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Exercícios de Cultura Brasileira (Aula 01 até a aula 05. Questões de 1 10)

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forma como ocorreu nos EUA, o racismo sempre foi muito evidente nas estruturas sociais e nas práticas cotidianas dos brasileiros.
	
	 
	
	 7a Questão
	
	
	
	
	Nos Estados Unidos e na África do Sul, durante muitos anos, a segregação racial chegou a ser oficializada em lei. O fato de jamais termos tido uma legislação semelhante é suficiente para destacarmos que somos um país livre de preconceito racial/étnico?
		
	
	Não, pois ainda é preciso que haja leis delimitando com clareza o que significa ser ¿negro¿ ou ¿branco¿ entre nós.
	
	Sim, pois ainda que a hierarquia social seja responsável pela continuidade da submissão dos negros, tudo pode mudar pela adoção de medidas de ação afirmativa.
	
	Não, porque em nosso país as leis não "pegam", quando se trata de mudar mentalidades e mexer em preconceitos.
	 
	Não, pois o preconceito étnico/racial pode se manifestar de maneiras diversas e, em nosso caso, ele se dissimula numa tolerância que não esconde a hierarquia.
	
	Sim, embora a situação possa vir a ser melhorada com a adoção das políticas de ação afirmativa.
	
	 
	
	 8a Questão
	
	
	
	
	O cinismo de (todos) nós - Luis Fernando Veríssimo
"Acho que no Brasil a gente tem que viver em constante alerta contra o cinismo. [...] Precisamos nos preocupar porque todos temos uma história familiar de cinismo, embora no passado não se chamasse assim. No passado, o cinismo que não conhecia o seu nome era uma forma de tolerância divertida, as mil maneiras de dizer que ¿brasileiro é assim mesmo¿ e achar graça. [...] Racismo era coisa de americano, aqui as raças viviam em harmonia, você podia chamar o negro do que quisesse  que ele dava risada, sabendo  que no fundo era amor. É difícil dizer quando essa desatenção à nossa realidade passou a ser cinismo, quando nos demos conta de que o que nos encantava em nós mesmos era insensibilidade disfarçada de bonomia e de resignação cômica."
                                               [AGUIAR, Luis Antônio (org.). Para entender o Brasil. São Paulo: Alegro, 2001]
     Ao dizer que ¿racismo era coisa de americano¿, Luis F. Veríssimo, de forma irônica e crítica,  assinala que:
		
	 
	Os brasileiros comportam-se de maneira cínica ao negar que também somos racistas, ainda que de um modo diverso do americano.
	
	Todos os povos do mundo são racistas e o fato de que os negros são os primeiros a rir das piadas de negros é uma prova disto.
	
	Os americanos são o povo mais racista do mundo e encaram o preconceito presente em suas estruturas sociais de forma cínica.
	
	Os americanos têm muito a nos ensinar, uma vez que enfrentam o problema do racismo de modo mais honesto do que nós.
	
	Embora seja verdade que precisamos copiar os bons exemplos vindos de fora, este não é o caso do racismo americano