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1 – Qual o conceito de nexo causal ou relação de causalidade? Tal tema está previsto em qual artigo no CP? R- É o vínculo existente entre a conduta do agente e o resultado por ela produzido. Esta previsto no Art. 13 do Código Penal. 2 – Pode-se afirmar que é por meio da análise do nexo de causalidade que se conclui se o resultado foi ou não provocado pela conduta do agente? R- Sim, examinar o nexo de causalidade é descobrir quais condutas, positivas ou negativas, deram causa ao resultado previsto em lei. Assim, para se dizer que alguém causou um determinado fato, faz-se necessário estabelecer a ligação entre a sua conduta e o resultado gerado, isto é, verificar se de sua ação ou omissão adveio o resultado. 3 – Após a leitura do art. 13 caput do CP, como você pode interpretar a expressão “resultado” e qual a teoria do resultado adotada? R-Resultado é a consequência provocada pela conduta do agente; teoria normativa ou jurídica do resultado, resultado é toda lesão ou ameaça de lesão a algum bem penalmente relevante. 4 – Quais são 3 principais teorias que buscam definir a relação de causalidade? Explique. R-Teoria da causalidade adequada, Teoria da causalidade direta ou imediata e Teoria da equivalência das condições 5 – Das teoria apresentadas, qual foi aceita como regra pelo nosso CP? R- Teoria da equivalência das condições, de acordo com essa teoria, tudo quanto concorre para o resultado é causa. Todas as forças concorrentes para o evento, no caso concreto, apreciadas, quer isolada, quer conjuntamente, equivalem-se na causalidade. 6 – De acordo com a teoria adotada pelo CP explique o que se entende por CAUSA? R- Considera-se causa toda a ação ou omissão sem a qual o resultado não se teria produzido. 7 – Para se chegar ao conceito de causa existe na doutrina um famoso processo desenvolvido em 1894 por um estudioso sueco de nome Thyrén. Explique R- Teoria Indutivo Hipotético de Eliminação, uma ação é considerada causa do resultado se, suprimida mentalmente do contexto fático, esse mesmo resultado teria deixado de ocorrer. 8 – Leia o caso abaixo proposto pelo prof. Damásio de Jesus e depois resposta a questão: Suponhamos que Tião tenha causado a morte de Ferrerinha. A conduta típica do homicídio possui uma séria de fatos, alguns antecedentes, dentre os quais poderíamos sugerir os seguintes: 1 – produção pelo revólver pela indústria; 2 – aquisição da arma pelo comerciante; 3 – compra do revólver pelo agente; 4 – refeição tomada por Tião; 5 – emboscada; 6 – disparos; 7 – resultado morte. Aplicando o processo apontado na questão 7, aponte o(s) fato(s) numerado(s) que são considerado(s) CAUSA pelo CP brasileiro. Aponte também o(s) fato(s) que não são considerado(s) CAUSA. R- São considerados causas 5 e 6; não são considerados causas 1,2,3, 4 e 7 9 – O que se entende por CONCAUSAS, também denominada de SUPERVENIÊNCIA CAUSAL? Responda também se é considerada pela doutrina uma exceção a regra da teoria da conditio sine qua non. Se sim, aponte a teoria que é considerada como exceção a regra e qual a previsão legal no CP da exceção? R- Concausa, que nada mais é do que o concurso de fatores (preexistentes, concomitantes ou supervenientes) que, paralelamente ao comportamento do agente, são capazes de modificar o curso natural do resultado. Sim, teoria da causalidade adequada, art. 13§ 1°. 10 – Apresente o conceito de CAUSAS DEPENDENTES e INDEPENDENTES. Cite um exemplo de cada. R-Causa dependente é a que emana da conduta do agente, dela se origina, razão pela qual se insere no curso normal do desenvolvimento causai. Existe dependência entre os acontecimentos, pois sem o anterior não ocorreria o posterior. Desse modo, não exclui a relação de causalidade. Exemplo: “A” tem a intenção de matar “B”. Apôs espancá-lo, coloca uma corda em seu pescoço, amarando-a ao seu carro. Em seguida dirige o automóvel, arrastando a vítima ao longo da estrada, circunstância que provoca a sua morte. As condutas consistentes em agredir, amarrar e arrastar a vítima são interdependentes para a produção do resultado final. Causa independente: por outro lado, é a que foge da linha normal de desdobramento da conduta. Seu aparecimento é inesperado e imprevisível. É independente porque tem a capacidade de produzir, por si só, o resultado. Pode ser de natureza absoluta ou relativa, dependendo de sua origem. Exemplo: Foi envenenado e na necropsia se descobre que o oque o mantou não foi o tiro recebido, mas sim, o veneno. 11 – O que são CAUSAS ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTES? Elas podem produzir por sí só o resultado? Explique. R-Causas absolutamente independentes: São aquelas que não se originam da conduta do agente, isto é, são absolutamente desvinculadas da sua ação ou omissão ilícita. E, por serem independentes, produzem por si sós o resultado naturalístico. Constituem a chamada “causalidade antecipadora”, pois rompem o nexo causai. Pois o que o resultado almejado foi outra causa. 12 – Quais são as espécies de CAUSAS ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTES? Explique cada uma delas e cite um exemplo R-Preexistente ou estado anterior: É aquela que existe anteriormente à prática da conduta. O resultado naturalístico teria ocorrido da mesma forma, mesmo sem o comportamento ilícito do agente. Exemplo: “A” efetua disparos de arma de fogo contra “B”, atingindo-o em regiões vitais. O exame necroscópico, todavia, concluí ter sido a morte provocada pelo envenenamento anterior efetuado por “C’”. Concomitante: É a que incide simultaneamente à prática da conduta. Surge no mesmo instante em que o agente realiza seu comportamento criminoso. Exemplo: “A” efetua disparos de arma de fogo contra “B” no momento em que o teto da casa deste último desaba sobre sua cabeça. Superveniente: É a que se concretiza posteriormente á conduta praticada pelo agente. Exemplo: “A” subministra dose letal de veneno a “B” mas, antes que se produzisse o efeito almejado, surge “C” antigo desafeto de “B” , que nele efetua inúmeros disparos de arma de fogo por todo o corpo, matando-o. 13 – Quais são os efeitos jurídicos das causas absolutamente independentes? R-Efeitos jurídicos das causas absolutamente independentes em todas as modalidades (preexistentes, concomitantes e supervenientes), o resultado naturalístico ocorre independentemente da conduta do agente. As causas surgem de forma autônoma, isto é, não se ligam ao comportamento criminoso do agente. E, por serem independentes, produzem por si sós o resultado material. Por corolário, devem ser imputados ao agente somente os atos praticados, e não o resultado naturalístico, em face da quebra da relação de causalidade. De fato, suprimindo mentalmente sua conduta, ainda assim o resultado teria ocorrido como ocorreu. Respeita-se a teoria da equivalência dos antecedentes ou conditio sine qua non, adotada pelo art. 13, caput, in fine, do Código Penal. Nos exemplos mencionados, o agente responde somente por tentativa de homicídio, e não por homicídio consumado. 14 – Identifique a espécie de causa nos exemplos abaixo e indique a solução jurídica para o caso: a) Tião está perturbando Katilanga para namorá-la e esta, ficando com raiva, resolve mata-lo. Antes do evento, Tião toma veneno e, quando chega perto de Katilanga, a mesma atira. O laudo médico atesta que Tião morreu envenenado, e não pelos tiros. b) Tião fere Ferrerinha com animus necandi, no mesmo momento em que este vem a falecer, exclusivamente, por força de um colapso cardíaco. c) Tião ministra veneno na alimentação de Ferrerinha, que, quando está tomando a refeição, vem a falecer em consequência de um desabamento. A causa da morte foi traumatismo craniano. R-a) Causas preexistentes absolutamente independentes b) Causas Concomitantes absolutamente independentes c) Causas Supervenientes absolutamente independentes 15 - O que são CAUSAS RELATIVAMENTE INDEPENDENTES? Explique. R-Originam-se da própria conduta efetuada peio agente, Dai serem relativas, pois não existiriamsem a atuação criminosa. Como, entretanto, tais causas são independentes, têm idoneidade para produzir, por si sós, o resultado, já que não se situam no normal trâmite do desenvolvimento causai. 16 – Da mesma forma que as causas absolutamente independentes, as CAUSAS RELATIVAMENTE INDEPENDENTES são classificadas. Explique as causas relativamente independentes preexistentes e as causas relativamente independentes concomitantes. Cite um exemplo de cada. R-Preexistente ou estado anterior: Existe previamente à prática da conduta do agente. Antes de seu agir ela já estava presente. Exemplo; “A”, com ânimo homicida, efetua disparos de arma de fogo contra “B” atingindo-a de raspão. Os ferimentos, contudo, são agravados pela diabete da vítima, que vem a falecer. Concomitante É a que ocorre simultaneamente â prática da conduta. Exemplo: “A” aponta uma arma de fogo contra “B”, o qual, assustado, corre em direção a movimentada via pública. No momento em que é alvejado pelos disparos, é atropelado por um caminhão, morrendo. 17 – Quais são os efeitos jurídicos das causas preexistentes e concomitantes relativamente independentes? R-Efeitos jurídicos das causas preexistentes e concomitantes relativamente independentes Em obediência â teoria da equivalência dos antecedentes ou conditio síne qua non, adotada pelo art. 13, caput, in fine, do Código Penal, nas duas hipóteses o agente responde peio resultado naturalístico. Com efeito, suprimindo-se mentalmente a sua conduta, o resultado material, que nos exemplos acima sena a morte da vítima, não teria ocorrido quando e como ocorreu. 18 - Identifique a espécie de causa nos exemplos abaixo e indique a solução jurídica para o caso: a) Tião golpeia Ferrerinha, hemofílico, que vem a falecer em consequência dos ferimentos, estando a par da contribuição de sua condição particular fisiológico. b) Tião desfecha um tiro em Ferrerinha, no exato momento em que este está sofrendo colapso cardíaco, provando-se que a lesão contribuiu para o aparecimento do resultado letal. R-a) Causas preexistentes relativamente b) Causas concomitantes relativamente. 19 – As causas supervenientes relativamente independentes estão previstas em qual artigo no CP? Segundo Cleber Masson como elas podem ser divididas? R- § 1° do art. 13 do Código Penal., tem as que não produziriam o resultado por si só e as que produziriam o resultado por si só. 20 – Explique as causas supervenientes relativamente independentes que não produzem por si só o resultado. Cite um exemplo R-As causas supervenientes relativamente independentes ocorrem após a prática da conduta delituosa. Por exemplo, a vítima de lesão corporal está sendo transportada pela ambulância, no entanto, no meio do caminho, outro carro colide com a ambulância, vindo a vítima a falecer em virtude do acidente. 21 – Explique as causas supervenientes relativamente independentes que produzem por si sós o resultado. Cite um exemplo. Nessa espécie, qual teoria da relevância causal foi adotada? R- E a situação tratada pelo § 1.° do art. 13 do Código Penal: “A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou” Exemplo: É o caso do agente que esfaqueia a vítima, hemofílica, que falece em virtude do sangramento descontrolado, invés do ato praticado (esfaquear) Teoria da equivalência de antecedentes. 22 – Qual o efeito jurídico das causas relativamente independentes supervenientes? R- Ele respondera pelo resultado naturalístico22 – Qual o efeito jurídico das causas relativamente independentes supervenientes? 23) Pelo Crime consumado. R- Complicações cirúrgicas e infecção hospitalar na vítima de um disparo de fogo provocado por um agente, na doutrina, são classificadas como qual tipo de causa? Apresente a consequência do agente do disparo. Responderá ele pelo resultado?