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CLEHILTON PAIVA DE CARVALHO 201810014311 EAD NITERÓI - RJ Lupa Calc. Notas VERIFICAR E ENCAMINHAR Disciplina: NPG1071 - DIR.CONST.INTERNAC. Período Acad.: 2018.3 EAD (POS) / AV Aluno: CLEHILTON PAIVA DE CARVALHO Matrícula: 201810014311 Turma: 9001 Prezado(a) Aluno(a), Responda a todas as questões com atenção. Somente clique no botão FINALIZAR PROVA ao ter certeza de que respondeu a todas as questões e que não precisará mais alterá-las. Valor da prova: 6 pontos. 0,6 pontos 1. Quanto ao dualismo e o monismo é correto afirmar que: (Ref.: 201810263058) O dualismo incorpora a ideia de que na ordem interna se obedece um sistema de coordenação das relações jurídicas e, no âmbito internacional, a uma relação de subordinação entre os sujeitos de Direito Internacional. O dualismo tem como preceito a ideia de que todos os direitos emanam de uma única fonte. A teoria da incorporação advém da corrente monista, que defende a primazia do Direito Interno. A teoria da incorporação, característica do dualismo, estabelece que, para que uma norma internacional seja aplicável no plano interno de uma Estado, deve ser incorporada ao ordenamento interno deste Estado. O monismo tem a concepção de que o Direito Internacional e o Direito Interno são noções diferentes e, em consequência, as duas ordens jurídicas são independentes e tangentes, não possuindo qualquer área em comum. 0,6 pontos 2. Uma categoria da classificação do tratado leva em consideração o assunto ou a matéria nele pactuada. Assim o tratado poderá ser genérico ou tratado internacional sobre direitos humanos ¿ TIDH. Tal classificação é de suma importância nos dias atuais, pois dependendo da classificação a ser atribuída ao tratado, o mesmo poderá estar posicionado em diferentes escalas da pirâmide normativa. Sobre esse tema é correto afirmar. (Ref.: 201810263060) Não existe qualquer diferença entre o tratado genérico e o tratado que verse sobre direitos humanos. A jurisprudência brasileira informa que os tratados internacionais genéricos terão paridade normativa como norma constitucional, equivalente à emenda constitucional. No que tange aos tratados sobre direitos humanos, não ocorrer variações da posição que ocupam no ordenamento jurídico, pois sempre serão equivalentes à norma constitucional. A jurisprudência atual do Supremo Tribunal Federal considera que os tratados sobre direitos humanos sempre terão destaque no ordenamento jurídico, ora equiparados às Emendas Constitucionais, quando internalizados na forma do procedimento similar ao da emenda constitucional, ora com força de norma infraconstitucional, por estarem abaixo da Constituição Federal, mas acima das leis comuns. O tratado que tiver como eixo a proteção do homem, será classificado como um tratado internacional genérico ou geral. 0,6 pontos 3. Assinale a alternativa falsa: (Ref.: 201810599343) O STF entende que o caso de o Brasil ratificar um tratado internacional que conflite com a Constituição, esta deverá prevalecer. Após a EC 45/04, todos os tratados de direitos humanos em que a República Federativa do Brasil for parte equivalem à norma constitucional. Com a vigência da EC45/04, os tratados de direitos humanos ao serem incorporados pelo ordenamento jurídico brasileiro adquirem o status de norma constitucional, se aprovados em cada casa do Congresso, em dois turnos, por 3/5 de seus membros. Os tratados de direitos humanos devem passar pelo processo de incorporação ao direito interno. O STF entende que o tratado internacional equivale, ou seja, tem status de lei ordinária e portanto segue o princípio de que lei posterior derroga lei anterior. 0,6 pontos 4. Sobre o Direito Constitucional Internacional, assinale a opção incorreta. (Ref.: 201810262446) Em 1933, a partir da publicação da obra de autoria de Mirkine-Guetzévich, intitulada de Droit Constitutionnel International, a expressão passou a significar o conjunto de regras constitucionais de alcance internacional, proposta que mereceu críticas tendo em vista que no âmbito internacional o Direito Interno não tem significação. Pode-se definir o Direito Constitucional Internacional como o conjunto de normas constitucionais que limita e regula as atividades externas do Estado. Há certo consenso doutrinário de que a expressão Direito Constitucional Internacional foi utilizada pela primeira vez por Mégalos Caloyanni que, ao estudar a Corte Permanente de Justiça Internacional e o Pacto de Paris, de 1928, equivocadamente afirmou que a proibição à guerra está registrado em diversas Constituições. O Constitucionalismo atual não caracteriza a fixação de marcos normativos regedores da política externa estatal, quais sejam, o estabelecimento de seus limites de atuação e a formulação de estímulos voltados ao seu direcionamento em razão de certos objetivos. Verifica-se que ainda não é considerado ramo autônomo do Direito, mas uma divisão do Direito Constitucional e por variar de constituição para constituição, podemos afirmar que existe um Direito Constitucional Internacional brasileiro, alemão, argentino etc. 0,6 pontos 5. Considerando a prática brasileira, bem assim o entendimento do Direito Internacional acerca dos tratados internacionais, marque a opção incorreta. (Ref.: 201810599335) Qualquer tratado existente que seja conflitante com norma imperativa de direito internacional geral (jus cogens) posterior torna-se nulo e extingue-se. O Congresso Nacional resolve definitivamente sobre tratados internacionais toda vez que os ratifica no plano externo. Pode-se dizer que tratado internacional é um acordo celebrado por escrito entre sujeitos de direito internacional, qualquer que seja sua denominação particular. Os tratados internacionais incorporados ao ordenamento jurídico brasileiro mediante decreto presidencial de promulgação têm força de lei ordinária. O Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido de que os tratados internacionais incorporados ao ordenamento jurídico nacional têm estatura de lei ordinária. 0,6 pontos 6. O Tribunal Penal Internacional tem jurisdição sobre pessoas responsáveis pelos crimes de maior gravidade com alcance internacional (art. 1º do Estatuto de Roma, 1998). São crimes de competência desse tribunal: (Ref.: 201810738255) Crime de agressão, tráfico de crianças e mulheres e atos de terrorismo. Crimes de guerra, violação dos direitos humanos e tráfico de drogas. Crimes políticos e conexos. Tráfico de drogas, crime organizado transnacional e crimes contra a humanidade. Genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e crime de agressão. 0,6 pontos 7. Nos termos da Constituição da República Federativa do Brasil são brasileiros naturalizados: (Ref.: 201810263086) Os que, na forma de lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa comprovação de idoneidade moral e de inexistência de condenação penal com trânsito em julgado. Os que, na forma de lei complementar, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto. Os estrangeiros de qualquer nacionalidade residentes na RepúblicaFederativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. Todos quantos requeiram a nacionalidade brasileira, a qualquer tempo, e sem limitações substanciais, dado que nosso texto constitucional não estabelece distinções entre brasileiros natos e naturalizados. Os portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, a quem são atribuídos todos os direitos inerentes a brasileiros, sem limitações, exceto o exercício de cargos de chefia no executivo, no legislativo e no judiciário. 0,6 pontos 8. Segundo Celso Duvivier de Albuquerque Mello in "Curso de Direito Internacional Público", 1º vol., 11ª ed, Ed. Renovar, Rio de Janeiro: 1997, p. 191, "a terminologia dos tratados é bastante imprecisa na prática internacional; todavia podemos tirar as seguintes observações...". Desta forma, indique a opção correta em relação a terminologia e o objetivo do tratado segundo o autor citado. (Ref.: 201810599337) Protocolo - é o tratado utilizado para os acordos sobre litígios que vão ser submetidos à arbitragem. Acordo executivo - é o tratado que não é submetido ao Poder Legislativo para a sua devida aprovação. "Modus vivendi" - é o tratado que cria normas gerais e geralmente é complementado por um protocolo. Concordata - é empregado para designar os tratados coletivos geralmente estabelecendo normas para os t]]ribunais internacionais. Compromisso - é o tratado que versa sobre acordos solenes, como por exemplo, os tratados de paz. 0,6 pontos 9. Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da República, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. Tal fenômeno denomina-se: (Ref.: 201810738251) Federalização das causas de direitos humanos. Federalização de crimes transnacionais. Justiça universal. Avocação de jurisdição internacional. Avocação constitucional estadual. 0,6 pontos 10. O Tribunal Penal Internacional ¿ TPI, foi criado pelo Estatuto de Roma, 1998, de caráter permanente com o propósito de julgar determinados crimes. Sobre esse tema é correto afirmar. (Ref.: 201810263092) O Princípio da Irrelevância da Função Oficial significa que nenhum crime previsto no Estatuto de Roma sofre a ação do tempo pela prescrição. O Princípio da Universalidade compreende que o Tribunal Penal Internacional é competente para julgar pessoas físicas, ou seja, consideradas individualmente responsáveis. O Princípio da Responsabilidade Penal Individual significa que os Estados-partes do Estatuto de Roma submetem-se integralmente à jurisdição do Tribunal. Os crimes sujeitos à jurisdição do Tribunal Penal Internacional são os de genocídio, de ameaça, os de guerra e o tráfico ilícito de entorpecentes. O Tribunal é composto por quatro diferentes órgãos: a Presidência, as Seções, o Gabinete do Promotor e a Secretaria. Possui 18 juízes escolhidos dentre as pessoas de alto caráter moral, integridade e de reconhecida competência nas áreas de direito processual, direito internacional, direito penal e direitos humanos. O mandato dos juízes será de nove anos, não sendo possível a reeleição. VERIFICAR E ENCAMINHAR Legenda: Questão não respondida Questão não gravada Questão gravada