe do 
Poder Executivo. 
Na questão não foi informado o dado se estaria o Prefeito Alexandre em seu 1º 
ou 2º mandato. Este é um dado crucial para que a resposta da questão fosse 
precisa. 
De todo modo, o que se afigura é o seguinte: 
1) caso estivesse Alexandre em seu 1º mandato, a sua renúncia antes dos 6 
meses do pleito afastaria a inelegibilidade reflexa de seus parentes para 
concorrerem a qualquer cargo, inclusive o de Prefeito Municipal; 
2) caso fosse o seu 2º mandato, a renúncia prévia não afastaria a 
inelegibilidade reflexa para o cargo de Prefeito, mas apenas para os outros 
cargos diversos do de Chefe do Executivo. 
O gabarito da questão veio como certo o item “e”. No entanto, com base na 
orientação atual do TSE, entendo que nenhum item apresentado mostra-se 
correto. O item “e” estaria correto se a questão indicasse que Alexandre 
estaria em seu 2º mandato de Prefeito. Por sua vez, o item “c” estaria correto 
se a questão indicasse que ele estivesse em seu 1º mandato. 
 
NENHUMA RESPOSTA CERTA 
 
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22. [FCC] - TRE - AM - Téc. Administrativa [FCC] - 31/01/2010. 
A respeito da obrigatoriedade do voto, é correto afirmar que 
a) o voto é facultativo para os maiores de 60 anos. 
b) o eleitor que deixar de votar em três eleições consecutivas terá sua 
inscrição cancelada. 
c) para o eleitor que se encontrar no exterior, o prazo para justificação é de 30 
dias contados da data da eleição. 
d) os menores de 18 anos que deixarem de votar estarão sujeitos à multa. 
e) os estrangeiros não naturalizados brasileiros votarão em separado. 
 
COMENTÁRIOS: 
Segundo o art. 14, §1º, a CF-88, o voto somente é facultativo para os 
maiores de 70 anos, maiores de 16 e menos de 18 anos e para os 
analfabetos. Logo, o item “a” está errado. 
O item “b” - o eleitor que deixar de votar em três eleições consecutivas terá 
sua inscrição cancelada – está correto porque, segundo a literalidade do 
Código Eleitoral, realmente a abstenção por 3 eleições consecutivas é causa de 
cancelamento da inscrição, conforme profetizam os arts. 7º, §3º, 71, V, do 
Código Eleitoral: 
Art. 7º 
§ 3º Realizado o alistamento eleitoral pelo processo eletrônico 
de dados, será CANCELADA A INSCRIÇÃO do eleitor que não 
votar em 3 (três) eleições consecutivas, não pagar a multa 
ou não se justificar no prazo de 6 (seis) meses, a contar da 
data da última eleição a que deveria ter comparecido. 
Art. 71. São causas de cancelamento: 
V - deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas. 
Ressalto, contudo, que o art. 80, §6º, da Resolução TSE nº 21.538/2003, 
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determina que o cancelamento somente poderá se dar após ausência de 
justificação do eleitor e do não pagamento da multa. 
Art. 80 
§ 6º Será cancelada a inscrição do eleitor que se abstiver de 
votar em três eleições consecutivas, salvo se houver 
apresentado justificativa para a falta ou efetuado o pagamento 
de multa, ficando excluídos do cancelamento os eleitores que, por 
prerrogativa constitucional, não estejam obrigados ao exercício do 
voto e cuja idade não ultrapasse 80 anos. 
Assim, em termos práticos e doutrinários, o simples não comparecimento em 3 
eleições consecutivas não é motivo, por si só, para automaticamente a 
inscrição ser cancelada. É preciso que se conjugue também o não pagamento 
da multa e a não justificação no prazo de 6 meses da 3ª eleição consecutiva 
(prazo do art. 7, §3º do Código Eleitoral). 
NO ENTANTO, trata-se de questão da FCC, que exige o que mesmo dos 
candidatos? A literalidade do texto normativo! Assim, segundo o art. 7, §3º, do 
Código, o fato de não votar por 3 eleições consecutivas é fato que gera o 
cancelamento da inscrição. Deste modo, o item “b” está CORRETO. 
O restante dos itens exige conhecimento da Resolução nº 21. 538/2003, a ser 
oportunamente estudada. 
 
RESPOSTA CERTA: B 
 
23. TRE-SC - Analista Judiciário – Judiciária [FAPEU] - 19/06/2005. 
O alistamento e o voto são obrigatórios para os brasileiros de um e outro sexo. 
Assim, assinale a alternativa CORRETA. 
a)Estão dispensados de votar os enfermos, os que se encontrem fora de seu 
domicílio e os funcionários civis e militares em serviço que os impossibilite de 
votar. 
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b)Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou de 
que se justificou devidamente, não poderá o eleitor obter passaporte e 
tampouco empreender viagem ao exterior. 
c)Estão dispensados de votar os inválidos, os maiores de 65 (sessenta e cinco) 
anos e os que se encontrem no exterior. 
d)O brasileiro que deixou de ser analfabeto e não se alistou até um ano depois 
da escolarização, incorrerá na multa de três a dez por cento sobre o valor do 
salário, com a devida atualização legal. 
 
COMENTÁRIOS: 
Segundo o art. 6, I e II, do Código Eleitoral, estão dispensados do alistamento 
e do voto: 
I - quanto ao alistamento: 
a) os inválidos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os que se encontrem fora do país. 
II - quanto ao voto: 
a) os enfermos; 
b) os que se encontrem fora do seu domicílio; 
c) os funcionários civis e os militares, em serviço que os 
impossibilite de votar. 
Assim, o item “a” está correto e o item “c” está errado. 
Quanto ao item “b” está errada apenas a última parte, ao limitar o eleitor de 
empreender viagem ao exterior. 
Código Eleitoral 
Art. 7º 
§ 1º Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a 
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respectiva multa ou de que se justificou devidamente, não poderá 
o eleitor: 
V - obter passaporte ou carteira de identidade; 
Quanto ao item “d”, o analfabeto, enquanto guardar a condição de analfabeto, 
não pagará a multa eleitoral prevista no art. 8º do Código, conforme art. 16 da 
Resolução nº 21.538/2003: 
Resolução nº 21.538/2003 
Art. 16. O alistamento eleitoral do analfabeto é facultativo 
(Constituição Federal, art. 14, § 1º,II, a). 
Parágrafo único. Se o analfabeto deixar de sê-lo, deverá 
requerer sua inscrição eleitoral, não ficando sujeitoà multa 
prevista no art. 15 (Código Eleitoral, art. 8º). 
 
RESPOSTA CERTA: A 
 
24. MPE - RN - Promotor de Justiça Substituto [CESPE] - 19/04/2008. 
A CF e as leis eleitorais brasileiras estabelecem a disciplina da nacionalidade do 
candidato, que pode ter particularidades conforme o cargo pretendido. A esse 
respeito, assinale a opção correta. 
a) Um cidadão português que goze do estatuto da reciprocidade pode ser 
candidato a presidente da República. 
b) Em qualquer caso, a dupla nacionalidade de um cidadão brasileiro impõe a 
inelegibilidade. 
c) Brasileiro que se naturalizar alemão em virtude de imposição legal da 
Alemanha perde a capacidade eleitoral passiva. 
d) Estrangeiro nacionalizado brasileiro somente pode ser candidato a cargos 
legislativos. 
e) Cidadão brasileiro nascido no exterior e registrado no consulado do Brasil 
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pode ser candidato a presidente da República. 
 
COMENTÁRIOS: 
O cidadão Português, pela previsão constitucional, poderá, em tese, também 
concorrer a determinados cargos políticos no Brasil, sem se naturalizar 
formalmente. No entanto, o art. 12, §3º, I, da CF-88 prevê que o cargo de 
Presidente e Vice da Repúblicas são privativos de brasileiros natos. Com isso, o 
item “a” está errado. 
A dupla nacionalidade, por si só, não implica necessariamente na 
inelegibilidade do cidadão. Itens “b” e “c” errados. 
O estrangeiro nacionalizado brasileiro poderá concorrer a todos os cargos 
eletivos, salvo os previstos no art. 12, §3º, da CF-88. Poderá, por exemplo, 
concorrer ao cargo de Prefeito, Governador (Chefe do Poder Executivo): 
Art. 12 
§ 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos: 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa 
O cidadão brasileiro nascido no exterior e registrado no consulado do Brasil 
pode ser candidato a presidente da República porque este é considerado 
brasileiro nato, nos termos do art. 12, I, c, da CF-88. Por isso, pode 
concorrer ao cargo de Presidente da República. Item “E” está correto. 
Art. 12, I, 
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c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, 
desde que sejam registrados em repartição brasileira 
competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil 
e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, 
pela nacionalidade brasileira; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 54, de 2007) 
 
RESPOSTA CERTA: E 
 
25. TRE - GO - Analista Judiciário – Administrativa [CESPE] - 
01/02/2009. 
Tendo em vista os direitos políticos, e em especial as condições de 
elegibilidade, assinale a opção correta. 
a) Não são elegíveis para os cargos de presidente e vice-presidente da 
República e senador aqueles que contarem com menos de trinta e cinco anos 
de idade. 
b) Para concorrerem a outros cargos, os governadores e os prefeitos devem 
renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito, salvo se já 
estiverem exercendo os mandatos pela segunda vez seguida. 
c) A CF prevê casos de suspensão, mas não de perda definitiva de direitos 
políticos, pois a privação terminante desses direitos configuraria ofensa ao 
princípio da dignidade da pessoa humana. 
d) É vedada a criação de outros casos de inelegibilidade fora daqueles 
taxativamente expressos na CF. 
 
COMENTÁRIOS: 
O item “a” está correto, como exaustivamente estudamos linhas atrás. 
Presidente, Vice e Senador exigem, no mínimo, 35 anos de idade. 
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Para concorrer a outros cargos, os Chefes do Executivo devem 
obrigatoriamente renunciar aos cargos em até 6 meses da eleição, não 
existindo qualquer ressalva constitucional referente à desnecessidade de 
renúncia caso esteja em seu 2º mandato. Assim, o item “b” está incorreto. 
CF-88 
Art. 14 
§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da 
República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal 
e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até 
seis meses antes do pleito. 
Sobre o item “c” veremos linhas à frente. De todo modo, está errado porque a 
CF-88 prevê hipóteses de suspensão e de perda dos direitos políticos. O que 
não é permitido é a cassação dos direitos políticos. 
O item “d” está errado, pois as inelegibilidades são previstas na Constituição e 
na Lei Complementar nº 64 (Inelegibilidades Legais). 
 
RESPOSTA CERTA: A 
 
26. MPE - AM - Promotor de Justiça Substituto [CESPE] - 02/12/2007. 
Conforme a Constituição da República, o instituto da inelegibilidade destina-se 
a proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do 
mandato - em razão da qual se considera a vida pregressa do candidato - e a 
normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder 
econômico ou o abuso do exercício da função, cargo ou emprego da 
administração direta ou indireta. Considerando os princípios constitucionais e a 
Lei de Inelegibilidade - Lei Complementar n.º 64/1990 -, assinale a opção 
correta. 
a) Ocupante do cargo de governador de estado é obrigado a renunciar ao 
mandato para candidatar-se a deputado federal. 
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b) Ocupante do cargo de governador de estado é obrigado a se licenciar do 
mandato para candidatar-se a deputado federal. 
c) Cidadão analfabeto pode ser candidato a vereador, mas não, a prefeito. 
d) Pessoa submetida a processo em que é acusada da prática de crime 
hediondo somente pode candidatar-se após o trânsito em julgado. 
e) Irmão de governador de estado pode ser candidato em qualquer eleição, 
desde que já seja ocupante de algum cargo eletivo. 
 
COMENTÁRIOS: 
As inelegibilidades por motivos funcionais podem ser divididas para o mesmo 
cargo ou para outros cargos. Para o Chefe do Poder Executivo concorrer a 
outros cargos quaisquer, por imperativo constitucional, deverão renunciar 
pelo menos 6 meses antes do pleito. 
CF-88 
Art. 14 
§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da 
República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal 
e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até 
seis meses antes do pleito. 
Nessa trilha, para o atual Governador candidatar-se a deputado federal e a 
qualquer outro cargo, salvo a sua própria reeleição, deverá renunciar ao 
mandato em até 6 meses antes das eleições. Com isso, o item “a” está 
correto. 
Não está obrigado a licenciar-se do cargo, mas a renunciar dele. Item“b” 
errado. 
Analfabeto é inelegível para todos os cargos, inclusive para Prefeito e 
Vereador. Item “c” errado. 
O cidadão somente perderá sua condição de elegibilidade de pleno exercício 
dos direitos políticos com o trânsito em julgado de sentença penal 
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condenatória. Destarte, aquele que está sendo processado por crime não tem 
seus direitos políticos suspensos, pois o processo está pendente, sem decisão 
definitiva, o que implica na sua regular elegibilidade. Item “d” errado. 
A inelegibilidade reflexa é aquela decorrente da titularidade do Cargo de 
Chefe do Executivo (Presidente da República, Governadores dos Estados e do 
DF e Prefeitos) ou dos que o tiverem substituído, que reflete diretamente nos 
parentes do titular. Implica na impossibilidade serem elegíveis, no território da 
circunscrição do titular, os seguintes parentes: cônjuge e dos parentes 
consangüíneos e afins, até 2º grau ou por adoção. 
A CF-88 prevê a ressalva do parente já ser titular de mandato eletivo e 
candidato á reeleição. 
Então, parente seja também titular de mandato eletivo, poderá concorrer 
somente à reeleição desse cargo. Não poderá pleitear outros cargos, salvo 
aqueles não abrangidos pela inelegibilidade reflexa. 
Quanto ao item “e”, o irmão não poderá concorrer a qualquer cargo público, 
mas somente à reeleição e àqueles não vedados pela inelegibilidade reflexa. 
Ex: poderá candidatar-se a Governador, Deputado Federal ou Estadual de 
outros Estados diversos do que seu irmão é Governador, ou mesmo a 
Presidente da República. 
Art. 14 
§ 7º - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o 
cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o 
segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de 
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito 
ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores 
ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à 
reeleição. 
 
RESPOSTA CERTA: A 
 
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27. TRE - BA - Analista Judiciário – Judiciária [CESPE] - 21/02/2010. 
Acerca da competência jurisdicional, julgue o próximo item. 
Em caso de inelegibilidade de candidato por efeito da suspensão dos direitos 
políticos em razão de condenação criminal, a justiça eleitoral é competente 
para determinar a suspensão dos efeitos de decisão criminal transitada em 
julgado em virtude da superveniência de lei penal mais benéfica ao candidato. 
 
COMENTÁRIOS: 
A Justiça Eleitoral apenas homologará a sentença penal condenatória 
transitada em julgado para determinação dos efeitos eleitorais (suspensão dos 
direitos políticos e fixação da inelegibilidade do eleitor-cidadão). Não tem a 
Justiça Eleitoral competência penal para julgamento de crimes comuns, por 
isso não pode, ao seu alvedrio, alterar decisão judicial da justiça comum. 
Desse modo, o item está errado. 
 
RESPOSTA CERTA: E 
 
28. TRE - MT - Analista Judiciário – Judiciária [CESPE] - 24/01/2010 
(ADAPTADA). 
Acerca das condições de elegibilidade e das causas de inelegibilidade, assinale 
a opção correta. 
 a) São inelegíveis para qualquer cargo o governador e o vice-governador de 
estado e do Distrito Federal ( DF ), o prefeito e o vice-prefeito que perderem 
seus cargos eletivos por infringência a dispositivo da constituição estadual, da 
lei orgânica do DF ou da lei orgânica do município, para as eleições que se 
realizarem durante o período remanescente e nos oito anos subsequentes ao 
término do mandato para o qual tenham sido eleitos. 
b) Para concorrerem a outros cargos, o presidente da República, os 
governadores de estado e do DF e os prefeitos não precisam renunciar aos 
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respectivos mandatos. 
c) São inelegíveis os candidatos que tenham contra sua pessoa representação 
julgada procedente pela justiça eleitoral, ainda que aguardando julgamento de 
recurso no TSE, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou 
político, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem 
como para as que se realizarem nos três anos seguintes. 
d) É condição de elegibilidade para o candidato ao cargo de governador ter 
idade mínima de 35 anos. 
e) Para concorrerem a outros cargos, os deputados federais e senadores 
devem sempre renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do 
pleito. 
 
COMENTÁRIOS: 
Item A – correto. É o que dispõe o art. 1º, I, c, da LC 64/90: 
Art. 1º São inelegíveis: 
I - para qualquer cargo: 
c) o Governador e o Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal e o 
Prefeito e o Vice-Prefeito que perderem seus cargos eletivos por infringência a 
dispositivo da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da 
Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o 
período remanescente e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término do 
mandato para o qual tenham sido eleitos; (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 135, de 2010) 
A antiga redação da LC nº 64/90 previa o prazo de 3 ANOS de inelegibilidade e 
não o atual prazo de 8 ANOS subsequentes ao término do mandato. 
Item B – errado. O art. 14, §6º, da CF-88 prevê que o Presidente da 
República, Governadores de Estados e Prefeitos Municipais devem 
RENUNCIAR (desincompatibilizar) aos seus mandatos até 6 MESES antes do 
pleito para concorrem a OUTROS CARGOS (diversos do que ocupam). 
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Art. 14 
§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os 
Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar 
aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. 
LC 64/90 
Art. 1º 
§ 1° Para concorrência a outros cargos, o Presidente da República, os 
Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar 
aos respectivos mandatos até 6 (seis) meses antes do pleito. 
Item C – errado. Pela antiga e pela atual redação da LC 64/90, a 
representação tem já ter sido julgada procedente com trânsito em julgado, não 
se admitindo a possibilidade de pendência de recurso para a caracterização da 
inelegibilidade. Ademais, o prazo de inelegibilidade é de 8 ANOS e não mais 3 
anos como previa o antigo texto. 
Art. 1º São inelegíveis: 
I - para qualquer cargo: 
d) os que tenham contra sua pessoa representação julgada procedente pela 
Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão 
colegiado, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, 
para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para 
as que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes; (Redação dada pela Lei 
Complementarnº 135, de 2010) 
Item D – errado. A idade mínima de Governador é de 30 ANOS. 
Item E – errado. A previsão constitucional-legal de necessária renúncia 6 
meses antes das eleições para concorrer a outros cargos é apenas para os 
Chefes do Poder Executivo, não se aplicando ao cargos do Legislativo. 
 
RESPOSTA CERTA: A 
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29. TRE - MT - Analista Judiciário - Administrativa I [CESPE] - 
24/01/2010. 
Com relação às regras atinentes às condições de elegibilidade, assinale a 
opção correta. 
a) A legislação eleitoral estabelece regras para cassação, perda e suspensão 
dos direitos políticos, e, em qualquer dos casos, impõe ao cidadão punido a 
condição de inelegibilidade. 
b) A filiação partidária não é considerada condição de elegibilidade. Assim, se 
no ano eleitoral um candidato pedir a desfiliação do partido ao qual é filiado, 
poderá concorrer como candidato autônomo. 
c) Na legislação pátria, não há previsão de inelegibilidade por parentesco e, 
por isso, o cônjuge do prefeito pode candidatar-se a qualquer cargo, sem a 
necessidade de renúncia nos seis meses que antecedem ao pleito. 
d) A previsão legal de idade mínima para candidatar-se refere-se apenas aos 
cargos de presidente e vice-presidente da República, caso em que o candidato 
deve ter, no mínimo, 35 anos de idade. 
e) O brasileiro naturalizado pode candidatar-se ao Senado Federal, mas não 
poderá presidi-lo. 
 
COMENTÁRIOS: 
Item A – errado. A CF-88 não prevê cassação dos direitos políticos. Cuidado! 
Mesmo sabendo de tal regra, às vezes, de forma desavisada poderemos 
cometer erros. A CF-88 prevê formas de perda ou suspensão dos direitos 
políticos, que, de fato, geram inelegibilidade do cidadão. 
CF-88 
Art. 15. É VEDADA A CASSAÇÃO de direitos políticos, cuja 
PERDA ou SUSPENSÃO só se dará nos casos de: 
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I - cancelamento da naturalização por sentença transitada 
em julgado; 
II - incapacidade civil absoluta; 
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto 
durarem seus efeitos; 
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou 
prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII; 
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º. 
Item B – errado. Candidato sem partido jamais poderá candidatar-se. É preciso 
que esteja o candidato filiado há pelo menos 1 ano antes do pleito. 
CF-88 
Art. 14 
3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei: 
V - a filiação partidária; 
Item C – errado. Existe sim! É a chamada inelegibilidade reflexa, decorrente 
da titularidade de um mandato eletivo que reflete diretamente nos parentes do 
titular. 
Art. 14 
§ 7º - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o 
cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o 
segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de 
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito 
ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores 
ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à 
reeleição. 
Item D – errado. Como já estudamos, há diversas estratificações de idades 
mínimas para a elegibilidade: 
Idade Mínima para Elegibilidade: 
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disciplina jurídica das relações de parentesco, julgue o seguinte item. 
 
Se determinado prefeito usufruirá do mandato até o seu final, então o seu 
cunhado não poderá se candidatar ao mesmo cargo no pleito seguinte. De 
maneira diferente ocorre em relação ao ex-cunhado, cujo vínculo de 
parentesco se extingue com a dissolução do casamento. 
 
COMENTÁRIOS: 
Como já comentado, caso o titular do cargo executivo não renuncie no prazo 
constitucional, mantém-se a inelegibilidade dos parentes. 
O TSE vinha entendendo que a dissolução do casamento (separação ou 
divórcio) do titular do cargo executivo na vigência do 1º mandato importava 
em dissolução também para fins eleitorais. Com isso, com a separação judicial 
ou divórcio no 1º mandato seriam eliminadas as inelegibilidades reflexas aos 
parentes do titular do cargo. 
Por sua vez, somente se a dissolução ocorresse no 2º mandato, as 
inelegibilidades remanesceriam em vista do “comprometimento da lisura 
eleitoral” 5 
No entanto, o Supremo Tribunal Federal editou a Súmula Vinculante nº 18, 
que impõe a inelegibilidade do ex-cônjuge, que tenha por dissolvido o vínculo 
conjugal em qualquer mandato (seja no 1º mandato ou no 2º mandato). 
Sumula Vinculante 18: 
A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso 
do mandato, não afasta a inelegibilidade prevista no § 7º do 
artigo 14 da Constituição Federal. 
As bancas certamente adotarão o entendimento do STF, a despeito de 
sedimentada jurisprudência do TSE dividindo em 2 situações diversas: 
separação ou divórcio no 1º e no 2º mandato. 
 
5
 TSE – Resolução nº 21.475 – Consulta nº 923 – Rel. Min. Barros Monteiro, decisão: 26-8-03. 
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RESPOSTA CERTA: E 
 
31. TRE - PI - Analista Judiciário – Taquigrafia [FCC] - 02/08/2009. 
Compete ao Procurador-Geral, como chefe do Ministério Público Eleitoral, 
a) expedir diploma aos eleitos para cargos municipais. 
b) designar a sede e jurisdição das Juntas Eleitorais. 
c) organizar o fichário dos eleitores do Estado. 
d) assistir às sessões do Tribunal Superior Eleitoral e tomar parte nas 
discussões. 
e) nomear, até 60 dias antes das eleições, os membros das Mesas Receptoras. 
 
COMENTÁRIOS: 
Item A errado. Competência das Juntas Eleitorais. 
Item B errado. Competência dos TREs. 
Art. 30. Compete, ainda, privativamente, aos Tribunais Regionais: 
V - constituir as juntas eleitorais e designar a respectiva sede e 
jurisdição; 
Item C errado. Competência dos TREs. 
Item D correto. Art. 24, I, do Código Eleitoral. 
 Art. 24. Compete ao Procurador Geral, como Chefe do Ministério 
Público Eleitoral; 
I - assistir às sessões do Tribunal Superior e tomar parte nas 
discussões; 
Item E errado. Competência dos Juízes Eleitorais. 
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Art. 35. Compete aos juízes: 
XIV - nomear, 60 (sessenta) dias antes da eleição, em audiência 
pública anunciada com pelo menos 5 (cinco) dias de antecedência, 
os membros das mesas receptoras; 
 
RESPOSTA CERTA: DDIREITO ELEITORAL REGULAR P/ TRIBUNAIS ELEITORAIS (TREs/TSE) 
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EXERCÍCIOS COM GABARITO 
 
1. TRE - MT - Analista Judiciário – Judiciária [CESPE] - 24/01/2010 
(ADAPTADA). 
É condição de elegibilidade para o candidato ao cargo de governador ter idade 
mínima de 35 anos. 
2. TRE - PR - Técnico Judiciário - Operação de Computadores [CESPE] - 
22/11/2009. 
Considere que Pablo seja brasileiro naturalizado, nascido em Bogotá, 
Colômbia, no ano de 1972, que pretenda candidatar-se no próximo pleito ao 
cargo de deputado federal pelo estado do Paraná. 
A respeito dessa situação e das normas que regulamentam o direito eleitoral, 
julgue os itens que se seguem. 
Pablo, embora não seja brasileiro nato, pode candidatar-se a deputado federal, 
pois a condição de elegibilidade para o referido cargo é ser brasileiro. 
3. TRE - PR - Técnico Judiciário - Operação de Computadores [CESPE] - 
22/11/2009. 
No caso da questão anterior, Pablo teria impedimento apenas aos cargos de 
presidente e vice-presidente, por serem exclusivos de brasileiro nato. 
4. TRE - GO - Analista Judiciário – Judiciária [CESPE] - 01/02/2008. 
Acerca dos direitos políticos, julgue os itens a seguir. 
I A suspensão ou perda dos direitos políticos implica o cancelamento da 
inscrição do indivíduo como eleitor. 
II O alistamento eleitoral é obrigatório para os brasileiros maiores de 18 anos e 
menores de 70 anos. 
III O militar em serviço ativo é inelegível, razão pela qual só pode ser 
candidato se se afastar em definitivo da atividade. 
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IV Como instrumentos da democracia direta, o plebiscito e o referendo podem 
ser realizados tanto mediante autorização do Congresso Nacional quanto por 
iniciativa popular. 
Estão certos apenas os itens 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) III e IV. 
5. TRE - PR - Analista Judiciário - Análise de Sistemas [CESPE] - 
22/11/2009. 
Para os cargos de presidente e vice-presidente da República e senador, a 
idade mínima exigida para o candidatos é de trinta e cinco anos de idade. Para 
os demais cargos eletivos, a exigência da lei é a capacidade civil plena, ou 
seja, a idade mínima de dezoito anos. 
6. MPE - RN - Promotor de Justiça Substituto [CESPE] - 19/04/2009. 
Pedro, com nove anos de serviço, é militar alistável e teve o seu nome 
aprovado em convenção partidária para ser candidato a deputado estadual. 
Nessa situação hipotética, Pedro 
a) deve ser afastado do serviço militar. 
b) deve ser agregado, podendo retornar ao serviço militar após a eleição. 
c) perderá o cargo apenas se for eleito e empossado. 
d) deve ser afastado temporariamente, podendo retornar ao cargo após o fim 
do mandato. 
e) pode permanecer no serviço militar com todos os direitos. 
7. TSE - Analista Judiciário – Administrativa [CESPE] - 14/01/2007. 
Constitui hipótese de suspensão dos direitos políticos o[a] 
I cancelamento de naturalização por sentença transitada em julgado. 
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II superveniente incapacidade civil absoluta. 
III perda da nacionalidade brasileira em razão da aquisição de outra. 
IV condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem os efeitos da 
condenação. 
A quantidade de itens certos é igual a 
a) 1. 
b) 2. 
c) 3. 
d) 4. 
8. TRE-AM – Administrativa - [FCC] – 31/01/2010. 
João completou 18 anos de idade; Juan é brasileiro naturalizado; Pedro tem 15 
anos de idade e completará 16 anos na data do pleito; Paulo era analfabeto, 
mas deixou de sê-lo; e Manuel é português e está trabalhando numa empresa 
no Brasil. É facultativo o alistamento eleitoral de: 
a) Juan e Paulo. 
b) Juan e Manuel 
c) Juan e Pedro 
d) Paulo. 
e) Pedro. 
9. TRE-SP - Analista Judiciário – Contabilidade [FCC] - 10/05/2006. É 
considerada uma das condições de elegibilidade do Governador de Estado, 
Deputado Federal e do Senador, a idade mínima, respectivamente, de 
a) trinta e cinco anos, trinta anos e vinte e um anos. 
b) trinta anos, vinte e um anos e trinta e cinco anos. 
c) vinte e um anos, trinta anos e trinta e cinco anos. 
d) trinta e cinco anos, vinte e um anos e trinta anos. 
e) trinta anos, trinta e cinco anos e vinte e um anos. 
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10. TRE-SP - Analista Judiciário – Administrativa [FCC] - 10/05/2006. 
Tício é brasileiro naturalizado, alfabetizado e tem 40 anos de idade. Paulus é 
brasileiro nato, tem 18 anos de idade, mas é analfabeto. Petrus é brasileiro 
nato, alfabetizado e tem 72 anos de idade. O alistamento eleitoral e o voto são 
a) obrigatórios para Tício e facultativos para Paulus e Petrus. 
b) facultativos para Tício e Paulus e obrigatórios para Petrus. 
c) facultativos para Tício e Petrus e obrigatórios para Paulus. 
d) obrigatórios para Tício, Paulus e Petrus. 
e) facultativos para Tício, Paulus e Petrus. 
11. TRE - MT - Analista Judiciário – Judiciária [CESPE] - 24/01/2010 
(ADAPTADA). 
Para concorrerem a outros cargos, o presidente da República, os governadores 
de estado e do DF e os prefeitos não precisam renunciar aos respectivos 
mandatos. 
12. TJ - MG - Juiz de Direito Substituto de Carreira [FGV] - 
04/05/2009. 
Com relação aos analfabetos, é incorreto afirmar que: 
a) a condição de semi-analfabeto, em que o interessado apenas assina e lê o 
nome, torna o candidato inelegível. 
b) é legítima a diligência judicial que, de ofício, busca apurar a condição de 
alfabetizado do candidato. 
c) o exercício de função pública não afasta a inelegibilidade do candidato 
analfabeto. 
d) é válida a aplicação de teste sumário para aferir o requisito de alfabetização 
do candidato. 
e) o artigo 14, § 4º, da CF consagra presunção juris et de jure (absoluta) de 
incapacidade para o exercício do mandato. 
13. TRE-AM - Técnico Judiciário – Administrativa [FCC] - 23/11/2003. 
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Os analfabetos são inelegíveis 
a) para qualquer cargo eletivo. 
b) apenas para Presidente e Vice-Presidente da República. 
c) para Governador e Vice-Governador de Estado, entre outros. 
d) para Senador e Deputado Federal, entre outros. 
e) para Deputado Estadual, Prefeito e Vice-Prefeito, entre outros. 
14. TRE-BA - Técnico Judiciário [FCC] - 21/09/2003. 
Considere as afirmações: 
I. São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes 
ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, do 
Governador de Estadoou Território, do Distrito Federal, do Prefeito ou de 
quem os haja substituído dentro dos 6 meses anteriores ao pleito, mesmo se 
já forem titulares de cargo eletivo e candidatos à reeleição. 
II. São inelegíveis, para qualquer cargo, os que forem condenados 
criminalmente, com sentença transitada em julgado, por crimes eleitorais, pelo 
prazo máximo de 2 anos após o cumprimento da pena. 
III. São inelegíveis, para qualquer cargo, os Ministros de Estado até 6 meses 
depois de afastados definitivamente de seus cargos e funções. 
Está correto APENAS o que se afirma em 
a) I. 
b) III. 
c) I e II. 
d) I e III. 
e) II e III. 
15. TRE-MS - Analista Judiciário – Judiciária [FCC] - 25/03/2007. 
Antonio é Prefeito Municipal de uma cidade do interior do Estado. Seu filho 
adotivo, Jonas não é titular de mandato eletivo, mas pretende candidatar-se 
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ao cargo de Vereador. Nesse caso, Jonas 
a) não pode em nenhuma situação ser candidato a Vereador, ainda que 
Antonio renuncie o mandato de Prefeito. 
b) pode ser candidato a Vereador, porque se trata de outra eleição, diferente 
daquela em que Antonio se elegeu Prefeito Municipal. 
c) pode ser candidato a Vereador, porque o impedimento legal não alcança os 
filhos adotivos do Prefeito Municipal. 
d) só pode ser candidato a Vereador se Antonio renunciar o mandato de 
Prefeito Municipal até 6 meses antes do pleito. 
e) pode ser candidato a Vereador, posto que o impedimento decorrente da 
condição de descendente não se aplica às eleições municipais. 
16. TRE-SP - Analista Judiciário – Judiciária [FCC] - 10/05/2006. 
O analfabeto 
a) pode ser eleito para as Assembléias Legislativas. 
b) pode ser eleito para a Câmara dos Deputados. 
c) só pode alistar-se se souber ao menos assinar o nome. 
d) pode ser eleito Prefeito Municipal. 
e) é inelegível para qualquer cargo eletivo. 
17. TRE-AC - Analista Judiciário – Judiciária [FCC] - 12/10/2003. 
José é Prefeito Municipal de uma cidade do interior. Seu cunhado Manoel 
pretende candidatar-se ao cargo de Vereador. Manoel 
a) pode ser candidato a Vereador, porque se trata de eleição de jurisdição 
diversa daquela em que José se elegeu Prefeito Municipal. 
b) só pode ser candidato a Vereador se José renunciar ao mandato de Prefeito 
Municipal até 6 meses antes do pleito. 
c) pode ser candidato a Vereador, porque o impedimento alcança apenas até o 
primeiro grau de parentesco por afinidade com o Prefeito Municipal. 
d) pode ser candidato a Vereador, porque o impedimento alcança apenas os 
parentes consangüíneos, não alcançando os afins, do Prefeito Municipal. 
e) pode ser candidato a Vereador, pois o impedimento decorrente do 
parentesco não se aplica às eleições municipais. 
18. MPE-PE - Promotor de Justiça [FCC] - 01/08/2008. 
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Muitas são as condições de elegibilidade que devem ser preenchidas para a 
participação política ativa e passiva. Rinaldo é oficial da Polícia Militar do 
Estado e conta mais de dez anos de serviço. 
Resolveu ser candidato a Deputado Estadual. Nesse caso, ele é 
a) elegível e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para 
a inatividade. 
b) inelegível, porque os policiais militares estaduais são inalistáveis. 
c) elegível e, se eleito, deverá permanecer afastado de suas funções até o 
término do mandato. 
d) inelegível, visto que o militar só pode ser candidato a cargo eletivo após 
vinte anos de serviço. 
e) elegível e só será afastado de suas funções se o requerer e não houver 
compatibilidade de horários. 
19. MPE-PB - Promotor de Justiça [MPE/PB] - 01/01/2003. 
Dentre os relacionados abaixo, são elegíveis para qualquer cargo: 
a)os maiores de 16 (dezesseis) e menores de 18 (dezoito) anos; 
b)os maiores com 21 (vinte e um) anos; 
c)os inalistáveis; 
d)os maiores de 70 (setenta) anos; 
e)os analfabetos. 
20. MPF – Procurador [MPU] (ADAPTADA). 
AS HIPÓTESES DE INELEGIBILIDADES: 
I - estão previstas apena no Código Eleitoral e na Constituição; 
II - são situações fáticas, sem previsão legal, apuradas em representações por 
abuso de poder econômico e político; 
III - estão previstas na Constituição Federal e ainda em lei complementar a fim 
de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do 
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mandato, considerada a vida pregressa do candidato, a normalidade e 
legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do 
exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta; 
IV - são situações de direito eleitoral, tipificadas como crimes eleitorais, tendo 
em vista a improbidade administrativa e as ilegalidades nos gastos nas 
campanhas, corrupção, fraude e abuso do poder econômico. Analisando-se as 
assertivas acima, pode-se afirmar que: 
a) somente as de números I e IV estão corretas; 
b) estão corretas as de número II e III; 
c) apenas a de número III está correta; 
d) somente a de número I correta. 
21. TRE-BA - Analista Judiciário – Judiciária [FCC] - 21/09/2003. 
Alexandro, Prefeito Municipal da cidade de Rio Turvo, renuncia ao cargo até 6 
meses antes do pleito eleitoral. Nesse caso, 
a) está caracterizada a inelegibilidade indireta apenas para os cargos de 
Governador do Estado e de Deputado Estadual do Estado que o município 
integra, não tendo aplicação a outros mandatos eletivos. 
b) está presente a inelegibilidade reflexa para o cargo de Presidente da 
República, de Governador do Estado e de Prefeito, assim como para os demais 
cargos eletivos do Poder Legislativo. 
c) não está presente a inelegibilidade reflexa, permitindo-se a candidatura 
para quaisquer cargos dos Poderes Executivo e Legislativo. 
d) está caracterizada a inelegibilidade indireta, que se aplica à candidatura de 
mandatos eletivos no Poder Legislativo, mas não tem aplicação à candidatura 
no Poder Executivo. 
e) está presente a inelegibilidade reflexa somente para o cargo de Prefeito, 
não tendo aplicação para a candidatura a outros mandatos eletivos. 
22. [FCC] - TRE - AM - Téc. Administrativa [FCC] - 31/01/2010. 
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A respeito da obrigatoriedade do voto, é correto afirmar que 
a) o voto é facultativo para os maiores de 60 anos. 
b) o eleitor que deixar de votar em três eleições consecutivas terá sua 
inscrição cancelada. 
c) para o eleitor que se encontrar no exterior, o prazo para justificação é de 30 
dias contados da data da eleição. 
d) os menores de 18 anos que deixarem de votar estarão sujeitos à multa. 
e) os estrangeiros não naturalizados brasileiros votarão em separado. 
23.TRE-SC - Analista Judiciário – Judiciária [FAPEU] - 19/06/2005. 
O alistamento e o voto são obrigatórios para os brasileiros de um e outro sexo. 
Assim, assinale a alternativa CORRETA. 
a)Estão dispensados de votar os enfermos, os que se encontrem fora de seu 
domicílio e os funcionários civis e militares em serviço que os impossibilite de 
votar. 
b)Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou de 
que se justificou devidamente, não poderá o eleitor obter passaporte e 
tampouco empreender viagem ao exterior. 
c)Estão dispensados de votar os inválidos, os maiores de 65 (sessenta e cinco) 
anos e os que se encontrem no exterior. 
d)O brasileiro que deixou de ser analfabeto e não se alistou até um ano depois 
da escolarização, incorrerá na multa de três a dez por cento sobre o valor do 
salário, com a devida atualização legal. 
24. MPE - RN - Promotor de Justiça Substituto [CESPE] - 19/04/2008. 
A CF e as leis eleitorais brasileiras estabelecem a disciplina da nacionalidade do 
candidato, que pode ter particularidades conforme o cargo pretendido. A esse 
respeito, assinale a opção correta. 
a) Um cidadão português que goze do estatuto da reciprocidade pode ser 
candidato a presidente da República. 
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b) Em qualquer caso, a dupla nacionalidade de um cidadão brasileiro impõe a 
inelegibilidade. 
c) Brasileiro que se naturalizar alemão em virtude de imposição legal da 
Alemanha perde a capacidade eleitoral passiva. 
d) Estrangeiro nacionalizado brasileiro somente pode ser candidato a cargos 
legislativos. 
e) Cidadão brasileiro nascido no exterior e registrado no consulado do Brasil 
pode ser candidato a presidente da República. 
25. TRE - GO - Analista Judiciário – Administrativa [CESPE] - 
01/02/2009. 
Tendo em vista os direitos políticos, e em especial as condições de 
elegibilidade, assinale a opção correta. 
a) Não são elegíveis para os cargos de presidente e vice-presidente da 
República e senador aqueles que contarem com menos de trinta e cinco anos 
de idade. 
b) Para concorrerem a outros cargos, os governadores e os prefeitos devem 
renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito, salvo se já 
estiverem exercendo os mandatos pela segunda vez seguida. 
c) A CF prevê casos de suspensão, mas não de perda definitiva de direitos 
políticos, pois a privação terminante desses direitos configuraria ofensa ao 
princípio da dignidade da pessoa humana. 
d) É vedada a criação de outros casos de inelegibilidade fora daqueles 
taxativamente expressos na CF. 
26. MPE - AM - Promotor de Justiça Substituto [CESPE] - 02/12/2007. 
Conforme a Constituição da República, o instituto da inelegibilidade destina-se 
a proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do 
mandato - em razão da qual se considera a vida pregressa do candidato - e a 
normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder 
econômico ou o abuso do exercício da função, cargo ou emprego da 
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administração direta ou indireta. Considerando os princípios constitucionais e a 
Lei de Inelegibilidade - Lei Complementar n.º 64/1990 -, assinale a opção 
correta. 
a) Ocupante do cargo de governador de estado é obrigado a renunciar ao 
mandato para candidatar-se a deputado federal. 
b) Ocupante do cargo de governador de estado é obrigado a se licenciar do 
mandato para candidatar-se a deputado federal. 
c) Cidadão analfabeto pode ser candidato a vereador, mas não, a prefeito. 
d) Pessoa submetida a processo em que é acusada da prática de crime 
hediondo somente pode candidatar-se após o trânsito em julgado. 
e) Irmão de governador de estado pode ser candidato em qualquer eleição, 
desde que já seja ocupante de algum cargo eletivo. 
27. TRE - BA - Analista Judiciário – Judiciária [CESPE] - 21/02/2010. 
Acerca da competência jurisdicional, julgue o próximo item. 
Em caso de inelegibilidade de candidato por efeito da suspensão dos direitos 
políticos em razão de condenação criminal, a justiça eleitoral é competente 
para determinar a suspensão dos efeitos de decisão criminal transitada em 
julgado em virtude da superveniência de lei penal mais benéfica ao candidato. 
28. TRE - MT - Analista Judiciário – Judiciária [CESPE] - 24/01/2010 
(ADAPTADA). 
Acerca das condições de elegibilidade e das causas de inelegibilidade, assinale 
a opção correta. 
 a) São inelegíveis para qualquer cargo o governador e o vice-governador de 
estado e do Distrito Federal ( DF ), o prefeito e o vice-prefeito que perderem 
seus cargos eletivos por infringência a dispositivo da constituição estadual, da 
lei orgânica do DF ou da lei orgânica do município, para as eleições que se 
realizarem durante o período remanescente e nos oito anos subsequentes ao 
término do mandato para o qual tenham sido eleitos. 
b) Para concorrerem a outros cargos, o presidente da República, os 
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governadores de estado e do DF e os prefeitos não precisam renunciar aos 
respectivos mandatos. 
c) São inelegíveis os candidatos que tenham contra sua pessoa representação 
julgada procedente pela justiça eleitoral, ainda que aguardando julgamento de 
recurso no TSE, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou 
político, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem 
como para as que se realizarem nos três anos seguintes. 
d) É condição de elegibilidade para o candidato ao cargo de governador ter 
idade mínima de 35 anos. 
e) Para concorrerem a outros cargos, os deputados federais e senadores 
devem sempre renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do 
pleito. 
29. TRE - MT - Analista Judiciário - Administrativa I [CESPE] - 
24/01/2010. 
Com relação às regras atinentes às condições de elegibilidade, assinale a 
opção correta. 
a) A legislação eleitoral estabelece regras para cassação, perda e suspensão 
dos direitos políticos, e, em qualquer dos casos, impõe ao cidadão punido a 
condição de inelegibilidade. 
b) A filiação partidária não é considerada condição de elegibilidade. Assim, se 
no ano eleitoral um candidato pedir a desfiliação do partido ao qual é filiado, 
poderá concorrer como candidato autônomo. 
c) Na legislação pátria, não há previsão de inelegibilidade por parentesco e, 
por isso, o cônjuge do prefeito pode candidatar-se a qualquer cargo, sem a 
necessidade de renúncia nos seis meses que antecedem ao pleito. 
d) A previsão legal de idade mínima para candidatar-se refere-se apenas aos 
cargos de presidente e vice-presidente da República, caso em que o candidato 
deve ter, no mínimo, 35 anos de idade. 
e) O brasileiro naturalizado pode candidatar-se ao Senado Federal, mas não 
poderá presidi-lo. 
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30. TRE - BA - Analista Judiciário – Judiciária [CESPE] - 21/02/2010. 
Considerando o disposto no § 7.º, art. 14, da CF, no sentido de que "são 
inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes 
consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do presidente da 
República, de governador de estado ou território, do Distrito Federal, de 
prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao 
pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição" e a 
disciplina jurídica das relações de parentesco, julgue o seguinte item. 
 
Se determinado prefeito usufruirá do mandato até o seu final, então o seu 
cunhado não poderá se candidatar ao mesmo cargo no pleito seguinte. De 
maneira diferente ocorre em relação ao ex-cunhado, cujo vínculo de 
parentesco se extingue com a dissolução do casamento. 
31. TRE - PI - Analista Judiciário – Taquigrafia [FCC] - 02/08/2009. 
Compete ao Procurador-Geral, como chefe do Ministério Público Eleitoral, 
a) expedir diploma aos eleitos para cargos municipais. 
b) designar a sede e jurisdição das Juntas Eleitorais. 
c) organizar o fichário dos eleitores do Estado. 
d) assistir às sessões do Tribunal Superior Eleitoral e tomar parte nas 
discussões. 
e) nomear, até 60 dias antes das eleições, os membros das Mesas Receptoras. 
 
 
 
 
 
 
 
DIREITO ELEITORAL REGULAR P/ TRIBUNAIS ELEITORAIS (TREs/TSE) 
CESPE E FCC 
TODOS OS CARGOS: AJAJ, AJAA E TÉCNICO 
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RESUMO DA AULA 
 
O Ministério Público em sentido amplo abrange os seguintes 
órgãos: 
a) O Ministério Público da UNIÃO (MPU), que por sua vez 
compreende os seguintes ramos: 
1. Ministério Público Federal (MPF); 
2. Ministério Público do Trabalho (MPT); 
3. Ministério Público Militar (MPM); 
4. Ministério Público do Distrito Federal e Territórios 
(MPDFT). 
b) Os Ministérios Públicos dos ESTADOS (MPE). 
O art. 37 da LC nº 75/93 trata das funções eleitorais do Ministério 
Público, dispondo que o Ministério Público FEDERAL (MPF) exercerá suas 
funções nas causas de competência dos tribunais e juízes eleitorais. 
O MPF e o MP Estadual exercerão FUNÇÕES eleitorais, 
formando o corpo do Ministério Público Eleitoral. 
Em resumo, quanto ao âmbito de atuação do Ministério Público, a 
estrutura dos cargos e as atribuições são as seguintes: 
1) Procurador-Geral Eleitoral (PGE): exerce suas funções nas 
causas de competência do TSE. 
2) Procurador Regional Eleitoral (PRE): exerce suas funções 
perante as causas de competência do TRE. 
3) Promotor Eleitoral: é o membro do Ministério Público local 
que atua perante os juízes e juntas eleitorais (1º grau). 
 
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Geral Eleitoral, como Chefe do Ministério Público Eleitoral: 
1. assistir às sessões do Tribunal Superior e tomar parte nas 
discussões; 
2. exercer a ação pública e promovê-la até final, em todos os 
feitos de competência originária do Tribunal; 
3. oficiar (participar) em todos os recursos encaminhados ao 
Tribunal; 
4. manifestar-se, por escrito ou oralmente, em todos os 
assuntos submetidos à deliberação do Tribunal, quando 
solicitada sua audiência por qualquer dos juízes, ou por 
iniciativa sua, se entender necessário; 
5. defender a jurisdição do Tribunal; 
6. representar ao Tribunal sobre a fiel observância das leis 
eleitorais, especialmente quanto à sua aplicação uniforme em 
todo o País; 
7. requisitar diligências, certidões e esclarecimentos necessários 
ao desempenho de suas atribuições; 
8. expedir instruções aos órgãos do Ministério Público junto aos 
Tribunais Regionais; 
9. acompanhar, quando solicitado, o Corregedor Geral, 
pessoalmente ou por intermédio de Procurador que designe, 
nas diligências a serem realizadas. 
 
Princípios insculpidos nos arts. 14-17 da CF-88: 
1. Princípio da Soberania Popular. 
2. Princípio do Sufrágio Universal. 
3. Princípio da Obrigatoriedade do Alistamento e do Voto. 
4. Princípio da Nacionalidade - Elegibilidade Privativa a 
Brasileiros (natos e naturalizados). 
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5. Princípio da Proibição da Cassação dos Direitos Políticos – 
Princípio da Cidadania. 
6. Princípio da Necessidade de Condição de Eleitor. 
7. Princípio do Domicílio Eleitoral. 
8. Princípio da Filiação Partidária. 
9. Princípio Etário. 
10. Princípio da Legitimidade das Eleições, Moralidade e 
Probidade. 
11. Princípio da Anualidade – Anterioridade da Lei 
Eleitoral. 
12. Princípio da Liberdade na criação e transformação dos 
Partidos Políticos. 
13. Princípio da Autonomia Partidária. 
 
Classificação dos Direitos Políticos: 
1. Capacidade Eleitoral Ativa (Alistabilidade) – direito de votar, 
capacidade de ser eleitor; 
2. Capacidade Eleitoral Passiva (Elegibilidade) – direito de ser votado. 
 
Características do Voto no Brasil: Direto; Igual (um homem, um 
voto); Periódico; Sigiloso; Livre; Personalíssimo, Obrigatório. 
 
PLEBISCITO X REFERENDO 
Plebiscito – Prévia Consulta (PP), antes que seja apreciada pelo 
Congresso. 
Referendo – Ratificadora (RR), Referendadora Consulta 
(realizada posteriormente ao ato governamental já editado). 
 
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exercício do mandato. A incompatibilidade configura-se após 
a eleição, obrigando o candidato à escolha entre o mandato e 
o cargo 
 
As inelegibilidades são previstas unicamente na CONSTITUIÇÃO 
FEDERAL e em LEI COMPLEMENTAR! 
 
Não poderão concorrer para qualquer cargo, estão absolutamente impedidos 
de elegerem-se, os INALISTÁVEIS e os ANALFABETOS! 
 
São INALISTÁVEIS: 
1) os Estrangeiros e os Conscritos! (segundo a CF-88); 
2) os que não saibam exprimir-se na língua nacional e os que estejam 
privados, temporária ou definitivamente dos direitos políticos 
(segundo o Código Eleitoral). 
 
INELEGIBILIDADES RELATIVAS: 
1. POR MOTIVOS FUNCIONAIS: 
a. Para o mesmo cargo – impedimento de mais de 1 
reeleição consecutiva; 
b. Para outros cargos – serão considerados inelegíveis 
para outros cargos eletivos o Presidente da República, 
os Governadores dos Estados e do DF e os Prefeitos 
que não renunciarem aos respectivos mandatos até 6 
(seis) meses antes do pleito. 
2. POR MOTIVOS DE PARENTESCO (inelegibilidade reflexa) – é 
inelegível, no território da circunscrição do titular, o cônjuge 
e os parentes consangüíneos e afins, até 2º grau ou por 
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adoção dos Chefes do Poder Executivo (Presidente da 
República, Governadores dos Estados e do DF e Prefeitos), ou 
de quem os haja substituído dentro dos 6 (seis) meses 
anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e 
candidato á reeleição. 
3. INELEGIBILIDADES DOS MILITARES – prevista no art. 14, 
§8º, da CF-88. 
4. INELEGIBILIDADES LEGAIS – previstas na LC nº 64/90. 
 
 
 
Até a próxima Aula! 
Bons estudos! 
Ricardo Gomes 
Por sua aprovação!

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